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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Escore TIMI no infarto agudo do mioc&#225;rdio conforme n&#237;veis de estratifica&#231;&#227;o de progn&#243;stico</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o Florian&#243;polis</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>93</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>105</fpage>
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          <month>10</month>
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        <date date-type="accepted">
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O escore de risco TIMI (thrombolysis in myocardial infarction) &#233; derivado de ensaio cl&#237;nico envolvendo pacientes eleg&#237;veis para fibrin&#243;lise. Como o perfil de risco desses casos difere do encontrado em popula&#231;&#245;es n&#227;o selecionadas, &#233; importante que se analise a aplicabilidade do escore em condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas habituais. OBJETIVO: Avaliar o manejo e a evolu&#231;&#227;o hospitalar de pacientes internados com infarto agudo do mioc&#225;rdio conforme estratifica&#231;&#227;o de risco pelo escore TIMI. M&#201;TODOS: Foram avaliados, retrospectivamente, 103 casos de infarto agudo do mioc&#225;rdio com supradesnivelamento do segmento ST, admitidos no Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o, em Tubar&#227;o, nos anos de 2004 e 2005. Os casos foram analisados em tr&#234;s grupos de risco de acordo com o escore TIMI. RESULTADOS: A mortalidade hospitalar p&#243;s-infarto foi de 17,5%. No grupo de baixo risco n&#227;o houve &#243;bito. A mortalidade foi de 8,1% no grupo de m&#233;dio risco e de 55,6% no de alto risco. O risco de morte para casos de alto risco foi 14,1 vezes maior em rela&#231;&#227;o aos casos de m&#233;dio e baixo risco (IC95% = 4,4 a 44,1 e p&lt;0,001). A chance de receber fibrinol&#237;tico foi 50% menor no grupo de alto risco em rela&#231;&#227;o ao de baixo risco (IC95%= 0,27 - 0,85; p=0,004). CONCLUS&#195;O: Houve um aumento progressivo na mortalidade e na ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es hospitalares conforme estratifica&#231;&#227;o pelo escore TIMI. Pacientes de alto risco receberam trombol&#237;tico menos frequentemente que pacientes de baixo risco.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Progn&#243;stico cl&#237;nico din&#226;mico</kwd>
        <kwd>infarto do mioc&#225;rdio</kwd>
        <kwd>mortalidade intra-hospitalar</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>10</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CORONARIOPATIA AGUDA</p>
    <p>Escore TIMI no infarto agudo do mioc&#225;rdio conforme n&#237;veis de estratifica&#231;&#227;o de progn&#243;stico</p>
    <p>
      <bold>Jaqueline Locks Pereira<sup>I</sup>; Thiago Mam&#244;ru Sakae<sup>I</sup>; Michele Cardoso Machado<sup>I</sup>; Charles Martins de Castro<sup>I,II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade do Sul de Santa Catarina </p>
    <p><sup>II</sup>Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o Florian&#243;polis SC - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt02">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O escore de risco TIMI <italic>(thrombolysis in myocardial infarction)</italic> &#233; derivado de ensaio cl&#237;nico envolvendo pacientes eleg&#237;veis para fibrin&#243;lise. Como o perfil de risco desses casos difere do encontrado em popula&#231;&#245;es n&#227;o selecionadas, &#233; importante que se analise a aplicabilidade do escore em condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas habituais. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar o manejo e a evolu&#231;&#227;o hospitalar de pacientes internados com infarto agudo do mioc&#225;rdio conforme estratifica&#231;&#227;o de risco pelo escore TIMI. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Foram avaliados, retrospectivamente, 103 casos de infarto agudo do mioc&#225;rdio com supradesnivelamento do segmento ST, admitidos no Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o, em Tubar&#227;o, nos anos de 2004 e 2005. Os casos foram analisados em tr&#234;s grupos de risco de acordo com o escore TIMI. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A mortalidade hospitalar p&#243;s-infarto foi de 17,5%. No grupo de baixo risco n&#227;o houve &#243;bito. A mortalidade foi de 8,1% no grupo de m&#233;dio risco e de 55,6% no de alto risco. O risco de morte para casos de alto risco foi 14,1 vezes maior em rela&#231;&#227;o aos casos de m&#233;dio e baixo risco (IC95% = 4,4 a 44,1 e p&lt;0,001). A chance de receber fibrinol&#237;tico foi 50% menor no grupo de alto risco em rela&#231;&#227;o ao de baixo risco (IC95%= 0,27 - 0,85; p=0,004). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>Houve um aumento progressivo na mortalidade e na ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es hospitalares conforme estratifica&#231;&#227;o pelo escore TIMI. Pacientes de alto risco receberam trombol&#237;tico menos frequentemente que pacientes de baixo risco.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Progn&#243;stico cl&#237;nico din&#226;mico, infarto do mioc&#225;rdio, mortalidade intra-hospitalar.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) constitui um dos maiores problemas de sa&#250;de p&#250;blica nos pa&#237;ses industrializados<sup>1</sup>. Nos Estados Unidos, a doen&#231;a coronariana &#233; respons&#225;vel por 53% das mortes por doen&#231;a cardiovascular, ocorrendo cerca de 780 mil casos de infarto por ano em americanos com idade acima de 65 anos<sup>2</sup>. Embora n&#227;o se saiba o n&#250;mero de infartos que ocorrem anualmente no Brasil, estima-se em 300 a 400 mil, tornando o IAM a principal causa isolada de morte no pa&#237;s<sup>1,3</sup>. </p>
    <p>Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, o surgimento das unidades coronarianas, o uso disseminado de fibrinol&#237;tico, betabloqueadores, &#225;cido acetilsalic&#237;lico e o desenvolvimento da angioplastia transluminal coronariana, contribu&#237;ram para a redu&#231;&#227;o da taxa de mortalidade hospitalar p&#243;s-IAM de 30% na d&#233;cada de 50, para os atuais 6% a 10%<sup>3-5</sup>. Entretanto, a variabilidade na mortalidade hospitalar &#233; consider&#225;vel e est&#225; relacionada a diferen&#231;as nos perfis de gravidade e na qualidade da assist&#234;ncia m&#233;dica prestada<sup>3-6</sup>.</p>
    <p>Nesse contexto, a utiliza&#231;&#227;o de escores progn&#243;sticos para estratifica&#231;&#227;o de risco p&#243;s-infarto torna-se uma ferramenta importante no manejo desses pacientes<sup>3</sup>. A determina&#231;&#227;o do progn&#243;stico do paciente possibilita a indica&#231;&#227;o precoce de procedimentos complexos como cinecoronariografia, angioplastia e revasculariza&#231;&#227;o cir&#250;rgica para casos de alto risco e tempo menor de interna&#231;&#227;o para indiv&#237;duos de baixo risco<sup>7,8</sup>.</p>
    <p>O escore TIMI<sup>9</sup>, para infarto agudo do mioc&#225;rdio com supradesnivelamento do segmento ST, foi descrito originalmente baseado em oito vari&#225;veis<sup>9</sup>. Esse escore tem sido apontado como um m&#233;todo simples, facilmente aplic&#225;vel &#224; beira do leito e com bom poder discriminat&#243;rio em rela&#231;&#227;o &#224;s complica&#231;&#245;es cl&#237;nicas e mortalidade precoce<sup>9,10</sup>.</p>
    <p>Pesquisadores t&#234;m enfatizado a necessidade de se testar a aplicabilidade cl&#237;nica de escores de risco em popula&#231;&#245;es diferentes do estudo original<sup>11</sup>. Isso porque os crit&#233;rios de inclus&#227;o e exclus&#227;o de cada estudo podem selecionar perfis de risco diferentes, que exercem influ&#234;ncia nos fatores progn&#243;sticos retidos no escore final e na validade cl&#237;nica em popula&#231;&#245;es diferentes da original<sup>11,12</sup>. </p>
    <p>Considerando todos esses aspectos, a aplica&#231;&#227;o do escore TIMI permite avaliar o desempenho do mesmo em predizer o risco de morte e de complica&#231;&#245;es p&#243;s-infarto em condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas habituais. Al&#233;m disso, possibilita identificar diferen&#231;as no manejo dos pacientes conforme o progn&#243;stico determinado pelo escore.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Um estudo observacional longitudinal, retrospectivo, de 103 pacientes internados no Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o, em Tubar&#227;o, SC; no per&#237;odo de 01/01/2004 a 31/12/2005, com diagn&#243;stico de infarto agudo do mioc&#225;rdio com supradesnivelamento do segmento ST. A coleta de dados foi realizada atrav&#233;s de consulta ao prontu&#225;rio m&#233;dico e preenchimento de protocolo elaborado pelos pesquisadores.Os crit&#233;rios utilizados para o diagn&#243;stico de Infarto Agudo do Mioc&#225;rdio com supradesnivelamento de ST foram os seguintes: presen&#231;a de dor tor&#225;cica ou outra sintomatologia sugestiva de IAM; eleva&#231;&#227;o do segmento ST na admiss&#227;o ou durante evolu&#231;&#227;o hospitalar em duas ou mais deriva&#231;&#245;es cont&#237;guas - sendo maior que 0,2 mV nas deriva&#231;&#245;es V1, V2 ou V3 e maior que 0,1mV nas outras deriva&#231;&#245;es; bloqueio de ramo esquerdo novo ou presumivelmente novo; e curva t&#237;pica da enzima creatinofosfoquinase total e sua fra&#231;&#227;o MB<sup>3</sup>.</p>
    <p>Os pacientes foram divididos em grupos de risco conforme a pontua&#231;&#227;o no escore TIMI (<xref ref-type="app" rid="a07tab01an">anexo 1</xref>). A pontua&#231;&#227;o m&#237;nima pelo escore TIMI &#233; zero, e a m&#225;xima 14. Todos os 103 casos receberam uma pontua&#231;&#227;o entre 0 e 13. Isso por que a vari&#225;vel peso n&#227;o estava registrada nos prontu&#225;rios. Considerou-se, dessa forma, baixo risco pontua&#231;&#227;o entre 0 e 2; m&#233;dio risco pontua&#231;&#227;o de 3 a 5; e alto risco pontua&#231;&#227;o maior que 5<sup>13</sup>.</p>
    <p content-type="asset"/>
    <p>As vari&#225;veis estudadas foram: idade, g&#234;nero, proced&#234;ncia, tempo de interna&#231;&#227;o, frequ&#234;ncia card&#237;aca, press&#227;o arterial sist&#234;mica, parada cardiorrespirat&#243;ria &#224; admiss&#227;o, tempo entre dor e primeiro atendimento, classe de Killip-Kimball &#224; admiss&#227;o, localiza&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica do infarto, valor m&#225;ximo atingido pelas enzimas card&#237;acas e complica&#231;&#245;es e uso de trombol&#237;tico. </p>
    <p>Foram classificados como diab&#233;ticos aqueles que, em exames pr&#233;vios ou durante a interna&#231;&#227;o, apresentaram n&#237;veis de glicemia de jejum compat&#237;veis com o diagn&#243;stico. Hipertens&#227;o arterial e angina foram consideradas naqueles com diagn&#243;stico pr&#233;vio ao IAM. </p>
    <p>O principal desfecho analisado foi a mortalidade hospitalar p&#243;s-infarto. Em rela&#231;&#227;o &#224;s complica&#231;&#245;es durante a interna&#231;&#227;o hospitalar, considerou-se: taquicardia ventricular sustentada, fibrila&#231;&#227;o ventricular, assistolia, e bloqueio atrioventricular de alto grau, os quais foram considerados positivos quando registrados em prontu&#225;rio ou quando presentes em algum dos eletrocardiogramas realizados durante a hospitaliza&#231;&#227;o. O diagn&#243;stico de choque cardiog&#234;nico levou em considera&#231;&#227;o a necessidade de drogas vasoativas e/ou registro do mesmo em prontu&#225;rio. A dor precordial recorrente foi levada em conta apenas se anotada em prontu&#225;rio m&#233;dico. Foram considerados Killip II os casos com estertores basais ou 3<underline>&#170;</underline> bulha, e Killip III os casos com estertores aud&#237;veis at&#233; o campo m&#233;dio<sup>3</sup>.</p>
