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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <article-title>Medindo a press&#227;o arterial em exerc&#237;cio aer&#243;bico: subs&#237;dios para reabilita&#231;&#227;o card&#237;aca</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Gama Filho</institution>
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      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Documentos institucionais recomendam que vari&#225;veis hemodin&#226;micas - frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC) e press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) e diast&#243;lica (PAD) - sejam rotineiramente controladas na parte aer&#243;bica de sess&#245;es de exerc&#237;cio supervisionado para cardiopatas. OBJETIVO: a) Determinar o comportamento e a reprodutibilidade da PA ao longo de 15 minutos de exerc&#237;cio de intensidade constante e moderada; b) comparar a medida de PA obtida com equipamentos digital e convencional no exerc&#237;cio. M&#201;TODOS: Trinta adultos de ambos os sexos (de 65 &#177; 11 anos) foram avaliados em 15 minutos no cicloerg&#244;metro de membros inferiores. A PA foi medida a cada dois minutos: entre o 3&#186; e o 13&#186; minutos, pelo esfigmoman&#244;metro digital Tango (Suntech, Estados Unidos da Am&#233;rica) e, no 14&#186; minuto, pelo esfigmoman&#244;metro de coluna de merc&#250;rio. Sete dias depois e em hor&#225;rio similar, seis indiv&#237;duos repetiram o protocolo para avaliar a reprodutibilidade. RESULTADOS: Enquanto a PAD n&#227;o variou ao longo do exerc&#237;cio (p &gt; 0,05), a PAS aumentou do 3&#186; para o 7&#186; minuto (146&#177;4,1 versus 158&#177;4,5 mmHg, p &lt; 0,05) e depois se manteve praticamente constante. As medidas digital e convencional correlacionaram-se fortemente - r = 0,83 para PAS e 0,84 para PAD -, sem diferen&#231;as para PAS (163&#177;4,5 versus 162&#177;4,3 mmHg; p &gt; 0,05) e uma pequena diferen&#231;a para a PAD (72&#177;2,4 versus 78&#177;2,3 mmHg; p &lt; 0,05). CONCLUS&#195;O: Para exerc&#237;cios de intensidade moderada e constante no cicloerg&#244;metro com 15 minutos de dura&#231;&#227;o, a medida da PA dever&#225; ser feita a partir do s&#233;timo minuto. As medidas digitais com o Tango e convencionais de PA foram, para efeitos cl&#237;nicos, muito similares e reprodut&#237;veis.</p>
      </abstract>
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        <kwd>Press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>reabilita&#231;&#227;o</kwd>
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        <year>2009</year>
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  <body><p>ARTIGO ORIGINAL </p><p> REABILITA&#199;&#195;O CARDIOVASCULAR</p><p><bold>Medindo a press&#227;o arterial em exerc&#237;cio aer&#243;bico: subs&#237;dios para reabilita&#231;&#227;o card&#237;aca</bold></p><p><bold>Emanuel Couto Furtado<sup>I</sup>; Pl&#237;nio dos Santos Ramos<sup>I</sup>; Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo<sup>I, II</sup></bold></p><sup>I</sup>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Educa&#231;&#227;o F&#237;sica da Universidade Gama Filho <p content-type="break"><sup>II</sup>Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio - CLINIMEX, Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p><p><xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref></p>     <p><bold>RESUMO</bold></p> <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Documentos institucionais recomendam que vari&#225;veis hemodin&#226;micas - frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC) e press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) e diast&#243;lica (PAD) - sejam rotineiramente controladas na parte aer&#243;bica de sess&#245;es de exerc&#237;cio supervisionado para cardiopatas. </p><p><bold>OBJETIVO: </bold> a) Determinar o comportamento e a reprodutibilidade da PA ao longo de 15 minutos de exerc&#237;cio de intensidade constante e moderada; b) comparar a medida de PA obtida com equipamentos digital e convencional no exerc&#237;cio. </p><p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Trinta adultos de ambos os sexos (de 65 &#177; 11 anos) foram avaliados em 15 minutos no cicloerg&#244;metro de membros inferiores. A PA foi medida a cada dois minutos: entre o 3&#186; e o 13&#186; minutos, pelo esfigmoman&#244;metro digital Tango (Suntech, Estados Unidos da Am&#233;rica) e, no 14&#186; minuto, pelo esfigmoman&#244;metro de coluna de merc&#250;rio. Sete dias depois e em hor&#225;rio similar, seis indiv&#237;duos repetiram o protocolo para avaliar a reprodutibilidade. </p><p><bold>RESULTADOS:</bold> Enquanto a PAD n&#227;o variou ao longo do exerc&#237;cio (p &gt; 0,05), a PAS aumentou do 3&#186; para o 7&#186; minuto (146&#177;4,1 versus 158&#177;4,5 mmHg, p &lt; 0,05) e depois se manteve praticamente constante. As medidas digital e convencional correlacionaram-se fortemente - r = 0,83 para PAS e 0,84 para PAD -, sem diferen&#231;as para PAS (163&#177;4,5 versus 162&#177;4,3 mmHg; p &gt; 0,05) e uma pequena diferen&#231;a para a PAD (72&#177;2,4 versus 78&#177;2,3 mmHg; p &lt; 0,05). </p><p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Para exerc&#237;cios de intensidade moderada e constante no cicloerg&#244;metro com 15 minutos de dura&#231;&#227;o, a medida da PA dever&#225; ser feita a partir do s&#233;timo minuto. As medidas digitais com o Tango e convencionais de PA foram, para efeitos cl&#237;nicos, muito similares e reprodut&#237;veis. </p><p><bold>Palavras-chave: </bold> Press&#227;o arterial, exerc&#237;cio, reabilita&#231;&#227;o.</p>     <p><bold>Introdu&#231;&#227;o</bold></p> <p>H&#225; consenso de que o exerc&#237;cio f&#237;sico regular &#233; um componente importante para preven&#231;&#245;es prim&#225;ria e secund&#225;ria da doen&#231;a coronariana<sup>1</sup>. Documentos institucionais<sup>2,3</sup> sugerem que o componente aer&#243;bico do exerc&#237;cio f&#237;sico deve ser prescrito em termos de frequ&#234;ncia semanal e de dura&#231;&#227;o e intensidade da sess&#227;o. Ainda que a taxa de eventos cardiovasculares desfavor&#225;veis seja relativamente baixa durante sess&#245;es de exerc&#237;cio supervisionado<sup>4</sup>, parece apropriado que, em cardiopatas de maior gravidade, haja um controle mais preciso e individualizado da prescri&#231;&#227;o aer&#243;bica<sup>5</sup>.</p> <p>Sabe-se que a frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC) aumenta rapidamente nos primeiros segundos de um exerc&#237;cio din&#226;mico, primariamente por retirada da a&#231;&#227;o vagal card&#237;aca<sup>6</sup>, e que continua a aumentar gradativamente com o tempo, especialmente quando a intensidade do esfor&#231;o &#233; igual a ou maior do que 80% da carga em que foi detectado o limiar anaer&#243;bico<sup>7</sup>. Contudo, ainda que a medida da press&#227;o arterial (PA) seja recomendada e frequentemente realizada em sess&#245;es de exerc&#237;cio supervisionado, pouco se conhece do seu comportamento em um esfor&#231;o de 10 a 20 minutos em intensidade constante.</p> <p>Enquanto a medida da FC &#233; obtida facilmente por frequenc&#237;metros ou em registros eletrocardiogr&#225;ficos, a medida da PA apresenta mais dificuldades e limita&#231;&#245;es t&#233;cnicas, come&#231;ando por sua natureza descont&#237;nua. Se, por um lado, a variabilidade intra-avaliador pode ser limitada pelo uso de equipamentos digitais durante o exerc&#237;cio f&#237;sico, especialmente em fun&#231;&#227;o dos ru&#237;dos inerentes &#224; atividade, o uso &#233; mais problem&#225;tico.</p> <p>Recentemente, um esfigmoman&#244;metro digital que associa os sons captados pelo microfone com o sinal do eletrocardiograma para identificar o momento da despolariza&#231;&#227;o ventricular foi desenvolvido e validado para uso durante o exerc&#237;cio f&#237;sico<sup>8</sup>. Com esse equipamento, tornou-se poss&#237;vel quantificar a resposta da PA em diversos momentos de um exerc&#237;cio de intensidade constante feito em cicloerg&#244;metro de membros inferiores, procurando controlar vieses e outras causas de variabilidade intra-avaliador.</p> <p>Os objetivos desse estudo foram: (a) determinar o comportamento da PA ao longo de 15 minutos de exerc&#237;cio de intensidade constante e moderada e (b) comparar e determinar a fidedignidade das medidas da PA no exerc&#237;cio em cicloerg&#244;metro de membros inferiores obtidas com equipamento digital espec&#237;fico e convencional.</p>   <p><bold>M&#233;todos</bold></p> <p><bold>Amostra</bold></p> <p>Foram selecionados, por conveni&#234;ncia, 30 adultos (28 homens) que atendiam aos seguintes crit&#233;rios de inclus&#227;o: (a) frequentar, regularmente, um Programa de Exerc&#237;cio Supervisionado (PES) h&#225;, pelo menos, tr&#234;s meses; (b) ter completado um m&#237;nimo de 30 sess&#245;es; (c) realizar, na parte aer&#243;bica da sess&#227;o, exerc&#237;cio constante por 15 minutos ininterruptos, com carga previamente estabelecida com base nos resultados do teste cardiopulmonar de exerc&#237;cio m&#225;ximo e periodicamente ajustada para manter o indiv&#237;duo dentro da zona alvo de FC em cicloerg&#244;metro de membros inferiores; (d) estar em ritmo card&#237;aco sinusal e com at&#233; tr&#234;s extrass&#237;stoles por minuto. As principais condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas e de uso de medica&#231;&#245;es s&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>.</p> <table-wrap id="t1"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gt01.jpg"/></table-wrap>   <p><bold>Protocolo experimental</bold></p> <p>Primeiramente, os procedimentos eram explicados, e um termo de consentimento livre e esclarecido era obtido. Todos os indiv&#237;duos tinham sido previamente submetidos a um teste de exerc&#237;cio cardiopulmonar m&#225;ximo em cicloerg&#244;metro de membros inferiores, com medida e an&#225;lise de gases expirados, no qual foram obtidos os dados necess&#225;rios para a prescri&#231;&#227;o individualizada do exerc&#237;cio aer&#243;bico.</p> <p>Em seguida &#224; coloca&#231;&#227;o de um frequenc&#237;metro (Polar<sup>&#174;</sup>, Finl&#226;ndia) no punho esquerdo e &#224; aferi&#231;&#227;o do peso, eram obtidas a PA e a FC pr&#233;-esfor&#231;o, medidas por esfigmoman&#244;metro digital profissional Omron modelo XML-907 (Omron, Estados Unidos da Am&#233;rica)<sup>9</sup>, sob a supervis&#227;o direta do m&#233;dico. Ap&#243;s esse procedimento, se os valores obtidos n&#227;o excedessem os limites de varia&#231;&#227;o dentro do habitualmente observado, o indiv&#237;duo era posicionado no cicloerg&#244;metro de membros inferiores Cateye modelo EC-1600 (Cateye, Jap&#227;o). Ent&#227;o eram colocados, no bra&#231;o direito, o manguito do esfigmoman&#244;metro digital Suntech modelo Tango (Suntech&#153;, Estados Unidos da Am&#233;rica) e tr&#234;s eletrodos tor&#225;cicos, para obter a deriva&#231;&#227;o CC5.</p> <p>Configurou-se, ent&#227;o, o esfigmoman&#244;metro digital para aferir automaticamente a PA no 3&#186;, 5&#186;, 9&#186;, 11&#186; e 13&#186; minuto do exerc&#237;cio, inflando automaticamente o manguito at&#233; 30 mmHg acima da press&#227;o arterial sist&#243;lica m&#225;xima que foi alcan&#231;ada em sess&#245;es anteriores nas mesmas condi&#231;&#245;es de exerc&#237;cio. A taxa de desinsufla&#231;&#227;o foi fixada em 8 mmHg/s, correspondendo a, aproximadamente, 35 segundos para insuflar e desinsuflar o manguito a cada medida.</p> <p>Ap&#243;s a &#250;ltima medida realizada pelo aparelho no 13&#186; minuto, o manguito era removido, e, no mesmo membro, um manguito de esfigmoman&#244;metro convencional de coluna de merc&#250;rio foi posicionado. Nesse &#237;nterim, outro avaliador, que at&#233; esse momento n&#227;o havia participado do procedimento, obtinha uma medida de PA. O bra&#231;o do indiv&#237;duo era posicionado na altura do cora&#231;&#227;o e apoiado pelo avaliador. O protocolo experimental pode ser visualizado na <xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref>.