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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>G&#234;nero, idade, n&#237;vel social e fatores de risco cardiovascular: considera&#231;&#245;es sobre a realidade brasileira</article-title>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>G&#234;nero, idade, n&#237;vel social e fatores de risco cardiovascular: considera&#231;&#245;es sobre a realidade brasileira</p>
    <p>
      <bold>Carlos Scherr<sup>I, II</sup>; Jorge Pinto Ribeiro<sup>III, IV</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, RJ </p>
    <p><sup>II</sup>Instituto do Cora&#231;&#227;o e do Diabetes, Rio de Janeiro, RJ </p>
    <p><sup>III</sup>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS </p>
    <p><sup>IV</sup>Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras chave: </bold>Fatores de Risco, Identidade de G&#234;nero, Idade, Fatores biol&#243;gicos, Classe Social, Brasil.</p>
    <p>Dados recentes mostram a diminui&#231;&#227;o da mortalidade por doen&#231;a ateroscler&#243;tica coron&#225;ria (DAC) nos Estados Unidos. Estima-se que, entre os anos de 1980 e 2000, quase 150.000 mortes foram evitadas (em torno de 44% do total) devido ao controle de fatores de risco (FR), como hipercolesterolemia, hipertens&#227;o arterial sist&#243;lica, tabagismo e sedentarismo<sup>1</sup>. Pelos dados do estudo AFIRMAR (estudo de avalia&#231;&#227;o dos fatores de risco associados com o infarto do mioc&#225;rdio no Brasil), tamb&#233;m se verifica que, no Brasil, a maioria dos FR para infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) s&#227;o pass&#237;veis de preven&#231;&#227;o<sup>2</sup>.  </p>
    <p>Tamb&#233;m foi comprovada a associa&#231;&#227;o entre a presen&#231;a de FR na adolesc&#234;ncia e at&#233; na meia idade, al&#233;m do surgimento, no futuro, de placas ateroscler&#243;ticas nas coron&#225;rias. Da mesma forma, o controle precoce dos FR parece afetar positivamente o aparecimento de DAC<sup>3</sup>. Portanto, diagnosticar e combater estes fatores s&#227;o da maior import&#226;ncia do ponto de vista de sa&#250;de p&#250;blica, pois t&#234;m como objetivo fazer frente &#224; mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares (DCV) no Brasil. Segundo os &#250;ltimos dados do Minist&#233;rio da Sa&#250;de, as DCV s&#227;o respons&#225;veis por grande parte da mortalidade dos brasileiros, correspondendo a 31% do total, sendo proporcionalmente maior nas mulheres em rela&#231;&#227;o aos homens. Se considerada a faixa et&#225;ria de 40 anos ou mais, este total corresponde quase &#224; soma das tr&#234;s causas seguintes (neoplasia, respirat&#243;ria e externa)<sup>4</sup>. Em rela&#231;&#227;o ao restante do mundo, estima-se que 2/3 das mortes por DCV ocorram em pa&#237;ses em desenvolvimento, como o Brasil, e correspondam ao dobro em rela&#231;&#227;o aos pa&#237;ses desenvolvidos<sup>5</sup>. Al&#233;m disso, foi demonstrado que a DAC tem alto custo: tanto para o governo quanto para o setor privado, o tratamento &#233; comparativamente mais caro que em pa&#237;ses desenvolvidos<sup>6</sup>. Neste artigo, discutimos achados de alguns estudos observacionais brasileiros que podem ter implica&#231;&#245;es em estrat&#233;gias preventivas.</p>
    <p>Existe uma grande influ&#234;ncia de fatores biol&#243;gicos e sociais no perfil de risco dos indiv&#237;duos, o que pode levar a uma maior incid&#234;ncia das DCV em alguns segmentos da sociedade<sup>3</sup>. Em estudo realizado com 343 escolares, constatamos a prov&#225;vel influ&#234;ncia do n&#237;vel social no perfil lip&#237;dico. Quando comparados os n&#237;veis m&#233;dios de colesterol dos escolares das institui&#231;&#245;es particulares de ensino (171mg/dl) aos seus similares p&#250;blicos/filantr&#243;picos (136mg/dl), esta diferen&#231;a foi estatisticamente significativa, o que ficou comprovado para ambos os sexos e tambem para a fra&#231;&#227;o de lipoprote&#237;na de baixa densidade (LDL)<sup>7</sup>. Estes resultados suscitaram a hip&#243;tese de que as crian&#231;as de n&#237;vel socioecon&#244;mico mais baixo "poderiam estar relativamente protegidas". Isso talvez se explique tamb&#233;m pelo fato de sua alimenta&#231;&#227;o ser mais dependente da merenda escolar (sob supervis&#227;o de nutricionistas), e possivelmente por desenvolverem mais atividade f&#237;sica em suas brincadeiras. Ademais, outro motivo que justifica tais resultados &#233; seu deslocamento ser efetuado a p&#233;, consistindo em atividade mais intensa e constante do que seus pares, que se locomovem habitualmente de carro ou utilizando transportes coletivos. </p>
