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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000500014</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios de larga escala em medicina cardiovascular perioperat&#243;ria: uma proposta para delineamento, condu&#231;&#227;o e gerenciamento eficiente</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Hospital do Cora&#231;&#227;o</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>05</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>419</fpage>
      <lpage>423</lpage>
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          <day>10</day>
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          <year>2007</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>30</day>
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          <day>17</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>O n&#250;mero de pacientes submetidos a cirurgias n&#227;o-card&#237;acas est&#225; aumentando no mundo todo. A fim de ministrar uma assist&#234;ncia eficiente aos pacientes durante a cirurgia, precisamos melhorar nosso conhecimento sobre como evitar eventos cardiovasculares perioperat&#243;rios maiores durante a cirurgia n&#227;o-card&#237;aca. Para atingir este objetivo, &#233; necess&#225;rio realizar ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios, os quais podem fornecer resultados conclusivos e confi&#225;veis neste campo. Esta revis&#227;o narrativa descreve uma proposta para o delineamento, condu&#231;&#227;o e gerenciamento de ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios de larga escala em medicina cardiovascular perioperat&#243;ria.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Cuidados perioperat&#243;rios</kwd>
        <kwd>ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios</kwd>
        <kwd>desenho de pesquisa epidemiol&#243;gica</kwd>
        <kwd>cirurgia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>20</day>
        <month>07</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios de larga escala em medicina cardiovascular perioperat&#243;ria: uma proposta para delineamento, condu&#231;&#227;o e gerenciamento eficiente</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Otavio Berwanger<sup>I</sup>; Erica Aranha Suzumura<sup>I</sup>; PJ Devereaux<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Instituto de Ensino e Pesquisa / Hospital do Cora&#231;&#227;o - IEP/HCor, Hamilton, ON - Canada </p>
    <p><sup>II</sup>S&#227;o Paulo, SP; Department of Clinical Epidemiology and Biostatistics, McMaster University, Hamilton, ON - Canada</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>O n&#250;mero de pacientes submetidos a cirurgias n&#227;o-card&#237;acas est&#225; aumentando no mundo todo. A fim de ministrar uma assist&#234;ncia eficiente aos pacientes durante a cirurgia, precisamos melhorar nosso conhecimento sobre como evitar eventos cardiovasculares perioperat&#243;rios maiores durante a cirurgia n&#227;o-card&#237;aca. Para atingir este objetivo, &#233; necess&#225;rio realizar ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios, os quais podem fornecer resultados conclusivos e confi&#225;veis neste campo. Esta revis&#227;o narrativa descreve uma proposta para o delineamento, condu&#231;&#227;o e gerenciamento de ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios de larga escala em medicina cardiovascular perioperat&#243;ria.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Cuidados perioperat&#243;rios, ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios, desenho de pesquisa epidemiol&#243;gica, cirurgia. </p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Nas ultimas d&#233;cadas, a cirurgia n&#227;o-card&#237;aca tem feito consider&#225;veis progressos no tratamento de doen&#231;as e na melhoria da qualidade de vida do paciente<sup>1,2</sup>. Como resultado, &#233; estimado que, no mundo todo, 100 milh&#245;es de adultos sejam submetidos &#224; cirurgia n&#227;o-card&#237;aca, necessitando de interna&#231;&#227;o hospitalar<sup>3</sup>. A cirurgia n&#227;o-card&#237;aca est&#225; associada com significante morbidade e mortalidade card&#237;acas e seus conseq&#252;entes custos<sup>2</sup>. Atualmente, pouco se sabe sobre como prevenir grandes eventos cardiovasculares em pacientes submetidos a cirurgias. A identifica&#231;&#227;o de quais interven&#231;&#245;es t&#234;m melhor rela&#231;&#227;o risco-benef&#237;cio em pacientes submetidos a cirurgia n&#227;o-card&#237;aca, exigir&#225; conhecimentos confi&#225;veis derivados de ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios (ECAs) de larga escala.</p>
    <p>Nesta revis&#227;o narrativa, n&#243;s discutimos alguns conceitos relacionados a ECAs de larga escala em medicina cardiovascular perioperat&#243;ria, incluindo aspectos fundamentais de delineamento e gerenciamento de estudo.</p>
    <p>
      <bold>Delineamento do estudo</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>O papel complementar entre revis&#245;es sistem&#225;ticas e ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios</bold>
    </p>
    <p>Revis&#245;es sistem&#225;ticas com meta-an&#225;lise s&#227;o estudos nos quais os "participantes" s&#227;o relatos de pesquisas originais publicadas. Revis&#245;es sistem&#225;ticas t&#234;m crit&#233;rios de inclus&#227;o expl&#237;citos, buscas abrangentes na literatura, e extra&#231;&#227;o de dados sem vi&#233;s; meta-an&#225;lises utilizam m&#233;todos estat&#237;sticos avan&#231;ados para combinar resultados de estudos<sup>4</sup>. Antes de delinear o protocolo de um ECA de larga escala, a condu&#231;&#227;o (ou an&#225;lise cr&#237;tica, se dispon&#237;vel) de uma revis&#227;o sistem&#225;tica pode fornecer uma vis&#227;o geral do estado atual do conhecimento, taxas de evento, e uma estimativa dos efeitos dos tratamentos dispon&#237;veis. Al&#233;m disso, m&#233;todos formais para determinar se as evid&#234;ncias atuais s&#227;o confi&#225;veis e conclusivas est&#227;o dispon&#237;veis, os quais podem ajudar a determinar se h&#225; necessidade de realizar um ECA de larga escala<sup>4,5</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Qualidade do estudo</bold>
    </p>
    <p>O avan&#231;o fundamental que tornou os estudos mais confi&#225;veis foi a aleatoriza&#231;&#227;o adequada<sup>6</sup>. O principal objetivo da aleatoriza&#231;&#227;o &#233; assegurar que fatores progn&#243;sticos conhecidos e desconhecidos relacionados aos resultados estejam bem balanceados entre os grupos de tratamento. Se este objetivo for atingido, ent&#227;o os cl&#237;nicos podem atribuir qualquer diferen&#231;a no resultado (desde que tenha sido mensurado sem vi&#233;s) &#224; interven&#231;&#227;o. Outro aspecto crucial da qualidade do estudo &#233; o sigilo da lista de aloca&#231;&#227;o e isso significa que os indiv&#237;duos que est&#227;o incluindo os pacientes desconhecem para qual grupo de tratamento o pr&#243;ximo paciente ser&#225; alocado. Conhecimento pr&#233;vio da pr&#243;xima aloca&#231;&#227;o de tratamento pode afetar a decis&#227;o de incluir o paciente e ent&#227;o, os pacientes alocados em um grupo de tratamento podem diferir sistematicamente daqueles alocados em outro grupo. Dessa forma, &#233; crucial que estrat&#233;gias efetivas de sigilo da lista de aloca&#231;&#227;o sejam implementadas, tais como aleatoriza&#231;&#227;o central (atrav&#233;s de sistemas automatizados telef&#244;nicos ou com base na Internet) ou pacotes codificados de medicamentos preparados por uma farm&#225;cia independente<sup>7</sup>. O sigilo da lista de aloca&#231;&#227;o &#233; diferente de cegamento. Em ECAs, o termo "cegamento", refere-se a n&#227;o dar conhecimento aos participantes do estudo, aos profissionais de sa&#250;de, aos coletores de dados, aos avaliadores de desfechos ou analistas de dados, sobre o tratamento que &#233; determinado para cada grupo, a fim de assegurar que eles n&#227;o sejam influenciados por tal conhecimento.</p>
