<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">NMyXDJrB5jwX8xNpnFrZtvz</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00026</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000800026</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300226</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000800026</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Comunica&#231;&#227;o Breve</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Avalia&#231;&#227;o de esfigmoman&#244;metros: uma proposta para excel&#234;ncia da medida da press&#227;o arterial</article-title>
      </title-group>
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          <named-content content-type="city">Ribeir&#227;o Preto</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2009</year>
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      <issue>2</issue>
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          <month>11</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="received">
          <day>15</day>
          <month>07</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>12</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>COMUNICA&#199;&#195;O BREVE</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o de esfigmoman&#244;metros: uma proposta para excel&#234;ncia da medida da press&#227;o arterial</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Fernando Nobre; Eduardo Barbosa Coelho; Maria Eul&#225;lia Lessa do Valle Dallora; Pio Antonio de Figueiredo; Ana Beatriz Fernandes Ferreira; Maria Alice Oliveira Ferreira da Rosa</bold>
    </p>
    <p>Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto - Universidade de S&#227;o Paulo, Ribeir&#227;o Preto, SP, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="not1">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Medidas Press&#227;o Arterial, Hipertens&#227;o Arterial, Esfigmo-man&#244;metros.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) &#233; reconhecida como um fator de risco para eventos cardiovasculares. Seu alto custo social &#233; respons&#225;vel por cerca de 40% dos casos de aposentadorias precoces e absente&#237;smos no trabalho, constituindo um problema de sa&#250;de de grande preval&#234;ncia no Brasil. Inqu&#233;ritos realizados em algumas cidades brasileiras mostram preval&#234;ncia de HAS (<underline>&gt;</underline>140/90 mm Hg) de 22,3% a 43,9%<sup>1</sup> . </p>
    <p>O diagn&#243;stico da HAS &#233; imperativo, j&#225; que a aus&#234;ncia de tratamento de indiv&#237;duos hipertensos est&#225; associada ao aumento de riscos de morbidade e mortalidade cardiovascular, enquanto o tratamento anti-hipertensivo reduz os riscos impostos pela hipertens&#227;o<sup>2</sup>. </p>
    <p>A medida indireta, inicialmente descrita por Riva Rocci<sup>3</sup>, &#233; a t&#233;cnica de medida da press&#227;o arterial (PA) mais utilizada na cl&#237;nica, mas depende de v&#225;rios fatores para que reflita o real comportamento dessa vari&#225;vel. </p>
    <p>Apesar da import&#226;ncia e da padroniza&#231;&#227;o das t&#233;cnicas para a medida da PA, estudos mostram pouca observ&#226;ncia dos profissionais de sa&#250;de &#224; sistematiza&#231;&#227;o recomendada<sup>3</sup>. Aspectos relacionados ao paciente, ao profissional de sa&#250;de e &#224;s condi&#231;&#245;es dos esfigmoman&#244;metros utilizados - calibra&#231;&#227;o, condi&#231;&#245;es e dimens&#245;es dos manguitos e bolsas infl&#225;veis, conserva&#231;&#227;o e funcionamento das p&#234;ras - s&#227;o fundamentais para que a medida da PA seja correta<sup>4</sup>. </p>
    <p>Em face dessas considera&#231;&#245;es, julgamos necess&#225;ria a avalia&#231;&#227;o da calibra&#231;&#227;o e funcionamento dos esfigmoman&#244;metros em uso no Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de S&#227;o Paulo (HCFMRPUSP), objetivando o conhecimento das suas condi&#231;&#245;es atuais de funcionamento e posterior proposta para uma pol&#237;tica de continua manuten&#231;&#227;o. </p>
    <p>
      <bold>Objetivos</bold>
    </p>
    <p>Avaliar a calibra&#231;&#227;o e o funcionamento dos esfigmoman&#244;-metros em uso no HCFMRPUSP.</p>
    <p>
