<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000900020</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300320</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000900020</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Relato de Caso</subject>
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        <article-title>Grande f&#237;stula bilateral da art&#233;ria coron&#225;ria: a escolha do tratamento cl&#237;nico</article-title>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>Relatamos o caso de um paciente do sexo feminino, assintom&#225;tica, com grande f&#237;stula bilateral da art&#233;ria coron&#225;ria-art&#233;ria pulmonar. O monitoramento cl&#237;nico foi a op&#231;&#227;o escolhida para tratamento. Discutimos os pormenores das op&#231;&#245;es terap&#234;uticas, enfatizando a tend&#234;ncia excessiva de utilizar a abordagem cir&#250;rgica e a grande escassez de acompanhamentos cl&#237;nicos de longo prazo em pacientes assintom&#225;ticos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Doen&#231;a das coron&#225;rias</kwd>
        <kwd>F&#237;stula coron&#225;ria</kwd>
        <kwd>Anomalias coron&#225;rias</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>Grande f&#237;stula bilateral da art&#233;ria coron&#225;ria: a escolha do tratamento cl&#237;nico</p>
    <p>
      <bold>Luciana Oliveira Cascaes Dourado; A&#233;cio Fl&#225;vio Teixeira de G&#243;is; Whady Hueb; Luiz Ant&#244;nio Machado C&#233;sar</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da FMUSP, S&#227;o Paulo, SP, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Relatamos o caso de um paciente do sexo feminino, assintom&#225;tica, com grande f&#237;stula bilateral da art&#233;ria coron&#225;ria-art&#233;ria pulmonar. O monitoramento cl&#237;nico foi a op&#231;&#227;o escolhida para tratamento. Discutimos os pormenores das op&#231;&#245;es terap&#234;uticas, enfatizando a tend&#234;ncia excessiva de utilizar a abordagem cir&#250;rgica e a grande escassez de acompanhamentos cl&#237;nicos de longo prazo em pacientes assintom&#225;ticos. </p>
    <p><bold>Palavras chave: </bold>Doen&#231;a das coron&#225;rias; F&#237;stula coron&#225;ria; Anomalias coron&#225;rias.</p>
    <p>
      <bold>Relato de Caso</bold>
    </p>
    <p>A paciente era uma mulher de 49 anos, ex-fumante, assintom&#225;tica, com sopros card&#237;acos identificados ap&#243;s um exame de rotina. A paciente estava em boas condi&#231;&#245;es para ser submetida a exames diagn&#243;sticos e n&#227;o relatou nenhuma doen&#231;a significante no passado. Tinha uma vida ativa, participando regularmente em atividades esportivas n&#227;o-competitivas. Tamb&#233;m relatou duas gesta&#231;&#245;es bem sucedidas, sem qualquer complica&#231;&#227;o. </p>
    <p>A paciente foi submetida ao exame f&#237;sico e mostrou estar em boa sa&#250;de, exceto pela presen&#231;a de sopros card&#237;acos suaves (inocentes) melhor aud&#237;veis na borda esternal superior esquerda. Os sopros adquiriam maior intensidade durante a s&#237;stole, com diminui&#231;&#227;o significante na di&#225;stole. N&#227;o havia desdobramento da segunda bulha card&#237;aca. O eletrocardiograma de superf&#237;cie e a telerradiografia do t&#243;rax foram normais. </p>
    <p>O ecocardiograma transtor&#225;cico (ETT) mostrou fun&#231;&#227;o global normal, com as dimens&#245;es card&#237;acas e press&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria pulmonar dentro dos padr&#245;es de normalidade. O ETT tamb&#233;m mostrou dilata&#231;&#227;o da art&#233;ria coron&#225;ria direita (ACD) e esquerda (ACE). A ACE apresentava trajeto tortuoso com fluxo turbulento, desembocando na art&#233;ria pulmonar (AP). A angiotomografia coron&#225;ria revelou ramo arterial an&#244;malo com dilata&#231;&#227;o e significante tortuosidade localizado anteriormente &#224; art&#233;ria pulmonar com origem na aorta, pr&#243;ximo &#224; emerg&#234;ncia da ACD, comunicando-se com a art&#233;ria descendente anterior (ADA). Dessa art&#233;ria, emergia um vaso tortuoso que se comunicava com a AP (<xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>). A cineangiocoronariografia percut&#226;nea confirmou os achados anteriores. O exame de imagem por perfus&#227;o mioc&#225;rdica foi normal.</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0e48-00020-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As f&#237;stulas coron&#225;rias s&#227;o caracterizadas por comunica&#231;&#245;es an&#244;malas entre um ou mais ramos das art&#233;rias coron&#225;rias, seio coron&#225;rio das c&#226;maras card&#237;acas, veia cava superior e a art&#233;ria pulmonar.</p>
