<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">SRY8rh8cw5nyXhsMCynbfCd</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000800013</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09300213</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000800013</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Associa&#231;&#227;o do &#237;ndice de massa corporal e da resist&#234;ncia &#224; insulina com s&#237;ndrome metab&#243;lica em crian&#231;as brasileiras</article-title>
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            <surname>N&#243;brega</surname>
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            <surname>Fran&#231;a</surname>
            <given-names>Nanc&#237; Maria de</given-names>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>147</fpage>
      <lpage>153</lpage>
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          <day>21</day>
          <month>10</month>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>30</day>
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          <day>19</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O agrupamento de fatores de risco cardiovasculares, chamado de s&#237;ndrome metab&#243;lica, ocorre em crian&#231;as e adultos. A resist&#234;ncia &#224; insulina e a obesidade s&#227;o partes usuais do quadro, mas seu efeito conjunto no aparecimento da s&#237;ndrome permanece algo controverso. OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi examinar a rela&#231;&#227;o do &#237;ndice de massa corporal (IMC) e resist&#234;ncia &#224; insulina com a s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) em crian&#231;as. M&#201;TODOS: Estudamos 109 crian&#231;as, 55 meninos e 54 meninas, entre 7 e 11 anos de idade (55 obesos, 23 com sobrepeso e 31 controles). A classifica&#231;&#227;o do peso de cada crian&#231;a foi baseada na raz&#227;o IMC/idade. Glicose, HDL, triglic&#233;rides e insulina foram medidos em amostras de jejum. A press&#227;o arterial foi medida duas vezes. A s&#237;ndrome metab&#243;lica foi definida conforme os crit&#233;rios do NCEP ATP III. RESULTADOS: O diagn&#243;stico de SM foi encontrado somente em crian&#231;as obesas. A maior frequ&#234;ncia de SM e de muitos de seus componentes foi encontrada em crian&#231;as classificadas acima do terceiro quartil do &#237;ndice HOMA-IR, que &#233; consistente com uma associa&#231;&#227;o entre resist&#234;ncia &#224; insulina e fatores de risco cardiovascular em crian&#231;as brasileiras. CONCLUS&#195;O: O presente estudo mostra que a obesidade e a resist&#234;ncia &#224; insulina provavelmente t&#234;m um papel no desenvolvimento de fatores de risco cardiovascular em crian&#231;as, considerando que a preval&#234;ncia dos fatores de risco cl&#225;ssicos era maior nos percentis mais altos de IMC e HOMA-IR.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>S&#237;ndrome metab&#243;lica</kwd>
        <kwd>crian&#231;a</kwd>
        <kwd>obesidade</kwd>
        <kwd>sobrepeso</kwd>
        <kwd>resist&#234;ncia &#224; insulina</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGOS ORIGINAIS </p>
    <p> EXPERIMENTAL</p>
    <p>Associa&#231;&#227;o do &#237;ndice de massa corporal e da resist&#234;ncia &#224; insulina com s&#237;ndrome metab&#243;lica em crian&#231;as brasileiras </p>
    <p>
      <bold>Aparecido Pimentel Ferreira<sup>I</sup>; Ot&#225;vio de Tol&#234;do N&#243;brega<sup>II,III</sup>; Nanc&#237; Maria de Fran&#231;a<sup>III</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Paulista - UNIP; Distrito Federal - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade de Bras&#237;lia - UnB; Distrito Federal - Brasil </p>
    <p><sup>III</sup>Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia - UCB; Distrito Federal - Brasil </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="cor">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO </bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O agrupamento de fatores de risco cardiovasculares, chamado de s&#237;ndrome metab&#243;lica, ocorre em crian&#231;as e adultos. A resist&#234;ncia &#224; insulina e a obesidade s&#227;o partes usuais do quadro, mas seu efeito conjunto no aparecimento da s&#237;ndrome permanece algo controverso. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> O objetivo do presente estudo foi examinar a rela&#231;&#227;o do &#237;ndice de massa corporal (IMC) e resist&#234;ncia &#224; insulina com a s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) em crian&#231;as. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudamos 109 crian&#231;as, 55 meninos e 54 meninas, entre 7 e 11 anos de idade (55 obesos, 23 com sobrepeso e 31 controles). A classifica&#231;&#227;o do peso de cada crian&#231;a foi baseada na raz&#227;o IMC/idade. Glicose, HDL, triglic&#233;rides e insulina foram medidos em amostras de jejum. A press&#227;o arterial foi medida duas vezes. A s&#237;ndrome metab&#243;lica foi definida conforme os crit&#233;rios do NCEP ATP III. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> O diagn&#243;stico de SM foi encontrado somente em crian&#231;as obesas. A maior frequ&#234;ncia de SM e de muitos de seus componentes foi encontrada em crian&#231;as classificadas acima do terceiro quartil do &#237;ndice HOMA-IR, que &#233; consistente com uma associa&#231;&#227;o entre resist&#234;ncia &#224; insulina e fatores de risco cardiovascular em crian&#231;as brasileiras. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> O presente estudo mostra que a obesidade e a resist&#234;ncia &#224; insulina provavelmente t&#234;m um papel no desenvolvimento de fatores de risco cardiovascular em crian&#231;as, considerando que a preval&#234;ncia dos fatores de risco cl&#225;ssicos era maior nos percentis mais altos de IMC e HOMA-IR.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> S&#237;ndrome metab&#243;lica, crian&#231;a, obesidade, sobrepeso, resist&#234;ncia &#224; insulina, Brasil. </p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A obesidade em associa&#231;&#227;o com a hipertens&#227;o, dislipidemia e hiperglicemia comp&#245;e a s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM), um conjunto bem reconhecido de fatores de risco para o desenvolvimento da diabete tipo 2 e doen&#231;a cardiovascular (DCV)<sup>1</sup>. V&#225;rios estudos t&#234;m sugerido que a SM come&#231;a em idade precoce<sup>2-7</sup>. Embora a defini&#231;&#227;o da SM em crian&#231;as e adolescentes permane&#231;a controversa<sup>8</sup>, o agrupamento de m&#250;ltiplos fatores de risco cardiovasculares similares aos observados em adultos<sup>9</sup> tem sido observado na inf&#226;ncia, persistindo at&#233; a idade adulta<sup>10</sup>. </p>
    <p>A resist&#234;ncia &#224; insulina e a adiposidade s&#227;o elementos subjacentes da SM, mas seu efeito conjunto no aparecimento de outros elementos da s&#237;ndrome permanece indefinido<sup>11</sup>. A preval&#234;ncia da obesidade na inf&#226;ncia aumentou mais do que o dobro nos &#250;ltimos 15 anos em muitas regi&#245;es do mundo<sup>12</sup>. Esse fen&#244;meno est&#225; associado com uma tend&#234;ncia de aumento progressivo nos casos de diabete tipo 2 e DCV na inf&#226;ncia. A &#237;ntima associa&#231;&#227;o entre obesidade na inf&#226;ncia e diabete tem sido relatada em grupos isolados<sup>13</sup> e multi&#233;tnicos<sup>14</sup> com alto risco para diabete. Nesses estudos, a evolu&#231;&#227;o de toler&#226;ncia normal para toler&#226;ncia &#224; glicose diminu&#237;da (TGD) estava associada com resist&#234;ncia sist&#234;mica &#224; a&#231;&#227;o da insulina e insufici&#234;ncia da capacidade secretora de insulina das c&#233;lulas beta, endofen&#243;tipos que deterioram mais &#224; medida que o diabete tipo 2 se desenvolve<sup>15</sup>. </p>
    <p>Em crian&#231;as, a ocorr&#234;ncia cumulativa dos fatores de risco para DCV &#233; um evento raro, mas estudos pr&#233;vios nessa faixa et&#225;ria t&#234;m mostrado uma rela&#231;&#227;o significante entre a insulina de jejum, anormalidades lip&#237;dicas, dist&#250;rbios de press&#227;o arterial e sobrepeso<sup>7,16</sup>. Outros estudos observaram m&#250;ltiplas associa&#231;&#245;es de fatores de risco cardiovascular em coortes jovens<sup>17-20</sup> em um padr&#227;o que lembra intimamente os dist&#250;rbios observados em grupos com idade mais avan&#231;ada<sup>21</sup>. </p>
    <p>Estudos sobre obesidade e resist&#234;ncia &#224; insulina em crian&#231;as oferecem o potencial para identificar fatores que influenciam o desenvolvimento precoce de doen&#231;as cardiovasculares e diabete tipo 2 antes de seu aparecimento.</p>
