<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">Wc5tHxkv54YrtMLcFwFVXFP</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00014</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000900014</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300314</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000900014</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Substitui&#231;&#227;o valvar isolada com pr&#243;teses met&#225;licas St. Jude Medical em posi&#231;&#227;o a&#243;rtica ou mitral: seguimento de m&#233;dio prazo</article-title>
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            <given-names>Paulo Roberto Barbosa</given-names>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Departamento de Cirurgia e Anatomia</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>09</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>290</fpage>
      <lpage>298</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>17</day>
          <month>06</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>09</day>
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        <date date-type="received">
          <day>30</day>
          <month>04</month>
          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Em nosso meio as pr&#243;teses valvares biol&#243;gicas predominam, considerando-se as dificuldades relacionadas &#224; anticoagula&#231;&#227;o, mesmo em pacientes jovens, a despeito da necessidade de repetidas opera&#231;&#245;es devido &#224; degenera&#231;&#227;o das pr&#243;teses biol&#243;gicas. OBJETIVO: Apresentar a evolu&#231;&#227;o em m&#233;dio prazo de pacientes submetidos &#224; substitui&#231;&#227;o da valva mitral ou a&#243;rtica por pr&#243;tese valvar mec&#226;nica St. Jude. M&#201;TODOS: Foi analisada retrospectivamente a evolu&#231;&#227;o dos pacientes operados entre janeiro de 1995 e dezembro de 2003 e seguidos at&#233; dezembro de 2006. RESULTADOS: Cento e sessenta e oito pacientes receberam pr&#243;tese valvar mitral e 117, a&#243;rtica. A idade m&#233;dia de ambos os grupos foi de 45 anos. Entre os mitrais, 75% tinham at&#233; 55 anos e 65% eram mulheres. Entre os a&#243;rticos, 66% tinham at&#233; 55 anos e 69% eram homens. Considerando-se apenas mortes relacionadas &#224;s pr&#243;teses valvares, a sobrevida foi de 85,6% para os mitrais e de 88,7% para os a&#243;rticos (p=0,698). Entre os mitrais, 97% estavam livres de reopera&#231;&#227;o, e entre os a&#243;rticos 99% (p=0,335). Quanto aos eventos tromboemb&#243;licos, a porcentagem de pacientes livres foi de 82% entre os mitrais e de 98% entre os a&#243;rticos (p=0,049), e para os eventos hemorr&#225;gicos foi de 71% e 86% respectivamente (0,579). Quanto &#224; ocorr&#234;ncia de endocardite, 98 % entre os mitrais e 99% entre os a&#243;rticos estavam livres ao final de 10 anos (p=0,534). CONCLUS&#195;O: Nossa experi&#234;ncia com pr&#243;teses met&#225;licas St. Jude em uma popula&#231;&#227;o predominantemente jovem confirma o bom desempenho desta pr&#243;tese, em acordo com outras experi&#234;ncias publicadas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Pr&#243;teses das valvas card&#237;acas</kwd>
        <kwd>doen&#231;a das valvas card&#237;acas</kwd>
        <kwd>valva a&#243;rtica</kwd>
        <kwd>valva mitral</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> VALVOPATIAS</p>
    <p>Substitui&#231;&#227;o valvar isolada com pr&#243;teses met&#225;licas <italic><bold>St. Jude Medical</bold></italic> em posi&#231;&#227;o a&#243;rtica ou mitral. Seguimento de m&#233;dio prazo</p>
    <p>
      <bold>Alfredo Jos&#233; Rodrigues; Paulo Roberto Barbosa &#201;vora; Solange Bassetto; Lafaiete Alves Jr.; Adilson Scorzoni Filho; Walter Villela A. Vicente </bold>
    </p>
    <p>Departamento de Cirurgia e Anatomia, Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto, Ribeir&#227;o Preto, SP, Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Em nosso meio as pr&#243;teses valvares biol&#243;gicas predominam, considerando-se as dificuldades relacionadas &#224; anticoagula&#231;&#227;o, mesmo em pacientes jovens, a despeito da necessidade de repetidas opera&#231;&#245;es devido &#224; degenera&#231;&#227;o das pr&#243;teses biol&#243;gicas. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Apresentar a evolu&#231;&#227;o em m&#233;dio prazo de pacientes submetidos &#224; substitui&#231;&#227;o da valva mitral ou a&#243;rtica por pr&#243;tese valvar mec&#226;nica <italic>St. Jude</italic>. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foi analisada retrospectivamente a evolu&#231;&#227;o dos pacientes operados entre janeiro de 1995 e dezembro de 2003 e seguidos at&#233; dezembro de 2006. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Cento e sessenta e oito pacientes receberam pr&#243;tese valvar mitral e 117, a&#243;rtica. A idade m&#233;dia de ambos os grupos foi de 45 anos. Entre os mitrais, 75% tinham at&#233; 55 anos e 65% eram mulheres. Entre os a&#243;rticos, 66% tinham at&#233; 55 anos e 69% eram homens. Considerando-se apenas mortes relacionadas &#224;s pr&#243;teses valvares, a sobrevida foi de 85,6% para os mitrais e de 88,7% para os a&#243;rticos (p=0,698). Entre os mitrais, 97% estavam livres de reopera&#231;&#227;o, e entre os a&#243;rticos 99% (p=0,335). Quanto aos eventos tromboemb&#243;licos, a porcentagem de pacientes livres foi de 82% entre os mitrais e de 98% entre os a&#243;rticos (p=0,049), e para os eventos hemorr&#225;gicos foi de 71% e 86% respectivamente (0,579). Quanto &#224; ocorr&#234;ncia de endocardite, 98 % entre os mitrais e 99% entre os a&#243;rticos estavam livres ao final de 10 anos (p=0,534). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Nossa experi&#234;ncia com pr&#243;teses met&#225;licas <italic>St. Jude</italic> em uma popula&#231;&#227;o predominantemente jovem confirma o bom desempenho desta pr&#243;tese, em acordo com outras experi&#234;ncias publicadas. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Pr&#243;teses das valvas card&#237;acas, doen&#231;a das valvas card&#237;acas, valva a&#243;rtica, valva mitral.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Pr&#243;teses met&#225;licas valvares t&#234;m uma taxa extremamente baixa de falha estrutural e, com anticoagula&#231;&#227;o apropriada, o risco de tromboembolismo &#233; similar ao observado com o uso de biopr&#243;teses sem anticoagulantes<sup>1</sup>. Dessa forma, as pr&#243;teses met&#225;licas seriam a escolha para pacientes com expectativa de vida mais longa e sem contra-indica&#231;&#245;es para anticoagula&#231;&#227;o. Entretanto, em pa&#237;ses em desenvolvimento, o manejo da anticoagula&#231;&#227;o pode ser um problema devido a quest&#245;es socioecon&#244;micas. Como resultado, prevalece a substitui&#231;&#227;o valvar com biopr&#243;tese no Brasil<sup>2,3</sup>, principalmente na posi&#231;&#227;o mitral, mesmo em pacientes jovens. Entretanto, acreditamos que, a despeito das quest&#245;es relacionadas &#224; anticoagula&#231;&#227;o nos pa&#237;ses em desenvolvimento, o uso de pr&#243;teses valvares met&#225;licas &#233; vi&#225;vel e vantajoso. </p>
    <p>Assim, esse estudo sumariza nossa experi&#234;ncia de at&#233; 10 anos com uma s&#233;rie consecutiva de recipientes de pr&#243;tese valvar mec&#226;nica <italic>St. Jude</italic> na posi&#231;&#227;o mitral (SVM) ou a&#243;rtica (SVA). </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Pacientes e seguimento</bold>
    </p>
    <p>Como este &#233; um estudo retrospectivo utilizando um banco de dados, o Comit&#234; de &#201;tica de nossa institui&#231;&#227;o dispensou a exig&#234;ncia de obter o consentimento dos pacientes. Os autores n&#227;o t&#234;m nenhum interesse financeiro ou comercial na manufatura ou distribui&#231;&#227;o do produto, incluindo suporte financeiro ou afilia&#231;&#245;es. </p>
    <p>Revisamos os dados de todos os pacientes que receberam pr&#243;tese valvar met&#225;lica da <italic>St. Jude</italic> (modelo "Standard", <italic>St. Jude Medical</italic>, Inc.), na posi&#231;&#227;o a&#243;rtica ou mitral, entre Janeiro de 1995 e Dezembro de 2003. O objetivo prim&#225;rio foi documentar a sobreviv&#234;ncia dos pacientes e eventos relacionados &#224; pr&#243;tese at&#233; Dezembro de 2006. O seguimento foi conduzido atrav&#233;s de contato com o paciente em nosso Ambulat&#243;rio de Coagula&#231;&#227;o e compreendeu 92% dos pacientes submetidos &#224; cirurgia. As causas de &#243;bito foram determinadas a partir dos registros hospitalares e certifica&#231;&#227;o de &#243;bito autorizada pelo governo, quando acess&#237;veis. Todas as mortes s&#250;bitas ou de causa desconhecida foram consideradas como sendo relacionadas &#224; valva. As t&#233;cnicas operat&#243;rias n&#227;o foram similares e refletiram as prefer&#234;ncias dos cirurgi&#245;es. Todos os pacientes receberam apenas a pr&#243;tese mec&#226;nica padr&#227;o <italic>St. Jude</italic>. </p>
    <p>A anticoagula&#231;&#227;o com Warfarina s&#243;dica (Coumadin) foi iniciada 48 horas ap&#243;s a cirurgia, se poss&#237;vel. De outro modo, a administra&#231;&#227;o de heparina (5.000 unidades, via subcut&#226;nea, de 8 em 8 h) ou enoxaparin (1 mg/kg de 12 em 12 h) foi iniciada. O &#237;ndice de normatiza&#231;&#227;o internacional (INR) alvo era 2 a 2,5 para SVA e 2,5 a 3,5 para SVM. O seguimento para monitora&#231;&#227;o da anticoagula&#231;&#227;o foi programado da alta hospitalar at&#233; 15 dias em nossa institui&#231;&#227;o e mensalmente ou bimestralmente no per&#237;odo p&#243;s-operat&#243;rio. Os pacientes que optaram pelo seguimento em outra institui&#231;&#227;o m&#233;dica foram orientados a manter um esquema similar. </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica </bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis cont&#237;nuas s&#227;o apresentadas como m&#233;dia &#177; desvio padr&#227;o e as vari&#225;veis categ&#243;ricas s&#227;o apresentadas como porcentagens. As propor&#231;&#245;es foram comparadas usando o Teste Exato de Fisher ou Teste de McNemar, e as vari&#225;veis cont&#237;nuas usando o Teste de Mann-Whitney. Curvas atuariais foram constru&#237;das para descrever a mortalidade e a incid&#234;ncia de complica&#231;&#245;es relacionadas &#224;s pr&#243;teses usando a t&#233;cnica de Kaplan-Meier. O teste de Log-Rank foi usado para comparar a igualdade de sobreviv&#234;ncia e distribui&#231;&#227;o de eventos. As curvas foram constru&#237;das para ambos os grupos submetidos a SVA e SVM para os <italic>end-points </italic>de morte tardia por qualquer causa, morte relacionada &#224; pr&#243;tese, re-opera&#231;&#227;o relacionada &#224; pr&#243;tese, endocardite na pr&#243;tese, eventos tromboemb&#243;licos e hemorragia relacionada &#224; anticoagula&#231;&#227;o. A propor&#231;&#227;o de pacientes livres de eventos relacionadas &#224; pr&#243;tese e seu erro-padr&#227;o, bem como a taxa linearizada dos eventos relacionados &#224; valva, foram reportados. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Dados demogr&#225;ficos dos pacientes</bold>
    </p>
