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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">VdgjG5skhR6FvyqyfLZRG8g</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000900007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300307</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000900007</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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        <article-title>Variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca, l&#237;pides e capacidade f&#237;sica de crian&#231;as obesas e n&#227;o-obesas</article-title>
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            <given-names>M&#225;rio Augusto</given-names>
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            <given-names>Patr&#237;cia Fernandes</given-names>
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            <surname>Scodeler</surname>
            <given-names>Nat&#225;lia Folco</given-names>
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          <named-content content-type="city">Campinas</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica de Campinas</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>09</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>239</fpage>
      <lpage>246</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>05</day>
          <month>08</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="received">
          <day>16</day>
          <month>06</month>
          <year>2008</year>
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          <day>15</day>
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          <year>2008</year>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A obesidade pode afetar a modula&#231;&#227;o auton&#244;mica card&#237;aca, os l&#237;pides do sangue e a capacidade f&#237;sica. OBJETIVO: Estudar a interfer&#234;ncia da obesidade sobre a variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca (VFC), os l&#237;pides do sangue e a capacidade f&#237;sica de crian&#231;as obesas. M&#201;TODOS: Foram estudadas 30 crian&#231;as com idades entre 9 a 11 anos, divididas em dois grupos: a) 15 crian&#231;as obesas (O) com 10,2 &#177; 0,7 anos de idade e &#237;ndice de massa corporal (IMC) no percentil entre 95 e 97; b) 15 crian&#231;as n&#227;o-obesas (NO) com 9,8 &#177; 0,7 anos de idade e IMC no percentil entre 5 e 85. Todas foram submetidas a avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica e cl&#237;nica, an&#225;lise da VFC ao repouso e a um protocolo de esfor&#231;o (PE). Utilizaram-se testes n&#227;o-param&#233;tricos para comparar as vari&#225;veis entre os grupos, e o n&#237;vel de signific&#226;ncia aplicado foi de p &lt; 0,05. RESULTADOS: A circunfer&#234;ncia abdominal e os n&#237;veis de triglic&#233;rides foram maiores em O. A atividade simp&#225;tica card&#237;aca, na posi&#231;&#227;o b&#237;pede, em unidades normalizadas - BFun, foi maior para os O, com 71,4 %, quando comparada aos 56,3% de NO; e a raz&#227;o baixa/alta frequ&#234;ncia (BF/AF) foi de 3,8 para O e 1,7 para NO. No PE constataram-se diferen&#231;as entre os grupos, com maiores valores para as crian&#231;as NO, quanto a dist&#226;ncia total, tempo de exposi&#231;&#227;o ao PE, consumo de oxig&#234;nio pico (VO2 pico) e equivalente metab&#243;lico (MET). CONCLUS&#195;O: A obesidade infantil promoveu modifica&#231;&#245;es no controle auton&#244;mico card&#237;aco na posi&#231;&#227;o b&#237;pede e reduziu a capacidade f&#237;sica.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Sistema nervoso aut&#244;nomo</kwd>
        <kwd>obesidade</kwd>
        <kwd>frequ&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>esfor&#231;o f&#237;sico</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CARDIOLOGIA PEDI&#193;TRICA</p>
    <p>Variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca, l&#237;pides e capacidade f&#237;sica de crian&#231;as obesas e n&#227;o-obesas</p>
    <p>
      <bold>M&#225;rio Augusto Paschoal; Patr&#237;cia Fernandes Trevizan; Nat&#225;lia Folco Scodeler</bold>
    </p>
    <p>Grupo de Pesquisa - Fun&#231;&#227;o auton&#244;mica card&#237;aca e atividade f&#237;sica na sa&#250;de e na doen&#231;a - Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica de Campinas, Campinas, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A obesidade pode afetar a modula&#231;&#227;o auton&#244;mica card&#237;aca, os l&#237;pides do sangue e a capacidade f&#237;sica. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Estudar a interfer&#234;ncia da obesidade sobre a variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca (VFC), os l&#237;pides do sangue e a capacidade f&#237;sica de crian&#231;as obesas. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram estudadas 30 crian&#231;as com idades entre 9 a 11 anos, divididas em dois grupos: a) 15 crian&#231;as obesas (O) com 10,2 &#177; 0,7 anos de idade e &#237;ndice de massa corporal (IMC) no percentil entre 95 e 97; b) 15 crian&#231;as n&#227;o-obesas (NO) com 9,8 &#177; 0,7 anos de idade e IMC no percentil entre 5 e 85. Todas foram submetidas a avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica e cl&#237;nica, an&#225;lise da VFC ao repouso e a um protocolo de esfor&#231;o (PE). Utilizaram-se testes n&#227;o-param&#233;tricos para comparar as vari&#225;veis entre os grupos, e o n&#237;vel de signific&#226;ncia aplicado foi de p &lt; 0,05. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A circunfer&#234;ncia abdominal e os n&#237;veis de triglic&#233;rides foram maiores em O. A atividade simp&#225;tica card&#237;aca, na posi&#231;&#227;o b&#237;pede, em unidades normalizadas &#150; BFun, foi maior para os O, com 71,4 %, quando comparada aos 56,3% de NO; e a raz&#227;o baixa/alta frequ&#234;ncia (BF/AF) foi de 3,8 para O e 1,7 para NO. No PE constataram-se diferen&#231;as entre os grupos, com maiores valores para as crian&#231;as NO, quanto a dist&#226;ncia total, tempo de exposi&#231;&#227;o ao PE, consumo de oxig&#234;nio pico (VO<sub>2</sub> pico) e equivalente metab&#243;lico (MET). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A obesidade infantil promoveu modifica&#231;&#245;es no controle auton&#244;mico card&#237;aco na posi&#231;&#227;o b&#237;pede e reduziu a capacidade f&#237;sica.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Sistema nervoso aut&#244;nomo, obesidade, frequ&#234;ncia card&#237;aca, esfor&#231;o f&#237;sico.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A obesidade, considerada uma epidemia mundial, &#233; caracterizada pelo ac&#250;mulo excessivo de tecido adiposo no organismo, oriundo de causa multifatorial, como suscetibilidade gen&#233;tica, sexo, idade, ocupa&#231;&#227;o, dieta e outros<sup>1</sup>. </p>
    <p>Basicamente, o tipo de obesidade cuja ocorr&#234;ncia n&#227;o est&#225; causa ligada a doen&#231;as endocrinol&#243;gicas tem forte rela&#231;&#227;o com o desbalan&#231;o alimentar resultante do desequil&#237;brio entre a ingest&#227;o e a necessidade di&#225;ria de nutrientes para suprir o metabolismo de um indiv&#237;duo geneticamente suscet&#237;vel<sup>2</sup>. </p>
    <p>Esse tipo espec&#237;fico de obesidade, chamado de sociog&#234;nica ou ex&#243;gena, &#233; decorrente de fatores socioculturais, como o pr&#243;prio estilo de vida moderno que predisp&#245;e ao menor gasto energ&#233;tico, a h&#225;bitos nutricionais inadequados e ao sedentarismo<sup>3</sup>.</p>
    <p>Por tratar-se de uma pandemia, reconhecida como tal no in&#237;cio deste s&#233;culo e com perspectivas nada alentadoras sobre programas objetivos e efetivos voltados &#224; sua conten&#231;&#227;o, todas as investiga&#231;&#245;es que se relacionam &#224; obesidade ganham relev&#226;ncia<sup>4</sup>. </p>
    <p>Nesse contexto, h&#225; estudos<sup>5</sup> ressaltando que muito provavelmente as crian&#231;as com excesso de peso podem vir a ter uma redu&#231;&#227;o no total de seus anos de vida, em raz&#227;o, principalmente, do desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares na vida adulta, que t&#234;m sua origem na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia<sup>6</sup>. </p>
    <p>Entre essas linhas de pesquisa, atualmente ganham destaque aquelas que envolvem o ac&#250;mulo de gordura na regi&#227;o abdominal<sup>7,8</sup>, altera&#231;&#245;es nos valores dos l&#237;pides sangu&#237;neos<sup>5,9</sup>, a baixa capacidade f&#237;sica<sup>10 </sup>e altera&#231;&#245;es no controle auton&#244;mico card&#237;aco<sup>11,12</sup>.</p>
    <p>O ac&#250;mulo de gordura na regi&#227;o abdominal realmente tem se mostrado um melhor preditor de fator de risco para a doen&#231;a cardiovascular e para o diabetes tipo II, do que a pr&#243;pria obesidade total<sup>7</sup>. Inversamente, por&#233;m refor&#231;ando essa teoria, estudos recentes t&#234;m revelado que crian&#231;as portadoras de moderados para altos n&#237;veis de capacidade funcional cardiorrespirat&#243;ria est&#227;o associadas &#224; presen&#231;a de menor adiposidade abdominal<sup>10</sup>.</p>
    <p>Sendo assim, uma das possibilidades mais interessantes que se apresentam para a diminui&#231;&#227;o da quantidade de gordura abdominal e, por extens&#227;o, para a preven&#231;&#227;o do diabetes tipo II e da obesidade total &#233; o exerc&#237;cio f&#237;sico feito regularmente. </p>
    <p>Aqueles que se exercitam, al&#233;m de prevenirem as complica&#231;&#245;es futuras, tendem a apresentar maiores valores de consumo de oxig&#234;nio m&#225;ximo (VO<sub>2</sub> m&#225;ximo) ou pico (VO<sub>2</sub> pico)<sup>1</sup>, vari&#225;veis indicativas de boa capacidade funcional cardiorrespirat&#243;ria com significativos reflexos sobre a qualidade de vida. </p>
    <p>Outro aspecto que atualmente tem merecido crescente preocupa&#231;&#227;o dos pesquisadores, apesar de ainda se mostrar controverso quando relacionado &#224; obesidade infantil, &#233; a altera&#231;&#227;o na modula&#231;&#227;o auton&#244;mica card&#237;aca<sup>13</sup>. H&#225; estudos consistentes que sugerem a ocorr&#234;ncia de redu&#231;&#227;o da a&#231;&#227;o protetora do sistema nervoso parassimp&#225;tico card&#237;aco<sup>11</sup>, associada ou n&#227;o &#224; amplia&#231;&#227;o da a&#231;&#227;o do t&#244;nus simp&#225;tico, potencial causador de arritmias card&#237;acas<sup>14,15</sup>. </p>
    <p>Essas pesquisas t&#234;m por base o emprego de uma importante ferramenta de an&#225;lise, que &#233; a variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca &#150; VFC<sup>16</sup>, a qual, por n&#227;o ser invasiva e ser cada vez mais precisa, tem sido muito utilizada na avalia&#231;&#227;o cardiovascular de adultos e crian&#231;as obesos<sup>16,17</sup>. </p>
    <p>As altera&#231;&#245;es auton&#244;micas card&#237;acas, tal qual se observa com rela&#231;&#227;o ao ac&#250;mulo de gordura na regi&#227;o abdominal, tamb&#233;m t&#234;m sido relacionadas &#224; ocorr&#234;ncia futura de dist&#250;rbios funcionais e metab&#243;licos importantes, como hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, diabetes, acidente vascular cerebral, infarto agudo do mioc&#225;rdio, entre outros<sup>11,12</sup>. </p>