</p> <fig id="f1"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf01.jpg"/></fig>   <p>No intuito de padronizar a t&#233;cnica da medida, os indiv&#237;duos avaliados foram orientados a colocar o bra&#231;o direito em posi&#231;&#227;o supina, com a m&#227;o apoiada no guid&#227;o do cicloerg&#244;metro, sempre que o Tango<sup>TM</sup> come&#231;ava a insuflar. A medida realizada com o esfigmoman&#244;metro convencional &#233; padronizada em nosso grupo de pesquisa, de modo a ser realizada inflando-se o manguito at&#233; cerca de 30 mmHg acima da PAS previamente conhecida do indiv&#237;duo e, a partir da&#237;, desinsuflando-se o manguito a uma taxa de 2 a 4 mmHg/s.</p> <p>De acordo com as caracter&#237;sticas do cicloerg&#244;metro utilizado no estudo, nos tr&#234;s primeiros minutos, a carga vai aumentando progressivamente at&#233; alcan&#231;ar a carga estabelecida, que &#233;, ent&#227;o, mantida ate o 15&#186; minuto do exerc&#237;cio. A carga no cicloerg&#244;metro era individualmente estabelecida em fun&#231;&#227;o do teste cardiopulmonar de exerc&#237;cio m&#225;ximo e das sess&#245;es anteriores do PES, de modo que fosse alcan&#231;ada a zona-alvo proposta de FC para treinamento aer&#243;bico.</p> <p>Posteriormente, seis indiv&#237;duos (20% da amostra selecionada para o estudo) foram reavaliados, com um intervalo de uma semana entre as duas avalia&#231;&#245;es, em hor&#225;rios semelhantes e nas mesmas condi&#231;&#245;es de uso de medica&#231;&#227;o regular.</p> <p><bold>Estat&#237;stica</bold></p> <p>Para a descri&#231;&#227;o dos dados da amostra, foram utilizados m&#233;dia, desvio-padr&#227;o e valores m&#237;nimos e m&#225;ximos ou percentuais. Nos procedimentos inferenciais, a variabilidade dos resultados &#233; expressa pelo erro padr&#227;o da m&#233;dia. Para a compara&#231;&#227;o das m&#233;dias dos valores de FC e de PA em cada um dos intervalos de tempo escolhidos, foi utilizada a ANOVA para medidas repetidas, seguida do teste de Bonferroni para localizar as diferen&#231;as. Para a compara&#231;&#227;o das medidas da PA entre os dois equipamentos e tamb&#233;m nas compara&#231;&#245;es entre os resultados de PA nas duas avalia&#231;&#245;es, foram utilizados teste-<italic>t</italic> emparelhados, e foram obtidos os respectivos coeficientes de correla&#231;&#227;o. Diagramas de Bland-Altman tamb&#233;m foram obtidos para avaliar a reprodutibilidade das medidas. O tamanho m&#237;nimo da amostra foi calculado como igual a 29, estimado a partir da varia&#231;&#227;o esperada de 5 mmHg nas medidas de PA ao longo do exerc&#237;cio de intensidade moderada e constante. Os c&#225;lculos estat&#237;sticos foram realizados no GraphPad Prism vers&#227;o 5 (GraphPad, Estados Unidos da Am&#233;rica) e o n&#237;vel de signific&#226;ncia foi estabelecido em 5%.</p>   <p><bold>Resultados</bold></p> <p><bold>Caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas</bold></p> <p>A m&#233;dia de idade dos 30 indiv&#237;duos avaliados foi de 65 &#177; 11 anos, variando entre 46 e 86 anos de idade, com estatura de 170 &#177; 6,5 cm e peso de 79 &#177; 6,5 kg. Setenta por cento da amostra apresentavam doen&#231;a arterial coronariana, destes, dez indiv&#237;duos haviam sido submetidos &#224; revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, e a metade dos indiv&#237;duos da amostra possu&#237;a diagn&#243;stico e era tratada para hipertens&#227;o arterial.</p> <p>Quanto ao uso de medica&#231;&#245;es anti-hipertensivas, observou-se que os &#223;-bloqueadores eram os mais utilizados, seguidos pelos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), em 57 e 43% da amostra, respectivamente.</p> <p>A PA sist&#243;lica (PAS), a PA diast&#243;lica (PAD) e a FC em repouso eram, respectivamente, 125 &#177; 14, 68 &#177; 8 mmHg e 65 &#177; 10 bpm.</p> <p><bold>PA e FC no exerc&#237;cio</bold></p> <p>A parte superior da <xref ref-type="fig" rid="f2">figura 2</xref> mostra que a FC aumenta ao longo dos 15 minutos de exerc&#237;cio com carga constante no cicloerg&#244;metro, inicialmente de forma mais r&#225;pida (p &lt; 0,05) e depois mais gradativamente. Desse modo, os valores diferiam quando comparados aos obtidos no terceiro minuto, 95 &#177; 2,4 bpm, alcan&#231;ando no 7&#186;, 9&#186;, 11&#186; e 13&#186; minuto, os valores de 102 &#177; 2,7 bpm, 104 &#177; 2,9 bpm, 105, &#177; 3,2 bpm e 107 &#177; 3,2 bpm, respectivamente.</p> <fig id="f2"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf02.jpg"/></fig>   <p>Ainda na <xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref>, tem-se o incremento da PAS at&#233; o s&#233;timo minuto de exerc&#237;cio (p &lt; 0,05), quando, a partir da&#237;, os valores se mant&#234;m est&#225;veis (p &gt; 0,05), especialmente entre o 9&#186; e o 13&#186; minuto de exerc&#237;cio, quando foram virtualmente id&#234;nticos. J&#225; a PAD apresentou comportamento est&#225;vel durante todo o exerc&#237;cio, n&#227;o havendo diferen&#231;a nos valores coletados entre o 3&#186; e o 13&#186; minuto (p &gt; 0,05).</p> <p><bold>Medidas digital e convencional da PA no exerc&#237;cio</bold></p> <p>Outra observa&#231;&#227;o obtida nos instantes finais do exerc&#237;cio permitiu comparar as medidas digital e convencional da PA, verificando-se valores similares para a PAS - 163 &#177; 4,5 <italic>versus</italic> 162 &#177; 4,3 mmHg (p &gt; 0,05) - e discretamente distintas para a PAD - 72 &#177; 2,4 <italic>versus</italic> 78 &#177; 2,3 mmHg (p &gt; 0,05).</p> <p>Os diagramas de dispers&#227;o nas duas medidas para PAS e PAD s&#227;o apresentados nas <xref ref-type="fig" rid="f3">figuras 3</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f4">4</xref>, com coeficientes de correla&#231;&#227;o bastante semelhantes de, respectivamente, 0,83 e 0,84. A diferen&#231;a entre as medidas de PAS feitas com os esfigmoman&#244;metros digital e convencional excedeu 10 mmHg em 13 indiv&#237;duos (mais de 10% em cinco casos). Em rela&#231;&#227;o &#224; PAD, essa mesma diferen&#231;a foi encontrada em nove indiv&#237;duos.</p> <fig id="f3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf03.jpg"/></fig>   <fig id="f4"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf04.jpg"/></fig>   <p><bold>Reavalia&#231;&#227;o</bold></p> <p>A repeti&#231;&#227;o do protocolo em seis indiv&#237;duos mostrou valores muito similares nas v&#225;rias medidas obtidas ao longo dos 15 minutos de exerc&#237;cio. Os valores no 13&#186; minuto para PAS (p = 0,31) e para PAD (p = 0,53) n&#227;o somente n&#227;o diferiam como tamb&#233;m apresentaram correla&#231;&#245;es expressivas - r de 0,99 para PAS (p &lt; 0,05) e r de 0,65 para PAD (p &gt; 0,05). A similaridade dos resultados pode ser mais bem visualizada pelos respectivos diagramas de Bland-Altman (<xref ref-type="fig" rid="f5">figuras 5</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f6">6</xref>).</p> <fig id="f5"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf05.jpg"/></fig>   <fig id="f6"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf06.jpg"/></fig>   <p><bold>Discuss&#227;o</bold></p> <p>O posicionamento do <italic>American College of Sports Medicine</italic><sup>10</sup> sobre exerc&#237;cio e hipertens&#227;o e a Diretriz Brasileira de Hipertens&#227;o<sup>11</sup> encorajam a pr&#225;tica de exerc&#237;cio f&#237;sico regular para portadores de HAS e de outras doen&#231;as cardiovasculares. Essa recomenda&#231;&#227;o prop&#245;e a realiza&#231;&#227;o de exerc&#237;cios aer&#243;bicos na maioria dos dias, por, pelo menos, 30 minutos em uma intensidade moderada.</p> <p>Enquanto medidas de FC s&#227;o recomendadas e obtidas regularmente, surpreendentemente, n&#227;o h&#225;, nesses documentos nem naquele em que a Sociedade Brasileira de Cardiologia normatiza os procedimentos para sess&#245;es de exerc&#237;cio supervisionado e programas de reabilita&#231;&#227;o card&#237;aca<sup>12</sup>, qualquer men&#231;&#227;o sobre uma sistematiza&#231;&#227;o da medida de PA durante um exerc&#237;cio aer&#243;bico - intensidade moderada e constante com dura&#231;&#227;o igual ou superior a dez minutos -, tanto quanto a valores-limite como o momento em que essa medida deve ser aferida.</p> <p>Diversos autores<sup>13-15</sup> estudaram o comportamento das vari&#225;veis cardiovasculares durante exerc&#237;cios prolongados de intensidade moderada, destacando-se o conceito de <italic>cardiovascular drift</italic>, descrito, originalmente, por Saltin e cols.<sup>16</sup> em 1964, e que corresponde ao discreto, mas sistem&#225;tico, aumento progressivo da FC com o exerc&#237;cio.</p> <p>Segundo Ara&#250;jo<sup>7</sup>, em exerc&#237;cio realizado em cicloerg&#244;metro com intensidade de 80% do limiar anaer&#243;bico individual por adultos jovens e saud&#225;veis, haveria um incremento de, aproximadamente, 0,6 bpm para cada minuto de exerc&#237;cio a partir do d&#233;cimo minuto. O resultado obtido no presente estudo, uma varia&#231;&#227;o m&#233;dia de tr&#234;s batimentos entre o 9&#186; e o 13&#186; minutos de exerc&#237;cio, &#233; bastante semelhante ao encontrado por Ara&#250;jo<sup>7</sup>.</p> <p>Esse aumento da FC seria resultado de uma queda do volume sist&#243;lico, objetivaria minimizar uma redu&#231;&#227;o do d&#233;bito card&#237;aco e seria influenciado pela atividade simp&#225;tica, pela temperatura corporal e pela redistribui&#231;&#227;o do fluxo sangu&#237;neo perif&#233;rico, podendo resultar em uma discreta redu&#231;&#227;o da PAS ap&#243;s 15 minutos de exerc&#237;cio. Interessantemente, ainda que na grande maioria das situa&#231;&#245;es de exerc&#237;cio supervisionado para cardiopatas o exerc&#237;cio constante tenha uma dura&#231;&#227;o mais t&#237;pica de 10 a 30 minutos, o comportamento da PA nessa situa&#231;&#227;o &#233; virtualmente desconhecido.</p> <p>Se por um lado a quantifica&#231;&#227;o da FC no exerc&#237;cio &#233; muito mais simples, sendo poss&#237;vel obt&#234;-la de modo n&#227;o invasivo, continuamente, com alta fidedignidade e custo bastante baixo, o mesmo n&#227;o ocorre com a PA. A medida invasiva e sofisticada de alta qualidade n&#227;o se aplica, contudo, &#224;s situa&#231;&#245;es cotidianas dos programas de exerc&#237;cio supervisionado ou de reabilita&#231;&#227;o card&#237;aca. Equipamentos que permitem a medida cont&#237;nua e n&#227;o invasiva da PA - batimento-a-batimento - s&#227;o pouco pr&#225;ticos, de custo elevado e sujeitos a interfer&#234;ncias e dificuldades t&#233;cnicas que inviabilizam o seu uso rotineiro em situa&#231;&#245;es de exerc&#237;cio mais prolongado.</p> <p>Dessa forma, na pr&#225;tica cl&#237;nica, a medida da PA durante o exerc&#237;cio &#233; aferida de forma descont&#237;nua (em geral, apenas uma &#250;nica medida para um exerc&#237;cio de intensidade constante e moderada com dura&#231;&#227;o entre 10 e 30 minutos), utilizando-se esfigmoman&#244;metros convencionais e t&#233;cnica auscultat&#243;ria em condi&#231;&#245;es de exerc&#237;cio realizada por um profissional especificamente treinado nessa medida. Considerando-se ainda as dificuldades espec&#237;ficas dos esfigmoman&#244;metros aner&#243;ides mec&#226;nicos para situa&#231;&#245;es de exerc&#237;cio, a grande maioria dos servi&#231;os que medem a PA durante o exerc&#237;cio utiliza os esfigmoman&#244;metros de coluna de merc&#250;rio.</p> <p>Nos &#250;ltimos anos, o uso de esfigmoman&#244;metros de merc&#250;rio tem sido alvo de cr&#237;ticas pelas suas poss&#237;veis implica&#231;&#245;es ambientais, notadamente em pa&#237;ses europeus<sup>17</sup>, mesmo que, no Brasil, a tem&#225;tica ainda n&#227;o tenha sido mais amplamente discutida. Equipamentos com tecnologia digital v&#234;m sendo lan&#231;ados no mercado h&#225; algumas d&#233;cadas, objetivando, primariamente, a popula&#231;&#227;o leiga, mas, mais recentemente, propondo-se a atender a padr&#245;es de qualidade mais alta com n&#237;vel de fidedignidade compat&#237;vel com o uso cl&#237;nico pleno<sup>18</sup>. N&#227;o obstante, essa quest&#227;o ainda &#233; aberta a debates e longe de ser consensual, com muitos considerando esse m&#233;todo centen&#225;rio e cl&#225;ssico de medida, como o "padr&#227;o-ouro" na medida de PA<sup>19-21</sup>.