<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">Ddfcq9W4MW6DCQLc7qMST8N</article-id>
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          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Hipermobilidade articular em pacientes com prolapso da valva mitral</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>09</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>307</fpage>
      <lpage>311</lpage>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>04</day>
          <month>07</month>
          <year>2008</year>
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          <day>23</day>
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          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>22</day>
          <month>09</month>
          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Estudos sobre hipermobilidade t&#234;m despertado grande interesse, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, por estarem associados a disfun&#231;&#245;es m&#250;sculo-esquel&#233;ticas, bem como a anormalidades em v&#225;rios sistemas org&#226;nicos - como, por exemplo, o prolapso da valva mitral. Neste contexto, buscou-se agrupar e atualizar os conhecimentos da rela&#231;&#227;o entre a hipermobilidade articular e o prolapso da valva mitral. Segundo a literatura, estudos mostram que altera&#231;&#245;es gen&#233;ticas na composi&#231;&#227;o do col&#225;geno parecem ser a principal causa desta rela&#231;&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Prolapso da valva mitral</kwd>
        <kwd>hipermobilidade articular</kwd>
        <kwd>fisioterapia</kwd>
        <kwd>col&#225;geno</kwd>
        <kwd>fisioterapia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>Hipermobilidade articular em pacientes com prolapso da valva mitral</p>
    <p>
      <bold>Simone Cavenaghi; Lais Helena Carvalho Marino; Patr&#237;cia Pantale&#227;o Oliveira; Neuseli Marino Lamari</bold>
    </p>
    <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Estudos sobre hipermobilidade t&#234;m despertado grande interesse, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, por estarem associados a disfun&#231;&#245;es m&#250;sculo-esquel&#233;ticas, bem como a anormalidades em v&#225;rios sistemas org&#226;nicos &#150; como, por exemplo, o prolapso da valva mitral. Neste contexto, buscou-se agrupar e atualizar os conhecimentos da rela&#231;&#227;o entre a hipermobilidade articular e o prolapso da valva mitral. Segundo a literatura, estudos mostram que altera&#231;&#245;es gen&#233;ticas na composi&#231;&#227;o do col&#225;geno parecem ser a principal causa desta rela&#231;&#227;o.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Prolapso da valva mitral, hipermobilidade articular, fisioterapia, col&#225;geno / gen&#233;tica.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Rela&#231;&#227;o entre a hipermobilidade articular e o prolapso da valva mitral</bold>
    </p>
    <p>A hipermobilidade articular (HA) foi citada, de forma isolada, primeiramente por Hip&#243;crates, ao descrever a incapacidade dos celtas de puxar a corda de um arco ou lan&#231;ar um dardo, pois teriam "membros frouxos"<sup>1</sup>. Conhecida como "enigma da fisiologia humana", a HA despertou grande interesse, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, por estar associada a disfun&#231;&#245;es m&#250;sculo-esquel&#233;ticas, bem como a anormalidades em v&#225;rios sistemas org&#226;nicos, dentre as quais se destaca o prolapso da valva mitral (PVM)<sup>2</sup>.</p>
    <p>O PVM &#233; uma desordem cardiovascular comum, com componente heredit&#225;rio forte, diagnosticada geralmente nos jovens<sup>3</sup>. Caracteriza-se pela proje&#231;&#227;o dos folhetos mitrais no &#225;trio esquerdo, frequentemente acompanhado por regurgita&#231;&#227;o mitral<sup>4</sup>, defici&#234;ncia org&#226;nica de m&#250;sculos papilares e alongamento ou rompimento de cordas tend&#237;neas<sup>5</sup>. </p>
    <p>O PVM pode tamb&#233;m se manifestar em arritmias card&#237;acas sintom&#225;ticas e prosseguir de forma assintom&#225;tica. Consequentemente, a morte repentina pode ocorrer nestes pacientes. Assim sendo, a identifica&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas que possam revelar indiv&#237;duos com maior probabilidade de apresentar PVM &#233; clinicamente oportuna. Leva-se ainda em considera&#231;&#227;o que a altera&#231;&#227;o do col&#225;geno que define a HA e o PVM torna bastante plaus&#237;vel especular que indiv&#237;duos com PVM seriam tamb&#233;m mais comumente hiperm&#243;veis<sup>6</sup>.</p>
    <p>Esta pesquisa busca atualizar os conhecimentos em rela&#231;&#227;o &#224; associa&#231;&#227;o entre a hipermobilidade articular e o prolapso da valva mitral na popula&#231;&#227;o comum. Visa tamb&#233;m contribuir para o diagn&#243;stico e a preven&#231;&#227;o de altera&#231;&#245;es cardiovasculares.</p>
    <p>
      <bold>Prolapso da valva mitral (PVM)</bold>
    </p>
    <p>O prolapso da valva mitral &#233; uma entidade cl&#237;nica comum, com preval&#234;ncia de 2% a 22%<sup>7 </sup>na popula&#231;&#227;o em geral. Segundo o Estudo de Framingham, 7,6% das mulheres e 2,5% dos homens nos EUA t&#234;m PVM<sup>8</sup>. As diferen&#231;as nos resultados de estudos epidemiol&#243;gicos s&#227;o um reflexo dos diferentes crit&#233;rios diagn&#243;sticos empregados e da diversidade da popula&#231;&#245;es em estudo<sup>7</sup>.</p>
    <p>Outros dados relativos &#224; preval&#234;ncia de PVM sugerem que seu aparecimento seja incomum antes da adolesc&#234;ncia, mas que sua incid&#234;ncia aumente ap&#243;s o estir&#227;o do crescimento<sup>9</sup>. Os sintomas n&#227;o come&#231;am antes dessa fase (aproximadamente 14 anos nas meninas e 15 anos nos meninos). mas os adultos podem ser afetados em qualquer idade. &#201; comum os pacientes apresentarem dor no t&#243;rax, fadiga, arritmias e baixa toler&#226;ncia a exerc&#237;cios. No entanto, a maioria desses fatores &#233; assintom&#225;tica<sup>10</sup>. </p>
    <p>Ara&#250;jo e Chaves<sup>6</sup> verificaram a presen&#231;a de arritmias em repouso e/ou no exerc&#237;cio, o comportamento do componente parassimp&#225;tico card&#237;aco, a for&#231;a de preens&#227;o manual e tamb&#233;m o desempenho f&#237;sico propriamente dito, avaliado pelo consumo de oxig&#234;nio no limiar anaer&#243;bico e no esfor&#231;o m&#225;ximo. Os resultados foram semelhantes em mulheres com e sem PVM.</p>
    <p>Na &#250;ltima d&#233;cada, foram estabelecidos novos crit&#233;rios ecocardiogr&#225;ficos, baseados na compreens&#227;o da estrutura 3D da v&#225;lvula mitral. Definiu-se, assim, o prolapso como sendo o deslocamento de um ou ambos os folhetos mitrais por mais de 2mm sobre os pontos altos do anel mitral. O prolapso &#233; subdividido em cl&#225;ssico e n&#227;o cl&#225;ssico, cujas formas s&#227;o baseadas na espessura dos folhetos &#150; cl&#225;ssico &gt; 5 mm e n&#227;o cl&#225;ssico &lt; 5 mm. Complica&#231;&#245;es como endocardite ou regurgita&#231;&#227;o mitral severa podem ocorrer em pacientes com prolapso cl&#225;ssico<sup>9</sup>. Estudos longitudinais identificaram o aumento da espessura dos folhetos como o principal fator para um progn&#243;stico insatisfat&#243;rio, e com risco elevado de morte repentina, endocardite bacteriana, arritmias e regurgitamento mitral para os pacientes com prolapso cl&#225;ssico<sup>4,11</sup>. </p>
    <p>Considera-se o PVM como anormalidade valvular multifatorial por ocorrer em fun&#231;&#227;o de anormalidades histol&#243;gicas do tecido valvular, disparidades geom&#233;tricas entre o ventr&#237;culo esquerdo e a valva mitral, ou de v&#225;rias desordens do tecido conjuntivo. O aumento da espessura e a redund&#226;ncia do folheto &#150; conhecida como degenera&#231;&#227;o mixomatosa &#150; s&#227;o as anormalidades mais comuns, al&#233;m das altera&#231;&#245;es estruturais do col&#225;geno em todos os componentes dos folhetos e estrutura anormal das cordas tend&#237;neas<sup>11</sup>.</p>
    <p>Sabe-se que h&#225; aumento do teor de glicosaminoglicanas, altera&#231;&#245;es na rela&#231;&#227;o do col&#225;geno tipo I e III e desarranjo na organiza&#231;&#227;o das fibras col&#225;genas e el&#225;sticas<sup>12</sup>. Recentemente, anormalidades gen&#233;ticas em <italic>loci</italic> espec&#237;ficos dos cromossomos 11, 13 e 16 tamb&#233;m t&#234;m sido relacionadas &#224; etiologia dos prolapsos<sup>3,4,13</sup>.</p>
