<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">VHtXTzBzqwKTfYFzMHfLBbb</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00004</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000600004</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09200604</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000600004</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Plastia mitral cir&#250;rgica em crian&#231;as com febre reum&#225;tica</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal Fluminense</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>06</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>433</fpage>
      <lpage>438</lpage>
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          <year>2008</year>
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          <day>16</day>
          <month>10</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>24</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A reconstru&#231;&#227;o mitral &#233; bem aceita em crian&#231;as com febre reum&#225;tica. OBJETIVO: Analisar os resultados da reconstru&#231;&#227;o cir&#250;rgica mitral, em crian&#231;as com les&#245;es reum&#225;ticas, ap&#243;s quatro anos de evolu&#231;&#227;o. M&#201;TODOS: Estudo retrospectivo de 40 pacientes menores de 18 anos, operados no Instituto Nacional de Cardiologia (RJ), entre janeiro de 1998 e janeiro de 2003. Foram analisados o grau da regurgita&#231;&#227;o mitral pelo ecocardiograma, a t&#233;cnica cir&#250;rgica, a classe funcional pr&#233; e p&#243;s-operat&#243;ria, a evolu&#231;&#227;o dos casos, a necessidade de troca valvar e &#243;bitos. RESULTADOS: Vinte e um pacientes (52,5%) eram do sexo feminino. A insufici&#234;ncia mitral era grave em 32 pacientes (80%) e moderada em oito (20%). Ocorreram tr&#234;s &#243;bitos imediatos (7,5%). Ap&#243;s tr&#234;s meses da cirurgia, o ecocardiograma demonstrou que em 35 de 37 casos (94,6%) n&#227;o havia regurgita&#231;&#227;o valvar ou essa era leve, e em dois pacientes (5,2%) era grave. A classe funcional no pr&#233;-operat&#243;rio era III e IV em 33 casos (82,5%) e, tr&#234;s meses ap&#243;s a cirurgia, todos os 37 casos (100%) estavam em classe funcional I e II. A diferen&#231;a entre os dados do grau de regurgita&#231;&#227;o mitral e classe funcional no pr&#233; e no p&#243;s-operat&#243;rio foram estatisticamente significativos (p&lt;0,01). A troca valvar antes de quatro anos de evolu&#231;&#227;o ocorreu em sete (19%) dos casos. CONCLUS&#195;O: A reconstru&#231;&#227;o da valva mitral mostrou resultado favor&#225;vel na maioria dos casos, ao considerarmos o grau de regurgita&#231;&#227;o mitral e a classe funcional pr&#233; e p&#243;s-cir&#250;rgica e, somente 19% dos pacientes vieram a necessitar da cirurgia para troca valvar antes de quatro anos de evolu&#231;&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Valva mitral</kwd>
        <kwd>insufici&#234;ncia da valva mitral</kwd>
        <kwd>febre reum&#225;tica</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>20</day>
        <month>07</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CIRURGIA CARD&#205;ACA - CRIAN&#199;AS</p>
    <p>Plastia mitral cir&#250;rgica em crian&#231;as com febre reum&#225;tica</p>
    <p>
      <bold>Andr&#233;a Rocha e Silva<sup>I</sup>; Gesmar Volga Haddad Herdy<sup>I</sup>; Alan Araujo Vieira<sup>I</sup>; Luiz Carlos Sim&#245;es<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal Fluminense (UFF), Niter&#243;i, Rio de Janeiro - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A reconstru&#231;&#227;o mitral &#233; bem aceita em crian&#231;as com febre reum&#225;tica. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analisar os resultados da reconstru&#231;&#227;o cir&#250;rgica mitral, em crian&#231;as com les&#245;es reum&#225;ticas, ap&#243;s quatro anos de evolu&#231;&#227;o. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo retrospectivo de 40 pacientes menores de 18 anos, operados no Instituto Nacional de Cardiologia (RJ), entre janeiro de 1998 e janeiro de 2003. Foram analisados o grau da regurgita&#231;&#227;o mitral pelo ecocardiograma, a t&#233;cnica cir&#250;rgica, a classe funcional pr&#233; e p&#243;s-operat&#243;ria, a evolu&#231;&#227;o dos casos, a necessidade de troca valvar e &#243;bitos. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Vinte e um pacientes (52,5%) eram do sexo feminino. A insufici&#234;ncia mitral era grave em 32 pacientes (80%) e moderada em oito (20%). Ocorreram tr&#234;s &#243;bitos imediatos (7,5%). Ap&#243;s tr&#234;s meses da cirurgia, o ecocardiograma demonstrou que em 35 de 37 casos (94,6%) n&#227;o havia regurgita&#231;&#227;o valvar ou essa era leve, e em dois pacientes (5,2%) era grave. A classe funcional no pr&#233;-operat&#243;rio era III e IV em 33 casos (82,5%) e, tr&#234;s meses ap&#243;s a cirurgia, todos os 37 casos (100%) estavam em classe funcional I e II. A diferen&#231;a entre os dados do grau de regurgita&#231;&#227;o mitral e classe funcional no pr&#233; e no p&#243;s-operat&#243;rio foram estatisticamente significativos (p&lt;0,01). A troca valvar antes de quatro anos de evolu&#231;&#227;o ocorreu em sete (19%) dos casos. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A reconstru&#231;&#227;o da valva mitral mostrou resultado favor&#225;vel na maioria dos casos, ao considerarmos o grau de regurgita&#231;&#227;o mitral e a classe funcional pr&#233; e p&#243;s-cir&#250;rgica e, somente 19% dos pacientes vieram a necessitar da cirurgia para troca valvar antes de quatro anos de evolu&#231;&#227;o.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Valva mitral/cirurgia, insufici&#234;ncia da valva mitral, febre reum&#225;tica.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o </bold>
    </p>
    <p>A incid&#234;ncia da doen&#231;a reum&#225;tica em crian&#231;as, adolescentes e adultos jovens corresponde a 0,3% a 3% dos indiv&#237;duos<sup>1</sup>. Poucos s&#227;o os trabalhos brasileiros sobre preval&#234;ncia dessa doen&#231;a. Em crian&#231;as das escolas p&#250;blicas de Belo Horizonte foi de 3,6/1.000<sup>2</sup>. A febre reum&#225;tica no Brasil &#233; respons&#225;vel por 30% das cirurgias card&#237;acas em geral, especialmente por insufici&#234;ncia valvar mitral<sup>3</sup>.</p>
    <p>A regurgita&#231;&#227;o mitral ocorre por dilata&#231;&#227;o do anel, altera&#231;&#245;es nos m&#250;sculos papilares, cordas tendineas e folhetos<sup>4-7</sup>. As pr&#243;teses existentes levam a complica&#231;&#245;es dif&#237;ceis de serem controladas, especialmente a calcifica&#231;&#227;o e a ruptura nas pr&#243;teses biol&#243;gicas, o tromboembolismo nas valvas mec&#226;nicas, assim como a necessidade do uso cont&#237;nuo de anticoagula&#231;&#227;o e sua monitoriza&#231;&#227;o com exames laboratoriais peri&#243;dicos<sup>8</sup>. Nas faixas et&#225;rias menores, trocas de pr&#243;teses s&#227;o necess&#225;rias em raz&#227;o do crescimento estatural e ponderal. Por esses fatos, os autores cada vez mais utilizam t&#233;cnicas restauradoras no tratamento da regurgita&#231;&#227;o valvar mitral<sup>9,10</sup>.</p>
    <p>Os objetivos do presente trabalho foram analisar os resultados da plastia da mitral em pacientes com febre reum&#225;tica, avaliar a evolu&#231;&#227;o dos pacientes e determinar os fatores que poderiam influenciar na necessidade da troca da valva antes de quatro anos de evolu&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foi realizado um estudo retrospectivo com 40 pacientes de idade inferior a 18 anos, submetidos a cirurgia reconstrutora mitral (plastia de mitral), acompanhados no Servi&#231;o de Cardiologia da Crian&#231;a e do Adolescente e operados pelo Servi&#231;o de Cirurgia Cardiovascular Pedi&#225;trico, ambos do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), &#243;rg&#227;o do Minist&#233;rio da Sa&#250;de, localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ), no per&#237;odo entre janeiro de 1988 e janeiro de 2003. As vari&#225;veis estudadas foram: g&#234;nero, idade do paciente no surto e na cirurgia, medicamentos utilizados, tipo de les&#227;o valvar, t&#233;cnica cir&#250;rgica, classe funcional pr&#233; e p&#243;s-operat&#243;ria pela <italic>New York Heart Association</italic> (NYHA), necessidade do uso de aminas vasoativas ou hemoderivados, dura&#231;&#227;o da circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea, da an&#243;xia, evolu&#231;&#227;o dos casos e necessidade de troca valvar. </p>
    <p>Todos os pacientes foram operados pela mesma equipe cir&#250;rgica, com esternotomia mediana. Ap&#243;s hepariniza&#231;&#227;o com 4 ml/kg de peso, foram canuladas a aorta ascendente e as veias cavas, com a instala&#231;&#227;o de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (CEC). Todos foram submetidos a hipotermia moderada (28&#186;C), pin&#231;amento total cont&#237;nuo da aorta e prote&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com cardioplegia sangu&#237;nea a 4&#186;C. A valva mitral foi acessada atrav&#233;s de atriotomia esquerda e em todos se preservaram ambas as c&#250;spides da valva mitral.</p>
