<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea (ICP) para pacientes est&#225;veis: h&#225; algum benef&#237;cio al&#233;m do al&#237;vio dos sintomas?</article-title>
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            <surname>Stankovic</surname>
            <given-names>Goran</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Clinical Center of Serbia</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Institute for Cardiovascular Diseases </institution>
        <country country="RS">Serbia</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>196</fpage>
      <lpage>199</lpage>
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          <day>03</day>
          <month>10</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="received">
          <day>29</day>
          <month>09</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>07</day>
          <month>10</month>
          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>As indica&#231;&#245;es para interven&#231;&#227;o coron&#225;ria percut&#226;nea (ICP) continuam a evoluir devido ao cont&#237;nuo desenvolvimento da tecnologia, crit&#233;rios de sele&#231;&#227;o mais amplos para pacientes e les&#245;es e novas evid&#234;ncias advindas de testes cl&#237;nicos. Uma controv&#233;rsia consider&#225;vel foi gerada pelos resultados principais do estudo COURAGE (Clinical Outcomes Utilizing Revascularization and Aggressive Drug Evaluation), o qual n&#227;o demonstrou diferen&#231;as no resultado em longo prazo para pacientes est&#225;veis com doen&#231;a coronariana, randomizados para uma estrat&#233;gia inicial de ICP mais tratamento m&#233;dico otimizado versus tratamento m&#233;dico otimizado isolado. Em pacientes com angina est&#225;vel cr&#244;nica, o tratamento m&#233;dico permanece sendo a pedra fundamental e deveria ser otimizado em todos os pacientes, enquanto os maiores objetivos alcan&#231;&#225;veis da ICP s&#227;o ter efeito sobre os sintomas, atrav&#233;s de sua diminui&#231;&#227;o ou preven&#231;&#227;o, reduzir a necessidade de procedimentos subsequentes e aliviar a isquemia. Em pacientes com doen&#231;a arterial coronariana (DAC) est&#225;vel, entretanto, nenhuma redu&#231;&#227;o na incid&#234;ncia de morte ou infarto do mioc&#225;rdio foi observada e essas limita&#231;&#245;es da ICP nesse cen&#225;rio cl&#237;nico precisam ser enfatizadas. A mensagem do estudo COURAGE pode ser refinada com base nos recentes sub-estudos nuclear e angiogr&#225;fico, de forma que os pacientes com isquemia residual significante, submetidos a tratamento m&#233;dico otimizado, deveriam ser considerados para tratamento com ICP, j&#225; que est&#227;o associados com maior probabilidade de morte e infarto do mioc&#225;rdio. Entretanto, esses achados precisam ser confirmados por avalia&#231;&#227;o prospectiva antes de sua mais ampla aceita&#231;&#227;o pela comunidade intervencionista.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Angioplastia transluminal percut&#226;nea coron&#225;ria</kwd>
        <kwd>revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>terapia por drogas</kwd>
        <kwd>sobreviv&#234;ncia</kwd>
        <kwd>estudos prospectivos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>
      <bold> Interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea (ICP) para pacientes est&#225;veis: h&#225; algum benef&#237;cio al&#233;m do al&#237;vio dos sintomas?</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Goran Stankovic, MD, PhD</bold>
    </p>
    <p> Institute for Cardiovascular Diseases, Clinical Center of Serbia, Belgrado - S&#233;rvia </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="not1">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p> As indica&#231;&#245;es para interven&#231;&#227;o coron&#225;ria percut&#226;nea (ICP) continuam a evoluir devido ao cont&#237;nuo desenvolvimento da tecnologia, crit&#233;rios de sele&#231;&#227;o mais amplos para pacientes e les&#245;es e novas evid&#234;ncias advindas de testes cl&#237;nicos. Uma controv&#233;rsia consider&#225;vel foi gerada pelos resultados principais do estudo COURAGE (<italic>Clinical Outcomes Utilizing Revascularization and Aggressive Drug Evaluation</italic>), o qual n&#227;o demonstrou diferen&#231;as no resultado em longo prazo para pacientes est&#225;veis com doen&#231;a coronariana, randomizados para uma estrat&#233;gia inicial de ICP mais tratamento m&#233;dico otimizado versus tratamento m&#233;dico otimizado isolado. Em pacientes com angina est&#225;vel cr&#244;nica, o tratamento m&#233;dico permanece sendo a pedra fundamental e deveria ser otimizado em todos os pacientes, enquanto os maiores objetivos alcan&#231;&#225;veis da ICP s&#227;o ter efeito sobre os sintomas, atrav&#233;s de sua diminui&#231;&#227;o ou preven&#231;&#227;o, reduzir a necessidade de procedimentos subsequentes e aliviar a isquemia. Em pacientes com doen&#231;a arterial coronariana (DAC) est&#225;vel, entretanto, nenhuma redu&#231;&#227;o na incid&#234;ncia de morte ou infarto do mioc&#225;rdio foi observada e essas limita&#231;&#245;es da ICP nesse cen&#225;rio cl&#237;nico precisam ser enfatizadas. A mensagem do estudo COURAGE pode ser refinada com base nos recentes sub-estudos nuclear e angiogr&#225;fico, de forma que os pacientes com isquemia residual significante, submetidos a tratamento m&#233;dico otimizado, deveriam ser considerados para tratamento com ICP, j&#225; que est&#227;o associados com maior probabilidade de morte e infarto do mioc&#225;rdio. </p>
    <p> Entretanto, esses achados precisam ser confirmados por avalia&#231;&#227;o prospectiva antes de sua mais ampla aceita&#231;&#227;o pela comunidade intervencionista. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Angioplastia transluminal percut&#226;nea coron&#225;ria, revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, terapia por drogas, sobreviv&#234;ncia, estudos prospectivos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Um grande conjunto de evid&#234;ncias, baseadas em m&#250;ltiplos estudos cl&#237;nicos randomizados prospectivos (RCTs), ap&#243;iam o benef&#237;cio da revasculariza&#231;&#227;o sobre a terapia m&#233;dica na sobrevida de v&#225;rios subgrupos de pacientes. Entre pacientes de alto risco, tais como os que apresentam infarto do mioc&#225;rdio com eleva&#231;&#227;o do segmento ST, bem como naqueles sem eleva&#231;&#227;o do segmento ST, as evid&#234;ncias cl&#237;nicas acumuladas fortemente ap&#243;iam o fato de que a ICP &#233; a estrat&#233;gia preferida para melhora dos desfechos dos pacientes, em rela&#231;&#227;o &#224; morbidade bem c&#224; mortalidade. Em pacientes com DAC est&#225;vel, acreditava-se que a revasculariza&#231;&#227;o era superior, baseado na premissa que a anatomia coronariana de alto risco ou isquemia mioc&#225;rdica aumentaria o risco de morte e infarto do mioc&#225;rdio futuros ("a sabedoria convencional", de que a tr&#237;ade angina, evid&#234;ncia objetiva de isquemia mioc&#225;rdica e a presen&#231;a de um n&#250;mero de estenoses coronarianas limitantes do fluxo <underline>&gt;</underline> 1 necessitariam de revasculariza&#231;&#227;o). Grandes avan&#231;os no conhecimento da patofisiologia da s&#237;ndrome coronariana aguda (SCA) e o reconhecimento da import&#226;ncia de estenoses coron&#225;rias n&#227;o-limitantes de fluxo com tend&#234;ncia &#224; ruptura t&#234;m levado ao uso mais agressivo de agentes farmacol&#243;gicos com metas apropriadas e uma evolu&#231;&#227;o do que constitui o tratamento m&#233;dico otimizado (TMO). At&#233; recentemente, nenhum "estudo de estrat&#233;gia" foi conduzido para apoiar o conceito de que em pacientes com DAC est&#225;vel, uma estrat&#233;gia terap&#234;utica combinando TMO e interven&#231;&#227;o mec&#226;nica apresenta melhor desempenho do que o TMO isolado. Poucos estudos cl&#237;nicos geraram tanto interesse (e controv&#233;rsias) quanto o estudo COURAGE (<italic>Clinical Outcomes Utilizing Revascularization and Aggressive Drug Evaluation</italic>), publicado na primavera de 2007 no <italic>New England Journal of Medicine</italic><sup>1</sup>. Sabe-se que o estudo COURAGE objetivou avaliar os m&#233;ritos relativos do tratamento m&#233;dico otimizado (TMO) versus a combina&#231;&#227;o de TMO mais ICP em pacientes com DAC est&#225;vel. O estudo COURAGE foi um estudo cl&#237;nico randomizado multic&#234;ntrico que avaliou 35.539 pacientes, mas randomizou apenas 2.287 pacientes que preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o, os quais inclu&#237;ram evid&#234;ncia de isquemia mioc&#225;rdica e sintomas est&#225;veis. Um ponto importante &#233; que todos os pacientes do estudo foram submetidos a rastreamento atrav&#233;s de angiografia. Todos os pacientes apresentavam angina cr&#244;nica est&#225;vel classe I-III (Classe 0/1 angina da <italic>Canadian Cardiovascular Society</italic> estava presente em 42-43% de todos os pacientes), com indica&#231;&#227;o da AHA/ACC classe I ou II para PCI cm pelo menos 1 vaso proximal afetado e evid&#234;ncia objetiva de isquemia no ECG, cintigrafia de perfus&#227;o ou ecocardiografia de esfor&#231;o. As les&#245;es foram categorizadas como &gt; 70% do di&#226;metro do l&#250;men pela estimativa visual do operador. Cada grupo tinha &gt; 30% de incid&#234;ncia de estenose na art&#233;ria descendente anterior (ADA) esquerda. Foram exclu&#237;dos os pacientes com angina persistente classe IV, teste de esfor&#231;o acentuadamente positivo, altera&#231;&#245;es de onda T-segmento ST em repouso, insufici&#234;ncia card&#237;aca refrat&#225;ria, choque ou fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o ventricular &lt; 30%, revasculariza&#231;&#227;o nos &#250;ltimos 6 meses, e anatomia coron&#225;ria n&#227;o adequada para ICP. A n&#237;vel basal, muitos pacientes j&#225; apresentavam os n&#237;veis-alvo de l&#237;pides, PA e controle diab&#233;tico recomendados pelas diretrizes atuais<sup>2</sup>.</p>
