<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009001000018</article-id>
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          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Infarto do mioc&#225;rdio experimental em ratos: an&#225;lise do modelo</article-title>
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          <named-content content-type="city">Botucatu</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Estadual Paulista</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>434</fpage>
      <lpage>440</lpage>
      <history>
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          <day>29</day>
          <month>05</month>
          <year>2008</year>
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          <day>18</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Uma das estrat&#233;gias mais utilizadas para o estudo das altera&#231;&#245;es fisiopatol&#243;gicas decorrentes da oclus&#227;o coronariana &#233; o uso do modelo do infarto experimental no rato. Entre outros fatores, esse fato &#233; decorr&#234;ncia da similaridade com as altera&#231;&#245;es fisiopatol&#243;gicas que ocorrem ap&#243;s o infarto, em humanos. Devemos considerar, entretanto, que esse modelo possui caracter&#237;sticas que podem dificultar tanto o uso como a interpreta&#231;&#227;o de eventuais resultados. Assim, essa revis&#227;o tem como objetivo discutir as principais caracter&#237;sticas do modelo do infarto experimental no rato, abordando a t&#233;cnica da oclus&#227;o coronariana, as consequ&#234;ncias e os m&#233;todos de avalia&#231;&#227;o morfol&#243;gica e funcional do infarto e suas implica&#231;&#245;es cl&#237;nicas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Infarto do mioc&#225;rdio</kwd>
        <kwd>animais de laborat&#243;rio</kwd>
        <kwd>ratos</kwd>
        <kwd>oclus&#227;o coron&#225;riana</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>24</day>
        <month>11</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Infarto do mioc&#225;rdio experimental em ratos: an&#225;lise do modelo</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Leonardo A. M. Zornoff; Sergio A. R. Paiva; Marcos F. Minicucci; Joel Spadaro</bold>
    </p>
    <p>Faculdade de Medicina de Botucatu, Botucatu, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Uma das estrat&#233;gias mais utilizadas para o estudo das altera&#231;&#245;es fisiopatol&#243;gicas decorrentes da oclus&#227;o coronariana &#233; o uso do modelo do infarto experimental no rato. Entre outros fatores, esse fato &#233; decorr&#234;ncia da similaridade com as altera&#231;&#245;es fisiopatol&#243;gicas que ocorrem ap&#243;s o infarto, em humanos. Devemos considerar, entretanto, que esse modelo possui caracter&#237;sticas que podem dificultar tanto o uso como a interpreta&#231;&#227;o de eventuais resultados. Assim, essa revis&#227;o tem como objetivo discutir as principais caracter&#237;sticas do modelo do infarto experimental no rato, abordando a t&#233;cnica da oclus&#227;o coronariana, as consequ&#234;ncias e os m&#233;todos de avalia&#231;&#227;o morfol&#243;gica e funcional do infarto e suas implica&#231;&#245;es cl&#237;nicas.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Infarto do mioc&#225;rdio, animais de laborat&#243;rio, ratos, oclus&#227;o coron&#225;riana.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) &#233; definido como foco de necrose resultante de baixa perfus&#227;o tecidual, com sinais e sintomas consequentes da morte celular card&#237;aca.</p>
    <p>Estima-se que, em todo o mundo, esta s&#237;ndrome possa ocorrer em propor&#231;&#245;es epid&#234;micas. Poucas patologias tiveram a sua evolu&#231;&#227;o alterada de maneira t&#227;o radical como o IAM, com redu&#231;&#227;o acentuada da mortalidade, em consequ&#234;ncia das mudan&#231;as ocorridas no tratamento nos &#250;ltimos 30 anos<sup>1,2</sup>. A mudan&#231;a no tratamento foi o resultado dos avan&#231;os obtidos no estudo da patog&#234;nese do IAM e de suas complica&#231;&#245;es. Este fato ressalta a import&#226;ncia de melhor entendimento sobre os mecanismos fisiopatol&#243;gicos das s&#237;ndromes coronarianas agudas.</p>
    <p>Um dos modelos mais utilizados para o estudo das altera&#231;&#245;es fisiopatol&#243;gicas decorrentes da oclus&#227;o coronariana &#233; o modelo do infarto experimental no rato. No entanto, o modelo apresenta diversas caracter&#237;sticas peculiares que podem dificultar seu manuseio. Assim, o objetivo dessa revis&#227;o &#233; discutir os principais aspectos metodol&#243;gicos relacionados ao modelo de infarto experimental, no modelo do rato.</p>
    <p>
      <bold>Desenvolvimento do m&#233;todo</bold>
    </p>
    <p>O modelo de IAM experimental no rato pela oclus&#227;o da coron&#225;ria esquerda foi descrito inicialmente por Heimburger em 1946<sup>3</sup>. Com o passar dos anos, a t&#233;cnica foi modificada progressivamente por Johns e Olson<sup>4</sup>, Kaufman e cols.<sup>5</sup> e Seyle e cols.<sup>6</sup>. No in&#237;cio da d&#233;cada de 1980, o m&#233;todo foi introduzido no Brasil na Faculdade de Medicina de Botucatu<sup>7</sup>, disseminando-se por outros servi&#231;os. Resumidamente, ap&#243;s anestesia &#233; realizada toracotomia esquerda, entre o 4&#186; e o 5&#186; espa&#231;os intercostais. O cora&#231;&#227;o &#233; exteriorizado por compress&#227;o lateral do t&#243;rax e a art&#233;ria coron&#225;ria esquerda ligada com fio de sutura 5-0 a, aproximadamente, 2 mm da origem, entre a borda do &#225;trio esquerdo e o sulco da art&#233;ria pulmonar (<xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref>). A seguir, o cora&#231;&#227;o &#233; rapidamente recolocado na cavidade tor&#225;cica, os pulm&#245;es expandidos com ventila&#231;&#227;o positiva com oxig&#234;nio a 100% e o t&#243;rax fechado<sup>3-6</sup>. O m&#233;todo descrito acima possui v&#225;rias vantagens. Em primeiro lugar, os animais podem ser criados especificamente para os protocolos e com custo mais baixo que animais maiores. Em segundo lugar, a cirurgia &#233; extremamente r&#225;pida, com dura&#231;&#227;o variando de 2 a 5 minutos. Outro aspecto &#233; que devido &#224;s caracter&#237;sticas do metabolismo, as etapas envolvidas na evolu&#231;&#227;o do infarto como, por exemplo, necrose, cicatriza&#231;&#227;o e remodela&#231;&#227;o ocorrem rapidamente, o que diminui o tempo de observa&#231;&#227;o dos estudos. Finalmente, as altera&#231;&#245;es morfol&#243;gicas e funcionais decorrentes do infarto se assemelham &#224;quelas encontradas em humanos<sup>8,9</sup>.</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0434-00018-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Animais e cirurgia</bold>
    </p>
    <p>As cepas mais frequentemente utilizadas s&#227;o Wistar e Sprague-Dawley, dependendo do servi&#231;o. Usualmente, utilizam-se animais pesando entre 200 e 250 gramas. Nessa faixa de peso, o rato &#233; considerado adulto jovem, situa-se numa fase evolutiva caracterizada por crescimento lento e apresenta mortalidade cir&#250;rgica menor que animais mais velhos. Recomenda-se tamb&#233;m trabalhar com animais do mesmo sexo, pelo fato de que essa vari&#225;vel pode ser importante fator de regula&#231;&#227;o das adapta&#231;&#245;es card&#237;acas, em resposta a diversos est&#237;mulos<sup>10,11</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; anestesia, diversos agentes t&#234;m sido utilizados. Dentre eles, destacam-se os inalat&#243;rios, como o &#233;ter e o isoflurano, pois esses f&#225;rmacos s&#227;o relativamente baratos e apresentam a vantagem de terem curta dura&#231;&#227;o de a&#231;&#227;o, al&#233;m de permitirem a varia&#231;&#227;o da intensidade da anestesia durante a cirurgia<sup>10</sup>.</p>
    <p>Barbit&#250;ricos ou a associa&#231;&#227;o de cloridrato de cetamina (50 mg/kg) e cloridrato de xilidino (1mg/kg) tamb&#233;m s&#227;o frequentemente utilizados por via intraperitonial ou intramuscular. Esses agentes s&#227;o de r&#225;pida a&#231;&#227;o e podem produzir plano anest&#233;sico em 5 minutos. &#201; importante lembrar que os agentes com curta meia vida s&#227;o prefer&#237;veis aos de longa a&#231;&#227;o<sup>10</sup>.</p>
    <p>Durante o procedimento, recomenda-se que os animais sejam ventilados artificialmente, com suplementa&#231;&#227;o de oxig&#234;nio. Para isso, os animais podem ser ventilados por compress&#227;o nasal, com cateter, ou serem submetidos &#224; ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica ap&#243;s entuba&#231;&#227;o orotraqueal com cateter n&#250;mero 16<sup>10</sup>.</p>
    <p>Ap&#243;s a cirurgia, os analg&#233;sicos mais utilizados s&#227;o morfina, meperidina, dipirona ou paracetamol. Outro aspecto &#233; que as condi&#231;&#245;es ambientais devem ser mantidas constantes, pois varia&#231;&#245;es de temperatura, por exemplo, podem aumentar a mortalidade ap&#243;s o infarto.</p>
    <p>
      <bold>Mortalidade</bold>
    </p>
    <p>A mortalidade verificada nas primeiras 24 horas ap&#243;s a cirurgia situa-se comumente entre 40 e 60%. Entre as causas de morte nesse per&#237;odo destacam-se fatores relacionados ao procedimento cir&#250;rgico, como pneumot&#243;rax e depress&#227;o respirat&#243;ria e fatores associados &#224; fal&#234;ncia da bomba card&#237;aca, como o edema agudo de pulm&#227;o<sup>10,12</sup>. A principal causa de &#243;bito nesse modelo, entretanto, &#233; a alta preval&#234;ncia de arritmias malignas, como a taquicardia ventricular sustentada e a fibrila&#231;&#227;o ventricular. Opitz e cols. encontraram mortalidade de 65% nas 48 horas ap&#243;s o infarto. Por meio de monitorisa&#231;&#227;o cont&#237;nua, os autores mostraram que 96% dos animais submetidos ao IAM apresentaram centenas de epis&#243;dios de taquicardia ventricular e ao menos 20 epis&#243;dios de fibrila&#231;&#227;o ventricular. Adicionalmente, foram evidenciados 2 per&#237;odos distintos de arritmia: o primeiro per&#237;odo incluiu os primeiros 30 minutos ap&#243;s a oclus&#227;o coronariana e o segundo, respons&#225;vel por 65% dos &#243;bitos, incluiu o per&#237;odo entre 1,5 e 9 horas ap&#243;s o infarto<sup>13</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao per&#237;odo cr&#244;nico p&#243;s-IAM, a mortalidade encontrada nesse modelo &#233; extremamente vari&#225;vel, sendo que o principal determinante desse evento &#233; o tamanho do infarto. Nesse sentido, Pfeffer e cols.<sup>14</sup>, acompanhando animais infartados por per&#237;odo de um ano, verificaram que para infartos pequenos (5 a 19,9% do ventr&#237;culo esquerdo), moderados (20 a 39,9%) e grandes (<underline>&gt;</underline> 40%), as taxas de mortalidade ficaram ao redor de 50%, 75% e 85%, respectivamente<sup>14</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Aspectos relacionados ao tamanho do infarto</bold>
    </p>