    <p>Os exames ecocardiogr&#225;ficos para an&#225;lise da insufici&#234;ncia mitral foram realizados com aparelho SONOS da empresa HP, e a insufici&#234;ncia quantificada em leve, moderada e grave, de acordo com as caracter&#237;sticas do jato regurgitante. As principais t&#233;cnicas cir&#250;rgicas utilizadas para a reconstru&#231;&#227;o valvar foram: coloca&#231;&#227;o de anel mitral, ressec&#231;&#227;o quadrangular do folheto posterior, encurtamento da corda tendinea, transposi&#231;&#227;o da cordoalha e comissurotomia. O tempo m&#237;nimo de seguimento dos pacientes foi de quatro anos ap&#243;s a cirurgia.</p>
    <p>Os dados foram descritos em frequ&#234;ncias relativas (porcentual), m&#233;dia, mediana, valor m&#237;nimo e m&#225;ximo, e os grupos foram comparados com o uso do teste Qui-quadrado. Utilizou-se a corre&#231;&#227;o de Fisher quando indicada. Os poss&#237;veis fatores de risco para troca da valva antes de quatro anos de evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica foram analisados por regress&#227;o log&#237;stica simples. A signific&#226;ncia estat&#237;stica foi considerada 95%.</p>
    <p>Os casos estudados est&#227;o arquivados no banco de dados do INC para acompanhamento a longo prazo e posterior descri&#231;&#227;o da sua evolu&#231;&#227;o. </p>
    <p>Este trabalho foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do INC sob o n&#250;mero 0181/26.11.07.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Vinte e um pacientes (52,5%) eram do sexo feminino. A idade no surto da febre reum&#225;tica variou de tr&#234;s a 14 anos (mediana = oito anos), e no ato cir&#250;rgico de quatro a 17 anos (mediana = 12 anos). A diferen&#231;a entre a idade no primeiro surto e a idade na cirurgia variou de zero a 10 anos (mediana = tr&#234;s anos) (<xref ref-type="table" rid="tab01">tab. 1</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na primeira consulta antes da cirurgia, 12 pacientes (30%) n&#227;o utilizavam medicamentos, 16 (40%) faziam uso de quatro ou mais, e os outros doze casos faziam uso cont&#237;nuo de um a tr&#234;s agentes. As mais utilizadas foram: furosemida, espironolactona, captopril, hidralazina e penicilina benzatina.</p>
    <p>O grau de insufici&#234;ncia mitral foi analisado mediante exame ecocardiogr&#225;fico no pr&#233;-operat&#243;rio e classificado como leve, moderado ou grave, de acordo com a regurgita&#231;&#227;o. A insufici&#234;ncia mitral foi grave em 32 pacientes (80,0%) e moderada em oito (20,0%). Houve an&#225;lise ecocardiogr&#225;fica imediata em todos os pacientes, exceto em dois em raz&#227;o do &#243;bito. Nessa an&#225;lise, 20 dos 38 pacientes (52,6%) apresentavam regurgita&#231;&#227;o valvar leve ou n&#227;o apresentavam les&#227;o regurgitante e 18 (47,4%) apresentavam regurgita&#231;&#227;o moderada. Houve outro &#243;bito tr&#234;s dias ap&#243;s a cirurgia. </p>
    <p>Na avalia&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica realizada ap&#243;s tr&#234;s meses de p&#243;s-operat&#243;rio dos 37 pacientes sobreviventes, 19 (51,3%) apresentavam regurgita&#231;&#227;o valvar leve ou n&#227;o apresentavam regurgita&#231;&#227;o, 16 (43,3%) regurgita&#231;&#227;o moderada e dois (5,4%) com regurgita&#231;&#227;o grave (esses apresentaram novo surto de febre reum&#225;tica). Portanto, 35 pacientes (94,6%) apresentaram no p&#243;s-operat&#243;rio regurgita&#231;&#227;o mitral leve ou moderada. Houve diferen&#231;a estatisticamente significativa (p&lt;0,001) (<xref ref-type="table" rid="tab02">tab. 2</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>O tempo de interna&#231;&#227;o variou de quatro a 103 dias (mediana de 12). O tempo de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (CEC) variou de 50 a 220 minutos, com m&#233;dia de 120&#177;36 minutos e an&#243;xia de 35 a 170 minutos, com m&#233;dia de 93&#177;32 minutos. O tempo m&#233;dio no setor de p&#243;s-operat&#243;rio infantil variou de um a 60 dias (mediana de 4) (<xref ref-type="table" rid="tab03">tab. 3</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>As principais t&#233;cnicas cir&#250;rgicas utilizadas foram: coloca&#231;&#227;o de anel mitral (n=28), ressec&#231;&#227;o quadrangular do folheto posterior (n=17), encurtamento da corda tendinea (n=23), transposi&#231;&#227;o da cordoalha (n=5) e comissurotomia (n=11). Onze pacientes (27,5%) realizaram a cirurgia necessitando de apenas uma t&#233;cnica cir&#250;rgica, e 29 pacientes (72,5%) necessitaram de duas ou mais t&#233;cnicas (<xref ref-type="table" rid="tab04">tab. 4</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>A classe funcional pr&#233;-operat&#243;ria variou de acordo com NYHA (<italic>New York Heart Association</italic>) de II a IV: CF II (n=7) 17,5%, CF III (n=17) 42,5% e CF IV (n=16) 40,0%, ou seja, no pr&#233;-operat&#243;rio 33 pacientes (80,5%) estavam na classe funcional III e IV. No acompanhamento ambulatorial ap&#243;s tr&#234;s meses de p&#243;s-operat&#243;rio, todos os 37 pacientes (100%) passaram para CF I (n=28) e II (n=9). Houve diferen&#231;a estatisticamente significativa (n&lt;0,001) (<xref ref-type="table" rid="tab05">tab. 5</xref>; <xref ref-type="fig" rid="fig01">fig.1</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Em vinte e oito pacientes (70,0%) foi realizado ecocardiograma transesof&#225;gico durante a cirurgia. Os hemoderivados foram utilizados em 21 casos (52,5%). As aminas vasoativas foram necess&#225;rias em 26 (65,0%) no p&#243;s-operat&#243;rio. Houve tr&#234;s &#243;bitos imediatos (7,5%): um no centro cir&#250;rgico, um com 24 horas de p&#243;s-cirurgia e um ap&#243;s tr&#234;s dias (dois pacientes por choque cardiog&#234;nico e um por dist&#250;rbio da coagula&#231;&#227;o). </p>
    <p>A troca valvar foi necess&#225;ria em oito pacientes (20,0%), sendo sete pacientes com menos de quatro anos da plastia mitral (<xref ref-type="table" rid="tab06">tab. 6</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab06">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt06.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os fatores de risco de interferir na evolu&#231;&#227;o dos pacientes em rela&#231;&#227;o &#224; troca valvar mitral antes de quatro anos, analisados conforme demonstrados na <xref ref-type="table" rid="tab06">tabela 6</xref>, n&#227;o foram estatisticamente significantes e inclu&#237;ram: classe funcional e grau de regurgita&#231;&#227;o mitral no pr&#233; e no p&#243;s-operat&#243;rio, quantidade de f&#225;rmacos utilizados por paciente no momento da cirurgia, tempo de perfus&#227;o e an&#243;xia, n&#250;mero de t&#233;cnicas cir&#250;rgicas utilizadas e a necessidade de aminas vasoativas no p&#243;s-operat&#243;rio imediato.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A pl&#225;stica da valva mitral &#233; universalmente aceita como t&#233;cnica superior &#224; troca valvar, especialmente em crian&#231;as, nas quais podem ser necess&#225;rias outras substitui&#231;&#245;es com o crescimento<sup>6,7,11</sup>. A idade dos pacientes foi de quatro a 17 anos quando da cirurgia de plastia da mitral. Os problemas no longo prazo com anticoagula&#231;&#227;o, tromboembolismo, sangramento, r&#225;pida degenera&#231;&#227;o da pr&#243;tese na popula&#231;&#227;o jovem, o maior risco de endocardite e a menor preserva&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o ventricular fazem com que a plastia valvar mitral se mostre superior &#224; troca da valva mitral<sup>12</sup>. Uma importante vantagem da t&#233;cnica de reconstru&#231;&#227;o cir&#250;rgica &#233; a baixa trombogenicidade da valva reparada, que elimina a necessidade de terapia anticoagulante. O relato de aus&#234;ncia de tromboembolismo depois de pl&#225;stica mitral &#233; de 87% a 99% ap&#243;s cinco anos. As manifesta&#231;&#245;es emb&#243;licas s&#227;o, em sua maioria, eventos cerebrovasculares<sup>10-12</sup>.</p>
    <p>As t&#233;cnicas reparadoras utilizadas foram: coloca&#231;&#227;o de anel mitral, ressec&#231;&#227;o quadrangular, encurtamento da cordoalha, comissurotomia e transposi&#231;&#227;o da cordoalha, com a prioridade de preservar o aparelho mitral e a fun&#231;&#227;o ventricular. Na febre reum&#225;tica, a reconstru&#231;&#227;o valvar &#233; tecnicamente mais dif&#237;cil e os resultados em m&#233;dio e longo prazo podem sofrer interfer&#234;ncia de novos surtos da doen&#231;a<sup>6,9</sup>. Os trabalhos iniciais apresentavam t&#233;cnicas que tiveram como objetivo apenas o tratamento do anel valvar<sup>13</sup>. Uma das maiores experi&#234;ncias pessoais em procedimentos conservadores na valva mitral &#233; de Carpentier<sup>14</sup>, com 1.421 pacientes portadores de insufici&#234;ncia mitral. As t&#233;cnicas utilizadas nessa s&#233;rie foram ressec&#231;&#245;es parciais, encurtamento ou transposi&#231;&#227;o de cordoalha, reinser&#231;&#227;o de m&#250;sculos papilares e anuloplastia com anel r&#237;gido. </p>