    <p>As anomalias coron&#225;rias s&#227;o ocasionais e geralmente s&#227;o achados incidentais durante a cineangiocoronariografia, com uma incid&#234;ncia estimada de 0,6 a 1,5% de pacientes submetidos ao exame<sup>1-3</sup>. A maior parte das f&#237;stulas coron&#225;rias s&#227;o cong&#234;nitas, com causas provavelmente adquiridas<sup>4</sup>. Elas representam um amplo espectro de varia&#231;&#245;es de tamanhos e anat&#244;micas e cada uma apresenta implica&#231;&#245;es cl&#237;nicas diferentes. Mais frequentemente, elas se originam na ACD (55%)<sup>5</sup>.</p>
    <p>Pelo menos metade dos casos s&#227;o sintom&#225;ticos, causando sintomas inespec&#237;ficos<sup>2,4</sup>. Em pacientes com f&#237;stulas grandes e sintom&#225;ticas, as poss&#237;veis complica&#231;&#245;es de longo prazo incluem hipertens&#227;o pulmonar e insufici&#234;ncia card&#237;aca em casos de shunt significante; endocardite infecciosa, trombose ou ruptura da f&#237;stula; ou isquemia mioc&#225;rdica secund&#225;ria ao roubo de fluxo mioc&#225;rdico<sup>1,4</sup>. Entretanto, estudos de pacientes assintom&#225;ticos livres de interven&#231;&#227;o s&#227;o escassos.</p>
    <p>Um consenso referente ao tratamento ideal da fistula n&#227;o existe, especialmente quando tratamos fistulas moderadas e assintom&#225;ticas<sup>4</sup>. Essa falta de consenso &#233; devida &#224; escassez de acompanhamento cl&#237;nico desses pacientes. Os poucos estudos de tratamento conservador com monitoriza&#231;&#227;o regular dos pacientes mostra, bom progresso a longo prazo<sup>5</sup>.</p>
    <p>A maioria dos autores<sup>6-9</sup> recomenda cirurgia, temendo um poss&#237;vel risco de eventos adversos. Outros<sup>4,5,10</sup>, entretanto, descrevem tratamento conservador bem sucedido em pacientes selecionados. Eles recomendam o acompanhamento cl&#237;nico regular, com interven&#231;&#227;o em caso de aparecimento de sintomas ou ocorra aumento do shunt. </p>
    <p>Portanto, sugerimos o acompanhamento cl&#237;nico para pacientes assintom&#225;ticos e/ou aqueles sem complica&#231;&#245;es &#150; disfun&#231;&#227;o ventricular, isquemia, hipertens&#227;o pulmonar &#150; como neste relato de caso. Em pacientes sintom&#225;ticos ou com complica&#231;&#245;es, entretanto, as interven&#231;&#245;es percut&#226;neas ou cir&#250;rgicas s&#227;o indicadas e essas interven&#231;&#245;es s&#227;o tamb&#233;m melhor relatadas na literatura nessas situa&#231;&#245;es<sup>4</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Whady Hueb </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as Carvalho de Aguiar, 44 AB 114 </p>
        <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo, SP, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="whady.hueb@incor.usp.br">whady.hueb@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 05/10/08; revisado recebido em 27/11/08; aceito em 24/03/09.</p>
  </body>
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          <article-title>Multiple bilateral coronary arterial to pulmonary artery fistulae in an asymptomatic patient</article-title>
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          <article-title>Congenital coronary artery fistula: report of five patients, diagnostic problems and principles of management</article-title>
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          <article-title>Management of coronary artery fistulae: patient selection and results of transcatheter closure</article-title>
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          <article-title>Coronary artery fistulas: long-term results of surgical correction</article-title>
