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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
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        <article-title>&#205;ndice de massa corporal como marcador de dislipidemia em crian&#231;as</article-title>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A obesidade associa-se, com grande frequ&#234;ncia, a condi&#231;&#245;es como dislipidemias e diabete. OBJETIVO: Verificar valor diagn&#243;stico dos pontos de corte propostos pela International Obesity Task Force (IOTF) e Conde &amp; Monteiro (C&amp;M) para a triagem e identifica&#231;&#227;o de dislipidemias em crian&#231;as entre 10 e 12 anos de idade. M&#201;TODOS: Determinou-se o &#205;ndice de Massa Corporal (IMC) de 374 crian&#231;as da rede de ensino da cidade de Santa Maria-RS, selecionadas de forma estratificada, de uma popula&#231;&#227;o de 4.083 crian&#231;as. Os n&#237;veis lip&#237;dicos (padr&#227;o de refer&#234;ncia) foram determinados por meio da an&#225;lise do colesterol total (CT), LDL-C, HDL-C e triglicer&#237;deos (TG). Para classifica&#231;&#227;o do IMC utilizaram-se os pontos de corte da IOTF e de C&amp;M. Utilizou-se a estat&#237;stica descritiva e an&#225;lise de sensibilidade e especificidade. RESULTADOS: As preval&#234;ncias de excesso de peso diferiram estatisticamente entre ambas as propostas (24,7% e 28,6% para IOTF e C&amp;M, respectivamente). Observou-se variada sensibilidade (33% a 83%) e especificidade (62% a 80%) entre os pontos de corte utilizados para detec&#231;&#227;o de dislipidemias. O porcentual de falso-negativos foi inferior aos de falso-positivos. CONCLUS&#195;O: As propostas podem ser utilizadas para triagem de CT e LDL-C elevados no sexo masculino. Na identifica&#231;&#227;o de sujeitos sem dislipidemia, tanto a classifica&#231;&#227;o da IOTF como a de C&amp;M podem ser utilizadas, uma vez que apresentaram elevada especificidade.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>&#205;ndice de massa corporal</kwd>
        <kwd>estudantes</kwd>
        <kwd>sensibilidade e especificidade</kwd>
        <kwd>dislipidemias</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
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        <year>2009</year>
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  <body><p>ARTIGO ORIGINAL </p><p> DISLIPIDEMIAS</p><p><bold>&#205;ndice de massa corporal como marcador de dislipidemia em crian&#231;as</bold></p><p><bold>Cl&#225;udia Cruz Lunardi; &#201;dio Luiz Petroski</bold></p><p>Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&#243;polis, SC - Brasil</p><p><xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref></p><p><bold>RESUMO</bold></p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A obesidade associa-se, com grande frequ&#234;ncia, a condi&#231;&#245;es como dislipidemias e diabete. <p content-type="break"><bold>OBJETIVO:</bold> Verificar valor diagn&#243;stico dos pontos de corte propostos pela International Obesity Task Force (IOTF) e Conde &amp; Monteiro (C&amp;M) para a triagem e identifica&#231;&#227;o de dislipidemias em crian&#231;as entre 10 e 12 anos de idade. </p><p content-type="break"><bold>M&#201;TODOS:</bold> Determinou-se o &#205;ndice de Massa Corporal (IMC) de 374 crian&#231;as da rede de ensino da cidade de Santa Maria-RS, selecionadas de forma estratificada, de uma popula&#231;&#227;o de 4.083 crian&#231;as. Os n&#237;veis lip&#237;dicos (padr&#227;o de refer&#234;ncia) foram determinados por meio da an&#225;lise do colesterol total (CT), LDL-C, HDL-C e triglicer&#237;deos (TG). Para classifica&#231;&#227;o do IMC utilizaram-se os pontos de corte da IOTF e de C&amp;M. Utilizou-se a estat&#237;stica descritiva e an&#225;lise de sensibilidade e especificidade. </p><p content-type="break"><bold>RESULTADOS:</bold> As preval&#234;ncias de excesso de peso diferiram estatisticamente entre ambas as propostas (24,7% e 28,6% para IOTF e C&amp;M, respectivamente). Observou-se variada sensibilidade (33% a 83%) e especificidade (62% a 80%) entre os pontos de corte utilizados para detec&#231;&#227;o de dislipidemias. O porcentual de falso-negativos foi inferior aos de falso-positivos. </p><p content-type="break"><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> As propostas podem ser utilizadas para triagem de CT e LDL-C elevados no sexo masculino. Na identifica&#231;&#227;o de sujeitos sem dislipidemia, tanto a classifica&#231;&#227;o da IOTF como a de C&amp;M podem ser utilizadas, uma vez que apresentaram elevada especificidade. </p><p><bold>Palavras-chave: </bold> &#205;ndice de massa corporal, estudantes, sensibilidade e especificidade, dislipidemias.</p>     <p><bold>Introdu&#231;&#227;o</bold></p> <p>A obesidade tem grande impacto sobre as doen&#231;as cardiovasculares por associar-se com grande frequ&#234;ncia a condi&#231;&#245;es tais como: dislipidemia, hipertens&#227;o arterial, resist&#234;ncia a insulina e diabete<sup>1,2</sup>. O aumento em n&#237;veis epid&#234;micos do excesso de peso infantil parece ser o fen&#244;meno que apresenta maior influ&#234;ncia sobre mudan&#231;as negativas no perfil lip&#237;dico (n&#237;veis elevados de colesterol total - CT, triglicer&#237;deos - TG, <italic>low density cholesterol</italic> - LDL-C e n&#237;veis baixos de <italic>high density cholesterol</italic> - HDL-C) em crian&#231;as e adolescentes<sup>3,4</sup>.</p> <p>Estudos epidemiol&#243;gicos t&#234;m avaliado, tradicionalmente, o excesso de peso<sup>5</sup> por meio do &#237;ndice de massa corporal (IMC)<sup>6,7</sup>. Curvas de IMC para crian&#231;as e adolescentes foram propostas pela <italic>International Obesity Task Force</italic> (IOTF), modeladas a partir de um agregado de popula&#231;&#245;es de diferentes pa&#237;ses, incluindo o Brasil<sup>8</sup>. A partir dessas curvas, a identifica&#231;&#227;o de crian&#231;as e adolescentes em risco de sobrepeso e obesidade teria como pontos de cortes os IMC 25 e 30 kg/m&#178;, respectivamente, adaptados para cada faixa et&#225;ria e sexo.</p> <p>Recentemente, Conde e Monteiro<sup>9</sup> (C&amp;M) delimitaram valores de IMC para crian&#231;as e adolescentes brasileiros. Os dados foram extra&#237;dos da Pesquisa Nacional de Nutri&#231;&#227;o e Sa&#250;de de 1989, cujo objetivo principal foi a verifica&#231;&#227;o do estado de sa&#250;de e nutri&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o. Da mesma forma que a IOTF, C&amp;M utilizaram os valores cr&#237;ticos de 25 e 30 kg/m&#178; para sobrepeso e obesidade, respectivamente, da idade adulta.</p> <p>A preocupa&#231;&#227;o em estabelecer a sensibilidade e a especificidade do IMC, em rela&#231;&#227;o &#224;s dislipidemias, &#233; justificada pelo fato de que, na teoria, os pontos de corte do IMC deveriam identificar o momento no qual o risco &#224; sa&#250;de aumenta em raz&#227;o do in&#237;cio da obesidade<sup>8</sup>. O conhecimento desses valores de refer&#234;ncia &#233; particularmente &#250;til na detec&#231;&#227;o do risco de desenvolvimento de doen&#231;as, tanto na vigil&#226;ncia nutricional quanto em estudos de diagn&#243;stico populacional<sup>10</sup>, com vantagem de n&#227;o necessitar de medidas invasivas.</p> <p>Assim, este estudo teve por objetivo verificar se os pontos de corte propostos pela IOTF e C&amp;M podem ser utilizados para triagem na identifica&#231;&#227;o de dislipidemias em crian&#231;as com idade entre 10 e 12 anos.</p>   <p><bold>M&#233;todos</bold></p> <p>Foram avaliados 374 sujeitos, selecionados aleatoriamente, estratificados por idade, sexo (208 meninas e 166 meninos) e rede de ensino (p&#250;blica e particular) do munic&#237;pio de Santa Maria - RS, nascidos no ano de 1994 (11,25&#177;0,28 anos). As coletas foram realizadas de agosto a dezembro de 2005.</p> <p>O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) (CAAE 0018.0.243.000-05). O termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) foi assinado pelos pais ou respons&#225;veis.