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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">qw8SSDsDc8mSWgKwTjsPfRP</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000600003</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Comunica&#231;&#227;o interventricular pequena: conduta cl&#237;nica expectante em longo prazo</article-title>
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        <contrib contrib-type="author">
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            <surname>Atik</surname>
            <given-names>Edmar</given-names>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Cl&#237;nica privada do Dr. Edmar Atik</institution>
        <country country="BR">Brasil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>06</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>429</fpage>
      <lpage>432</lpage>
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          <day>19</day>
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          <year>2008</year>
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          <day>24</day>
          <month>07</month>
          <year>2008</year>
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          <day>30</day>
          <month>05</month>
          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A comunica&#231;&#227;o interventricular (CIV) pequena apresenta geralmente boa evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica, mesmo em longo prazo. OBJETIVO: Verificar evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica de pacientes com CIV pequena, a fim de determinar continuidade ou n&#227;o da conduta expectante, em vista do baixo risco operat&#243;rio, o que ocasiona maior liberalidade da indica&#231;&#227;o cir&#250;rgica. M&#201;TODOS: No per&#237;odo de outubro de 1976 a dezembro de 2007, foram examinados 187 casos com CIV pequena (di&#226;metro menor que 3 mm pelo ecocardiograma) e seguidos 155 deles em longo prazo. Estudaram-se a &#233;poca de exterioriza&#231;&#227;o do sopro e aspectos evolutivos como fechamento espont&#226;neo do defeito (grupo I) - 64 casos, continuidade do tamanho inicial (grupo II) - 74 casos e diminui&#231;&#227;o do mesmo (grupo III) -17 casos, al&#233;m de intercorr&#234;ncias cl&#237;nicas. RESULTADOS: A exterioriza&#231;&#227;o do sopro ocorreu na maioria no primeiro m&#234;s de vida, correspondendo a 48 (75%), 54 (72,9%) e 12 (70,5%) pacientes, nos tr&#234;s grupos respectivos, e acima do primeiro ano em 11 (5,8%) pacientes. Fechamento espont&#226;neo ocorreu no primeiro ano em 48 casos (75%), m&#233;dia de 7,6 m e de 1 a 5,5 anos em 15 pacientes (23,4%), em acompanhamento m&#225;ximo de 18 anos. Verificou-se continuidade do defeito at&#233; 40 anos. A diminui&#231;&#227;o do defeito ocorreu em m&#233;dia de 15 meses, seguidos at&#233; 9 anos. Probabilidade de fechamento da CIV, pela curva actuarial, foi de 34,38% em 1 ano e de 49,89% em 5 anos. N&#227;o houve intercorr&#234;ncias cl&#237;nicas. CONCLUS&#195;O: Evolu&#231;&#227;o favor&#225;vel da CIV pequena em longo prazo dispensa interven&#231;&#227;o operat&#243;ria, com preocupa&#231;&#227;o da profilaxia antibi&#243;tica rigorosa.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Comunica&#231;&#227;o interventricular</kwd>
        <kwd>cardiopatias cong&#234;nitas</kwd>
        <kwd>evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>20</day>
        <month>07</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CARDIOLOGIA PEDI&#193;TRICA</p>
    <p>Comunica&#231;&#227;o interventricular pequena: conduta cl&#237;nica expectante em longo prazo</p>
    <p>
      <bold>Edmar Atik</bold>
    </p>
    <p>Cl&#237;nica privada do Dr. Edmar Atik, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A comunica&#231;&#227;o interventricular (CIV) pequena apresenta geralmente boa evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica, mesmo em longo prazo. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Verificar evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica de pacientes com CIV pequena, a fim de determinar continuidade ou n&#227;o da conduta expectante, em vista do baixo risco operat&#243;rio, o que ocasiona maior liberalidade da indica&#231;&#227;o cir&#250;rgica. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> No per&#237;odo de outubro de 1976 a dezembro de 2007, foram examinados 187 casos com CIV pequena (di&#226;metro menor que 3 mm pelo ecocardiograma) e seguidos 155 deles em longo prazo. Estudaram-se a &#233;poca de exterioriza&#231;&#227;o do sopro e aspectos evolutivos como fechamento espont&#226;neo do defeito (grupo I) &#150; 64 casos, continuidade do tamanho inicial (grupo II) &#150; 74 casos e diminui&#231;&#227;o do mesmo (grupo III) &#150;17 casos, al&#233;m de intercorr&#234;ncias cl&#237;nicas. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A exterioriza&#231;&#227;o do sopro ocorreu na maioria no primeiro m&#234;s de vida, correspondendo a 48 (75%), 54 (72,9%) e 12 (70,5%) pacientes, nos tr&#234;s grupos respectivos, e acima do primeiro ano em 11 (5,8%) pacientes. Fechamento espont&#226;neo ocorreu no primeiro ano em 48 casos (75%), m&#233;dia de 7,6 m e de 1 a 5,5 anos em 15 pacientes (23,4%), em acompanhamento m&#225;ximo de 18 anos. Verificou-se continuidade do defeito at&#233; 40 anos. A diminui&#231;&#227;o do defeito ocorreu em m&#233;dia de 15 meses, seguidos at&#233; 9 anos. Probabilidade de fechamento da CIV, pela curva actuarial, foi de 34,38% em 1 ano e de 49,89% em 5 anos. N&#227;o houve intercorr&#234;ncias cl&#237;nicas. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Evolu&#231;&#227;o favor&#225;vel da CIV pequena em longo prazo dispensa interven&#231;&#227;o operat&#243;ria, com preocupa&#231;&#227;o da profilaxia antibi&#243;tica rigorosa.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Comunica&#231;&#227;o interventricular, cardiopatias cong&#234;nitas, evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o </bold>
    </p>
    <p>Questiona-se hoje a melhor conduta a ser adotada para pacientes com comunica&#231;&#227;o interventricular (CIV) de pequena repercuss&#227;o. Para tal, confronta-se habitualmente a conduta expectante cl&#237;nica com a operat&#243;ria corretiva. Em raz&#227;o dos recursos hoje dispon&#237;veis que propiciam baixo risco operat&#243;rio e boa evolu&#231;&#227;o posterior, tende-se &#224; ado&#231;&#227;o da conduta resolutiva, ainda mais que ela pode evitar a ocorr&#234;ncia da endocardite infecciosa. No entanto, muitas vezes a opera&#231;&#227;o corretiva &#233; realizada em per&#237;odos evolutivos nos quais o fechamento espont&#226;neo do defeito ainda possa ocorrer de maneira natural. Da&#237; a proposi&#231;&#227;o deste estudo evolutivo, por meio de revis&#227;o em longo prazo da conduta expectante cl&#237;nica, adotada como norma, podendo nortear melhor a conduta que se julga a mais adequada<sup>1-5</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Material</bold>