    <p>O estudo COURAGE &#233; um exemplo raro de ensaio cl&#237;nico no cen&#225;rio atual - estudos de compara&#231;&#227;o de efetividade - e seus resultados foram surpreendentes. O <italic>endpoint</italic> prim&#225;rio foi a mortalidade devido a todas as causas, e infarto do mioc&#225;rdio (IM) n&#227;o-fatal durante o per&#237;odo de seguimento de pelo menos 2,5 anos. Ap&#243;s uma m&#233;dia de 4,6 anos, as taxas cumulativas de eventos prim&#225;rios foram 19,0% para o grupo ICP mais TMO e 18,5% para o grupo TMO isolado (risco relativo - RR [hazard ratio - HR] 1,05, IC95%, 0,87-1,27, <italic>P </italic>= 0,62) (o grupo ICP + TMO teve 211 eventos e o grupo TMO teve 202 eventos). A taxa de mortalidade para o grupo ICP+TMO foi de 5,9% e de 6,5% para o grupo TMO isolado. As taxas de IM foram de 9,4% e 10,4% para os grupos ICP+TMO e TMO isolado, respectivamente. Os <italic>endpoints</italic> cumulativos (incluindo AVC) foram 20% para o grupo ICP+TMO e 19,5% para o grupo TMO isolado. A taxa de pacientes livres de angina foi inicialmente melhor no grupo ICP+TMO, mas no final de 4,6 anos o grupo TMO isolado aproximou-se do outro grupo e estava igualmente livre de angina. N&#227;o ficou claro se essa melhora nos pacientes do grupo TMO isolado foi um resultado da convers&#227;o do tratamento para ICP ou o desenvolvimento de vasos colaterais. Entretanto, precisa ser reiterado que 6% dos pacientes do grupo ICP+TMO nunca foi submetido &#224; ICP, 14,5% das les&#245;es foram tratadas com bal&#245;es apenas e 31,1% dos pacientes do grupo TMO isolado receberam tratamento com ICP em algum momento durante o estudo. Al&#233;m disso, somente uma pequena parcela dos pacientes do grupo ICP+TMO (2,7%) foram tratados com a atual terapia intervencionista padr&#227;o, stents com elui&#231;&#227;o de medicamentos e 12 meses de terapia anti-plaqueta dupla. Talvez o feito singular menos controverso do estudo COURAGE tenha sido o profundo impacto que o TMO intensivo e interven&#231;&#227;o no estilo de vida causaram na diminui&#231;&#227;o dos eventos cl&#237;nicos em ambos os bra&#231;os randomizados do estudo durante o per&#237;odo de seguimento de longo prazo. Embora nenhum estudo seja perfeito, o estudo COURAGE foi conduzido de forma profissional pelos investigadores e os achados do estudo t&#234;m sido amplamente divulgados e citados e formaram a base para as conclus&#245;es do estudo de que, como estrat&#233;gia de manejo inicial em pacientes com DAC est&#225;vel, a ICP n&#227;o reduziu o risco de morte, IM ou outro grande evento cardiovascular quando adicionado ao tratamento m&#233;dico otimizado<sup>3-7</sup>. </p>
    <p>Consequentemente, os dados t&#234;m sido utilizados por alguns autores para sugerir que h&#225; uma limita&#231;&#227;o inerente na efic&#225;cia da revasculariza&#231;&#227;o coron&#225;ria percut&#226;nea. Outros m&#233;dicos utilizaram os resultados para apoiar sua conclus&#227;o de que a revasculariza&#231;&#227;o &#233; sobre-utilizada. De acordo com fontes da ind&#250;stria e da m&#237;dia, ap&#243;s a publica&#231;&#227;o do estudo COURAGE, o n&#250;mero de ICPs nos Estados Unidos diminuiu cerca de 10% a 15%, j&#225; que muitos m&#233;dicos integraram esses achados &#224; sua pr&#225;tica cl&#237;nica<sup>8</sup>. Embora tenha havido muitas cr&#237;ticas ao estudo COURAGE, incluindo a randomiza&#231;&#227;o ap&#243;s a angiografia, que selecionou um subgrupo de menor risco, h&#225; v&#225;rios pontos que precisam ser reiterados, particularmente em rela&#231;&#227;o ao projeto do estudo e a sele&#231;&#227;o dos <italic>endpoints</italic>. Um grupo bastante reconhecido de cardiologistas intervencionistas escreveu um ponto de vista editorial no <italic>Journal of the American College of Cardiology</italic>, dando &#234;nfase &#224;s fraquezas e limita&#231;&#245;es do estudo COURAGE<sup>9</sup>. Eles declararam que os investigadores do estudo COURAGE estabeleceram um objetivo n&#227;o-realista: demonstrar uma redu&#231;&#227;o de 22% nas taxas anuais j&#225; baixas de morte e IM observadas em pacientes tratados com terapia m&#233;dica agressiva. Eles mencionam que, junto com a baixa preval&#234;ncia do uso de <italic>stents</italic> com elui&#231;&#227;o de medicamentos, revasculariza&#231;&#245;es incompletas podem ter contribu&#237;do para a taxa de 21% de revasculariza&#231;&#227;o adicional neste grupo, com uma m&#233;dia de 10 meses de seguimento. Al&#233;m disso, esses autores declararam que a informa&#231;&#227;o do estudo COURAGE n&#227;o &#233; nova ou surpreendente. A Tabela 1 de seu editorial citava 7 estudos publicados anteriormente que n&#227;o mostravam diferen&#231;as nas taxas de mortalidade e IM em pacientes randomizados para ICP <italic>versus</italic> tratamento m&#233;dico na DAC est&#225;vel. Uma meta-an&#225;lise recente de 17 estudos randomizados sobre o valor da estrat&#233;gia de tratamento baseado na ICP em 7.513 pacientes com DAC est&#225;vel vai al&#233;m, demonstrando que a estrat&#233;gia de tratamento baseado na ICP est&#225; associada com uma redu&#231;&#227;o de 20% no RR de morte quando comparado com uma estrat&#233;gia baseada em tratamento m&#233;dico isolado<sup>10</sup>. </p>
    <p>
      <bold>H&#225; algum benef&#237;cio da ICP em pacientes com angina est&#225;vel al&#233;m do al&#237;vio dos sintomas?</bold>
    </p>
    <p>A mensagem com base em evid&#234;ncias em rela&#231;&#227;o &#224; pacientes com angina cr&#244;nica est&#225;vel &#233; clara e consistente: 1) a revasculariza&#231;&#227;o est&#225; associada com maior al&#237;vio de sintomas, mas n&#227;o h&#225; diferen&#231;as em rela&#231;&#227;o aos "desfechos duros" (<italic>hard endpoints</italic>) de morte e IM; e 2) em pacientes submetidos &#224; tratamento m&#233;dico, a invers&#227;o do tratamento para revasculariza&#231;&#227;o &#233; frequente. Holmes e cols.<sup>11</sup> recentemente propuseram v&#225;rias explica&#231;&#245;es para a falta de benef&#237;cios da ICP do estudo COURAGE e outros estudos na redu&#231;&#227;o da taxa de morte e IM: 1) as taxas de mortalidade card&#237;aca em pacientes com angina est&#225;vel s&#227;o baixas na atualidade; 2) &#233; poss&#237;vel que a terapia medicamentosa e preven&#231;&#227;o secund&#225;ria melhorem a fun&#231;&#227;o endotelial e a estabilidade a longo prazo; 3) os benef&#237;cios potenciais da ICP da les&#227;o em quest&#227;o s&#227;o dilu&#237;dos pelos efeitos da progress&#227;o da doen&#231;a em outros vasos ou o fracasso em prover revasculariza&#231;&#227;o completa inicialmente; 4) em pacientes com estenose grave tratados medicamente, a colateraliza&#231;&#227;o pode ter um papel no al&#237;vio dos sintomas embora colaterais sejam frequentemente uma indica&#231;&#227;o de isquemia grave; 5) s&#237;ndromes coronarianas agudas secund&#225;rias ao rompimento de placas ocorrem frequentemente em locais diferentes das &#225;reas de estenose grave, independente da ICP inicial. Essa observa&#231;&#227;o tamb&#233;m &#233; verdadeira para pacientes recebendo TMO isolado<sup>11</sup>.</p>
    <p>Sendo assim, as taxas apropriadas de uso de ICP s&#227;o uma grande preocupa&#231;&#227;o, com importantes implica&#231;&#245;es socioecon&#244;micas. &#201; necess&#225;rio estabelecer se seu uso &#233; apropriado e, se n&#227;o for, por que n&#227;o. &#201; responsabilidade da comunidade cardiovascular assegurar que a Medicina baseada em evid&#234;ncias domine a pr&#225;tica cl&#237;nica. </p>