    <p>Um dos aspectos mais relevantes desse modelo relaciona-se ao tamanho do infarto. Aceita-se que esse par&#226;metro resultante da oclus&#227;o coronariana, em sua por&#231;&#227;o proximal, n&#227;o &#233; uniforme, variando de 4% a 65%<sup>12</sup>. Esse fato &#233; consequ&#234;ncia da incapacidade de se ocluir a coron&#225;ria exatamente no mesmo ponto, em todos os animais e de eventuais varia&#231;&#245;es anat&#244;micas entre eles. Assim, esse modelo n&#227;o &#233; adequado para a verifica&#231;&#227;o de efeito redutor de tamanho do infarto por meio de diferentes interven&#231;&#245;es, j&#225; que eventuais diferen&#231;as no tamanho do infarto podem ser inerentes &#224; variabilidade do m&#233;todo. Em consequ&#234;ncia, recomenda-se primeiro a an&#225;lise da &#225;rea de risco comprometida pela liga&#231;&#227;o da art&#233;ria coron&#225;ria em determinado ponto, por meio da inje&#231;&#227;o de corantes. Posteriormente, partindo-se da &#225;rea de risco, verifica-se o tamanho da &#225;rea infartada final<sup>15,16</sup>.</p>
    <p>Outro fator a ser considerado &#233; o local de oclus&#227;o da art&#233;ria coron&#225;ria. Ocorrendo oclus&#227;o muito pr&#243;xima &#224; origem, h&#225; o comprometimento da art&#233;ria septal e o tamanho do infarto pode ser maior que 65%. Nesse caso, entretanto, a mortalidade dos animais &#233; de 100%<sup>12,14</sup>.</p>
    <p>Outra caracter&#237;stica relevante &#233; que, nesse modelo de IAM experimental, a porcentagem do infarto no &#225;pice &#233; maior que na base do ventr&#237;culo esquerdo. Por esse motivo, o m&#233;todo mais utilizado para a determina&#231;&#227;o do tamanho do infarto &#233; o que utiliza v&#225;rios cortes transversais. O tamanho do infarto &#233; determinado pela m&#233;dia de todos os cortes. Diferentes autores, no entanto, observaram que o corte transverso medial do ventr&#237;culo esquerdo, entre 5 e 6 mm a partir do &#225;pice, reflete o tamanho do infarto de todo o ventr&#237;culo esquerdo<sup>17,18</sup>. Assim, a utiliza&#231;&#227;o apenas dessa regi&#227;o simplificaria a determina&#231;&#227;o do tamanho do infarto.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos m&#233;todos utilizados para a determina&#231;&#227;o do tamanho do infarto, essa vari&#225;vel vem sendo avaliada, preferencialmente, por 4 diferentes m&#233;todos: 1) determina&#231;&#227;o da &#225;rea infartada em rela&#231;&#227;o &#224; &#225;rea do ventr&#237;culo esquerdo, determinada por histologia ou por planimetria; 2) histologia com a determina&#231;&#227;o do per&#237;metro interno da regi&#227;o infartada em rela&#231;&#227;o ao per&#237;metro total da cavidade; 3) histologia com a determina&#231;&#227;o das circunfer&#234;ncias epic&#225;rdicas e endoc&#225;rdicas dos segmentos infartados e n&#227;o infartados e 4) ecocardiograma com a determina&#231;&#227;o do per&#237;metro interno da regi&#227;o infartada em rela&#231;&#227;o ao per&#237;metro total da cavidade.</p>
    <p>O m&#233;todo mais recomendado para a determina&#231;&#227;o do tamanho do infarto &#233; a determina&#231;&#227;o das circunfer&#234;ncias epic&#225;rdicas e endoc&#225;rdicas dos segmentos infartados e n&#227;o infartados (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>)<sup>12,14,19</sup>. Limita&#231;&#227;o potencial ao emprego de diferentes t&#233;cnicas &#233; que, como j&#225; dito, o tamanho do infarto pode variar dependendo do m&#233;todo utilizado.</p>
    <fig id="f2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0434-00018-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; determina&#231;&#227;o do tamanho do infarto pela &#225;rea, devemos considerar que, ap&#243;s o infarto ocorrem altera&#231;&#245;es din&#226;micas tanto no segmento infartado como na regi&#227;o n&#227;o infartada. Na regi&#227;o infartada, o tecido necr&#243;tico &#233; substitu&#237;do por tecido fibroso de cicatriza&#231;&#227;o. Nas fases mais tardias do processo cicatriza&#231;&#227;o, ocorre contra&#231;&#227;o da &#225;rea fibr&#243;tica<sup>8</sup>. Por outro lado, na &#225;rea n&#227;o infartada do ventr&#237;culo esquerdo ocorrem diferentes graus de hipertrofia card&#237;aca, como adapta&#231;&#227;o &#224; perda dos mi&#243;citos. Por causa dessas altera&#231;&#245;es, a determina&#231;&#227;o do tamanho do infarto por volume ou &#225;rea pode resultar em erro, j&#225; que a reabsor&#231;&#227;o e retra&#231;&#227;o da &#225;rea infartada, somadas &#224; hipertrofia da &#225;rea n&#227;o infartada, podem resultar em subestima&#231;&#227;o do tamanho do infarto em rela&#231;&#227;o &#224; &#225;rea infartada original<sup>12,14,20</sup>.</p>
    <p>Outro m&#233;todo utilizado para a determina&#231;&#227;o do tamanho do infarto &#233; a medida do per&#237;metro interno do segmento infartado, em rela&#231;&#227;o ao per&#237;metro total da cavidade ventricular. Essa an&#225;lise pode ser feita por dois m&#233;todos: ecocardiograma e histologia. No entanto, a exemplo da estimativa por &#225;rea, esses m&#233;todos podem apresentar importantes limita&#231;&#245;es. Simultaneamente &#224; necrose das miofibrilas, h&#225; desintegra&#231;&#227;o do col&#225;geno interfibrilar pela ativa&#231;&#227;o de enzimas proteol&#237;ticas. Esse fato ocasiona perda do tecido de sustenta&#231;&#227;o, o que torna a regi&#227;o mais distens&#237;vel e, consequentemente, mais suscept&#237;vel &#224;s deforma&#231;&#245;es. Assim, pode ocorrer deslizamento de &#225;reas musculares necr&#243;ticas, com realinhamento dos mi&#243;citos na parede infartada. Como resultado, h&#225; afilamento da regi&#227;o e dilata&#231;&#227;o do segmento infartado. Essa dilata&#231;&#227;o aguda, caracterizada por adelga&#231;amento e distens&#227;o da regi&#227;o infartada &#233; denominada expans&#227;o do infarto<sup>21-23</sup>. Portanto, em decorr&#234;ncia da expans&#227;o, a determina&#231;&#227;o do tamanho do infarto pelos per&#237;metros internos pode superestimar o tamanho do IAM<sup>20</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas morfol&#243;gicas</bold>
    </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s caracter&#237;sticas anat&#244;micas do cora&#231;&#227;o do rato, a art&#233;ria coron&#225;ria esquerda origina-se entre a borda do &#225;trio esquerdo e o sulco da art&#233;ria pulmonar. Adicionalmente, verificou-se que a art&#233;ria coron&#225;ria esquerda em sua por&#231;&#227;o proximal, &#233; usualmente intramioc&#225;rdica, retornando &#224; superf&#237;cie epic&#225;rdica a aproximadamente 3 a 4 mm de sua origem<sup>4</sup>. O rato n&#227;o possui art&#233;ria cincunflexa verdadeira<sup>6</sup>. A por&#231;&#227;o proximal da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda, praticamente no &#243;stio, d&#225; origem ao ramo septal e, mais abaixo, ao ramo correspondente &#224; circunflexa<sup>17</sup>. Essa caracter&#237;stica anat&#244;mica assegura que o ramo septal tenha origem acima do local onde &#233; realizada a oclus&#227;o coronariana. Assim, este modelo caracteriza-se por apresentar infarto da parede livre do ventr&#237;culo esquerdo, sem comprometimento do septo interventricular. Consequentemente, essa regi&#227;o &#233; usada como controle para estudos morfol&#243;gicos e bioqu&#237;micos<sup>17</sup>.</p>
    <p>Outra caracter&#237;stica anat&#244;mica desse modelo &#233; que o rato tem escassa circula&#231;&#227;o colateral, a exemplo do humano. A oclus&#227;o coron&#225;ria ocasiona, dessa forma, infartos invariavelmente transmurais, tornando os infartos subendoc&#225;rdicos evento raro, ao redor de 3%<sup>24</sup>.</p>
    <p>Outro aspecto pertinente desse modelo relaciona-se ao comprometimento do m&#250;sculo papilar. Ao contr&#225;rio do modelo do c&#227;o, em que a oclus&#227;o coronariana leva &#224; necrose do m&#250;sculo papilar em 85% dos casos, o modelo de infarto no rato caracteriza-se por preserva&#231;&#227;o do m&#250;sculo papilar posterior. An&#225;lise histol&#243;gica mostrou que, no rato, a oclus&#227;o coronariana n&#227;o resultou em comprometimento, ou leva a comprometimento m&#237;nimo, desse m&#250;sculo. A explica&#231;&#227;o para esse fen&#244;meno &#233; que a irriga&#231;&#227;o do m&#250;sculo papilar posterior &#233; feita pelo ramo septal da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda que, como discutido acima, n&#227;o &#233; comprometido pela oclus&#227;o coronariana<sup>17</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s caracter&#237;sticas da cicatriza&#231;&#227;o ap&#243;s a oclus&#227;o coronariana, o modelo do rato tamb&#233;m mostra peculiaridades<sup>25-31</sup>. Ativa&#231;&#227;o de metaloproteases (MMP), enzimas proteol&#237;ticas respons&#225;veis pela degrada&#231;&#227;o do col&#225;geno, foi identificada 1 hora ap&#243;s a oclus&#227;o coronariana<sup>28</sup>. Inicialmente, a MMP-1 degrada o col&#225;geno fibrilar e posteriormente, as MMP-2, MMP-3 e MMP-9 degradam esses fragmentos<sup>26</sup>. Estudo pr&#233;vio sugere que, 3 horas ap&#243;s a oclus&#227;o coronariana, cerca de 50% do col&#225;geno j&#225; tenha sido degradado<sup>28</sup>. Essa atividade proteol&#237;tica cessa ap&#243;s uma semana do infarto<sup>27</sup>. Concomitantemente &#224; atividade proteol&#237;tica, outras altera&#231;&#245;es foram identificadas. Com 24 horas, a necrose muscular torna-se evidente, acompanhada inicialmente por infiltra&#231;&#227;o neutrof&#237;lica e, posteriormente, por infiltrado linfoc&#237;tico e monoc&#237;tico<sup>30</sup>. Ap&#243;s 3 a 4 dias da oclus&#227;o coronariana, inicia-se o ac&#250;mulo de c&#233;lulas semelhantes aos fibroblastos, mas com actina em sua composi&#231;&#227;o, os miofibroblastos. Aceita-se que os miofibroblastos sejam fibroblastos modificados pelo TGF-&#946; secretado pelos mon&#243;citos e respons&#225;veis pela s&#237;ntese de col&#225;geno I e III, que come&#231;a a acumular-se na regi&#227;o perif&#233;rica do infarto no terceiro dia e torna-se bem organizado 14 dias ap&#243;s o IAM. O processo de cicatriza&#231;&#227;o estaria completo ap&#243;s 21 dias da oclus&#227;o coronariana<sup>25-31</sup>.</p>
    <p>Outro aspecto que deve ser considerado &#233; que, em animais com grandes infartos, as &#225;reas n&#227;o infartadas do ventr&#237;culo esquerdo e do ventr&#237;culo direito exibem aumento da express&#227;o de RNAm para pr&#233;-col&#225;geno tipo I e III, iniciando-se entre os dias 4 e 7 ap&#243;s o IAM podendo resultar em ac&#250;mulo de col&#225;geno progressivo. Dessa forma, grandes infartos frequentemente acompanham-se de diferentes graus de fibrose nas &#225;reas n&#227;o infartadas<sup>26</sup>.</p>
    <p>Uma das principais caracter&#237;sticas do infarto do mioc&#225;rdio liga-se ao fato de que a perda de tecido contr&#225;til desencadeia processo adaptativo de crescimento celular do tecido n&#227;o infartado<sup>32-37</sup>. No modelo do rato, a hipertrofia do ventr&#237;culo esquerdo se caracteriza por ser de padr&#227;o exc&#234;ntrico, &#233; evento precoce e pode ser detectada no terceiro dia ap&#243;s a oclus&#227;o coronariana. Ap&#243;s tr&#234;s a quatro semanas, o grau de hipertrofia aumenta entre 30% e 60%. No ventr&#237;culo direito, tamb&#233;m pode ocorrer hipertrofia, caracteristicamente de padr&#227;o conc&#234;ntrico e correlacionada a eleva&#231;&#245;es da press&#227;o diast&#243;lica final do ventr&#237;culo esquerdo e da press&#227;o sist&#243;lica ventricular direita<sup>12</sup>. No entanto, de forma semelhante ao que ocorre no ventr&#237;culo infartado, a hipertrofia do ventr&#237;culo direito est&#225; presente no terceiro dia e atinge porcentual de 30%, ao final de um m&#234;s<sup>38,39</sup>.</p>