    <p>Em oposi&#231;&#227;o ao cegamento, &#233; poss&#237;vel obter sigilo da lista de aloca&#231;&#227;o em todo estudo aleat&#243;rio, mesmo em estudos que comparam cirurgia com tratamento medicamentoso. Em contraste, cegamento refere-se ao que acontece ap&#243;s a aleatoriza&#231;&#227;o, n&#227;o &#233; poss&#237;vel em todos os estudos e busca reduzir entre grupos o uso diferencial de co-interven&#231;&#245;es efetivas, relato de eventos, encorajamento durante o desempenho de testes e avalia&#231;&#227;o de resultados<sup>6,8,9</sup>.</p>
    <p>Mesmo em um ensaio cl&#237;nico aleat&#243;rio cego e com sigilo da lista de aloca&#231;&#227;o, um vi&#233;s pode ser introduzido atrav&#233;s da exclus&#227;o p&#243;s-aloca&#231;&#227;o de certos pacientes (tais como aqueles com n&#227;o-ader&#234;ncia ao tratamento), especialmente se o progn&#243;stico dos pacientes exclu&#237;dos de um grupo de tratamento diferir daquele dos pacientes exclu&#237;dos de outro. A fim de manter os grupos com progn&#243;sticos similares durante o estudo, o princ&#237;pio de "inten&#231;&#227;o de tratar" (isto &#233;, todos os pacientes s&#227;o analisados nos grupos nos quais foram inicialmente alocados) deveria guiar todas as an&#225;lises<sup>6,8,9</sup>.</p>
    <p>Outra considera&#231;&#227;o metodol&#243;gica importante &#233; se o estudo deve ser interrompido devido a grande e inesperado efeito do tratamento baseado em poucos eventos. Estudos sugerem que h&#225; um risco substancial que tais estudos superestimem o efeito do tratamento ou possam sugerir um efeito quando, de fato, n&#227;o h&#225; efeito. Dessa forma, estudiosos e leitores de ECAs devem estar atentos a testes interrompidos precocemente que mostram benef&#237;cios com poucos eventos<sup>10</sup>.</p>
    <p>V&#225;rias publica&#231;&#245;es tem fornecido evid&#234;ncias emp&#237;ricas do impacto potencial de dom&#237;nios de qualidade metodol&#243;gica, tais como sigilo da lista de aloca&#231;&#227;o, cegamento, an&#225;lise por inten&#231;&#227;o de tratar e estudos interrompidos precocemente devido a efeito ben&#233;fico nos resultados de ECAs<sup>5,6,8-11</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Quais interven&#231;&#245;es devem ser testadas?</bold>
    </p>
    <p>Cirurgia &#233; como um teste de estresse cardiovascular, devido a v&#225;rios fatores tais como trauma cir&#250;rgico, anestesia e analgesia, intuba&#231;&#227;o e extuba&#231;&#227;o, dor, hipotermia, sangramento, anemia e jejum<sup>12-15</sup>. Esses fatores podem dar in&#237;cio a estados inflamat&#243;rios, hipercoagulantes, de estresse e de hip&#243;xia, os quais est&#227;o associados com aumentos perioperat&#243;rios em n&#237;veis de troponina e trombose arterial, que finalmente resultam em infarto do mioc&#225;rdio (IM) e mortalidade<sup>16-19</sup>.</p>
    <p>Esses m&#250;ltiplos fatores desencadeantes e estados d&#227;o ensejo a uma variedade de interven&#231;&#245;es profil&#225;ticas potenciais, tais como beta-bloqueadores, acido acetilsalic&#237;lico (AAS), bloqueadores de canal de c&#225;lcio, bloqueadores alfa-adren&#233;rgicos, agonistas alfa-adren&#233;rgicos e estatinas<sup>2,20-23</sup>. Interven&#231;&#245;es n&#227;o-farmacol&#243;gicas, tais como controle adequado de temperatura, otimiza&#231;&#227;o de n&#237;veis de hemoglobina, tipo de anestesia e controle rigoroso de n&#237;veis de glicose no sangue s&#227;o alvos em potencial de interven&#231;&#245;es profil&#225;ticas<sup>13-15,24</sup>. Atualmente, as evid&#234;ncias dispon&#237;veis de revis&#245;es sistem&#225;ticas e ECAs n&#227;o s&#227;o adequadas em termos de validade e tamanho para corroborar o uso rotineiro de qualquer dessas interven&#231;&#245;es quando da cirurgia n&#227;o-card&#237;aca<sup>23</sup>. Assim, essas interven&#231;&#245;es requerem teste controlado por placebo ou, em caso de tratamento n&#227;o-farmacol&#243;gico, teste controlado pelo manejo usual.</p>
    <p>
      <bold>Quais desfechos devem ser medidos?</bold>
    </p>
    <p>Os estudos devem enfocar desfechos importantes para os pacientes<sup>25,26</sup>. Os estudos devem sempre mensurar todas as causas de mortalidade. Eventos cardiovasculares maiores n&#227;o-fatais, tais como IM, AVC e parada card&#237;aca tamb&#233;m s&#227;o relevantes. O acompanhamento deveria ser feito por pelo menos 30 dias p&#243;s-operat&#243;rios e talvez por mais tempo (por ex., 6-12 meses)<sup>21</sup>. Atualmente, n&#227;o h&#225; crit&#233;rios diagn&#243;sticos padr&#227;o para a maioria desses eventos em pacientes submetidos a cirurgia n&#227;o-card&#237;aca. Os crit&#233;rios propostos por <italic>Devereaux para os Investigadores do Estudo POISE</italic> <sup>2,21</sup> s&#227;o mostrados na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref> e podem servir como um guia &#250;til para futuros estudos em medicina perioperat&#243;rios. Uma vantagem potencial de utilizar defini&#231;&#245;es de resultados similares em estudos diferentes &#233; ajudar a combinar seus resultados em futuras revis&#245;es sistem&#225;ticas com meta-an&#225;lise de ECAs<sup>5</sup>.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0419-00014-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>O uso de desfechos compostos aumentar&#225; o poder estat&#237;stico, mas os investigadores devem certificar-se que os eventos representem de forma similar resultados importantes para os pacientes. Algumas vezes os componentes de desfechos compostos s&#227;o parte de um mesmo mecanismo patog&#234;nico (por ex., mortalidade cardiovascular, ou IM n&#227;o-fatal ou AVC n&#227;o-fatal). Em outros ECAs, os componentes individuais do desfecho composto podem combinar efic&#225;cia e medidas de seguran&#231;a (por ex. tromboembolismo venoso ou hemorragia importante)<sup>25</sup>. De maneira ideal, um comit&#234; "cego" para a adjudica&#231;&#227;o do evento deveria avaliar os eventos, especialmente em um estudo no qual os participantes, profissionais de sa&#250;de ou coletores de dados n&#227;o foram "cegados". As an&#225;lises estat&#237;sticas deveriam utilizar as decis&#245;es dos adjudicadores de desfechos em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a de eventos<sup>26</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o confi&#225;vel de efeitos moderados de tratamento</bold>
    </p>