    <p>Estudos cl&#237;nicos randomizados anteriores demonstraram que pacientes com DAC extensa preferencialmente se beneficiaram da revasculariza&#231;&#227;o, enquanto pacientes com grau menor da doen&#231;a n&#227;o se beneficiaram<sup>12-14</sup>. Em uma an&#225;lise retrospectiva de 10.627 pacientes sem infarto do mioc&#225;rdio ou ICP pr&#233;vios submetidos a teste de perfus&#227;o mioc&#225;rdica com adenosina, Hachamovitch e cols.<sup>15</sup> identificaram um limiar isqu&#234;mico de 12,5% acima do qual o benef&#237;cio da sobreviv&#234;ncia para revasculariza&#231;&#227;o sobre o tratamento m&#233;dico aumentava progressivamente como uma fun&#231;&#227;o dos n&#237;veis aumentados da isquemia induz&#237;vel<sup>15</sup>. Na situa&#231;&#227;o de isquemia induz&#237;vel leve ou na sua aus&#234;ncia (&lt; 12,5%), os pacientes submetidos ao tratamento m&#233;dico apresentavam maior sobrevida que aqueles submetidos &#224; ICP, enquanto que, acima desse limiar, o desfecho era melhor para os que foram submeti&#224; ICP. Devido ao progn&#243;stico de uma estenose no leito vascular coronariano depender mais de seu car&#225;ter funcional que da extens&#227;o do comprometimento anat&#244;mico, perguntamos se o tratamento m&#233;dico "otimizado" poderia permanecer n&#227;o-inferior &#224; ICP mesmo com n&#237;veis mais altos de carga isqu&#234;mica. Soares e cols.<sup>16</sup> na sub-an&#225;lise MASS II compararam os desfechos de 5 anos em pacientes com DAC multi-arterial randomizados para cirurgia, angioplastia, ou tratamento m&#233;dico e demonstraram que a abordagem terap&#234;utica inicial n&#227;o modificou a tend&#234;ncia de mortalidade durante 5 anos para indiv&#237;duos n&#227;o-diab&#233;ticos com DAC multi-arterial est&#225;vel. Adicionalmente, a modalidade de tratamento n&#227;o influenciou os desfechos durante o primeiro ano em indiv&#237;duos diab&#233;ticos. Entretanto, a partir do primeiro ano em diante, os indiv&#237;duos diab&#233;ticos submetidos a tratamento com estrat&#233;gias invasivas (angioplastia ou cirurgia) tinham melhorado significantemente as taxas de mortalidade em compara&#231;&#227;o com os pacientes randomizados para uma estrat&#233;gia m&#233;dica mais conservadora<sup>16</sup>. Os dados do estudo COURAGE continuam a acumular-se, o que traz mais esclarecimentos sobre o papel da ICP na DAC est&#225;vel. Um importante sub-estudo do COURAGE foi o estudo nuclear, o qual comparou a magnitude da mudan&#231;a na carga isqu&#234;mica ap&#243;s o tratamento com ICP+TMO <italic>versus</italic> TMO isolado<sup>17</sup>. Havia 159 pacientes no grupo combinado ICP+TMO e 155 no grupo TMO isolado (314 pacientes no total) que tinham tido isquemia documentada antes do tratamento e ent&#227;o foram submetidos ao estudo repetido de perfus&#227;o mioc&#225;rdica depois de 6-18 meses. O tempo de 6-18 meses foi escolhido para evitar a janela de re-estenose de stent como fator confundidor. Esses pacientes perfaziam apenas 14% do total da popula&#231;&#227;o do estudo COURAGE e as an&#225;lises progn&#243;sticas tinham baixo poder. Entretanto, n&#227;o houve diferen&#231;as estatisticamente significantes entre os dois grupos em termos de gravidade da angina (<italic>Cardiovascular Society</italic> Classe 1 ou 2, o que ocorreu em 73% e 74%), doen&#231;a em dois ou tr&#234;s vasos, e fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o de 57-58%. A porcentagem de mioc&#225;rdio isqu&#234;mico basal para esses pacientes era de aproximadamente 8,4%. Um ter&#231;o dos pacientes submetidos a teste ergom&#233;trico de perfus&#227;o mioc&#225;rdica tinha 10% ou mais do mioc&#225;rdio isqu&#234;mico a n&#237;vel basal. Como poderia ter sido previsto atrav&#233;s de estudos observacionais anteriores publicados na literatura, o maior benef&#237;cio terap&#234;utico foi visto nos pacientes com a isquemia basal mais grave (a porcentagem de pacientes com redu&#231;&#227;o de isquemia <underline>&gt;</underline> 5% do mioc&#225;rdio foi de 33% no grupo ICP <italic>versus</italic> 19,8% no grupo TMO, P = 0,0004). Nos pacientes com isquemia moderada a grave a n&#237;vel basal antes do tratamento, 78% apresentou redu&#231;&#227;o da isquemia no grupo ICP+TMO <italic>versus</italic> 52% no grupo TMO isolado (P = 0,007). A capacidade da ICP em reduzir a carga isqu&#234;mica tamb&#233;m foi testada em um estudo comparativo randomizado entre cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio (CRM) e ICP em situa&#231;&#245;es isqu&#234;micas equivalentes na cintigrafia, e o estudo demonstrou que as estrat&#233;gias n&#227;o diferiram significantemente na redu&#231;&#227;o da carga isqu&#234;mica mioc&#225;rdica 6 meses ap&#243;s o procedimento<sup>18</sup>. </p>
    <p>A mais importante considera&#231;&#227;o do seguimento &#233; o efeito cl&#237;nico da redu&#231;&#227;o na isquemia, j&#225; que pacientes com redu&#231;&#227;o da isquemia apresentam menor risco de morte ou IM. Para todos os pacientes combinados no sub-estudo nuclear do estudo COURAGE, a taxa de morte ou IM foi de 13,4% em pacientes que tiveram uma redu&#231;&#227;o da isquemia de 5% ou mais, <italic>versus</italic> 24,7% em pacientes sem redu&#231;&#227;o na isquemia induz&#237;vel no per&#237;odo de seguimento. As taxas de morte ou IM variaram de 0% para pacientes sem isquemia residual a 39% em pacientes com 10% de isquemia residual no seguimento. Esses resultados apontam para a mesma dire&#231;&#227;o que o estudo "Angioplasty Comparedwith Medicine Study", um estudo antigo que relatou que a normaliza&#231;&#227;o da isquemia estava associada com melhora na sobreviv&#234;ncia livre de eventos no seguimento de longo prazo<sup>19</sup>. Isto ap&#243;ia a import&#226;ncia do reconhecimento e tratamento da carga isqu&#234;mica ao inv&#233;s da anatomia somente, como objetivo de tratamentos intervencionistas. No momento, pode ser prudente considerar a ICP+TMO no in&#237;cio do tratamento de pacientes com uma carga isqu&#234;mica de 10% ou mais, por que essa combina&#231;&#227;o foi mais efetiva na redu&#231;&#227;o da isquemia (e melhorou a angina) do que o TMO isolado. Pacientes est&#225;veis com isquemia induz&#237;vel leve ou m&#237;nima no teste de esfor&#231;o podem ser tratados com seguran&#231;a com o TMO e seriam submetidos &#224; convers&#227;o de tratamento com ICP se houvesse indica&#231;&#245;es cl&#237;nicas. </p>
    <p>Um sub-estudo angiogr&#225;fico do estudo COURAGE tamb&#233;m revelou conclus&#245;es similares<sup>20</sup>. Os autores propuseram uma hip&#243;tese de que a DAC mais grave angiograficamente e a redu&#231;&#227;o da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o (FE) identificariam pacientes de mais alto risco com melhor desfecho do grupo ICP+TMO quando comparados com pacientes do grupo TMO isolado. Foi demonstrado que o aumento do n&#250;mero dos vasos esten&#243;ticos (RR: 1,44, IC95%, 1,27-1,64, <italic>P&lt;</italic> 0,001), e redu&#231;&#227;o da FE (RR: 1,49, IC95%, 1,18-1,90, <italic>P </italic>= 0,001) identificaram pacientes com maior risco de morte e IM. </p>
    <p>Al&#233;m disso, outro sub-estudo do estudo COURAGE relatou piores desfechos cl&#237;nicos em pacientes do estudo COURAGE inicialmente tratados com TMO que foram subsequentemente submetidos &#224; revasculariza&#231;&#227;o coron&#225;ria, comparados &#224;queles tratados somente com TMO<sup>21</sup>. Hipercolesterolemia, doen&#231;a tri-arterial e uma maior carga isqu&#234;mica foram associados &#224; necessidade de invers&#227;o de tratamento nos pacientes do estudo COURAGE tratados com TMO. Modelos estat&#237;sticos que ajustam o risco de desfechos para a presen&#231;a de outros fatores sugerem que n&#227;o h&#225; diferen&#231;a na mortalidade, mas indicam taxas mais altas de IM n&#227;o-fatal (RR: 6.7; IC95%, 4,4-10,3) e piora ap&#243;s 1 ano nos escores SAQ de angina (81,3 <italic>vs</italic> 85,2), limita&#231;&#227;o f&#237;sica (71,3 <italic>vs</italic> 73,8) e qualidade de vida (71,7 <italic>vs</italic> 73,8) (p&lt;0,0001 para todos) em pacientes submetidos a invers&#227;o de tratamento <italic>vs</italic> aqueles tratados com TMO isolado. De acordo com os autores, a identifica&#231;&#227;o de pacientes com maior chance de necessitar de revasculariza&#231;&#227;o precoce pode reduzir o per&#237;odo durante o qual tais pacientes permanacem em piores condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas. </p>
    <p>Combinados, os dados dos tr&#234;s sub-estudos <italic>post-hoc</italic> do estudo COURAGE sugerem que os pacientes com angina cr&#244;nica est&#225;vel de mais alto riscose beneficiam da ICP e, como resultado, podem apresentar uma subsequente redu&#231;&#227;o dos desfechos duros, como morte ou infarto do mioc&#225;rdio. Entretanto, esses achados precisam ser confirmados por avalia&#231;&#227;o prospectiva antes de sua mais ampla aceita&#231;&#227;o pela comunidade intervencionista. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="not1" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Goran Stankovic </p>
        <p> Koste Todorovica 8, 11000 Belgrade, Serbia </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="gorastan@sbb.rs">gorastan@sbb.rs</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 29/09/08; revisado recebido em 03/10/08; aceito em 07/10/08.</p>
  </body>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Comparative study between the therapeutic effects of surgical myocardial revascularization and coronary angioplasty in equivalent ischemic situations: analysis through myocardial scintigraphy with 99mTc-Sestamibi</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>92</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>85</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Evaluation of exercise thallium scintigraphy versus exercise electrocardiography in predicting survival outcomes and morbid cardiac events in patients with single- and double-vessel disease. Findings from the Angioplasty Compared to Medicine (ACME) Study</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
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            <year>1997</year>
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          <fpage>1256</fpage>
          <lpage>63</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>30</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Relation Of Angiographic Patterns And Ejection Fraction To Clinical Outcomes In The COURAGE Trial (abstract)</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
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            <year>2008</year>