    <p>No presente estudo, 39% dos pacientes foram operados com importante comprometimento de toda estrutura valvar e disfun&#231;&#227;o mioc&#225;rdica. Esses dados que n&#227;o s&#227;o incomuns em muitos de nosso meio (tratamento cir&#250;rgico j&#225; com algum grau de disfun&#231;&#227;o ventricular e ou de sintomas cl&#237;nicos significativos) s&#227;o decorrentes especialmente de fatores sociais e dificuldades encontradas em nosso sistema de Sa&#250;de. Entretanto, a plastia mitral deve ser indicada precocemente com base na gravidade da regurgita&#231;&#227;o e no grau de comprometimento valvar, o que possibilita bons resultados com o tratamento conservador, mesmo na escassez ou aus&#234;ncia de sintomas<sup>15</sup>. A reconstru&#231;&#227;o valvar exige da equipe cir&#250;rgica um perfeito conhecimento da anatomia e da multiplicidade de t&#233;cnicas existentes. Al&#233;m disso, &#233; importante a excelente visibiliza&#231;&#227;o da valva, especialmente do plano subvalvar, para se conseguir uma boa avalia&#231;&#227;o das cordas tendineas e da musculatura papilar. Caso necess&#225;rio, procede-se ao encurtamento dessas estruturas, na tentativa de uma boa coapta&#231;&#227;o das c&#250;spides. No Servi&#231;o de Cirurgia Cardiovascular Pedi&#225;trico do INC os cirurgi&#245;es realizam o encurtamento do m&#250;sculo papilar mediante a ressec&#231;&#227;o em cunha transversal, pois acreditam que essa t&#233;cnica vem a permitir um encurtamento mais homog&#234;neo das cordas tendineas. Al&#233;m dessa t&#233;cnica, utilizam a coloca&#231;&#227;o do anel mitral, a ressec&#231;&#227;o quadrangular, a comissurotomia e a transposi&#231;&#227;o da cordoalha.</p>
    <p>Somente em oito dos pacientes estudados (20%) a anuloplastia foi um procedimento &#250;nico, demonstrando que na maioria dos casos (80%) foi necess&#225;ria a associa&#231;&#227;o de mais de uma t&#233;cnica e, em muitas ocasi&#245;es com varia&#231;&#245;es do planejamento inicial, situa&#231;&#227;o essa descrita tamb&#233;m por outros autores<sup>6,10,16</sup>. A dilata&#231;&#227;o do anel mitral est&#225; presente em quase todos os pacientes com insufici&#234;ncia mitral. O implante do anel oferece, desse modo, maior estabilidade na reconstru&#231;&#227;o valvar, impedindo futuras dilata&#231;&#245;es da c&#250;spide posterior como sugerido por Carpentier<sup>14</sup>, segundo o qual &#233; sempre importante remodelar a valva com a plastia para resultados de longo prazo. Deloche e cols. demonstraram excelente durabilidade da plastia mitral usando a t&#233;cnica de Carpentier e, somente 6,2% de sua s&#233;rie vieram a necessitar de troca valvar mitral<sup>9</sup>. Em nosso trabalho, 19% realizaram a troca valvar mitral precoce.</p>
    <p>A regurgita&#231;&#227;o mitral pode ser secund&#225;ria a m&#250;ltiplas les&#245;es nas comissuras, nos folhetos e no aparelho subvalvar, se observando em todos os pacientes, como anteriormente dito, dilata&#231;&#227;o do anel mitral. Isso se deve ao afastamento da sua por&#231;&#227;o posterior, j&#225; que a por&#231;&#227;o anterior est&#225; limitada pelos tr&#237;gonos fibrosos direito e esquerdo do cora&#231;&#227;o. Segundo mostra a literatura, a plastia &#233; considerada uma boa op&#231;&#227;o, pois permite preservar as c&#250;spides nativas da valva e o aparelho subvalvar, mantendo a geometria ventricular esquerda e a fun&#231;&#227;o ventricular<sup>10</sup>.</p>
    <p>A mortalidade hospitalar no presente trabalho foi de 7,5%. Os tr&#234;s pacientes que faleceram se encontravam em Classe Funcional IV e dois desses se encontravam em fase aguda da doen&#231;a. Essa mortalidade pode ser considerada elevada se comparada com a da maioria dos autores, que varia entre 0 e 4,8%<sup>17-20</sup>. Carpentier relatou experi&#234;ncia com plastia ap&#243;s 10 anos, com mortalidade hospitalar de 4,2% em adultos e crian&#231;as<sup>14</sup>. A mortalidade cir&#250;rgica &#233; maior na fase aguda da febre reum&#225;tica se a opera&#231;&#227;o &#233; indicada nos pacientes com grave disfun&#231;&#227;o valvar e com o tratamento cl&#237;nico ineficaz. Mesmo neste grupo, a pl&#225;stica pode apresentar melhores resultados do que a substitui&#231;&#227;o valvar, ao preservar todo o aparelho subvalvar, o que resulta em melhor fun&#231;&#227;o ventricular no p&#243;s-operat&#243;rio<sup>12,19</sup>.</p>
    <p>Em nossos casos, a necessidade de reopera&#231;&#227;o com indica&#231;&#227;o para troca valvar antes dos quatro anos ocorreu em sete (19%) dos 37 casos; muito elevada se comparada com os outros autores. Pomerantzeff e cols.<sup>21</sup> relataram sobrevida livre de reopera&#231;&#245;es em 70% ap&#243;s 17 anos<sup>21</sup>. Pacientes com doen&#231;a valvar reum&#225;tica t&#234;m tido alta incid&#234;ncia de reopera&#231;&#227;o, como demonstram Deloche e cols.<sup>9</sup>. A necessidade de nova cirurgia ocorre entre 8% e 10%<sup>7,18</sup>. Al&#233;m disso, os resultados tamb&#233;m dependem do estado da valva no momento da reconstru&#231;&#227;o, ou seja, quanto maior for o seu acometimento, pior ser&#225; o resultado<sup>16</sup>. Gillinov e cols. relataram sobrevida livre de reopera&#231;&#227;o em 93%, ap&#243;s 10 anos<sup>22</sup>, e a maioria dos que necessitaram nova cirurgia foi em consequ&#234;ncia de novos surtos de febre reum&#225;tica. Na casu&#237;stica de Machado e cols.<sup>18</sup>, 72.6% dos casos estavam livres de reopera&#231;&#227;o ap&#243;s 188 meses. As maiores causas de fal&#234;ncia da plastia mitral reum&#225;tica s&#227;o indica&#231;&#245;es err&#244;neas, emprego de t&#233;cnica inadequada e progress&#227;o da doen&#231;a valvar reum&#225;tica<sup>7,16</sup>.</p>
    <p>O uso do ecocardiograma transesof&#225;gico est&#225; estabelecido como m&#233;todo mais adequado para avaliar os resultados imediatos, orientando a necessidade de troca valvar nos casos de falha da plastia mitral ou de insufici&#234;ncia residual importante<sup>10</sup>. Murad e cols.<sup>6</sup> relataram o uso de ecocardiograma transesof&#225;gico em apenas 4% de suas cirurgias. No presente estudo se utilizou a ecocardiografia transesof&#225;gica na maioria dos pacientes (68,3%) durante o procedimento cir&#250;rgico. No trabalho ora apresentado, houve melhora da regurgita&#231;&#227;o em 94,6%, resultado semelhante aos de outros trabalhos brasileiros<sup>16,18</sup>.</p>
    <p>Concluiu-se que houve melhora acentuada da regurgita&#231;&#227;o mitral e da classe funcional, na avalia&#231;&#227;o ap&#243;s tr&#234;s meses de p&#243;s-operat&#243;rio, mas foi elevada a necessidade de reopera&#231;&#227;o antes de quatro anos de evolu&#231;&#227;o. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Mestrado de Andr&#233;a Rocha e Silva pela Universidade Federal Fluminense e Instituto de Cardiologia de Laranjeiras.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Gesmar Volga Haddad Herdy </p>
        <p> Travessa Antonio Pedro, 10/301 </p>
        <p> 24.230-030, Niteroi, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="gesmarhaddad@uol.com.br">gesmarhaddad@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 29/07/08; revisado recebido em 16/10/08; aceito em 24/10/08.</p>
  </body>
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          <article-title>Results of mitral valve reconstruction in children with rheumatic heart disease</article-title>
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          <article-title>Mitral valve replacement in children under 6 years of age</article-title>
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          <article-title>Pl&#225;stica da valva mitral: resultado aos 17 anos de experi&#234;ncia</article-title>
          <source>Rev Bras Cir Cardiovasc</source>
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          <article-title>Reoperation for failure of mitral valve repair</article-title>