</p> <p>Uma quest&#227;o que tem sido pouco discutida no uso da tecnologia digital para aferi&#231;&#227;o da PA &#233; a validade da medi&#231;&#227;o realizada durante condi&#231;&#245;es de exerc&#237;cio. Realizar essa medida apresenta alguns desafios adicionais, mesmo para profissionais experientes, decorrentes de FC mais alta, movimenta&#231;&#227;o e posi&#231;&#227;o do bra&#231;o, ru&#237;dos ambientais, inclusive aqueles associados ao equipamento em que o exerc&#237;cio est&#225; sendo realizado.</p> <p>Uma alternativa para essa quest&#227;o foi apresentada por Cameron e cols.<sup>8</sup>, que utilizaram um esfigmoman&#244;metro digital, denominado comercialmente Tango, previamente validado pelo <italic>Food and Drug Administration</italic> (FDA), e compararam suas medidas de PA com os valores obtidos invasivamente, conseguindo resultados bastante favor&#225;veis em indiv&#237;duos submetidos a teste de exerc&#237;cio com protocolo de Bruce modificado em esteira rolante.</p> <p>Esse equipamento utiliza um recurso adicional para reduzir ou eliminar os artefatos e ru&#237;dos que dificultam ou inviabilizam a medida da PA em condi&#231;&#245;es de exerc&#237;cio. A obten&#231;&#227;o de medidas v&#225;lidas de PA por esse esfigmoman&#244;metro digital durante o exerc&#237;cio tornou-se poss&#237;vel por um engenhoso processo de sele&#231;&#227;o dos sons obtidos pela amplifica&#231;&#227;o dos sons de Korotkoff por microfone embutido no manguito por meio da obten&#231;&#227;o simult&#226;nea de um sinal de eletrocardiograma atrav&#233;s de eletrodos posicionados no t&#243;rax dos indiv&#237;duos. Dessa forma, permite-se ao equipamento selecionar quais sons seriam verdadeiros ou resultantes de artefatos e ru&#237;dos externos irrelevantes, resultando em medidas v&#225;lidas e fidedignas.</p> <p>Pelo menos no contexto do presente estudo, cicloergometria de membros inferiores, as m&#233;dias das medidas de PA com esfigmoman&#244;metros digital e convencional n&#227;o diferiram e mostraram-se fortemente associadas. Em um percentual muito pequeno de casos (&lt; 20%), as diferen&#231;as suplantaram 10 mmHg, sem que tenha sido definido um padr&#227;o uniforme de sub ou superestimativa de um dos esfigmoman&#244;metros, e poderiam ter alguma relev&#226;ncia cl&#237;nica.</p> <p>Em adendo, as medidas digitais tamb&#233;m se mostraram bastante reprodut&#237;veis quando foram repetidas com um intervalo de uma semana. Vale, contudo, ressaltar que em alguns raros casos (&lt; 5% de indiv&#237;duos) n&#227;o foi poss&#237;vel obter medidas da PA com esse equipamento digital. Isso ocorreu em um indiv&#237;duo em uso de marcapasso e em outro extremamente obeso, provavelmente por dificuldades na identifica&#231;&#227;o da onda R do eletrocardiograma.</p> <p>Por outro lado, raras extrass&#237;stoles isoladas n&#227;o parecem influir de modo importante na obten&#231;&#227;o das medidas digitais de PA. A medida digital parece ser ainda extremamente reprodut&#237;vel em medidas repetidas e sequenciais no mesmo indiv&#237;duo, e as pequenas diferen&#231;as individuais n&#227;o parecem ser clinicamente relevantes.</p> <p>O presente estudo n&#227;o objetivou avaliar ou comparar vantagens operacionais e viabilidade econ&#244;mica na incorpora&#231;&#227;o rotineira do equipamento digital utilizado em PES ou em situa&#231;&#245;es de teste de exerc&#237;cio.</p> <p>Os resultados comparativos entre as medidas digital e convencional de PAD foram distintos daqueles observados na PAS. A PAD medida pelo esfigmoman&#244;metro digital foi cerca de 6 mmHg mais baixa que o valor medido por avaliador experiente, utilizando um esfigmoman&#244;metro convencional de coluna de merc&#250;rio.</p> <p>Sabe-se que o crit&#233;rio preciso para a medida da PAD sempre foi um desafio, pois, ao contr&#225;rio do in&#237;cio de um som claro e repetitivo que caracteriza a primeira fase dos sons de Korotkoff quando &#233; medida a PAS, n&#227;o h&#225; um consenso se a PAD corresponde melhor ao abafamento e &#224; mudan&#231;a do padr&#227;o do som ou ao seu completo desaparecimento<sup>22</sup>, esse eventualmente ausente em condi&#231;&#245;es de exerc&#237;cio.</p> <p>Considerando esse &#250;ltimo aspecto, a padroniza&#231;&#227;o da medida da PAD no esfor&#231;o pelo nosso grupo &#233; feita pelo abafamento ou pela mudan&#231;a de tonalidade, o que talvez justifique a diferen&#231;a significativa, por&#233;m clinicamente pouco relevante, de 6 mmHg na medida da PAD, que, inclusive, n&#227;o varia ao longo do exerc&#237;cio de intensidade moderada e constante com 15 minutos de dura&#231;&#227;o. Consoante com essa discuss&#227;o, a reprodutibilidade da medida de PAD mostrou-se mais baixa do que a de PAS.</p> <p>Considerando o protocolo e a amostra do presente estudo, h&#225; algumas limita&#231;&#245;es que devem ser consideradas: (a) n&#227;o &#233; poss&#237;vel assegurar que, em exerc&#237;cios de intensidade moderada e constante com dura&#231;&#227;o superior a 15 minutos, a PAS e a PAD se manter&#227;o indefinidamente constantes a partir do s&#233;timo minuto de exerc&#237;cio; (b) &#233; poss&#237;vel que, em ambientes climaticamente desfavor&#225;veis, com n&#237;veis mais altos de temperatura e de umidade ambiente, capazes de induzir algum grau de desidrata&#231;&#227;o, o comportamento da PA possa ser diferente; (c) as medidas com o esfigmoman&#244;metro digital foram obtidas em exerc&#237;cios feitos em cicloerg&#244;metros, sem que tenha sido estudado o comportamento da PA durante esfor&#231;o em esteira rolante ou em outros equipamentos e (d) em pacientes hipertensos sem controle cl&#237;nico adequado, &#233; poss&#237;vel que respostas distintas possam ser obtidas.</p> <p>Conforme apontado anteriormente, a literatura &#233; muito limitada na descri&#231;&#227;o do comportamento da PA durante exerc&#237;cios constantes de dura&#231;&#227;o de 10 a 20 minutos, forma mais frequente em sess&#245;es de exerc&#237;cio, em compara&#231;&#227;o &#224; exaustiva descri&#231;&#227;o da resposta press&#243;rica ao exerc&#237;cio subm&#225;ximo.</p> <p>O uso de um esfigmoman&#244;metro digital de alta tecnologia e previamente validado para condi&#231;&#245;es de exerc&#237;cio no presente estudo possibilitou controlar, de modo eficaz, a possibilidade de varia&#231;&#245;es intra-avaliador nas medidas de PAS e PAD, condi&#231;&#227;o fundamental para a obten&#231;&#227;o dos resultados do estudo. Essa abordagem &#233; original e permite considerar que as eventuais varia&#231;&#245;es obtidas nas leituras de PAS e PAD durante o esfor&#231;o deviam-se unicamente &#224;s respostas fisiol&#243;gicas, sem qualquer influ&#234;ncia do m&#233;dico-avaliador.</p> <p>Em vista disso, o presente estudo traz uma contribui&#231;&#227;o importante para o corpo de conhecimento, sobretudo na &#225;rea de reabilita&#231;&#227;o card&#237;aca e de programas de exerc&#237;cios supervisionados, subsidiando que a medida da PA, em exerc&#237;cio em cicloerg&#244;metros de membros inferiores e com carga constante, possa ser aferida, sem qualquer preju&#237;zo, a partir do s&#233;timo minuto de exerc&#237;cio, visto que n&#227;o sofrer&#225; mudan&#231;a significativa at&#233; o fim do exerc&#237;cio.</p> <p>Com base nessa informa&#231;&#227;o, pretende-se contribuir para a melhora da qualidade da informa&#231;&#227;o e para a maior seguran&#231;a cl&#237;nica, especialmente para aqueles indiv&#237;duos que necessitam de um acompanhamento mais estreito de suas vari&#225;veis hemodin&#226;micas durante a sess&#227;o de exerc&#237;cio.</p>   <p><bold>Conclus&#227;o</bold></p> <p>Conclui-se que, em exerc&#237;cios realizados em cicloerg&#244;metro de membros inferiores e com intensidade moderada e constante por 15 minutos de dura&#231;&#227;o, a PA tende a subir inicialmente, alcan&#231;ando um patamar ao redor do s&#233;timo minuto, com a obten&#231;&#227;o de valores clinica e estatisticamente similares de PAS da&#237; por diante.</p> <p>As medidas realizadas com o esfigmoman&#244;metro digital mostraram-se fidedignas e reprodut&#237;veis, conforme foi demonstrado durante a reavalia&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos realizada uma semana mais tarde.</p>   <p><bold>Agradecimentos</bold></p> <p>Suporte financeiro parcial do CNPq: Dr. Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo &#233; bolsista de produtividade em pesquisa n&#237;vel 1A, e Emanuel Couto e Pl&#237;nio Ramos s&#227;o bolsistas de mestrado.</p>   <p><bold>Potencial Conflito de Interesses</bold></p> <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p> <p><bold>Fontes de Financiamento</bold></p> <p>O presente estudo foi parcialmente financiado pelo CNPq.</p> <p><bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold></p> <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Emanuel Couto Furtado pelo Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Educa&#231;&#227;o F&#237;sica da Universidade Gama Filho.</p>                              <p><fn id="back" fn-type="corresp"><label><bold> Correspond&#234;ncia:</bold></label><p>Claudio Gil S. de Ara&#250;jo  </p><p>Rua Siqueira Campos, 93/101, Copacabana, 22031-070 </p><p> Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p><p>E-mail: </p><p><email xlink:href="cgil@cardiol.br">cgil@cardiol.br</email>, </p><p><email xlink:href="cgaraujo@iis.com.br">cgaraujo@iis.com.br</email></p></fn></p> <p>Artigo recebido em 30/07/2008; revisado recebido em 02/09/2008; aceito em 15/09/2008.</p></body>
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          <article-title>Preload maintenance and the levt ventricular response to prolonged exercise in men</article-title>
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          <article-title>Validation of the Omron HEM-907 device for blood pressure measurement</article-title>
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          <article-title>Sphygmomanometer calibration--why, how and how often?</article-title>
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          <article-title>Mercury sphygmomanometers should not be abandoned: an advisory statement from the Council for High Blood Pressure Research, American Heart Association</article-title>
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          <article-title>Goodbye mercury?: Blood pressure measurement and its future</article-title>
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          <article-title>Human blood pressure determination by sphygmomanometry</article-title>
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        <article-title xml:lang="en">Blood pressure measurement during aerobic exercise: subsidies for cardiac rehabilitation</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Institutional documents recommend that hemodynamic variables - heart rate (HR) and systolic (SAP) and diastolic arterial pressure (DAP) - be routinely controlled at the aerobic part of supervised exercise sessions for coronary disease patients. OBJECTIVE: a) to determine the pattern and reproducibility of the blood pressure (BP) throughout 15 minutes of physical exercise at constant and moderate intensity; and b) to compare the BP measurement obtained with digital and conventional device during the exercise. METHODS: Thirty adult individuals of both sexes (65&#177;11 yrs) were assessed for 15 minutes during lower-limb cycle ergometry and the BP was measured every 2 minutes, between the 3rd and the 13th minutes, using a Tango digital sphygmomanometer (Suntech, USA) and in the 14th minute, using a mercury column sphygmomanometer. Seven days later, at similar time of the day, six individuals had the test repeated to evaluate reproducibility. RESULTS: Whereas the DAP did not vary throughout the exercise (p &gt; 0.05), SAP increased from the 3rd to 7th minute (146&#177;4.1 versus 158&#177;4.5 mmHg, p&lt;0.05) and thereafter remained practically constant. The digital and conventional measurements showed a strong correlation - r = 0.83 for SAP and 0.84 for DAP - with no differences for SAP (163&#177;4.5 versus 162&#177;4.3 mmHg; p &gt;0.05) and a small difference for DAP (72&#177;2.4 versus 78&#177;2.3 mmHg; p&lt;0.05). CONCLUSION: For exercises of moderate and constant intensity in a cycle ergometer with a 15-minute duration, BP measurements must be carried out from the 7th minute on. The digital measurements with the Tango equipment and those obtained with the conventional mercury-column sphygmomanometer were, for clinical purposes, very similar and reproducible.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Blood pressure</kwd>