</p> <p>A coleta sangu&#237;nea foi realizada por uma t&#233;cnica do Laborat&#243;rio de An&#225;lises Cl&#237;nicas da UFSM, entre 7h30min e 10h da manh&#227;. Coletaram-se 4 ml de sangue por pun&#231;&#227;o venosa a v&#225;cuo, ap&#243;s jejum de 12 horas, em frascos secos para dosagens bioqu&#237;micas. As an&#225;lises foram feitas pelo m&#233;todo colorim&#233;trico-enzim&#225;tico para as dosagens (CT, HDL-C e TG), utilizando o aparelho 917 <italic>Automatic Analyser Hitachi</italic> (Boehringer Mannhein). O LDL-C foi calculado pela f&#243;rmula: [(CTl - HDL-C)-(TG/5)].</p> <p>As medidas de massa corporal (MC) e estatura (EST) foram realizadas por apenas um avaliador<sup>11</sup>. Uma balan&#231;a, marca Plena, com resolu&#231;&#227;o de 100 g e um estadi&#244;metro de metal, marca Cardiomed, com resolu&#231;&#227;o de 1 cm, foram utilizados.</p> <p>A partir dos escores de MC e da EST, o IMC foi calculado: IMC (kg/m<sup>-2</sup>) = MC (kg)/EST<sup>2</sup> (m).</p> <p>Para analisar a sensibilidade e a especificidade, adotaram-se os pontos de corte da IOTF e de C&amp;M (<xref ref-type="table" rid="t1">tab.1</xref>). Esses valores correspondem &#224;s refer&#234;ncias para o IMC de 25 e 30 kg/m<sup>2</sup>, adaptados para idade e sexo, para identifica&#231;&#227;o de sobrepeso e obesidade, respectivamente<sup>8,9</sup>. Consideraram-se como padr&#227;o de refer&#234;ncia para detec&#231;&#227;o de dislipidemias as an&#225;lises sangu&#237;neas de CT, HDL-C, LDL-C e TGl.</p> <table-wrap id="t1"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gt01.jpg"/></table-wrap>   <p>Como as classifica&#231;&#245;es da IOTF e C&amp;M usam nomenclaturas diferentes para sobrepeso, utilizar-se-&#225; neste estudo a terminologia "excesso de peso" com refer&#234;ncia a "sobrepeso+obesidade".</p> <p>Para categoriza&#231;&#227;o da proposta da IOTF, consideraram-se as crian&#231;as com idade de 10 a 10,25 anos como tendo 10 anos; 10,26 a 10,75 anos como 10,5 anos; 10,76 a 11,25 anos como 11 anos; 11,26 a 11,75 anos como 11,5 anos e 11,76 a 12 anos como 12 anos. J&#225; para C&amp;M, na qual a classifica&#231;&#227;o &#233; dada em meses, seguiu-se a seguinte disposi&#231;&#227;o: 10 a 10,25 anos com 120,5 meses; 10,26 a 10,75 anos com 126,5 meses; 10,76 a 11,25 anos com 132,5 meses; 11,26 a 11,75 anos com 138,5 meses e 11,76 a 12 anos com 144,5 meses.</p> <p>Para classifica&#231;&#227;o dos n&#237;veis lip&#237;dicos, foram considerados os valores de refer&#234;ncia sugeridos pela III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias<sup>12</sup>, para crian&#231;as e adolescentes (2 a 19 anos). Os valores desej&#225;veis s&#227;o: para CT &lt;170 mg/dl, HDL -C &gt;35 mg/dl, LDL -C &lt;110 mg/dl e TG &lt;130 mg/dl; valores lim&#237;trofes (classificados como normais neste estudo) para CT entre 170 e 199 mg/dl, LDL-C entre 110 e 129 mg/dl; valores aumentados para CT &gt; 200 mg/dL , LDL-C &gt; 130 mg/l e TG &gt; 130 mg/dl.</p> <p>Para a an&#225;lise da sensibilidade e da especificidade dos indicadores de excesso de gordura (IMC) em rela&#231;&#227;o aos n&#237;veis lip&#237;dicos alterados, foram considerados os casos falso-positivo, falso-negativo, negativo verdadeiro e positivo verdadeiro (<xref ref-type="fig" rid="f1">fig.1</xref>).</p> <fig id="f1"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gf01.jpg"/></fig>   <p>Os dados foram submetidos &#224; an&#225;lise do teste Kolgomorov-Smirnov para testar a normalidade. Utilizou-se a estat&#237;stica descritiva (m&#233;dia, desvio-padr&#227;o, valores m&#237;nimos e m&#225;ximos) e frequ&#234;ncia dos dados. As poss&#237;veis diferen&#231;as entre sexos foram avaliadas pelo teste "t" para amostras independentes, em raz&#227;o da normalidade dos dados. O teste Qui-quadrado foi utilizado para verificar poss&#237;veis diferen&#231;as entre as preval&#234;ncias de excesso de peso. Os pontos de corte para o IMC, na triagem de altera&#231;&#245;es lip&#237;dicas, foram propostos por meio da an&#225;lise da curva ROC (<italic>Receiver Operating Characteristic</italic>). Considerou-se um intervalo de confian&#231;a de 95%. As an&#225;lises foram realizadas no pacote estat&#237;stico SPSS Vers&#227;o 10.0</p> <p>Esta pesquisa foi financiada pelo Fundo de Incentivo &#224; Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (GAP n&#186; 017574).</p>   <p><bold>Resultados</bold></p> <p>Foram avaliadas 374 crian&#231;as, sendo 208 meninas (56%) e 166 meninos (44%). A fim de visibilizar as caracter&#237;sticas descritivas da amostra estudada, a <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref> apresenta a m&#233;dia, desvio-padr&#227;o, valores m&#237;nimos, m&#225;ximos das vari&#225;veis analisadas e preval&#234;ncia de altera&#231;&#245;es lip&#237;dicas.</p> <table-wrap id="t2"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gt02.jpg"/></table-wrap>   <p>Ao analisar as preval&#234;ncias de sobrepeso e obesidade em rela&#231;&#227;o aos autores, verificou-se, segundo IOTF, que 14,7% e 5,1% dos avaliados indicaram sobrepeso e obesidade, respectivamente. Porcentuais esses que diferiram estatisticamente (p&lt;0,05) da proposta de C&amp;M, na qual 21,4% dos sujeitos apresentaram sobrepeso e 7,2% obesidade. Encontrou-se maior ocorr&#234;ncia de excesso de peso ao se utilizar os pontos de corte de C&amp;M (28,6%) comparados a IOTF (19,8%). Nenhum caso de baixo peso foi observado em ambas as classifica&#231;&#245;es.</p> <p>A sensibilidade e a especificidade do IMC foram testadas em rela&#231;&#227;o aos escores dos n&#237;veis lip&#237;dicos, conforme apresentado na <xref ref-type="table" rid="t3">tabela 3</xref>. Observa-se uma elevada amplitude para as porcentagens da sensibilidade (27% - 93%) e especificidade (62% - 80%).</p> <table-wrap id="t3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gt03.jpg"/></table-wrap>   <p>Conforme a curva ROC, os pontos de corte ideais (melhor associa&#231;&#227;o entre sensibilidade e especificidade) para identifica&#231;&#227;o de altera&#231;&#245;es lip&#237;dicas para o sexo feminino e masculino, respectivamente, na faixa et&#225;ria em quest&#227;o, s&#227;o: CT (16,7 e 19,3 kg/m&#178;), HDL-C (19,9 e 14,0 kg/m&#178;), LDL-C (18,7 e 19,3 kg/m&#178;) e TG (19,3 e 19,3 kg/m&#178;). No sexo feminino, os pontos de corte sugeridos para LDL-C e CT s&#227;o bastante inferiores aos propostos para HDL-C e TG, mesmo aos valores normativos da IOTF e C&amp;M. No sexo masculino, &#233; observada maior variabilidade, com destaque para o HDL-C que se apresenta bastante inferior aos outros indicadores s&#233;ricos.</p>   <p><bold>Discuss&#227;o</bold></p> <p>As consequ&#234;ncias do colesterol elevado, somadas a outros fatores de risco constituem problema mundial de sa&#250;de p&#250;blica. Do ponto de vista cl&#237;nico, a vigil&#226;ncia e a detec&#231;&#227;o precoce dos fatores de risco associados a dislipidemias s&#227;o fatores primordiais nas a&#231;&#245;es preventivas com destaque para o excesso de peso em crian&#231;as, cujo controle por meio da obten&#231;&#227;o e manuten&#231;&#227;o do peso adequado para altura, sexo e idade &#233; fact&#237;vel em a&#231;&#245;es prim&#225;rias de aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de<sup>6</sup>.</p> <p>Este estudo utilizou as propostas da IOTF e C&amp;M para avalia&#231;&#227;o do estado nutricional de crian&#231;as. Encontrou-se diferen&#231;a estat&#237;stica significante (p&lt;0,05) nas preval&#234;ncias de sobrepeso e obesidade entre as classifica&#231;&#245;es. Conforme a IOTF, 14,7% e 5,1% dos sujeitos foram classificados como sobrepeso e obesos, respectivamente, e segundo C&amp;M essas preval&#234;ncias aumentam para 21,4% e 7,2%.