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          <fpage>A244</fpage>
          <volume>51</volume>
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          <article-title>Predictors and Outcomes of Optimal Medically-Treated COURAGE Patients Who Crossed Over to Coronary Revascularization (abstract)</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
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            <year>2008</year>
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          <fpage>A264</fpage>
          <volume>51</volume>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Percutaneous coronary intervention for stable patients: is there any benefit beyond symptom relief?</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>The indications for percutaneous coronary intervention (PCI) continue to evolve because of the steady improvement in technology, broadened patient and lesion selection criteria, and new evidence from clinical trials. Considerable controversy was generated by the main results from the Clinical Outcomes Utilizing Revascularization and Aggressive Drug Evaluation (COURAGE) trial, in which no difference in long-term outcome was reported for stable patients with coronary disease randomized to an initial strategy of PCI plus optimal medical therapy versus optimal medical therapy alone. In patients with chronic stable angina, medical therapy remains the cornerstone and should be optimized for all patients, while the major achievable goals of PCI are to affect symptoms, either by decreasing or preventing them, reducing the need for subsequent procedures and relieving ischemia. In patients with stable coronary artery disease, however, no reduction in death or myocardial infarction has been observed, and these limitations of PCI in this clinical setting need to be emphasized. The message from the COURAGE trial may be refined based on recently presented nuclear and angiographic sub-studies, such that patients with substantial residual ischemia on optimal medical therapy should be considered for crossover PCI, as it is associated with greater likelihood of death and myocardial infarction. However, those findings need to be confirmed by prospective evaluation before being widely accepted by the interventional community.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Angioplasty, transluminal, percutaneous coronary</kwd>
        <kwd>myocardial revascularization</kwd>
        <kwd>drug therapy</kwd>
        <kwd>survival</kwd>
        <kwd>prospective studies</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="cima-body2"/>Percutaneous coronary intervention for stable patients: is there any benefit beyond symptom relief?</p>
      <p>
        <bold>Goran Stankovic, MD, PhD</bold>
      </p>
      <p>Institute for Cardiovascular Diseases, Clinical Center of Serbia, Belgrade - Serbia</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>The indications for percutaneous coronary intervention (PCI) continue to evolve because of the steady improvement in technology, broadened patient and lesion selection criteria, and new evidence from clinical trials. Considerable controversy was generated by the main results from the Clinical Outcomes Utilizing Revascularization and Aggressive Drug Evaluation (COURAGE) trial, in which no difference in long-term outcome was reported for stable patients with coronary disease randomized to an initial strategy of PCI plus optimal medical therapy <italic>versus</italic> optimal medical therapy alone. In patients with chronic stable angina, medical therapy remains the cornerstone and should be optimized for all patients, while the major achievable goals of PCI are to affect symptoms, either by decreasing or preventing them, reducing the need for subsequent procedures and relieving ischemia. In patients with stable coronary artery disease, however, no reduction in death or myocardial infarction has been observed, and these limitations of PCI in this clinical setting need to be emphasized. The message from the COURAGE trial may be refined based on recently presented nuclear and angiographic sub-studies, such that patients with substantial residual ischemia on optimal medical therapy should be considered for crossover PCI, as it is associated with greater likelihood of death and myocardial infarction. However, those findings need to be confirmed by prospective evaluation before being widely accepted by the interventional community.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Angioplasty, transluminal, percutaneous coronary; myocardial revascularization; drug therapy; survival; prospective studies.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>A large body of evidence, based on multiple prospective randomized clinical trials (RCTs), supports the survival benefit of revascularization over medical therapy in several patient subsets. In high risk patients, such as those with ST-elevation myocardial infarction (STEMI), as well as in non-STEMI patients and those with unstable angina, accumulated clinical evidence provides strong support that PCI is the preferred strategy for improving patient outcome, both in terms of morbidity as well as mortality. In patients with stable coronary artery disease (CAD), revascularization was believed to be superior based on the assumption that high-risk coronary anatomy or myocardial ischemia increases the risk of future death and myocardial infarction ("conventional wisdom" that the triad of angina, objective evidence of myocardial ischemia, and the presence of <underline>&gt;</underline>1 flow-limiting coronary stenoses necessitated revascularization). Major advances in our understanding of the pathophysiology of acute coronary syndrome (ACS) and the recognition of the significance of predisposing non-flow-limiting coronary stenoses prone to rupture, has led to the more aggressive use of appropriately targeted pharmacologic agents and the evolution of what constitutes optimal medical therapy (OMT). Until recently no "strategy trial" had been conducted to support the concept that in patients with stable CAD, a therapeutic strategy combining OMT with mechanical intervention compares favorably with OMT alone. Few recent clinical trials have generated as much intense interest (and controversy) as the COURAGE (Clinical Outcomes Utilizing Revascularization and Aggressive Drug Evaluation) Trial published in the spring of 2007 in the <italic>New England Journal of Medicine</italic><sup>1</sup>. As it is well known, the COURAGE trial set out to evaluate the relative merits of optimal medical therapy (OMT) <italic>versus</italic> the combination of OMT plus PCI in patients with stable coronary artery disease. It was a multicenter randomized clinical trial, which screened 35,539 patients, but randomized only 2,287 patients who fulfilled entry criteria that included objective evidence of myocardial ischemia and stable symptoms. An important point is that all patients enrolled in the trial underwent screening angiography. All patients had chronic stable angina class I-III (Canadian Cardiovascular Society Class 0/1 angina was present in 42-43% of all patients), with AHA/ACC class I or II indication for PCI with at least 1 proximal vessel involved and objective evidence of ischemia by ECG, perfusion scintigraphy, or echo stress testing. The lesions were graded as &gt; 70% luminal diameter stenosis by operator's visual estimation. Each group had &gt; 30% incidence of proximal LAD stenosis. Excluded were patients with persistent class IV angina, a markedly positive stress test, resting ST-T wave abnormalities, refractory heart failure, shock or left ventricular ejection fraction &lt; 30%, revascularization within the previous 6 months, and coronary anatomy not suitable for PCI. At baseline, many patients were already at the target levels for lipids, blood pressure and diabetic control that were recommended by current guidelines<sup>2</sup>. </p>