    <p>A an&#225;lise dos dados foi feita atrav&#233;s do programa SPSS&#174; 8.0, e os resultados apresentados como frequ&#234;ncias ou m&#233;dias com o desvio padr&#227;o associado. Os testes do qui-quadrado, ou exato de Fisher, quando apropriado, foram usados para testar a signific&#226;ncia estat&#237;stica de diferen&#231;as observadas nas propor&#231;&#245;es das vari&#225;veis categ&#243;ricas estudadas, considerando-se estatisticamente significativo um valor de p&lt;0,05 bi-caudal. Foram calculados intervalos de confian&#231;a de 95% (IC95%) para os riscos relativos (RR) estimados na amostra.</p>
    <p>O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica e Pesquisa da Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A m&#233;dia de idade encontrada foi de 60 &#177;12 anos, sendo de 58,3 &#177; 10,9 anos para o sexo masculino e 63,6 &#177; 13,5 anos para o sexo feminino. Quanto &#224; proced&#234;ncia, o munic&#237;pio de origem foi Tubar&#227;o, em 39,8% dos casos.</p>
    <p>O tempo m&#233;dio entre o in&#237;cio dos sintomas e o primeiro atendimento m&#233;dico foi de 6,7 &#177; 8,6 horas. Para os pacientes de Tubar&#227;o, esse tempo foi de 4,5 &#177; 4,6 horas, enquanto para os de munic&#237;pios vizinhos foi de 8,2 &#177; 10,2 horas. O tempo m&#233;dio entre o in&#237;cio do quadro e a procura por assist&#234;ncia m&#233;dica foi de 6,8 &#177; 10 horas para o sexo masculino e de 6,5 &#177; 4,8 horas para o feminino. </p>
    <p>A localiza&#231;&#227;o do infarto apontou para um acometimento mais frequente da parede inferior (51,5% dos casos) e para uma maior mortalidade quando o infarto afetou a parede anterior extensa (33,3% dos casos). N&#227;o houve nenhum caso de bloqueio de ramo esquerdo (<xref ref-type="table" rid="a07tab01">Tabela 1</xref>).</p>
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      <table-wrap id="a07tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A mortalidade hospitalar p&#243;s-IAM foi de 17,5%. Do total de &#243;bitos, 66,7% ocorreram nas primeiras 48 horas. Houve um aumento progressivo na mortalidade conforme aumentou o risco determinado pelo escore TIMI. O risco de morte no grupo de alto risco, comparado ao de m&#233;dio e baixo risco, foi quase 14,1 vezes maior (IC95%: 4,4 - 44,9; p&lt;0,001) (<xref ref-type="table" rid="a07tab02">Tabela 2</xref>).</p>
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      <table-wrap id="a07tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Na amostra, 58,3% dos pacientes receberam trombol&#237;tico, e nesse grupo, a mortalidade foi de 10%. Entre os pacientes com 75 anos ou mais, apenas 2,9% foram tratados com estreptoquinase. Empregou-se o uso de fibrinol&#237;tico em 45,7% dos casos do sexo feminino e em 64,7% dos casos do sexo masculino. O uso de fibrinol&#237;tico foi quase 50% menor no grupo de alto risco em compara&#231;&#227;o ao de baixo risco (RR=0,48; IC95%:0,27-0,85; p=0,004). </p>
    <p>Os valores m&#225;ximos alcan&#231;ados pelos marcadores card&#237;acos relacionaram-se &#224; mortalidade hospitalar. O pico de creatinofosfoquinase (CK) foi inferior a dez vezes o valor normal em 52,9% dos casos, com mortalidade hospitalar de 6,5%. Dentre os 32,2% de pacientes com valores intermedi&#225;rios de CK (pico de CK de 10 a 20 vezes o valor normal), 14,3% foram a &#243;bito. A mortalidade no grupo com pico de CK superior a 20 vezes o valor normal foi de 30,8%. Quanto &#224; isoforma card&#237;aca CKMB, 33,3% dos pacientes apresentaram pico inferior a cinco vezes o valor normal, com mortalidade de 6,9%. J&#225; no grupo que atingiu pico de CKMB igual ou superior a cinco vezes o valor normal, 18,2% dos casos foram a &#243;bito.</p>
    <p>A mortalidade no sexo feminino foi mais que o triplo quando comparada ao masculino. Al&#233;m disso, o sexo feminino esteve associado a um risco 2,1 vezes maior de pertencer ao grupo de alto risco (IC95%: 1,23 - 3,75; p= 0,008). O risco de apresentar Killip de II a IV &#224; admiss&#227;o tamb&#233;m foi 2,1 vezes maior no sexo feminino (IC95%= 1,17 - 3,68; p= 0,013). Do total de mulheres, 25,7% apresentaram idade de 75 anos ou mais, enquanto apenas 7,4% dos homens tinham essa idade (<xref ref-type="table" rid="a07tab03">Tabela 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a07tab03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Entre os pacientes Killip IV &#224; admiss&#227;o, 100% pertenceram ao grupo de alto risco pelo escore TIMI. Al&#233;m disso, 70% dos pacientes que evolu&#237;ram para choque cardiog&#234;nico durante a evolu&#231;&#227;o foram enquadrados na categoria de alto risco (<xref ref-type="table" rid="a07tab04">Tabela 4</xref>). Dos pacientes de alto risco que ficaram 48 horas ou menos internados, 8,3% foram transferidos e o restante foi a &#243;bito.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a07tab04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A parada cardiorrespirat&#243;ria foi associada a 66,7% de mortalidade, sendo 58,3% quando o ritmo de parada foi fibrila&#231;&#227;o ventricular e 75% quando assistolia. Pacientes com choque cardiog&#234;nico foram a &#243;bito em 90% dos casos e n&#227;o houve nenhum caso de taquicardia ventricular sustentada (<xref ref-type="table" rid="a07tab05">Tabela 5</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a07tab05">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt05.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>O tempo m&#233;dio de hospitaliza&#231;&#227;o foi de 9,1 &#177; 8,8 dias. Pacientes com baixo risco permaneceram em m&#233;dia 7,9 &#177; 3,0 dias internados. Para os pacientes com m&#233;dio risco esse tempo foi de 10,7 &#177; 9,6 dias, enquanto para os de alto risco foi de 8,5 &#177; 12,4 dias.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Na presente amostra, a distribui&#231;&#227;o por sexo e faixas et&#225;rias foi an&#225;loga a outros estudos<sup>4-6,9,14</sup>. A m&#233;dia de tempo de 6,7 horas entre o in&#237;cio dos sintomas e a primeira avalia&#231;&#227;o na sala de emerg&#234;ncia foi inferior &#224; descrita por Zornoff e cols.<sup>14</sup> (10,6 horas). Por se tratar de um hospital refer&#234;ncia na regi&#227;o, houve discrep&#226;ncia significativa no tempo entre o in&#237;cio dos sintomas e o atendimento m&#233;dico conforme a proced&#234;ncia. Para os casos residentes em Tubar&#227;o, o tempo m&#233;dio entre dor e atendimento foi de 4,5 horas, j&#225; nos pacientes de munic&#237;pios vizinhos, foi de 8,2 horas. Outro dado que chama aten&#231;&#227;o &#233; que 70,4% dos pacientes de alto risco aguardaram mais de quatro horas at&#233; o atendimento inicial. </p>
    <p>A preval&#234;ncia de hipertens&#227;o (61,2%) foi pr&#243;xima a de estudos brasileiros<sup>4-6,15</sup> e superior a de estudos internacionais (21,6%<sup>9 </sup>e 54%<sup>10</sup>).</p>
    <p>Dois trabalhos recentes relataram a preval&#234;ncia de angina antecedendo o infarto de 46%<sup>6</sup> e 65%<sup>16</sup> dos pacientes, cifras bastante altas se comparadas aos 17,5% encontrados em nossa amostra. Outros estudos internacionais relatam 11,5%<sup>10</sup> e 21,6%<sup>9 </sup>de pacientes com angina antecedendo o infarto.</p>
    <p>O estado hemodin&#226;mico dos pacientes &#224; admiss&#227;o foi mais grave em compara&#231;&#227;o ao mencionado na literatura. Nessa amostra, a frequ&#234;ncia de Killip II-IV foi de 30,1%, superior aos 25,1%<sup>10</sup>, 17,3%<sup>16</sup> e 12,2%<sup>9</sup> encontrados em outros estudos. A press&#227;o arterial sist&#243;lica menor que 100 mmHg &#224; admiss&#227;o esteve presente em 24,3% dos casos. Em outros estudos, essa frequ&#234;ncia foi de 2,5%<sup>9 </sup>a 8,7%<sup>10</sup>.</p>
    <p>Refutando a literatura<sup>4</sup>, neste estudo a parede mais acometida por IAM foi a inferior, ao inv&#233;s da anterior. Entretanto, no grupo classificado como alto risco essa parede foi comprometida em 25,9% dos casos. </p>
    <p>Independentemente da t&#233;cnica utilizada, a terapia de reperfus&#227;o mioc&#225;rdica consiste na interven&#231;&#227;o mais importante no manejo de pacientes infartados<sup>3</sup>. Um estudo nacional estimou que o percentual de indica&#231;&#227;o de tromb&#243;lise no Brasil &#233; de 40%<sup>17</sup>. Estudos nacionais e internacionais relataram 36,8%<sup>17</sup>, 39%<sup>14</sup>, 48%<sup>10</sup> e 35,1%<sup>4</sup> de uso de terapia de reperfus&#227;o. Neste estudo, 58,3% dos pacientes usaram estreptoquinase, entretanto, no grupo estratificado como alto risco, lan&#231;ou-se m&#227;o dessa terapia em apenas 33,3% dos casos.Um estudo internacional tamb&#233;m destaca que pacientes n&#227;o submetidos &#224; terapia de reperfus&#227;o apresentam maior frequ&#234;ncia de caracter&#237;sticas de alto risco e escores TIMI mais altos<sup>10</sup>.</p>
    <p>O tempo m&#233;dio de interna&#231;&#227;o foi semelhante ao relatado em outro estudo (9 dias)<sup>6</sup>. Nenhum paciente de baixo risco permaneceu menos de 48 horas no hospital, entretanto, 44,4% dos pacientes de alto risco receberam alta nesse per&#237;odo. Aproximadamente 67% dos pacientes que ficaram menos de 48 horas internados foram a &#243;bito.</p>
    <p>No estudo <italic>In TIMI</italic><sup>9</sup>, 50% dos pacientes se enquadraram como baixo risco e apenas 12% como alto risco<sup>9</sup>. Neste trabalho, 26,2% dos casos eram de alto risco e 37,9% baixo risco. Nessa amostra, dor precordial recorrente, fibrila&#231;&#227;o ventricular, bloqueio atrioventricular de alto grau e choque cardiog&#234;nico ocorreram em frequ&#234;ncia semelhante &#224; descrita por outros autores<sup>3,4,14,15</sup>.</p>
    <p>A mortalidade hospitalar em pacientes n&#227;o selecionados com IAM tem variado entre 10% e 20%<sup>18</sup>. A mortalidade de 17,5% encontrada na presente amostra &#233; semelhante &#224; de outros trabalhos brasileiros<sup>4-6,19</sup> e internacionais (12,6%)<sup>10</sup>. Esses valores se distanciam dos 6,1% encontrados em um ensaio cl&#237;nico randomizado como o <italic>In TIMI</italic><sup>9</sup>.</p>
    <p>A identifica&#231;&#227;o de vari&#225;veis preditoras de maior mortalidade hospitalar p&#243;s-IAM t&#234;m sido descrita por muitos autores<sup>4,6,14,19</sup>. V&#225;rios estudos t&#234;m proposto escores progn&#243;sticos baseados nas vari&#225;veis com maior impacto na mortalidade em an&#225;lise multivariada. Nesse sentido, o escore TIMI manteve uma forte associa&#231;&#227;o com a mortalidade, sendo que o risco de morte para pacientes com escore maior ou igual a oito foi 40 vezes maior em rela&#231;&#227;o aos com escore zero<sup>9</sup>. Al&#233;m disso, escores maiores que cinco identificaram no estudo <italic>In TIMI</italic><sup>9</sup> 12% dos pacientes com risco de mortalidade maior que o dobro da m&#233;dia da popula&#231;&#227;o. </p>