      <bold>Material e M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Inicialmente, o Centro de Engenharia e Manuten&#231;&#227;o de Bio-equipamentos (CEMB) fez um invent&#225;rio do n&#250;mero total de esfigmoman&#244;metros em uso no HCFMRPUSP. Em seguida, foram analisados os seus componentes e condi&#231;&#245;es de funcionamento: calibra&#231;&#227;o; estado de conserva&#231;&#227;o das p&#234;ras e v&#225;lvulas; tamanhos e caracter&#237;sticas dos manguitos e do tecido de revestimento das bolsas infl&#225;veis; considerando-se o padr&#227;o ideal das caracter&#237;sticas e funcionamento de conformidade com as orienta&#231;&#245;es constantes nas normas da <italic>American Heart Association</italic><sup>5</sup>. </p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o da calibra&#231;&#227;o dos equipamentos foi feita no CEMB, utilizando tubo em Y contra man&#244;metro de coluna de merc&#250;rio com escala de 0 a 300 mm Hg, da marca <italic>K. Takaoka</italic>, com dupla avalia&#231;&#227;o. Foram considerados descalibrados os aparelhos que apresentaram diferen&#231;a <underline>&gt;</underline> 3 mm Hg, quando avaliados segundo a t&#233;cnica descrita acima. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Dos 358 esfigmoman&#244;metros em uso no HCFMRPUSP, todos eram do tipo coluna de merc&#250;rio. Foram encontrados sete (2%) deles descalibrados. Quanto aos manguitos, 345 (96,3 %), eram de dimens&#245;es aplic&#225;veis apenas aos adultos normais, enquanto apenas tr&#234;s (0,8%) eram adequados para uso em adultos pequenos e nove (2,5%) para adultos grandes. Das bolsas infl&#225;veis, 114 (32%) estavam furadas.</p>
    <p>O tecido que recobre o manguito estava roto em 103 (29%) dos 358 aparelhos avaliados. Das p&#234;ras, 114 (32%) apresentavam-se com defeitos, exigindo substitui&#231;&#227;o. Com rela&#231;&#227;o &#224;s v&#225;lvulas das p&#234;ras de insufla&#231;&#227;o, 64 (18%) estavam com funcionamento prejudicado, necessitando de reparos ou substitui&#231;&#227;o. As caracter&#237;sticas e condi&#231;&#245;es de funcionamento dos 358 esfigmoman&#244;metros avaliados s&#227;o mostradas na <xref ref-type="table" rid="a26tab01m">Tabela 1</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a26tab01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e39-00026-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Com este estudo, conclu&#237;mos que as condi&#231;&#245;es de calibra&#231;&#227;o e funcionamento dos esfigmoman&#244;metros em uso no HCFMRPUS est&#227;o aqu&#233;m do desejado.</p>
    <p>Os aparelhos de coluna de merc&#250;rio representam a totalidade dos utilizados no HCFMRPUSP, fato esse que vai ao encontro das sugest&#245;es da literatura que referem ser esse tipo de aparelho menos sens&#237;vel a descalibra&#231;&#227;o. Igualmente, sabemos que a sua descalibra&#231;&#227;o &#233; mais facilmente detectada. Mion e cols.<sup>6</sup> avaliaram 524 esfigmoman&#244;metros em uso no Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo (HCFMUSP) e em cl&#237;nicas privadas da cidade de S&#227;o Paulo, encontrando 204 (49%) do tipo aner&#243;ide e 320 (51%) de coluna de merc&#250;rio. No HCFMUSP, dos 351 esfigmoman&#244;metros avaliados, 315 eram do tipo de coluna de merc&#250;rio. Entretanto, nas cl&#237;nicas privadas, de 173 aparelhos avaliados, somente cinco eram desse modelo.</p>
    <p>Um ponto a ser destacado como relevante em nosso estudo foi o pequeno n&#250;mero de aparelhos descalibrados, apenas 2%. Em outros estudos, o porcentual de equipamentos descalibrados foi maior, embora quase todos fossem do tipo aner&#243;ide<sup>7,8</sup>.</p>
    <p>Para manuten&#231;&#227;o dos equipamentos em perfeito estado de funcionamento, ap&#243;s essa avalia&#231;&#227;o, foi criado, por nossa orienta&#231;&#227;o, um selo de calibra&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o das condi&#231;&#245;es gerais dos componentes, determinando a data prevista para a pr&#243;xima calibra&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o. Com isso, fica estabelecida uma pol&#237;tica regular para calibra&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o dos esfigmoman&#244;metros em uso no HCFMRPUSP.</p>