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  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Gran f&#237;stula bilateral de la arteria coronaria: la selecci&#243;n del tratamiento cl&#237;nico</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Relatamos el caso de un paciente del sexo femenino, asintom&#225;tica, con gran f&#237;stula bilateral de la arteria coronaria-arteria pulmonar. El monitoreo cl&#237;nico fue la opci&#243;n elegida para el tratamiento. Discutimos los pormenores de las opciones terap&#233;uticas, enfatizando la tendencia excesiva de utilizar el abordaje quir&#250;rgico y la gran escasez de seguimientos cl&#237;nicos de largo plazo en pacientes asintom&#225;ticos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Enfermedad de las coronarias</kwd>
        <kwd>f&#237;stula coronaria</kwd>
        <kwd>anomal&#237;as coronarias</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>INFORME DE CASO</bold>
      </p>
      <fig id="tx-body2"/>
      <p>Gran f&#237;stula bilateral de la arteria coronaria: la selecci&#243;n del tratamiento cl&#237;nico</p>
      <p>
        <bold>Luciana Oliveira Cascaes Dourado; A&#233;cio Fl&#225;vio Teixeira de G&#243;is; Whady Hueb; Luiz Ant&#244;nio Machado C&#233;sar</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da FMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Relatamos el caso de un paciente del sexo femenino, asintom&#225;tica, con gran f&#237;stula bilateral de la arteria coronaria-arteria pulmonar. El monitoreo cl&#237;nico fue la opci&#243;n elegida para el tratamiento. Discutimos los pormenores de las opciones terap&#233;uticas, enfatizando la tendencia excesiva de utilizar el abordaje quir&#250;rgico y la gran escasez de seguimientos cl&#237;nicos de largo plazo en pacientes asintom&#225;ticos.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Enfermedad de las coronarias; f&#237;stula coronaria; anomal&#237;as coronarias.</p>
      <p>
        <bold>Caso cl&#237;nico</bold>
      </p>
      <p>La paciente era una mujer de 49 a&#241;os, ex fumadora, asintom&#225;tica, con soplos card&#237;acos identificados despu&#233;s de un examen de rutina. La paciente estaba en bunas condiciones para ser sometida a ex&#225;menes diagn&#243;sticos y no relat&#243; ninguna enfermedad significativa en el pasado. Llevaba una vida activa, participando regularmente en actividades deportivas no competitivas. Tambi&#233;n relat&#243; dos gestaciones exitosas, sin ninguna complicaci&#243;n.</p>
      <p>La paciente fue sometida al examen f&#237;sico y mostr&#243; estar en buena salud, excepto por la presencia de soplos card&#237;acos suaves (inocentes) audibles con mayor facilidad en el borde esternal superior izquierdo. Los soplos adquirieron mayor intensidad durante la s&#237;stole, con disminuci&#243;n significativa en la di&#225;stole. No hab&#237;a desdoblamiento del segundo ruido card&#237;aco. El electrocardiograma de superficie y la telerradiografia de t&#243;rax eran normales. </p>
      <p>El ecocardiograma transtor&#225;cico (ETT) mostr&#243; funci&#243;n global normal, con las dimensiones card&#237;acas y presi&#243;n sist&#243;lica de la arteria pulmonar dentro de los niveles normales. El ETT tambi&#233;n mostr&#243; dilataci&#243;n de la arteria coronaria derecha (ACD) e izquierda (ACI). La ACI presentaba trayecto tortuoso con flujo turbulento, desembocando en la arteria pulmonar (AP). La angiotomograf&#237;a coronaria revel&#243; rama arterial an&#243;mala con dilataci&#243;n y tortuosidad significativa situada anteriormente a la arteria pulmonar, con origen en la aorta, pr&#243;ximo a la emergencia de la ACD, comunic&#225;ndose con la arteria descendente anterior (ADA). De esa arteria emerg&#237;a un vaso tortuoso que se comunicaba con la AP (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figura 1</xref>). La cineangiocoronariograf&#237;a percut&#225;nea confirm&#243; los hallazgos anteriores. El examen de imagen por perfusi&#243;n mioc&#225;rdica fue normal.</p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0e48-00020-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las f&#237;stulas coronarias se caracterizan por comunicaciones an&#243;malas entre una o m&#225;s ramas de las arterias coronarias, seno coronario de las c&#225;maras card&#237;acas, vena cava superior y la arteria pulmonar</p>