          <source>J Thorac Cardiovasc Surg</source>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Plastia mitral quir&#250;rgica en ni&#241;os con fiebre reum&#225;tica</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La reconstrucci&#243;n mitral tiene buena aceptaci&#243;n en ni&#241;os con fiebre reum&#225;tica. OBJETIVO: Analizar los resultados de la reconstrucci&#243;n quir&#250;rgica mitral en ni&#241;os con lesiones reum&#225;ticas despu&#233;s de cuatro a&#241;os de evoluci&#243;n. M&#201;TODOS: Estudio retrospectivo de 40 pacientes menores de 18 a&#241;os, operados en el Instituto Nacional de Cardiolog&#237;a (RJ), entre enero de 1998 y enero de 2003. Se analiz&#243; el grado de regurgitaci&#243;n mitral por ecocardiograma, la t&#233;cnica quir&#250;rgica, la clase funcional pre y post operatoria, la evoluci&#243;n de los casos, la necesidad de cambio valvular y &#243;bitos. RESULTADOS: Veinti&#250;n pacientes (52,5%) eran del sexo femenino. La insuficiencia mitral era grave en 32 pacientes (80%) y moderada en ocho (20%). Ocurrieron tres &#243;bitos inmediatos (7,5%). Despu&#233;s de tres meses de cirug&#237;a, el ecocardiograma mostr&#243; que en 35/37 (94,6%) no hab&#237;a regurgitaci&#243;n valvular o era leve, y en dos pacientes (5,2%) era grave. La clase funcional en el preoperatorio era III y IV en 33 casos (82,5%), y tres meses despu&#233;s de la cirug&#237;a los 37 casos (100%) estaban en clase funcional I y II. La diferencia entre los datos del grados de regurgitaci&#243;n mitral y clase funcional en el pre y post operatorio fueron estad&#237;sticamente significativos (p&lt;0,01). El cambio valvular antes de cuatro de evoluci&#243;n ocurri&#243; en siete (19%) de los casos. CONCLUSI&#211;N: La reconstrucci&#243;n de la v&#225;lvula mitral mostr&#243; resultado favorable en la mayor&#237;a de los casos al considerar el grado de regurgitaci&#243;n mitral y la clase funcional pre y post quir&#250;rgica, y s&#243;lo el 19% de los pacientes necesitaron cirug&#237;a para cambio valvular antes de cuatro a&#241;os de evoluci&#243;n.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>V&#225;lvula mitral</kwd>
        <kwd>insuficiencia de la v&#225;lvula mitral</kwd>
        <kwd>fiebre reum&#225;tica</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Plastia mitral quir&#250;rgica en ni&#241;os con fiebre reum&#225;tica</p>
      <p>
        <bold>Andr&#233;a Rocha e Silva<sup>I</sup>; Gesmar Volga Haddad Herdy<sup>I</sup>; Alan Araujo Vieira<sup>I</sup>; Luiz Carlos Sim&#245;es<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal Fluminense (UFF), Niter&#243;i, Rio de Janeiro</p>
      <p><sup>II</sup>Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La reconstrucci&#243;n mitral tiene buena aceptaci&#243;n en ni&#241;os con fiebre reum&#225;tica.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analizar los resultados de la reconstrucci&#243;n quir&#250;rgica mitral en ni&#241;os con lesiones reum&#225;ticas despu&#233;s de cuatro a&#241;os de evoluci&#243;n.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudio retrospectivo de 40 pacientes menores de 18 a&#241;os, operados en el Instituto Nacional de Cardiolog&#237;a (RJ), entre enero de 1998 y enero de 2003. Se analiz&#243; el grado de regurgitaci&#243;n mitral por ecocardiograma, la t&#233;cnica quir&#250;rgica, la clase funcional pre y post operatoria, la evoluci&#243;n de los casos, la necesidad de cambio valvular y &#243;bitos.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Veinti&#250;n pacientes (52,5%) eran del sexo femenino. La insuficiencia mitral era grave en 32 pacientes (80%) y moderada en ocho (20%). Ocurrieron tres &#243;bitos inmediatos (7,5%). Despu&#233;s de tres meses de cirug&#237;a, el ecocardiograma mostr&#243; que en 35/37 (94,6%) no hab&#237;a regurgitaci&#243;n valvular o era leve, y en dos pacientes (5,2%) era grave. La clase funcional en el preoperatorio era III y IV en 33 casos (82,5%), y tres meses despu&#233;s de la cirug&#237;a los 37 casos (100%) estaban en clase funcional I y II. La diferencia entre los datos del grados de regurgitaci&#243;n mitral y clase funcional en el pre y post operatorio fueron estad&#237;sticamente significativos (p&lt;0,01). El cambio valvular antes de cuatro de evoluci&#243;n ocurri&#243; en siete (19%) de los casos.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La reconstrucci&#243;n de la v&#225;lvula mitral mostr&#243; resultado favorable en la mayor&#237;a de los casos al considerar el grado de regurgitaci&#243;n mitral y la clase funcional pre y post quir&#250;rgica, y s&#243;lo el 19% de los pacientes necesitaron cirug&#237;a para cambio valvular antes de cuatro a&#241;os de evoluci&#243;n.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> V&#225;lvula mitral/cirug&#237;a, insuficiencia de la v&#225;lvula mitral, fiebre reum&#225;tica.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La incidencia de la enfermedad reum&#225;tica en ni&#241;os, adolescentes y adultos j&#243;venes corresponde a un 0,3% y un 3% de los individuos<sup>1</sup>. Son pocos los trabajos brasile&#241;os sobre prevalencia de esta enfermedad. En ni&#241;os de escuelas p&#250;blicas de Belo Horizonte fue de 3,6/1.000<sup>2</sup>. </p>
      <p>La regurgitaci&#243;n mitral ocurre por dilataci&#243;n del anillo, alteraciones en los m&#250;sculos papilares, cuerdas tendinosas y valvas<sup>4-7</sup>. Las pr&#243;tesis existentes conducen a complicaciones dif&#237;ciles de controlar, especialmente la calcificaci&#243;n y la ruptura en las pr&#243;tesis biol&#243;gicas, el tromboembolismo en las v&#225;lvulas mec&#225;nicas, as&#237; como la necesidad de uso continuo de anticoagulaci&#243;n y su monitoreo con ex&#225;menes de laboratorio peri&#243;dicos<sup>8</sup>. En los intervalos de edades menores, los cambios de pr&#243;tesis son necesarios debido al crecimiento de la estatura y del peso. Por esos hechos, los autores cada vez m&#225;s utilizan t&#233;cnicas restauradoras en el tratamiento de la regurgitaci&#243;n valvular mitral<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>Los objetivos del presente trabajo fueron analizar los resultados de la plastia mitral en pacientes con fiebre reum&#225;tica, evaluar la evoluci&#243;n de los pacientes y determinar los factores que podr&#237;an influir en la necesidad de cambio de la v&#225;lvula antes de los cuatro a&#241;os de evoluci&#243;n,</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se realiz&#243; un estudio retrospectivo con 40 pacientes de edad inferior a 18 a&#241;os, sometidos a cirug&#237;a reconstructora mitral (plastia mitral), acompa&#241;ados en el Servicio de Cardiolog&#237;a del Ni&#241;o y del Adolescente y operados por el Servicio de Cirug&#237;a Cardiovascular Pedi&#225;trico, ambos del Instituto Nacional de Cardiolog&#237;a (INL), &#243;rgano del Ministerio de Salud, ubicado en la ciudad de Rio de Janeiro (RJ), en el per&#237;odo de enero de 1988 y enero de 2003. Las variables estudiadas fueron: sexo, edad del paciente en la crisis y en la cirug&#237;a, medicamentos utilizados, tipo de lesi&#243;n valvular, t&#233;cnica quir&#250;rgica, clase funcional pre y post operatoria <italic>New York Heart Association</italic> (NYHA), necesidad de uso de aminas vasoactivas o hemoderivados, duraci&#243;n de la circulaci&#243;n extracorp&#243;rea, de la anoxia, evoluci&#243;n de los casos y necesidad de cambio valvular. </p>
      <p>Todos los pacientes fueron operados por el mismo equipo quir&#250;rgico con esternotom&#237;a mediana. Despu&#233;s de la heparinizaci&#243;n con 4 ml/kg de peso se canularon la aorta ascendente y las venas cavas con la instalaci&#243;n de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea (CEC). Todos fueron sometidos a hipotermia moderada (28&#186;C), pinzamiento total y continuo de la aorta y protecci&#243;n mioc&#225;rdica con cardioplegia sangu&#237;nea a 4&#186;C. El acceso a la v&#225;lvula mitral se realiz&#243; a trav&#233;s de atriotom&#237;a izquierda y en todos se preservaron las c&#250;spides de la v&#225;lvula mitral.</p>
      <p>Los ex&#225;menes ecocardiogr&#225;ficos para an&#225;lisis de la insuficiencia mitral se realizaron con aparato SONOS, y la insuficiencia se cuantific&#243; como leve, moderada y grave, de acuerdo con las caracter&#237;sticas del chorro regurgitante. Las principales t&#233;cnicas quir&#250;rgicas utilizadas para la reconstrucci&#243;n valvular fueron: colocaci&#243;n de anillo mitral, resecci&#243;n cuadrangular del velo posterior, acortamiento de cuerda tendinosa, transposici&#243;n de cuerdas tendinosas y comisurotom&#237;a. El tiempo m&#237;nimo de evoluci&#243;n de los pacientes fue de cuatro a&#241;os despu&#233;s de la cirug&#237;a.</p>
      <p>Los datos fueron descritos en frecuencias relativas (porcentaje), promedio, mediana, valor m&#237;nimo y m&#225;ximo, y los grupos se compararon usando el test Chi-cuadrado. Se utiliz&#243; la correcci&#243;n de Fisher cuando era indicada. Los posibles factores de riesgo para cambio de la v&#225;lvula antes de cuatro a&#241;os de evoluci&#243;n cl&#237;nica fueron analizados por regresi&#243;n log&#237;stica simple. La significancia estad&#237;stica considerada fue de 95%.</p>
      <p>Los casos estudiados est&#225;n archivados en el banco de datos del INC para seguimiento a largo plazo y posterior descripci&#243;n de su evoluci&#243;n. </p>