    <p>Bassam e cols.<sup>19</sup> consideraram baixo risco grupos com mortalidade abaixo de 10%, e alto risco grupos com mortalidade acima de 40%<sup>19</sup>. Ketzer e cols.<sup>13</sup>, para analisar a mortalidade por infarto seis meses ap&#243;s o evento agudo, dividiram os pacientes em grupos de risco conforme a pontua&#231;&#227;o no escore TIMI<sup>13</sup>. Os resultados encontrados foram: 4,1% de mortalidade no grupo de baixo risco, 10% no de m&#233;dio risco e 52% no de alto risco. No presente estudo, a mortalidade foi de 55,6% no grupo de alto risco, 8,1% no de m&#233;dio risco e 0% no de baixo risco. </p>
    <p>A mortalidade p&#243;s-IAM aumenta dramaticamente com a idade, subindo de 2,1% em pacientes com menos de 55 anos para 26,3% em pacientes com 85 anos ou mais<sup>20</sup>. Idosos possuem reserva coron&#225;ria e mioc&#225;rdica reduzidas<sup>19,21</sup>, uma vez que t&#234;m maior incid&#234;ncia de diabete, hipertens&#227;o, infarto pr&#233;vio e insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>22</sup>. Neste estudo, a mortalidade aumentou de 8,1% em pacientes com menos de 65 para 71,4% em pacientes com 75 anos ou mais. Parte desse aumento pode ser atribu&#237;do ao perfil de risco mais grave dos idosos. Nessa amostra, 48,1% dos pacientes do grupo de alto risco tinham mais de 75 anos, contra nenhum caso acima de 64 anos no grupo de baixo risco. N&#227;o houve diferen&#231;as significativas quanto ao tempo decorrido entre o in&#237;cio dos sintomas e o atendimento m&#233;dico pela idade. </p>
    <p>Em an&#225;lise multivariada, a classe de Killip-Kimball &#233; o preditor mais poderoso de progn&#243;stico, com aumento de duas vezes no risco de morte a cada piora de classe<sup>16</sup>. Outros autores tamb&#233;m destacam a classe de Killip como a vari&#225;vel independente mais relacionada &#224; mortalidade<sup>4,9,19,22</sup>. Neste estudo, 54,8% dos pacientes com Killip de II a IV foram a &#243;bito. </p>
    <p>Embora n&#227;o haja unanimidade na literatura atribuindo o sexo feminino como vari&#225;vel independente associada &#224; mortalidade por IAM, v&#225;rios autores<sup>4,22-24 </sup>verificaram essa associa&#231;&#227;o. Esse fato est&#225; ligado &#224; severidade intr&#237;nseca da doen&#231;a coronariana em mulheres, &#224; faixa et&#225;ria maior acometida, ao maior n&#250;mero de comorbidades<sup>22</sup> e &#224; subutiliza&#231;&#227;o de interven&#231;&#245;es terap&#234;uticas eficazes<sup>25</sup>. </p>
    <p>Nessa amostra, o sexo feminino conferiu um risco de &#243;bito 3,1 vezes maior. Parte da maior mortalidade no sexo feminino pode ser atribu&#237;da &#224; idade mais elevada. Entretanto, o perfil de risco mais grave dessas pacientes tamb&#233;m contribui para alta taxa de &#243;bito. Neste estudo, o risco de apresentar Killip n&#227;o I &#224; admiss&#227;o e pertencer &#224; categoria de alto risco foi maior nas mulheres. Vaccarino e cols.<sup>26</sup> chamam aten&#231;&#227;o para a maior probabilidade de mulheres apresentarem quadro cl&#237;nico mais severo, no entanto, ressaltam que isso &#233; v&#225;lido apenas para mulheres jovens<sup>26</sup>. N&#227;o houve diferen&#231;a significativa no tempo m&#233;dio entre dor e atendimento para ambos os sexos.</p>
    <p>O diabete manteve-se como uma vari&#225;vel independente associada &#224; mortalidade em an&#225;lises multivariadas de v&#225;rios estudos<sup>4,9,16,22</sup>. Ribeiro e cols.<sup>22</sup> descreveram uma chance de &#243;bito 2,3 vezes maior em diab&#233;ticos<sup>22</sup>. O risco de &#243;bito foi 3,7 vezes maior em diab&#233;ticos neste estudo. Al&#233;m disso, na amostra em tela, o grupo de alto risco apresentou uma frequ&#234;ncia maior de diabete (60%) em compara&#231;&#227;o ao de baixo risco (20%).</p>
    <p>Em conformidade ao encontrado na literatura<sup>3</sup>, houve associa&#231;&#227;o entre o tempo decorrido do in&#237;cio dos sintomas e o primeiro atendimento &#224; maior mortalidade. Pacientes que levaram mais que quatro horas para procurar assist&#234;ncia m&#233;dica, tiveram mortalidade de 25%. Aqueles que demoraram quatro horas ou menos, apresentaram 9,8% de &#243;bito. Hist&#243;ria pr&#233;via de hipertens&#227;o e angina tamb&#233;m foram observadas, aumentando o risco de morte p&#243;s-infarto no presente estudo<sup>9,10</sup>.</p>
    <p>No estudo <italic>GRACE</italic><sup>16</sup>, para cada aumento de 30 batimentos na frequ&#234;ncia card&#237;aca o risco de morte aumentou em 20%. Da mesma forma, a redu&#231;&#227;o 20 mmHg na press&#227;o arterial sist&#243;lica aumentou em 1,3 vezes a mortalidade naquele estudo. No estudo <italic>In TIMI</italic><sup>9</sup>, a press&#227;o arterial sist&#243;lica menor que 100 mmHg conferiu uma chance 2,7 vezes maior de morte. No mesmo estudo, a frequ&#234;ncia card&#237;aca maior que 100bpm foi associada a um risco de &#243;bito 2,3 vezes maior. Em nossa amostra, pacientes com hipotens&#227;o e taquicardia tamb&#233;m tenderam a maior mortalidade. </p>
    <p>Ribeiro e cols.<sup>22</sup> relatam mortalidade de 16,7% no grupo de pacientes em que se usou trombol&#237;tico e de 28,7% no grupo em que n&#227;o se lan&#231;ou m&#227;o dessa terapia. No presente estudo, o n&#227;o uso de estreptoquinase conferiu risco de &#243;bito 2,8 vezes maior. Grupos com maior risco de morte s&#227;o menos submetidos &#224; terapia de reperfus&#227;o<sup>3,10,16</sup>. Nessa amostra, o risco de receber fibrinol&#237;tico foi 50% menor entre os casos de alto risco. Um estudo recente mostra que 46,2% dos casos abaixo de 55 anos s&#227;o tratados com trombol&#237;tico, enquanto apenas 9,5% daqueles com 85 anos ou mais recebem o mesmo tratamento<sup>19</sup>. Em nossa popula&#231;&#227;o, apenas 2,9% dos casos acima de 75 anos receberam fibrinol&#237;tico. A preval&#234;ncia de uso de estreptoquinase foi menor nas mulheres (45,7%) quando comparadas aos homens (64,7%).</p>
    <p>A presen&#231;a de complica&#231;&#245;es hospitalares p&#243;s-infarto confere um pior progn&#243;stico aos pacientes<sup>3,4,8</sup>. Nessa popula&#231;&#227;o, o risco de morte para os casos com uma ou mais complica&#231;&#245;es p&#243;s-infarto foi 4,5 vezes maior. Escores TIMI mais altos estiveram associados, como esperado, a frequ&#234;ncias maiores de complica&#231;&#245;es. Entre os casos que evolu&#237;ram com choque cardiog&#234;nico, 70% foram caracterizados como alto risco na admiss&#227;o, e 90% dos pacientes com choque cardiog&#234;nico foram a &#243;bito.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Na amostra estudada, oito vari&#225;veis - idade acima de 75 anos; diabete; classe Killip; frequ&#234;ncia card&#237;aca acima de 100 bpm; press&#227;o arterial sist&#243;lica abaixo de 100 mmHg; n&#227;o uso de trombol&#237;ticos; e complica&#231;&#245;es - estiveram significativamente associadas ao maior risco de &#243;bito hospitalar p&#243;s-infarto, sendo as maiores: idade superior a 75 anos, presen&#231;a de complica&#231;&#245;es e frequ&#234;ncia card&#237;aca acima de 100 bpm.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de conclus&#227;o de curso Jaqueline Locks Pereira pela Universidade do Sul de Santa Catarina.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
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    <p>
      <fn id="nt02" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Jaqueline Locks Pereira </p>
        <p> Rua Idalino Rosso, 105 - Vila Nova </p>
        <p> 88820-000 - I&#231;ara, SC - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="jaquelinelocks@yahoo.com.br">jaquelinelocks@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 22/05/08; revisado recebido em 21/10/08; aceito em 21/10/08.</p>
    <p>
      <bold>Anexo</bold>
    </p>
    <p>
      <xref ref-type="app" rid="a07tab01an">
        <p content-type="break">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-e01.jpg"/></p>
        <p content-type="break"> Anexo 1 - clique para ampliar</p>
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          <article-title>Age - related differences in in-hospital mortality and the use of thrombolytic therapy for acute myocardial infarction</article-title>
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          <article-title>Acute myocardial infarction in elderly patients: comparative analysis of the predictors of mortality</article-title>
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          <article-title>Infarto agudo do mioc&#225;rdio: preditores de mortalidade em hospital p&#250;blico em Fortaleza, Cear&#225;</article-title>
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          <article-title>&#201; o sexo feminino um preditor independente de mortalidade hospitalar no infarto agudo do mioc&#225;rdio?</article-title>
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          <article-title>In-hospital and 1-year mortality in 1524 women after myocardial infarction: comparison women with 4315 men</article-title>
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          <article-title>Tend&#234;ncia da mortalidade por infarto agudo do mioc&#225;rdio (1981 a 1996) na cidade de Salvador, Brasil</article-title>
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          <article-title>Sex-based differences in early mortality after myocardial infarction: National Registry of Myocardial Infarction 2 Participants</article-title>
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        <article-title xml:lang="en">TIMI risk score for acute myocardial infarction according to prognostic stratification</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The TIMI (Thrombolysis in Myocardial Infarction) risk score is derived from clinical trial involving patients who are eligible for fibrinolysis. As the risk profiles of these cases differ from those found in non-selected populations, it is important to review the applicability of the score in usual clinical conditions. OBJECTIVES: To evaluate the management and clinical evolution of hospital inpatients with acute myocardial infarction, according to risk stratification by the TIMI score. METHODS: We evaluated, retrospectively, 103 cases of acute myocardial infarction with ST-segment elevation admitted to the Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o - Tubar&#227;o, in 2004 and 2005. The cases were analyzed in three risk groups according to the TIMI score. RESULTS: The hospital mortality after infarction was 17.5%. In the low-risk group there was no death. The mortality was 8.1% in the medium risk group and 55.6% in the high-risk group. The risk of death in cases of high risk was 14.1 times higher than in the cases of medium and low risk (95% CI = 4.4 to 44.1 and p &lt;0.001). The chance of receiving fibrinolytic was 50% lower in the high-risk group in relation to the low risk group (95% CI = 0.27 to 0.85, p = 0.004). CONCLUSION: There was a progressive increase in mortality and incidence of in-hospital complications according to the stratification by the TIMI score. High risk patients received thrombolytic less frequently than the patients at low risk.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Clinical - dynamic prognosis</kwd>
        <kwd>myocardial infarction</kwd>
        <kwd>hospital mortality</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>TIMI risk score for acute myocardial infarction according to prognostic stratification</p>
      <p>