    <p> O objetivo do presente estudo foi examinar a rela&#231;&#227;o entre o &#237;ndice de massa corporal (IMC) e a resist&#234;ncia &#224; insulina com fatores de risco cardiovasculares isolados e com a s&#237;ndrome metab&#243;lica em crian&#231;as. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Este foi um estudo transversal e epidemiol&#243;gico de base populacional. A amostra foi obtida aleatoriamente em escolas p&#250;blicas e particulares no munic&#237;pio de Taguatinga, cidade-sat&#233;lite de Bras&#237;lia, Brasil, de acordo com um intervalo de confian&#231;a (IC) de 95%. A sele&#231;&#227;o das escolas e das classes almejou preservar a propor&#231;&#227;o de alunos matriculados em cada segmento educacional (p&#250;blico e privado). O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica Institucional e realizado com o consentimento do Departamento de Educa&#231;&#227;o local. Pelo menos um dos genitores de cada crian&#231;a deu seu consentimento livre e informado por escrito para sua participa&#231;&#227;o no estudo antes do in&#237;cio da investiga&#231;&#227;o. Todos os procedimentos foram realizados no Hospital da Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia. </p>
    <p>Ap&#243;s a avalia&#231;&#227;o de 958 crian&#231;as com idade entre 7 e 11 anos de 10 escolas, identificamos 74 (7<bold>,</bold>7%) crian&#231;as obesas e 102 (10. 6%) crian&#231;as com sobrepeso. Para esse prop&#243;sito, o &#237;ndice de massa corporal [IMC: peso (kg)/altura (m<sup>2</sup>)] foi calculado para classificar cada crian&#231;a como obesa, se seu IMC estivesse acima do percentil 95 ou com sobrepeso, se seu IMC estivesse entre o percentis 85 e 95. Os indiv&#237;duos com IMC entre os percentis 5 e 85 foram selecionados como o grupo controle. Crian&#231;as com peso abaixo do normal (abaixo do percentil 5) foram exclu&#237;das da amostra. </p>
    <p>Ap&#243;s um convite formal para participar do estudo, 109 crian&#231;as (55 obesas, 23 com sobrepeso e 31 controles) concordaram em participar. </p>
    <p>A idade cronol&#243;gica de cada crian&#231;a foi determinada a n&#237;vel decimal, usando-se data de nascimento e data das mensura&#231;&#245;es para definir os grupos et&#225;rios. A altura foi medida com um estadi&#244;metro de marca <italic>Seca 206 (Cardiomed, Paran&#225;, Brasil)</italic> at&#233; o 0<bold>,</bold>1 cm mais pr&#243;ximo. O peso foi determinado com uma balan&#231;a digital de marca <italic>Plena (Cardiomed, Paran&#225;, Brasil)</italic> com resolu&#231;&#227;o de 0<bold>,</bold>1 kg. As circunfer&#234;ncias da cintura e do quadril foram medidas de acordo com o protocolo descrito por Marins &amp; Giannichi<sup>22</sup>.A press&#227;o arterial foi medida atrav&#233;s do m&#233;todo auscultat&#243;rio usando um esfigmoman&#244;metro (de marca <italic>Premium</italic>) com um manguito de tamanho adequado para cada paciente. As avalia&#231;&#245;es foram feitas ap&#243;s 5 minutos de descanso na posi&#231;&#227;o supina e novamente 25 minutos ap&#243;s a primeira leitura, considerando-se a m&#233;dia entre as duas medidas. A press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) e a diast&#243;lica (PAD) foram medidas correspondendo ao primeiro e quinto sons de Korotkoff. As crian&#231;as foram definidas como sendo hipertensas se a press&#227;o arterial (PA) estivesse acima do percentil 95 para sua idade, sexo e altura. </p>
    <p>A gordura corporal foi medida atrav&#233;s do m&#233;todo de absorciometria de raios-x de dupla energia (DEXA), de acordo com as recomenda&#231;&#245;es do fabricante. O equipamento utilizado foi o Lunar DPX-IQ (<italic>United Medical Technologies, Corp.</italic>, Florida, EUA) com a vers&#227;o 4.6A do software operacional. O conte&#250;do mineral &#243;sseo, massa muscular e massa gorda foram estimadas pela gordura corporal total e de segmento em termos relativos (porcentagem de gordura corporal) e absolutos (kg por regi&#227;o do corpo), embora somente os dados sobre a gordura corporal tenham sido usados no presente estudo. O equipamento de DEXA foi adequadamente calibrado antes de ser utilizado. Todas as an&#225;lises foram realizadas pelo mesmo t&#233;cnico.</p>
    <p>As amostras de sangue foram obtidas ap&#243;s um per&#237;odo de jejum de 12 horas. As amostras foram coletadas em tubos &#224; v&#225;cuo com gel separador e sem anticoagulante. Ap&#243;s a coleta, o sangue foi centrifugado por 10 minutos a 3.000 rpm para separar o soro dos componentes remanescentes, e as an&#225;lises foram realizadas no soro. N&#237;veis de colesterol, triglic&#233;rides, lipoprote&#237;na de alta densidade (HDL) e glicose foram determinados utilizando-se um kit colorim&#233;trico enzim&#225;tico em um equipamento <italic>Autohumalyzer A5</italic>, (<italic>Human</italic> GMBH, Alemanha). Insulina foi determinada atrav&#233;s do equipamento ACS-180<italic> Automated Chemiluminescence System</italic> (<italic>Ciba-Corning Diagnostic Corp</italic>., EUA).</p>
    <p>A s&#237;ndrome metab&#243;lica foi diagnosticada de acordo com uma vers&#227;o modificada do <italic>National Cholesterol Education Program - Adult Treatment Panel</italic> III<sup>1</sup>, que consiste na presen&#231;a de pelo menos tr&#234;s dos seguintes fatores: obesidade (caracterizada por obesidade abdominal), dislipidemia (altos n&#237;veis de triglic&#233;rides ou baixos n&#237;veis de HDL), hipertens&#227;o arterial e hiperglicemia de jejum. Intervalos compat&#237;veis com dist&#250;rbios lip&#237;dicos s&#233;ricos foram adaptados &#224; idade, como descrito a seguir: triglic&#233;rides <underline>&gt;</underline> 110 mg/dle HDL <underline>&lt;</underline> 38 mg/dl. A PA (sist&#243;lica e diast&#243;lica) foi adicionalmente ajustada para altura, idade e sexo, enquanto o ponto de corte limite para a caracteriza&#231;&#227;o da hipertens&#227;o foi estabelecido como acima do percentil 95. A hiperglicemia de jejum foi estabelecida com concentra&#231;&#245;es variando de 100 a 126 mg/dl<sup>23</sup>. A obesidade foi definida como descrito anteriormente. A resist&#234;ncia &#224; insulina foi estimada utilizando-se o modelo de avalia&#231;&#227;o da homeostase [&#237;ndice HOMA-IR: insulina de jejum (&#181;UI/ml) x glicemia de jejum (mmol/l) /22.5], e a resist&#234;ncia foi definida quando o &#237;ndice HOMA-IR &gt; percentil 90. A hiperinsulinemia foi definida como n&#237;vel de insulina &gt; 20 &#181;U/ml<sup>24</sup>.</p>
    <p>A distribui&#231;&#227;o normal dos dados foi verificada pelos testes de Shapiro-Wilks ou Kolmogorov-Smirnov. Os dados s&#227;o apresentados como m&#233;dias &#177; desvios-padr&#227;o (DP). As diferen&#231;as entre m&#233;dias foram avaliadas usando-se o teste t de Student ou o conjunto de an&#225;lise de vari&#226;ncia (ANOVA) para o teste <italic>post hoc</italic> de Scheff&#233;. O coeficiente de correla&#231;&#227;o de Spearman foi usado para medir a for&#231;a de associa&#231;&#227;o entre duas vari&#225;veis. Todas as an&#225;lises foram realizadas com a vers&#227;o 11.5 do pacote SPSS (SPSS Inc, Chicago, EUA), e os valores de p &lt; 0,05 foram considerados estatisticamente significantes.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, cl&#237;nicas e bioqu&#237;micas</bold>
    </p>
    <p>As caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, cl&#237;nicas e bioqu&#237;micas das 109 crian&#231;as est&#227;o resumidas na <xref ref-type="table" rid="a13tab01">Tabela 1</xref>. A propor&#231;&#227;o de crian&#231;as classificadas como obesas, com sobrepeso ou com peso normal n&#227;o diferiu de maneira significante entre os sexos, assim como nenhuma outra vari&#225;vel. </p>
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    </p>
    <p>
      <bold>Associa&#231;&#227;o do IMC e s&#237;ndrome metab&#243;lica</bold>
    </p>
    <p>Os perfis antropom&#233;tricos, cl&#237;nicos e bioqu&#237;micos das crian&#231;as investigadas de acordo com a classifica&#231;&#227;o nutricional est&#227;o resumidos na <xref ref-type="table" rid="a13tab02">Tabela 2</xref>. O teste qui-quadrado e o teste <italic>post hoc</italic> de Scheff&#233; mostraram diferen&#231;as significantes nas vari&#225;veis antropom&#233;tricas, cl&#237;nicas e bioqu&#237;micas entre crian&#231;as obesas, com sobrepeso ou peso normal, com uma tend&#234;ncia &#224; dist&#250;rbios metab&#243;licos mais graves entre os indiv&#237;duos obesos e com sobrepeso. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a13tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Associa&#231;&#227;o da resist&#234;ncia &#224; insulina e s&#237;ndrome metab&#243;lica </bold>
    </p>
