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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">M9QNdFDjHrPRzJrs6mnSf7R</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00016</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009001000016</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300416</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009001000016</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Respostas cardiorrespirat&#243;rias e perceptivas para as mesmas velocidades de caminhada e corrida</article-title>
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            <surname>Monteiro</surname>
            <given-names>Walace David</given-names>
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            <surname>Ara&#250;jo</surname>
            <given-names>Claudio Gil Soares de</given-names>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>418</fpage>
      <lpage>425</lpage>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>11</day>
          <month>11</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>09</day>
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          <year>2008</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>11</day>
          <month>11</month>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: &#201; poss&#237;vel que diferentes formas de locomo&#231;&#227;o, quando executadas a uma mesma velocidade, influenciem de forma distinta as respostas fisiol&#243;gicas e perceptivas ao esfor&#231;o. OBJETIVO: Comparar as respostas cardiorrespirat&#243;rias e de percep&#231;&#227;o subjetiva ao esfor&#231;o, ao caminhar e ao correr nas mesmas velocidades, determinadas a partir da velocidade de transi&#231;&#227;o caminhada-corrida (VTCC) M&#201;TODOS: A partir de uma amostra inicial de 453 sujeitos em servi&#231;o militar obrigat&#243;rio, foram selecionados 12 homens adultos jovens e criteriosamente homogeneizados quanto ao sexo, idade, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, condi&#231;&#227;o aer&#243;bica e experi&#234;ncia em exerc&#237;cios na esteira rolante. Em sess&#245;es preliminares, foi determina individualmente a VTCC. Posteriormente, em tr&#234;s dias diferentes, os sujeitos caminharam e correram, em ordem balanceada, em cada uma das seguintes velocidades: VTCC, VTCC - 0,5 km/h e VTCC + 0,5 km/h, com obten&#231;&#227;o de medidas de gases expirados, da frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC) e da percep&#231;&#227;o de esfor&#231;o. RESULTADOS: O protocolo para detec&#231;&#227;o da VTCC mostrou-se altamente reprodut&#237;vel (r=0,92; p&lt;0,05). Na intensidade acima da VTCC, a percep&#231;&#227;o do esfor&#231;o, a FC e as vari&#225;veis ventilat&#243;rias VE, VO2, VCO2 e R apresentaram valores maiores na caminhada em rela&#231;&#227;o &#224; corrida (p&lt;0,05), enquanto na VTCC, e 0,5 km/h abaixo desta, a forma de locomo&#231;&#227;o n&#227;o influenciou nas vari&#225;veis cardiorrespirat&#243;rias e perceptivas (p &gt;0,05). CONCLUS&#195;O: A caminhada em velocidades acima da VTCC tende a ser mais estressante do ponto de vista fisiol&#243;gico e perceptivo. Parece conveniente determinar individualmente a VTCC e padronizar a forma de locomo&#231;&#227;o para a uma prescri&#231;&#227;o mais fisiol&#243;gica e fidedigna da intensidade dos exerc&#237;cios aer&#243;bios.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Caminhada</kwd>
        <kwd>corrida</kwd>
        <kwd>consumo de oxig&#234;nio</kwd>
        <kwd>frequ&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>exerc&#237;cio</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>24</day>
        <month>11</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> REABILITA&#199;&#195;O CARDIOVASCULAR</p>
    <p>
      <bold>Respostas cardiorrespirat&#243;rias e perceptivas para as mesmas velocidades de caminhada e corrida</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Walace David Monteiro<sup>I, II</sup>; Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo<sup>III, IV</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Instituto de Ci&#234;ncias da Atividade F&#237;sica (ICAF / Aeron&#225;utica), Rio de Janeiro - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), Rio de Janeiro - Brasil </p>
    <p><sup>III</sup>Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio (CLINIMEX), Rio de Janeiro - Brasil </p>
    <p><sup>IV</sup>Universidade Gama Filho (UGF), Rio de Janeiro - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> &#201; poss&#237;vel que diferentes formas de locomo&#231;&#227;o, quando executadas a uma mesma velocidade, influenciem de forma distinta as respostas fisiol&#243;gicas e perceptivas ao esfor&#231;o. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Comparar as respostas cardiorrespirat&#243;rias e de percep&#231;&#227;o subjetiva ao esfor&#231;o, ao caminhar e ao correr nas mesmas velocidades, determinadas a partir da velocidade de transi&#231;&#227;o caminhada-corrida (VTCC) </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> A partir de uma amostra inicial de 453 sujeitos em servi&#231;o militar obrigat&#243;rio, foram selecionados 12 homens adultos jovens e criteriosamente homogeneizados quanto ao sexo, idade, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, condi&#231;&#227;o aer&#243;bica e experi&#234;ncia em exerc&#237;cios na esteira rolante. Em sess&#245;es preliminares, foi determina individualmente a VTCC. Posteriormente, em tr&#234;s dias diferentes, os sujeitos caminharam e correram, em ordem balanceada, em cada uma das seguintes velocidades: VTCC, VTCC - 0,5 km/h e VTCC + 0,5 km/h, com obten&#231;&#227;o de medidas de gases expirados, da frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC) e da percep&#231;&#227;o de esfor&#231;o. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> O protocolo para detec&#231;&#227;o da VTCC mostrou-se altamente reprodut&#237;vel (r=0,92; p&lt;0,05). Na intensidade acima da VTCC, a percep&#231;&#227;o do esfor&#231;o, a FC e as vari&#225;veis ventilat&#243;rias VE, VO<sub>2</sub>, VCO<sub>2</sub> e R apresentaram valores maiores na caminhada em rela&#231;&#227;o &#224; corrida (p&lt;0,05), enquanto na VTCC, e 0,5 km/h abaixo desta, a forma de locomo&#231;&#227;o n&#227;o influenciou nas vari&#225;veis cardiorrespirat&#243;rias e perceptivas (p &gt;0,05). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A caminhada em velocidades acima da VTCC tende a ser mais estressante do ponto de vista fisiol&#243;gico e perceptivo. Parece conveniente determinar individualmente a VTCC e padronizar a forma de locomo&#231;&#227;o para a uma prescri&#231;&#227;o mais fisiol&#243;gica e fidedigna da intensidade dos exerc&#237;cios aer&#243;bios.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Caminhada, corrida, consumo de oxig&#234;nio, frequ&#234;ncia card&#237;aca, exerc&#237;cio.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O gasto energ&#233;tico do exerc&#237;cio varia de acordo com a sua caracter&#237;stica<sup>1</sup>. O homem, por ser b&#237;pede, utiliza somente a caminhada e a corrida como formas naturais de ambula&#231;&#227;o. Quando a velocidade de deslocamento &#233; aumentada, atingimos um momento cr&#237;tico em que mudamos da caminhada para a corrida, caracterizando a velocidade de transi&#231;&#227;o caminhada-corrida (VTCC). V&#225;rios fatores influenciam a VTCC, e entre eles destacam-se as caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, o n&#237;vel de condicionamento f&#237;sico, a dura&#231;&#227;o da atividade e a percep&#231;&#227;o da intensidade do esfor&#231;o.</p>
    <p>Mas o que faz exatamente com que um indiv&#237;duo opte por caminhar ou correr em uma dada velocidade? A resposta para essa pergunta est&#225; longe de ser respondida<sup>2-6</sup>. Independentemente do mecanismo respons&#225;vel pela VTCC, o conhecimento das respostas fisiol&#243;gicas na caminhada e na corrida, em velocidades pr&#243;ximas da VTCC, pode fornecer dados importantes para a prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cios aer&#243;bios em sujeitos saud&#225;veis, bem como em portadores de doen&#231;as cardiovasculares. Isso se torna pr&#225;tico quando &#233; necess&#225;rio combinar a caminhada e a corrida em intervalos espec&#237;ficos de tempo na mesma sess&#227;o de exerc&#237;cios. A an&#225;lise dessas alternativas torna-se ainda mais relevante para sujeitos que tendem a apresentar um consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio entre 6 e 10 METs, nos quais caminhar implica em um esfor&#231;o pequeno, enquanto o correr representa um esfor&#231;o acima do limiar anaer&#243;bio ventilat&#243;rio (LV).</p>
    <p>Infelizmente, poucos experimentos investigaram as respostas fisiol&#243;gicas obtidas logo acima ou abaixo da VTCC<sup>7-9</sup>. Al&#233;m disso, limita&#231;&#245;es metodol&#243;gicas dos estudos dificultam infer&#234;ncias sobre o assunto. Entre as principais, destacam-se a falta de reprodutibilidade do protocolo para detec&#231;&#227;o da VTCC, o reduzido n&#250;mero de sujeitos das amostras e a variabilidade de suas caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, al&#233;m do reduzido tempo de monitoriza&#231;&#227;o das atividades<sup>7,10</sup>. Considerando tais limita&#231;&#245;es, objetivou-se neste estudo comparar as respostas de vari&#225;veis cardiorrespirat&#243;rias e de percep&#231;&#227;o ao esfor&#231;o na caminhada e na corrida, na VTCC, bem como em n&#237;veis discretamente acima e abaixo desta, em amostra cuidadosamente homogeneizada quanto ao sexo, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, condi&#231;&#227;o aer&#243;bia e adapta&#231;&#227;o ao trabalho em esteira rolante.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Amostra</bold>
    </p>
    <p>Para homogeneizar a amostra, consideraram-se homens com idades entre 18 e 19 anos, que prestavam servi&#231;o militar obrigat&#243;rio. A partir do quantitativo de 453 sujeitos, aptos por avalia&#231;&#227;o m&#233;dica para a pr&#225;tica de atividade f&#237;sica, selecionaram-se aqueles que situavam-se na faixa entre os percentis 35 e 65 do grupo para estatura. A seguir, identificaram-se aqueles com valores de massa corporal mais pr&#243;ximos ao valor mediano do grupo, totalizando 53 volunt&#225;rios. Posteriormente, foram exclu&#237;dos aqueles que participassem de esporte competitivo ou ainda que fossem habituados ao treinamento em esteira rolante. Em seguida, foram exclu&#237;dos 12 sujeitos que apresentaram comprimentos de membros inferiores mais extremos no grupo. Dentre os remanescentes, foram identificados 24 volunt&#225;rios com valores mais homog&#234;neos de condi&#231;&#227;o aer&#243;bia, obtidos em teste de campo (usando a mesma estrat&#233;gia: mediana &#177; 12). Al&#233;m de selecionar os indiv&#237;duos a serem encaminhados para o teste cardiopulmonar de exerc&#237;cio, o teste de campo objetivou eliminar uma poss&#237;vel influ&#234;ncia do LV na detec&#231;&#227;o da VTCC. Para ter certeza que os integrantes da amostra atingiram a VTCC abaixo da velocidade de LV, identificamos, inicialmente, os sujeitos cujo LV situava-se acima de 9 METs no teste de campo. Considerando que o LV em n&#227;o atletas geralmente ocorre entre 60% e 70% do consumo de oxig&#234;nio de pico (VO<sub>2pico</sub>), os integrantes do estudo deveriam apresentar, ao menos, valores de pot&#234;ncia aer&#243;bia m&#225;xima entre 14 e 16 METs, o que implicaria na cobertura de dist&#226;ncias entre 2.700 e 3.200 m no teste de campo de 12 minutos<sup>11</sup>.</p>
    <p>Para os 24 sujeitos ent&#227;o selecionados, foi realizado um treinamento para adapta&#231;&#227;o a esteira rolante, composto por 15 minutos executados em dois dias distintos, conforme adapta&#231;&#227;o da proposta original de Wall e Charteris<sup>12,13</sup>. Por fim, realizou-se um teste cardiopulmonar de exerc&#237;cio m&#225;ximo, utilizando-se o protocolo em rampa, a partir do qual foram selecionados 12 sujeitos dentre os que atenderam aos crit&#233;rios de teste m&#225;ximo, com resultados de VO<sub>2pico</sub> e LV mais pr&#243;ximos do valor mediano exibido pelo grupo. Dessa forma, foram selecionados 12 sujeitos criteriosamente homogeneizados quanto aos seguintes aspectos (m&#237;nimo e m&#225;ximo): a) g&#234;nero e idade: homens de 18,6 &#177; 0,5 anos (18 a 19); b) massa corporal de 66,4 &#177; 1,1 kg (64 a 68); c) estatura de 174,5 &#177; 1,4 cm (174 a 176); d) comprimentos de membros inferiores de 83,3 &#177; 1,2 cm (81 a 85,4); e) VO<sub>2pico</sub> de 52,2 &#177; 2,2 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> (50 e 57,1); f) LV de 39,8&#177;2,6 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> (36,5 e 45,6). Anteriormente &#224; participa&#231;&#227;o no experimento, os volunt&#225;rios assinaram um termo de consentimento livre esclarecido e o protocolo do estudo foi aprovado pelo comit&#234; de &#233;tica institucional.</p>
    <p>