    <p>Embora a heran&#231;a autoss&#244;mica dominante tenha sido descrita para o PVM nas desordens do tecido conjuntivo, como na S&#237;ndrome de Marfan, estudos anteriores t&#234;m falhado na tentativa de estabelecer a rela&#231;&#227;o do PVM com os genes do col&#225;geno. Estes resultados negativos podem ter ocorrido por falta de an&#225;lise sistem&#225;tica do genoma humano e pela incerteza do diagn&#243;stico fenot&#237;pico.</p>
    <p>Uma pesquisa recente incluiu 43 indiv&#237;duos que viviam com membros de tr&#234;s gera&#231;&#245;es, com n&#250;mero significativo de portadores de PVM e aus&#234;ncia das caracter&#237;sticas da S&#237;ndrome de Marfan. Foi realizada uma avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica, ecocardiogr&#225;fica e a an&#225;lise do genoma, com o uso de um programa denominado SLINK. Ara&#250;jo e Chaves<sup>6</sup> demonstraram um novo <italic>l&#243;cus</italic> autoss&#244;mico dominante no PVM presente no bra&#231;o longo do cromossomo 13. Estes encontros confirmaram a heterogeneidade do PVM, previamente encontrado nos cromossomos 11 e 16 e no cromossomo X<sup>13</sup>. </p>
    <p>Alguns estudos reportam, ainda, elevada preval&#234;ncia do prolapso da valva mitral em popula&#231;&#245;es espec&#237;ficas, como na S&#237;ndrome de Marfan e Ehlers-Danlos, sugerindo, de algum modo, rela&#231;&#245;es biol&#243;gicas entre elas<sup>14,15</sup>.</p>
    <p>Al&#233;m da associa&#231;&#227;o com a HA, portadores de PVM t&#234;m mais chances de desenvolver endocardite infecciosa. Isso se deve ao fluxo turbulento causado pela regurgita&#231;&#227;o mitral e ao aumento da espessura do tecido valvar. Pacientes jovens<sup>11</sup>, em especial, tamb&#233;m podem apresentar eventos isqu&#234;micos cerebrovasculares, tais como s&#237;ndrome do p&#226;nico, ansiedade, agorafobia<sup>16</sup> e hipotireoidismo<sup>17</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Hipermobilidade articular (HA)</bold>
    </p>
    <p>A hipermobilidade articular &#233; definida como a capacidade de desempenhar movimentos articulares com amplitude maior que o normal<sup>18,19</sup>. Sua preval&#234;ncia depende das caracter&#237;sticas do grupo estudado, determinadas por elementos como idade, sexo, etnia e fatores gen&#233;ticos que atuam no processo de evolu&#231;&#227;o do movimento. Estudos afirmam que indiv&#237;duos do sexo feminino t&#234;m maior mobilidade articular do que indiv&#237;duos do sexo masculino &#150; mobilidade essa que ainda diminui com a idade<sup>20,21</sup>. Aproximadamente 30% dos adultos s&#227;o considerados portadores de HA<sup>22</sup>.</p>
    <p>Deve-se diferenciar os quadros de HA, que se manifestam em algumas doen&#231;as heredit&#225;rias &#150; como a S&#237;ndrome de Marfan, Osteog&#234;nese Imperfeita, S&#237;ndrome de Achard, Homocistim&#250;ria e Hiperlisinemia &#150;, daqueles presentes na popula&#231;&#227;o geral<sup>1</sup>.</p>
    <p>Em todos os casos, h&#225; rela&#231;&#227;o com altera&#231;&#245;es da estrutura do col&#225;geno, mais especificamente o tipo III, e altera&#231;&#245;es dos genes envolvidos na produ&#231;&#227;o de fibrilina<sup>19,23</sup>.Tamb&#233;m h&#225; rela&#231;&#227;o com a frouxid&#227;o dos ligamentos, da pele, dos vasos sangu&#237;neos e tecidos musculares adjacentes<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>Na popula&#231;&#227;o geral, a hipermobilidade articular &#233; uma condi&#231;&#227;o comum e geneticamente determinada<sup>22</sup>. H&#225; um novo consenso de que a S&#237;ndrome da Hipermobilidade Articular Benigna &#233; uma desordem multissist&#234;mica, cujas caracter&#237;sticas coincidem com as caracter&#237;sticas das desordens heredit&#225;rias do tecido conjuntivo, as quais se incluem a S&#237;ndrome de Marfan, Ehlers-Danlos e a Osteog&#234;nese Imperfeita<sup>23</sup>.</p>
    <p>At&#233; o momento, a base gen&#233;tica da hipermobilidade comum continua desconhecida. No entanto, estudos das desordens heredit&#225;rias do tecido conjuntivo fornecem importantes descobertas sobre os mecanismos subjacentes da HA.</p>
    <p>Foram encontradas muta&#231;&#245;es no gene COL3A1, codificando-se o col&#225;geno tipo III. Recentemente, muta&#231;&#245;es na mol&#233;cula n&#227;o-col&#225;gena tenacin-X, uma grande matriz extracelular glicoproteica, t&#234;m sido identificadas em um subconjunto de doen&#231;as como a S&#237;ndrome de Ehlers-Danlos e a S&#237;ndrome da Hipermobilidade Articular. Muta&#231;&#245;es do gene do col&#225;geno tipo I (COL1A1 e COL1A2) tamb&#233;m desempenham papel importante na patog&#234;nese da HA<sup>19</sup>. </p>
    <p>Com foco no diagn&#243;stico, Ara&#250;jo<sup>24</sup> buscou correlacionar diferentes m&#233;todos lineares e adimensionais de avalia&#231;&#227;o da mobilidade articular. Participaram 30 indiv&#237;duos assintom&#225;ticos, 16 deles do sexo masculino. Foram utilizados os testes de sentar-ealcan&#231;ar (TSA), toe-touch (TT), Beighton-Horan (BH), Rosembloom e Flexiteste, sendo este &#250;ltimo o &#250;nico m&#233;todo que se correlaciona significativamente com os demais (p&lt;0,005) e incorpora aspectos relevantes de cada um deles. A melhor associa&#231;&#227;o foi observada entre o flex&#237;ndice e o Beighton-Horan, por indicar maior similaridade. Os autores enfatizam que testes desenvolvidos h&#225; v&#225;rias d&#233;cadas continuaram sendo utilizados rotineiramente, apesar de suas conhecidas limita&#231;&#245;es.</p>
    <p>O Flexiteste &#233; um m&#233;todo de avalia&#231;&#227;o passiva de 20 movimentos articulares (<xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref>), utilizando uma escala de n&#250;meros inteiros entre 0 e 4 para cada movimento (<xref ref-type="fig" rid="fig01">Figuras 1</xref> e <xref ref-type="fig" rid="fig02">2</xref>). Avaliam-se as articula&#231;&#245;es do tornozelo, joelho, quadril, tronco, punho, cotovelo e ombro<sup>2</sup>, enquanto o m&#233;todo de Beighton-Horan consiste na avalia&#231;&#227;o da mobilidade articular do dedo m&#237;nimo, punho, cotovelo, joelho e tronco. A obten&#231;&#227;o dos valores angulares e as an&#225;lises bilaterais, com exce&#231;&#227;o das vari&#225;veis coluna vertebral e punho, s&#227;o realizadas utilizando-se um goni&#244;metro<sup>20, 21</sup>.</p>
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    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0307-00016-gf02.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Prolapso da valva mitral e hipermobilidade articular</bold>
    </p>
    <p>Ara&#250;jo e Chaves<sup>2</sup> avaliaram, por meio do Flexiteste, 125 mulheres com idade m&#233;dia de 50 anos, sendo 31 delas portadoras de prolapso da valva mitral. Foi verificado que as portadoras de PVM s&#227;o aproximadamente 15% mais flex&#237;veis. Em 13 das 20 articula&#231;&#245;es avaliadas, o escore do Flexiteste foi significativamente maior em mulheres com o prolapso.</p>
    <p>Em estudo semelhante, os autores analisaram retrospectivamente 124 laudos de avalia&#231;&#245;es consecutivas de mulheres adultas e n&#227;o-atletas, realizadas em cl&#237;nica especializada. Desse total, 34 mulheres tinham o diagn&#243;stico de PVM; as outras 90 n&#227;o apresentavam diagn&#243;stico ou evid&#234;ncia cl&#237;nica da caracter&#237;stica. Foram verificados &#237;ndices de massa corporal, eletrocardiograma convencional, for&#231;a de preens&#227;o manual com uso de dinam&#244;metro, teste de sentar-levantar (TSA) e Flexiteste para avalia&#231;&#227;o da flexibilidade.</p>
    <p>O teste de sentar-levantar &#233; simples, fidedigno e de execu&#231;&#227;o r&#225;pida. Tem como finalidade avaliar a destreza das a&#231;&#245;es de sentar e levantar do solo. A interpreta&#231;&#227;o &#233; feita para cada a&#231;&#227;o, atribuindo-se notas de zero a cinco.</p>
    <p>As vari&#225;veis cineantropom&#233;tricas &#150; notadamente peso corporal, flexibilidade, presen&#231;a de sinais de hiperlassitude ligamentar e destreza para sentar-se e levantar-se do solo &#150;, foram aquelas que melhor diferenciaram portadores e n&#227;o portadores de PVM. Essa condi&#231;&#227;o sugere a inclus&#227;o da an&#225;lise de vari&#225;veis cineantropom&#233;tricas na avalia&#231;&#227;o de mulheres adultas com suspeita ou diagn&#243;stico de PVM<sup>6</sup>.</p>