    <p>Finalmente, a exemplo do que ocorre na regi&#227;o infartada, a regi&#227;o n&#227;o infartada, principalmente a que separa o tecido infartado do tecido n&#227;o comprometido, tamb&#233;m pode ser alvo da ativa&#231;&#227;o das MMP. Como consequ&#234;ncia, feixes de mi&#243;citos vi&#225;veis podem sofrer processo de deslizamento e realinhamento muscular (<italic>side-to-side slipage</italic>)<sup>40</sup>.</p>
    <p>Assim, consequentemente ao processo de expans&#227;o, de hipertrofia ventricular (de caracter&#237;stica exc&#234;ntrica) e do deslizamento celular na regi&#227;o lim&#237;trofe com o infarto, a cavidade infartada pode aumentar de di&#226;metro e perder sua geometria el&#237;ptica normal, assumindo configura&#231;&#227;o esf&#233;rica. Essas mudan&#231;as no tamanho, massa e geometria ventricular caracterizam, clinicamente, o processo de remodela&#231;&#227;o card&#237;aca ap&#243;s o infarto<sup>41-47.</sup></p>
    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas funcionais</bold>
    </p>
    <p>As consequ&#234;ncias hemodin&#226;micas decorrentes da oclus&#227;o coronariana no rato j&#225; est&#227;o bem documentadas. Em diferentes estudos, verificou-se que o infarto ocasiona queda de diversas vari&#225;veis funcionais como: volume sist&#243;lico, d&#233;bito card&#237;aco, press&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo, primeira derivada positiva de press&#227;o e derivada negativa de press&#227;o. Paralelamente, ocorre aumento da press&#227;o diast&#243;lica final do ventr&#237;culo esquerdo e da constante de tempo de decl&#237;nio da press&#227;o isovolum&#233;trica. O infarto se acompanha, portanto, por disfun&#231;&#227;o tanto sist&#243;lica como diast&#243;lica, que j&#225; s&#227;o identificadas 3 horas ap&#243;s a oclus&#227;o coronariana<sup>12,48-51</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos mecanismos envolvidos na disfun&#231;&#227;o ventricular, existem evid&#234;ncias de que at&#233; as primeiras tr&#234;s semanas ap&#243;s grandes infartos, a fun&#231;&#227;o do m&#250;sculo n&#227;o infartado &#233; normal, apesar da fun&#231;&#227;o da c&#226;mera estar deprimida<sup>37</sup>. Por outro lado, com seis semanas, a fun&#231;&#227;o muscular est&#225; deprimida<sup>52</sup>. Assim, essas evid&#234;ncias sugerem que, inicialmente, a disfun&#231;&#227;o ventricular &#233; consequ&#234;ncia da perda de tecido contr&#225;til, secund&#225;ria ao infarto. Cronicamente, entretanto, o m&#250;sculo remanescente fica disfuncional, provavelmente em decorr&#234;ncia do processo de remodela&#231;&#227;o p&#243;s-infarto.</p>
    <p>Uma das principais caracter&#237;sticas desse modelo &#233; que as altera&#231;&#245;es funcionais guardam estreita rela&#231;&#227;o com o tamanho do infarto. Assim, ratos com infartos menores que 30% n&#227;o apresentaram anormalidades hemodin&#226;micas. Animais com infartos moderados (31-46%) tiveram valores hemodin&#226;micos basais normais, mas reduzida capacidade de gerar press&#227;o. Por outro lado, ratos com infartos grandes ( &gt;46%) apresentaram insufici&#234;ncia card&#237;aca, com elevadas press&#245;es de enchimento e redu&#231;&#227;o do d&#233;bito card&#237;aco<sup>12</sup>. Portanto, esse modelo propicia o estudo de diferentes graus de disfun&#231;&#227;o ventricular.</p>
    <p>Finalmente, o modelo de infarto experimental no rato tamb&#233;m permite a avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o ventricular direita. Assim, em estudo pr&#233;vio, no qual utilizou-se prepara&#231;&#227;o de cora&#231;&#227;o isolado, perfundido por solu&#231;&#227;o nutriente, identificou-se diminui&#231;&#227;o da press&#227;o sist&#243;lica, que se correlacionava, de forma linear, ao aumento da massa ventricular direita<sup>53</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o morfol&#243;gica, funcional e cl&#237;nica de insufici&#234;ncia card&#237;aca</bold>
    </p>
    <p>Para avalia&#231;&#227;o de hipertrofia, em diferentes modelos de agress&#227;o card&#237;aca, comumente se utiliza a rela&#231;&#227;o entre o peso do ventr&#237;culo esquerdo ajustado pelo peso corporal do animal ou pela t&#237;bia. No modelo do infarto, no entanto, a complexa intera&#231;&#227;o de eventos tais como a reabsor&#231;&#227;o do tecido necr&#243;tico e a quantidade de col&#225;geno da cicatriz pode interferir com o peso do ventr&#237;culo infartado de modo a n&#227;o refletir real crescimento celular. Desse modo, a utiliza&#231;&#227;o do di&#226;metro transverso do mi&#243;cito &#233; prefer&#237;vel para a avalia&#231;&#227;o do grau de hipertrofia do ventr&#237;culo esquerdo, nesse modelo<sup>54</sup>. Por outro lado, para a determina&#231;&#227;o da hipertrofia do ventr&#237;culo direito, rela&#231;&#245;es com o peso corporal podem ser usadas<sup>55</sup>.</p>
    <p>Para a avalia&#231;&#227;o da quantidade de col&#225;geno do tecido n&#227;o infartado, os m&#233;todos mais usualmente utilizados s&#227;o: determina&#231;&#227;o da hidroxiprolina<sup>56</sup>, fra&#231;&#227;o de col&#225;geno intersticial<sup>57</sup> e detec&#231;&#227;o de col&#225;geno I e III<sup>26</sup>, por meio da an&#225;lise do RNA ou de anticorpos anti col&#225;geno I e III. Um dado importante &#233; que apesar de ser m&#233;todo indireto, verificou-se estreita correla&#231;&#227;o entre o m&#233;todo bioqu&#237;mico e a quantidade de col&#225;geno analisada por morfometria<sup>58,59</sup>.</p>
    <p>Para avalia&#231;&#227;o funcional, diversos m&#233;todos est&#227;o dispon&#237;veis: an&#225;lise pelo m&#250;sculo papilar<sup>60</sup>, cora&#231;&#227;o isolado<sup>61,62</sup> e avalia&#231;&#227;o hemodin&#226;mica invasiva<sup>12,63</sup>. Nos &#250;ltimos anos, por&#233;m, o ecocardiograma vem ganhando espa&#231;o na avalia&#231;&#227;o morfol&#243;gica e funcional de ratos infartados. Existem in&#250;meras vari&#225;veis funcionais que podem ser utilizadas, mas as mais frequentes s&#227;o: fra&#231;&#227;o de varia&#231;&#227;o de &#225;rea, fra&#231;&#227;o de encurtamento, d&#233;bito card&#237;aco, escores de movimenta&#231;&#227;o da parede infartada, fluxo transmitral e &#237;ndice de performance card&#237;aca<sup>51,64-67</sup>.</p>
    <p>Existem diversas vari&#225;veis cl&#237;nicas que podem ser utilizadas para o diagn&#243;stico de insufici&#234;ncia card&#237;aca nesse modelo, dentre as quais destaca-se: apar&#234;ncia geral, lentid&#227;o de movimentos, altera&#231;&#245;es na pelagem, retardo de crescimento, peso corporal e dispn&#233;ia. Essas vari&#225;veis, entretanto, podem ser pouco sens&#237;veis para o diagn&#243;stico de congest&#227;o ou de baixo d&#233;bito card&#237;aco<sup>12</sup>. Os trabalhos pioneiros para a detec&#231;&#227;o cl&#237;nica dos sinais de insufici&#234;ncia card&#237;aca em ratos foram realizados por Bing e cols., que estudaram ratos espontaneamente hipertensos com disfun&#231;&#227;o card&#237;aca<sup>68-70</sup>. Os dados sobre a incid&#234;ncia de insufici&#234;ncia card&#237;aca p&#243;s-infarto e a possibilidade de seu reconhecimento cl&#237;nico em ratos, no entanto, s&#227;o escassos. Recentemente, utilizando-se o modelo de ratos com infartos moderados e grandes, verificou-se que a preval&#234;ncia de sinais cl&#237;nicos e an&#225;tomo-patol&#243;gicos de insufici&#234;ncia card&#237;aca foi: taquipn&#233;ia (46%), congest&#227;o hep&#225;tica (21%), trombo em &#225;trio esquerdo (21%), ascite (25%), derrame pleuro-peric&#225;rdico (71%) e presen&#231;a de hipertrofia do ventr&#237;culo direito (100%)<sup>71</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Implica&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>A primeira implica&#231;&#227;o desse modelo relaciona-se ao fato de que, por resultar frequentemente em grandes infartos transmurais, localizados na parede anterior, o modelo de infarto no rato &#233; ideal para o estudo da fisiopatologia da remodela&#231;&#227;o p&#243;s-infarto, j&#225; que essas vari&#225;veis s&#227;o as grandes determinantes da presen&#231;a e intensidade do processo de remodela&#231;&#227;o<sup>41-47</sup>.</p>
    <p>Outra implica&#231;&#227;o &#233; a similaridade com as altera&#231;&#245;es fisiopatol&#243;gicas que ocorrem ap&#243;s o infarto, em humanos<sup>52</sup>. Por essa raz&#227;o, esse modelo &#233; ideal para o estudo de interven&#231;&#245;es terap&#234;uticas para minimizar as altera&#231;&#245;es morfol&#243;gicas e funcionais que podem ocorrer ap&#243;s o infarto. Assim, muitas das interven&#231;&#245;es utilizadas em pacientes com infarto foram inicialmente analisadas no modelo do rato como, por exemplo: inibidores da enzima conversora da angiotensina<sup>14,41</sup>, antagonistas dos receptores da angiotensina II<sup>72</sup>, antagonistas da aldosterona<sup>73</sup> e beta-bloqueadores<sup>74</sup>.</p>
    <p>Pelo exposto, o modelo do infarto experimental em ratos tem sido muito utilizado para o estudo das repercuss&#245;es que ocorrem ap&#243;s a oclus&#227;o coronariana. Pelas particularidades inerentes ao animal, acreditamos que a discuss&#227;o dos principais aspectos desse modelo seja extremamente &#250;til para aqueles que se dedicam ao estudo do infarto agudo do mioc&#225;rdio.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Leonardo Ant&#244;nio Mamede Zornoff </p>
        <p> Faculdade de Medicina de Botucatu </p>
        <p> Departamento de Cl&#237;nica M&#233;dica, Rubi&#227;o Jr </p>
        <p> 18.618-000, Botucatu, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="lzornoff@fmb.unesp.br">lzornoff@fmb.unesp.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="lzornoff@cardiol.br">lzornoff@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 18/04/08; revisado recebido 29/05/08; aceito em 29/05/08.</p>
  </body>
  <back>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Evolution of the management of acute myocardial infarction: a 20th century saga</article-title>
          <source>Lancet</source>
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Experimental myocardium infarction in rats: analysis of the model</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>One of the most often used strategies to study the physiopathological alterations caused by coronary occlusion is the use of the experimental infarction model in rats. Among other factors, this is due to the similarities in the physiopathological alterations that occur after the infarction in humans. One must consider, however, that this model has characteristics that can hinder the use as well as the interpretation of eventual outcomes. Thus, this review aims at analyzing the main characteristics of the experimental infarction model in rats, discussing the coronary occlusion technique, the consequences and the methods of morphological and functional assessment of the infarction and its clinical implications.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Myocardial infarction</kwd>
        <kwd>animals, laboratory</kwd>
        <kwd>rats</kwd>
        <kwd>coronary occlusion</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Experimental myocardium infarction in rats: analysis of the model</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Leonardo A. M. Zornoff; Sergio A. R. Paiva; Marcos F. Minicucci; Joel Spadaro</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de Botucatu, Botucatu, SP - Brazil</p>