    <p>Com base nessas argumenta&#231;&#245;es, o presente estudo procurou avaliar, de forma conjunta, esses principais problemas presentes na obesidade infantil, ressaltando a investiga&#231;&#227;o do &#237;ndice de massa corporal (IMC), a distribui&#231;&#227;o da gordura corporal, os valores dos l&#237;pides sangu&#237;neos, a VFC ao repouso e a capacidade f&#237;sica. A inten&#231;&#227;o foi atender aos paradigmas vigentes mais relevantes da influ&#234;ncia precoce da obesidade sobre o futuro surgimento de doen&#231;as cardiovasculares e metab&#243;licas. </p>
    <p>Sendo assim, acredita-se que estudos envolvendo conjuntamente todas essas quest&#245;es podem proporcionar maiores esclarecimentos sobre as repercuss&#245;es dessa importante disfun&#231;&#227;o no sistema cardiovascular, para que novas a&#231;&#245;es terap&#234;uticas venham a ser desenvolvidas e aplicadas em prol da popula&#231;&#227;o acometida. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foram estudadas 30 crian&#231;as com idades entre 9 a 11 anos, divididas em dois grupos: grupo A com 15 crian&#231;as obesas (8 meninos e 7 meninas), idade m&#233;dia de 10,2 &#177; 0,7 anos e &#237;ndice de massa corporal (IMC) com percentil<sup>18 </sup>entre 95 e 97; e grupo B, contendo 15 crian&#231;as n&#227;o-obesas (7 meninos e 8 meninas), idade m&#233;dia de 9,8 &#177; 0,7 anos e IMC com percentil entre 5 e 85.</p>
    <p> Como crit&#233;rio de inclus&#227;o, as crian&#231;as obesas apresentavam IMC de acordo com o estabelecido anteriormente e n&#227;o tinham doen&#231;as cardiol&#243;gicas ou metab&#243;licas. N&#227;o usavam nenhuma medica&#231;&#227;o que pudesse causar interfer&#234;ncia sobre os dados. Tamb&#233;m n&#227;o realizavam atividade f&#237;sica desportiva havia pelo menos dois meses, exceto quando tinham que participar das aulas de educa&#231;&#227;o f&#237;sica, duas vezes por semana. </p>
    <p>Maiores informa&#231;&#245;es sobre o dia-a-dia das crian&#231;as foram obtidas por meio de uma entrevista conduzida junto aos seus respons&#225;veis. Estes foram informados sobre os objetivos do estudo e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em pesquisa envolvendo seres humanos da PUC-Campinas, Protocolo n&#186; 138/06.</p>
    <p>
      <bold>Procedimentos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Etapa 1</bold>
    </p>
    <p>Foram realizadas avalia&#231;&#245;es antropom&#233;tricas e cl&#237;nicas, compostas pela aferi&#231;&#227;o do peso e estatura corporais e registro do per&#237;metro abdominal (PAb) obtido com o emprego de uma fita m&#233;trica. A medida da PAb foi feita com o volunt&#225;rio deitado, em supino, com a fita m&#233;trica passando por sua cintura, tomando-se como refer&#234;ncia a cicatriz umbilical<sup>1</sup>.</p>
    <p>O exame cl&#237;nico compreendeu a coleta de sangue, feita ap&#243;s jejum de 12 horas, para an&#225;lise dos valores de colesterol e triglic&#233;rides, segundo m&#233;todos convencionais<sup>9,19</sup>; aferi&#231;&#227;o da PA feita com esfigmoman&#244;metro de coluna de merc&#250;rio; an&#225;lise da FC de repouso; e realiza&#231;&#227;o das auscultas card&#237;acas e pulmonares. </p>
    <p>
      <bold>Etapa 2</bold>
    </p>
    <p>Ap&#243;s orienta&#231;&#227;o dada aos respons&#225;veis e &#224;s pr&#243;prias crian&#231;as para que 24 horas antes estas n&#227;o fizessem atividade f&#237;sica desportiva, n&#227;o ingerissem subst&#226;ncias estimulantes, como caf&#233;, ch&#225;, chocolate e refrigerantes, e se preocupassem em ter uma boa noite de sono (no m&#237;nimo, com oito horas), foi executado o registro dos batimentos card&#237;acos correspondente &#224; condi&#231;&#227;o de repouso. </p>
    <p>Esse registro foi dividido em duas partes e realizado entre as 16 e 17 horas para evitar interfer&#234;ncias do ritmo circadiano da FC sobre os dados da VFC. Na primeira parte, o registro teve 12 minutos e foi conduzido em ambiente tranquilo e silencioso em temperatura controlada entre 21&#176; C e 23 &#176;C, com o volunt&#225;rio deitado sobre um div&#227;, em posi&#231;&#227;o supina. Na segunda parte, estando o volunt&#225;rio em posi&#231;&#227;o b&#237;pede, foi feito por sete minutos. Em ambas as condi&#231;&#245;es, o volunt&#225;rio n&#227;o podia conversar nem se mover. </p>
    <p>Evitou-se o c&#225;lculo da VFC nos dois primeiros minutos dos registros, tanto para a posi&#231;&#227;o supina quanto para a b&#237;pede, pois problemas na estabilidade do sinal e o surgimento de artefatos que acontecem nesse espa&#231;o de tempo em decorr&#234;ncia da adapta&#231;&#227;o &#224; postura prejudicam a interpreta&#231;&#227;o destes<sup>20</sup>.</p>
    <p>Todos os batimentos card&#237;acos foram registrados pelo cardiofrequenc&#237;metro Polar S810i<sup>&#174;</sup> e direcionados a uma interface (interface IR<sup>&#174;</sup>) por meio de sinais infravermelhos. Os dados obtidos foram enviados ao computador, e realizou-se a an&#225;lise da VFC por meio dos <italic>softwares</italic> Polar Precision Performance<sup>&#174; </sup>e Nevrokard<sup>&#174; </sup>(<xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>). </p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Etapa 3</bold>
    </p>
    <p>Realizou-se o protocolo de esfor&#231;o (PE) incremental subm&#225;ximo, conduzido em esteira rolante (super ATL &#150; Inbrasport<sup>&#174;</sup>) com velocidade inicial de 2,0 km/h, durante dois minutos, sem inclina&#231;&#227;o, e acr&#233;scimos de 0,5 km/h a cada minuto subsequente. </p>
    <p>Durante a realiza&#231;&#227;o do protocolo, todas as crian&#231;as deveriam atingir a FC subm&#225;xima calculada por meio da f&#243;rmula: FCsubmax = 195 &#150; idade. Quando o teste era completado, a velocidade da esteira era reduzida progressivamente, durante 2 minutos, para permitir a adequada recupera&#231;&#227;o das fun&#231;&#245;es cardiorrespirat&#243;rias e metab&#243;licas. </p>
    <p>O VO<sub>2</sub> pico foi calculado por meio da obten&#231;&#227;o dos valores de equivalentes metab&#243;licos (MET) registrados no <italic>display</italic> da esteira no momento do pico do esfor&#231;o, multiplicado por 3,5, pois 1 MET = 3,5 ml/O<sub>2</sub>/kg/min<sup>-1</sup></p>
    <p>
      <bold>Tratamento estat&#237;stico</bold>
    </p>
    <p>Aplicou-se o teste t de Student para a compara&#231;&#227;o entre m&#233;dias das vari&#225;veis antropom&#233;tricas e cl&#237;nicas, considerado estatisticamente significante o valor de p &lt; 0,05. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos par&#226;metros da VFC, aplicou-se o teste n&#227;o-param&#233;trico de Mann Whitney, com n&#237;vel de signific&#226;ncia de p &lt; 0,05, para a compara&#231;&#227;o entre os grupos. Da mesma forma, foram analisados os dados extra&#237;dos do PE. A an&#225;lise da VFC foi feita a partir da avalia&#231;&#227;o dos iRR normais extra&#237;dos dos registros dos tacogramas de FC.</p>
    <p>Com base nesses registros, realizaram-se as an&#225;lises nos dom&#237;nios do tempo (DT) e da frequ&#234;ncia (DF).</p>
    <p>A transformada r&#225;pida de Fourier foi o algoritmo selecionado para as an&#225;lises realizadas no DF. Para o DT, calcularam-se: a) os iRR m&#233;dios; b) os desvios padr&#227;o dos iRR em milissegundos (ms) &#150; SDNN; c) a raiz quadrada da m&#233;dia dos quadrados das diferen&#231;as entre os iRR &#150; RMSSD; d) a porcentagem de iRR adjacentes com diferen&#231;a superior a 50 ms &#150; pNN50. </p>
    <p>Para o DF, calcularam-se: a) a pot&#234;ncia total em ms<sup>2</sup>; b) os valores dos componentes espectrais de baixa frequ&#234;ncia (BF) e alta frequ&#234;ncia (AF) em ms<sup>2</sup> e em unidades normalizadas (u.n.); c) raz&#227;o BF/AF. </p>
    <p>Para c&#225;lculo das unidades normalizadas de BF e AF, usou-se a metodologia proposta pela Task Force<sup>21</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Resultados </bold>
    </p>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref>, est&#227;o apresentadas as caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas e cl&#237;nicas. Devem-se observar as diferen&#231;as significativas que ocorreram no valor de IMC, PAb, HDL e triglic&#233;rides. </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref> est&#227;o os valores m&#233;dios e desvios padr&#227;o de VFC de crian&#231;as O e NO, comparados intra e entre grupos, nas posi&#231;&#245;es supina e b&#237;pede.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Com rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis obtidas durante a execu&#231;&#227;o do PE, os dados est&#227;o apresentados a seguir nos formatos de <italic>boxplots </italic>(<xref ref-type="fig" rid="fig02">Figura 2</xref> e <xref ref-type="fig" rid="fig03">Figura 3</xref>)<italic>.</italic> </p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gf02.jpg"/></fig>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gf03.jpg"/></fig>
    <p>As crian&#231;as NO apresentaram uma capacidade f&#237;sica superior determinada pelas seguintes vari&#225;veis, em medianas: a) dist&#226;ncia que conseguiram atingir no teste incremental, com 1,35 km das NO comparado a 0,96 km das O; b) tempo de exposi&#231;&#227;o ao protocolo, respectivamente de 15 min e 37 s dos NO, contra 12 min e 52 s dos O; c) VO<sub>2</sub> pico, com 33,6 ml/O<sub>2</sub>/kg/min<sup>-1</sup> dos NO e 15,7 ml/O<sub>2</sub>/kg/min<sup>-1 </sup>dos O; d) equivalente metab&#243;lico (MET) com valor de 9,6 para os NO e de 4,5 para os O.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A obesidade infantil de causa sociog&#234;nica tem se elevado significativamente nos &#250;ltimos anos em praticamente todo o mundo, e constata-se que, dentre os v&#225;rios fatores respons&#225;veis por isso, a associa&#231;&#227;o de maus h&#225;bitos alimentares e o sedentarismo t&#234;m papel predominante<sup>1-3</sup>. </p>
    <p>Nesse contexto, emergem v&#225;rios estudos com diferentes linhas de pesquisa, por&#233;m com uma finalidade &#250;nica que &#233; contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas obesas. Essas pesquisas buscam trazer novas informa&#231;&#245;es sobre o desenvolvimento de mecanismos para melhorar a preven&#231;&#227;o e o tratamento das doen&#231;as cardiovasculares e metab&#243;licas decorrentes da obesidade.</p>
    <p>Neste estudo, pesquisaram-se fatores importantes no reconhecimento precoce de problemas resultantes da obesidade e potenciais causadores de futuras doen&#231;as: ac&#250;mulo de gordura na regi&#227;o abdominal e l&#237;pides do sangue, VFC e redu&#231;&#227;o da capacidade f&#237;sica.</p>
    <p>Medidas de gordura abdominal t&#234;m se mostrado excelentes preditoras de risco para doen&#231;a cardiovascular e diabetes tipo II, inclusive obtendo maior destaque do que os &#237;ndices de gordura total e IMC<sup>7</sup>. Sabe-se, por exemplo, que os valores da CA, aferidos conforme Fern&#225;ndez e cols.<sup>22</sup>, t&#234;m a mesma precis&#227;o da avalia&#231;&#227;o para a gordura intra-abdominal e subcut&#226;nea, daquelas medidas feitas por meio de imagens de resson&#226;ncia magn&#233;tica usadas em crian&#231;as e adolescentes. </p>