    </p>
    <p>Foram avaliados retrospectivamente os prontu&#225;rios de pacientes portadores de CIV pequena (di&#226;metro inferior a 3 mm, medido pelo ecocardiograma), no per&#237;odo de outubro de 1976 a dezembro de 2007, encaminhados &#224; cl&#237;nica privada para avalia&#231;&#227;o e conduta posterior. Esse grupo, constitu&#237;do por 187 pacientes (57,5%), foi distinguido daquele com CIV moderada (di&#226;metro de 4 a 6 mm), composto por 107 pacientes (32,9%), e tamb&#233;m daquele com CIV grande (acima de 7 mm de di&#226;metro), este com 31 pacientes (9,5%).</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Estudaram-se, exclusivamente no grupo com CIV pequena, a &#233;poca et&#225;ria de exterioriza&#231;&#227;o do sopro card&#237;aco (&#250;nico sinal cl&#237;nico diagn&#243;stico do defeito) e o aspecto evolutivo do defeito em rela&#231;&#227;o a fechamento espont&#226;neo (grupo I), que ocorreu em 64 casos, &#224; continuidade inalterada do tamanho inicial (grupo II) em 74 casos e &#224; diminui&#231;&#227;o do mesmo (grupo III) em 17 casos, totalizando 155 casos. Assim, do total de 187 casos de CIV pequena, foram exclu&#237;dos 32 pacientes da an&#225;lise dos grupos evolutivos (17,1% dos casos com CIV pequena), por n&#227;o terem sido seguidos ap&#243;s a primeira consulta. Em cada grupo evolutivo analisado, procurou-se determinar a &#233;poca da altera&#231;&#227;o ou da manuten&#231;&#227;o anat&#244;mica, assim como as intercorr&#234;ncias evolutivas, at&#233; a &#250;ltima avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica realizada.</p>
    <p>O &#237;ndice de fechamento da CIV foi estimado pelo c&#225;lculo da curva actuarial de Kaplan-Meier, com intervalo de confian&#231;a de 95%.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Todos os pacientes mantiveram-se assintom&#225;ticos desde a avalia&#231;&#227;o inicial. O sopro sist&#243;lico correspondeu inicialmente, nos 187 pacientes, a + de intensidade em 47 casos (25%), a +/++ em 104 casos (56%) e a ++ em 36 casos (19%). Fr&#234;mito sist&#243;lico esteve presente exclusivamente em 11 dos 36 pacientes com maior intensidade do sopro. Quanto &#224; localiza&#231;&#227;o do sopro, estava ele presente exclusivamente na borda esternal esquerda em 123 casos (65,7%), com irradia&#231;&#227;o para a borda esternal direita em 34 (18,1%), com irradia&#231;&#227;o para a borda esternal direita e &#225;rea mitral em 17 (9,1%) e com irradia&#231;&#227;o para a &#225;rea mitral em 13 (6,95%) pacientes. Quanto &#224; localiza&#231;&#227;o da CIV no septo ventricular, era trabecular muscular em 119 casos (63,6%), e em regi&#227;o perimembranosa em 68 casos (36,3%). Nos tr&#234;s grupos evolutivos, fechamento do defeito (grupo I &#150; 64 casos) (<xref ref-type="table" rid="tab01">tab. 1</xref>), manuten&#231;&#227;o do defeito (grupo II &#150; 74 casos) (<xref ref-type="table" rid="tab02">tab. 2</xref>) e diminui&#231;&#227;o do defeito (grupo III &#150; 17 casos) (<xref ref-type="table" rid="tab03">tab. 3</xref>), observou-se que a exterioriza&#231;&#227;o do sopro ocorreu principalmente no per&#237;odo neonatal em 48 (75%), 54 (72,9%) e 12 (70,5%) pacientes, respectivamente, em idade m&#233;dia de 8,3, 8,6 e 18,8 dias nos tr&#234;s grupos. A exterioriza&#231;&#227;o do sopro no primeiro ano de vida, excluindo o per&#237;odo neonatal, ocorreu em 13 (20,3%), 12 (16,2%) e 5 (29,4%) casos nos tr&#234;s grupos, em m&#233;dia de idade de 81 dias, 142 dias e 4 meses, respectivamente. Acima do primeiro ano de vida, a exterioriza&#231;&#227;o do sopro ocorreu em 3 (4,6%) e 8 (10,8%) casos nos dois primeiros grupos, em idades m&#233;dias de 42,3 e 43,5 meses.</p>
    <table-wrap id="tab01">
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    <p>O fechamento do defeito ocorreu em m&#233;dia de idade de 7,6 meses, 26 meses e 61,6 meses, respectivamente dos com exterioriza&#231;&#227;o neonatal, no primeiro ano e acima do primeiro ano de vida (<xref ref-type="table" rid="tab01">tab. 1</xref>). &#201; de interesse notar que o fechamento espont&#226;neo ocorreu em 15 pacientes (23,4% do total) acima do primeiro ano de vida. Em rela&#231;&#227;o &#224; localiza&#231;&#227;o da CIV no septo ventricular, o fechamento espont&#226;neo dos 64 casos ocorreu em 40 (62,5%) pacientes dentre os em regi&#227;o trabecular muscular e em 24 (37,5%) pacientes em regi&#227;o perimembranosa. A diminui&#231;&#227;o do defeito ocorreu em m&#233;dia de 15 meses e 41,6 meses em rela&#231;&#227;o aos dois primeiros grupos et&#225;rios (<xref ref-type="table" rid="tab03">tab. 3</xref>). Entre os que evolu&#237;ram com manuten&#231;&#227;o do defeito, houve acompanhamento at&#233; 8,29 anos de idade m&#233;dia (de 1 m&#234;s a 40 anos); entre os com exterioriza&#231;&#227;o neonatal, at&#233; 37,7 meses em m&#233;dia (de 4 meses a 14 anos); dos com exterioriza&#231;&#227;o no primeiro ano at&#233; 37,7 meses em m&#233;dia (4 meses a 14 anos) e acima do 1 ano at&#233; 84 meses em m&#233;dia (de 4 a 15 anos) (<xref ref-type="table" rid="tab02">tab. 2</xref>). No grupo I, o acompanhamento em longo prazo ocorreu em 23 pacientes dos 48 com exterioriza&#231;&#227;o neonatal em m&#233;dia evolutiva de 59,4 meses (de 3 meses a 18 anos), em 5 dos 13 acima do primeiro m&#234;s at&#233; 103,8 meses em m&#233;dia (de 15 meses a 18 anos) e em 3 casos acima de 1 ano, em m&#233;dia de 99 meses (de 6 a 9,9 anos). Curva atuarial, em rela&#231;&#227;o ao fechamento da CIV, mostra a maior probabilidade de este ocorrer no primeiro ano de vida, continuando, no entanto, at&#233; 5 anos, correspondendo em m&#233;dia at&#233; esta idade a 49,89% do total, com intervalo de confiabilidade entre 40 e 60% (<xref ref-type="fig" rid="grf01">gr&#225;f. 1</xref>). A probabilidade de fechamento da CIV sequencialmente foi estimada em 34,38% no primeiro ano, em 41,19% com 2 anos, em 43,59% com 3 anos, em 45,04% com 4 anos e em 49,89% com 5 anos. Em nenhum paciente foi constatado quadro cl&#237;nico de endocardite infecciosa, e n&#227;o se considerou conduta operat&#243;ria, mesmo nos com evolu&#231;&#227;o mais tardia at&#233; a idade adulta, por aus&#234;ncia de repercuss&#227;o. </p>