    <p>Dos 285 pacientes submetidos a substitui&#231;&#227;o de apenas uma valva, 168 receberam pr&#243;tese mitral e 117 receberam pr&#243;tese a&#243;rtica. A idade m&#233;dia da popula&#231;&#227;o estudada era de 45&#177;15 anos (variando de 9 a 75 anos), sendo que 71% tinham 55 anos ou mais, e 51% eram do sexo feminino. A <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref> sumariza os dados demogr&#225;ficos dos grupos SVA e SVM. </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>No grupo SVM, a idade m&#233;dia era de 45&#177;16 anos, sendo que 75% tinham 55 anos ou menos e 65% eram do sexo feminino. No grupo SMA, a idade m&#233;dia era de 45&#177;16 anos, sendo que 66% tinham 55 anos ou menos, com predomin&#226;ncia do g&#234;nero masculino (69%). A propor&#231;&#227;o de pacientes que havia sido submetida &#224; opera&#231;&#245;es card&#237;acas anteriores, apresentava fibrila&#231;&#227;o atrial pr&#233;-operat&#243;ria, era Classe Funcional (NYHA) III e tinha press&#227;o arterial pulmonar sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 50 mmHg era significantemente maior no grupo SVM. Por outro lado, o grupo SVA apresentava uma propor&#231;&#227;o significantemente mais alta de pacientes que haviam tido infarto do mioc&#225;rdio ou endocardite. </p>
    <p>No grupo SVM, a doen&#231;a card&#237;aca reum&#225;tica era a principal causa da disfun&#231;&#227;o valvar (74%) seguida por doen&#231;as degenerativas (14%) e endocardite (5%). No grupo SVA, a principal etiologia era febre reum&#225;tica (33%) seguida por doen&#231;as degenerativas (15%), valva a&#243;rtica bivalvular (11%), doen&#231;a a&#243;rtica valvar senil (13%) e endocardite (10%). A propor&#231;&#227;o de pacientes operados devido &#224; disfun&#231;&#227;o de pr&#243;tese foi significantemente mais alta no grupo SVM (<xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>), e nesse grupo, 89% das disfun&#231;&#245;es de pr&#243;tese eram devidas &#224; degenera&#231;&#227;o da biopr&#243;tese (idade m&#233;dia 47&#177;13 anos) e 43% tinham fibrila&#231;&#227;o atrial cr&#244;nica. Entretanto, a disfun&#231;&#227;o da pr&#243;tese mec&#226;nica (todas n&#227;o-estruturais) prevaleceu no grupo SVA (67%). No grupo SVM, 38% dos pacientes apresentavam concomitante anuloplastia tric&#250;spide e 3% cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio (CRM). No grupo SVA, 13% tinham CRM concomitante e 5% tinham reconstru&#231;&#227;o de valva mitral concomitante. A <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref> mostra a distribui&#231;&#227;o dos tamanhos das pr&#243;teses. </p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Seguimento</bold>
    </p>
    <p>A mortalidade operat&#243;ria para os grupos SVA e SVM foi de 7% e 7,5%, respectivamente. No grupo SVA, a idade m&#233;dia dos pacientes que morreram no hospital foi de 50&#177;17 anos (<italic>versus</italic> 45 anos, p=0,440); entretanto, a propor&#231;&#227;o de pacientes que apresentavam Classe Funcional (CF) III/IV (NYHA) ou tinham hist&#243;rico de infarto do mioc&#225;rdio anterior era mais alta do que a observada entre os indiv&#237;duos que receberam alta hospitalar (75% <italic>versus</italic> 34%, p=0,049 e 37% <italic>versus</italic> 5%, p=0,010, respectivamente). Al&#233;m disso, a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o era significantemente mais baixa (0,49&#177;0,15 <italic>versus</italic> 0,61&#177;0,13, p=0,049). No grupo SVM, a idade m&#233;dia dos que morreram no hospital foi 54 anos (<italic>versus</italic> 44 anos, p=0,005), a propor&#231;&#227;o de pacientes com mais de 60 anos (25% <italic>versus</italic> 6%, p=0,024), com disfun&#231;&#227;o de pr&#243;tese valvar (37% <italic>versus</italic> 14%, p=0,030), e com CF III/IV (81% <italic>versus</italic> 53 %, p=0,036) era mais alta do que a observada nos indiv&#237;duos que receberam alta hospitalar. </p>
    <p>O seguimento total foi de 691,8 pacientes/ano para o grupo SVM e 471,3 pacientes/ano para o grupo SVA. Ap&#243;s a cirurgia, o n&#250;mero de pacientes na CF I da NYHA aumentou significantemente em ambos os grupos. No grupo SVM, 68% dos pacientes estavam na CF I p&#243;s-operativamente (<italic>versus</italic> 16% pr&#233;-operativamente, p&lt;0,001, teste de McNemar). No grupo SVA, 87% estavam na CF I p&#243;s-operativamente (<italic>versus</italic> 23% pr&#233;-operativamente, p&lt;0,001, teste de McNemar). O n&#250;mero de pacientes com fibrila&#231;&#227;o atrial (FA) aumentou ap&#243;s a substitui&#231;&#227;o da valva em ambos os grupos. No grupo SVM, 49% dos pacientes apresentavam FA p&#243;s-operativamente (<italic>versus</italic> 43% pr&#233;-operativamente, p=0,08, teste de McNemar), e no grupo SVA, 14% apresentavam FA ap&#243;s a cirurgia (<italic>versus</italic> 6% pr&#233;-operativamente, p=0,039, teste de McNemar).</p>
    <p>
      <bold>Mortalidade tardia </bold>
    </p>
    <p>No grupo SVM, ocorreram 14 mortes tardias (7 relacionadas &#224; valva, 1 de causa card&#237;aca e 6 de causas n&#227;o-card&#237;acas). No grupo SVA, houve 9 mortes tardias (6 relacionadas &#224; valva, 1 de causa card&#237;aca e 2 de causas n&#227;o-card&#237;acas). A sobrevida foi de 82% &#177; 6% ap&#243;s 10 anos para o grupo SVM e 83% &#177; 8% (p=0,882) para o grupo SVA. .</p>
    <p>
      <bold>Mortalidade relacionada &#224; pr&#243;tese</bold>
    </p>
    <p>No grupo SVM, das 7 mortes consideradas relacionadas &#224; pr&#243;tese, 3 foram causadas por acidentes vasculares cerebrais emb&#243;licos e em 4 pacientes a causa da morte foi desconhecida. No grupo SVA, das 6 mortes consideradas relacionadas &#224; pr&#243;tese, 3 foram causadas por acidentes vasculares cerebrais (2 isqu&#234;micos e 1 hemorr&#225;gico), 1 foi causada por endocardite e em 2 pacientes a causa da morte foi desconhecida. A sobrevida livre de morte relacionada &#224; pr&#243;tese ap&#243;s 10 anos (<xref ref-type="fig" rid="fig1a">Figura 1</xref>) para o grupo SVM e SVA foi de 89&#177;7% e 85%&#177;8%, respectivamente (p=0,699). A taxa linearizada das mortes relacionadas &#224; pr&#243;tese foi de 1,3% por paciente-ano para ambos os grupos. Os pacientes cuja causa da morte era desconhecida estavam sendo acompanhados em nossa institui&#231;&#227;o e a morte foi relatada por parentes. </p>
    <fig id="fig1a">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-e01.jpg"/></p>
    <p>
      <bold>Re-opera&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Re-opera&#231;&#227;o foi realizada em 4 pacientes no grupo SVM e 1 paciente do grupo SVA. As raz&#245;es para a re-opera&#231;&#227;o no grupo SVM foram deisc&#234;ncia peri-prot&#233;tica em 1 paciente, endocardite em 1 paciente e trombose da pr&#243;tese em 2 pacientes. No grupo SVA, a raz&#227;o para re-opera&#231;&#227;o foi deisc&#234;ncia perivalvar. A deteriora&#231;&#227;o estrutural da valva n&#227;o foi observada em nenhum dos dois grupos. No grupo SVM, a sobrevida livre de re-opera&#231;&#227;o (<xref ref-type="fig" rid="fig02">Figura 2</xref>) foi de 97% &#177; 2% ap&#243;s 10 anos e 99%&#177; 1% ap&#243;s 10 anos no grupo SVA (p=0,335). A taxa linearizada de re-opera&#231;&#227;o foi de 0,6% por paciente-ano para o grupo SVM e 0.2% por paciente-ano para o grupo SVA. </p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf02.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Complica&#231;&#245;es tromboemb&#243;licas</bold>
    </p>
    <p>Onze pacientes apresentaram eventos tromboemb&#243;licos no grupo SVM: 8 tiveram acidente vascular cerebral, um teve um ataque isqu&#234;mico transit&#243;rio e 2 tiveram trombose valvar sem tromboembolismo clinicamente evidente. Dois pacientes no grupo SVA apresentaram acidente vascular cerebral isqu&#234;mico. A an&#225;lise de Kaplan-Meier mostrou que a sobrevida livre de eventos tromboemb&#243;licos (<xref ref-type="fig" rid="fig03">Figura 3</xref>) foi de 82% &#177; 8% no grupo SVM 98% &#177; 2% no grupo SVA, significantemente mais baixa do que no grupo SVM (p=0,049). A taxa linearizada de tromboembolismo foi de 1,7% por paciente/ano para o grupo SVM e 0.5% por paciente-ano para o grupo SVA. </p>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf03.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Eventos hemorr&#225;gicos </bold>
    </p>
    <p>Eventos hemorr&#225;gicos que necessitaram de cuidados m&#233;dicos ocorreram em 30 pacientes, 11 no grupo SVA e 19 no grupo SVM. De acordo com a an&#225;lise de Kaplan-Meier, a sobrevida livre de eventos hemorr&#225;gicos (<xref ref-type="fig" rid="fig04">Figura 4</xref>) foi de 71% &#177; 8% no grupo SVM e 86 &#177; 4% no grupo SVA ap&#243;s 10 anos (p=0,579). A taxa linearizada de eventos hemorr&#225;gicos foi 3,0% por paciente-ano para o grupo SVM e 2,4% por paciente/ano para o grupo SVA. No grupo SVM, 9 pacientes apresentaram sangramento gastrointestinal (3 morreram), 2 apresentaram menorragia, 3 apresentaram hemorragia de cisto ovariano, 3 apresentaram epistaxe maci&#231;a, 1 apresentou acidente vascular cerebral hemorr&#225;gico (morreu) e 1 apresentou hemoptise. No grupo SVA, 7 apresentaram sangramento gastrointestinal, 1 apresentou hemorragia de cisto ovariano, 1 apresentou hemat&#250;ria, 1 apresentou hemartrose e 1 apresentou extenso hematoma retroperitoneal traum&#225;tico. Nenhum paciente morreu por causas hemorr&#225;gicas no grupo SVA. </p>
    <fig id="fig04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf04.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Endocardite na pr&#243;tese valvar </bold>
    </p>
    <p>Houve tr&#234;s casos de endocardite em pr&#243;tese valvar (EPV) no grupo SVM e um caso no grupo SVA. Portanto, a sobrevida livre de EPV (<xref ref-type="fig" rid="fig05">Figura 5</xref>) foi de 98% &#177; 1% no grupo SVM e 99% &#177; 1% no grupo SVA (p=0,534). A taxa linearizada de endocardite na pr&#243;tese valvar foi de 0,4% por paciente/ano para o grupo SVM e 0,2% por paciente/ano para o grupo SVA. </p>
    <fig id="fig05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf05.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Embora o reparo valvar tenha se tornado o procedimento de escolha para a corre&#231;&#227;o de disfun&#231;&#227;o valvar, o seu uso na doen&#231;a valvar a&#243;rtica adulta e regurgita&#231;&#227;o mitral reum&#225;tica tem permanecido raro. Em tais situa&#231;&#245;es, o reparo &#233; tecnicamente mais dif&#237;cil, principalmente em valvas calcificadas, e pode estar associado a uma alta taxa de fracasso<sup>4</sup>. Assim, frequentemente, a substitui&#231;&#227;o valvar &#233; a &#250;nica op&#231;&#227;o para tratar muitas disfun&#231;&#245;es card&#237;acas valvares. Entretanto, em pa&#237;ses em desenvolvimento, a substitui&#231;&#227;o valvar &#233; sempre uma quest&#227;o preocupante, devido &#224; sangramentos relacionados com a terapia de anticoagula&#231;&#227;o e/ou eventos tromboemb&#243;licos, principalmente devido &#224; quest&#245;es socioecon&#244;micas. </p>
    <p>No Brasil, a febre reum&#225;tica ainda &#233; a principal causa de disfun&#231;&#227;o valvar, principalmente da valva mitral, uma doen&#231;a que geralmente afeta popula&#231;&#245;es mais jovens<sup>5,6</sup>. De acordo com o governo brasileiro<xref ref-type="fn" rid="nt01"><sup>*</sup></xref>, a maioria da popula&#231;&#227;o utiliza o sistema p&#250;blico de sa&#250;de, pois apenas 25% da popula&#231;&#227;o t&#234;m plano de sa&#250;de privado. Sendo assim, o uso de pr&#243;teses met&#225;licas, em uma situa&#231;&#227;o socioecon&#244;mica n&#227;o-ideal, exporia os pacientes &#224; sangramentos relacionados ao uso de anticoagulantes e/ou eventos tromboemb&#243;licos. Consequentemente, o uso de biopr&#243;teses, principalmente na posi&#231;&#227;o mitral, e mesmo em pacientes jovens, prevalece no Brasil<sup>2,3,7</sup>. Entretanto, embora eficientes, as biopr&#243;teses podem expor esses indiv&#237;duos ao risco e estresse de cirurgias valvares de repeti&#231;&#227;o<sup>8</sup>. </p>