    <p>Seguindo a linha da preven&#231;&#227;o prim&#225;ria, avaliamos a presenca de FR no sexo feminino<sup>8</sup>. Foram entrevistadas 419 mulheres, sendo 97 idosas de um asilo, 98 universit&#225;rias, 99 m&#233;dicas e 125 faxineiras que prestavam servicos em hospitais. A idade m&#233;dia foi de 43 anos, seria menor se exclu&#237;das as mulheres do grupo ap&#243;s menopausa. A press&#227;o arterial foi aferida e o colesterol dosado. Como esperado, as idosas tinham uma maior preval&#234;ncia de FR cardiovascular, tais como hipertens&#227;o arterial (HA), diabetes, obesidade e hipercolesterolemia (<xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>). Por&#233;m, foi nas trabalhadoras da limpeza que encontramos as maiores altera&#231;&#245;es, apesar da faixa et&#225;ria ter sido semelhante &#224; das m&#233;dicas e universit&#225;rias. Neste grupo, os n&#237;veis de colesterol acima de 200mg/dl e a presen&#231;a de HA foram semelhantes aos das idosas, mas o tabagismo, obesidade e sedentarismo foram mais prevalentes em rela&#231;&#227;o aos outros grupos. O diabetes, entretanto, somente prevaleceu em rela&#231;&#227;o &#224;s m&#233;dicas e universit&#225;rias. Neste caso, fomos levados a concluir que provavelmente o n&#237;vel socioecon&#244;mico influenciou negativamente na presen&#231;a de FR para as DCV. Pode-se at&#233; especular que, no caso das crian&#231;as que n&#227;o t&#234;m recursos pr&#243;prios, a situa&#231;&#227;o de pobreza as leva a um perfil de risco, mais apropriado &#224;s cardiopatias. Quando essas crian&#231;as crescem e come&#231;am a ter alguma possibilidade de decis&#227;o em rela&#231;&#227;o aos seus h&#225;bitos de vida, associada &#224; falta de informa&#231;&#227;o, perdem esta poss&#237;vel prote&#231;&#227;o inicial e passam a correr um risco mais elevado<sup>8</sup>. Este, ent&#227;o, seria outro segmento a necessitar de uma interven&#231;&#227;o precoce.</p>
    <table-wrap id="tab01">
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    <p>No caso de indiv&#237;duos que foram acometidos por DAC ainda em idade jovem, uma an&#225;lise retrospectiva de 236 pacientes entre 17 e 45 anos<sup>9</sup> (m&#233;dia de 38 anos) &#150; sendo 80% homens e 58% com hist&#243;ria pr&#233;via de IAM &#150;, constatou-se que 80% desse total apresentavam tr&#234;s ou mais FR e 58%, quatro ou mais. Excluindo-se fatores subjetivos como estresse, sedentarismo e obesidade, 88% dos pacientes tinham tr&#234;s ou mais fatores de risco. As altera&#231;&#245;es mais recorrentes foram tabagismo (75%), sedentarismo (65%) e hist&#243;ria familiar (60%). As associa&#231;&#245;es mais frequentes de FR foram as de fumo com diabetes e fumo com hipercolesterolemia<sup>10</sup>. Na situa&#231;&#227;o daqueles que apresentaram a DAC ainda jovens, &#233; prov&#225;vel que a avalia&#231;&#227;o tenha sido facilitada pela presen&#231;a de v&#225;rios destes fatores num mesmo indiv&#237;duo, permitindo uma preven&#231;&#227;o prim&#225;ria talvez mais eficaz. &#201; necess&#225;rio lembrar que este grupo costuma desenvolver a doen&#231;a com mais gravidade, devido &#224; evolu&#231;&#227;o r&#225;pida da aterosclerose e sua localiza&#231;&#227;o preferencial na art&#233;ria descendente anterior, ocorr&#234;ncia que atingiu 67% de 114 pacientes, internados com hist&#243;ria de S&#237;ndrome Isqu&#234;mica Aguda (SIA)<sup>10</sup>. </p>
    <p>No intuito de incluir pacientes de uma faixa et&#225;ria mais ampla e em maior n&#250;mero, avaliamos, em corte transversal, uma popula&#231;&#227;o de 2.337 pacientes coronarianos em tratamento ambulatorial, com idade variando de 26 a 89 anos, sendo 61% do sexo masculino<sup>11</sup>. Nesta amostra, encontrou-se uma preval&#234;ncia maior de FR no sexo feminino. O mesmo ocorreu ao avaliarmos os indiv&#237;duos com tr&#234;s ou mais fatores (<xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref>). Quando comparados os pacientes com idade de 55 anos ou menos com os de 65 ou mais, constatamos a presen&#231;a significativamente maior de hist&#243;ria familiar, ex-tabagismo, obesidade e tabagismo atual no primeiro grupo, onde tamb&#233;m foi encontrada uma concentra&#231;&#227;o maior de pacientes com tr&#234;s ou mais fatores, em compara&#231;&#227;o ao segundo grupo (<xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref>)<sup>12</sup>. </p>