    <fig id="grf01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0429-00003-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A evolu&#231;&#227;o da CIV pequena sempre foi considerada favor&#225;vel em vista da possibilidade de o fechamento espont&#226;neo ocorrer principalmente no decurso do primeiro ano de vida. H&#225; evid&#234;ncias de que esse fechamento espont&#226;neo ocorra em maior n&#250;mero de casos de CIV muscular em rela&#231;&#227;o &#224; CIV perimembranosa, como demonstrado por Mehta e Chidambaram<sup>1</sup> em porcentagem de 42% e 23%, respectivamente, nessas duas localiza&#231;&#245;es. A mesma rela&#231;&#227;o, em propor&#231;&#227;o at&#233; maior da anterior, foi demonstrada por Miyake e cols.<sup>2</sup>, correspondendo, respectivamente, a 83% nos com CIV muscular e a 45% nos com CIV perimembranosa. Moe e Guntheroth<sup>3</sup> tamb&#233;m demonstraram esse fechamento em 50% das CIV musculares e em 37% dentre as perimembranosas. Outros autores tamb&#233;m foram concordantes nesse aspecto, e assim Lin e cols.<sup>4</sup> verificaram fechamento do defeito em 83% nas CIV musculares e em 24% nas perimembranosas. Nesse contexto, &#233; de interesse notar tamb&#233;m a ocorr&#234;ncia de fechamento espont&#226;neo em comunica&#231;&#245;es interventriculares pequenas residuais, menores de 2 mm, mesmo ap&#243;s a corre&#231;&#227;o operat&#243;ria, como se demonstrou em 83% desses casos, no primeiro ano ap&#243;s a opera&#231;&#227;o<sup>6</sup>. Merece destaque esse fato em vista de preocupa&#231;&#227;o desnecess&#225;ria tamb&#233;m nesse grupo de pacientes j&#225; operados. Em raz&#227;o dos recursos operat&#243;rios hoje dispon&#237;veis, esquece-se at&#233; de que esse fechamento espont&#226;neo possa ocorrer acima do primeiro ano, como, ali&#225;s, aconteceu em 24,5% de nossos casos. Segundo avalia&#231;&#227;o por curva atuarial, 49,89% de nossos casos com CIV pequena obt&#234;m fechamento espont&#226;neo at&#233; 5 anos, em rela&#231;&#227;o a 34,38% no primeiro ano de vida. </p>
    <p>Nesse contexto, Mehta e Chidambaram<sup>1</sup> tamb&#233;m verificaram o fechamento espont&#226;neo em 67% dos pacientes acompanhados at&#233; 5 anos de idade, assim como Gabriel e cols.<sup>5</sup> notaram-no em 6% dos casos na idade adulta entre os pacientes com CIV n&#227;o operados e acompanhados em longo prazo. Da&#237; que essa constata&#231;&#227;o orienta para a necess&#225;ria e precavida continuidade da observa&#231;&#227;o cl&#237;nica, mesmo em casos com CIV avaliados ap&#243;s o primeiro ano de vida. Refor&#231;a esse pensamento o fato de que processos infecciosos n&#227;o foram observados no grupo de nossos pacientes, pois obedeceu-se aos preceitos de adequada profilaxia infecciosa, principalmente por ocasi&#227;o de tratamento dent&#225;rio.</p>
    <p>A repercuss&#227;o discreta que persiste nesses pacientes, mesmo em longa evolu&#231;&#227;o at&#233; idades superiores &#224; quarta d&#233;cada de vida, orienta tamb&#233;m para a continuidade da conduta expectante, mas cuidadosa. Essa evolu&#231;&#227;o favor&#225;vel foi tamb&#233;m evidenciada por Gabriel e cols.<sup>5</sup> que, em acompanhamento de 222 pacientes em idade m&#233;dia de 30+10 anos, verificaram que a cavidade de ventr&#237;culo esquerdo manteve-se normal em 89% dos casos, dentro de limites normais em 23%, e apenas em um paciente encontrava-se o tamanho do ventr&#237;culo esquerdo discretamente aumentado. A endocardite infecciosa como potencial risco evolutivo nesses pacientes ocorre segundo estimativas<sup>5</sup>, na ordem de 0,1 de cada 1.000 pts/ano, e se constitui, sem d&#250;vida, em ponto a ser considerado para a indica&#231;&#227;o operat&#243;ria desses casos, em especial quando o paciente pertence a uma classe social desfavorecida. Caso contr&#225;rio, no controle de infec&#231;&#227;o, principalmente pela aplica&#231;&#227;o de uma profilaxia adequada, a conduta expectante nesses casos talvez seja a mais recomendada. Tal orienta&#231;&#227;o, de maneira indiscut&#237;vel, deve prevalecer como norma no decurso do primeiro ano de vida em CIV pequena, tornando-se da&#237; a conduta operat&#243;ria precipitada e desnecess&#225;ria nesse per&#237;odo. O rigor dessa estrat&#233;gia decorre do evidente e frequente fechamento espont&#226;neo do defeito nesse per&#237;odo et&#225;rio.</p>
    <p>A evolu&#231;&#227;o favor&#225;vel em longo prazo desses pacientes implica avalia&#231;&#245;es m&#233;dicas peri&#243;dicas com o prop&#243;sito de evitar desconfortos emocionais e preocupa&#231;&#245;es descabidas que eventualmente possam ocorrer nas fam&#237;lias envolvidas.</p>
    <p>Em suma, na comunica&#231;&#227;o interventricular, deve existir preocupa&#231;&#227;o m&#233;dica na ado&#231;&#227;o de condutas intervencionistas, por cirurgia ou mesmo por cateterismo card&#237;aco, em casos que realmente tenham repercuss&#227;o e que por isso possam interferir na longevidade natural.</p>
    <p>O mesmo racioc&#237;nio se aplica a outras anomalias com repercuss&#227;o discreta, como nas estenoses pulmonar e a&#243;rtica, na comunica&#231;&#227;o interatrial e no canal arterial, entre outras. </p>
    <p>
      <bold>Agradecimento</bold>
    </p>
    <p>Ao Prof. Dr. Luiz Felipe P. Moreira, livre-docente de Cirurgia Tor&#225;cica e Cardiovascular da FMUSP, pela presteza na elabora&#231;&#227;o do gr&#225;fico actuarial deste trabalho.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Edmar Atik </p>
        <p> Rua D. Adma Jafet, 74 cj. 73 </p>
        <p> 01308-050 &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="conatik@incor.usp.br">conatik@incor.usp.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="eatik@cardiol.br">eatik@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido 30/05/2008; revisado recebido em 24/07/2008; aceito em 19/08/2008.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Ventricular septal defect in the first year of life</article-title>
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          <article-title>Spontaneous closure of ventricular septal defects followed up from &lt; 3 months of age</article-title>
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          <article-title>Spontaneous closure of ventricular septal defects in the first year of life</article-title>
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          <article-title>Long-term outcome of patients with ventricular septal defect considered not to require surgical closure during childhood</article-title>