    <p>Nossos resultados mostram que, embora os pacientes operados devido &#224; disfun&#231;&#227;o de pr&#243;tese mitral fossem jovens (idade m&#233;dia de 47 anos) e 43% j&#225; apresentassem fibrila&#231;&#227;o atrial (FA) cr&#244;nica antes da opera&#231;&#227;o, 89% tinham recebido uma biopr&#243;tese, muito embora muitos deles j&#225; fizessem uso de anticoagulantes e a taxa de disfun&#231;&#227;o estrutural degenerativa seria presumivelmente alta. Al&#233;m disso, nossos resultados mostraram que o n&#250;mero de pacientes com FA era mais alto no per&#237;odo p&#243;s-operat&#243;rio quando comparado com o per&#237;odo anterior &#224; interven&#231;&#227;o, indicando que novos casos foram adicionados. N&#227;o temos certeza sobre a raz&#227;o, mas especulamos que, considerando que os pacientes que apresentam doen&#231;a card&#237;aca reum&#225;tica e FA persistente geralmente n&#227;o retornam ao ritmo sinusal ap&#243;s a cirurgia, e que as altera&#231;&#245;es patol&#243;gicas causadas pela doen&#231;a reum&#225;tica podem ter permanecido ap&#243;s a cirurgia, alguns pacientes podem ter apresentado FA p&#243;s-operativamente, a despeito das vantagens hemodin&#226;micas obtidas com a substitui&#231;&#227;o valvar. </p>
    <p>Muito embora os resultados cl&#237;nicos com o uso de biopr&#243;teses em uma popula&#231;&#227;o jovem tenham sido considerados bons<sup>9</sup>, a degenera&#231;&#227;o valvar que leva &#224; necessidade de re-opera&#231;&#227;o &#233; sem d&#250;vida uma quest&#227;o de grande import&#226;ncia. Na experi&#234;ncia de Pomerantzeff e cols.<sup>9</sup> com biopr&#243;teses, 33% dos pacientes estavam livres de re-opera&#231;&#227;o e a sobrevida livre de deteriora&#231;&#227;o estrutural valvar para pacientes com idade &lt; 50 anos foi de 51,8%. &#201; interessante o fato de que a experi&#234;ncia de Pomerantzeff e cols.<sup>9</sup> mostrou que a sobrevida livre de tromboembolismo com biopr&#243;tese era de 82,3 %, similar ao que observamos no presente estudo, embora o seu seguimento tenha sido mais longo. </p>
    <p>Ruel e cols.<sup>10</sup> observaram que as biopr&#243;teses mitrais n&#227;o oferecem vantagem quando comparadas com as pr&#243;teses met&#225;licas, com a exce&#231;&#227;o da n&#227;o-necessidade do uso de Warfarina, e como a re-opera&#231;&#227;o apresenta riscos significantes, eles sugerem que as biopr&#243;teses possam ser na verdade, mais danosas. Na presente coorte, observamos que a cirurgia devido &#224; disfun&#231;&#227;o da pr&#243;tese estava associada com mortalidade hospitalar. Al&#233;m disso, Ruel e cols.<sup>10</sup> tamb&#233;m consideraram que a taxa mais alta de eventos emb&#243;licos poderia ser confundida pela mais alta co-preval&#234;ncia de FA nas doen&#231;as valvares mitrais, com o que concordamos. Interessantemente, o estudo de Kulik e cols.<sup>11</sup>, ao comparar o uso de pr&#243;teses met&#225;licas <italic>versus</italic> biopr&#243;teses em pacientes de meia idade, sugere que esses pacientes n&#227;o est&#227;o livres de eventos adversos significantes relacionados &#224; pr&#243;tese. Al&#233;m disso, de acordo com Khan e cols.<sup>12</sup>, a diferen&#231;a prim&#225;ria observada nos resultados entre pr&#243;teses met&#225;licas e biopr&#243;teses era um maior risco de hemorragia em pacientes que tinham recebido valva a&#243;rtica mec&#226;nica e um maior risco de falha estrutural em todos os pacientes que tinham recebido valva de tecido. A taxa de re-opera&#231;&#227;o para biopr&#243;teses superaria o risco constante de hemorragia relacionada ao uso de anticoagulantes com as valvas met&#225;licas<sup>12</sup>. Portanto, Kulik e cols.<sup>11</sup> sugeriram que o uso de pr&#243;tese mec&#226;nica pode ser pelo menos t&#227;o bom, e possivelmente melhor, do que o uso de biopr&#243;teses em pacientes de meia idade. N&#227;o cremos, com base em todas as quest&#245;es socioecon&#244;micas em pa&#237;ses em desenvolvimento, que a pr&#243;tese mec&#226;nica seja melhor do que a biopr&#243;tese, mas acreditamos que ela possa ser pelo menos t&#227;o boa quanto a biopr&#243;tese. Entretanto, embora as biopr&#243;teses tenham uma dura&#231;&#227;o limitada e possam necessitar de substitui&#231;&#227;o devido &#224; deteriora&#231;&#227;o estrutural, o que pode estar relacionado &#224; uma taxa de mortalidade operat&#243;ria mais alta do que a primeira cirurgia valvar<sup>8</sup>, a re-opera&#231;&#227;o devido &#224; disfun&#231;&#227;o da valva mec&#226;nica pode estar associada com uma mortalidade perioperat&#243;ria ainda mais alta do que a disfun&#231;&#227;o das valvas de tecido<sup>13</sup>. </p>
    <p>Assim, a monitora&#231;&#227;o adequada da anticoagula&#231;&#227;o &#233; mandat&#243;ria em pacientes que optaram por uma valva mec&#226;nica, principalmente na posi&#231;&#227;o mitral. </p>
    <p>Nossa institui&#231;&#227;o &#233; um hospital universit&#225;rio que atende a uma popula&#231;&#227;o circundante de 5 milh&#245;es de habitantes, e temos instala&#231;&#245;es para monitora&#231;&#227;o e manejo de anticoagula&#231;&#227;o oral. Al&#233;m disso, a maioria das cidades ao redor da nossa oferece transporte gr&#225;tis at&#233; a nossa institui&#231;&#227;o para pacientes que precisam de aten&#231;&#227;o m&#233;dica secund&#225;ria e terci&#225;ria. Consequentemente, praticamente a totalidade de nossos pacientes mais jovens optam pela pr&#243;tese mec&#226;nica e os resultados apresentados aqui est&#227;o de acordo com os bons resultados observados por outros autores com essa pr&#243;tese mec&#226;nica de duplo folheto. Entretanto, nossas instala&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o uma garantia da ades&#227;o dos pacientes &#224; anticoagula&#231;&#227;o sist&#234;mica por toda a vida e os profissionais que cuidam desses pacientes devem considerar, al&#233;m das instala&#231;&#245;es m&#233;dicas, as condi&#231;&#245;es sociais e culturais desses pacientes. </p>
    <p>Nossos resultados s&#227;o compar&#225;veis &#224; outras experi&#234;ncias com pr&#243;tese mec&#226;nica de duplo folheto<sup>14-17</sup>. Al&#233;m disso, a sobrevida de 5 anos para cada valva que observamos parece ser similar &#224; observada por outros autores<sup>15,18</sup>. A anticoagula&#231;&#227;o cr&#244;nica permanece a principal causa de eventos relacionados &#224; valvas em pacientes com pr&#243;teses met&#225;licas. A porcentagem de pacientes livres de eventos tromboemb&#243;licos foi maior no grupo SVA do que no grupo SVM, similar ao que foi observado por outros autores<sup>18</sup>. Entretanto, a taxa linearizada de complica&#231;&#245;es tromboemb&#243;licas nesse estudo foi compar&#225;vel com outros estudos feitos com a pr&#243;tese <italic>St. Jude Medical</italic>, bem como a incid&#234;ncia de complica&#231;&#245;es hemorr&#225;gicas relacionadas ao uso de anticoagulantes<sup>15,17-19</sup>. A maior incid&#234;ncia de eventos tromboemb&#243;licos em pacientes com pr&#243;tese mec&#226;nica mitral &#233; um fato bem conhecido<sup>1</sup>, no qual a FA certamente tamb&#233;m tem um papel importante. Assim, nossos resultados refletem a capacidade de manter um estado de anticoagula&#231;&#227;o aceit&#225;vel em uma situa&#231;&#227;o de sistema p&#250;blico de sa&#250;de, uma grande preocupa&#231;&#227;o em pa&#237;ses em desenvolvimento. </p>
    <p>A incid&#234;ncia de endocardite em pr&#243;tese valvar foi baixa (SVA, 0,2%/paciente/ano; SVM, 0,4%/paciente/ano), similar &#224; outros estudos. Bact&#233;rias comensais orais s&#227;o um importante agente etiol&#243;gico na endocardite e pacientes com doen&#231;a periodontal apresentam risco de bacteremia<sup>20</sup>. Essa &#233; outra quest&#227;o importante em pa&#237;ses em desenvolvimento, j&#225; que existe uma rela&#231;&#227;o entre pobreza e m&#225; sa&#250;de oral<sup>21</sup>. Acreditamos que nossa baixa taxa de endocardite seja devida ao programa de avalia&#231;&#227;o dental pr&#233;-operat&#243;rio, rotineiramente realizado em nossa institui&#231;&#227;o, que inclui o tratamento necess&#225;rio e orienta&#231;&#245;es referentes &#224; cuidados orais e profilaxia ap&#243;s a cirurgia. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao desempenho da pr&#243;tese, embora n&#227;o haja dados sobre a hemodin&#226;mica da pr&#243;tese, nossos resultados mostram que uma melhora significante na classe funcional NYHA. Al&#233;m disso, a aus&#234;ncia de problemas estruturais e a baixa incid&#234;ncia de complica&#231;&#245;es relacionadas &#224; pr&#243;tese tamb&#233;m demonstram o bom desempenho dessa pr&#243;tese.</p>
    <p>Estudamos retrospectivamente um pequeno grupo de pacientes n&#227;o-randomizados e n&#227;o-pareados por um intervalo de tempo relativamente curto. Apesar dessas limita&#231;&#245;es, acreditamos que nosso estudo contribui para o debate sobre as op&#231;&#245;es terap&#234;uticas para disfun&#231;&#227;o card&#237;aca valvar em pa&#237;ses em desenvolvimento, pois a reconstru&#231;&#227;o nem sempre &#233; fact&#237;vel e um substituto valvar ideal n&#227;o existe no momento. </p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Essa s&#233;rie de pacientes adultos predominantemente jovens submetidos &#224; substitui&#231;&#227;o da valva mitral ou a&#243;rtica com pr&#243;teses met&#225;licas <italic>St. Jude Medical</italic> em um pa&#237;s em desenvolvimento confirma o bom desempenho dessa pr&#243;tese, o que est&#225; de acordo com estudos anteriores. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro que os autores: Alfredo Jos&#233; Rodrigues, Paulo Roberto Barbosa &#201;vora, Adilson Scorzoni Filho e Walter Villela A. Vicente receberam aux&#237;lio do fabricante para participa&#231;&#227;o em congressos.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Prof. Dr. Alfredo J Rodrigues </p>
        <p> Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto </p>
        <p> Departamento de Cirurgia e Anatomia </p>
        <p> Av. Bandeirantes, 3.900, Campus Universit&#225;rio, Monte Alegre </p>
        <p> 14.048-900, Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="alfredo@fmrp.usp.br">alfredo@fmrp.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 30/04/08; revisado recebido em 09/06/08; aceito em 17/06/08.</p>
    <p>
      <fn id="nt01">
        <label>*</label>
        <p>
          <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2005/f15uf.htm">http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2005/f15uf.htm</ext-link>
        </p>
      </fn>
    </p>
  </body>
  <back>
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      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: In our country, the biological valvular prostheses predominate, considering the difficulties related to anticoagulation, even in young patients, in spite of the need for repeated operations due to the degeneration of the bioprostheses. OBJECTIVES: To report our consecutive series of recipients of isolated St Jude Medical mechanical valve prosthesis in the mitral (MVR) or aortic (AVR) position. METHODS: Data from patients operated between January 1995 and December 2003 were revised in order to determine patient survival and prosthesis-related events up to December 2006. RESULTS: One hundred sixty eight patients had MVR and 117 had AVR. In the MVR cohort, the mean age was 45 years, 75% were 55 years old or younger, and 65% were females. In the ARV cohort, the mean age was 45 years, 66% were 55 years old or younger and 69% were males. Operative mortality for AVR and MVR was 7% and 7.5%, respectively. Freedom from late mortality was 81.8% at 10 years for MVR and 83% for AVR (p=0.752). Freedom from valve-related death at 10 years for the MVR cohort and AVR was 85.6% and 88.7%, respectively (p=0.698). In the MVR cohort, the freedom from reoperation was 97% and 99% in the AVR cohort (p=0.335). Freedom from thromboembolic events was 82% in the MVR cohort and 98% in the AVR cohort (p=0.049). Freedom from bleeding was 71% in the MVR cohort and 86% n the AVR cohort (0.579). Freedom from endocarditis was 98% in the MVR cohort and 99% in the AVR cohort (p=0.534). CONCLUSIONS: This series of predominantly young adult patients undergoing isolated MVR and AVR with the St Jude Medical mechanical prosthesis confirms the good performance of this valve prosthesis in agreement with previous reports.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart valve prosthesis</kwd>
