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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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          <subject>Editorial</subject>
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        <article-title>Considera&#231;&#245;es sobre isquemia silenciosa no perioperat&#243;rio de ressec&#231;&#227;o transuretral de pr&#243;stata</article-title>
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        <day>24</day>
        <month>11</month>
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  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es sobre isquemia silenciosa no perioperat&#243;rio de ressec&#231;&#227;o transuretral de pr&#243;stata</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Claudio Pinho e Bruno Caramelli</bold>
    </p>
    <p>Faculdade de Medicina da Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica (PUC), Campinas, SP; Universidade de S&#227;o Paulo (USP), S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Isquemia, assist&#234;ncia perioperat&#243;ria, prostatectomia. Comiss&#227;o de avalia&#231;&#227;o perioperat&#243;ria da SBC</p>
    <p>O artigo intitulado "Avalia&#231;&#227;o perioperat&#243;ria atrav&#233;s do holter em pacientes idosos submetidos &#224; prostatectomia", publicado nesta edi&#231;&#227;o dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, tem por tema a avalia&#231;&#227;o da isquemia silenciosa e dos dist&#250;rbios do ritmo card&#237;aco pela eletrocardiografia din&#226;mica no dia anterior ao procedimento. Os resultados s&#227;o comparados com os achados do m&#233;todo encontrados no per&#237;odo em que os pacientes estavam no centro cir&#250;rgico<sup>1</sup>.</p>
    <p>As considera&#231;&#245;es que devemos fazer para a melhor compreens&#227;o dos resultados referem-se, inicialmente, &#224; popula&#231;&#227;o do estudo: 30 pacientes idosos assintom&#225;ticos. Do ponto de vista cardiovascular, o valor m&#237;nimo do risco para essa popula&#231;&#227;o, levando-se em conta somente a idade, &#233; de 8%, segundo o NCEP-ATP III. Contudo o risco aumenta para 10% nos fumantes e sobe para 12% em 1/3 dessa popula&#231;&#227;o pela associa&#231;&#227;o com hipertens&#227;o arterial controlada. Logo a maioria da popula&#231;&#227;o estudada tem um risco cardiovascular estimado de, pelo menos, 8% a 12%. Os dados acerca do colesterol deveriam ter sido coletados para podermos ter uma no&#231;&#227;o real do risco cardiovascular dessa popula&#231;&#227;o. Ter essa no&#231;&#227;o &#233; fundamental, pois as altera&#231;&#245;es do segmento ST-T encontradas no holter, que variam, segundo estudos da literatura, entre 9% e 39%<sup>2</sup>, s&#227;o mais bem relacionadas &#224; presen&#231;a de isquemia silenciosa nas popula&#231;&#245;es portadoras de doen&#231;a ateroscler&#243;tica das coron&#225;rias<sup>3-5</sup>. Portanto devemos ter em mente que nem todas as altera&#231;&#245;es da repolariza&#231;&#227;o encontradas devem estar relacionadas &#224; etiologia prim&#225;ria, pois essa n&#227;o &#233; uma popula&#231;&#227;o com doen&#231;a arterial coronariana j&#225; diagnosticada.</p>
    <p>O exame cl&#237;nico revelou que os pacientes eram assintom&#225;ticos, sem queixas anginosas e sem queixas cardiovasculares (infer&#234;ncias nossas), al&#233;m de possu&#237;rem ECG sem altera&#231;&#245;es isqu&#234;micas ou sequelas de eventos coron&#225;rios e radiografia do t&#243;rax que mostrava &#225;rea card&#237;aca normal. Isso leva a deduzir que essa popula&#231;&#227;o teria uma boa reserva contr&#225;til do mioc&#225;rdio e, portanto, um menor risco de complica&#231;&#227;o cardiovascular.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao risco de evento el&#233;trico, o trip&#233; presen&#231;a de isquemia mioc&#225;rdica, baixa fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o e arritmia ventricular deve ser analisado. J&#225; foi mencionada a evid&#234;ncia de boa reserva contr&#225;til; apesar da presen&#231;a de gatilhos (ect&#243;picos ventriculares). Mesmo havendo atividade repetitiva (TVNS) com maior porcentagem de ocorr&#234;ncia do que na literatura, foi de pequena densidade na quantidade de epis&#243;dios. Restou somente a altera&#231;&#227;o da repolariza&#231;&#227;o como express&#227;o de isquemia silenciosa que tem a an&#225;lise comparativa limitada, j&#225; que o segundo holter durou, em m&#233;dia, apenas seis horas. Outra limita&#231;&#227;o do estudo &#233; o tempo de acompanhamento no perioperat&#243;rio, pois as complica&#231;&#245;es cardiovasculares ocorrem mais frequentemente entre 24 e 72 horas ap&#243;s o procedimento cir&#250;rgico, per&#237;odo que n&#227;o foi monitorizado pelos autores.</p>
