<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009001000007</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Doen&#231;a arterial coronariana e viv&#234;ncia de perdas</article-title>
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            <given-names>Rachel</given-names>
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            <surname>Romano</surname>
            <given-names>Bellkiss Wilma</given-names>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>352</fpage>
      <lpage>359</lpage>
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          <year>2008</year>
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          <day>10</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Na literatura, a depress&#227;o aparece associada a doen&#231;as cardiovasculares. A partir da experi&#234;ncia cl&#237;nica, observou-se a categoria viv&#234;ncia de perdas associada &#224; instala&#231;&#227;o e ao desenvolvimento da coronariopatia. A viv&#234;ncia de perdas, desencadeada por evento(s) significativo(s) apontado(s) pelo paciente, implica em processo de luto, remetendo-o aos fatores psicossociais predisponentes ao adoecer. OBJETIVO: Investigar viv&#234;ncia de perdas por meio da avalia&#231;&#227;o do estado de luto e de depress&#227;o, e verificar a rela&#231;&#227;o entre ambos, em pacientes internados com doen&#231;a arterial coronariana. M&#201;TODOS: Avaliaram-se 44 pacientes internados, com os diagn&#243;sticos de infarto agudo do mioc&#225;rdio ou angina, de 33 a 65 anos, 50% homens e 50% mulheres. Foram utilizados dois instrumentos: entrevista semi-estruturada para investiga&#231;&#227;o de viv&#234;ncia de perdas e avalia&#231;&#227;o do estado de luto, e invent&#225;rio de depress&#227;o de Beck para avalia&#231;&#227;o de depress&#227;o. Os resultados foram relacionados pelo programa Statistical Package for Social Sciences, vers&#227;o 11.0. RESULTADOS: O estado de luto pode ser identificado em 66% dos casos, com significativa rela&#231;&#227;o entre luto e depress&#227;o (p &lt; 0,05). Observou-se ainda que 100% das pessoas com depress&#227;o grave apresentam luto. O evento significativo referido com mais frequ&#234;ncia foi morte de familiares (47%) e de pessoa pr&#243;xima (13%), totalizando 60% dos eventos relatados por 84% dos participantes. De acordo com os resultados obtidos pelo invent&#225;rio de depress&#227;o de Beck, 48% encontram-se em estado de depress&#227;o. CONCLUS&#195;O: Este estudo sugere que a categoria viv&#234;ncia de perdas deve ser utilizada como indicativo de fator psicol&#243;gico predisponente &#224;s manifesta&#231;&#245;es da doen&#231;a arterial coronariana (DAC), apontando para a rela&#231;&#227;o entre luto e depress&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Doen&#231;a da art&#233;ria coronariana</kwd>
        <kwd>depress&#227;o</kwd>
        <kwd>pacientes internados</kwd>
        <kwd>sintomas afetivos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>24</day>
        <month>11</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CORONARIOPATIA CR&#212;NICA</p>
    <p>
      <bold>Doen&#231;a arterial coronariana e viv&#234;ncia de perdas</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Rachel Jurkiewicz<sup>I</sup>; Bellkiss Wilma Romano<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Hospital de Cl&#237;nicas da Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba, PR </p>
    <p><sup>II</sup>P&#243;s-gradua&#231;&#227;o do InCor da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Na literatura, a depress&#227;o aparece associada a doen&#231;as cardiovasculares. A partir da experi&#234;ncia cl&#237;nica, observou-se a categoria viv&#234;ncia de perdas associada &#224; instala&#231;&#227;o e ao desenvolvimento da coronariopatia. A viv&#234;ncia de perdas, desencadeada por evento(s) significativo(s) apontado(s) pelo paciente, implica em processo de luto, remetendo-o aos fatores psicossociais predisponentes ao adoecer. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Investigar viv&#234;ncia de perdas por meio da avalia&#231;&#227;o do estado de luto e de depress&#227;o, e verificar a rela&#231;&#227;o entre ambos, em pacientes internados com doen&#231;a arterial coronariana. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Avaliaram-se 44 pacientes internados, com os diagn&#243;sticos de infarto agudo do mioc&#225;rdio ou angina, de 33 a 65 anos, 50% homens e 50% mulheres. Foram utilizados dois instrumentos: entrevista semi-estruturada para investiga&#231;&#227;o de viv&#234;ncia de perdas e avalia&#231;&#227;o do estado de luto, e invent&#225;rio de depress&#227;o de Beck para avalia&#231;&#227;o de depress&#227;o. Os resultados foram relacionados pelo programa <italic>Statistical Package for Social Sciences</italic>, vers&#227;o 11.0. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> O estado de luto pode ser identificado em 66% dos casos, com significativa rela&#231;&#227;o entre luto e depress&#227;o (p &lt; 0,05). Observou-se ainda que 100% das pessoas com depress&#227;o grave apresentam luto. O evento significativo referido com mais frequ&#234;ncia foi morte de familiares (47%) e de pessoa pr&#243;xima (13%), totalizando 60% dos eventos relatados por 84% dos participantes. De acordo com os resultados obtidos pelo invent&#225;rio de depress&#227;o de Beck, 48% encontram-se em estado de depress&#227;o. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> Este estudo sugere que a categoria viv&#234;ncia de perdas deve ser utilizada como indicativo de fator psicol&#243;gico predisponente &#224;s manifesta&#231;&#245;es da doen&#231;a arterial coronariana (DAC), apontando para a rela&#231;&#227;o entre luto e depress&#227;o.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Doen&#231;a da art&#233;ria coronariana, depress&#227;o, pacientes internados/psicologia, sintomas afetivos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Em pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina, a presen&#231;a de fatores psicossociais est&#225; associada com risco aumentado de infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM). Pacientes com IAM demonstraram maior preval&#234;ncia de fatores psicossociais (40,2%) em rela&#231;&#227;o aos controles (26,6%)<sup>1</sup>.</p>
    <p>Estresse emocional relacionado a ambiente de trabalho e problemas pessoais e familiares tamb&#233;m representam risco para o adoecer. Os fatores de risco considerados tradicionais, como hipercolesterolemia, tabagismo, sedentarismo, hipertens&#227;o, diabetes e obesidade, n&#227;o foram encontrados em 35% dos casos de doen&#231;a arterial coronariana (DAC) documentada, o que motiva a busca de outros fatores, de forma que, para alguns autores, a quest&#227;o sobre fatores de risco ainda merece discuss&#227;o. Na cl&#237;nica, observam-se diversas combina&#231;&#245;es desses fatores em cada indiv&#237;duo<sup>2</sup>.</p>
    <p>Pereira e Haddad<sup>3</sup> constataram em 22 pacientes a manifesta&#231;&#227;o da doen&#231;a na &#233;poca em que ocorrera a perda de pessoas pr&#243;ximas, por morte, doen&#231;a ou ruptura de relacionamento, o que coincide com o observado no decorrer da rotina de assist&#234;ncia psicol&#243;gica aos cardiopatas internados, quando hist&#243;rias dram&#225;ticas caracterizadas por perdas significativas s&#227;o relatadas. Com base nesse hist&#243;rico, criou-se a categoria "viv&#234;ncia de perdas", como constru&#231;&#227;o te&#243;rica de um fen&#244;meno<sup>4</sup>.</p>
    <p>A viv&#234;ncia de perdas &#233; desencadeada por eventos significativos que afetam a subjetividade em sua car&#234;ncia, propiciando a atualiza&#231;&#227;o de outras perdas. &#201; considerada equivalente &#224; crise psicossocial ou situa&#231;&#227;o de estresse<sup>5</sup>.</p>
    <p>Viv&#234;ncia de perdas, como categoria, abrange tr&#234;s diferentes abordagens epistemol&#243;gicas que coexistem ao se tratar do humano. A primeira abordagem diz respeito aos aspectos psicossociais da psicologia e &#224; capacidade subjetiva de adapta&#231;&#227;o aos eventos do cotidiano, com &#234;nfase no ambiente. A segunda, voltada para os aspectos psicodin&#226;micos com base na psican&#225;lise, considera as manifesta&#231;&#245;es corp&#243;reas da ang&#250;stia e outros afetos, como sinais de conflito ps&#237;quico. A terceira, referente &#224; pr&#225;tica m&#233;dica, concentra-se nas descri&#231;&#245;es fenomenol&#243;gicas de sintomas funcionais e corp&#243;reos, com predom&#237;nio de aspectos org&#226;nicos, incluindo a psiqui&#225;trica. Dessa forma, est&#227;o contemplados os &#226;mbitos biopsicossociais.</p>
    <p>A finalidade desta pesquisa foi demonstrar a presen&#231;a da viv&#234;ncia de perdas em pacientes coronarianos internados, a consequente manifesta&#231;&#227;o do estado de luto e a rela&#231;&#227;o com depress&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Fundamentos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Luto e viv&#234;ncia de perdas</bold>
    </p>
    <p>No curso de uma viv&#234;ncia de perdas, deve ser realizado um luto, o que Freud define como rea&#231;&#227;o &#224; perda de um ser amado ou uma abstra&#231;&#227;o equivalente, a p&#225;tria, a liberdade, o ideal. Trata-se de um trabalho ps&#237;quico que consiste em elaborar a perda e abandonar as rela&#231;&#245;es com o objeto perdido, mas, desde ent&#227;o, v&#234;m sendo apontadas dificuldades nesse processo. Freud<sup>6</sup> apresenta em sua obra um questionamento sobre os processos patol&#243;gicos, como contr&#225;rios ao luto.</p>
    <p>Segundo Glass<sup>7</sup>, as conceitua&#231;&#245;es de Freud, baseadas em observa&#231;&#245;es cl&#237;nicas, s&#227;o precoces, mas ainda precursoras de pontos de vista atuais sobre a normalidade e o contr&#225;rio do processo do luto.</p>
    <p>A perda, por que todos passam em v&#225;rios momentos da vida, pode ser real ou fantasiosa, mas o fracasso de elabora&#231;&#227;o pode significar atual ou futura complica&#231;&#227;o m&#233;dica e/ou psiqui&#225;trica. O processo de resolu&#231;&#227;o varia de indiv&#237;duo para indiv&#237;duo, cada pessoa enfrenta as perdas e responde a elas de formas bastante diversificadas, o que depender&#225; da personalidade do enlutado, de experi&#234;ncias pr&#233;vias de vida, do significado da perda, da natureza da rela&#231;&#227;o com o objeto, da exist&#234;ncia de uma rede social e familiar de apoio, de sua bagagem cultural, de eventos intercorrentes de vida, entre outros<sup>8</sup>. At&#233; que se realize o luto, existem muitos percursos e modalidades de resolu&#231;&#227;o, diversidade que se deve &#224;s condi&#231;&#245;es subjetivas de cada ser humano<sup>9</sup>.</p>
    <p>O luto pode levar a disfun&#231;&#245;es org&#226;nicas que causam doen&#231;as. Muitas doen&#231;as f&#237;sicas e mentais t&#234;m sido atribu&#237;das &#224; experi&#234;ncia de perda, sendo pertinentes ao processo do luto os sentimentos de desamparo e desesperan&#231;a, respons&#225;veis pelas doen&#231;as f&#237;sicas<sup>10</sup>. O adoecer &#233; a rea&#231;&#227;o &#224; perda n&#227;o elaborada. Est&#225; provado que h&#225; uma alta taxa de mortalidade durante o segundo ou terceiro anos depois da morte de algu&#233;m pr&#243;ximo, c&#244;njugue ou outro familiar<sup>11</sup>.</p>
    <p>O estudo de Ruschel<sup>12</sup> est&#225; focalizado em sete pacientes enfartados que referiram como uma das causas da doen&#231;a luto n&#227;o elaborado por morte de familiares. Tem como refer&#234;ncia a terminologia luto n&#227;o elaborado, fundamentado nas falhas do desenvolvimento e na capacidade simb&#243;lica<sup>12</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Luto e depress&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Entende-se que, em qualquer &#233;poca da vida, organiza&#231;&#227;o ps&#237;quica e/ou personalidade, a depress&#227;o pode se manifestar no ser humano como rea&#231;&#227;o psicol&#243;gica, afetando concomitantemente os aspectos ps&#237;quicos, comportamentais e org&#226;nicos.</p>
    <p>A literatura demonstra que n&#227;o tem sido f&#225;cil uma conceitualiza&#231;&#227;o diferencial precisa entre luto e depress&#227;o. Conforme o <italic>Manual diagn&#243;stico e estat&#237;stico de sa&#250;de mental</italic> (DSM-IV), o epis&#243;dio depressivo maior pode ser assim diagnosticado se os sintomas persistirem por mais de 2 meses ap&#243;s a perda de um ente querido. A persist&#234;ncia temporal de sintomas do luto pode se tornar sintomas do epis&#243;dio depressivo maior. Trata-se de luto quando o foco da aten&#231;&#227;o cl&#237;nica &#233; uma rea&#231;&#227;o &#224; morte de um ente querido. O indiv&#237;duo enlutado apresenta humor deprimido como sendo normal. A dura&#231;&#227;o e express&#227;o do luto normal variam consideravelmente entre diferentes grupos culturais. Tamb&#233;m se considera como problema de fase da vida uma categoria que pode ser usada quando o foco da aten&#231;&#227;o cl&#237;nica &#233; um problema associado com determinada fase de desenvolvimento ou outra circunst&#226;ncia da vida que n&#227;o se deve a um transtorno mental. Isso &#233; exemplificado com alguns eventos que podem ser significativos: sa&#237;da da casa dos pais, ingresso na escola, nova profiss&#227;o, casamento, div&#243;rcio, aposentadoria. Entende-se assim que eventos significativos desencadeiam o estado de luto<sup>13</sup>.</p>
    <p>As complica&#231;&#245;es do luto podem ser fatores de risco para o desenvolvimento de doen&#231;as psiqui&#225;tricas como a depress&#227;o maior, sendo esta rea&#231;&#227;o do processo do luto.</p>