      <bold>Vari&#225;veis monitorizadas</bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis cardiorrespirat&#243;rias acompanhadas foram: consumo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub>), ventila&#231;&#227;o pulmonar (VE) e produ&#231;&#227;o de g&#225;s carb&#244;nico (VCO<sub>2</sub>), obtidas atrav&#233;s do analisador metab&#243;lico Medical Graphics modelo GPX/D (Saint Louis, Estados Unidos), al&#233;m da frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC), aferida pelo monitor Polar modelo Accurex Plus, (Kempele, Finl&#226;ndia). Foram ainda calculados o pulso de oxig&#234;nio (pulso de O<sub>2</sub>)<sub>,</sub> os equivalentes ventilat&#243;rios de oxig&#234;nio (VE/VO<sub>2</sub>) e de g&#225;s carb&#244;nico (VE/VCO<sub>2</sub>), e a raz&#227;o de troca respirat&#243;ria (R). Os dados foram monitorizados continuamente e suas m&#233;dias registradas a cada minuto de exerc&#237;cio.</p>
    <p>A percep&#231;&#227;o ao esfor&#231;o foi avaliada atrav&#233;s da escala de Borg CR10, adotando-se valores separados para as percep&#231;&#245;es geral e local do esfor&#231;o a cada minuto de exerc&#237;cio. Para a percep&#231;&#227;o local do esfor&#231;o, ap&#243;s instru&#231;&#245;es padronizadas sobre a forma adequada para quantificar o esfor&#231;o percebido<sup>14</sup>, o avaliado foi solicitado a dar uma nota referente aos sintomas verificados nos membros inferiores. Devido &#224; impossibilidade de expressar verbalmente os valores da escala de Borg, por causa do aparato usado na medida das vari&#225;veis ventilat&#243;rias, o avaliador passava uma r&#233;gua sobre os valores da escala, situada &#224; frente da esteira, e o avaliado apontava o valor referente ao esfor&#231;o percebido no momento.</p>
    <p>
      <bold>Determina&#231;&#227;o da VTCC individual</bold>
    </p>
    <p>Como a identifica&#231;&#227;o da VTCC &#233; protocolo-dependente<sup>7,10</sup>, inicialmente determinamos sua reprodutibilidade, a partir da aplica&#231;&#227;o em tr&#234;s dias separados por 48 horas. Ap&#243;s aquecimento de dois minutos a 4,5 km/h, o protocolo iniciava com uma velocidade de 5,5 km/h, que era incrementada a cada 15 segundos em 0,1 km/h. Depois de atingida a VTCC, o sujeito prosseguia no protocolo por mais um minuto e trinta segundos. Finalmente, a velocidade era reduzida para 4,5 km/h por dois minutos e o protocolo finalizado. Para identificar o instante exato no qual cada volunt&#225;rio modificava a forma de locomo&#231;&#227;o, os testes foram filmados e a VTCC determinada com aux&#237;lio de um videoteipe, permitindo identificar o momento exato em que o indiv&#237;duo, espontaneamente, passava a exibir, de modo definitivo, a fase de v&#244;o que caracteriza a corrida.</p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o das respostas nas diferentes formas de locomo&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Nessa etapa, os sujeitos foram instru&#237;dos a caminharem e a correrem, durante oito minutos, em intensidade de esfor&#231;o correspondente &#224; VTCC individual, bem como em velocidades equivalentes &#224; &#177; 0,5 km/h da mesma. A op&#231;&#227;o por esse tempo de monitoriza&#231;&#227;o das locomo&#231;&#245;es deveu-se ao fato dos indiv&#237;duos terem extrema dificuldade em permanecer caminhando acima da VTCC, quando ultrapassados oito minutos. Dessa forma, para padronizar a compara&#231;&#227;o das vari&#225;veis investigadas, o mesmo tempo de atividade foi aplicado para todas as velocidades e locomo&#231;&#245;es. As vari&#225;veis cardiorrespirat&#243;rias foram monitorizadas continuamente e arquivadas ao final de cada minuto de atividade. Quanto ao esfor&#231;o percebido, os sujeitos foram solicitados a indic&#225;-lo ao final de cada minuto de atividade. Para efeito de compara&#231;&#227;o, utilizou-se o valor m&#233;dio para os oito minutos de atividade. Em adendo, visando estabilizar os valores do R, inicialmente os sujeitos caminharam a 5 km/h durante dois minutos. A partir da&#237;, a velocidade e locomo&#231;&#227;o selecionadas para cada dia foram aplicadas. A coleta de dados foi realizada em tr&#234;s dias, nos quais os sujeitos executaram duas atividades em cada visita, com intervalo de uma hora, minimizando a possibilidade de fadiga. A ordem de realiza&#231;&#227;o das diversas atividades foi balanceada. Nos distintos dias de teste, para cada volunt&#225;rio, os dados foram coletados nos mesmos hor&#225;rios e os sujeitos usaram sempre o mesmo cal&#231;ado desportivo.</p>
    <p>
      <bold>Tratamento estat&#237;stico</bold>
    </p>
    <p>Para determinar a reprodutibilidade do protocolo na detec&#231;&#227;o da VTCC, foi utilizado o coeficiente de correla&#231;&#227;o intraclasse. Para comparar as diferen&#231;as em cada uma das respostas cardiorrespirat&#243;rias e de percep&#231;&#227;o geral e local do esfor&#231;o nas situa&#231;&#245;es de caminhada e corrida, nas tr&#234;s velocidades estudadas, utilizou-se uma <italic>ANOVA</italic> de medidas repetidas de uma entrada acompanhada de verifica&#231;&#227;o <italic>post hoc</italic> de Bonferroni (p&lt;0,05). O software STATISTICA for Windows vers&#227;o 6.0, Statsoft Incorporation (Tulsa, Estados Unidos) foi utilizado para todas as an&#225;lises dos dados. As figuras foram preparadas no GraphPad Prism 5 (San Diego, Estados Unidos).</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Na detec&#231;&#227;o da VTCC, observaram-se valores m&#233;dios muito similares nos tr&#234;s dias de testes, refletindo uma baixa variabilidade interdias (8,2 km/h, 8,1 km/h e 8,1 km/h, respectivamente; p &gt;0,05). Em adendo, o protocolo mostrou-se altamente reprodut&#237;vel, tendo apresentado um coeficiente de correla&#231;&#227;o intraclasse de 0,92 (p&lt;0,05).</p>
    <p>As respostas fisiol&#243;gicas ao esfor&#231;o diferiram nas velocidades e formas de locomo&#231;&#227;o investigadas. As percep&#231;&#245;es do esfor&#231;o local e geral tamb&#233;m mostraram comportamentos distintos (<xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref>), tendendo a serem mais altas para a caminhada, especialmente acima da VTCC (p&lt;0,05). Os resultados para percep&#231;&#227;o local do esfor&#231;o foram sistematicamente superiores &#224;queles relatados para a percep&#231;&#227;o geral (p&lt;0,05).</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf01.jpg"/></fig>
    <p>As respostas de FC e VO<sub>2</sub> aumentaram com o incremento das velocidades. Contudo, diferen&#231;as estat&#237;sticas (p&lt;0,05) entre as locomo&#231;&#245;es foram apontadas somente acima da VTCC (<xref ref-type="fig" rid="f2">figuras 2</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f3">3</xref>). Nessa velocidade, a FC mostrou-se cerca de 20 bpm maior na caminhada do que na corrida, enquanto o VO<sub>2</sub> mostrou-se superior em 5 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>. Quando comparadas a menor e a maior velocidade investigadas, verificou-se que a FC aumentou, em m&#233;dia, apenas 2,5% na corrida e 22% na caminhada. A mesma an&#225;lise para o VO<sub>2</sub> permite observar que, na velocidade de 0,5 km/h abaixo da transi&#231;&#227;o, o consumo de oxig&#234;nio &#233; cerca de 3 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> menor para a caminhada (7%), enquanto na velocidade de 0,5 km/h acima da velocidade de VTCC, a corrida economiza 15% de oxig&#234;nio.</p>
    <fig id="f2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf02.jpg"/></fig>
    <fig id="f3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf03.jpg"/></fig>
    <p>No que diz respeito &#224;s respostas de VE e VCO<sub>2</sub>, os dados para a velocidade acima da transi&#231;&#227;o mostraram-se significativamente maiores (p&lt;0,05) que os obtidos nas outras intensidades estudadas (<xref ref-type="fig" rid="f4">figura 4</xref>), com comportamentos semelhantes aqueles observados para a FC e o VO<sub>2</sub>. J&#225; para os equivalentes ventilat&#243;rios de O<sub>2</sub> e CO<sub>2</sub> (<xref ref-type="fig" rid="f5">figura 5</xref>) observaram-se valores muito similares para caminhada e corrida nas duas menores velocidades estudadas, al&#233;m de aumentos importantes a favor da caminhada na velocidade acima da transi&#231;&#227;o (p&lt;0,05).</p>
    <fig id="f4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf04.jpg"/></fig>
    <fig id="f5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf05.jpg"/></fig>
    <p>O pulso de O<sub>2</sub> n&#227;o apresentou diferen&#231;a significativa entre a caminhada e a corrida em nenhuma das tr&#234;s velocidades estudadas (p &gt;0,05) (<xref ref-type="fig" rid="f6">figura 6</xref>), ainda que tenha sido observada uma tend&#234;ncia a valores progressivamente maiores quando a velocidade era incrementada nas duas formas de locomo&#231;&#227;o. Para todas as velocidades investigadas, a caminhada apresentou sistematicamente valores de R superiores aos verificados na corrida, embora uma diferen&#231;a significativa (p&lt;0,05) tenha sido verificada a favor da caminhada apenas com a velocidade mais alta (<xref ref-type="fig" rid="f7">figura 7</xref>).</p>
    <fig id="f6">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf06.jpg"/></fig>
    <fig id="f7">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf07.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os componentes de uma prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cios incluem a sele&#231;&#227;o da modalidade, a intensidade do esfor&#231;o, a dura&#231;&#227;o da atividade, a frequ&#234;ncia semanal e a forma de progress&#227;o do exerc&#237;cio<sup>15,16</sup>. Esses componentes s&#227;o aplicados para desenvolver prescri&#231;&#245;es em sujeitos de todas as idades, capacidades funcionais e condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas<sup>17-20</sup>. Apesar da import&#226;ncia de todos os componentes, a intensidade do esfor&#231;o &#233; um dos mais dif&#237;ceis de quantificar. Tratando-se de forma de locomo&#231;&#227;o, a sele&#231;&#227;o da modalidade apropriada aparece como o primeiro elemento a ser definido, uma vez que pode influenciar na intensidade do esfor&#231;o.</p>
    <p>Antes de discutir os resultados obtidos, cabe destacar a influ&#234;ncia dos protocolos para obten&#231;&#227;o das vari&#225;veis, quando determinadas a partir da VTCC. Em protocolos cont&#237;nuos, com est&#225;gios inferiores a quatro minutos, as respostas ao esfor&#231;o podem se comportar diferentemente daquelas obtidas em protocolos que utilizam esfor&#231;os de intensidade constante com est&#225;gios mais prolongados<sup>7,21</sup>. No caso dos protocolos com est&#225;gios mais longos, podem ser computados os valores das vari&#225;veis durante todo o tempo de monitoriza&#231;&#227;o. A partir da&#237;, os valores dessas vari&#225;veis s&#227;o comparados para verificar a exist&#234;ncia de diferen&#231;as entre as duas formas de locomo&#231;&#227;o<sup>8,9</sup>. Tal procedimento permite o estudo em condi&#231;&#245;es mais reais de prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cios e, por isso, optou-se por essa estrat&#233;gia para acompanhar as respostas na caminhada e corrida, investigando os valores m&#233;dios das vari&#225;veis cardiorrespirat&#243;rias e perceptivas em oito minutos.</p>
    <p>O &#250;nico experimento que investigou vari&#225;veis ventilat&#243;rias na caminhada e corrida a partir da determina&#231;&#227;o da VTCC foi realizado por Mercier e cols.<sup>9</sup>, acompanhando sete sujeitos por quatro minutos na VTCC e em velocidades correspondentes a 0,5 e 1 km/h acima e abaixo desta. N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as para VO<sub>2</sub>, VE, FC, VE/VO<sub>2</sub> e R na VTCC, bem como a 0,5 km/h acima da VTCC, o mesmo n&#227;o ocorrendo com o VO<sub>2</sub>, VE e FC a 0,5 km/h abaixo da VTCC. Nas velocidades correspondentes a &#177; 1 km/h, todas as vari&#225;veis exibiram diferen&#231;as entre a caminhada e a corrida. Contudo, o reduzido n&#250;mero de sujeitos, bem como suas caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas e de aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria heterog&#234;neas, limitam seus resultados. Em adi&#231;&#227;o, cada forma de locomo&#231;&#227;o foi acompanhada por apenas quatro minutos, o que representa um intervalo de tempo curto para obten&#231;&#227;o de estabilidade das vari&#225;veis cardiorrespirat&#243;rias, especialmente nas intensidades acima da VTCC. Por fim, n&#227;o foram relatados os dados referentes &#224; reprodutibilidade do protocolo para detec&#231;&#227;o da VTCC, o que limita a realiza&#231;&#227;o de infer&#234;ncias consistentes a partir do estudo.</p>
    <p>Brisswalter e Mottet<sup>8</sup> tamb&#233;m investigaram as rela&#231;&#245;es entre o custo energ&#233;tico em velocidades impostas e escolhidas a partir da VTCC. Como os objetivos do estudo centraram-se na demanda energ&#233;tica, o &#250;nico dado proveniente da medida de gases expirados foi o VO<sub>2</sub> na corrida e caminhada. Esse experimento apresentou problemas metodol&#243;gicos semelhantes aos verificados por Mercier e cols.<sup>9</sup>, o que tamb&#233;m reduz a consist&#234;ncia dos seus resultados.</p>
    <p>Os dados deste estudo se contrap&#245;em aos exibidos por Mercier e cols.<sup>9</sup> Na presente investiga&#231;&#227;o, foram obtidos dados semelhantes para as vari&#225;veis cardiorrespirat&#243;rias estudadas a 0,5 km/h abaixo da VTCC, o mesmo n&#227;o ocorrendo a 0,5 km/h acima da VTCC. Nessa velocidade, diferen&#231;as significativas foram observadas nas vari&#225;veis ventilat&#243;rias (com exce&#231;&#227;o ao pulso de O<sub>2</sub>) e na FC entre a caminhada e a corrida. A exce&#231;&#227;o encontrada para o pulso de O<sub>2</sub> pode ser explicada pelo aumento similar do VO<sub>2</sub> e da FC, fazendo com que a rela&#231;&#227;o entre essas vari&#225;veis permanecesse basicamente constante nas velocidades estudadas.</p>