      <p>The COURAGE trial is an example of clinical trial often missing in the current clinical scenario - the comparative effectiveness studies - and the results were stunning. The primary endpoint was all-cause mortality and nonfatal myocardial infarction (MI) during a follow-up period of at least 2.5 years. After a mean of 4.6 years, the cumulative primary event rates were 19.0% for the PCI plus OMT group and 18.5% for the OMT alone group (hazard ratio [HR] 1.05, 95% CI, 0.87-1.27, <italic>P </italic>= 0.62) (the PCI + OMT group had 211 events and the OMT group had 202 events). The mortality rate for PCI+OMT was 5.9% and for OMT alone, 6.5%. The rates of MI were 9.4% for PCI+OMT and 10.4% for OMT. The cumulative endpoints (including CVA) were 20% for PCI+OMT and 19.5% for OMT. Freedom from angina was initially higher in the PCI+OMT group, but at the end of 4.6 years the OMT group was as equally free of angina. It is unclear whether this improvement in the OMT patients was a result of cross over to PCI or development of collateral vessels. However, it needs to be reiterated that 6% of PCI+OMT patients never underwent PCI, 14.5% of lesions were treated with balloon only and 31.1% of the OMT patients crossed over to PCI. Furthermore, only a small number of patients in the PCI+OMT group (2.7%) were treated with now standard interventional therapy, drug-eluting stents and 12 months of dual antiplatelet therapy. Perhaps, the least controversial singular achievement in the COURAGE trial is the profound impact that intensive OMT and lifestyle intervention had on mitigating clinical events in both randomized arms of the trial during long-term follow-up. Although no study is perfect, the COURAGE trial was professionally carried out by the investigators and study findings have been extensively circulated and quoted and formed the basis for the study conclusions that, as the initial management strategy in patients with stable coronary artery disease, PCI did not reduce the risk of death, MI, or other major cardiovascular events when added to optimal medical therapy<sup>3-7</sup>. Consequently, the data have been used by some authors to suggest that there is an inherent limitation in the efficacy of percutaneous coronary revascularization. Other clinicians have used the results to support their conclusions that revascularization is over utilized. According to industry and media sources, after COURAGE publication, the number of PCI procedures performed in the United States decreased by about 10% to 15%, as many physicians integrated these findings to their clinical practices<sup>8</sup>. Although there has been much criticism of COURAGE, including the randomization after the angiography selecting a low risk subset, there are several issues that need to be reiterated, particularly regarding the study design and the selection of endpoints. A group of very prominent interventional cardiologists wrote a viewpoint editorial in the <italic>Journal of the American College of Cardiology,</italic> highlighting the weaknesses and limitations of the COURAGE trial<sup>9</sup>. They stated that the COURAGE investigators set an unrealistic goal: to demonstrate a 22% reduction in the already-low annual rates of death and MI observed in patients treated with aggressive medical therapy. They mentioned that, together with the low prevalence of the use of drug-eluting stents, incomplete revascularization may have contributed to the 21% rate of additional revascularization in this group at a mean of 10 months of follow-up. Furthermore, these authors stated that the information from the COURAGE trial is not new or surprising. Table 1 in their Editorial cites 7 prior published trials, showing no difference in mortality and MI rates in patients randomized to PCI <italic>versus</italic> medical therapy for stable CAD. A recent meta-analysis of 17 randomized trials on the value of a PCI-based treatment strategy in 7513 patients with stable coronary artery disease even goes a step further, by demonstrating that a PCI-based treatment strategy is associated with a 20% reduction in the OR of death when compared with a medical treatment-only strategy<sup>10</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Is there any benefit of PCI in patients with stable angina beyond symptom relief?</bold>
      </p>
      <p>The evidence-based message concerning patients with chronic stable angina is clear and consistent: 1) revascularization is associated with greater symptomatic relief, but there are no differences regarding the "hard" endpoints of death and MI; and 2) in patients on medical therapy, crossover to revascularization is frequent. Holmes et al<sup>11</sup> recently proposed several explanations for the lack of benefits of PCI in the COURAGE trial and other trials in reducing death or MI: 1) Cardiac mortality rates in patients with stable angina in the current era are low; 2) It is possible that drug therapy and secondary prevention improve endothelial function and stability over the long term; 3) The potential benefits of PCI in the culprit lesion or lesions are diluted by the effects of disease progression in other vessels or the failure to provide complete revascularization initially; 4) In patients with severe stenoses that are treated medically, collateralization may play a role in alleviating symptoms, although collaterals are generally an indication of severe ischemia; 5) Acute coronary syndrome, secondary to ruptured plaques, frequently occurs at sites apart from areas of severe stenosis, regardless of initial PCI. This observation is also true for patients receiving optimal medical therapy alone<sup>11</sup>.</p>
      <p>Therefore, the appropriate rates of PCI use are a major concern, with important socioeconomic implications. It is necessary to establish whether its use is appropriate, and, if not, why this is so. It is up to the cardiovascular community to ensure that evidence-based medicine dominates clinical practice. </p>
      <p>Previous RCTs have demonstrated that patients with extensive CAD preferentially benefited from revascularization, whereas patients with smaller amounts of the disease did not<sup>12-14</sup>. </p>
      <p>In a retrospective analysis of 10,627 patients who underwent adenosine myocardial perfusion stress imaging and had no previous myocardial infarction or PCI, Hachamovitch et al<sup>15</sup> identified an ischemic threshold of 12.5%, above which the survival benefit for revascularization over medical therapy increased progressively as a function of increased levels of inducible ischemia<sup>15</sup>. In the setting of no or mild amounts of inducible ischemia (&lt;12.5%), patients who underwent medical therapy had a survival advantage over those who underwent PCI, whereas above that threshold, outcome was better for PCI. Because the prognosis of a stenosis in the coronary vascular bed depends more on function than on anatomic extent, we wonder whether "optimal" medical therapy could remain non-inferior to PCI, even at higher levels of ischemic burden. Soares et al<sup>16</sup>, in the MASS II sub-analysis, compared 5-year outcomes of patients with stable multivessel coronary disease randomized to surgery, angioplasty, or medical treatment and demonstrated that the initial therapeutic approach did not modify the mortality trend during 5 years for nondiabetic subjects with stable multivessel coronary disease. Moreover, the treatment modality did not influence the outcomes during the first year in diabetic subjects. However, from the first year and afterward, diabetic subjects undergoing treatment with invasive strategies (angioplasty or surgery) had significantly improved mortality rates in comparison with patients randomized to a more conservative medical strategy<sup>16</sup>. </p>
      <p>Data continues to accrue from the COURAGE trial, which sheds more light on the role of PCI in stable coronary artery disease. An important substudy of the COURAGE trial was the nuclear study, which compared the magnitude of change in ischemic burden following treatment with PCI plus OMT <italic>versus</italic> OMT alone<sup>17</sup>. There were 159 patients in the combined PCI/OMT group and 155 in the OMT only group (314 patients in total) who had documented ischemia before treatment and then underwent a repeat myocardial perfusion study at 6-18 months. The timing of 6-18 months was chosen to avoid the window of in-stent restenosis as a confounding factor. These patients only comprised 14% of the total COURAGE population, and the prognostic analyses were underpowered. However, there were no statistically significant differences between the two groups in terms of angina severity (cardiovascular society Class 1 or 2, which occurred in 73% and 74%), two or three-vessel disease, with ejection fraction of 57-58%. The percentage of ischemic myocardium at baseline for these patients was approximately 8.4%. One third of the patients who underwent stress perfusion imaging had 10% or more of the myocardium rendered ischemic at baseline. As it might have been predicted by prior observational studies published in the literature, the greatest therapeutic benefit was seen in those patients with the most severe baseline ischemia (the percentage of patients with ischemia reduction <underline>&gt;</underline> 5% of the myocardium was in 33% of the PCI group <italic>versus</italic> 19.8% in the optimal medical therapy group, P = 0.0004). In those patients with moderate to severe ischemia at baseline prior to treatment, 78% had a reduction in ischemia with PCI+OMT <italic>versus</italic> 52% in the optimal medical therapy group (P = 0.007). The ability of PCI to reduce the ischemic burden was also tested in a randomized comparative study between CABG and PCI in equivalent ischemic situations at scintigraphy and the study demonstrated that the strategies did not differ significantly in reducing the myocardial ischemic load 6 months after the procedure<sup>18</sup>.</p>
      <p>The most important follow-up consideration is the clinical effect of ischemia reduction, as patients with ischemia reduction had a lower death or myocardial infarction risk. For all the patients combined in the nuclear COURAGE sub-study, the death or MI rate was 13.4% in patients who had a 5% ischemia reduction or greater <italic>versus</italic> 24.7% in patients with no reduction in inducible ischemia at the follow-up study. Death or myocardial infarction rates ranged from 0% for patients with no residual ischemia to 39% in patients with 10% residual ischemia on the follow-up stress test. These results show a trend in the same direction as the Angioplasty Compared with Medicine Study, an older study reporting that ischemia normalization was associated with improved event-free survival in long-term follow-up<sup>19</sup>. This supports the importance of the recognition and treatment of ischemic burden rather than just anatomy as the goal of interventional therapies. At present, it may be prudent to consider PCI + OMT at the outset for patients with a 10% ischemic burden or greater, because this combination was more effective in reducing ischemia (and improving angina) than OMT alone. Stable patients with mild, minimal, or no inducible ischemia on stress imaging can safely be treated with OMT and would cross over to PCI after clinical indications.</p>