    <p>Na presente condi&#231;&#227;o, optou-se por estudar a presen&#231;a de gordura abdominal por meio da an&#225;lise dos valores de PAb das crian&#231;as O e constatou-se que eles foram significativamente maiores do que os das crian&#231;as NO. Considerando que o valor de estatura n&#227;o foi diferente entre os grupos, pode-se concluir que o fato de o grupo O apresentar maiores valores de PAb contribuiu significativamente para que tamb&#233;m seu valor de IMC fosse maior. </p>
    <p>Consta tamb&#233;m na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref> o valor de l&#237;pides do sangue de todos os volunt&#225;rios. O interesse em conhecer esses valores tem por base o fato de que a doen&#231;a ateroscler&#243;tica &#233; uma das principais causas de morbidade e mortalidade em indiv&#237;duos adultos, por&#233;m com tend&#234;ncia a acometer pessoas cada vez mais jovens nos pa&#237;ses em desenvolvimento e sem programas de preven&#231;&#227;o efetivos<sup>9</sup>. Igualmente, a conhecida rela&#231;&#227;o causa-efeito entre altos valores de LDL e aterosclerose, comprovada em ensaios cl&#237;nicos, ressalta a import&#226;ncia que se deve dar a esses valores desde a inf&#226;ncia<sup>23</sup>. </p>
    <p>Segundo Williams e cols.<sup>24</sup>, a obesidade infantil &#233; conhecida por estar associada a &#237;ndices anormais de lip&#237;dios sangu&#237;neos, incluindo os n&#237;veis de colesterol total maior que 170 mg/dl, altos n&#237;veis de triglic&#233;rides e baixos n&#237;veis de HDL. </p>
    <p>Os valores de triglic&#233;rides apresentados pelas crian&#231;as O foram significativamente maiores, por&#233;m o colesterol total n&#227;o foi diferente do mostrado pelo grupo NO. Em contrapartida, o HDL foi significativamente maior nas crian&#231;as NO. Em suma, concluiu-se que: a) ambos os grupos apresentaram valores de l&#237;pides compat&#237;veis com a normalidade, b) os valores de LDL n&#227;o se diferiram entre os grupos, c) as crian&#231;as NO tiveram maiores valores de HDL e menores de triglic&#233;rides. </p>
    <p>Ainda com rela&#231;&#227;o aos valores da <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref>, constata-se que, apesar de existirem estudos nos quais h&#225; maiores valores de FC e de PA sist&#243;lica<sup>15 </sup>e diast&#243;lica<sup>25</sup> de repouso em crian&#231;as O quando comparadas &#224;s NO, tal fato n&#227;o ocorreu no presente trabalho. Talvez o n&#250;mero de crian&#231;as pesquisadas, a metodologia empregada para classific&#225;-las como obesas e a n&#227;o-igualdade entre faixas et&#225;rias analisadas possam explicar a ocorr&#234;ncia de diferen&#231;as de resultados entre os estudos. </p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o &#224; VFC, sabe-se que as varia&#231;&#245;es dos intervalos RR (iRR) presentes durante condi&#231;&#245;es controladas de repouso representam um poderoso e sens&#237;vel meio de analisar os mecanismos de controle auton&#244;mico card&#237;aco batimento a batimento<sup>26,27</sup>. Sendo assim, e por poder expressar a a&#231;&#227;o simp&#225;tica e parassimp&#225;tica card&#237;aca<sup>21</sup>, a VFC foi pesquisada em duas posi&#231;&#245;es corporais que exigem ajustes auton&#244;micos diferentes. </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref> mostra significativa diferen&#231;a na compara&#231;&#227;o entre a VFC nas duas posi&#231;&#245;es corporais, revelando que a posi&#231;&#227;o b&#237;pede reduziu o t&#244;nus parassimp&#225;tico e elevou t&#244;nus simp&#225;tico card&#237;aco nos dois grupos.</p>
    <p>A VFC na posi&#231;&#227;o supina n&#227;o foi diferente entre os grupos, o que difere do estudo realizado por Sekine e cols.<sup>28</sup>. Nesse estudo, realizado com 7 crian&#231;as obesas e 9 n&#227;o-obesas, com idades entre 8 e 9 anos, constatou-se diminui&#231;&#227;o significativa da atividade nervosa parassimp&#225;tica card&#237;aca das O, representada pela queda do valor do componente de alta frequ&#234;ncia em unidades normalizadas (AF u.n.), ao mesmo tempo que os valores do componente simp&#225;tico card&#237;aco (BF u.n.) mostraram-se significativamente maiores do que o das crian&#231;as NO. </p>
    <p>Outros trabalhos, com maior n&#250;mero de volunt&#225;rios, como o de Rabbia e cols.<sup>29</sup>, com 50 crian&#231;as com idade m&#233;dia de 13,9 &#177; 1,7 anos, tamb&#233;m mostraram significativos maiores valores do componente BF em obesos, comparados a 12 adolescentes saud&#225;veis, sugerindo, portanto, que a obesidade poderia causar incremento do t&#244;nus simp&#225;tico card&#237;aco.</p>
    <p>Riva e cols.<sup>14</sup> sugeriram que os adolescentes obesos poderiam apresentar uma disfun&#231;&#227;o simpato-vagal caracterizada por redu&#231;&#227;o da atividade parassimp&#225;tica e aumento da atividade simp&#225;tica, resultados esses similares aos obtidos por Brunetto e cols.<sup>15</sup>, que encontraram em adolescentes obesos menor valor de AF (u.n.) e maior BF (u.n.) com rela&#231;&#227;o aos adolescentes eutr&#243;ficos. </p>
    <p>O estudo realizado por Martini e cols.<sup>11</sup>, por&#233;m empregando registro de longa dura&#231;&#227;o (24 horas), constatou menores valores dos componentes AF (u.n.) e da raz&#227;o BF/AF nas 24 horas em obesos. Igualmente, as medidas no dom&#237;nio do tempo relativas &#224; atividade vagal foram menores. </p>
    <p>Ressalta-se que, em todos esses trabalhos, apenas um estudou a VFC em crian&#231;as da mesma faixa et&#225;ria das do presente estudo, o que poderia ser um dos fatores respons&#225;veis pela n&#227;o-semelhan&#231;a dos valores encontrados por n&#243;s e pelos demais estudos. </p>
    <p>Diferentemente dos testes de mudan&#231;a postural, como o <italic>tilt table test</italic><sup> 30,31</sup> ou o teste de mudan&#231;a postural ativa<sup>20</sup>, ambos empregados para avaliar resposta reflexa card&#237;aca envolvendo os barorreceptores arteriais, a avalia&#231;&#227;o da VFC na posi&#231;&#227;o b&#237;pede se preocupou em analisar os iRR nessa condi&#231;&#227;o funcional, por&#233;m apenas ap&#243;s os ajustes cardiocirculat&#243;rios j&#225; estarem estabelecidos e a condi&#231;&#227;o hemodin&#226;mica j&#225; se encontrar est&#225;vel. </p>
    <p>Constatou-se que o grupo de crian&#231;as O, apesar de apresentar os mesmos valores de FC dos NO, mostrou ajuste auton&#244;mico card&#237;aco diferente, com maior atividade simp&#225;tica demonstrada pelos valores de BF (u.n.) e raz&#227;o BF/AF. </p>
    <p>O estudo da VFC nas duas condi&#231;&#245;es funcionais permitiu deduzir que: a) elas podem ser usadas para investiga&#231;&#227;o cl&#237;nica sobre a modula&#231;&#227;o auton&#244;mica card&#237;aca de crian&#231;as nessa faixa et&#225;ria; b) as crian&#231;as O, apesar de terem modula&#231;&#227;o auton&#244;mica diferente quando na posi&#231;&#227;o b&#237;pede, apresentaram valores de FC similar ao do grupo NO. </p>
    <p>O PE usado para avaliar a capacidade funcional cardiorrespirat&#243;ria (CFCR) das crian&#231;as foi incremental subm&#225;ximo. Optou-se por um protocolo subm&#225;ximo para evitar a exposi&#231;&#227;o das crian&#231;as a um esfor&#231;o extremo, pois estudos desenvolvidos por nosso grupo j&#225; haviam mostrado diferen&#231;as de CFCR entre crian&#231;as O e NO, mesmo em intensidades subm&#225;ximas de esfor&#231;o<sup>25</sup>. </p>
    <p>Todas as vari&#225;veis estudadas durante o protocolo de esfor&#231;o foram significativamente maiores por parte do grupo NO, mesmo quando se considerou que, apesar de ambos os grupos terem o mesmo n&#250;mero de crian&#231;as, havia um menino a menos no grupo NO. Nesse caso, em particular, cabe ressaltar que a literatura &#233; clara em afirmar que os meninos da faixa et&#225;ria estudada t&#234;m maior VO<sub>2 </sub>pico ou m&#225;ximo que as meninas<sup>32</sup>. </p>
    <p>Apesar de o grupo de crian&#231;as O ter conseguido atingir os mesmos valores de FC pico dos da NO, isso aconteceu em menor tempo de exposi&#231;&#227;o ao protocolo de esfor&#231;o, mostrando que suas FC se elevaram mais rapidamente, sendo precocemente utilizada a reserva cronotr&#243;pica, resultando, portanto, em um menor valor de VO<sub>2 </sub>pico<sup>1</sup><sub>.</sub></p>
    <p>As limita&#231;&#245;es do estudo se restringiram ao pequeno n&#250;mero de volunt&#225;rios e &#224; avalia&#231;&#227;o do VO<sub>2 </sub>pico obtido por medida indireta, cujos erros de maior ou menor magnitude podem estar presentes. Por&#233;m, acreditamos que as diferen&#231;as encontradas durante o protocolo de esfor&#231;o foram t&#227;o evidentes que foi atingido o objetivo de mostrar a influ&#234;ncia da obesidade infantil sobre par&#226;metros precursores de futuras doen&#231;as cardiovasculares e metab&#243;licas. </p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o </bold>
    </p>
    <p>Dos principais fatores relacionados &#224; obesidade infantil e ao futuro desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares, este estudo mostrou crian&#231;as obesas com significativo ac&#250;mulo de gordura na regi&#227;o abdominal, diminui&#231;&#227;o do HDL colesterol e aumento de triglic&#233;rides, al&#233;m da presen&#231;a de maior t&#244;nus simp&#225;tico card&#237;aco quando em posi&#231;&#227;o b&#237;pede e grande redu&#231;&#227;o da capacidade f&#237;sica documentada em protocolo de esfor&#231;o incremental.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimento</bold>
    </p>
    <p>&#192; Dra. Mila Pontes Ramos Cunha, chefe do ambulat&#243;rio de endocrinologia do Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, pela an&#225;lise dos exames de triglic&#233;rides e colesterol. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> M&#225;rio Augusto Paschoal </p>
        <p> Rua Ferreira Penteado, 1242/72 - Cambu&#237; </p>
        <p> 13010-041 - Campinas, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="fisioni@puc-campinas.edu.br">fisioni@puc-campinas.edu.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 16/6/08; revisado recebido em 05/08/08; aceito em 15/08/08.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Obesity and cardiac autonomic nerve activity in healthy children: results of the Toyama birth cohort study</article-title>
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          <article-title>Assessment of cardiac autonomic modulation during adolescent obesity</article-title>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Power spectrum analysis of heart rate variability to assess the changes in sympathovagal balance during graded orthostatic tilt</article-title>
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          <article-title>Variations in clinical manifestation of orthostatic hypotension</article-title>
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          <article-title>Maximun oxygen uptake in adolescents as a measured of cardiopulmonary exercise testing: a classification proposal</article-title>
          <source>J Pediatr</source>