    <p>Al&#233;m das respostas cardiorrespirat&#243;rias, nosso estudo acompanhou a percep&#231;&#227;o geral e local do esfor&#231;o. Nas duas formas de percep&#231;&#227;o, observou-se um valor maior na caminhada em rela&#231;&#227;o &#224; corrida acima da VTCC, corroborando os dados verificados para FC e vari&#225;veis ventilat&#243;rias. Em todas as velocidades, a percep&#231;&#227;o local apresentou escores mais elevados do que a percep&#231;&#227;o geral para a caminhada, sugerindo forte influ&#234;ncia de fatores perif&#233;ricos nessa forma de locomo&#231;&#227;o<sup>3,5</sup>. Acima da VTCC, as respostas para VO<sub>2</sub>, FC e VE foram mais altas na caminhada do que na corrida, possivelmente por um maior recrutamento dos m&#250;sculos do tronco e dos membros superiores com o incremento da velocidade nessa locomo&#231;&#227;o, aumentando tamb&#233;m o trabalho exc&#234;ntrico para a realiza&#231;&#227;o do movimento<sup>5</sup>. &#201; poss&#237;vel que haja uma rela&#231;&#227;o entre a maior percep&#231;&#227;o local de esfor&#231;o e o maior incremento das vari&#225;veis cardiorrespirat&#243;rias. Prilutsky e Gregor<sup>3</sup> avaliaram diversos m&#250;sculos da perna durante caminhada e corrida em velocidades entre 55% e 145% da VTCC, atrav&#233;s da EMG, observando que a a&#231;&#227;o dos m&#250;sculos flexores foi maior durante a caminhada do que durante a corrida acima da VTCC. J&#225; o VO<sub>2</sub> mais baixo durante a corrida nas velocidades mais altas pode ser uma consequ&#234;ncia da energia el&#225;stica armazenada durante a fase de apoio da corrida<sup>22,23</sup>, o que n&#227;o ocorre na caminhada<sup>24</sup>.</p>
    <p>Tr&#234;s aspectos parecem explicar as diferen&#231;as entre o presente estudo e o conduzido por Mercier e cols.<sup>9</sup>. O primeiro refere-se &#224; sele&#231;&#227;o amostral. A amostra do estudo supracitado foi reduzida e heterog&#234;nea quanto ao g&#234;nero, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, condi&#231;&#227;o aer&#243;bia e experi&#234;ncia no trabalho em esteira rolante. A cuidadosa homogeneiza&#231;&#227;o dessas caracter&#237;sticas neste estudo pode ter contribu&#237;do para um maior controle das medidas obtidas, j&#225; que as mesmas podem afetar as respostas cardiorrespirat&#243;rias ao esfor&#231;o. A diferen&#231;a no protocolo para detec&#231;&#227;o da VTCC tamb&#233;m podem ter influenciado nas diferen&#231;as de resultados. Apenas um experimento apresentou dados da reprodutibilidade do protocolo para detec&#231;&#227;o da VTCC, no qual se verificou coeficiente intraclasse de 0,72 para a VTCC determinada em diferentes dias<sup>7</sup>. No presente estudo, verificou-se alta reprodutibilidade do protocolo para detec&#231;&#227;o da VTCC, que exibiu coeficiente de correla&#231;&#227;o intraclasse de 0,92, valor superior ao reportado na literatura.</p>
    <p>Por fim, destacamos a diferen&#231;a do tempo de monitoriza&#231;&#227;o das vari&#225;veis entre os estudos. Nossos dados foram acompanhados durante oito minutos, enquanto Mercier e cols.<sup>9</sup> acompanharam apenas quatro minutos, o que pode n&#227;o ter sido suficiente para estabiliza&#231;&#227;o das medidas, notadamente em velocidades acima da VTCC. Um detalhe importante a destacar diz respeito &#224; toler&#226;ncia ao esfor&#231;o quando caminhando a velocidade de 1 km/h acima da VTCC. Em nosso experimento, os sujeitos j&#225; relatavam cansa&#231;o acentuado para a caminhada ap&#243;s o quarto minuto a 0,5 km/h acima da VTCC, tendo que ser extremamente motivados para continuarem at&#233; o final do oitavo minuto. Um estudo piloto mostrou que n&#227;o havia estabilidade de medidas e que era extremamente dif&#237;cil fazer com que os volunt&#225;rios permanecessem por mais do que quatro ou cinco minutos a 1 km/h acima da VTCC caminhando. Do ponto de vista aplicado, isso implica dizer que caminhar r&#225;pido a velocidades acima da VTCC pode n&#227;o ser uma boa estrat&#233;gia para realiza&#231;&#227;o do exerc&#237;cio, devido ao r&#225;pido aumento das respostas cardiorrespirat&#243;rias e perceptivas ao esfor&#231;o.</p>
    <p>Se por um lado caminhar &#233; a locomo&#231;&#227;o mais apropriada para a fase inicial de programas de reabilita&#231;&#227;o card&#237;aca, a inclus&#227;o posterior da corrida &#233; bastante comum e recomendada. Todavia, para aqueles que n&#227;o se enquadram nesses dois extremos, a op&#231;&#227;o por uma ou outra atividade pode trazer implica&#231;&#245;es nas possibilidades de toler&#226;ncia do esfor&#231;o<sup>25</sup>. Os resultados deste estudo chamam aten&#231;&#227;o para o impacto que a escolha da forma de locomo&#231;&#227;o pode trazer na quantifica&#231;&#227;o da intensidade do exerc&#237;cio. A percep&#231;&#227;o do esfor&#231;o, maior na caminhada em todas as velocidades investigadas, alerta para a import&#226;ncia do acompanhamento de fatores perif&#233;ricos, conjuntamente aos dados metab&#243;licos. Nesse sentido, a escala de Borg voltada &#224; percep&#231;&#227;o local do esfor&#231;o pode auxiliar no acompanhamento da intensidade do exerc&#237;cio. Em adi&#231;&#227;o, pequenas varia&#231;&#245;es na velocidade nas diferentes locomo&#231;&#245;es podem provocar distintas respostas ao esfor&#231;o. No presente estudo, uma varia&#231;&#227;o de aproximadamente 15% na velocidade e forma de locomo&#231;&#227;o representou diferen&#231;as individuais de at&#233; 50% no VO<sub>2</sub> medido durante o exerc&#237;cio (<xref ref-type="fig" rid="f3">figura 3</xref>). Para alguns sujeitos, a FC variou em at&#233; 25 bpm entre a corrida e a caminhada na mesma velocidade. J&#225; varia&#231;&#245;es da velocidade de corrida ao redor da VTCC n&#227;o afetaram significativamente as respostas de FC, podendo at&#233; ser mais conveniente do ponto de vista locomotor para alguns sujeitos (<xref ref-type="fig" rid="f2">figura 2</xref>).</p>
    <p>Os dados da presente investiga&#231;&#227;o tamb&#233;m sugerem implica&#231;&#245;es quanto ao gasto energ&#233;tico da atividade. O uso de equa&#231;&#245;es para prescrever o exerc&#237;cio com base no disp&#234;ndio de energia pode ser relativamente &#250;til em atividades subm&#225;ximas, padronizadas e realizadas em condi&#231;&#245;es de <italic>steady-state.</italic> Contudo, a ado&#231;&#227;o de equa&#231;&#245;es dessa natureza n&#227;o se aplica a uma faixa de velocidade onde ocorre a transi&#231;&#227;o entre a caminhada e a corrida, mais tipicamente entre 6 e 8 km/h. Nesse caso, para uma mesma forma de locomo&#231;&#227;o, a variabilidade individual no VO<sub>2,</sub> e consequentemente no gasto energ&#233;tico, pode chegar a 20%, dificultando o uso de equa&#231;&#245;es preditivas<sup>1</sup>. A op&#231;&#227;o por caminhar ou correr na mesma velocidade, traz implica&#231;&#245;es distintas na demanda energ&#233;tica, conforme indicam os dados do VO<sub>2</sub> deste estudo, destacando a influ&#234;ncia diferenciada da locomo&#231;&#227;o, quando o exerc&#237;cio &#233; realizado em velocidades acima ou abaixo da VTCC. Em intensidades abaixo, ou mesmo na VTCC, a corrida tende a apresentar valores ligeiramente superiores aos da caminhada. Todavia, ao ultrapassar a VTCC a caminhada passa a ter maior influ&#234;ncia sobre o VO<sub>2</sub>, e consequentemente, sobre o disp&#234;ndio de energia em rela&#231;&#227;o &#224; corrida. Esses achados ressaltam a import&#226;ncia da escolha da forma de locomo&#231;&#227;o em programas de exerc&#237;cio para reabilita&#231;&#227;o card&#237;aca, nos quais os sujeitos se exercitam em intensidade pr&#243;ximas a VTCC, com implica&#231;&#245;es cl&#237;nicas e maior seguran&#231;a na prescri&#231;&#227;o da atividade<sup>1,26</sup>.</p>
    <p>Outro aspecto a ser destacado &#233; a relev&#226;ncia da forma de locomo&#231;&#227;o no comportamento da VE e dos equivalentes ventilat&#243;rios de O<sub>2</sub> e CO<sub>2</sub>. Acima da VTCC, foi observado grande incremento desses indicadores na caminhada em rela&#231;&#227;o &#224; corrida, o que pode trazer implica&#231;&#245;es para os sujeitos que possuem restri&#231;&#245;es cardiorrespirat&#243;rias<sup>27-29</sup>. Tal fato refor&#231;a ainda mais a necessidade de selecionar corretamente a forma de locomo&#231;&#227;o para a prescri&#231;&#227;o do exerc&#237;cio nesses indiv&#237;duos.</p>
    <p>A utiliza&#231;&#227;o do substrato energ&#233;tico tamb&#233;m parece ser influenciada pela forma de locomo&#231;&#227;o. Nas velocidades investigadas, a caminhada tendeu a apresentar valores sistematicamente mais elevados de R do que a corrida, sendo a diferen&#231;a significativa (p&lt;0.05) acima da VTCC. Quanto &#224; influ&#234;ncia da forma de locomo&#231;&#227;o na fadiga, ao final dos oito minutos de caminhada, o VO<sub>2</sub> ultrapassava o obtido no LV, o mesmo n&#227;o ocorrendo na corrida. Esses achados tamb&#233;m apontam para a import&#226;ncia da sele&#231;&#227;o adequada da locomo&#231;&#227;o na prescri&#231;&#227;o do exerc&#237;cio, notadamente nos programas de 20 a 60 minutos, preconizados para o aprimoramento da condi&#231;&#227;o aer&#243;bia<sup>1</sup>. Logo, a detec&#231;&#227;o da VTCC pode ser uma estrat&#233;gia recomendada para determinar limites em que a caminhada pode ser realizada em uma sess&#227;o de exerc&#237;cio aer&#243;bio, principalmente para sujeitos que necessitam de maiores cuidados quanto ao controle das vari&#225;veis fisiol&#243;gicas durante o esfor&#231;o.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A partir de uma amostra homogeneizada quanto ao sexo, idade, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, condi&#231;&#227;o aer&#243;bica e experi&#234;ncia no trabalho em esteira rolante, verificou-se que a 0,5 km/h acima da VTCC, as percep&#231;&#245;es geral e local do esfor&#231;o, bem como as respostas de FC, VO<sub>2</sub>, VE, VCO<sub>2</sub> e R apresentaram valores superiores para a caminhada em rela&#231;&#227;o &#224; corrida, demonstrando a influ&#234;ncia da forma de locomo&#231;&#227;o nos indicadores de intensidade relativa ao esfor&#231;o, utiliza&#231;&#227;o do substrato energ&#233;tico e toler&#226;ncia &#224; fadiga. Na VTCC, ou a 0,5 km/h abaixo desta, a forma de locomo&#231;&#227;o n&#227;o induziu diferen&#231;as significativas sobre as vari&#225;veis cardiorrespirat&#243;rias e de percep&#231;&#227;o ao esfor&#231;o investigadas. Esses dados refor&#231;am a import&#226;ncia da sele&#231;&#227;o adequada da forma de locomo&#231;&#227;o na prescri&#231;&#227;o do exerc&#237;cio aer&#243;bio. Contudo, devido ao tempo de monitoriza&#231;&#227;o relativamente curto nas velocidades investigadas, n&#227;o &#233; poss&#237;vel extrapolar com precis&#227;o nossos achados para sess&#245;es de exerc&#237;cios destinadas ao aumento da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria com dura&#231;&#245;es superiores a 30 minutos. Estudos futuros devem ser conduzidos com maior tempo de acompanhamento das vari&#225;veis, para determinar mais detalhadamente a influ&#234;ncia da forma de locomo&#231;&#227;o na prescri&#231;&#227;o do exerc&#237;cio aer&#243;bio para n&#227;o-atletas.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi parcialmente financiado pelo CNPq.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Walace David Monteiro pela Universidade Gama Filho.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p>Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo </p>
        <p> Rua Siqueira Campos, 93/101 - Copacabana </p>
        <p> 22071-030 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
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        </p>
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    <p>Artigo recebido em 09/09/08; revisado recebido em 11/11/08; aceito em 11/11/08.</p>
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            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>75</fpage>
          <lpage>80</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>5</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ringbaek</surname>
              <given-names>T</given-names>
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              <surname>Brondum</surname>
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            <name>
              <surname>Lange</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B29">
        <mixed-citation>29. Witte KK, Thackray    SD, Nikitin NP, Cleland JG, Clark AL. Pattern of ventilation during exercise    in chronic heart failure. Heart. 2003; 89 (6): 610-4.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Pattern of ventilation during exercise in chronic heart failure</article-title>
          <source>Heart</source>
          <date>
            <year>2003</year>
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          <fpage>610</fpage>
          <lpage>4</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>89</volume>
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          </person-group>