    <p>Embora haja alguns poucos exemplos admir&#225;veis de tratamentos de doen&#231;as, que funcionam realmente bem (por exemplo, a efic&#225;cia da penicilina, a terapia com warfarina na fibrila&#231;&#227;o atrial), a maioria dos efeitos muito amplos reportados revelam-se err&#244;neos<sup>27</sup>. Para doen&#231;as graves mais comuns, tudo o que os m&#233;dicos podem realisticamente esperar s&#227;o efeitos de tratamentos moderados (por ex., redu&#231;&#227;o de risco relativo entre 15 e 30%). Uma raz&#227;o central para tal fato &#233; que a maioria das doen&#231;as &#233; de etiologia multifatorial. Sendo assim, mesmo quando uma interven&#231;&#227;o efetivamente bloqueia um ou mais mecanismos patog&#234;nicos, haver&#225; um n&#250;mero remanescente de mecanismos patog&#234;nicos n&#227;o-afetados; assim, grandes efeitos de tratamento s&#227;o improv&#225;veis<sup>11,28</sup>. Para um problema m&#233;dico comum e potencialmente fatal, se um simples, n&#227;o-t&#243;xico e amplamente fact&#237;vel tratamento se mostrar confi&#225;vel na redu&#231;&#227;o de eventos importantes para o paciente, mesmo moderadamente, o benef&#237;cio potencial na popula&#231;&#227;o mundial seria substancial (dezenas de milhares de grandes eventos evitados ou adiados a cada ano)<sup>11</sup>.</p>
    <p>A &#250;nica forma de estudar tais efeitos moderados de tratamento de forma confi&#225;vel &#233; obter grandes quantidades de informa&#231;&#227;o (as quais, em geral, exigem um grande n&#250;mero de pacientes e, especialmente, um grande n&#250;mero de eventos). Por exemplo, mesmo considerando uma alta taxa de eventos cardiovasculares perioperat&#243;rios de 10%, os estudos precisam de pelo menos 350 e, idealmente, 650 eventos para demonstrar de maneira convincente uma redu&#231;&#227;o de risco relativo de 25% (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>)<sup>29</sup>.</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0419-00014-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Estrat&#233;gias para alcan&#231;ar um grande n&#250;mero de pacientes e eventos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Crit&#233;rios de inclus&#227;o f&#225;ceis e flex&#237;veis</bold>
    </p>
    <p>Os investigadores podem maximizar as taxas de eventos atrav&#233;s da inclus&#227;o seletiva de indiv&#237;duos com risco moderado e alto. Exemplos de indiv&#237;duos de alto risco s&#227;o: pacientes com uma ou mais manifesta&#231;&#245;es de doen&#231;a aterotromb&#243;tica (doen&#231;a card&#237;aca coronariana, AVC isqu&#234;mico, doen&#231;a arterial perif&#233;rica), pacientes idosos com m&#250;ltiplos fatores de risco cardiovascular, e cirurgias de emerg&#234;ncia. A fim de assegurar taxas de recrutamento fact&#237;veis, r&#225;pidas e altas, s&#227;o necess&#225;rios crit&#233;rios de entrada amplos e simples, similares &#224; pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria<sup>27</sup>. Os investigadores podem recrutar esses pacientes atrav&#233;s de m&#250;ltiplos mecanismos, incluindo cl&#237;nicas de avalia&#231;&#227;o preoperat&#243;ria, cl&#237;nicas cardiol&#243;gicas, ambulat&#243;rios de medicina interna, pronto-socorros, e hospitais (setores m&#233;dico e cir&#250;rgico).</p>
    <p>
      <bold>Coleta de dados</bold>
    </p>
    <p>Para tornar o recrutamento de larga escala fact&#237;vel, os investigadores devem organizar os procedimentos de forma a impor um m&#237;nimo de trabalho extra aos cl&#237;nicos participantes, al&#233;m daquele relacionado ao tratamento de seus pacientes. Formul&#225;rios de relato de caso (FRCs) devem ser concisos, incluindo apenas vari&#225;veis que sejam realmente relevantes &#224; pr&#225;tica cl&#237;nica e vital ao gerenciamento do estudo. Exemplos de dados essenciais s&#227;o a identifica&#231;&#227;o do centro participante, identifica&#231;&#227;o dos pacientes (e como manter contato com eles), confirma&#231;&#227;o de crit&#233;rios de elegibilidade, vari&#225;veis-chave basais e interven&#231;&#245;es concomitantes que possam influenciar os resultados, eventos do estudo e ader&#234;ncia. Relatos de efeitos adversos tamb&#233;m deveriam ser limitados a quest&#245;es cr&#237;ticas (sangramento maior no caso de AAS, edema pulmonar, hipotens&#227;o e bradicardia que necessitem de tratamento no caso de beta-bloqueadores, etc.)<sup>11</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Condu&#231;&#227;o e gerenciamento do estudo</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>A coordena&#231;&#227;o do projeto (centro de coordena&#231;&#227;o)</bold>
    </p>
    <p>Em um grande estudo multic&#234;ntrico, a coordena&#231;&#227;o do projeto &#233; primariamente respons&#225;vel pelo desenvolvimento do protocolo de estudo, o manual de opera&#231;&#245;es do estudo, os formul&#225;rios de coleta de dados, a organiza&#231;&#227;o da log&#237;stica do estudo, o desenvolvimento do esquema de aleatoriza&#231;&#227;o, o banco de dados do estudo, as verifica&#231;&#245;es de consist&#234;ncia interna de dados, an&#225;lise de dados, coordena&#231;&#227;o dos centros de estudo, emiss&#227;o regular de boletins informativos, e lidar com d&#250;vidas e quest&#245;es que possam surgir em hospitais participantes individuais. Como observado por Chen e cols.<sup>11</sup>, a coordena&#231;&#227;o do projeto deve ser f&#225;cil de contatar, amig&#225;vel, prestativa, informada, confi&#225;vel e eficiente. A equipe do estudo que trabalha na coordena&#231;&#227;o do projeto geralmente &#233; composta pelos investigadores principais, os gerenciadores do projeto, os estat&#237;sticos do projeto, os gerenciadores de dados e secret&#225;rios, os farmac&#234;uticos e &#224;s vezes, um programador do estudo<sup>7,11,30</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Centros colaboradores potenciais</bold>
    </p>
    <p>Para tornar um estudo de larga escala fact&#237;vel, &#233; necess&#225;ria uma rede de investigadores e s&#237;tios de pesquisa. Centros colaborativos podem ser identificados de v&#225;rias formas, incluindo a partir de estudos pr&#233;vios, contatos pessoais dos investigadores principais, encontros cient&#237;ficos, e diret&#243;rios de hospitais regionais<sup>7</sup>. Os investigadores podem ser origin&#225;rios de diferentes &#225;reas m&#233;dicas, tais como cardiologia, cl&#237;nica m&#233;dica, cirurgia (diferentes especialidades) e anestesiologia.</p>
    <p>Se o delineamento do estudo for simples e a coleta de dados for aperfei&#231;oada, ent&#227;o os centros de estudo devem incluir n&#227;o apenas hospitais universit&#225;rios ou especializados, mas tamb&#233;m muitos hospitais gerais relativamente n&#227;o-especializados ou n&#227;o-universit&#225;rios.</p>
    <p>Enquanto especialistas em hospitais universit&#225;rios t&#234;m maior probabilidade de terem suas pr&#243;prias agendas de pesquisa ou de estarem envolvidos em outros estudos similares, hospitais gerais n&#227;o-especializados podem n&#227;o ter outra forma de participar de pesquisas m&#233;dicas e o fato de estar envolvido ensaios cl&#237;nicos aleat&#243;rios de larga escala, organizados por especialistas na &#225;rea, &#233; freq&#252;entemente educacional, portanto, eles s&#227;o colaboradores bastante efetivos. A menos que o recrutamento de pacientes possa ser completado rapidamente, geralmente ap&#243;s um ou dois anos, o recrutamento do estudo pode diminuir em alguns centros. &#201;, portanto, muito importante manter os colaboradores motivados durante todo o curso do estudo. Boletins informativos devem ser preparados regularmente. Esses boletins podem incluir as taxas de recrutamento (total, por pa&#237;s e por centro), atualiza&#231;&#245;es regulares sobre os procedimentos do estudo e evid&#234;ncias recentes na &#225;rea de medicina cardiovascular perioperat&#243;ria. Al&#233;m disso, os hospitais que est&#227;o recrutando excepcionalmente bem deveriam receber o reconhecimento disso de v&#225;rias formas<sup>11</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Encontro dos investigadores</bold>