    <p>Os estados de luto s&#227;o considerados aspectos psicodin&#226;micos dos depressivos. As depress&#245;es s&#227;o manifesta&#231;&#245;es sintom&#225;ticas dos estados de luto, o que significa que coexistem de forma interdependente, como integrantes de um mesmo fen&#244;meno, a viv&#234;ncia de perdas.</p>
    <p>
      <bold>Depress&#227;o e doen&#231;a arterial coronariana</bold>
    </p>
    <p>Segundo a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS)<sup>14</sup>, o transtorno depressivo, que &#233; hoje respons&#225;vel pela quarta causa de morte, em 2020 passar&#225; a ocupar o segundo lugar, depois das cardiopatias.</p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares v&#234;m sendo apontadas na literatura como uma das mais frequentes causas de mortalidade no mundo ocidental, e a principal etiologia desse grupo de doen&#231;as &#233; a aterosclerose humana, considerada um processo cr&#244;nico, progressivo e sist&#234;mico, que se caracteriza por resposta inflamat&#243;ria e fibroproliferativa da parede arterial, causada por agress&#245;es &#224; superf&#237;cie arterial<sup>15,16</sup>.</p>
    <p>A DAC e a depress&#227;o s&#227;o duas enfermidades com grande impacto na sa&#250;de por causa da alta preval&#234;ncia e de seus efeitos tanto na mortalidade como na qualidade de vida, e evid&#234;ncias cl&#237;nicas constataram uma estreita rela&#231;&#227;o entre elas<sup>17</sup>.</p>
    <p>Furchgott e Zowadzki<sup>18</sup> demonstraram que a c&#233;lula endotelial controla ativamente o t&#244;nus vascular, a coagula&#231;&#227;o, a tromb&#243;lise, a remodela&#231;&#227;o vascular e a resposta inflamat&#243;ria e imune<sup>18,19</sup>. Como se trata de uma doen&#231;a inflamat&#243;ria cr&#244;nica, evid&#234;ncias apontam um papel importante de agente infeccioso na g&#234;nese das placas que obstruem as art&#233;rias, existindo a rela&#231;&#227;o: infec&#231;&#227;o-inflama&#231;&#227;o-aterosclerose.</p>
    <p>A depress&#227;o como fator predisponente &#224; DAC interfere nas altera&#231;&#245;es imunol&#243;gicas e neuroend&#243;crinas, que podem afetar o processo infeccioso, o que justifica o destaque na literatura. A depress&#227;o est&#225; associada a certas cardiopatias, quer esta rela&#231;&#227;o seja de causa, como fator de risco ou consequ&#234;ncia, isto &#233;, h&#225; evid&#234;ncias de maior preval&#234;ncia da depress&#227;o entre os portadores da doen&#231;a arterial coronariana<sup>20</sup>.</p>
    <p>Strike e Steptoe<sup>21</sup> perceberam e demonstraram interesse pelo ac&#250;mulo de evid&#234;ncias, por meio de estudos cl&#237;nicos e epidemiol&#243;gicos, de que fatores psicossociais contribuem para a doen&#231;a arterial coronariana, sendo a depress&#227;o colocada como um deles. Esses autores realizaram uma revis&#227;o de estudos epidemiol&#243;gicos prospectivos de coorte sobre a depress&#227;o e o subsequente desenvolvimento da DAC, que demonstram que o risco relativo entre depressivos &#233; o dobro, quando comparado com n&#227;o-depressivos. Assim, indiv&#237;duos depressivos est&#227;o mais propensos a desenvolver angina ou infarto do mioc&#225;rdio. Relataram que os resultados de v&#225;rios estudos sobre depress&#227;o e doen&#231;a arterial coronariana incitam a investiga&#231;&#227;o de mecanismos psicobiol&#243;gicos envolvidos. Segundo esses pesquisadores, tanto a depress&#227;o poderia conduzir a um processo de inflama&#231;&#227;o e consequentemente/ &#224; doen&#231;a arterial coronariana como/ um processo inflamat&#243;rio desconhecido, provocaria depress&#227;o e doen&#231;a arterial coronariana. Para esses autores, a depress&#227;o tamb&#233;m pode contribuir para o desenvolvimento da DAC, interferindo em h&#225;bitos como tabagismo, alimenta&#231;&#227;o, pouca atividade f&#237;sica e a n&#227;o-ades&#227;o ao tratamento. Todos esses fatores de risco s&#227;o prevalentes em pessoas deprimidas, de modo que a fun&#231;&#227;o endotelial fica significativamente alterada. Consideram que a depress&#227;o pode agir como estressor cr&#244;nico, prolongando a disfun&#231;&#227;o endotelial e suas consequ&#234;ncias, como aumento de c&#233;lulas de ades&#227;o, migra&#231;&#227;o e prolifera&#231;&#227;o, resultando num meio pr&#243;-aterosclerose. O trabalho desses pesquisadores demonstra evid&#234;ncias cl&#237;nicas de que a depress&#227;o pode ser tanto marcador como fator de risco para DAC<sup>21</sup>.</p>
    <p>Pode-se dizer que, quanto &#224; rela&#231;&#227;o entre depress&#227;o e doen&#231;as cardiovasculares, a literatura tenta explicitar essa associa&#231;&#227;o bem estreita, apesar de os mecanismos implicados n&#227;o estarem expl&#237;citos de forma definitiva. De modo geral, os aspectos psicol&#243;gicos est&#227;o pouco inclu&#237;dos, documentados e/ou explicitados, mas implicados, o que justifica esta pesquisa.</p>
    <p>
      <bold>Objetivos</bold>
    </p>
    <p>O objetivo deste trabalho foi investigar a viv&#234;ncia de perdas por meio da avalia&#231;&#227;o de estados de luto e de depress&#227;o, e verificar a rela&#231;&#227;o entre ambos, em pacientes internados por causa de doen&#231;a arterial coronariana.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Este estudo &#233; observacional, com abordagem quali-quantitativa. A amostra constitui-se de 44 pacientes internados, de ambos os g&#234;neros, da faixa et&#225;ria de 18 at&#233; 65 anos, internados em raz&#227;o de diagn&#243;sticos de infarto agudo do mioc&#225;rdio ou angina. Na ocasi&#227;o da avalia&#231;&#227;o, encontravam-se internados para investiga&#231;&#227;o, sem indica&#231;&#227;o de cirurgia at&#233; o momento, em leitos da unidade de interna&#231;&#227;o de cardiologia, do Hospital de Cl&#237;nicas da Universidade Federal do Paran&#225; (UFPR). Estes foram atendidos pela rotina de avalia&#231;&#227;o e acompanhamento psicol&#243;gico a pacientes internados, em ordem sequencial de interna&#231;&#227;o, seguindo os crit&#233;rios estabelecidos.</p>
    <p>O projeto desta pesquisa foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do HC/UFPR. Para participar, al&#233;m de atender aos crit&#233;rios de sele&#231;&#227;o estabelecidos, o paciente deveria estar l&#250;cido, orientado e aceitar sua inclus&#227;o na pesquisa, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido.</p>
    <p>Foram utilizados dois instrumentos: entrevista semi-estruturada e invent&#225;rio de depress&#227;o de Beck (IDB).</p>
    <p>A entrevista foi utilizada para identificar evento(s) significativo(s), por meio de perguntas-chave: "Aconteceu algo que modificou sua vida?" e "Aconteceu alguma perda que foi significativa, levando a mudan&#231;as em sua vida?". Outra finalidade dessa entrevista foi avaliar o estado de luto. Esse processo se deu pela identifica&#231;&#227;o de evento(s) significativo(s) e tamb&#233;m por meio de oito descritores do luto: tristeza, choro f&#225;cil, sentir falta do objeto perdido, sentimento de vazio, sentimento de culpa, isolamento, perda do interesse e inibi&#231;&#227;o. Estes foram extra&#237;dos no decorrer da pr&#225;tica cl&#237;nica e identificados durante o contato com o paciente, por meio de observa&#231;&#227;o, ou emergiram no relato. Considerou-se estado de luto a presen&#231;a de tr&#234;s desses descritores.</p>
    <p>O IDB foi utilizado para avalia&#231;&#227;o dos estados de depress&#227;o. Esse instrumento cont&#233;m 21 itens, cada qual com quatro alternativas, e o indiv&#237;duo deveria escolher uma delas. Esse invent&#225;rio tem por objetivo avaliar o estado de depress&#227;o, classificado de acordo com a pontua&#231;&#227;o:</p>
    <disp-quote>
      <p>&#149; Menor de 10 pontos: sem depress&#227;o.</p>
      <p>&#149; De 10 a 18: depress&#227;o leve a moderada.</p>
      <p>&#149; De 19 a 29: depress&#227;o moderada a grave.</p>
      <p>&#149; De 30 a 63: depress&#227;o grave<sup>22</sup>.</p>
    </disp-quote>
    <p>Kendall e cols.<sup>22</sup> sugerem que se considere como depress&#227;o a pontua&#231;&#227;o acima de 19 pontos, que corresponde &#224;s classifica&#231;&#245;es de depress&#227;o moderada a grave e grave<sup>23</sup>. Com base nessa recomenda&#231;&#227;o, os resultados foram obtidos de outra forma, considerando-se duas categorias "com depress&#227;o", agrupando-se os resultados do IDB, depress&#227;o moderada a grave e grave e "sem depress&#227;o", agrupando-se os resultados do IDB, sem depress&#227;o e depress&#227;o leve a moderada.</p>
    <p>A an&#225;lise estat&#237;stica foi feita com a utiliza&#231;&#227;o do programa de computador <italic>Statistical Package for the Social Sciences</italic> (SPSS - 11.0), para identificar rela&#231;&#245;es existentes entre as vari&#225;veis deste estudo: eventos significativos, luto e depress&#227;o. Para a obten&#231;&#227;o dos resultados de signific&#226;ncia entre vari&#225;veis, utilizou-se o teste estat&#237;stico qui-quadrado. Para as demais an&#225;lises, utilizaram-se frequ&#234;ncia e porcentagem simples.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caracteriza&#231;&#227;o da amostra</bold>
    </p>
    <p>De ambos os g&#234;neros em igual propor&#231;&#227;o de mulheres e homens, com a idade variando de 33 at&#233; 65 anos de idade, todos os 44 pacientes foram avaliados quando internados na unidade de interna&#231;&#227;o de cardiologia, dos quais 25% com diagn&#243;stico de infarto agudo do mioc&#225;rdio e 75% com o diagn&#243;stico de angina.</p>
    <p>Existe um predom&#237;nio de 52,3%, correspondente &#224; faixa et&#225;ria de 50 a 60 anos.</p>
    <p>Quanto ao estado civil, 65,9% t&#234;m companheiro(a), 13,6% s&#227;o separados ou divorciados, 11,4% vi&#250;vos e 9,1% solteiros.</p>
    <p>
      <bold>Estado de luto, eventos significativos e descritores</bold>
    </p>
    <p>De um total de 100, todos relataram eventos significativos. Destes, o que predomina &#233; o evento "morte de familiar" (47%) que somado ao evento "morte de pessoa pr&#243;xima" (13%) perfaz o total de 60%, dados estes demonstrados na <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>O percentual do total de participantes que relataram morte de familiar ou pessoa pr&#243;xima como evento significativo foi de 84,2%, tendo sido identificado estado de luto em 65,9% do total da amostra.</p>
    <p>Quanto ao n&#250;mero de mortes relatadas pelos participantes, considerando-se cinco categorias - nenhuma morte, 1 morte, 2 mortes, 3 mortes e 4 mortes -, observou-se que 100% daqueles que relataram 4 mortes encontram-se em estado de luto. Dos que relataram 2 mortes, 85,7% apresentam estado de luto. Daqueles que n&#227;o relataram nenhuma morte, apenas 14,3% encontram-se em estado de luto (<xref ref-type="fig" rid="g1">gr&#225;fico 1</xref>).</p>
    <fig id="g1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Dos oito descritores do estado de luto, s&#227;o apresentados os mais frequentes, em ordem decrescente: tristeza (50,0%), sentir falta do objeto perdido (47,7%), choro f&#225;cil (36,4%), sentimento de culpa (22,7%), sentimento de vazio (13,6%), isolamento (13,6%), perda do interesse (11,4%) e inibi&#231;&#227;o (2,3%). &#201; importante lembrar que tais percentuais n&#227;o somam 100% pelo fato de terem sido considerados tr&#234;s descritores do luto para cada sujeito. Esses valores est&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref>.</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Estados de depress&#227;o</bold>
    </p>
    <p>De acordo com os resultados obtidos por meio do invent&#225;rio de depress&#227;o de Beck, 68,3% apresentam depress&#227;o. Destes, 20,5% apresentam depress&#227;o leve a moderada, 36,4% depress&#227;o moderada a grave e 11,4% depress&#227;o grave. Considerando duas categorias, "com" e "sem" depress&#227;o, 47,8% encontram-se em depress&#227;o e 52,2% n&#227;o apresentam esse sintoma (<xref ref-type="table" rid="t03">tabela 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Rela&#231;&#227;o entre estados de luto e de depress&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Constatou-se rela&#231;&#227;o significativa entre luto e depress&#227;o (x<sup>2</sup> = 13,513;gl = 3;p &lt; 0,05).</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos pacientes sem sintomas de depress&#227;o, 71,4% n&#227;o apresentaram estado de luto, o que ocorreu em 28,6% destes.</p>
    <p>&#201; crescente a porcentagem do estado de luto em rela&#231;&#227;o &#224; classifica&#231;&#227;o progressiva da depress&#227;o, de forma que 100% das pessoas com depress&#227;o grave apresentaram luto; 81,3%, depress&#227;o moderada a grave; e 77,8%. depress&#227;o leve a moderada (<xref ref-type="fig" rid="g2">gr&#225;fico 2</xref>).</p>
    <fig id="g2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Quanto aos resultados do invent&#225;rio de Beck, agrupados nas categorias "sem depress&#227;o" e "com depress&#227;o", a rela&#231;&#227;o entre estados de depress&#227;o e de luto mostrou-se novamente significativa (x<sup>2</sup> = 7,013; gl = 1; p &lt; 0,05) (<xref ref-type="fig" rid="g3">gr&#225;fico 3</xref>).</p>
    <fig id="g3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-gf03.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caracteriza&#231;&#227;o da amostra quanto &#224; idade</bold>
    </p>
