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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">Gm8p6stqfSKswTn46hNWyPF</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Perfil lip&#237;dico, fatores de risco cardiovascular e s&#237;ndrome metab&#243;lica em um grupo de pacientes com AIDS</article-title>
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            <given-names>Katia Cristina</given-names>
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            <surname>Lewi</surname>
            <given-names>David Salom&#227;o</given-names>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>113</fpage>
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          <year>2008</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>08</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Desde o advento da AIDS, a terapia antiretroviral desenvolveu-se significantemente, incluindo a terapia antiretroviral altamente ativa (HAART) e a doen&#231;a adquiriu uma caracter&#237;stica cr&#244;nica. Entretanto, ap&#243;s a introdu&#231;&#227;o da HAART, v&#225;rias altera&#231;&#245;es metab&#243;licas foram observadas, principalmente relacionadas ao perfil lip&#237;dico. OBJETIVO: Avaliar e comparar os perfis lip&#237;dicos, analisar o risco cardiovascular, e descrever a preval&#234;ncia da s&#237;ndrome metab&#243;lica em pacientes com AIDS tratados ou n&#227;o com HAART. M&#201;TODOS: Durante um per&#237;odo de 18 meses, 319 pacientes tratados em ambulat&#243;rios na cidade de S&#227;o Paulo, Brasil, foram selecionados. RESULTADOS: A amostra final incluiu 215 pacientes tratados com HAART e 69 pacientes virgens de tratamento com HAART. A idade m&#233;dia era 39,5 anos, e 60,9% eram do sexo masculino. Os principais fatores de risco cardiovascular eram o fumo (27%), hipertens&#227;o (18%) e hist&#243;rico familiar de aterosclerose (40%). Os valores m&#233;dios de colesterol total, HDL-colesterol, triglic&#233;rides e glicose foram mais altos no grupo HAART do que no grupo n&#227;o-HAART (205 vs 180 mg/dl, 51 vs 43 mg/dl, 219 vs 164 mg/dl e 101 vs 93 mg/dl respectivamente; p &lt; 0,001 para todos). De acordo com o escore de risco de Framingham, o risco cardiovascular era moderado a alto em 11% dos pacientes tratados com HAART e 4% dos pacientes n&#227;o-HAART. De acordo com a defini&#231;&#227;o do Adult Treatment Panel III, a s&#237;ndrome metab&#243;lica foi observada em 13% e 12% dos pacientes, respectivamente, com e sem HAART. CONCLUS&#195;O: Embora os valores m&#233;dios do colesterol total, HDL-c e triglic&#233;rides tenham sido mais altos no grupo HAART, um maior risco cardiovascular n&#227;o foi identificado no primeiro grupo. A preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica foi compar&#225;vel em ambos os grupos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>s&#237;ndrome metab&#243;lica</kwd>
        <kwd>desordens do metabolismo lip&#237;dico</kwd>
        <kwd>doen&#231;a cardiovascular</kwd>
        <kwd>terapia antiretroviral de alta pot&#234;ncia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> DISLIPIDEMIAS</p>
    <p>Perfil lip&#237;dico, fatores de risco cardiovascular e s&#237;ndrome metab&#243;lica em um grupo de pacientes com AIDS</p>
    <p>
      <bold>&#201;rika Ferrari Rafael da Silva<sup>I</sup>; Katia Cristina Bassichetto<sup>II</sup>; David Salom&#227;o Lewi<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal de S&#227;o Paulo </p>
    <p><sup>II</sup>Secretaria Municipal de Sa&#250;de de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt02">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>Desde o advento da AIDS, a terapia antiretroviral desenvolveu-se significantemente, incluindo a terapia antiretroviral altamente ativa (HAART) e a doen&#231;a adquiriu uma caracter&#237;stica cr&#244;nica. Entretanto, ap&#243;s a introdu&#231;&#227;o da HAART, v&#225;rias altera&#231;&#245;es metab&#243;licas foram observadas, principalmente relacionadas ao perfil lip&#237;dico. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar e comparar os perfis lip&#237;dicos, analisar o risco cardiovascular, e descrever a preval&#234;ncia da s&#237;ndrome metab&#243;lica em pacientes com AIDS tratados ou n&#227;o com HAART. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Durante um per&#237;odo de 18 meses, 319 pacientes tratados em ambulat&#243;rios na cidade de S&#227;o Paulo, Brasil, foram selecionados. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A amostra final incluiu 215 pacientes tratados com HAART e 69 pacientes virgens de tratamento com HAART. A idade m&#233;dia era 39,5 anos, e 60,9% eram do sexo masculino. Os principais fatores de risco cardiovascular eram o fumo (27%), hipertens&#227;o (18%) e hist&#243;rico familiar de aterosclerose (40%). Os valores m&#233;dios de colesterol total, HDL-colesterol, triglic&#233;rides e glicose foram mais altos no grupo HAART do que no grupo n&#227;o-HAART (205 vs 180 mg/dl, 51 vs 43 mg/dl, 219 vs 164 mg/dl e 101 vs 93 mg/dl respectivamente; p &lt; 0,001 para todos). De acordo com o escore de risco de Framingham, o risco cardiovascular era moderado a alto em 11% dos pacientes tratados com HAART e 4% dos pacientes n&#227;o-HAART. De acordo com a defini&#231;&#227;o do Adult Treatment Panel III, a s&#237;ndrome metab&#243;lica foi observada em 13% e 12% dos pacientes, respectivamente, com e sem HAART. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>Embora os valores m&#233;dios do colesterol total, HDL-c e triglic&#233;rides tenham sido mais altos no grupo HAART, um maior risco cardiovascular n&#227;o foi identificado no primeiro grupo. A preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica foi compar&#225;vel em ambos os grupos.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> s&#237;ndrome metab&#243;lica, desordens do metabolismo lip&#237;dico, doen&#231;a cardiovascular, terapia antiretroviral de alta pot&#234;ncia.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O aparecimento da terapia antiretroviral altamente ativa (highly active antiretroviral therapy) - HAART - mudou o curso da infec&#231;&#227;o pelo HIV, aumentando a sobrevida e melhorando a qualidade de vida dos indiv&#237;duos infectados pelo HIV<sup>1</sup>. Entretanto, tem sido demonstrado que uma alta propor&#231;&#227;o de pacientes tratados com regimes HAART, especialmente aqueles que incluem inibidores de protease (IP), apresentam dist&#250;rbios metab&#243;licos (dislipidemia, resist&#234;ncia &#224; insulina) e altera&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas (lipodistrofia e lipoatrofia), bem como aumento do risco de doen&#231;a cardiovascular (doen&#231;a arterial coronariana e acidente vascular cerebral - AVC)<sup>2-10</sup>. Essas descobertas mudaram o cen&#225;rio da infec&#231;&#227;o pelo HIV e seu tratamento. </p>
    <p>Em 1998, Carr e cols.<sup>11</sup> descreveram a lipodistrofia associada ao HIV, caracterizada por hipertrofia do tecido adiposo dorsocervical (tamb&#233;m conhecida como <italic>buffalo hump </italic>ou "giba de b&#250;falo"), aumento da medida da cintura abdominal, aumento de tamanho das mamas, bem como lipoatrofia da face, n&#225;degas e membros, junto com proemin&#234;ncia das veias superficiais das extremidades. Acredita-se que a preval&#234;ncia geral de pelo menos uma anormalidade f&#237;sica em pacientes com AIDS tratados com HAART seja de aproximadamente 50%, embora as taxas relatadas variem de 18 a 83%<sup>10</sup>. Diferen&#231;as nas taxas de preval&#234;ncia podem ser atribu&#237;das &#224; idade, g&#234;nero ou o tipo/dura&#231;&#227;o da terapia antiretroviral, bem como a falta de uma defini&#231;&#227;o de caso validada e objetiva<sup>10</sup>. </p>
    <p>Dados na literatura mostram que a preval&#234;ncia de hiperlipidemia varia de 28% a 80% em pacientes que recebem HAART, incluindo hipertrigliceridemia (40-80%) e colesterol total elevado (10-50%)<sup>4-7,12-14</sup>. Essas altera&#231;&#245;es lip&#237;dicas est&#227;o especialmente relacionadas ao uso de IP<sup>2,4-9</sup>. </p>