    </p>
    <p>Os encontros dos investigadores podem reunir potenciais colaboradores para discutir e revisar o protocolo de estudo, responder quest&#245;es freq&#252;entemente perguntadas e quest&#245;es pr&#225;ticas acerca do estudo, e ajudar a aumentar ou manter o recrutamento. &#201; sensato organizar encontros nacionais ou regionais se houver um grande n&#250;mero de centros amplamente dispersos. Estabelecer uma liga&#231;&#227;o entre os encontros relacionados ao estudo e outras confer&#234;ncias nacionais ou simp&#243;sios especiais onde os colaboradores provavelmente estar&#227;o presentes &#233; outra forma efetiva, e possivelmente menos onerosa, de promover o encontro dos colaboradores de forma regular<sup>7,11</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Barreiras potenciais para a condu&#231;&#227;o de estudos perioperat&#243;rios importantes</bold>
    </p>
    <p>A burocratiza&#231;&#227;o da condu&#231;&#227;o de estudos cl&#237;nicos tem tornado a execu&#231;&#227;o e o custo de grandes e importantes estudos acad&#234;micos quest&#245;es desafiadoras<sup>7</sup>. Processos extensos de monitoria local, por exemplo, foram criados em resposta &#224; rara ocorr&#234;ncia de fraude, mas nunca foi demonstrado empiricamente que tais processos realmente reduzam tal ocorr&#234;ncia ou melhorem a confiabilidade e qualidade metodol&#243;gica dos estudos.</p>
    <p>De fato, "estudos com coleta vasta e minuciosa de dados" podem ser n&#227;o apenas um desperd&#237;cio, mas podem interferir ao desviar esfor&#231;os e recursos financeiros daqueles aspectos do estudo que realmente importam, tais como a qualidade metodol&#243;gica, n&#250;mero adequado de pacientes, e desfechos importantes para os pacientes.</p>
    <p>Um estudo recente realizado por Eisenstein e cols.<sup>31</sup> simulou duas situa&#231;&#245;es sobre grandes estudos cl&#237;nicos em s&#237;ndromes coronarianas agudas e insufici&#234;ncia card&#237;aca. Os resultados sugeriram que as despesas relatadas (incluindo o gerenciamento e pagamentos) representavam mais de 65% do total de custos para ambos os estudos. Ao fazer a an&#225;lise de sensibilidade, os autores tamb&#233;m conclu&#237;ram que o custo total seria reduzido em 40% pela diminui&#231;&#227;o simult&#226;nea de p&#225;ginas de formul&#225;rios de coleta de dados, visitas de monitoria e pagamentos locais, mas mantendo os n&#250;meros de pacientes e locais de estudo. Esses achados sugerem que a forma mais eficiente de reduzir os custos do estudo e ainda assim atingir os objetivos cient&#237;ficos do mesmo &#233; reduzir a complexidade desnecess&#225;ria de gerenciamento<sup>31</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Publica&#231;&#227;o do estudo</bold>
    </p>
    <p>O sucesso de qualquer estudo depende inteiramente da dedicada colabora&#231;&#227;o e comprometimento com o objetivo de um grande n&#250;mero de investigadores e coordenadores de pesquisa em v&#225;rios locais. Por essa raz&#227;o, o cr&#233;dito principal pelos achados do estudo deve ser dado n&#227;o aos organizadores do estudo, mas a todos aqueles que colaboraram com o mesmo. A publica&#231;&#227;o final dos resultados principais deve ser feita em nome do grupo colaborativo como um todo<sup>11</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es e dire&#231;&#245;es futuras</bold>
    </p>
    <p>Os ECAs atuais s&#227;o muito pequenos para fornecer infer&#234;ncias s&#243;lidas referentes ao impacto das interven&#231;&#245;es perioperat&#243;rias na morte cardiovascular perioperat&#243;ria, infarto do mioc&#225;rdio n&#227;o-fatal, ou parada card&#237;aca em pacientes com risco moderado e alto submetidos a cirurgia n&#227;o-card&#237;aca.</p>
    <p>O primeiro grande estudo nesta &#225;rea, o estudo POISE, oferece esperan&#231;a de que uma grande mudan&#231;a em rela&#231;&#227;o ao porte dos estudos ocorrer&#225; nessa &#225;rea. Interven&#231;&#245;es que deveriam ser testadas usando esse modelo, incluem, entre outras: AAS, bloqueadores de canal de c&#225;lcio, agonistas alfa-adren&#233;rgicos, estatinas, controle de temperatura, tipo de anestesia e controle da hiperglicemia. Esses estudos devem incluir procedimentos simples com metodologia adequada (sigilo da lista de aloca&#231;&#227;o, cegamento e an&#225;lise por inten&#231;&#227;o de tratar). Se esses estudos forem grandes e os resultados forem estatisticamente confi&#225;veis e clinicamente relevantes, eles podem influenciar o gerenciamento de milhares ou talvez at&#233; milh&#245;es de futuros pacientes submetidos a cirurgia n&#227;o-card&#237;aca. Esperamos que os pesquisadores interessados na preven&#231;&#227;o e tratamento eventos cardiovasculares perioperat&#243;rios maiores encontrem nessa revis&#227;o narrativa um est&#237;mulo para delinear, conduzir e participar de grandes estudos, nessa &#225;rea de conhecimento instigante e em desenvolvimento.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Erica Aranha Suzumura </p>
        <p> Rua Ab&#237;lio Soares, 250 - 12&#186; andar - Para&#237;so </p>
        <p> 04005-000 S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="esuzumura@hcor.com.br">esuzumura@hcor.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 17/10/07; revisado recebido em 30/11/07; aceito em 10/12/07.</p>
  </body>
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              <surname>Tardiff</surname>
              <given-names>BE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Schulman</surname>
              <given-names>KA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Jolly</surname>
              <given-names>MK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Califf</surname>
              <given-names>RM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Large randomized controlled trials in perioperative cardiovascular medicine: a proposal for the design, conduct and efficient management</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>The number of patients undergoing noncardiac surgery is growing worldwide. To optimally assist patients during the perioperative period, we must improve our knowledge of how to prevent major perioperative cardiovascular events around the time of noncardiac surgery. To achieve this goal there is a need for large randomized controlled trials that can provide reliable and conclusive results in this field. This narrative review describes a proposal for the design, conduct and management of large controlled trials in perioperative cardiovascular medicine.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Perioperative care</kwd>
        <kwd>randomized controlled trials</kwd>
        <kwd>epidemiologic research design</kwd>