    <p>O predom&#237;nio da faixa et&#225;ria de 50 a 60 anos (52,3%) caracteriza-se como transi&#231;&#227;o da idade adulta para a avan&#231;ada, quando as transforma&#231;&#245;es corporais desencadeiam outras mudan&#231;as psicol&#243;gicas e comportamentais. Nessa fase, s&#227;o frequentes perdas significativas, de familiares e pessoas pr&#243;ximas, al&#233;m da vitalidade, vida produtiva e sexualidade, caracterizando-se como viv&#234;ncia de perdas, situa&#231;&#227;o de mudan&#231;as e/ou crise psicossocial. Com base nesses resultados, pode-se considerar a idade acima de 50 anos como de maior risco, o que aconteceu com 79,6% desta amostra, internada para investiga&#231;&#227;o cl&#237;nica na unidade de cardiologia com angina ou infarto agudo do mioc&#225;rdio. Isso pode ser associado ao fato de a aterosclerose humana ser considerada um processo cr&#244;nico, progressivo e sist&#234;mico, que pode ter in&#237;cio em idade precoce, mas manifestar-se tardiamente na vida adulta<sup>15</sup>.</p>
    <p>A delimita&#231;&#227;o da idade desta amostra para 65 anos, al&#233;m de ser considerada pela Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de como in&#237;cio da idade avan&#231;ada, deve-se ao fato de algumas das caracter&#237;sticas do ciclo vital de idade avan&#231;ada coincidirem com os sintomas de depress&#227;o. Estudo realizado com popula&#231;&#227;o de idosos no Rio Grande do Sul considerou nessa popula&#231;&#227;o os quadros depressivos com caracter&#237;sticas cl&#237;nicas peculiares. A diminui&#231;&#227;o da resposta emocional acarreta predom&#237;nio de sintomas como: diminui&#231;&#227;o do sono, perda de prazer nas atividades habituais, rumina&#231;&#245;es sobre o passado e perda de energia. Essa diferen&#231;a na apresenta&#231;&#227;o dos quadros de depress&#227;o em idosos com rela&#231;&#227;o a adultos fez que alguns autores formulassem a hip&#243;tese a respeito da menor preval&#234;ncia de transtornos depressivos nessa idade<sup>24,25</sup>. No entanto, a viv&#234;ncia de perdas pode estar presente ante a possibilidade do fim da vida, da morte e de outras mudan&#231;as t&#237;picas desse ciclo vital. Justifica-se essa altera&#231;&#227;o pela elimina&#231;&#227;o de poss&#237;vel confus&#227;o entre as caracter&#237;sticas da depress&#227;o e do ciclo vital idade avan&#231;ada.</p>
    <p>
      <bold>Eventos significativos e estado de luto</bold>
    </p>
    <p>Eventos significativos s&#227;o desencadeantes de viv&#234;ncia de perdas e do estado de luto.</p>
    <p>Todos os sujeitos desta amostra referem-se &#224; ocorr&#234;ncia de um ou mais eventos significativos no curso de suas hist&#243;rias de vida, mas n&#227;o s&#227;o todos que se encontram em luto. Isso quer dizer que n&#227;o &#233; qualquer acontecimento que vai determinar a viv&#234;ncia de perdas e o luto. Para que isso ocorra, o evento deve afetar a realidade ps&#237;quica e tornar-se evento significativo. De todos os eventos citados, 60% referem-se a mortes de familiar e pessoa pr&#243;xima, tendo sido constatada a rela&#231;&#227;o de signific&#226;ncia estat&#237;stica entre estados de luto e a quantidade de mortes relatadas como eventos significativos (x<sup>2</sup> = 9,873; gl = 1;p &lt; 0,05). Esses dados confirmam as dificuldades para elaborar a perda de familiares e pessoas pr&#243;ximas. O trabalho ps&#237;quico do luto vai depender do tipo de relacionamento estabelecido, do grau de depend&#234;ncia, da ambival&#234;ncia, do que a pessoa perdida representava na economia ps&#237;quica, de quanto foi investido libidinalmente na rela&#231;&#227;o. A qualidade do v&#237;nculo existente ser&#225; determinante dos recursos subjetivos dispon&#237;veis para possibilitar o trabalho de elabora&#231;&#227;o da perda ou do processo do luto<sup>26</sup>.</p>
    <p>Os eventos classificados em eventos significativos antigos, ocorridos h&#225; mais de 2 anos, e eventos significativos recentes, ocorridos h&#225; 2 dois anos, devem-se a Kaplan e Sadock<sup>27</sup>, que consideram de 1 a 2 anos o tempo necess&#225;rio para a elabora&#231;&#227;o da perda. Nesta pesquisa, est&#225; sendo considerado estado de luto, tanto decorrente de perda ocorrida h&#225; at&#233; 2 anos como aquela ocorrida h&#225; mais tempo, que implica dificuldades para elabor&#225;-la. Isso significa que o tempo de ocorr&#234;ncia desses eventos para o ps&#237;quico &#233; atual, visto que o inconsciente &#233; atemporal<sup>28</sup>, a viv&#234;ncia &#233; &#250;nica, principalmente quando a &#234;nfase est&#225; dada nas condi&#231;&#245;es subjetivas para elabora&#231;&#227;o da perda e realiza&#231;&#227;o do luto. O luto pode ser verificado e se manifestar da mesma forma tanto naqueles que perderam familiar ou pessoa pr&#243;xima recentemente, h&#225; at&#233; 2 anos, evento significativo recente, como h&#225; mais de 2 anos, evento significativo antigo. Dos participantes deste estudo, 52,3% relataram eventos significativos recentes e antigos. Do ponto de vista psicodin&#226;mico, um evento significativo recente remete &#224; viv&#234;ncia de outro evento significativo antigo<sup>28</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Estado de luto</bold>
    </p>
    <p>O estado de luto presente em 65,9% desta amostra vem confirmar a import&#226;ncia da categoria "viv&#234;ncia de perdas" como indicativa de fator psicol&#243;gico predisponente para doen&#231;a arterial coronariana. Os indiv&#237;duos que apresentam estado de luto est&#227;o passando por viv&#234;ncia de perdas que ainda n&#227;o foram elaboradas, ficando expl&#237;cita a exist&#234;ncia de aspectos psicol&#243;gicos, como mais um fator implicado nos processos do adoecer.</p>
    <p>Shear e Shair<sup>29</sup> afirmam que a morte de pessoa pr&#243;xima produz um estado de perda traum&#225;tica e sintomas do luto agudo, que usualmente seguem uma revis&#227;o de representa&#231;&#227;o interna do falecido para incorporar diante da realidade da morte. A falha desse processo resulta na s&#237;ndrome do luto complicado, que consiste no prolongamento do tempo.</p>
    <p>O tempo do luto &#233; ponto de discuss&#227;o, principalmente porque do ponto de vista psiqui&#225;trico &#233; o elemento que vem marcar a diferen&#231;a entre luto e luto complicado, entre luto e depress&#227;o. Do ponto de vista da abordagem da subjetividade, a prioridade est&#225; dada nas dificuldades subjetivas para a realiza&#231;&#227;o do luto, estando implicados muitos aspectos da rela&#231;&#227;o com o perdido, de forma que o tempo de elabora&#231;&#227;o &#233; secund&#225;rio. Lembrando a forma&#231;&#227;o de Freud, m&#233;dico neurologista, este apresenta uma preocupa&#231;&#227;o entre o normal e o patol&#243;gico no que diz respeito ao luto, que permanece na atualidade para a psicopatologia.</p>
    <p>
      <bold>Estado de luto e depress&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Em raz&#227;o de essas pessoas estarem doentes e internadas, quando a depress&#227;o pode ser considerada secund&#225;ria, ou seja, esperada, seguindo-se a sugest&#227;o de Kendall e cols.<sup>22</sup>, considerando as duas categorias sem e com depress&#227;o, 47,8% apresentaram depress&#227;o, o que confirma a associa&#231;&#227;o entre luto e depress&#227;o, que mostra signific&#226;ncia estat&#237;stica. Nem todas as pessoas em estado de luto apresentam depress&#227;o. Daquelas sem sintomas de depress&#227;o, 28,6% apresentam luto.</p>
    <p>Piper e cols.<sup>30</sup> conclu&#237;ram que pacientes que apresentam luto complicado grave, quando comparados com outros que n&#227;o vivenciam a perda de uma pessoa, manifestam uma tend&#234;ncia a altos n&#237;veis de depress&#227;o e sintomas de estresse de um modo geral. Dos resultados obtidos, verificou-se que 100% dos pacientes com depress&#227;o grave estavam em estado de luto, e 81,3% destes apresentaram depress&#227;o moderada a grave. N&#227;o apresentam estado de luto 71,4% dos sujeitos que n&#227;o t&#234;m depress&#227;o.</p>
    <p>Clemens<sup>31</sup> utiliza a terminologia desconstru&#231;&#227;o da depress&#227;o para referir-se &#224; pr&#225;tica cl&#237;nica voltada &#224; singularidade de cada caso, considerando que, sob a depress&#227;o, &#233; poss&#237;vel encontrar a dor da perda e o luto.</p>
    <p>A depress&#227;o pode ser estado manifesto inerente ao luto, sinal de sofrimento psicol&#243;gico e rea&#231;&#227;o &#224; perda, conforme considera&#231;&#227;o de Romano<sup>20</sup> de que a co-exist&#234;ncia da depress&#227;o e do problema card&#237;aco pode ser entendida como rea&#231;&#227;o normal ao luto ou fracasso desse processo.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Este estudo demonstra que a viv&#234;ncia de perdas e o consequente estado de luto s&#227;o fatores psicol&#243;gicos frequentes nas manifesta&#231;&#245;es da DAC.</p>
    <p>Destaca a rela&#231;&#227;o interdependente entre o estado de luto, como aspecto psicodin&#226;mico, com os estados manifestos de depress&#227;o, como dois &#226;mbitos distintos que integram um mesmo fen&#244;meno, a viv&#234;ncia de perdas.</p>
    <p>Sugere a categoria viv&#234;ncia de perdas como indicativo de fator psicol&#243;gico predisponente &#224;s manifesta&#231;&#245;es da DAC, o que vem a ser uma contribui&#231;&#227;o para a abordagem, o diagn&#243;stico e a preven&#231;&#227;o dos estados de depress&#227;o, abordados na literatura como fator associado &#224;s doen&#231;as cardiovasculares.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Agradecemos aos professores doutores Cl&#225;udio L. Pereira da Cunha e Danton R. da Rocha Loures, e a todos os pacientes card&#237;acos internados e por n&#243;s atendidos, principalmente aos sujeitos desta pesquisa.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Rachel Jurkiewicz pelo Programa de P&#243;s Gradua&#231;&#227;o do Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital de Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo (InCOR/HC/FMUSP</p>
    <p>
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        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Rachel Jurkiewicz </p>
        <p> Av. Visconde de Guarapuava, 4303 / 706 - Batel </p>
        <p> 80250-220 - Curitiba, PR - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="rachelcwb@terra.com.br">rachelcwb@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 06/03/2008; revisado recebido em 10/06/2008; aceito em 01/07/2008.</p>
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          <source>Comp&#234;ndio de psiquiatria</source>
          <date>
            <year>1997</year>
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          <article-title>Attachment, loss, and complicated grief</article-title>
          <source>Dev Psychobiol</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence of loss and complicated grief among psychiatric out patients</article-title>
          <source>Psychiatr Serv</source>
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          <article-title>Desconstructing depression</article-title>
          <source>J Psych Pract</source>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Enfermedad arterial coronaria y vivencia de p&#233;rdidas</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: En la literatura, la depresi&#243;n aparece asociada a enfermedades cardiovasculares. A partir de la experiencia cl&#237;nica, se observ&#243; la categor&#237;a vivencia de p&#233;rdidas asociada a la instalaci&#243;n y al desarrollo de la coronariopat&#237;a. La vivencia de p&#233;rdidas, desencadenada por evento(s) significativo(s) se&#241;alados(s) por el paciente, implica en el proceso de luto, y remeti&#233;ndole a los factores psicosociales predisponentes a lo volverse enfermo. OBJETIVO: Investigar la vivencia de p&#233;rdidas por medio de la evaluaci&#243;n del estado de luto y de depresi&#243;n, y verificar la relaci&#243;n entre ambos, en pacientes internados con enfermedad arterial coronaria. M&#201;TODOS: Se evaluaron a 44 pacientes internados, con los diagn&#243;sticos de infarto agudo de miocardio o angina, de 33 a 65 a&#241;os, 50% varones y 50% mujeres. Se utilizaron dos instrumentos: entrevista semiestructurada para investigaci&#243;n de vivencia de p&#233;rdidas y evaluaci&#243;n del estado de luto, e inventario de depresi&#243;n de Beck para evaluaci&#243;n de depresi&#243;n. Los resultados se analizaron con el empleo del programa Statistical Package for Social Sciences, versi&#243;n 11.0. RESULTADOS: Se pudo identificar el 66% de los casos, con significativa relaci&#243;n entre luto y depresi&#243;n (p &lt; 0,05). Todav&#237;a se observ&#243; que el 100% de las personas con depresi&#243;n severa presentan luto. El evento significativo referido con m&#225;s frecuencia fue muerte de familiares (47%) y de persona pr&#243;xima (13%), totalizando el 60% de los eventos relatados por el 84% de los participantes. Seg&#250;n los resultados obtenidos por el inventario de depresi&#243;n de Beck, el 48% se encuentran en estado de depresi&#243;n. CONCLUSI&#211;N: Este estudio sugiere que se debe considerar la categor&#237;a vivencia de p&#233;rdidas como un indicativo de factor psicol&#243;gico predisponente a las manifestaciones de la enfermedad arterial coronaria (EAC), se&#241;alando hacia la relaci&#243;n entre luto y depresi&#243;n.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Enfermedad de la arteria coronaria</kwd>
        <kwd>depresi&#243;n</kwd>
        <kwd>pacientes internados</kwd>
        <kwd>s&#237;ntomas afectivos</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Enfermedad arterial coronaria y vivencia de p&#233;rdidas</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Rachel Jurkiewicz<sup>I</sup>; Bellkiss Wilma Romano<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Hospital de Cl&#237;nicas da Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba, PR</p>