    <p>Para verificar se a presen&#231;a da s&#237;ndrome metab&#243;lica e seus componentes variavam de acordo com o fen&#243;tipo de resist&#234;ncia &#224; insulina, as crian&#231;as foram agrupadas em quartis do &#237;ndice HOMA-IR. A descri&#231;&#227;o dos grupos &#233; apresentada nas <xref ref-type="table" rid="tab3">Tabelas 3</xref> e <xref ref-type="table" rid="a13tab04">4</xref>. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a13tab04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <table-wrap id="tab3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Uma maior frequ&#234;ncia de SM e de muitos de seus componentes foi encontrada nas crian&#231;as classificadas acima do terceiro quartil do &#237;ndice HOMA-IR, o que &#233; consistente com uma associa&#231;&#227;o entre a resist&#234;ncia &#224; insulina e fatores de risco cardiovasculares entre estudantes brasileiros. </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>No presente estudo, o diagn&#243;stico de SM foi observado apenas em crian&#231;as obesas, o que est&#225; de acordo com os resultados de outros autores<sup>2,4,5</sup>. Ainda a favor dessa hip&#243;tese, o presente estudo mostra que a presen&#231;a de fatores de risco individuais da SM era mais frequente em crian&#231;as obesas quando comparadas com crian&#231;as com sobrepeso ou peso normal, demonstrando que o IMC alto aumenta a presen&#231;a de outros fatores de risco, como relatado em outros estudos<sup>4,7</sup>. Quando os dados dessas 55 crian&#231;as obesas foram analisados, verificou-se que a SM era mais frequente entre as meninas [&#967;<sup>2 </sup>= 3,88: (1); <italic>p </italic>= 0,049], o que est&#225; de acordo com os resultados obtidos por Davis e cols.<sup>2</sup>. Essa diferen&#231;a pode, em parte, ser explicada pelo maior ac&#250;mulo de gordura pelas meninas. Tamb&#233;m foi demonstrado que a preval&#234;ncia da SM difere de forma significante de acordo com o n&#237;vel de resist&#234;ncia &#224; insulina. Nenhuma das crian&#231;as localizadas nos dois quartis inferiores definidos pelo &#237;ndice HOMA-IR foi diagnosticada como tendo SM, enquanto 7,4 e 40,7% das crian&#231;as classificadas nos dois quartis superiores apresentavam SM [&#967;<sup>2 </sup>= 21,483: (1); <italic>p </italic>= 0,001]. Assim, foi demonstrado que a preval&#234;ncia de fatores de risco individuais para a SM aumenta junto com o aumento do fen&#243;tipo resistente &#224; insulina<sup>8,25,26</sup>. Al&#233;m disso, Weiss e cols.<sup>7</sup> relataram um aumento na preval&#234;ncia da SM de acordo com maior resist&#234;ncia &#224; insulina em tr&#234;s grupos &#233;tnicos distintos (Latinos, Caucasianos e Negros). O presente estudo n&#227;o verificou a origem &#233;tnica das crian&#231;as avaliadas. O Brasil tem uma alta taxa de miscigena&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o e essa caracter&#237;stica n&#227;o pode ser exclu&#237;da como uma poss&#237;vel fonte de varia&#231;&#245;es encontradas no estudo. Independente da composi&#231;&#227;o &#233;tnica, outros estudos mostraram uma associa&#231;&#227;o similar entre a resist&#234;ncia &#224; insulina e a SM toda vez que grupos humanos diferentes s&#227;o comparados<sup>11,17,27-29</sup>.</p>
    <p>Considerando-se todos esses dados, a op&#231;&#227;o de usar o IMC como m&#233;todo de classifica&#231;&#227;o nutricional &#233; apoiada pelos seguintes fatos: primeiro, devido &#224; maior ades&#227;o em estudos de base populacional<sup>2,4,7</sup> e segundo, devido &#224; sua estreita correla&#231;&#227;o com os crit&#233;rios diagn&#243;sticos para a SM. Dessa forma, nosso estudo mostrou um maior coeficiente de correla&#231;&#227;o de Spearman entre a SM e o IMC (r = 0,77), comparado com a correla&#231;&#227;o da SM com outras medidas antropom&#233;tricas, tais como o conte&#250;do de gordura corporal medido atrav&#233;s de DEXA (r = 0,70), circunfer&#234;ncia da cintura (r = 0,70), circunfer&#234;ncia do quadril (r = 0,65) e a raz&#227;o cintura/quadril (r = 0,60). Al&#233;m disso, a obesidade medida pelo IMC mostrou uma associa&#231;&#227;o direta com o fator etiol&#243;gico mais relevante para a SM - das crian&#231;as classificadas no terceiro e quarto quartis do &#237;ndice HOMA-IR, 51,9% e 88,9% respectivamente, eram obesas [&#967;<sup>2 </sup>= 35,489 (1); <italic>p </italic>= 0,001]. Nos organismos obesos, h&#225; um fluxo maior de &#225;cidos graxos livres (FFA) diet&#233;ticos e/ou end&#243;genos na corrente sangu&#237;nea. Citoquinas tais como a interleucina-6 secretada pelo tecido adiposo pode produzir um efeito lipol&#237;tico nos dep&#243;sitos perif&#233;ricos, levando &#224; mobiliza&#231;&#227;o da gordura em dire&#231;&#227;o ao compartimento abdominal<sup>30</sup>. Al&#233;m disso, a enzima lipase, uma lipoprote&#237;na insulinodependente, pode sofrer uma redu&#231;&#227;o na atividade sob uma condi&#231;&#227;o resistente, o que pode contribuir para o fen&#243;tipo de hipertrigliceridemia<sup>31</sup>. </p>
    <p>Os valores da press&#227;o sist&#243;lica e diast&#243;lica diferiram significantemente entre os grupos estratificados de acordo com o IMC e o &#237;ndice HOMA-IR. A maior preval&#234;ncia de casos hipertensivos nos percentis mais altos do &#237;ndice HOMA-IR ap&#243;iam a hip&#243;tese de que o excesso de gordura corporal pode promover um aumento na press&#227;o arterial<sup>4,8</sup>. Valores m&#233;dios do conte&#250;do de gordura corporal e a insulina de jejum eram mais altos em crian&#231;as classificadas no quartil superior do &#237;ndice HOMA-IR e no grupo obeso, como previamente descrito<sup>28,32-34</sup>. O papel da resist&#234;ncia &#224; insulina no aparecimento da hipertens&#227;o permanece controverso. Entretanto, tem sido postulado que o estado resistente pode levar &#224; hipertens&#227;o devido &#224; falha na atividade vasodilatadora mediada pelo &#243;xido n&#237;trico do horm&#244;nio insul&#237;nico nas c&#233;lulas endoteliais<sup>35</sup>. Tem sido relatado que esse efeito &#233; diminu&#237;do em indiv&#237;duos obesos<sup>36</sup>. &#201; razo&#225;vel concluir que tal falha na a&#231;&#227;o da insulina, junto com os eventos independentes de excesso de reabsor&#231;&#227;o renal e/ou consumo de s&#243;dio, bem como a persist&#234;ncia da atividade simp&#225;tica, podem contribuir para o aumento na press&#227;o arterial. Uma atividade simp&#225;tica elevada, por exemplo, tem sido considerada como causa do aumento da resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica em crian&#231;as obesas<sup>37</sup>. </p>
    <p>A despeito da falta de uma hip&#243;tese un&#226;nime sobre os caminhos patofisiol&#243;gicos que levam ao aparecimento da s&#237;ndrome metab&#243;lica, nosso estudo sugere que os n&#237;veis de insulina plasm&#225;tica, bem como a simples avalia&#231;&#227;o do IMC s&#227;o indicadores valiosos de dist&#250;rbios cl&#237;nicos compat&#237;veis com a SM em crian&#231;as.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>AP Ferreira contribuiu de forma significante na cria&#231;&#227;o e condu&#231;&#227;o do estudo, na an&#225;lise e interpreta&#231;&#227;o dos resultados e na interpreta&#231;&#227;o do manuscrito. </p>
    <p>NM Fran&#231;a contribuiu de forma significante na cria&#231;&#227;o e condu&#231;&#227;o do estudo, bem como na an&#225;lise e interpreta&#231;&#227;o dos resultados.</p>
    <p>OT N&#243;brega contribuiu de forma significante na an&#225;lise e interpreta&#231;&#227;o dos resultados, na prepara&#231;&#227;o do manuscrito e na revis&#227;o final do artigo para sua aceita&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Aparecido Pimentel Ferreira pela Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia. </p>
    <p>
      <fn id="cor" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Ot&#225;vio de Tol&#234;do N&#243;brega </p>
        <p> Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia </p>
        <p> Q.S. 07, lote 01, EPCT </p>
        <p> &#193;guas Claras, Sala B, 105 A/B </p>
        <p> 72.030-170, Taguatinga, DF - Brasil </p>
        <p> E-mail: E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="nobrega@pq.cnpq.br">nobrega@pq.cnpq.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>  Artigo recebido em 19/08/08; revisado recebido em 30/09/08; aceito em 21/10/08.</p>
  </body>
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          <article-title>Relationship between cardiorespiratory fitness, body composition and blood pressure in school children</article-title>
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          <article-title>Impact of waist circumference on the relationship between blood pressure and insulin: the Quebec Health Survey</article-title>
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          <article-title>Body mass index in primary and secondary pediatric hypertension</article-title>
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          <article-title>Cytokines, endothelial dysfunction, and insulin resistance</article-title>
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          <article-title>Obesity reduces the bioavailability of nitric oxide in juveniles</article-title>