        </element-citation>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiorespiratory and perceptual responses to walking and running at the same speed</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: It is possible that different forms of locomotion, when carried out at the same speed, may have a distinct influence on the physiological and perceptual responses to exercise. OBJECTIVE: To compare the cardiorespiratory responses and the subjective perception of the effort to walk and run at the same speed, as determined from the walk-run transition speed (WRTS). METHODS: From an initial sample of 453 subjects enrolled in the compulsory military service, 12 young adult men were selected and carefully homogenized as to age, sex, anthropometric characteristics, aerobic condition and experience in a treadmill. In preliminary sessions, the individual WRTS was determined. Thereafter, on three different days, the subjects walked and ran in balanced order, in each of the following speeds: WRTS; WRTS - 0.5 km/h; WRTS + 0.5 km/h, so as to obtain exhaled gases, heart rate (HR) and perception of effort measurements. RESULTS: The protocol for WRTS detection was highly reproducible (r = 0.92, p &lt;0.05). In an intensity of exercise above the WRTS, the perceived effort, the HR, and the ventilatory variables-VE, VO2, VCO2 and R-showed higher values during walking than during running (p &lt;0.05), whereas at the WRTS and at the speed of 0.5 km/h below WRTS, the form of locomotion did not affect the cardiorespiratory and perceptual variables (p &gt; 0.05). CONCLUSION: Walking at a speed above the WRTS tends to be more stressful to the subject, from a physiological and perceptual point of view. It seems appropriate to individualize the WRTS and standardize the form of locomotion for determining a more accurate and physiological intensity of the aerobe exercises.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Walking</kwd>
        <kwd>running</kwd>
        <kwd>oxygen consumption</kwd>
        <kwd>heart rate</kwd>
        <kwd>exercise</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Cardiorespiratory and perceptual responses to walking and running at the same speed</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Walace David Monteiro<sup>I, II</sup>; Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo<sup>III, IV</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Instituto de Ci&#234;ncias da Atividade F&#237;sica (ICAF / Aeron&#225;utica), Rio de Janeiro - Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), Rio de Janeiro - Brazil</p>
      <p><sup>III</sup>Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio (CLINIMEX), Rio de Janeiro - Brazil</p>
      <p><sup>IV</sup>Universidade Gama Filho (UGF), Rio de Janeiro - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> It is possible that different forms of locomotion, when carried out at the same speed, may have a distinct influence on the physiological and perceptual responses to exercise.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To compare the cardiorespiratory responses and the subjective perception of the effort to walk and run at the same speed, as determined from the walk-run transition speed (WRTS).</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> From an initial sample of 453 subjects enrolled in the compulsory military service, 12 young adult men were selected and carefully homogenized as to age, sex, anthropometric characteristics, aerobic condition and experience in a treadmill. In preliminary sessions, the individual WRTS was determined. Thereafter, on three different days, the subjects walked and ran in balanced order, in each of the following speeds: WRTS; WRTS - 0.5 km/h; WRTS + 0.5 km/h, so as to obtain exhaled gases, heart rate (HR) and perception of effort measurements.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The protocol for WRTS detection was highly reproducible (r = 0.92, p &lt;0.05). In an intensity of exercise above the WRTS, the perceived effort, the HR, and the ventilatory variables-VE, VO<sub>2</sub>, VCO<sub>2</sub> and R-showed higher values during walking than during running (p &lt;0.05), whereas at the WRTS and at the speed of 0.5 km/h below WRTS, the form of locomotion did not affect the cardiorespiratory and perceptual variables (p&gt; 0.05).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Walking at a speed above the WRTS tends to be more stressful to the subject, from a physiological and perceptual point of view. It seems appropriate to individualize the WRTS and standardize the form of locomotion for determining a more accurate and physiological intensity of the aerobe exercises.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Walking; running; oxygen consumption; heart rate; exercise.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The energy expenditure of exercise varies according to its characteristics<sup>1</sup>. Man, being bipedal, uses only walking and running as natural forms locomotion. When the displacement speed is increased, there is a critical moment in which there is a transition from walking to running, which characterizes the walk-run transition speed (WRTS). Several factors influence the WRTS. Key features are the anthropometric characteristics, the level of physical fitness, the duration of the activity and the perception of the intensity of the effort.</p>
      <p>But what exactly makes an individual choose to walk or run at a given speed? The answer to this question is far from settled<sup>2-6</sup>. Whatever the mechanism responsible for the WRTS, the knowledge of the physiological responses to walking and running, at a speed near the WRTS can provide important data for the prescription for aerobic exercise in healthy subjects and in patients with cardiovascular diseases. This becomes practical whenever it is necessary to combine walking and running at specified intervals of time in the same session of exercises. The analysis of these alternatives becomes even more relevant for individuals who tend to have a maximum oxygen uptake between 6 and 10 METs, for whom walking involves little effort, while running is an effort above the ventilatory anaerobe threshold (VAT) .</p>
      <p>Unfortunately, few experiments have investigated the physiological responses obtained just above or below the WRTS<sup>7-9</sup>. Furthermore, methodological limitations of the studies complicate inferences on the subject. Among the main limitations are the lack of reproducibility of the protocol for WRTS detection, the small number of subjects in the samples and the variability of their anthropometric characteristics, and the limited time to monitor the activities<sup>7,10</sup>.</p>
      <p>Considering these limitations, this study aimed to compare the responses in cardiorespiratory variables and perception of the effort, during walking and running at the WRTS, and at levels slightly above and below the WRTS, in a carefully homogenized sample regarding sex, anthropometric characteristics, aerobic condition and adaptation to work on a treadmill.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Sample</bold>
      </p>
      <p>To homogenize the sample, we selected men aged between 18 and 19 years, enrolled in the military service. From a total of 453 subjects, all suitable for physical activity by a medical evaluation, those selected ranged between the 35<sup>th</sup> and 65<sup>th</sup> percentiles in height for the group. Then, we identified those whose body mass values were closest to the median value of the group, totaling 53 volunteers. Subsequently, we excluded those who participated in competitive sports or that were accustomed to training in a treadmill. Next, we excluded 12 subjects who had the lowest limb lengths in the group. Among the remaining, we selected 24 volunteers with more homogeneous values of aerobe condition, obtained in a field test (using the same strategy: median &#177; 12). In addition to selecting individuals to be submitted to a cardiopulmonary exercise test, the field test aimed to eliminate a possible influence of the VAT in the detection of the WRTS. To make sure that the members of the sample reached the WRTS below the VAT speed, we identified, initially, the subjects whose VAT was over 9 METs in the field test. Considering that the VAT in non-athletes usually occurs between 60% and 70% of the peak oxygen uptake (VO<sub>2</sub>peak), the members of the study should have, at least, maximum aerobic power values between 14 and 16 METs, which would correspond to distances between 2700 and 3200 m in the 12-minute field test<sup>11</sup>.</p>
      <p>For the 24 selected subjects, a treadmill adaptation training was conducted, consisting of a 15-minute running on two different days, as an adaptation of the original proposal by Wall and Charteris<sup>12,13</sup>. Finally, a maximal cardiopulmonary exercise testing was conducted, using a ramp treadmill protocol, from which 12 subjects were selected among those who met the criteria of the maximal exercise test and whose VAT and VO<sub>2</sub>peak results were closer to the median value shown by the group. Thus, 12 subjects were selected, carefully homogenized as to the following features (minimum and maximum): a) gender and age: men aged 18.6 &#177; 0.5 years (18 to 19); b) body mass of 66.4 &#177; 1.1 kg (64 to 68); c) height of 174.5 &#177; 1.4 cm (174 to 176); d) length of lower limbs of 83.3 &#177; 1.2 cm (81 to 85.4); e) VO<sub>2</sub> peak of 52.2 &#177; 2.2 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> (50 and 57.1); f) VAT of 39.8 &#177; 2.6 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> ( 36.5 and 45.6). Prior to participation in the experiment the volunteers signed a term of free informed consent and the study protocol was approved by the Institutional Ethics Committee.</p>
      <p>
        <bold>Monitored variables</bold>
      </p>
      <p>The monitored cardiorespiratory variables were oxygen uptake (VO<sub>2</sub>), pulmonary ventilation (VE) and carbon dioxide production (VCO<sub>2</sub>), obtained through the Medical Graphics metabolic analyzer, model GPX / D (Saint Louis, USA); and heart rate (HR), measured by the Polar monitor model Accurex Plus (Kempele, Finland). We also calculated the pulse of oxygen (O<sub>2</sub> Pulse), the ventilatory equivalent of oxygen (VE/VO<sub>2</sub>) and of carbon dioxide (VE/VCO2), and the respiratory exchange ratio (R). Data were monitored continuously and their average values were recorded at each minute of exercise.</p>
      <p>The perception of effort was assessed by the Borg CR10 Scale, using separate values for local and general effort perceptions, at every minute of exercise. For local perception of effort, after standardized instructions on the proper way to quantify the perceived effort<sup>14</sup>, the subject was required to report the symptoms observed in the lower limbs. Due to the inability to verbally express the values of the Borg scale because of the apparatus used to measure the ventilatory variables, the evaluator pointed to the values on a scale located in front of the treadmill, and the subject indicated the estimated value of perceived exertion at each moment.</p>
      <p>
        <bold>Determination of the individual WRTS</bold>
      </p>
      <p>As the WRTS determination is protocol-dependent<sup>7,10</sup>, we initially determined its reproducibility, with an application on three separate days for 48 hours. After a 2-minute warm up at 4.5 km/h, the protocol began at a speed of 5.5 km/h, which was increased at every 15 seconds by 0.1 km/h. After reaching the WRTS, the subject continued in the protocol for another minute and thirty seconds. Finally, the speed was reduced to 4.5 km/h for two minutes, and the protocol was ended. To identify the exact moment in which each volunteer modified the form of locomotion, the tests were filmed, and the WRTS was determined using a video-tape, to identify the exact moment in which the individual spontaneously showed, in a definitive manner, the flight phase that characterizes running.</p>
      <p>
        <bold>Evaluation of responses during different forms of locomotion</bold>
      </p>
      <p>In this stage, the subjects were instructed to walk and run for eight minutes, with an intensity of effort corresponding to the individual WRTS, and at a speed equivalent to the WRTS &#177; 0.5 km/h. The choice of this time span to monitor the locomotion was due to the fact that individuals find it extremely difficult to remain walking above the WRTS, after the limit of eight minutes is exceeded. Thus, to standardize the comparison of the monitored variables, the same activity was applied to all speeds and forms of locomotion. The cardiorespiratory variables were monitored continuously and registered at the end of each minute of activity. As for perceived exertion, the subjects were asked to report it at the end of each minute of activity. For comparison purposes, we used the average value for eight minutes of activity. In addition, in order to stabilize the values of R, the subjects first walked at 5 km/h for two minutes. After this, the speed and form of locomotion selected for each day were applied. Data collection was performed during three days, in which the subjects carried out two activities at each visit, with an interval of one hour, minimizing the possibility of fatigue. The order of implementation of the various activities was balanced. In separate test days for each volunteer, the data were collected at the same time, and the subjects always used the same sport shoes.</p>
      <p>
        <bold>Statistical treatment</bold>
      </p>