        <kwd>surgery</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Large randomized controlled trials in perioperative cardiovascular medicine: a proposal for the design, conduct and efficient management</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Otavio Berwanger<sup>I</sup>; Erica Aranha Suzumura<sup>I</sup>; PJ Devereaux<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Instituto de Ensino e Pesquisa / Hospital do Cora&#231;&#227;o - IEP/HCor, S&#227;o Paulo, SP</p>
      <p><sup>II</sup>Department of Clinical Epidemiology and Biostatistics, McMaster University, Hamilton, ON - Canada</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p>The number of patients undergoing noncardiac surgery is growing worldwide. To optimally assist patients during the perioperative period, we must improve our knowledge of how to prevent major perioperative cardiovascular events around the time of noncardiac surgery. To achieve this goal there is a need for large randomized controlled trials that can provide reliable and conclusive results in this field. This narrative review describes a proposal for the design, conduct and management of large controlled trials in perioperative cardiovascular medicine.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Perioperative care, randomized controlled trials, epidemiologic research design, surgery. </p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>In the last few decades, noncardiac surgery has made substantial advances in the treatment of diseases and improving patients' quality of life<sup>1,2</sup>. As a result, it is estimated that 100 million adults undergo noncardiac surgery worldwide, requiring hospital admission<sup>3</sup>. Noncardiac surgery is associated with significant cardiac morbidity, mortality, and consequent costs<sup>2</sup>. Currently, little is known about how to prevent major cardiovascular events in patients undergoing surgery. The identification of which interventions have a better risk-benefit ratio in patients submitted to non-cardiac surgery will require reliable knowledge derived from large-scale random clinical trials (RCTs).</p>
      <p>In this narrative review, we discuss some concepts related to large RCTs in perioperative cardiovascular medicine, including fundamental aspects of trial design and management.</p>
      <p>
        <bold>Trial design</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>The complementary role between systematic reviews and randomized controlled trials</bold>
      </p>
      <p>Systematic reviews with meta-analysis are studies in which the "participants" are original published research reports. Systematic reviews have explicit inclusion criteria, comprehensive literature searches, and unbiased data extraction; meta-analyses utilize advanced statistical methods to combine studies results<sup>4</sup>. Before designing a large RCT protocol, conducting (or reviewing if available) a systematic review can provide an overview of the current state of knowledge, event rates, and an estimate of the treatment effect. Additionally, formal methods to determine if the current evidence is reliable and conclusive are available, which can help to determine if there is a need for undertaking a large RCT<sup>4,5</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Trial quality</bold>
      </p>
      <p>The most fundamental advance that has made studies more reliable is adequate randomization<sup>6</sup>. The main objective of randomization is to ensure that known and unknown prognostic factors related to the outcomes are well balanced between the treatment groups. If this goal is achieved, then clinicians can attribute any difference in outcomes (provided it was measured in an unbiased way) to the intervention. Another crucial aspect of trial quality is concealment of randomization and this means that individuals randomizing patients are unaware of which treatment group the next patient will be allocated to. Foreknowledge of the next treatment allocation could affect the decision to enter the patient and those allocated to one treatment might then differ systematically from those allocated to another. Thus, it is crucial to implement effective allocation concealment strategies such as central randomization (by automated telephone or internet-based systems) or coded drug packs prepared by an independent pharmacy.<sup>7</sup> Allocation concealment is different from blinding. In RCTs, the term blinding refers to keeping study participants, health care providers, data collectors, outcome adjudicators, or data analysts unaware of the assigned treatment, to ensure that they are not influenced by such knowledge. As opposed to blinding, it is possible to conceal the randomization in every randomized trial, even in a trials comparing surgery with medical therapy. In contrast, blinding relates to what happens after randomization; it is not possible in all trials and seeks to reduce, between groups, differential use of effective cointerventions, reporting of events, encouragement during performance testing, and outcome assessment<sup>6,8,9</sup>.</p>
      <p>Even in a concealed and blinded RCT, a bias can be introduced by the post-randomization exclusion of certain patients (such as those who are noncompliant with study treatment), especially if the prognosis of those excluded from one treatment group differs from that of those excluded from another. In order to keep the groups with similar prognosis throughout the trial, the intention-to-treat principle (i.e., all patients are analyzed in the groups to which they were randomized) should guide all analyses<sup>6,8,9</sup>.</p>
      <p>Another important methodological consideration is whether a trial is interrupted early due to an unexpected large treatment effect based upon a few events. Studies suggest there is substantial risk that such trials overestimate the treatment effect or may suggest an effect when, in fact, there is no effect. As such, trialists and readers of RCTs should beware of trials interrupted early due to benefit with few events<sup>10</sup>.</p>
      <p>Several publications have provided empirical evidence of the potential impact of methodological quality domains such as allocation concealment, blinding, intention-to-treat analysis, and trials interrupted early due to beneficial results of RCTs<sup>5,6,8-11</sup>.</p>
      <p>
        <bold>What interventions to test?</bold>
      </p>
      <p>Surgery is the ultimate cardiovascular stress test, due to several factors such as surgical trauma, anesthesia and analgesia, intubation and extubation, pain, hypothermia, bleeding, anemia, and fasting<sup>12-15</sup>. These factors can initiate inflammatory, hypercoagulable, stress and hypoxic states, which are associated with perioperative elevations in troponin levels and arterial thrombosis, finally resulting in myocardial infarction (MI) and mortality<sup>16-19</sup>. These multiple triggers and states open the possibility for a variety of potential prophylactic interventions, such as beta-blockers, acetylsalicylic acid (ASA), calcium-channel blockers, alpha-adrenergic blockers, alpha-adrenergic agonists, and statins<sup>2,20-23</sup>. Non-pharmacological intervention such as adequate control of temperature, optimization of hemoglobin levels, type of anesthesia, and strict control of blood glucose levels are potential targets for prophylactic interventions<sup>13-15,24</sup>. Currently, the available evidence from systematic reviews and RCTs are not adequate in terms of validity and size to support the routine use of any of these interventions around the time of noncardiac surgery<sup>23</sup>. Thus, these interventions require testing <italic>versus</italic> placebo or in case of non-pharmacological treatment, against usual management.</p>
