<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">3Mq4xmHrWB6PqwgWvMfFHgB</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00022</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000800022</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300222</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000800022</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Relato de Caso</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Fibrila&#231;&#227;o ventricular durante atividade esportiva tratada com sucesso</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Instituto do Cora&#231;&#227;o</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>e26</fpage>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>20</day>
          <month>08</month>
          <year>2007</year>
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        <date date-type="received">
          <day>11</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>A sobrevida ap&#243;s parada cardio-respirat&#243;ria extra-hospitalar &#233; estimada em menos de 5%. Apresentamos um caso de fibrila&#231;&#227;o ventricular, durante atividade esportiva. Ressuscita&#231;&#227;o cardio-pulmonar foi iniciada precocemente por pessoa leiga, e desfibrila&#231;&#227;o foi realizada em menos de tr&#234;s minutos, com desfibrilador externo autom&#225;tico, com sucesso. O programa de acesso p&#250;blico &#224; desfibrila&#231;&#227;o tem aumentado a sobrevida ap&#243;s fibrila&#231;&#227;o ventricular extra-hospitalar. Devemos estimular o treinamento de pessoas leigas com rela&#231;&#227;o ao uso de desfibriladores externos autom&#225;ticos e o programa Suporte B&#225;sico de Vida, incentivando a implementa&#231;&#227;o deste em locais com grande afluxo de pessoas e locais com risco elevado de ocorrer morte s&#250;bita, a exemplo de centros esportivos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Fibrila&#231;&#227;o ventricular</kwd>
        <kwd>exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar</kwd>
        <kwd>desfibriladores</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Fibrila&#231;&#227;o ventricular durante atividade esportiva tratada com sucesso</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Maria Margarita Gonzalez; Fl&#225;vio Rocha Brito Marques; Caio Brito Vianna; Carlos Alberto Eid; Gilson Soares Feitosa-Filho; Sergio Timerman</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor), Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="not1">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A sobrevida ap&#243;s parada cardio-respirat&#243;ria extra-hospitalar &#233; estimada em menos de 5%. Apresentamos um caso de fibrila&#231;&#227;o ventricular, durante atividade esportiva. Ressuscita&#231;&#227;o cardio-pulmonar foi iniciada precocemente por pessoa leiga, e desfibrila&#231;&#227;o foi realizada em menos de tr&#234;s minutos, com desfibrilador externo autom&#225;tico, com sucesso. O programa de acesso p&#250;blico &#224; desfibrila&#231;&#227;o tem aumentado a sobrevida ap&#243;s fibrila&#231;&#227;o ventricular extra-hospitalar. Devemos estimular o treinamento de pessoas leigas com rela&#231;&#227;o ao uso de desfibriladores externos autom&#225;ticos e o programa Suporte B&#225;sico de Vida, incentivando a implementa&#231;&#227;o deste em locais com grande afluxo de pessoas e locais com risco elevado de ocorrer morte s&#250;bita, a exemplo de centros esportivos.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Fibrila&#231;&#227;o ventricular, exerc&#237;cio, ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar, desfibriladores.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Aproximadamente 250 mil pessoas morrem subitamente nos Estados Unidos a cada ano em ambiente extra-hospitalar<sup>1</sup>. Em 40% das v&#237;timas o ritmo inicial &#233; fibrila&#231;&#227;o ventricular (FV)<sup>2</sup>. Na realidade, maior propor&#231;&#227;o de pessoas deve apresentar FV no in&#237;cio do colapso, pois o atraso no atendimento da parada cardio-respirat&#243;ria (PCR) faz com que muitos casos evoluam para assistolia no momento do primeiro atendimento, porque FV inicial n&#227;o tratada precocemente pode degenerar para assistolia<sup>2</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Relato de caso</bold>
    </p>
    <p>Homem, negro, 53 anos, com antecedente de hipertens&#227;o arterial, ex-profissional de basquete, durante partida de veteranos, em um tradicional Clube Esportivo, sofreu perda s&#250;bita de consci&#234;ncia. Um funcion&#225;rio do clube, recentemente treinado em Suporte B&#225;sico de Vida, realizou o primeiro atendimento: constatou PCR, solicitou prontamente desfibrilador externo autom&#225;tico (DEA) e que fosse chamada a equipe m&#233;dica do clube. O DEA recomendou aplica&#231;&#227;o de choque, que foi aplicado 3 minutos ap&#243;s o colapso. O equipamento n&#227;o recomendou choques subsequentes, mas como a v&#237;tima ainda n&#227;o apresentava sinais de circula&#231;&#227;o, as manobras de ressuscita&#231;&#227;o cardio-pulmonar (RCP) foram mantidas; obtendo-se retorno &#224; circula&#231;&#227;o espont&#226;nea ap&#243;s 3 minutos. Alguns minutos depois, a frequ&#234;ncia card&#237;aca era 140 bpm, a press&#227;o arterial 220/120 mmHg, quando amiodarona e nitroglicerina foram aplicadas por via endovenosa.</p>