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          <article-title>Diet and exercise training restore blood pressure and vasodilatory responses during physiological maneuvers in obese children</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">Asociaci&#243;n del &#237;ndice de masa corporal y de la resistencia a la insulina con s&#237;ndrome metab&#243;lico en ni&#241;os brasile&#241;os</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El agrupamiento de factores de riesgo cardiovasculares, llamado de s&#237;ndrome metab&#243;lico, ocurre en ni&#241;os y adultos. La resistencia a la insulina y la obesidad son partes usuales del cuadro, sin embargo su efecto conjunto en el surgimiento del s&#237;ndrome permanece a&#250;n controvertido. OBJETIVO: El objetivo del presente estudio fue examinar la relaci&#243;n del &#237;ndice de masa corporal (IMC) y resistencia a la insulina con el s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) en ni&#241;os y ni&#241;as. M&#201;TODOS: Estudiamos a 109 ni&#241;os, 55 ni&#241;os y 54 ni&#241;as, entre 7 y 11 a&#241;os de edad (55 obesos, 23 con sobrepeso y 31 controles). La clasificaci&#243;n del peso de cada ni&#241;o se bas&#243; en la raz&#243;n IMC/edad. Glucosa, HDL, triglic&#233;ridos e insulina se midieron en muestras de ayuno. La presi&#243;n arterial se midi&#243; dos veces. El s&#237;ndrome metab&#243;lico se defini&#243; seg&#250;n los criterios del NCEP ATP III. RESULTADOS: El diagn&#243;stico de SM se encontr&#243; solamente en ni&#241;as y ni&#241;os obesos. La mayor frecuencia de SM y de muchos de sus componentes se encontr&#243; en ni&#241;os clasificados por arriba del tercero cuartil del &#237;ndice HOMA-IR, que es consistente con una asociaci&#243;n entre resistencia a la insulina y factores de riesgo cardiovascular en ni&#241;os brasile&#241;os. CONCLUSI&#211;N: El presente estudio revela que la obesidad y la resistencia a la insulina probablemente juegan un rol en el desarrollo de factores de riesgo cardiovascular en ni&#241;os, al considerar que la prevalencia de los factores de riesgo cl&#225;sicos era mayor en los percentiles m&#225;s altos de IMC y HOMA-IR.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>S&#237;ndrome metab&#243;lico</kwd>
        <kwd>ni&#241;o</kwd>
        <kwd>obesidad</kwd>
        <kwd>sobrepeso</kwd>
        <kwd>resistencia a la insulina</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="inicio-body2"/>Asociaci&#243;n del &#237;ndice de masa corporal y de la resistencia a la insulina con s&#237;ndrome metab&#243;lico en ni&#241;os brasile&#241;os</p>
      <p>
        <bold>Aparecido Pimentel Ferreira<sup>I</sup>; Ot&#225;vio de Tol&#234;do N&#243;brega<sup>II,III</sup>; Nanc&#237; Maria de Fran&#231;a<sup>III</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Paulista - UNIP</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade de Bras&#237;lia - UnB</p>
      <p><sup>III</sup>Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia - UCB, Distrito Federal - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El agrupamiento de factores de riesgo cardiovasculares, llamado de s&#237;ndrome metab&#243;lico, ocurre en ni&#241;os y adultos. La resistencia a la insulina y la obesidad son partes usuales del cuadro, sin embargo su efecto conjunto en el surgimiento del s&#237;ndrome permanece a&#250;n controvertido.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> El objetivo del presente estudio fue examinar la relaci&#243;n del &#237;ndice de masa corporal (IMC) y resistencia a la insulina con el s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) en ni&#241;os y ni&#241;as.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudiamos a 109 ni&#241;os, 55 ni&#241;os y 54 ni&#241;as, entre 7 y 11 a&#241;os de edad (55 obesos, 23 con sobrepeso y 31 controles). La clasificaci&#243;n del peso de cada ni&#241;o se bas&#243; en la raz&#243;n IMC/edad. Glucosa, HDL, triglic&#233;ridos e insulina se midieron en muestras de ayuno. La presi&#243;n arterial se midi&#243; dos veces. El s&#237;ndrome metab&#243;lico se defini&#243; seg&#250;n los criterios del NCEP ATP III.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> El diagn&#243;stico de SM se encontr&#243; solamente en ni&#241;as y ni&#241;os obesos. La mayor frecuencia de SM y de muchos de sus componentes se encontr&#243; en ni&#241;os clasificados por arriba del tercero cuartil del &#237;ndice HOMA-IR, que es consistente con una asociaci&#243;n entre resistencia a la insulina y factores de riesgo cardiovascular en ni&#241;os brasile&#241;os.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> El presente estudio revela que la obesidad y la resistencia a la insulina probablemente juegan un rol en el desarrollo de factores de riesgo cardiovascular en ni&#241;os, al considerar que la prevalencia de los factores de riesgo cl&#225;sicos era mayor en los percentiles m&#225;s altos de IMC y HOMA-IR. </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> S&#237;ndrome metab&#243;lico, ni&#241;o, obesidad, sobrepeso, resistencia a la insulina, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La obesidad en asociaci&#243;n con la hipertensi&#243;n, dislipidemia e hiperglicemia compone el s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM), un conjunto bien reconocido de factores de riesgo para el desarrollo de la diabetes tipo 2 y enfermedad cardiovascular (DCV)<sup>1</sup>. Diversos estudios han sugerido que el SM tiene inicio en edad precoz<sup>2-7</sup>. Aunque la definici&#243;n del SM en ni&#241;os y adolescentes es controvertida<sup>8</sup>, el agrupamiento de m&#250;ltiples factores de riesgo cardiovasculares similares a los observados en adultos<sup>9</sup> ha sido observado en la ni&#241;ez, persistiendo hasta la edad adulta<sup>10</sup>. </p>
      <p>La resistencia a la insulina y la adiposidad son elementos subyacentes del SM, sin embargo, su efecto conjunto en el surgimiento de otros elementos del s&#237;ndrome sigue indefinido<sup>11</sup>. La prevalencia de la obesidad en la ni&#241;ez aument&#243; m&#225;s que el doble en los &#250;ltimos 15 a&#241;os en muchas regiones del mundo<sup>12</sup>. Ese fen&#243;meno est&#225; asociado a una tendencia de aumento progresivo en los casos de diabetes tipo 2 y DCV en la ni&#241;ez. La &#237;ntima asociaci&#243;n entre obesidad en la ni&#241;ez y diabetes ha sido relatada en grupos aislados<sup>13</sup> y multi&#233;tnicos<sup>14</sup> con alto riesgo para diabetes. En esos estudios, la evoluci&#243;n de tolerancia normal para tolerancia a la glucosa disminuida (TGD) estaba asociada con la resistencia sist&#233;mica a la acci&#243;n de la insulina e insuficiencia de la capacidad secretora de insulina de las c&#233;lulas beta, endofenotipos que deterioran m&#225;s a la medida que el diabetes tipo 2 se desarrolla<sup>15</sup>. </p>
      <p>En ni&#241;os, la ocurrencia acumulativa de los factores de riesgo para DCV es un evento raro. No obstante, estudios previos en ese grupo de edad han mostrado una relaci&#243;n significante entre la insulina de ayuno, anormalidades lip&#237;dicas, disturbios de presi&#243;n arterial y sobrepeso<sup>7,16</sup>. Otros estudios observaron m&#250;ltiples asociaciones de factores de riesgo cardiovascular en cohortes j&#243;venes<sup>17-20</sup> en un est&#225;ndar que recuerda &#237;ntimamente los disturbios observados en grupos con edad m&#225;s avanzada<sup>21</sup>. </p>
      <p>Estudios sobre obesidad y resistencia a la insulina en ni&#241;os ofrecen el potencial para identificar factores que influencian el desarrollo precoz de enfermedades cardiovasculares y diabetes tipo 2 antes de su surgimiento.</p>
      <p> El objetivo del presente estudio fue examinar la relaci&#243;n entre el &#237;ndice de masa corporal (IMC) y la resistencia a la insulina con factores de riesgo cardiovasculares aislados y con el s&#237;ndrome metab&#243;lico en ni&#241;os y ni&#241;as. </p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Este fue un estudio transversal y epidemiol&#243;gico de base poblacional. La muestra se obtuvo de modo aleatorio en escuelas p&#250;blicas y particulares en el municipio de Taguatinga, una ciudad sat&#233;lite de Bras&#237;lia, Brasil, de acuerdo con un intervalo de confianza (IC) del 95%. La selecci&#243;n de las escuelas y de las clases tuvo por objeto preservar la proporci&#243;n de alumnos matriculados en cada segmento educacional (p&#250;blico y privado). El Comit&#233; de &#201;tica Institucional aprob&#243; el estudio y el Departamento de Educaci&#243;n local lo realiz&#243; y autoriz&#243;. Uno de los genitores de cada ni&#241;o como m&#237;nimo dio su consentimiento informado por escrito para su participaci&#243;n en el estudio antes del inicio de la investigaci&#243;n. Todos los procedimientos se realizaron en el Hospital de la Universidad Cat&#243;lica de Bras&#237;lia. </p>