      <p>
        <bold>What outcomes to measure?</bold>
      </p>
      <p>Trials should focus on patient-important outcomes<sup>25,26</sup>. Trials should always measure all-cause mortality. Non-fatal major cardiovascular events such as MI, stroke and cardiac arrest are also relevant. Follow-up should be carried out for at least 30 postoperative days and perhaps even longer (i.e., 6-12 months)<sup>21</sup>. Currently, there are no standard diagnostic criteria for most of these events in patients undergoing noncardiac surgery. The criteria proposed by <italic>Devereaux</italic> for the <italic>POISE Trial Investigators</italic><sup>2,21</sup> are shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref> and can be a useful guide for future perioperative trials. One potential advantage of using similar outcome definitions in different trials is to help combine their results in future systematic reviews with meta-analysis of RCTs<sup>5</sup>.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0419-00014-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Use of composite outcomes will enhance statistical power, but investigators should ascertain that the events similarly represent patient-important outcomes. Sometimes the components of composite outcomes are part of the same pathogenic mechanism (e.g., cardiovascular mortality, or non-fatal MI, or non-fatal stroke). In other RCTs, the individual components of the composite outcome may combine efficacy and safety measures (e.g., venous thromboembolism or major bleeding)<sup>25</sup>.</p>
      <p>Ideally, a blinded event-adjudication committee should evaluate the events, especially in a trial in which the participants, health care providers, or data collectors have not been blinded. The statistical analyses should use the decisions from the outcome adjudicators regarding the presence of events<sup>26</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Reliable assessment of moderate treatment effects</bold>
      </p>
      <p>Although there are a few striking examples of treatments for serious disease which really do work extremely well (i.e., the efficacy of penicillin, warfarin therapy in atrial fibrillation) most claims of large treatment effects turn out to be erroneous<sup>27</sup>. For most common serious diseases, all that clinicians can realistically expect are moderate treatment effects (i.e., relative risk reductions between 15 and 30%). A central reason for this is that most disease states are multifactorial in their etiology. Therefore, even when an intervention effectively blocks one or more pathogenic mechanisms, a number of unaffected pathogenic mechanisms will remain; thus, large treatment effects are improbable<sup>11,28</sup>. For a common and potentially fatal medical problem, if a simple, nontoxic, and widely practicable treatment can be shown to reliably reduce patient-important outcomes even if moderately, the potential benefit to the population would be substantial (tens of thousands of major events avoided or delayed each year)<sup>11</sup>.</p>
      <p>The only way to reliably study such moderate treatment effects is to obtain large amounts of information (which, in general, requires large numbers of patients and, especially, a large number of events). For instance, even by assuming a high rate of perioperative cardiovascular events of 10%, trials need at least 350, and ideally 650, events to convincingly demonstrate a 25% relative risk reduction (<xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref>)<sup>29</sup>.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0419-00014-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Strategies to achieve a large number of patients and events</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Easy and flexible inclusion criteria</bold>
      </p>
      <p>Investigators can maximize event rates through selective enrollment of moderate and high-risk individuals. Examples of high-risk individuals are: patients with one or more manifestations of atherothrombotic disease (coronary heart disease, ischemic stroke, peripheral artery disease), elderly patients with multiple cardiovascular risk factors, and emergency surgeries. In order to ensure feasible, rapid and large recruitment rates, broad and simple entry criteria, similar to daily clinical practice are required<sup>27</sup>. Investigators can recruit these patients through multiple mechanisms including preoperative assessment clinics, cardiology clinics, internal medicine clinics, emergency rooms, and hospital wards (medical and surgical).</p>
      <p>
        <bold>Data collection</bold>
      </p>
      <p>To make large-scale recruitment feasible, investigators should streamline trial procedures to impose almost no extra workload on participating clinicians, beyond that required to treat their patients. Case report forms (CRFs) should be brief, including only variables that are really relevant to clinical practice and vital to the trial management. Examples of essential data are center identification, patient identification (and how to keep track of them), confirmation of eligibility criteria, key baseline variables and concomitant interventions that could influence outcomes, the trial events, and compliance. Adverse event reporting should also be limited to critical issues (major and minor bleeding in the case of ASA, pulmonary edema, hypotension and bradycardia requiring treatment in case of beta-blockers, etc.)<sup>11</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Trial conduct and management</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>The project office (coordinating center)</bold>
      </p>
      <p>In a large multicentric trial, the project office is primarily responsible for the development of the trial protocol, the trial manual of operations, the CRFs, organization of the study logistics, development of the randomization scheme, the study database, data internal consistency checks, data analysis, coordination of the study centers, dispatching regular newsletters, and dealing with inquiries and questions that might arise from individual participating hospitals. As noted by Chen et al<sup>11</sup> the project office must be easy to contact, friendly, helpful, knowledgeable, reliable, and efficient. The trial team that works at the project office is usually composed by the principal investigators, the project manager, the trial statisticians, the data managers and data clerks, the trial pharmacists, and, sometimes a trial programmer<sup>7,11,30</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Potential collaborative centers</bold>
      </p>