      <p><sup>II</sup>P&#243;s-gradua&#231;&#227;o do InCor da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> En la literatura, la depresi&#243;n aparece asociada a enfermedades cardiovasculares. A partir de la experiencia cl&#237;nica, se observ&#243; la categor&#237;a vivencia de p&#233;rdidas asociada a la instalaci&#243;n y al desarrollo de la coronariopat&#237;a. La vivencia de p&#233;rdidas, desencadenada por evento(s) significativo(s) se&#241;alados(s) por el paciente, implica en el proceso de luto, y remeti&#233;ndole a los factores psicosociales predisponentes a lo volverse enfermo.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Investigar la vivencia de p&#233;rdidas por medio de la evaluaci&#243;n del estado de luto y de depresi&#243;n, y verificar la relaci&#243;n entre ambos, en pacientes internados con enfermedad arterial coronaria.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Se evaluaron a 44 pacientes internados, con los diagn&#243;sticos de infarto agudo de miocardio o angina, de 33 a 65 a&#241;os, 50% varones y 50% mujeres. Se utilizaron dos instrumentos: entrevista semiestructurada para investigaci&#243;n de vivencia de p&#233;rdidas y evaluaci&#243;n del estado de luto, e inventario de depresi&#243;n de Beck para evaluaci&#243;n de depresi&#243;n. Los resultados se analizaron con el empleo del programa Statistical Package for Social Sciences, versi&#243;n 11.0.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Se pudo identificar el 66% de los casos, con significativa relaci&#243;n entre luto y depresi&#243;n (p &lt; 0,05). Todav&#237;a se observ&#243; que el 100% de las personas con depresi&#243;n severa presentan luto. El evento significativo referido con m&#225;s frecuencia fue muerte de familiares (47%) y de persona pr&#243;xima (13%), totalizando el 60% de los eventos relatados por el 84% de los participantes. Seg&#250;n los resultados obtenidos por el inventario de depresi&#243;n de Beck, el 48% se encuentran en estado de depresi&#243;n.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> Este estudio sugiere que se debe considerar la categor&#237;a vivencia de p&#233;rdidas como un indicativo de factor psicol&#243;gico predisponente a las manifestaciones de la enfermedad arterial coronaria (EAC), se&#241;alando hacia la relaci&#243;n entre luto y depresi&#243;n.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Enfermedad de la arteria coronaria, depresi&#243;n, pacientes internados / psicolog&#237;a, s&#237;ntomas afectivos.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En pa&#237;ses de Latinoam&#233;rica, la presencia de factores psicosociales est&#225; asociada al riesgo aumentado de infarto agudo de miocardio (IAM). Pacientes con IAM evidenciaron mayor prevalencia de factores psicosociales (40,2%) con relaci&#243;n a los controles (26,6%)<sup>1</sup>.</p>
      <p>El estr&#233;s emocional relacionado con el ambiente de trabajo y los problemas personales y familiares tambi&#233;n representa riesgo para que el paciente vuelva enfermo. Los factores de riesgo considerados como tradicionales, tales como hipercolesterolemia, tabaquismo, sedentarismo, hipertensi&#243;n, diabetes y obesidad, no se hallaron en el 35% de los casos de enfermedad arterial coronaria (EAC) documentada, lo que motiva la b&#250;squeda de otros factores, de modo que, para algunos autores, la cuesti&#243;n sobre factores de riesgo a&#250;n merece discusi&#243;n. En la cl&#237;nica, se observan diversas combinaciones de estos factores en cada individuo<sup>2</sup>.</p>
      <p>Pereira y Haddad<sup>3</sup> constataron en 22 pacientes la manifestaci&#243;n de la enfermedad a la &#233;poca de la p&#233;rdida de personas cercanas, por muerte, enfermedad o ruptura de relaci&#243;n, lo que coincide con lo observado en el transcurrir de la rutina de asistencia psicol&#243;gica a los cardi&#243;patas internados, cuando historias dram&#225;ticas caracterizadas por p&#233;rdidas significativas se relatan. Con base en este hist&#243;rico, se cre&#243; la categor&#237;a "vivencia de p&#233;rdidas", como construcci&#243;n te&#243;rica de un fen&#243;meno<sup>4</sup>.</p>
      <p>La vivencia de p&#233;rdidas es desencadenada por eventos significativos que afectan a la subjetividad en su carencia, propiciando la actualizaci&#243;n de otras p&#233;rdidas. Se la considera como equivalente a la crisis psicosocial o la situaci&#243;n de estr&#233;s<sup>5</sup>.</p>
      <p>La vivencia de p&#233;rdidas, como categor&#237;a, abarca tres abordajes terminol&#243;gicos distintos que coexisten al tratarse del ser humano. El primero est&#225; referido a los aspectos psicosociales de la psicolog&#237;a y a la capacidad subjetiva de adaptaci&#243;n a los eventos del cotidiano, con &#233;nfasis en el ambiente. El segundo, volcado hacia los aspectos psicodin&#225;micos, basado en la psicoan&#225;lisis, considera las manifestaciones corp&#243;reas de la angustia y otros afectos, como los se&#241;ales de conflicto ps&#237;quico. El tercer, referente a la pr&#225;ctica m&#233;dica, est&#225; concentrado en las descripciones fenomenol&#243;gicas de s&#237;ntomas funcionales y corp&#243;reos, con predominio de aspectos org&#225;nicos, incluso la psiqui&#225;trica. De este modo, se contemplan los &#225;mbitos biopsicosociales.</p>
      <p>La finalidad de esta investigaci&#243;n fue evidenciar la presencia de la vivencia de p&#233;rdidas en pacientes coronarios internados, la consecuente manifestaci&#243;n del estado de luto y la relaci&#243;n con la depresi&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Fundamentos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Luto y vivencia de p&#233;rdidas</bold>
      </p>
      <p>En el curso de una vivencia de p&#233;rdidas, se debe realizar un luto, lo que Freud define como la reacci&#243;n a la p&#233;rdida de un ser amado o una abstracci&#243;n equivalente, la patria, la libertad, o ideal. Se trata de un trabajo ps&#237;quico que consiste en que se elabore la p&#233;rdida y se abandone las relaciones con el objeto perdido, no obstante, desde entonces, se vienen se&#241;alando algunas dificultades en este proceso. Freud<sup>6</sup> presenta en su obra un cuestionamiento sobre los procesos patol&#243;gicos, como contrarios al luto.</p>
      <p>Seg&#250;n Glass<sup>7</sup>, las conceptuaciones de Freud, basadas en observaciones cl&#237;nicas, son precoces, aunque precursoras de puntos de vista actuales sobre la normalidad y el contrario del proceso del luto.</p>
      <p>La p&#233;rdida, por la que todos pasan en diversos momentos de la vida, puede ser real o fantasiosa, pero el fracaso de elaboraci&#243;n puede significar una actual o futura complicaci&#243;n m&#233;dica y/o psiqui&#225;trica. El proceso de resoluci&#243;n var&#237;a de individuo para individuo, cada persona enfrenta las p&#233;rdidas y responde a ellas de formas bastante diversificadas, lo que depender&#225; de la personalidad del enlutado, de experiencias previas de vida, del significado de la p&#233;rdida, de la naturaleza de la relaci&#243;n con el objeto, de la existencia de una red social y familiar de apoyo, de su equipaje cultural, de eventos intercurrentes de vida, entre otros<sup>8</sup>. Hasta que se realice el luto, existen muchos recurridos y modalidades de resoluci&#243;n, diversidad que se debe a las condiciones subjetivas de cada ser humano<sup>9</sup>.</p>
      <p>El luto puede conllevar disfunciones org&#225;nicas que ocasionan enfermedades. Muchas enfermedades f&#237;sicas y mentales est&#225;n siendo asignadas a la experiencia de p&#233;rdida, y son pertinentes al proceso del luto los sentimientos de desamparo y desesperanza, responsables e las enfermedades f&#237;sicas<sup>10</sup>. Lo volver enfermo es la reacci&#243;n a la p&#233;rdida no elaborada. Est&#225; probado que hay una alta tasa de mortalidad durante el segundo o tercer a&#241;o despu&#233;s de la muerte de alguien pr&#243;ximo, el conjugue u otro familiar<sup>11</sup>.</p>
      <p>El estudio de Ruschel12 est&#225; dirigido a siete pacientes infartados que refirieron como una de las causas de la enfermedad luto no elaborado por muerte de familiares. Tiene como referencia la terminolog&#237;a luto no elaborado, fundamentado en las fallas del desarrollo y en la capacidad simb&#243;lica12.</p>
      <p>
        <bold>Luto y depresi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Se entiende que, en cualquier &#233;poca de la vida, organizaci&#243;n ps&#237;quica y/o personalidad, la depresi&#243;n puede manifestarse en el ser humano como reacci&#243;n psicol&#243;gica, afectando concomitantemente los aspectos ps&#237;quicos, comportamentales y org&#225;nicos.</p>
      <p>La literatura evidencia que no ha sido f&#225;cil una conceptualizaci&#243;n diferencial precisa entre luto y depresi&#243;n. Seg&#250;n el <italic>Manual diagn&#243;stico y estad&#237;stico de salud mental</italic> (DSM-IV), se puede diagnosticar el episodio depresivo mayor de este modo si los s&#237;ntomas persistan por m&#225;s de 2 meses tras la p&#233;rdida de un ser querido. La persistencia temporal de s&#237;ntomas del luto puede volverse los s&#237;ntomas del episodio depresivo mayor. Se trata de luto cuando el foco de la atenci&#243;n cl&#237;nica es una reacci&#243;n a la muerte de un ser querido. El sujeto que est&#225; de luto presenta humor deprimido como si fuera lo normal. La duraci&#243;n y expresi&#243;n del luto normal var&#237;an considerablemente entre diferentes grupos culturales. Tambi&#233;n se considera como un problema de fase de la vida una categor&#237;a que se puede utilizar cuando el enfoque de la atenci&#243;n cl&#237;nica es un problema asociado a una determinada fase de desarrollo u otra circunstancia de la vida que no se debe a un trastorno mental. Esto se ejemplifica con algunos eventos que pueden ser significativos: salida de la casa de los padres, ingreso en la escuela, nueva profesi&#243;n, matrimonio, divorcio, jubilaci&#243;n. As&#237; se entiende que eventos significativos desencadenan el estado de luto<sup>13</sup>.</p>
      <p>Las complicaciones del luto pueden ser factores de enfermedades para el desarrollo de riesgo psiqui&#225;tricas como la depresi&#243;n mayor, y es &#233;sta la reacci&#243;n del proceso del luto.</p>
      <p>Los estados de luto se consideran como aspectos psicodin&#225;micos de los depresivos. Las depresiones son manifestaciones sintom&#225;ticas de los estados de luto, lo que significa que coexisten de forma interdependiente, como integrantes de un mismo fen&#243;meno, la vivencia de p&#233;rdidas.</p>
      <p>
        <bold>Depresi&#243;n y enfermedad arterial coronaria</bold>
      </p>
      <p>Seg&#250;n la Organizaci&#243;n Mundial de Salud (OMS)<sup>14</sup>, el trastorno depresivo, que es hoy responsable de la cuarta causa de muerte, en 2020 pasar&#225; a ocupar el segundo lugar, despu&#233;s de las cardiopat&#237;as.</p>
      <p>La literatura vienen se&#241;alando las enfermedades cardiovasculares como una de las m&#225;s frecuentes causas de mortalidad en el mundo occidental, y la principal etiolog&#237;a de este grupo de enfermedades es la aterosclerosis humana, considerada como un proceso cr&#243;nico, progresivo y sist&#233;mico, que se caracteriza por respuesta inflamatoria y fibroproliferativa de la pared arterial, causada por agresiones a la superficie arterial<sup>15,16</sup>.</p>
      <p>La EAC y la depresi&#243;n son dos enfermedades con gran impacto en la salud por causa de la alta prevalencia y de sus efectos tanto en la mortalidad como en la calidad de vida, y evidencias cl&#237;nicas constataron una estrecha relaci&#243;n entre ellas<sup>17</sup>.</p>
      <p>Furchgott y Zowadzki<sup>18</sup> evidenciaron que la c&#233;lula endotelial controla activamente el tono vascular, la coagulaci&#243;n, la tromb&#243;lisis, la remodelaci&#243;n vascular y la respuesta inflamatoria e inmune<sup>18,19</sup>. Como se trata de una enfermedad inflamatoria cr&#243;nica, evidencias se&#241;alan hacia un rol importante de agente infeccioso en la g&#233;nesis de las placas que obstruyen las arterias, existiendo la relaci&#243;n: infecci&#243;n-inflamaci&#243;n-aterosclerosis.</p>
      <p>La depresi&#243;n como factor predisponente a la EAC interfiere en las alteraciones inmunol&#243;gicas y neuroendocrinas, que pueden afectar el proceso infeccioso, lo que justifica el destaque en la literatura. La depresi&#243;n est&#225; asociada a ciertas cardiopat&#237;as, ya esta relaci&#243;n sea de causa, sea como factor de riesgo o como consecuencia, es decir, hay evidencias de mayor prevalencia de la depresi&#243;n entre los portadores de la enfermedad arterial coronaria<sup>20</sup>.</p>