    <p>Yazici e cols.<sup>25</sup> investigaram a preval&#234;ncia da S&#237;ndrome da Hipermobilidade Comum Benigna (BJHMS) em portadores de prolapso da valva mitral (PVM) e a correla&#231;&#227;o existente entre as caracter&#237;sticas ecocardiogr&#225;ficas da v&#225;lvula mitral, as propriedades el&#225;sticas da parede a&#243;rtica e os &#237;ndices de hipermobilidade de Beighton-Horan. Os autores analisaram 46 pacientes com prolapso, com idade m&#233;dia de 26,1 anos, sendo 39 mulheres e 25 indiv&#237;duos saud&#225;veis (3 homens e 22 mulheres com idade m&#233;dia de 25,4 anos). A presen&#231;a de S&#237;ndrome de Hipermobilidade Comum Benigna foi avaliada de acordo com os crit&#233;rios de Beighton-Horan. A preval&#234;ncia de BJHMS em pacientes com PVM foi significativamente mais alta do que nos indiv&#237;duos saud&#225;veis, sendo 45,6% contra 12% (p&lt; 0,001). O grupo com PVM+BJHMS tinha espessura do folheto mitral anterior aumentada significativamente (p&lt;0,001). Yazici e cols.<sup>25</sup> conclu&#237;ram que a preval&#234;ncia da BJHMS nos portadores de PVM foi mais frequente do que na popula&#231;&#227;o normal &#150; o percentual dessa preval&#234;ncia chegou a 45%.</p>
    <p>Martin-Santos e cols.<sup>16</sup> buscaram avaliar se a S&#237;ndrome de Hipermobilidade &#233; mais frequente em pacientes com desordem de p&#226;nico, agorafobia ou ambos, e determinar se o prolapso da valva mitral modifica ou colabora, em parte, com a associa&#231;&#227;o. Participaram da pesquisa 99 pacientes, recentemente diagnosticados e sem tratar a desordem de p&#226;nico e agorafobia, e 64 pacientes que nunca tinham sofrido de qualquer desordem de ansiedade. O m&#233;todo consistiu em uma entrevista cl&#237;nica, na observ&#226;ncia dos crit&#233;rios de Beighton-Horan e num ecocardiograma. A S&#237;ndrome de Hipermobilidade foi encontrada em 67,7% dos pacientes com desordem de ansiedade &#150; estes apresentando 16 vezes mais chances de ter hipermobilidade. O PVM esteve presente em 5,4% dos pacientes com desordens do p&#226;nico e em 17,7% dos pacientes controles. </p>
    <p>A HA &#233; significativamente prevalente em pacientes com desordem de p&#226;nico, agorafobia ou ambos e pode causar predisposi&#231;&#227;o para ansiedade. No entanto, o prolapso da valva mitral desempenha um papel secund&#225;rio na associa&#231;&#227;o entre hipermobilidade e ansiedade<sup>16</sup><bold>,</bold> resultados de eventuais altera&#231;&#245;es no escasso col&#225;geno do tecido nervoso central<sup>14</sup>.</p>
    <p>Gulpek e cols.<sup>26</sup>, com a mesma finalidade, analisaram 115 indiv&#237;duos, divididos em 3 grupos &#150; Grupo 1 (n=42): pacientes com desordem do p&#226;nico com PVM; Grupo 2 (n=35): pacientes com desordem do p&#226;nico sem PVM; Grupo 3 (n=38) controle: indiv&#237;duos que tiveram o prolapso da valva mitral sem nenhuma doen&#231;a psiqui&#225;trica. Foram utilizados os crit&#233;rios de Beighton-Horan, para avaliar a S&#237;ndrome de Hipermobilidade, e o ecocardiograma bi-dimensional, a fim de detectar o PVM. A S&#237;ndrome de Hipermobilidade foi identificada em 59,5% dos casos de desordem do p&#226;nico e PVM; em 42,9% dos pacientes sem prolapso da valva mitral; e em 52,6% do grupo controle. Gulpek e cols.<sup>26</sup> n&#227;o detectaram associa&#231;&#227;o significativa entre a desordem do p&#226;nico e a S&#237;ndrome de Hipermobilidade.</p>
    <p>Doen&#231;a cardiovascular com maior risco de morte &#233; comum na S&#237;ndrome de Marfan e estes s&#227;o portadores de HA. &#201; uma doen&#231;a heredit&#225;ria do tecido conjuntivo, de origem gen&#233;tica, autoss&#244;mica dominante e de expressividade vari&#225;vel. Acomete principalmente os sistemas esquel&#233;ticos, oculares e cardiovasculares. A preval&#234;ncia estimada &#233; de 1/10.000 indiv&#237;duos. A origem da doen&#231;a est&#225; na muta&#231;&#227;o no gene da fibrilina (FBN-1), que se localiza no cromossomo 15. As principais altera&#231;&#245;es cardiovasculares s&#227;o a ectasia &#226;nulo-a&#243;rtica e o prolapso valvar mitral<sup>9,15</sup>. Lopez e cols.<sup>14</sup> avaliaram 21 crian&#231;as portadoras da S&#237;ndrome de Marfan, com idades entre 9 meses e 16 anos, sendo 62% dos indiv&#237;duos do sexo masculino. Ap&#243;s o exame ecocardiogr&#225;fico, verificou-se uma incid&#234;ncia de 52% dos pacientes com prolapso valvar. </p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es Finais </bold>
    </p>
    <p>A hipermobilidade articular tem sido tema de diversas discuss&#245;es por atingir a popula&#231;&#227;o comum, predispondo-a a altera&#231;&#245;es org&#226;nicas diversas de etiologia ainda discut&#237;vel. Sua caracter&#237;stica est&#225; relacionada &#224; desordem gen&#233;tica do tecido conjuntivo, o que pode causar dores e altera&#231;&#245;es m&#250;sculo-esquel&#233;ticas. O prolapso da valva mitral tamb&#233;m &#233; uma desordem gen&#233;tica do tecido conjuntivo, com poss&#237;veis altera&#231;&#245;es cromoss&#244;micas. &#201; diagnosticado em 2,4% da popula&#231;&#227;o geral.</p>
    <p>A inclus&#227;o de testes de mensura&#231;&#227;o da mobilidade articular na avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica pode ser relevante, uma vez que, constatada a presen&#231;a de HA, deve-se atentar para diversas altera&#231;&#245;es provenientes desta caracter&#237;stica gen&#233;tica &#150; inclusive o PVM. Tal atitude proporciona, desta forma, diagn&#243;stico e tratamento precoce, uma vez que, em muitos casos, h&#225; uma evolu&#231;&#227;o de forma assintom&#225;tica. Faltam, no entanto, estudos que comprovem a rela&#231;&#227;o da HA com a evolu&#231;&#227;o e gravidade do PVM.</p>
    <p>As altera&#231;&#245;es gen&#233;ticas na composi&#231;&#227;o do col&#225;geno parecem ser a principal causa da HA e do PVM. Contudo, n&#227;o existem estudos que comprovem totalmente esta rela&#231;&#227;o, embora muitos apontem altas preval&#234;ncias entre eles. Pesquisas relacionam tamb&#233;m o PVM e a HA a dist&#250;rbios de ansiedade e p&#226;nico, os quais, provavelmente, possuem associa&#231;&#245;es decorrentes das altera&#231;&#245;es do col&#225;geno, resultantes de eventuais mudan&#231;as no escasso col&#225;geno do tecido nervoso central.</p>
    <p>Poucos s&#227;o os estudos que correlacionam prolapso da valva mitral e hipermobilidade articular, ao comparar-se diversos m&#233;todos de avalia&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, os m&#233;todos utilizados para avaliar a mobilidade articular em diversas condi&#231;&#245;es de sa&#250;de s&#227;o considerados antigos e limitados. Necessita-se, ainda, desenvolver estudos histopatol&#243;gicos associados a testes f&#237;sicos que comprovem a efetividade dos mesmos, ligando-os &#224;s altera&#231;&#245;es estruturais dos componentes articulares.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Mestrado de Simone Cavenaghi pela Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Simone Cavenaghi </p>
        <p> Rua Paran&#225;, 66 - Boa Vista </p>
        <p> 15025-140 - S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="sicavenaghi@ig.com.br">sicavenaghi@ig.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 23/03/08; revisado recebido em 04/07/2008; aceito em 22/09/08.</p>
  </body>
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          <article-title>Preval&#234;ncia de hipermobilidade articular e sintomas &#225;lgicos em trabalhadores industriais</article-title>
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          <article-title>Correla&#231;&#227;o entre diferentes m&#233;todos lineares e adimensionais de avalia&#231;&#227;o da mobilidade articular</article-title>
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          <article-title>The relationship between echocardiographic features of mitral valve and elastic properties of aortic wall and beighton hypermobility score in patients with mitral valve prolapse</article-title>
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          <article-title>Joint hypermobility syndrome and mitral valve prolapse in panic disorder</article-title>
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          <subject>Review Article</subject>