    <p>Paralelamente, foi criada uma pol&#237;tica para conscientiza&#231;&#227;o dos usu&#225;rios sobre a import&#226;ncia de encaminhar os aparelhos para revis&#227;o mesmo antes do prazo pr&#233;-estabelecido, se necess&#225;rio, tendo como meta a utiliza&#231;&#227;o de 100% de equipamentos em condi&#231;&#245;es ideais de funcionamento. Para que esse objetivo seja atingido com efici&#234;ncia, elaboramos uma ficha para avalia&#231;&#227;o de cada equipamento, descrevendo os seus componentes (<xref ref-type="table" rid="tab2">Tabela 2</xref>). </p>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e39-00026-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>A utiliza&#231;&#227;o de manguitos de dimens&#245;es inferiores &#224;s necessidades, de acordo com o paciente sob exame, resultar&#225; em press&#227;o arterial superestimada, enquanto que o oposto levar&#225; &#224; press&#227;o arterial menor que a real<sup>2</sup>. Neste estudo, 345 (96,3%) dos manguitos para uso eram do tamanho pr&#243;prio para "adultos normais" (circunfer&#234;ncia do bra&#231;o entre 27 e 34 cm). Somente nove (2,5%) deles eram para uso em "adultos grandes" (circunfer&#234;ncia do bra&#231;o entre 35 e 45 cm) e tr&#234;s (0,8%) para "adultos pequenos" (circunfer&#234;ncias do bra&#231;o entre 20 e 26 cm)<sup>1</sup>. Considerando a import&#226;ncia do tamanho do manguito a ser utilizado, disponibilizamos um conjunto de tr&#234;s manguitos utiliz&#225;veis em adultos normais, grandes e pequenos em todos os postos de atendimento do hospital. Assim, asseguramos que em todos os setores dessa institui&#231;&#227;o haver&#225; manguitos apropriados. </p>
    <p>Havia defeito em 68 v&#225;lvulas (18%), 114 (32%) bolsas infl&#225;veis e p&#234;ras tamb&#233;m estavam defeituosas, &#237;ndices inaceit&#225;veis que acarretam erros inadmiss&#237;veis na medida da PA. Outros autores<sup>8,9</sup> avaliaram o funcionamento de esfigmoman&#244;metros em diversas situa&#231;&#245;es, encontrando, igualmente, condi&#231;&#245;es inadequadas. Isso imp&#245;e a necessidade de avalia&#231;&#227;o de calibra&#231;&#227;o e funcionamento desses aparelhos. </p>
    <p>N&#227;o encontramos, em nenhum dos estudos citados anteriormente, propostas de cria&#231;&#227;o de programas continuados e sistem&#225;ticos de avalia&#231;&#227;o e manuten&#231;&#227;o desses equipamentos para garantir a precis&#227;o da medida da PA. </p>
    <p>Nosso estudo serviu de est&#237;mulo e refer&#234;ncia para a elabora&#231;&#227;o do "Programa de Excel&#234;ncia em Medida da Press&#227;o Arterial - PEMEPA - do HCFMRPUSP" que sugerimos seja aplicado a outras institui&#231;&#245;es, cl&#237;nicas e consult&#243;rios, com as seguintes orienta&#231;&#245;es:</p>
    <p>1. Determina&#231;&#227;o das caracter&#237;sticas dos aparelhos.</p>
    <p>2. Avalia&#231;&#227;o continuada da calibra&#231;&#227;o dos equipamentos.</p>
    <p>3. Avalia&#231;&#227;o permanente das condi&#231;&#245;es de funcionamento dos componentes dos esfigmoman&#244;metros.</p>
    <p>4. Cria&#231;&#227;o de selo de identifica&#231;&#227;o onde conste data da avalia&#231;&#227;o atual e da pr&#243;xima.</p>
    <p>5. Conscientiza&#231;&#227;o dos usu&#225;rios para a constante observa&#231;&#227;o de funcionamento de todos os componentes, independentemente da data prevista para a avalia&#231;&#227;o.</p>
    <p>6. Obten&#231;&#227;o e uso de manguitos de caracter&#237;sticas apropriadas &#224;s dimens&#245;es do bra&#231;o do examinando.</p>
    <p>De grande import&#226;ncia na medida da press&#227;o arterial s&#227;o os procedimentos realizados pelos profissionais envolvidos no atendimento aos pacientes. Por isso, como parte do PEMEPA, foram criados cursos regulares de atualiza&#231;&#227;o dos procedimentos para medida da PA. </p>
    <p>Em conclus&#227;o, neste estudo identificamos que os esfigmoman&#244;metros em uso no HCFMRPUSP apresentavam descalibra&#231;&#227;o e outros problemas de funcionamento que podem contribuir para medidas inadequadas da PA. Esses dados serviram para determinar a corre&#231;&#227;o dos defeitos identificados, al&#233;m de criar um programa de excel&#234;ncia de medida da press&#227;o arterial para o HCFMRPUSP, que poder&#225; servir de refer&#234;ncia para as demais institui&#231;&#245;es de sa&#250;de do pa&#237;s.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Agradecemos a Diretoria Administrativa do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina e o Centro de Engenharia e Manuten&#231;&#227;o de Bio-equipamentos (CEMB) do HCFMRPUSP pelo aux&#237;lio indispens&#225;vel. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="not1" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Fernando Nobre </p>
        <p> Divis&#227;o de Cardiologia - Unidade de Hipertens&#227;o </p>
        <p> Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de S&#227;o Paulo </p>
        <p> Campus Universit&#225;rio de Monte Alegre </p>
        <p> 14048-900 - Ribeir&#227;o Preto, SP, Brasil </p>
        <p> Email: </p>
        <p>