        <kwd>exercise</kwd>
        <kwd>rehabilitation</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Blood pressure measurement during aerobic exercise: subsidies for cardiac rehabilitation</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Emanuel Couto Furtado<sup>I</sup>; Pl&#237;nio dos Santos Ramos<sup>I</sup>; Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo<sup>I, II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Educa&#231;&#227;o F&#237;sica da Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio - CLINIMEX, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Institutional documents recommend that hemodynamic variables - heart rate (HR) and systolic (SAP) and diastolic arterial pressure (DAP) - be routinely controlled at the aerobic part of supervised exercise sessions for coronary disease patients.</p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> a) to determine the pattern and reproducibility of the blood pressure (BP) throughout 15 minutes of physical exercise at constant and moderate intensity; and b) to compare the BP measurement obtained with digital and conventional device during the exercise.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Thirty adult individuals of both sexes (65&#177;11 yrs) were assessed for 15 minutes during lower-limb cycle ergometry and the BP was measured every 2 minutes, between the 3<sup>rd</sup> and the 13<sup>th</sup> minutes, using a Tango digital sphygmomanometer (Suntech, USA) and in the 14<sup>th</sup> minute, using a mercury column sphygmomanometer. Seven days later, at similar time of the day, six individuals had the test repeated to evaluate reproducibility.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Whereas the DAP did not vary throughout the exercise (p &gt; 0.05), SAP increased from the 3<sup>rd</sup> to 7<sup>th</sup> minute (146&#177;4.1 versus 158&#177;4.5 mmHg, p&lt;0.05) and thereafter remained practically constant. The digital and conventional measurements showed a strong correlation - r = 0.83 for SAP and 0.84 for DAP - with no differences for SAP (163&#177;4.5 versus 162&#177;4.3 mm Hg; p &gt;0.05) and a small difference for DAP (72&#177;2.4 versus 78&#177;2.3 mm Hg; p&lt;0.05).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> For exercises of moderate and constant intensity in a cycle ergometer with a 15-minute duration, BP measurements must be carried out from the 7<sup>th</sup> minute on. The digital measurements with the Tango equipment and those obtained with the conventional mercury-column sphygmomanometer were, for clinical purposes, very similar and reproducible.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Blood pressure; exercise; rehabilitation.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>There is a consensus that regular physical exercises are an important component in the primary and secondary prevention of coronary disease<sup>1</sup>. Institutional documents<sup>2,3</sup>, have suggested that the aerobic component of the physical exercise must be prescribed regarding the weekly frequency and the duration and intensity of the exercise session. Although the rate of adverse cardiovascular events is relatively low during the supervised exercise sessions<sup>4</sup>, it seems appropriate to maintain a more accurate and individualized control of the aerobic prescription in patients with more severe cardiopathies<sup>5</sup>.</p>
      <p>It is known that the heart rate (HR) increases rapidly within the first seconds of a dynamic exercise, primarily due to the inhibition of the cardiac vagal action<sup>6</sup>, which progressively increases with time, especially when the effort intensity is <underline>&gt;</underline> 80% of the load in which the anaerobic threshold was detected<sup>7</sup>. However, although the blood pressure (BP) measurement is recommended and frequently performed during supervised exercise sessions, little is known about its behavior during a 10-20 minute exercise at constant intensity.</p>
      <p>While the HR measurement is easily obtained by heart rate monitors or through electrocardiographic recordings, the BP measurement is more difficult to obtain and has technical limitations, starting with its discontinuous nature. If, on the one hand, the intra-examiner variability can be limited by the use of digital equipment during physical exercise, especially regarding the noise that is inherent to the activity, its use is more troublesome. Recently, a digital sphygmomanometer, which associates the sounds captured by the microphone with the electrocardiogram signal to identify the moment of ventricular depolarization, was developed and validated for use during physical exercise<sup>8</sup>. This equipment has allowed the quantification of the BP response at several moments of a constant-intensity exercise carried out in a lower-limb cycle ergometer, trying to control biases and other causes of intra-examiner variability.</p>
      <p>The objectives of this study were: a) to determine the BP behavior throughout 15 minutes of constant and moderate intensity physical exercise; and b) to compare and determine the reliability of the BP measurements during exercise in a lower-limb cycle ergometer obtained with a precise digital device as well as with a conventional one.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Sample</bold>
      </p>
      <p>A total of 30 adult individuals (28 men) were selected by convenience, according to the following inclusion criteria: a) to have regularly attended a Supervised Exercise Program (SEP) for at least three months; b) to have completed a minimum of 30 sessions; c) to perform, during the aerobic part of the session, uninterrupted 15-minute constant exercising, with a previously established load based on the results of the maximum cardiopulmonary exercise testing, sporadically adjusted to maintain the individual within the target heart rate zone in a lower-limb cycle ergometer; d) to exhibit sinus rhythm with no more than three extrasystoles per minute. The main clinical conditions and medication use are shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Experimental protocol</bold>
      </p>
      <p>Initially, the procedures were explained and a free and informed consent form was obtained from all participants. All the individuals had been previously submitted to a maximum cardiopulmonary exercise testing in a lower-limb cycle ergometer, along with the measurement and analysis of the expired gases, in which the data necessary for the individualized prescription of aerobic exercise was obtained.</p>
      <p>After the heart rate monitor (Polar<sup>&#174;</sup>, Finland) was placed on the left wrist and weight was measured, the pre-exercise BP and HR were obtained through an Omron professional digital sphygmomanometer, model XML-907 (Omron, USA)<sup>9</sup>, under the direct supervision of the physician. After this procedure, if the values obtained did not exceed the limits of variation that were usually observed, the individual was positioned on a Cateye lower-limb cycle ergometer, model EC-1600 (Cateye, Japan) and then, the cuff of the Suntech digital sphygmomanometer, model Tango (Suntech, USA) was placed on the participant's right arm and three thoracic electrodes were used to obtain the CC5 position. The digital sphygmomanometer was then configured to automatically measure BP in the 3<sup>rd</sup>, 5<sup>th</sup>, 9<sup>th</sup>, 11<sup>th</sup> and 13<sup>th</sup> minutes of the exercise, automatically inflating the cuff up to 30 mmHg above the maximum systolic arterial pressure reached in previous sessions under the same exercise conditions. The deflation rate was set at 8 mmHg/s, corresponding to approximately 35 seconds to inflate and deflate the cuff at each measurement. After the last measurement performed by the equipment, in the 13<sup>th</sup> minute, the cuff was removed and a conventional mercury-column sphygmomanometer was positioned on the same limb, and another examiner, who had not participated in the procedure so far, obtained the BP measurement.</p>
      <p>The individual's arm was positioned at the level of the heart and supported by the examiner. The experimental protocol is shown in <xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>. In order to standardize the measurement technique, the assessed individuals were advised to position the right arm on the supine position, with the hand resting on the cycle ergometer handlebar anytime the Tango<sup>TM</sup> sphygmomanometer started to inflate. The measurement obtained with the conventional sphygmomanometer is standardized in our research group and it is carried out by inflating the cuff up to around 30 mmHg above the individual's previously known SAP and, thereafter, deflating the cuff at a rate of 2 to 4 mmHg/s. According to the characteristics of the cycle ergometer used in the study, the load progressively increases in the first three minutes until it reaches the established load, which is then maintained up to 15<sup>th</sup> minute of exercise. The load in the cycle ergometer was individually established according to the maximum cardiopulmonary exercise testing and the previous SEP sessions, in order to reach the proposed target heart rate zone for aerobic training. Subsequently, six individuals (20% of the sample selected for the study) were reassessed, with a one-week interval between the two assessments, at a similar time of the day and under the same conditions of regular medication use.</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>Means, standard deviations, minimum and maximum values and/or percentages were used to describe the sample data. For the inference procedures, the variability of the results was expressed by standard error of mean. ANOVA was used to compare the means of the HR and BP values for repeated measurements at each one of time intervals chosen for the study, followed by Bonferroni's test, which was used to locate the differences. To compare the BP measurements between the two types of equipment and also for the comparisons between the BP results at the two assessments, paired <italic>t</italic> tests were used and the respective coefficients of correlation were obtained. Bland-Altman diagrams were also obtained to evaluate the reproducibility of the measurements. The minimum sample size was calculated as equal to 29 and it was estimated from the expected variation of 5 mmHg in BP measurements during the moderate and constant intensity exercise. The statistical calculations were carried out with the GraphPad Prism program version 5 (GraphPad, USA) and the level of significance was set at 5%.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Demographic characteristics</bold>
      </p>
      <p>The age of the 30 assessed individuals was 65 &#177; 11 years, ranging from 46 to 86 years; height was 170 &#177; 6.5 cm and weight was 79 &#177; 6.5 kg. A total of 70% of the sample presented coronary artery disease; 10 individuals had been submitted to myocardial revascularization and 50% of the individuals had been diagnosed with and received treatment for systemic arterial hypertension. As for the use of anti-hypertensive drugs, it was observed that &#223;-blockers were the most often used ones, followed by angiotensin-converting enzyme inhibitors (ACEI), respectively, in 57 and 43% of the sample. The systolic (SAP) and diastolic (DAP) arterial pressure at rest were, respectively: 125 &#177; 14, 68 &#177; 8 mm Hg and HR was 65 &#177; 10 bpm.</p>