      <p>Tras la evaluaci&#243;n de 958 ni&#241;os con edad entre 7 y 11 a&#241;os de 10 escuelas, identificamos 74 (7,7%) ni&#241;os obesos y 102 (10.6%) ni&#241;os con sobrepeso. Para ese prop&#243;sito, el &#237;ndice de masa corporal [IMC: peso (kg)/altura (m<sup>2</sup>)] se calcul&#243; para clasificar cada ni&#241;o como obeso, si su IMC estuviera superior al percentil 95 o con sobrepeso, si su IMC estuviera entre los percentiles 85 y 95. Los individuos con IMC entre los percentiles 5 y 85 se eligieron como grupo control. Ni&#241;os con peso por abajo del normal (abajo del percentil 5) se excluyeron de la muestra. </p>
      <p>Tras una invitaci&#243;n formal para participar en el estudio, 109 ni&#241;os (55 obesos, 23 con sobrepeso y 31 controles) concordaron en participar. </p>
      <p>La edad cronol&#243;gica de cada ni&#241;o se determin&#243; en decimales, utilizando la fecha de nacimiento y la fecha de las menstruaciones para definir los grupos de edad. La altura se midi&#243; con un estadi&#243;metro de marca <italic>Seca 206 (Cardiomed, Paran&#225;, Brasil) </italic>hasta el 0,1 cm m&#225;s pr&#243;ximo. El peso se determin&#243; con una balanza digital de marca <italic>Plena (Cardiomed, Paran&#225;, Brasil)</italic> con resoluci&#243;n de 0,1 kg. Las circunferencias de la cintura y de la cadera se calcularon seg&#250;n el protocolo descrito por Marins &amp; Giannichi<sup>22</sup>. La presi&#243;n arterial se midi&#243; a trav&#233;s del m&#233;todo auscultatorio usando un esfigmoman&#243;metro (de marca <italic>Premium</italic>) con un manguito de tama&#241;o adecuado para cada paciente. Las evaluaciones se llevaron a cabo tras 5 minutos de descanso en la posici&#243;n supina y nuevamente 25 minutos tras la primera lectura, teniendo en cuenta el promedio entre las dos medidas. La presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) y la diast&#243;lica (PAD) se midieron correspondiendo al primer y quinto sonidos de Korotkoff. Los ni&#241;os se definieron como hipertensos si la presi&#243;n arterial (PA) estuviera por arriba del percentil 95 para su edad, sexo y altura. </p>
      <p>La grasa corporal se midi&#243; a trav&#233;s del m&#233;todo de absorciometr&#237;a de rayos X de doble energ&#237;a (DEXA), de acuerdo con las recomendaciones del fabricante. El equipamiento utilizado fue el Lunar DPX-IQ (United Medical Technologies, Corp., Florida, EUA) con la versi&#243;n 4.6A del software operacional. El contenido mineral &#243;seo, la masa muscular y la masa gorda se estimaron por la grasa corporal total y de segmento en t&#233;rminos relativos (porcentaje de grasa corporal) y absolutos (kg por regi&#243;n del cuerpo), aunque solamente los datos sobre la grasa corporal hab&#237;an sido usados en el presente estudio. El equipo de DEXA fue adecuadamente calibrado antes de su empleo. Todos los an&#225;lisis se realizaron por el mismo t&#233;cnico.</p>
      <p>Las muestras de sangre se obtuvieron tras un per&#237;odo de ayuno de 12 horas. Las muestras se recolectaron en tubos de vac&#237;o con gel separador y sin anticoagulante. Luego de la extracci&#243;n, la sangre se centrifug&#243; por 10 minutos a 3,000 rpm para separar el suero de los componentes remanentes, y los an&#225;lisis se efectuaron en el suero. Niveles de colesterol, triglic&#233;ridos, lipoprote&#237;na de alta densidad (HDL) y glucosa se determinaron con el empleo de un kit colorim&#233;trico enzim&#225;tico en un equipo Autohumalyzer A5, (Human GMBH, Alemania). La insulina se determin&#243; a trav&#233;s del equip&#243; ACS-180 Automated Chemiluminescence System (Ciba-Corning Diagnostic Corp., EE. UU.).</p>
      <p>El s&#237;ndrome metab&#243;lico se diagnostic&#243; de acuerdo con una versi&#243;n modificada del National Cholesterol Education Program - Adult Treatment Panel III<sup>1</sup>, que consiste en la presencia de al menos tres de los siguientes factores: obesidad (caracterizada por obesidad abdominal), dislipidemia (altos niveles de triglic&#233;ridos o bajos niveles de HDL), hipertensi&#243;n arterial e hiperglicemia de ayuno. Intervalos compatibles con disturbios lip&#237;dicos s&#233;ricos se adaptaron a la edad, como sigue a continuaci&#243;n: triglic&#233;ridos <underline>&gt;</underline> 110 mg/dl y HDL <underline>&lt;</underline> 38 mg/dl. La PA (sist&#243;lica y diast&#243;lica) se ajust&#243; adicionalmente para altura, edad y sexo, mientras que el punto de corte l&#237;mite para la caracterizaci&#243;n de la hipertensi&#243;n se estableci&#243; como por arriba del percentil 95. La hiperglucemia de ayuno se estableci&#243; con concentraciones variando de 100 a 126 mg/dl<sup>23</sup>. La obesidad se defini&#243; como se describi&#243; anteriormente. La resistencia a la insulina se estim&#243; con la utilizaci&#243;n del modelo de evaluaci&#243;n de la homeostasis [&#237;ndice HOMA-IR: insulina de ayuno (&#181;UI/ml) x glucemia de ayuno (mmol/l) /22.5], y la resistencia se defini&#243; cuando el &#237;ndice HOMA-IR &gt; percentil 90. La hiperinsulinemia se defini&#243; como nivel de insulina &gt; 20 &#181;U/ml<sup>24</sup>.</p>
      <p>La distribuci&#243;n normal de los datos se verific&#243; mediante las pruebas de Shapiro-Wilks o Kolmogorov-Smirnov. Los datos se presentan como promedios &#177; desviaci&#243;n est&#225;ndar (DE). Las diferencias entre promedios se evaluaron con el empleo de la prueba t de Student o el conjunto de an&#225;lisis de varianza (ANOVA) para el test <italic>post hoc</italic> de Scheff&#233;. El coeficiente de correlaci&#243;n de Spearman se utiliz&#243; para medir la fuerza de asociaci&#243;n entre dos variables. Todos los an&#225;lisis se llevaron a cabo con la versi&#243;n 11.5 del paquete SPSS (SPSS Inc, Chicago, EE.UU.), y los valores de p &lt; 0,05 se consideraron como estad&#237;sticamente significantes.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, cl&#237;nicas y bioqu&#237;micas</bold>
      </p>
      <p>Las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, cl&#237;nicas y bioqu&#237;micas de los 109 ni&#241;os est&#225;n resumidas en la <xref ref-type="table" rid="es_a13tab01-body2">Tabla 1</xref>. La proporci&#243;n de ni&#241;os clasificados como obesos, con sobrepeso o con peso normal no se distingui&#243; de manera significante entre los sexos, as&#237; como ninguna otra variable. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a13tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Asociaci&#243;n del IMC y s&#237;ndrome metab&#243;lico</bold>
      </p>
      <p>Los perfiles antropom&#233;tricos, cl&#237;nicos y bioqu&#237;micos de los ni&#241;os investigados de acuerdo con la clasificaci&#243;n nutricional est&#225;n resumidos en la <xref ref-type="table" rid="es_a13tab02-body2">Tabla 2</xref>. La prueba chi-cuadrado y el test <italic>post hoc</italic> de Scheff&#233; revelaron diferencias significantes en las variables antropom&#233;tricas, cl&#237;nicas y bioqu&#237;micas entre ni&#241;os y ni&#241;as obesos, con sobrepeso o peso normal, con una tendencia a disturbios metab&#243;licos m&#225;s graves entre los individuos obesos y con sobrepeso. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a13tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Asociaci&#243;n de la resistencia a la insulina y s&#237;ndrome metab&#243;lico </bold>
      </p>
      <p>Para verificar si la presencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico y sus componentes variaban de acuerdo con el fenotipo de resistencia a la insulina, los ni&#241;os se agruparon en cuartiles del &#237;ndice HOMA-IR. La descripci&#243;n de los grupos se presenta en la <xref ref-type="table" rid="tab3-body2">Tablas 3</xref> y <xref ref-type="table" rid="es_a13tab04-body2">4</xref>. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a13tab04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <table-wrap id="tab3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Una mayor frecuencia de SM y de muchos de sus componentes se encontr&#243; en los ni&#241;os clasificados por arriba del tercer cuartil del &#237;ndice HOMA-IR, lo que es consistente con una asociaci&#243;n entre la resistencia a la insulina y los factores de riesgo cardiovascular entre estudiantes brasile&#241;os. </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En el presente estudio, el diagn&#243;stico de SM se observ&#243; solamente en ni&#241;as y ni&#241;os obesos, lo que est&#225; de acuerdo con los resultados de otros autores<sup>2,4,5</sup>. Todav&#237;a a favor de esa hip&#243;tesis, el presente estudio muestra que la presencia de factores de riesgo individuales del SM era m&#225;s frecuente en ni&#241;os obesos cuando comparados con ni&#241;os con sobrepeso o peso normal, demostrando que el IMC alto aumenta la presencia de otros factores de riesgo, como relatado en otros estudios<sup>4,7</sup>. Cuando los datos de esos 55 ni&#241;as y ni&#241;os obesos se analizaron, se pudo verificar que el SM era m&#225;s frecuente entre las ni&#241;as [&#967;<sup>2 </sup>= 3,88: (1); <italic>p </italic>= 0,049], lo que est&#225; de acuerdo con los resultados logrados por Davis et al.