          <email xlink:href="fernando.nobre@uol.com.br">fernando.nobre@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 15/07/08; revisado recebido em 12/11/08; aceito em 13/11/08.</p>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>V Diretriz brasileira de hipertens&#227;o arterial</article-title>
          <source>Rev Bras Hipertens</source>
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            <year>2006</year>
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        <article-title xml:lang="es">Evaluaci&#243;n de esfigmoman&#243;metros: una propuesta para la excelencia de la medida de la presi&#243;n arterial</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>COMUNICACI&#211;N BREVE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="cima-body2"/>Evaluaci&#243;n de esfigmoman&#243;metros: una propuesta para la excelencia de la medida de la presi&#243;n arterial</p>
      <p>
        <bold>Fernando Nobre; Eduardo Barbosa Coelho; Maria Eul&#225;lia Lessa do Valle Dallora; Pio Antonio de Figueiredo; Ana Beatriz Fernandes Ferreira; Maria Alice Oliveira Ferreira da Rosa</bold>
      </p>
      <p>Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto - Universidade de S&#227;o Paulo, Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Medidas presi&#243;n arterial, hipertensi&#243;n arterial, esfigmoman&#243;metros.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS) es reconocida como un factor de riesgo para eventos cardiovasculares. Su alto costo social es responsable por cerca del 40% de los casos de jubilaciones precoces y ausentismos laborales, constituyendo un problema de salud de gran prevalencia en Brasil. Investigaciones realizadas en algunas ciudades brasile&#241;as muestran prevalencia de HAS (<underline>&gt;</underline>140/90 mm Hg) del 22,3% al 43,9%<sup>1</sup><sub>.</sub></p>
      <p>El diagn&#243;stico de la HAS es imperativo, ya que la ausencia de tratamiento de individuos hipertensos est&#225; asociada al aumento de riesgos de morbidad y mortalidad cardiovascular, mientras que el tratamiento antihipertensivo reduce los riesgos impuestos por la hipertensi&#243;n<sup>2</sup>. </p>
      <p>La medida indirecta, inicialmente descrita por Riva Rocci<sup>3</sup>, es la t&#233;cnica de medida de la presi&#243;n arterial (PA) m&#225;s utilizada en la cl&#237;nica, pero depende de varios factores para que refleje el comportamiento real de esta variable. </p>
      <p>A pesar de la importancia y de la estandarizaci&#243;n de las t&#233;cnicas para la medida de la PA, estudios muestran poca adherencia de los profesionales de la salud a la sistematizaci&#243;n recomendada<sup>3</sup>. Aspectos relacionados con el paciente, el profesional de la salud y las condiciones de los esfigmoman&#243;metros utilizados - calibraci&#243;n, condiciones y dimensiones de los manguitos y bolsas inflables, conservaci&#243;n y funcionamiento de las peras - son fundamentales para que la medida de la PA sea correcta<sup>4</sup>. </p>
      <p>Frente a estas consideraciones, juzgamos necesaria la evaluaci&#243;n de la calibraci&#243;n y funcionamiento de los esfigmoman&#243;metros en uso en el Hospital de Cl&#237;nicas da Facultad de Medicina de Ribeir&#227;o Preto de la Universidad de S&#227;o Paulo (HCFMRPUSP, por su sigla en portugu&#233;s), con el objetivo de conocer sus actuales condiciones de funcionamiento y posterior propuesta para una pol&#237;tica de continuo mantenimiento. </p>
      <p>
        <bold>Objetivos</bold>
      </p>
      <p>Evaluar la calibraci&#243;n y el funcionamiento de los esfigmoman&#243;metros en uso en el HCFMRPUSP.</p>
      <p>
        <bold>Material y M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Inicialmente, el Centro de Ingenier&#237;a y Mantenimiento de Bioequipamientos (CEMB, por su sigla en portugu&#233;s) realiz&#243; un inventario del n&#250;mero total de esfigmoman&#243;metros en uso en el HCFMRPUSP. A seguir se analizaron sus componentes y condiciones de funcionamiento: calibraci&#243;n; estado de conservaci&#243;n de las peras y v&#225;lvulas; tama&#241;os y caracter&#237;sticas de los manguitos y del tejido de revestimiento de las bolsas inflables; consider&#225;ndose como est&#225;ndar ideal de las caracter&#237;sticas y funcionamiento de conformidad con las orientaciones que constan en las normas de la <italic>American Heart Association</italic><sup>5</sup>. </p>