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          <article-title>Spontaneous closure of small residual ventricular septal defects after surgical repair</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Small ventricular septal defect: long-term expectant clinical management</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The small ventricular septal defect (VSD) usually presents good clinical evolution, even at long-term follow-up. OBJECTIVE: To verify the clinical evolution of patients with small VSD in order to determine the continuation or not of the expectant conduct, considering the low operative risk, which results in a more liberal indication for surgery. METHODS: From October 1976 to December 2007, 187 cases of small VSD (diameter &lt; 3 mm at the echocardiogram) were evaluated and 155 of them were assessed at long-term follow-up. Time of the clinical manifestation of the murmur and evolution aspects such as the spontaneous closure of the defect (group I) - 64 cases, persistence of the initial size (group II - 74 cases and decrease in the size of the defect (group III) - 17 cases, in addition to clinical complications, were studied. RESULTS: The clinical manifestation of the murmur occurred, in the majority of cases, during the first month of life, corresponding to 48 (75%), 54 (72.9%) and 12 (70.5%) patients, in the three groups, respectively and after the first year of life in 11 (5.8%) patients. Spontaneous closure occurred in the first year of life in 48 cases (75%), mean of 7.6 months and from 1 to 5.5 years in 15 patients (23.4%), with a maximum follow-up of 18 years. The persistence of the defect until 40 years of age was observed. The decrease in the size of the defect occurred on a mean of 15 months, followed for up to 9 years. The probability of VSD closure by the actuarial curve was 34.38% in 1 year and 49.89% in 5 years. There were no clinical complications. CONLCUSION: A favorable evolution of the small VSD at long-term follow-up does not require surgical intervention, with concerns regarding the strict antibiotic prophylaxis.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart defects, congenital</kwd>
        <kwd>ventricular septal defect</kwd>
        <kwd>clinical evalution</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Small ventricular septal defect: long-term expectant clinical management</p>
      <p>
        <bold>Edmar Atik</bold>
      </p>
      <p> Dr. Edmar Atik's Private Practice, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The small ventricular septal defect (VSD) usually presents good clinical evolution, even at long-term follow-up.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To verify the clinical evolution of patients with small VSD in order to determine the continuation or not of the expectant conduct, considering the low operative risk, which results in a more liberal indication for surgery.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> From October 1976 to December 2007, 187 cases of small VSD (diameter &lt; 3 mm at the echocardiogram) were evaluated and 155 of them were assessed at long-term follow-up. Time of the clinical manifestation of the murmur and evolution aspects such as the spontaneous closure of the defect (group I) - 64 cases, persistence of the initial size (group II &#150; 74 cases and decrease in the size of the defect (group III) &#150; 17 cases, in addition to clinical complications, were studied.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The clinical manifestation of the murmur occurred, in the majority of cases, during the first month of life, corresponding to 48 (75%), 54 (72.9%) and 12 (70.5%) patients, in the three groups, respectively and after the first year of life in 11 (5.8%) patients. Spontaneous closure occurred in the first year of life in 48 cases (75%), mean of 7.6 months and from 1 to 5.5 years in 15 patients (23.4%), with a maximum follow-up of 18 years. The persistence of the defect until 40 years of age was observed. The decrease in the size of the defect occurred on a mean of 15 months, followed for up to 9 years. The probability of VSD closure by the actuarial curve was 34.38% in 1 year and 49.89% in 5 years. There were no clinical complications.</p>
      <p><bold>CONLCUSION:</bold> A favorable evolution of the small VSD at long-term follow-up does not require surgical intervention, with concerns regarding the strict antibiotic prophylaxis.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Heart defects, congenital; ventricular septal defect; clinical evalution.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The best management for patients with small ventricular septal defect (VSD) is currently a matter of debate. The expectant clinical management is usually contrasted with the surgical repair. Due to the currently available resources, which result in low surgical risk and good postoperative evolution, there is a tendency to perform the surgical repair, as it can prevent the occurrence of infectious endocarditis. However, many times the surgical repair is carried out during evolution periods, in which the spontaneous closure can still happen naturally. Therefore, we propose this evolution study, through the long-term review of the expectant clinical management, which is accepted as the norm and can better dictate the conduct considered to be the most adequate one<sup>1-5</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Material</bold>
      </p>
      <p>The medical files of patients with small ventricular septal defect (diameter &lt; 3 mm) were retrospectively assessed, from October 1976 to December 2007, referred to a private clinic for assessment and posterior conduct. This group, consisting of 187 patients (57.5%) was discriminated from the one with moderate VSD (diameter of 4 to 6 mm), consisting of 107 patients (32.9%), as well as from those with large VSD (diameter &gt; 7 mm), with 31 patients (9.5%).</p>
      <p>
        <bold>Method</bold>
      </p>
      <p>We studied, only in the group of patients with small VSD, the age at the clinical manifestation of the heart murmur (single clinical sign diagnostic of the defect) and the evolution aspect of the defect regarding spontaneous closure (group I), which occurred in 64 cases, the unaltered persistence of the initial size (group II) in 74 cases and the decrease in the size of the defect (group III) in 17 cases, totaling 155 cases. Thus, of the total number of 187 cases of small VSD, 32 patients were excluded from the evolution analysis (17.1% of the cases with small VSD), as they were not followed after the first visit. In each group analyzed regarding the evolution, the age at the time of the anatomical alteration or persistence was sought to be established, as well as evolution complications, up to the last clinical assessment that was carried out. </p>