      <p>
        <bold>Bp and HR during exercise</bold>
      </p>
      <p>The upper part of <xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figure 2</xref> shows that HR increases throughout the 15 minutes of exercise with a constant load at the cycle ergometer, initially faster (p &lt; 0.05) and subsequently, more gradually, so that the values differed when compared to those obtained in the 3<sup>rd</sup> minute, 95 &#177; 2.4 bpm, reaching, respectively, in the 7<sup>th</sup>, 9<sup>th</sup>, 11<sup>th</sup> and 13<sup>th</sup> minutes, the values of 102 &#177; 2.7 bpm, 104 &#177; 2.9 bpm, 105 &#177; 3.2 bpm and 107 &#177; 3.2 bpm. <xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref> also shows the SAP increase up to the 7<sup>th</sup> minute of exercise (p &lt; 0.05), with values then remaining stable (p &gt; 0.05), especially between the 9<sup>th</sup> and the 13<sup>th</sup> minutes of exercise, when they were virtually identical. The DAP presented a stable behavior throughout the exercise and there was no difference among the values obtained between the 3<sup>rd</sup> and 13<sup>th</sup> minutes (p &gt; 0.05).</p>
      <fig id="f2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Digital and conventional BP measurements during the exercise</bold>
      </p>
      <p>The other measurement obtained at the end of the exercise session allowed the comparison between the digital and the conventional BP measurements: similar values were observed for SAP - 163 &#177; 4.5 <italic>versus</italic> 162 &#177; 4.3 mm Hg (p &gt; 0.05) and slightly distinct ones were observed for DAP - 72 &#177; 2.4 <italic>versus</italic> 78 &#177; 2.3 mm Hg (p &gt; 0.05). The diagrams of dispersion in the two SAP and DAP measurements are shown in <xref ref-type="fig" rid="f3-body2">Figures 3</xref> and <xref ref-type="fig" rid="f4-body2">4</xref>, with very similar coefficients of correlation of, respectively, 0.83 and 0.84. The difference between the SAP measurements carried out with the digital sphygmomanometer and the conventional one exceeded 10 mmHg in 13 individuals (more than 10% in 5 cases); regarding DAP, the same difference was found in nine individuals.</p>
      <fig id="f3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf03-en.jpg"/></fig>
      <fig id="f4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Reassessment</bold>
      </p>
      <p>The protocol repetition in six individuals showed very similar values regarding the several measurements obtained throughout the 15-minute exercise session. The SAP (p = 0.31) and DAP (p = 0.53) values in the 13<sup>th</sup> minute not only did not differ, but also showed significant correlations - r = 0.99 - (p &lt; 0.05) for SAP and 0.65 for DAP (p &gt; 0.05). The similarity of the results can be better observed in the respective Bland-Altman diagrams (<xref ref-type="fig" rid="f5-body2">Figures 5</xref> and <xref ref-type="fig" rid="f6-body2">6</xref>).</p>
      <fig id="f5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf05-en.jpg"/></fig>
      <fig id="f6-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf06-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The view of the American College of Sports Medicine<sup>10</sup> on exercise and hypertension and the Brazilian Directive on Hypertension<sup>11</sup> encourage the practice of regular physical exercises for individuals with SAH and other cardiovascular diseases. This recommendation proposes the performance of aerobic exercises, on most days, for at least 30 minutes at moderate intensity. While HR measurements are recommended and regularly obtained, it is noteworthy that there is no mention about a systematization of BP measurement during an aerobic exercise - of constant and moderate intensity, with a duration <underline>&gt;</underline> 10 minutes - as well as about threshold values, such as the moment when these measurements must be carried out, in either these documents or in those in which the Brazilian Society of Cardiology standardizes the procedures for supervised exercise sessions and cardiac rehabilitation programs<sup>12</sup>.</p>
      <p>Several authors<sup>13-15</sup> have studied the behavior of cardiovascular variables during prolonged, moderate-intensity exercise and, in particular, the concept of cardiovascular drift is worth mentioning, originally described by Saltin et al<sup>16</sup> in 1964, which corresponds to the slight, but systematic HR increase with the exercise. According to Ara&#250;jo<sup>7</sup>, during an exercise carried out in a cycle ergometer with an intensity of 80% of the individual anaerobic threshold by young and healthy adults, there would be an increase of approximately 0.6 bpm for each minute of exercise from the 10<sup>th</sup> minute on. The result obtained in the present study, a mean variation of 3 beats between the 9<sup>th</sup> and the 13<sup>th</sup> minutes of exercise, is quite similar to that obtained by Ara&#250;jo<sup>7</sup>. This HR increase would be the result of a decrease in the systolic volume and would aim at minimizing a reduction in the cardiac output and would be influenced by the sympathetic activity, by the body temperature and by the redistribution of the peripheral blood flow, which could result in a slight SAP decrease after 15 minutes of exercise.</p>
      <p>Interestingly, although in most situations of supervised exercise for patients with cardiopathies, the constant exercise has a more typical duration of 10 to 30 minutes, the behavior of the BP in this situation is virtually unknown.</p>
      <p>If, on the one hand, the measurement of the HR during the exercise is much more simple, as it can be obtained non-invasively and continuously, with high reliability and low cost, the same is not true for the BP. The invasive and complex high-quality measurement does not apply, however, to the daily situations of supervised exercise or cardiac rehabilitation programs. Equipment that allows the continuous and noninvasive measurement of the BP - beat by beat - are not practical, in addition to being high-cost and subject to interference and technical difficulties that prevent their routine use in situations of prolonged exercise. Therefore, in clinical practice the measurement of BP during the exercise is carried out discontinuously (in general, only a single measurement for a constant and moderate-intensity exercise, with a duration between 10 and 30 minutes), using conventional sphygmomanometers and the auscultation technique carried out by a professional specifically trained for this measurement under exercise conditions. Considering the specific difficulties of the mechanical aneroid sphygmomanometer for exercise situations, most services that measure BP during exercise use the mercury-column sphygmomanometers.</p>
      <p>In the last years, the use of the mercury-column sphygmomanometer has been the object of criticism due to its possible environmental implications, notably in European countries<sup>17</sup>, although in Brazil, this matter has not been more broadly discussed. Equipment with digital technology has been launched in the market for some decades, primarily intended for the nonmedical population; however, more recently, the manufacturers have proposed to meet higher quality standards, with a degree of reliability that is compatible with the full clinical use<sup>18</sup>. Nevertheless, this is still a debatable question and far from being consensual, with many considering the century-old and classic measurement method as the "gold-standard" of BP measurement<sup>19-21</sup>.</p>
      <p>A question that has been little discussed regarding the use of digital technology to measure BP is the validity of the measurement performed during exercise conditions. The performance of this measurement presents some additional challenges, even for experienced professionals, caused by higher HR, arm movement and positioning, background noise, including those associated with the equipment where the exercise is being performed. An alternative to this question was presented by Cameron et al<sup>8</sup>, who used a digital sphygmomanometer, commercially called Tango, previously validated by the Food and Drug Administration (FDA), and compared their BP measures with those obtained invasively, attaining quite favorable results in individuals submitted to a treadmill exercise test with modified Bruce protocol. This piece of equipment uses an additional resource to reduce or eliminate artifacts or background noise that impair or prevent the BP measurement in exercise conditions. Obtaining valid BP measurements through this digital sphygmomanometer during exercise became possible due to an ingenious process of sound selection obtained by the amplification of Korotkoff sounds by a built-in microphone in the cuff, through the simultaneous obtaining of an electrocardiogram (ECG) through electrodes positioned on the individual's chest, allowing the equipment to select which sounds would be true or caused by artifacts and irrelevant background noise, resulting in valid and reliable measurements.</p>
      <p>At least in the context of the present study, lower-limb cycle ergometry, the BP measurements obtained with the digital and conventional sphygmomanometers did not differ and showed to be strongly associated.</p>
      <p>In a small percentage of cases (&lt; 20%), the differences were &gt; 10 mmHg, without defining a uniform pattern of under or overestimation of one of the sphygmomanometers that could have some clinical relevance. Additionally, the digital measurements also showed to be quite reproducible when they were repeated after a one-week interval. However, it is worth mentioning that, in some rare cases (&lt; 5% of the individuals), it was not possible to obtain BP measurements with this digital equipment. That occurred with an individual that used a pace-maker and another that was extremely obese, probably due to difficulties in the identification of the R-wave of the ECG. On the other hand, rare isolated extrasystoles did not seem to significantly influence the obtaining of the digital BP measurements. The digital measurement seems to be also extremely reproducible in repeated and sequential measurements of the same individual and the small individual differences do not seem to be clinically relevant.</p>
      <p>The present study did not aim at evaluating or comparing operational advantages and the economical viability of routinely incorporating the digital equipment used in SEP or in exercise test situations.</p>
      <p>The comparative results between the digital and the conventional measurements of DAP were somewhat different from those observed for SAP. The DAP measurement by the digital sphygmomanometer was around 6 mm Hg lower than the value obtained by an experienced examiner using a conventional mercury-column sphygmomanometer. It is known that the accurate criterion for the DAP measurement has always been a challenge, as, in opposition to the start of a clear and repetitive sound that characterizes the first phase of Korotkoff sounds when SAP is measured, there is no consensus if the DAP better corresponds to the muffling and change in the sound pattern or to its complete disappearance<sup>22</sup>, the latter occasionally absent in exercise conditions.</p>
      <p>Considering this last aspect, the standardization of the DAP measurement during exercise by our group is carried out by the muffling or change in the sound pattern, perhaps justifying the significant difference, although of little clinical relevance, of 6 mmHg in the DAP measurement, which does not vary throughout the moderate and constant intensity exercise with a 15-minute duration. In accordance with this discussion, the reproducibility of the DAP measurement was lower than that of the SAP.</p>