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            <year>2006</year>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Heart rate variability, blood lipids and physical capacity of obese and non-obese children</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Obesity can affect the cardiac autonomic modulation, blood lipid levels and the physical capacity. OBJECTIVE: To study the effect of obesity on the heart rate variability (HRV), blood lipid levels and physical capacity of obese children. METHODS: Thirty children aged 9 to 11 years were studied, divided in two groups: a) 15 obese children (O) aged 10.2 &#177; 0.7 years and body mass index (BMI) between the 95th and the 97th percentiles; b) 15 non-obese children (NO) aged 9.8 &#177; 0.7 years and BMI between the 5th and 85th percentiles. All children were submitted to an anthropometric and clinical assessment, analysis of the HRV at rest and a physical exercise protocol (PEP). Non-parametric tests were used to compare the variables between the groups. The level of significance was set at p &lt; 0.05. RESULTS: The waist circumference and levels of triglycerides were higher in O. The cardiac sympathetic activity in the standing position in normalized units (LF n.u.) was higher in O, 71.4%, when compared to NO, 56.3%. The low frequency/high frequency ratio (LF/HF) was 3.8 in O and 1.7 in NO. The PEP showed differences between the groups, with higher values observed in NO children regarding the total distance, time of exposure to PEP, peak oxygen consumption (VO2 peak) and metabolic equivalent (MET). CONCLUSION: Obesity in children resulted in alterations in cardiac autonomic control in the standing position and decreased the physical capacity.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Autonomic nervous system</kwd>
        <kwd>obesity</kwd>
        <kwd>heart rate</kwd>
        <kwd>exertion</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Heart rate variability, blood lipids and physical capacity of obese and non-obese children</p>
      <p>
        <bold>M&#225;rio Augusto Paschoal; Patr&#237;cia Fernandes Trevizan; Nat&#225;lia Folco Scodeler</bold>
      </p>
      <p>Grupo de Pesquisa - Fun&#231;&#227;o auton&#244;mica card&#237;aca e atividade f&#237;sica na sa&#250;de e na doen&#231;a - Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica de Campinas, Campinas, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Obesity can affect the cardiac autonomic modulation, blood lipid levels and the physical capacity.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To study the effect of obesity on the heart rate variability (HRV), blood lipid levels and physical capacity of obese children.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Thirty children aged 9 to 11 years were studied, divided in two groups: a) 15 obese children (O) aged 10.2 &#177; 0.7 years and body mass index (BMI) between the 95th and the 97th percentiles; b) 15 non-obese children (NO) aged 9.8 &#177; 0.7 years and BMI between the 5th and 85th percentiles. All children were submitted to an anthropometric and clinical assessment, analysis of the HRV at rest and a physical exercise protocol (PEP). Non-parametric tests were used to compare the variables between the groups. The level of significance was set at p &lt; 0.05.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The waist circumference and levels of triglycerides were higher in O. The cardiac sympathetic activity in the standing position in normalized units (LF n.u.) was higher in O, 71.4%, when compared to NO, 56.3%. The low frequency/high frequency ratio (LF/HF) was 3.8 in O and 1.7 in NO. The PEP showed differences between the groups, with higher values observed in NO children regarding the total distance, time of exposure to PEP, peak oxygen consumption (VO2 peak) and metabolic equivalent (MET).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Obesity in children resulted in alterations in cardiac autonomic control in the standing position and decreased the physical capacity. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Autonomic nervous system; obesity; heart rate; exertion.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Obesity, considered a worldwide epidemic, is characterized by the excessive accumulation of fat tissue in the body and its causes are multifactorial, such as genetic susceptibility, sex, age, occupation, diet and others<sup>1</sup>. </p>
      <p>Basically, the type of obesity of which occurrence is not associated to endocrinological diseases is strongly related to the dietary imbalance resulting from the disequilibrium between the ingestion and the daily need of nutrients to supply the metabolism of a genetically susceptible individual<sup>2</sup>. </p>
      <p>This specific type of obesity, called sociogenic or exogenous, is caused by sociocultural factors, such as the modern lifestyle itself, which predisposes to a lower energy consumption and inadequate dietary habits and sedentary lifestyle<sup>3</sup>. </p>
      <p> Considering that obesity is a pandemic, recognized at the start of this century and with discouraging perspectives on objective and effective programs directed at its control, all investigations related to obesity become relevant<sup>4</sup>. </p>
      <p>In this context, there are studies<sup>5</sup> that emphasize the very likely fact that children with excess weight might have a decrease in their total number of years of life, mainly due to the development of cardiovascular diseases in adult life, which originate during infancy and childhood<sup>6</sup>.</p>
      <p>Among these research lines, the ones that are currently highlighted are those involving the accumulation of fat tissue in the abdominal region<sup>7,8</sup>, alteration in blood lipid levels<sup>5,9</sup>, low physical capacity<sup>10</sup> and alterations in the cardiac autonomic control<sup>11,12</sup>. </p>
      <p>The accumulation of fat tissue in the abdominal region has definitely shown to be a better risk factor predictor for cardiovascular disease and type II diabetes mellitus than total obesity<sup>7</sup>. Inversely, but supporting this theory, recent studies have shown that moderate to high levels of cardiorespiratory functional capacity in children are associated to presence of lower abdominal adiposity<sup>10</sup>. </p>
      <p>Thus, one of the most interesting possibilities for the decrease in abdominal fat tissue content and, by extension, for the prevention of type II diabetes mellitus and total obesity is the regular practice of physical exercises. </p>
      <p>Individuals who practice physical exercises, in addition to preventing future complications, also tend to present higher maximum oxygen consumption (VO<sub>2max</sub>) or peak values (VO<sub>2</sub> peak)<sup>1</sup>, which are indicative of good cardiorespiratory functional capacity, with a significant impact on the quality of life. </p>
      <p>Another aspect that has been the object of increasing concern by researchers, although it remains controversial regarding obesity in children, is the alteration in the cardiac autonomic modulation<sup>13</sup>. There are some reliable studies that suggest the occurrence of a decrease in the protective action of the cardiac parasympathetic nervous system<sup>11</sup>, associated or not with the increase in the action of the sympathetic tonus, a potential cause of cardiac arrhythmias<sup>14,15</sup>. </p>
      <p>These studies are based on the use of an important analysis tool, i.e., the heart rate variability -HRV<sup>16</sup>, which, due to the fact that it is non-invasive and increasingly more accurate, has been largely used in the cardiovascular assessment of obese adults and children<sup>16,17</sup>. </p>
      <p>The cardiac autonomic alterations, as observed regarding the accumulation of fat tissue in the abdominal region, have also been related to the future occurrence of important functional and metabolic disorders, such as systemic arterial hypertension, diabetes mellitus, cerebrovascular accident, acute myocardial infarction, among others<sup>11,12</sup>. </p>
      <p>Based on these arguments, the present study sought to comprehensively assess these main problems observed in childhood obesity, emphasizing the investigation of the body mass index (BMI), the distribution of body fat, blood lipid levels, HRV at rest and physical capacity. The objective was to address the most relevant current paradigms of the early influence of obesity on the future onset of cardiovascular and metabolic diseases. Therefore, it is believed that studies comprehensively addressing all these questions can provide more information on the effect of this important dysfunction on the cardiovascular system, so that new therapeutic actions can be developed and applied to the benefit of the affected population.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>Thirty children aged 9 to 11 years were divided in two groups: group A with 15 obese (O) children (8 boys and 7 girls), with a mean age of 10.2 &#177; 0.7 years and body mass index (BMI) between the 95<sup>th</sup> and the 97<sup>th</sup> percentiles<sup>18</sup>; and group B, with 15 non-obese (NO) children (7 boys and 8 girls), with a mean age of 9.8 &#177; 0.7 years and BMI between the 5<sup>th</sup> and 85<sup>th</sup> percentiles.</p>
      <p> As inclusion criteria, the obese children presented BMI in accordance with the previously established values and did not present heart or metabolic diseases. They did not use any medication that could interfere with the data. Additionally, they had not practiced sports activities for at least two months, except for physical education classes twice a week. </p>
      <p>More information on the children's daily activities was obtained from interviews carried out with parents or tutors. They were informed about the objectives of the study and signed a free and informed consent form. The study was approved by the Ethics Committee in Research involving human beings of PUC-Campinas, Protocol number 138/06.</p>
      <p>
        <bold>Procedures</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Phase 1</bold>
      </p>
      <p>Anthropometric and clinical assessments were carried out, which consisted of weight, height and waist circumference (WC) measurements; the latter was obtained with a metric tape. The AC measurement was performed with the participant in the supine position, with the metric tape being positioned on the participant's waist, at the level of the umbilicus<sup>1</sup>. </p>
      <p>The clinical examination comprehended the blood collection, after a 12-hour fast, for the measurement of cholesterol and triglyceride levels, according to conventional methods<sup>9,19</sup>; BP measurement carried out with a mercury column sphygmomanometer; HR frequency at rest and cardiac and pulmonary auscultations. </p>
      <p>
        <bold>Phase 2</bold>
      </p>
      <p>After advising the parents or tutors as well as the children that the latter should not practice sports activities in the 24 hours prior to the assessment, nor consume stimulants such as coffee, tea, chocolate and carbonated beverages and that they should have a good night's sleep (of at least 8 hours), the heart rate recording was performed, which corresponded to the heart rate frequency at rest. </p>
      <p> This recording was divided in two parts and carried out between 4 and 5 PM to avoid the interference of the circadian rhythm of the HR on the HRV. In the first part, the recording lasted 12 minutes and was carried out in a relaxing and quiet environment, with controlled temperature between 21&#176;C and 23&#176;C, with the volunteer lying on a couch in the supine position. In the second part, with the volunteer in the standing position, the recording lasted seven minutes. In both situations, the volunteer was advised not to move or speak. </p>