    <p>A isquemia silenciosa ainda n&#227;o est&#225; totalmente compreendida<sup>6</sup>, motivo pelo qual estes editores ampliam o foco do debate e especulam se a presen&#231;a de isquemia silenciosa em um paciente com boa reserva contr&#225;til, cujo sistema renina angiotensina foi parcialmente bloqueado pelo uso de IECA, poderia estar fazendo "pr&#233;-condicionamento isqu&#234;mico" e, com isso, estar mais bem adaptado para enfrentar situa&#231;&#245;es de estresse como o ato cir&#250;rgico.</p>
    <p>Por fim, uma palavra sobre as diretrizes<sup>1,7</sup> que mostram n&#227;o haver evid&#234;ncias de que o holter deva ser usado para popula&#231;&#245;es em que n&#227;o existe doen&#231;a arterial coronariana previamente diagnosticada ou em pacientes com doen&#231;a ateroscler&#243;tica da aorta que ser&#227;o submetidos &#224; cirurgia vascular de grande porte<sup>4</sup>. Este estudo confirmou que est&#225; correta a orienta&#231;&#227;o das diretrizes em vigor.</p>
    <p>A busca pela diminui&#231;&#227;o do risco de complica&#231;&#227;o cardiovascular no perioperat&#243;rio deve continuar, mas talvez o foco deva ser voltado, preferencialmente, para estratificar melhor o risco de coronariopatia ateroscler&#243;tica, diagnosticar a presen&#231;a e a magnitude da isquemia com ferramentas m&#250;ltiplas e aperfei&#231;oar a prote&#231;&#227;o do paciente que ser&#225; submetido ao procedimento cir&#250;rgico, al&#233;m de acompanhar o paciente em todo o p&#243;s-operat&#243;rio e a recupera&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p>Claudio Pinho </p>
        <p> Rua Paiquere, 766 casa 64 - Valinhos </p>
        <p> 13271-600 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="drcpinho@uol.com.br">drcpinho@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
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        <mixed-citation>6. Batlouni M.    Mecanismos prov&#225;veis da isquemia mioc&#225;rdica silenciosa. Arq Bras    Cardiol. 1994; 63: 155-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Mecanismos prov&#225;veis da isquemia mioc&#225;rdica silenciosa</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1994</year>
          </date>
          <fpage>155</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>63</volume>
          <person-group person-group-type="author">
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              <surname>Batlouni</surname>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>I Diretriz de avalia&#231;&#227;o perioperat&#243;ria</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>e139</fpage>
          <lpage>e178</lpage>
          <volume>88</volume>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Consideraciones sobre isquemia silenciosa en el perioperatorio de RTU de pr&#243;stata</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Consideraciones sobre isquemia silenciosa en el perioperatorio de RTU de pr&#243;stata</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Claudio Pinho; Bruno Caramelli</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina da Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica (PUC), Campinas, SP; Universidade de S&#227;o Paulo (USP), S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Isquemia, asistencia perioperatoria, prostatectom&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Comisi&#243;n de evaluaci&#243;n perioperatoria de la SBC</bold>
      </p>
      <p>El art&#237;culo intitulado "Evaluaci&#243;n perioperatoria mediante holter en pacientes mayores sometidos a prostatectom&#237;a", publicado en esta edici&#243;n de los Archivos Brasile&#241;os de Cardiolog&#237;a, tiene por tema la evaluaci&#243;n de la isquemia silenciosa y de los disturbios del ritmo card&#237;aco por la electrocardiograf&#237;a din&#225;mica el d&#237;a anterior al procedimiento. Los resultados se comparan con los hallazgos del m&#233;todo encontrados en el per&#237;odo en que los pacientes estaban en el centro quir&#250;rgico.</p>