        <bold>Jaqueline Locks Pereira<sup>I</sup>; Thiago Mam&#244;ru Sakae<sup>I</sup>; Michele Cardoso Machado<sup>I</sup>; Charles Martins de Castro<sup>I,II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade do Sul de Santa Catarina, SC - Brasil </p>
      <p><sup>II</sup>Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o Florian&#243;polis, SC - Brasil </p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="cor-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The TIMI (Thrombolysis in Myocardial Infarction) risk score is derived from clinical trial involving patients who are eligible for fibrinolysis. As the risk profiles of these cases differ from those found in non-selected populations, it is important to review the applicability of the score in usual clinical conditions.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the management and clinical evolution of hospital inpatients with acute myocardial infarction, according to risk stratification by the TIMI score.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> We evaluated, retrospectively, 103 cases of acute myocardial infarction with ST-segment elevation admitted to the Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o - Tubar&#227;o, in 2004 and 2005. The cases were analyzed in three risk groups according to the TIMI score.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The hospital mortality after infarction was 17.5%. In the low-risk group there was no death. The mortality was 8.1% in the medium risk group and 55.6% in the high-risk group. The risk of death in cases of high risk was 14.1 times higher than in the cases of medium and low risk (95% CI = 4.4 to 44.1 and p &lt;0.001). The chance of receiving fibrinolytic was 50% lower in the high-risk group in relation to the low risk group (95% CI = 0.27 to 0.85, p = 0.004).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> There was a progressive increase in mortality and incidence of in-hospital complications according to the stratification by the TIMI score. High risk patients received thrombolytic less frequently than the patients at low risk.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Clinical - dynamic prognosis; myocardial infarction; hospital mortality.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Acute myocardial infarction (AMI) is a major public health problem in industrialized countries<sup>1</sup>. In the United States, coronary heart disease is responsible for 53% of deaths from cardiovascular disease, and approximately 782 thousand cases of myocardial infarction occur each year, in Americans aged over 65<sup>2</sup>. Although the number of heart attacks that occur each year in Brazil is unknown, it is estimated to be around 300 to 400 thousand; therefore, IAM is the leading isolated cause of death in the country<sup>1,3</sup>.</p>
      <p>In recent decades, the establishment of coronary units, the widespread use of fibrinolytic, beta blockers, aspirin and the development of transluminal coronary angioplasty contributed to reduce the rate of hospital mortality after AMI, from 30% in the 50's to the current 6 to 10%<sup>3-5</sup>. However, the variability in mortality is considerable and it is related to differences in the seriousness of the conditions and the quality of medical care<sup>3-6</sup>.</p>
      <p>In this context, the use of prognostic scores for risk stratification of post-infarction becomes an important tool in the management of these patients<sup>3</sup>. The determination of the patient's prognosis allows an early indication of complex procedures such as coronary angiography, angioplasty and surgical revascularization for high risk cases and less in-hospital time for low-risk individuals<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>The TIMI score<sup>9</sup> for acute myocardial infarction with ST-segment elevation was originally described based on eight variables<sup>9</sup>. This score has been described as simple, easily applicable at the bedside and with good discriminatory power for clinical complications and early mortality<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>Some researchers have emphasized the need to test the applicability of the clinical risk scores in other populations, different from that of the original study<sup>11</sup>, arguing that the inclusion and exclusion criteria of each study can select different risk profiles that may influence the prognostic factors retained in the final score and the clinical validity of the study in different populations<sup>11,12</sup>.</p>
      <p>Considering all these aspects, the application of the TIMI score allows us to assess the performance of the score in predicting the risk of death and post-infarction complications in usual clinical conditions. Also, it allows us to identify possible differences in the management of patients as determined by the prognosis score.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This was a cross-sectional, observational and retrospective study, conducted at the Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o - Tubar&#227;o - SC, from January 1<sup>st</sup>, 2004 to December 31<sup>st</sup>, 2005, of 103 patients with a diagnosis of acute myocardial infarction with ST-segment elevation. Data collection was performed by consulting the medical records and completing a protocol developed by the researchers.</p>
      <p>The criteria for the diagnosis of acute myocardial infarction with ST-segment elevation were: presence of chest pain or other symptoms suggestive of AMI, ST-segment elevation on admission or during hospital evolution in two or more contiguous leads (greater than 0.2 mV in V1, V2 and V3 leads or greater than 0.1 mV in other leads), new or presumably new left bundle branch block and typical curve of creatine kinase enzyme and its MB fraction<sup>3</sup>. The patients were divided into groups according to TIMI risk scores (<xref ref-type="app" rid="en_a07anx01-body2">Appendix 1</xref>). The minimum score for the TIMI is zero, and the maximum score is fourteen. All 103 cases received a score between zero and thirteen, because the variable weight was not recorded in the medical records. Therefore, low-risk cases had a score between 0 and 2; average risk cases had a score raging from 3 to 5; and high risk cases had a score greater than 5<sup>13</sup>.</p>
      <p content-type="asset"/>
      <p>The study variables included age, gender, origin, time of admission, heart rate, blood pressure, cardiorespiratory arrest on admission, elapsed time between pain and first care, Killip-Kimball class on admission, electrocardiographic location of the infarction, maximum values of cardiac enzymes, complications, and use of thrombolytic.</p>
      <p>Patients who had fasting blood glucose levels compatible with the diagnosis in previous exams or during hospitalization were considered diabetic. Hypertension and angina were diagnosed prior to the AMI.</p>
      <p>The primary outcome analyzed was post-infarction mortality. The following complications during hospitalization were taken into consideration: sustained ventricular tachycardia, ventricular fibrillation, asystolia and high degree atrioventricular block were considered positive when documented in medical records or when present in any electrocardiograms performed during hospitalization. The diagnosis of cardiogenic shock took into account the need for vasoactive drugs and/or its documentation in the medical records. Recurrent chest pain was taken into account only if documented in medical records. Patients with Killip class II were those with crackles at lung bases or S<sub>3</sub> gallop, and patients with Killip class III were those with audible crackles up to the middle lung fields<sup>3</sup>.</p>
      <p>Data analysis was done by the SPSS<sup>TM</sup> 8.0 software. The data were presented as frequencies or averages with the associated standard deviation. The chi-square, or the Fisher exact test, when appropriate, was used to test the statistical significance of the difference in proportions for the study categorical variables. A two-tailed p-value &lt;0.05 was considered statistically significant. Confidence intervals were calculated at 95% (95% CI) for the estimated relative risk (RR) in the sample.</p>
      <p>The study was approved by the Research Ethics Committee of the University of Southern Santa Catarina - UNISUL.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The average age was 60 &#177; 12 years, 58.3 &#177; 10.9 years for males and 63.6 &#177; 13.5 years for females. The city of origin was Tubar&#227;o in 39.8% of cases.</p>
      <p>The average elapsed time between the onset of symptoms and first medical care was 6.7 &#177; 8.6 hours. For patients from Tubar&#227;o the average time was 4.5 &#177; 4.6 hours, while for those coming from neighboring municipalities it was 8.2 &#177; 10.2 hours. The average time between the onset of the symptoms and the demand for medical care was 6.8 &#177; 10 hours for males and 6.5 &#177; 4.8 hours for females.</p>
      <p>The location of the infarction pointed to a more frequent involvement of the inferior wall (51.5% of cases) and a higher mortality when the infarction affected the extensive anterior wall (33.3%). There was no case of left bundle branch block (<xref ref-type="table" rid="en_a07tab01-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a07tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Hospital mortality after AMI was 17.5%. Of the total deaths, 66.7% occurred within 48 hours. </p>
      <p>There was a progressive increase in mortality as the TIMI risk score increased. The risk of death in the high-risk group, when compared to that of the medium and the low risk groups, was almost 14.1 times higher (95% CI: 4.4 to 44.9, p &lt;0.001) (<xref ref-type="table" rid="en_a07tab02-body2">Table 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a07tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>In the sample, 58.3% of the patients received thrombolytic, and the mortality rate in this group was 10%. Among patients aged 75 years or over, only 2.9% were treated with streptokinase. Fibrinolytic was used in 45.7% of the female patients, and in 64.7% of the male patients. The use of fibrinolytic was almost 50% lower in the high-risk group in comparison to the low risk group (RR = 0.48, 95%CI :0.27 to 0.85, p = 0.004).</p>
      <p>The maximum values of cardiac markers were related to in-hospital mortality. The peak creatine kinase (CK) level was less than ten times the normal value in 52.9% of cases, with a mortality rate of 6.5%. Among the 32.2% of patients with intermediate values of CK (peak CK levels of 10 to 20 times the normal value), 14.3% of them died. The mortality rate in the group with a peak CK level of more than 20 times the normal value was 30.8%. As to the CK-MB isoforms, 33.3% of the patients had peak levels of less than 5 times the normal value, with a mortality rate of 6.9%. In the group that reached peak CK-MB levels of less than 5 times the normal value, 18.2% of the patients died.</p>