    <table-wrap id="tab02">
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    <p>Quando analisados estes dados em conjunto, fica a impress&#227;o de que os adultos de menor poder econ&#244;mico apresentam maior risco cardiovascular pela maior preval&#234;ncia de FR, o que n&#227;o ocorre na inf&#226;ncia, podendo-se concluir que, neste caso, uma melhor informa&#231;&#227;o/educa&#231;&#227;o poderia influenciar e modificar este quadro. Com rela&#231;&#227;o ao sexo e &#224; idade, parece ser mais f&#225;cil a identifica&#231;&#227;o dos maiores candidatos a desenvolver aterosclerose, pelo maior ac&#250;mulo de FR nas mulheres e nos mais jovens. Cabe lembrar que estes s&#227;o os grupos que costumam ter pior evolu&#231;&#227;o quando apresentam DAC. </p>
    <p>Estudos mostram os beneficios do controle dos FR, como o estudo de Ciorlia e Godoy<sup>13</sup>, com segmento de ate 20 anos. Neste contexto, podemos concluir que existe uma grande possibilidade de modifica&#231;&#227;o na incid&#234;ncia e talvez na mortalidade por DAC, a partir de campanhas de esclarecimento e preven&#231;&#227;o, como as existentes para c&#226;ncer de mama, dengue e AIDS.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Carlos Scherr </p>
        <p> Avenida Visconde de Piraj&#225;, 595 Sl. 1204 &#150; Ipanema </p>
        <p> 22410-003 &#150; Rio de Janeiro, RJ, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="scherr@all.com.br">scherr@all.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 25/09/08; revisado recebido em 27/11/08; aceito em 06/01/09</p>
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          <article-title>Explaining the decrease in U.S. deaths from coronary disease, 1980-2000</article-title>
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        <article-title xml:lang="en">Gender, age, social level and cardiovascular risk factors: considerations on the Brazilian reality</article-title>
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      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Gender, age, social level and cardiovascular risk factors: considerations on the Brazilian reality</p>
      <p>
        <bold>Carlos Scherr<sup>I, II</sup>; Jorge Pinto Ribeiro<sup>III, IV</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, RJ</p>
      <p><sup>II</sup>Instituto do Cora&#231;&#227;o e do Diabetes, Rio de Janeiro, RJ</p>
      <p><sup>III</sup>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS</p>
      <p><sup>IV</sup>Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil </p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Risk Factors; Gender Identify; Age; Biological Factors; Social Class; Brazil.</p>
      <p>Recent data show a decrease in U.S. deaths from coronary artery disease (CAD). Almost 150,000 deaths (approximately 44% of the total) between 1980 and 2000 are estimated to have been prevented thanks to the control of risk factors (RF) such as hypercholesterolemia, systolic hypertension, smoking and sedentary lifestyle<sup>1</sup>. Based on data from the AFIRMAR study, we can also verify that most of the RF for AMI in Brazil are preventable<sup>2</sup>. </p>
      <p> The association between the presence of RF from adolescence through middle age and the presence of coronary atherosclerotic plaques later in life has also been demonstrated. Likewise, the early control of RF also seems to positively affect further development of CAD<sup>3</sup>. Therefore, diagnosing and combating these factors is of the utmost importance from a public health standpoint, in order to tackle deaths from cardiovascular diseases (CVD) in Brazil. According to the most recent data from the Ministry of Health, CVD account for a large proportion of deaths in Brazil, corresponding to 31% of the total, and are proportionally higher among women in relation to men. If only the age range from 40 