    <p>O paciente foi transferido para hospital pr&#243;ximo, onde permaneceu por 12 horas. Ap&#243;s estabiliza&#231;&#227;o foi transferido para Hospital Universit&#225;rio, especializado em Cardiologia. Na admiss&#227;o o exame f&#237;sico foi normal. Dosagens enzim&#225;ticas revelaram: CK total 1750 U/L, CKMB 11,6 ng/ml e Troponina 0,95 ng/ml.</p>
    <p>Foram recuperados os tra&#231;ados eletrocardiogr&#225;ficos do DEA. Observou-se que o ritmo inicial era FV. Ap&#243;s o choque, notava-se assistolia (<xref ref-type="fig" rid="a22fig01">figura 1A</xref>). Progressivamente, foram surgindo batimentos card&#237;acos, evidenciando-se ritmo de fibrila&#231;&#227;o atrial (<xref ref-type="fig" rid="a22fig01">figura 1B</xref>).</p>
    <p><fig id="a22fig01"/>&#13;
&#160;&#13;
</p>
    <p>
      <fig id="a22fig01ab">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e26-00022-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>&#13;
  <fig id="a22fig01xfig1c"/><fig id="a22fig01c"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e26-00022-gf02.jpg"/></fig></p>
    <p>O eletrocardiograma realizado no Hospital Universit&#225;rio evidenciou ritmo sinusal, sobrecarga ventricular esquerda e altera&#231;&#245;es de repolariza&#231;&#227;o ventricular (<xref ref-type="fig" rid="a22fig01">figura 1C</xref>). Ecocardiograma trans-tor&#225;cico mostrou hipertrofia conc&#234;ntrica do ventr&#237;culo esquerdo e disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica, com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o de 38%. O paciente realizou cinecoronariografia que evidenciou art&#233;rias coron&#225;ria direita e esquerda com irregularidades. A primeira diagonal da descendente anterior estava obstru&#237;da. No ramo atrioventricular da art&#233;ria circunflexa havia 70% de obstru&#231;&#227;o, ap&#243;s a emerg&#234;ncia da art&#233;ria marginal esquerda e nesta havia 80% de obstru&#231;&#227;o no &#243;stio (<xref ref-type="fig" rid="a22fig02m">figura 2A</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a22fig02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e26-00022-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Foram realizadas angioplastias, com stents, nas art&#233;rias circunflexa e marginal esquerda, com sucesso (<xref ref-type="fig" rid="a22fig02m">figura 2B</xref>). Foi implantado cardioversor-desfibrilador, e o paciente evoluiu sem intercorr&#234;ncias. Um ano ap&#243;s o evento, o paciente encontra-se assintom&#225;tico, com vida ativa. Ecocardiograma trans-tor&#225;cico de controle revelou fun&#231;&#227;o sist&#243;lica normal do ventr&#237;culo esquerdo, com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o de 67%.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Chances de sobreviv&#234;ncia ap&#243;s PCR extra-hospitalar aumentam se manobras de RCP e desfibrila&#231;&#227;o s&#227;o realizadas precocemente por pessoas que presenciam o evento. A American Heart Association tem usado tradicionalmente a met&#225;fora da corrente de sobreviv&#234;ncia com quatro elos que ilustram a import&#226;ncia destas a&#231;&#245;es<sup>3</sup>. Os elos s&#227;o: </p>
    <p>1) Reconhecimento imediato e ativa&#231;&#227;o do sistema m&#233;dico de emerg&#234;ncia ; </p>
    <p>2) RCP imediata; </p>
    <p>3) Desfibrila&#231;&#227;o imediata; </p>
    <p>4) Suporte Avan&#231;ado de Vida em Cardiologia imediato.</p>
    <p>O sucesso das a&#231;&#245;es &#233; tempo dependente. Para cada minuto entre o colapso e a desfibrila&#231;&#227;o, as chances de sobreviv&#234;ncia diminuem de 7% a 10% se a RCP n&#227;o for iniciada<sup>4</sup>. Pessoas leigas podem realizar os tr&#234;s primeiros elos. Na maior parte das comunidades, o intervalo entre o colapso e a chegada do sistema m&#233;dico de emerg&#234;ncia &#233; de 7 a 8 minutos, ou mais. Isto significa que as v&#237;timas dependem muito de socorristas leigos durante os primeiros minutos da PCR. A RCP fornece fluxo sangu&#237;neo ao cora&#231;&#227;o e ao c&#233;rebro e aumenta a chance de retorno a um ritmo organizado ap&#243;s a desfibrila&#231;&#227;o. Isto parece particularmente importante se o choque n&#227;o for fornecido at&#233; 4 minutos ap&#243;s o colapso<sup>5</sup>.</p>
    <p>Socorristas leigos podem usar os desfibriladores externos autom&#225;ticos, dispositivos que, por meio de comandos vocais e visuais, orientam passos a serem seguidos e recomendam choques quando o ritmo &#233; FV ou Taquicardia Ventricular. O Conselho Federal de Medicina permite que qualquer pessoa realize RCP e utilize DEA na aus&#234;ncia de um m&#233;dico, desde que seja treinada em curso espec&#237;fico promovido por sociedades afins.</p>