      <p>La evaluaci&#243;n de la calibraci&#243;n de los equipos se realiz&#243; en el CEMB, utilizando tubo en Y contra man&#243;metro de columna de mercurio con escala de 0 a 300 mm Hg, de la marca <italic>K. Takaoka</italic>, con doble evaluaci&#243;n. Se consideraron descalibrados los aparatos que presentaron diferencia <underline>&gt;</underline> 3 mm Hg, al ser evaluados seg&#250;n la t&#233;cnica descrita anteriormente. </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>De los 358 esfigmoman&#243;metros en uso en el HCFMRPUSP, todos eran del tipo columna de mercurio. Se encontraron siete (2%) de ellos descalibrados. En cuanto a los manguitos, 345 (96,3 %), eran de dimensiones aplicables s&#243;lo a adultos normales, mientras que s&#243;lo tres (0,8%) eran adecuados para uso en adultos peque&#241;os y nueve (2,5%) para adultos grandes. De las bolsas inflables, 114 (32%) estaban perforadas.</p>
      <p>El tejido que recubre el manguito estaba roto en 103 (29%) de los 358 aparatos evaluados. De las peras, 114 (32%) presentaban defectos, exigiendo sustituci&#243;n. Con relaci&#243;n a las v&#225;lvulas de las peras de insuflaci&#243;n, 64 (18%) estaban con el funcionamiento perjudicado, necesitando reparaci&#243;n o sustituci&#243;n. Las caracter&#237;sticas y condiciones de funcionamiento de los 358 esfigmoman&#243;metros evaluados se muestran en la <xref ref-type="table" rid="es_a26tab01-body2">tabla 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a26tab01-body2">
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      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Con este estudio concluimos que las condiciones de calibraci&#243;n y funcionamiento de los esfigmoman&#243;metros en uso en el HCFMRPUSP est&#225;n lejos de lo deseado.</p>
      <p>Los aparatos de columna de mercurio representan la totalidad de los utilizados en el HCFMRPUSP, hecho &#233;ste alineado con las sugerencias de la bibliograf&#237;a que refieren ser este tipo de aparato menos sensible a la descalibraci&#243;n. Igualmente, sabemos que a su descalibraci&#243;n se detecta m&#225;s f&#225;cilmente. Mion et al.<sup>6</sup> evaluaron 524 esfigmoman&#243;metros en uso en el Hospital de Cl&#237;nicas da Facultad de Medicina de la Universidad de S&#227;o Paulo (HCFMUSP, por su sigla en portugu&#233;s) y en cl&#237;nicas privadas de la ciudad de S&#227;o Paulo, encontrando 204 (49%) del tipo aneroide y 320 (51%) de columna de mercurio. En el HCFMUSP, de los 351 esfigmoman&#243;metros evaluados, 315 eran del tipo de columna de mercurio. Sin embargo, en las cl&#237;nicas privadas, de 173 aparatos evaluados, s&#243;lo cinco era de ese modelo.</p>
      <p>Un punto a ser destacado como relevante en nuestro estudio fue el peque&#241;o n&#250;mero de aparatos descalibrados, s&#243;lo un 2%. En otros estudios, el porcentaje de equipamientos descalibrados fue mayor, aunque casi todos fueran del tipo aneroide<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>Para el mantenimiento de los equipamientos en perfecto estado de funcionamiento, despu&#233;s de esta evaluaci&#243;n, fue creado por orientaci&#243;n nuestra un sello de calibraci&#243;n y evaluaci&#243;n de las condiciones generales de los componentes, determinando la fecha prevista para la pr&#243;xima calibraci&#243;n y evaluaci&#243;n. Con ello, queda establecida una pol&#237;tica regular para calibraci&#243;n y evaluaci&#243;n de los esfigmoman&#243;metros en uso en el HCFMRPUSP.</p>
      <p>Paralelamente, se cre&#243; una pol&#237;tica para concientizaci&#243;n de los usuarios sobre la importancia de encaminar los aparatos para revisi&#243;n aun antes del plazo preestablecido, si fuera necesario, teniendo como meta la utilizaci&#243;n del 100% de equipamientos en condiciones ideales de funcionamiento. Para que este objetivo sea alcanzado con eficiencia, elaboramos una ficha para evaluaci&#243;n de cada equipamiento, describiendo sus componentes (<xref ref-type="table" rid="tab2-body2">tabla 2</xref>). </p>
      <table-wrap id="tab2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e39-00026-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La utilizaci&#243;n de manguitos de dimensiones inferiores a las necesidades, de acuerdo con el paciente examinado, resultar&#225; en presi&#243;n arterial superestimada, mientras que lo opuesto conducir&#225; a una presi&#243;n arterial menor que la real<sup>2</sup>. En este estudio, 345 (96,3%) de los manguitos para uso eran del tama&#241;o propio para "adultos normales" (circunferencia del brazo entre 27 y 34 cm). S&#243;lo nueve (2,5%) de ellos eran para uso en "adultos grandes" (circunferencia del brazo entre 35 y 45 cm) y tres (0,8%) para "adultos peque&#241;os" (circunferencia del brazo entre 20 y 26 cm)<sup>1</sup>. Considerando la importancia del tama&#241;o del manguito a ser utilizado, disponibilizamos un conjunto de tres manguitos utilizables en adultos normales, grandes y peque&#241;os en todos los locales de atenci&#243;n del hospital. As&#237;, aseguramos que en todos los sectores de esa instituci&#243;n habr&#225; manguitos apropiados. </p>