years and older is considered, this proportion corresponds to almost the sum of the three subsequent causes (neoplasia, respiratory and external causes)<sup>4</sup>. In relation to the world situation, 2/3 of the CVD deaths are estimated to occur in developing countries such as Brazil, corresponding to double the amount found in developed countries<sup>5</sup>. Additionally, CAD have been demonstrated to have a high cost both for the public and the private sectors, and comparatively higher than in developed countries<sup>6</sup>. In this manuscript, we discuss the findings from some Brazilian observational studies that can have implications on preventive strategies. </p>
      <p>There is a great influence of biological and social factors on the risk profile of individuals, and this can lead to a higher incidence of CVD in some segments of the society<sup>3</sup>. In a study of 343 school children, we verified a probable influence of the social class on lipid profile. Statistically significant differences were found for mean cholesterol levels of school children from private schools (171 mg/dL) in comparison to those of school children from public/philanthropic schools (136mg/dL) for both genders, and also for LDL<sup>7</sup>. Based on these results, it was hypothesized that children from a lower socioeconomic class "could be relatively protected by this fact", perhaps because the food available to them is more dependent on the school lunch, which is supervised by nutritionists, and possibly because they practice more physical activities while playing. They also probably walk more, which results in more intense and constant activity in comparison to their peers, who most frequently use cars or public transportation. </p>
      <p>Following the line of primary prevention, we assessed the presence of RF in the female gender<sup>8</sup>. For this purpose, 419 women were interviewed. Of these, 97 were elderly women from a nursing home, 98 were university students, 99 were physicians, and 125 were cleaners working in hospitals. The mean age was 43 years, higher than when the group of postmenopausal women was excluded. Blood pressure was taken and cholesterol was determined. As expected, the older women had a higher prevalence of cardiovascular RF such as hypertension, diabetes, obesity, and hypercholesterolemia (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>). However, it was among the cleaners that we found the most significant alterations, although their age range was similar to that of the physicians and university students. In this group, cholesterol levels higher than 200 mg/dL and the presence of hypertension were similar to those found in the elderly; however, smoking, obesity and sedentary lifestyle were more prevalent in relation to the other groups, and diabetes only in relation to the group of physicians and university students. Thus, we came to the conclusion that the socioeconomic level probably had a negative influence on the presence of RF for CVD. In the case of underprivileged children, we can speculate that the poverty condition leads them to a better risk profile for heart diseases. When they grow up, however, they have some possibility to make decisions in relation to their life habits. This fact, associated with lack of information, makes them lose that initial protection and start to face a higher risk<sup>8</sup>. This is, therefore, another group that requires early intervention.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
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      <p>In the case of individuals who developed CAD at an early age, a retrospective analysis of 236 patients 17 to 45 years of age<sup>9</sup> (mean of 38 years), of whom 80% were men and 58% had a history of acute myocardial infarction, showed that 80% had three or more RF and 58%, four or more. When subjective factors such as stress, sedentary lifestyle and obesity were excluded, 88% had three or more RF. The most prevalent alterations were smoking (75%), sedentary lifestyle (65%), and positive family history (60%). The most frequent RF associations were observed between smoking and diabetes, and between smoking and hypercholesterolemia<sup>10</sup>. Among those who develop CAD at an early age, it seems that the assessment is easier because of the presence of several RF in the same patient, which permits a possibly more efficient primary prevention. We should remember that CAD in this group is usually more severe due to the rapid progression of atherosclerosis and its preferential localization in the anterior descending artery in 67% of 114 patients hospitalized with history of ACS<sup>10</sup>. </p>