      <p>The calculation of the HRV was avoided in the first two minutes of the recordings in the supine as well as for the standing position, as problems in signal stability and the onset of artifacts that occur during this time period due to posture adaptation can impair their interpretation<sup>20</sup>. </p>
      <p>All heart beats were recorded by a Polar S810i<sup>&#174;</sup> heart rate monitor and directed to an interface (IR<sup>&#174;</sup> interface) through infrared signals. The data obtained were sent to the computer and the HRV analysis was carried out by the software programs Polar Precision Performance<sup>&#174; </sup>and Nevrokard<sup>&#174;</sup> (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref>). </p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Phase 3</bold>
      </p>
      <p>The submaximal progressive physical exercise protocol (PEP) was carried out on a treadmill (super ATL &#150; Inbrasport<sup>&#174;</sup>) with the initial velocity of 2.0 km/h, for two minutes, without inclination and 0.5 km/h increments every subsequent minute. </p>
      <p>During the protocol, all children had to achieve the submaximal HR calculated using the formula: submaxHR = 195 &#150; age. When the test was completed, the treadmill velocity was progressively decreased for 2 minutes, to allow the adequate recovery of the cardiorespiratory and metabolic functions. The VO<sub>2</sub> peak was calculated by obtaining the metabolic equivalent values (MET) recorded on the display of the treadmill at the moment of the peak exertion, multiplied by 3.5, as 1 MET = 3.5 ml/O<sub>2</sub>/kg/min<sup>-1</sup></p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis </bold>
      </p>
      <p>The Student's <italic>t</italic> test was used to compare between the means of the anthropometric and the clinical variables; a p value &lt; 0.05 was considered statistically significant. </p>
      <p>Regarding the HRV parameters, the non-parametric Mann-Whitney test was applied, with a level of significance of p &lt; 0.05, for the comparison between the groups. </p>
      <p>Similarly, the data obtained from the PEP were analyzed. The analysis of the HRV was based on the assessment of the normal RRi extracted from the HR tachogram recordings. </p>
      <p> Based on these recordings, the analysis of the time domain (TD) and frequency domain (FD) were carried out. Fourier's rapid-transformation (FRT) algorithm was selected for the analysis performed in the FD. For the TD, we calculated: a) the mean RRi; b) the standard deviations of RRi in milliseconds (ms) &#150; SDNN; c) the root mean square successive difference (RMSSD) between the RRi; d) the percentage of adjacent RRi with a difference &gt; 50 ms &#150; pNN50. </p>
      <p>For the FD, we calculated: a) the total power in ms<sup>2</sup>; b) the low frequency (LF) and high frequency (HF) spectral component values in ms<sup>2</sup> and in normalized units (n.u.); c) LF/HF ratio. </p>
      <p>To calculate the normalized LF and HF units, the Task Force<sup>21</sup> methodology was used. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> shows the anthropometric and clinical characteristics. It is noteworthy the significant differences observed regarding the BMI, AC, levels of HDL and triglycerides. </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref> shows the mean values and standard deviations of HRV of O and NO children, compared intra-groups and between groups, in the supine and standing position. </p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Regarding the variables obtained during the PEP, the data are shown as box plots below (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref> and <xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">Figure 3</xref>). The NO children presented higher physical capacity determined by the following variables in medians: a) distance achieved at the progressive test, with 1.35 km in NO children when compared to 0.96 km in O children; b) time of exposure to the protocol, respectively, of 15 min and 37 s in NO, <italic>versus</italic> 12 min and 52 s in O children; c) VO<sub>2</sub> peak, with 33.6 ml/O<sub>2</sub>/kg/min<sup>-1</sup> in NO and 15.7 ml/O<sub>2</sub>/kg/min<sup>-1 </sup>in O children; d) metabolic equivalent (MET) value, which was 9.6 for NO and 4.5 for O children.</p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gf02-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Childhood obesity of sociogenic cause has progressively increased in the last years in practically all countries and it has been observed that among the several factors responsible for that, the association of bad dietary habits and sedentary life style has a predominant role<sup>1-3</sup>. </p>
      <p>In this context, several studies have appeared with different lines of research, although with a single objective, i.e., contribute to a better quality of life of obese individuals. These studies seek to bring new information on the development of mechanisms to improve the prevention and treatment of cardiovascular and metabolic diseases caused by obesity. </p>
      <p> In the present study, important factors regarding the early detection of problems resulting from obesity and potential causes of future diseases, such as the accumulation of fat tissue in the abdominal region and blood lipid levels, HRV and reduced physical capacity were studied. </p>
      <p>Measurements of abdominal fat have shown to be excellent risk predictors for cardiovascular disease and type 2 diabetes mellitus, being even more emphasized than total fat and BMI<sup>7</sup>. It is known, for instance, that the WC values, measured according to Fern&#225;ndez et al<sup>22</sup>, have the same assessment precision for the intra-abdominal and subcutaneous fat as those measurements obtained through magnetic resonance imaging used in children and adolescents. </p>
      <p>In the present condition, we chose to study the presence of abdominal fat through the analysis of the WC measurements in O children and we observed that they were higher when compared to those in NO children. Considering that the height was not different between the groups, one can conclude that the fact that the O group presented higher WC values significantly contributed to the increase in the BMI values. </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> also shows blood lipid levels of all volunteers. The concern about such values is based on the fact that the atherosclerotic disease is one of the main causes of morbidity and mortality in adult individuals, although with a tendency to affect increasingly younger individuals in developing countries, without effective prevention programs<sup>9</sup>. Equally, the known cause-effect relation between high levels of LDL and atherosclerosis, demonstrated in clinical trials, emphasizes the importance that must be given to such values since childhood<sup>23</sup>. </p>
      <p>According to Willians et al<sup>24</sup>, childhood obesity is known for being associated with abnormal blood lipid levels, including total cholesterol levels &gt; 170 mg/dl, high levels of triglycerides and low HDL cholesterol levels. </p>
      <p>The levels of triglycerides presented by the children in the O group were significantly higher; however, total cholesterol levels were not different from those observed in the NO group. On the other hand, HDL levels were significantly higher in children from the NO group. In summary, we concluded that: a) both groups presented lipid levels that were compatible with normality; b) LDL levels did not differ between the groups and c) the children from the NO group presented higher HDL and lower triglyceride levels. </p>
      <p>Still regarding the values shown in <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>, we can verify that, although there are studies which show higher values of HR as well as SAP<sup>15</sup> and DAP<sup>25</sup> at res in O children when compared to NO children, such fact was not observed in the present study. Perhaps the number of studied children, the methodology used to classify them as obese and the lack of equality between the analyzed age ranges might explain the occurrence of differences in the results among the studies. </p>
      <p>Regarding the HRV, it is known that RR interval (RRi) variations present during controlled resting conditions represent a powerful and sensitive method to analyze the mechanisms of cardiac autonomic control beat by beat<sup>26,27</sup>. Therefore, and for being capable of expressing the cardiac sympathetic and parasympathetic action<sup>21</sup>, the HRV was analyzed in two body positions that require different autonomic adjustments. </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref> shows a significant difference in the comparison of HRV in the two body positions, disclosing that the standing position reduced the parasympathetic tonus and increased the cardiac sympathetic tonus in both groups. </p>
      <p>The HRV in the supine position was not different between the groups, which differs from the study carried out by Sekine et al<sup>28</sup>. In this study, carried out with 7 obese and 9 non-obese children, aged between 8 and 9 years of age, a significant decrease in the cardiac parasympathetic nervous activity in O children was observed, represented by the decrease in the value of the high frequency component in normalized units (HF n.u.), whereas the values of cardiac sympathetic component (LF n.u.) showed to be significantly higher when compared to NO children. </p>
      <p>Other studies with a higher number of volunteers, such as the one by Rabbia et al<sup>29</sup>, which studied 50 children with a mean age of 13.9 &#177; 1.7 years, also showed significantly higher values of the LF component in the obese individuals, when compared to 12 healthy adolescents, thus suggesting that obesity can cause an increase in the cardiac sympathetic tonus. </p>
      <p>Riva et al<sup>14</sup> suggested that the obese adolescents can present a sympathovagal dysfunction, characterized by a decrease in the parasympathetic activity and increase in the sympathetic activity, results that are similar to those obtained by Brunetto et al<sup>15</sup>, who found lower HF (n.u.) and higher LF (n.u.) values in obese adolescents, when compared to eutrophic ones. </p>
      <p>The study carried out by Martini et al<sup>11</sup>, however, using a long-term recording (24 hours), observed lower values of HF components (n.u.) and of the LF/HF ratio during the 24 hours in the obese individuals. The time domain measurements concerning the vagal activity were also lower. </p>
      <p>It is noteworthy that, of all these studies, only one analyzed the HRV in children in the same age range as the ones in the present study, which could be one of the factors responsible for the lack of similarity regarding the values found in the present study and the others. </p>