      <p>Este trabajo fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n del INC con el n&#250;mero 0181/26.11.07.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Veinti&#250;n pacientes (52,5%) eran del sexo femenino. La edad en la crisis de fiebre reum&#225;tica vari&#243; de tres a 14 a&#241;os (mediana = ocho a&#241;os), y en el acto quir&#250;rgico de cuatro a 17 a&#241;os (mediana = 12 a&#241;os). La diferencia entre la edad en la primera crisis y la edad en la cirug&#237;a vari&#243; de cero a 10 a&#241;os (mediana = tres anos) (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">tab. 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la primera consulta antes de la cirug&#237;a, 12 pacientes (30%) no usaban medicamentos, 16 (40%) usaban cuatro o m&#225;s, y los otros doce casos hac&#237;an uso continuo de uno a tres agentes. Los m&#225;s utilizados eran: furosemida, espironolactona, captopril, hidralazina y penicilina benzatina.</p>
      <p>El grado de insuficiencia mitral fue analizado mediante examen ecocardiogr&#225;fico en el preoperatorio y clasificado como leve, moderado o grave, de acuerdo con la regurgitaci&#243;n. La insuficiencia mitral era grave en 32 pacientes (80,0%) y moderada en ocho (20,0%). Se realiz&#243; an&#225;lisis ecocardiogr&#225;fico inmediato en todos los pacientes, con excepci&#243;n de dos en raz&#243;n de &#243;bito. En ese an&#225;lisis, 20 de los 38 pacientes (52,6%) presentaban regurgitaci&#243;n valvular leve o no presentaban lesi&#243;n regurgitante, y 18 (47,4%) presentaban regurgitaci&#243;n moderada. Tres d&#237;as despu&#233;s de la cirug&#237;a hubo otro &#243;bito. </p>
      <p>En la evaluaci&#243;n ecocargiogr&#225;fica realizada despu&#233;s de tres meses de postoperatorio de los 37 pacientes sobrevivientes, 19 (51,3%) presentaban regurgitaci&#243;n valvular leve o no presentaban regurgitaci&#243;n, 16 (43,3%) regurgitaci&#243;n moderada y dos (5,4%) con regurgitaci&#243;n grave (&#233;stos hicieron nueva crisis de fiebre reum&#225;tica). Por tanto, 35 pacientes (94,6%) presentaban en el postoperatorio regurgitaci&#243;n mitral leve o moderada. Hubo diferencia estad&#237;sticamente significativa (p&lt;0,001) (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">tab. 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>El tiempo de internaci&#243;n vari&#243; de cuatro a 103 d&#237;as (mediana de 12). El tiempo de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea (CEC) vari&#243; de 50 a 220 minutos con promedio de 120&#177;36 minutos y anoxia de 35 a 170 minutos con promedio de 93&#177;32 minutos. El tiempo promedio en el sector de postoperatorio infantil vari&#243; de uno a 60( d&#237;as (mediana de 4) (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">tab. 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Las principales t&#233;cnicas quir&#250;rgicas utilizadas fueron: colocaci&#243;n de anillo mitral (n=28), resecci&#243;n cuadrangular del velo posterior (n=17), acortamiento de cuerda tendinosa (n=23), transposici&#243;n de cuerdas tendinosas (n=5) y comisurotom&#237;a (n=11). Once pacientes (27,5%) realizaron la cirug&#237;a necesitando s&#243;lo una t&#233;cnica quir&#250;rgica, y 29 pacientes (72,5%) necesitaron dos o m&#225;s t&#233;cnicas (<xref ref-type="table" rid="tab04-body2">tab. 4</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La clase funcional preoperatoria vari&#243; de acuerdo con la NYHA (<italic>New York Heart Association</italic>) de II a IV: CF II (n=7) 17,5%, CF III (n=17) 42,5% y CF IV (n=16) 40,0%, o sea, en el preoperatorio 33 pacientes (80,5%) estaban en clase funcional III y IV. En el seguimiento ambulatorio despu&#233;s de tres meses de postoperatorio, los 37 pacientes (100%) pasaron para CF I (n=28) y II (n=9). Hubo diferencia estad&#237;sticamente significativa (p&lt;0,001) (<xref ref-type="table" rid="tab05-body2">tab. 5</xref>; <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">fig.1</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>En veintiocho pacientes (70,0%) se realiz&#243; ecocardiograma transesof&#225;gico durante la cirug&#237;a. Los hemoderivados se utilizaron en 21 casos (52,5%). Las aminas vasoactivas fueron necesarias 26 casos (65,0%) en el postoperatorio. Hubo tres &#243;bitos inmediatos (7,5%): uno en el centro quir&#250;rgico, uno 24 horas despu&#233;s de la cirug&#237;a y uno despu&#233;s de tres d&#237;as (dos pacientes por choque cardiog&#233;nico y uno por disturbio de la coagulaci&#243;n).</p>
      <p>El cambio valvular fue necesario en ocho pacientes (20,0%), siendo siete pacientes con menos de cuatro a&#241;os de plastia mitral (<xref ref-type="table" rid="tab06-body2">tab. 6</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab06-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt06-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Los factores de riesgo de interferir en la evoluci&#243;n de los pacientes con relaci&#243;n al cambio valvular mitral antes de cuatro a&#241;os, analizados como se muestra en la <xref ref-type="table" rid="tab06-body2">tabla 6</xref>, no fueron estad&#237;sticamente significantes e incluyeron: clase funcional y grado de regurgitaci&#243;n mitral en el pre y post operatorio, cantidad de f&#225;rmacos utilizados por paciente al momento de la cirug&#237;a, tiempo de perfusi&#243;n y anoxia, n&#250;mero de t&#233;cnicas quir&#250;rgicas utilizadas y la necesidad de aminas vasoactivas en el postoperatorio inmediato.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La pl&#225;stica de v&#225;lvula mitral se acepta universalmente como t&#233;cnica superior al cambio valvular, especialmente en ni&#241;os, en los cuales pueden ser necesarias otras sustituciones con el crecimiento<sup>6,7,11</sup>. La edad de los pacientes fue de cuatro a 17 a&#241;os al momento de la cirug&#237;a de plastia mitral. Los problemas a largo plazo con anticoagulaci&#243;n, tromboembolismo, sangramiento, r&#225;pida degeneraci&#243;n de la pr&#243;tesis en la poblaci&#243;n joven, y mayor riesgo de endocarditis y la menor preservaci&#243;n de la funci&#243;n ventricular hace que la plastia valvular mitral se revele superior al cambio valvular mitral<sup>12</sup>. Una importante ventaja de la t&#233;cnica de reconstrucci&#243;n quir&#250;rgica es la baja trombogenicidad de la v&#225;lvula reparada, que elimina la necesidad de terapia anticoagulante. El informe de ausencia de tromboembolismo despu&#233;s de la pl&#225;stica mitral es del 87% al 99% despu&#233;s de cinco a&#241;os. Las manifestaciones emb&#243;licas son, en su mayor&#237;a, episodios cerebrovasculares<sup>10-12</sup>.</p>
      <p>Las t&#233;cnicas reparadoras utilizadas fueron: colocaci&#243;n de anillo mitral, resecci&#243;n cuadrangular, acortamiento de cuerda tendinosa, comisurotom&#237;a y transposici&#243;n de cuerdas tendinosas, con la prioridad de preservar el aparato mitral y la funci&#243;n ventricular. En la fiebre reum&#225;tica, la reconstrucci&#243;n valvular es t&#233;cnicamente m&#225;s dif&#237;cil y los resultados a medio y largo plazo pueden sufrir interferencia de nuevas crisis de la enfermedad<sup>6,9</sup>. Los trabajos iniciales presentaban t&#233;cnicas que tuvieron como objetivo s&#243;lo el tratamiento del anillo valvular<sup>13</sup>. Una de las mayores experiencias personales en procedimientos conservadores en la v&#225;lvula mitral es el de Carpentier<sup>14</sup>, con 1.421 pacientes portadores de insuficiencia mitral. Las t&#233;cnicas utilizadas en esta serie fueron resecciones parciales, acortamiento o transposici&#243;n de cuerdas tendinosas, reinserci&#243;n de m&#250;sculos papilares y anuloplastia con anillo r&#237;gido. </p>
      <p>En el presente estudio, el 39% de los pacientes fueron operados con importante compromiso de toda la estructura valvular y disfunci&#243;n mioc&#225;rdica. Estos datos que no son raros en muchos de nuestro medio (tratamiento quir&#250;rgico ya con alg&#250;n grado de disfunci&#243;n ventricular y/o de s&#237;ntomas cl&#237;nicos significativos) son derivados especialmente de factores sociales y dificultades encontradas en nuestro sistema de Salud. No obstante, la plastia mitral debe ser indicada precozmente basado en la gravedad de la regurgitaci&#243;n y en el grado de compromiso valvular, lo que posibilita buenos resultados con el tratamiento conservador, aun en escasez o ausencia de s&#237;ntomas<sup>15</sup>. La reconstrucci&#243;n valvular exige del equipo quir&#250;rgico un perfecto conocimiento de anatom&#237;a y de la multiplicidad de t&#233;cnicas existentes. Adem&#225;s de ello, es importante una excelente visualizaci&#243;n de la v&#225;lvula, especialmente del plano subvalvular, para conseguir una buena evaluaci&#243;n de las cuerdas tendinosas y de la musculatura papilar. En caso necesario, se procede al acortamiento de esas estructuras, intentando una buena coaptaci&#243;n de las c&#250;spides. En el Servicio de Cirug&#237;a Cardiovascular Pedi&#225;trico del INC los cirujanos realizan el acortamiento del m&#250;sculo papilar mediante la resecci&#243;n en cu&#241;a transversal, pues creen que esta t&#233;cnica permite un acortamiento m&#225;s homog&#233;neo de las cuerdas tendinosas. Adem&#225;s de esta t&#233;cnica, se utilizan la colocaci&#243;n del anillo mitral, la resecci&#243;n cuadrangular, la comisurotom&#237;a y la transposici&#243;n de cuerdas tendinosas.</p>