      <p>To determine the reproducibility of the WRTS detection protocol, we used the intraclass correlation coefficient. To compare the differences in each of the cardiorespiratory responses and the general and local perception of effort during walking and running, in three speeds studied, we used an ANOVA for repeated measures of an entry accompanied by a post-hoc verification of Bonferroni ( p &lt;0.05). The software STATISTICA for Windows, version 6.0, Statsoft Incorporation (Tulsa, USA), was used for all data analyses. The figures were prepared with GraphPad Prism 5 (San Diego, USA).</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>In the WRTS detection, we observed very similar values within three days of tests, reflecting a low interday variability (8.2 km/h; 8.1 km/h; 8.1 km/h, respectively, p&gt; 0, 05). In addition, the protocol was highly reproducible and showed an intraclass correlation coefficient of 0.92 (p &lt;0.05).</p>
      <p>The physiological responses to exercise differed in the speeds and forms of locomotion that were assessed in the study. The general and local effort perceptions also showed different behaviors (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>), tending to be higher during walking, especially above the WRTS (p &lt;0.05). The results for local perception of effort were consistently higher than those reported for general perception (p &lt;0.05).</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>The HR and VO<sub>2</sub> responses increased with the increase in speed. However, statistical differences (p &lt;0.05) between forms of locomotion were only observed above the WRTS (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figures 2</xref> and <xref ref-type="fig" rid="f3-body2">3</xref>). At this speed, the HR was about 20 bpm higher during walking than during running, while the VO<sub>2</sub> was superior by 5 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>. Comparing the lowest and the highest speed investigated, we found that the HR increased, on average, by only 2.5% during running, and by 22% during walking. The same analysis for the VO<sub>2</sub> shows that at a speed of 0.5 km/h below the WRTS, the oxygen uptake is about 3 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> lower for walking (7%), while at the speed of 0.5 km/h above the WRTS, running represents an economy of 15%.</p>
      <fig id="f2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf02-en.jpg"/></fig>
      <fig id="f3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>Regarding VE and VCO<sub>2</sub> responses, data for the speed above the transition were significantly higher (p &lt;0.05) than those obtained in other monitored intensities (<xref ref-type="fig" rid="f4-body2">Figure 4</xref>), with a behavior similar to those observed for HR and VO<sub>2</sub>. As for O<sub>2</sub> and CO<sub>2</sub> ventilatory equivalents (<xref ref-type="fig" rid="f5-body2">Figure 5</xref>), we observed very similar values during walking and running in the two lower speeds studied, and significant increases for walking at a speed above the transition (p &lt;0.05).</p>
      <fig id="f4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf04-en.jpg"/></fig>
      <fig id="f5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf05-en.jpg"/></fig>
      <p>The O<sub>2</sub> pulse showed no significant difference between walking and running in any of the three speeds studied (p&gt; 0.05) (<xref ref-type="fig" rid="f6-body2">Figure 6</xref>), although a trend to progressively higher values was observed when the speed was increased in both forms of locomotion. For all speeds investigated, walking had systematically higher values of R than running, although a significant difference (p &lt;0.05) for walking was only observed at the higher speed (<xref ref-type="fig" rid="f7-body2">Figure 7</xref>).</p>
      <fig id="f6-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf06-en.jpg"/></fig>
      <fig id="f7-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0418-00016-gf07-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The components of a prescription for exercises include the selection of sport modality, intensity of effort, duration of the activity, weekly frequency and pattern of exercise progression<sup>15,16</sup>. These components are used to determine prescriptions in subjects of all ages, functional abilities and clinical conditions<sup>17-20</sup>. Despite the importance of all components, the intensity of effort is one of the most difficult to quantify. As to the form of locomotion, the selection of the appropriate modality is the first element to be defined, since it may influence the intensity of effort.</p>
      <p>Before discussing the results, the influence of the protocols in obtaining the variables, as determined from the WRTS is worth mentioning. In continuous protocols with stages of less than four minutes, the responses to the effort can behave differently from those observed in protocols that use efforts of constant intensity in more prolonged stages<sup>7,21</sup>. In the case of protocols with longer stages, the variable values can be computed throughout the monitoring period. Thereafter, these variable values are compared to verify the existence of differences between the two forms of locomotion<sup>8,9</sup>. This procedure allows the study of exercise prescription in more realistic conditions and, therefore, we chose this strategy to monitor the responses to walking and running, investigating the values of cardiorespiratory and effort perception variables in eight minutes.</p>
      <p>The only trial that investigated ventilatory variables during running and walking based on the WRTS determination was conducted by Mercier et al<sup>9</sup>, and followed seven subjects for four minutes at the WRTS and at speeds corresponding to 0.5 and 1 km/h above and below the WRTS. No differences were found for VO<sub>2</sub>, VE, HR, VE/VO<sub>2</sub> and R at the WRTS, and at 0.5 km/h above the WRTS, but there were differences for VO<sub>2</sub>, VE and HR at 0.5 km/h below the WRTS. At velocities corresponding to &#177;1 km/h, all variables showed differences between walking and running. However, the small number of subjects, and the heterogenous anthropometric features and cardiorespiratory fitness limited the results. In addition, each form of locomotion was accompanied only for 4 minutes, which represents a short interval of time to obtain stability of the cardiorespiratory variables, especially in intensity above the WRTS. Finally, there were no reported data concerning the reproducibility of the protocol for detection of the WRTS, which limits the consistent inferences obtained from the study.</p>
      <p>Brisswalter and Mottet<sup>8</sup> also investigated the relationship between the energy costs at speeds that were imposed and selected based on the WRTS. As the objectives of the study focused on the energy demand, the only data obtained from exhaled gases measurements were the VO<sub>2</sub> values during running and walking. This experiment showed methodological problems similar to those observed by Mercier et al<sup>9</sup>, which also reduces the consistency of the results.</p>
      <p>The data found in this study appear to be opposed to those observed by Mercier et al<sup>9</sup>. In our study, we obtained similar data for the monitored cardiorespiratory variables at 0.5 km/h below the WRTS, which did not occur at 0.5 km/h above the WRTS. At the latter speed, significant differences were observed in ventilatory (except O<sub>2</sub> pulse) and HR variables between walking and running. The exception found for the O<sub>2</sub> pulse can be explained by the similar increases in VO<sub>2</sub> and HR values, which rendered the relationship between these variables essentially constant at the assessed speeds.</p>
      <p>Besides the cardiorespiratory responses, our study followed the local and general perception of effort. In both forms of perception, there was a greater value during walking than during running, at a speed above the WRTS, corroborating the data observed for HR and ventilatory variables. At all speeds, the local perception had higher scores than the general perception during walking, suggesting a strong influence of peripheral factors on this form of locomotion<sup>3,5</sup>. Above the WRTS, VO<sub>2</sub>, HR and VE responses were higher during walking than during running, possibly due to an increased recruitment of the muscles of the trunk and upper limbs with the increase in speed in this form of locomotion, also increasing the eccentric work for carrying out the movement<sup>5</sup>. There may be a relationship between the local perception of greater effort and the greater increase in cardiorespiratory variables. Prilutsky and Gregor<sup>3</sup> evaluated several leg muscles during walking and running at speeds between 55 and 145% of the WRTS by EMG, noting that the action of the flexor muscles was greater during walking than during running above the WRTS. The lower VO<sub>2</sub> during running at higher speeds may be a consequence of the elastic energy stored during the running support stage<sup>22,23</sup>, as occurs in walking<sup>24</sup>.</p>
      <p>Three aspects seem to explain the differences between this study and the one conducted by Mercier et al<sup>9</sup>. The first concerns the sample selection. The sample of the above mentioned study was small and heterogeneous regarding gender, anthropometric characteristics, aerobic condition and experience in working on a treadmill. The careful homogeneization of these characteristics in this study may have contributed to a greater control of the measurements obtained, since they can affect the cardiorespiratory responses to exercise. The difference in the WRTS detection protocols may also have influenced the differences in results. Only one study presented data on reproducibility of the WRTS detection protocol, in which an intraclass coefficient of 0.72 was observed for the WRTS determined in different days<sup>7</sup>. In this study, there was a high reproducibility of the WRTS detection protocol, which showed an intraclass correlation coefficient of 0.92, higher than the value reported in the literature.</p>
      <p>Finally, we highlight the difference in monitoring time of variables between the studies. Our data were followed for eight minutes, while Mercier et al<sup>9</sup> followed for just four minutes, which may have not be sufficient for the stabilization of the measurements, especially at speeds above the WRTS. An important detail to be highlighted concerns the exercise tolerance while walking at a speed of 1 km/h above the WRTS. In our experiment, the subjects have reported marked fatigue while walking after the fourth minute at 0.5 km/h above the WRTS, and they had to be constantly encouraged to continue until the end of the eighth minute. A pilot study showed that there was no stability of measurements and that it was extremely difficult to make volunteers remain walking for more than four or five minutes at 1 km/h above the WRTS. From the application, this means that walking fast at speeds above the WRTS may not be a good strategy for completing the exercise, due to the rapid increase in cardiorespiratory and perceptual responses to exercise.</p>
      <p>If walking is the most appropriate form of locomotion for the initial phase of cardiac rehabilitation programs, the subsequent inclusion of running is quite common and recommended. However, for those who do not fit in these two extremes, the choice of one or other activity may have implications in the possibilities of effort tolerance<sup>25</sup>. The results of this study call attention to the impact that the choice of the form of locomotion can have in quantifying the intensity of the exercise. The perception of effort, which was higher during walking in all investigated speeds, calls attention to the importance of monitoring peripheral factors, as well as the metabolic data. In this sense, the Borg scale focused on perceptions of local efforts can assist in monitoring the exercise intensity. In addition, small variations in speed in different forms of locomotion can cause different responses to the effort. In this study, a variation of approximately 15% in speed and in the form of locomotion represented individual differences of up to 50% in the VO<sub>2</sub> measured during exercise (<xref ref-type="fig" rid="f3-body2">Figure 3</xref>). For some subjects, the HR varied by up to 25 bpm between running and walking at the same speed. However, changes in running speed around the WRTS did not significantly affect the HR responses and may even be more convenient to some subjects from a locomotor point of view (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figure 2</xref>).</p>