      <p>Hab&#237;a defecto en 68 v&#225;lvulas (18%), 114 (32%) bolsas inflables y peras tambi&#233;n estaban defectuosas, &#237;ndices inaceptables que acarrean errores inadmisibles en la medida de la PA. Otros autores<sup>8,9</sup> evaluaron el funcionamiento de esfigmoman&#243;metros en diversas situaciones, encontrando igualmente condiciones inadecuadas. Ello impone la necesidad de evaluaci&#243;n y calibraci&#243;n y funcionamiento de estos aparatos. </p>
      <p>No encontramos, en ninguno de los estudios citados anteriormente, propuestas de creaci&#243;n de programas continuados y sistem&#225;ticos de evaluaci&#243;n y mantenimiento de estos equipamientos para garantizar la precisi&#243;n de la medida de la PA. </p>
      <p>Nuestro estudio sirvi&#243; de est&#237;mulo y referencia para la elaboraci&#243;n del "Programa de Excelencia en Medida de la Presi&#243;n Arterial - PEMEPA (por su sigla en portugu&#233;s) - del HCFMRPUSP" que sugerimos sea aplicado a otras instituciones, cl&#237;nicas y consultorios, con las siguientes orientaciones:</p>
      <p>1)Determinaci&#243;n de las caracter&#237;sticas de los aparatos.</p>
      <p>2) Evaluaci&#243;n continuada de la calibraci&#243;n de los equipamientos.</p>
      <p>3) Evaluaci&#243;n permanente de las condiciones de funcionamiento de los componentes de los esfigmoman&#243;metros.</p>
      <p>4) Creaci&#243;n de sello de identificaci&#243;n donde conste fecha de la evaluaci&#243;n actual y de la pr&#243;xima.</p>
      <p>5) Concientizaci&#243;n de los usuarios para la constante observaci&#243;n de funcionamiento de todos los componentes, independientemente de la fecha prevista para la evaluaci&#243;n.</p>
      <p>6) Obtenci&#243;n y uso de manguitos de caracter&#237;sticas apropiadas a las dimensiones del brazo del examinado.</p>
      <p>De gran importancia en la medida de la presi&#243;n arterial son los procedimientos realizados por los profesionales involucrados en la atenci&#243;n de los pacientes. Por ese motivo, como parte del PEMEPA, fueron creados cursos regulares de actualizaci&#243;n de los procedimientos de medida de la PA. </p>
      <p>En conclusi&#243;n, en este estudio identificamos que los esfigmoman&#243;metros en uso en el HCFMRPUSP presentaban descalibraci&#243;n y otros problemas de funcionamiento que pueden contribuir para medidas inadecuadas de la PA. Estos datos sirvieron para determinar la correcci&#243;n de los defectos identificados, adem&#225;s de crear un programa de excelencia de medida de la presi&#243;n arterial para el HCFMRPUSP, que podr&#225; servir de referencia para las dem&#225;s instituciones de salud del pa&#237;s.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos </bold>
      </p>
      <p>Agradecemos a la Direcci&#243;n Administrativa del Hospital de Cl&#237;nicas de la Facultad de Medicina y al Centro de Ingenier&#237;a y Mantenimiento de Bioequipamientos (CEMB) del HCFMRPUSP por el auxilio indispensable. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Brief Communication</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Assessment of sphygmomanometers: a proposal for excellence in blood pressure measurement</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>BRIEF COMMENTS</bold>
      </p>
      <p><undefined id="cima-body3"/>Assessment of sphygmomanometers: a proposal for excellence in blood pressure measurement </p>
      <p>
        <bold>Fernando Nobre; Eduardo Barbosa Coelho; Maria Eul&#225;lia Lessa do Valle Dallora; Pio Antonio de Figueiredo; Ana Beatriz Fernandes Ferreira; Maria Alice Oliveira Ferreira da Rosa</bold>
      </p>
      <p>Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto - Universidade de S&#227;o Paulo, Ribeir&#227;o Preto, SP, Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Measurement, Blood Pressure; Arterial Hypertension; Sphygmomanometers.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Systemic hypertension is known to be a risk factor for cardiovascular events. Its high social burden accounts for approximately 40% of early retirements and work absenteism, and is a highly prevalent health problem in Brazil. Surveys conducted in some Brazilian cities show a 22.3% to 43.9% prevalence of hypertension (<underline>&gt;</underline>140/90 mm Hg)<sup>1</sup>. </p>