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        <article-title xml:lang="en">Joint hypermobility in patients with mitral valve prolapse</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Studies on hypermobility have aroused great interest in the last decades, as they are associated to musculoskeletal disorders, as well as abnormalities in several organic systems, such as the mitral valve prolapse. Therefore, in this study, data on the association between joint hypermobility and the mitral valve prolapse were investigated and reviewed. Studies in the literature have shown that genetic alterations in the collagen composition seem to be the main cause of this association.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Mitral Valve Prolapse</kwd>
        <kwd>Joint Instability</kwd>
        <kwd>Physical Therapy</kwd>
        <kwd>Collagen</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Joint hypermobility in patients with mitral valve prolapse</p>
      <p>
        <bold>Simone Cavenaghi; Lais Helena Carvalho Marino; Patr&#237;cia Pantale&#227;o Oliveira; Neuseli Marino Lamari</bold>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP, Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p>Studies on hypermobility have aroused great interest in the last decades, as they are associated to musculoskeletal disorders, as well as abnormalities in several organic systems, such as the mitral valve prolapse. Therefore, in this study, data on the association between joint hypermobility and the mitral valve prolapse were investigated and reviewed. Studies in the literature have shown that genetic alterations in the collagen composition seem to be the main cause of this association. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Mitral Valve Prolapse; Joint Instability; Physical Therapy; Collagen / Genetics.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Association between joint hypermobility and mitral valve prolapse </bold>
      </p>
      <p>Joint hypermobility (JH) was first mentioned by Hippocrates as an isolated feature, when he described the Celts' incapacity to pull a bowstring or throw a dart, due to the slackness of their limbs<sup>1</sup>. Known as the "enigma of human physiology", it arouse great interest in the last decades for being associated to musculoskeletal dysfunctions, as well as abnormalities in several organic systems and among them, the mitral valve prolapse (MVP)<sup>2</sup>. </p>
      <p>The MVP is a common cardiovascular disorder, with a strong hereditary component, generally diagnosed in young individuals<sup>3</sup> and characterized by the projection of mitral leaflets in the left atrium, often accompanied by mitral regurgitation<sup>4</sup>, organic deficiency of the papillary muscles and stretching or tearing of chordae tendineae<sup>5</sup>. </p>
      <p>It can present as symptomatic cardiac arrhythmias and present as the asymptomatic form, thus, sudden death can occur in these patients. Therefore, the detection of the characteristics that can identify individuals with a higher probability of presenting MVP can be clinically opportune. It must also be considered that the alteration in collagen that characterizes JH and MVP makes it likely that individuals with MVP also would be more commonly hypermobile<sup>6</sup>. </p>
      <p>This aim of the present study was to update the knowledge on the association between joint hypermobility and mitral valve prolapse in the general population, contributing to the diagnosis and prevention of the cardiovascular alterations.</p>
      <p>
        <bold>Mitral valve prolapse </bold>
      </p>
      <p>The MVP is a common clinical entity, with a prevalence of 2% to 22%<sup>7</sup>; according to the Framingham study, 7.6% of the women and 2.5% of the men in the USA have MVP<sup>8</sup>. The differences in the results of the epidemiological studies are a reflex of the different diagnostic criteria employed and the diversity of the study popualtions<sup>7</sup>. </p>
      <p> Other data related to the prevalence of MVP suggest that it is uncommon before the adolescence, but its prevalence increases after the pubertal growth spurt<sup>9</sup>. Symptom onset does not take place before the adolescence (approximately 14 years in girls and 15 years in boys) and the adults can be affected at any age. Common symptoms include thoracic pain, fatigue, arrhythmia and low tolerance to exercise; however, most individuals are asymptomatic<sup>10</sup>. </p>
      <p>Araujo and Chaves<sup>6</sup> verified the presence of arrhythmias at rest and/or after exercise, behavior of the cardiac parasympathetic component, manual prehension strength or the physical performance itself, evaluated through oxygen consumption at the anaerobic threshold and maximum effort, of which results were similar in women with and without MVP. </p>
      <p>In the last decade, new echocardiographic criteria were established, based on the understanding of the 3-D structure of the mitral valve, which defined the prolapse as the dislocation of one or both mitral leaflets for more than 2 mm over the high points of the mitral annulus. The prolapse is subdivided in classic and non-classic, which are based on the thickness of the leaflets: classic &gt; 5 mm and non-classic &lt; 5 mm. Complications such as endocarditis and severe mitral regurgitation can occur in patients with classic prolapse<sup>9</sup>. Longitudinal studies identified the increase in the leaflet thickness as the main factor of an unsatisfactory prognosis, with high risk of sudden death, bacterial endocarditis, arrhythmias and mitral regurgitation in those individuals with classic prolapse<sup>4,11</sup>. </p>
      <p>The MVP is considered a multifactorial valvular abnormality, as it is caused by histological abnormalities of the valvular tissue, geometric disparities between the left ventricle (LV) and the mitral valve, or several disorders of the conjunctive tissue. The increased thickness and redundancy of the leaflet, known as myxomatous degeneration, are the most common abnormalities in addition to structural alterations of the collagen in all components of the leaflets and the abnormal structure of the chordae tendineae<sup>11</sup>. </p>
      <p>It is known that there is an increase in the glycosaminoglycan content, alterations in types I and III collagen and disarray in the organization of the collagen and elastic fibers<sup>12</sup>. Moreover, recently, genetic abnormalities in specific <italic>loci</italic> of chromosomes 11, 13 and 16 have been related to the etiology of the prolapses<sup>3,4,13</sup>.</p>
      <p>Although the autosomal dominant inheritance has been described for the MVP in conjunctive tissue disorders, as in Marfan syndrome, previous studies have failed in the attempt to establish an association between MVP and collagen genes. These negative results might have been due to the lack of a systematic analysis of the human genome and uncertainty of the phenotypic diagnosis. </p>
      <p>A recent research included 43 individuals that lived with three-generation members, with a significant number of individuals presenting MVP and no characteristics of Marfan syndrome. A clinical and echocardiographic assessment was performed, as well as genome analysis, using a program called SLINK. Araujo and Chaves<sup>6</sup> demonstrated a new autosomal dominant <italic>locus</italic> in MVP present in the long arm of chromosome 13. These findings confirmed the heterogeneity of the MVP, previously found in chromosomes 11 and 16 and in chromosome X<sup>13</sup>. </p>
      <p>Some studies have also reported a high prevalence of MVP in specific populations, similarly to Marfan and Ehlers-Danlos syndromes, somehow suggesting biological associations among them<sup>14,15</sup>. </p>
      <p> In addition to the association with JH, individuals with MVP present an increased risk of developing infectious endocarditis, due to the turbulent flow caused by the mitral regurgitation and increased thickness of the valvular tissue, as well as increased risk of ischemic and cerebrovascular events, especially in young patients<sup>11, </sup>panic syndrome, anxiety, agoraphobia<sup>16</sup> and hypothyroidism<sup>17</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Joint hypermobility </bold>
      </p>