      <p>The mortality rate for women was more than triple the rate for men. The female group was associated with a 2.1 times greater risk of belonging to the group at high risk (95% CI: 1.23 to 3.75, p = 0.008). The risk of presenting Killip class II to IV on admission was 2.1 times higher among women (95% CI = 1.17 to 3.68, p = 0.013). Moreover, 25.7% of women were aged 75 years or over, compared to only 7.4% of men (<xref ref-type="table" rid="en_a07tab03-body2">Table 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a07tab03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Among patients with Killip class IV on admission, 100% of them belonged to the group at high risk by the TIMI score. Moreover, 70% of the patients who developed cardiogenic shock during hospitalization were in the category of high risk (<xref ref-type="table" rid="en_a07tab04-body2">Table 4</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a07tab04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Among high risk patients who were hospitalized for 48 hours or less, 8.3% were transferred and the remaining died.</p>
      <p>Cardiorespiratory arrest was associated with a mortality rate of 66.7% (58.3% when associated with ventricular fibrillation, and 75% when associated with asystolia). Patients with cardiogenic shock died in 90% of cases. There were no cases of sustained ventricular tachycardia (<xref ref-type="table" rid="en_a07tab05-body2">Table 5</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a07tab05-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The average length of hospitalization was 9.1 &#177; 8.8 days. Low-risk patients remained in hospital for 7.9 &#177; 3.0 days, on average. For patients with medium risk, the hospitalization time was 10.7 &#177; 9.6 days, while for those with high-risk it was 8.5 &#177; 12.4 days. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In this sample, the distribution by gender and age groups was similar to that observed in other studies<sup>4-6, 9,14</sup>.</p>
      <p>The average elapsed time of 6.7 hours between the onset of symptoms and the first evaluation in the emergency room was less than that described by Zornoff et al<sup>14</sup> (10.6 hours).</p>
      <p>As this is a reference hospital in the region, there were significant discrepancies in the elapsed time between the onset of symptoms and the medical care, depending on where the patient came from. For patients living in Tubar&#227;o, the average time between pain and medical care was 4.5 hours, and for patients from neighboring municipalities, it was 8.2 hours. Another fact that stands out is that 70.4% of high risk patients had to wait more than 4 hours before receiving initial care.</p>
      <p>The prevalence of elevated blood pressure (61.2%) was similar to that found in Brazilian studies<sup>4-6,15</sup> and higher than that found in international studies (21.6%<sup>9</sup> and 54%<sup>10</sup>).</p>
      <p>Two recent studies reported a prevalence of angina before the infarction of 46%<sup>6</sup> and 65%<sup>16</sup>, which are quite high values when compared to the rate of 17.5% found in this sample. Other international studies have reported a prevalence of angina before the infarction of 11.5%<sup>10</sup> and 21.6%<sup>9</sup>.</p>
      <p>The hemodynamic status of patients on admission was more severe compared to that described in the literature. In this sample, the frequency of Killip classes II-IV was 30.1%, compared to 25.1%<sup>10</sup>, 17.3%<sup>16</sup> and 12.2%<sup>9</sup> found in other studies. A systolic blood pressure of less than 100mmHg on admission was present in 24.3% of the cases. In other studies this frequency was 2.5%<sup>9</sup> to 8.7%<sup>10</sup>.</p>
      <p>Refuting the literature<sup>4</sup>, in this study the most affected wall in AMI was the inferior wall, instead of the anterior wall. However, in the group classified as high risk, the anterior wall was affected in 25.9% of the cases.</p>
      <p>Whatever the technique, myocardial reperfusion is the most important intervention in the management of AMI patients<sup>3</sup>. A Brazilian study estimated that the percentage of indicated thrombolysis in Brazil is 40%<sup>17</sup>. National and international studies reported that in 36.8%<sup>17</sup>, 39%<sup>14</sup>, 48%<sup>10</sup> and 35.1%<sup>4</sup> of cases, reperfusion therapy was used. In this study, 58.3% of patients used Streptokinase. However, in the group stratified as high risk, this therapy was used in only 33.3% of the cases. An international study also stressed that patients who were not submited to reperfusion therapy had a higher prevalence of high-risk characteristics and higher TIMI scores<sup>10</sup>.</p>
      <p>The average length of hospitalization was similar to that reported in another study (9 days)<sup>6</sup>. No patients at low risk remained less than 48 hours in hospital however, 44.4% of high risk patients were discharged during that period. Approximately 67% of patients who were hospitalized for less than 48 hours died.</p>
      <p>In the<italic> TIMI</italic> study<sup>9</sup>, 50% of patients were considered to be at low risk, and only 12% at high risk<sup>9</sup>. In this study, 26.2% of the cases were at high risk, and 37.9% at low risk.</p>
      <p>In this sample, recurrent chest pain, ventricular fibrillation, a high-degree atrioventricular block and cardiogenic shock occurred in a frequency similar to that described by other authors<sup>3,4,14,15</sup>.</p>
      <p>The in-hospital mortality rate among unselected patients with AMI ranged from 10 to 20%<sup>18</sup>. The mortality rate of 17.5% found in this sample was similar to that found in other Brazilian<sup>4-6,19</sup> and international studies (12.6%)<sup>10</sup>. These values are quite different from the value of 6.1% found in randomized clinical trials, such as the TIMI study<sup>9</sup>.</p>
      <p>The identification of predictors of higher mortality after AMI has been described by many authors<sup>4,6,14,19</sup>. Several studies have proposed prognostic scores based on the variables with the greatest impact on mortality in multivariate analysis.</p>
      <p>In this sense, the TIMI score was strongly associated with mortality, and the risk of death for patients with a score greater than or equal to 8 was 40 times higher when compared with the score 0<sup>9</sup>. In addition, scores higher than 5 identified, in the <italic>TIMI</italic> study<sup>9</sup>, 12% of patients who had a risk of death that was more than twice that reported in the average population. </p>
      <p>Bassam et al<sup>19</sup> considered as low-risk the groups with mortality rates below 10%, and as high-risk the groups with mortality rates above 40%<sup>19</sup>. In order to evaluate the infarction mortality rate six months after the acute event, Ketzer et al<sup>13</sup> divided the patients into risk groups by TIMI scores<sup>13</sup> with the following results: a mortality rate of 4.1% in the low-risk group, 10% in the medium risk group, and 52% in the high-risk group.<sup> (13)</sup> In this study, the mortality rate was 55.6% in the high-risk group, 8.1% in the medium risk group and 0% in the low risk group.</p>
      <p>The mortality after AMI increases dramatically with age, rising from 2.1% in patients under 55 years to 26.3% in patients aged 85 years or over<sup>20</sup>. The elderly have reduced myocardial and coronary reserve<sup>19,21</sup>, because they have higher incidence of diabetes, elevated blood pressure, prior heart attack and heart failure<sup>22</sup>. In this study, the mortality increased from 8.1% in patients younger than 65 to 71.4% in patients aged 75 or over. Part of this increase can be attributed to the more serious risk profile of the elderly. In this sample, 48.1% of patients in the high-risk group had more than 75 years, compared to no patients over 64 years in the group of low risk. There were no significant differences in age as to the elapsed time between the onset of symptoms and medical care.</p>
      <p>In multivariate analysis, the Killip-Kimball class is the most powerful predictor of prognosis, with an increase of twice the risk of death for each worsening of class<sup>16</sup>. Other authors also emphasize the Killip class as the independent variable which is most related to mortality<sup>4,9,19,22</sup>. In this study, 54.8% of patients with Killip classes II to IV died.</p>
      <p>Although there is no unanimity in the literature in considering female gender as an independent variable associated with mortality from AMI, several authors<sup>4,22-24</sup> observed this association, which is intrinsically linked to the severity of coronary disease in women, the age range involved, the greater number of comorbidities<sup>22</sup> and underuse of effective therapeutic interventions<sup>25</sup>.</p>
      <p>In this sample, female gender corresponded to 3.1 times greater risk of death. Part of the higher mortality in women could be attributed to older age. However, the higher risk profile of these patients also contributed to the higher mortality rate. In this study, the risk of not belonging to Killip class I on admission and of being included in the category of high risk was higher for women. Vacarino et al<sup>26</sup> pointed out that women are more likely to present a more severe clinical condition; however, they emphasized that this applies only to young women<sup>26</sup>. There was no significant difference in the mean elapsed time between pain and medical care for both genders.</p>
      <p>Diabetes has remained an independent variable associated with mortality in multivariate analysis of several studies<sup>4,9,16,22</sup>. Ribeiro et al<sup>22</sup> described a chance of death 2.3 times greater in diabetics<sup>22</sup>. In this study, the risk of death was 3.7 times higher in diabetic patients. Moreover, in this sample, the high risk group had a higher frequency of diabetes (60%) when compared to the low risk group (20%).</p>
      <p>In conformity to what is found in the literature<sup>3</sup>, the elapsed time between the onset of symptoms and the first medical care is associated with higher mortality. Patients who took more than 4 hours to seek medical assistance had a mortality rate of 25%. Those who took 4 hours or less had a mortality rate of 9.8%.</p>
      <p>A history of elevated blood pressure and angina also increased the risk of post-infarction death in this study<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>In the GRACE study<sup>16</sup>, for each increase of 30 beats in the heart rate, the risk of death increased by 20%. Similarly, a 20 mmHg reduction in the systolic blood pressure increased by 1.3 times the mortality in that study. In the <italic>TIMI </italic>study<sup>9</sup>, a systolic blood pressure of less than 100 mmHg corresponded to a 2.7 times greater chance of death. In the same study, a heart rate higher than 100bpm was associated with a risk of death 2.3 times greater. In this sample, patients with hypotension and tachycardia also tended to have higher mortality.</p>
      <p>Ribeiro et al<sup>22</sup> reported a mortality rate of 16.7% in the group of patients in which thrombolytic was used, and of 28.7% in the group in which this therapy was not used. In this study, the non-use of Streptokinase corresponded to a risk of death 2.8 times greater. Groups with higher risk of death were less subjected to reperfusion therapy<sup>3,10,16</sup>. In this sample, the risk of receiving fibrinolytic was 50% lower in high risk cases. A recent study shows that 46.2% of patients aged under 55 years are treated with thrombolytic, as opposed to only 9.5% of those with 85 years or over<sup>19</sup>. In this population, only 2.9% of cases over 75 years received fibrinolytic. Prevalence of the use of Streptokinase was lower among women (45.7%) when compared to men (64.7%).</p>