      <p>Diagnosis of hypertension is mandatory, since failure to treat hypertensive individuals is associated with increased cardiovascular morbidity and mortality, whereas antihypertensive treatment reduces the risks posed by hypertension<sup>2</sup>. </p>
      <p>Indirect measurement, first described by Riva Rocci<sup>3</sup>, is the most frequently used technique for blood pressure (BP) measurement in the clinical practice; however, it depends on several factors in order to reflect the real behavior of this variable. </p>
      <p>Despite the importance and standardization of techniques for BP measurement, studies show low health professional compliance to the systematization recommended<sup>3</sup>. Aspects related to the patients, health care professionals and conditions of the sphygmomanometers used - such as calibration, conditions and size of cuffs and inflatable bladders, conservation and functioning of bulbs, are fundamental for correct BP measurement<sup>4</sup>.</p>
      <p>In light of these considerations, we believe the assessment of calibration and functioning of the sphygmomanometers in use at Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de Sao Paulo (HCFMRPUSP) is necessary so that we can learn their current functioning conditions and further propose a continuous maintenance policy.</p>
      <p>
        <bold>Objectives</bold>
      </p>
      <p>To evaluate calibration and functioning of the sphygmomanometers in use at HCFMRPUSP.</p>
      <p>
        <bold>Materials and Methods</bold>
      </p>
      <p>First the Centro de Engenharia e Manuten&#231;&#227;o de Bio-equipamentos - CEMB (Bioequipment Maintenance and Engineering Center) made an inventory of the total number of sphygmomanometers in use in HCFMRPUSP. Next, their components and functioning conditions were analyzed: calibration; state of preservation of inflation bulbs and valves; sizes and characteristics of cuffs and lining fabric of the inflatable bladders. The ideal standard for the characteristics and functioning of sphygmomanometers was based on the guidelines of the American Heart Association<sup>5</sup>.</p>
      <p>The assessment of calibration of the devices was made at CEMB, using a Y-tube against a K. Takaoka mercury-column manometer with scale from 0 to 300 mmHg. The assessment was made twice. Devices were considered out of calibration whenever a <underline>&gt;</underline> 3 mmHg difference was found when the technique described above was used.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>All 358 sphygmomanometers in use at HCFMRPUSP were mercury-column devices. Seven of them (2%) were out of calibration. As regards the cuff size, 345 (96.3%) were only adequate for normal adults, whereas only three (0.8%) were adequate for small adults and nine (2.5%) for large adults. A total of 114 (32%) inflatable bladders were perforated.</p>
      <p>The fabric that encases the cuff was torn in 103 (29%) of the 358 devices assessed. A total of 114 (32%) inflation bladders had defects and required replacement. As regards the inflation bladder valves, 64 (18%) were not working properly and required repair or replacement. The characteristics and functioning conditions of the 358 sphygmomanometers assessed are shown in <xref ref-type="table" rid="en_a26tab01-body3">Table 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a26tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e39-00026-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This study demonstrates that the calibration and functioning conditions of the sphygmomanometers in use at HCFMRPUSP are worse than desired. </p>
      <p>All sphygmomanometers used at HCFMRPUSP are mercury-column devices, and this is consistent with the literature that suggests that this type of device is less susceptible to decalibration. Likewise, decalibration is known to be more easily detected in them. Mion et al<sup>6</sup> evaluated 524 sphygmomanometers in use at Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de Sao Paulo (HCFMUSP) and in private medical offices in the city of Sao Paulo, and found 204 (49%) aneroid devices and 320 (51%) mercury-column devices. At HCFMUSP, of the 351 sphygmomanometers assessed, 315 were mercury-column devices. However, in private offices, of the 173 sphygmomanometers assessed, only five were mercury-column devices.</p>