      <p>Joint Hypermobility (JH) is defined as the capacity to perform articular movements with a higher range of motion than the normal one<sup>18,19</sup>. Its prevalence depends on the characteristics of the studied group determined, among others, by age, sex, ethnicity and genetic factors that have an effect on the process of movement evolution. Studies have stated that female individuals have a higher joint mobility than male individuals and that it decreases with age<sup>20,21</sup>. Approximately 30% of the adult individuals are considered as presenting JH<sup>22</sup>. </p>
      <p>The features of JH that appear in some hereditary diseases such as Marfan syndrome, <italic>Osteogenesis Imperfecta</italic>, Achard syndrome, Homocystinuria and Hyperlysinemia must be differentiated from those present in the general population<sup>1</sup>. </p>
      <p>All cases present an association with collagen structure alterations, more specifically type III collagen and alterations in the genes involved in the production of fibrillin<sup>19,23</sup> and, furthermore, with the laxness of ligaments, skin, blood vessels and adjacent muscular tissues<sup>1,2</sup>. </p>
      <p>JH in the general population is a common condition and a genetically determined one<sup>22</sup>. There is a new consensus that the Benign Joint Hypermobility Syndrome (BJHS) is a multisystemic disorder, of which characteristics coincide with the characteristics of the hereditary disorders of the conjunctive tissue, which include Marfan syndrome, Ehlers-Danlos syndrome and <italic>Osteogenesis Imperfecta<sup>23</sup></italic>. To date, the genetic basis of common hypermobility remains unknown; however, studies of hereditary disorders of the conjunctive tissue provided important discoveries on the underlying mechanisms of JH.</p>
      <p>Mutations in the COL3A1 gene were found, codifying type III collagen. Recently, mutations in the non-collagen molecule tenascin-X, a large glycoprotein extracellular matrix, have been identified in a subset of diseases such as Ehlers-Danlos syndrome and Joint Hypermobility Syndrome. Mutations in the collagen type I gene (COL1A1 and COL1A2) also have an important role in the pathogenesis of JH<sup>19</sup>. </p>
      <p>Focusing on diagnosis, Araujo<sup>24</sup> sought to correlate different linear and adimensional methods of assessment of joint mobility. A total of 30 asymptomatic individuals participated, 16 males and 14 females. The sit-and-reach test, Toe-touch, Beighton-Horan, Rosembloom and Flexitest were used, with the latter being the only method that significantly correlated with the others (p&lt;0.005) and incorporated relevant aspects of each one of them. A better association was observed between the Flex-Index and Beighton-Horan, as they presented a higher degree of similarity. They emphasized that tests developed several decades ago continue to be used routinely, despite their known limitations. </p>
      <p>The Flexitest is a passive assessment method of 20 joint movements (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>), using a scale of whole numbers between 0 and 4 for each movement (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figures 1</xref> and <xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">2</xref>). The ankle, knee, hip, trunk, wrist, elbow and shoulder joints are assessed<sup>2</sup>, while the method by Beighton-Horan consists in the assessment of joint mobility in the little finger, wrist, elbow, knee and trunk. The angular values and bilateral analyses are obtained with a goniometer, except for the vertebral column and wrist variables<sup>20,21</sup>. </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0307-00016-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="fig01-body2">
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      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0307-00016-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Mitral valve prolapse and joint hypermobility</bold>
      </p>
      <p>Araujo and Chaves<sup>2</sup> evaluated, using the Flexitest, 125 women with a mean age of 50 years, with 31 of them presenting MVP. They verified that the women with a mitral valve prolapse are approximately 15% more flexible. The Flexitest score was significantly higher in women with MVP in 13 of the 20 joints assessed. </p>
      <p>In a similar study, the authors analyzed retrospectively 124 consecutive assessments of adult, non-athlete women carried out in a specialized clinic, of which 34 had a diagnosis of MVP and 90 did not have a diagnosis or clinical evidence of the disease. Body mass index, conventional electrocardiogram, manual prehension with a dynamometer, sit-and-stand test and Flexitest to assess flexibility were verified. </p>
      <p>The sit-and-stand test is simple, reliable and fast test to evaluate the dexterity of the actions of sitting and standing from the ground. The interpretation is made for each action, with scores from 0 to 5. </p>
      <p>The cineanthropometric variables, notably body weight, flexibility, presence of signs of joint hypermobility and dexterity to sit and stand up from the ground were the ones that better differentiated individuals with from those without MVP, a condition that suggests the inclusion of the analysis of cineanthropometric variables in the assessment of adult women with suspected or diagnosed MVP<sup>6</sup>. </p>
      <p>Yazici et al.<sup>25</sup> investigated the prevalence of the Benign Joint Hypermobility Syndrome (BJHS) in individuals with mitral valve prolapse (MVP) and the correlation between the echocardiographic characteristics of the mitral valve, the elastic properties of the aortic wall and the index of hypermobility of Beighton-Horan. They analyzed 46 patients with prolapse, with a mean age of 26.1 yrs, of which 39 were women and 25 healthy individuals (3 mean and 22 women with a mean age of 25.4 yrs). The presence of BJHS was assessed according to the criteria of Beighton-Horan. The prevalence of BJHS in patients with MVP was significantly higher in the healthy individuals, 45.6% <italic>vs</italic>. 12% (p&lt; 0.001). The group with MVP+BJHS presented significantly increased thickness of the anterior mitral leaflet (p&lt;0.001). Yazici e cols.<sup>25</sup> concluded that the prevalence of BJHS in individuals with MVP was more frequent than in the general population, considering that the prevalence of BJHS in patients with MVP was 45%.</p>
      <p>Martin-Santos et al.<sup>16</sup> sought to evaluate whether the Hypermobility Syndrome was more frequent in patients with panic syndrome, agoraphobia or both and determine if the mitral valve prolapse modified or collaborated in part with the association. A total of 99 patients, who had been recently diagnosed and were not undergoing any treatment for panic syndrome and agoraphobia and 64 patients who had never presented any anxiety disorder participated in the study. The method consisted in a clinical interview, criteria of Beighton-Horan and echocardiogram. The hypermobility syndrome was found in 67.7% of the patients with anxiety disorder, with the latter presenting a 16-fold increased chance of having hypermobility. The MVP was present in 5.4% of the patients with panic disorders and in 17.7% of the control patients. </p>
      <p>JH is significantly prevalent in patients with panic disorder, agoraphobia or both and can reflect a predisposition to suffer from anxiety, whereas the MVP has a secondary role in the association between hypermobility and anxiety<sup>16</sup>, the result of occasional alterations in the scarce collagen of the central nervous tissue<sup>14</sup>. </p>
      <p>Gulpek et al.<sup>26</sup>, with the same objective, analyzed 115 individuals divided in 3 groups: Group 1 (n=42), patients with panic disorder with MVP; Group 2 (n=35), patients with panic disorder without MVP; and Group 3 (n=38), control group: individuals with MVP without any psychiatric disorder. The authors used the criteria by Beighton-Horan to assess the hypermobility syndrome and a two-dimensional echocardiogram to detect the MVP. The hypermobility syndrome was identified in 59.5% of the patients with panic disorder and MVP, in 42.9% of the patients without MVP and in 52.6% of the control group. Gulpek et al <sup>26</sup> no significant association was observed between the panic disorder and the hypermobility syndrome. </p>