        <kwd>heart valve diseases</kwd>
        <kwd>aortic valve</kwd>
        <kwd>mitral valve</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Isolated mitral and aortic valve replacement with the St. Jude Medical valve: a midterm follow-up</p>
      <p>
        <bold>Alfredo Jos&#233; Rodrigues; Paulo Roberto Barbosa &#201;vora; Solange Bassetto; Lafaiete Alves Jr.; Adilson Scorzoni Filho; Walter Villela A Vicente</bold>
      </p>
      <p>Departamento de Cirurgia e Anatomia, Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto, Ribeir&#227;o Preto, SP, Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brazil </p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> In our country, the biological valvular prostheses predominate, considering the difficulties related to anticoagulation, even in young patients, in spite of the need for repeated operations due to the degeneration of the bioprostheses.</p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> To report our consecutive series of recipients of isolated St Jude Medical mechanical valve prosthesis in the mitral (MVR) or aortic (AVR) position.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Data from patients operated between January 1995 and December 2003 were revised in order to determine patient survival and prosthesis-related events up to December 2006.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> One hundred sixty eight patients had MVR and 117 had AVR. In the MVR cohort, the mean age was 45 years, 75% were 55 years old or younger, and 65% were females. In the ARV cohort, the mean age was 45 years, 66% were 55 years old or younger and 69% were males. Operative mortality for AVR and MVR was 7% and 7.5%, respectively. Freedom from late mortality was 81.8% at 10 years for MVR and 83% for AVR (p=0.752). Freedom from valve-related death at 10 years for the MVR cohort and AVR was 85.6% and 88.7%, respectively (p=0.698). In the MVR cohort, the freedom from reoperation was 97% and 99% in the AVR cohort (p=0.335). Freedom from thromboembolic events was 82% in the MVR cohort and 98% in the AVR cohort (p=0.049). Freedom from bleeding was 71% in the MVR cohort and 86% n the AVR cohort (0.579). Freedom from endocarditis was 98% in the MVR cohort and 99% in the AVR cohort (p=0.534).</p>
      <p><bold>CONCLUSIONS: </bold>This series of predominantly young adult patients undergoing isolated MVR and AVR with the St Jude Medical mechanical prosthesis confirms the good performance of this valve prosthesis in agreement with previous reports. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Heart valve prosthesis; heart valve diseases; aortic valve; mitral valve.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Mechanical prosthetic heart valves have an extremely low rate of structural failure and, with proper anticoagulation, the risk of thromboembolism is similar to the use of bioprosthetic ones without anticoagulants<sup>1</sup>. Therefore, mechanical prostheses would be the choice for patients with longer life expectancy and no contraindication for anticoagulation. However, in developing countries, anticoagulation management may be a problem due socioeconomic issues. As a result, in Brazil, valve replacement using bioprostheses prevails<sup>2,3</sup>, mainly in the mitral position, even in young patients. However, we believe that in spite of all concerns related to the anticoagulation in developing countries, the use of mechanical valve prosthesis is viable and advantageous.</p>
      <p>Therefore, this report summarizes our experience of up to 10 years with a consecutive series of recipients of the St Jude Medical mechanical valve prosthesis in mitral (MVR) or aortic position (AVR). </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Patients and follow-up</bold>
      </p>
      <p>As this is a retrospective study using a database, the Ethics Committee of our institution waived the requirement for obtaining patient consent. The authors do not have any financial or commercial association with the manufacturer or distributor of the product, as well as any corporate funding or affiliations.</p>
      <p>We revised the data from all patients having mitral or aortic valve replacement with St Jude Medical mechanical valve prosthesis (Standard model, St Jude Medical, Inc) between January 1995 and December 2003. The primary objective was to document patients' survival and prosthesis-related events up to December 2006. Follow-up was carried out through contact with the patient in our anticoagulation ambulatory and it comprehended 92% of the operated patients. The causes of deaths were determined based on hospital records and government-authorized death certification, when accessible. All sudden or unknown causes of death were considered valve-related. Operative techniques were not similar and relied on the surgeon's preferences. The standard St. Jude Medical mechanical prosthesis was used in all patients. </p>
      <p>Anticoagulation with warfarin sodium (Coumadin) was initiated 48 hours after the operation, if possible. Otherwise, Heparin administration (5,000 units subcutaneously, every 8 hours) or enoxaparin (1 mg/kg every 12 hrs) was started. The target International Normalized Ratio (INR) was 2 to 2.5 for AVR and 2.5 to 3.5 for MVR. Follow-up for anticoagulant monitoring was scheduled for discharge from the hospital at 15 days in our institution, and monthly or bimonthly postoperatively. Patients who opted to be followed in another medical facility were advised to maintain a similar schedule. </p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis </bold>
      </p>
      <p>Continuous variables are reported as means &#177; standard deviations and the categorical variables are represented as percentages. Proportions were compared using Fisher's exact test or McNemar test, and continuous variables using the Mann-Whitney test. Actuarial curves were constructed to describe mortality and the incidence of prosthesis-related complications using the Kaplan-Meier technique. Long rank test was used for comparing the equality of survival and event distributions. Curves were constructed for both the AVR and MVR cohorts for the end-points of late death of any cause, prosthesis-related death, prosthesis-related reoperation, prosthesis endocarditis, thromboembolic events and anticoagulation-related hemorrhage. The proportion of patients free from prosthesis-related events and its standard error, as well as the linearized rate of valve-related events, were reported. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Patients' demographic data</bold>
      </p>
      <p>Of 285 patients who had single valve replacement, 168 received a mitral prosthesis and 117 an aortic valve prosthesis. The mean age of the whole cohort was 45&#177;15years (ranging from 9 to 75 years); 71% were 55 years old or younger, and 51% were females. <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> summarizes the demographic data of the AVR and MVR cohorts.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>In the MVR cohort, the mean age was 45&#177;16 years, 75% were 55 years old or younger, and 65% were females. In the ARV cohort, the mean age was 45&#177;16 years, 66% were 55 years old or younger and the male gender predominated (69%). The proportion of patients who experienced previous cardiac operations, had preoperative atrial fibrillation, was in functional class III (NYHA) and had systolic arterial pulmonary pressure <underline>&gt;</underline> 50 mmHg was significantly higher in the MVR cohort. On the other hand, the proportion of patients who experienced previous myocardial infarction or had endocarditis was significantly higher in the AVR cohort.</p>
      <p>In the MVR cohort, rheumatic heart disease was the main cause of valve dysfunction (74%) followed by degenerative diseases (14%) and endocarditis (5%). In the AVR cohort, the main etiology was rheumatic fever (33%), followed by degenerative disease (15%), bicuspid aortic valve (11%), senile aortic valve disease (13%), and endocarditis (10%). The proportion of patients operated due to prosthesis dysfunction was significantly higher in the MVR cohort (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>), and in this cohort, 89% of the prosthetic dysfunction was due to bioprosthesis degeneration (mean age 47&#177;13 years) and 43% had chronic atrial fibrillation. However, dysfunction of the mechanical prosthesis (all non-structural) prevailed in the AVR cohort (67%). In the MVR cohort, 38% of the patients had concomitant tricuspid annuloplasty and 3% had coronary artery bypass graft (CABG) surgery. In the AVR cohort, 13 % had concomitant CABG and 5% concomitant mitral valve reconstruction. <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref> shows the distribution of prosthesis sizes.</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Follow-up</bold>
      </p>
      <p>Operative mortality for AVR and MVR was 7% and 7.5%, respectively. In the AVR cohort the mean age of those who died in the hospital was 50&#177;17 years (<italic>versus</italic> 45 years, p=0.440); however, the proportion of patients presenting class III/IV of NYHA or who had history of previous myocardial infarction was higher than the one observed among those who were discharged from the hospital (75% <italic>versus</italic> 34%, p=0.049 and 37% <italic>versus</italic> 5%, p=0.010, respectively). In addition, their ejection fraction was significantly lower (0.49&#177;0.15 <italic>versus</italic> 0.61&#177;0.13, p=0.049). In the MVR cohort, the mean age of those who died in the hospital was 54 years (<italic>versus</italic> 44 years, p=0.005); the proportion of patients older than 60 years (25% <italic>versus</italic> 6%, p=0.024), with valve prosthesis dysfunction (37% versus 14%, p=0.030), and presenting functional class III/IV (81% <italic>versus</italic> 53%, p=0.036) was higher than the one observed among those who were discharged from the hospital.</p>
      <p>The total follow up was 691.8 patient-years for MVR cohort and 471.3 patient-years for the AVR cohort. After the operation, the number of patients in class I of the NYHA increased significantly in both cohorts. In the MVR cohort, 68% of the patients were in class I postoperatively (<italic>versus</italic> 16% preoperatively, p&lt;0.001; McNemar test). In the AVR cohort, 87% were in class I postoperatively (<italic>versus</italic> 23% preoperatively, p&lt;0.001, McNemar test). The number of patients with atrial fibrillation (AF) increased after the valve replacement in both cohorts. In the MVR cohort, 49% of the patients had AF postoperatively (<italic>versus</italic> 43% preoperatively, p=0.08, McNemar test), and in the AVR cohort 14% presented AF after the operation (<italic>versus</italic> 6% preoperatively, p=0.039, McNemar test).</p>
      <p>
        <bold>Late mortality</bold>
      </p>