      <p>Strike y Steptoe<sup>21</sup> percibieron y demostraron inter&#233;s por la acumulaci&#243;n de evidencias, por medio de estudios cl&#237;nicos y epidemiol&#243;gicos, de que factores psicosociales contribuyen para la coronaria arterial enfermedad, siendo la depresi&#243;n colocada como uno de ellos. Estos autores realizaron una revisi&#243;n de estudios epidemiol&#243;gicos prospectivos de cohorte sobre la depresi&#243;n y el subsiguiente desarrollo de la EAC, que revelaron que el riesgo relativo entre depresivos es el doble, cuando comparado con los no depresivos. De esa manera, sujetos depresivos est&#225;n m&#225;s propensos a desarrollar angina o infarto de miocardio. Relataron que los resultados de diversos estudios sobre la depresi&#243;n y la enfermedad coronaria arterial fomentan la investigaci&#243;n de mecanismos psicobiol&#243;gicos involucrados. Seg&#250;n estos investigadores, tanto la depresi&#243;n podr&#237;a conducir a un proceso de inflamaci&#243;n y consecuentemente/ a la enfermedad arterial coronaria como/ un proceso inflamatorio desconocido, provocar&#237;a depresi&#243;n y enfermedad arterial coronaria. Para estos autores, la depresi&#243;n tambi&#233;n puede hacer aportes al desarrollo de la EAC, interfiriendo en h&#225;bitos como tabaquismo, alimentaci&#243;n, poca actividad f&#237;sica y la no adhesi&#243;n al tratamiento. Todos estos factores de riesgo son m&#225;s prevalentes en personas deprimidas, de modo que la funci&#243;n endotelial queda significativamente alterada. Tienen en cuenta que la depresi&#243;n puede actuar como estresor cr&#243;nico, prolongando la disfunci&#243;n endotelial y sus consecuencias, como aumento de c&#233;lulas de adhesi&#243;n, migraci&#243;n y proliferaci&#243;n, resultando en un medio proaterosclerosis. El trabajo de estos investigadores revela evidencias cl&#237;nicas de que la depresi&#243;n que puede ser tanto marcador como factor de riesgo para EAC<sup>21</sup>.</p>
      <p>Se puede decir que, respecto a la relaci&#243;n entre depresi&#243;n y enfermedades cardiovasculares, la literatura intenta explicitar esta asociaci&#243;n bien estrecha, pese a que los mecanismos implicados no est&#225;n expl&#237;citos de forma definitiva. De modo general, los aspectos psicol&#243;gicos est&#225;n poco incluidos, documentados y/o explicitados, pero implicados, lo que justifica esta investigaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Objetivos</bold>
      </p>
      <p>Este trabajo tiene por objeto investigar la vivencia de p&#233;rdidas por medio de la evaluaci&#243;n de los estados de luto y de depresi&#243;n, y verificar la relaci&#243;n entre ambos, en pacientes internados a causa de la enfermedad arterial coronaria.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Este estudio es observacional, con abordaje cualitativo y cuantitativo. La muestra estaba conformada por 44 pacientes internados, de ambos g&#233;neros, del grupo de edad de 18 hasta 65 a&#241;os, internados en raz&#243;n de diagn&#243;sticos de infarto agudo de miocardio o angina. En la ocasi&#243;n de la evaluaci&#243;n, estaban internados para investigaci&#243;n, sin indicaci&#243;n de cirug&#237;a hasta el momento, en camas de la unidad de internaci&#243;n de cardiolog&#237;a, del Hospital de Cl&#237;nicas de la Universidad Federal del Paran&#225; (UFPR). &#201;stos se atendieron mediante la rutina de evaluaci&#243;n y seguimiento psicol&#243;gico a pacientes internados, en orden secuencial de internaci&#243;n, siguiendo los criterios establecidos.</p>
      <p>El proyecto de esta investigaci&#243;n se aprob&#243; por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n del HC/UFPR. Para participar, adem&#225;s de atender a los criterios de selecci&#243;n establecidos, el paciente deber&#237;a estar l&#250;cido, orientado y aceptar su inclusi&#243;n en la investigaci&#243;n, firmando el formulario de consentimiento informado.</p>
      <p>Se utilizaron dos instrumentos: entrevista semiestructurada e inventario de depresi&#243;n de Beck (IDB).</p>
      <p>La entrevista se utiliz&#243; para que identificara los evento(s) significativo(s), por medio de preguntas clave: "&#191;Le pas&#243; algo que cambi&#243; su vida?" y "&#191;Le pas&#243; alguna p&#233;rdida que fue significativa, conllevando cambios en su vida?". Otra finalidad de esta entrevista fue la evaluaci&#243;n del estado de luto. Este proceso ocurri&#243; por la identificaci&#243;n de evento(s) significativo(s) y tambi&#233;n por medio de ocho descriptores del luto: tristeza, lloro f&#225;cil, sentir falta del objeto perdido, sentimiento de vac&#237;o, sentimiento de culpa, aislamiento, p&#233;rdida del inter&#233;s e inhibici&#243;n. Todo ello se extrajo en el transcurrir de la pr&#225;ctica cl&#237;nica e identificados durante el contacto con el paciente, por medio de observaci&#243;n, o emergieron del relato. Se consider&#243; como estado de luto la presencia de tres de estos descriptores.</p>
      <p>El IDB se utiliz&#243; para la evaluaci&#243;n de los estados de depresi&#243;n. Esto instrumento contiene 21 &#237;tems, cada cual con cuatro alternativas, y el individuo deber&#237;a elegir una de ellas. Este inventario tiene por objeto evaluar el estado de depresi&#243;n, clasificado de acuerdo con la puntuaci&#243;n:</p>
      <list list-type="bullet">
        <list-item>
          <p>Menor de 10 puntos: sin depresi&#243;n.</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>De 10 a 18: depresi&#243;n leve a moderada.</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>De 19 a 29: depresi&#243;n moderada a severa.</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>De 30 a 63: depresi&#243;n severa</p>
          <p><sup>22</sup>.</p>
        </list-item>
      </list>
      <p>Kendall et al.<sup>22</sup> sugieren que se considere como depresi&#243;n la puntuaci&#243;n de 19 puntos, que corresponde a las clasificaciones de depresi&#243;n moderada a severa y severa<sup>23</sup>. Con base en esta recomendaci&#243;n, los resultados se obtuvieron de otra manera, teni&#233;ndose dos categor&#237;as "con depresi&#243;n", agrup&#225;ndose los resultados del IDB, depresi&#243;n moderada a severa y severa y "sin depresi&#243;n", agrup&#225;ndose los resultados del IDB, sin depresi&#243;n y depresi&#243;n leve a moderada.</p>
      <p>El an&#225;lisis estad&#237;stico se efectu&#243; con la utilizaci&#243;n del programa de computador Statistical Package for the Social Sciences (SPSS - 11.0), para identificar relaciones existentes entre las variables de este estudio: eventos significativos, luto y depresi&#243;n. Para la obtenci&#243;n de los resultados de significancia entre variables, se utiliz&#243; la prueba estad&#237;stica Chi-cuadrado. Para los dem&#225;s an&#225;lisis, se utilizaron la frecuencia y el porcentaje simple.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caracterizaci&#243;n de la muestra</bold>
      </p>
      <p>De ambos g&#233;neros en igual proporci&#243;n de mujeres y varones, con la edad variando de 33 hasta 65 a&#241;os de edad, a todos los 44 pacientes se evaluaron cuando internados en la unidad de internaci&#243;n de cardiolog&#237;a, de quienes el 25% con diagn&#243;stico de infarto agudo de miocardio y el 75% con el diagn&#243;stico de angina.</p>
      <p>Existe un predominio del 52,3%, correspondiente al grupo de edad de 50 a 60 a&#241;os.</p>
      <p>En cuanto al estado civil, el 65,9% tiene u&#241;a pareja(a), el 13,6% es separado o divorciado, el 11,4% viudo y el 9,1% es soltero.</p>
      <p>
        <bold>Estado de luto, eventos significativos y descriptores</bold>
      </p>
      <p>De un total de 100, todos relataron eventos significativos. De estos, lo que predomina es el evento "muerte de familiar" (47%) que sumado al evento "muerte de persona cercana" (13%) completa el total del 60%, datos estos detallados en la <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href=""/>
      </table-wrap>
      <p>El porcentual del total de participantes que relataron muerte de familiar o persona cercana como evento significativo fue del 84,2%, con la identificaci&#243;n de estado de luto en el 65,9% del total de la muestra.</p>
      <p>En cuanto al n&#250;mero de muertes relatadas por los participantes, al tener en cuenta cinco categor&#237;as - ninguna muerte, 1 muerte, 2 muertes, 3 muertes y 4 muertes-, se observ&#243; que el 100% de aquellos que relataron 4 muertes est&#225; en estado de luto. De los que relataron 2 muertes, el 85,7% presentan estado de luto. De aquellos que no relataron ninguna muerte, s&#243;lo el 14,3% est&#225;n en estado de luto (<xref ref-type="fig" rid="g1-body2">gr&#225;f. 1</xref>).</p>
      <fig id="g1-body2">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <p>De los ocho descriptores del estado de luto, se presentan los m&#225;s frecuentadores, en orden decreciente: tristeza (50,0%), sentir falta del objeto perdido (47,7%), lloro f&#225;cil (36,4%), sentimiento de culpa (22,7%), sentimiento de vac&#237;o (13,6%), aislamiento (13,6%), p&#233;rdida del inter&#233;s (11,4%) y inhibici&#243;n (2,3%). Es importante notar que dichos porcentuales no totalizan 100% por el hecho de haber sido considerados tres descriptores del luto para cada sujeto. Estos valores est&#225;n presentados en la <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Tabla 2</xref>.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href=""/>
      </table-wrap>
      <p>
        <bold>Estados de depresi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Seg&#250;n los resultados obtenidos por medio del inventario de depresi&#243;n de Beck, el 68,3% se encuentran en estado de depresi&#243;n. De estos, el 20,5% presenta depresi&#243;n leve a moderada, el 36,4% depresi&#243;n moderada a severa y el 11,4% depresi&#243;n severa. Teniendo el cuenta las dos categor&#237;as, "con" y "sin" depresi&#243;n, el 47,8% se encuentran en depresi&#243;n y el 52,2% no presentan este s&#237;ntoma (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">tab. 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="t3-body2">
          <graphic xlink:href=""/>
        </table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Relaci&#243;n entre estados de luto y de depresi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Se constat&#243; la relaci&#243;n significativa entre luto y depresi&#243;n (x2 = 13,513;gl = 3;p &lt; 0,05).</p>
      <p>Respecto a los pacientes sin s&#237;ntomas de depresi&#243;n, el 71,4% no presentaron estado de luto, lo que ocurri&#243; en el 28,6% de estos.</p>
      <p>Es creciente el porcentaje del estado de luto con relaci&#243;n a la clasificaci&#243;n progresiva de la depresi&#243;n, de forma que el 100% de las personas con depresi&#243;n severa presentaron luto; el 81,3%, depresi&#243;n moderada a severa; y el 77,8% depresi&#243;n leve a moderada (<xref ref-type="fig" rid="g2-body2">gr&#225;f. 2</xref>).</p>
      <fig id="g2-body2">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <p>Respecto a los resultados del inventario de Beck, agrupados en las categor&#237;as "sin depresi&#243;n" y "con depresi&#243;n", la relaci&#243;n entre estados de depresi&#243;n y de luto se hall&#243; nuevamente significativa (x<sup>2</sup> = 7,013; gl = 1; p &lt; 0,05) (<xref ref-type="fig" rid="g3-body2">gr&#225;f. 3</xref>).</p>
      <fig id="g3-body2">
        <graphic xlink:href=""/>
      </fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caracterizaci&#243;n de la muestra en cuanto a la edad</bold>
      </p>
      <p>El predominio del grupo de edad de 50 a 60 a&#241;os (52,3%) est&#225; caracterizado como transici&#243;n de la edad adulta para la avanzada, cuando las transformaciones corporales desencadenan otros cambios psicol&#243;gicos y comportamentales. En esta fase, son frecuentes las p&#233;rdidas significativas, de familiares y personas cercanas, adem&#225;s de la vitalidad, vida productiva y sexualidad, caracteriz&#225;ndose como vivencia de p&#233;rdidas, situaci&#243;n de cambios y/o crisis psicosocial. Con base en estos resultados, se puede considerar la edad superior a 50 a&#241;os como de mayor riesgo, lo que pas&#243; al 79,6% de esta muestra, internada para investigaci&#243;n cl&#237;nica en la unidad de cardiolog&#237;a con angina o infarto agudo de miocardio. Eso se puede asociar al hecho de la aterosclerosis humana considerarse un proceso cr&#243;nico, progresivo y sist&#233;mico, que puede tener inicio en edad precoz, sin embargo manifestarse tard&#237;amente en la vida adulta<sup>15</sup>.</p>
      <p>La delimitaci&#243;n de la edad de esta muestra para 65 a&#241;os, adem&#225;s de ser considerada por la Organizaci&#243;n Mundial de Salud como el principio de la edad avanzada, se debe al hecho de algunas de las caracter&#237;sticas del ciclo vital de edad avanzada coincidir con los s&#237;ntomas de depresi&#243;n. Estudio realizado con la poblaci&#243;n de adultos mayores en el R&#237;o Grande del Sur consider&#243; en esta poblaci&#243;n los cuadros depresivos con caracter&#237;sticas cl&#237;nicas peculiares. La disminuci&#243;n de la respuesta emocional conlleva el predominio de s&#237;ntomas como: disminuci&#243;n del sue&#241;o, p&#233;rdida de placer en las actividades habituales, rumiaciones sobre hechos pasados y p&#233;rdida de energ&#237;a. Esta diferencia en la presentaci&#243;n de los cuadros de depresi&#243;n en adultos mayores en relaci&#243;n con adultos hizo que algunos autores formularan la hip&#243;tesis respecto a la menor prevalencia de trastornos depresivos en esta edad<sup>24,25</sup>. Sin embargo, la vivencia de p&#233;rdidas puede estar presente ante la posibilidad del fin de la vida, de la muerte y de otros cambios t&#237;picos de este ciclo vital. Se justifica esta alteraci&#243;n por la eliminaci&#243;n de posible confusi&#243;n entre las caracter&#237;sticas de la depresi&#243;n y del ciclo vital edad avanzada.</p>
      <p>
        <bold>Eventos significativos y estado de luto</bold>
      </p>
      <p>Eventos significativos son desencadenantes de vivencia de p&#233;rdidas y del estado de luto.</p>