      <p>The rate of VSD closure was estimated by the calculation of the actuarial curve of Kaplan-Meier, with a 95% confidence interval.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>All patients remained asymptomatic since the initial assessment. The systolic murmur initially corresponded, in the 187 patients, to + intensity in 47 cases (25%), +/++ in 104 cases (56%) and ++ in 36 cases (19%). Systolic thrill was present exclusively in 11 of the 36 patients with higher murmur intensity. As for the murmur location, it was present exclusively at the left sternal border in 123 cases (65.7%), irradiating to the right sternal border in 34 cases (18.1%), irradiating to the right sternal border and mitral area in 17 cases (9.1%) and irradiating to the mitral area in 13 cases (6.95%). As for the location of the VSD in the ventricular septum, it was muscular trabecular in 119 cases (63.6%) and in a perimembranous region in 68 cases (36.3%). In the three evolution groups, defect closure (group I &#150; 64 cases) (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">table 1</xref>), defect maintenance (group II &#150; 74 cases) (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">table 2</xref>) and decrease in size of the defect (group III &#150; 17 cases) (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">table 3</xref>), we observed that the clinical manifestation of the murmur occurred mainly in the neonatal period in 48 (75%), 54 (72.9%) and 12 (70.5%) patients, respectively, at a mean age of 8.3, 8.6 and 18.8 days in the three groups. The manifestation of the murmur during the first year of life, excluding the neonatal period, occurred in 13 (20.3%), 12 (16.2%) and 5 (29.4%) cases in the three groups, at a mean age of 81 days, 142 days and 4 months, respectively. After the first year of life, the manifestation of the murmur occurred in 3 (4.6%) and 8 (10.8%) cases in the two first groups, at mean ages of 42.3 and 43.5 months.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0429-00003-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0429-00003-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0429-00003-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The spontaneous closure of the defect occurred at a mean age of 7.6 months, 26 months and 61.6 months, respectively, in those with neonatal manifestation, during the first year and after the first year of life (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">table 1</xref>). It is noteworthy that the spontaneous closure of the defect occurred in 15 patients (23.4% of the total) after the first year of life. Regarding the location of the VSD in the ventricular septum, the spontaneous closure of the 64 cases occurred in 40 (62.5%) patients among those in the trabecular muscular region and in 24 (37.5%) patients among those in the perimembranous region. The decrease in size of the defect occurred on a mean of 15 months and 41.6 months in comparison to the two first age groups (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">tab. 3</xref>). Among those that presented evolution with defect maintenance, there was a follow-up up to a mean age of 8.29 years (1 month to 40 years), among those with neonatal manifestation; the follow-up was carried out up to a mean of 37.7 months (4 months to 14 years); among those with manifestation during the first year of life; the follow-up was carried out up to a mean of 84 months (4 to 15 years) among those with manifestation after the first year of life (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">table 2</xref>). In group I, the long-term follow-up was carried out in 23 patients of the 48 with neonatal manifestation throughout an evolution mean of 59.4 months (3 months to 18 years), in 5 of the 13 after the first month up to a mean of 103.8 months (15 months to 18 years) and in 3 cases older than 1 year, with a mean of 99 months (6 to 9.9 years). The actuarial curve, regarding the closure of the VSD, shows a higher probability of occurrence during the first year of life, continuing, however, up to 5 years, corresponding to a mean up to this age of 49.89% of the total, with a confidence interval between 40 and 60% (<xref ref-type="fig" rid="cht01-body2">Chart 1</xref>). The probability of VSD closure, sequentially, was estimated as 34.38% in the first year, 41.19% with 2 years, 43.59% with 3 years, 45.04% with 4 years and 49.89% with 5 years. None of the patients presented a clinical picture of infectious endocarditis and the surgical intervention was not considered, even in those patients with a later evolution up to the adult age, due to the absence of adverse outcomes.</p>
      <fig id="cht01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0429-00003-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The evolution of the small VSD has always been regarded as favorable, considering the possibility that the spontaneous closure will occur mainly during the first year of life. There is evidence that this spontaneous closure occurs more frequently in muscular VSD cases when compared to the perimembranous VSD, as demonstrated by Mehta and Chidambaram<sup>1</sup> at percentages of 42% and 23%, respectively, in these two locations. The same relation, at even higher proportions than the aforementioned one, was demonstrated by Miyake et al<sup>2</sup>, corresponding, respectively, to 83% in the cases with muscular VSD and to 45% in those with perimembranous VSD. Moe and Guntheroth<sup>3</sup> also demonstrated this closure in 50% of the muscular VSD and in 37% of the perimembranous ones. Other authors were also in accordance with this and thus, Lin et al<sup>4</sup> verified closure of the defect in 83% of the muscular VSD and 24% of the perimembranous ones. In this context, it is also noteworthy to observe the spontaneous closure of small residual ventricular septal defect, smaller than 2 mm, even after the surgical repair, as demonstrated in 83% of these cases in the first year after the surgery<sup>6</sup>. This fact is worth mentioning considering the unnecessary concern also in this group of patients that have undergone surgery. Considering the currently available surgical resources, one can forget that this closure can occur spontaneously after the first year, as it happened in 24.5% of our cases. According to the assessment by the actuarial curve, 49.89% of our cases with small VSD achieve spontaneous closure up to 5 years, in comparison to 34.38% in the first year. </p>
      <p>In this context, Mehta and Chidambaram<sup>1</sup> also verified the spontaneous closure in 67% of the patients followed up to 5 years, as well as Gabriel et al<sup>5</sup> who observed it in 6% of cases at adult age among patients with VSD that had not undergone surgery with long-term follow-up. Therefore, these results lead to the necessary and cautious continuation of the clinical observation, even in cases with VSD evaluated after the first year of life. In support of this consideration is the fact that infectious processes were not observed in our group of patients, as the guidelines of adequate infectious prophylaxis were followed, mainly during dental treatment. </p>