      <p>To make a large trial feasible, a network of investigators and research sites are required. Collaborative centers can be identified in various ways, including from previous trials, from personal contacts of principal investigators, from scientific meetings, and from regional hospital directories<sup>7</sup>. Investigators could have different medical backgrounds such as cardiology, internal medicine, surgery (different specialties), and anesthesiology. If the trial design is simple and the data collection is "streamlined", then the study centers should include not only specialized or university hospitals, but also many relatively nonspecialized and non-university general hospitals. While specialists in university hospitals are more likely to have their own research agenda or be involved in other similar studies, nonspecialized general hospitals may have no other way of taking part in medical research, and being involved in large randomized trials organized by specialists in the field is often educational, thus making them very effective collaborators. Unless patient recruitment can be completed fairly rapidly, usually after one or two years, trial recruitment may fall off in some centers. It is, therefore, very important to keep collaborators motivated throughout the whole course of the trial. Newsletters should be prepared regularly. These newsletters can include recruitment rates (total, per country, and per center), regular updates on study procedures, and recent evidence on the area of perioperative cardiovascular medicine. Additionally, hospitals that are recruiting exceptionally well should be acknowledged in various ways<sup>11</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Investigators' meeting</bold>
      </p>
      <p>Investigators' meetings can bring together potential collaborators to discuss and revise the trial protocol, to address frequently asked questions and practical concerns about the trial, and to help speed up or maintain recruitment. It would be sensible to organize national or regional meetings if there are a large number of widely dispersed centers. Linking trial meetings to other national conferences or special symposia to which collaborators are likely to be going anyway is another effective, and possibly cheaper, way to bring together the collaborators regularly<sup>7,11</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Potential barriers for the conduct of important perioperative trials</bold>
      </p>
      <p>The bureaucratization of the conduct of clinical trials has made the conduct and expense of large and important academic trials very challenging<sup>7</sup>. Extensive on-site monitoring processes, for example, were created in response to the rare instance of fraud, but have never been empirically shown to really reduce fraud or improve the reliability and methodological quality of trials. In fact, "data-intensive studies" may not only be wasteful, but might interfere by diverting efforts and financial resources from those aspects of the trial that really matter, such as methodological quality, adequate number of patients, and patient-important outcomes. A recent study by <italic>Eisenstein et al</italic><sup>31</sup> simulated two scenarios regarding large clinical trials in acute coronary syndromes and heart failure. The results suggested that site-related expenses (including site management and payments) represented over 65% of total costs for both trials. Performing sensitivity analyses, the authors also concluded that total costs were reduced by 40% by simultaneously reducing CRFs pages, monitoring visits, and site-payment amounts but maintaining the numbers of patients and sites. These findings suggest that the most efficient way to reduce trial costs and still meet the trial's scientific objectives is to reduce unnecessary management complexity<sup>31</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Trial publication</bold>
      </p>
      <p>The success of any trial depends entirely on the wholehearted collaboration and coal-commitment of a large number of investigators, co-investigators, and research coordinators in several sites. For this reason, chief credit for the main study findings should be given not to the trial organizers, but to all those who have collaborated in the study. The final publication of the main results should be in the name of the whole collaborative group<sup>11</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions and future directions</bold>
      </p>
      <p>Current RCTs are too small to provide strong inferences regarding the impact of perioperative interventions on perioperative cardiovascular death, nonfatal myocardial infarction, or cardiac arrest in moderate and high-risk patients undergoing noncardiac surgery. The first large trial in this area, the POISE study, offers hope that a major shift in trial size in this area will occur. Interventions that should be tested using this model include, among others: ASA, calcium-channel blockers, alpha-adrenergic agonists, statins control of temperature, type of anesthesia, and hyperglycemia control. . These trials should include simple procedures with adequate methodology (concealed allocation, blinding, and intention-to-treat analysis). If such trials are large, and the results are both statistically reliable and medically convincing, they may well influence the management of many thousands, or even perhaps millions, of future patients undergoing noncardiac surgery. We hope that researchers interested in the prevention and treatment of major perioperative cardiovascular events find in this narrative review a stimulus to design, conduct, and participate in large trials in this exciting and developing area of knowledge.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Ensayos cl&#237;nicos aleatorios y a larga escala en medicina cardiovascular perioperatoria: una propuesta para delineamiento, conducci&#243;n y gesti&#243;n eficiente</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>El n&#250;mero de pacientes sometidos a cirug&#237;as no-cardiacas est&#225; aumentando en todo el mundo. A fin de impartir una asistencia eficiente a los pacientes durante la cirug&#237;a, necesitamos mejorar nuestro conocimiento sobre como evitar eventos cardiovasculares perioperatorios mayores durante la cirug&#237;a no-cardiaca. Para alcanzar este objetivo, es necesario realizar ensayos cl&#237;nicos aleatorios que pueden proveer resultados conclusivos y confiables en este campo. Esta revisi&#243;n narrativa describe una propuesta para el delineamiento, la conducci&#243;n y la gesti&#243;n de ensayos cl&#237;nicos aleatorios y a larga escala en medicina cardiovascular perioperatoria.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Cuidados perioperatorios</kwd>
        <kwd>ensayos cl&#237;nicos aleatorios</kwd>
        <kwd>dise&#241;o de investigaci&#243;n epidemiol&#243;gica</kwd>
        <kwd>cirug&#237;a</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p><undefined id="top-body3"/>Ensayos cl&#237;nicos aleatorios y a larga escala en medicina cardiovascular perioperatoria: una propuesta para delineamiento, conducci&#243;n y gesti&#243;n eficiente</p>
      <p>
        <bold>Otavio Berwanger<sup>I</sup>; Erica Aranha Suzumura<sup>I</sup>; PJ Devereaux<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Instituto de Ensino e Pesquisa / Hospital do Cora&#231;&#227;o - IEP/HCor, S&#227;o Paulo, SP</p>