</p> <p>A preval&#234;ncia de excesso de peso encontrada no presente estudo (19,8% e 28,6%, segundo IOTF e C&amp;M, respectivamente) corrobora estudos envolvendo crian&#231;as e adolescentes, realizados em S&#227;o Paulo<sup>14</sup> (29,55% - 11 a 17 anos) e em Pelotas<sup>15</sup> - RS (26,3% - 10 a 19 anos). Essas preval&#234;ncias s&#227;o superiores &#224;s encontradas no Rio de Janeiro<sup>16</sup> (4 a 18 anos) e Bras&#237;lia<sup>7</sup> (6 a 10 anos) (11,72% e 11,05%, respectivamente). Todavia, os estudos realizados em S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro utilizaram diferentes protocolos que os do presente estudo; Pelotas e Bras&#237;lia utilizaram a classifica&#231;&#227;o da IOTF.</p> <p>Observou-se variada sensibilidade (33% a 83%) e especificidade (62% a 80%) nas duas propostas analisadas (<xref ref-type="table" rid="t3">tab.3</xref>). A classifica&#231;&#227;o de C&amp;M apresentou valores de sensibilidade superiores a da IOTF para ambos os sexos, demonstrando que na identifica&#231;&#227;o de indiv&#237;duos doentes (dislipid&#234;mico), a proposta de C&amp;M apresenta maior poder de discrimina&#231;&#227;o.</p> <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; especificidade, a classifica&#231;&#227;o da IOTF apresentou maior valor diagn&#243;stico para o sexo feminino e C&amp;M para o sexo masculino na detec&#231;&#227;o de indiv&#237;duos n&#227;o doentes.</p> <p>Os valores FN foram baixos, para IOTF e C&amp;M, permitindo verificar que h&#225; incid&#234;ncia de sujeitos dislipid&#234;micos (doentes) considerados como eutr&#243;ficos. J&#225; os casos de FP foram elevados, sugerindo uma disposi&#231;&#227;o de ocorr&#234;ncia de dislipidemias em sujeitos n&#227;o-doentes. A possibilidade de classificar sujeitos como doentes quando na verdade n&#227;o o s&#227;o (FP) &#233; uma limita&#231;&#227;o tanto na proposta da IOTF como na de C&amp;M. No entanto, n&#227;o seria um grande problema, visto que crian&#231;as saud&#225;veis poderiam participar, juntamente com as doentes, de programas educacionais preventivos.</p> <p>Este estudo verificou o valor diagn&#243;stico dos pontos de corte propostos pela IOTF e C&amp;M, na identifica&#231;&#227;o de dislipidemias em crian&#231;as com idade entre 10 e 12 anos. O diagn&#243;stico precoce &#233; importante, visto que fatores de risco cardiovasculares s&#227;o caracter&#237;sticas que tendem a se manter at&#233; a fase adulta<sup>17</sup>. Os testes para triagem devem ser de baixo custo, de f&#225;cil aplica&#231;&#227;o, n&#227;o-invasivos e de alta sensibilidade (para minimizar o n&#250;mero de falso-negativos), j&#225; os testes para diagn&#243;stico necessitam apresentar maior especificidade<sup>18</sup></p> <p>No presente estudo, a classifica&#231;&#227;o da IOTF, como m&#233;todo de triagem para CT e LDL-C masculino, classificou erroneamente apenas uma crian&#231;a (FN) dentre 100, e como m&#233;todo diagn&#243;stico de dislipidemias no sexo feminino classificou 20 crian&#231;as como doentes quando na verdade n&#227;o o s&#227;o (FP). C&amp;M, por sua vez, classificaram apenas dois indiv&#237;duos errados em rela&#231;&#227;o &#224; CT e LDL-C masculino e quatro crian&#231;as do sexo feminino em rela&#231;&#227;o &#224; TG alterado (poder de triagem - FN).</p> <p>Em vista do exposto e seguindo recomenda&#231;&#245;es propostas por Tomkins<sup>19</sup>, sugere-se a utiliza&#231;&#227;o dos valores recomendados por C&amp;M para o planejamento e monitoramento nacional, uma vez que os pontos de corte s&#227;o oriundos de um conjunto de dados brasileiro e mostraram-se mais sens&#237;veis e espec&#237;ficos do que a proposta da IOTF, para detec&#231;&#227;o das dislipidemias.</p> <p>Ainda h&#225; lacunas na literatura no tocante a estudos envolvendo obesidade, doen&#231;as cardiovasculares e dislipidemias em popula&#231;&#245;es mais jovens, especialmente em rela&#231;&#227;o a m&#233;todos de triagem e diagn&#243;stico. Este estudo &#233; ainda preliminar no uso do IMC como marcador para dislipidemia infantil; no entanto, as pesquisas focalizando esse assunto certamente aumentar&#227;o, uma vez que altera&#231;&#245;es metab&#243;licas e consequ&#234;ncias oriundas da obesidade, antes evidentes apenas em adultos, s&#227;o cada vez mais observadas na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia<sup>20</sup>. A detec&#231;&#227;o de dislipidemias nessa faixa et&#225;ria &#233; essencial, visto que o n&#237;vel de colesterol infantil &#233; um preditor do n&#237;vel de colesterol na vida adulta<sup>21</sup>.</p> <p>Verificou-se no presente estudo que ambas as propostas podem ser utilizadas para triagem de CT e LDL-C elevado no sexo masculino, haja vista que apresentaram sensibilidade elevada (67% - 97%) e baixo porcentual de FN (0,6% - 1,2%), indicando que a cada 100 crian&#231;as apenas uma pode ser classificada como n&#227;o doente quando realmente &#233; dislipid&#234;mica. Em rela&#231;&#227;o ao sexo feminino, somente C&amp;M mostraram bom poder de triagem, sendo esse apenas para TG elevado.</p> <p>No diagn&#243;stico de sujeitos sem dislipidemia, tanto a classifica&#231;&#227;o da IOTF como a de C&amp;M podem ser utilizadas, uma vez que apresentaram elevada especificidade.</p>   <p><bold>Agradecimentos</bold></p> <p>Os autores agradecem a Cleci Menezes Moreira, respons&#225;vel pela an&#225;lise bioqu&#237;mica no Laborat&#243;rio de An&#225;lises Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Santa Maria, e Daniela Lopes dos Santos, co-orientadora, o aux&#237;lio e dedica&#231;&#227;o disponibilizados para a realiza&#231;&#227;o deste trabalho.</p> <p><bold>Potencial Conflito de Interesses</bold></p> <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p> <p><bold>Fontes de Financiamento</bold></p> <p>O presente estudo foi parcialmente financiado pelo Fundo de Incentivo a Pesquisa da Universidade de Santa Maria.</p> <p><bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold></p> <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o Mestrado de Cl&#225;udia Cruz Lunardi pela Universidade Federal de Santa Catarina.</p>                             <p><fn id="back" fn-type="corresp"><label><bold> Correspond&#234;ncia:</bold></label><p>Cl&#225;udia Cruz Lunardi  </p><p>SCRN 704/705 BL D Ent 26 / 401, Asa Norte </p><p> 70.730-640, Bras&#237;lia, DF - Brasil </p><p> E-mails: </p><p><email xlink:href="cclunardi@hotmail.com">cclunardi@hotmail.com</email>, </p><p><email xlink:href="claudialunardi@gmail.com">claudialunardi@gmail.com</email>, </p><p><email xlink:href="claudia_lunardi@yahoo.com.br">claudia_lunardi@yahoo.com.br</email></p></fn></p><p>Artigo enviado em 09/10/2007; revisado enviado em 07/11/2007; aceito em 26/02/2008.</p></body>
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            <name>
              <surname>Percih</surname>
              <given-names>RM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Abrodos</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Magana</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pablo</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Body mass index as a marker of dyslipidemia in children</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Obesity is very frequently associated with conditions such as dyslipidemia e diabetes. OBJECTIVE: To verify the diagnostic value of the cut-off points proposed by the International Obesity Task Force (IOTF) and Conde &amp; Monteiro (C&amp;M) for the screening and identification of dyslipidemia in children between 10 and 12 years of age. METHODS: The Body Mass Index (BMI) of 374 children of the school network of the city of Santa Maria-RS was ascertained. The children were selected in a stratified manner from a population of 4,083 children. Lipid levels (reference standard) were determined by means of analysis of total cholesterol (TC), LDL-C, HDL-C and triglycerides (TG). The cut-off points of the IOTF and C&amp;M were used to classify the BMI. Descriptive statistics and analysis of sensitivity and specificity were employed. RESULTS: There was a statistical difference in excess weight prevalence between both proposals (24.7% and 28.6% for IOTF and C&amp;M, respectively). A variation was observed in sensitivity (33% to 83%) and specificity (62% to 80%) between the cut-off points as to the detection of dyslipidemia. The percentage of false negatives was lower than the percentage of false positives. CONCLUSION: The proposals may be used to screen elevated TC and LDL-C in male individuals. Either the IOTF or the C&amp;M classification may be used to identify subjects without dyslipidemia, as these proposals presented high specificity.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Body mass index</kwd>