    <p>Programas de Acesso P&#250;blico &#224; Desfibrila&#231;&#227;o, que distribuem desfibriladores externos autom&#225;ticos pela comunidade, al&#233;m de treinar grande n&#250;mero de pessoas em Suporte B&#225;sico de Vida, aumentam o n&#250;mero de v&#237;timas com PCR que recebem RCP, e diminuem o tempo at&#233; a desfibrila&#231;&#227;o, aumentando o n&#250;mero de sobreviventes. Estudos em pequenas comunidades, como aereportos<sup>6</sup> e cassinos<sup>7</sup> t&#234;m demonstrado excelente sobreviv&#234;ncia por FV, 49% e 74%, respectivamente. O presente caso &#233; excelente exemplo da import&#226;ncia destes programas. N&#227;o &#233; apenas a aquisi&#231;&#227;o de equipamentos, mas sobretudo planejamento e treinamento com simula&#231;&#245;es que faz com que as pessoas tomem a iniciativa de atendimento, demonstrando que morte s&#250;bita n&#227;o &#233; necessariamente morte biol&#243;gica definitiva, mas situa&#231;&#227;o potencialmente revers&#237;vel. V&#225;rias leis e projetos de leis sobre estes programas est&#227;o em fase de implanta&#231;&#227;o no Brasil. As cidades de Londrina e S&#227;o Paulo j&#225; possuem algumas leis aprovadas, mas o que se espera &#233; o reconhecimento nacional de sua relev&#226;ncia, por meio de legisla&#231;&#245;es nacionais de larga escala.</p>
    <p>Entre as causas de morte s&#250;bita, doen&#231;a arterial coron&#225;ria &#233; respons&#225;vel por 80% dos eventos e miocardiopatias por 10% a 15%. Entre outras etiologias, est&#227;o cardiomiopatias hipertr&#243;ficas cong&#234;nitas ou secund&#225;rias (hipertens&#227;o arterial, doen&#231;as valvares, etc), cardiopatias cong&#234;nitas diversas, doen&#231;as que causam altera&#231;&#245;es dos mecanismos eletrofisiol&#243;gicos, bem como processos infiltrativos, neopl&#225;sicos e degenerativos do mioc&#225;rdio. Importante comentar que a causa desencadeante mais prov&#225;vel da PCR neste paciente foi cardiomiopatia hipertensiva, causa reconhecida de isquemia mioc&#225;rdica durante exerc&#237;cios f&#237;sicos. Embora n&#227;o possa ser totalmente afastada como causa da FV, a doen&#231;a coronariana do paciente comprometia pequena propor&#231;&#227;o de massa ventricular e n&#227;o houve eleva&#231;&#227;o de Troponina.</p>
    <p>As paradas cardio-respirat&#243;rias podem causar mioc&#225;rdio atordoado e disfun&#231;&#227;o ventricular<sup>8</sup>, o que pode persistir por dias ou mesmo semanas, e pode melhorar com o uso de vasopressores<sup>9</sup>. Assim, podem ser necess&#225;rios, para o tratamento, volume, drogas vaso-ativas, ou vasodilatadores, para manter a press&#227;o arterial, &#237;ndice card&#237;aco e perfus&#227;o sist&#234;mica. Press&#227;o arterial ideal e par&#226;metros hemodin&#226;micos associados com melhor sobrevida n&#227;o est&#227;o ainda bem estabelecidos. Neste paciente, houve hipertens&#227;o arterial significativa ap&#243;s PCR, sendo necess&#225;ria infus&#227;o de vasodilatadores. Da mesma forma, verificou-se disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica ventricular moderada, sem sinais de baixo d&#233;bito card&#237;aco ou necessidade de drogas vaso-ativas. Talvez estes par&#226;metros cl&#237;nicos e hemodin&#226;micos caracterizem pacientes com melhor progn&#243;stico ap&#243;s PCR.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="not1" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Maria Margarita Gonzalez </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44 - Cerqueira C&#233;sar </p>
        <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="maria.gonzalez@incor.usp.br">maria.gonzalez@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 11/07/2007; revisado recebido em 20/08/2007; aceito em 04/09/2007.</p>
  </body>
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      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Rea TD, Eisenberg MS, Sinibaldi G, White RD. Incidence of EMS treated out-of-hospital cardiac arrest in the United States. Resuscitation. 2004; 63: 17-24.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Incidence of EMS treated out-of-hospital cardiac arrest in the United States</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
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            <year>2004</year>
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          <volume>63</volume>
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          <article-title>Changing incidence of out-of-hospital ventricular fibrillation, 1980-2000</article-title>
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          <article-title>Improving survival from sudden cardiac arrest: the "chain of survival" concept</article-title>