      <p>Differently from the tests on postural change, such as the tilt table test<sup>30,31</sup> or the active postural change test<sup>20</sup>, both used to evaluate the cardiac reflex response involving the arterial baroreceptors, the objective of the HRV assessment in the standing position was to analyze the RRi in this functional condition, but only after the cardiocirculatory adjustments were established and the hemodynamic condition was stable. </p>
      <p>It was observed that the O children, in spite of presenting the same HR values as the NO children, showed a different cardiac autonomic adjustment, with higher sympathetic activity demonstrated by the LF values (n.u.) and LF/HF ratio. </p>
      <p>The study of the HRV in the two functional conditions allowed us to infer that: a) they can be used for clinical investigation on the cardiac autonomic modulation of children in this age range; b) the O children, in spite of having a different autonomic modulation in the standing position, presented HR values that were similar to those observed in the NO group. </p>
      <p>The PEP used to evaluate the cardiorespiratory functional capacity (CRFC) of the children was the submaximal progressive type. We decided to use a submaximal protocol to avoid exposing the children to extreme exertion, as studies developed by our group had shown differences in CRFC between O and NO children, even at submaximal exertion intensities<sup>25</sup>. </p>
      <p>All the variables studied during the PEP were significantly higher in the NO group, even when considering that, although both groups had the same number of children, the NO group had one boy less. In this case, in particular, it is important to mention that the literature is clear when stating that boys in the studied age range have a higher VO<sub>2 </sub>peak or VO<sub>2</sub>max than girls<sup>32</sup>. </p>
      <p>Although the children from the O group reached the same HR peak values as the ones from the NO group, that fact happened during a shorter time of exposure to the PEP, showing that their HR increased faster and that the chronotropic reserve was used earlier, consequently resulting in a lower VO<sub>2 </sub>peak value<sup>1</sup>. </p>
      <p>The limitations of the study are restricted to the small number of volunteers and the evaluation of the VO<sub>2 </sub>peak value obtained through an indirect measurement, of which major or minor errors can be present. Nevertheless, we believe that the differences observed during the PEP were so evident that the proposed objective of demonstrating the influence of childhood obesity on the parameters that are precursors of future cardiovascular and metabolic disease was achieved. </p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>Of the main factors related to childhood obesity and the future development of cardiovascular diseases, this study showed obese children with a significant accumulation of fat tissue in the abdominal region, decreased HDL cholesterol and increased levels of triglycerides, in addition to the presence of a higher cardiac sympathetic tonus in the standing position and significant decrease in the physical capacity documented in a progressive physical exercise protocol. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgement</bold>
      </p>
      <p>To Dr. Mila Pontes Ramos Cunha, Head of the Ambulatory of Endocrinology of Hospital e Maternidade Celso Pierro of PUC-Campinas, for the analyses of triglycerides and cholesterol. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Variabilidad de la frecuencia cardiaca, l&#237;pidos y capacidad f&#237;sica de ni&#241;os obesos y no obesos</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La obesidad puede afectar la modulaci&#243;n auton&#243;mica cardiaca, los l&#237;pidos de la sangre y la capacidad f&#237;sica. OBJETIVO: Estudiar la interferencia de la obesidad sobre la variabilidad de la frecuencia cardiaca (VFC), los l&#237;pidos de la sangre y la capacidad f&#237;sica de ni&#241;os obesos. M&#201;TODOS: Se estudiaron a 30 ni&#241;os con edades entre 9 y 11 a&#241;os, divididos en dos grupos: a) 15 ni&#241;os obesos (O) con 10,2 &#177; 0,7 a&#241;os de edad e &#237;ndice de masa corporal (IMC) en el percentil entre 95 y 97; b) 15 ni&#241;os no obesos (NO) con 9,8 &#177; 0,7 a&#241;os de edad e IMC en el percentil entre 5 y 85. Todos se sometieron a evaluaci&#243;n antropom&#233;trica y cl&#237;nica, an&#225;lisis de la VFC al reposo y a un protocolo de esfuerzo (PE). Se utilizaron pruebas no param&#233;tricas para comparar las variables entre los grupos, y el nivel de significancia aplicado fue de p &lt; 0,05. RESULTADOS: La circunferencia abdominal y los niveles de triglic&#233;ridos fueron mayores en O. La actividad simp&#225;tica cardiaca, en la posici&#243;n b&#237;peda, en unidades normalizadas -BFun, fue mayor para los O, con el 71,4%, cuando comparada al 56,3% de NO; y la raz&#243;n baja/alta frecuencia (BF/AF) fue del 3,8 para O y 1,7 para NO. En el PE se constataron diferencias entre los grupos, con mayores valores para los ni&#241;os NO, en cuanto la distancia total, el tiempo de exposici&#243;n al PE, consumo de ox&#237;geno pico (VO2 pico) y equivalente metab&#243;lico (MET). CONCLUSI&#211;N: La obesidad infantil provoc&#243; modificaciones en el control auton&#243;mico cardiaco en la posici&#243;n b&#237;peda y reduzco la capacidad f&#237;sica.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Sistema nervioso aut&#243;nomo</kwd>
        <kwd>obesidad</kwd>
        <kwd>frecuencia cardiaca</kwd>
        <kwd>esfuerzo f&#237;sico</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="tx-body3">
          <label>
            <bold>Variabilidad de la frecuencia cardiaca, l&#237;pidos y capacidad f&#237;sica de ni&#241;os obesos y no obesos</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>M&#225;rio Augusto Paschoal; Patr&#237;cia Fernandes Trevizan; Nat&#225;lia Folco Scodeler</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Grupo de Pesquisa - Fun&#231;&#227;o auton&#244;mica card&#237;aca e atividade f&#237;sica na sa&#250;de e na doen&#231;a - Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica de Campinas, Campinas, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La obesidad puede afectar la modulaci&#243;n auton&#243;mica cardiaca, los l&#237;pidos de la sangre y la capacidad f&#237;sica.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Estudiar la interferencia de la obesidad sobre la variabilidad de la frecuencia cardiaca (VFC), los l&#237;pidos de la sangre y la capacidad f&#237;sica de ni&#241;os obesos.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se estudiaron a 30 ni&#241;os con edades entre 9 y 11 a&#241;os, divididos en dos grupos: a) 15 ni&#241;os obesos (O) con 10,2 &#177; 0,7 a&#241;os de edad e &#237;ndice de masa corporal (IMC) en el percentil entre 95 y 97; b) 15 ni&#241;os no obesos (NO) con 9,8 &#177; 0,7 a&#241;os de edad e IMC en el percentil entre 5 y 85. Todos se sometieron a evaluaci&#243;n antropom&#233;trica y cl&#237;nica, an&#225;lisis de la VFC al reposo y a un protocolo de esfuerzo (PE). Se utilizaron pruebas no param&#233;tricas para comparar las variables entre los grupos, y el nivel de significancia aplicado fue de p &lt; 0,05.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> La circunferencia abdominal y los niveles de triglic&#233;ridos fueron mayores en O. La actividad simp&#225;tica cardiaca, en la posici&#243;n b&#237;peda, en unidades normalizadas &#150;BFun, fue mayor para los O, con el 71,4%, cuando comparada al 56,3% de NO; y la raz&#243;n baja/alta frecuencia (BF/AF) fue del 3,8 para O y 1,7 para NO. En el PE se constataron diferencias entre los grupos, con mayores valores para los ni&#241;os NO, en cuanto la distancia total, el tiempo de exposici&#243;n al PE, consumo de ox&#237;geno pico (VO<sub>2</sub> pico) y equivalente metab&#243;lico (MET).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La obesidad infantil provoc&#243; modificaciones en el control auton&#243;mico cardiaco en la posici&#243;n b&#237;peda y reduzco la capacidad f&#237;sica. </p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Sistema nervioso aut&#243;nomo, obesidad, frecuencia cardiaca, esfuerzo f&#237;sico.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La obesidad, considerada como una epidemia mundial, se caracteriza por la acumulaci&#243;n excesiva de tejido adiposo en el organismo, que se origina por causa multifactorial, como la susceptibilidad gen&#233;tica, el sexo, la edad, la ocupaci&#243;n, la dieta y otros<sup>1</sup>.</p>
      <p>B&#225;sicamente, el tipo de obesidad, cuya ocurrencia no est&#225; la causa relacionada a las enfermedades endocrinol&#243;gicas, tiene fuerte relaci&#243;n con el desbalance en la alimentaci&#243;n resultante del desequilibrio entre la ingesta y la necesidad diaria de nutrientes que facilitan el metabolismo de un individuo gen&#233;ticamente susceptible<sup>2</sup>. </p>
      <p>Ese tipo espec&#237;fico de obesidad, llamada sociog&#233;nica o ex&#243;gena, resulta de factores socioculturales, como el propio estilo de vida moderno que predispone al menor gasto energ&#233;tico, a h&#225;bitos nutricionales inadecuados y al sedentarismo<sup>3</sup>.</p>
      <p>Por tratarse de una pandemia, reconocida como tal al inicio de este siglo y con perspectivas nada alentadoras sobre programas objetivos y efectivos dirigidos a su contenci&#243;n, todas las investigaciones que se relacionan a la obesidad ganan relevancia<sup>4</sup>. </p>
      <p>En ese contexto, hay estudios<sup>5</sup> resaltando que muy probablemente los ni&#241;os con exceso de peso pueden tener en el futuro una reducci&#243;n en el total de sus a&#241;os de vida, en raz&#243;n, principalmente, del desarrollo de enfermedades cardiovasculares en la vida adulta, que tienen su origen en la infancia y adolescencia<sup>6</sup>. </p>
      <p>Entre esas l&#237;neas de investigaci&#243;n, actualmente ganan destaque aquellas que implican la acumulaci&#243;n de grasa en la regi&#243;n abdominal<sup>7,8</sup>, alteraciones en los valores de los l&#237;pidos sangu&#237;neos<sup>5,9</sup>, la baja capacidad f&#237;sica<sup>10 </sup>y las alteraciones en el control auton&#243;mico cardiaco<sup>11,12</sup>.</p>
      <p>La acumulaci&#243;n de grasa en la regi&#243;n abdominal realmente viene siendo un mejor predictor de factor de riesgo para la enfermedad cardiovascular y para la diabetes tipo II, en comparaci&#243;n a la obesidad total misma<sup>7</sup>. Inversamente, sin embargo reforzando esa teor&#237;a, estudios recientes han revelado que ni&#241;os portadores de moderados para altos niveles de capacidad funcional cardiorrespiratoria est&#225;n asociados a la presencia de menor adiposidad abdominal<sup>10</sup>.</p>
      <p>De esa manera, una de las posibilidades m&#225;s interesantes que se presentan para la disminuci&#243;n de la cantidad de grasa abdominal y, por extensi&#243;n, para la prevenci&#243;n del diabetes tipo II y de la obesidad total es el ejercicio f&#237;sico que se hace de modo regular. </p>
      <p>Aquellos que se ejercitan, adem&#225;s de prevenir las complicaciones futuras, tienden a presentar mayores valores de consumo de ox&#237;geno m&#225;ximo (VO<sub>2</sub> m&#225;ximo) o pico (VO<sub>2</sub> pico)<sup>1</sup>, variables indicativas de buena capacidad funcional cardiorrespiratoria con significativos reflejos sobre la calidad de vida. </p>