      <p>Mailling address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p>One of the most often used strategies to study the physiopathological alterations caused by coronary occlusion is the use of the experimental infarction model in rats. Among other factors, this is due to the similarities in the physiopathological alterations that occur after the infarction in humans. One must consider, however, that this model has characteristics that can hinder the use as well as the interpretation of eventual outcomes. Thus, this review aims at analyzing the main characteristics of the experimental infarction model in rats, discussing the coronary occlusion technique, the consequences and the methods of morphological and functional assessment of the infarction and its clinical implications.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Myocardial infarction; animals, laboratory; rats; coronary occlusion.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The acute myocardial infarction (AMI) is defined as a focus of necrosis that results from low tissue perfusion, with signs and symptoms that are the consequence of the cardiac cell death.</p>
      <p>It is estimated that this syndrome can occur in epidemic proportions worldwide. Few pathologies had their evolution altered so radically as the AMI, with an accentuated decrease in mortality due to the changes regarding its treatment in the last 30 years<sup>1,2</sup>. The change in the treatment was the result of advances obtained in the study of the pathogenesis of the AMI and its complications. This fact emphasizes the importance of a better understanding of the physiopathological mechanisms of the acute coronary syndromes.</p>
      <p>One of the most often used models to study the physiopathological alterations caused by coronary occlusion is the experimental infarction model in rats. However, the model presents several particular characteristics that can make it difficult to handle. Thus, the objective of this review is to discuss the main methodological aspects related to the experimental infarction model in the rats.</p>
      <p>
        <bold>Method development</bold>
      </p>
      <p>The experimental AMI model in rats due to left coronary occlusion was initially described by Heimburger in 1946<sup>3</sup>. With the passing time, the technique was progressively modified by Johns and Olson<sup>4</sup>, Kaufman et al<sup>5</sup> and Seyle et al<sup>6</sup>. In the beginning of the 1980s, the method was introduced in Brazil at the School of Medicine of Botucatu<sup>7</sup>, and from there it spread to other Services. In short, after the anesthesia, a left thoracotomy is performed, between the 4<sup>th</sup> and the 5<sup>th</sup> intercostal spaces. The heart is exteriorized through lateral compression of the chest and the left coronary artery is ligated with 5-0-size suture thread at approximately 2 mm from its origin, between the left atrium border and the pulmonary artery sulcus (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>). Then, the heart is rapidly returned to the thoracic cavity, the lungs are expanded with positive ventilation with 100% oxygen and the surgical wound is closed <sup>3-6</sup>. The method described above has several advantages. First, the animals can be raised specifically for the protocols, at a lower cost than with larger animals. Second, the surgery is extremely fast, with a duration ranging from 2 to 5 minutes. Another aspect is that due to the rat metabolism characteristics, the phases involved in the infarction evolution such as necrosis, healing and remodeling occur rapidly, which decreases the time of study observation. Finally, the morphological and functional alterations caused by the infarction are similar to those found in humans<sup>8,9</sup>.</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0434-00018-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Animals and surgery</bold>
      </p>
      <p>The most often used rat strains are Wistar and Sprague-Dawley, depending on the Service and animals weighing 200 to 250g are usually used in the studies. In this weight range, a rat is considered a young adult, when its evolution phase is characterized by slow growth and presents lower surgical mortality than older animals. It is also recommended to use animals of the same sex, as this variable can be an important regulation factor of the cardiac adaptations in response to several stimuli<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>Regarding the anesthesia, several agents have been used, and among them, inhalation agents such as ether and isoflurane, as these drugs are relatively inexpensive plus the advantage of having a short-term action, in addition to allowing the variation of anesthesia intensity during surgery<sup>10</sup>.</p>
      <p>Barbiturates or the association of ketamine chloride (50/ mg/kg) and xylidine chloride (1mg/kg) are also frequently used via intraperitoneal or intramuscular routes. These agents are fast-acting and can produce anesthesia within 5 minutes. It is important to remember that the agents with short half-life are preferable to the long-action ones<sup>10</sup>.</p>
      <p>During the procedure, it is recommended that the animals be artificially ventilated, with oxygen supplementation. Therefore, the animals can be ventilated by nasal compression, with catheter, or be submitted to mechanical ventilation after orotracheal intubation with a number 16 catheter<sup>10</sup>.</p>
      <p>After the surgery, the most commonly used analgesic drugs are morphine, dipyrone or paracetamol. Another aspect is that the environmental conditions must be kept constant, as temperature variations, for instance, can increase the mortality after the infarction.</p>
      <p>
        <bold>Mortality</bold>
      </p>
      <p>The observed mortality within the first 24 hrs after surgery is usually 40 to 60%. Among the causes of death in this period are mainly the factors related to the surgical procedure, such as pneumothorax and respiratory depression as well as factors associated to the cardiac pump failure, such as acute pulmonary edema<sup>10,12</sup>. The main cause of death in this model is, however, the high prevalence of malignant arrhythmias, such as sustained ventricular tachycardia and ventricular fibrillation. Opitz and cols. found a mortality of 65% in the first 48 hours after the infarction. Through continuous monitoring, the authors demonstrated that 96% of the animals submitted to the AMI presented hundreds of episodes of ventricular tachycardia and at least 20 episodes of ventricular fibrillation. Additionally, two distinct periods of arrhythmia were demonstrated: the first period included the first 30 minutes after the coronary occlusion and the second, responsible for 65% of the deaths, included the period between 1.5 and 9 hours after the infarction<sup>13</sup>.</p>
      <p>Regarding the chronic period after the AMI, the mortality observed in this model is extremely variable, with the size of the infarction being the main determinant of this event. In this sense, Pfeffer et al<sup>14</sup>, following infarcted animals for a period of one year, verified that for small (5 to 19.9% of the left ventricle), moderate (20 to 39.9%) and large infarctions (<underline>&gt;</underline> 40%), the mortality rates were around 50%, 75% and 85%, respectively<sup>14</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Aspects related to the size of the infarction</bold>
      </p>
      <p>One of the most relevant aspects of this model is related to the size of the infarction. It is accepted that this parameter resulting from the coronary occlusion, in its proximal region, is not uniform, varying from 4% to 65%<sup>12</sup>. This fact is a consequence of the incapacity of occluding the coronary exactly at the same point in all animals, as well as of eventual anatomic variations among them. Thus, this model is not adequate for the verification of the reduction effect of infarct size through different interventions, as eventual differences in the infarction size might be inherent to the variability of the method. Consequently, it is recommended first the analysis of the risk area affected by the coronary artery ligation in a certain point, through the injection of dyes. Subsequently, starting from the risk area, the size of the final infarcted area is verified<sup>15,16</sup>.</p>
      <p>Another factor to be considered is the site of the occlusion of the coronary artery. When the occlusion occurs too close to the origin, there is the septal artery involvement and the size of the infarction can be higher than 65%. In this case, however, the mortality of the animals is 100%<sup>12,14</sup>.</p>
      <p>Another relevant characteristic is that, in this experimental model of AMI, the percentage of infarction at the apex is higher than that at the basis of the left ventricle. For this reason, the most often used method to determine the size of the infarction is the one that uses several transversal cuts. The size of the infarction is determined by the mean of all cuts. Different authors, however, have observed that the medial transversal cut of the left ventricle, between 5 and 6 mm from the apex, reflects the size of the infarction of the entire left ventricle<sup>17,18</sup>. Therefore, the use of this region alone would simplify the measurement of the infarction size.</p>
      <p>Regarding the methods used to determine the infarction size, this variable has been assessed, preferentially, by 4 different methods: 1) measurement of the infarcted area in relation to the left ventricle area, determined by histology or planimetry; 2) histology with the measurement of the internal perimeter of the infarcted area in relation to the total perimeter of the cavity; 3) histology with the measurement of epicardial and endocardial circumferences of the infarcted and non-infarcted segments and 4) echocardiogram with the measurement of the internal perimeter of the infarcted region in relation to the total perimeter of the cavity.</p>
      <p>The most often recommended method for determining the infarction size is the measurement of the epicardial and endocardial circumferences of the infarcted and non-infarcted segments (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figure 2</xref>)<sup>12,14,19</sup>. A potential limitation to the use of different techniques is, as mentioned before, the fact that the size of the infarction can vary, depending on the method used.</p>
      <fig id="f2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0434-00018-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>Regarding the measurement of the infarction size by the area, one must consider that, after the infarction, dynamic alterations occur in the infarcted segment as well as in the non-infarcted area. In the infarcted region, the necrotic tissue is substituted by fibrous scar tissue. At the later phases of the healing process, the contraction of the fibrotic area occurs<sup>8</sup>. On the other hand, in the non-infarcted area of the left ventricle, different degrees of cardiac hypertrophy occur, such as adaptation to the loss of the myocytes. Due to these alterations, the measurement of the infarction size by volume or area can result in error, as the resorption and retraction of the infarcted area, added to the hypertrophy of the non-infarcted region, can result in the underestimation of the infarction size in relation to the original infarcted area<sup>12,14,20</sup>.</p>