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          <article-title>Predicting survival from out-of-hospital cardiac arrest: a graphic model</article-title>
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          <article-title>Influence of cardiopulmonary resuscitation prior to defibrillation in patients with out-hospital ventricular fibrillation</article-title>
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          <article-title>Public use of automated external defibrillators</article-title>
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          <article-title>Outcomes of rapid defibrillation by security officers after cardiac arrest in casinos</article-title>
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          <article-title>Optimal dosing of dobutamine for treating post-resuscitation left ventricular dysfunction</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">Fibrilaci&#243;n ventricular durante actividad deportiva tratada con &#234;xito</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>La sobrevida tras una parada cardiorrespiratoria extrahospitalaria se estima en menos del 5%. Presentamos un caso de fibrilaci&#243;n ventricular durante actividad deportiva La resucitaci&#243;n cardiopulmonar fue iniciada precozmente por personal no t&#233;cnico, y la desfibrilaci&#243;n se realiz&#243; en menos de tres minutos, con desfibrilador externo autom&#225;tico, con &#233;xito. El programa de acceso p&#250;blico a la desfibrilaci&#243;n aument&#243; la sobrevida despu&#233;s de la fibrilaci&#243;n ventricular extrahospitalaria. Debemos estimular la capacitaci&#243;n de personas no t&#233;cnicas con relaci&#243;n al uso de desfibriladores externos autom&#225;ticos y el programa Soporte B&#225;sico de Vida, incentivando la implementaci&#243;n del mismo en locales con gran afluencia de personas y locales con riesgo elevado de ocurrencia de muerte s&#250;bita, como es el caso de los centros deportivos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Fibrilaci&#243;n ventricular</kwd>
        <kwd>ejercicio</kwd>
        <kwd>resucitaci&#243;n cardiopulmonar</kwd>
        <kwd>desfibriladores</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>INFORME DE CASO</bold>
      </p>
      <p><undefined id="cima-body2"/>Fibrilaci&#243;n ventricular durante actividad deportiva tratada con &#234;xito</p>
      <p>
        <bold>Maria Margarita Gonzalez; Fl&#225;vio Rocha Brito Marques; Caio Brito Vianna; Carlos Alberto Eid; Gilson Soares Feitosa-Filho; Sergio Timerman</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor), Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>La sobrevida tras una parada cardiorrespiratoria extrahospitalaria se estima en menos del 5%. Presentamos un caso de fibrilaci&#243;n ventricular durante actividad deportiva La resucitaci&#243;n cardiopulmonar fue iniciada precozmente por personal no t&#233;cnico, y la desfibrilaci&#243;n se realiz&#243; en menos de tres minutos, con desfibrilador externo autom&#225;tico, con &#233;xito. El programa de acceso p&#250;blico a la desfibrilaci&#243;n aument&#243; la sobrevida despu&#233;s de la fibrilaci&#243;n ventricular extrahospitalaria. Debemos estimular la capacitaci&#243;n de personas no t&#233;cnicas con relaci&#243;n al uso de desfibriladores externos autom&#225;ticos y el programa Soporte B&#225;sico de Vida, incentivando la implementaci&#243;n del mismo en locales con gran afluencia de personas y locales con riesgo elevado de ocurrencia de muerte s&#250;bita, como es el caso de los centros deportivos.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Fibrilaci&#243;n ventricular, ejercicio, resucitaci&#243;n cardiopulmonar, desfibriladores.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Aproximadamente 250 mil personas mueren s&#250;bitamente en los Estados Unidos a cada a&#241;o en ambiente extrahospitalario<sup>1</sup>. En el 40% de las v&#237;ctimas el ritmo inicial es fibrilaci&#243;n ventricular (FV)<sup>2</sup>. En la realidad, la mayor proporci&#243;n de las personas debe presentar FV al inicio del colapso, pues el atraso en la atenci&#243;n de la parada cardiorrespiratoria (PCR) hace con que muchos casos evoluciones para asistolia al momento de la primera atenci&#243;n, porque FV inicial no tratada precozmente puede degenerar para asistolia<sup>2</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Caso Cl&#237;nico</bold>
      </p>
      <p>Hombre, negro, 53 a&#241;os, con antecedente de hipertensi&#243;n arterial, ex profesional de baloncesto, durante una partida de veteranos en un tradicional Club Deportivo, sufri&#243; p&#233;rdida s&#250;bita de conciencia. Un funcionario del club, recientemente capacitado en Soporte B&#225;sico de Vida, realiz&#243; la primera atenci&#243;n: constat&#243; PCR, solicit&#243; r&#225;pidamente desfibrilador externo autom&#225;tico (DEA) y que se llamara al equipo m&#233;dico del club. El DEA recomend&#243; aplicaci&#243;n de choque, que fue aplicado 3 minutos tras el colapso. El equipo no recomend&#243; choque subsiguiente, pero como la v&#237;ctima todav&#237;a no mostraba se&#241;ales de circulaci&#243;n, las maniobras de resucitaci&#243;n cardiopulmonar (RCP) se mantuvieron; obteni&#233;ndose retorno a la circulaci&#243;n espont&#225;nea despu&#233;s de 3 minutos. Algunos minutos despu&#233;s, la frecuencia card&#237;aca era 140 lpm, la presi&#243;n arterial 220/120 mmHg, cuando se aplicaron amiodarona y nitroglicerina por v&#237;a endovenosa.</p>