      <p>Cardiovascular disease with a higher risk of death is common in Marfan syndrome and these individuals present JH. It is a hereditary disease of the conjunctive tissue, of genetic origin, autosomal dominant, with variable expression; it affects mainly the skeletal, ocular and cardiovascular systems. The estimated prevalence is 1/10,000 individuals. The origin of the disease is in the mutation of the fibrillin gene (FBN-1), which is located in chromosome 15. The main cardiovascular alterations are the annuloaortic ectasia and the mitral valve prolapse<sup>9,15</sup>. Lopez et al.<sup>14</sup> evaluated 21 children with Marfan syndrome, of which 62% of them were males, aged 9 months to 16 years. At the echocardiographic assessment, 52% of the patients presented valvular prolapse. </p>
      <p>
        <bold>Final considerations </bold>
      </p>
      <p>Joint hypermobility has been the object of several discussions as it affects the common population, predisposing these individuals to several organic alterations, of which the etiology is still debatable. Its characteristic is related to a genetic disorder of the conjunctive tissue that can cause pain and musculoskeletal alterations. The MVP is also a genetic disorder of the conjunctive tissue with possible chromosomal alterations, which affects the mitral valve and is diagnosed in 2.4% of the general population. </p>
      <p>The inclusion of tests that measure the joint mobility in the clinical assessment can be relevant, as the identification of JH must lead to the investigation of several alterations that result from this genetic characteristic, including the MVP, thus providing early diagnosis and treatment, considering that the condition many times has an asymptomatic evolution. However, there is a lack of studies that can confirm the association between JH and the evolution and severity of MVP. </p>
      <p>The genetic alterations in collagen composition seem to be the main cause of JH and MVP. However, there are no studies that can confirm this association, although they present high prevalence among them. Studies have also associated the MVP, JH and anxiety and panic disorders, which probably present associations caused by collagen alterations, resulting from occasional alterations in the scarce collagen of the central nervous tissue. </p>
      <p>Few studies have correlated the mitral valve prolapse and JH using several methods of assessment. Furthermore, the methods used to evaluate joint mobility in several health conditions are considered outdated and limited. There is also need for histopathological studies associated to physical tests to confirm the effectiveness of these tests, associating them to the structural alterations of the joint components. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Simone Cavenaghi, from Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Hipermovilidad articular en pacientes con prolapso de la v&#225;lvula mitral</article-title>
      </title-group>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Prolapso de la v&#225;lvula mitral</kwd>
        <kwd>hipermovilidad articular</kwd>
        <kwd>col&#225;geno</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body3"/>Hipermovilidad articular en pacientes con prolapso de la v&#225;lvula mitral</p>
      <p>
        <bold>Simone Cavenaghi; Lais Helena Carvalho Marino; Patr&#237;cia Pantale&#227;o Oliveira; Neuseli Marino Lamari</bold>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Estudios sobre hipermovilidad han despertado gran inter&#233;s en las &#250;ltimas d&#233;cadas por su relaci&#243;n con disfunciones musculoesquel&#233;ticas, as&#237; como con anormalidades en varios sistemas org&#225;nicos - por ejemplo, el prolapso de la v&#225;lvula mitral. Se busc&#243; agrupar y actualizar, en ese contexto, los conocimientos de la relaci&#243;n entre la hipermovilidad articular y el prolapso de la v&#225;lvula mitral. De acuerdo con la literatura, estudios indican que alteraciones gen&#233;ticas en la composici&#243;n del col&#225;geno parecen ser la principal causa de esta relaci&#243;n.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Prolapso de la v&#225;lvula mitral, hipermovilidad articular, fisioterapia, col&#225;geno/gen&#233;tica.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Relaci&#243;n entre la hipermovilidad articular y el prolapso de la v&#225;lvula mitral</bold>
      </p>
      <p>La hipermovilidad articular (HA) fue citada, de forma aislada, primero por Hip&#243;crates, al describir la incapacidad de los celtas para jalar la cuerda de un arco o lanzar un dardo, pues tendr&#237;an "miembros flojos"<sup>1</sup>. Conocida como "enigma de la fisiolog&#237;a humana", la HA ha despertado gran inter&#233;s en las &#250;ltimas d&#233;cadas, por su asociaci&#243;n con las disfunciones musculoesquel&#233;ticas, as&#237; como a anormalidades en varios sistemas org&#225;nicos, entre los cuales se destaca el prolapso de la v&#225;lvula mitral (PVM)<sup>2</sup>.</p>
      <p>El PVM es un desorden cardiovascular com&#250;n, con fuerte componente hereditario, diagnosticado generalmente en los j&#243;venes<sup>3</sup>. Se caracteriza por la proyecci&#243;n de las aletas mitrales en el atrio izquierdo, acompa&#241;ada frecuentemente de regurgitaci&#243;n mitral<sup>4</sup>, deficiencia org&#225;nica de m&#250;sculos papilares y alargamiento o ruptura de cuerdas tendinosas<sup>5</sup>. </p>
      <p>El PVM se puede manifestar tambi&#233;n en arritmias card&#237;acas sintom&#225;ticas y proseguir en forma asintom&#225;tica. La muerte s&#250;bita es una consecuencia posible para esos pacientes. De esa forma, la identificaci&#243;n de caracter&#237;sticas que puedan revelar individuos con mayor probabilidad de presentar PVM es cl&#237;nicamente oportuna. Se considera todav&#237;a que la alteraci&#243;n del col&#225;geno que define la HA y el PVM hace muy plausible especular que individuos con PVM ser&#237;an tambi&#233;n m&#225;s com&#250;nmente hiperm&#243;viles<sup>6</sup>.</p>
      <p>Esta investigaci&#243;n tiene como objetivo actualizar los conocimientos relacionados a la asociaci&#243;n entre la hipermovilidad articular y el prolapso de la v&#225;lvula mitral en la poblaci&#243;n com&#250;n. Busca tambi&#233;n contribuir para el diagn&#243;stico y la prevenci&#243;n de alteraciones cardiovasculares.</p>
      <p>
        <bold>Prolapso de la v&#225;lvula mitral (PVM)</bold>
      </p>
      <p>El prolapso de la v&#225;lvula mitral es una entidad cl&#237;nica com&#250;n, con prevalencia del 2% al 22%<sup>7 </sup>en la poblaci&#243;n en general. Seg&#250;n el Estudio de Framingham, el 7,6% de las mujeres y el 2,5% de los hombres en los Estados Unidos sufren de PVM<sup>8</sup>. Las diferencias entre los resultados de estudios epidemiol&#243;gicos reflejan los diferentes criterios empleados en los diagn&#243;sticos y la diversidad de las poblaciones estudiadas<sup>7</sup>.</p>
      <p>Otros datos relacionados a la prevalencia de PVM sugieren ser poco com&#250;n que surja antes de la adolescencia, pero que su incidencia aumenta despu&#233;s del tir&#243;n de crecimiento<sup>9</sup>. Los s&#237;ntomas no empiezan antes de esa fase (aproximadamente a los 14 a&#241;os para las ni&#241;as y 15 para los ni&#241;os), pero los adultos pueden ser afectados a cualquier edad. Es com&#250;n que los pacientes presenten dolor en el t&#243;rax, fatiga, arritmias y baja tolerancia a ejercicios. A pesar de ello, la mayor parte de esos factores es asintom&#225;tica<sup>10</sup>.</p>
      <p>Ara&#250;jo y Chaves<sup>6</sup> han verificado la presencia de arritmias durante el reposo y/o el ejercicio, el comportamiento del componente parasimp&#225;tico cardiaco, la fuerza de prensi&#243;n manual as&#237; como el desempe&#241;o f&#237;sico propiamente dicho, evaluado a trav&#233;s del consumo de ox&#237;geno en el umbral anaer&#243;bico y el esfuerzo m&#225;ximo. Los resultados fueron semejantes en mujeres con y sin PVM.</p>
      <p>Durante la &#250;ltima d&#233;cada se han establecido nuevos criterios ecocardiogr&#225;ficos, basados en la comprensi&#243;n de la estructura 3D de la v&#225;lvula mitral. Se ha definido entonces el prolapso como el desplazamiento de una o ambas aletas mitrales en m&#225;s de 2mm sobre los puntos altos del anillo mitral. El prolapso se subdivide en cl&#225;sico y no cl&#225;sico, con formas basadas en el espesor de las aletas - cl&#225;sico &gt; 5mm y no cl&#225;sico &lt; 5 mm. Complicaciones como endocarditis o regurgitaci&#243;n mitral severa se pueden dar en pacientes con prolapso cl&#225;sico<sup>9</sup>. Estudios longitudinales han identificado el aumento del espesor de las aletas como el principal factor para un pron&#243;stico insatisfactorio, y con alto riesgo de muerte s&#250;bita, endocarditis bacteriana, arritmias y regurgitaci&#243;n mitral para los pacientes con prolapso cl&#225;sico<sup>4,11</sup>.</p>