      <p>With the purpose of including a greater number of patients from a wider age range, we conducted a cross-sectional evaluation of a population of 2337 coronary patients treated on an outpatient basis, with ages ranging from 26 to 89 years, of whom 61% were men<sup>11</sup>. In this sample, we found a higher prevalence of RF among women. Likewise, the prevalence of individuals with three or more RF was also higher among women (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2)</xref>. When individuals aged 55 years or younger were compared to those aged 65 years or older, we verified a significantly higher frequency of family history, former smoking, obesity, current smoking, and presence of three or more risk factors in the first group (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>)<sup>12</sup>.</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
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      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0e54-00022-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>When these data are analyzed together, it seems that adults with lower economic power have a higher cardiovascular risk due to the higher prevalence of RF, which does not occur during childhood. We can conclude that, in this case, better information/education could influence and modify this situation. In relation to gender and age, it seems easier to identify those who are more likely to develop atherosclerosis by considering the greater accumulation of RF among women and younger individuals. We should remember that these are the groups with the worst outcome when presenting CAD. </p>
      <p>Studies have demonstrated the benefits of RF control, as is the case of Ciorlia and Godoy's study<sup>13</sup> with follow-up of up to 20 years. In this context, we can conclude that there is a high possibility of changing the incidence of, and perhaps mortality from, CAD using awareness and prevention campaigns, such as those for breast cancer, dengue and AIDS.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">G&#233;nero, edad, nivel social y factores de riesgo cardiovascular: consideraciones sobre la realidad brasile&#241;a</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body3"/>G&#233;nero, edad, nivel social y factores de riesgo cardiovascular: consideraciones sobre la realidad brasile&#241;a</p>
      <p>
        <bold>Carlos Scherr<sup>I, II</sup>; Jorge Pinto Ribeiro<sup>III, IV</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Instituto do Cora&#231;&#227;o e do Diabetes, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p><sup>III</sup>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p><sup>IV</sup>Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Factores de riesgo, identidad de g&#233;nero, edad, factores biol&#243;gicos, clase social, Brasil.</p>
      <p>Datos recientes muestran una disminuci&#243;n de la mortalidad por enfermedad ateroscler&#243;tica coronaria (EAC) en los Estados Unidos. Se estima que, entre los a&#241;os 1980 y 2000, se evitaron casi 150.000 muertes (alrededor del 44% del total) gracias al control de factores de riesgo (FR), como hipercolesterolemia, hipertensi&#243;n arterial sist&#243;lica, tabaquismo y sedentarismo<sup>1</sup>. De acuerdo con los datos del estudio AFIRMAR (estudio de evaluaci&#243;n de los factores de riesgo asociados al infarto de miocardio en Brasil), tambi&#233;n se verifica que, en Brasil, la mayor&#237;a de los FR para infarto agudo de miocardio (IAM) son pasibles de prevenci&#243;n<sup>2</sup>.  </p>