      <p>Considering the protocol and the present study sample, some limitations must be considered: a) it is not possible to guarantee that in situations of moderate and constant intensity exercise with a duration &gt; 15 minutes, the DAP and SAP will remain indefinitely constant from the 7<sup>th</sup> minute of exercise on; b) it is possible that in some environments with unfavorable climate conditions, with higher levels of temperatures and humidity, capable of inducing some degree of dehydration, the BP behavior can be different; c) the digital sphygmomanometer measurements were obtained in exercises performed on a cycle ergometer and the BP behavior during exercise on a treadmill or other types of equipment were not studied; and d) it is possible that distinct clinical responses be obtained in hypertensive patients without adequate clinical control.</p>
      <p>As previously mentioned, the literature is very limited in the description of the BP behavior during constant exercises with a duration of 10-20 minutes, a more frequent form of exercise session, in comparison with the extensive description of the pressure response to submaximal exercise.</p>
      <p>The use of a high-technology digital sphygmomanometer, which was previously validated for exercise conditions, in the present study allowed us to effectively control the possibility of intra-examiner variations in the measurements of SAP and DAP, an essential condition to obtain the study results.</p>
      <p>This is an original approach and allows us to consider that the occasional variations obtained in the SAP and DAP measurements during exercise would be solely due to the physiological responses, without any influence of the physician-examiner. Considering that, the present study brings an important combination for the body of knowledge, mainly in the cardiac rehabilitation area and that of supervised exercise programs, supporting the fact that the BP measurements during exercise in a lower-limb cycle ergometer with constant load, can be performed, without any impairment, from the 7<sup>th</sup> minute of exercise on, considering that the measurement will not undergo significant alterations until the end of the exercise.</p>
      <p>Based on this information, we intend to contribute to the improvement of the quality of information and a better clinical safety, especially for those individuals that need a more stringent follow-up of their hemodynamic variables during the exercise session.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>We conclude that, in exercises performed in a lower-limb cycle ergometer with moderate and constant intensity and with a 15-minute duration, the BP tends to increase, initially, reaching a plateau around the 7<sup>th</sup> minute; the SAP values will be clinically and statistically similar from then on. The measurements carried out with the digital sphygmomanometer showed to be accurate and reproducible, as demonstrated during the reassessment of the individuals performed a week later.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>Partial financial support from CNPq: Dr. Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo is a level-1A research productivity fellow and Emanuel Couto and Pl&#237;nio Ramos are Master's Degree fellows.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by CNPq.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of Master submitted by Emanuel Couto Furtado, from Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Educa&#231;&#227;o F&#237;sica da Universidade Gama Filho.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Medici&#243;n de la presi&#243;n arterial en ejercicio aer&#243;bico: aportes para la rehabilitaci&#243;n cardiaca</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Documentos institucionales recomiendan que las variables hemodin&#225;micas - frecuencia cardiaca (FC) y presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) y diast&#243;lica (PAD) - se mantengan bajo control en la parte aer&#243;bica de sesiones de ejercicio bajo supervisi&#243;n para cardi&#243;patas. OBJETIVO: : a) Determinar el comportamiento y la reproductibilidad de la PA a lo largo de 15 minutos de ejercicio de intensidad constante y moderada; b) Comparar la medici&#243;n de PA obtenida con aparatos digital y convencional en el ejercicio. M&#201;TODOS: Se Evaluaron a 30 adultos de ambos sexos (de 65 &#177; 11 a&#241;os) en 15 minutos en el cicloerg&#243;metro de miembros inferiores. La PA se midi&#243; a cada 2 minutos: entre el 3&#186; y el 13&#186; minutos, por esfigmoman&#243;metro digital Tango (Suntech, Estados Unidos de Am&#233;rica) y, en el 14&#186; minuto, por esfigmoman&#243;metro de columna de mercurio. Luego de 7 d&#237;as y en horario similar, 6 individuos repitieron el protocolo para evaluar la reproductibilidad. RESULTADOS: La PAD no vari&#243; a lo largo del ejercicio (p &gt; 0,05), mientras que la PAS aument&#243; del 3&#186; al 7&#186; minuto (146&#177;4,1 versus 158&#177;4,5 mm Hg, p &lt; 0,05) y despu&#233;s se mantuvo pr&#225;cticamente constante. Las mediciones digital y convencional se correlacionaron fuertemente - r = 0,83 para PAS y 0,84 para PAD -, sin diferencias para PAS (163&#177;4,5 versus 162&#177;4,3 mm Hg; p &gt; 0,05) y una peque&#241;a diferencia para la PAD (72&#177;2,4 versus 78&#177;2,3 mm Hg; p &lt; 0,05). CONCLUSI&#211;N: Para ejercicios de intensidad moderada y constante en el cicloerg&#243;metro con 15 minutos de duraci&#243;n, la medici&#243;n de la PA se deber&#225; llevar a cabo a partir del 7&#186; minuto. Las mediciones digitales con el aparato Tango y las convencionales de PA resultaron, para efectos cl&#237;nicos, muy semejantes y reproductibles.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Presi&#243;n arterial</kwd>
        <kwd>ejercicio</kwd>
        <kwd>rehabilitaci&#243;n</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Medici&#243;n de la presi&#243;n arterial en ejercicio aer&#243;bico: aportes para la rehabilitaci&#243;n cardiaca</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Emanuel Couto Furtado<sup>I</sup>; Pl&#237;nio dos Santos Ramos<sup>I</sup>; Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo<sup>I, II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Educa&#231;&#227;o F&#237;sica da Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Cl&#237;nica de Medicina do Exerc&#237;cio - CLINIMEX, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Documentos institucionales recomiendan que las variables hemodin&#225;micas - frecuencia cardiaca (FC) y presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) y diast&#243;lica (PAD) - se mantengan bajo control en la parte aer&#243;bica de sesiones de ejercicio bajo supervisi&#243;n para cardi&#243;patas.</p>
      <p> OBJETIVO: a) Determinar el comportamiento y la reproductibilidad de la PA a lo largo de 15 minutos de ejercicio de intensidad constante y moderada; b) Comparar la medici&#243;n de PA obtenida con aparatos digital y convencional en el ejercicio.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se Evaluaron a 30 adultos de ambos sexos (de 65 &#177; 11 a&#241;os) en 15 minutos en el cicloerg&#243;metro de miembros inferiores. La PA se midi&#243; a cada 2 minutos: entre el 3&#186; y el 13&#186; minutos, por esfigmoman&#243;metro digital Tango (Suntech, Estados Unidos de Am&#233;rica) y, en el 14&#186; minuto, por esfigmoman&#243;metro de columna de mercurio. Luego de 7 d&#237;as y en horario similar, 6 individuos repitieron el protocolo para evaluar la reproductibilidad.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> La PAD no vari&#243; a lo largo del ejercicio (p &gt; 0,05), mientras que la PAS aument&#243; del 3&#186; al 7&#186; minuto (146&#177;4,1 <italic>versus</italic> 158&#177;4,5 mm Hg, p &lt; 0,05) y despu&#233;s se mantuvo pr&#225;cticamente constante. Las mediciones digital y convencional se correlacionaron fuertemente - r = 0,83 para PAS y 0,84 para PAD -, sin diferencias para PAS (163&#177;4,5 <italic>versus</italic> 162&#177;4,3 mm Hg; p &gt; 0,05) y una peque&#241;a diferencia para la PAD (72&#177;2,4 <italic>versus</italic> 78&#177;2,3 mm Hg; p &lt; 0,05).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Para ejercicios de intensidad moderada y constante en el cicloerg&#243;metro con 15 minutos de duraci&#243;n, la medici&#243;n de la PA se deber&#225; llevar a cabo a partir del 7&#186; minuto. Las mediciones digitales con el aparato Tango y las convencionales de PA resultaron, para efectos cl&#237;nicos, muy semejantes y reproductibles.</p>
      <p><bold>Palabras-clave: </bold> Presi&#243;n arterial, ejercicio, rehabilitaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Hay consenso de que ejercicio f&#237;sico regular es un componente importante para prevenciones primaria y secundaria de la enfermedad coronaria<sup>1</sup>. Documentos institucionales<sup>2,3</sup> sugieren que el componente aer&#243;bico del ejercicio f&#237;sico debe prescribirse en t&#233;rminos de frecuencia semanal y de duraci&#243;n e intensidad de la sesi&#243;n. Aunque la tasa de eventos cardiovasculares desfavorables sea relativamente baja durante las sesiones de ejercicio bajo supervisi&#243;n<sup>4</sup>, parece apropiado que, en cardi&#243;patas con condici&#243;n de mayor severidad, haya un control m&#225;s preciso e individualizado de la prescripci&#243;n aer&#243;bica<sup>5</sup>.</p>
      <p>Se sabe que la frecuencia cardiaca (FC) aumenta r&#225;pidamente en los primeros segundos de un ejercicio din&#225;mico, primariamente por retirada de la acci&#243;n vagal cardiaca<sup>6</sup>, y que sigue aumentando gradualmente con el tiempo, sobretodo cuando la intensidad del esfuerzo es igual o mayor que el 80% de la carga en que se detect&#243; el umbral anaer&#243;bico<sup>7</sup>. Sin embargo, aunque se recomienda medir la presi&#243;n arterial (PA) con frecuencia en sesiones de ejercicio bajo supervisi&#243;n, poco se conoce sobre su comportamiento en un esfuerzo de 10 a 20 minutos en intensidad constante.</p>
      <p>Los valores de la FC se los obtienen f&#225;cilmente por frecuenc&#237;metros o en registros electrocardiogr&#225;ficos, mientras que la medici&#243;n de la PA presenta m&#225;s dificultades y limitaciones t&#233;cnicas, a empezar por su naturaleza discontinua. Si, por un lado, la variabilidad intraevaluador puede limitarse por el empleo de aparatos digitales durante el ejercicio f&#237;sico, sobretodo en funci&#243;n de los ruidos inherentes a la actividad, el uso es m&#225;s problem&#225;tico.</p>
      <p>Recientemente, se ha desarrollado y validado un esfigmoman&#243;metro digital que asocia los sonidos captados por el micr&#243;fono a la se&#241;al del electrocardiograma para identificar el momento de la despolarizaci&#243;n ventricular para su empleo durante el ejercicio f&#237;sico<sup>8</sup>. Con ese aparato, fue posible cuantificar la respuesta de la PA en diversos momentos de un ejercicio de intensidad constante hecho en cicloerg&#243;metro de miembros inferiores, procurando controlar sesgos y otras causas de variabilidad intraevaluador.</p>
      <p>Los objetivos de ese estudio fueron: a) determinar el comportamiento de la PA a lo largo de 15 minutos de ejercicio de intensidad constante y moderada y b) comparar y determinar la fiabilidad de las mediciones de la PA en el ejercicio en cicloerg&#243;metro de miembros inferiores obtenidas con aparato digital espec&#237;fico y convencional.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Muestra</bold>
      </p>