      <p>The data of this research also suggest implications for the energy expenditure of the activity. The use of equations for prescribing exercise based on the expenditure of energy may be relatively useful in submaximal activities, standardized and carried out under steady-state conditions. However, the adoption of such equations does not apply to a range of speeds in which occurs the transition between walking and running, more typically between 6 and 8 km/h. In this case, for the same form of locomotion, the individual variability in VO<sub>2</sub> and consequently in energy expenditure, may reach 20%, making difficult the use of predictive equations<sup>1</sup>. The choice between walking or running at the same speed raises different implications in energy demand, as shown in this study VO<sub>2</sub> data, highlighting the influence of different forms of locomotion, when the exercise is conducted at speeds above or below the WRTS. At intensities below, or even at the WRTS, running tends to provide slightly higher values than those of walking. However, above the WRTS, walking will have more influence on VO<sub>2</sub> values, and thus on the expenditure of energy, than running. These findings emphasize the importance of choosing the form of locomotion in the exercise programs for cardiac rehabilitation, in which the subjects exercise in intensity near the WRTS, with clinical implications and greater safety in the prescription of atictivities<sup>1,26</sup>.</p>
      <p>Another aspect to be highlighted is the importance of the form of locomotion in the behavior of the VE and the O<sub>2</sub> and CO<sub>2</sub> ventilatory equivalents. Above the WRTS, a larger increase was observed in these indicators during walking than during running, which can result in implications for the subjects who have cardiorespiratory limitations<sup>27-29</sup>. This fact further reinforces the need to correctly select the form of locomotion in the prescription for exercise in these individuals.</p>
      <p>The use of energy substrates also appears to be influenced by the form of locomotion. At the speeds investigated, walking tended to present systematically higher values of R than running, and the difference was significant (p &lt;0.05) above the WRTS. Regarding the influence of the form of locomotion in fatigue at the end of eight minutes of walking, the VO<sub>2</sub> exceeded that obtained in the VAT, which does not happen during running. These findings also stressed the importance of a proper selection of the form of locomotion in the exercise prescription, especially in programs of 20 to 60 minutes, which are recommended to improve the aerobic fitness<sup>1</sup>.</p>
      <p>Therefore, the WRTS detection is a recommended strategy to determine limits on walking during a session of aerobic exercises, especially for subjects who need more care in the control of physiological variables during exercise.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>From a homogenized sample regarding sex, age, anthropometric characteristics, aerobic condition and experience in working on a treadmill, we found that at the speed of 0.5 km/h above the WRTS, the local and general perceptions of effort and the responses of HR, VO<sub>2</sub>, VE, VCO<sub>2</sub> and R showed higher values during walking than during running, demonstrating the influence of the form of locomotion as an indicator of relative intensity of effort, use of energy substrate and tolerance to fatigue. At the WRTS, or at a speed of 0.5 km/h below the WRTS, the form of locomotion did not induce significant differences on the assessed cardiorespiratory variables and in the perception of effort. These data reinforce the importance of selecting the appropriate form of locomotion in the aerobic exercise prescription. However, due to the relatively short time span to monitor the investigated speeds, it was not possible to accurately extrapolate our findings to exercise sessions that exceed 30 minutes, which are designed to increase cardiorespiratory fitness. Future studies should be conducted with longer follow-up of variables, to further determine the influence of the form of locomotion on aerobic exercise prescriptions to non-athletes.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by CNPq.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Walace David Monteiro, from Universidade Gama Filho.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Respuestas cardiorrespiratorias y perceptivas para las mismas velocidades de caminata y carrera</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Es posible que diferentes formas de locomoci&#243;n, cuando se ejecutan a una misma velocidad, influyan de forma diferente sobre las respuestas fisiol&#243;gicas y perceptivas al esfuerzo. OBJETIVO: Comparar las respuestas cardiorrespiratorias y de percepci&#243;n subjetiva al esfuerzo, al caminar y al correr a las mismas velocidades, determinadas a partir de la velocidad de transici&#243;n caminata-carrera (VTCC). M&#201;TODOS: A partir de una muestra inicial de 453 individuos en servicio militar obligatorio, se seleccionaron 12 hombres adultos j&#243;venes y homogeneizados criteriosamente en cuanto a sexo, edad, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, condici&#243;n aer&#243;bica y experiencia en ejercicios en cinta sin fin. En sesiones preliminares, se determin&#243; individualmente la VTCC. Posteriormente, en tres d&#237;as diferentes, los individuos caminaron y corrieron, en orden balanceado, a cada una de las siguientes velocidades: VTCC, VTCC - 0,5 km/h y VTCC + 0,5 km/h, con obtenci&#243;n de medidas de gases expirados, de la frecuencia card&#237;aca (FC) y de la percepci&#243;n de esfuerzo. RESULTADOS: El protocolo para detecci&#243;n de la VTCC se mostr&#243; altamente reproducible (r=0,92; p&lt;0,05). En intensidad superior a la VTCC, la percepci&#243;n del esfuerzo, la FC y las variables ventilatorias VE, VO2, VCO2 y R - presentaron valores mayores en la caminata con relaci&#243;n a la carrera (p&lt;0,05), mientras que a la VTCC, y a 0,5 km/h por debajo de &#233;sta, la forma de locomoci&#243;n no influy&#243; en las variables cardiorrespiratorias y perceptivas (p&gt;0,05). CONCLUSI&#211;N: La caminata a velocidades superiores a la VTCC tiende a ser m&#225;s estresante desde el punto de vista fisiol&#243;gico y perceptivo. Parece conveniente determinar individualmente la VTCC y normalizar la forma de locomoci&#243;n para una prescripci&#243;n m&#225;s fisiol&#243;gica y fidedigna de la intensidad de los ejercicios aer&#243;bicos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Caminata</kwd>
        <kwd>carrera</kwd>
        <kwd>consumo de ox&#237;geno</kwd>
        <kwd>frecuencia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>ejercicio</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Respuestas cardiorrespiratorias y perceptivas para las mismas velocidades de caminata y carrera</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Walace David Monteiro<sup>I, II</sup>; Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo<sup>III, IV</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Instituto de Ci&#234;ncias da Atividade F&#237;sica (ICAF / Aeron&#225;utica)</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO)</p>
      <p><sup>III</sup>Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio (CLINIMEX)</p>
      <p><sup>IV</sup>Universidade Gama Filho (UGF), Rio de Janeiro - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Es posible que diferentes formas de locomoci&#243;n, cuando se ejecutan a una misma velocidad, influyan de forma diferente sobre las respuestas fisiol&#243;gicas y perceptivas al esfuerzo.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Comparar las respuestas cardiorrespiratorias y de percepci&#243;n subjetiva al esfuerzo, al caminar y al correr a las mismas velocidades, determinadas a partir de la velocidad de transici&#243;n caminata-carrera (VTCC).</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> A partir de una muestra inicial de 453 individuos en servicio militar obligatorio, se seleccionaron 12 hombres adultos j&#243;venes y homogeneizados criteriosamente en cuanto a sexo, edad, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, condici&#243;n aer&#243;bica y experiencia en ejercicios en cinta sin fin. En sesiones preliminares, se determin&#243; individualmente la VTCC. Posteriormente, en tres d&#237;as diferentes, los individuos caminaron y corrieron, en orden balanceado, a cada una de las siguientes velocidades: VTCC, VTCC - 0,5 km/h y VTCC + 0,5 km/h, con obtenci&#243;n de medidas de gases expirados, de la frecuencia card&#237;aca (FC) y de la percepci&#243;n de esfuerzo.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> El protocolo para detecci&#243;n de la VTCC se mostr&#243; altamente reproducible (r=0,92; p&lt;0,05). En intensidad superior a la VTCC, la percepci&#243;n del esfuerzo, la FC y las variables ventilatorias VE, VO2, VCO2 y R - presentaron valores mayores en la caminata con relaci&#243;n a la carrera (p&lt;0,05), mientras que a la VTCC, y a 0,5 km/h por debajo de &#233;sta, la forma de locomoci&#243;n no influy&#243; en las variables cardiorrespiratorias y perceptivas (p&gt;0,05).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La caminata a velocidades superiores a la VTCC tiende a ser m&#225;s estresante desde el punto de vista fisiol&#243;gico y perceptivo. Parece conveniente determinar individualmente la VTCC y normalizar la forma de locomoci&#243;n para una prescripci&#243;n m&#225;s fisiol&#243;gica y fidedigna de la intensidad de los ejercicios aer&#243;bicos.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Caminata, carrera, consumo de ox&#237;geno, frecuencia card&#237;aca, ejercicio.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El gasto energ&#233;tico del ejercicio var&#237;a de acuerdo con su caracter&#237;stica<sup>1</sup>. El hombre, por ser b&#237;pedo, utiliza s&#243;lo la caminata y la carrera como formas naturales de ambulaci&#243;n. Cuando la velocidad de desplazamiento aumenta, alcanzamos un momento cr&#237;tico en que cambiamos de camina a carrera, caracterizando la velocidad de transici&#243;n caminata-carrera (VTCC). Varios factores influyen en la VTCC, y entre ellos se destacan las caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, el nivel de condicionamiento f&#237;sico, la duraci&#243;n de la actividad y la percepci&#243;n de la intensidad del esfuerzo.</p>
      <p>Pero, &#191;qu&#233; es lo que hace exactamente que un individuo opte por caminar o correar a una velocidad dada? La respuesta a esta pregunta est&#225; lejos de ser respondida<sup>2-6</sup>. Independientemente del mecanismo responsable por la VTCC, el conocimiento de las respuestas fisiol&#243;gicas en la caminata y en la carrera, a velocidades pr&#243;ximas a la VTCC, puede ofrecer datos importantes para la prescripci&#243;n de ejercicios aer&#243;bicos en individuos saludables, as&#237; como en portadores de enfermedades cardiovasculares. Esto resulta pr&#225;ctico cuando es necesario combinar la caminata y la carrera en intervalos espec&#237;ficos de tiempo en la misma sesi&#243;n de ejercicios. El an&#225;lisis de estas alternativas se vuelve todav&#237;a m&#225;s relevante para individuos que tienden a presentar un consumo m&#225;ximo de ox&#237;geno entre 6 y 10 MET, en los cuales caminar implica es un esfuerzo peque&#241;o, mientras el correr representa un esfuerzo superior al umbral anaer&#243;bico ventilatorio (VT).</p>
      <p>Infelizmente, pocos experimentos investigaron las respuestas fisiol&#243;gicas obtenidas por encima o por debajo de la VTCC<sup>7-9</sup>. Adem&#225;s de ello, limitaciones metodol&#243;gicas de los estudios dificultan inferencias sobre el asunto. Entre las principales, se destacan al fata de reproducibilidad del protocolo para detecci&#243;n de la VTCC, el reducido n&#250;mero de sujetos de las muestras y la variabilidad de sus caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, adem&#225;s del reducido tiempo de monitoreo de las actividades<sup>7,10</sup>. Considerando tales limitaciones, se busc&#243; en este estudio comparar las respuestas de variables cardiorrespiratorias y de percepci&#243;n al esfuerzo en la caminata y en la carrera, en la VTCC, as&#237; como en niveles discretamente por encima y por debajo de &#233;sta, en muestra cuidadosamente homogeneizada en cuanto al sexto, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, condici&#243;n aer&#243;bica y adaptaci&#243;n al trabajo en cinta sin fin.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Muestra</bold>
      </p>
      <p>Para homogeneizar la muestra, se consideraron hombres con edades entre 18 y 19 a&#241;os, que prestaban servicio militar obligatorio. A partir del cuantitativo de 453 individuos, aptos por evaluaci&#243;n m&#233;dica para la pr&#225;ctica de actividad f&#237;sica, se seleccionaron aquellos que se situaban en el intervalo entre los percentiles de 35 y 65 del grupo para estatura. A continuaci&#243;n, se identificaron aquellos con valores de masa corporal m&#225;s pr&#243;ximos al valor mediano del grupo, totalizando 53 voluntarios. Posteriormente, se excluyeron aquellos que participaban de deportes de competici&#243;n o incluso los que estuvieran habituados al entrenamiento en cinta sin fin. A seguir, se excluyeron 12 individuos que presentaban longitudes de miembros inferiores m&#225;s extremos en el grupo. Entre los remanentes, se identificaron 24 voluntarios con valores m&#225;s homog&#233;neos de condici&#243;n aer&#243;bica, obtenidos en prueba de campo (usando la misma estrategia: mediana &#177; 12). Adem&#225;s de seleccionar a los individuos a ser encaminados para test cardiopulmonar de ejercicio, la prueba de campo busc&#243; eliminar una posible influencia del VT en la detecci&#243;n de la VTCC. Para tener la seguridad de que los integrantes de la muestra alcanzaban la VTCC por debajo de la velocidad de VT, identificamos inicialmente a los individuos cuyo VT se encontraba por encima de 9 MET en la prueba de campo. Considerando que el VT en no atletas generalmente ocurre entre el 60% y el 70% del consumo de ox&#237;genos de pico (VO<sub>2pico</sub>), los integrantes del estudio deber&#237;an presentar, al menos, valores de potencia aer&#243;bica m&#225;xima entre 14 y 16 MET, lo que implicar&#237;a la cobertura de distancias entre 2.700 y 3.200 m en la prueba de campo de 12 minutos<sup>11</sup>.</p>