      <p>Las consideraciones que debemos hacer para la mejor comprensi&#243;n de los resultados se refieren, inicialmente a la poblaci&#243;n del estudio: 30 pacientes mayores asintom&#225;ticos. Desde el punto de vista cardiovascular, el valor m&#237;nimo de riesgo para esta poblaci&#243;n, tomando en cuenta s&#243;lo la edad, es del 8%, de acuerdo con el NCEP-ATP III. Sin embargo, el riesgo aumenta para el 10% en los fumadores y sube para el 12% en 1/3 de esa poblaci&#243;n por la asociaci&#243;n con hipertensi&#243;n arterial controlada. Entonces, la mayor&#237;a de la poblaci&#243;n estudiada tiene un riesgo cardiovascular estimado de por lo menos un 8% a un 12%. Deber&#237;an haberse recolectado datos acerca del colesterol para poder tener una noci&#243;n real del riesgo cardiovascular de esa poblaci&#243;n. Tener esa noci&#243;n es fundamental, pues las alteraciones del segmento ST -T encontradas en el holter, que var&#237;an, seg&#250;n estudios de la bibliograf&#237;a, entre el 9% y el 39%<sup>1</sup>, est&#225;n mejor relacionadas con la presencia de isquemia silenciosa en las poblaciones portadoras de enfermedad ateroscler&#243;tica de las coronarias<sup>2-4</sup>. Por lo tanto, debemos tener en mente que no todas las alteraciones de la repolarizaci&#243;n encontradas deben estar relacionadas a la etiolog&#237;a primaria, pues &#233;sta no es una poblaci&#243;n con enfermedad arterial coronaria ya diagnosticada.</p>
      <p>El examen cl&#237;nico revel&#243; que los pacientes eran asintom&#225;ticos, sin quejas anginosas y sin quejas cardiovasculares (inferencias nuestras), adem&#225;s de tener ECG sin alteraciones isqu&#233;micas o secuelas de eventos coronarios y radiograf&#237;a de t&#243;rax que mostraba &#225;rea card&#237;aca normal. Esto lleva a deducir que esta poblaci&#243;n tendr&#237;a una buena reserva contr&#225;ctil del miocardio y, por lo tanto, un menor riesgo de complicaci&#243;n cardiovascular.</p>
      <p>Con relaci&#243;n al riesgo de evento el&#233;ctrico, el tr&#237;ptico presencia de isquemia mioc&#225;rdica, baja fracci&#243;n de eyecci&#243;n y arritmia ventricular debe ser analizado Ya se mencion&#243; la evidencia de buena reserva contr&#225;ctil; a pesar de la presencia de gatillos (ect&#243;picos ventriculares). Aun habiendo actividad repetitiva (TVNS) con mayor porcentaje de ocurrencia que en la bibliograf&#237;a, fue de peque&#241;a densidad en la cantidad de episodios. Rest&#243; solamente la alteraci&#243;n de la repolarizaci&#243;n como expresi&#243;n de isquemia silenciosa que tiene el an&#225;lisis comparativo limitado, ya que el segundo holter dur&#243;, en promedio, s&#243;lo seis horas. Otra limitaci&#243;n del estudio es el tiempo de seguimiento en el perioperatorio, pues las complicaciones cardiovasculares ocurren con m&#225;s frecuencia entre 24 y 72 horas despu&#233;s del procedimiento quir&#250;rgico, per&#237;odo que no fue monitoreado por los autores.</p>
      <p>La isquemia silenciosa todav&#237;a no est&#225; totalmente comprendida<sup>5</sup>, motivo por el cual estos editores ampl&#237;an el foco del debate y especulan si la presencia de isquemia silenciosa en un paciente con buena reserva contr&#225;ctil, cuyo sistema renina angiotensina fue parcialmente bloqueado por el uso de IECA, podr&#237;a estar haciendo "precondicionamiento isqu&#233;mico" y, as&#237;, estar mejor adaptado para enfrentar situaciones de estr&#233;s como el acto quir&#250;rgico.</p>
      <p>Finalmente, una palabra sobre las diretrices<sup>1,6</sup> que muestran no haber evidencias de que el holter deba ser usado para poblaciones en las que no existe enfermedad arterial coronaria previamente diagnosticada o en pacientes con enfermedad ateroscler&#243;tica de la aorta que ser&#225;n sometidos a cirug&#237;a vascular de gran porte<sup>4</sup>. Este estudio confirm&#243; que est&#225; correcta la orientaci&#243;n de las directrices en vigor.</p>
      <p>La b&#250;squeda por la disminuci&#243;n del riesgo de complicaci&#243;n cardiovascular en el perioperatorio debe continuar, pero tal vez el foco deba orientarse, preferentemente, a estratificar mejor el riesgo de coronariopat&#237;a ateroscler&#243;tica, a diagnosticar la presencia y la magnitud de la isquemia con herramientas m&#250;ltiples, y a perfeccionar la protecci&#243;n del paciente que ser&#225; sometido al procedimiento quir&#250;rgico, adem&#225;s de seguir al paciente en todo el postoperatorio y la recuperaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Considerations on perioperative silent ischemia in patients undergoing transurethral resection of the prostat</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Considerations on perioperative silent ischemia in patients undergoing transurethral resection of the prostate</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Claudio Pinho; Bruno Caramelli</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina da Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica (PUC), Campinas, SP; Universidade de S&#227;o Paulo (USP), S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Ischemia; perioperative care; prostatectomy.</p>