      <p>Solamente en ocho de los pacientes estudiados (20%) la anuloplastia fue procedimiento &#250;nico, demostrando que en la mayor&#237;a de los casos (80%) fue necesaria la asociaci&#243;n de m&#225;s de una t&#233;cnica, y en muchas ocasiones con variaciones de la planificaci&#243;n inicial, situaci&#243;n &#233;sta descrita tambi&#233;n por otros autores<sup>6,10,16</sup>. La dilataci&#243;n del anillo mitral est&#225; presente en casi todos los pacientes con insuficiencia mitral. El implante del anillo ofrece as&#237; una mayor estabilidad en la reconstrucci&#243;n valvular, impidiendo futuras dilataciones de la c&#250;spide posterior como fuera sugerido por Carpentier<sup>14</sup>, seg&#250;n el cual siempre es importante remodelar la v&#225;lvula con la plastia para resultados a largo plazo. Deloche et al demostraron excelente durabilidad de la plastia mitral usando la t&#233;cnica de Carpentier, y s&#243;lo el 6,2% de su serie precisaron cambio valvular mitral<sup>9</sup>. En nuestro trabajo, el 19% realizaron cambio valvular mitral precoz.</p>
      <p>La regurgitaci&#243;n mitral puede ser secundaria a m&#250;ltiples lesiones en las comisuras, en los velos y en el aparato subvalvular, observ&#225;ndose en todos los pacientes, como fuera dicho antes, dilataci&#243;n del anillo mitral. Esto se debe al alejamiento de su fracci&#243;n posterior, ya que la fracci&#243;n anterior est&#225; limitada por los tr&#237;gonos fibrosos derecho e izquierdo del coraz&#243;n. Como lo muestra la bibliograf&#237;a, la plastia se considera una buena opci&#243;n, pues permite preservar las c&#250;spides nativas de la v&#225;lvula y el aparato subvalvular, manteniendo la geometr&#237;a ventricular izquierda y la funci&#243;n ventricular<sup>10</sup>.</p>
      <p>La mortalidad hospitalaria en el presente trabajo fue del 7,5%. Los tres pacientes que fallecieron se encontraban en Clase Funcional IV, y dos de ellos se encontraban en fase aguda de la enfermedad. Esta mortalidad puede considerarse elevada si se la compara con la mayor&#237;a de los autores, que var&#237;a entre 0 y 4,8%<sup>17-20</sup>. Carpentier inform&#243; experiencia con plastia despu&#233;s de 10 a&#241;os, con mortalidad hospitalaria del 4,2% en adultos y ni&#241;os<sup>14</sup>. La mortalidad quir&#250;rgica es mayor en la fase aguda de la fiebre reum&#225;tica si la operaci&#243;n es indicada en pacientes con grave disfunci&#243;n valvular y con tratamiento cl&#237;nico ineficaz. Aun en este grupo, la pl&#225;stica puede presentar mejores resultados que la sustituci&#243;n valvular, al preservar todo el aparato subvalvular, lo que resulta en una mejor funci&#243;n ventricular en el postoperatorio<sup>12,19</sup>.</p>
      <p>En nuestros casos, la necesidad de reoperaci&#243;n con indicaci&#243;n para cambio valvular antes de los cuatro a&#241;os ocurri&#243; en siete (19%) de los 37 casos, muy elevada si se la compara con los otros autores. Pomerantzeff et al<sup>21</sup> informaron sobrevida libre de reoperaciones en un 70% despu&#233;s de 17 a&#241;os<sup>21</sup>. Pacientes con enfermedad valvular reum&#225;tica tuvieron alta incidencia de reoperaci&#243;n, como demuestran Deloche et al<sup>9</sup>. La necesidad de nueva cirug&#237;a ocurre entre el 8%-10%<sup>7,18</sup>. Adem&#225;s de ello, los resultados tambi&#233;n dependen del estado de la v&#225;lvula al momento de la reconstrucci&#243;n, es decir, cuanto m&#225;s afectada est&#233;, peor ser&#225; el resultado<sup>16</sup>. Gillinov et al informaron una sobrevida libre de reoperaci&#243;n en el 93%, despu&#233;s de 10 a&#241;os<sup>22</sup>, y la mayor&#237;a de los que necesitaron nueva cirug&#237;a fue en consecuencia de nuevas crisis de fiebre reum&#225;tica. En la casu&#237;stica de Machado et al<sup>18</sup>, el 72.6% de los casos estaban libres de reoperaci&#243;n despu&#233;s de 188 meses. Las mayores causas de falla de la plastia mitral reum&#225;tica son indicaciones err&#243;neas, empleo de t&#233;cnica inadecuada y progresi&#243;n de la enfermedad valvular reum&#225;tica<sup>7,16</sup>.</p>
      <p>El uso de ecocardiograma transesof&#225;gico est&#225; establecido como m&#233;todo m&#225;s adecuado para evaluar los resultados inmediatos, orientando la necesidad de cambio valvular en los casos de falla de la plastia mitral o de insuficiencia residual importante<sup>10</sup>. Murad et al<sup>6</sup> informaron el uso de ecocardiograma transesof&#225;gico en s&#243;lo el 4% de sus cirug&#237;as. En el presente estudio se utiliz&#243; la ecocargiograf&#237;a transesof&#225;gica en la mayor&#237;a de los pacientes (68,3%) durante el procedimiento quir&#250;rgico. En el trabajo aqu&#237; presentado, hubo una mejora de la regurgitaci&#243;n en el 94,6%, resultado semejante al de otros trabajos brasile&#241;os<sup>16,18</sup>.</p>
      <p>Se concluye que hubo una mejora acentuada de la regurgitaci&#243;n mitral y de la clase funcional, en la evaluaci&#243;n despu&#233;s de tres meses de postoperatorio, pero fue aumentada la necesidad de reoperaci&#243;n antes de cuatro a&#241;os de evoluci&#243;n. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>V&#237;nculo Acad&#233;mico</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de la tesis de Maestr&#237;a de Andr&#233;a Rocha e Silva de la Universidad Federal Fluminense e Instituto de Cardiolog&#237;a de Laranjeiras.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Surgical mitral valve repair in children with rheumatic fever</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Mitral repair is well accepted in children with rheumatic fever. OBJECTIVE: To analyze the outcomes of surgical mitral repair in children with rheumatic lesions after four years of follow-up. METHODS: Retrospective study of 40 patients younger than 18 years, who underwent surgery in the National Institute of Cardiology (Rio de Janeiro) between January 1998 and January 2003. The echocardiographic degree of mitral regurgitation; surgical technique used; pre and postoperative functional class; patient outcome; need for valve replacement; and deaths were analyzed. RESULTS: Twenty one patients (52.5%) were females. Severe mitral regurgitation was observed in 32 patients (80%) and moderate in eight (20%). Three immediate deaths occurred (7.5%). Three months after surgery, echocardiography showed no valve regurgitation or mild regurgitation in 35 of 37 cases (94.6%) patients, and severe regurgitation in two (5.2%). Thirty three cases (82.5%) were in functional class III or IV in the preoperative period, and three months after surgery all the 37 cases (100%) were in functional class I or II. The differences between the degree of mitral regurgitation and functional class in pre and postoperative periods were statistically significant (p&lt;0.01). Seven (19%) patients underwent heart valve replacement before four years of follow-up. CONCLUSION: Mitral valve repair showed favorable results in most of the cases as regards the degree of mitral regurgitation and the pre and postoperative functional class. Only 19% of the patients required surgical valve replacement before four years of follow-up.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Mitral valve</kwd>
        <kwd>mitral valve insufficiency</kwd>
        <kwd>rheumatic fever</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="tx-body3">
          <label>
            <bold>Surgical mitral valve repair in children with rheumatic fever</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Andr&#233;a Rocha e Silva<sup>I</sup>; Gesmar Volga Haddad Herdy<sup>I</sup>; Alan Araujo Vieira<sup>I</sup>; Luiz Carlos Sim&#245;es<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal Fluminense (UFF), Niter&#243;i, Rio de Janeiro</p>