      <p>Todos los sujetos de esta muestra se refieren a la ocurrencia de uno o m&#225;s eventos significativos en el curso de sus historias de vida, pero no son todos que est&#225;n en luto. Esto quiere decir que no es cualquier suceso que determinar&#225; la vivencia de p&#233;rdidas y el luto. Para que esto ocurra, el evento debe afectar la realidad ps&#237;quica y convertirse en un evento significativo. De todos los eventos citados, el 60% se refiere a muertes de familiar y de persona cercana, habiendo sido constatada la relaci&#243;n de significancia estad&#237;stica entre estados de luto y la cantidad de muertes relatadas como eventos significativos (x&#178; = 9,873; gl = 1;p &lt; 0,05). Estos datos confirman las dificultades para que se elabore la p&#233;rdida de familiares y personas cercanas. El trabajo ps&#237;quico del luto depender&#225; del tipo de relaci&#243;n establecido, del grado de dependencia, de la ambivalencia, de lo que la persona perdida representaba en la econom&#237;a ps&#237;quica, de cuanto se invirti&#243; libidinalmente en la relaci&#243;n. La calidad del v&#237;nculo existente ser&#225; determinante de los recursos subjetivos disponibles para posibilitar el trabajo de elaboraci&#243;n de la p&#233;rdida o del proceso del luto<sup>26</sup>.</p>
      <p>Los eventos clasificados en eventos significativos antiguos, que sucedieron desde hace m&#225;s de 2 a&#241;os, y eventos significativos recientes, ocurridos desde hace 2 a&#241;os, se deben a Kaplan y Sadock<sup>27</sup>, que consideran de 1 a 2 a&#241;os el tiempo necesario para la elaboraci&#243;n de la p&#233;rdida. En esta investigaci&#243;n, se lleva en cuenta el estado de luto, tanto resultante de la p&#233;rdida que ha ocurrido desde hace hasta 2 a&#241;os, como aquella que ocurri&#243; hace m&#225;s tiempo, que implica dificultades para elaborarla. Esto significa que el tiempo de ocurrencia de estos eventos para el ps&#237;quico es actual, visto que el inconsciente es atemporal<sup>28</sup>, la vivencia es &#250;nica, principalmente cuando se da el &#233;nfasis en las condiciones subjetivas para la elaboraci&#243;n de la p&#233;rdida y la realizaci&#243;n del luto. Se puede verificar el luto al manifestarse del mismo modo tanto en aquellos que perdieron un familiar o una persona cercana recientemente, desde hace hasta 2 a&#241;os, evento significativo reciente, como hace m&#225;s de 2 a&#241;os, evento significativo antiguo. De los participantes de este estudio, el 52,3% relataron eventos significativos recientes y antiguos. Desde el punto de vista psicodin&#225;mico, un evento significativo reciente remete a la vivencia de otro evento significativo antiguo<sup>28</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Estado de luto</bold>
      </p>
      <p>El estado de luto presente en el 65,9% de esta muestra viene confirmar la importancia de la categor&#237;a "vivencia de p&#233;rdidas" como indicativa de factor psicol&#243;gico predisponente para la enfermedad arterial coronaria. Los individuos que presentan estado de luto est&#225;n pasando por vivencia de p&#233;rdidas que todav&#237;a no se elaboraron, quedando expl&#237;cita la existencia de aspectos psicol&#243;gicos, como m&#225;s un factor implicado en los procesos de lo volverse enfermo.</p>
      <p>Shear y Shair<sup>29</sup> afirman que la muerte de persona pr&#243;xima produce un estado de p&#233;rdida traum&#225;tica y s&#237;ntomas del luto agudo, que usualmente siguen una revisi&#243;n de representaci&#243;n interna del fallecido para incorporar ante la realidad de la muerte. Un defecto en ese proceso es el s&#237;ndrome del luto complicado, el que resulta en el prolongamiento del tiempo.</p>
      <p>El tiempo del luto es punto de discusi&#243;n, principalmente porque del punto de vista de psiqui&#225;trico es el elemento que viene marcar la diferencia entre luto y luto complicado, entre luto y depresi&#243;n. Desde el punto de vista del abordaje de la subjetividad, la prioridad est&#225; dada en las dificultades subjetivas para la realizaci&#243;n del luto, estando implicados muchos aspectos de la relaci&#243;n con lo perdido, de forma que el tiempo de elaboraci&#243;n es secundario. Al recordar la formaci&#243;n de Freud, m&#233;dico neur&#243;logo, &#233;ste presenta una preocupaci&#243;n entre el normal y el patol&#243;gico en lo que dice respecto al luto, que permanece en la actualidad para la sicopatolog&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Estado de luto y depresi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En raz&#243;n de la condici&#243;n de enfermedad y internaci&#243;n de estas personas, cuando se puede considerar la depresi&#243;n como secundaria, o sea, esperada, sigui&#233;ndose la sugesti&#243;n de Kendall et al.<sup>22</sup>, considerando las dos categor&#237;as sin y con depresi&#243;n, el 47,8% presentaron depresi&#243;n, lo que confirma la asociaci&#243;n entre luto y depresi&#243;n, que muestra significancia estad&#237;stica. Ni todas las personas en estado de luto presentan depresi&#243;n. De aquellos s&#237;ntomas de depresi&#243;n, el 28,6% presentan luto.</p>
      <p>Piper et al.<sup>30</sup> concluyeron que pacientes que presentan luto complicado severa, cuando comparados con otros que no vivencian la p&#233;rdida de una persona, manifiestan una tendencia a altos niveles de depresi&#243;n y s&#237;ntomas de estr&#233;s de modo general. De los resultados obtenidos, se verific&#243; que el 100% de los pacientes con depresi&#243;n severa estaban en estado de luto, y el 81,3% de estos presentaron depresi&#243;n moderada a severa. No presentan estado de luto el 71,4% de los sujetos que no tienen depresi&#243;n.</p>
      <p>Clemens<sup>31</sup> utiliza la terminolog&#237;a desconstrucci&#243;n de la depresi&#243;n para referirse a la pr&#225;ctica cl&#237;nica volcada a la singularidad de cada caso, teniendo en cuenta que, bajo la depresi&#243;n, es posible encontrar el dolor de la p&#233;rdida y el luto.</p>
      <p>La depresi&#243;n puede ser estado manifiesto inherente al luto, se&#241;al de sufrimiento psicol&#243;gico y reacci&#243;n a la p&#233;rdida, seg&#250;n la consideraci&#243;n de Romano<sup>20</sup> de que la coexistencia de la depresi&#243;n y del problema cardiaco se puede entender como reacci&#243;n normal al luto o fracaso de este proceso.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>Este estudio evidencia que la vivencia de p&#233;rdidas y el consecuente estado de luto son los factores psicol&#243;gicos frecuentes en las manifestaciones de la EAC.</p>
      <p>Destaca la relaci&#243;n interdependiente entre el estado de luto, como aspecto psicodin&#225;mico, con los estados manifiestos de depresi&#243;n, como dos &#225;mbitos distintos que integran un mismo fen&#243;meno, la vivencia de p&#233;rdidas.</p>
      <p>Sugiere la categor&#237;a vivencia de p&#233;rdidas como indicativo de factor psicol&#243;gico predisponente a las manifestaciones de la EAC, lo que viene a ser una contribuci&#243;n para el abordaje, el diagn&#243;stico y la prevenci&#243;n de los estados de depresi&#243;n, abordados en la literatura como factor asociado a las enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Les agradecemos a los profesores doctores Cl&#225;udio L. Pereira da Cunha y Danton R. da Rocha Loures, y a todos los pacientes cardiacos internados y atendidos por nosotros, principalmente a los sujetos de esta investigaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de doctorado de Rachel Jurkiewicz, por el Programa de Postgrado, del Instituto do Cora&#231;&#227;o, del Hospital de Cl&#237;nicas de la Facultad de Medicina de la Universidad de S&#227;o Paulo (InCOR/HC/FMUSP).</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
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      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <p>Correspondencia:</p>
          <p> Rachel Jurkiewicz</p>
          <p> Av. Visconde de Guarapuava, 4303 / 706</p>
          <p> Batel - 80250-220 - Curitiba, PR - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="rachelcwb@terra.com.br">rachelcwb@terra.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 06/03/08; revisado recibido el 10/06/08; aceptado el 01/07/08.</p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Coronary artery disease and experiences of losses</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: In literature, depression is associated with cardiovascular diseases. From clinical experience, we observed that the psychological category "experience of loss" was associated with the onset and development of coronary heart disease. The experience of loss caused by self-reported significant event(s) leads to grief and the psychosocial factors which predispose the patient to diseases. OBJECTIVE: To study the impact of the experience of loss by investigating the relationship between mourning and depression, in hospitalized patients with coronary heart disease. METHODS: 44 inpatients (50% men and 50% women, aged 33 to 65 years), with a diagnosis of acute myocardial infarction or angina, were evaluated. Two instruments were used: a semi-structured interview, for investigating the experience of loss and evaluating the state of grief; and the Beck Depression Inventory, for measuring the severity of depression. The results were expressed using the computer program Statistical Package for Social Sciences version 11.0. RESULTS: 66% of the patients were in mourning, the relationship between mourning and depression was significant (p&lt;0,05), and we verified that 100% of the patients who had serious depression were in mourning. The most frequent self-reported significant event was death of a family member (47%) and death of a close person (13%), totaling 60% of the events, reported by 84% of the participants. According to the results of Beck Depression Inventory, 48% of them had depression. CONCLUSION: This study suggests that the psychological category "experience of loss" should be used as an indicator of the existence of psychological factors that could predispose the patient to CAD, and also confirms the relationship between a state of mourning and depression.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Coronary artery diseases</kwd>
        <kwd>depression</kwd>
        <kwd>inpatients</kwd>
        <kwd>affective symptoms</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Coronary artery disease and experiences of losses</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Rachel Jurkiewicz<sup>I</sup>; Bellkiss Wilma Romano<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Hospital de Cl&#237;nicas da Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba, PR</p>
      <p><sup>II</sup>P&#243;s-gradua&#231;&#227;o do InCor da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body3">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>Background: </bold> In literature, depression is associated with cardiovascular diseases. From clinical experience, we observed that the psychological category "experience of loss" was associated with the onset and development of coronary heart disease. The experience of loss caused by self-reported significant event(s) leads to grief and the psychosocial factors which predispose the patient to diseases.</p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> To study the impact of the experience of loss by investigating the relationship between mourning and depression, in hospitalized patients with coronary heart disease.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> 44 inpatients (50% men and 50% women, aged 33 to 65 years), with a diagnosis of acute myocardial infarction or angina, were evaluated. Two instruments were used: a semi-structured interview, for investigating the experience of loss and evaluating the state of grief; and the Beck Depression Inventory, for measuring the severity of depression. The results were expressed using the computer program Statistical Package for Social Sciences version 11.0.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> 66% of the patients were in mourning, the relationship between mourning and depression was significant (p&lt;0,05), and we verified that 100% of the patients who had serious depression were in mourning. The most frequent self-reported significant event was death of a family member (47%) and death of a close person (13%), totaling 60% of the events, reported by 84% of the participants. According to the results of Beck Depression Inventory, 48% of them had depression.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> This study suggests that the psychological category "experience of loss" should be used as an indicator of the existence of psychological factors that could predispose the patient to CAD, and also confirms the relationship between a state of mourning and depression. </p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Coronary artery diseases; depression; inpatients / psychology; affective symptoms.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>In Latin American countries, the presence of psychosocial factors is associated with an increase in the risk of acute myocardial infarction (AMI). AMI patients showed a higher prevalence of psychological factors (40.2%) than did controls (26.6%)<sup>1</sup>.</p>
      <p>Work-related emotional stress, personal and family problems also represent a risk of disease. Traditional risk factors - hypercholesterolemia, smoking habit, sedentarism, high blood pressure, diabetes mellitus, obesity - were not found in 35% of the reported cases of coronary artery disease (CAD), prompting the search for other risk factors. For some authors, the issue of risk factors is still open to discussion. In clinical practice, several combinations of these factors are observed in each individual<sup>2</sup>.</p>