      <p>Las anomal&#237;as coronarias son ocasionales y generalmente son hallazgos incidentales durante la cineangiocoronariograf&#237;a, con una incidencia estimada del 0,6 al 1,5% de pacientes sometidos a este examen<sup>1-3</sup>. La mayor parte de las f&#237;stulas coronarias son cong&#233;nitas, con causas probablemente adquiridas<sup>4</sup>. &#201;stas presentan un amplio espectro de variaciones de tama&#241;os y anat&#243;micas, y cada una presenta implicaciones cl&#237;nicas diferentes. &#201;stas se originan con mayor frecuencia en la ACD (55%)<sup>5</sup>.</p>
      <p>Por lo menos la mitad de los casos son sintom&#225;ticos, causando s&#237;ntomas no espec&#237;ficos<sup>2,4</sup>. En pacientes con f&#237;stulas grandes y sintom&#225;ticas, las posibles complicaciones de largo plazo incluyen hipertensi&#243;n pulmonar e insuficiencia card&#237;aca en casos shunt significativo; endocarditis infecciosa, trombosis o ruptura de la f&#237;stula; o isquemia mioc&#225;rdica secundaria a la sustracci&#243;n de flujo mioc&#225;rdico<sup>1,4</sup>. No obstante, estudios de pacientes asintom&#225;ticos libres de intervenci&#243;n son escasos.</p>
      <p>No existe un consenso con relaci&#243;n al tratamiento ideal de la f&#237;stula, especialmente cuando tratamos f&#237;stulas moderadas y asintom&#225;ticas<sup>4</sup>. Esta falta de consenso se debe a la escasez de seguimiento de cl&#237;nico de estos pacientes. Los pocos estudios de tratamiento conservador con monitoreo regular de los pacientes muestra, un buen progreso a largo plazo<sup>5</sup>.</p>
      <p>La mayor&#237;a de los autores<sup>6-9</sup> recomienda cirug&#237;a, temiendo un posible riesgo de eventos adversos. Otros<sup>4,5,10</sup>, sin embargo, describen tratamiento conservador exitoso en pacientes seleccionados. &#201;stos recomiendan el seguimiento cl&#237;nico regular, con intervenci&#243;n en caso de aparici&#243;n de s&#237;ntomas o en caso de que haya aumento del shunt. </p>
      <p>Por lo tanto, sugerimos el seguimiento cl&#237;nico para pacientes asintom&#225;ticos y/o aquellos sin complicaciones - disfunci&#243;n ventricular, isquemia, disfunci&#243;n ventricular - como en este informe de caso cl&#237;nico. En pacientes sintom&#225;ticos o con complicaciones, con todo, se indican las intervenciones percut&#225;neas o quir&#250;rgicas, y estas intervenciones tambi&#233;n est&#225;n mejor relatadas en la bibliograf&#237;a en esas situaciones<sup>4</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses </bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n </bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica </bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
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          <subject>Case Report</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Large bilateral coronary artery fistula: the choice of clinical treatment</article-title>
      </title-group>
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        <kwd>Coronary Disease</kwd>
        <kwd>Coronary Fistula</kwd>
        <kwd>Coronary Abnormalities</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body3"/>Large bilateral coronary artery fistula: the choice of clinical treatment</p>
      <p>
        <bold>Luciana Oliveira Cascaes Dourado; A&#233;cio Fl&#225;vio Teixeira de G&#243;is; Whady Hueb; Luiz Ant&#244;nio Machado C&#233;sar</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da FMUSP, S&#227;o Paulo, SP, Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p>We report the case of an asymptomatic female patient, with a large non-complicated bilateral coronary-pulmonary artery fistula. Clinical monitoring was the choice of treatment. We discuss the therapeutic options in depth, emphasizing the excessive tendency of the surgical approach and the great scarcity of reports on long-term clinical follow-up in asymptomatic patients.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Coronary Disease; Coronary Fistula; Coronary Abnormalities.</p>
      <p>
        <bold>Case Report </bold>
      </p>