        <kwd>students</kwd>
        <kwd>sensitivity and specificity</kwd>
        <kwd>dyslipidemia</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Body Mass Index as a marker of dyslipidemia in children</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Cl&#225;udia Cruz Lunardi; &#201;dio Luiz Petroski</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&#243;polis, SC - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Obesity is very frequently associated with conditions such as dyslipidemia e diabetes.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To verify the diagnostic value of the cut-off points proposed by the International Obesity Task Force (IOTF) and Conde &amp; Monteiro (C&amp;M) for the screening and identification of dyslipidemia in children between 10 and 12 years of age.</p>
      <p><bold>METODS:</bold> The Body Mass Index (BMI) of 374 children of the school network of the city of Santa Maria-RS was ascertained. The children were selected in a stratified manner from a population of 4,083 children. Lipid levels (reference standard) were determined by means of analysis of total cholesterol (TC), LDL-C, HDL-C and triglycerides (TG). The cut-off points of the IOTF and C&amp;M were used to classify the BMI. Descriptive statistics and analysis of sensitivity and specificity were employed.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> There was a statistical difference in excess weight prevalence between both proposals (24.7% and 28.6% for IOTF and C&amp;M, respectively). A variation was observed in sensitivity (33% - 83%) and specificity (62% - 80%) between the cut-off points as to the detection of dyslipidemia. The percentage of false negatives was lower than the percentage of false positives.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The proposals may be used to screen elevated TC and LDL-C in male individuals. Either the IOTF or the C&amp;M classification may be used to identify subjects without dyslipidemia, as these proposals presented high specificity.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Body mass index; students; sensitivity and specificity, dyslipidemia.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Obesity has great impact on cardiovascular diseases because it is very frequently associated with conditions such as dyslipidemia, arterial hypertension, insulin resistance and diabetes<sup>1,2</sup>. Excess weight in children has been rising to epidemic levels and seems to be the phenomenon that presents the greatest influence on negative changes in the lipid profile (elevated levels of total cholesterol - TC, triglycerides - TG, low density cholesterol - LDL-C and low levels of high density cholesterol - HDL-C) in children and adolescents<sup>3,4</sup>.</p>
      <p>Epidemiologic studies have traditionally assessed excess weight<sup>5</sup> by means of the body mass index (BMI)<sup>6,7</sup>. BMI curves for children and adolescents have been proposed by the International Obesity Task Force (IOTF), and were modeled based on a population aggregate from different countries, including Brazil<sup>8</sup>. Based on these curves, the identification of children and adolescents at risk for overweight and obesity would have as cut-off points BMIs of 25 and 30 kg/m<sup>2</sup> respectively, both adapted for each age group and gender.</p>
      <p>Conde &amp; Monteiro<sup>9</sup> (C&amp;M) have recently established BMI values for Brazilian children e adolescents. The data was extracted from the National Survey on Nutrition and Health of 1989 which was designed to verify the population's health and nutritional conditions. Just like IOTF, C&amp;M used the critical values of 25 and 30 kg/m<sup>2</sup> for overweight and obesity respectively in adulthood.</p>
      <p>The concern about establishing the sensitivity and specificity of BMI relative to dyslipidemia is justified because in theory BMI cut-off points should identify the moment when the risk to health increases as obesity begins<sup>8</sup>. Knowledge of these reference values is particularly useful to detect the risk of developing diseases, both relative to nutritional surveillance and population-based studies of diagnosis<sup>10</sup>, with the advantage that it does not require invasive measures.</p>
      <p>Therefore this study was designed to verify if the cut-off points proposed by IOTF and C&amp;M can be used to screen and identify dyslipidemia in children aged between 10 and 12 years.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>We assessed 374 subjects who were randomly selected, and stratified by age, gender (208 girls and 166 boys) and school network (public or private) of the municipality of Santa Maria - RS, born in 1994 (11.25&#177;0.28 years). Sample collections were carried out between August and December 2005.</p>
      <p>The study was approved by the Research Ethics Committee of the Federal University of Santa Maria (UFSM) (CAAE 0018.0.243.000-05). The free and informed consent term (TCLE) was signed by the children's parents or guardian.</p>
      <p>The blood collection was carried out using a technique of the Clinical Analysis Laboratory of UFSM between 7:30 and 10 a.m. Four milliliters of blood were collected by venous puncture with vacuum tubes after 12 hours fast and placed in dry tubes for biochemical tests. The tests were conducted using the enzymatic colorimetric dosing method (TC, HDL-C and TG), using Hitachi's 917 Automatic Analyzer (Boehringer Mannhein). LDL-C was calculated using the following formula: [(TCl - HDL-C)-(TG/5)].</p>
      <p>Body mass (BM) and height (H) measurements were taken by one single evaluator<sup>k</sup>. A scale, of the Plena brand, with a resolution of 100 g and a metal stadiometer, of the Cardiomed brand, with a resolution of 1 cm were used.</p>
      <p>Based on BM and H scores, the BMI was calculated as follows: BMI (kg/m<sup>-2</sup>) = BM (kg) / H<sup>2</sup> (m).</p>
      <p>To analyze sensitivity and specificity the IOTF and C&amp;M cut-off points were adopted (<xref ref-type="table" rid="en05t01-body2">tab.1</xref>). These values correspond to the BMI reference values of 25 and 30 kg/m<sup>2</sup>, adapted for age and gender, to identify overweight and obesity, respectively<sup>8,9</sup>. Blood analyses of TC, HDL-C, LDL-C and TG<sup>l</sup> were considered as the reference standards for the detection of dyslipidemia.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en05t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Because the IOTF and C&amp;M use different nomenclatures for overweight, the term excess weight will be used in this study to refer to "overweight+obesity".</p>
      <p>In order to categorize IOTF's proposal, children from 10 to 10.25 years were considered as being 10 years old; 10.26 to 10.75 years as 10.5 years old; 10.76 to 11.25 years as 11 years old; 11.26 to 11.75 years as 11.5 years old and 11.76 to 12 years as 12 years old. As for C&amp;M, in which classification is done in months, we adopted the same criterion: 10 to 10.25 years as 120.5 months; 10.26 to 10.75 years as 126.5 months; 10.76 to 11.25 years as 132.5 months; 11.26 to 11.75 years as 138.5 months and 11.76 to 12 years as 144.5 months.</p>