      <p>Tambi&#233;n se comprob&#243; la asociaci&#243;n entre la presencia de FR en la adolescencia y hasta la media edad, adem&#225;s del surgimiento, en el futuro, de placas ateroscler&#243;ticas en las coronarias. De igual forma, el control precoz de los FR parece afectar positivamente el aparecimiento de EAC<sup>3</sup>. Por lo tanto, diagnosticar y combatir estos factores es de la mayor importancia desde el punto de vista de salud p&#250;blica, pues tienen como objetivo hacer frente a la mortalidad por enfermedades cardiovasculares (ECV) en Brasil. De acuerdo con los &#250;ltimos datos del Ministerio de Salud, las ECV son responsables por gran parte de la mortalidad de los brasile&#241;os, correspondiendo al 31% del total, siendo proporcionalmente mayor en las mujeres con relaci&#243;n a los hombres. Si se considera el intervalo de edades de 40 a&#241;os o m&#225;s, este total corresponde casi a la suma de las tres causas siguientes: neoplasia, respiratoria y externa<sup>4</sup>. Con relaci&#243;n al resto del mundo, se estima que 2/3 de las muertes por ECV ocurran en pa&#237;ses en desarrollo, como Brasil, y correspondan al doble con relaci&#243;n a los pa&#237;ses desarrollados<sup>5</sup>. Adem&#225;s de ello, se demostr&#243; que la EAC tiene un alto costo: tanto para el gobierno como para el sector privado, el tratamiento es comparativamente m&#225;s caro que en pa&#237;ses desarrollados<sup>6</sup>. En este art&#237;culo, discutimos hallazgos de algunos estudios observacionales brasile&#241;os que pueden tener implicaciones en estrategias preventivas.</p>
      <p>Hay una gran influencia de factores biol&#243;gicos y sociales en el perfil de riesgo de los individuos, lo que puede conducir a una mayor incidencia de las ECV en algunos segmentos de la sociedad<sup>3</sup>. En un estudio realizado con 343 escolares, constatamos la probable influencia del nivel social en el perfil lip&#237;dico. Cuando se comparan los niveles promedio de colesterol de los escolares de las instituciones particulares de ense&#241;anza (171mg/dl) con sus similares p&#250;blicos/filantr&#243;picos (136mg/dl), esta diferencia fue estad&#237;sticamente significativa, lo que qued&#243; comprobado para ambos sexos y tambi&#233;n para la fracci&#243;n de lipoprote&#237;na de baja densidad (LDL)<sup>7</sup>. Estos resultados levantaron la hip&#243;tesis de que los ni&#241;os de nivel socioecon&#243;mico inferior "podr&#237;an estar relativamente protegidas". Ello tal vez se explique tambi&#233;n por el hecho de su alimentaci&#243;n ser m&#225;s dependiente de la merienda escolar (bajo supervisi&#243;n de nutricionistas), y posiblemente por desarrollar m&#225;s actividad f&#237;sica en sus juegos. Adem&#225;s, otro motivo que justifica tales resultados es que su desplazamiento se realiza a pie, consistiendo en actividad m&#225;s intensa y constante que sus pares, que se desplazan habitualmente en auto o utilizando transportes colectivos.</p>
      <p>Siguiendo la l&#237;nea de la prevenci&#243;n primaria, evaluamos la presencia de FR en el sexo femenino<sup>8</sup>. Se entrevistaron 419 mujeres, siendo 97 ancianas de un asilo, 98 universitarias, 99 m&#233;dicas y 125 empleadas dom&#233;sticas que prestaban servicios en hospitales. La edad promedio de 43 a&#241;os, ser&#237;a menor si se excluyeran las mujeres del grupo post menopausia. Se midi&#243; la presi&#243;n arterial y se determin&#243; el colesterol. Como se esperaba, las ancianas ten&#237;an una mayor prevalencia de FR cardiovascular, tales como hipertensi&#243;n arterial (HA), diabetes, obesidad y hipercolesterolemia (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Tabla 1</xref>). Sin embargo, fue en las empleadas dom&#233;sticas que encontramos las mayores alteraciones, a pesar del intervalo de edades haber sido semejante al de las m&#233;dicas y universitarias. En este grupo, los niveles de colesterol superiores a 200mg/dl y la presencia de HA fueron semejantes a los de las ancianas, pero el tabaquismo, obesidad y sedentarismo prevalecieron m&#225;s con relaci&#243;n a los otros grupos. La diabetes, con todo, s&#243;lo prevaleci&#243; con relaci&#243;n a las m&#233;dicas y universitarias. En este caso, fuimos llevados a concluir que probablemente el nivel socioecon&#243;mico influy&#243; negativamente en la presencia de FR para las ECV. Se puede incluso especular que, en el caso de los ni&#241;os que no tienen recursos propios, la situaci&#243;n de pobreza la lleva a un perfil de riesgo m&#225;s apropiado a las cardiopat&#237;as. Cuando estos ni&#241;os crecen y empiezan a tener alguna posibilidad de decisi&#243;n con relaci&#243;n a sus h&#225;bitos de vida, asociada a la falta de informaci&#243;n, pierden esta posible protecci&#243;n inicial y pasar a correr un riesgo m&#225;s elevado<sup>8</sup>. &#201;ste entonces, ser&#237;a otro segmento a precisar una intervenci&#243;n precoz.