      <p>One aspect that should be pointed out in our study was the small number - only 2%, of devices out of calibration. In other studies, the percentage of sphygmomanometers out of calibration was higher, although almost all were aneroid devices<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>In order to keep the equipment in perfect functioning conditions, after this assessment we created a calibration seal and routine assessment of the general conditions of the components, with established dates for the next calibration and assessment. Thus, a regular policy for calibration and assessment of the sphygmomanometers in use at HCFMRPUSP is now effective.</p>
      <p>Concurrently, we created a policy for users' awareness of the importance of sending the devices for checks even before the pre-established deadline, if necessary, aiming to have 100% of the equipment in ideal functioning conditions. To achieve this goal efficiently, we elaborated an assessment form for each piece of equipment, describing all their components (<xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Table 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e39-00026-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The use of a cuff smaller than necessary for the patient examined results in blood pressure overestimation, whereas the opposite situation will lead to blood pressure readings lower than real<sup>2</sup>. In this study, the size of 345 (96.3%) cuffs was adequate for "normal adults" (arm circumference between 27 and 34 cm). Only nine (2.5%) were adequate for "large adults" (arm circumference between 35 and 45 cm) and three (0.8%) for "small adults" (arm circumference between 20 and 26 cm)<sup>1</sup>. Considering the importance of the size of the cuff used, we supplied all areas of the hospital with sets of three cuffs to be used in normal, large and small adults. Thus, we ensured that proper cuffs were available in all sectors of this institution. </p>
      <p>Defects were found in 68 valves (18%), 114 (32%) inflatable bladders, and also in inflation bulbs; these rates are unacceptable and lead to inadmissible BP reading errors. Other authors<sup>8,9</sup> evaluated the functioning of sphygmomanometers in different situations and also found inadequate conditions. For this reason, assessment of calibration and functioning of these devices is mandatory. </p>
      <p>None of the studies previously cited proposed the creation of systematic and continuing programs for the assessment and maintenance of these devices to ensure accurate BP measurements.</p>
      <p>Our study encouraged and was used as a reference for the elaboration of the HCFMRPUSP's "Programa de Excel&#234;ncia em Medida da Press&#227;o Arterial" - PEMEPA (Excellence in Blood Pressure Measurement Program), which we suggest be applied in other institutions, clinics and medical offices, with the following guidelines:</p>
      <p>1. Determination of device characteristics</p>
      <p>2. Continuing assessment of equipment calibration</p>
      <p>3. Permanent assessment of functioning conditions of the sphygmomanometer components</p>
      <p>4. Creation of an identification seal bearing the current and next assessment dates</p>
      <p>5. Users' awareness for constant observation of the functioning of all components, regardless of the date scheduled for assessment.</p>
      <p>6. Acquisition and use of cuffs with adequate characteristics for the arm size of the individual examined.</p>
      <p>Equally important for blood pressure measurement are the procedures carried out by health care professionals. For this reason, as part of PEMEPA, regular updating courses on procedures for BP measurements were created. </p>
      <p>In conclusion, this study demonstrated decalibration and other functioning problems in the sphygmomanometers in use at HCFMRPUSP, and this could lead to inaccurate BP measurements. These data were useful to find solutions for the defects identified, and also to create an excellence program for blood pressure measurement for HCFMRPUSP which could be further used as a reference for other health services in the country. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>We thank the Administrative Board of Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina and HCFMRPUSP's Centro de Engenharia e Manuten&#231;&#227;o de Bio-equipamentos (CEMB) for their invaluable help.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