      <p>An angiographic substudy from the COURAGE trial also revealed similar conclusions<sup>20</sup>. Authors hypothesized that more severe angiographic coronary artery disease, and depressed ejection fraction would identify higher risk patients with improved outcome from the PCI + OMT group, when compared with the OMT alone. It was demonstrated that the increased number of stenotic vessels (hazard ratio [HR] 1.44, 95% CI, 1.27-1.64, <italic>P&lt;</italic> 0.001), and reduction in ejection fraction (hazard ratio [HR] 1.49, 95% CI, 1.18-1.90, <italic>P </italic>= 0.001) identified patients at greater risk of death and MI. </p>
      <p>In addition, another COURAGE substudy reported worse clinical outcomes of initially optimal medically-treated COURAGE patients who crossed over to coronary revascularization compared to those managed with OMT alone<sup>21</sup>. Hypercholesterolemia, 3-vessel disease and a greater burden of angina were all associated with a need for cross over in the COURAGE OMT patients. Fully adjusted outcome models suggested no difference in mortality, but higher rates of nonfatal MI (hazard ratio [HR] 6.7; 95% CI, 4.4-10.3) and worse 1-year SAQ Angina (81.3 <italic>vs</italic> 85.2), physical limitation (71.3 <italic>vs</italic> 73.8) and Quality of Life (71.7 <italic>vs</italic> 73.8) scores (p&lt;0.0001 for all) in crossed over patients vs. those treated with OMT alone. According to the authors, identifying patients that are likely to need upfront revascularization may minimize the period during which such patients present worse health status.</p>
      <p>Taken together, data from three post-hoc COURAGE substudies suggest that higher risk patients with chronic stable angina benefit from PCI and as a result, may have subsequent reduction in hard clinical events, death or myocardial infarction. However, these findings need to be confirmed by prospective evaluation before their wider acceptance by the interventional community. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea (icp) para pacientes estables: &#191;hay alg&#250;n beneficio adem&#225;s de los s&#237;ntomas?</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Las indicaciones para intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea (ICP) siguen evolucionando debido al desarrollo continuo de la tecnolog&#237;a, a criterios de selecci&#243;n m&#225;s amplios para pacientes y lesiones y a nuevas evidencias advenidas de ensayos cl&#237;nicos. Los resultados principales del estudio COURAGE (Clinical Outcomes Utilizing Revascularization and Aggressive Drug Evaluation) generaron una controversia considerable, la que no revel&#243; diferencias en el resultado a largo plazo para pacientes estables con enfermedad coronaria, randomizados para una estrategia inicial de ICP m&#225;s tratamiento m&#233;dico optimizado versus tratamiento m&#233;dico optimizado aislado. En pacientes con angina estable cr&#243;nica, el tratamiento m&#233;dico sigue siendo la piedra fundamental y se deber&#237;a optimizarlo en todos los pacientes; mientras que los mayores objetivos alcanzables de la ICP son producir efecto sobre los s&#237;ntomas, a trav&#233;s de su disminuci&#243;n o prevenci&#243;n, reducir la necesidad de procedimientos subsecuentes y aliviar la isquemia. En pacientes con enfermedad arterial coronaria (EAC) estable, sin embargo, ninguna reducci&#243;n en la incidencia de muerte o infarto de miocardio se observ&#243;, y han de enfatizarse esas limitaciones de la ICP en ese escenario cl&#237;nico. El mensaje del estudio COURAGE se puede refinar con base en los recientes subestudios nuclear y angiogr&#225;fico, de forma que los pacientes con isquemia residual significante, sometidos a tratamiento m&#233;dico optimizado, se deber&#237;an tener en cuenta para tratamiento con ICP, ya que est&#225;n asociados a una mayor probabilidad de muerte e infarto de miocardio. Sin embargo, esos hallazgos necesitan ser confirmados por evaluaci&#243;n prospectiva antes de su m&#225;s amplia aceptaci&#243;n por la comunidad intervencionista.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Angioplastia transluminal percut&#225;nea coronaria</kwd>
        <kwd>revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>terapia con f&#225;rmacos</kwd>
        <kwd>supervivencia</kwd>
        <kwd>estudios prospectivos</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p><undefined id="cima-body3"/>Intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea (ICP) para pacientes estables: &#191;Hay alg&#250;n beneficio adem&#225;s de los s&#237;ntomas?</p>
      <p>
        <bold>Goran Stankovic, MD, PhD</bold>
      </p>
      <p>Institute for Cardiovascular Diseases, Clinical Center of Serbia, Belgrado - S&#233;rvia</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Las indicaciones para intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea (ICP) siguen evolucionando debido al desarrollo continuo de la tecnolog&#237;a, a criterios de selecci&#243;n m&#225;s amplios para pacientes y lesiones y a nuevas evidencias advenidas de ensayos cl&#237;nicos. Los resultados principales del estudio COURAGE (Clinical Outcomes Utilizing Revascularization and Aggressive Drug Evaluation) generaron una controversia considerable, la que no revel&#243; diferencias en el resultado a largo plazo para pacientes estables con enfermedad coronaria, randomizados para una estrategia inicial de ICP m&#225;s tratamiento m&#233;dico optimizado <italic>versus</italic> tratamiento m&#233;dico optimizado aislado. En pacientes con angina estable cr&#243;nica, el tratamiento m&#233;dico sigue siendo la piedra fundamental y se deber&#237;a optimizarlo en todos los pacientes; mientras que los mayores objetivos alcanzables de la ICP son producir efecto sobre los s&#237;ntomas, a trav&#233;s de su disminuci&#243;n o prevenci&#243;n, reducir la necesidad de procedimientos subsecuentes y aliviar la isquemia. En pacientes con enfermedad arterial coronaria (EAC) estable, sin embargo, ninguna reducci&#243;n en la incidencia de muerte o infarto de miocardio se observ&#243;, y han de enfatizarse esas limitaciones de la ICP en ese escenario cl&#237;nico. El mensaje del estudio COURAGE se puede refinar con base en los recientes subestudios nuclear y angiogr&#225;fico, de forma que los pacientes con isquemia residual significante, sometidos a tratamiento m&#233;dico optimizado, se deber&#237;an tener en cuenta para tratamiento con ICP, ya que est&#225;n asociados a una mayor probabilidad de muerte e infarto de miocardio.</p>
      <p> Sin embargo, esos hallazgos necesitan ser confirmados por evaluaci&#243;n prospectiva antes de su m&#225;s amplia aceptaci&#243;n por la comunidad intervencionista. </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Angioplastia transluminal percut&#225;nea coronaria, revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, terapia con f&#225;rmacos, supervivencia, estudios prospectivos.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Un gran conjunto de evidencias, basadas en m&#250;ltiples estudios cl&#237;nicos randomizados prospectivos (RCTs), apoyan el beneficio de la revascularizaci&#243;n sobre la terapia m&#233;dica en la supervivencia de varios subgrupos de pacientes. Entre pacientes de alto riesgo, tales como los que presentan infarto de miocardio con elevaci&#243;n del segmento ST, as&#237; como en aquellos sin elevaci&#243;n del segmento ST, las evidencias cl&#237;nicas acumuladas fuertemente apoyan el hecho de que la ICP es la estrategia preferida para mejora de los desenlaces de los pacientes, con relaci&#243;n a la morbilidad as&#237; como la mortalidad. En pacientes con DAC estable, se cre&#237;a que la revascularizaci&#243;n era superior, con base en la premisa de que la anatom&#237;a coronaria de alto riesgo o la isquemia mioc&#225;rdica aumentar&#237;a el riesgo de muerte e infarto de miocardio futuros ("el conocimiento convencional", de que la triade angina, evidencia objetiva de isquemia mioc&#225;rdica y la presencia de un n&#250;mero de estenosis coronarias limitantes del flujo <underline>&gt;</underline> 1 necesitar&#237;an de revascularizaci&#243;n). Grandes avances en el conocimiento de la patofisiolog&#237;a del s&#237;ndrome coronario agudo (SCA) y el reconocimiento de la importancia de estenosis coronarias no-limitantes de flujo con tendencia a la ruptura han conllevado el uso m&#225;s agresivo de agentes farmacol&#243;gicos con metas apropiadas y una evoluci&#243;n que constituye el tratamiento m&#233;dico optimizado (TMO). Hasta recientemente, ninguno "estudio de estrategia" se condujo con la intenci&#243;n de apoyar el concepto de que en pacientes con EAC estable, una estrategia terap&#233;utica combinando