      <p>El paciente fue transferido para hospital pr&#243;ximo, donde permaneci&#243; por 12 horas. Tras la estabilizaci&#243;n fue transferido para Hospital Universitario, especializado en Cardiolog&#237;a. Al ingreso el examen f&#237;sico era normal. Los estudios enzim&#225;ticos revelaron: CK total 1750 U/L, CKMB 11,6 ng/ml y Troponina 0,95 ng/ml.</p>
      <p>Se recuperaron los trazados electrocardiogr&#225;ficos del DEA. Se observ&#243; que el ritmo inicial era FV. Despu&#233;s del choque, se notaba asistolia (<xref ref-type="fig" rid="es_a22fig01-body2">figura 1A</xref>). Progresivamente, fueron surgiendo latidos card&#237;acos, evidenci&#225;ndose ritmo de fibrilaci&#243;n atrial (<xref ref-type="fig" rid="es_a22fig01-body2">figura 1B</xref>).</p>
      <p content-type="html"><fig id="es_a22fig01-body2"><graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/3Mq4xmHrWB6PqwgWvMfFHgB/d0c8f6215bf4b99cd0a283a30459c45ca6022a5c.jpg"/><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e26-00022-gf01-es.jpg"/></fig>&#13;
&#160;&#13;
</p>
      <p>El electrocardiograma realizado en el Hospital Universitario evidenci&#243; ritmo sinusal, sobrecarga ventricular izquierda y alteraciones de repolarizaci&#243;n ventricular (<xref ref-type="fig" rid="es_a22fig01-body2">figura 1C</xref>). Ecocardiograma transtor&#225;cico mostr&#243; hipertrofia conc&#233;ntrica del ventr&#237;culo izquierdo y disfunci&#243;n sist&#243;lica, con fracci&#243;n de eyecci&#243;n de 38%. El paciente realiz&#243; cinecoronariograf&#237;a que evidenci&#243; arterias coronarias derecha e izquierda con irregularidades. La primera diagonal de la descendente anterior estaba obstruida. En la rama atrioventricular de la arteria circunfleja hab&#237;a un 70% de obstrucci&#243;n, tras la emergencia de la arteria marginal izquierda y en ella hab&#237;a un 80% de obstrucci&#243;n en el ostium (<xref ref-type="fig" rid="es_a22fig02-body2">figura 2A</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a22fig02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e26-00022-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Se realizaron angioplastias, con stents, en las arterias circunfleja y marginal izquierda, con &#233;xito (<xref ref-type="fig" rid="es_a22fig02-body2">figura 2B</xref>). Se implant&#243; desfibrilador cardioversor, y el paciente evolucion&#243; sin complicaciones. Un a&#241;o despu&#233;s del evento, el paciente cursa asintom&#225;tico, con vida activa. Ecocardiograma transtor&#225;cico de control revel&#243; funci&#243;n sist&#243;lica normal del ventr&#237;culo izquierdo, con fracci&#243;n de eyecci&#243;n de 67%.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las chances de supervivencia tras la PCR extrahospitalaria aumentan si las maniobras de RCP y desfibrilaci&#243;n son realizadas precozmente por personas que presencian el evento. La American Heart Association ha estado usando tradicionalmente la met&#225;fora de la cadena de supervivencia con cuatro eslabones que ilustran la importancia de estas acciones<sup>3</sup>. Los eslabones son: </p>
      <p>1) Reconocimiento inmediato y activaci&#243;n del sistema m&#233;dico de emergencia ; </p>
      <p>2) RCP inmediata; </p>
      <p>3) desfibrilaci&#243;n inmediata; </p>
      <p>4) Soporte Avanzado de Vida en Cardiolog&#237;a inmediato.</p>
      <p>El &#233;xito de estas acciones depende del tiempo. Para cada minuto transcurrido entre el colapso y la desfibrilaci&#243;n, las chances de supervivencia disminuyen del 7% al 10% si la no se inicia la RCP<sup>4</sup>. Personas no t&#233;cnicas pueden realizar los tres primeros eslabones. En la mayor parte de las comunidades, el intervalo entre el colapso y la llegada del sistema m&#233;dico de emergencia es de 7 a 8 minutos, o m&#225;s. Esto significa que las v&#237;ctimas dependen mucho de socorristas no t&#233;cnicos durante los primeros minutos de la PCR. La RCP suministra flujo sangu&#237;neo al coraz&#243;n y al cerebro y aumenta las chances de retorno a un ritmo organizado despu&#233;s de la desfibrilaci&#243;n. Ello parece particularmente importante si el choque no se suministra dentro de los 4 minutos posteriores al colapso<sup>5</sup>.</p>