      <p>The presence of in-hospital post-infarction complications corresponds to a poorer prognosis for the patients<sup>3,4,8</sup>. In this population, the risk of death for cases with one or more post-infarction complications was 4.5 times greater. Higher TIMI scores were associated, as expected, to higher rates of complications. Among the cases that have evolved with cardiogenic shock, 70% of them were characterized as high risk on admission, and 90% of the patients with cardiogenic shock died.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>In the study sample, eight variables (age over 75 years; diabetes; Killip class; heart rate above 100 bpm; systolic blood pressure below 100 mmHg; no use of thrombolytic; and complications) were significantly associated with higher risk of in-hospital post-infarction death, and the most important were: age over 75 years, complications and heart rate above 100 bpm.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
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      <p content-type="ref-to-delete">23. Pimenta L, Bassam R, Potsch A, Soares JF, Albanesi Filho FM. &#201; o sexo feminino um preditor independente de mortalidade hospitalar no infarto agudo do mioc&#225;rdio? Arq Bras Cardiol. 2001; 77: 37-43. </p>
      <p content-type="ref-to-delete">24. Greenland P, Reicher-Reiss H, Goldbourt U, Behar S. In-hospital and 1-year mortality in 1524 women after myocardial infarction: comparison women with 4315 men. Circulation. 1991; 83 (2): 484-91. </p>
      <p content-type="ref-to-delete">25. Passos LCS, Lopes AA, Lessa I, Sanches A, Santos JR. Tend&#234;ncia da mortalidade por infarto agudo do mioc&#225;rdio (1981 a 1996) na cidade de Salvador, Brasil. Arq Bras Cardiol. 2000; 74: 329-31. </p>
      <p>26. Vaccarino V, Parsons L, Every NR, Barron HV, Krumholz HM. Sex-based differences in early mortality after myocardial infarction. National Registry of Myocardial Infarction 2 Participants. <bold>N Engl J Med. 1999; 341 (4): 217-25.  </bold>    </p>
      <p>
        <fn id="cor-body2" fn-type="corresp">
          <p>Mailing address:</p>
          <p> Jaqueline Locks Pereira</p>
          <p> Rua Idalino Rosso, 105 - Vila Nova </p>
          <p> 88820-000 - I&#231;ara, SC - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="jaquelinelocks@yahoo.com.br">jaquelinelocks@yahoo.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received May 22, 2008; revised manuscript received October 21, 2008; accepted October 21, 2008.</p>
      <p>
        <bold>Appendix 1 - Timi risk score<sup>9</sup></bold>
      </p>
      <p>
        <xref ref-type="app" rid="en_a07anx01-body2">Appendix 1</xref>
      </p>
    </body>
    <back>
      <app-group>
        <app id="en_a07anx01-body2">
          <label>Appendix 1</label>
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-e01-en.jpg"/></app>
      </app-group>
    </back>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Score TIMI en el infarto agudo de miocardio seg&#250;n niveles de estratificaci&#243;n de pron&#243;stico</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El score de riesgo TIMI (thrombolysis in myocardial infarction) se deriv&#243; de ensayo cl&#237;nico que implic&#243; a pacientes elegibles para fibrin&#243;lisis. Como el perfil de riesgo de esos casos difiere del encontrado en poblaciones no seleccionadas, es importante que se analice la aplicabilidad del score en condiciones cl&#237;nicas habituales. OBJETIVO: Evaluar el manejo y la evoluci&#243;n hospitalaria de pacientes internados con infarto agudo de miocardio de acuerdo con la estratificaci&#243;n de riesgo mediante la puntuaci&#243;n TIMI. M&#201;TODOS: Se evaluaron, retrospectivamente, 103 casos de infarto agudo de miocardio con supradesnivelamiento del segmento ST, ingresados en el Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o, en Tubar&#227;o, en los a&#241;os de 2004 y 2005. Se analizaron los casos en tres grupos de riesgo seg&#250;n el score TIMI. RESULTADOS: La mortalidad hospitalaria postinfarto fue de un 17,5%. En el grupo de bajo riesgo no hubo &#243;bito. La mortalidad fue del 8,1% en el grupo de medio riesgo y de un 55,6% en el de alto riesgo. El riesgo de muerte para casos de alto riesgo fue 14,1 veces mayor con relaci&#243;n a los casos de medio y bajo riesgo (IC95% = 4,4 a 44,1 y p&lt;0,001). La probabilidad de recibir fibrinol&#237;tico fue el 50% menor en el grupo de alto riesgo con relaci&#243;n al de bajo riesgo (IC95%= 0,27 - 0,85; p=0,004). CONCLUSI&#211;N: Hubo un aumento progresivo en la mortalidad y en la ocurrencia de complicaciones hospitalarias seg&#250;n la estratificaci&#243;n mediante el score TIMI. Pacientes de alto riesgo recibieron trombol&#237;tico menos frecuentemente que pacientes de bajo riesgo.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Pron&#243;stico cl&#237;nico din&#225;mico</kwd>
        <kwd>infarto de miocardio</kwd>
        <kwd>mortalidad intrahospitalaria</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>Score TIMI en el infarto agudo de miocardio seg&#250;n niveles de estratificaci&#243;n de pron&#243;stico</p>
      <p>
        <bold>Jaqueline Locks Pereira<sup>I</sup>; Thiago Mam&#244;ru Sakae<sup>I</sup>; Michele Cardoso Machado<sup>I</sup>; Charles Martins de Castro<sup>I,II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade do Sul de Santa Catarina, SC - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o Florian&#243;polis, SC - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El score de riesgo TIMI (thrombolysis in myocardial infarction) se deriv&#243; de ensayo cl&#237;nico que implic&#243; a pacientes elegibles para fibrin&#243;lisis. Como el perfil de riesgo de esos casos difiere del encontrado en poblaciones no seleccionadas, es importante que se analice la aplicabilidad del score en condiciones cl&#237;nicas habituales.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar el manejo y la evoluci&#243;n hospitalaria de pacientes internados con infarto agudo de miocardio de acuerdo con la estratificaci&#243;n de riesgo mediante la puntuaci&#243;n TIMI.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se evaluaron, retrospectivamente, 103 casos de infarto agudo de miocardio con supradesnivelamiento del segmento ST, ingresados en el Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o, en Tubar&#227;o, en los a&#241;os de 2004 y 2005. Se analizaron los casos en tres grupos de riesgo seg&#250;n el score TIMI.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> La mortalidad hospitalaria postinfarto fue de un 17,5%. En el grupo de bajo riesgo no hubo &#243;bito. La mortalidad fue del 8,1% en el grupo de medio riesgo y de un 55,6% en el de alto riesgo. El riesgo de muerte para casos de alto riesgo fue 14,1 veces mayor con relaci&#243;n a los casos de medio y bajo riesgo (IC95% = 4,4 a 44,1 y p&lt;0,001). La probabilidad de recibir fibrinol&#237;tico fue el 50% menor en el grupo de alto riesgo con relaci&#243;n al de bajo riesgo (IC95%= 0,27 - 0,85; p=0,004).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;n:</bold> Hubo un aumento progresivo en la mortalidad y en la ocurrencia de complicaciones hospitalarias seg&#250;n la estratificaci&#243;n mediante el score TIMI. Pacientes de alto riesgo recibieron trombol&#237;tico menos frecuentemente que pacientes de bajo riesgo</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Pron&#243;stico cl&#237;nico din&#225;mico, infarto de miocardio, mortalidad intrahospitalaria.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El infarto agudo de miocardio (IAM) constituye uno de los mayores problemas de salud p&#250;blica en los pa&#237;ses industrializados<sup>1</sup>. En los Estados Unidos, la enfermedad coronaria es responsable del 53% de las muertes por enfermedad cardiovascular, ocurriendo cerca de 780 mil casos de infarto por a&#241;o en estadounidenses con edad superior a 65 a&#241;os<sup>2</sup>. Aunque no se sepa el n&#250;mero exacto de infartos que ocurre anualmente en Brasil, se puede estimarlo de 300 a 400 mil, lo que convierte el IAM en la principal causa aislada de muerte en el pa&#237;s<sup>1,3</sup>. </p>
      <p>En las &#250;ltimas d&#233;cadas, el surgimiento de las unidades coronarias, el amplio empleo de fibrinol&#237;tico, betabloqueantes, &#225;cido acetilsalic&#237;lico y el desarrollo de la angioplastia transluminal coronaria, todo ello contribuy&#243; a la reducci&#243;n de la tasa de mortalidad hospitalaria post IAM del 30% en la d&#233;cada de 1950, para el promedio que var&#237;a desde el 6% al 10%<sup>3-5</sup>. Sin embargo, la variabilidad en la mortalidad hospitalaria es considerable y est&#225; relacionada a diferencias en los perfiles de severidad y en la calidad de la asistencia m&#233;dica prestada<sup>3-6</sup>.</p>
      <p>En ese contexto, la utilizaci&#243;n de scores pron&#243;sticos para estratificaci&#243;n de riesgo postinfarto se vuelve un importante instrumento en el manejo de esos pacientes<sup>3</sup>. La determinaci&#243;n del pron&#243;stico del paciente posibilita la indicaci&#243;n precoz de procedimientos complejos como cinecoronariograf&#237;a, angioplastia y revascularizaci&#243;n quir&#250;rgica para casos de alto riesgo y tiempo menor de internaci&#243;n para individuos de bajo riesgo<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>El score TIMI<sup>9</sup>, para infarto agudo de miocardio con supradesnivelamiento del segmento ST, se describi&#243; originalmente basado en ocho variables<sup>9</sup>. Ese score ha sido se&#241;alado como un m&#233;todo simple, f&#225;cilmente aplicable a la cabecera del paciente y con un buen poder discriminatorio con relaci&#243;n a las complicaciones cl&#237;nicas y mortalidad precoz<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>Investigadores han enfatizado la necesidad de se probar la aplicabilidad cl&#237;nica de scores de riesgo en poblaciones diferentes del estudio original<sup>11</sup>. Eso porque los criterios de inclusi&#243;n y exclusi&#243;n de cada estudio pueden seleccionar perfiles de riesgo diferentes, que ejercen influencia en los factores pron&#243;sticos retenidos en el score final y en la validez cl&#237;nica en poblaciones diferentes de la original<sup>11,12</sup>. </p>
      <p>Al tener en cuenta todos esos aspectos, la aplicaci&#243;n del score TIMI permite evaluar el desempe&#241;o de &#233;sta puntuaci&#243;n en predecir el riesgo de muerte y de complicaciones postinfarto en condiciones cl&#237;nicas habituales. Adem&#225;s de eso, posibilita identificar diferencias en el manejo de los pacientes de acuerdo con el pron&#243;stico determinado por el score.</p>
      <p>
        <bold>M&#201;TODOS</bold>
      </p>