    <p>H&#225; dados conflitantes em rela&#231;&#227;o &#224; HAART e a incid&#234;ncia de doen&#231;a coronariana (angina ou infarto do mioc&#225;rdio) em pacientes com AIDS<sup>12-17</sup>. Embora diferen&#231;as no desenho do estudo, sele&#231;&#227;o de pacientes e an&#225;lise estat&#237;stica possam explicar essa disparidade, uma exposi&#231;&#227;o mais longa &#224; HAART, principalmente aos IP, parecem aumentar o risco de infarto do mioc&#225;rdio. O estudo <italic>Data Collection on Adverse Events of Anti-HIV Drugs</italic> mostrou que o aumento relativo no risco de infarto do mioc&#225;rdio foi de 26% por ano de exposi&#231;&#227;o &#224; HAART<sup>14</sup>. </p>
    <p>V&#225;rios estudos t&#234;m demonstrado que a preval&#234;ncia da s&#237;ndrome metab&#243;lica &#233; mais alta em pacientes com AIDS tratados com HAART do que em indiv&#237;duos HIV-negativos<sup>18-20</sup>. </p>
    <p>At&#233; hoje, nenhum estudo avaliou as altera&#231;&#245;es metab&#243;licas em pacientes com AIDS tratados com HAART no Brasil, que tem uma popula&#231;&#227;o estimada de 600.000 indiv&#237;duos infectados pelo HIV, dos quais 180.000 s&#227;o tratados com HAART, a maioria em cl&#237;nicas ambulatoriais do sistema p&#250;blico de sa&#250;de. </p>
    <p>O objetivo desse estudo foi avaliar e comparar os perfis lip&#237;dicos, analisar o risco cardiovascular e descrever a preval&#234;ncia da s&#237;ndrome metab&#243;lica em pacientes com AIDS tratados e n&#227;o-tratados com HAART. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo &#233; descritivo, transversal, conduzido em sete cl&#237;nicas ambulatoriais na cidade de S&#227;o Paulo, Brasil: a Universidade de S&#227;o Paulo e seis cl&#237;nicas ambulatoriais da Secretaria Municipal de Sa&#250;de da cidade de S&#227;o Paulo. </p>
    <p>Os pacientes foram recrutados durante visitas ambulatoriais programadas regularmente, entre Dezembro de 2004 e Maio de 2006. Os pacientes foram considerados eleg&#237;veis para inclus&#227;o no estudo se, &#224; &#233;poca da coleta de dados, estivessem recebendo HAART por pelo menos dois meses e n&#227;o tivessem tomando qualquer medicamento que pudesse afetar o perfil lip&#237;dico (diur&#233;ticos, estatinas, fibratos, horm&#244;nios, etc.) ou n&#227;o estivessem recebendo terapia antiretroviral. </p>
    <p>No total, 319 pacientes preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o e foram avaliados atrav&#233;s de um question&#225;rio de perguntas relacionadas ao uso de HAART, hist&#243;rico familiar de doen&#231;a card&#237;aca coronariana, <italic>diabetes mellitus</italic>, fumo e o uso de medicamentos que poderiam afetar o perfil lip&#237;dico. N&#237;veis de colesterol total, lipoprote&#237;na de baixa densidade (LDL-c), lipoprote&#237;na de alta densidade (HDL-c) e triglic&#233;rides, bem como contagem de c&#233;lulas CD4+ e carga viral do HIV tamb&#233;m foram mensurados. Quando o n&#237;vel de triglic&#233;rides era &gt; 400 mg/dL, a equa&#231;&#227;o de Friedwald era usada para determinar os n&#237;veis de LDL-c. O risco cardiovascular foi calculado usando o escore de risco de Framingham<sup>21</sup> e a presen&#231;a de s&#237;ndrome metab&#243;lica era avaliada de acordo com os crit&#233;rios do<italic> Adult Treatment Panel </italic>III (APT III)<sup>22</sup>. Essas regras s&#227;o: triglic&#233;rides <underline>&gt;</underline> 150 mg /dl, circunfer&#234;ncia abdominal para homem <underline>&gt;</underline> 102 cm e para mulher <underline>&gt;</underline> 88 cm, glicose <underline>&gt;</underline> 110 mg/dl, HDL-c &lt; 40 mg/dl para homem e &lt; 50 mg/dl para mulher e press&#227;o arterial (PA) <underline>&gt;</underline> 130 x 85 mmHg<sup>22</sup>. </p>
    <p>O tamanho da amostra foi calculado a partir de uma an&#225;lise preliminar das vari&#225;veis de interesse. Foram considerados m&#233;dias e desvios-padr&#227;o. Todos os dados foram padronizados e colocados em um banco de dados. O n&#237;vel de signific&#226;ncia estat&#237;stica foi definido como 0,05 (&#945; = 5%), e o software Estat&#237;stico para Ci&#234;ncias Sociais, vers&#227;o 12.0 para Windows, foi utilizado em todas as an&#225;lises. Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e informado, previamente aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica da Universidade Federal de S&#227;o Paulo e da Secretaria Municipal de Sa&#250;de da Cidade de S&#227;o Paulo. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Dos 319 pacientes com AIDS avaliados, 243 eram tratados com HAART (Grupo 1), e 76 eram virgens de tratamento com HAART (Grupo 2). A m&#233;dia da idade era 39,5 anos e 60,9% dos pacientes eram do sexo masculino. Os principais fatores de risco cardiovascular dos pacientes eram fumo (27%), hipertens&#227;o (18%), hist&#243;rico familiar de aterosclerose (40%) e <italic>diabetes mellitus</italic> (4%). As caracter&#237;sticas basais dos pacientes s&#227;o descritas na <xref ref-type="table" rid="a08tab01">Tabela 1</xref>. Em compara&#231;&#227;o com o Grupo 2, o Grupo 1 apresentava valores m&#233;dios mais altos de colesterol total (205 <italic>vs</italic> 180 mg/dl [p &lt; 0,001], HDL-c (51 <italic>vs</italic> 43 mg/dl [p &lt; 0,001]), triglic&#233;rides (219 <italic>vs</italic> 164 mg/dl [p = 0,004]) e glicose (101 <italic>vs</italic> 93 mg/dl [ p &lt; 0,001) respectivamente. Nenhuma diferen&#231;a significante foi observada entre os grupos em rela&#231;&#227;o aos n&#237;veis de LDL-c (p = 0,073). </p>
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    </p>
    <p>Alguns pacientes foram exclu&#237;dos da estimativa de risco de doen&#231;a arterial coronariana pelo escore de risco de Framingham: 41 por terem menos de 30 anos; 31 porque o perfil lip&#237;dico estava incompleto; e 5, porque os dados sobre a PA n&#227;o estavam dispon&#237;veis. Dessa forma, 242 pacientes foram avaliados (193 pacientes no Grupo 1 e 49 no Grupo 2). De acordo com o escore de risco de Framingham, o risco cardiovascular era moderado a alto em 11% (22) dos pacientes tratados com HAART e em 4% (2) dos pacientes virgens de tratamento com HAART. Como mostrado na <xref ref-type="table" rid="a08tab02">Tabela 2</xref>, nenhuma diferen&#231;a estatisticamente significante foi observada entre os dois grupos. A s&#237;ndrome metab&#243;lica, de acordo com os crit&#233;rios do ATP III<sup>22</sup>, foi identificada em 13% (27) pacientes do grupo 1 e em 12% (8) pacientes do grupo 2 (p=0,832). As caracter&#237;sticas da s&#237;ndrome metab&#243;lica s&#227;o descritas na <xref ref-type="table" rid="a08tab03">Tabela 3</xref>.</p>
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      <table-wrap id="a08tab02">
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    </p>
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      <table-wrap id="a08tab03">
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    </p>
    <p>Como mostrado na <xref ref-type="table" rid="a08tab04">Tabela 4</xref>, os pacientes do grupo 1 foram agrupados em 5 grupos de acordo com o regime de HAART utilizado, a fim de avaliar o melhor regime em termos de efeito sobre o perfil metab&#243;lico: o grupo A recebia zidovudina (AZT)+lamivudina (3TC)+efavirenz; o grupo B, recebia AZT+3TC+lopinavir/ritonavir e AZT+3TC+nelfinavir; o grupo C recebia AZT+3TC+atazanavir; o grupo D recebia estavudina (d4T)+3TC+efavirenz e o grupo E recebia d4T+3TC+lopinavir/ritonavir e d4T+3TC+nelfinavir e d4T+didanosina+lopinavir/ritonavir. Sessenta e um pacientes foram exclu&#237;dos por que n&#227;o foi poss&#237;vel inclu&#237;-los em nenhum dos 5 regimes mais prevalentes utilizados no tratamento, e assim, 154 pacientes foram avaliados. As concentra&#231;&#245;es m&#233;dias de HDL-c eram mais baixas no grupo E (p = 0,049) quando comparado ao grupo A (p = 0,011), grupo B (p = 0,026) ou grupo D (p = 0,026). As concentra&#231;&#245;es mais baixas de LDL-c e colesterol total foram observadas no grupo C. Embora os n&#237;veis mais altos de triglic&#233;rides tivessem sido observados no grupo E, n&#227;o houve diferen&#231;as significantes entre os 5 grupos (p = 0,495). </p>