      <p>Otro aspecto que actualmente merece creciente preocupaci&#243;n de los investigadores, pese a que se halle a&#250;n controvertido cuando relacionado a la obesidad infantil, es la alteraci&#243;n en la modulaci&#243;n auton&#243;mica cardiaca<sup>13</sup>. Hay estudios consistentes que sugieren la ocurrencia de reducci&#243;n de la acci&#243;n protectora del sistema nervioso parasimp&#225;tico cardiaco<sup>11</sup>, asociada o no a la ampliaci&#243;n de la acci&#243;n del tono simp&#225;tico, potencial causador de arritmias cardiacas<sup>14,15</sup>. </p>
      <p>Esas investigaciones tienen por base el empleo de una importante herramienta de an&#225;lisis, que es la variabilidad de la frecuencia cardiaca &#150;VFC<sup>16</sup>, la que, por no ser invasiva y ser cada vez m&#225;s precisa, se viene utilizando mucho en la evaluaci&#243;n cardiovascular de adultos y ni&#241;os obesos<sup>16,17</sup>. </p>
      <p>Las alteraciones auton&#243;micas cardiacas, tal cual se observa con relaci&#243;n a la acumulaci&#243;n de grasa en la regi&#243;n abdominal, tambi&#233;n vienen siendo relacionadas a la ocurrencia futura de disturbios funcionales y metab&#243;licos importantes, como hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, diabetes, accidente cerebrovascular, infarto agudo de miocardio, entre otros<sup>11,12</sup>. </p>
      <p>Con base en esas argumentaciones, el presente estudio busc&#243; evaluar, de forma conjunta, esos principales problemas presentes en la obesidad infantil, resaltando la investigaci&#243;n del &#237;ndice de masa corporal (IMC), la distribuci&#243;n de la grasa corporal, los valores de los l&#237;pidos sangu&#237;neos, la VFC al reposo y la capacidad f&#237;sica. La intenci&#243;n fue atender los paradigmas vigentes m&#225;s relevantes de la influencia precoz de la obesidad sobre el futuro surgimiento de enfermedades cardiovasculares y metab&#243;licas. </p>
      <p>De ese modo, se cree que estudios implicando conjuntamente todas esas cuestiones pueden proporcionar mayores aclaraciones sobre las repercusiones de esa importante disfunci&#243;n en el sistema cardiovascular, para que nuevas acciones terap&#233;uticas se desarrollen y se apliquen en beneficio de la poblaci&#243;n afectada. </p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se estudiaron a 30 ni&#241;os con edades entre 9 y 11 a&#241;os, divididos en dos grupos: grupo A con 15 ni&#241;os obesos (8 ni&#241;os y 7 ni&#241;as), edad promedio de 10,2 &#177; 0,7 a&#241;os y &#237;ndice de masa corporal (IMC) con percentil<sup>18 </sup>entre 95 y 97; y grupo B, conteniendo 15 ni&#241;os no obesos (7 ni&#241;os y 8 ni&#241;as), edad promedio de 9,8 &#177; 0,7 a&#241;os e IMC con percentil entre 5 y 85.</p>
      <p>Como criterio de inclusi&#243;n, los ni&#241;os obesos presentaban IMC seg&#250;n el establecido anteriormente y no ten&#237;an enfermedades cardiol&#243;gicas o metab&#243;licas. No usaban ninguna medicaci&#243;n que pudiera causar interferencia sobre los datos. Tambi&#233;n no realizaban actividad f&#237;sica deportiva hab&#237;a como m&#237;nimo dos meses, excepto cuando eran obligados a participar en las clases de educaci&#243;n f&#237;sica, dos veces por semana.</p>
      <p>Mayores informaciones sobre la rutina diaria de los ni&#241;os se obtuvieron por medio de una entrevista que se condujo junto a sus responsables. &#201;stos fueron informados sobre los objetivos del estudio y firmaron el formulario de consentimiento informado. El Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n implicando seres humanos de PUC-Campinas aprob&#243; el estudio bajo el Protocolo n&#186; 138/06.</p>
      <p>
        <bold>Procedimientos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Etapa 1</bold>
      </p>
      <p>Se llevaron a cabo evaluaciones antropom&#233;tricas y cl&#237;nicas, conformadas por la medici&#243;n del peso y la estatura corporales y el registro del per&#237;metro abdominal (PAb) obtenido con el empleo de una cinta m&#233;trica. La medici&#243;n de la PAb se hizo con el voluntario acostado, en posici&#243;n supina, con la cinta m&#233;trica pasando por su cintura, tom&#225;ndose como referencia la cicatriz umbilical<sup>1</sup>.</p>
      <p>El examen cl&#237;nico comprendi&#243; la extracci&#243;n de sangre, llevada a cabo tras ayuno de 12 horas, para el an&#225;lisis de los valores de colesterol y triglic&#233;ridos, seg&#250;n m&#233;todos convencionales<sup>9,19</sup>; la medici&#243;n de la PA efectuada con esfigmoman&#243;metro de columna de mercurio; el an&#225;lisis de la FC de reposo; y la realizaci&#243;n de las auscultas cardiacas y pulmonares. </p>
      <p>
        <bold>Etapa 2</bold>
      </p>
      <p>Tras la orientaci&#243;n dada a los responsables de los propios ni&#241;os para que 24 horas antes ellos no hicieran actividad f&#237;sica deportiva, no ingirieran sustancias estimulantes, como caf&#233;, t&#233;, chocolate y refrescos, y se preocuparan con tener una buena noche de sue&#241;o (como m&#237;nimo, con ocho horas), se ejecut&#243; el registro de los latidos cardiacos correspondiente a la condici&#243;n de reposo. </p>
      <p>Se dividi&#243; ese registr&#243; en dos partes y se lo efectu&#243; entre las 16 y las 17 horas a fin de que se evitara interferencias del ritmo circadiano de la FC sobre los datos de la VFC. En la primera parte, el registro tuvo 12 minutos y se condujo en ambiente tranquilo y silencioso en temperatura controlada entre 21&#176;C y 23&#176;C, con el voluntario acostado sobre un div&#225;n, en posici&#243;n supina. En la segunda parte, con el voluntario en posici&#243;n b&#237;peda, se hizo el mismo procedimiento por siete minutos. En ambas condiciones, el voluntario no pod&#237;a tener conversaciones ni se mover. </p>
      <p>Se evit&#243; el c&#225;lculo de la VFC en los dos primeros minutos de los registros, tanto para la posici&#243;n supina como para la b&#237;pede, ya que problemas en la estabilidad de la se&#241;al y la presencia de artefactos que ocurren en ese espacio de tiempo resultantes de la adaptaci&#243;n a la postura perjudican la interpretaci&#243;n de &#233;stos<sup>20</sup>.</p>
      <p>Todos los latidos cardiacos se registraron por el cardiofrecuenc&#237;metro Polar S810i<sup>&#174;</sup> y se dirigieron a una interfaz (interfaz IR<sup>&#174;</sup>) por medio de se&#241;ales infrarrojas. Los datos obtenidos se remitieron a la computadora, y se llev&#243; a cabo el an&#225;lisis de la VFC por medio de los <italic>softwares</italic> Polar Precision Performance<sup>&#174; </sup>y Nevrokard<sup>&#174;</sup> (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figura 1</xref>). </p>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Etapa 3</bold>
      </p>
      <p>Se llev&#243; a cabo el protocolo de esfuerzo (PE) incremental subm&#225;ximo, conducido en estera rodante (super ATL - Inbrasport<sup>&#174;</sup>) con velocidad inicial de 2,0 km/h, durante dos minutos, sin inclinaci&#243;n, adem&#225;s de a&#241;adir 0,5 km/h a cada minuto que se sigui&#243;.</p>
      <p>Durante la realizaci&#243;n del protocolo, todos los ni&#241;os deber&#237;an alcanzar la FC subm&#225;xima calculada por medio de la f&#243;rmula: FCsubmax = 195 - edad. Cuando la prueba se completaba, la velocidad de la cinta se reduc&#237;a progresivamente, durante 2 minutos, para permitir la adecuada recuperaci&#243;n de las funciones cardiorrespiratorias y metab&#243;licas.</p>
      <p>El VO<sub>2</sub> pico se calcul&#243; por medio de la obtenci&#243;n de los valores de equivalentes metab&#243;licos (MET) registrados en el <italic>display</italic> de la estera al momento del pico del esfuerzo, multiplicado por 3,5, ya que 1 MET = 3,5 ml/O<sub>2</sub>/kg/min<sup>-1</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Tratamiento estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Se aplic&#243; la prueba t de <italic>Student</italic> para la comparaci&#243;n entre promedios de las variables antropom&#233;tricas y cl&#237;nicas, considerado estad&#237;sticamente significante el valor de p&lt;0,05. </p>
      <p>Respecto a los par&#225;metros de la VFC, se aplic&#243; la prueba no param&#233;trica de Mann Whitney, con nivel de significancia de p&lt;0,05, para la comparaci&#243;n entre los grupos. De igual manera, se analizaron los datos extra&#237;dos del PE. El an&#225;lisis de la VFC se hizo a partir de la evaluaci&#243;n de los iRR normales extra&#237;dos de los registros de los tacogramas de FC.</p>
      <p>Con base en esos registros, se llevaron a cabo los an&#225;lisis en los dominios del tiempo (DT) y de la frecuencia (DF).</p>
      <p>La transformada r&#225;pida de Fourier fue el algoritmo seleccionado para los an&#225;lisis realizados en el DF. Para el DT, se calcularon: a) los iRR promedios; b) las desviaciones est&#225;ndar de los iRR en milisegundos (ms) &#150;SDNN; c) la ra&#237;z cuadrada del promedio de los cuadrados de las diferencias entre los iRR &#150;RMSSD; d) el porcentaje de iRR adyacentes con diferencia superior a 50 ms &#150;pNN50. </p>
      <p>Para el DF, se calcularon: a) la potencia total en ms<sup>2</sup>; b) los valores de los componentes espectrales de baja frecuencia (BF) y alta frecuencia (AF) en ms<sup>2</sup> y en unidades normalizadas (u.n.); c) raz&#243;n BF/AF. </p>
      <p>Para c&#225;lculo de las unidades normalizadas de BF y AF, se us&#243; la metodolog&#237;a propuesta por la Task Force<sup>21</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Tabla 1</xref>, est&#225;n detalladas las caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas y cl&#237;nicas. Se deben observar las diferencias significativas que ocurrieron en valor de IMC, PAb, HDL y triglic&#233;ridos. </p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Tabla 2</xref> est&#225;n los valores promedios y las desviaciones est&#225;ndares de VFC de ni&#241;os O y NO, comparados intra y entre grupos, en las posiciones supina y b&#237;peda.</p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Con relaci&#243;n a las variables obtenidas durante la ejecuci&#243;n del PE, los datos est&#225;n detallados a continuaci&#243;n en los formatos de <italic>boxplots </italic>(<xref ref-type="fig" rid="fig02-body3">Figura 2</xref> y <xref ref-type="fig" rid="fig03-body3">Figura 3</xref>)<italic>.</italic> </p>
      <fig id="fig02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gf02-es.jpg"/></fig>
      <fig id="fig03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-03-0239-00007-gf03-es.jpg"/></fig>