      <p>In the MVR cohort, 14 late deaths occurred (7 valve-related, 1 cardiac and 6 non-cardiac-related). In the AVR cohort, 9 late deaths occurred (6 valve-related, 1 cardiac and 2 non-cardiac-related). Survival was 82% &#177; 6% at 10 years for the MVR and 83% &#177; 8% (p=0,882) for the AVR cohort.</p>
      <p>
        <bold>Valve-related mortality</bold>
      </p>
      <p>In the MVR cohort, of the 7 deaths considered valve-related, 3 were due to strokes and the cause of death was unknown in 4 patients. In the AVR cohort, of the 6 deaths considered valve-related, 3 were due to strokes (2 ischemic and 1 hemorrhagic), 1 was due to endocarditis, and the cause was unknown in 2 patients. Freedom from valve-related death at 10 years (<xref ref-type="fig" rid="fig1a-body2">figure 1</xref>) for the MVR cohort and AVR were 89&#177;7% and 85%&#177;8%, respectively (p=0.699). The linearized rate of valve-related deaths was 1.3% per patient-year for both cohorts. Patients whose cause of death was unknown were being followed at our institution and the deaths were informed by relatives. </p>
      <fig id="fig1a-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-e01-en.jpg"/></p>
      <p>
        <bold>Reoperation</bold>
      </p>
      <p>Reoperation was performed on 4 patients in the MVR cohort and 1 patient in the AVR cohort. Reasons for reoperation in the MVR cohort were perivalvular dehiscence in 1 patient, endocarditis in 1 patient, and prosthesis thrombosis in 2 patients. In the AVR cohort, the reason for reoperation was perivalvular dehiscence. Structural valve deterioration was not seen in either cohort. In the MVR cohort, the freedom from reoperation (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref>) was 97% &#177; 2% at 10 years and in the AVR cohort was 99% &#177; 1% at 10 years (p=0.335). The linearized rate of reoperation was 0.6% per patient-year for the MVR cohort and 0.2% per patient-year for the AVR cohort.</p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Thromboembolic complications</bold>
      </p>
      <p>Eleven patients experienced thromboembolic events in the MVR cohort, 8 had strokes, one had a transient ischemic attack and 2 had valve thrombosis without clinically evident thromboembolism. Two patients in the AVR cohort experienced embolic strokes. Kaplan-Meier analysis showed that the freedom from thromboembolic events (<xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">Figure 3</xref>) was 82% &#177; 8% in the MVR cohort and 98% &#177; 2% in the AVR cohort, significantly lower than in the MVR cohort (p=0.049). The linearized rate of thromboembolism was 1.7% per patient-year for the MVR cohort and 0.5% per patient-year for the AVR cohort.</p>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Bleeding events</bold>
      </p>
      <p>Bleeding events requiring medical attention occurred in 30 patients, 11 in the AVR cohort and 19 in the MVR cohort. According to the Kaplan-Meier analysis, the freedom from bleeding (<xref ref-type="fig" rid="fig04-body2">Figure 4</xref>) was 71% &#177; 8% in the MVR cohort and 86 &#177; 4% in the AVR cohort at 10 years (p=0.579). The linearized rate of bleeding events was 3.0% per patient-year for MVR cohort and 2.4% per patient-year for the AVR cohort.</p>
      <fig id="fig04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>In the MVR cohort 9 patients had gastrointestinal bleeding (3 died), 2 had menorrhagia, 3 had ovarian cyst hemorrhage, 3 had massive epistaxis, 1 had hemorrhagic stroke (died) and 1 had hemoptysis. In the AVR cohort, 7 had gastrointestinal bleeding, 1 had ovarian cyst hemorrhage, 1 had hematuria, 1 had hemarthrosis, and 1 had extensive traumatic retroperitoneal hematoma. No patients died due to bleeding in the AVR cohort. </p>
      <p>
        <bold>Prosthetic Valve Endocarditis</bold>
      </p>
      <p>There were 3 cases of prosthetic valve endocarditis (PVE) in the MVR cohort and one in the AVR cohort. Therefore, the freedom from PVE (<xref ref-type="fig" rid="fig05-body2">figure 5</xref>) was 98% &#177; 1% in the MVR cohort and 99% &#177; 1%in the AVR cohort (p=0.534). The linearized rate of prosthetic valve endocarditis was 0.4% per patient-year for MVR cohort and 0.2% per patient-year for the AVR cohort.</p>
      <fig id="fig05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf05-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Although valve repair has become the procedure of choice for correcting valve dysfunction, its use to treat adults patients with aortic valve disease and rheumatic mitral regurgitation has remained rare. In such situations, the repair is usually technically more difficult, mainly in calcified valves, and it may be associated with a high failure rate<sup>4</sup>. Therefore, valve replacement is frequently the only option to treat many heart valve dysfunctions. However, in developing countries, heart valve replacement is always a matter of concern due to anticoagulant-related bleeding and/or thromboembolic events, mainly because of socioeconomic issues. </p>
      <p>In Brazil, rheumatic fever is still the major cause of valve dysfunction, mainly in the mitral valve, a disease that usually affects younger populations<sup>5,6</sup>. According to the Brazilian govern<fn id="tx01-body2"><label><sup>*</sup></label><p>, the majority of the population relies on the public health system, as only around 25% of the population has private health insurance. Therefore, the use of mechanical valve prostheses in a non-ideal socioeconomic scenario would expose the patients to anticoagulant-related bleeding and/or thromboembolic events. Consequently, the use of bioprostheses, mainly in the mitral position, and even in young patients, prevails in Brazil</p><p><sup>2,3,7</sup>. However, although effective, bioprostheses may expose those individuals to the risk and distress of repeated valve operations</p><p><sup>8</sup>. </p></fn></p>
      <p>Our results show that in spite of the fact that the patients operated due to mitral prosthesis dysfunction were young (mean age of 47 years) and 43% of them had chronic atrial fibrillation preoperatively, 89% had received a bioprostheses, even though anticoagulation was already needed by many of them and the rate of degenerative structural dysfunction would be high. In addition, our results showed that the number of patients with atrial fibrillation was higher in the postoperative period compared to the period prior to the intervention, indicating that new cases were added. We are not sure about the reason, but we can speculate that, as patients suffering from rheumatic heart disease and persistent atrial fibrillation usually do not return to the sinus rhythm after the operation, and that pathologic alterations caused by the rheumatic disease may still remain after the operation, some patients may have presented atrial fibrillation postoperatively, in spite of the hemodynamic advantages obtained with the valve replacement. </p>
      <p>Even though the clinical results with bioprosthesis in a young population have been considered good<sup>9</sup>, valve degeneration leading to the need of valve reoperation undoubtedly is a major issue. In the experience of Pomerantzeff et al<sup>9</sup> with bioprostheses, 33% of the patients were free from reoperation, and freedom from structural valve deterioration for patients aged &lt;50 years was 51.8%. Interestingly, Pomerantzeff et al<sup>9</sup> experience shows that the freedom from thromboembolism with bioprostheses was 82.3 %, similar to what we observed, although their follow-up was longer. </p>
      <p>Ruel et al<sup>10</sup> found that mitral bioprostheses offer no advantage compared to mechanical valve prostheses, with the exception of warfarin avoidance, and as the reoperation carries significant risks, they suggested that bioprostheses may be actually more hazardous. In the present cohort, we found that operation due to prosthesis dysfunction was associated with hospital mortality. In addition, Ruel et al<sup>10</sup> also considered that the higher rate of embolic events might be confounded with the higher co-prevalence of atrial fibrillation in mitral valve diseases, which we agree with. Interestingly, the study by Kulik et al<sup>11</sup>, comparing mechanical <italic>versus</italic> bioprosthetic valve replacement in middle-aged patients, suggests that these patients are not free from major adverse prosthesis-related events. In addition, according to Khan et al<sup>12</sup>, the primary difference observed in outcomes between mechanical and tissue bioprostheses was a higher risk of hemorrhage in the aortic mechanical valve recipients and a higher risk of structural failure in all tissue valve recipients. The rate of tissue valve reoperation would outweigh the constant risk of anticoagulant-related hemorrhage with mechanical valves<sup>12</sup>. Therefore, Kulik et al<sup>11</sup> suggest that the use of a mechanical prosthesis may be at least as good as, and possibly better than the use of bioprostheses in middle-aged patients. We do not think, based on all socioeconomic issues in developing countries that the mechanical prosthesis is better than the bioprosthesis, but we do believe that it may be at least as good as the bioprosthesis. </p>
      <p>However, although heart valve bioprostheses have a limited life-span and may necessitate re-replacement due to structural deterioration, what may be associated with a higher operative mortality rate than first-time valve operation<sup>8</sup>, reoperation due to mechanical valve prosthesis dysfunction may be associated with even higher perioperative mortality than tissue valve dysfunction<sup>13</sup>. Hence, adequate monitoring of the anticoagulation is mandatory in patients who chose mechanical valve prostheses, mainly in the mitral position.</p>
      <p>Our institution is a university hospital that treats a surrounding population of around 5 million inhabitants, and we have facilities for monitoring and managing oral anticoagulation. In addition, the majority of the cities and towns around offer free transportation to our institution for patients requiring secondary and tertiary medical attention. Consequently, practically the totality of our younger patients chooses mechanical valve prosthesis, and the results presented here are consistent with the good results observed by others with this mechanical bileaflet prosthesis. Nevertheless, these facilities are not a guarantee of patients' adhesion to life-long systemic anticoagulation and those caring for such patients must consider, in addition to the medical facilities, the social and cultural conditions of their patients. </p>
      <p>Our results are comparable with other experiences with bileaflet mechanical prosthesis<sup>14-17</sup>. In addition, the 5-year survival that we observed for each valve seems to be similar to the one observed by others<sup>15,18</sup>. Chronic anticoagulation remains the main cause of valve-related events in patients with mechanical prostheses. The percentage of patients free of thromboembolic events was higher in the AVR cohort than in the MVR cohort, similarly to what was observed by others<sup>18</sup>. However, the linearized rate of thromboembolic complications in this series is comparable with other series of St Jude medical, as well as the incidence of anticoagulation-related bleeding complications<sup>15, 17-19</sup>. The higher incidence of thromboembolic events in patients with mitral mechanical prosthesis is a well known fact <sup>1</sup>, in which atrial fibrillation certainly also has a important role. Therefore, our results reflect the ability to maintain acceptable anticoagulation status within a public health system scenario, a major concern in developing countries.</p>