      <p>In order to classify lipid levels, the reference values suggested by the 3<sup>rd</sup> Brazilian Guidelines on Dyslipidemia<sup>12</sup> for children and adolescents (2 to 19 years of age) were considered. The desirable values are: TC &lt;170 mg/dl, HDL -C &gt;35 mg/dl, LDL -C &lt;110 mg/dl and TG &lt;130 mg/dl; borderline values (classified as normal in this study) for TC between 170 and 199 mg/dl; LDL-C between 110 and 129 mg/dl; elevated values for TC &gt; 200 mg/dl; LDL-C &gt; 130 mg/l; and TG &gt; 130 mg/dl.</p>
      <p>To analyze the sensitivity and specificity of indicators of excess fat (BMI) relative to altered lipid levels, cases of false positive, false negative, true negative and true positive have been considered (<xref ref-type="fig" rid="en05f01-body2">fig.1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en05f01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The data were submitted to the Kolgomorov-Smirnov test to test normality. Descriptive statistics (mean, standard deviation, minimum and maximum values) and data frequency were used. Possible differences between the genders were assessed using the "t" test for independent samples in view of the normality of data. The chi-square test was used to verify possible differences between the prevalences of excess weight. BMI cut-off points in the screening for lipid alterations were proposed using the ROC (<italic>Receiver Operating Characteristic</italic>) curve analysis. A confidence interval of 95% was considered. The analyses were conducted in the SPSS Version 10.0 statistics package.</p>
      <p>This study was funded by the Research Support Fund of the Federal University of Santa Maria (GAP n&#186; 017574).</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The study assessed 374 children, of which 208 were girls (56%) and 166 were boys (44%). <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref> provides the descriptive characteristics of the sample including mean, standard deviation, minimum and maximum values of the variables analyzed and the prevalence of lipid alterations.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Upon analyzing the prevalences of overweight and obesity relative to these authors, we verified that, according to IOTF, 14.7% and 5.1% of the subjects assessed were overweight or obese, respectively. These percentages differed statistically (p&lt;0.05) from C&amp;M's proposal, in which 21.4% of the subjects presented overweight and 7.2% presented obesity. A greater occurrence of excess weight was found when the C&amp;M cut-off points (28.6%) were compared with the IOTF (19.8%) cut-off points. No case of low weight was observed in either one of the classifications.</p>
      <p>BMI sensitivity and specificity were tested relative to scores of lipid levels as presented in <xref ref-type="table" rid="en05t03-body2">table 3</xref>. A wide range of variation was observed for sensitivity (27% to 93%) and specificity (62% to 80%) percentages.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en05t03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>According to the ROC curve, the ideal cut-off points (best association between sensitivity and specificity) to identify lipid alterations for females and males respectively in the age group at hand are: TC (16.7 and 19.3 kg/m<sup>2</sup>); HDL-C (19.9 and 14.0 kg/m<sup>2</sup>); LDL-C (18.7 and 19.3 kg/m<sup>2</sup>); and TG (19.3 and 19.3 kg/m<sup>2</sup>). For females, the cut-off points suggested for LDL-C and TC are substantially lower than those proposed for HDL-C and TG, as well as than the normal values of IOTF and C&amp;M. In males, there was greater variability, especially for HDL-C which is lower than other serum indicators.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The consequences of elevated cholesterol in addition to other risk factors constitute a public health problem worldwide. From a clinical point of view, early surveillance and detection of risk factors associated with dyslipidemia are key factors for preventive actions especially those relative to excess weight in children. Excess weight in children can be controlled by helping children achieve and maintain adequate weight for height, gender and age through primary care actions<sup>6</sup>.</p>
      <p>This study used the IOTF and C&amp;M proposals to assess the nutritional condition of children. Among the classifications there was a statistically significant difference (p&lt;0.05) between the prevalences of overweight and obesity . According to IOTF, 14.7% and 5.1% of the subjects were classified as overweight and obese respectively; according to C&amp;M these prevalences increase to 21.4% and 7.2%.</p>
      <p>The prevalence of excess weight found in this study (19.8% and 28.6% according to IOTF and C&amp;M respectively) endorses studies involving children and adolescents that were conducted in S&#227;o Paulo<sup>n</sup> (29.55% - 11 to 17 years) and in Pelotas&#186; - RS (26.3% - 10 to 19 years). These prevalences are greater than those found in Rio de Janeiro<sup>p</sup> (4 to 18 years) and Bras&#237;lia<sup>7</sup> (6 to 10 years) (11.72% and 11.05% respectively). However, the studies conducted in S&#227;o Paulo and Rio de Janeiro used different protocols as compared with those used in this study; Pelotas and Bras&#237;lia used the IOTF classification.</p>
      <p>Varied sensitivity (33% to 83%) and specificity (62% to 80%) was observed in both proposals analyzed (<xref ref-type="table" rid="en05t03-body2">tab.3</xref>). The C&amp;M classification presented sensitivity values above those of IOTF's for both genders, demonstrating that the C&amp;M proposal presents greater discrimination power to identify ill subjects (with dyslipidemia).</p>
      <p>As for specificity, the IOTF classification presented greater diagnostic value for females while C&amp;M worked better for males as to the detection of non-ill subjects.</p>
      <p>FN values were low for IOTF and C&amp;M, thus allowing for the verification that there is incidence of dyslipidemic subjects (ill) who are considered eutrophic. There was a high number of FP, thus suggesting a trend towards the occurrence of dyslipidemia in non-ill subjects. The possibility of classifying subjects as ill when they are actually not so (FP) is a limitation of both the IOTF and C&amp;M proposals. However, this wouldn't present a great problem, since healthy children could participate, together with ill ones in preventive educational programs.</p>
      <p>This study verified the diagnostic value of the cut-off points proposed by IOTF and C&amp;M as to the identification of dyslipidemia in children aged between 10 and 12 years. Early diagnosis is important since cardiovascular risk factors are characteristics that tend to persist until adulthood<sup>17</sup>. Screening tests should be of low cost, easy to apply, non-invasive and with high sensitivity (to minimize the number of false negatives). Diagnostic tests, however, should present higher specificity<sup>18</sup>.</p>
      <p>In this study, according to the IOTF classification, when used as a screening method for TC and LDL-C in males, only one child out of 100 was wrongly classified (FN). As a dyslipidemia diagnostic method in females, it classified 20 children as ill when they are actually not ill (FP). C&amp;M, in turn, classified just two individuals wrongly relative to TC and LDL-C for males and four female children relative to altered TG (screening power - FN).</p>
      <p>In view of the above, and following recommendations proposed by Tomkins<sup>19</sup>, the values recommended by C&amp;M are recommended to implement planning and monitoring nationwide since the cut-off points are based on a Brazilian set of data and proved to be more sensitive and specific than the IOTF proposal as regards the detection of dyslipidemia.</p>