      <p>The slight outcome that persists in these patients, even during long-term evolution up to ages older than the fourth decade of life, also leads to the continuation of the expectant conduct, albeit careful. This favorable evolution was also demonstrated by Gabriel et al<sup>5</sup> when following 222 patients at a mean age of 30+10 years, verified that the left ventricular cavity remained normal in 89% of the cases, within the normal range in 23%, and only one patient showed a slightly increased left ventricular size. The infectious endocarditis as a potential evolution risk in these patients occurs, according to estimates<sup>5</sup>, in 0.1 in each 1,000 pts/year, and undoubtedly constitutes a point to be considered for the surgical indication in these cases, mainly when the patient belongs to a lower socioeconomic class. Otherwise, the expectant conduct may be the most recommended one for the control of infection, mainly by the use of adequate prophylaxis. Such directive, unquestionably, must prevail as the norm throughout the first year of life for patients with small VSD, with the surgical intervention being precipitated and unnecessary during this period. The stringency of this strategy is due to the evident and frequent spontaneous closure of the defect during this age range. </p>
      <p>The favorable long-term evolution of these patients implies in regular medical evaluations with the objective of preventing emotional discomfort and unreasonable concerns that can eventually occur in the involved families. </p>
      <p>Briefly, in the ventricular septal defect, there must be a medical concern regarding the establishment of intervention conducts, through surgery or even cardiac catheterism, in cases that really present adverse outcomes that can interfere with the natural longevity. </p>
      <p>The same applies to other abnormalities with mild outcomes, such as pulmonary and aortic stenoses, interatrial communication and ductus arteriosus, among others. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgement</bold>
      </p>
      <p>To Prof. Dr. Luiz Felipe P. Moreira, Professor of Thoracic and Cardiovascular Surgery from FMUSP, by promptly designing the actuarial chart of this article.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Comunicaci&#243;n interventricular peque&#241;a: conducta cl&#237;nica expectante a largo plazo</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La comunicaci&#243;n interventricular (CIV) peque&#241;a presenta generalmente buena evoluci&#243;n cl&#237;nica, aun a largo plazo. OBJETIVO: Verificar la evoluci&#243;n cl&#237;nica de pacientes con CIV peque&#241;a, a fin de determinar continuidad o no de la conducta expectante, en vista del bajo riesgo operatorio, resultando una mayor liberalidad de la indicaci&#243;n quir&#250;rgica. M&#201;TODOS: En el per&#237;odo de octubre de 1976 a diciembre de 2007, se examinaron 187 casos con CIV peque&#241;a (di&#225;metro menor que 3 mm por el ecocardiograma) y se siguieron a 155 de ellos a largo plazo. Se estudiaron la &#233;poca de exteriorizaci&#243;n del soplo y los aspectos evolutivos, como cierre espont&#225;neo del defecto (grupo I): 64 casos; continuidad del tama&#241;o inicial (grupo II): 74 casos; y disminuci&#243;n del mismo (grupo III):17 casos; adem&#225;s de intercurrencias cl&#237;nicas. RESULTADOS: En la mayor&#237;a de los casos, la exteriorizaci&#243;n del soplo tuvo lugar en el primer mes de vida, correspondiendo a 48 (75%), 54 (72,9%) y 12 (70,5%) pacientes, en los tres grupos respectivos, y despu&#233;s del primer a&#241;o en 11 (5,8%) pacientes. Cierre espont&#225;neo ocurri&#243; en el primer a&#241;o en 48 casos (75%), promedio de 7,6 m y de 1 a 5,5 a&#241;os en 15 pacientes (23,4%), en seguimiento m&#225;ximo de 18 a&#241;os. Se verific&#243; continuidad del defecto hasta 40 a&#241;os. La disminuci&#243;n del defecto ocurri&#243; en promedio de 15 meses, seguidos hasta 9 a&#241;os. Probabilidad de cierre de la CIV, por la curva actuarial, fue de un 34,38% en 1 a&#241;o y de un 49,89% en 5 a&#241;os. No hubo intercurrencias cl&#237;nicas. CONCLUSI&#211;N: Evoluci&#243;n favorable de la CIV peque&#241;a a largo plazo dispensa intervenci&#243;n operatoria, con preocupaci&#243;n de la profilaxis antibi&#243;tica rigurosa.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Comunicaci&#243;n interventricular</kwd>
        <kwd>cardiopat&#237;as cong&#233;nitas</kwd>
        <kwd>evoluci&#243;n cl&#237;nica</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body3"/>Comunicaci&#243;n interventricular peque&#241;a: conducta cl&#237;nica expectante a largo plazo</p>
      <p>
        <bold>Edmar Atik</bold>
      </p>
      <p> Cl&#237;nica privada do Dr. Edmar Atik, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>La comunicaci&#243;n interventricular (CIV) peque&#241;a presenta generalmente buena evoluci&#243;n cl&#237;nica, aun a largo plazo.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Verificar la evoluci&#243;n cl&#237;nica de pacientes con CIV peque&#241;a, a fin de determinar continuidad o no de la conducta expectante, en vista del bajo riesgo operatorio, resultando una mayor liberalidad de la indicaci&#243;n quir&#250;rgica.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> En el per&#237;odo de octubre de 1976 a diciembre de 2007, se examinaron 187 casos con CIV peque&#241;a (di&#225;metro menor que 3 mm por el ecocardiograma) y se siguieron a 155 de ellos a largo plazo. Se estudiaron la &#233;poca de exteriorizaci&#243;n del soplo y los aspectos evolutivos, como cierre espont&#225;neo del defecto (grupo I): 64 casos; continuidad del tama&#241;o inicial (grupo II): 74 casos; y disminuci&#243;n del mismo (grupo III):17 casos; adem&#225;s de intercurrencias cl&#237;nicas.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> En la mayor&#237;a de los casos, la exteriorizaci&#243;n del soplo tuvo lugar en el primer mes de vida, correspondiendo a 48 (75%), 54 (72,9%) y 12 (70,5%) pacientes, en los tres grupos respectivos, y despu&#233;s del primer a&#241;o en 11 (5,8%) pacientes. Cierre espont&#225;neo ocurri&#243; en el primer a&#241;o en 48 casos (75%), promedio de 7,6 m y de 1 a 5,5 a&#241;os en 15 pacientes (23,4%), en seguimiento m&#225;ximo de 18 a&#241;os. Se verific&#243; continuidad del defecto hasta 40 a&#241;os. La disminuci&#243;n del defecto ocurri&#243; en promedio de 15 meses, seguidos hasta 9 a&#241;os. Probabilidad de cierre de la CIV, por la curva actuarial, fue de un 34,38% en 1 a&#241;o y de un 49,89% en 5 a&#241;os. No hubo intercurrencias cl&#237;nicas.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Evoluci&#243;n favorable de la CIV peque&#241;a a largo plazo dispensa intervenci&#243;n operatoria, con preocupaci&#243;n de la profilaxis antibi&#243;tica rigurosa.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Comunicaci&#243;n interventricular, cardiopat&#237;as cong&#233;nitas, evoluci&#243;n cl&#237;nica.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n </bold>