      <p><sup>II</sup>Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Mitral repair is well accepted in children with rheumatic fever.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To analyze the outcomes of surgical mitral repair in children with rheumatic lesions after four years of follow-up.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Retrospective study of 40 patients younger than 18 years, who underwent surgery in the National Institute of Cardiology (Rio de Janeiro) between January 1998 and January 2003. The echocardiographic degree of mitral regurgitation; surgical technique used; pre and postoperative functional class; patient outcome; need for valve replacement; and deaths were analyzed.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Twenty one patients (52.5%) were females. Severe mitral regurgitation was observed in 32 patients (80%) and moderate in eight (20%). Three immediate deaths occurred (7.5%). Three months after surgery, echocardiography showed no valve regurgitation or mild regurgitation in 35 of 37 cases (94.6%) patients, and severe regurgitation in two (5.2%). Thirty three cases (82.5%) were in functional class III or IV in the preoperative period, and three months after surgery all the 37 cases (100%) were in functional class I or II. The differences between the degree of mitral regurgitation and functional class in pre and postoperative periods were statistically significant (p&lt;0.01). Seven (19%) patients underwent heart valve replacement before four years of follow-up.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Mitral valve repair showed favorable results in most of the cases as regards the degree of mitral regurgitation and the pre and postoperative functional class. Only 19% of the patients required surgical valve replacement before four years of follow-up.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Mitral valve/surgery; mitral valve insufficiency; rheumatic fever.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The incidence of rheumatic fever among children, adolescents and young adults is of 0.3% to 3% of the individuals<sup>1</sup>. There are few Brazilian studies available on the prevalence of this disease. Among children from public schools of the city of Belo Horizonte this rate was 3.6/1,000<sup>2</sup>. In Brazil, rheumatic fever accounts for 30% of the cardiac surgeries in general, especially for mitral valve regurgitation<sup>3</sup>.</p>
      <p>Mitral regurgitation results from annulus dilatation and changes in the papillary muscles, chordae tendineae and leaflets<sup>4-7</sup>. The available prostheses lead to complications which are difficult to be controlled, especially calcification and rupture in bioprostheses, thromboembolism in mechanical prostheses, and the need for continuous use of anticoagulation and its monitoring with periodic laboratory tests<sup>8</sup>. In lower age ranges, prosthesis replacement is necessary because of height and weight growth. Based on these facts, surgeons have used reconstructive techniques in the treatment of mitral valve regurgitation with increasing frequency<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>The objectives of the present study were to analyze the results of mitral valve repair in patients with rheumatic fever, to evaluate the patients' outcome, and to determine the factors that could influence the need for valve replacement before four years of follow-up.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is a retrospective study including 40 patients younger than 18 years of age, who underwent surgical reconstruction of the mitral valve (mitral valve repair). They were followed in the Department of Child and Adolescent Cardiology and the surgeries were performed from January 1988 to January 2003 at the Department of Pediatric Cardiovascular Surgery, both from the National Institute of Cardiology (NIC), a Ministry of Health agency, situated in the city of Rio de Janeiro (RJ). The variables studied were: gender, patient age at bout of disease and at surgery, medications used, type of valve lesion, surgical technique, pre and postoperative New York Heart Association (NYHA) functional class, need for vasoactive amines or blood products, duration of extracorporeal circulation and of anoxia, outcome of the cases and need for heart valve replacement. Surgeries were performed by the same surgical team in all patients, using the median sternotomy approach. After heparinization with 4ml/kg of weight, the ascending aorta and venae cavae were cannulated, and extracorporeal circulation (ECC) was established. All patients underwent moderate hypothermia (28&#186;C), continuous total aortic clamp, and myocardial protection with blood cardioplegia at 4&#186;C. The mitral valve was approached via the left atriotomy, and both mitral valve cusps were preserved in all patients. </p>
      <p>Echocardiographic studies for the analysis of mitral regurgitation were performed in a SONUS instrument (Pharmaceutical-Abbott Laboratories, USA), and regurgitation was rated as mild, moderate or severe, according to the characteristics of the regurgitant jet. The main surgical techniques used for valve repair were: mitral ring placement, quadrangular resection of the posterior leaflet, chordal shortening, chordal transfer, and commissurotomy. The patients were followed-up for at least four years postoperatively.</p>
      <p>Data were described as relative frequencies (percentage), mean, median, minimum and maximum values, and the groups were compared using the Chi square test. Fisher's correction was used when indicated. The possible risk factors for heart valve replacement before four years of clinical follow-up were analyzed using simple logistic regression. Statistical significance was set at 95%.</p>
      <p>The cases studied are filed in the NIC database for the long-term follow-up and further description of the outcomes. </p>
      <p>This study was approved by the Research Ethics Committee of NIC under number 0181/26.11.07.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Twenty one patients (52.5%) were females. The age at bout of rheumatic fever and at surgery ranged from three to 14 years (median of eight years), and from four to 17 years (median of 12 years), respectively. The difference between the age at the first bout and at surgery ranged from zero to 10 years (median of three years) (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>In the first visit prior to surgery, 12 patients (30%) were not taking any medication, 16 (40%) were on four or more medications, and the remaining twelve cases were on continuous use of one to three medications. The drugs more frequently used were: furosemide, spironolactone, captopril, hydralazine, and penicillin G benzathine.</p>
      <p>The degree of mitral regurgitation was analyzed by echocardiography in the preoperative period and was classified as mild, moderate or severe, according to the regurgitant jet. Mitral regurgitation was severe in 32 patients (80.0%) and moderate in eight (20.0%). Immediate echocardiographic analysis was performed in all patients, except for two, due to death. The analyses showed that 20 of the 38 patients (52.6%) had mild or no valve regurgitation, and 18 (47.4%) had moderate regurgitation. Another death occurred three days after surgery.</p>
      <p>The echocardiographic studies performed three months after surgery in the 37 patients that survived showed that 19 (51.3%) had mild or no valve regurgitation, 16 (43.3%) had moderate regurgitation, and two (5.4%) had severe regurgitation (the latter presented a new bout of rheumatic fever). Therefore, 35 patients (94.6%) presented mild or moderate mitral regurgitation in the postoperative period. Statistically significant difference was observed (p&lt;0.001) (<xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Table 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The length of hospital stay ranged from four to 103 days (median of 12). ECC time ranged from 50 to 220 minutes, with mean of 120&#177;36 minutes, and time of anoxia from 35 to 170 minutes, with mean of 93&#177;32 minutes. The mean length of stay in the children's postoperative care unit ranged from one to 60 days (median of four) (<xref ref-type="table" rid="tab03-body3">Table 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The main surgical techniques used were: mitral ring placement (n= 28), quadrangular resection of the posterior leaflet (n=17), chordal shortening (n=23), chordal transfer (n=5), and commissurotomy (n=11). Eleven patients (27.5%) required only one surgical technique, whereas 29 patients (72.5%) required two or more techniques (<xref ref-type="table" rid="tab04-body3">Table 4</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab04-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The preoperative NYHA functional class ranged from II to IV: FC II (n=7) 17.5%, FC III (n=17) 42.5%, and FC IV (n=16) 40.0%, that is, 33 patients (80.5%) were in functional class III and IV in the preoperative period. In the outpatient follow-up three months after surgery, all the 37 patients (100%) became FC I (n=28) and II (n=29). Statistically significant difference was observed (p&lt;0.001) (<xref ref-type="table" rid="tab05-body3">Table 5</xref>; <xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figure 1</xref>)</p>
      <table-wrap id="tab05-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Transesophageal echocardiography was performed in 28 patients (70.0%) during surgery. Blood products were used in 21 cases (52.5%). Vasoactive amines were necessary in 26 patients (65.0%) in the postoperative period. Three immediate deaths occurred (7.5%): one in the operation room, one 24 hours after surgery, and one three days after surgery (two patients of cardiogenic shock and one of coagulation disorders).</p>