      <p>Another method used to determine the size of the infarction is the measurement of the internal perimeter of the infarcted segment, in relation to the total perimeter of the ventricular cavity. This analysis can be attained by two methods: echocardiogram and histology. However, similarly to the estimate made by area, these methods can present important limitations. Simultaneously to the necrosis of the myofibrils, there is interfibrillar collagen disintegration by the activation of proteolytic enzymes. This fact causes loss of the support tissue, which makes the region more distensible and, consequently, more susceptible to deformations. Thus, the slippage of muscular necrotic areas can occur, with the realignment of the myocytes on the infarcted wall. As a result, there is a narrowing of the region and dilation of the infarcted segment. This acute dilation, characterized by the thinning and distension of the infarcted region is called the infarction expansion<sup>21-23</sup>. Therefore, as a consequence of the expansion, the measurement of the infarction size by the internal perimeters can overestimate the size of the AMI<sup>20</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Morphological characteristics</bold>
      </p>
      <p>Regarding the anatomic characteristics of the rat's heart, the left coronary artery originates between the border of the left atrium and the pulmonary artery sulcus. Additionally, it was observed that the left coronary artery, in its proximal region, is usually intramyocardial, returning to the surface epicardially at approximately 3 to 4 mm from its origin<sup>4</sup>. The rat does not have a true circumflex artery<sup>6</sup>. The proximal region of the left coronary artery, practically at the ostium, gives origin to the septal branch and, farther down, to the branch that corresponds to the circumflex artery<sup>17</sup>. This anatomic characteristic ensures that the septal branch originates above the site where the coronary occlusion is performed. Thus, this model is characterized by presenting infarction of the left ventricular free wall, without involving the interventricular septum. Consequently, this region is used as control for morphological and biochemical studies<sup>17</sup>.</p>
      <p>Another anatomic characteristic of this model is that the rat has scarce collateral circulation, similarly to humans. The coronary occlusion invariably causes, therefore, transmural infarctions, making the subendocardial infarction a rare event, of around 3%<sup>24</sup>.</p>
      <p>Another pertinent aspect of this model is related to the involvement of the papillary muscle. Contrary to the dog model, in which the coronary occlusion leads to necrosis of the papillary muscle in 85% of the cases, the infarction model in rats is characterized by the preservation of posterior papillary muscle. The histological analysis showed that, in rats, the coronary occlusion does not affect or minimally affects this muscle. The explanation for this phenomenon is that the irrigation of the posterior papillary muscle is carried out by the septal branch of the left coronary artery, which, as discussed above, is not affected by the coronary occlusion<sup>17</sup>.</p>
      <p>Regarding the healing characteristics after the coronary occlusion, the rat model also shows some peculiarities<sup>25-31</sup>. The activation of metalloproteases (MMP), proteolytic enzymes responsible for collagen degradation, was identified 1 hour after the coronary occlusion<sup>28</sup>. Initially, the MMP degrades the fibrillar collagen and, subsequently, the MMP-2, MMP-3 and MMP-9 degrade these fragments<sup>26</sup>. A previous study suggests that, 3 hours after the coronary occlusion, around 50% of the collagen has been degraded<sup>28</sup>. This proteolytic activity ceases one week after the infarction<sup>27</sup>. Concomitant to the proteolytic activity, other alterations have been identified. After 24 hours, the muscular necrosis becomes evident, initially followed by a neutrophilic infiltration and later, by a lymphocytic and monocytic infiltrate<sup>30</sup>. Three to four days after the coronary occlusion, the accumulation of fibroblast-like cells start, but with actin in its composition, the myofibroblasts.</p>
      <p>It is accepted that the myofibroblasts are fibroblasts modified by the TGF-&#946; secreted by the monocytes and responsible for the synthesis of collagen I and III, which starts to accumulate in the peripheral region of the infarction on the third day and becomes well organized 14 days after the AMI. The healing process is complete 21 days after the coronary occlusion<sup>25-31</sup>.</p>
      <p>Another aspect that must be considered is that, in animals with large infarctions, the non-infarcted areas of the left ventricle and the of the right ventricle show an increase in the expression of pre-collagen types I and III mRNA, starting between 4 to 7 days after the AMI, which can result in the accumulation of progressive collagen. Therefore, large infarctions are often accompanied by different degrees of fibrosis in the non-infarcted areas<sup>26</sup>.</p>
      <p>One of the main characteristic of myocardial infarction is associated to the fact that the loss of contractile tissue triggers an adaptive cell growth process in the non-infarcted tissue<sup>32-37</sup>. In the rat model, the left ventricular hypertrophy is characterized for having an eccentric pattern, being an early event and being detectable on the third day after the coronary occlusion.</p>
      <p>After three to four weeks, the degree of hypertrophy increases between 30% and 60%. Hypertrophy can also occur in the right ventricle, characteristically with a concentric pattern and correlated to increases in the left-ventricular end-diastolic pressure and right ventricular systolic pressure<sup>12</sup>. However, similarly to what occurs in the infarcted ventricle, the right ventricular hypertrophy is present on the third day and affects around 30% at the end of one month<sup>38,39</sup>.</p>
      <p>Finally, similarly to what occurs in the infarcted area, the non-infarcted area, mainly the one that separates the infarcted tissue from the non-affected tissue, can also be the target of MMP activation. As a consequence, bundles of viable myocytes can undergo muscular slippage and realignment processes (side-to-side slippage)<sup>40</sup>.</p>
      <p>Thus, as a consequence of the processes of expansion, of ventricular hypertrophy (of eccentric characteristic) and of cell slippage in the region that is borderline with the infarction area, the infarcted cavity can increase in diameter and lose its normal elliptical geometry, taking on a spherical configuration. These changes in size, mass and ventricular geometry clinically characterize the process of cardiac remodeling after the infarction<sup>41-47</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Functional characteristics</bold>
      </p>
      <p>The hemodynamic consequences caused by the coronary occlusion in the rat have been well documented. Different studies have shown that the infarction causes the decrease of several functional variables, such as systolic volume, cardiac output, left ventricular systolic pressure, first positive pressure derivative and negative pressure derivative. In parallel, there is an increase in the left ventricular-end diastolic pressure and of the decline time constant of the isovolumetric pressure. The infarction is accompanied, therefore, by systolic as well as diastolic dysfunctions, which are identified as early as 3 hours after the coronary occlusion<sup>12,48-51</sup>.</p>
      <p>Regarding the mechanisms involved in the ventricular dysfunction, there is evidence that up to the three first weeks after large infarctions, the non-infarcted muscle function is normal, although the chamber function is depressed<sup>37</sup>. On the other hand, after 6 weeks, the muscular function is depressed<sup>52</sup>. Thus, this evidence suggests that, initially, the ventricular dysfunction is a consequence of the loss of contractile tissue, secondary to the infarction. Chronically, however, the remaining muscle becomes dysfunctional, probably due to the post-infarction remodeling process.</p>
      <p>One of the main characteristics of this model is that the functional alterations are closely related to the size of the infarction. Therefore, rats with infarctions &lt; 30% did not present hemodynamic abnormalities. Animals with moderate infarctions (31-46%) had normal basal hemodynamic values, but reduced pressure-generating capacity. On the other hand, rats with large infarctions (&gt; 46%) presented heart failure, with elevated filling pressures and cardiac output decrease<sup>12</sup>. Therefore, this model allows the study of different degrees of ventricular dysfunction.</p>
      <p>Finally, the experimental infarction model in rats allows the evaluation of the right ventricular function. Thus, in a previous study, in which an isolated heart preparation was used, perfused with a nutrient solution, a decrease in the systolic pressure was identified, which correlated, in linear form, with the increase in the right ventricular mass<sup>53</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Morphological, functional and clinical evaluation of heart failure</bold>
      </p>
      <p>To evaluate hypertrophy in different models of cardiac injury, the ratio between the left ventricular weight, adjusted by the body weight of the animal of by the tibia, is commonly used.</p>
      <p>In the infarction model, however, the complex interaction of events such as the resorption of the necrotic tissue and the amount of collagen of the scar can interfere with the weight of the infarcted ventricle so that it won't reflect the actual cell growth. Therefore, the use of the myocyte transversal diameter is preferable for the evaluation of the degree of left ventricular hypertrophy in this model<sup>54</sup>. On the other hand, to determine the right ventricular hypertrophy, ratios with body weight can be used<sup>55</sup>.</p>
      <p>To evaluate the amount of collagen of the non-infarcted tissue, the most commonly used methods are: hydroxyproline measurement<sup>56</sup>, interstitial collagen fraction<sup>57</sup> and detection of collagens I and III<sup>26</sup> through the RNA analysis or anti-collagen I and III antibodies. An important fact is that, although it is an indirect method, a close correlation between the biochemical method and the amount of collagen analyzed by morphometry was verified<sup>58,59</sup>.</p>