<sup>2</sup>. Esa distinci&#243;n puede, en parte, explicarse por la mayor acumulaci&#243;n de grasa por las ni&#241;as. Se evidenci&#243; asimismo que la prevalencia del SM se distingue de forma significante seg&#250;n el nivel de resistencia a la insulina. Ninguno de los ni&#241;os encontrados en los dos cuartiles inferiores definidos por el &#237;ndice HOMA-IR se diagnostic&#243; con SM, mientras que el 7,4% y el 40,7% de los ni&#241;os clasificados en los dos cuartiles superiores presentaban SM [&#967;<sup>2 </sup>= 21,483: (1); <italic>p </italic>= 0,001]. As&#237;, se demostr&#243; que la prevalencia de factores de riesgo individuales para el SM aumenta junto al aumento del fenotipo resistente a la insulina<sup>8,25,26</sup>. Adem&#225;s de eso, Weiss et al.<sup>7</sup> relataron un aumento en la prevalencia del SM seg&#250;n la mayor resistencia a la insulina en tres grupos &#233;tnicos distintos (Latinos, Caucasianos y Negros). El presente estudio no verific&#243; el origen &#233;tnico de los ni&#241;os evaluados. El Brasil tiene una alta tasa de miscegenaci&#243;n de la poblaci&#243;n y esa caracter&#237;stica no puede excluirse como una posible fuente de variaciones encontradas en el estudio. Independientemente de la composici&#243;n &#233;tnica, otros estudios revelaron una asociaci&#243;n similar entre la resistencia a la insulina y el SM todas las veces que se comparan a grupos humanos diferentes<sup>11,17,27-29</sup>.</p>
      <p>Al tener en cuenta todos esos datos, la opci&#243;n de usar el IMC como m&#233;todo de clasificaci&#243;n nutricional se apoya en los siguientes hechos: en primer lugar, debido a la mayor adhesi&#243;n en estudios de base poblacional<sup>2,4,7</sup> y en segundo lugar, debido a su estrecha correlaci&#243;n con los criterios diagn&#243;sticos para el SM. De esa forma, nuestro estudio evidenci&#243; un mayor coeficiente de correlaci&#243;n de Spearman entre el SM y el IMC (r = 0,77), comparado con la correlaci&#243;n del SM con otras medidas antropom&#233;tricas, tales como el contenido de grasa corporal medido a trav&#233;s de DEXA (r = 0,70), circunferencia de la cintura (r = 0,70), circunferencia de la cadera (r = 0,65) y la raz&#243;n cintura/cadera (r = 0,60). Adem&#225;s de eso, la obesidad medida por el IMC revel&#243; una asociaci&#243;n directa con el factor etiol&#243;gico m&#225;s relevante para el SM -de todos los ni&#241;os clasificados en el tercer y cuarto cuartiles del &#237;ndice HOMA-IR, un 51,9% y un 88,9% respectivamente, eran obesas [&#967;<sup>2 </sup>= 35,489 (1); <italic>p </italic>= 0,001]. En los organismos obesos, hay un flujo mayor de &#225;cidos grasos libres (FFA) diet&#233;ticos y/o end&#243;genos en la corriente sangu&#237;nea. Citoquinas tales como la interleuquina-6 secretada por el tejido adiposo puede producir un efecto lipol&#237;tico en los dep&#243;sitos perif&#233;ricos, conllevando la movilizaci&#243;n de la grasa hacia el compartimiento abdominal<sup>30</sup>. Adem&#225;s de eso, la enzima lipasa, una lipoprote&#237;na insulinodependiente, puede sufrir una reducci&#243;n en la actividad bajo una condici&#243;n resistente, lo que puede contribuir al fenotipo de hipertrigliceridemia<sup>31</sup>. </p>
      <p>Los valores de la presi&#243;n sist&#243;lica y diast&#243;lica se distinguieron significantemente entre los grupos estratificados seg&#250;n el IMC y el &#237;ndice HOMA-IR. La mayor prevalencia de casos hipertensivos en los percentiles m&#225;s altos del &#237;ndice HOMA-IR apoya la hip&#243;tesis de que el exceso de grasa corporal puede promover un aumento en la presi&#243;n arterial<sup>4,8</sup>. Valores promedios del contenido de grasa corporal y la insulina de ayuno eran m&#225;s altos en ni&#241;os clasificados en el cuartil superior del &#237;ndice HOMA-IR y en el grupo obeso, como previamente descrito<sup>28,32-34</sup>. El rol de la resistencia a la insulina en el surgimiento de la hipertensi&#243;n sigue controvertido. Sin embargo, ha sido postulado que el estado resistente puede conllevar la hipertensi&#243;n debido al defecto en la actividad vasodilatadora mediada por el &#243;xido n&#237;trico de la hormona insul&#237;nica en las c&#233;lulas endoteliales<sup>35</sup>. Se ha relatado que ese efecto se reduce en individuos obesos<sup>36</sup>. Es razonable concluir que dicho defecto en la acci&#243;n de la insulina, junto a los eventos independientes de exceso de reabsorci&#243;n renal y/o consumo de sodio, as&#237; como la persistencia de la actividad simp&#225;tica, pueden contribuir al aumento de la presi&#243;n arterial. Una actividad simp&#225;tica elevada, por ejemplo, se ha tenido en cuenta como causa del aumento de la resistencia vascular perif&#233;rica en ni&#241;os obesos<sup>37</sup>. </p>
      <p>Pese a la falta de una hip&#243;tesis un&#225;nime sobre los senderos patofisiol&#243;gicos que conllevan el surgimiento del s&#237;ndrome metab&#243;lico, nuestro estudio sugiere que los niveles de insulina plasm&#225;tica, as&#237; como la simple evaluaci&#243;n del IMC son indicadores valiosos de disturbios cl&#237;nicos compatibles con el en ni&#241;os.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>AP Ferreira aport&#243; de forma significante en la creaci&#243;n y conducci&#243;n del estudio, en el an&#225;lisis e interpretaci&#243;n de los resultados y en la interpretaci&#243;n del manuscrito. </p>
      <p>NM Fran&#231;a aport&#243; de forma significante en la creaci&#243;n y conducci&#243;n del estudio, as&#237; como en el an&#225;lisis e interpretaci&#243;n de los resultados.</p>
      <p>OT N&#243;brega aport&#243; de forma significante en el an&#225;lisis e interpretaci&#243;n de los resultados, en la preparaci&#243;n del manuscrito y en la revisi&#243;n final del art&#237;culo para su aceptaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Maestr&#237;a de Aparecido Pimentel Ferreira, por la Universidad Cat&#243;lica de Bras&#237;lia. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Association of body mass index and insulin resistance with metabolic syndrome in Brazilian children</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The clustering of cardiovascular risk factors called metabolic syndrome occurs in both children and adults. Insulin resistance and obesity are usual parts of the picture, but their joint effects on the onset of the syndrome remains somewhat debatable. OBJECTIVE: The purpose of the current study was to examine the relationship of the body mass index (BMI) and insulin resistance with the metabolic syndrome (MS) in children. METHODS: We studied 109 children, 55 boys and 54 girls, between 7 and 11 years of age (55 obese, 23 overweight and 31 controls). The weight status of each child was defined based on BMI/age ratio. Blood glucose, HDL, triglycerides and insulin were measured using fasting samples. Blood pressure was measured twice. The metabolic syndrome was defined according to the NCEP ATP III criteria. RESULTS: The diagnosis of the MS was only found in obese children. The greater frequency of MS and of many of its components have been found in the children classified above the third quartile of the HOMA index, which is consistent with an association between insulin resistance and cardiovascular risk factors among the Brazilian children. CONCLUSION: The present study shows that obesity and insulin resistance are likely to play a role in the development of cardiovascular risk factors in children since the prevalence of classic risk factors was higher in the upper BMI and HOMA percentiles.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Metabolic syndrome</kwd>
        <kwd>child</kwd>
        <kwd>obesity</kwd>
        <kwd>overweight</kwd>
        <kwd>insulin resistance</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="cima-body3"/>Association of body mass index and insulin resistance with metabolic syndrome in Brazilian children</p>
      <p>
        <bold>Aparecido Pimentel Ferreira<sup>I</sup>; Ot&#225;vio de Tol&#234;do N&#243;brega<sup>II,III</sup>; Nanc&#237; Maria de Fran&#231;a<sup>III</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Paulista - UNIP, Distrito Federal - Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade de Bras&#237;lia - UnB, Distrito Federal - Brazil</p>