      <p>Se considera el PVM como anormalidad valvular multifactorial por darse en funci&#243;n de anormalidades histol&#243;gicas del tejido valvular, disparidades geom&#233;tricas entre el ventr&#237;culo izquierdo y la v&#225;lvula mitral, o de varios des&#243;rdenes del tejido conjuntivo. El aumento del espesor y la redundancia de la aleta - conocida por degeneraci&#243;n mixomatosa - son las anormalidades m&#225;s comunes, adem&#225;s de las alteraciones estructurales del col&#225;geno en todos los componentes de las aletas y estructura anormal de las cuerdas tendinosas<sup>11</sup>.</p>
      <p>Se sabe que hay aumento del tenor de glicosaminoglicanas, alteraciones en la relaci&#243;n del col&#225;geno tipos I y III y desarreglo en la organizaci&#243;n de las fibras col&#225;genas y el&#225;sticas<sup>12</sup>. Recientemente, anormalidades gen&#233;ticas en <italic>loci</italic> espec&#237;ficos de los cromosomas 11, 13 y 16 han sido tambi&#233;n relacionados a la etiolog&#237;a de los prolapsos<sup>3,4,13</sup>.</p>
      <p>Aunque se haya descrito la herencia autos&#243;mica para el PVM en los des&#243;rdenes del tejido conjuntivo, como en el S&#237;ndrome de Marfan, estudios anteriores han fallado en establecer la relaci&#243;n entre el PVM y los genes del col&#225;geno. Esos resultados negativos pueden haberse dado por falta de an&#225;lisis sistem&#225;tico del genoma humano y la inseguridad del diagn&#243;stico fenot&#237;pico.</p>
      <p>Una investigaci&#243;n reciente incluy&#243; a 43 individuos que viv&#237;an como miembros de tres generaciones, con n&#250;mero significativo de portadores de PVM y ausencia de las caracter&#237;sticas del S&#237;ndrome de Marfan. Se realiz&#243; una evaluaci&#243;n cl&#237;nica, ecocardiogr&#225;fica y el an&#225;lisis del genoma, empleando para ello un programa denominado SLINK. Ara&#250;jo y Chaves<sup>6 </sup>demostraran un nuevo <italic>locus</italic> autos&#243;mico dominante en el PVM presente en el brazo largo del cromosoma 13. Esos encuentros confirmaron la heterogeneidad del PVM, previamente encontrado en los cromosomas 11 y 16 y en el cromosoma XX<sup>13</sup>.</p>
      <p>Algunos estudios reportan, adem&#225;s, elevada prevalencia del prolapso de la v&#225;lvula mitral en poblaciones espec&#237;ficas, como en el S&#237;ndrome de Marfan y Ehlers-Danlos, sugiriendo de alg&#250;n modo relaciones biol&#243;gicas entre ellas<sup>14,15</sup>.</p>
      <p>Adem&#225;s de la asociaci&#243;n con la HA, portadores de PVM tienen mayor probabilidad de desarrollar endocarditis infecciosa. Eso se debe al flujo turbulento causado por la regurgitaci&#243;n mitral y al aumento del espesor del tejido valvar. Pacientes j&#243;venes<sup>11</sup>, en particular, pueden presentar tambi&#233;n eventos isqu&#233;micos cerebrovasculares, tales como s&#237;ndrome de p&#225;nico, ansiedad, agorafobia<sup>16</sup> e hipotiroidismo<sup>17</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Hipermovilidad articular (HA)</bold>
      </p>
      <p>Se define la hipermovilidad articular como la capacidad para desempe&#241;ar movimientos articulares con amplitud mayor que la normal<sup>18,19</sup>. Su prevalencia depende de las caracter&#237;sticas del grupo estudiado, determinadas por elementos como edad, sexo, etnia y factores gen&#233;ticos que act&#250;an en el proceso de evoluci&#243;n del movimiento. Estudios afirman que individuos del sexo femenino tienen mayor movilidad articular que los del sexo masculino - movilidad misma que disminuye adem&#225;s con la edad<sup>20,21</sup>. Se considera portadores de HA a cerca de 30% de los adultos<sup>22</sup>.</p>
      <p>Hay que diferenciar los cuadros de HA, que se manifiestan en algunas enfermedades hereditarias - como el S&#237;ndrome de Marfan, Osteog&#233;nesis Imperfecta, S&#237;ndrome de Achard, Homocistinuria e Hiperlisinemia - de aquellos presentes en la poblaci&#243;n general<sup>1</sup>.</p>
      <p>En todos los casos existe relaci&#243;n con alteraciones de la estructura del col&#225;geno, m&#225;s espec&#237;ficamente el de tipo III, y alteraciones de los genes involucrados en la producci&#243;n de fibrilina<sup>19,23</sup>. Hay relaci&#243;n tambi&#233;n con la flojedad de los ligamentos, la piel, los vasos sangu&#237;neos y tejidos musculares adyacentes<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>En la poblaci&#243;n general la hipermovilidad articular es una condici&#243;n com&#250;n y gen&#233;ticamente determinada<sup>22</sup>. Hay un nuevo consenso de que el S&#237;ndrome de la Hipermovilidad Articular Benigna es un desorden multisist&#233;mico, cuyas caracter&#237;sticas coinciden con las caracter&#237;sticas de los des&#243;rdenes hereditarios del tejido conjuntivo, entre ellas el S&#237;ndrome de Marfan, Ehlers-Danlos y la Osteog&#233;nesis Imperfecta<sup>23</sup>.</p>
      <p>Hasta ahora la base gen&#233;tica de la hipermovilidad com&#250;n sigue desconocida. Sin embargo, estudios de los des&#243;rdenes hereditarios del tejido conjuntivo fornecen importantes descubiertas sobre los mecanismos subyacentes de la HA.</p>
      <p>Han sido encontradas mutaciones en el gen COL3A1, codific&#225;ndose el col&#225;geno tipo III. Recientemente, mutaciones en la mol&#233;cula no col&#225;gena tenacin-X, una gran matriz extracelular glicoproteica, han sido identificadas en un subconjunto de enfermedades como el S&#237;ndrome de Ehlers-Danlos y el S&#237;ndrome de Hipermovilidad Articular. Mutaciones del gen del col&#225;geno tipo I (COL1A1 y COL1A2) desempe&#241;an tambi&#233;n papel importante en la patog&#233;nesis de la HA<sup>19</sup>. </p>
      <p>Enfocando el diagn&#243;stico, Ara&#250;jo<sup>24</sup> trat&#243; de correlacionar diferentes m&#233;todos lineales y adimensionales de evaluaci&#243;n de la movilidad articular. Participaron 30 individuos asintom&#225;ticos, 16 de ellos del sexo masculino. Se emplearon los tests de Sentarse y Alcanzar (TSA), toe-touch (TT), Beighton-Horan (BH), Rosembloom y Flextest, siendo el &#250;ltimo el &#250;nico m&#233;todo que se correlaciona significativamente con los dem&#225;s (p&lt;0,005) e incorpora aspectos relevantes de cada uno de ellos. La mejor asociaci&#243;n se observ&#243; entre el flex&#237;ndice y el Beighton-Horan, por indicar mayor similitud. Los autores enfatizan que se sigue empleando rutineramente tests desarrollados hace varias d&#233;cadas, a pesar de sus conocidas limitaciones. </p>
      <p> El Flextest es un m&#233;todo de evaluaci&#243;n pasiva de 20 movimientos articulares (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">tabla 1</xref>), empleando una escala de n&#250;meros enteros entre 0 y 4 para cada movimiento (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">figuras 1</xref> y <xref ref-type="fig" rid="fig02-body3">2</xref>). Se eval&#250;an las articulaciones del tobillo, rodilla, cadera, tronco, mu&#241;eca, codo y hombro<sup>2</sup>, mientras el m&#233;todo de Beighton-Horan consiste en la evaluaci&#243;n de la movilidad articular del dedo me&#241;ique, la mu&#241;eca, el codo, la rodilla y el tronco. La obtenci&#243;n de los valores angulares y los an&#225;lisis bilaterales, exceptuando las variables columna vertebral y mu&#241;eca, se realizan empleando un goni&#243;metro<sup>20, 21</sup>.</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
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      <fig id="fig01-body3">
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      <fig id="fig02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0307-00016-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Prolapso de la v&#225;lvula mitral e hipermovilidad articular</bold>
      </p>
      <p>Ara&#250;jo y Chaves<sup>2</sup> evaluaron a trav&#233;s del Flextest a 125 mujeres con edad media de 50 a&#241;os, 31 de ellas portadoras de prolapso de la v&#225;lvula mitral. Se verific&#243; que las portadoras de PVM son aproximadamente 15% m&#225;s flexibles. En 13 de las 20 articulaciones evaluadas, el escore del Flextest fue significativamente mayor en mujeres con prolapso.</p>