      <p>Se seleccionaron por conveniencia a 30 adultos (28 varones) que atend&#237;an a los siguientes criterios de inclusi&#243;n: a) frecuentar, regularmente, a un Programa de Ejercicio bajo Supervisi&#243;n (PES) desde hace tres meses como m&#237;nimo; b) haber completado un m&#237;nimo de 30 sesiones; c) realizar, en la parte aer&#243;bica de la sesi&#243;n, ejercicio constante y sin interrupciones por 15 minutos, con carga previamente establecida con base en los resultados de la prueba cardiopulmonar de ejercicio m&#225;ximo y peri&#243;dicamente ajustada para mantener el individuo dentro del &#225;rea de objetivo de FC en cicloerg&#243;metro de miembros inferiores; d) estar en ritmo cardiaco sinusal y con hasta 3 extras&#237;stoles por minuto. Las principales condiciones cl&#237;nicas y de uso de medicaciones est&#225;n presentadas en la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Protocolo experimental</bold>
      </p>
      <p>Primeramente, se les explicaban los procedimientos a los pacientes y se les suministraba un formulario de consentimiento informado. Todos los individuos hab&#237;an sido previamente sometidos a una prueba de ejercicio cardiopulmonar m&#225;ximo en cicloerg&#243;metro de miembros inferiores, con medici&#243;n y an&#225;lisis de gases expirados, en el cual se obtuvieron los datos necesarios para la prescripci&#243;n individualizada del ejercicio aer&#243;bico.</p>
      <p>Tras poner un frecuenc&#237;metro (Polar<sup>&#174;</sup>, Finlandia) en la mu&#241;eca izquierda y despu&#233;s de averiguar el peso, se obten&#237;an la PA y la FC preesfuerzo, medidas por esfigmoman&#243;metro digital profesional Omron modelo XML-907 (Omron, Estados Unidos de Am&#233;rica)<sup>9</sup>, bajo supervisi&#243;n directa del m&#233;dico. Despu&#233;s de ese procedimiento, si los valores obtenidos no excedieran los l&#237;mites de variaci&#243;n dentro del habitualmente observado, se posicionaba al individuo en el cicloerg&#243;metro de miembros inferiores Cateye modelo EC-1600 (Cateye, Jap&#243;n). As&#237; que se pon&#237;an, en el brazo derecho, el manguito del esfigmoman&#243;metro digital Suntech modelo Tango (Suntech&#153;, Estados Unidos de Am&#233;rica) y tres electrodos tor&#225;cicos, para obtener la derivaci&#243;n CC5.</p>
      <p>Se configur&#243;, entonces, el esfigmoman&#243;metro digital para averiguar autom&#225;ticamente la PA en el 3&#186;, 5&#186;, 9&#186;, 11&#186; y 13&#186; minuto del ejercicio, inflando autom&#225;ticamente el manguito hasta 30 mm Hg arriba de la presi&#243;n arterial sist&#243;lica m&#225;xima que se alcanz&#243; en sesiones anteriores en las mismas condiciones de ejercicio. La tasa de desinsuflaci&#243;n se fij&#243; en 8 mm Hg/s, correspondiendo a aproximadamente 35 segundos para inflar y desinflar el manguito a cada medici&#243;n.</p>
      <p>Luego de la &#250;ltima medici&#243;n realizada por el aparato en el 13&#186; minuto, se remov&#237;a el manguito, y, en el mismo miembro, se posicionaba un manguito de esfigmoman&#243;metro convencional de columna de mercurio. Mientras tanto, otro evaluador, que hasta ese momento no hab&#237;a participado del procedimiento, obten&#237;a un valor de la PA. El evaluador posicion&#243; el brazo del individuo en la altura del coraz&#243;n apoy&#225;ndolo. El protocolo experimental se puede visualizar en la <xref ref-type="fig" rid="es09f01-body3">Figura 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es09f01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>En el intento de estandarizar la t&#233;cnica de medici&#243;n, los individuos evaluados fueron orientados a poner el brazo derecho en posici&#243;n supina, con la mano apoyada en el manillar del cicloerg&#243;metro, siempre que el aparato Tango&#153; empezaba a insuflar. La medici&#243;n realizada con el esfigmoman&#243;metro convencional es estandarizada en nuestro grupo de investigaci&#243;n, de modo a realizarse inflando el manguito hasta aproximadamente 30 mm Hg arriba de la PAS previamente conocida del individuo y, desde ah&#237;, desinflando el manguito a una tasa de 2 a 4 mm Hg/s.</p>
      <p>Seg&#250;n las caracter&#237;sticas del cicloerg&#243;metro utilizado en el estudio, en los tres primeros minutos, la carga aumenta progresivamente hasta alcanzar la carga establecida, que es entonces mantenida hasta el 15&#186; minuto del ejercicio. La carga en el cicloerg&#243;metro era individualmente establecida en funci&#243;n de la prueba de ejercicio cardiopulmonar m&#225;ximo y de las sesiones anteriores del PES, de modo que se alcanzara el &#225;rea de objetivo propuesta de FC para entrenamiento aer&#243;bico.</p>
      <p>Posteriormente, 6 individuos (el 20% de la muestra seleccionada para el estudio) se reevaluaron, con un intervalo de una semana entre las dos evaluaciones, en horarios semejantes y en las mismas condiciones de uso de medicaci&#243;n regular.</p>
      <p>
        <bold>Estad&#237;stica</bold>
      </p>
      <p>Para la descripci&#243;n de los datos de la muestra, se utilizaron promedio, desviaci&#243;n-est&#225;ndar y valores m&#237;nimos y m&#225;ximos o porcentajes. En los procedimientos inferenciales, la variabilidad de los resultados se expresa mediante el error est&#225;ndar del promedio. Para la comparaci&#243;n de los promedios de los valores de FC y de PA en cada uno de los intervalos de tiempo elegidos, se utiliz&#243; la ANOVA para mediciones repetidas, seguida de la prueba de Bonferroni para localizar las diferencias. Para la comparaci&#243;n de las mediciones de la PA entre los dos aparatos y tambi&#233;n en las comparaciones entre los resultados de PA en las dos evaluaciones, se utilizaron la prueba-<italic>t</italic> emparejada, y se obtuvieron los respectivos coeficientes de correlaci&#243;n. Diagramas de Bland-Altman tambi&#233;n se obtuvieron para evaluar la reproductibilidad de las mediciones. El tama&#241;o m&#237;nimo de la muestra se calcul&#243; como igual a 29, estimado a partir de la variaci&#243;n esperada de 5 mm Hg en las mediciones de PA a lo largo del ejercicio de intensidad moderada y constante. Los c&#225;lculos estad&#237;sticos se realizaron en el GraphPad Prism versi&#243;n 5 (GraphPad, Estados Unidos de Am&#233;rica) y el nivel de significancia se estableci&#243; en el 5%.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas</bold>
      </p>
      <p>El promedio de edad de los 30 individuos evaluados fue de 65 &#177; 11 a&#241;os, variando entre 46 y 86 a&#241;os de edad, con estatura de 170 &#177; 6,5 cm y peso de 79 &#177; 6,5 kg. El 70% de la muestra presentaba enfermedad arterial coronaria, de estos, diez individuos hab&#237;an sido sometidos a revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, y la mitad de los individuos de la muestra pose&#237;a diagn&#243;stico y se trataba para hipertensi&#243;n arterial.</p>
      <p>En cuanto al empleo de medicaciones antihipertensivas, se observ&#243; que los &#223;-bloqueantes eran los m&#225;s utilizados, seguidos por los inhibidores de la enzima conversora de angiotensina (IECA), en el 57% y el 43% de la muestra, respectivamente.</p>
      <p>La PA sist&#243;lica (PAS), la PA diast&#243;lica (PAD) y la FC en reposo eran, respectivamente, 125 &#177; 14, 68 &#177; 8 mm Hg y 65 &#177; 10 lpm.</p>
      <p>
        <bold>PA y FC en el ejercicio</bold>
      </p>
      <p>La parte superior de la <xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figura 2</xref> muestra que la FC aumenta a lo largo de los 15 minutos de ejercicio con carga constante en el cicloerg&#243;metro, inicialmente de forma m&#225;s r&#225;pida (p &lt; 0,05) y, despu&#233;s, de forma m&#225;s gradual. De ese modo, los valores difer&#237;an cuando comparados a los averiguados en el 3<sup>er</sup> minuto, 95 &#177; 2,4 lpm, alcanzando en el 7&#186;, 9&#186;, 11&#186; y 13&#186; minuto, los valores de 102 &#177; 2,7 lpm, 104 &#177; 2,9 lpm, 105, &#177; 3,2 lpm y 107 &#177; 3,2 lpm, respectivamente.</p>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>En la <xref ref-type="fig" rid="es09f01-body3">Figura 1</xref> est&#225; presentado el incremento de la PAS hasta el 7&#186; minuto de ejercicio (p &lt; 0,05), cuando, desde ah&#237;, los valores se mantienen estables (p &gt; 0,05), espec&#237;ficamente entre el 9&#186; y el 13&#186; minuto de ejercicio, cuando resultaron virtualmente id&#233;nticos. Ya la PAD present&#243; comportamiento estable durante todo el ejercicio, no habiendo diferencia en los valores recolectados entre el 3&#186; y el 13&#186; minuto (p &gt; 0,05).</p>
      <p>
        <bold>Mediciones digital y convencional de la PA en el ejercicio</bold>
      </p>
      <p>Otra observaci&#243;n obtenida en los instantes finales del ejercicio permiti&#243; comparar las mediciones digital y convencional de la PA, verific&#225;ndose valores semejantes para la PAS - 163 &#177; 4,5 <italic>versus</italic> 162 &#177; 4,3 mm Hg (p &gt; 0,05) - y discretamente distintas para la PAD - 72 &#177; 2,4 <italic>versus</italic> 78 &#177; 2,3 mm Hg (p &gt; 0,05).</p>
      <p>Los diagramas de dispersi&#243;n en las dos mediciones para PAS y PAD est&#225;n presentados en las <xref ref-type="fig" rid="f3-body3">Figuras 3</xref> y <xref ref-type="fig" rid="f4-body3">4</xref>, con coeficientes de correlaci&#243;n bastante semejantes de, respectivamente, 0,83 y 0,84. La diferencia entre las mediciones de PAS llevadas a cabo con los esfigmoman&#243;metros digital y convencional excedi&#243; 10 mm Hg en 13 individuos (m&#225;s de 10% en cinco casos). Con relaci&#243;n a la PAD, esa misma diferencia fue encontrada en 9 individuos.</p>
      <fig id="f3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf03-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf04-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Reevaluaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La repetici&#243;n del protocolo en 6 individuos mostr&#243; valores muy similares en las diversas mediciones obtenidas a lo largo de los 15 minutos de ejercicio. Los valores en el 13&#186; minuto para PAS (p = 0,31) y para PAD (p = 0,53) no difer&#237;an, sino como tambi&#233;n presentaron correlaciones expresivas - r de 0,99 para PAS (p &lt; 0,05) y r de 0,65 para PAD (p &gt; 0,05). La semejanza entre los resultados puede ser m&#225;s bien visualizada por los respectivos diagramas de Bland-Altman (<xref ref-type="fig" rid="f5-body3">Figuras 5</xref> y <xref ref-type="fig" rid="f6-body3">6</xref>).</p>
      <fig id="f5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf05-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f6-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0045-00009-gf06-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El posicionamiento del <italic>American College of Sports Medicine</italic><sup>10</sup> sobre ejercicio e hipertensi&#243;n y la Directriz Brasile&#241;a de Hipertensi&#243;n<sup>11</sup> incentivan la pr&#225;ctica de ejercicio f&#237;sico regular para portadores de HAS y de otras enfermedades cardiovasculares. Esa recomendaci&#243;n propone la realizaci&#243;n de ejercicios aer&#243;bicos en la mayor&#237;a de los d&#237;as, por 30 minutos como m&#237;nimo, en una intensidad moderada.</p>
      <p>Aunque se recomiendan medir con regularidad la FC, sorprendentemente, no hay - ni en esos documentos anteriormente mencionados, ni en aquel en que la Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a normaliza los procedimientos para sesiones de ejercicio bajo supervisi&#243;n y programas de rehabilitaci&#243;n cardiaca<sup>12</sup> - cualquier menci&#243;n sobre una sistematizaci&#243;n de la medici&#243;n de PA durante un ejercicio aer&#243;bico (intensidad moderada y constante con duraci&#243;n igual o superior a diez minutos), tanto a valores-l&#237;mite como el momento en que se debe averiguar esa medici&#243;n.</p>
      <p>Diversos autores<sup>13-15</sup> estudiaron el comportamiento de las variables cardiovasculares durante ejercicios prolongados de intensidad moderada, destac&#225;ndose el concepto de <italic>cardiovascular drift</italic>, descrito, originariamente, por Saltin et al<sup>16</sup> en 1964, y que corresponde al discreto, sin embargo sistem&#225;tico, aumento progresivo de la FC con el ejercicio.</p>