      <p>Socorristas no t&#233;cnicos pueden usar los desfibriladores externos autom&#225;ticos, dispositivos que, por medio de comandos vocales y visuales, orientan los pasos a ser seguidos y recomiendan choques cuando el ritmo es FV o Taquicardia Ventricular. El Consejo Federal de Medicina permite que cualquier persona realice RCP y utilice DEA en ausencia de un m&#233;dico, siempre que est&#233; capacitada en curso espec&#237;fico impartido por sociedades afines.</p>
      <p>Programas de Acceso P&#250;blico a la desfibrilaci&#243;n, que distribuyen desfibriladores externos autom&#225;ticos por la comunidad, adem&#225;s de capacitar a un gran n&#250;mero de personas en Soporte B&#225;sico de Vida, aumentan el n&#250;mero de v&#237;ctimas con PCR que reciben RCP, y disminuyen el tiempo hasta la desfibrilaci&#243;n, aumentando el n&#250;mero de sobrevivientes. Estudios en peque&#241;as comunidades, como aeropuertos<sup>6</sup> y casinos<sup>7</sup> demostraron excelente supervivencia por FV, del 49% y del 74%, respectivamente. El presente caso es un excelente ejemplo de la importancia de estos programas. No es s&#243;lo la adquisici&#243;n de equipos, sino principalmente la planificaci&#243;n y la capacitaci&#243;n con simulaciones lo que hace que las personas tomen la iniciativa de la atenci&#243;n, demostrando que muerte s&#250;bita no es necesariamente muerte biol&#243;gica definitiva, sino una situaci&#243;n potencialmente reversible. Varias leyes y proyectos de ley sobre estos programas est&#225;n en fase de implantaci&#243;n en Brasil. Las ciudades de Londrina y S&#227;o Paulo ya aprobaron algunas leyes, pero lo que se espera es el reconocimiento nacional de su relevancia, por medio de legislaciones nacionales de larga escala.</p>
      <p>Entre las causas de muerte s&#250;bita, la enfermedad arterial coronaria es responsable por el 80% de los eventos y las miocardiopat&#237;as por el 10% al 15%. Entre otras etiolog&#237;as, est&#225;n las cardiomiopat&#237;as hipertr&#243;ficas cong&#233;nitas o secundarias (hipertensi&#243;n arterial, enfermedades valvulares, etc), cardiopat&#237;as cong&#233;nitas diversas, enfermedades que causan alteraciones de los mecanismos electrofisiol&#243;gicos, as&#237; como procesos infiltrativos, neopl&#225;sicos y degenerativos del miocardio. Es importante comentar que la causa desencadenante m&#225;s probable de la PCR en este paciente fue cardiomiopat&#237;a hipertensiva, causa reconocida de isquemia mioc&#225;rdica durante el ejercicio f&#237;sico. Aumento no puede descartarse totalmente como causa de la FV, la enfermedad coronaria del paciente compromet&#237;a peque&#241;a proporci&#243;n de masa ventricular y no hubo elevaci&#243;n de la Troponina.</p>
      <p>Las paradas cardiorrespiratorias pueden causar aturdimiento mioc&#225;rdico y disfunci&#243;n ventricular<sup>8</sup>, lo que puede persistir por d&#237;as o incluso semanas, y puede mejorar con el uso de vasopresores<sup>9</sup>. As&#237;, pueden ser necesarios, para el tratamiento, volumen, drogas vasoactivas, o vasodilatadores, para mantener la presi&#243;n arterial, el &#237;ndice card&#237;aco y la perfusi&#243;n sist&#233;mica. Presi&#243;n arterial ideal y par&#225;metros hemodin&#225;micos asociados con mejor sobrevida no est&#225;n todav&#237;a bien establecidos. En este paciente hubo hipertensi&#243;n arterial significativa despu&#233;s de la PCR, siendo necesaria la infusi&#243;n de vasodilatadores. De igual forma, se verific&#243; disfunci&#243;n sist&#243;lica ventricular moderada, sin se&#241;ales de bajo d&#233;bito card&#237;aco o necesidad de drogas vasoactivas. Tal vez estos par&#225;metros cl&#237;nicos y hemodin&#225;micos caractericen pacientes con mejor pron&#243;stico tras la PCR.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>V&#237;nculo Acad&#233;mico </bold>
      </p>
      <p>No hay v&#237;nculo de este estudio a programas de post grado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Case Report</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Ventricular fibrillation during sport activity successfully treated</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Survival after out-of-hospital cardiopulmonary arrest is estimated at less than 5%. We report a case of ventricular fibrillation during sports activity. Cardiopulmonary resuscitation was initiated early by a layperson, and defibrillation was successfully performed within less than three minutes, with an automated external defibrillator. The public access to defibrillation programs has increased the survival after out-of-hospital ventricular fibrillation. We should encourage the training of laypeople in relation to the use of automated external defibrillators and the Basic Life Support program by stimulating their implementation in places where large numbers of people gather or where people are at a high risk of sudden death, as is the case of sports centers.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Ventricular Fibrillation</kwd>
        <kwd>Exercise</kwd>
        <kwd>Cardiopulmonary Resuscitation</kwd>