      <p>The incidence of prosthetic valve endocarditis observed was low (AVR, 0.2%/patient-year; MVR, 0.4%/patient-year), similarly to other series. Oral commensal bacteria are important etiologic agents in endocarditis, and patients with periodontal disease are at risk of bacteremia<sup>20</sup>. That is another concern in developing countries, as there is an association between low socioeconomic status and poor oral health<sup>21</sup>. We believe that our quite low incidence of prosthesis endocarditis was probably due to a preoperative dental checkup program, routinely performed in our institution, which includes the necessary oral treatment, and supervision regarding the importance of good oral care and prophylaxis after surgery.</p>
      <p>Regarding the prosthesis performance, although we do not have data about prosthesis hemodynamics, our results show a substantial improvement in the NYHA functional class. Additionally, the absence of structural problems and the quite low incidence of reoperation due to prosthesis-related complications also attest the good performance of this prosthesis.</p>
      <p>We retrospectively studied a small cohort of non-randomized and non-matched patients for a relatively short interval of time. Notwithstanding these limitations, we believe that our study contributes to the debate about therapeutic options for heart valve dysfunction in developing countries, which is a dilemma, as reconstruction is not always feasible and an ideal valve substitute does not exist at the present. </p>
      <p>In conclusion, this series of predominantly young adult patients undergoing isolated MVR and AVR with the St Jude Medical mechanical prosthesis in a developing country confirms the good performance of this valve prosthesis in agreement with previous reports.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>I declare that the authors Alfredo Jos&#233; Rodrigues, Paulo Roberto Barbosa &#201;vora, Adilson Scorzoni Filho and Walter Villela A. Vicente received grants from the manufacturer to participate in congresses. </p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Sustituci&#243;n valvular aislada con pr&#243;tesis met&#225;licas St. Jude Medical en posici&#243;n a&#243;rtica o mitral: seguimiento de medio plazo</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: En nuestro medio, las pr&#243;tesis valvulares biol&#243;gicas predominan, teniendo en cuenta las dificultades relacionadas a la anticoagulaci&#243;n, incluso en pacientes j&#243;venes, pese a la necesidad de repetidas operaciones debido a la degeneraci&#243;n de las pr&#243;tesis biol&#243;gicas. OBJETIVO: Presentar la evoluci&#243;n en medio plazo de pacientes sometidos a la sustituci&#243;n de la v&#225;lvula mitral o a&#243;rtica por pr&#243;tesis valvular mec&#225;nica St. Jude. M&#201;TODOS: Se analiz&#243; retrospectivamente la evoluci&#243;n de los pacientes operados entre enero de 1995 y diciembre de 2003 y seguidos hasta diciembre de 2006. RESULTADOS: Un total de 168 pacientes recibi&#243; pr&#243;tesis valvular mitral y otros 117, a&#243;rtica. La edad promedio de ambos grupos fue de 45 a&#241;os. Entre los mitrales, el 75% ten&#237;a hasta 55 a&#241;os y el 65% era mujeres. Entre los a&#243;rticos, el 66% ten&#237;a hasta 55 a&#241;os y el 69% era de varones. Teniendo en cuenta solamente las muertes relacionadas a las pr&#243;tesis valvulares, la sobrevida fue del 85,6% para los mitrales y del 88,7% para los a&#243;rticos (p=0.698). Entre los mitrales, el 97% estaba libre de reoperaci&#243;n, y entre los a&#243;rticos el 99% (p=0,335) lo estaba. En cuanto a los eventos tromboemb&#243;licos, el porcentaje de pacientes libres fue del 82% entre los mitrales y del 98% entre los a&#243;rticos (p=0,049), y para los eventos hemorr&#225;gicos fue del 71% y el 86% respectivamente (0,579). En cuanto a la ocurrencia de endocarditis, el 98 % entre los mitrales y el 99% entre los a&#243;rticos estaba libre al final de 10 a&#241;os (p=0.534). CONCLUSI&#211;N: Nuestra experiencia con pr&#243;tesis met&#225;licas St. Jude en una poblaci&#243;n predominantemente joven confirma el buen desempe&#241;o de esta pr&#243;tesis, seg&#250;n otras experiencias publicadas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Pr&#243;tesis de las v&#225;lvulas cardiacas</kwd>
        <kwd>enfermedad de las v&#225;lvulas cardiacas</kwd>
        <kwd>v&#225;lvula a&#243;rtica</kwd>
        <kwd>v&#225;lvula mitral</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="tx-body3">
          <label>
            <bold>Sustituci&#243;n valvular aislada con pr&#243;tesis met&#225;licas <italic>St. Jude Medical</italic> en posici&#243;n a&#243;rtica o mitral. Seguimiento de medio plazo</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Alfredo Jos&#233; Rodrigues; Paulo Roberto Barbosa &#201;vora; Solange Bassetto; Lafaiete Alves Jr.; Adilson Scorzoni Filho; Walter Villela A. Vicente</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Departamento de Cirurgia e Anatomia - Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto - Ribeir&#227;o Preto, SP; Universidade de S&#227;o Paulo - S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> En nuestro medio, las pr&#243;tesis valvulares biol&#243;gicas predominan, teniendo en cuenta las dificultades relacionadas a la anticoagulaci&#243;n, incluso en pacientes j&#243;venes, pese a la necesidad de repetidas operaciones debido a la degeneraci&#243;n de las pr&#243;tesis biol&#243;gicas.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Presentar la evoluci&#243;n en medio plazo de pacientes sometidos a la sustituci&#243;n de la v&#225;lvula mitral o a&#243;rtica por pr&#243;tesis valvular mec&#225;nica <italic>St. Jude</italic>.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se analiz&#243; retrospectivamente la evoluci&#243;n de los pacientes operados entre enero de 1995 y diciembre de 2003 y seguidos hasta diciembre de 2006.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Un total de 168 pacientes recibi&#243; pr&#243;tesis valvular mitral y otros 117, a&#243;rtica. La edad promedio de ambos grupos fue de 45 a&#241;os. Entre los mitrales, el 75% ten&#237;a hasta 55 a&#241;os y el 65% era mujeres. Entre los a&#243;rticos, el 66% ten&#237;a hasta 55 a&#241;os y el 69% era de varones. Teniendo en cuenta solamente las muertes relacionadas a las pr&#243;tesis valvulares, la sobrevida fue del 85,6% para los mitrales y del 88,7% para los a&#243;rticos (p=0.698). Entre los mitrales, el 97% estaba libre de reoperaci&#243;n, y entre los a&#243;rticos el 99% (p=0,335) lo estaba. En cuanto a los eventos tromboemb&#243;licos, el porcentaje de pacientes libres fue del 82% entre los mitrales y del 98% entre los a&#243;rticos (p=0,049), y para los eventos hemorr&#225;gicos fue del 71% y el 86% respectivamente (0,579). En cuanto a la ocurrencia de endocarditis, el 98 % entre los mitrales y el 99% entre los a&#243;rticos estaba libre al final de 10 a&#241;os (p=0.534).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Nuestra experiencia con pr&#243;tesis met&#225;licas <italic>St. Jude</italic> en una poblaci&#243;n predominantemente joven confirma el buen desempe&#241;o de esta pr&#243;tesis, seg&#250;n otras experiencias publicadas. </p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Pr&#243;tesis de las v&#225;lvulas cardiacas, enfermedad de las v&#225;lvulas cardiacas, v&#225;lvula a&#243;rtica, v&#225;lvula mitral.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las pr&#243;tesis met&#225;licas valvulares tienen una tasa extremamente baja de falla estructural y, con anticoagulaci&#243;n apropiada, el riesgo de tromboembolismo es similar al observado con el uso de biopr&#243;tesis sin anticoagulantes<sup>1</sup>. De esa forma, las pr&#243;tesis met&#225;licas serian la elecci&#243;n para pacientes con expectativa de vida m&#225;s larga y sin contraindicaciones para anticoagulaci&#243;n. Sin embargo, en pa&#237;ses en desarrollo, el manejo de la anticoagulaci&#243;n puede ser un problema debido a cuestiones socioecon&#243;micas. Como resultado, prevalece la sustituci&#243;n valvular con biopr&#243;tesis en el Brasil<sup>2,3</sup>, principalmente en la posici&#243;n mitral, incluso en pacientes j&#243;venes. No obstante, nos parece que, pese a las cuestiones relacionadas a la anticoagulaci&#243;n en los pa&#237;ses en desarrollo, el uso de pr&#243;tesis valvulares met&#225;licas es viable y ventajoso.</p>
      <p>As&#237;, ese estudio detalla nuestra experiencia de hasta 10 a&#241;os con una serie consecutiva de recipientes de pr&#243;tesis valvular mec&#225;nica <italic>St. Jude</italic> en la posici&#243;n mitral (SVM) o a&#243;rtica (SVA).</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Pacientes y seguimiento</bold>
      </p>
      <p>Como este es un estudio retrospectivo utilizando un banco de datos, el Comit&#233; de &#201;tica de nuestra instituci&#243;n dispens&#243; la exigencia de obtener el consentimiento de los pacientes. Los autores no tienen ning&#250;n inter&#233;s financiero o comercial en la manufactura o distribuci&#243;n del producto, incluyendo soporte financiero o afiliaciones. </p>
      <p>Revisamos los datos de todos los pacientes que recibieron pr&#243;tesis valvular met&#225;lica de <italic>St. Jude </italic>(modelo "Standard", <italic>St. Jude Medical</italic>, Inc.), en las posiciones a&#243;rtica o mitral, entre enero de 1995 y diciembre de 2003. El objetivo primario fue documentar la supervivencia de los pacientes y eventos relacionados a la pr&#243;tesis hasta diciembre de 2006. El seguimiento se condujo mediante el contacto con el paciente en nuestro Ambulatorio de Coagulaci&#243;n y comprendi&#243; el 92% de los pacientes sometidos a la cirug&#237;a. Las causas de &#243;bito se determinaron a partir de los registros hospitalarios y de la certificaci&#243;n de &#243;bito autorizada por el gobierno, cuando asequibles. Todas las muertes s&#250;bitas o de causa desconocida se consideraron como relacionadas a la v&#225;lvula. Las t&#233;cnicas operatorias no fueron similares y reflejaron las preferencias de los cirujanos. Todos los pacientes recibieron solamente la pr&#243;tesis mec&#225;nica est&#225;ndar <italic>St. Jude.</italic> </p>
      <p>La anticoagulaci&#243;n con Warfarina s&#243;dica (Coumadin) se inici&#243; 48 horas tras la cirug&#237;a, se posible. De otro modo, se inici&#243; la administraci&#243;n de heparina (5.000 unidades, v&#237;a subcut&#225;nea, de 8 en 8h) o enoxaparin (1 mg/kg de 12 en 12h). El &#237;ndice de normalizaci&#243;n internacional (INR) blanco era 2 a 2,5 para SVA y 2,5 a 3,5 para SVM. El seguimiento para monitoreo de la anticoagulaci&#243;n se program&#243; desde el alta hospitalario hasta 15 d&#237;as en nuestra instituci&#243;n, y mensualmente o bimestralmente en el per&#237;odo postoperatorio. Los pacientes que optaron por el seguimiento y otra instituci&#243;n m&#233;dica fueron orientados a mantener un esquema similar. </p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Las variables continuas se presentan como promedio&#177;desviaci&#243;n est&#225;ndar y las variables categ&#243;ricas se presentan como porcentajes. Las proporciones se compararon usando la Prueba Exacta de Fisher o la Prueba de McNemar, y las variables continuas usando la Prueba de Mann-Whitney. Curvas actuariales se construyeron para describir la mortalidad y la incidencia de complicaciones relacionadas a las pr&#243;tesis usando la t&#233;cnica de Kaplan-Meier. La prueba de Log-Rank se utiliz&#243; para comparar la igualdad de supervivencia y distribuci&#243;n de eventos. Las curvas se construyeron para ambos grupos sometidos a la SVA y la SVM para los <italic>end-points</italic> de muerte tard&#237;a por cualquier causa, muerte relacionada a la pr&#243;tesis, reoperaci&#243;n relacionada a la pr&#243;tesis, endocarditis en la pr&#243;tesis, eventos tromboemb&#243;licos y hemorragia relacionada a la anticoagulaci&#243;n. Se refirieron la proporci&#243;n de pacientes libres de eventos relacionadas a la pr&#243;tesis y su error est&#225;ndar, as&#237; como la tasa linealizada de los eventos relacionados a la v&#225;lvula. </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Datos demogr&#225;ficos de los pacientes</bold>