      <p>
        <bold>Perioperative assessment and evaluation commission of SBC</bold>
      </p>
      <p>The subject of the article entitled "Perioperative evaluation by Holter in elderly patients subjected to prostatectomy", published in this edition of the Archives of Brazilian Cardiology, is the assessment of silent ischemia and heart rhythm disturbances by dynamic electrocardiography on the day before the procedure. The results were compared with the findings of the method in the period in which the patients were in the surgical center environment<sup>1</sup>.</p>
      <p>For a better understanding of the results, an initial consideration is the study population, which was comprised of thirty asymptomatic elderly patients. From a cardiovascular point of view, the minimum value of the risk for this population, taking into account only the age, is 8% by NCEP-ATP III; the risk increases to 10% in smokers, and rises to 12% in 1/3 of the population by the association with controlled high blood pressure. Therefore, the majority of the population has an estimated cardiovascular risk of at least 8 to 12%. Data on cholesterol levels were collected to determine the real cardiovascular risk for that population. This information is essential, because the ST-T changes found in Holter recordings, which according to studies in the literature vary between 9 and 39%<sup>2</sup>, are more frequently associated with the presence of silent ischemia in patients with diagnosed coronary disease<sup>3-5</sup>. Therefore, we must bear in mind that not all changes found in repolarization are related to the primary cause, because this is not a population with diagnosed coronary artery disease.</p>
      <p>The clinical examination revealed that the patients were asymptomatic, with no anginal complaints and no heart complaints (our inference); they had no ECG changes or any sequelae of ischemic coronary events, and their chest X-ray showed a normal cardiac area. This led us to infer that this population had a good myocardial contractile reserve, and consequently a lower risk of cardiovascular complications.</p>
      <p>With regard to the risk of an electric event, the threefold presence of myocardial ischemia, low ejection fraction and ventricular arrhythmias should be taken into account. The evidence of good contractile reserve has already been mentioned, despite the presence of triggers (ectopic ventricular beats) and even repetitive activity (non-sustained ventricular tachicardia), which occurred in a higher percentage than that found in literature but had small density in number of episodes. The only remaining consideration is the change of repolarization as an expression of silent ischemia, whose comparative analysis was limited because the second Holter recording only lasted about 6 hours on average. Another limitation of the study was the perioperative follow up period, because the cardiovascular complications occur most often between 24 and 72 hours after surgery, and this period was not monitored by the authors.</p>
      <p>Silent ischemia is not yet fully understood<sup>6</sup>, and this led the authors to expand the focus of the debate and to speculate whether the presence of silent ischemia in a patient with good contractile reserve, with the renin angiotensin system partially blocked by the use of ACE inhibitors, could be doing "ischemic pre-conditioning" and thereby rendering the patient better adapted to situations of stress such as surgery.</p>
      <p>Finally, a word about the Guidelines<sup>1,7</sup>, which show no evidence that the Holter should be used in populations with no previously diagnosed coronary artery disease or in patients with atherosclerotic disease of the aorta who will be submitted to major vascular surgery<sup>4</sup>. This study confirmed the correctness of the current guidelines.</p>
      <p>The search for a reduction in the risk of cardiovascular complications in the perioperative period should continue, but perhaps the focus should be turned on the efforts to better stratify the risk of atherosclerotic coronary artery disease, to diagnose the presence and magnitude of ischemia, with multiple tools, to improve the protection of the patient who will be submitted to surgery, and to monitor the patient during the post-operative and recovery period.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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