      <p>For the functional assessment, several methods are available: analysis by the papillary muscle<sup>60</sup>, isolated heart<sup>61,62</sup> and invasive hemodynamic evaluation<sup>12,63</sup>. In the recent years, however, the echocardiogram has become increasingly important in the morphological and functional assessment of infarcted rats. There are several functional variables that can be used, but the most frequent ones are: variation in area fraction, shortening fraction, cardiac output, segmental wall motion score, transmitral flow and cardiac performance index<sup>51,64-67</sup>.</p>
      <p>There are several clinical variables that can be used for the diagnosis of heart failure in this model, among which are: general appearance, slow movements, alterations in fur texture, delayed growth, body weight and dyspnea. These variables, however, can be little sensitive for the diagnosis of congestion or low cardiac output<sup>12</sup>. The first studies for the clinical detection of heart failure signs in rats were carried out by Bing and cols. that studied spontaneously hypertensive rats with heart dysfunction<sup>68-70</sup>. The data on the incidence of post-infarction heart failure and the possibility of its clinical recognition in rats, however, are scarce. Recently, using the rat model with moderate and large infarctions, the observed prevalence of clinical and anatomopathological signs of heart failure was tachypnea, (46%); liver congestion, (21%); thrombus in the left atrium, (21%); ascites, (25%); pleural-pericardial effusion, (71%) and right ventricular hypertrophy, (100%)<sup>71</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Implications</bold>
      </p>
      <p>The first implication of this model is related to the fact that, as it frequently results in large transmural infarctions located in the anterior wall, the infarction model in rats is ideal for the study of the physiopathology of post-infarction remodeling, as these variables are the great determinants of the presence and intensity of the remodeling process<sup>41-47</sup>.</p>
      <p>Another implication is the similarity with the physiopathological alterations that occur after infarctions in humans<sup>52</sup>. For this reason, this model is ideal for the study of therapeutic interventions to minimize the morphological and functional alterations that can occur after the infarction. Thus, many of the interventions used in infarction patients were initially analyzed in the rat model, such as: angiotensin-converting enzyme inhibitors<sup>14,41</sup>, angiotensin-II receptor antagonists<sup>72</sup>, aldosterone antagonists<sup>73</sup> and betablockers<sup>74</sup>.</p>
      <p>As demonstrated, the experimental infarction model in rats has been widely used for the study of the outcomes that occur after the coronary occlusion. Due to the animal's inherent characteristics, we believe that the discussion of the main aspects of this model is extremely useful for those dedicated to the study of the acute myocardial infarction.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Infarto de miocardio experimental en ratones: an&#225;lisis del modelo</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Una de las estrategias que se utiliza m&#225;s en el estudio de las alteraciones fisiopatol&#243;gicas resultantes de la oclusi&#243;n coronaria es el uso del modelo del infarto experimental en el rat&#243;n. Entre otros factores, este hecho resulta de la similitud con las alteraciones fisiopatol&#243;gicas que ocurren tras el infarto, en humanos. Sin embargo, debemos tener en cuenta que este modelo tiene caracter&#237;sticas que pueden dificultar tanto el empleo como la interpretaci&#243;n de eventuales resultados. As&#237;, esta revisi&#243;n tiene por objeto discutir las principales caracter&#237;sticas del modelo del infarto experimental en el rat&#243;n, y que se aborde la t&#233;cnica de la oclusi&#243;n coronaria, las consecuencias y los m&#233;todos de evaluaci&#243;n morfol&#243;gicos y funcionales del infarto y sus implicaciones cl&#237;nicas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Infarto del miocardio</kwd>
        <kwd>animales de laboratorio</kwd>
        <kwd>ratones</kwd>
        <kwd>oclusi&#243;n coronaria</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Infarto de miocardio experimental en ratones: an&#225;lisis del modelo</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Leonardo A. M. Zornoff; Sergio A. R. Paiva; Marcos F. Minicucci; Joel Spadaro</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de Botucatu, Botucatu, SP - Brasil</p>
      <p>Correspond&#234;ncia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Una de las estrategias que se utiliza m&#225;s en el estudio de las alteraciones fisiopatol&#243;gicas resultantes de la oclusi&#243;n coronaria es el uso del modelo del infarto experimental en el rat&#243;n. Entre otros factores, este hecho resulta de la similitud con las alteraciones fisiopatol&#243;gicas que ocurren tras el infarto, en humanos. Sin embargo, debemos tener en cuenta que este modelo tiene caracter&#237;sticas que pueden dificultar tanto el empleo como la interpretaci&#243;n de eventuales resultados. As&#237;, esta revisi&#243;n tiene por objeto discutir las principales caracter&#237;sticas del modelo del infarto experimental en el rat&#243;n, y que se aborde la t&#233;cnica de la oclusi&#243;n coronaria, las consecuencias y los m&#233;todos de evaluaci&#243;n morfol&#243;gicos y funcionales del infarto y sus implicaciones cl&#237;nicas.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Infarto del miocardio, animales de laboratorio, ratones, oclusi&#243;n coronaria.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El infarto agudo de miocardio (IAM) se define como el enfoque de necrosis resultante de baja perfusi&#243;n tisular, con se&#241;ales y s&#237;ntomas consecuentes de la muerte celular cardiaca.</p>
      <p>Se estima que, en todo el mundo, este s&#237;ndrome pueda ocurrir en proporciones epid&#233;micas. Pocas patolog&#237;as tuvieron su evoluci&#243;n alterada de modo tan radical como el IAM, con una reducci&#243;n acentuada de la mortalidad, en consecuencia de los cambios ocasionados en el tratamiento en los &#250;ltimos 30 a&#241;os<sup>1,2</sup>. El cambio en el tratamiento fue el resultado de los avances obtenidos en el estudio de la patog&#233;nesis del IAM y de sus complicaciones. Este hecho resalta la importancia de mejor entendimiento sobre los mecanismos fisiopatol&#243;gicos de los s&#237;ndromes coronarios agudos.</p>
      <p>Uno de los modelos que m&#225;s se utiliza en el estudio de las alteraciones fisiopatol&#243;gicas resultantes de la oclusi&#243;n coronaria es el del infarto experimental en el rat&#243;n. No obstante, el modelo presenta diversas caracter&#237;sticas peculiares que pueden dificultar su manejo. De ese modo, el objetivo de esta revisi&#243;n es que se discuta los principales aspectos metodol&#243;gicos relacionados con el modelo de infarto experimental en el modelo del rat&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Desarrollo del m&#233;todo</bold>
      </p>
      <p>Heimburger, en el 1946<sup>3</sup>, describi&#243; inicialmente el modelo de IAM experimental en el rat&#243;n mediante la oclusi&#243;n de la coronaria izquierda. Con el paso de los a&#241;os, Johns y Olson<sup>4</sup>, Kaufman et al.<sup>5</sup> y Seyle et al.<sup>6</sup> modificaron la t&#233;cnica progresivamente. A principios de la d&#233;cada del 1980, se introdujo el m&#233;todo en Brasil, en la Facultad de Medicina de Botucatu<sup>7</sup>, disemin&#225;ndolo en otros servicios. En suma, tras la anestesia se realiza la toracotomia izquierda, entre el 4&#186; y el 5&#186; espacios intercostales. El coraz&#243;n se exterioriza a trav&#233;s de compresi&#243;n lateral del t&#243;rax y la arteria coronaria izquierda unida con hilo de sutura 5-0 a, aproximadamente, 2 mm del origen, entre el borde del atrio izquierdo y el surco de la arteria pulmonar (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref>). Acto seguido, se pone nuevamente el coraz&#243;n en la cavidad tor&#225;cica, los pulmones expandidos con ventilaci&#243;n positiva con ox&#237;geno al 100% y el t&#243;rax cerrado<sup>3-6</sup>. El m&#233;todo descrito anteriormente tiene varias ventajas. En primer lugar, se pueden crear los animales espec&#237;ficamente para los protocolos y con costo m&#225;s bajo que animales mayores. En segundo lugar, la cirug&#237;a es extremamente r&#225;pida, con una duraci&#243;n que var&#237;a de 2 a 5 minutos. Otro aspecto es que debido a las caracter&#237;sticas del metabolismo, las etapas involucradas en la evoluci&#243;n del infarto como, por ejemplo, necrosis, cicatrizaci&#243;n y remodelaci&#243;n ocurren r&#225;pidamente, lo que disminuye el tiempo de observaci&#243;n de los estudios. Finalmente, las alteraciones morfol&#243;gicas y funcionales que resultan del infarto se asemejan a aquellas encontradas en humanos<sup>8,9</sup>.</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <p>
        <bold>Animales y cirug&#237;a</bold>
      </p>
      <p>Las cepas que se utilizan m&#225;s frecuentemente son la Wistar y la Sprague-Dawley, dependiendo del servicio. Usualmente, se utilizan animales con peso entre 200 y 250 gramos. En esta franja de peso, se considera el rat&#243;n como adulto joven, y se lo sit&#250;a en una fase evolutiva caracterizada por crecimiento lento y presenta mortalidad quir&#250;rgica menor que animales m&#225;s viejos. Se recomienda tambi&#233;n que se trabaje con animales del mismo sexo, debido al hecho de esta variable ser un importante factor de regulaci&#243;n de las adaptaciones card&#237;acas, en respuesta a diversos est&#237;mulos<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>Respecto a la anestesia, diversos agentes vienen siendo utilizados. De entre ellos, se destacan los inhalatorios, como el &#233;ter y el isoflurano, ya que estos f&#225;rmacos son relativamente baratos y presentan la ventaja de tener una corta duraci&#243;n de acci&#243;n, adem&#225;s de permitir la variaci&#243;n de la intensidad de la anestesia durante la cirurg&#237;a<sup>10</sup>.</p>
      <p>Barbit&#250;ricos o la asociaci&#243;n de clorhidrato de ketamina (50mg/kg) y clorhidrato de xilidino (1mg/kg) tambi&#233;n se utilizan frecuentemente por v&#237;a intraperitoneal o intramuscular. Estos agentes son de r&#225;pida acci&#243;n y pueden producir un plano anest&#233;sico en 5 minutos. Es importante acordar que los agentes con corta vida media son preferibles a los de larga acci&#243;n<sup>10</sup>.</p>
      <p>Durante el procedimiento, se recomienda que se ventilen a los animales, artificialmente, con suplementaci&#243;n de ox&#237;geno. Para ello, se pueden ventilar a los animales por medio de compresi&#243;n nasal, con cat&#233;ter, o mediante ventilaci&#243;n mec&#225;nica tras la entubaci&#243;n orotraqueal con cat&#233;ter n&#250;mero 16<sup>10</sup>.</p>
      <p>Despu&#233;s de la cirug&#237;a, los analg&#233;sicos que m&#225;s se utilizan son la morfina, la meperidina, la dipirona o el paracetamol. Otro aspecto es que las condiciones ambientales se deben mantener constantes, ya que variaciones de temperatura, por ejemplo, pueden aumentar la mortalidad tras el infarto.</p>
      <p>
        <bold>Mortalidad</bold>
      </p>