      </p>
      <p>De los 285 pacientes sometidos a la sustituci&#243;n de solamente una v&#225;lvula, 168 de ellos recibieron pr&#243;tesis mitral y otros 117 recibieron pr&#243;tesis a&#243;rtica. La edad promedio de la poblaci&#243;n estudiada era de 45&#177;15 a&#241;os (variando de 9 a 75 a&#241;os), siendo que el 71% ten&#237;a 55 a&#241;os o m&#225;s, y el 51% era del sexo femenino. La <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Tabla 1</xref> detalla los datos demogr&#225;ficos de los grupos SVA y SVM. </p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En el grupo SVM, la edad promedio era de 45&#177;16 a&#241;os, considerando que el 75% ten&#237;a 55 a&#241;os o menos y el 65% era del sexo femenino. En el grupo SMA, la edad promedio era de 45&#177;16 a&#241;os, teniendo en cuenta que el 66% ten&#237;a 55 a&#241;os o menos, con predominancia del g&#233;nero masculino (69%). La proporci&#243;n de pacientes que hab&#237;a sido sometida a operaciones cardiacas anteriores, presentaba fibrilaci&#243;n atrial pre operatoria, era Clase Funcional (NYHA) III y ten&#237;a presi&#243;n arterial pulmonar sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 50 mmHg era significantemente mayor en el grupo SVM. Por otro lado, el grupo SVA presentaba una proporci&#243;n significantemente m&#225;s alta de pacientes que hab&#237;an tenido infarto de miocardio o endocarditis. </p>
      <p>En el grupo SVM, la enfermedad cardiaca reum&#225;tica era la principal causa de la disfunci&#243;n valvular (74%) seguida por enfermedades degenerativas (14%) y endocarditis (5%). En el grupo SVA, la principal etiolog&#237;a era fiebre reum&#225;tica (33%) seguida por enfermedades degenerativas (15%), v&#225;lvula a&#243;rtica bic&#250;spide (11%), enfermedad a&#243;rtica valvular senil (13%) y endocarditis (10%). La proporci&#243;n de pacientes operados a causa de la disfunci&#243;n de pr&#243;tesis fue significantemente m&#225;s alta en el grupo SVM (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Tabla 1</xref>), y en ese grupo, el 89% de las disfunciones de pr&#243;tesis era en virtud de la degeneraci&#243;n de la biopr&#243;tesis (edad promedio 47&#177;13 a&#241;os) y el 43% ten&#237;a fibrilaci&#243;n atrial cr&#243;nica. Sin embargo, la disfunci&#243;n de la pr&#243;tesis mec&#225;nica (todas no estructurales) prevaleci&#243; en el grupo SVA (67%). En el grupo SVM, el 38% de los pacientes presentaba concomitante anuloplast&#237;a tric&#250;spide y el 3% cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n del miocardio (CRM). En el grupo SVA, el 13% ten&#237;a CRM concomitante y el 5% ten&#237;a reconstrucci&#243;n de v&#225;lvula mitral concomitante. La <xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Tabla 2</xref> detalla la distribuci&#243;n de los tama&#241;os de las pr&#243;tesis. </p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Seguimiento</bold>
      </p>
      <p>La mortalidad operatoria para los grupos SVA y SVM fue del 7% y 7,5%, respectivamente. En el grupo SVA, la edad promedio de los pacientes que murieron en el hospital fue de 50&#177;17 a&#241;os (<italic>versus</italic> 45 a&#241;os, p=0.440); sin embargo, la proporci&#243;n de pacientes que presentaban Clase Funcional (CF) III/IV (NYHA) o ten&#237;an hist&#243;rico de infarto de miocardio anterior era m&#225;s alta que la observada entre los individuos que recibieron alta hospitalaria (75% <italic>versus</italic> 34%, p=0,049 y 37% <italic>versus</italic> 5%, p=0,010, respectivamente). Adem&#225;s de eso, la fracci&#243;n de eyecci&#243;n era significantemente m&#225;s baja (0,49&#177;0,15 <italic>versus</italic> 0,61&#177;0,13, p=0,049). En el grupo SVM, la edad promedio de los que murieron en el hospital fue 54 a&#241;os (<italic>versus</italic> 44 a&#241;os, p=0,005), la proporci&#243;n de pacientes con m&#225;s de 60 a&#241;os (25% <italic>versus</italic> 6%, p=0,024), con disfunci&#243;n de pr&#243;tesis valvular (37% <italic>versus</italic> 14%, p=0.030), y con CF III/IV (81% <italic>versus</italic> 53%, p=0,036) era m&#225;s alta que la observada en los individuos que recibieron alta hospitalaria. </p>
      <p> El seguimiento total fue de 691,8 pacientes-a&#241;os para el grupo SVM y 471,3 pacientes-a&#241;os para el grupo SVA. Tras la cirug&#237;a, el n&#250;mero de pacientes en la CF I de la NYHA aument&#243; significantemente en ambos grupos. En el grupo SVM, el 68% de los pacientes estaba en la CF I postoperatoriamente (<italic>versus</italic> el 16%, preoperatoriamente, p&lt;0,001, prueba de McNemar). En el grupo SVA, el 87% de los pacientes estaba en la CF I postoperatoriamente (<italic>versus</italic> el 23% , preoperatoriamente, p&lt;0,001, prueba de McNemar). El n&#250;mero de pacientes con fibrilaci&#243;n atrial (FA) aument&#243; despu&#233;s de la sustituci&#243;n de la v&#225;lvula en ambos grupos. En el grupo SVM, el 49% de los pacientes presentaban FA postoperatoriamente (<italic>versus</italic> el 43% preoperatoriamente, p=0,08, prueba de McNemar), y en el grupo SVA, el 14% presentaban FA tras la cirug&#237;a (<italic>versus</italic> el 6% preoperatoriamente, p=0,039, prueba de McNemar).</p>
      <p>
        <bold>Mortalidad tard&#237;a</bold>
      </p>
      <p>En el grupo SVM, ocurrieron 14 muertes tard&#237;as (7 relacionadas a la v&#225;lvula, 1 de causa cardiaca y 6 de causas no cardiacas). En el grupo SVM, hubo 9 muertes tard&#237;as (6 relacionadas a la v&#225;lvula, 1 de causa cardiaca y 2 de causas no cardiacas). La sobrevida fue del 82% &#177; 6% tras 10 a&#241;os para el grupo SVM y el 83% &#177; 8% (p=0,882) para el grupo SVA. .</p>
      <p>
        <bold>Mortalidad relacionada con la pr&#243;tesis</bold>
      </p>
      <p>En el grupo SVM, de las 7 muertes consideradas relacionadas con las pr&#243;tesis, 3 de ellas fueron provocadas por accidentes cerebrovasculares emb&#243;licos y en 4 pacientes la causa de la muerte fue desconocida. En el grupo SVA, de las 6 muertes consideradas relacionadas con la pr&#243;tesis, 3 de ellas fueron provocadas por accidentes cerebrovasculares (2 isqu&#233;micos y 1 hemorr&#225;gico), 1 provocada por endocarditis y en 2 pacientes la causa de la muerte fue desconocida. La sobrevida libre de muerte relacionada con la pr&#243;tesis tras 10 a&#241;os (<xref ref-type="fig" rid="fig1a-body3">Figura 1</xref>) para el grupo SVM y SVA fue de 89&#177;7% y 85%&#177;8%, respectivamente (p=0,699). La tasa linealizada de las muertes relacionadas con la pr&#243;tesis fue del 1,3% por paciente-a&#241;o para ambos grupos. Los pacientes cuya causa de la muerte era desconocida, eran seguidos en nuestra instituci&#243;n y parientes relataron la muerte. </p>
      <fig id="fig1a-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-e01-es.jpg"/></p>
      <p>
        <bold>Reoperaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Un total de 4 pacientes en el grupo SVM y 1 paciente del grupo SVA se sometieron a reoperaci&#243;n. Las razones para la reoperaci&#243;n en el grupo SVM fueron dehiscencia periprot&#233;sica en 1 paciente, endocarditis en 1 paciente y trombosis de la pr&#243;tesis en 2 pacientes. En el grupo SVA, la raz&#243;n para reoperaci&#243;n fue dehiscencia perivalvular. La deterioraci&#243;n estructural de la v&#225;lvula no se observ&#243; en ninguno de los grupos. En el grupo SVM, la sobrevida libre de reoperaci&#243;n (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body3">Figura 2</xref>) fue del 97% &#177; 2% tras 10 a&#241;os y el 99%&#177; 1% despu&#233;s de 10 a&#241;os en el grupo SVA (p=0,335). La tasa linealizada de reoperaci&#243;n fue del 0,6% por paciente-a&#241;o para el grupo SVM y el 0,2% por paciente-a&#241;o para el grupo SVA. </p>
      <fig id="fig02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Complicaciones tromboemb&#243;licas</bold>
      </p>
      <p>Once pacientes presentaron eventos tromboemb&#243;licos en el grupo SVM: 8 de ellos tuvieron accidente cerebrovascular, uno tuvo un ataque isqu&#233;mico transitorio y 2 tuvieron trombosis valvular sin tromboembolismo cl&#237;nicamente evidente. Dos pacientes en el grupo SVA presentaron accidente cerebrovascular isqu&#233;mico. El an&#225;lisis de Kaplan-Meier revel&#243; que la sobrevida libre de eventos tromboemb&#243;licos (<xref ref-type="fig" rid="fig03-body3">Figura 3</xref>) fue del 82% &#177; 8% en el grupo SVM, y del 98% &#177; 2% en el grupo SVA, significantemente m&#225;s baja que en el grupo SVM (p=0,049). La tasa linealizada de tromboembolismo fue del 1,7% por paciente-a&#241;o para el grupo SVM y el 0,5% por paciente-a&#241;o para el grupo SVA. </p>
      <fig id="fig03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf03-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Eventos hemorr&#225;gicos</bold>
      </p>
      <p>Eventos hemorr&#225;gicos que necesitaron cuidados m&#233;dicos ocurrieron en 30 pacientes, 11 de ellos en el grupo SVA y otros 19 en el grupo SVM. Seg&#250;n el an&#225;lisis de Kaplan-Meier, la sobrevida libre de eventos hemorr&#225;gicos (<xref ref-type="fig" rid="fig04-body3">Figura 4</xref>) fue del 71% &#177; 8% en el grupo SVM y el 86 &#177; 4% en el grupo SVA tras 10 a&#241;os (p=0,579). La tasa linealizada de eventos hemorr&#225;gicos fue el 3,0% por paciente-a&#241;o para el grupo SVM y el 2,4% por paciente-a&#241;o para el grupo SVA. En el grupo SVM, 9 pacientes presentaron sangrado gastrointestinal (3 murieron), 2 presentaron menorragia, 3 presentaron hemorragia de quiste ov&#225;rico, 3 presentaron epistaxis abundante, 1 present&#243; accidente cerebrovascular hemorr&#225;gico (con muerte) y 1 present&#243; hemoptisis. En el grupo SVA, 7 presentaron sangrado gastrointestinal, 1 present&#243; hemorragia de quiste ov&#225;rico, 1 present&#243; hematuria, 1 present&#243; hemartrosis y 1 present&#243; extenso hematoma retroperitoneal traum&#225;tico. Ning&#250;n paciente muri&#243; por causas hemorr&#225;gicas en el grupo SVA. </p>
      <fig id="fig04-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf04-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Endocarditis en la pr&#243;tesis valvular</bold>
      </p>
      <p>Hubo tres casos de endocarditis en pr&#243;tesis valvular (EPV) en el grupo SVM y en un caso en el grupo SVA. Por tanto, la sobrevida libre de EPV (<xref ref-type="fig" rid="fig05-body3">Figura 5</xref>) fue del 98% &#177; 1% en el grupo SVM y el 99% &#177; 1% en el grupo SVA (p=0,534). La tasa linealizada de endocarditis en la pr&#243;tesis valvular fue del 0,4% por paciente-a&#241;o para el grupo SVM y el 0,2% por paciente-a&#241;o para el grupo SVA. </p>