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    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As concentra&#231;&#245;es m&#233;dias de colesterol total, HDL-c, triglic&#233;rides e glicose eram estatisticamente mais altas entre os pacientes tratados com HAART quando comparados com os n&#227;o-tratados, com exce&#231;&#227;o do LDL-c (p = 0,073). Esses dados est&#227;o de acordo com os encontrados na literatura, que mostram que pacientes com AIDS tratados com HAART apresentam mais altera&#231;&#245;es metab&#243;licas, principalmente altos n&#237;veis de triglic&#233;rides e colesterol, quando comparados com os pacientes virgens de tratamento com HAART<sup>2</sup>. Dos pacientes tratados com HAART no presente estudo, 41,4% (89) e 20,5% (44) apresentavam altos n&#237;veis de triglic&#233;rides e colesterol total, respectivamente. Os dados da literatura mostram que a preval&#234;ncia de hiperlipidemia varia de 28% a 80%, incluindo hipertrigliceridemia (40-80%) e altos n&#237;veis de colesterol total (10-50%)<sup>4-7,13,14</sup>. No estudo brasileiro de Caramelli e cols.<sup>23</sup>, a hipercolesterolemia estava presente em 43% e a hipertrigliceridemia em 53% dos pacientes tratados com IP<sup>23</sup>. </p>
    <p>Em nossa casu&#237;stica como um todo, os principais fatores de risco cardiovascular observados foram o fumo (27%), a hipertens&#227;o (18%) e um hist&#243;rico familiar de aterosclerose (40%). Entretanto, 88% dos pacientes apresentavam pelo menos um fator de risco cardiovascular. No estudo Swiss HIV Cohort Study, 57% dos pacientes eram fumantes, 35,7% apresentavam altos n&#237;veis de triglic&#233;rides e 26,1% tinham press&#227;o arterial alta<sup>24</sup>. Nossa amostra era jovem para o desenvolvimento de doen&#231;a cardiovascular. Contudo, nossos achados relacionados a outros fatores de risco cardiovascular (tabagista atual, hipertens&#227;o e hipertrigliceridemia) est&#227;o de acordo com os da literatura. Currier e cols.<sup>6</sup> e Carr e cols.<sup>25</sup> mostraram que 60% dos pacientes com AIDS t&#234;m hiperglicemia, dislipidemia e obesidade central, uma combina&#231;&#227;o observada em 88,3% dos indiv&#237;duos avaliados no presente estudo. </p>
    <p>De acordo com o escore de risco de Framingham, o risco cardiovascular era moderado a alto em 11% dos pacientes tratados com HAART e em 4% dos pacientes n&#227;o-tratados com HAART. As m&#233;dias de colesterol total (199 mg/dL) e HDL-c (49 mg/dL), a baixa frequ&#234;ncia de diabete (4%) e a faixa et&#225;ria mais jovem dos pacientes (39 anos) na amostra como um todo poderia explicar o escore de risco de Framingham levemente mais alto no grupo tratado com HAART. Essas caracter&#237;sticas s&#227;o similares &#224;s relatadas em um estudo conduzido na Noruega, no qual os pacientes tratados com HAART apresentavam um risco quase duas vezes maior do que aqueles no grupo controle (11,9% <italic>vs</italic> 6,3%)<sup>26</sup>. O escore de risco de Framingham tem sido amplamente utilizado com esse prop&#243;sito pelo fato de ter sido validado na literatura. </p>
    <p>De acordo com os crit&#233;rios do APT III <sup>22</sup>, a s&#237;ndrome metab&#243;lica estava presente em 13% dos pacientes do grupo 1 e em 12% dos pacientes do grupo 2. Esses achados diferem daqueles de Estrada e cols.<sup>20</sup>, que observaram que 15,8% dos pacientes tratados com HAART apresentavam s&#237;ndrome metab&#243;lica, quando comparados com apenas 3,2% dos pacientes-controle. </p>
    <p>Todos os regimes HAART causaram altera&#231;&#245;es no perfil lip&#237;dico quando comparados com o perfil dos pacientes n&#227;o-tratados com HAART. As diferen&#231;as observadas entre os grupos avaliados n&#227;o foram estatisticamente significantes em termos de perfil lip&#237;dico. Consequentemente, n&#227;o foi poss&#237;vel determinar qual o melhor regime em termos de perfil metab&#243;lico. O grupo C, tratado com atazanavir, apresentou os n&#237;veis mais baixos de colesterol total e LDL-c, embora nenhum benef&#237;cio tenha sido observado em termos de n&#237;veis de triglic&#233;rides. Inesperadamente, n&#237;veis mais altos de HDL-c foram observados no grupo tratado com HAART. N&#227;o h&#225; uma explica&#231;&#227;o razo&#225;vel para tal fato, embora possa-se especular que tenha sido pelo fato que o HIV estava sob controle (85% dos pacientes nesse grupo atingiram uma carga viral indetect&#225;vel), o que diminui a resposta inflamat&#243;ria.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Embora tenha sido observado que os valores m&#233;dios para colesterol total, HDL-c e triglic&#233;rides eram mais altos no grupo tratado com HAART do que no grupo n&#227;o-tratado com HAART, n&#227;o identificamos um maior risco cardiovascular no primeiro grupo. A preval&#234;ncia da s&#237;ndrome metab&#243;lica foi compar&#225;vel nos dois grupos, apesar das altera&#231;&#245;es metab&#243;licas induzidas pela HAART.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Gostar&#237;amos de agradecer o Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Brasil, UNESCO, a Prefeitura da cidade de S&#227;o Paulo e o Instituto de Doen&#231;as Infecciosas e Parasit&#225;rias pelo apoio dado a este trabalho. Tamb&#233;m gostar&#237;amos de agradecer ao PGS Medical Statistics e todos que nos ajudaram nesta pesquisa: Denise S. M. Oskata, Edina Aparecida T. Trov&#245;es, Elenice M Morales Campos, Gabriela M. Vedovato, Helga Fuchs Piloto, Janice Chencinski, Iara Lobo Macedo, Marisia Nagamini, Marta C. Pereira, Nivania F. Zauith, V&#226;nia Regina S. Garcia e Simone Tenore.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de e UNESCO processo CSV 067/06 contrato n&#250;mero: SA - 2223/2006 e controle UNESCO: 16270.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de Disserta&#231;&#227;o de Mestrado de &#201;rika Ferrari Rafael da Silva pela Universidade Federal de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <fn id="nt02" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> &#201;rika Ferrari Rafael da Silva </p>
        <p> Rua Loefgren, 1588, Vila Clementino </p>
        <p> 04040-002, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="erikaferrari@uol.com.br">erikaferrari@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 03/03/08; revisado recebido em 24/04/08; aceito 08/05/08.</p>
  </body>
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          <article-title>Expert Panel on Detection, Evaluation and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult Treatment Panel III) final report. National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult Treatment Panel III)</article-title>
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          <article-title>Hyperlipidaemia related to the use of HIV protease inhibitors: natural history and results of treatment with Fenofibrate</article-title>
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          <article-title>Bucher HC, et al. Prevalence of risk factors for cardiovascular disease in HIV-infected patients over time: the Swiss HIV Cohort Study</article-title>
          <source>HIV Med</source>
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          <article-title>Pathogenesis of HIV-1 protease inhibitor-associated peripheral lipodystrophy, hyperlipidaemia and insulin resistance</article-title>
          <source>Lancet</source>
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          <article-title>Elevated Framingham risk score in HIV-positive patients on highly active antiretroviral therapy: results from a Norwegian study of 721 subjects</article-title>