TMO e intervenci&#243;n mec&#225;nica presenta mejor desempe&#241;o que el TMO aislado. Pocos estudios cl&#237;nicos generaron tanto inter&#233;s (y controversias) como el estudio COURAGE (Clinical Outcomes Utilizing Revascularization and Aggressive Drug Evaluation), publicado en la primavera de 2007, en el <italic>New England Journal of Medicine<sup>1</sup></italic>. Se sabe que el estudio COURAGE tuvo por objeto evaluar los m&#233;ritos relativos del tratamiento m&#233;dico optimizado (TMO) <italic>versus</italic> la combinaci&#243;n de TMO m&#225;s ICP en pacientes con EAC estable. El estudio COURAGE fue un estudio cl&#237;nico randomizado multic&#233;ntrico que evalu&#243; a 35.539 pacientes, pero randomiz&#243; a solamente 2.287 pacientes que atendieron a los criterios de inclusi&#243;n, los que incluyeron evidencia de isquemia mioc&#225;rdica y s&#237;ntomas estables. Un punto importante es que todos los pacientes del estudio se sometieron a rastreo mediante angiograf&#237;a. Todos los pacientes presentaban angina cr&#243;nica estable clase I-III (Clase 0/1 angina de la Canadian Cardiovascular Society estaba presente entre un 42% y un 43% de todos los pacientes), con indicaci&#243;n de la AHA/ACC clase I o II para PCI cm, como m&#237;nimo 1 vaso proximal afectado y evidencia objetiva de isquemia en el ECG, cintigraf&#237;a de perfusi&#243;n o ecocardiograf&#237;a de esfuerzo. Las lesiones fueron categorizadas como &gt; 70% del di&#225;metro del lumen por la estimaci&#243;n visual del operador. Cada grupo tenia &gt; 30% de incidencia de estenosis en la arteria descendente anterior (ADA) izquierda. Se excluyeron a los pacientes con angina persistente clase IV, prueba de esfuerzo acentuadamente positiva, alteraciones de onda T-segmento ST en reposo, insuficiencia cardiaca refractaria, shock o fracci&#243;n de eyecci&#243;n ventricular &lt; 30%, revascularizaci&#243;n en los &#250;ltimos 6 meses, y anatom&#237;a coronaria no adecuada para ICP. El nivel basal, muchos pacientes ya presentaban los niveles blanco de l&#237;pidos, PA y control diab&#233;tico recomendados por las directrices actuales<sup>2</sup>.</p>
      <p>El estudio COURAGE es un ejemplo raro de ensayo cl&#237;nico en el escenario actual - estudios de comparaci&#243;n de efectividad - y sus resultados fueron sorprendentes. El <italic>endpoint</italic> primario fue la mortalidad, debida a todas sus causas, e infarto de miocardio (IM) no-fatal durante el per&#237;odo de seguimiento de al menos 2,5 a&#241;os. Tras un promedio de 4,6 a&#241;os, las tasas cumulativas de eventos primarios fueron del 19% para el grupo ICP m&#225;s TMO y del 18,5% para el grupo TMO aislado (riesgo relativo - RR [hazard ratio - HR] 1,05, IC95%, 0,87-1,27, <italic>P </italic>= 0,62) (el grupo ICP + TMO tuvo 211 eventos y el grupo TMO tuvo 202 eventos). La tasa de mortalidad para el grupo ICP+TMO fue del 5,9% y del 6,5% para el grupo TMO aislado. Las tasas de IM fueron del 9,4% y del 10,4% para los grupos ICP+TMO y TMO aislado, respectivamente. Los <italic>endpoints</italic> acumulativos (incluido ACV) fueron del 20% para el grupo ICP+TMO y del 19,5% para el grupo TMO aislado. La tasa de pacientes libres de angina fue inicialmente mejor en el grupo ICP+TMO. Sin embargo, al final de 4,6 a&#241;os, el grupo TMO aislado se aproxim&#243; del otro grupo y estaba igualmente libre de angina. No qued&#243; claro si esa mejora en los pacientes del grupo TMO aislado fue un resultado de la conversi&#243;n del tratamiento para ICP o el desarrollo de vasos colaterales. Sin embargo, es necesario resaltar que el 6% de los pacientes del grupo ICP+TMO nunca se someti&#243; a la ICP, el 14,5% de las lesiones se trataron solamente con balones, y el 31,1% de los pacientes del grupo TMO aislado recibieron tratamiento con ICP en alg&#250;n momento durante el estudio. Adem&#225;s de eso, solamente una peque&#241;a parte de los pacientes del grupo ICP+TMO (2,7%) se trat&#243; con la actual terapia intervencionista est&#225;ndar, stents con eluci&#243;n de medicamentos y 12 meses de terapia antiplaquetaria doble. Quiz&#225; el hallazgo singular menos controvertido del estudio COURAGE haya sido el profundo impacto que el TMO intensivo y la intervenci&#243;n en el estilo de vida ocasionaron en la disminuci&#243;n de los eventos cl&#237;nicos en ambos los brazos randomizados del estudio durante el per&#237;odo de seguimiento a largo plazo. Aunque ning&#250;n estudio es perfecto, los investigadores condujeron el estudio COURAGE de modo profesional y los hallazgos han sido ampliamente divulgados y citados. Adem&#225;s de ello, dichos hallazgos conformaron la base para las conclusiones del estudio de que, como estrategia de manejo inicial en pacientes con EAC estable, la ICP no reduzco el riesgo de muerte, IM u otro gran evento cardiovascular cuando adicionado al tratamiento m&#233;dico optimizado<sup>3-7</sup>. </p>
      <p>Consecuentemente, algunos autores han utilizado los datos para sugerir que hay una limitaci&#243;n inherente en la eficacia de la revascularizaci&#243;n coronaria percut&#225;nea. Otros m&#233;dicos utilizaron los resultados para apoyar su conclusi&#243;n de que la revascularizaci&#243;n est&#225; sobreutilizada. Seg&#250;n fuentes de la industria y de los medios de comunicaci&#243;n, tras la publicaci&#243;n del estudio COURAGE, el n&#250;mero de ICPs en los Estados Unidos disminuy&#243; aproximadamente de un 10% a un 15%, ya que muchos m&#233;dicos incluyeron esos hallazgos a su pr&#225;ctica cl&#237;nica<sup>8</sup>. Aunque el estudio COURAGE recibi&#243; diversas cr&#237;ticas, incluida la randomizaci&#243;n tras la angiograf&#237;a, que seleccion&#243; un subgrupo de menor riesgo, hay varios puntos que necesitan reiterarse, particularmente con relaci&#243;n al proyecto del estudio y la selecci&#243;n de los <italic>endpoints</italic>. Un grupo de cardi&#243;logos intervencionistas de renombre escribi&#243; un punto de vista editorial en el <italic>Journal of the American College of Cardiology</italic>, que enfatizaba las debilidades y las limitaciones del estudio COURAGE<sup>9</sup>. Ellos relataron que los investigadores del estudio COURAGE establecieron un objetivo no-realista: demostrar una reducci&#243;n del 22% en las tasas anuales ya bajas de muerte e IM observadas en pacientes tratados con terapia m&#233;dica agresiva. Ellos cuentan que, junto a la baja prevalencia del uso de stents con eluci&#243;n de medicamentos, revascularizaciones incompletas pueden haber contribuido a la tasa del 21% de revascularizaci&#243;n adicional en este grupo, con un promedio de 10 meses de seguimiento. Adem&#225;s de eso, los autores relataron todav&#237;a que la informaci&#243;n del estudio COURAGE no es nueva o sorprendente. La Tabla 1 de su editorial citaba 7 estudios publicados anteriormente que no evidenciaban diferencias en las tasas de mortalidad e IM en pacientes randomizados para ICP <italic>versus</italic> tratamiento m&#233;dico en la EAC estable. Un metaan&#225;lisis reciente de 17 estudios randomizados sobre el valor de la estrategia de tratamiento basado en la ICP en 7.513 pacientes con DAC estable sigue m&#225;s all&#225;, y revela que la estrategia de tratamiento basado en la ICP est&#225; asociada a una reducci&#243;n del 20% en el RR de muerte cuando comparado a una estrategia basada en tratamiento m&#233;dico aislado<sup>10</sup>. </p>
      <p>
        <bold>&#191;Hay alg&#250;n beneficio de la ICP en pacientes con angina estable adem&#225;s del alivio de los s&#237;ntomas? </bold>
      </p>
      <p>El mensaje con base en evidencias con respecto a pacientes con angina cr&#243;nica estable es claro y consistente:</p>
      <p>1) La revascularizaci&#243;n est&#225; asociada al mayor alivio de s&#237;ntomas, sin embargo no hay diferencias con relaci&#243;n a los "desenlaces duros" (<italic>hard endpoints</italic>) de muerte e IM; y </p>
      <p>2) En pacientes sometidos a tratamiento m&#233;dico, la inversi&#243;n del tratamiento para revascularizaci&#243;n es frecuente. Holmes et al.<sup>11</sup> recientemente propusieron diversas explicaciones a la falta de beneficios de la ICP del estudio COURAGE y otros estudios en la reducci&#243;n de la tasa de muerte e IM:</p>
      <p>1) Las tasas de mortalidad cardiaca en pacientes con angina estable son bajas en la actualidad; </p>
      <p>2) Es posible que la terapia medicamentosa y la prevenci&#243;n secundaria vuelvan mejor la funci&#243;n endotelial y la estabilidad a largo plazo; </p>
      <p>3) Los beneficios potenciales de la ICP de la lesi&#243;n en cuesti&#243;n son disueltos por los efectos de la progresi&#243;n de la enfermedad en otros vasos o el fracaso en proveer revascularizaci&#243;n completa inicialmente; </p>
      <p>4) En pacientes con estenosis severa en tratamiento m&#233;dico, la colateralizaci&#243;n puede tener un rol en el alivio de los s&#237;ntomas, que aunque colaterales, son frecuentemente una indicaci&#243;n de isquemia severa; </p>
      <p>5) S&#237;ndromes coronarios agudos secundarios al rompimiento de placas ocurren frecuentemente en locales diferentes de las &#225;reas de estenosis severa, independiente de la ICP inicial. Esa observaci&#243;n tambi&#233;n es verdadera para pacientes bajo tratamiento con TMO aislado<sup>11</sup>.</p>