      <p>En estudio semejante, los autores analizaron retrospectivamente 124 laudos de evaluaciones consecutivas de mujeres adultas y no atletas, realizadas en cl&#237;nica especializada. De ese total, 34 mujeres ten&#237;an el diagn&#243;stico de PVM; las otras 90 no presentaban diagn&#243;stico o evidencia cl&#237;nica de la caracter&#237;stica. Se verificaron &#237;ndices de masa corporal, electrocardiograma convencional, fuerza de prensi&#243;n manual con uso de dinam&#243;metro, test de Sentarse y Levantar (TSA) y Flextest para evaluaci&#243;n de la flexibilidad.</p>
      <p>El test de Sentarse y Levantar es sencillo, fidedigno y de r&#225;pida ejecuci&#243;n. Su finalidad es evaluar la destreza de las acciones de sentarse y levantarse del piso. Se interpreta cada acci&#243;n, atribuy&#233;ndoles notas de cero a cinco.</p>
      <p>Las variables cineantropom&#233;tricas - especialmente peso corporal, flexibilidad, presencia de se&#241;ales de hiperlaxitud ligamentaria y destreza para sentarse y levantarse del suelo - fueron aquellas que mejor diferenciaron portadores y no portadores de PVM. Esa condici&#243;n sugiere la inclusi&#243;n del an&#225;lisis de variables cineantropom&#233;tricas en la evaluaci&#243;n de mujeres adultas con sospecha o diagn&#243;stico de PVM<sup>6</sup>.</p>
      <p>Yazici et al<sup>25 </sup>investigaron la prevalencia del S&#237;ndrome de Hipermovilidad Com&#250;n Benigna (<italic>Benign Joint Hypermobility Syndrome - </italic>BJHMS) en portadores de prolapso de la v&#225;lvula mitral (PVM) y la correlaci&#243;n existente entre las caracter&#237;sticas ecocardiogr&#225;ficas de la v&#225;lvula mitral, las propiedades el&#225;sticas de la pared a&#243;rtica y los &#237;ndices de hipermovilidad de Beighton-Horan. Los autores analizaron a 46 pacientes con prolapso, con edad media de 26,1 a&#241;os, siendo 39 mujeres y 25 individuos saludables (3 hombres y 22 mujeres con edad promedio de 25,4 a&#241;os). La presencia del S&#237;ndrome de Hipermovilidad Com&#250;n Benigna se evalu&#243; seg&#250;n los criterios de Beighton-Horan. La prevalencia de BJHMS en pacientes con PVM se mostr&#243; significativamente m&#225;s alta que en los individuos saludables, del 45,6% contra el 12% (p&lt; 0,001). Yazici et al<sup>25 </sup>concluyeron que la prevalencia de la BJHMS en los portadores de PVM fue m&#225;s frecuente que en la poblaci&#243;n normal: el porcentaje de esa prevalencia alcanz&#243; el 45%.</p>
      <p>Martin-Santos et al<sup>16</sup> buscaron evaluar si el S&#237;ndrome de Hipermovilidad es m&#225;s frecuente en pacientes con desorden de p&#225;nico, agorafobia o ambos, y determinar si el prolapso de la v&#225;lvula mitral modifica o colabora, en parte, con la asociaci&#243;n. Participaron de la investigaci&#243;n 99 pacientes, recientemente diagnosticados y sin tratar el desorden de p&#225;nico y la agorafobia, y 64 pacientes que no hab&#237;an nunca sufrido cualquier desorden de ansiedad. El m&#233;todo consisti&#243; en una entrevista cl&#237;nica, el empleo de los criterios de Beighton-Horan y un ecocardiograma. El S&#237;ndrome de Hipermovilidad se hall&#243; en el 67,7% de los pacientes con desorden de ansiedad - presentando estos 16 veces m&#225;s posibilidades de tener hipermovilidad. El PVM se encontr&#243; presente en el 5,4% de los pacientes con des&#243;rdenes del p&#225;nico y en el 17,7% de los pacientes control.</p>
      <p>La HA prevalece significativamente en pacientes con desorden de p&#225;nico, agorafobia o ambos y puede causar predisposici&#243;n para la ansiedad. Sin embargo, el prolapso de la v&#225;lvula mitral desempe&#241;a un papel secundario en la asociaci&#243;n entre hipermovilidad y ansiedad<sup>16</sup>, resultados de eventuales alteraciones en el escaso col&#225;geno del tejido nervioso central<sup>14</sup>.</p>
      <p>Gulpek et al<sup>26</sup> analizaron con la misma finalidad a 115 individuos, divididos en 3 grupos - Grupo 1 (n=42): pacientes con desorden de p&#225;nico con PVM; Grupo 2 (n=35): pacientes con desorden de p&#225;nico sin PVM; Grupo 3 (n=38) control: individuos que tuvieron prolapso de la v&#225;lvula mitral sin cualquier enfermedad psiqui&#225;trica. Se emplearon los criterios de Beighton-Horan para evaluar el S&#237;ndrome de Hipermovilidad, y el ecocardiograma bidimensional para detectar el PVM. Se identific&#243; el S&#237;ndrome de Hipermovilidad en el 59,5% de los casos de desorden del p&#225;nico y PVM; el 42,9% de los pacientes sin prolapso de la v&#225;lvula mitral; y el 52,6% del grupo de control. Gulpek et al<sup>26</sup> no han detectado asociaci&#243;n significativa entre el desorden del p&#225;nico y el S&#237;ndrome de Hipermovilidad.</p>
      <p>Enfermedad cardiovascular con mayor riesgo de muerte es com&#250;n en el S&#237;ndrome de Marfan y estos son portadores de HA. Es una enfermedad hereditaria del tejido conjuntivo, de origen gen&#233;tico, autos&#243;mica dominante y de expresividad variable. Ataca principalmente los sistemas esquel&#233;ticos, oculares y cardiovasculares. La prevalencia estimada es de 1/10.000 individuos. El origen de la enfermedad est&#225; en la mutaci&#243;n en el gen de la fibrilina (FBN-1), localizado en el cromosoma 15. Las principales alteraciones cardiovasculares son la ectasia anuloa&#243;rtica y el prolapso valvar mitral<sup>9,15</sup>. Lopez et al<sup>14</sup> evaluaron a 21 ni&#241;os portadores del S&#237;ndrome de Marfan, con edades entre 9 meses y 16 a&#241;os, de ellos 62% del sexo masculino. Despu&#233;s del examen ecocardiogr&#225;fico, se verific&#243; una incidencia del 52% de los pacientes con prolapso valvar.</p>
      <p>
        <bold>Consideraciones finales</bold>
      </p>
      <p>La hipermovilidad articular ha sido tema de diversas discusiones, por alcanzar a la poblaci&#243;n com&#250;n, predisponi&#233;ndola a alteraciones org&#225;nicas diversas de etiolog&#237;a todav&#237;a discutible. Su caracter&#237;stica se relaciona al desorden gen&#233;tico del tejido conjuntivo, lo que puede causar dolores y alteraciones musculoesquel&#233;ticas. El prolapso de la v&#225;lvula mitral es tambi&#233;n un desorden gen&#233;tico del tejido conjuntivo, con posibles alteraciones cromos&#243;micas. Est&#225; diagnosticado en el 2,4% de la poblaci&#243;n general.</p>
      <p>La inclusi&#243;n de tests de mensuraci&#243;n de movilidad articular en la evaluaci&#243;n cl&#237;nica puede ser relevante, ya que, constatada la presencia de HA, se debe poner atenci&#243;n a las diversas alteraciones provenientes de esta caracter&#237;stica gen&#233;tica - incluso el PVM. Tal actitud proporciona, de esta forma, diagn&#243;stico y tratamiento precoz, puesto que en muchos casos hay una evoluci&#243;n de forma asintom&#225;tica. Sin embargo, faltan estudios que comprueben la relaci&#243;n de la HA con la evoluci&#243;n y gravedad del PVM.</p>
      <p>Las alteraciones gen&#233;ticas en la composici&#243;n del col&#225;geno parecen ser la principal causa de la HA y del PVM. Pero no hay estudios que comprueben totalmente esta relaci&#243;n, aunque muchos se&#241;alen hacia altas prevalencias entre ellos. Investigaciones relacionan tambi&#233;n el PVM y el HA a disturbios de ansiedad y p&#225;nico, que probablemente poseen asociaciones decurrentes de las alteraciones del col&#225;geno, resultantes de eventuales cambios en el escaso col&#225;geno del tejido nervioso central.</p>
      <p>Pocos son los estudios que correlacionan prolapso de la v&#225;lvula mitral e hipermovilidad articular, cuando se comparan diversos m&#233;todos de evaluaci&#243;n. Adem&#225;s, los m&#233;todos empleados para evaluar la movilidad articular en diversas condiciones de salud est&#225;n considerados ultrapasados y limitados. Se necesita tambi&#233;n desarrollar estudios histopatol&#243;gicos vinculados a tests f&#237;sicos que comprueben la efectividad de los mismos, relacion&#225;ndolos a las alteraciones estructurales de los componentes articulares.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas. </p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de la tesis de Maestr&#237;a de Simone Cavenaghi por la Facultad de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