</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0e54-00022-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En el caso de individuos que fueron afectados por EAC ya en edad joven, un an&#225;lisis retrospectivo de 236 pacientes entre 17 y 45 a&#241;os<sup>9</sup> (promedio de 38 a&#241;os) - siendo el 80% hombres y el 58% con historia previa de IAM -, constat&#243; que el 80% de este total presentaban tres o m&#225;s FR y el 58% cuatro o m&#225;s. Excluyendo factores subjetivos como estr&#233;s, sedentarismo y obesidad, el 88% de los pacientes ten&#237;an tres o m&#225;s factores de riesgo. Las alteraciones m&#225;s recurrentes fueron tabaquismo (75%), sedentarismo (65%) e historia familiar (60%). Las asociaciones m&#225;s frecuentes de FR fueron las de tabaquismo con diabetes y tabaquismo con hipercolesterolemia<sup>10</sup>. En el caso de aquellos que presentaron la EAC todav&#237;a j&#243;venes, es probable que la evaluaci&#243;n haya sido facilitada por la presencia de varios de estos factores en un mismo individuo, permitiendo una prevenci&#243;n primaria tal vez m&#225;s eficaz. Hay que recordar que este grupo suele desarrollar la enfermedad con m&#225;s gravedad, debido a la evoluci&#243;n r&#225;pida de la aterosclerosis y su ubicaci&#243;n preferencial en la arteria descendente anterior, ocurrencia que afect&#243; al 67% de 114 pacientes, internados con historia de S&#237;ndrome Isqu&#233;mico Aguda (SIA)<sup>10</sup>. </p>
      <p>Con el objetivo de incluir pacientes de un intervalo de edades m&#225;s amplio y en mayor n&#250;mero, evaluamos, en corte transversal, una poblaci&#243;n de 2.337 pacientes coronarios en tratamiento ambulatorio, con edad variando de 26 a 89 a&#241;os, siendo el 61% del sexo masculino<sup>11</sup>. En esta muestra, se encontr&#243; una prevalencia mayor de FR en el sexo femenino. Lo mismo sucedi&#243; al evaluar los individuos con tres o m&#225;s factores (<xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Tabla 2</xref>). Cuando se comparan los pacientes con edad de 55 a&#241;os o menos con los de 65 o m&#225;s, constatamos la presencia significativamente mayor de historia familiar, ex-tabaquismo, obesidad y tabaquismo actual en el primer grupo, en el que tambi&#233;n se encontr&#243; una concentraci&#243;n mayor de pacientes con tres o m&#225;s factores, en comparaci&#243;n con el segundo grupo (<xref ref-type="table" rid="tab03-body3">Tabla 3</xref>)<sup>12</sup>. </p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
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      <table-wrap id="tab03-body3">
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      <p>Cuando se analizan estos datos en conjunto, da la impresi&#243;n de que los adultos de menor poder econ&#243;mico presentan mayor riesgo cardiovascular por la mayor prevalencia de FR, lo que no ocurre en la infancia, pudi&#233;ndose concluir que, en este caso, una mejor informaci&#243;n) educaci&#243;n podr&#237;a influir y modificar este cuadro. Con relaci&#243;n al sexo y a la edad, parecer ser m&#225;s f&#225;cil la identificaci&#243;n de los mayores candidatos a desarrollar aterosclerosis, por la mayor acumulaci&#243;n de FR en las mujeres y en los m&#225;s j&#243;venes. Cabe recordad que &#233;stos son los grupos que suelen tener peor evoluci&#243;n cuando presentan EAC. </p>
      <p>Estudios muestran los beneficios del control de los FR, como el estudio de de Ciorlia y Godoy<sup>13</sup>, con segmento de hasta 20 a&#241;os. En este contexto, podemos concluir que existe una gran posibilidad de modificaci&#243;n en la incidencia y tal vez en la mortalidad por EAC, a partir de las campa&#241;as de aclaraci&#243;n y prevenci&#243;n, como las existentes para el c&#225;ncer de mama, dengue y SIDA.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses </bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n </bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica </bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