          <source>Eur J Clin Microbiol Infect Dis</source>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Perfil lip&#237;dico, factores de riesgo cardiovascular y s&#237;ndrome metab&#243;lico en un grupo de pacientes con SID</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Desde el surgimiento del SIDA, la terapia antiretroviral se desarroll&#243; significantemente. Al incluir la terapia antiretroviral altamente activa (HAART), la enfermedad adquiri&#243; una caracter&#237;stica cr&#243;nica. Sin embargo, tras la introducci&#243;n de HAART, diversas alteraciones metab&#243;licas se observaron, principalmente relacionadas al perfil lip&#237;dico. OBJETIVO: Evaluar y comparar los perfiles lip&#237;dicos, analizar el riesgo cardiovascular, y describir la prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico en pacientes con SIDA tratados o no con HAART. M&#201;TODOS: Durante un per&#237;odo de 18 meses, se seleccionaron a 319 pacientes tratados en ambulatorios en la ciudad de S&#227;o Paulo, Brasil. RESULTADOS: La muestra final incluy&#243; a 215 pacientes tratados con HAART y a 69 pacientes v&#237;rgenes de tratamiento con HAART. La edad promedio era de 39,5 a&#241;os, y el 60,9% eran del sexo masculino. Los principales factores de riesgo cardiovascular eran el fumo (27%), hipertensi&#243;n (18%) e hist&#243;rico familiar de aterosclerosis (40%). Los valores promedios de colesterol total, HDL-colesterol, triglic&#233;ridos y glucosa fueron m&#225;s altos en el Grupo HAART que en el Grupo no-HAART (205 vs. 180 mg/dL, 51 vs. 43 mg/dL, 219 vs. 164 mg/dL, 101 vs. 93 mg/dL respectivamente; p &lt; 0,001 para todos). De conformidad con el score de riesgo de Framingham, el riesgo cardiovascular era moderado y alto en el 11% de los pacientes tratados con HAART y el 4% de los pacientes no-HAART. Seg&#250;n la definici&#243;n del Adult Treatment Panel III, el s&#237;ndrome metab&#243;lico se observ&#243; en el 13% y el 12% de los pacientes, respectivamente, con y sin HAART. CONCLUSI&#211;N: Aunque los valores promedios del colesterol total, HDL-c y triglic&#233;ridos fueron m&#225;s altos en el Grupo HAART, un mayor riesgo cardiovascular no se identific&#243; en el primer grupo. La prevalencia de s&#237;ndrome metab&#243;lico fue comparable en ambos grupos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>S&#237;ndrome metab&#243;lico</kwd>
        <kwd>des&#243;rdenes del metabolismo lip&#237;dico</kwd>
        <kwd>enfermedad cardiovascular</kwd>
        <kwd>terapia antiretroviral de alta potencia</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body2"/>Perfil lip&#237;dico, factores de riesgo cardiovascular y s&#237;ndrome metab&#243;lico en un grupo de pacientes con SID</p>
      <p>
        <bold>&#201;rika Ferrari Rafael da Silva<sup>I</sup>; Katia Cristina Bassichetto<sup>II</sup>; David Salom&#227;o Lewi<sup>I</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Secretaria Municipal de Sa&#250;de de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Desde el surgimiento del SIDA, la terapia antiretroviral se desarroll&#243; significantemente. Al incluir la terapia antiretroviral altamente activa (HAART), la enfermedad adquiri&#243; una caracter&#237;stica cr&#243;nica. Sin embargo, tras la introducci&#243;n de HAART, diversas alteraciones metab&#243;licas se observaron, principalmente relacionadas al perfil lip&#237;dico. </p>
      <p> Objetivos: Evaluar y comparar los perfiles lip&#237;dicos, analizar el riesgo cardiovascular, y describir la prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico en pacientes con SIDA tratados o no con HAART.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Durante un per&#237;odo de 18 meses, se seleccionaron a 319 pacientes tratados en ambulatorios en la ciudad de S&#227;o Paulo, Brasil.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> La muestra final incluy&#243; a 215 pacientes tratados con HAART y a 69 pacientes v&#237;rgenes de tratamiento con HAART. La edad promedio era de 39,5 a&#241;os, y el 60,9% eran del sexo masculino. Los principales factores de riesgo cardiovascular eran el fumo (27%), hipertensi&#243;n (18%) e hist&#243;rico familiar de aterosclerosis (40%). Los valores promedios de colesterol total, HDL-colesterol, triglic&#233;ridos y glucosa fueron m&#225;s altos en el Grupo HAART que en el Grupo no-HAART (205 vs. 180 mg/dL, 51 vs. 43 mg/dL, 219 vs. 164 mg/dL, 101 vs. 93 mg/dL respectivamente; p &lt; 0,001 para todos). De conformidad con el score de riesgo de Framingham, el riesgo cardiovascular era moderado y alto en el 11% de los pacientes tratados con HAART y el 4% de los pacientes no-HAART. Seg&#250;n la definici&#243;n del <italic>Adult Treatment Panel</italic> III, el s&#237;ndrome metab&#243;lico se observ&#243; en el 13% y el 12% de los pacientes, respectivamente, con y sin HAART.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Aunque los valores promedios del colesterol total, HDL-c y triglic&#233;ridos fueron m&#225;s altos en el Grupo HAART, un mayor riesgo cardiovascular no se identific&#243; en el primer grupo. La prevalencia de s&#237;ndrome metab&#243;lico fue comparable en ambos grupos.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> S&#237;ndrome metab&#243;lico, des&#243;rdenes del metabolismo lip&#237;dico, enfermedad cardiovascular, terapia antiretroviral de alta potencia.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El surgimiento de la terapia antiretroviral altamente activa (highly active antiretroviral therapy) - HAART - ha cambiado el curso de la infecci&#243;n por el VIH, aumentando la sobrevida y mejorando la calidad de vida de los individuos infectados por el VIH<sup>1</sup>. Sin embargo, se ha evidenciado que una gran proporci&#243;n de pacientes tratados con regimenes HAART, especialmente aquellos que incluyen inhibidores de proteasas (IP), presentan disturbios metab&#243;licos (dislipidemia, resistencia a la insulina) y alteraciones fisiol&#243;gicas (lipodistrofia y lipoatrofia), as&#237; como aumento del riesgo de enfermedad cardiovascular (enfermedad arterial coronaria y accidente cerebrovascular - ACV)<sup>2-10</sup>. Esas descubiertas cambiaron el escenario de la infecci&#243;n por el VIH y su tratamiento. </p>
      <p>En 1998, Carr et al.<sup>11</sup> describieron la lipodistrofia asociada al VIH, caracterizada por hipertrofia del tejido adiposo dorsocervical (tambi&#233;n conocida como <italic>buffalo hump </italic>o "giba de b&#250;falo"), aumento de la medida de la cintura abdominal, aumento del tama&#241;o de las mamas, as&#237; como lipoatrofia del rostro, nalgas y miembros, junto con prominencia de las venas superficiales de las extremidades. Se sabe que la prevalencia general de, como m&#237;nimo, una anormalidad f&#237;sica en pacientes con SIDA tratados con HAART sea de aproximadamente un 50%, aunque las tasas relatadas var&#237;an de un 18% a un 83%<sup>10</sup>. Diferencias en las tasas de prevalencia se pueden atribuir a la edad, al g&#233;nero o al tipo/duraci&#243;n de la terapia antiretroviral, as&#237; como a la falta de una definici&#243;n de caso validada y objetiva<sup>10</sup>. </p>
      <p>Datos en la literatura muestran que la prevalencia de hiperlipidem&#237;a var&#237;a de un 28% a un 80% en pacientes que reciben HAART, incluyendo hipertrigliceridemia (40%-80%) y colesterol total elevado (10%-50%)<sup>4-7,12-14</sup>. Esas alteraciones lip&#237;dicas est&#225;n especialmente relacionadas al uso de IP<sup>2,4-9</sup>. </p>
      <p>Hay datos contradictorios con respecto al HAART y a la incidencia de enfermedad coronaria (angina o infarto de miocardio) en pacientes con SIDA<sup>12-17</sup>. Aunque diferencias en el dibujo del estudio, selecci&#243;n de pacientes y an&#225;lisis estad&#237;stico puedan explicar esa disparidad, una exposici&#243;n m&#225;s larga al HAART, principalmente a los IP, parecen aumentar el riesgo de infarto del miocardio. El estudio <italic>Data Collection on Adverse Events of Anti-HIV Drugs</italic> mostr&#243; que el aumento relativo en el riesgo de infarto de miocardio fue del 26% por a&#241;o de exposici&#243;n al HAART<sup>14</sup>. </p>
      <p>Diversos estudios han demostrado que la prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico es m&#225;s alta en pacientes con SIDA tratados con HAART que en individuos VIH-negativos<sup>18-20</sup>. </p>
      <p>Hasta hoy, ninguno estudio evalu&#243; las alteraciones metab&#243;licas en pacientes con SIDA tratados con HAART en Brasil, que tiene una poblaci&#243;n estimada de 600 mil individuos infectados por el VIH, de los que 180 mil se tratan con HAART, la mayor&#237;a en cl&#237;nicas ambulatorias del sistema p&#250;blico de salud. </p>