      <p>La mortalidad verificada en las primeras 24 horas tras la cirug&#237;a est&#225; ubicada com&#250;nmente entre el 40% y el 60%. Entre las causas de muerte en este per&#237;odo est&#225;n destacados factores relacionados con el procedimiento quir&#250;rgico, como neumot&#243;rax y depresi&#243;n respiratoria y factores asociados a la falla de la bomba cardiaca, como el edema agudo de pulm&#243;n<sup>10,12</sup>. La principal causa de &#243;bito en este modelo, sin embargo, es el alta prevalencia de arritmias malignas, como la taquicardia ventricular sostenida y la fibrilaci&#243;n ventricular. Opitz et al encontraron mortalidad del 65% en las 48 horas tras el infarto. Por medio de monitoreo continuo, los autores mostraron que el 96% de los animales sometidos al IAM presentaron centenas de episodios de taquicardia ventricular y como m&#237;nimo 20 episodios de fibrilaci&#243;n ventricular. Adicionalmente, se evidenciaron 2 per&#237;odos distintos de arritmia: el primer per&#237;odo incluy&#243; los primeros 30 minutos luego de la oclusi&#243;n coronaria y el segundo, responsable del 65% de los &#243;bitos, incluy&#243; el per&#237;odo entre 1,5 y 9 horas tras el infarto<sup>13</sup>.</p>
      <p>En cuanto el per&#237;odo cr&#243;nico post-IAM, la mortalidad encontrada en este modelo es extremamente variable, lo que es el principal determinante de este evento es el tama&#241;o del infarto. De ese modo, Pfeffer et al.<sup>14</sup>, siguiendo a animales infartados durante el per&#237;odo de un a&#241;o, verificaron que para infartos peque&#241;os (entre el 5% y el 19,9% del ventr&#237;culo izquierdo), moderados (20-39,9%) y grandes (<underline>&gt;</underline> 40%), las tasas de mortalidad quedaron alrededor del 50%, el 75% y el 85%, respectivamente<sup>14</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Aspectos relacionados con el tama&#241;o del infarto</bold>
      </p>
      <p>Uno de los aspectos m&#225;s relevantes de este modelo est&#225; relacionado con el tama&#241;o del infarto. Se acepta que este par&#225;metro resultante de la oclusi&#243;n coronaria, en su porci&#243;n proximal, no sea uniforme, variando desde el 4% hasta el 65%<sup>12</sup>. Este hecho es consecuencia de la incapacidad de se ocluir la coronaria exactamente en el mismo punto, en todos los animales y de eventuales variaciones anat&#243;micas entre ellos. As&#237;, este modelo no es adecuado para la verificaci&#243;n de efecto reductor de tama&#241;o del infarto mediante diferentes intervenciones, ya que eventuales diferencias en el tama&#241;o del infarto pueden ser inherentes a la variabilidad del m&#233;todo. En consecuencia, se recomienda primero el an&#225;lisis del &#225;rea de riesgo comprometida por la uni&#243;n de la arteria coronaria en determinado punto, por medio de la inyecci&#243;n de colorantes. Posteriormente, partiendo desde el &#225;rea de riesgo, se puede verificar el tama&#241;o del &#225;rea infartada final<sup>15,16</sup>.</p>
      <p>Otro factor a tenerse en cuenta es el local de oclusi&#243;n de la arteria coronaria. Cuando ocurre oclusi&#243;n muy pr&#243;xima al origen, hay el compromiso de la arteria septal y el tama&#241;o del infarto puede ser mayor que el 65%. En ese caso, sin embargo, la mortalidad de los animales es del 100%<sup>12,14</sup>.</p>
      <p>Otra caracter&#237;stica relevante es que, en este modelo de IAM experimental, el porcentaje del infarto en el &#225;pice es mayor que en la base del ventr&#237;culo izquierdo. Por este motivo, el m&#233;todo m&#225;s empleado para la determinaci&#243;n del tama&#241;o del infarto es el que utiliza diversos cortes transversales. El promedio de todos los cortes determina el tama&#241;o del infarto. Distintos autores, sin embargo, observaron que el corte transverso medial del ventr&#237;culo izquierdo, entre 5 y 6 mm desde el &#225;pice, refleja el tama&#241;o del infarto de todo el ventr&#237;culo izquierdo<sup>17,18</sup>. As&#237;, la utilizaci&#243;n solamente de esta regi&#243;n simplificar&#237;a la determinaci&#243;n del tama&#241;o del infarto.</p>
      <p>Respecto a los m&#233;todos utilizados para la determinaci&#243;n del tama&#241;o del infarto, esta variable viene siendo evaluada, preferencialmente, mediante 4 diferentes m&#233;todos:</p>
      <p>1) determinaci&#243;n del &#225;rea infartada en cuanto al &#225;rea del ventr&#237;culo izquierdo, determinada por histolog&#237;a o por planimetr&#237;a;</p>
      <p>2) histolog&#237;a con la determinaci&#243;n del per&#237;metro interno de la regi&#243;n infartada con relaci&#243;n al per&#237;metro total de la cavidad;</p>
      <p>3) histolog&#237;a con la determinaci&#243;n de las circunferencias epic&#225;rdicas y endoc&#225;rdicas de los segmentos infartados y no infartados y</p>
      <p>4) ecocardiograma con la determinaci&#243;n del per&#237;metro interno de la regi&#243;n infartada en cuanto al per&#237;metro total de la cavidad.</p>
      <p>El m&#233;todo m&#225;s recomendado para que se determine el tama&#241;o del infarto es la determinaci&#243;n de las circunferencias epic&#225;rdicas y endoc&#225;rdicas de los segmentos infartados y no infartados (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figura 2</xref>)<sup>12,14,19</sup>. La limitaci&#243;n potencial al empleo de diferentes t&#233;cnicas es que, como ya se ha mencionado, el tama&#241;o del infarto puede variar dependiendo del m&#233;todo utilizado.</p>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <p>En cuanto a la determinaci&#243;n del tama&#241;o del infarto por el &#225;rea, debemos tener en cuenta que, tras el infarto ocurren alteraciones din&#225;micas tanto en el segmento infartado como en la regi&#243;n no infartada. En la regi&#243;n infartada, el tejido fibroso de cicatrizaci&#243;n sustituye el tejido necr&#243;tico. En las fases m&#225;s tard&#237;as del proceso de cicatrizaci&#243;n, ocurre contracci&#243;n del &#225;rea fibr&#243;tica<sup>8</sup>. Por otra parte, en el &#225;rea no infartada del ventr&#237;culo izquierdo ocurren diferentes grados de hipertrofia cardiaca, como la adaptaci&#243;n a la p&#233;rdida de los dos miocitos. A causa de estas alteraciones, la determinaci&#243;n del tama&#241;o del infarto por volumen o &#225;rea puede resultar en error, ya que la reabsorci&#243;n y la retracci&#243;n del &#225;rea infartada, m&#225;s la hipertrofia del &#225;rea no infartada, pueden resultar en subestimaci&#243;n del tama&#241;o del infarto en relaci&#243;n con el &#225;rea infartada original<sup>12,14,20</sup>.</p>
      <p>Otro m&#233;todo utilizado para la determinaci&#243;n del tama&#241;o del infarto es la medida del per&#237;metro interno del segmento infartado, con relaci&#243;n al per&#237;metro total de la cavidad ventricular. Este an&#225;lisis se puede llevar a cabo a trav&#233;s de dos m&#233;todos: el ecocardiograma y la histolog&#237;a. Sin embargo, a ejemplo de la estimaci&#243;n por &#225;rea, estos m&#233;todos pueden presentar importantes limitaciones. Simult&#225;neamente a la necrosis de las miofibrillas, hay desintegraci&#243;n del col&#225;geno interfibrilar por la activaci&#243;n de enzimas proteol&#237;ticas. Ese hecho ocasiona p&#233;rdida del tejido de sustentaci&#243;n, lo que convierte la regi&#243;n en algo m&#225;s distensible y, consecuentemente, m&#225;s susceptible a las deformaciones. As&#237;, puede ocurrir deslizamiento de &#225;reas musculares necr&#243;ticas, con realineamiento de los miocitos en la pared infartada. Como resultado, hay medici&#243;n de la regi&#243;n y dilataci&#243;n del segmento infartado. Esta dilataci&#243;n aguda, caracterizada por adelgazamiento y distensi&#243;n de la regi&#243;n infartada se denomina expansi&#243;n del infarto<sup>21-23</sup>. Por lo tanto, como consecuencia de la expansi&#243;n, la determinaci&#243;n del tama&#241;o del infarto por los per&#237;metros internos puede superestimar el tama&#241;o del IAM<sup>20</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Caracter&#237;sticas morfol&#243;gicas</bold>
      </p>
      <p>En cuanto a las caracter&#237;sticas anat&#243;micas del coraz&#243;n del rat&#243;n, la arteria coronaria izquierda se origina entre el borde del atrio izquierdo y el surco de la arteria pulmonar. Adicionalmente, se pudo verificar que la arteria coronaria izquierda en su porci&#243;n proximal, es usualmente intramioc&#225;rdica, retornando a la superficie epic&#225;rdica a aproximadamente 3 a 4 mm de su origen<sup>4</sup>. El rat&#243;n no tiene arteria circunfleja verdadera<sup>6</sup>. La porci&#243;n proximal de la arteria coronaria izquierda, pr&#225;cticamente en el ostio, origina la rama septal y, m&#225;s abajo, la rama correspondiente a la circunfleja<sup>17</sup>. Esta caracter&#237;stica anat&#243;mica asegura que la rama septal tenga origen arriba del local donde se realiza la oclusi&#243;n coronaria. As&#237;, este modelo se caracteriza por presentar infarto de la pared libre del ventr&#237;culo izquierdo, sin el compromiso del septo interventricular. Consecuentemente, se utiliza esta regi&#243;n como control para estudios morfol&#243;gicos y bioqu&#237;micos<sup>17</sup>.</p>
      <p>Otra caracter&#237;stica anat&#243;mica de este modelo es que el rat&#243;n tiene escasa circulaci&#243;n colateral, a ejemplo del humano. La oclusi&#243;n coronaria ocasiona, de esta forma, infartos invariablemente transmurales, volviendo los infartos subendoc&#225;rdicos evento raro, rondando el 3%<sup>24</sup>.</p>
      <p>Otro aspecto pertinente de este modelo est&#225; relacionado con el compromiso del papilar. A diferencia del modelo del perro, en el que la oclusi&#243;n coronaria conlleva la necrosis del m&#250;sculo papilar en el 85% de los casos, el modelo de infarto en el rat&#243;n se caracteriza por la preservaci&#243;n del m&#250;sculo papilar posterior. El an&#225;lisis histol&#243;gico revel&#243; que, en el rat&#243;n, la oclusi&#243;n coronaria no result&#243; en compromiso, o lleva el compromiso m&#237;nimo, de este m&#250;sculo. La explicaci&#243;n para este fen&#243;meno es que la irrigaci&#243;n del m&#250;sculo papilar posterior se hace por la rama septal de la arteria coronaria izquierda que, como discutido anteriormente, no se afecta por la oclusi&#243;n coronaria<sup>17</sup>.</p>
      <p>Respecto a las caracter&#237;sticas de la cicatrizaci&#243;n tras la oclusi&#243;n coronaria, el modelo del rat&#243;n tambi&#233;n revela peculiaridades<sup>25-31</sup>. La activaci&#243;n de metaloproteasas (MMP), enzimas proteol&#237;ticas responsables de la degradaci&#243;n del col&#225;geno, se identific&#243; tras 1 hora de la oclusi&#243;n coronaria<sup>28</sup>. Inicialmente, la MMP-1 degrada el col&#225;geno fibrilar y posteriormente, las MMP-2, MMP-3 y MMP-9 degradan estos fragmentos<sup>26</sup>. Un estudio previo sugiere que, 3 horas despu&#233;s de la oclusi&#243;n coronaria, cerca de un 50% del col&#225;geno ya haya sido degradado<sup>28</sup>. Esta actividad proteol&#237;tica se detiene tras una semana del infarto<sup>27</sup>. Concomitantemente a la actividad proteol&#237;tica, otras alteraciones se identificaron. Con 24 horas, la necrosis muscular se vuelve evidente, seguida inicialmente por infiltraci&#243;n neutrof&#237;lica y, posteriormente, por infiltrado linfoc&#237;tico y monoc&#237;tico<sup>30</sup>. Tras de 3 a 4 d&#237;as de la oclusi&#243;n coronaria, se inicia la acumulaci&#243;n de c&#233;lulas semejantes a los fibroblastos, y con actina en su composici&#243;n, los miofibroblastos. Se acepta que los miofibroblastos sean fibroblastos modificados por el TGF-&#946; secretado por los monocitos y responsables de la s&#237;ntesis de col&#225;geno I e III, que empieza a acumularse en la regi&#243;n perif&#233;rica del infarto en el tercer d&#237;a y se convierte en algo bien organizado tras 14 d&#237;as del IAM. El proceso de cicatrizaci&#243;n estar&#237;a completo tras 21 d&#237;as de la oclusi&#243;n coronaria<sup>25-31</sup>.</p>