      <p>Heart valve replacement was required in eight patients (20.0%), seven of whom with less than four years of mitral repair (<xref ref-type="table" rid="tab06-body3">Table 6</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab06-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0433-00004-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Risk factors that could affect the outcome of patients in relation to the mitral valve replacement before four years, and whose analysis is shown in <xref ref-type="table" rid="tab06-body3">Table 6</xref>, were not statistically significant and included functional class and degree of pre and postoperative mitral regurgitation; number of medications used by the patients at the moment of surgery; time of perfusion and anoxia; number of surgical techniques used; and need for vasoactive amines in the immediate postoperative period. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Mitral valve repair is a technique universally accepted as superior to valve replacement, especially in children, in whom further replacements may be necessary as they grow<sup>6,7,11</sup>. The age of the patients ranged from four to 17 years at the moment of the surgical mitral repair. Due to the long-term complications related to anticoagulation, thromboembolism, bleeding, rapid prosthetic degeneration in the young population, the higher risk of endocarditis, and the poorer preservation of the ventricular function, mitral valve repair is superior to mitral valve replacement<sup>12</sup>. An important advantage of the surgical reconstruction technique is the low thrombogenicity of the repaired valve, which eliminates the need for anticoagulation therapy. Absence of thromboembolism after mitral repair is reported in 87% to 99% of the cases after five years. Most of the embolic manifestations are cerebrovascular events<sup>10-12</sup>.</p>
      <p>The following valve repair techniques were used: mitral ring placement, quadrangular resection, chordal shortening, commissurotomy and chordal transfer, with the aim of preserving both the mitral apparatus and the ventricular function. In rheumatic fever, valve reconstruction is technically more difficult and the mid and long-term outcomes may be influenced by new bouts of the disease<sup>6,9</sup>. Initial studies presented techniques which addressed only the valve annulus treatment<sup>13</sup>. One of the largest personal experiences in conservative procedures in the mitral valve is that of Carpentier's<sup>14</sup>, with 1,421 patients with mitral regurgitation. The techniques used in his series were partial resections, chordal shortening or transfer, reinsertion of the papillary muscles, and annuloplasty with rigid ring.</p>
      <p>In the present study, 39% of the patients underwent surgery with significant impairment of the whole valvular structure and myocardial dysfunction. These situations, which are not uncommon in our midst (surgical treatment performed when the patient already presents ventricular dysfunction and/or significant clinical symptoms), mainly result from social factors and difficulties found in our health system. However, mitral repair should be indicated early, on the basis of the severity of regurgitation and on the degree of valve impairment; thus, favorable results can be achieved with the conservative treatment, even when symptoms are scarce or absent<sup>15</sup>. For valve reconstruction, perfect knowledge of the anatomy and multiplicity of techniques available is required of the surgical team. Additionally, excellent visualization of the valve is important, especially of the subvalvular plane, to enable good assessment of the chordae tendineae and papillary muscles. If necessary, these structures are shortened, in an attempt to achieve good cusp coaptation. In the Department of Pediatric Cardiovascular Surgery of NIC, surgeons perform papillary muscle shortening by means of a cross-sectional wedge resection because they believe this technique permits more homogeneous shortening of the chordae tendineae. In addition to this technique, they also use mitral ring placement, quadrangular resection, commissurotomy, and chordal transfer.</p>
      <p>Annuloplasty was the single procedure used in only eight of the patients studied (20%), thus demonstrating that in most of the cases (80%) the association with more than one technique was necessary, and in many occasions with modifications of the initial planning, a situation that has also been described by other authors<sup>6,10,16</sup>. Mitral annulus dilatation is present in almost all patients with mitral regurgitation. Thus, ring implantation offers more stability in valve reconstruction, preventing further dilatations of the posterior cusp as suggested by Carpentier<sup>14</sup>, according to whom remodeling the valve with repair is always important for the long-term outcomes. Deloche et al demonstrated excellent durability of mitral repair using Carpentier's technique, and only 6.2% of their series required further mitral valve replacement<sup>9</sup>. In our study, 19% underwent early mitral valve replacement.</p>
      <p>Mitral regurgitation may be secondary to multiple lesions in the commissures, in the leaflets, and in the subvalvular apparatus. As previously mentioned, mitral annulus dilatation is observed in all patients. This is due to the displacement of its posterior portion, since the anterior portion is limited by the right and left fibrous trigones of heart. According to the literature, repair is considered a good option, because it permits the conservation of the native valve cusps and of the subvalvular apparatus, thus preserving the left ventricular geometry and ventricular function<sup>10</sup>.</p>
      <p>In-hospital mortality in the present study was 7.5%. The three patients who died were in functional class IV, and two of them were in the acute phase of the disease. This mortality rate may be considered high if compared with those of most of the authors, which range from 0 to 4.8%<sup>17-20</sup>. Carpentier reported his 10-year experience with repair, with an in-hospital mortality of 4.2% in adults and children<sup>14</sup>. Surgical mortality is higher in the acute phase of rheumatic feverwhen operation is indicated in patients with severe valve dysfunction and ineffective clinical treatment. Even in this group, repair may provide better results than valve replacement, as it preserves the whole subvalvular apparatus, which results in better postoperative ventricular function<sup>12,19</sup>.</p>
      <p>In our case series, reoperation with indication of valve replacement before four years was necessary in seven (19%) of the 37 cases, a very high rate in comparison with that of other authors. Pomerantzeff et al<sup>21</sup> reported reoperation-free survival in 70% after 17 years<sup>21</sup>. Patients with rheumatic valve disease have had a high incidence of reoperation, as demonstrated by Deloche et al<sup>9</sup>. Reoperation rates range from 8% to 10%<sup>7,18</sup>. Additionally, the outcomes also depend on the status of the valve at the moment of reconstruction, that is, the more severely it is damaged, the worse the outcome<sup>16</sup>. Gillinov et al reported reoperation-free survival in 93% after 10 years<sup>22</sup>; the reason for the need of a new surgery was new bouts of rheumatic fever in most of the patients. In Machado et al<sup>18</sup> case series, 72.6% of the cases were free from reoperation after 188 months. The major causes of failure in rheumatic mitral repair are wrong indications, use of inadequate techniques, and progression of the rheumatic valve disease<sup>7,16</sup>.</p>
      <p>Transesophageal echocardiography has been established as the most adequate method for the assessment of immediate outcomes, guiding the need for valve replacement in the cases of failure in mitral repair or significant residual regurgitation<sup>10</sup>. Murad et al<sup>6</sup> reported the use of transesophageal echocardiography in only 4% of their surgeries. In the present study, transesophageal echocardiography was used in most of the patients (68.3%) during the surgical procedure. Also, we observed improved regurgitation in 94.6%, a result similar to that of other Brazilian studies<sup>16,18</sup>.</p>
      <p>In conclusion, there was a significant improvement of mitral regurgitation as well as of the functional class, as verified in the assessment at the third postoperative month, however with a high need for reoperation before four years of follow-up. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Andr&#233;a Rocha e Silva, from Universidade Federal Fluminense and Instituto de Cardiologia de Laranjeiras.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