      <p> Este estudio tuvo por objeto evaluar y comparar los perfiles lip&#237;dicos, analizar el riesgo cardiovascular, y describir la prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico en pacientes con SIDA tratados y no tratados con HAART. </p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio es descriptivo, transversal, conducido en siete cl&#237;nicas ambulatorias en la ciudad de S&#227;o Paulo, Brasil: la Universidad de S&#227;o Paulo y seis cl&#237;nicas ambulatorias de la Secretar&#237;a Municipal de Salud de la ciudad de S&#227;o Paulo. </p>
      <p>Los pacientes se reclutaron durante visitas ambulatorias programadas regularmente, entre diciembre de 2004 y mayo de 2006. Los pacientes se consideraron elegibles para inclusi&#243;n en el estudio si, a la &#233;poca de la recolecci&#243;n de datos, hubieran recibido HAART por dos meses como m&#237;nimo y no hubieran tomado cualquier medicamento que pudiera afectar el perfil lip&#237;dico (diur&#233;ticos, estatinas, fibratos, hormonas, etc.) o no estuvieran recibido terapia antiretroviral. </p>
      <p>Un total de 319 pacientes atendieron a los criterios de inclusi&#243;n y fueron evaluados mediante un cuestionario de preguntas relacionadas al uso de HAART, hist&#243;rico familiar de enfermedad cardiaca coronaria, <italic>diabetes mellitus</italic>, fumo y el uso de medicamentos que podr&#237;an afectar el perfil lip&#237;dico. Tambi&#233;n se calcularon niveles de colesterol total, lipoprote&#237;na de baja densidad (LDL-c), lipoprote&#237;na de alta densidad (HDL-c) y triglic&#233;ridos, as&#237; como conteo de c&#233;lulas CD4+ y carga viral del VIH. Cuando el nivel de triglic&#233;ridos era &gt; 400 mg/dL, se empleaba la ecuaci&#243;n de Friedwald para determinar los niveles de LDL-c. El riesgo cardiovascular se calcul&#243; usando el escore de riesgo de Framingham<sup>21</sup> y la presencia de s&#237;ndrome metab&#243;lico se evaluaba seg&#250;n los criterios del<italic> Adult Treatment Panel </italic>III (APT III)<sup>22</sup>. Esas reglas son: triglic&#233;ridos <underline>&gt;</underline> 150 mg /dL, circunferencia abdominal para var&#243;n <underline>&gt;</underline> 102 cm y para mujer <underline>&gt;</underline> 88 cm, glucosa <underline>&gt;</underline> 110 mg/dL, HDL-c &lt; 40 mg/dL para var&#243;n y &lt; 50 mg/dL para mujer y presi&#243;n arterial (PA) <underline>&gt;</underline> 130 x 85 mmHg<sup>22</sup>. </p>
      <p>El tama&#241;o de la muestra se calcul&#243; a partir de un an&#225;lisis preliminar de las variables de inter&#233;s. Se consideraron promedios y desviaci&#243;n est&#225;ndar. Se estandarizaron los datos que se incluyeron en un banco de datos. El nivel de significancia estad&#237;stica se defini&#243; como 0,05 (&#945; = 5%), y el software estad&#237;stico para Ciencias Sociales, versi&#243;n 12.0 para Windows, se utiliz&#243; en todos los an&#225;lisis. Todos los participantes firmaron el formulario de consentimiento libre e informado, previamente aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica de la Universidad Federal de S&#227;o Paulo y de la Secretar&#237;a Municipal de Salud de la Ciudad de S&#227;o Paulo. </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>De los 319 pacientes con SIDA evaluados, 243 estaban bajo tratamiento con HAART (Grupo 1), y 76 eran v&#237;rgenes de tratamiento con HAART (Grupo 2). El promedio de edad era de 39,5 a&#241;os y el 60,9% de los pacientes eran del sexo masculino. Los principales factores de riesgo cardiovascular de los pacientes eran el fumo (27%), la hipertensi&#243;n (18%), hist&#243;rico familiar de aterosclerosis (40%) y <italic>diabetes mellitus</italic> (4%). Las caracter&#237;sticas basales de los pacientes est&#225;n detalladas en la <xref ref-type="table" rid="es_a08tab01-body2">Tabla 1</xref>. En comparaci&#243;n con el Grupo 2, el Grupo 1 presentaba valores promedios m&#225;s altos de colesterol total (205 vs. 180 mg/dL [p &lt; 0,001], HDL-c (51 vs. 43 mg/dL [p &lt; 0,001]), triglic&#233;ridos (219 vs. 164 mg/dL [p = 0,004]) y glucosa (101 vs. 93 mg/dL [ p &lt; 0,001) respectivamente. Ninguna diferencia significante se observ&#243; entre los grupos con relaci&#243;n a los niveles de LDL-c (p = 0,073). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a08tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0113-00008-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Algunos pacientes se excluyeron de la estimativa de riesgo de enfermedad arterial coronaria por el score de riesgo de Framingham: 41 por tener menos de 30 a&#241;os; 31 porque el perfil lip&#237;dico estaba incompleto; y 5, porque los datos sobre la PA no estaban disponibles. De esa forma, 242 pacientes se evaluaron (193 pacientes en el Grupo 1 y 49 en el Grupo 2). Seg&#250;n el score de riesgo de Framingham, el riesgo cardiovascular era de moderado a alto en el 11% (22) de los os pacientes tratados con HAART y en el 4% (2) de los pacientes v&#237;rgenes de tratamiento con HAART. Como mostrado en la <xref ref-type="table" rid="es_a08tab02-body2">Tabla 2</xref>, ninguna diferencia estad&#237;sticamente significante se observ&#243; entre los dos grupos. El s&#237;ndrome metab&#243;lico, de acuerdo con los criterios del ATP III<sup>22</sup>, se identific&#243; en el 13% (27) pacientes del Grupo 1 y en el 12% (8) pacientes del Grupo 2 (p=0,832). Las caracter&#237;sticas del s&#237;ndrome metab&#243;lico est&#225;n descritas en la <xref ref-type="table" rid="es_a08tab03-body2">Tabla 3</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a08tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0113-00008-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a08tab03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0113-00008-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Como detallado en la <xref ref-type="table" rid="es_a08tab04-body2">Tabla 4</xref>, los pacientes del Grupo 1 se agruparon en 5 grupos de acuerdo con el r&#233;gimen de HAART utilizado, a fin de evaluar el mejor r&#233;gimen en t&#233;rminos de efecto sobre el perfil metab&#243;lico: el Grupo A recib&#237;a zidovudina (AZT)+lamivudina (3TC)+efavirenz; el Grupo B, recib&#237;a AZT+3TC+lopinavir/ritonavir y AZT+3TC+nelfinavir; el Grupo C recib&#237;a AZT+3TC+atazanavir; el Grupo D recib&#237;a estavudina (d4T)+3TC+efavirenz y el Grupo E recib&#237;a d4T+3TC+lopinavir/ritonavir y d4T+3TC+nelfinavir y d4T+didanosina+lopinavir/ritonavir. El total de 61 pacientes se excluyeron porque no fue posible incluirlos en ninguno de los 5 regimenes m&#225;s predominantemente utilizados en el tratamiento y, as&#237;, se evaluaron a 154 pacientes. Las concentraciones promedios de HDL-c resultaron m&#225;s bajas en el Grupo E (p = 0,049) cuando comparado al Grupo A (p = 0,011), al Grupo B (p = 0,026) o al Grupo D (p = 0,026). Las concentraciones m&#225;s bajas de LDL-c y colesterol total se observaron en el Grupo C. Aunque los niveles m&#225;s altos de triglic&#233;ridos se observaron en el Grupo E, no hubo diferencias significantes entre los 5 grupos (p = 0,495). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a08tab04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0113-00008-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las concentraciones promedios de colesterol total, HDL-c, triglic&#233;ridos y glucosa eran estad&#237;sticamente m&#225;s altas entre los pacientes tratados con HAART cuando comparados a los no tratados, a excepci&#243;n del LDL-c (p = 0,073). Esos datos est&#225;n de acuerdo con los encontrados en la literatura, que muestran que pacientes con SIDA tratados con HAART presentan m&#225;s alteraciones metab&#243;licas, principalmente altos niveles de triglic&#233;ridos y colesterol, cuando comparados con los pacientes v&#237;rgenes de tratamiento con HAART<sup>2</sup>. De los pacientes tratados con HAART en el presente estudio, el 41,4% (89) y el 20,5% (44) presentaban altos niveles de triglic&#233;ridos y colesterol total, respectivamente. Los datos de la literatura evidenciaron que la prevalencia de hiperlipidemia var&#237;a del 28% al 80%, incluyendo hipertrigliceridemia (40%-80%) y altos niveles de colesterol total (10%-50%) <sup>4-7,13,14</sup>. En el estudio brasile&#241;o de Caramelli et al.<sup>23</sup>, la hipercolesterolemia estaba presente en el 43% y la hipertrigliceridemia en el 53% de los pacientes tratados con IP<sup>23</sup>. </p>