      <p>Pereira and Haddad<sup>3</sup> observed, in 22 patients, the manifestation of the disease in the occasion when the loss of a close friend was experienced, either by death, disease or relationship disruption, which was consistent with what is observed in routine psychological assistance to heart disease inpatients who report dramatic experiences of significant loss, which led to the establishment of the category "experience of loss" as the theoretical construction of a phenomenon<sup>4</sup>.</p>
      <p>The experience of loss is triggered by significant events, that affect subjectivity due to the feeling of privation, thus fostering the retrieve of previous losses. It is considered an equivalent to a psychosocial crisis or a stressful situation<sup>5</sup>.</p>
      <p>The experience of loss, as a category, comprises three different epistemological approaches that coexist in regard to human beings. One of them is related to the psychosocial aspects of Psychology and to a subjective adaptation ability to daily events, with an emphasis on the ambient environment. Another approach is related to the psychodynamical aspects of Psychology, based on Psychanalysis, which considers the bodily manifestations of anguish and other emotions as indicators of psychic conflicts. The third, that characterizes the medical practice, focuses on the phenomenological descriptions of functional and bodily symptoms, with predominance of organic aspects, including psychiatric aspects. Therefore, three fields were covered: the biological, the psychological and the social.</p>
      <p>The purpose of this research is to demonstrate the presence of the experience of loss in coronary heart disease inpatients, and the resulting manifestation of the feeling of mourning, as well as its relationship with depression.</p>
      <p>
        <bold>Background</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Mourning and the experience of loss</bold>
      </p>
      <p>When the experience of loss occurs, there must be a psychic work of mourning and grief, which Freud defines as a reaction to the loss of a loved one or an equivalent abstraction, such as the nation, freedom, or an ideal. Its a psychic work that consists in coping with the loss and forsaking the relationship with the lost object, but since then, some difficulties in this process were pointed out, and in his writings he argues that the pathological processes are opposed to grief<sup>6</sup>.</p>
      <p>According to Glass<sup>7</sup>, Freud's concepts based on clinical observations were premature, but they were precursors of current views about normal and pathological process of grief.</p>
      <p>Everyone has the experience of real or imaginary loss in life, but failure in coping may indicate the possibility of current or future medical and/or psychiatric complications. The coping process varies widely among people, each individual facing and reacting to loss differently, depending on the personality of the grieving subject, his or her previous experiences in life, the significance of the loss, the relationship with the object, the existence of a social and familial support network, the cultural background and life intercurrent events, among others<sup>8</sup>. Until the state of prolonged grief is experienced, there are many routes and manners of coping, a diversity that results from the subjective conditions of each human being<sup>9</sup>.</p>
      <p>Prolonged grief and mourning can lead to organic dysfunction that causes diseases. Several physical and mental illnesses have been attributed to the experience of loss, and this grief can lead to the feelings of hopelessness and helplessness that cause physical diseases<sup>10</sup>. Getting sick is a reaction to unresolved loss. It has been demonstrated that there is a high mortality rate in the second or third year after the death of a close person, a spouse or any other member of the family<sup>11</sup>.</p>
      <p>Ruschel's<sup>12</sup> study focuses on seven patients with myocardial infarction who reported unresolved grief for the death of a member of the family as one of the causes of the disease. It has, as a reference, the term unresolved grief, based on development deficits and symbolic ability<sup>12</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Grief and depression</bold>
      </p>
      <p>It is known that in any stage of life, psychic organization and/or personality, human beings can manifest depression, as a psychological reaction, affecting simultaneously psychic, behavioral and organic aspects.</p>
      <p>The literature shows that a precise differential conceptualization between mourning and depression has not been easily defined. According to the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM IV), a major depressive episode can be diagnosed if the symptoms persist for longer than 2 months after the loss of a loved one. Prolonged grief symptoms can turn into the symptoms of a major depressive episode. The feeling of mourning is defined as a situation when the focus of clinical attention is a reaction to the death of a loved one. A depressed humor is normal in grieving individuals. The persistence and expression of a normal feeling of mourning vary considerably among different cultures. It may also be considered as a life development phase problem, a category that can be used when the focus of clinical attention is a problem related to a specific phase of development or other life circumstances that do not result from a mental disorder. Some significant events can be used as examples: leaving home; starting school; a new job; marriage; divorce; retirement. It is known that significant events can cause a state of grief<sup>13</sup>.</p>
      <p>The complications of grief can become risk factors for psychiatric diseases, such as major depression, which is a reaction to grief.</p>
      <p>The state of grief is seen as a psychodynamic aspect of depressive patients, and depression is seen as a symptomatic manifestation of grief, therefore depression and grief coexist interdependently, as elements of the same phenomenon: the experience of loss.</p>
      <p>
        <bold>Depression and coronary heart disease</bold>
      </p>
      <p>The Word Health Organization report (WHO, 2001) declares that depressive disorder, currently the fourth cause of death, can become the second leading cause of death, by 2020, outranked only by heart disease<sup>14</sup>.</p>
      <p>Cardiovascular diseases are indicated in literature as one of the most frequent causes of mortality in Western World, and the most important etiology of this group of diseases is human atherosclerosis, which is a chronic, progressive and systemic process, characterized by an inflammatory and fibroproliferative response in the arterial wall, caused by damage to the arterial surface<sup>15,16</sup>.</p>
      <p>CAD and depression, both diseases which seriously affect health, due to their high prevalence and their impact in mortality and the quality of life, present clinical evidences that indicate the existence of a close relationship between them<sup>17</sup>.</p>
      <p>Furchgott and Zowadzki<sup>18</sup> demonstrated that the endothelial cell actively controls vascular tonus, coagulation, thrombolisis, vascular remodeling and the inflammatory and immune responses<sup>18,19</sup>. As it is a chronic inflammatory disease, there are evidences which suggest the presence of an infectious agent that may have an important role in the genesis of the plaques that obstruct the arteries, with the following relationship: infection-inflammation-atherosclerosis.</p>
      <p>Depression, as a predisposing factor for CAD, interferes in the immunological and neuroendocrine changes that can affect the infectious process (therefore its emphasis in literature) which is associated to some heart diseases, whether this relationship is one of cause, risk factor or consequence, that is, when there is evidence of a greater prevalence of depression among coronary heart disease patients<sup>20</sup>.</p>
      <p>Strike and Steptoe<sup>21</sup> noticed and demonstrated interest in the increasing volume of evidence, by clinical and epidemiological studies, that psychosocial factors contribute to the incidence of coronary heart disease, and depression is included among those factors. They reviewed epidemiological prospective cohort studies on depression and the subsequent incidence of CAD, demonstrating that the comparative risk among depressive patients is twice as great as among non-depressive patients. Therefore, depressive individuals are more prone to develop angina or myocardial infarction. They reported that several studies on depression and coronary heart disease encourage the investigation of the involved psychobiological mechanisms. According to these researchers, depression could cause inflammation, which would lead to coronary heart disease, or an unknown inflammatory process could cause depression and coronary heart disease. For these authors, depression can also contribute to the development of CAD, interfering in habits such as smoking, nutrition, lack of physical activity and non-adherence to treatment. All these risk factors are prevalent in depressed individuals, and consequently greatly affect endothelial function. These authors believe that depression can act as a chronic stressor, prolonging endothelial dysfunction and its consequences, with an increase in adhesion, migration and proliferation of cells that result in a proatherosclerosis environment. The study by these authors shows clinical evidences that depression can be both a marker and a risk factor for CAD<sup>21</sup>.</p>
      <p>Concerning depression and cardiovascular diseases, there are attempts in literature to explain this close relationship, although the involved mechanisms are not clearly defined. Generally, the psychological aspects are not well-documented, included, and/or explained, but only implied in the studies, which justifies this research.</p>
      <p>
        <bold>Objectives</bold>
      </p>
      <p>To study the impact of the experience of loss by investigating grief and depression and the relationship between them, in hospitalized patients with coronary heart disease.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is an observational study, with a quali-quantitative approach.</p>
      <p>The sample was composed of 44 inpatients, both genders, aged 18 to 65 years, with the diagnosis of acute myocardial infarction or angina. They were evaluated while hospitalized for investigation, with no indication for surgery up to the assessment, in the Cardiology Inpatient Unit, at the Clinics Hospital of the Federal University of Parana. They were assessed through the routine evaluation and psychological assistance for inpatients, in the sequential order of hospitalization, according to established criteria.</p>
      <p>This research project was approved by the Research Ethics Committee of the Clinics Hospital of the Federal University of Parana. To participate, the patients had to fulfill the established selection criteria, and they also had to be lucid and well-oriented, and accept their inclusion in the research, by signing an informed consent.</p>
      <p>Two instruments were used: a semi-structured interview and the Beck Depression Inventory (BDI).</p>
      <p>The interview was used to identify significant event(s) with the following key-questions: Did anything happen that changed your life? Did you experience any loss that was significant to you, leading to changes in your life? Another purpose of the interview was to assess the severity of grief, which was done by the identification of significant event(s) and also by eight descriptors of grief: sadness; crying easily; longing for the lost object; feeling of emptiness; feeling of guilt; isolation; loss of interest; and inhibition. These were assessed in the course of clinical practice, identified during the interview with the patient, identified through observation, or declared in the report. The presence of three of these descriptors was considered as a state of grief.</p>
      <p>The BDI was used to evaluate the severity of depression. It consists of 21 multiple-choice questions, each with four alternatives from which one is to be chosen. This inventory is an instrument used to assess the severity of depression, ranked according to the following score: less than 10 points: no depression; from 10 to 18: mild to moderate depression; from 19 to 29: moderate to severe depression; and 30 to 63 points: severe depression<sup>22</sup>.</p>
      <p>Kendall et al<sup>22</sup> suggest that depression be considered when the score is above 19 points, corresponding to the ratings of moderate to severe depression and severe depression<sup>23</sup>. Following this recommendation, the results were obtained in another manner, taking into account two categories: "with depression", grouping the BDI results of moderate to severe depression and severe depression; and "no depression", grouping the BDI results of no depression and mild to moderate depression.</p>
      <p>Thestatistical analysis was performed using the computer program Statistical Package for the Social Sciences (SPSS -11.0), to identify relationships between the variables of this study: significant events, mourning and depression. To obtain the results of significance between variables, we used the chi-square statistical test. For the other analyses, we used the frequency and simple percentage.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Characteristics of the Sample</bold>
      </p>