      <p>Un estudio observacional longitudinal, retrospectivo, de 103 pacientes internados en el Hospital Nossa Senhora da Concei&#231;&#227;o, en Tubar&#227;o, SC; en el per&#237;odo del 01/01/2004 hasta el 31/12/2005, con diagn&#243;stico de infarto agudo de miocardio con supradesnivelamiento del segmento ST. La recolecci&#243;n de datos se llev&#243; a cabo mediante consulta al prontuario m&#233;dico y el llenado del protocolo elaborado por los investigadores.Los criterios utilizados para el diagn&#243;stico de infarto agudo de miocardio con supradesnivelamiento de ST fueron los siguientes: presencia de dolor tor&#225;cico u otra sintomatolog&#237;a sugestiva de IAM; elevaci&#243;n del segmento ST al ingreso o durante evoluci&#243;n hospitalaria en dos o m&#225;s derivaciones contiguas, siendo mayor que 0,2mV en las derivaciones V1, V2 &#243; V3 y mayor que 0,1mV en las otras derivaciones; bloqueo de rama izquierda nuevo o presumiblemente nuevo; y curva t&#237;pica de la enzima creatinfosfoquinasa total y su fracci&#243;n MB<sup>3</sup>.</p>
      <p>Se dividieron a los pacientes en grupos de riesgo de acuerdo al score TIMI (<xref ref-type="app" rid="an1-body3">anexo 1</xref>). La puntuaci&#243;n m&#237;nima mediante el score TIMI es cero, y la m&#225;xima 14. Todos los 103 casos recibieron una puntuaci&#243;n entre 0 y 13, ya que la variable peso no estaba registrada en los prontuarios. Se tuvo en cuenta, de ese modo, el bajo riesgo -con puntuaci&#243;n entre 0 y 2; el medio riesgo -con puntuaci&#243;n de 3 a 5; y alto riesgo -con puntuaci&#243;n mayor que 5<sup>13</sup>.</p>
      <p>Las variables estudiadas fueron las que siguen a continuaci&#243;n: edad; g&#233;nero; procedencia; tiempo de internaci&#243;n; frecuencia cardiaca; presi&#243;n arterial sist&#233;mica; parada cardiorrespiratoria al ingreso; tiempo entre dolor y primer atenci&#243;n; clase de Killip-Kimball al ingreso; localizaci&#243;n electrocardiogr&#225;fica del infarto; valor m&#225;ximo alcanzado por las enzimas card&#237;acas; y complicaciones y uso de trombol&#237;tico. </p>
      <p>Se clasificaron como diab&#233;ticos aquellos que, en ex&#225;menes previos o durante la internaci&#243;n, presentaron niveles de glucemia de ayuno compatibles con el diagn&#243;stico. Hipertensi&#243;n arterial y angina se tuvieron en cuenta en aquellos con diagn&#243;stico previo al IAM. </p>
      <p>El principal desenlace analizado fue la mortalidad hospitalaria postinfarto. En cuanto a las complicaciones durante la internaci&#243;n hospitalaria, se tuvo en cuenta: taquicardia ventricular sostenida; fibrilaci&#243;n ventricular; asistolia; y bloqueo atrioventricular de alto grado, los que se consideraron como positivos cuando registrados en prontuario o cuando presentes en alguno de los electrocardiogramas realizados durante la hospitalizaci&#243;n. El diagn&#243;stico de shock cardiog&#233;nico tom&#243; en consideraci&#243;n la necesidad de drogas vasoactivas y/o registro del mismo en prontuario. El dolor precordial recurrente se tuvo en cuenta s&#243;lo si anotada en prontuario m&#233;dico. Se consideraron como Killip II los casos con estertores basales o 3<sup>er </sup>ruido, y como Killip III los casos con estertores audibles hasta el campo medio<sup>3</sup>.</p>
      <p>El an&#225;lisis de los datos se hizo mediante el programa SPSS<sup>&#174;</sup> 8.0, y los resultados presentados como frecuencias o promedios con la desviaci&#243;n est&#225;ndar asociada. Las pruebas chi-cuadrado, o exacta de Fisher, cuando apropiadas, se utilizaron para probar la significancia estad&#237;stica de diferencias observadas en las proporciones de las variables categ&#243;ricas estudiadas, considerando como estad&#237;sticamente significativo un valor de p&lt;0,05 a dos colas. Se calcularon intervalos de confianza del 95% (IC95%) para los riesgos relativos (RR) estimados en la muestra.</p>
      <p>El Comit&#233; de &#201;tica e Investigaci&#243;n de la Universidad del Sur de Santa Catarina - UNISUL aprob&#243; el estudio.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>El promedio de edad encontrado fue de 60 &#177;12 a&#241;os, siendo de 58,3 &#177; 10,9 a&#241;os para el sexo masculino y 63,6 &#177; 13,5 a&#241;os para el sexo femenino. En cuanto a la procedencia, el municipio de origen fue Tubar&#227;o, en el 39,8% de los casos.</p>
      <p>El tiempo promedio entre el inicio de los s&#237;ntomas y la primera atenci&#243;n m&#233;dica fue de 6,7 &#177; 8,6 horas. Para los pacientes de Tubar&#227;o, ese tiempo fue de 4,5 &#177; 4,6 horas, mientras que para los de municipios vecinos fue de 8,2 &#177; 10,2 horas. El tiempo promedio entre el inicio del cuadro y la b&#250;squeda por atenci&#243;n m&#233;dica fue de 6,8 &#177; 10 horas para el sexo masculino y de 6,5 &#177; 4,8 horas para el femenino. </p>
      <p>La localizaci&#243;n del infarto indic&#243; un compromiso m&#225;s frecuente de la pared inferior (51,5% de los casos) y para una mayor mortalidad cuando el infarto afect&#243; la pared anterior extensa (33,3% de los casos). No hubo ning&#250;n caso de bloqueo de rama izquierda (<xref ref-type="table" rid="es_a07tab01-body3">Tabla 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a07tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>La mortalidad hospitalaria post IAM fue de un 17,5%. Del total de &#243;bitos, el 66,7% ocurrieron en las primeras 48 horas. Hubo un aumento progresivo en la mortalidad seg&#250;n aument&#243; el riesgo determinado por el score TIMI. El riesgo de muerte en el grupo de alto riesgo, comparado al de medio y bajo riesgo, fue casi 14,1 veces mayor (IC95%: 4,4 - 44,9; p&lt;0,001) (<xref ref-type="table" rid="es_a07tab02-body3">Tabla 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a07tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En la muestra, se administr&#243; trombol&#237;tico al 58,3% de los pacientes, y en ese grupo, la mortalidad fue del 10%. Entre los pacientes con 75 a&#241;os o m&#225;s, solamente un 2,9% se trat&#243; con estreptocinasa. Se emple&#243; el uso de fibrinol&#237;tico en un 45,7% de los casos del sexo femenino y en un 64,7% de los casos del sexo masculino. El uso de fibrinol&#237;tico fue casi el 50% menor en el grupo de alto riesgo en comparaci&#243;n al de bajo riesgo (RR=0,48; IC95%:0,27-0,85; p=0,004). </p>
      <p>Los valores m&#225;ximos alcanzados por los marcadores cardiacos se relacionaron a la mortalidad hospitalaria. El pico de creatinfosfoquinasa (CK) fue inferior a diez veces el valor normal en el 52,9% de los casos, con mortalidad hospitalaria de un 6,5%. Entre el 32,2% de pacientes con valores intermediarios de CK (pico de CK de 10 a 20 veces el valor normal), un 14,3% falleci&#243;. La mortalidad en el grupo con pico de CK superior a 20 veces el valor normal fue de un 30,8%. En cuanto a la isoforma cardiaca CKMB, un 33,3% de los pacientes presentaron pico inferior a cinco veces el valor normal, con mortalidad del 6,9%. Sin embargo, en el grupo que alcanz&#243; pico de CKMB igual o superior a cinco veces el valor normal, el 18,2% de los casos falleci&#243;.</p>
      <p>La mortalidad en el sexo femenino fue m&#225;s que el triple cuando comparada al masculino. Adem&#225;s de eso, el sexo femenino estuvo asociado a un riesgo 2,1 veces mayor de pertenecer al grupo de alto riesgo (IC95%: 1,23 - 3,75; p= 0,008). El riesgo de presentar Killip de II a IV al ingreso tambi&#233;n fue 2,1 veces mayor en el sexo femenino (IC95%= 1,17 - 3,68; p= 0,013). Del total de mujeres, un 25,7% present&#243; edad de 75 a&#241;os o m&#225;s, mientras que solamente un 7,4% de los hombres ten&#237;an esa edad (<xref ref-type="table" rid="es_a07tab03-body3">Tabla 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a07tab03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Entre los pacientes Killip IV al ingreso, 100% pertenecieron al grupo de alto riesgo por el score TIMI. Adem&#225;s de eso, el 70% de los pacientes que evolucionaron para shock cardiog&#233;nico durante la evoluci&#243;n se encuadraron en la categor&#237;a de alto riesgo (<xref ref-type="table" rid="es_a07tab04-body3">Tabla 4</xref>). De los pacientes de alto riesgo que quedaron 48 horas o menos internados, un 8,3% se transfiri&#243; y el restante falleci&#243;.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a07tab04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>La parada cardiorrespiratoria se asoci&#243; a un 66,7% de mortalidad, siendo el 58,3% cuando el ritmo de parada fue fibrilaci&#243;n ventricular y el 75% cuando asistolia. Pacientes con shock cardiog&#233;nico fallecieron en el 90% de los casos y no hubo ning&#250;n caso de taquicardia ventricular sostenida (<xref ref-type="table" rid="es_a07tab05-body3">Tabla 5</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a07tab05-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-02-0105-00007-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>El tiempo promedio de hospitalizaci&#243;n fue de 9,1 &#177; 8,8 d&#237;as. Pacientes con bajo riesgo permanecieron con un promedio de 7,9 &#177; 3,0 d&#237;as internados. Para los pacientes con promedio de riesgo ese tiempo fue de 10,7 &#177; 9,6 d&#237;as, mientras que para los de alto riesgo fue de 8,5 &#177; 12,4 d&#237;as.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En la presente muestra, la distribuci&#243;n por sexo y grupos de edad fue an&#225;loga a otros estudios<sup>4-6,9,14</sup>. El promedio de tiempo de 6,7 horas entre el inicio de los s&#237;ntomas y la primera evaluaci&#243;n en la sala de emergencia fue inferior a la descrita por Zornoff et al.<sup>14</sup> (10,6 horas). Por tratarse de un hospital de referencia en la regi&#243;n, hubo discrepancia significativa en el tiempo entre el inicio de los s&#237;ntomas y la atenci&#243;n m&#233;dica seg&#250;n la procedencia. Para los casos residentes en Tubar&#227;o, el tiempo promedio entre dolor y atenci&#243;n fue de 4,5 horas, no obstante, en los pacientes de municipios vecinos, fue de 8,2 horas. Otro dato que llama la atenci&#243;n es que el 70,4% de los pacientes de alto riesgo aguardaron m&#225;s de cuatro horas hasta la atenci&#243;n inicial. </p>
      <p>La prevalencia de hipertensi&#243;n (61,2%) result&#243; pr&#243;xima a la de estudios brasile&#241;os<sup>4-6,15</sup> y superior a de estudios internacionales (un 21,6%<sup>9 </sup>y el 54%<sup>10</sup>).</p>
      <p>Dos trabajos recientes relataron la prevalencia de angina antecediendo el infarto del 46%<sup>6</sup> y el 65%<sup>16</sup> de los pacientes, valores bastante altos si comparados a los 17,5% encontrados en nuestra muestra. Otros estudios internacionales relatan un 11,5%<sup>10</sup> y un 21,6%<sup>9 </sup>de pacientes con angina antecediendo el infarto.</p>
      <p>El estado hemodin&#225;mico de los pacientes al ingreso fue m&#225;s severo en comparaci&#243;n al mencionado en la literatura. En esa muestra, la frecuencia de Killip II-IV fue de un 30,1%, superior a los 25,1%<sup>10</sup>, 17,3%<sup>16</sup> y 12,2%<sup>9</sup> encontrados en otros estudios. La presi&#243;n arterial sist&#243;lica menor que 100 mmHg al ingreso estuvo presente en un 24,3% de los casos. En otros estudios, esa frecuencia fue de un 2,5%<sup>9 </sup>al 8,7%<sup>10</sup>.</p>
      <p>A diferencia de lo que dice la literatura<sup>4</sup>, en este estudio la pared m&#225;s comprometida por IAM fue la inferior, en lugar de la anterior. Sin embargo, en el grupo clasificado como alto riesgo, se comprometi&#243; esa pared en un 25,9% de los casos. </p>