      <p>En nuestra casu&#237;stica como un todo, los principales factores de riesgo cardiovascular observados fueron el fumo (27%), la hipertensi&#243;n (18%) y un hist&#243;rico familiar de aterosclerosis (40%). Sin embargo, el 88% de los pacientes presentaban un factor de riesgo cardiovascular como m&#237;nimo. En el estudio Swiss HIV Cohort Study, el 57% de los pacientes eran fumadores, el 35,7% presentaba altos niveles de triglic&#233;ridos y el 26,1% ten&#237;a presi&#243;n arterial alta<sup>24</sup>. Nuestra muestra era joven para el desarrollo de enfermedad cardiovascular. No obstante, nuestros hallazgos relacionados a otros factores de riesgo cardiovascular (tabaquista actual, hipertensi&#243;n e hipertrigliceridemia) est&#225;n de conformidad con los de la literatura. Currier et al.<sup>6</sup> y Carr et al.<sup>25</sup> evidenciaron que el 60% de los pacientes con SIDA tiene hiperglucemia, dislipidemia y obesidad central, una combinaci&#243;n observada en el 88,3% de los individuos evaluados en el presente estudio. </p>
      <p>De acuerdo con el score de riesgo de Framingham, el riesgo cardiovascular era moderado y alto en el 11% de los pacientes tratados con HAART y el 4% de los pacientes no tratados con HAART. Los promedios de colesterol total (199 mg/dL) y HDL-c (49 mg/dL), la baja frecuencia de diabetes (4%) y el grupo de edad m&#225;s joven de los pacientes (39 a&#241;os) en la muestra como un todo podr&#237;a explicar el score de riesgo de Framingham levemente m&#225;s alto en el grupo tratado con HAART. Esas caracter&#237;sticas son similares a las relatadas en un estudio conducido en Noruega, en el que los pacientes tratados con HAART presentaban un riesgo casi dos veces mayor que aquellos en el grupo control (11,9% vs. 6,3%)<sup>26</sup>. El score de riesgo de Framingham ha sido ampliamente utilizado con ese prop&#243;sito por el hecho de haber sido validado en la literatura. </p>
      <p>Seg&#250;n los criterios del APT III <sup>22</sup>, el s&#237;ndrome metab&#243;lico estaba presente en el 13% de los pacientes del Grupo 1 y en el 12% de los pacientes del Grupo 2. Esos hallazgos difieren de aquellos de Estrada et al.<sup>20</sup>, que observaron que el 15,8% de los pacientes tratados con HAART presentaban s&#237;ndrome metab&#243;lico, cuando comparados con solamente el 3,2% de los pacientes-control. </p>
      <p>Todos los regimenes HAART provocaron alteraciones en el perfil lip&#237;dico cuando comparados al perfil de los pacientes no tratados con HAART. Las diferencias observadas entre los grupos evaluados no fueron estad&#237;sticamente significantes en cuanto al perfil lip&#237;dico. Consecuentemente, no fue posible determinar cu&#225;l r&#233;gimen es mejor en cuanto al perfil metab&#243;lico. El Grupo C, tratado con atazanavir, present&#243; los niveles m&#225;s bajos de colesterol total y LDL-c, aunque ning&#250;n beneficio se observ&#243; en cuanto a niveles de triglic&#233;ridos. Inesperadamente, niveles m&#225;s altos de HDL-c se observaron en el grupo tratado con HAART. No hay una explicaci&#243;n razonable para dicho hecho, sin embargo, aunque sea una hip&#243;tesis, una justificaci&#243;n para ello ser&#237;a: el VIH estaba bajo control (el 85% de los pacientes en ese grupo alcanzaron una carga viral indetectable), lo que redujo la respuesta inflamatoria.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>Aunque observ&#243; que los valores promedios para colesterol total, HDL-c y triglic&#233;ridos eran m&#225;s altos en el grupo tratado con HAART que en el grupo no tratado con HAART, no identificamos un mayor riesgo cardiovascular en el primer grupo. La prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico fue comparable en los dos grupos, pese a las alteraciones metab&#243;licas inducidas por HAART.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Nos gustar&#237;a agradecer al Ministerio de Salud de Brasil, UNESCO, al Ayuntamiento de la ciudad de S&#227;o Paulo y al Instituto de Enfermedades Infecciosas y Parasitarias, por haber dado apoyo a este trabajo. Asimismo, nos gustar&#237;a agradecer al PGS Medical Statistics y a todos aquellos que nos ayudaron en esta investigaci&#243;n: Denise S. M. Oskata, Edina Aparecida T. Trov&#245;es, Elenice M Morales Campos, Gabriela M. Vedovato, Helga Fuchs Piloto, Janice Chencinski, Iara Lobo Macedo, Marisia Nagamini, Marta C. Pereira, Nivania F. Zauith, V&#226;nia Regina S. Garcia y Simone Tenore.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El Ministerio de Salud en conjunto con UNESCO financiaron el presente estudio bajo el proceso de protocolo CSV 067/06, contrato n&#250;mero: SA - 2223/2006 y control UNESCO: 16270.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de Disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de &#201;rika Ferrari Rafael da Silva, por la Universidad Federal de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Lipid profile, cardiovascular risk factors and metabolic syndrome in a group of AIDS patients</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Since the advent of AIDS, the anti-HIV therapy has developed significantly, including the highly active antiretroviral therapy (HAART) and the disease acquired a chronic characteristic. However, after the introduction of HAART, several metabolic alterations were observed, mainly related to the lipid profile. OBJECTIVES: to evaluate and compare lipid profiles, analyze cardiovascular risk, describe the prevalence of metabolic syndrome in AIDS patients with or without HAART. METHODS: Over an 18-month period, 319 patients treated at outpatient clinics in the city of S&#227;o Paulo, Brazil were selected. RESULTS: The final sample included 215 patients receiving HAART and 69 HAART-naive patients. The mean age was 39.5 years, and 60.9% were males. The main cardiovascular risk factors were smoking (27%), hypertension (18%) and family history of atherosclerosis (40%). Mean total cholesterol, HDL-cholesterol, triglycerides and glucose were higher in the HAART group than in the non-HAART group (205 vs 180 mg/dl, 51 vs 43 mg/dl, 219 vs 164 mg/dl and 101 vs 93 mg/dl respectively; p &lt; 0.001 for all). According to the Framingham risk score, the cardiovascular risk was moderate to high in 11% of the patients receiving HAART and 4% of the HAART-na&#239;ve patients. According to the Adult Treatment Panel III definition, the metabolic syndrome was observed in 13% and 12% of the patients with or without HAART, respectively. CONCLUSIONS: Although the mean values for total cholesterol, HDL-c and triglycerides were higher in the HAART group, a higher cardiovascular risk was not identified in the former. The prevalence of metabolic syndrome was comparable in both groups.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>metabolic syndrome X</kwd>
        <kwd>lipid metabolism disorders</kwd>
        <kwd>cardiovascular disease</kwd>
        <kwd>highly active antiretroviral therapy</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="cima-body3"/>Lipid profile, cardiovascular risk factors and metabolic syndrome in a group of AIDS patients </p>
      <p>