      <p>Seg&#250;n Ara&#250;jo<sup>7</sup>, en ejercicio realizado en cicloerg&#243;metro con intensidad del 80% del umbral anaer&#243;bico individual por adultos j&#243;venes y sanos, habr&#237;a un incremento de, aproximadamente, 0,6 lpm para cada minuto de ejercicio a partir del 10&#186; minuto. El resultado obtenido en el presente estudio, una variaci&#243;n promedio de tres latidos entre el 9&#186; y el 13&#186; minutos de ejercicio, es bastante semejante al encontrado por Ara&#250;jo<sup>7</sup>.</p>
      <p>Ese aumento de la FC ser&#237;a resultado de un descenso del volumen sist&#243;lico, objetivar&#237;a minimizar una reducci&#243;n del gasto cardiaco y ser&#237;a influenciado por la actividad simp&#225;tica, por la temperatura corporal y por la redistribuci&#243;n del flujo sangu&#237;neo perif&#233;rico, pudiendo resultar en una discreta reducci&#243;n de la PAS tras 15 minutos de ejercicio. Interesantemente, aunque en la gran mayor&#237;a de las situaciones de ejercicio bajo supervisi&#243;n para cardi&#243;patas el ejercicio constante tiene una duraci&#243;n m&#225;s t&#237;pica de 10 a 30 minutos, el comportamiento de la PA en esa situaci&#243;n es virtualmente desconocido.</p>
      <p>Si por una parte la cuantificaci&#243;n de la FC en el ejercicio es mucho m&#225;s sencilla, siendo posible efectuarla de modo no invasivo, continuamente, con alta fiabilidad y coste bastante bajo, el mismo no ocurre con la PA. La medici&#243;n invasiva y sofisticada de alta calidad no se aplica, sin embargo, a las situaciones cotidianas de los programas de ejercicio bajo supervisi&#243;n o de rehabilitaci&#243;n cardiaca. Aparatos que permiten la medici&#243;n continua y no invasiva de la PA - latido-a-latido - son poco pr&#225;cticos, de coste elevado y sujetos a interferencias y dificultades t&#233;cnicas que hacen inviable su uso frecuente en situaciones de ejercicio m&#225;s prolongado.</p>
      <p>De esa forma, en la pr&#225;ctica cl&#237;nica, se averigua la medici&#243;n de la PA durante el ejercicio de forma discontinua (en general, solamente una &#250;nica medici&#243;n para un ejercicio de intensidad constante y moderada con duraci&#243;n entre 10 y 30 minutos), utiliz&#225;ndose esfigmoman&#243;metros convencionales y t&#233;cnica auscultatoria en condiciones de ejercicio realizada por un profesional espec&#237;ficamente entrenado en esa medici&#243;n. A&#250;n teniendo en cuenta las dificultades espec&#237;ficas de los esfigmoman&#243;metros aneroides mec&#225;nicos para situaciones de ejercicio, la gran mayor&#237;a de los servicios que controlan la PA durante el ejercicio utiliza los esfigmoman&#243;metros de columna de mercurio.</p>
      <p>En los &#250;ltimos a&#241;os, el empleo de esfigmoman&#243;metros de mercurio ha sido objeto de cr&#237;ticas debido a sus posibles implicaciones ambientales, notadamente en pa&#237;ses europeus<sup>17</sup>, aunque, en el Brasil, la tem&#225;tica no ha sido m&#225;s ampliamente discutida todav&#237;a. Aparatos con tecnolog&#237;a digital han sido lanzados al mercado desde hace algunas d&#233;cadas, objetivando, primariamente, la poblaci&#243;n lega, sin embargo, m&#225;s recientemente, proponi&#233;ndose a atender a los est&#225;ndares de calidad m&#225;s alta con nivel de fiabilidad compatible con el empleo cl&#237;nico pleno<sup>18</sup>. No obstante, esa cuesti&#243;n sigue abierta a discusi&#243;n y est&#225; lejos de ser consensual, con muchos consider&#225;ndola ese m&#233;todo centenario y cl&#225;sico de medici&#243;n, como el "patr&#243;n-oro" en el control de la PA<sup>19-21</sup>.</p>
      <p>Una cuesti&#243;n que ha sido poco discutida en la utilizaci&#243;n de la tecnolog&#237;a digital para la averiguaci&#243;n de la PA es la validez de la medici&#243;n realizada durante condiciones de ejercicio. Llevar a cabo esta medici&#243;n representa algunos desaf&#237;os adicionales - aun para profesionales expertos - que resultan de FC m&#225;s alta, movimiento y posici&#243;n del brazo, ruidos ambientales, inclusive aquellos asociados al aparato en el que se est&#225; utilizando en el ejercicio.</p>
      <p>Cameron et al<sup>8</sup> presentaron una cuesti&#243;n en la que emplearon un esfigmoman&#243;metro digital (Tango), previamente validado por el <italic>Food and Drug Administration</italic> (FDA), y compararon sus mediciones de PA con los valores obtenidos de modo invasivo, logrando resultados bastante favorables en individuos sometidos a prueba de ejercicio con protocolo de Bruce modificado en cinta rodante.</p>
      <p>Ese aparato utiliza un recurso adicional para reducir o eliminar los artefactos y ruidos que dificultan o no hacen viable la medici&#243;n de la PA en condiciones de ejercicio. La obtenci&#243;n de mediciones v&#225;lidas de PA por ese esfigmoman&#243;metro digital durante el ejercicio se volvi&#243; posible por un ingenioso proceso de selecci&#243;n de los sonidos obtenidos por la amplificaci&#243;n de los sonidos de Korotkoff por micr&#243;fono embutido en el manguito por medio de la obtenci&#243;n simult&#225;nea de una se&#241;al de electrocardiograma a trav&#233;s de electrodos posicionados en el t&#243;rax de los individuos. De esa forma, se permite al aparato seleccionar cuales sonidos son verdaderos o resultantes de artefactos y ruidos externos irrelevantes, resultando en mediciones v&#225;lidas y fiables.</p>
      <p>Al menos en el contexto del presente estudio, la cicloergometr&#237;a de miembros inferiores, los promedios de las mediciones de PA con esfigmoman&#243;metros digital y convencional no difirieron y resultaron fuertemente asociadas. En un porcentaje muy peque&#241;o de casos (&lt; 20%), las diferencias suplantaron 10 mm Hg, sin que se haya definido un est&#225;ndar uniforme de sub o s&#250;per estimaci&#243;n de uno de los esfigmoman&#243;metros, y podr&#237;an tener alguna relevancia cl&#237;nica.</p>
      <p>Adem&#225;s, las mediciones digitales tambi&#233;n resultaron bastante reproductibles cuando se las repitieron con un intervalo de una semana. Vale, sin embargo, resaltar que en algunos raros casos (&lt; 5% de individuos) no fue posible obtenerse mediciones de la PA con el aparato digital. Eso ocurri&#243; en un individuo en uso de marcapaso y en un otro extremamente obeso, probablemente por dificultades en la identificaci&#243;n de la onda R del electrocardiograma.</p>
      <p>Por otro lado, raras extras&#237;stoles aisladas no parecen influir de modo importante en la obtenci&#243;n de las mediciones digitales de PA. La medici&#243;n digital parece ser todav&#237;a extremamente reproductible en mediciones repetidas y secuenciales en un mismo individuo, y las peque&#241;as diferencias individuales no parecen ser cl&#237;nicamente relevantes.</p>
      <p>El presente estudio no tuvo por objeto evaluar o comparar ventajas operacionales y viabilidad econ&#243;mica en la incorporaci&#243;n rutinaria del aparato digital utilizado en PES o en situaciones de prueba de ejercicio.</p>
      <p>Los resultados comparativos entre las mediciones digital y convencional de PAD fueron distintos de aquellos observados en la PAS. La PAD medida por el esfigmoman&#243;metro digital fue cerca de 6 mm Hg m&#225;s baja que el valor medido por evaluador experto, utilizando un esfigmoman&#243;metro convencional de columna de mercurio.</p>
      <p>Se sabe que el criterio preciso para la medici&#243;n de la PAD siempre fue un desaf&#237;o, ya que, al contrario del inicio de un sonido claro y repetitivo que caracteriza la primera fase de los sonidos de Korotkoff cuando se mide la PAS, no hay un consenso si la PAD corresponde mejor al amortiguamiento del sonido y al cambio del est&#225;ndar del sonido o a su completo desaparecimiento<sup>22</sup>, ese eventualmente ausente en condiciones de ejercicio.</p>
      <p>Teniendo en cuenta ese &#250;ltimo aspecto, la estandarizaci&#243;n de la medici&#243;n de la PAD en el esfuerzo por nuestro grupo se hace con el amortiguamiento o por el cambio de tonalidad, lo que quiz&#225; justifique la diferencia significativa, sin embargo cl&#237;nicamente poco relevante, de 6 mm Hg en la medici&#243;n de la PAD, que, inclusive, no var&#237;a a lo largo del ejercicio de intensidad moderada y constante con 15 minutos de duraci&#243;n. De acuerdo con esa discusi&#243;n, la reproductibilidad de la medici&#243;n de PAD result&#243; m&#225;s baja que la de PAS.</p>
      <p>Seg&#250;n el protocolo y la muestra del presente estudio, hay algunas limitaciones que se deben considerar: a) no es posible asegurar que, en ejercicios de intensidad moderada y constante con duraci&#243;n superior a 15 minutos, la PAS y la PAD se mantendr&#225;n indefinidamente constantes a partir del 7&#186; minuto de ejercicio; b) es posible que, en ambientes clim&#225;ticamente desfavorables, con niveles m&#225;s altos de temperatura y de humedad ambiente, capaces de inducir alg&#250;n grado de deshidrataci&#243;n, el comportamiento de la PA pueda ser diferente; c) las mediciones con esfigmoman&#243;metro digital se obtuvieron en ejercicios hechos en cicloerg&#243;metros, sin que se haya estudiado el comportamiento de la PA durante esfuerzo en estera rodante o en otros aparatos y d) en pacientes hipertensos sin control cl&#237;nico adecuado, es posibles que respuestas distintas puedan obtenerse.</p>
      <p>Conforme se&#241;alado anteriormente, la literatura es muy limitada en la descripci&#243;n del comportamiento de la PA durante ejercicios constantes de duraci&#243;n de 10 a 20 minutos, forma m&#225;s frecuente en sesiones de ejercicio, en comparaci&#243;n a exhaustiva descripci&#243;n de la respuesta de la presi&#243;n arterial al ejercicio sub m&#225;ximo.</p>
      <p>El empleo de un esfigmoman&#243;metro digital de alta tecnolog&#237;a y previamente validado para condiciones de ejercicio en el presente estudio posibilit&#243; controlar, de modo eficaz, la posibilidad de variaciones intraevaluador en las mediciones de PAS y PAD, condici&#243;n fundamental para la obtenci&#243;n de los resultados del estudio. Ese abordaje es original y permite considerar que las eventuales variaciones obtenidas en las lecturas de PAS y PAD durante el esfuerzo eran debidas &#250;nicamente a las respuestas fisiol&#243;gicas, sin cualquier influencia del m&#233;dico-evaluador.</p>
      <p>Teniendo todo ello en cuenta, el presente estudio trae un aporte importante para el corpus de conocimiento, sobretodo en el &#225;rea de rehabilitaci&#243;n cardiaca y de programas de ejercicios bajo supervisi&#243;n: en ejercicio en cicloerg&#243;metros de miembros inferiores y con carga constante, se puede averiguar la medici&#243;n de la PA, sin cualquier da&#241;o, a partir del 7&#186; minuto de ejercicio, visto que no sufrir&#225; cambio significativo hasta el final del ejercicio.</p>
      <p>Con base en esa informaci&#243;n, se pretende contribuir a la mejora de la calidad de la informaci&#243;n y la mayor seguridad cl&#237;nica, espec&#237;ficamente para aquellos individuos que necesitan un seguimiento m&#225;s estrecho de sus variables hemodin&#225;micas durante la sesi&#243;n de ejercicio.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Por fin, se concluye que en ejercicios realizados en cicloerg&#243;metro de miembros inferiores y con intensidad moderada y constante por 15 minutos de duraci&#243;n, la PA tiende a subir inicialmente, alcanzando un nivel alrededor del 7&#186; minuto, obteniendo en adelante valores cl&#237;nica y estad&#237;sticamente semejantes de PAS.</p>
      <p>Las mediciones realizadas con esfigmoman&#243;metro digital resultaron fiables y reproductibles, conforme evidenciado durante la reevaluaci&#243;n de los individuos realizada una semana m&#225;s tarde.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Soporte financiero parcial del CNPq: Dr. Claudio Gil Soares de Ara&#250;jo es becario de productividad en investigaci&#243;n nivel 1A, y Emanuel Couto y Pl&#237;nio Ramos son becarios de maestr&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue parcialmente financiado por el CNPq.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Emanuel Couto Furtado por el Programa de Postgrado en Educaci&#243;n F&#237;sica de la Universidad Gama Filho.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