      <p>There are still gaps in the literature relative to studies involving obesity, cardiovascular diseases and dyslipidemia in younger populations, especially as concerns screening and diagnostic methods. This study is a preliminary one as concerns the use of BMI as a dyslipidemia marker in children; however, the number of studies focusing on this will certainly increase because metabolic alterations and the consequences of obesity, which used to be evident only in adults, are increasingly seen in childhood and adolescence<sup>20</sup>. The detection of dyslipidemia in this age group is essential since the cholesterol level in children is a predictor of the cholesterol level in adults<sup>21</sup>.</p>
      <p>This study also verified that both proposals can be used to screen elevated TC and LDL-C in males, since these proposals presented high sensitivity (67% to 97%) and low percentage of FN (0.6% to 1.2%), thus indicating that only one out of 100 children may be classified as non-ill when they are actually dyslipidemic. As concerns females, only C&amp;M proved to have a good screening power, and this only for elevated TG.</p>
      <p>In the diagnosis of subjects without dyslipidemia, both the IOTF and the C&amp;M classification can be used since both present high specificity.</p>
      <p>
        <bold>Acknowlegements</bold>
      </p>
      <p>The authors are thankful to Cleci Menezes Moreira who is responsible for biochemical tests in the Clinical Analysis Laboratory of the Federal University of Santa Maria and Daniela Lopes dos Santos, co-advisor, for their assistance and dedication during the development of this study.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by Fundo de Incentivo a Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Cl&#225;udia Cruz Lunardi, from Universidade Federal de Santa Catarina.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">&#205;ndice de masa corporal como marcador de dislipidemia en ni&#241;os</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La obesidad est&#225; asociada, con gran frecuencia, a condiciones como dislipidemias y diabetes. OBJETIVO: Verificar el valor diagn&#243;stico de los puntos de corte propuestos por la International Obesity Task Force (IOTF) y por Conde y Monteiro (C&amp;M) para el triage e identificaci&#243;n de dislipidemias en ni&#241;os entre 10 y 12 a&#241;os de edad. M&#201;TODOS: Se determin&#243; el &#237;ndice de masa corporal (IMC) de 374 ni&#241;os del sistema de ense&#241;anza de la ciudad de Santa Maria-RS, seleccionadas de forma estratificada, de una poblaci&#243;n de 4.083 ni&#241;os. Los niveles lip&#237;dicos (est&#225;ndar de referencia) se determinaron mediante an&#225;lisis de colesterol total (CT), LDL-C, HDL-C y de triglic&#233;ridos (TG). Para la clasificaci&#243;n del IMC se utilizaron los puntos de corte de la IOTF y de C&amp;M. Se emple&#243; el m&#233;todo de estad&#237;stica descriptiva y el an&#225;lisis de sensibilidad y especificidad. RESULTADOS: Las prevalencias de exceso de peso difirieron estad&#237;sticamente entre ambas propuestas (un 24,7% y un 28,6% para la IOTF y C&amp;M, respectivamente). Se observ&#243; que los puntos de corte utilizados para detectar las dislipidemias experimentaron una variaci&#243;n de la sensibilidad (del 33% al 83%) y de la especificidad (del 62% al 80%). El porcentaje de falsos negativos fue inferior al de falsos positivos. CONCLUSI&#211;N: Las propuestas se pueden emplear para triage de CT y LDL-C elevados en el sexo masculino. Una vez que presentaron elevada especificidad, en la identificaci&#243;n de los sujetos sin dislipidemia se pueden emplear tanto la clasificaci&#243;n de la IOTF como la de C&amp;M.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>&#205;ndice de masa corporal</kwd>
        <kwd>estudiantes</kwd>
        <kwd>sensibilidad y especificidad</kwd>
        <kwd>dislipidemias</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>&#205;ndice de masa corporal como marcador de dislipidemia en ni&#241;os</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Cl&#225;udia Cruz Lunardi e &#201;dio Luiz Petroski</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&#243;polis, SC - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>Resumen</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La obesidad est&#225; asociada, con gran frecuencia, a condiciones como dislipidemias y diabetes.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Verificar el valor diagn&#243;stico de los puntos de corte propuestos por la <italic>International Obesity Task Force</italic> (IOTF) y por Conde y Monteiro (C&amp;M) para el triage e identificaci&#243;n de dislipidemias en ni&#241;os entre 10 y 12 a&#241;os de edad.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se determin&#243; el &#237;ndice de masa corporal (IMC) de 374 ni&#241;os del sistema de ense&#241;anza de la ciudad de Santa Maria-RS, seleccionadas de forma estratificada, de una poblaci&#243;n de 4.083 ni&#241;os. Los niveles lip&#237;dicos (est&#225;ndar de referencia) se determinaron mediante an&#225;lisis de colesterol total (CT), LDL-C, HDL-C y de triglic&#233;ridos (TG). Para la clasificaci&#243;n del IMC se utilizaron los puntos de corte de la IOTF y de C&amp;M. Se emple&#243; el m&#233;todo de estad&#237;stica descriptiva y el an&#225;lisis de sensibilidad y especificidad.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Las prevalencias de exceso de peso difirieron estad&#237;sticamente entre ambas propuestas (un 24,7% y un 28,6% para la IOTF y C&amp;M, respectivamente). Se observ&#243; que los puntos de corte utilizados para detectar las dislipidemias experimentaron una variaci&#243;n de la sensibilidad (del 33% al 83%) y de la especificidad (del 62% al 80%). El porcentaje de falsos negativos fue inferior al de falsos positivos.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Las propuestas se pueden emplear para triage de CT y LDL-C elevados en el sexo masculino. Una vez que presentaron elevada especificidad, en la identificaci&#243;n de los sujetos sin dislipidemia se pueden emplear tanto la clasificaci&#243;n de la IOTF como la de C&amp;M. </p>
      <p><bold>Palabras-clave: </bold> &#205;ndice de masa corporal, estudiantes, sensibilidad y especificidad, dislipidemias.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La obesidad tiene un gran impacto sobre las enfermedades cardiovasculares por asociarse frecuentemente a condiciones como las que siguen: dislipidemia, hipertensi&#243;n arterial, resistencia a insulina y diabetes<sup>1,2</sup>. El aumento en niveles epid&#233;micos del exceso de peso infantil parece ser el fen&#243;meno que presenta mayor influencia sobre cambios negativos en el perfil lip&#237;dico (niveles elevados de colesterol total - C T, triglic&#233;ridos-TG, <italic>low density cholesterol</italic> - LDL-C y niveles bajos de <italic>high density cholesterol</italic> - HDL-C) en ni&#241;os y adolescentes<sup>3,4</sup>.</p>
      <p>Estudios epidemiol&#243;gicos han evaluado, tradicionalmente, el exceso de peso<sup>5</sup> por medio del &#237;ndice de masa corporal (IMC)<sup>6,7</sup>. Se tuvo en cuenta las curvas de IMC para ni&#241;os y adolescentes propuestas por la <italic>International Obesity Task Force</italic> (IOTF), modeladas a partir de un conjunto de poblaciones de diferentes pa&#237;ses, incluso el Brasil<sup>8</sup>. Desde esas curvas, la identificaci&#243;n de ni&#241;os y adolescentes en riesgo de sobrepeso y obesidad tendr&#237;a como puntos de cortes los IMC 25 y 30 kg/m&#178;, respectivamente, adaptados para cada grupo de edad y sexo.</p>
      <p>Recientemente, Conde y Monteiro<sup>9</sup> delimitaron valores de IMC para ni&#241;os y adolescentes brasile&#241;os. Los datos se extrajeron de la Investigaci&#243;n Nacional de Nutrici&#243;n y Salud de 1989, cuyo objetivo principal fue verificar el estado de salud y nutrici&#243;n de la poblaci&#243;n. As&#237; como la IOTF, C&amp;M utilizaron los valores cr&#237;ticos de 25 y 30 kg/m&#178; para sobrepeso y obesidad, respectivamente, de la edad adulta.</p>