        <bold>&#201;rika Ferrari Rafael da Silva<sup>I</sup>; Katia Cristina Bassichetto<sup>II</sup>; David Salom&#227;o Lewi<sup>I</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Secretaria Municipal de Sa&#250;de de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Since the advent of AIDS, the anti-HIV therapy has developed significantly, including the highly active antiretroviral therapy (HAART) and the disease acquired a chronic characteristic. However, after the introduction of HAART, several metabolic alterations were observed, mainly related to the lipid profile.</p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> to evaluate and compare lipid profiles, analyze cardiovascular risk, describe the prevalence of metabolic syndrome in AIDS patients with or without HAART.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Over an 18-month period, 319 patients treated at outpatient clinics in the city of S&#227;o Paulo, Brazil were selected.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The final sample included 215 patients receiving HAART and 69 HAART-naive patients. The mean age was 39.5 years, and 60.9% were males. The main cardiovascular risk factors were smoking (27%), hypertension (18%) and family history of atherosclerosis (40%). Mean total cholesterol, HDL-cholesterol, triglycerides and glucose were higher in the HAART group than in the non-HAART group (205 vs. 180 mg/dL, 51 vs. 43 mg/dL, 219 vs. 164 mg/dL and 101 vs. 93 mg/dL respectively; p &lt; 0.001 for all). According to the Framingham risk score, the cardiovascular risk was moderate to high in 11% of the patients receiving HAART and 4% of the HAART-na&#239;ve patients. According to the Adult Treatment Panel III definition, the metabolic syndrome was observed in 13% and 12% of the patients with or without HAART, respectively.</p>
      <p><bold>CONCLUSIONS:</bold> Although the mean values for total cholesterol, HDL-c and triglycerides were higher in the HAART group, a higher cardiovascular risk was not identified in the former. The prevalence of metabolic syndrome was comparable in both groups. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> metabolic syndrome X, lipid metabolism disorders, cardiovascular disease, highly active antiretroviral therapy.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The introduction of the highly active antiretroviral therapy (HAART) has changed the course of HIV infection, increasing survival and improving quality of life in HIV-infected individuals<sup>1</sup>. However, it has been shown that a high proportion of patients treated with HAART regimens, especially those including protease inhibitors (PIs), present metabolic disorders (dyslipidemia, insulin resistance) and physiological alterations (lipodystrophy and lipoatrophy), as well as being at greater risk for cardiovascular disease (coronary artery disease and stroke)<sup>2-10</sup>. These findings have changed the scenario of HIV infection and treatment.</p>
      <p>In 1998, Carr et al. described HIV-associated lipodystrophy<sup>11</sup>, characterized by a dorsocervical fat pad (also known as a "buffalo hump"), larger abdominal girth, increased breast size, as well as by lipoatrophy of the face, buttocks and limbs, together with prominence of the superficial veins in the extremities. In AIDS patients receiving HAART, the overall prevalence of at least one physical abnormality is thought to be approximately 50%, although reported rates range from 18 to 83%<sup>10</sup>. Differences in prevalence rates might be attributable to age, gender or the type/duration of antiretroviral therapy, as well as to the lack of an objective and validated case definition<sup>10</sup>. </p>
      <p>Data in the literature show that the prevalence of hyperlipidemia ranges from 28% to 80% in patients receiving HAART, including hypertriglyceridemia (40-80%) and high total cholesterol (10-50%)<sup>4-7,12-14</sup>. These lipidic alterations are mainly related to the use of PIs<sup>2,4-9</sup>. </p>
      <p>There are conflicting data regarding the association between HAART and the incidence of coronary disease (angina or myocardial infarction) in AIDS patients<sup>12-17</sup>. Although differences in study design, sample selection and statistical analyses might explain this disparity, longer exposure to HAART, mainly to PIs, appears to increase the risk of myocardial infarction. The Data Collection on Adverse Events of Anti-HIV Drugs study showed that the relative risk increase of myocardial infarction increases by 26% per year of HAART exposure<sup>14</sup>.</p>
      <p>Several studies have demonstrated that the prevalence of metabolic syndrome is higher in AIDS patients receiving HAART than in HIV-negative individuals<sup>18-20</sup>. </p>
      <p>To date, there have been no studies evaluating metabolic alterations in AIDS patients receiving HAART in Brazil, which has an estimated 600,000 HIV-infected population, of whom 180,000 receive HAART, mostly in public outpatient health care facilities. </p>
      <p>The aim of this study was to evaluate and compare lipid profiles, analyze cardiovascular risk, describe the prevalence of metabolic syndrome in AIDS patients receiving and not receiving HAART. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This was a descriptive, transversal study conducted at seven outpatient facilities in the city of S&#227;o Paulo, Brazil: the Federal University of S&#227;o Paulo and six outpatient clinics operated by the S&#227;o Paulo Municipal Department of Health. </p>
      <p>Consecutive patients were recruited during regularly-scheduled outpatient visits between December 2004 and May 2006. Patients were considered eligible for inclusion in the study if, at the time of data collection, they were undergoing active follow-up treatment, had been receiving HAART for at least two months, were not taking any medications that might affect the lipid profile (diuretics, statins, fibrats, hormones, etc.) or were not receiving antiretroviral therapy. A total of 319 patients met the inclusion criteria and were enrolled in the study. </p>
      <p>Upon enrollment, a questionnaire was applied. The questionnaire consisted of questions concerning the use of HAART, family history of coronary heart disease, diabetes mellitus, cigarette smoking, blood pressure and the use of medications that might affect the lipid profile. Total cholesterol, low-density lipoprotein-cholesterol (LDL-c), high-density lipoprotein cholesterol (HDL-c) and triglycerides, as well as CD4+ cell counts and HIV viral load, were also determined. When the levels of the triglycerides were above 400 mg/dL the Friedewald equation was used to determine the levels of the LDL-c. Cardiovascular risk was calculated using the Framingham risk score<sup>21</sup> and the metabolic syndrome was evaluated based on the Adult Treatment Panel III (APT III) criteria<sup>22</sup>. These rules are: triglycerides <underline>&gt;</underline> 150 mg /dL, abdominal waist for man <underline>&gt;</underline> 102 cm and woman <underline>&gt;</underline> 88 cm, blood glucose <underline>&gt;</underline> 110 mg/dL, HDL-c &lt; 40 mg/dL for man and &lt; 50 mg/dL for woman and blood pressure <underline>&gt;</underline> 130 x 85 mmHg<sup>22</sup>. </p>
      <p>The sample size was calculated base on a initial analysis of the variables of interest. Mean values and standard deviations were considered. All data were transformed into a standardized format and merged into a central data set. The level of statistical significance was set at 0.05 (&#945; = 5%), and the Statistical Package for the Social Sciences program, version 12.0 for Windows, was used in all analyses. All participating patients gave the written informed consent using a form that had been previously approved by the Federal University of S&#227;o Paulo Ethics Committee and the S&#227;o Paulo Municipal Department of Health.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Of the 319 evaluated AIDS patients, 243 were receiving HAART (group 1), and 76 were HAART-na&#239;ve (group 2). The mean age was 39.5 years and 60.9% of the patients were male. The main cardiovascular risk factors observed in the sample were smoking (27%), hypertension (18%), family history of atherosclerosis (40%) and diabetes mellitus (4%). Baseline characteristics of the individuals are described in <xref ref-type="table" rid="en_a08tab01-body3">Table 1</xref>. In comparison with group 2, group 1 presented higher mean values of total cholesterol (205 vs. 180 mg/dL [p &lt; 0.001], HDL-c (51 vs. 43 mg/dL [p &lt; 0.001]), triglycerides (219 vs. 164 mg/dL [p = 0.004]) and glucose (101 vs. 93 mg/dL [p &lt; 0.001) respectively. No significant difference was found between the two groups regarding LDL-c (p = 0.073). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a08tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0113-00008-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Some patients were excluded from the estimation through the Framingham risk score of the risk of coronary artery disease: 41 for being younger than 30 years; 31 because the lipid profile was incomplete; and 5 because blood pressure data were unavailable. Therefore, 242 patients were evaluated (193 patients in group 1 and 49 patients in group 2). According to the Framingham risk score, the cardiovascular risk was moderate to high in 11% (22) of the patients receiving HAART and in 4% (2) of the HAART-na&#239;ve patients. As shown in <xref ref-type="table" rid="en_a08tab02-body3">Table 2</xref>, no statistically significant differences were found between the two groups. Metabolic syndrome, according to the ATP III criteria<sup>22</sup>, was identified in 13% (27) of the patients in group 1 and 12% (8) of the patients in group 2 (p=0.832). The characteristics of the metabolic syndrome are described in <xref ref-type="table" rid="en_a08tab03-body3">Table 3</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a08tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0113-00008-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a08tab03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0113-00008-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>As shown in <xref ref-type="table" rid="en_a08tab04-body3">Table 4</xref>, the patients in group 1 were clustered into five groups according to the HAART regimen used, in order to evaluate the best regimen in terms of its effect on the metabolic profile: group A, receiving zidovudine (AZT)+lamivudine (3TC)+efavirenz; group B, receiving AZT+3TC+lopinavir/ritonavir and AZT+3TC+nelfinavir; group C, receiving AZT+3TC+atazanavir; group D, receiving stavudine (d4T)+3TC+efavirenz; group E, receiving d4T+3TC+lopinavir/ritonavir and d4T+3TC+nelfinavir and d4T+didanosine+lopinavir/ritonavir. Sixty-one patients were excluded because it was not possible to cluster them into one of the 5 more prevalent regimens used; therefore, 154 patients were evaluated. Average HDL-c was lower in group E (p = 0.049) than in group A (p = 0.011), group B (p = 0.026) or group D (p = 0.026). The lowest LDL-c and total cholesterol values were observed in group C. Although the highest triglycerides levels were observed in group E, there were no significant differences among the five groups (p = 0.495). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a08tab04-body3">
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      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Average values for total cholesterol, HDL-c, triglycerides and glucose were statistically higher in the patients receiving HAART than in the HAART-na&#239;ve patients with the exception of LDL-c (p = 0.073). These data are in agreement with those in the literature showing that AIDS patients receiving HAART present more metabolic alterations, mainly high triglycerides and cholesterol, than do those not receiving HAART<sup>2</sup>. Of the patients receiving HAART in the present study, 41.4% (89) and 20.5% (44) presented high levels of triglycerides and total cholesterol, respectively. Data in the literature show that the prevalence of hyperlipidemia ranges from 28% to 80%, including hypertriglyceridemia (40-80%) and high total cholesterol (10-50%)<sup>4-7,13,14</sup>. In the Brazilian study by Caramelli et al<sup>23</sup>, the hypercholesterolemia was present in 43% and hypertriglyceridemia in 53% of the patients using PIs<sup>23</sup>.</p>
      <p>In our study sample as a whole, the main cardiovascular risk factors observed were smoking (27%), hypertension (18%) and a family history of atherosclerosis (40%). However, 88% of the patients had at least one cardiovascular risk factor. In the Swiss HIV Cohort Study, 57% of the patients were smokers, 35.7% had high triglyceride levels and 26.1% had high blood pressure<sup>24</sup>. Our study sample was young for the development of cardiovascular disease (CVD). Nevertheless, our findings related to other cardiovascular risk factors (current smoking, high blood pressure and hypertriglyceridemia) are in agreement with those in the literature. Currier et al<sup>6</sup> and Carr et al<sup>25</sup> showed that 60% of AIDS patients have hyperglycemia, dyslipidemia and central obesity, a combination seen in 88.3% of the subjects evaluated in the present study.</p>
      <p>According to the Framingham risk score, the cardiovascular risk was moderate to high in 11% of the patients receiving HAART and in 4% of the HAART-na&#239;ve patients. The averages of total cholesterol (199 mg/dL) and HDL-c (49 mg/dL), the low frequency of diabetes (4%) and the younger age of the patients (39 years) in the sample as a whole could explain the slightly higher Framingham risk score in the HAART group. These characteristics are similar to those reported in a study conducted in Norway, in which patients receiving HAART were found to have an almost two-fold higher risk for CVD than those in the control group (11.9% vs. 6.3%)<sup>26</sup>. The Framingham risk score has been broadly used for this purpose, as it has been validated in the literature.</p>
      <p>According to the APT III criteria<sup>22</sup>, metabolic syndrome was present in 13% of patients in group 1 and 12% of patients in group 2. These findings differ from those by Estrada et al<sup>20</sup>, who found that 15.8% of patients receiving HAART presented metabolic syndrome, compared with only 3.2% of the control patients.</p>
      <p>All the HAART regimens caused alterations in the lipid profile when compared to the patients without HAART. The differences observed among the groups evaluated in terms of the lipid profile were not statistically significant. Consequently, it was not possible to determine the best regimen regarding the metabolic profile. Group C, treated with atazanavir, presented the lowest levels of total cholesterol and LDL-c, although no benefit was observed in terms of triglyceride levels. Unexpectedly, higher HDL-c levels were observed in the HAART group. There is no reasonable explanation for this fact, although it could be speculated that it was due to the fact that the HIV was controlled (85% of the patients in this group achieved an undetectable viral load), which decrease the inflammatory response.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>Although it was observed that the mean values of total cholesterol, HDL-c and triglycerides were higher in the HAART group than in the non-HAART group, a higher cardiovascular risk was not identified in the former. The prevalence of metabolic syndrome was comparable in the two groups, despite the metabolic alterations induced by HAART. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>We would like to thank the Ministry of Health of Brazil, UNESCO, the City Hall of the City of S&#227;o Paulo and the Institute of Infectious and Parasitic Diseases for their support in this research. We would also like to thank the PGS Medical Statistics and all the people that helped us in this research: Denise S.M.Oskata, Edina Aparecida T. Trov&#245;es, Elenice M Morales Campos, Gabriela M. Vedovato, Helga Fuchs Piloto, Janice Chencinski, Iara Lobo Macedo, Marisia Nagamini, Marta C. Pereira, Nivania F. Zauith, V&#226;nia Regina S. Garcia and Simone Tenore.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by Minist&#233;rio da Sa&#250;de e UNESCO processo CSV 067/06 contrato n&#250;mero: SA - 2223/2006 e controle UNESCO: 16270..</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of Master submitted by &#201;rika Ferrari Rafael da Silva, from Universidade Federal de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias</bold>
      </p>
    </body>
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