      <p><sup>III</sup>Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia - UCB, Distrito Federal - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The clustering of cardiovascular risk factors called metabolic syndrome occurs in both children and adults. Insulin resistance and obesity are usual parts of the picture, but their joint effects on the onset of the syndrome remains somewhat debatable. </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> The purpose of the current study was to examine the relationship of the body mass index (BMI) and insulin resistance with the metabolic syndrome (MS) in children.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> We studied 109 children, 55 boys and 54 girls, between 7 and 11 years of age (55 obese, 23 overweight and 31 controls). The weight status of each child was defined based on BMI/age ratio. Blood glucose, HDL, triglycerides and insulin were measured using fasting samples. Blood pressure was measured twice. The metabolic syndrome was defined according to the NCEP ATP III criteria.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The diagnosis of the MS was only found in obese children. The greater frequency of MS and of many of its components have been found in the children classified above the third quartile of the HOMA index, which is consistent with an association between insulin resistance and cardiovascular risk factors among the Brazilian children.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The present study shows that obesity and insulin resistance are likely to play a role in the development of cardiovascular risk factors in children since the prevalence of classic risk factors was higher in the upper BMI and HOMA percentiles. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Metabolic syndrome; child; obesity; overweight; insulin resistance; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Obesity in association with hypertension, dyslipidemia, and hyperglycemia constitute the metabolic syndrome (MS), a well-recognized constellation of risk factors for the development of type 2 diabetes and cardiovascular disease (CVD)<sup>1</sup>. Several studies have suggested that MS starts early in life<sup>2-7</sup>. Although the definition of MS in children and adolescents remains controversial<sup>8</sup>, the clustering of multiple cardiovascular risk factors similar to the ones observed in adults<sup>9</sup> has been found to develop in childhood and to persist into adulthood<sup>10</sup>. </p>
      <p>Insulin resistance and adiposity are underlying elements of the MS, but their joint effect on the onset of other elements of the syndrome remains undefined<sup>11</sup>. The prevalence of childhood obesity has more than doubled in the last 15 years in many regions worldwide<sup>12</sup>. This phenomenon is associated with a rapidly increasing trend in cases of type 2 diabetes and CVD in childhood. The close association between childhood obesity and diabetes has been reported in isolated<sup>13</sup> and multiethnic groups<sup>14 </sup>at high risk for diabetes. In these studies, the evolution from normal to impaired glucose tolerance (IGT) was associated with systemic resistance to insulin action and with failure in the insulin-secreting capacity of &#946;-cells, endophenotypes that deteriorate further as type 2 diabetes develops<sup>15</sup>.</p>
      <p>In children, the cumulative occurrence of risk factors for CVD is a rare event, but previous studies in this age group have shown a significant relationship between fasting insulin, lipid abnormalities, blood pressure disorders and overweight<sup>7, 16</sup>. Other studies have observed multiple associations of cardiovascular risk factors in young cohorts<sup>17-20</sup> in a pattern that closely resembles the disorders observed in older-aged groups<sup>21</sup>. Studies on obesity and insulin resistance in children offer the potential to identify factors influencing the early development of cardiovascular diseases and type 2 diabetes before their onset.</p>
      <p>The objective of the present study was to examine to relationship between body mass index and insulin resistance with isolated cardiovascular risk factors and with metabolic syndrome in children.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This was a cross-sectional, population-based epidemiological study. The sample was obtained at random from public and private schools in Taguatinga, a satellite town of Bras&#237;lia, Brazil, according to a confidence interval (CI) of 95%. Selection of schools and classes was meant to preserve the proportion of students enrolled in each educational segment (public and private). The study was approved by the institutional Ethics Committee and performed under consent of the local Education Department. At least one parent of each child gave written consent for his/her participation in the study before the investigation. All procedures were run at the Hospital of the <italic>Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia</italic>.</p>
      <p>After screening 958 children aged 7 to 11 years from 10 schools, we detected 74 (7.7%) obese children and 102 (10.6%) overweight children. For that purpose, body mass index [BMI; weight (kg)/height (m<sup>2</sup>)] was calculated to classify each child as obese if their BMI was above the 95<sup>th</sup> or as overweight if BMI was between the 85<sup>th</sup> and 95<sup>th</sup> percentiles. Subjects between the 5<sup>th</sup> and the 85<sup>th</sup> percentiles were selected as the control group. Underweight children (below the 5<sup>th</sup> percentile) were excluded from the sample. After a formal invitation to undertake the study, 109 children (55 obese, 23 overweight and 31 control) agreed to take part.</p>
      <p>Each child's chronological age was determined at the decimal level using date of birth and date of measurements to define age groups. Height was assessed using a <italic>Seca 206</italic> stadiometer <italic>(Cardiomed, Paran&#225;, Brazil)</italic> to the nearest 0.1 cm. Weight was determined with a <italic>Plena</italic> digital scale <italic>(Cardiomed, Paran&#225;, Brazil)</italic> with 0.1 kg resolution. Waist and hip circumferences were determined following the protocol described by Marins &amp; Giannichi<sup>22</sup>. Blood pressure was measured by the auscultatory method using a sphygmomanometer with a suitable cuff size for each patient (<italic>Premium</italic>). Assessments were taken after a 5-minute rest in the supine position and again 25 minutes after the first reading, and the mean of the two measurements was considered. Systolic (SBP) and diastolic (DBP) blood pressures were measured corresponding to the first and fifth Korotkoff sounds. Children were defined as hypertensive if their blood pressure was over the 95<sup>th</sup> percentile for their age, sex and height.</p>
      <p>Body fat was measured using the dual energy X-ray absorptiometry (DXA) method according to manufacturer's recommendations. The equipment used was a Lunar DPX-IQ (United Medical Technologies, Corp., Florida, USA) with the 4.6A version of the operational software. Bone mineral content, muscle mass, and fat mass were estimated by segment and total body fat was quantified in both relative (percentage of body fat) and absolute terms (kg per body region), although only the body fat data were used for this study. The DXA equipment was duly calibrated prior to use. All analyses were performed by the same technician.</p>
      <p>Blood samples were obtained after a 12-hour fasting period. Samples were collected in vacuum tubes with separator gel and without anticoagulant. After collection, blood was centrifuged for 10 minutes at 3.000 rpm to separate serum from the remaining components, and the analyses were run on serum. Cholesterol, triglycerides, high-density lipoproteins (HDL) and glucose were assayed using an enzymatic colorimetric kit processed in Autohumalyzer A5, (Human GMBH, Germany). Insulin was assayed using the ACS-180 Automated Chemiluminescence System (Ciba-Corning Diagnostic Corp., USA).</p>
      <p>Metabolic syndrome was diagnosed according to a modified version of the National Cholesterol Education Program's Adult Treatment Panel III<sup>1</sup>, which consists of the presence of at least three of the following factors: obesity (characterized by abdominal obesity), dyslipidemia (high levels of triglycerides or low HDL levels), arterial hypertension and fasting hyperglycemia. Intervals compatible with serum lipid disorders were age-adapted as follows: triglycerides <underline>&gt;</underline> 110 mg/dl and HDL <underline>&lt;</underline> 38 mg/dl. Blood pressure (both systolic and diastolic) was further adjusted for height, age and sex, whereas the hypertensive cutoff limit was set above the 95<sup>th</sup> percentile. Fasting hyperglycemia was established as concentrations ranging from 100 to 126 mg/dl<sup>23</sup>. Obesity was defined as stated above. Insulin resistance was estimated using the homeostasis model assessment [HOMA; fasting insulin (&#956;UI/ml) x fasting glycemia (mmol/l)/22.5], and resistance was assumed with HOMA &gt; 90<sup>th</sup> Percentile. Hyperinsulinemia was defined as insulin level above 20 &#956;U/ml<sup>24</sup>.</p>