      <p>La preocupaci&#243;n en establecer la sensibilidad y la especificidad del IMC, con relaci&#243;n a las dislipidemias, se justifica por el hecho de que, en teor&#237;a, los puntos de corte del IMC deber&#237;an identificar el momento en el cual el riesgo a la salud aumenta en raz&#243;n del inicio de la obesidad<sup>8</sup>. El conocimiento de esos valores de referencia es particularmente &#250;til en la detecci&#243;n del riesgo de desarrollo de enfermedades, tanto en la vigilancia nutricional como en los estudios de diagn&#243;stico poblacional<sup>10</sup>, con la ventaja de no requerir medidas invasivas.</p>
      <p>As&#237;, este estudio tuvo por objeto verificar si los puntos de corte propuestos por la IOTF y C&amp;M se pueden utilizar para triage en la identificaci&#243;n de dislipidemias en ni&#241;os con edad entre 10 y 12 a&#241;os.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se evaluaron a 374 sujetos, seleccionados de modo aleatorio, y estratificados por edad, sexo (208 ni&#241;as y 166 ni&#241;os) y sistema de ense&#241;anza (p&#250;blico y privado) del municipio de Santa Maria - RS, nacidos en el a&#241;o de 1994 (11,25&#177;0,28 a&#241;os). Las recolecciones de muestras se llevaron a cabo desde agosto a diciembre de 2005.</p>
      <p>El Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n de la Universidad Federal de Santa Maria (UFSM) (CAAE 0018.0.243.000-05) aprob&#243; este estudio. Los padres o responsables de los ni&#241;os firmaron el formulario de consentimiento informado (FCI).</p>
      <p>Una profesional t&#233;cnica del Laboratorio de An&#225;lisis Cl&#237;nicas de la UFSM realiz&#243; la extracci&#243;n de sangre entre 7h30min y 10h de la ma&#241;ana. Se recolectaron 4 ml de sangre por punci&#243;n venosa mediante extracci&#243;n al vac&#237;o, tras ayuno de 12 horas, en envases secos para dosificaciones bioqu&#237;micas. Los an&#225;lisis se realizaron seg&#250;n el m&#233;todo colorim&#233;trico-enzim&#225;tico para las dosificaciones (CT, HDL-C y TG), utilizando el aparato 917 <italic>Automatic Analyser Hitachi</italic> (Boehringer Mannhein). El LDL-C se calcul&#243; por la f&#243;rmula: [(CTl - HDL-C)-(TG/5)].</p>
      <p>Un mismo evaluador calcul&#243; los valores de masa corporal (MC) y estatura (EST)<sup>11</sup>. Se utilizaron una balanza, marca Plena, con resoluci&#243;n de 100 g y un estadi&#243;metro de metal, marca Cardiomed, con resoluci&#243;n de 1 cm.</p>
      <p>A partir de los scores de MC y de la EST, se calcul&#243; el IMC: IMC (kg/m<sup>-2</sup>) = MC (kg) / EST<sup>2</sup> (m).</p>
      <p>Para analizar la sensibilidad y la especificidad, se adoptaron los puntos de corte de la IOTF y de C&amp;M (<xref ref-type="table" rid="es05t01-body3">Tab.1</xref>). Esos valores corresponden a las referencias para el IMC de 25 y 30 kg/m&#178;, adaptados para edad y sexo, para identificaci&#243;n de sobrepeso y obesidad, respectivamente<sup>8,9</sup>. Se consideraron como est&#225;ndar de referencia para detecci&#243;n de dislipidemias los an&#225;lisis sangu&#237;neos de CT, HDL-C, LDL-C y TGl.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es05t01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Como las clasificaciones de la IOTF y C&amp;M usan nomenclaturas diferentes para sobrepeso, utilizaremos en este estudio la terminolog&#237;a "exceso de peso" con referencia a "sobrepeso + obesidad".</p>
      <p>Para la categorizaci&#243;n de la propuesta de la IOTF, se tuvieron en cuenta a los ni&#241;os con edad de 10 a 10,25 a&#241;os como si tuvieran 10 a&#241;os; de 10,26 a 10,75 a&#241;os como si tuvieran 10,5 a&#241;os; de 10,76 a 11,25 a&#241;os como si tuvieran 11 a&#241;os; de 11,26 a 11,75 a&#241;os como si tuvieran 11,5 a&#241;os; y de 11,76 a 12 a&#241;os como si tuvieran 12 a&#241;os. Ya para C&amp;M, en cuyo estudio la clasificaci&#243;n se la dispone en meses, se sigui&#243; la siguiente disposici&#243;n: de 10 a 10,25 a&#241;os con 120,5 meses; de 10,26 a 10,75 a&#241;os con 126,5 meses; de 10,76 a 11,25 a&#241;os con 132,5 meses; de 11,26 a 11,75 a&#241;os con 138,5 meses; y de 11,76 a 12 a&#241;os con 144,5 meses.</p>
      <p>Para la clasificaci&#243;n de los niveles lip&#237;dicos, se tuvieron en cuenta los valores de referencia sugeridos por las III Directrices Brasile&#241;as sobre Dislipidemias<sup>12</sup>, para ni&#241;os y adolescentes (2 a 19 a&#241;os). Los valores deseables son: para CT &lt;170 mg/dl, HDL -C &gt;35 mg/dl, LDL -C &lt;110 mg/dl y TG &lt;130 mg/dl; valores lim&#237;trofes (clasificados como normales en este estudio) para CT entre 170 y 199 mg/dl, LDL-C entre 110 y 129 mg/dl; valores aumentados para CT &gt; 200 mg/dl , LDL-C &gt; 130 mg/l y TG &gt; 130 mg/dl.</p>
      <p>Para el an&#225;lisis de la sensibilidad y de la especificidad de los indicadores de exceso de grasa (IMC) con relaci&#243;n a los niveles lip&#237;dicos alterados, se tuvieron en cuenta los casos falso positivo, falso negativo, negativo verdadero y positivo verdadero (<xref ref-type="fig" rid="es05f01-body3">Fig.1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es05f01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Los datos se sometieron a la prueba Kolmogorov-Smirnov para comprobarse la normalidad. Se emple&#243; el m&#233;todo de estad&#237;stica descriptiva (promedio, desviaci&#243;n-est&#225;ndar, valores m&#237;nimos y m&#225;ximos) y frecuencia de los datos. Las posibles diferencias entre sexos se evaluaron por la prueba "t" para muestras independientes, en raz&#243;n de la normalidad de los dados. Se emple&#243; la prueba chi-cuadrado para verificar posibles diferencias entre las prevalencias de exceso de peso. Los puntos de corte para el IMC, en la triage de alteraciones lip&#237;dicas, se los propusieron seg&#250;n an&#225;lisis de la curva ROC (<italic>Receiver Operating Characteristic</italic>). Se tuvo en cuenta un intervalo de confianza del 95%. Los an&#225;lisis se llevaron a cabo en el paquete estad&#237;stico SPSS Versi&#243;n 10.0</p>
      <p>El Fundo de Incentivo a la Investigaci&#243;n de la Universidad Federal de Santa Maria (GAP n&#186; 017574) financi&#243; esta investigaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Se evaluaron a 374 ni&#241;os, con 208 de ellos del sexo femenino (56%) y 166 del sexo masculino (44%). Para hacer visible las caracter&#237;sticas descriptivas de la muestra estudiada, la <xref ref-type="table" rid="es05t02-body3">Tabla 2</xref> detalla el promedio, la desviaci&#243;n-est&#225;ndar, los valores m&#237;nimos, los m&#225;ximos de las variables analizadas y la prevalencia de alteraciones lip&#237;dicas.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es05t02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Al analizar las prevalencias de sobrepeso y obesidad en relaci&#243;n a los autores, se verific&#243;, seg&#250;n la IOTF, que un 14,7% y un 5,1% de los evaluados indic&#243; sobrepeso y obesidad, respectivamente. Esos porcentajes difirieron estad&#237;sticamente (p&lt;0,05) de la propuesta de C&amp;M, en la que un 21,4% de los sujetos present&#243; sobrepeso y un 7,2% obesidad. Se encontr&#243; una mayor ocurrencia de exceso de peso cuando se utiliz&#243; los puntos de corte de C&amp;M (28,6%) y se los compar&#243; a la IOTF (19,8%). Ning&#250;n caso de bajo peso se ha observado en ambas clasificaciones.</p>