      <p>Para los 24 individuos as&#237; seleccionados, se realiz&#243; un entrenamiento para adaptaci&#243;n a la cinta sin fin, compuesto por 15 minutos ejecutados en dos d&#237;as distintos, conforme adaptaci&#243;n de la propuesta original de Wall y Charteris<sup>12,13</sup>. Finalmente, se realiz&#243; un test cardiopulmonar de ejercicio m&#225;ximo, utilizando el protocolo en rampa, a partir del cual se seleccionaron 12 individuos entre los que cumplieron los criterios de test m&#225;ximo, con resultados de VO<sub>2pico</sub> y VT m&#225;s pr&#243;ximos del valor mediano exhibido por el grupo. De esta forma, se seleccionaron 12 individuos homogeneizados criteriosamente en cuanto a los siguientes aspectos (m&#237;nimo y m&#225;ximo): a) g&#233;nero y edad: hombres de 18,6 &#177; 0,5 anos (18 a 19); b) masa corporal de 66,4 &#177; 1,1 kg (64 a 68); c) estatura de 174,5 &#177; 1,4 cm (174 a 176); d) longitudes de miembros inferiores de 83,3 &#177; 1,2 cm (81 a 85,4); y VO<sub>2pico</sub> de 52,2 &#177; 2,2 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> (50 y 57,1); f) VT de 39,8&#177;2,6 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> (36,5 y 45,6). Anteriormente a la participaci&#243;n en el experimento, los voluntarios firmaron un t&#233;rmino de consentimiento libre e informado y el protocolo del estudio fue aprobado por el comit&#233; de &#233;tica institucional.</p>
      <p>
        <bold>Variables monitoreadas</bold>
      </p>
      <p>Las variables cardiorrespiratorias monitoreadas fueron: consumo de ox&#237;geno (VO<sub>2</sub>), ventilaci&#243;n pulmonar (VE) y producci&#243;n de gas carb&#243;nico (VCO<sub>2</sub>), obtenidas a trav&#233;s de analizador metab&#243;lico Medical Graphics modelo GPX/D (Saint Louis, Estados Unidos), adem&#225;s de la frecuencia card&#237;aca (FC), medida por el monitor Polar modelo Accurex Plus, (Kempele, Finlandia). Se calcularon adem&#225;s, el pulso de ox&#237;genos (pulso de O<sub>2</sub>) los equivalentes ventilatorios para el ox&#237;genos (VE/VO<sub>2</sub>) y de gas carb&#243;nico (VE/VCO<sub>2</sub>), y el cociente de intercambio respiratorio (R). Los datos se monitorearon continuamente y sus medidas se registraron a cada minuto de ejercicio.</p>
      <p>La percepci&#243;n al esfuerzo se evalu&#243; mediante la escala de Borg CR10, adoptando los valores separados para las percepciones general y local del esfuerzo a cada minuto de ejercicio. Para la percepci&#243;n local del esfuerzo, tras instrucciones normalizadas sobre la forma adecuada para cuantificar el esfuerzo percebido<sup>14</sup>, se solicit&#243; al evaluado dar un nota referente a los s&#237;ntomas verificados en los miembros inferiores. Debido la imposibilidad de expresar verbalmente los valores de la escala de Borg, por causa del aparato usado en la medida de las variables ventilatorias, el evaluador pasaba una regla sobre los valores de la escala, situada frente a la cinta, y el evaluado indicaba el valor referente al esfuerzo percibido en el momento.</p>
      <p>
        <bold>Determinaci&#243;n de la VTCC individual</bold>
      </p>
      <p>Con la identificaci&#243;n de la VTCC es dependiente del protocolo<sup>7,10</sup>, inicialmente determinamos su reproducibilidad, a partir de la aplicaci&#243;n en tres d&#237;as separados por 48 horas. Despu&#233;s de un calentamiento de dos minutos a 4,5 km/h, el protocolo iniciaba con una velocidad de 5,5 km/h, que era incrementada a cada 15 segundos en 0,1 km/h. Despu&#233;s de alcanzada la VTCC, el individuo prosegu&#237;a en el protocolo por un minuto y treinta segundos m&#225;s. Finalmente, se reduc&#237;a la velocidad para 4,5 km/h por dos minutos y se finalizaba el protocolo. Para identificar el instante exacto en el cual cada voluntario modificaba la forma de locomoci&#243;n se filmaron los test y la VTCC se determin&#243; con auxilio de un videotape, permitiendo identificar el momento exacto en que el individuo espont&#225;neamente pasaba a exhibir, de modo definitivo, la fase de vuelo que caracteriza la carrera.</p>
      <p>
        <bold>Evaluaci&#243;n de las respuestas en las diferentes formas de locomoci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En esta etapa, los individuos fueron instruidos a caminar y a correr, durante ocho minutos, en intensidad de esfuerzo correspondiente a la VTCC individual, as&#237; como a velocidades equivalentes a &#177; 0,5 km/h de la misma. La opci&#243;n por ese tiempo de monitoreo de las locomociones se debi&#243; al hecho de que los individuos ten&#237;a extrema dificultad en permanecer caminando por encima de la VTCC cuando se superaban los ocho minutos. De esta forma, para normalizar la comparaci&#243;n de las variables investigadas, se aplic&#243; el mismo tiempo de actividad para todas las velocidades y locomociones. Las variables cardiorrespiratorias fueron monitoreadas continuamente y archivadas al final de cada minuto de actividad. En cuanto al esfuerzo percibido, se solicit&#243; a los individuos que los indicaran al final de cada minuto de actividad. Para efectos de comparaci&#243;n, se utiliz&#243; el valor medio para los ocho minutos de actividad. Adem&#225;s, apuntando a estabilizar los valores del R, inicialmente los individuos caminaron a 5 km/h durante dos minutos. A partir de all&#237;, se aplicaron la velocidad y locomoci&#243;n seleccionadas para cada d&#237;a. La recolecci&#243;n de datos se realiz&#243; en tres d&#237;as, en los cuales los individuos ejecutaron dos actividades en cada visita, con intervalo de una hora, minimizando la posibilidad de fatiga. El orden de realizaci&#243;n de las diversas actividades fue balanceado. En los distintos d&#237;as de test, para cada voluntario, los datos se recolectaron en los mismos horarios y los individuos usaron siempre el mismo calzado deportivo.</p>
      <p>
        <bold>Tratamiento estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Para determinar la reproducibilidad del protocolo en la detecci&#243;n de la VTCC, se utiliz&#243; el coeficiente de correlaci&#243;n intraclase. Para comparar las diferencias en cada una de las respuestas cardiorrespiratorias y de percepci&#243;n general y local del esfuerzo en las situaciones de caminata y carrera, en las tres velocidades estudiadas, se utiliz&#243; una <italic>ANOVA</italic> de medidas repetidas de una entrada acompa&#241;ada de verificaci&#243;n <italic>post hoc</italic> de Bonferroni (p&lt;0,05). Para todos los an&#225;lisis de los datos se utiliz&#243; el software STATISTICA for Windows versi&#243;n 6. 0, Statsoft Incorporation (Tulsa, Estados Unidos). Las figuras se prepararon en el GraphPad Prism 5 (San Diego, Estados Unidos).</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>En la detecci&#243;n de la VTCC, se observaron valores medios muy similares en los tres d&#237;as de tests, reflejando una baja variabilidad interd&#237;a (8,2 km/h, 8,1 km/h y 8,1 km/h, respectivamente; p&gt;0,05). Adem&#225;s, el protocolo se mostr&#243; altamente reproducible, presentando un coeficiente de correlaci&#243;n intraclase de 0,92 (p&lt;0,05).</p>
      <p>Las respuestas fisiol&#243;gicas al esfuerzo difirieron en las velocidades y formas de locomoci&#243;n investigadas. Las percepciones del esfuerzo local y general tambi&#233;n mostraron comportamientos distintos (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">figura 1</xref>), tendiendo a ser m&#225;s altas para la caminata, especialmente por encima de la VTCC (p&lt;0,05). Los resultados para percepci&#243;n local del esfuerzo fueron sistem&#225;ticamente superiores a aquellos relatados para la percepci&#243;n general (p&lt;0,05).</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <p>Las respuestas de FC y VO<sub>2</sub> aumentaron con el incremento de las velocidades. Con todo, diferencias estad&#237;sticas (p&lt;0,05) entre las locomociones fueron indicadas s&#243;lo por encima de la VTCC (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">figuras 2</xref> y <xref ref-type="fig" rid="f3-body3">3</xref>). A esa velocidad, la FC se mostr&#243; cerca de 20 lpm mayor en la caminata que en la carrera, mientras que el VO<sub>2</sub> se mostr&#243; superior en 5 ml. kg<sup>-1</sup>. min<sup>-1</sup>. Al compararlas con la menor y la mayor velocidad investigadas, se verific&#243; que la FC aument&#243;, en promedio, s&#243;lo un 2,5% en la carrera y un 22% en la caminata. El mismo an&#225;lisis para el VO<sub>2</sub> permite observar que, en la velocidad de 0,5 km/h por debajo de la transici&#243;n, el consumo de ox&#237;geno es cerca de 3 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> menor para la caminata (7%), mientras que en la velocidad de 0,5 km/h por encima de la velocidad de VTCC, la carrera economiza un 15% de ox&#237;geno.</p>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <fig id="f3-body3">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <p>En lo que respecta a las respuestas de VE y VCO<sub>2</sub>, los datos para la velocidad por encima de la transici&#243;n se mostraron significativamente mayores (p&lt;0,05) que los obtenidos en las otras intensidades estudiadas (<xref ref-type="fig" rid="f4-body3">figura 4</xref>), con comportamientos similares a aquellos observados para la FC y el VO<sub>2</sub>. Ya para los equivalentes ventilatorios de O<sub>2</sub> y CO<sub>2</sub> (<xref ref-type="fig" rid="f5-body3">figura 5</xref>) se observaron valores muy similares para caminata y carrera en las dos menores velocidades estudiadas, adem&#225;s de aumentos importantes a favor de la caminata en la velocidad por encima de la transici&#243;n (p&lt;0,05).</p>
      <fig id="f4-body3">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <fig id="f5-body3">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <p>El pulso de O<sub>2</sub> no present&#243; diferencia significativa entre la caminata y la carrera en ninguna de las tres velocidades estudiadas (p&gt;0,05) (<xref ref-type="fig" rid="f6-body3">figura 6</xref>), aunque se haya observado una tendencia a valores progresivamente mayores cuando la velocidad se incrementaba en las dos formas de locomoci&#243;n. Para todas las velocidades investigadas, la caminata present&#243; sistem&#225;ticamente valores de R superiores a los verificados en la carrera, aunque se haya verificado una diferencia significativa (p&lt;0,05) en favor de la caminata s&#243;lo con la velocidad m&#225;s alta (<xref ref-type="fig" rid="f7-body3">figura 7</xref>).</p>
      <fig id="f6-body3">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <fig id="f7-body3">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los componentes de una prescripci&#243;n de ejercicios incluyen la selecci&#243;n de la modalidad, la intensidad del esfuerzo, la duraci&#243;n de la actividad, la frecuencia semanal y la forma de progresi&#243;n del ejercicio<sup>15,16</sup>. Estos componentes se aplican para desarrollar prescripciones en individuos de todas las edades, capacidades funcionales y condiciones cl&#237;nicas<sup>17-20</sup>. A pesar de la importancia de todos los componentes, la intensidad del esfuerzo es uno de los m&#225;s dif&#237;ciles de cuantificar. Trat&#225;ndose de forma de locomoci&#243;n, la selecci&#243;n de la modalidad apropiada aparece como el primer elemento a ser definido, puesto que puede influir en la intensidad del esfuerzo.</p>
      <p>Antes de discutir los resultados obtenidos, cabe destacar la influencia de los protocolos para obtenci&#243;n de las variables, cuando se determinan a partir de la VTCC. En protocolos continuos, con etapas inferiores a cuatro minutos, las respuestas al esfuerzo pueden comportarse diferente de aquellas obtenidas en protocolos que utilizan esfuerzos de intensidad constante con etapas m&#225;s prolongadas<sup>7,21</sup>. En el caso de los protocolos con etapas m&#225;s largas, se pueden computar los valores de las variables durante todo el tiempo de monitoreo. A partir de all&#237;, los valores de esas variables se comparan para verificar la existencia de diferencias entre las dos formas de locomoci&#243;n<sup>8,9</sup>. Tal procedimientos permite el estudio en condiciones m&#225;s reales de prescripci&#243;n de ejercicios y, por ello, se opt&#243; por esa estrategia para seguir las respuestas en la caminata y carrera, investigando los valores medios de las variables cardiorrespiratorias y perceptivas en ocho minutos.</p>