      <fig id="fig05-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0290-00014-gf05-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Aunque la reparaci&#243;n valvular se vuelva el procedimiento de elecci&#243;n para la correcci&#243;n de disfunci&#243;n valvular, su utilizaci&#243;n en la enfermedad valvular a&#243;rtica adulta y la regurgitaci&#243;n mitral reum&#225;tica sigue siendo. En situaciones como estas, la reparaci&#243;n es t&#233;cnicamente m&#225;s dif&#237;cil, principalmente en v&#225;lvulas calcificadas, y puede estar asociado a una alta tasa de fracaso<sup>4</sup>. As&#237;, frecuentemente, la sustituci&#243;n valvular es la &#250;nica opci&#243;n para tratar muchas disfunciones card&#237;acas valvulares. Sin embargo, en pa&#237;ses en desarrollo, la sustituci&#243;n valvular es siempre una cuesti&#243;n preocupante, debido a sangrados relacionados con la terapia de anticoagulaci&#243;n y/o eventos tromboemb&#243;licos, principalmente en virtud de cuestiones socioecon&#243;micas. </p>
      <p>En Brasil, la fiebre reum&#225;tica todav&#237;a no es la principal causa de disfunci&#243;n valvular, principalmente de la v&#225;lvula mitral, una enfermedad que generalmente afecta a poblaciones m&#225;s j&#243;venes<sup>5,6</sup>. Seg&#250;n el gobierno brasile&#241;o<sup>*</sup>, la mayor&#237;a de la poblaci&#243;n utiliza el sistema p&#250;blico de salud, ya que s&#243;lo el 25% de la poblaci&#243;n tiene plan de salud privado. De esa forma, el uso de pr&#243;tesis met&#225;licas, en una situaci&#243;n socioecon&#243;mica no ideal, expondr&#237;a a los pacientes a sangrados relacionados con el uso de anticoagulantes y/o eventos tromboemb&#243;licos. Consecuentemente, el uso de biopr&#243;tesis, principalmente en la posici&#243;n mitral, e incluso en pacientes j&#243;venes, prevalece en Brasil<sup>2,3,7</sup>. Sin embargo, aunque eficientes, las biopr&#243;tesis pueden exponer esos individuos al riesgo y al estr&#233;s de cirug&#237;as valvulares de repetici&#243;n<sup>8</sup>. </p>
      <p>Nuestros resultados revelan que, aunque los pacientes operados eran j&#243;venes debido a la disfunci&#243;n de pr&#243;tesis mitral (edad promedio de 47 a&#241;os) y el 43% ya presentaba fibrilaci&#243;n atrial cr&#243;nica antes de la operaci&#243;n, el 89% hab&#237;a recibido una biopr&#243;tesis, bien es verdad que mucho de ellos ya hac&#237;an uso de anticoagulantes y la tasa de disfunci&#243;n estructural degenerativa ser&#237;a presumiblemente alta. Adem&#225;s de eso, nuestros resultados evidencian que el n&#250;mero de pacientes con FA era m&#225;s alto en el per&#237;odo postoperatorio cuando comparado con el per&#237;odo anterior a la intervenci&#243;n, indicando que nuevos casos se a&#241;adieron. No estamos seguros sobre la raz&#243;n, pero especulamos que, teniendo en cuenta que los pacientes que presentan enfermedad cardiaca reum&#225;tica y FA persistente generalmente no retornan al ritmo sinusal tras la cirug&#237;a, y que las alteraciones patol&#243;gicas causadas por la enfermedad reum&#225;tica pueden haber permanecido despu&#233;s de la cirug&#237;a, algunos pacientes pueden haber presentado FA postoperatoriamente, a pesar de las desventajas hemodin&#225;micas obtenidas con la sustituci&#243;n valvular. </p>
      <p>Bien es verdad que se consideran buenos los resultados cl&#237;nicos con el empleo de biopr&#243;tesis en una poblaci&#243;n<sup>9</sup>, la degeneraci&#243;n valvular que conlleva la necesidad de reoperaci&#243;n es, sin duda, una cuesti&#243;n de gran importancia. En el experimento de Pomerantzeff et al<sup>9</sup> con biopr&#243;tesis, el 33% de los pacientes estaban libres de reoperaci&#243;n y la sobrevida libre de deterioro estructural valvular para pacientes con edad &lt; 50 a&#241;os fue del 51,8%. Es interesante el hecho de que la experiencia de Pomerantzeff et al<sup>9</sup> haya revelado que la sobrevida libre de tromboembolismo con biopr&#243;tesis era del 82,3 %, similar a lo que observamos en el presente estudio, aunque su seguimiento fue m&#225;s largo. </p>
      <p>Ruel et al<sup>10</sup> observaron que las biopr&#243;tesis mitrales no ofrecieron ventaja cuando comparadas con las pr&#243;tesis met&#225;licas, a excepci&#243;n de la no necesidad del uso de Warfarina, y como la reoperaci&#243;n presenta riesgos significantes, ellos sugieren que las biopr&#243;tesis puedan ser en la verdad, m&#225;s da&#241;ina. En la presente cohorte, observamos que la cirug&#237;a debido a la disfunci&#243;n de la pr&#243;tesis estaba asociada con la mortalidad hospitalaria. Adem&#225;s de ello, Ruel et al<sup>10</sup> consideraron asimismo que la tasa m&#225;s alta de eventos emb&#243;licos podr&#237;a confundirse con la m&#225;s alta coprevalencia de FA en las enfermedades valvulares mitrales, con lo que estamos de acuerdo. Interesantemente, el estudio de Kulik et al<sup>11</sup>, al comparar el uso de pr&#243;tesis met&#225;licas <italic>versus</italic> biopr&#243;tesis en pacientes de mediana edad, sugiere que esos pacientes no est&#225;n libres de eventos adversos significantes relacionados a la pr&#243;tesis. Adem&#225;s de eso, seg&#250;n Khan et al<sup>12</sup>, la diferencia primaria observada en los resultados entre pr&#243;tesis met&#225;licas y biopr&#243;tesis era un mayor riesgo de hemorragia en pacientes que hab&#237;an recibido v&#225;lvula a&#243;rtica mec&#225;nica y un mayor riesgo de defecto estructural en todos los pacientes que hab&#237;an recibido v&#225;lvula de tejido. La tasa de reoperaci&#243;n para biopr&#243;tesis superar&#237;a el riesgo constante de hemorragia relacionada con el uso de anticoagulantes con las v&#225;lvulas met&#225;licas<sup>12</sup>. Por tanto, Kulik et al<sup>11</sup> sugirieron que el uso de pr&#243;tesis mec&#225;nica puede ser tan bueno por lo menos, y posiblemente mejor, que el uso de biopr&#243;tesis en pacientes de mediana edad. No creemos, con base en todas las cuestiones socioecon&#243;micas en pa&#237;ses en desarrollo, que la pr&#243;tesis mec&#225;nica sea mejor que la biopr&#243;tesis, sin embargo nos parece que ella puede se por lo menos tan buena como la biopr&#243;tesis. Sin embargo, aunque las biopr&#243;tesis tienen una duraci&#243;n limitada y pueden necesitar una sustituci&#243;n debido al deterioro estructural, lo que puede estar relacionado a una tasa de mortalidad operatoria m&#225;s alta que la primera cirug&#237;a valvular<sup>8</sup>, la reoperaci&#243;n debido a la disfunci&#243;n de la v&#225;lvula mec&#225;nica puede estar asociada a una mortalidad perioperatoria todav&#237;a m&#225;s alta que la disfunci&#243;n de las v&#225;lvulas de tejido<sup>13</sup>.</p>
      <p>As&#237;, el monitoreo adecuado de la anticoagulaci&#243;n es obligatorio en pacientes que optaron por una v&#225;lvula mec&#225;nica, principalmente en la posici&#243;n mitral. </p>
      <p>Nuestra instituci&#243;n es un hospital universitario que atiende a una poblaci&#243;n circundante de 5 millones de habitantes, adem&#225;s de tener instalaciones para el monitoreo y el manejo de anticoagulaci&#243;n oral. Adem&#225;s de ello, la mayor&#237;a de las ciudades alrededor de la nuestra ofrece transporte gratis hasta nuestra instituci&#243;n a los pacientes que necesitan atenci&#243;n m&#233;dica secundaria y terciaria. Consecuentemente, pr&#225;cticamente la totalidad de nuestros pacientes m&#225;s j&#243;venes optan por la pr&#243;tesis mec&#225;nica, y los resultados presentados aqu&#237; est&#225;n seg&#250;n los buenos resultados observados por otros autores con esa pr&#243;tesis mec&#225;nica de doble hoja. Sin embargo, nuestras instalaciones no son una garant&#237;a de la adhesi&#243;n de los pacientes a la anticoagulaci&#243;n sist&#233;mica por toda la vida y los profesionales que cuidan esos pacientes deben tener en cuenta, adem&#225;s de las instalaciones m&#233;dicas, las condiciones sociales y culturales de esos pacientes. </p>
      <p>Nuestros resultados son comparables a las otras experiencias con pr&#243;tesis mec&#225;nica de doble hoja<sup>14-17</sup>. Adem&#225;s de eso, la sobrevida de 5 a&#241;os para cada v&#225;lvula que observamos parece ser similar a la observada por otros autores<sup>15,18</sup>. La anticoagulaci&#243;n cr&#243;nica sigue siendo la principal causa de eventos relacionados a las v&#225;lvulas en pacientes con pr&#243;tesis met&#225;licas. El porcentaje de pacientes libres de eventos tromboemb&#243;licos fue mayor en el grupo SVA que en el grupo SVM, similar al que se observ&#243; por otros autores<sup>18</sup>. Sin embargo, la tasa linealizada de complicaciones tromboemb&#243;licas en ese estudio fue comparable con otros estudios hechos son la pr&#243;tesis <italic>St. Jude Medical</italic>, as&#237; como la incidencia de complicaciones hemorr&#225;gicas relacionadas al uso de anticoagulantes<sup>15,17-19</sup>. La mayor incidencia de eventos tromboemb&#243;licos en pacientes con pr&#243;tesis mec&#225;nica mitral es un hecho bien conocido<sup>1</sup>, en el que la FA ciertamente tambi&#233;n juega un rol importante. As&#237;, nuestros resultados reflejan la capacidad de mantener un estado de anticoagulaci&#243;n aceptable en una situaci&#243;n de sistema p&#250;blico de salud, una gran preocupaci&#243;n en pa&#237;ses en desarrollo. </p>
      <p>La incidencia de endocarditis en pr&#243;tesis valvular fue baja (SVA, el 0,2%/paciente-a&#241;o; SVM, el 0,4%/paciente-a&#241;o), similar a otros estudios. Las bacterias comensales orales son un importante agente etiol&#243;gico en la endocarditis y pacientes con enfermedad periodontal presentan riesgo de bacteremia<sup>20</sup>. Esa es otra cuesti&#243;n importante en pa&#237;ses en desarrollo, ya que existe una relaci&#243;n entre pobreza y mala salud oral<sup>21</sup>. Creemos que nuestra baja tasa de endocarditis se deba al programa de evaluaci&#243;n dental preoperatorio, rutinariamente realizado en nuestra instituci&#243;n, que incluye el tratamiento necesario y las orientaciones referentes a los cuidados orales y la profilaxis tras la cirug&#237;a. </p>
      <p>Con relaci&#243;n al desempe&#241;o de la pr&#243;tesis, aunque no hay datos sobre la hemodin&#225;mica de la pr&#243;tesis, nuestros resultados revelan que una mejora significante en la clase funcional NYHA. Adem&#225;s de eso, la ausencia de problemas estructurales y la baja incidencia de complicaciones relacionadas con la pr&#243;tesis tambi&#233;n evidencian el bueno desempe&#241;o de esa pr&#243;tesis.</p>
      <p>Estudiamos retrospectivamente un peque&#241;o grupo de pacientes no randomizados y no emparejados por un intervalo de tiempo relativamente corto. Pese a esas limitaciones, creemos que nuestro estudio hace un aporte al debate sobre las opciones terap&#233;uticas para disfunci&#243;n cardiaca valvular en pa&#237;ses en desarrollo, ya que la reconstrucci&#243;n ni siempre es factible y no hay un sustituto valvular ideal en el momento. </p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Esa serie de pacientes adultos predominantemente j&#243;venes sometidos a la sustituci&#243;n de la v&#225;lvula mitral o a&#243;rtica con pr&#243;tesis met&#225;licas <italic>St. Jude Medical</italic> en un pa&#237;s en desarrollo confirma el buen desempe&#241;o de esa pr&#243;tesis, lo que est&#225; de acuerdo con estudios anteriores. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro que los autores: Alfredo Jos&#233; Rodrigues, Paulo Roberto Barbosa &#201;vora, Solange Bassetto, Lafaiete Alves Jr., Adilson Scorzoni Filho, Walter Villela A. Vicente recibieron ayuda del fabricante para la participaci&#243;n en congresos.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