      </p>
      <p>Actualmente, se plantea la cuesti&#243;n acerca de la mejor conducta a adoptarse para pacientes con comunicaci&#243;n interventricular (CIV) de peque&#241;a repercusi&#243;n. Para ello, se confronta habitualmente la conducta expectante cl&#237;nica con la operatoria correctiva. En raz&#243;n de los recursos hoy disponibles que propician bajo riesgo operatorio y buena evoluci&#243;n posterior, es com&#250;n la adopci&#243;n de la conducta resolutiva, m&#225;s a&#250;n por su capacidad de evitar la ocurrencia de la endocarditis infecciosa. Sin embargo, muchas veces la operaci&#243;n correctiva se lleva a cabo en per&#237;odos evolutivos en los cuales el cierre espont&#225;neo del defecto puede todav&#237;a ocurrir de manera natural. De esa manera, presentamos este estudio evolutivo, por medio de revisi&#243;n a largo plazo de la conducta expectante cl&#237;nica, adoptada como norma, pudiendo nortear mejor la conducta que se juzga la m&#225;s adecuada<sup>1-5</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Material</bold>
      </p>
      <p>Se evaluaron retrospectivamente los prontuarios de pacientes portadores de CIV peque&#241;a (di&#225;metro inferior a 3 mm, medido por el ecocardiograma), en el per&#237;odo de octubre de 1976 a diciembre de 2007, encaminados a la cl&#237;nica privada para evaluaci&#243;n y conducta posterior. Ese grupo, conformado por 187 pacientes (57,5%), se distingui&#243; del con CIV moderada (di&#225;metro de 4 a 6 mm), conformado por 107 pacientes (32,9%), y tambi&#233;n del con CIV grande (superior a 7 mm de di&#225;metro), con 31 pacientes (9,5%).</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se estudiaron, exclusivamente en el grupo con CIV peque&#241;a, la &#233;poca de edad de exteriorizaci&#243;n del soplo card&#237;aco (&#250;nico sinal cl&#237;nico diagn&#243;stico del defecto) y el aspecto evolutivo del defecto con relaci&#243;n al cierre espont&#225;neo (grupo I), que ocurri&#243; en 64 casos, a la continuidad inalterada del tama&#241;o inicial (grupo II) en 74 casos y a la disminuci&#243;n del mismo (grupo III) en 17 casos, totalizando 155 casos. As&#237;, del total de 187 casos de CIV peque&#241;a, se excluyeron a 32 pacientes del an&#225;lisis de los grupos evolutivos (un 17,1% de los casos con CIV peque&#241;a), por no haber sido seguidos tras la primera consulta. En cada grupo evolutivo analizado, se busc&#243; determinar la &#233;poca de la alteraci&#243;n o del mantenimiento anat&#243;mico, as&#237; como las intercurrencias evolutivas, hasta la &#250;ltima evaluaci&#243;n cl&#237;nica realizada.</p>
      <p>El &#237;ndice de cierre de la CIV se estim&#243; por el c&#225;lculo de la curva actuarial de Kaplan-Meier, con intervalo de confianza del 95%.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Todos los pacientes se mantuvieron asintom&#225;ticos desde la evaluaci&#243;n inicial. Inicialmente, en los 187 pacientes, el soplo sist&#243;lico correspondi&#243; a + de intensidad en 47 casos (25%), a +/++ en 104 casos (56%) y a ++ en 36 casos (19%). Fr&#233;mito sist&#243;lico estuvo presente exclusivamente en 11 de los 36 pacientes con mayor intensidad del soplo. En cuanto a la localizaci&#243;n del soplo, &#233;l estaba presente exclusivamente en el borde esternal izquierdo en 123 casos (65,7%), con irradiaci&#243;n para el borde esternal derecho en 34 (18,1%), con irradiaci&#243;n para el borde esternal derecho y &#225;rea mitral en un 17 (9,1%) y con irradiaci&#243;n para el &#225;rea mitral en 13 (6,95%) pacientes. Respecto a la localizaci&#243;n de la CIV en el septo ventricular, era trabecular muscular en 119 casos (63,6%), y en regi&#243;n perimembranosa en 68 casos (36,3%). En los tres grupos evolutivos, cierre del defecto (grupo I &#150; 64 casos) (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">tab. 1</xref>), mantenimiento del defecto (grupo II &#150; 74 casos) (<xref ref-type="table" rid="tab02-body3">tab. 2</xref>), y disminuci&#243;n del defecto (grupo II &#150; 17 casos) (<xref ref-type="table" rid="tab03-body3">tab. 3</xref>), se observ&#243; que la exteriorizaci&#243;n del soplo ocurri&#243; principalmente en el per&#237;odo neonatal en 48 (75%), 54 (72,9%) y 12 (70,5%) pacientes, respectivamente, en edad promedio de 8,3, 8,6 y 18,8 d&#237;as en los tres grupos. La exteriorizaci&#243;n del soplo en el primer a&#241;o de vida, excluyendo el per&#237;odo neonatal, ocurri&#243; en 13 (20,3%), 12 (16,2%) y 5 (29,4%) casos en los tres grupos, en promedio de edad de 81 d&#237;as, 142 d&#237;as y 4 meses, respectivamente. Luego del primer a&#241;o de vida, la exteriorizaci&#243;n del soplo ocurri&#243; en 3 (4,6%) y 8 (10,8%) casos en los dos primeros grupos, en edades promedios de 42,3 y 43,5 meses.</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
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      <table-wrap id="tab02-body3">
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      <table-wrap id="tab03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0429-00003-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>El cierre del defecto ocurri&#243; en promedio de edad de 7,6 meses, 26 meses y 61,6 meses, de aquellos con exteriorizaci&#243;n neonatal, en el primer a&#241;o y luego del primer a&#241;o de vida, respectivamente (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">tab. 1</xref>). Es de inter&#233;s notar que el cierre espont&#225;neo ocurri&#243; en 15 pacientes (un 23,4% del total) luego del primer a&#241;o de vida. Con relaci&#243;n a la localizaci&#243;n de la CIV en el septo ventricular, el cierre espont&#225;neo de los 64 casos ocurri&#243; en 40 (62,5%) pacientes entre aquellos en regi&#243;n trabecular muscular y en 24 (37,5%) pacientes en regi&#243;n perimembranosa. La disminuci&#243;n del defecto ocurri&#243; en promedio de 15 meses y 41,6 meses en relaci&#243;n a los dos primeros grupos de edad (<xref ref-type="table" rid="tab03-body3">tab. 3</xref>). Entre los que evolucionaron con mantenimiento del defecto, hubo seguimiento hasta 8,29 a&#241;os de edad promedio (de 1 mes a 40 a&#241;os); entre aquellos con exteriorizaci&#243;n neonatal, hasta 37,7 meses en un promedio (de 4 meses a 14 a&#241;os); de los casos con exteriorizaci&#243;n en el primer a&#241;o hasta 37,7 meses en un promedio (4 meses a 14 a&#241;os) y luego del primer