      <p>La sensibilidad y la especificidad del IMC se probaron con relaci&#243;n a los scores de los niveles lip&#237;dicos, de acuerdo con lo detallado en la <xref ref-type="table" rid="es05t03-body3">Tabla 3</xref>. Se observa una elevada amplitud para los porcentajes de la sensibilidad (27% - 93%) y especificidad (62% - 80%).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es05t03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-93-01-0022-00005-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En conformidad con la curva ROC, los puntos de corte ideales (mejor asociaci&#243;n entre sensibilidad y especificidad) para identificaci&#243;n de alteraciones lip&#237;dicas para el sexo femenino y masculino, respectivamente, en el grupo de edad en cuesti&#243;n, son: CT (16,7 y 19,3 kg/m&#178;), HDL-C (19,9 y 14,0 kg/m&#178;), LDL-C (18,7 y 19,3 kg/m&#178;) y TG (19,3 y 19,3 kg/m&#178;). En el sexo femenino, los puntos de corte sugeridos para LDL-C y CT son bastante inferiores a los propuestos para HDL-C y TG, aun los valores normativos de la IOTF y C&amp;M. En el sexo masculino, se puede observar una mayor variabilidad, con destaque para el HDL-C que se presenta bastante inferior a los otros indicadores s&#233;ricos.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las consecuencias del colesterol elevado, a&#241;adidas a otros factores de riesgo constituyen problema mundial de salud p&#250;blica. Desde el punto de vista cl&#237;nico, la vigilancia y la detecci&#243;n precoz de los factores de riesgo asociados a dislipidemias son factores primordiales en las acciones preventivas con destaque para el exceso de peso en ni&#241;os, cuyo control mediante obtenci&#243;n y mantenimiento del peso adecuado para altura, sexo y edad es factible en acciones primarias de cuidados a la salud<sup>6</sup>.</p>
      <p>Este estudio utiliz&#243; las propuestas de la IOTF y de C&amp;M para evaluaci&#243;n del estado nutricional de ni&#241;os. Se detect&#243; diferencia estad&#237;stica significante (p&lt;0,05) en las prevalencias de sobrepeso y obesidad entre las clasificaciones. De acuerdo con la IOTF, un 14,7% y un 5,1% de los sujetos se les clasificaron como sobrepeso y obesos, respectivamente, y seg&#250;n C&amp;M esas prevalencias aumentan para un 21,4% y un 7,2%.</p>
      <p>La prevalencia de exceso de peso encontrada en el presente estudio (un 19,8% y un 28,6%, seg&#250;n la IOTF y C&amp;M, respectivamente) corrobora estudios implicando ni&#241;os y adolescentes, realizados en S&#227;o Paulo<sup>14</sup> (29,55% - 11 a 17 a&#241;os) y en Pelotas<sup>15</sup> - RS (26,3% - 10 a 19 a&#241;os). Esas prevalencias son superiores a las encontradas en el R&#237;o de Janeiro<sup>16</sup> (4 a 18 a&#241;os) y Bras&#237;lia<sup>7</sup> (6 a 10 a&#241;os) (un 11,72% y un 11,05%, respectivamente). Sin embargo, los estudios realizados en S&#227;o Paulo y R&#237;o de Janeiro utilizaron protocolos distintos de los del presente estudio; Pelotas y Bras&#237;lia utilizaron la clasificaci&#243;n de la IOTF.</p>
      <p>Se observ&#243; variada sensibilidad (del 33% al 83%) y especificidad (del 62% al 80%) en las dos propuestas analizadas (<xref ref-type="table" rid="es05t03-body3">Tab. 3</xref>). La clasificaci&#243;n de C&amp;M present&#243; valores de sensibilidad superiores a los de la IOTF para ambos sexos, revelando que en la identificaci&#243;n de individuos enfermos (dislipid&#233;mico) la propuesta de C&amp;M presenta mayor poder de discriminaci&#243;n.</p>
      <p>Respecto a la especificidad, la clasificaci&#243;n de la IOTF present&#243; mayor valor diagn&#243;stico para el sexo femenino, y C&amp;M para el sexo masculino en la detecci&#243;n de individuos no enfermos.</p>
      <p>Los valores FN fueron bajos, para la IOTF y C&amp;M, permitiendo verificar que hay incidencia de sujetos dislipid&#233;micos (enfermos) considerados como eutr&#243;ficos. Ya los casos de FP fueron elevados, sugiriendo una disposici&#243;n de ocurrencia de dislipidemias en sujetos no-enfermos. La posibilidad de clasificar a sujetos como enfermos cuando en verdad no lo son (FP) es una limitaci&#243;n tanto en la propuesta de la IOTF como en la de C&amp;M. No obstante, no ser&#237;a un gran problema, visto que ni&#241;os sanos podr&#237;an participar, juntamente a los enfermos, de programas educacionales preventivos.</p>
      <p>Este estudio verific&#243; el valor diagn&#243;stico de los puntos de corte propuestos por la IOTF y C&amp;M, en la identificaci&#243;n de dislipidemias en ni&#241;os con edad entre 10 y 12 a&#241;os. El diagn&#243;stico precoz es importante, visto que factores de riesgo cardiovasculares son caracter&#237;sticas que tienden mantenerse hasta la fase adulta<sup>17</sup>. Las pruebas para triage deben ser de bajo costo, de f&#225;cil aplicaci&#243;n, no-invasivos y de alta sensibilidad (para minimizar el n&#250;mero de falsos negativos), ya las pruebas para diagn&#243;stico necesitan presentar mayor especificidad<sup>18</sup>.</p>
      <p>En el presente estudio, la clasificaci&#243;n de la IOTF, como m&#233;todo de triage para CT y LDL-C masculino, clasific&#243; err&#243;neamente s&#243;lo a un ni&#241;o (FN) entre 100, y como m&#233;todo diagn&#243;stico de dislipidemias en el sexo femenino clasific&#243; a 20 ni&#241;os como enfermos cuando en la verdad no lo son (FP). Conde y Monteiro a su vez, clasificaron de modo equivocado a solamente dos individuos con relaci&#243;n a CT y LDL-C masculino y a 4 ni&#241;os del sexo femenino con relaci&#243;n a TG alterado (poder de triage - FN).</p>
      <p>Teniendo en cuenta el expuesto y siguiendo las recomendaciones propuestas por Tomkins<sup>19</sup>, se sugiere la utilizaci&#243;n de los valores recomendados por C&amp;M para la planificaci&#243;n y monitoreo nacional, una vez que los puntos de corte se originan de un conjunto de datos brasile&#241;o y resultaron m&#225;s sensibles y espec&#237;ficos que la propuesta de la IOTF, para detecci&#243;n de las dislipidemias.</p>
      <p>Todav&#237;a hay lagunas en la literatura respecto a los estudios sobre obesidad, enfermedades cardiovasculares y dislipidemias en poblaciones m&#225;s j&#243;venes, espec&#237;ficamente con relaci&#243;n a m&#233;todos de triage y diagn&#243;stico. Este estudio es a&#250;n preliminar en el uso del IMC como marcador para dislipidemia infantil; sin embargo, las investigaciones que enfocan ese asunto ciertamente aumentar&#225;n, una vez que alteraciones metab&#243;licas y consecuencias oriundas de la obesidad, antes evidentes solamente en adultos, son cada vez m&#225;s observadas en la ni&#241;ez y adolescencia<sup>20</sup>. La detecci&#243;n de dislipidemias en ese grupo de edad es esencial, visto que el nivel de colesterol infantil es un predictor del nivel de colesterol en la vida adulta<sup>21</sup>.</p>
      <p>Se verific&#243; a&#250;n en el presente estudio que ambas propuestas se pueden utilizar para triage de CT y LDL-C elevado en el sexo masculino, teniendo en cuenta que presentaron sensibilidad elevada (67% - 97%) y bajo porcentaje de FN (0,6% - 1,2%), indicando que a cada 100 ni&#241;os, se puede clasificar solamente a uno como no enfermo cuando en realidad es dislipid&#233;mico. En cuanto al sexo femenino, solamente C&amp;M mostraron buen poder de triage, pero s&#243;lo para TG elevado.</p>
      <p>Una vez que presentaron elevada especificidad, en el diagn&#243;stico de los sujetos sin dislipidemia se pueden emplear tanto la clasificaci&#243;n de la IOTF como la de C&amp;M.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Los autores les agradecen a Cleci Menezes Moreira, responsable del an&#225;lisis bioqu&#237;mica en el Laboratorio de An&#225;lisis Cl&#237;nicas de la Universidad Federal de Santa Maria, y a Daniela Lopes dos Santos, coorientadora, la ayuda y dedicaci&#243;n ofrecidas a la realizaci&#243;n de este trabajo.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue parcialmente financiado por el Fondo de Incentivo a Investigaci&#243;n de la Universidad de Santa Maria.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Cl&#225;udia Cruz Lunardi, por la Universidad Federal de Santa Catarina.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