      <p>Normal distribution of the data was verified by the Shapiro-Wilks or the Kolmogorov-Smirnov tests. Data are presented as mean &#177; standard deviation (SD). Differences between means were assessed using either the <italic>t</italic> student test or the one-way analysis of variance set for the Scheff&#233; post hoc test. Spearman's rank correlation coefficient was used to measure the strength of association between 2 variables. All analyses were carried out using the 11.5 version of the SPSS package (SPSS Inc, Chicago, USA), and p values &lt; 0.05 were considered statistically significant.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Demographic, clinical, and biochemical features</bold>
      </p>
      <p>The demographic, clinical, and biochemical characteristics of the 109 children are summarized in <xref ref-type="table" rid="en_a13tab01-body3">Table 1</xref>. The proportion of children classified as obese, overweight and normal weight did not significantly differ between sexes, nor did any other variable.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a13tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Association of BMI with metabolic syndrome </bold>
      </p>
      <p>The anthropometric, clinical and biochemical profiles of the children investigated according to the nutritional classification are summarized in <xref ref-type="table" rid="en_a13tab02-body3">Table 2</xref>. The chi-square test and the Scheff&#233; post hoc test disclosed significant differences regarding the anthropometric, clinical and biochemical variables between obese, overweight and normal weight children, with a trend for greater metabolic disorders among the obese and overweight subjects.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a13tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Association of insulin resistance with metabolic syndrome</bold>
      </p>
      <p>To verify if the presence of the metabolic syndrome and its components varied according to the insulin resistance phenotype, the children were grouped in quartiles of the HOMA index. The description of the groups is shown in <xref ref-type="table" rid="tab3-body3">Table 3</xref> and <xref ref-type="table" rid="en_a13tab04-body3">table 4</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a13tab04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <table-wrap id="tab3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0147-00013-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The greater frequency of MS and of many of its components were found in the children classified above the third quartile of HOMA, which is consistent with an association between insulin resistance and cardiovascular risk factors among Brazilian schoolchildren. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In the present study, the diagnosis of MS was only found in obese children corroborating results from other authors<sup>2,4,5</sup>. Supporting this hypothesis, the present study shows that the presence of individual risk factors for MS was more frequently observed in obese children, when compared with overweight and normal weight ones, showing that high BMI increases the presence of other risk factors, as reported elsewhere<sup>4,7</sup>. When the data from these 55 obese children were analyzed, it was observed that MS was more frequent among the girls [&#967;<sup>2 </sup>= 3.88: (1); <italic>p </italic>= 0.049], in agreement to the results found by Davis et al<sup>2</sup>. This difference can in part be explained by a greater accumulation of fat in girls. The prevalence of MS has also shown to differ significantly according to the level of insulin resistance. None of the children classified in the two lower quartiles defined by HOMA intervals were diagnosed with metabolic syndrome, whilst 7.4 and 40.7% of the children classified in the two upper quartiles exhibited MS [&#967;<sup>2 </sup>= 21.483: (1); <italic>p </italic>= 0.001]. Accordingly, the prevalence of individual risk factors for MS has shown to increase along with the augmentation of the insulin resistant phenotype<sup>8,25,26</sup>. Moreover, Weiss et al<sup>7</sup> reported an increase in the prevalence of the MS in accordance with higher insulin resistance in three different ethnic groups (Hispanics, Caucasians and Blacks). The present study did not verify the ethnic structure of the children evaluated. Brazil has a highly miscegenated population and this feature cannot be ruled out as a possible source of variances found in the study. Regardless of the ethnic composition, studies elsewhere show similar association between insulin resistance and MS whenever diverse human groups are compared<sup>11,17,27-29</sup>.</p>
      <p>All considered, the option to use BMI as method for nutritional classification is supported by the following: firstly, due to the greater adhesion in population-based studies<sup>2,4,7</sup> and secondly due to its straight correlation with diagnostic criteria for MS. Accordingly, our study showed a higher Spearman's correlation coefficient between MS and BMI (r = 0.77), compared to the correlation of MS with other anthropometric measures, such as DXA-measured body fat (r = 0.70), waist circumference (r = 0.70), hip circumference (r = 0.65) and waist/hip ratio (r = 0.60). Moreover, BMI-measured obesity have shown a direct association with the most relevant etiological factor for MS - of the children classified in the third and fourth quartiles of HOMA, 51.9% and 88.9% respectively were obese [&#967;<sup>2 </sup>= 35.489 (1); <italic>p </italic>= 0.001]. In obese organisms, there is a higher flow of dietary and/or endogenous free fatty acids (FFA) in the bloodstream. Cytokines such as interleukin-6 secreted from adipose tissue can produce a lipolytic effect on peripheral storages leading to fat mobilization toward the abdominal compartment<sup>30</sup>. Moreover, the insulin-dependent lipoprotein lipase enzyme may suffer from reduced activity under a resistant condition, which may contribute to the hypertriglyceridemia phenotype<sup>31</sup>.</p>
      <p>The values of systolic and diastolic blood pressure were significantly different between the groups stratified according to BMI and to HOMA. The higher prevalence of hypertensive individuals in the higher HOMA percentiles strengthens the hypothesis that excessive body fat can promote increase in blood pressure<sup>4,8</sup>. Mean values of body fat content and fasting insulin were higher in children classified in the upper HOMA quartile and in the obese group, as described elsewhere<sup>28,32-34</sup>. The role of the insulin resistance in the onset of hypertension remains controversial. Nonetheless, it has been postulated that a resistant state may lead to hypertension due to the failure of the nitric oxide-mediated vasodilator activity of the insulin hormone on endothelial cells<sup>35</sup>. It has been reported that this effect is diminished in obese individuals<sup>36</sup>. It is reasonable to assume that such failure in the insulin action, coupled to independent events of excessive renal reabsorption and/or consumption of sodium as well as persistence of sympathetic activity can contribute to the rise of the blood pressure. An elevated sympathetic activity, for instance, has been observed to account for an increased peripheral vascular resistance in obese children<sup>37</sup>.</p>
      <p>Despite the lack of a unanimous hypothesis on the actual pathophysiological pathways that lead to the onset of metabolic syndrome, our work suggests that plasma insulin levels as well as the simple evaluation of BMI are valuable indicators of clinical disorders compatible with metabolic syndrome in children.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>AP Ferreira has substantially contributed to design and conduct the study, to the analysis and interpretation of results, to the preparation of the manuscript.</p>
      <p>NM Fran&#231;a has substantially contributed to design and conduct the study as well as to the analysis and interpretation of results.</p>
      <p>OT N&#243;brega has substantially contributed to the analysis and interpretation of results, to the preparation of the manuscript and to the article's final revision for acceptance.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Aparecido Pimentel Ferreira, from Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