      <p>Otro aspecto que se debe tener en cuenta es que, en animales con grandes infartos, las &#225;reas no infartadas del ventr&#237;culo izquierdo y del ventr&#237;culo derecho exhiben aumento de la expresi&#243;n de mRNA para precol&#225;geno tipo I e III, inici&#225;ndose entre los d&#237;as 4 y 7 tras el IAM pudiendo resultar en acumulaci&#243;n de col&#225;geno progresiva. De este modo, grandes infartos frecuentemente se siguieron de diferentes grados de fibrosis en las &#225;reas no infartadas<sup>26</sup>.</p>
      <p>Una de las principales caracter&#237;sticas del infarto de miocardio est&#225; relacionada al hecho de que la p&#233;rdida de tejido contr&#225;ctil desencadena un proceso adaptativo de crecimiento celular del tejido no infartado<sup>32-37</sup>. En el modelo del rat&#243;n, la hipertrofia del ventr&#237;culo izquierdo se caracteriza por ser de est&#225;ndar exc&#233;ntrico, es evento precoz y se puede detectar en el tercer d&#237;a tras la oclusi&#243;n coronaria. Despu&#233;s de tres a cuatro semanas, el grado de hipertrofia aumenta entre el 30% y el 60%. En el ventr&#237;culo derecho, tambi&#233;n puede ocurrir hipertrofia caracter&#237;sticamente de est&#225;ndar conc&#233;ntrico y correlacionada a elevaciones de la presi&#243;n diast&#243;lica final del ventr&#237;culo izquierdo y de la presi&#243;n sist&#243;lica ventricular derecha<sup>12</sup>. Sin embargo, de forma semejante al que ocurre en el ventr&#237;culo infartado, la hipertrofia del ventr&#237;culo derecho est&#225; presente en el tercer d&#237;a y alcanza el porcentaje del 30%, al final de un mes<sup>38,39</sup>.</p>
      <p>Finalmente, a ejemplo de lo que ocurre en la regi&#243;n infartada, la regi&#243;n no infartada, principalmente la que separa el tejido infartado del tejido no comprometido, tambi&#233;n pueden ser blanco de la activaci&#243;n de las MMP. Como consecuencia, haces de miocitos viables pueden sufrir proceso de desplazamiento y realineamiento muscular (<italic>side-to-side slipage</italic>)<sup>40</sup>.</p>
      <p>As&#237;, consecuentemente al proceso de expansi&#243;n, de hipertrofia ventricular (de caracter&#237;stica exc&#233;ntrica) y del desplazamiento celular en la regi&#243;n lim&#237;trofe con el infarto, la cavidad infartada puede aumentar de di&#225;metro y perder su geometr&#237;a el&#237;ptica normal, asumiendo una configuraci&#243;n esf&#233;rica. Dichos cambios en el tama&#241;o, masa y geometr&#237;a ventricular caracterizan, cl&#237;nicamente, el proceso de remodelaci&#243;n cardiaca tras el infarto<sup>41-47</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Caracter&#237;sticas funcionales</bold>
      </p>
      <p>Las consecuencias hemodin&#225;micas resultantes de la oclusi&#243;n coronaria en el rat&#243;n ya est&#225;n bien documentadas. En diferentes estudios, se verific&#243; que el infarto ocasiona baja de diversas variables funcionales como: volumen sist&#243;lico, gasto cardiaco, presi&#243;n sist&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo, primera derivada positiva de presi&#243;n y derivada negativa de presi&#243;n. Paralelamente, ocurre aumento de la presi&#243;n diast&#243;lica final del ventr&#237;culo izquierdo y de la constante de tiempo de descenso de la presi&#243;n isovolum&#233;trica. El infarto viene acompa&#241;ado, por lo tanto, de disfunci&#243;n tanto sist&#243;lica como diast&#243;lica, que ya se identifican 3 horas tras la oclusi&#243;n coronaria<sup>12,48-51</sup>.</p>
      <p>En cuanto a los mecanismos implicados en la disfunci&#243;n ventricular, hay evidencias de que hasta las primeras tres semanas tras grandes infartos, la funci&#243;n del m&#250;sculo no infartado es normal, pese a que est&#225; deprimida la funci&#243;n de la c&#225;mara<sup>37</sup>. Por otro lado, con seis semanas, la funci&#243;n muscular est&#225; deprimida<sup>52</sup>. As&#237;, estas evidencias sugieren que, inicialmente, la disfunci&#243;n ventricular es consecuencia de la p&#233;rdida de tejido contr&#225;ctil, secundaria al infarto. Cr&#243;nicamente, sin embargo, el m&#250;sculo remaneciente se vuelve disfuncional, probablemente en consecuencia del proceso de remodelaci&#243;n postinfarto.</p>
      <p>Una de las principales caracter&#237;sticas de este modelo es que las alteraciones funcionales guardan una estrecha relaci&#243;n con el tama&#241;o del infarto. De esa manera, los ratones con infartos menores que el 30% no presentaron anormalidades hemodin&#225;micas. Animales con infartos moderados (31-46%) tuvieron valores hemodin&#225;micos basales normales, y reducida capacidad de generar presi&#243;n. Por otra parte, los ratones con infartos grandes (&gt;46%) presentaron insuficiencia cardiaca, con elevadas presiones de llenado y reducci&#243;n del d&#233;bito cardiaco<sup>12</sup>. Por lo tanto, ese modelo propicia el estudio de diferentes grados de disfunci&#243;n ventricular.</p>
      <p>Finalmente, el modelo de infarto experimental en el rat&#243;n tambi&#233;n permite la evaluaci&#243;n de la funci&#243;n ventricular derecha. As&#237;, en estudio previo, en el que se utiliz&#243; una preparaci&#243;n de coraz&#243;n aislado, perfundido por soluci&#243;n nutriente, se identific&#243; disminuci&#243;n de la presi&#243;n sist&#243;lica, que se correlacionaba, de forma linear, al aumento de la masa ventricular derecha<sup>53</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Evaluaci&#243;n morfol&#243;gica, funcional y cl&#237;nica de insuficiencia cardiaca</bold>
      </p>
      <p>Para la evaluaci&#243;n de hipertrofia, en distintos modelos de agresi&#243;n cardiaca, com&#250;nmente se utiliza la relaci&#243;n entre el peso del ventr&#237;culo izquierdo ajustado por el peso corporal del animal o por la tibia. En el modelo del infarto, sin embargo, la compleja interacci&#243;n de eventos tales como la reabsorci&#243;n del tejido necr&#243;tico y la cantidad de col&#225;geno de la cicatriz puede interferir con el peso del ventr&#237;culo infartado de modo a no reflejar real crecimiento celular. De este modo, la utilizaci&#243;n del di&#225;metro transverso del miocito es preferible para la evaluaci&#243;n del grado de hipertrofia del ventr&#237;culo izquierdo, en este modelo<sup>54</sup>. Por otro lado, para la determinaci&#243;n de la hipertrofia del ventr&#237;culo derecho, relaciones con el peso corporal se pueden utilizar<sup>55</sup>.</p>
      <p>Para la evaluaci&#243;n de la cantidad de col&#225;geno del tejido no infartado, los m&#233;todos m&#225;s usualmente utilizados son: determinaci&#243;n de la hidroxiprolina<sup>56</sup>, fracci&#243;n de col&#225;geno intersticial<sup>57</sup> y detecci&#243;n de col&#225;geno I e III<sup>26</sup>, por medio del an&#225;lisis del RNA o de anticuerpos anti col&#225;geno I e III. Un dato importante es que a pesar de que sea un m&#233;todo indirecto, se pudo verificar una estrecha correlaci&#243;n entre el m&#233;todo bioqu&#237;mico y la cantidad de col&#225;geno analizada por morfometria<sup>58,59</sup>.</p>
      <p>Para la evaluaci&#243;n funcional, diversos m&#233;todos est&#225;n disponibles: an&#225;lisis mediante m&#250;sculo papilar<sup>60</sup>, coraz&#243;n aislado<sup>61,62</sup> y evaluaci&#243;n hemodin&#225;mica invasiva<sup>12,63</sup>. En los &#250;ltimos a&#241;os, adem&#225;s, el ecocardiograma viene ganando espacio en la evaluaci&#243;n morfol&#243;gica y funcional de ratones infartados. Hay innumeras variables funcionales que se pueden utilizar, y las m&#225;s frecuentes son: fracci&#243;n de variaci&#243;n de &#225;rea, fracci&#243;n de acortamiento, gasto cardiaco, scores de movimiento de la pared infartada, flujo transmitral e &#237;ndice de performance mioc&#225;rdico<sup>51,64-67</sup>.</p>
      <p>Hay diversas variables cl&#237;nicas que se pueden utilizar para el diagn&#243;stico de insuficiencia cardiaca en este modelo, de ellas se puede destacar: apariencia general de lentitud de movimientos, alteraciones en el pelaje, retardo de crecimiento, peso corporal y disnea. Estas variables, sin embargo, pueden ser poco sensibles para el diagn&#243;stico de congesti&#243;n o de bajo d&#233;bito cardiaco<sup>12</sup>. Los trabajos pioneros para la detecci&#243;n cl&#237;nica de los signos de insuficiencia cardiaca en ratones se llevaron a cabo por Bing et al, que estudiaron ratones espont&#225;neamente hipertensos con disfunci&#243;n cardiaca<sup>68-70</sup>. Los datos sobre la incidencia de insuficiencia cardiaca postinfarto y la posibilidad de su reconocimiento cl&#237;nico en ratones, no obstante, son escasos. Recientemente, al emplear el modelo de ratones con infartos moderados y grandes, se pudo verificar que la prevalencia de se&#241;ales cl&#237;nicos y an&#225;tomo-patol&#243;gicos de insuficiencia cardiaca fue: taquinea el 46%, congesti&#243;n hep&#225;tica el 21%, trombo en atrio izquierdo el 21%, ascitis el 25%, derramen pleuroperic&#225;rdico el 71% y presencia de hipertrofia del ventr&#237;culo derecho el 100%<sup>71</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Implicaciones</bold>
      </p>
      <p>La primera implicaci&#243;n de este modelo est&#225; relacionada al hecho de que, por resultar frecuentemente en grandes infartos transmurales, ubicados en la pared anterior, el modelo de infarto en el rat&#243;n es ideal para el estudio de la fisiopatolog&#237;a de la remodelaci&#243;n postinfarto, ya que estas variables son las grandes determinantes de la presencia e intensidad del proceso de remodelaci&#243;n<sup>41-47</sup>.</p>
      <p>Otra implicaci&#243;n es la similitud con las alteraciones fisiopatol&#243;gicas que ocurren tras el infarto, en humanos<sup>52</sup>. Por esta raz&#243;n, este modelo es ideal para el estudio de intervenciones terap&#233;uticas para minimizar las alteraciones morfol&#243;gicas y funcionales que pueden ocurrir tras el infarto. As&#237;, muchas de las intervenciones utilizadas en pacientes con infarto se analizaron inicialmente en el modelo del rat&#243;n como, por ejemplo: inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina<sup>14,41</sup>, antagonistas de los receptores de la angiotensina II<sup>72</sup>, antagonistas de la aldosterona<sup>73</sup> y betabloqueantes<sup>74</sup>.</p>
      <p>Teniendo en cuenta lo expuesto, el modelo del infarto experimental en ratones viene siendo muy utilizado para el estudio de las repercusiones que ocurren tras la oclusi&#243;n coronaria. Debido a las particularidades inherentes al animal, nos parece que la discusi&#243;n de los principales aspectos de este modelo sea extremamente &#250;til para aquellos que se dedican al estudio del infarto agudo de miocardio.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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