a&#241;o hasta 84 meses en promedio (de 4 a 15 a&#241;os) (<xref ref-type="table" rid="tab02-body3">tab. 2</xref>). En el Grupo I, el seguimiento a largo plazo ocurri&#243; en 23 pacientes de los 48 con exteriorizaci&#243;n neonatal en promedio evolutivo de 59,4 meses (de 3 meses a 18 a&#241;os), en 5 de los 13 luego del primer mes hasta 103,8 meses en promedio (de 15 meses a 18 a&#241;os) y en 3 casos luego del primer a&#241;o, en promedio de 99 meses (de 6 a 9,9 a&#241;os). Curva actuarial, en lo que toca al cierre de la CIV, evidencia la mayor probabilidad de &#233;ste ocurrir en el primer a&#241;o de vida, siguiendo, sin embargo, hasta 5 a&#241;os, correspondiendo en un promedio hasta esta edad a un 49,89% del total, con intervalo de confianza entre 40% y 60% (<xref ref-type="fig" rid="grf01-body3">gr&#225;f. 1</xref>). Se estim&#243; la probabilidad de cierre de la CIV, de modo secuencial, en un 34,38% en el primer a&#241;o, en un 41,19% con 2 a&#241;os, en un 43,59% con 3 a&#241;os, en un 45,04% con 4 a&#241;os y en un 49,89% con 5 a&#241;os. En ning&#250;n paciente se constat&#243; cuadro cl&#237;nico de endocarditis infecciosa, y no se consider&#243; conducta operatoria, aun en aquellos con evoluci&#243;n m&#225;s tard&#237;a hasta la edad adulta, por ausencia de repercusi&#243;n.</p>
      <fig id="grf01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-06-0429-00003-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La evoluci&#243;n de la CIV peque&#241;a siempre se la consider&#243; como favorable ante la posibilidad del cierre espont&#225;neo ocurrir principalmente en el transcurso del primer a&#241;o de vida. Hay evidencias de que ese cierre espont&#225;neo ocurra en mayor n&#250;mero de casos de CIV muscular con relaci&#243;n a la CIV perimembranosa, como Mehta y Chidambaram<sup>1 </sup>evidenciaron mediante porcentaje del 42% y el 23%, respectivamente, en esas dos localizaciones. Miyake et al.<sup>2</sup> revelaron la misma relaci&#243;n, en proporci&#243;n hasta mayor de la anterior, correspondiendo, respectivamente, al 83% en los casos con CIV muscular y al 45% en los con CIV perimembranosa. Moe y Guntheroth<sup>3</sup> tambi&#233;n evidenciaron ese cierre en el 50% de las CIV musculares y en el 37% entre las perimembranosas. Otros autores concordaron en ese aspecto, y as&#237; Lin et al.<sup>4</sup> verificaron cierre del defecto en el 83% en las CIV musculares y en el 24% en las perimembranosas. En ese contexto, es de inter&#233;s notar asimismo la ocurrencia de cierre espont&#225;neo en comunicaciones interventriculares peque&#241;as residuales, menores de 2 mm, aun tras la correcci&#243;n operatoria, como se evidenci&#243; en el 83% de esos casos, en el primer a&#241;o tras la operaci&#243;n<sup>6</sup>. Ese hecho merece destaque en lo que toca la preocupaci&#243;n desnecesaria en ese grupo de pacientes ya operados. En raz&#243;n de los recursos operatorios hoy disponibles, se olvida hasta que ese cierre espont&#225;neo pueda ocurrir luego del primer a&#241;o, como, sin embargo, ocurri&#243; en un 24,5% de nuestros casos. Seg&#250;n evaluaci&#243;n por curva actuarial, un 49,89% de nuestros casos con CIV peque&#241;a obtiene cierre espont&#225;neo hasta 5 a&#241;os, en relaci&#243;n a un 34,38% en el primer a&#241;o de vida. </p>
      <p>En ese contexto, Mehta y Chidambaram<sup>1</sup> tambi&#233;n verificaron el cierre espont&#225;neo en el 67% de los pacientes seguidos hasta 5 a&#241;os de edad, as&#237; como Gabriel et al.<sup>5</sup> lo evidenciaron en el 6% de los casos en la edad adulta entre los pacientes con CIV no operados y seguidos a largo plazo. De esa manera, esta constataci&#243;n orienta hacia la necesaria y precavida continuidad de la observaci&#243;n cl&#237;nica, aun en casos con CIV evaluados tras el primer a&#241;o de vida. Refuerza ese pensamiento el hecho de que procesos infecciosos no se observaron en el grupo de nuestros pacientes, ya que se obedecieron a los preceptos de adecuada profilaxis infecciosa, principalmente por ocasi&#243;n de tratamiento dentario.</p>
      <p>La repercusi&#243;n discreta que persiste en esos pacientes, aun en larga evoluci&#243;n hasta edades superiores a la cuarta d&#233;cada de vida, orienta tambi&#233;n hacia la continuidad de la conducta expectante, pero cuidadosa. Esa evoluci&#243;n favorable fue tambi&#233;n evidenciada por Gabriel et al.<sup>5</sup> que, en seguimiento de 222 pacientes en edad promedio de 30+10 a&#241;os, verificaron que la cavidad de ventr&#237;culo izquierdo se mantuvo normal en el 89% de los casos, dentro de l&#237;mites normales en el 23%, y solamente en un paciente se encontraba el tama&#241;o del ventr&#237;culo izquierdo discretamente aumentado. La endocarditis infecciosa como potencial riesgo evolutivo en esos pacientes ocurre seg&#250;n estimativas<sup>5</sup>, en el orden de 0,1 de cada 1.000 puntos/a&#241;o, y se constituye, sin duda, en puntuaci&#243;n a considerarse para la indicaci&#243;n operatoria de esos casos, en especial cuando el paciente pertenece a una clase social desfavorecida. Caso contrario, en el control de infecci&#243;n, principalmente por la aplicaci&#243;n de una profilaxis adecuada, la conducta expectante en esos casos talvez sea la m&#225;s recomendada. Dicha orientaci&#243;n, de manera indiscutible, debe prevalecer como norma en el transcurso del primer a&#241;o de vida en CIV peque&#241;a, lo que convierte la conducta operatoria en precipitada y desnecesaria en ese per&#237;odo. El rigor de esa estrategia transcurre del evidente y frecuente cierre espont&#225;neo del defecto en ese per&#237;odo de edad.</p>
      <p>La evoluci&#243;n favorable a largo plazo de esos pacientes implica evaluaciones m&#233;dicas peri&#243;dicas con el prop&#243;sito de evitar inc&#243;modos emocionales y preocupaciones impropias que eventualmente puedan ocurrir en las familias implicadas.</p>
      <p>En suma, en la comunicaci&#243;n interventricular, debe existir preocupaci&#243;n m&#233;dica en la adopci&#243;n de conductas intervencionistas, por cirug&#237;a o aun por cateterismo card&#237;aco, en casos que realmente tengan repercusi&#243;n y que por ello puedan interferir en la longevidad natural.</p>
      <p>El mismo raciocinio se aplica a otras anomal&#237;as con repercusi&#243;n discreta, como en las estenosis pulmonar y a&#243;rtica, en la comunicaci&#243;n interatrial y en el canal arterial, entre otras. </p>
      <p>
        <bold>Agradecimiento</bold>
      </p>
      <p>Al Prof. Dr. Luiz Felipe P. Moreira, libre-docente de Cirug&#237;a Tor&#225;cica y Cardiovascular de la FMUSP, por su prontitud en la elaboraci&#243;n del gr&#225;fico actuarial de este trabajo.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