      <p>El &#250;nico experimento que investig&#243; variables ventilatorias en caminata y carrera a partir de la determinaci&#243;n de la VTCC fue realizado por Mercier et al. <sup>9</sup>, acompa&#241;ando siete individuos por cuatro minutos a la VTCC y a velocidades correspondientes a 0,5 y 1 km/h por encima y por debajo de &#233;sta. No se encontraron diferencias para VO<sub>2</sub>, VE, FC, VE/VO<sub>2</sub> y R en la VTCC, as&#237; como a 0,5 km/h por encima de la VTCC, no ocurriendo lo mismo con el VO<sub>2</sub>, VE y FC a 0,5 km/h por debajo de la VTCC. A las velocidades correspondientes a &#177; 1 km/h, todas las variables presentaron diferencias entre caminata y carrera. Con todo, el reducido n&#250;mero de individuos, as&#237; como sus caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas y de aptitud cardiorrespiratoria heterog&#233;neas, limitan sus resultados. Adem&#225;s, cada forma de locomoci&#243;n se acompa&#241;&#243; s&#243;lo por cuatro minutos, lo que representa un intervalo de tiempo corto para obtenci&#243;n de estabilidad de las variables cardiorrespiratorias, especialmente en las intensidades por encima de la VTCC. Finalmente, no se relataron los datos referentes a la reproducibilidad del protocolo para detecci&#243;n de la VTCC, lo que limita la realizaci&#243;n de inferencias consistentes a partir del estudio.</p>
      <p>Brisswalter y Mottet<sup>8</sup> tambi&#233;n investigaron las relaciones entre el costo energ&#233;tico a velocidades impuestas y seleccionadas a partir de la VTCC. Como los objetivos del estudio se centraron en la demanda energ&#233;tica, el &#250;nico dato proveniente de la medida de gases expirados fue el VO<sub>2</sub> en carrera y caminata. Este experimento present&#243; problemas metodol&#243;gicos similares a los verificados por Mercier et al. <sup>9</sup>, lo que tambi&#233;n reduce la consistencia de sus resultados.</p>
      <p>Los datos de este estudio se contraponen con los presentados por Mercier et al. <sup>9</sup> En la presente investigaci&#243;n se obtuvieron datos similares para las variables cardiorrespiratorias estudiadas a 0,5 km/h por debajo de la VTCC, no ocurriendo lo mismo a 0,5 km/h por encima de la VTCC. A esa velocidad, se observaron diferencias significativas en las variables ventilatorias (con excepci&#243;n del pulso de O<sub>2</sub>) y en la FC entre caminata y carrera. La excepci&#243;n encontrada para el pulso de O<sub>2</sub> puede explicarse por el aumento similar del VO<sub>2</sub> y de la FC, haciendo que la relaci&#243;n entre esas variables permaneciera b&#225;sicamente constante a las velocidades estudiadas.</p>
      <p>Adem&#225;s de las respuestas cardiorrespiratorias, nuestro estudio acompa&#241;&#243; la percepci&#243;n general y local del esfuerzo. En las dos formas de percepci&#243;n, se observ&#243; un valor mayor en la caminata con relaci&#243;n a la carrera por encima de la VTCC, corroborando los datos verificados para FC y variables ventilatorias. En todas las velocidades, la percepci&#243;n local present&#243; scores m&#225;s elevados que la percepci&#243;n general para la caminata, sugiriendo fuerte influencia de factores perif&#233;ricos en esa forma de locomoci&#243;n<sup>3,5</sup>. Por encima de la VTCC, las respuestas para VO<sub>2</sub>, FC y VE fueron m&#225;s altas en la caminata que en la carrera, posiblemente por un mayor reclutamiento de los m&#250;sculos del tronco y de los miembros superiores con el incremento de la velocidad en esa locomoci&#243;n, aumentando tambi&#233;n el trabajo exc&#233;ntrico para la realizaci&#243;n del movimiento<sup>5</sup>. Es posible que haya una relaci&#243;n entre la mayor percepci&#243;n local de esfuerzo y el mayor incremento de las variables cardiorrespiratorias. Prilutsky y Gregor<sup>3</sup> evaluaron diversos m&#250;sculos de la pierna durante caminata y carrera en velocidades entre el 55% y el 145% de la VTCC, a trav&#233;s de la EMG, observando que la acci&#243;n de los m&#250;sculos flexores fue mayor durante la caminata que durante la carrera por encima de la VTCC. Ya el VO<sub>2</sub> m&#225;s bajo durante la carrera a velocidades m&#225;s altas puede ser una consecuencia de la energ&#237;a el&#225;stica almacenada durante la fase de apoyo de la carrera<sup>22,23</sup>, lo que no ocurre en la caminata<sup>24</sup>.</p>
      <p>Tres aspectos parecen explicar las diferencias entre el presente estudio y el conducido por Mercier et al. <sup>9</sup>. El primero se refiere a la selecci&#243;n muestral. La muestra del estudio supracitada fue reducida y heterog&#233;nea en cuanto al g&#233;nero, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, condici&#243;n aer&#243;bica y experiencia en el trabajo en cinta sin fin. La cuidadosa homogenizaci&#243;n de estas caracter&#237;sticas en este estudio puede haber contribuido para un mayor control de las medidas obtenidas, ya que las mismas pueden afectar las respuestas cardiorrespiratorias al esfuerzo. La diferencia en el protocolo para detecci&#243;n de la VTCC tambi&#233;n puede haber influido en las diferencias de resultados. S&#243;lo un experimento present&#243; datos de reproducibilidad del protocolo para detecci&#243;n de la VTCC determinada en diferentes d&#237;as<sup>7</sup>. En el presente estudio se verific&#243; alta reproducibilidad del protocolo para detecci&#243;n de la VTCC, que mostr&#243; coeficiente de correlaci&#243;n intraclase de 0,92, valor superior al reportado en la bibliograf&#237;a.</p>
      <p>Finalmente, destacamos la diferencia del tiempo de monitoreo de las variables entre los estudios. Nuestros datos fueron acompa&#241;ados durante ocho minutos, mientras que Mercier et al. <sup>9</sup> acompa&#241;aron s&#243;lo cuatro minutos, lo que puede no haber sido suficiente para la estabilizaci&#243;n de las medidas, principalmente en velocidades por encima de la VTCC. Un detalle importante a destacar tiene relaci&#243;n con la tolerancia al esfuerzo al caminar a velocidad de 1 km/h por encima de la VTCC. En nuestro experimento, los individuos ya relataban cansancio acentuado para la caminata despu&#233;s del cuarto minuto a 0,5 km/h por encima de la VTCC, debiendo ser sumamente motivados para continuar hasta el final del octavo minuto. Un estudio piloto mostr&#243; que no hab&#237;a estabilidad de medidas y que era extremadamente dif&#237;cil hace que los voluntarios permanecieran por m&#225;s de cuatro o cinco minutos a 1 km/h por encima de la VTCC caminando. Desde el punto de vista aplicado, esto implica decir que caminar r&#225;pido a velocidades superiores a la VTCC puede no ser una buena estrategia para la realizaci&#243;n de ejercicio, debido al r&#225;pido aumento de las respuestas cardiorrespiratorias y perceptivas al esfuerzo.</p>
      <p>Si por un lado caminar es la locomoci&#243;n m&#225;s apropiada para la fase inicial de programas de rehabilitaci&#243;n card&#237;aca, la inclusi&#243;n posterior de la carrera es bastante com&#250;n y recomendada. Sin embargo, para aquellos que no se encuadran en estos dos extremos, la opci&#243;n por una u otra actividad puede traer implicaciones en las posibilidades de tolerancia del esfuerzo<sup>25</sup>. Los resultados de este estudio llaman la atenci&#243;n para el impacto que la selecci&#243;n de la forma de locomoci&#243;n puede traer en la cuantificaci&#243;n de la intensidad del ejercicio. La percepci&#243;n del esfuerzo, mayor en la caminata en todas las velocidades investigadas, alerta para la importancia del seguimiento de factores perif&#233;ricos, conjuntamente con los datos metab&#243;licos. En este sentido, la escala de Borg volcada a la percepci&#243;n local del esfuerzo puede auxiliar el seguimiento de la intensidad del ejercicio. Adem&#225;s, peque&#241;as variaciones en la velocidad en las diferentes locomociones pueden provocar distintas respuestas al esfuerzo. En el presente estudio, una variaci&#243;n de aproximadamente un 15% a la velocidad y forma de locomoci&#243;n represent&#243; diferencias individuales de hasta un 50% en el VO<sub>2</sub> medido durante el ejercicio (<xref ref-type="fig" rid="f3-body3">figura 3</xref>). Para algunos sujetos, la FC vari&#243; en hasta 25 lpm entre carrera y caminata a la misma velocidad. Ya variaciones de la velocidad de carrera alrededor de la VTCC no afectaron significativamente las respuestas de FC, pudiendo incluso ser m&#225;s conveniente desde el punto de vista locomotor para algunos individuos (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">figura 2</xref>).</p>
      <p>Los datos de la presente investigaci&#243;n tambi&#233;n sugieren implicaciones en cuanto al gasto energ&#233;tico de la actividad. El uso de ecuaciones para describir el ejercicio en base al gasto de energ&#237;a puede ser relativamente &#250;til en actividades subm&#225;ximas, normalizadas y realizadas en condiciones de <italic>steady-state.</italic> Con todo, la adopci&#243;n de ecuaciones de esta naturaleza no se aplica a un intervalo de velocidad en que ocurre la transici&#243;n entre caminata y carrera, m&#225;s t&#237;picamente entre 6 y 8 km/h. En ese caso, para una misma forma de locomoci&#243;n, la variabilidad individual en el VO<sub>2,</sub> y por consiguiente en el gasto energ&#233;tico, puede llegar al 20%, dificultando el uso de ecuaciones predictivas<sup>1</sup>. La opci&#243;n por caminar o correr a la misma velocidad, tiene implicaciones distintas en la demanda energ&#233;tica, conforme lo indican los datos de VO<sub>2</sub> de este estudio, destacando la influencia diferencia de la locomoci&#243;n, cuando el ejercicio se realiza a velocidades por encima o por debajo de la VTCC. En intensidades por debajo, o incluso en la VTCC, la carrera tiende a presentar valores ligeramente superiores a los de la caminata. No obstante, al superar la VTCC la caminata pasa a tener mayor influencia sobre el VO<sub>2</sub>, y consecuentemente, sobre el gasto de energ&#237;a con relaci&#243;n a la carrera. Estos hallazgos resaltan la importancia de la selecci&#243;n de la forma de locomoci&#243;n en programas de ejercicio para rehabilitaci&#243;n card&#237;aca, en los cuales los sujetos se ejercitan en intensidades pr&#243;ximas a la VTCC, con implicaciones cl&#237;nicas y mayor seguridad en la prescripci&#243;n de la actividad<sup>1,26</sup>.</p>
      <p>Otro aspecto a ser destacado es la relevancia de la forma de locomoci&#243;n en el comportamiento de la VE y de los equivalentes ventilatorios de O<sub>2</sub> y CO<sub>2</sub>. Por encima de la VTCC, se observ&#243; gran incremento de estos indicadores en la caminata con relaci&#243;n a la carrera, lo que puede traer implicaciones para los sujetos que tienen restricciones cardiorrespiratorias<sup>27-29</sup>. Tal hechos refuerza todav&#237;a m&#225;s la necesidad de seleccionar correctamente la forma de locomoci&#243;n para la prescripci&#243;n del ejercicio en estos individuos.</p>
      <p>La utilizaci&#243;n del sustrato energ&#233;tico tambi&#233;n parece ser influenciada por la forma de locomoci&#243;n. En las velocidades investigadas, la caminata tendi&#243; a presentar valores sistem&#225;ticamente m&#225;s elevados de R que la carrera, siendo la diferencia significativa (p&lt;0.05) por encima de la VTCC. En cuanto a la influencia de la forma de locomoci&#243;n en la fatiga, al final de los ocho minutos de caminata, el VO<sub>2</sub> superaba el obtenido en el VT, no ocurriendo lo mismo en la carrera. Estos hallazgos tambi&#233;n indican la importancia de la selecci&#243;n adecuada de la locomoci&#243;n en la prescripci&#243;n del ejercicio, principalmente en los programas de 20 a 60 minutos, preconizados para el perfeccionamiento de la condici&#243;n aer&#243;bica<sup>1</sup>. Entonces, la detecci&#243;n de la VTCC puede ser una estrategia recomendada para determinar l&#237;mites en que la caminata puede realizarse en una sesi&#243;n de ejercicio aer&#243;bico, principalmente para individuos que necesitan mayores cuidados en cuanto al control de las variables fisiol&#243;gicas durante el esfuerzo.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>A partir de una muestra homogeneizada en cuanto a sexo, edad, caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas, condici&#243;n aer&#243;bica y experiencia en el trabajo en cinta sin fin, se verific&#243; que a 0,5 km/h por encima de la VTCC, las percepciones general y local del esfuerzo, as&#237; como las respuestas de FC, VO<sub>2</sub>, VE, VCO<sub>2</sub> y R presentaron valores superiores para la caminata con relaci&#243;n a la carrera, demostrando la influencia de la forma de locomoci&#243;n en los indicadores de intensidad relativa al esfuerzo, utilizaci&#243;n del sustrato energ&#233;tico y tolerancia a la fatiga. En la VTCC, o a 0,5 km/h por debajo de &#233;sta, la forma de locomoci&#243;n no indujo diferencias significativas sobre las variables cardiorrespiratorias y de percepci&#243;n al esfuerzo investigadas. Estos datos refuerzan la importancia de la selecci&#243;n adecuada de la forma de locomoci&#243;n en la prescripci&#243;n del ejercicio aer&#243;bico. Con todo, debido al tiempo de monitoreo relativamente corto en las velocidades investigadas, no es posible extrapolar con precisi&#243;n nuestros hallazgos para sesiones de ejercicios destinadas al aumento de la aptitud cardiorrespiratoria con duraciones superiores a 30 minutos. Estudios futuros deben ser conducidos con mayor tiempo de seguimiento de las variables, para determinar m&#225;s detalladamente la influencia de la forma de locomoci&#243;n en la prescripci&#243;n del ejercicio aer&#243;bico para no atletas.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue parcialmente financiado por el CNPq.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de la tesis de doctorado de Walace David Monteiro de la Universidad Gama Filho.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