      <p>De ese modo, las tasas apropiadas de uso de ICP son una gran preocupaci&#243;n, con importantes implicaciones socioecon&#243;micas. Es necesario establecer si su uso es apropiado y, si no es, explicar por qu&#233;. Es responsabilidad de la comunidad cardiovascular asegurar que la Medicina basada en evidencias domine la pr&#225;ctica cl&#237;nica. </p>
      <p>Estudios cl&#237;nicos randomizados anteriores evidenciaron que pacientes con DAC extensa preferencialmente se beneficiaron de la revascularizaci&#243;n, mientras que pacientes con grado menor de la enfermedad no se beneficiaron<sup>12-14</sup>. En un an&#225;lisis retrospectivo de 10.627 pacientes sin infarto del miocardio o ICP previos sometidos a prueba de perfusi&#243;n mioc&#225;rdica con adenosina, Hachamovitch et al.<sup>15</sup> identificaron un umbral isqu&#233;mico del 12,5% arriba del que el beneficio de la supervivencia para revascularizaci&#243;n sobre el tratamiento m&#233;dico aumentaba progresivamente como una funci&#243;n de los niveles aumentados de la isquemia inducible<sup>15</sup>. En la situaci&#243;n de isquemia inducible leve o en su ausencia (&lt; 12,5%), los pacientes sometidos al tratamiento m&#233;dico presentaban mayor sobrevida que aquellos sometidos a ICP, mientras que, arriba de ese umbral, el desenlace era mejor para los que se sometieron a ICP. Debido al pron&#243;stico de una estenosis en el lecho vascular coronario depender m&#225;s de su car&#225;cter funcional que de la extensi&#243;n de compromiso anat&#243;mico, preguntamos si el tratamiento m&#233;dico "optimizado" podr&#237;a permanecer no-inferior a ICP aun con niveles m&#225;s altos de carga isqu&#233;mica. Soares et al.<sup>16</sup> en el suban&#225;lisis MASS II compararon los desenlaces de 5 a&#241;os en pacientes con EAC multiarterial randomizados para cirug&#237;a, angioplastia, o tratamiento m&#233;dico y revelaron que el abordaje terap&#233;utica inicial no alter&#243; la tendencia de mortalidad durante 5 a&#241;os para individuos no-diab&#233;ticos con DAC multiarterial estable. Adicionalmente, la modalidad de tratamiento no influenci&#243; los desenlaces durante el primer a&#241;o en individuos diab&#233;ticos. Sin embargo, a partir del primer a&#241;o en adelante, los individuos diab&#233;ticos sometidos a tratamiento con estrategias invasivas (angioplastia o cirug&#237;a) hab&#237;an mejorado significantemente las tasas de mortalidad en comparaci&#243;n con los pacientes randomizados para una estrategia m&#233;dica m&#225;s conservadora<sup>16</sup>. Los datos del estudio COURAGE siguen acumulando, lo que trae m&#225;s aclaraciones sobre el rol de la ICP en la EAC estable. Un importante subestudio del COURAGE fue el estudio nuclear, el que compar&#243; la magnitud del cambio en la carga isqu&#233;mica tras el tratamiento con ICP+TMO <italic>versus</italic> TMO aislado<sup>17</sup>. Hab&#237;a 159 pacientes en el grupo combinado ICP+TMO y 155 en el grupo TMO aislado (314 pacientes en el total) que hab&#237;an tenido isquemia documentada antes del tratamiento y se sometieron entonces al estudio repetido de perfusi&#243;n mioc&#225;rdica tras de 6 a 18 meses. El tiempo de 6 a 18 meses se eligi&#243; para evitar la ventana de reestenosis de stent como factor confundidor. Esos pacientes conformaban s&#243;lo el 14% del total de la poblaci&#243;n del estudio COURAGE y los an&#225;lisis pron&#243;sticos ten&#237;an bajo poder. No obstante, no hubo diferencias estad&#237;sticamente significantes entre los dos grupos en t&#233;rminos de severidad de la angina (Cardiovascular Society, Clase 1 &#243; 2, lo que ocurri&#243; en el 73% y el 74%), enfermedad en dos o tres vasos, y fracci&#243;n de eyecci&#243;n del 57% y el 58%. El porcentaje de miocardio isqu&#233;mico basal para esos pacientes era de aproximadamente el 8,4%. Un tercio de los pacientes sometidos a prueba ergom&#233;trica de perfusi&#243;n mioc&#225;rdica ten&#237;a el 10% o m&#225;s del miocardio isqu&#233;mico a nivel basal. Como ya se ha podido prever, por medio de estudios observacionales publicados anteriormente en la literatura, el mayor beneficio terap&#233;utico se pudo observar en los pacientes con isquemia basal m&#225;s severa (el porcentaje de pacientes con reducci&#243;n de isquemia <underline>&gt;</underline> 5% del miocardio fue del 33% en el grupo ICP <italic>versus</italic> el 19,8% en el grupo TMO, P = 0,0004). En los pacientes con isquemia moderada a severa a nivel basal antes del tratamiento, el 78% present&#243; reducci&#243;n de la isquemia en el grupo ICP+TMO versus el 52% en el grupo TMO aislado (P = 0,007). La capacidad de la ICP en reducir la carga isqu&#233;mica tambi&#233;n se prob&#243; en un estudio comparativo randomizado entre cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n del miocardio (CRM) e ICP en situaciones isqu&#233;micas equivalentes en la cintigraf&#237;a, el estudio evidenci&#243; que las estrategias no difirieron significantemente en la reducci&#243;n de la carga isqu&#233;mica mioc&#225;rdica 6 meses tras el procedimiento<sup>18</sup>. </p>
      <p>La m&#225;s importante consideraci&#243;n del seguimiento es el efecto cl&#237;nico de la reducci&#243;n en la isquemia, ya que pacientes con reducci&#243;n de la isquemia presentan menor riesgo de muerte o IM. Para todos los pacientes combinados en el subestudio nuclear del estudio COURAGE, la tasa de muerte o IM fue del 13,4% en pacientes que tuvieron una reducci&#243;n de la isquemia del 5% o m&#225;s, <italic>versus</italic> el 24,7% en pacientes sin reducci&#243;n en la isquemia inducible en el per&#237;odo de seguimiento. Las tasas de muerte o IM variaron del 0% para pacientes sin isquemia residual al 39% en pacientes con el 10% de isquemia residual en el seguimiento. Esos resultados se&#241;alan hacia la misma direcci&#243;n que el estudio "Angioplasty Compared with Medicine Study", una antigua investigaci&#243;n que relat&#243; que la normalizaci&#243;n de la isquemia estaba asociada a una mejora en la supervivencia libre de eventos en el seguimiento de largo plazo<sup>19</sup>. Esto apoya la importancia del reconocimiento y tratamiento de la carga isqu&#233;mica en lugar de la anatom&#237;a solamente, como objetivo de tratamientos intervencionistas. En el momento, puede ser prudente considerar la ICP+TMO en el inicio del tratamiento de pacientes con una carga isqu&#233;mica del 10% o m&#225;s, por que esa combinaci&#243;n fue m&#225;s efectiva en la reducci&#243;n de la isquemia (y mejor&#243; la angina) que el TMO aislado. Pacientes estables con isquemia inducible leve o m&#237;nima en la prueba esfuerzo se pueden tratar con seguridad con el TMO y ser&#237;an sometidos a la conversi&#243;n de tratamiento con ICP si hubiera indicaciones cl&#237;nicas. </p>
      <p>Un subestudio angiogr&#225;fico del estudio COURAGE tambi&#233;n revel&#243; conclusiones similares<sup>20</sup>. Los autores propusieron una hip&#243;tesis de que la EAC m&#225;s severa angiogr&#225;ficamente y la reducci&#243;n de la fracci&#243;n de eyecci&#243;n (FE) identificar&#237;an a pacientes de m&#225;s alto riesgo con mejor desenlace del grupo ICP+TMO cuando comparados a pacientes del grupo TMO aislado. Se demostr&#243; que el aumento del n&#250;mero de los vasos esten&#243;ticos (RR: 1,44, IC95%, 1,27-1,64, <italic>P&lt;</italic> 0,001), y reducci&#243;n de la FE (RR: 1,49, IC95%, 1,18-1,90, <italic>P </italic>= 0,001) identificaron pacientes con mayor riesgo de muerte e IM. </p>
      <p>Adem&#225;s de ello, otro subestudio del estudio COURAGE relat&#243; peores desenlaces cl&#237;nicos en pacientes del estudio COURAGE inicialmente tratados con TMO que se sometieron subsecuentemente a la revascularizaci&#243;n coronaria, comparados a aquellos tratados solamente con TMO<sup>21</sup>. Hipercolesterolemia, enfermedad triarterial y una mayor carga isqu&#233;mica se asociaron a la necesidad de inversi&#243;n de tratamiento en los pacientes del estudio COURAGE tratados con TMO. Modelos estad&#237;sticos que ajustan el riesgo de desenlaces para la presencia de otros factores sugieren que no hay diferencia en la mortalidad, pero indican tasas m&#225;s altas de IM no-fatal (RR: 6.7; IC95%, 4,4-10,3) y empeoramiento tras 1 a&#241;o en los scores SAQ de angina (81,3 <italic>vs</italic>. 85,2), limitaci&#243;n f&#237;sica (71,3 <italic>vs</italic>. 73,8) y calidad de vida (71,7 <italic>vs</italic>. 73,8) (p&lt;0,0001 para todos) en pacientes sometidos a inversi&#243;n de tratamiento <italic>vs</italic>. aquellos tratados con TMO aislado. Seg&#250;n los autores, la identificaci&#243;n de pacientes con mayor probabilidad de necesitar revascularizaci&#243;n precoz puede reducir el per&#237;odo durante el que tales pacientes permanecen en peores condiciones cl&#237;nicas. </p>
      <p>Combinados, los datos de los tres subestudios <italic>post-hoc</italic> del estudio COURAGE sugieren que los pacientes con angina cr&#243;nica estable de m&#225;s alto riesgo se benefician de la ICP y, como resultado, pueden presentar una subsiguiente reducci&#243;n de los desenlaces duros, como muerte o infarto de miocardio. Sin embargo, esos hallazgos necesitan ser confirmados por evaluaci&#243;n prospectiva antes de su m&#225;s amplia aceptaci&#243;n por la comunidad intervencionista. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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