      <p>The patient was a 49-year-old woman, ex-smoker, asymptomatic, with heart murmurs identified after a routine check-up. The patient was in good condition to undergo diagnostic examinations and did not report any significant past diseases. She reported leading an active life, regularly participating in sports. She also reported 2 successful pregnancies without any adverse events.</p>
      <p>The patient underwent a physical examination and was found to be in good health, except for the presence of continued slight (innocent) heart murmurs with greater stress on the upper left sternal edge. The murmurs showed greater intensity during systole with a significant decrease in diastole. A breakdown of the second heart sound did not occur. The surface electrocardiogram and chest teleradiography were normal. </p>
      <p>The transthoracic echocardiography (TTE) revealed normal global function, with the cardiac dimensions and systolic pressure of the pulmonary artery within normal standards. The TTE also revealed dilatation of the right coronary artery (RCA) and the left coronary artery (LCA). The LCA had a tortuous path with turbulent flow, leading into the pulmonary artery (PA). The coronary angiotomography showed that the anomalous artery branch with dilatation and significant tortuosity was located before the pulmonary artery, with its origin in the aorta, close to the emergence of the RCA, communicating with the anterior descending artery (ADA). This artery communicated with the PA in its mid third, emerging as a tortuous vessel (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figure 1</xref>). The percutaneous coronary angiography confirmed the previous findings. The myocardial perfusion imaging was normal.</p>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0e48-00020-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Coronary fistulae are characterized by anomalous communications between one or more branches of the coronary arteries, cardiac chambers' coronary sinus, superior vena cava, and the pulmonary artery. </p>
      <p>The coronary anomalies are occasional and usually an incidental finding during the coronary angiography, with an estimated incidence of 0.6 to 1.5% in patients undergoing examination<sup>1-3</sup>. Most of the coronary fistulae are congenital, with causes that were probably acquired<sup>4</sup>. They represent a broad spectrum of sizes and anatomical variations, and each of them has different clinical implications. Most frequently, they originate from the RCA (55%)<sup>5</sup>. </p>
      <p>It seems that half of the cases are symptomatic, with symptoms being unspecific<sup>2,4</sup>. In patients with symptomatic and bulky fistulae, the possible long-term complications include pulmonary hypertension and heart failure in cases of significant shunts; infectious endocarditis, thrombosis, or rupture of fistula; or myocardial ischemia secondary to the theft of myocardial flow<sup>1,4</sup>. However, studies of asymptomatic patients free of interventions are scarce. </p>
      <p>A consensus regarding the ideal treatment of fistulae does not exist, especially when treating moderate and asymptomatic fistulae<sup>4</sup>. This lack of consensus is due to the scarcity of clinical follow-up of these patients. The few studies of conservative treatment with regular monitoring of the patients show good progress in the long-term<sup>5</sup>. </p>
      <p>Most authors<sup>6-9 </sup>recommend surgery, fearing a possible risk of adverse events. Others<sup>4,5,10</sup>, however, describe successful conservative treatment in selected patients. They recommend regular clinical follow-up, with surgery if symptoms or an increase in the shunt occurs. </p>
      <p>We suggest, therefore, clinical follow-up for asymptomatic patients and/or those without complications - ventricular dysfunction, ischemia, pulmonary hypertension - as in the case reported. In symptomatic patients or those with complications, however, percutaneous or surgical interventions are indicated, and these interventions are also better reported in the literature in these situations<sup>4</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