      <p>Independientemente de la t&#233;cnica utilizada, la terapia de reperfusi&#243;n mioc&#225;rdica consiste en la intervenci&#243;n m&#225;s importante en el manejo de pacientes infartados<sup>3</sup>. Un estudio nacional estim&#243; que el porcentaje de indicaci&#243;n de tromb&#243;lisis en el Brasil es del 40%<sup>17</sup>. Estudios nacionales e internacionales relataron un 36,8%<sup>17</sup>, el 39%<sup>14</sup>, el 48%<sup>10</sup> y el 35,1%<sup>4</sup> de uso de terapia de reperfusi&#243;n. En este estudio, un 58,3% de los pacientes usaron estreptocinasa. No obstante, en el grupo estratificado como alto riesgo, se ech&#243; mano de esa terapia en s&#243;lo el 33,3% de los casos. Asimismo, un estudio internacional destaca que pacientes no sometidos a la terapia de reperfusi&#243;n presentan mayor frecuencia de caracter&#237;sticas de alto riesgo y scores TIMI m&#225;s altos<sup>10</sup>.</p>
      <p>El tiempo promedio de internaci&#243;n fue semejante al relatado en otro estudio (9 d&#237;as)<sup>6</sup>. Ning&#250;n paciente de bajo riesgo permaneci&#243; menos de 48 horas en el hospital, sin embargo, dieron de alta al 44,4% de los pacientes de alto riesgo en ese per&#237;odo. Aproximadamente el 67% de los pacientes que permanecieron menos de 48 horas internados fallecieron.</p>
      <p>En el estudio In TIMI<sup>9</sup>, el 50% de los pacientes se encuadraron como bajo riesgo y solamente un 12% como alto riesgo<sup>9</sup>. En este trabajo, un 26,2% de los casos eran de alto riesgo y un 37,9% bajo riesgo. En esa muestra, dolor precordial recurrente, fibrilaci&#243;n ventricular, bloqueo atrioventricular de alto grado y shock cardiog&#233;nico ocurrieron en frecuencia semejante a la descrita por otros autores<sup>3,4,14,15</sup>.</p>
      <p>La mortalidad hospitalaria en pacientes no seleccionados con IAM ha variado entre el 10% y el 20%<sup>18</sup>. La mortalidad de un 17,5% encontrada en la presente muestra es semejante a la de otros trabajos brasile&#241;os<sup>4-6,19</sup> e internacionales (12,6%)<sup>10</sup>. Esos valores est&#225;n alejados del 6,1% encontrado en un ensayo cl&#237;nico randomizado como el In TIMI<sup>9</sup>.</p>
      <p>La identificaci&#243;n de variables predictoras de mayor mortalidad hospitalaria post IAM ha sido descrita por muchos autores<sup>4,6,14,19</sup>. Diversos estudios han propuesto scores pron&#243;sticos basados en las variables con mayor impacto en la mortalidad en an&#225;lisis multivariado. En ese sentido, el score TIMI mantuvo una fuerte asociaci&#243;n con la mortalidad, siendo que el riesgo de muerte para pacientes con score mayor o igual a 8 fue 40 veces mayor con relaci&#243;n a los con score cero<sup>9</sup>. Adem&#225;s de eso, scores mayores que cinco identificaron en el estudio In TIMI<sup>9</sup> el 12% de los pacientes con riesgo de mortalidad mayor que el doble del promedio de la poblaci&#243;n. </p>
      <p>Bassam et al.<sup>19</sup> consideraron como bajo riesgo a grupos con mortalidad abajo del 10%, y como alto riesgo a grupos con mortalidad superior a un 40%<sup>19</sup>. Ketzer et al.<sup>13</sup>, para analizar la mortalidad por infarto seis meses despu&#233;s del evento agudo, dividieron a los pacientes en grupos de riesgo seg&#250;n el score TIMI<sup>13</sup>. Los resultados encontrados fueron: El 4,1% de mortalidad en el grupo de bajo riesgo, un 10% en el de promedio riesgo y el 52% en el de alto riesgo. En el presente estudio, la mortalidad fue de 55,6% en el grupo de bajo riesgo, un 8,1% en el de promedio riesgo y el 0% en el de bajo riesgo. </p>
      <p>La mortalidad post IAM aumenta dram&#225;ticamente con la edad, subiendo del 2,1% en pacientes con menos de 55 a&#241;os para el 26,3% en pacientes con 85 a&#241;os o m&#225;s<sup>20</sup>. Adultos mayores tienen reserva coronaria y mioc&#225;rdica reducidas<sup>19,21</sup>, una vez que presentan mayor incidencia de diabetes, hipertensi&#243;n, infarto previo e insuficiencia cardiaca<sup>22</sup>. En este estudio, la mortalidad aument&#243; de un 8,1% en pacientes con menos de 65 para el 71,4% en pacientes con 75 a&#241;os o m&#225;s. Parte de ese aumento se puede atribuir al perfil de riesgo m&#225;s severo de los adultos mayores. En esa muestra, el 48,1% de los pacientes del grupo de alto riesgo ten&#237;an m&#225;s de 75 a&#241;os, contra ning&#250;n caso superior a 64 a&#241;os en el grupo de bajo riesgo. No hubo diferencias significativas en cuanto al tiempo transcurrido entre el inicio de los s&#237;ntomas y la atenci&#243;n m&#233;dica por la edad. </p>
      <p>En el an&#225;lisis multivariado, la clase de Killip-Kimball es el predictor m&#225;s poderoso de pron&#243;stico, con aumento de dos veces en el riesgo de muerte a cada empeoramiento de clase<sup>16</sup>. Otros autores tambi&#233;n destacan la clase de Killip como la variable independiente m&#225;s relacionada a la mortalidad<sup>4,9,19,22</sup>. En este estudio, el 54,8% de los pacientes con Killip de II a IV fallecieron. </p>
      <p>Aunque no hay unanimidad en la literatura que atribuya el sexo femenino como variable independiente asociada a la mortalidad por IAM, diversos autores<sup>4,22-24 </sup>verificaron esa asociaci&#243;n. Ese hecho est&#225; relacionado a la severidad intr&#237;nseca de la enfermedad coronaria en mujeres, al grupo de edad mayor comprometido, al mayor n&#250;mero de comorbilidades<sup>22</sup> y a la subutilizaci&#243;n de intervenciones terap&#233;uticas eficaces<sup>25</sup>. </p>
      <p>En esa muestra, el sexo femenino otorg&#243; un riesgo de &#243;bito 3,1 veces mayor. Parte de la mayor mortalidad en el sexo femenino puede atribuirse a la edad m&#225;s elevada. Sin embargo, el perfil de riesgo m&#225;s severo de esas pacientes tambi&#233;n contribuye a la alta tasa de &#243;bito. En este estudio, el riesgo de presentar Killip no I al ingreso y pertenecer a la categor&#237;a de alto riesgo fue mayor en las mujeres. Vaccarino et al.<sup>26</sup> llaman la atenci&#243;n para la mayor probabilidad de mujeres presentar un cuadro cl&#237;nico m&#225;s severo. Sin embargo, resaltan que eso es v&#225;lido solamente para mujeres jovenes<sup>26</sup>. No hubo diferencia significativa en el tiempo promedio entre dolor y atenci&#243;n para ambos sexos.</p>
      <p>El diabetes se mantuvo como una variable independiente asociada a la mortalidad en an&#225;lisis multivariados de diversos estudios<sup>4,9,16,22</sup>. Ribeiro et al.<sup>22</sup> describieron una probabilidad de &#243;bito 2,3 veces mayor en diab&#233;ticos<sup>22</sup>. El riesgo de &#243;bito fue 3,7 veces mayor en diab&#233;ticos en este estudio. Adem&#225;s de eso, en la muestra en pantalla, el grupo de alto riesgo present&#243; una frecuencia mayor de diabetes (60%) en comparaci&#243;n al de bajo riesgo (20%).</p>
      <p>Seg&#250;n lo que dice la literatura<sup>3</sup>, hubo asociaci&#243;n entre el tiempo transcurrido del inicio de los s&#237;ntomas y la primera atenci&#243;n a la mayor mortalidad. Pacientes que llevaron m&#225;s que cuatro horas para buscar atenci&#243;n m&#233;dica, tuvieron mortalidad del 25%. Aquellos que tardaron cuatro horas o menos, presentaron un 9,8% de &#243;bito. Historia previa de hipertensi&#243;n y angina tambi&#233;n se observaron, aumentando el riesgo de muerte postinfarto en el presente estudio<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>En el estudio GRACE<sup>16</sup>, para cada aumento de 30 latidos en la frecuencia cardiaca, el riesgo de muerte aument&#243; el 20%. Del mismo modo, la reducci&#243;n de 20 mmHg en la presi&#243;n arterial sist&#243;lica aument&#243; 1,3 veces la mortalidad en aquel estudio. En el estudio In TIMI<sup>9</sup>, la presi&#243;n arterial sist&#243;lica menor que 100 mmHg otorg&#243; una probabilidad 2,7 veces mayor de muerte. En el mismo estudio, la frecuencia cardiaca mayor que 100lpm se asoci&#243; a un riesgo de &#243;bito 2,3 veces mayor. En nuestra muestra, pacientes con hipotensi&#243;n y taquicardia tambi&#233;n tendieron a una mayor mortalidad. </p>
      <p>Ribeiro et al.<sup>22</sup> relatan mortalidad de un 16,7% en el grupo de pacientes en que se emple&#243; trombol&#237;tico y del 28,7% en el grupo en que no se ech&#243; mano de esa terapia. En el presente estudio, el no empleo de estreptocinasa otorg&#243; riesgo de &#243;bito 2,8 veces mayor. Grupos con mayor riesgo de muerte son menos sometidos a la terapia de reperfusi&#243;n<sup>3,10,16</sup>. En esa muestra, el riesgo de recibir fibrinol&#237;tico fue el 50% menor entre los casos de alto riesgo. Un estudio reciente muestra que un 46,2% de los casos abajo de 55 a&#241;os se tratan con trombol&#237;tico, mientras que solamente el 9,5% de aquellos con 85 a&#241;os o m&#225;s reciben igual tratamiento<sup>19</sup>. En nuestra poblaci&#243;n, tratamos con fibrinol&#237;tico a solamente el 2,9% de los casos superiores a 75 a&#241;os. La prevalencia de uso de estreptocinasa fue menor en las mujeres (45,7%) cuando comparadas a los varones (64,7%).</p>
      <p>La presencia de complicaciones hospitalarias postinfarto otorga un peor pron&#243;stico a los pacientes<sup>3,4,8</sup>. En esa poblaci&#243;n, el riesgo de muerte para los casos con una o m&#225;s complicaciones post infarto fue 4,5 veces mayor. Scores TIMI m&#225;s altos estuvieron asociados, como esperado, a frecuencias mayores de complicaciones. Entre los casos que evolucionaron con shock cardiog&#233;nico, el 70% se caracterizaron como alto riesgo al ingreso, y el 90% de los pacientes con shock cardiog&#233;nico fallecieron.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>En la muestra estudiada, ocho variables -edad superior a 75 a&#241;os; diabetes; clase Killip; frecuencia cardiaca superior a 100 lpm; presi&#243;n arterial sist&#243;lica inferior a 100mmHg; no uso de trombol&#237;ticos; y complicaciones- estuvieron significativamente asociadas al mayor riesgo de &#243;bito hospitalario post-infarto, siendo las mayores: edad superior a 75 a&#241;os, presencia de complicaciones y frecuencia cardiaca superior a 100 lpm.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de memoria de conclusi&#243;n de curso Jaqueline Locks Pereira, por la Universidad del Sur de Santa Catarina.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
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        <fn id="end-body3" fn-type="corresp">
          <p>Correspondencia:</p>
          <p> Jaqueline Locks Pereira</p>
          <p> Rua Idalino Rosso, 105 - Vila Nova </p>
          <p> 88820-000 - I&#231;ara, SC - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="jaquelinelocks@yahoo.com.br">jaquelinelocks@yahoo.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 22/05/08; revisado recibido el 21/10/08; aceptado el 21/10/08.</p>
      <p>
        <sup>
          <bold>9</bold>
        </sup>
      </p>
      <p>
        <xref ref-type="app" rid="es_a07anx01-body3">
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        </xref>
      </p>
      <p>
        <xref ref-type="app" rid="es_a07anx01-body3">Anexo 1 - clique para agrandar</xref>
      </p>
      <p content-type="asset"/>
    </body>
    <back>
      <app-group>
        <app id="an1-body3">
          <label>Anexo 1</label>
          <title> - Score de riesgo TIMI</title>
        </app>
      </app-group>
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          <label>Anexo 1 - clique para agrandar</label>
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