      <p>Los ni&#241;os NO presentaron una capacidad f&#237;sica superior determinada por las siguientes variables, en medianas: a) distancia que lograron alcanzar en la prueba incremental, con 1,35 km de los NO comparado a 0,96 km de los O; b) tiempo de exposici&#243;n al protocolo, respectivamente de 15 min y 37s de los NO, contra 12 min y 52s de los O; c) VO<sub>2</sub> pico, con 33,6 ml/O<sub>2</sub>/kg/min<sup>-1</sup> de los NO y 15,7 ml/O<sub>2</sub>/kg/min<sup>-1 </sup>de los O; d) equivalente metab&#243;lico (MET) con valor de 9,6 para los NO y de 4,5 para los O.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La obesidad infantil de causa sociog&#233;nica se ha incrementado significativamente en los &#250;ltimos a&#241;os, en pr&#225;cticamente todo el mundo, y se constata que, entre los diversos factores responsables de eso, la asociaci&#243;n de malos h&#225;bitos alimentarios y el sedentarismo juegan un rol predominante<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>En ese contexto, emergen diversos estudios con distintas l&#237;neas de investigaci&#243;n, adem&#225;s de tener una finalidad &#250;nica de aportar a la mejora de la calidad de vida de las personas obesas. Esas investigaciones buscan traer nuevas informaciones sobre el desarrollo de mecanismos para la mejora de la prevenci&#243;n y del tratamiento de las enfermedades cardiovasculares y metab&#243;licas resultantes de la obesidad.</p>
      <p>En este estudio, se investigaron factores importantes en el reconocimiento precoz de problemas resultantes de la obesidad y potenciales causadores de futuras enfermedades: la acumulaci&#243;n de grasa en la regi&#243;n abdominal y l&#237;pidos de la sangre, VFC y la reducci&#243;n de la capacidad f&#237;sica.</p>
      <p>Las mediciones de grasa abdominal vienen siendo excelentes predictoras de riesgo para enfermedad cardiovascular y diabetes tipo II, inclusive al obtenerse mayor destaque con relaci&#243;n a los &#237;ndices de grasa total e IMC<sup>7</sup>. Se sabe, por ejemplo, que los valores de la CA, medidos seg&#250;n Fern&#225;ndez et al<sup>22</sup>, tienen la misma precisi&#243;n de la evaluaci&#243;n para la grasa intraabdominal y subcut&#225;nea, de aquellas medidas efectuadas mediante las im&#225;genes de resonancia magn&#233;tica usadas en ni&#241;os y adolescentes. </p>
      <p>En la presente condici&#243;n, se opt&#243; por estudiar la presencia de grasa abdominal por medio del an&#225;lisis de los valores de PAb de los ni&#241;os O y se constat&#243; que ellos fueron significativamente mayores que aquellos de los ni&#241;os NO. Teniendo en cuenta que el valor de estatura no fue diferente entre los grupos, se puede concluir que el hecho del grupo O presentar mayores valores de PAb contribuy&#243; significativamente para que tambi&#233;n su valor de IMC fuera mayor. </p>
      <p>Surge tambi&#233;n de la <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Tabla 1</xref> el valor de l&#237;pidos de la sangre de todos los voluntarios. El inter&#233;s por conocer esos valores tiene por base el hecho de que la enfermedad ateroscler&#243;tica es una de las principales causas de morbilidad y mortalidad en individuos adultos, pero con tendencia a afectar a personas cada vez m&#225;s j&#243;venes en los pa&#237;ses en desarrollo y sin programas de prevenci&#243;n efectivos<sup>9</sup>. Igualmente, la conocida relaci&#243;n causa efecto entre altos valores de LDL y aterosclerosis, comprobada en ensayos cl&#237;nicos, resalta la importancia que se debe dar a esos valores desde la ni&#241;ez<sup>23</sup>. </p>
      <p>Seg&#250;n Williams et al<sup>24</sup>, se conoce la obesidad infantil por ella estar asociada a &#237;ndices anormales de l&#237;pidos sangu&#237;neos, incluyendo los niveles de colesterol total mayor que 170 mg/dl, altos niveles de triglic&#233;ridos y bajos niveles de HDL. </p>
      <p>Los valores de triglic&#233;ridos presentados por los ni&#241;os O fueron significativamente mayores, adem&#225;s, el colesterol total no fue diferente del evidenciado por el grupo NO. En contrapartida, el HDL fue significativamente mayor en los ni&#241;os NO. En suma, se concluy&#243; que: a) ambos grupos presentaron valores de l&#237;pidos compatibles con la normalidad, b) los valores de LDL no se difirieron entre los grupos, c) los ni&#241;os NO tuvieron mayores valores de HDL y menores de triglic&#233;ridos. </p>
      <p>Todav&#237;a respecto a los valores de la <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Tabla 1</xref>, se puede constatar que, pese a que existan estudios en los que haya mayores valores de FC y de PA sist&#243;lica<sup>15 </sup>y diast&#243;lica<sup>25</sup> de reposo en ni&#241;os O cuando comparados a los NO, dicho hecho no ocurri&#243; en el presente trabajo. Quiz&#225; el n&#250;mero de ni&#241;os investigados, la metodolog&#237;a que se utiliz&#243; para clasificarlos como obesos y la no igualdad entre grupos de edad analizados puedan explicar la ocurrencia de diferencias de resultados entre los estudios. </p>
      <p>En cuanto a la VFC, se sabe que las variaciones de los intervalos RR (iRR) presentes durante condiciones controladas de reposo representan un poderoso y sensible medio de analizar los mecanismos de control auton&#243;mico cardiaco, latido a latido<sup>26,27</sup>. De esa manera, y por poder expresar la acci&#243;n simp&#225;tica y parasimp&#225;tica cardiaca<sup>21</sup>, la VFC se investig&#243; en dos posiciones corporales que exigen ajustes auton&#243;micos diferentes. </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Tabla 2</xref> detalla significativa diferencia en la comparaci&#243;n entre la VFC en las dos posiciones corporales, revelando que la posici&#243;n b&#237;peda reduzco el tono parasimp&#225;tico y elev&#243; tono simp&#225;tico card&#237;aco en los dos grupos.</p>
      <p>La VFC en la posici&#243;n supina no se hall&#243; diferente entre los grupos, lo que difiere del estudio llevado a cabo por Sekine et al<sup>28</sup>. En ese estudio, llevado a cabo con 7 ni&#241;os obesos y 9 no obesos, con edades entre 8 y 9 a&#241;os, se constat&#243; disminuci&#243;n significativa de la actividad nerviosa parasimp&#225;tica cardiaca de los O, representada por el descenso del valor del componente de alta frecuencia en unidades normalizadas (AF u.n.), a la vez que los valores del componente simp&#225;tico cardiaco (BF u.n.) se hallaron significativamente mayores que el de los ni&#241;os NO. </p>
      <p>Otros trabajos, con mayor n&#250;mero de voluntarios, como el de Rabbia et al<sup>29</sup>, con 50 ni&#241;os con edad promedio de 13,9 &#177; 1,7 a&#241;os, tambi&#233;n presentaron significativos mayores valores del componente BF en obesos, comparados a los 12 adolescentes sanos, sugiriendo, por tanto, que la obesidad podr&#237;a causar incremento del tono simp&#225;tico cardiaco.</p>
      <p>Riva et al<sup>14</sup> sugirieron que los adolescentes obesos podr&#237;an presentar una disfunci&#243;n simp&#225;tica y vagal caracterizada por reducci&#243;n de la actividad parasimp&#225;tica y el aumento de la actividad simp&#225;tica, dichos resultados fueron similares a los obtenidos por Brunetto et al<sup>15</sup>, que hallaron en adolescentes obesos menor valor de AF (u.n.) y mayor BF (u.n.) con relaci&#243;n a los adolescentes eutr&#243;ficos. </p>
      <p>El estudio realizado por Martini et al<sup>11</sup>, aunque con registro de larga duraci&#243;n (24 horas), constat&#243; menores valores de los componentes AF (u.n.) y de la raz&#243;n BF/AF en las 24 horas en obesos. Igualmente, las mediciones en el dominio del tiempo relativas a la actividad vagal fueron menores. </p>
      <p>Se resalta que, en todos esos trabajos, solamente uno estudi&#243; la VFC en ni&#241;os del mismo grupo de edad que aquellos del presente estudio, lo que podr&#237;a ser uno de los factores responsable de la no semejanza de los valores encontrados por nosotros y por los dem&#225;s estudios. </p>
      <p>Diferentemente de las pruebas de cambio postural, como el <italic>tilt table test</italic><sup>30,31</sup> o la prueba de cambio postural activo<sup>20</sup> - ambos empleados para evaluar respuesta refleja cardiaca implicando los barorreceptores arteriales - la evaluaci&#243;n de la VFC en la posici&#243;n b&#237;peda se preocup&#243; en analizar los iRR en esa condici&#243;n funcional, aunque s&#243;lo tras establecer los ajustes cardiocirculatorios y la condici&#243;n hemodin&#225;mica ya hallarse estable.</p>
      <p>Se constat&#243; que el grupo de ni&#241;os O, a pesar de que presente iguales de FC en comparaci&#243;n a los NO, revel&#243; ajuste auton&#243;mico cardiaco diferente, con mayor actividad simp&#225;tica evidenciada por los valores de BF (u.n.) y raz&#243;n BF/AF. </p>
      <p>El estudio de la VFC en las dos condiciones funcionales permiti&#243; deducir que: a) se las pueden usar para investigaci&#243;n cl&#237;nica sobre la modulaci&#243;n auton&#243;mica cardiaca de ni&#241;os en ese grupo de edad; b) los ni&#241;os O, a pesar de tener modulaci&#243;n auton&#243;mica diferente cuando en la posici&#243;n b&#237;peda, presentaron valores de FC similar al del grupo NO. </p>
      <p>El PE usado para evaluar la capacidad funcional cardiorrespiratoria (CFCR) de los ni&#241;os fue el incremental subm&#225;ximo. Se opt&#243; por un protocolo subm&#225;ximo para evitar la exposici&#243;n de los ni&#241;os a un esfuerzo extremo, ya que los estudios desarrollados por nuestro grupo ya hab&#237;an mostrado diferencias de CFCR entre ni&#241;os O y NO, incluso en intensidades subm&#225;ximas de esfuerzo<sup>25</sup>. </p>
      <p>Todas las variables estudiadas durante el protocolo de esfuerzo fueron significativamente mayores por parte del grupo NO, incluso cuando se consider&#243; que, a pesar de ambos los grupos tener el mismo n&#250;mero de ni&#241;os, hab&#237;a un ni&#241;o del sexo masculino a menos en el grupo NO. En ese caso, en particular, cabe resaltar que la literatura es clara en afirmar que los ni&#241;os del grupo de edad estudiado tienen mayor VO<sub>2 </sub>pico o m&#225;ximo que las ni&#241;as<sup>32</sup>. </p>
      <p>A pesar de que el grupo de ni&#241;os O haya logrado alcanzar iguales valores de FC pico de los de la NO, eso ocurri&#243; en menor tiempo de exposici&#243;n al protocolo de esfuerzo, mostrando que sus FC se elevaron m&#225;s r&#225;pidamente, con utilizaci&#243;n precoz de la reserva cronotr&#243;pica, resultando, por tanto, en un menor valor de VO<sub>2 </sub>pico<sup>1</sup>.</p>
      <p>El estudio tuvo como limitaciones el peque&#241;o n&#250;mero de voluntarios y la evaluaci&#243;n del VO<sub>2 </sub>pico obtenido por medida indirecta, cuyos errores de mayor o menor magnitud pueden estar presentes. Sin embargo, creemos que las diferencias encontradas durante el protocolo de esfuerzo fueron tan evidentes que se alcanz&#243; el objetivo de mostrar la influencia de la obesidad infantil sobre par&#225;metros precursores de futuras enfermedades cardiovasculares y metab&#243;licas. </p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Teniendo en cuenta los principales factores relacionados a la obesidad infantil y al futuro desarrollo de enfermedades cardiovasculares, este estudio evidenci&#243; ni&#241;os obesos con significativa acumulaci&#243;n de grasa en la regi&#243;n abdominal, disminuci&#243;n del HDL colesterol y aumento de triglic&#233;ridos, adem&#225;s de la presencia de mayor tono simp&#225;tico cardiaco cuando en posici&#243;n b&#237;peda y grande reducci&#243;n de la capacidad f&#237;sica documentada en protocolo de esfuerzo incremental.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimiento</bold>
      </p>
      <p>A la Dra. Mila Pontes Ramos Cunha, jefe del ambulatorio de endocrinolog&#237;a del Hospital y Maternidad Celso Pierro de la PUC-Campinas, por el an&#225;lisis de los ex&#225;menes de triglic&#233;ridos y colesterol. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