      <p>Both genders, equal number of women and men, age range from 33 to 65 years. All 44 patients were assessed while hospitalized in the Cardiology Inpatient Unit, 25% of them with the diagnosis of acute myocardial infarction, and 75% of them with the diagnosis of angina.</p>
      <p>There was a predominance of 52.3% of the age group between 50 and 60 years.</p>
      <p>As to marital status, 65.9% had a companion; 13.6% were separated or divorced; 11.4% were widowed; and 9.1% were unmarried.</p>
      <p>
        <bold>State of mourning, significant events and descriptors</bold>
      </p>
      <p>All reported significant events, and a total of 100 significant events were reported. Among these, the predominant event was death of a family member, 47%, which added to the event death of a close person, 13%, resulted in the total of 60%. These data are shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>84.2% of the participants reported death of family member or close person as a significant event, and the state of mourning was identified in 65.9% of the total sample.</p>
      <p>As the number of deaths reported by the participants, five categories were taken into account: no death, 1 death, 2 deaths, 3 deaths, 4 deaths. It was observed that 100% of those who reported 4 deaths were in mourning; and among those who reported 2 deaths, 85.7% were in mourning. Of those who had not reported any death, only 14.3% were in a state of mourning (Graphic 1).</p>
      <p>
        <fn id="g1-body3">
          <p>
            <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-e01-en.jpg"/></p>
        </fn>
      </p>
      <p>Of the eight descriptors of the state of grief, the most frequent in descending order, were: sadness (50.0%), longing for the lost object (47.7%), crying easily (36.4%), feelings of guilt (22.7%), feelings of emptiness (13.6%), isolation (13.6%), loss of interest (11.4%) and inhibition (2.3%). It should be noted that such percentages do not total 100% because we considered three descriptors of grief for each subject. These figures are presented in <xref ref-type="table" rid="t2-body3">Table 2</xref>.</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Severity of depression</bold>
      </p>
      <p>According to the results obtained by the Beck Depression Inventory, 68.3% of the total sample had depression. Of these, 20.5% had mild to moderate depression; 36.4% had moderate to severe depression; and 11.4% had severe depression. Another classification was also presented, considering two categories ("with" and "without" depression): 47.8% had depression and 52.2% did not have depression. Table 3.</p>
      <p>
        <bold>Relationship between grief and depression</bold>
      </p>
      <p>We found a significant relationship between grief and depression (x<sup>2</sup>=13.513; gl=3; p&lt;0.05).</p>
      <p>With regard to the patients who did not have depression, 71.4% were not in grief, which was present in 28.6% of them.</p>
      <p>The percentage of the state of grief increased with the progressive classification of depression, so that 100.0% of the patients with severe depression had grief, as well as 81.3% of those who had moderate to severe depression, and 77.8% of those who had mild to moderate depression. Graphic 2.</p>
      <p>
        <fn id="g2-body3">
          <p>
            <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-e02-en.jpg"/></p>
        </fn>
      </p>
      <p>Taking into account the Beck Depression Inventory results, grouped in two categories ("with" and "without depression"), the relationship between grief and depression was also significant (x<sup>2</sup>= 7.013; gl=1; p&lt;0.05). Graphic 3.</p>
      <p>
        <fn id="g3-body3">
          <p>
            <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-04-0352-00007-e03-en.jpg"/></p>
        </fn>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Characterization of the sample according to age</bold>
      </p>
      <p>The predominance of the age group between 50 and 60 years (52.3%) is characterized as a transition from adulthood to advanced age, when the bodily changes trigger other psychological and behavioral changes. At this stage, there are frequent losses of family members and friends, in addition to a decrease in vitality, productive life and sexuality, which are considered as experiences of loss, situation changes and/or psychosocial crisis. Based on these results, the age group above 50 years can be considered as having the highest risk, and that was precisely what happened with 79.6% of this sample, whose patients were hospitalized for clinical evaluation in the cardiology unit, because of angina or acute myocardial infarction. This may be associated with the fact that human atherosclerosis is considered a chronic, progressive and systemic process, which can start at an early age, but be manifested later in adulthood<sup>15</sup>.</p>
      <p>The age delimitation of this sample to 65 years, besides being considered by the World Health Organization as the beginning of advanced age, was due to the fact that some of the characteristics of the life cycle of old age coincide with the symptoms of depression. A study performed with the aging population, in Rio Grande do Sul, showed that depression in this population has unique clinical features. The decrease in the emotional response entails a predominance of symptoms such as reduction of sleep, loss of pleasure in usual activities; obsessive reflection upon the past; and loss of energy. This difference in the presentation of depression in the elderly when compared to adults, has caused some authors to formulate the hypothesis of a lower prevalence of depressive disorders in this age<sup>24,25</sup>. However, the experience of loss may be present, as they face the possibility of the end of life, death and other typical changes of this life stage. This change is justified by the elimination of a possible confusion between the characteristics of depression and the life cycle of old age.</p>
      <p>
        <bold>Significant events and the state of mourning</bold>
      </p>
      <p>Significant events trigger experiences of loss and the state of mournig.</p>
      <p>All subjects in this sample reported the occurrence of one or more significant events in the course of their lives, but not all of them were in mourning. This means that it is not all events that will determine the experience of loss and mourning, because for this it must affect the psychic reality and become a significant event. Of all the events mentioned, 60% were deaths of a family member or a close person, and a statistical significance was found in the relationship between the state of mourning and the number of deaths reported as significant events (x <sup>2</sup> = 9873, gl = 1, p&lt;0.05 ). These data confirm the difficulties involved in coping with the loss of a family member or a close friend. The psychic work of the state of mourning will depend on the type of relationship established, on the degree of dependence, on the ambivalence, on what the person who was lost represented in the psychic economy, on how much the relationship was sexually invested and how much it was part of the identity of this person. The quality of the bond will determine the existing subjective resources available to enable the patient to cope with the loss or the process of mourning<sup>26</sup>.</p>
      <p>The classification of events as old significant events which occurred more than two years ago, and recent significant events which occurred two years ago, is due to Kaplan and Sadock<sup>27</sup>, who consider one to two years as the time needed to cope with the loss. This research considered the state of mourning as resulting from a loss occurred up to two years ago as similar to the grief resulting from a loss occurred before this, denoting the difficulties in coping with it. This also denotes that the psychic time of occurrence of these events is current, because the unconscious is timeless<sup>28</sup>, and the experience is unique, especially when the emphasis is put on the subjective conditions needed for coping with the loss and for experiencing grief. Grief can be verified and manifested in the same way both for those who lost a family member or a close person recently, up to two years ago (significant recent event), and for those who lost a loved one more than two years ago (old significant event). 52.3% of the patients reported recent and old significant events. From a psychodynamic point of view, a recent significant event leads to the experience of another old significant event<sup>28</sup>.</p>
      <p>
        <bold>The state of mourning</bold>
      </p>
      <p>The state of mourning observed in 65.9% of the patients in this sample confirms the importance of the psychological category "experience of loss", as an indicator of the presence of predisposing psychological risk factors for coronary heart disease. Those who grieve are experiencing unresolved losses, and this demonstrates explicitly the existence of those psychological aspects, which represent still one more factor involved in the process of developing a disease.</p>
      <p>Shear and Shair<sup>29</sup> reply that the death of a close person produces a traumatic experience of loss and symptoms of acute grief, that usually follow a revision of the internal representation of the deceased person, to be incorporated as the patient faces the reality of death. A failure in this process results in a complicated grief syndrome, which comprises the prolongation of the duration of grief.</p>
      <p>The issue of the duration of grief is open to discussion, especially because from a psychiatric point of view this is the aspect that determines the difference between grief and complicated grief, between grief and depression. As to the approach to subjectivity, the priority lies in the subjective difficulties for understanding the experience of grief, which involves many aspects of the relationship with the lost object; therefore, the duration of coping is a secondary concern. It is noteworthy that Freud was a neurologist, concerned about the difference between the normal and the pathological in relation to grief-an issue that is still important for current psychopathology.</p>
      <p>
        <bold>Grief and depression</bold>
      </p>
      <p>As these patients were ill and hospitalized-a situation where depression could be considered secondary, i.e. expected-we followed the suggestion of Kendall et al<sup>22</sup>, taking into account two categories (with and without depression), and we found that 47.8% of them had depression and thus we confirmed the association between grief and depression, which was statistically significant. As not all patients in mourning had depression, of those who did not have depression 28.6% were in mourning.</p>
      <p>Piper et al<sup>30</sup> concluded that patients with complicated grief, when compared to others who did not experience the loss of a close person, displayed a tendency to high levels of depression and in general presented symptoms of stress.<sup>28</sup> This study demonstrated that 100% of those who had severe depression were in grief, as well as 81.3% of those who had moderate to severe depressionThe state of grief was not present in 71.4% of the patients who did not have depression.</p>
      <p>Clemens<sup>31</sup> uses the terminology "deconstruction of depression" when referring to a clinical practice focused on the uniqueness of each case, considering that under depression, suffering for the loss and the state of mourning can be observed.</p>
      <p>Depression can be an inherent manifestation of mourning, a sign of suffering and a psychological reaction to loss, according to Romano's<sup>20</sup> suggestion that the co-existence of depression and heart disease can be seen as a normal reaction to grief orthe failure of this process.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>This study shows that the experience of loss and its resulting state of grief are frequent psychological factors in the manifestations of CAD.</p>
      <p>It stresses the interdependent relationship between the state of grief, as a psychodynamic element, and the manifested depression as two distinct realms incorporating the same phenomenon: the experience of loss.</p>
      <p>It suggests that the category "experience of loss" is an indicator of the presence of psychological factors predisposing to manifestations of CAD. This represents a contribution to the assessment, diagnosis and prevention of depression, identified in the literature as a risk factor associated with cardiovascular disease.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>Prof. Dr. Cl&#225;udio L. Pereira da Cunha</p>
      <p>Prof. Dr. Danton R. da Rocha Loures</p>
      <p>All heart disease inpatients seen by us, especially those who participated in this research.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Rachel Jurkiewicz, from Doctoral Program of the Heart Institute of/ the Clinics Hospital from Medicine Course,/ S&#227;o Paulo University.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
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          <p>Mailing address:</p>
          <p> Rachel Jurkiewicz</p>
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          <p>
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          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received on March 6, 2008; revised manuscript received June 10, 2008; accepted July 1, 2008.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