        <kwd>Defibrillators</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p><undefined id="cima-body3"/>Ventricular fibrillation during sport activity successfully treated</p>
      <p>
        <bold>Maria Margarita Gonzalez; Fl&#225;vio Rocha Brito Marques; Caio Brito Vianna; Carlos Alberto Eid; Gilson Soares Feitosa-Filho; Sergio Timerman</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor), Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspond&#234;ncia</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Survival after out-of-hospital cardiopulmonary arrest is estimated at less than 5%. We report a case of ventricular fibrillation during sports activity. Cardiopulmonary resuscitation was initiated early by a layperson, and defibrillation was successfully performed within less than three minutes, with an automated external defibrillator. The public access to defibrillation programs has increased the survival after out-of-hospital ventricular fibrillation. We should encourage the training of laypeople in relation to the use of automated external defibrillators and the Basic Life Support program by stimulating their implementation in places where large numbers of people gather or where people are at a high risk of sudden death, as is the case of sports centers.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Ventricular Fibrillation; Exercise; Cardiopulmonary Resuscitation; Defibrillators.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Approximately 250 thousand people die suddenly in the United States in an out-of-hospital setting every year<sup>1</sup>. In 40% of the victims, the initial rhythm is ventricular fibrillation (VF)<sup>2</sup>. Actually, a higher proportion of individuals may present VF at the beginning of the collapse, since delayed treatment of cardiopulmonary arrest (CPA) may cause many cases to progress to asystole at the moment of the first assistance, because initial VF not promptly treated may degenerate into asystole<sup>2</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Case report</bold>
      </p>
      <p>The patient is a 53-year-old black man who was a former professional basketball player. He had a history of hypertension, and during a veterans game in a traditional Sports Club he experienced sudden loss of consciousness. A club employee who had been recently trained in Basic Life Support was the first to assist the patient: he identified CPA and promptly required an automated external defibrillator (AED) and asked the club medical team to be called. The AED recommended shock, which was delivered 3 minutes after the collapse. The device did not recommend subsequent shocks; however, as the victim did not yet present evidences of blood flow, the cardiopulmonary resuscitation (CPR) procedures were maintained; spontaneous circulation was resumed three minutes later. A few minutes later, his heart rate was 140 bpm and blood pressure 220/120 mmHg; amiodarone and nitroglycerin were then administered intravenously.</p>
      <p>The patient was transferred to a hospital nearby, where he stayed for 12 hours. After stabilization, he was transferred to a University Hospital specialized in Cardiology. At admission, his physical examination was normal. Enzyme determination showed total CK 1750 U/L, CKMB 11.6 ng/mL and troponin 0.95 ng/mL.</p>
      <p>The electrocardiographic tracings were retrieved from the AED. The initial rhythm recorded was VF. After the shock, asystole could be observed (<xref ref-type="fig" rid="en_a22fig01-body3">Figure 1A</xref>). Heart beats progressively appeared, characterizing an atrial fibrillation rhythm (<xref ref-type="fig" rid="en_a22fig01-body3">Figure 1B</xref>).</p>
      <p content-type="html"><fig id="en_a22fig01-body3"><graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/3Mq4xmHrWB6PqwgWvMfFHgB/a3f2f3a4352278fc01f590a66045346f4e15f7ad.jpg"/><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e26-00022-gf01-en.jpg"/></fig>&#13;
&#160;&#13;
</p>
      <p>The electrocardiogram performed at the University Hospital showed sinus rhythm, left ventricular overload, and ventricular repolarization abnormalities (<xref ref-type="fig" rid="en_a22fig01-body3">Figure 1C</xref>). Transthoracic echocardiogram showed concentric left ventricular hypertrophy and systolic dysfunction, with a 38% ejection fraction. The patient underwent coronary angiography which showed irregularities in the right and left coronary arteries. The first diagonal of the anterior descending was obstructed. A 70% obstruction could be seen in the atrioventricular branch of the circumflex artery, ahead of the point where the left marginal artery arised; this latter presented an 80% ostial obstruction (<xref ref-type="fig" rid="en_a22fig02-body3">Figure 2A</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a22fig02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0e26-00022-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Stent angioplasties were successfully performed in the circumflex and left marginal arteries (<xref ref-type="fig" rid="en_a22fig02-body3">Figure 2B</xref>). A cardioverter-defibrillator was implanted, and the patient recovered uneventfully. Now,one year after the event, the patient is asymptomatic and leading an active life. Control transthoracic echocardiography showed normal left ventricular systolic function, with 67% ejection fraction. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The likelihood of survival after out-of-hospital CPA increases if CPR procedures and defibrillation are promptly performed by bystanders. The American Heart Association has traditionally used the four-link chain of survival metaphor to illustrate the importance of these actions<sup>3</sup>. The links are:</p>
      <p> 1) Early recognition and activation of the emergency medical system; </p>
      <p>2) Early CPR; </p>
      <p>3) Early defibrillation; </p>
      <p>4) Early Advanced Cardiac Life Support.</p>
      <p>The success of the actions is time-dependent. For each minute elapsed between the collapse and defibrillation, the likelihood of survival decreases by 7% to 10% if CPR is not initiated<sup>4</sup>. Laypeople can perform the first three links. In most of the communities, the interval between the collapse and the arrival of the emergency medical system is of 7 to 8 minutes or longer. This means that the victims depend largely on lay rescuers during the first minutes of CPA. CPR provides blood flow to the heart and brain and increases the chance of resuming an organized rhythm after defibrillation. This seems particularly important if shock is not delivered within up to 4 minutes after the collapse<sup>5</sup>.</p>
      <p>Lay rescuers can use automated external defibrillators; by means of voice and visual prompts; these devices guide the steps to be taken and recommend shock when the rhythm is VF or ventricular tachycardia. The Federal Council of Medicine allows any person to perform CPR and use AED in the absence of a physician, provided they have been trained in a specific course given by health-related societies. </p>
      <p>Public Access to Defibrillation programs, which distribute automated external defibrillators throughout the communities, not only train a large number of people on Basic Life Support, but also increase the number of CPA victims receiving CPR, and decrease the time to defibrillation, thus increasing the number of survivors. Studies in small communities, as in airports<sup>6</sup> and casinos<sup>7</sup>, have demonstrated an excellent survival to VF, of 49% and 74%, respectively. The present case is an excellent example of the importance of these programs. Not only the acquisition of equipment, but mainly planning and training with simulations is what makes people take the initiative in the assistance, thus demonstrating that sudden death is not necessarily a definite biological death, but rather a potentially reversible situation. Several laws and bills on these programs are being phased in in Brazil. Some laws have already been passed in the cities of Londrina and Sao Paulo; however, nationwide acknowledgment of the relevance of these programs can only be reached when encompassing national laws are in effect. </p>
      <p>Among the causes of sudden death, coronary artery disease accounts for 80% of the events, and cardiomyopathies for 10% to 15%. Other causes include congenital or secondary cardiomyopathies (hypertension, heart valve diseases, etc.), different congenital heart diseases, diseases resulting in abnormalities of the electrophysiological mechanisms, as well as infiltrative, neoplastic and degenerative myocardial disorders. It is important to mention that the most probable cause that triggered CPA in this patient was hypertensive cardiomyopathy, which is known to cause myocardial ischemia during physical exercises. Although coronary artery disease cannot be fully ruled out as the cause of VF in this patient, it only compromised a small portion of the ventricular mass and no troponin elevation was observed. </p>
      <p>Cardiopulmonary arrests can result in myocardial stunning and ventricular dysfunction<sup>8</sup>, which can persist for days or even weeks, and can improve with the use of vasopressors<sup>9</sup>. Thus, fluid, vasoactive drugs or vasodilators can be necessary to sustain blood pressure, cardiac index, and systemic perfusion. The optimal blood pressure level and hemodynamic parameters associated with improved survival have not yet been established. In this patient, significant hypertension was observed after CPA, and intravenous vasodilators were required. Likewise, moderate ventricular systolic dysfunction was observed, with no signs of low cardiac output or need for vasoactive drugs. Perhaps these clinical and hemodynamic parameters characterize patients with a better prognosis after CPA.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