      <p><sup>II</sup>Department of Clinical Epidemiology and Biostatistics, McMaster University, Hamilton, ON - Canada</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>El n&#250;mero de pacientes sometidos a cirug&#237;as no-cardiacas est&#225; aumentando en todo el mundo. A fin de impartir una asistencia eficiente a los pacientes durante la cirug&#237;a, necesitamos mejorar nuestro conocimiento sobre como evitar eventos cardiovasculares perioperatorios mayores durante la cirug&#237;a no-cardiaca. Para alcanzar este objetivo, es necesario realizar ensayos cl&#237;nicos aleatorios que pueden proveer resultados conclusivos y confiables en este campo. Esta revisi&#243;n narrativa describe una propuesta para el delineamiento, la conducci&#243;n y la gesti&#243;n de ensayos cl&#237;nicos aleatorios y a larga escala en medicina cardiovascular perioperatoria.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Cuidados perioperatorios, ensayos cl&#237;nicos aleatorios, dise&#241;o de investigaci&#243;n epidemiol&#243;gica, cirug&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En las ultimas d&#233;cadas, la cirug&#237;a no-cardiaca ha hecho considerables progresos con relaci&#243;n al tratamiento de enfermedades y en la mejora de la calidad de vida del paciente<sup>1,2</sup>. Como resultado, se estima que, en todo el mundo, 100 millones de adultos se sometan a la cirug&#237;a no-cardiaca, necesitando internaci&#243;n hospitalaria<sup>3</sup>. La cirug&#237;a no-cardiaca est&#225; asociada a significante morbilidad y mortalidad cardiacas y sus consecuentes costes<sup>2</sup>. Actualmente, poco se sabe sobre como prevenir grandes eventos cardiovasculares en pacientes sometidos a cirug&#237;as. La identificaci&#243;n de cuales intervenciones tienen mejor relaci&#243;n riesgo-beneficio en pacientes sometidos a cirug&#237;a no-cardiaca, exigir&#225; conocimientos confiables derivados de ensayos cl&#237;nicos aleatorios (ECAs) y a larga escala.</p>
      <p>En esta revisi&#243;n narrativa, discutimos algunos conceptos relacionados a ECAs a larga escala en medicina cardiovascular perioperatoria, incluyendo aspectos fundamentales de delineamento y gesti&#243;n de estudio.</p>
      <p>
        <bold>Delineamiento del estudio</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>El rol complementario entre revisiones sistem&#225;ticas y ensayos cl&#237;nicos aleatorios</bold>
      </p>
      <p>Revisiones sistem&#225;ticas con metaan&#225;lisis son estudios cuyos "participantes" son relatos de investigaciones originales publicadas. Las revisiones sistem&#225;ticas tienen criterios de inclusi&#243;n expl&#237;citos, amplias b&#250;squedas en la literatura, y extracci&#243;n de datos sin sesgo. Los metaan&#225;lisis utilizan m&#233;todos estad&#237;sticos avanzados para combinar resultados de estudios<sup>4</sup>. Antes de delinear el protocolo de un ECA a larga escala, la conducci&#243;n (o an&#225;lisis cr&#237;tico, si disponible) de una revisi&#243;n sistem&#225;tica puede ofrecer una visi&#243;n general del estado actual del conocimiento, tasas de evento, y una estimativa de los efectos de los tratamientos disponibles. Adem&#225;s de ello, m&#233;todos formales para determinar si las evidencias actuales son confiables y conclusivas est&#225;n disponibles, y ellos pueden ayudar a determinar si hay necesidad de realizar un ECA a larga escala<sup>4,5</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Calidad del estudio</bold>
      </p>
      <p>El avance fundamental que convirti&#243; los estudios en m&#225;s confiables fue la aleatorizaci&#243;n adecuada<sup>6</sup>. El principal objetivo de la aleatorizaci&#243;n es asegurar que factores pron&#243;sticos conocidos y desconocidos relacionados a los resultados est&#233;n bien balanceados entre los grupos de tratamiento. Si se alcanza este objetivo, los cl&#237;nicos pueden atribuir cualquier diferencia en el resultado (desde que haya sido cuantificado sin sesgo) a la intervenci&#243;n. Otro aspecto crucial de la calidad del estudio es la ocultaci&#243;n de la lista de asignaci&#243;n, lo que significa que los individuos que incluyen a los pacientes desconocen a que grupo de tratamiento se asignar&#225; el pr&#243;ximo paciente. El conocimiento previo de la pr&#243;xima asignaci&#243;n de tratamiento puede afectar la decisi&#243;n de incluir al paciente y entonces, los pacientes asignados a un grupo de tratamiento pueden diferir sistem&#225;ticamente de aquellos asignados a un otro grupo. De esa forma, es crucial que se implementen estrategias efectivas de ocultaci&#243;n de la lista de asignaci&#243;n, tales como aleatorizaci&#243;n central (a trav&#233;s de sistemas automatizados telef&#243;nicos o con base en la Internet) o paquetes codificados de medicamentos preparados por una farmacia independiente<sup>7</sup>. Ocultar la asignaci&#243;n es distinto del cegamiento. En ECAs, el t&#233;rmino "cegamiento", se refiere a no dar a conocer a los participantes del estudio, a los profesionales de salud, a los profesionales recolectores de datos, a los evaluadores de desenlaces o analistas de datos, sobre el tratamiento que se determina para cada grupo, a fin de asegurar que ellos no se influencien por dicho conocimiento.</p>
      <p>En oposici&#243;n al cegamiento, es posible ocultar la asignaci&#243;n en todo estudio aleatorio, aun en estudios que comparan cirug&#237;a con tratamiento medicamentoso. En contraste, el cegamiento se refiere al que ocurre tras la aleatorizaci&#243;n, no es posible en todos los estudios y procura reducir entre grupos el empleo diferencial de cointervenciones efectivas, de relato de eventos e incentivo durante el desempe&#241;o de pruebas y evaluaci&#243;n de resultados<sup>6,8,9</sup>.</p>
      <p>Aun en un ensayo cl&#237;nico aleatorio ciego y con ocultaci&#243;n de la lista de asignaci&#243;n, se puede introducir un sesgo a trav&#233;s de la exclusi&#243;n postasignaci&#243;n de ciertos pacientes (tales como aquellos con no-adherencia al tratamiento), especialmente si el pron&#243;stico de los pacientes excluidos de un grupo de tratamiento diferir de aquel de los pacientes excluidos de otro. A fin de mantener los grupos con pron&#243;sticos similares durante el estudio, el principio de "intenci&#243;n de tratar" (es decir, se analizan a todos los pacientes en los grupos en los que se les asignaron inicialmente) deber&#237;a guiar todos los an&#225;lisis<sup>6,8,9</sup>.</p>
      <p>Otra consideraci&#243;n metodol&#243;gica importante es si se debe interrumpir el estudio en raz&#243;n del grande e inesperado efecto del tratamiento basado en pocos eventos. Estudios sugieren que hay un riesgo substancial que dichos estudios superestiman el efecto del tratamiento o puedan sugerir un efecto cuando, de hecho, no hay efecto. De esa forma, estudiosos y lectores de ECAs deben estar atentos a pruebas interrumpidas precozmente que presentan beneficios con pocos eventos<sup>10</sup>.</p>
      <p>Diversas publicaciones han prove&#237;do evidencias emp&#237;ricas del impacto potencial de dominios de calidad metodol&#243;gica, dichas como la ocultaci&#243;n de la lista de asignaci&#243;n, el cegamiento, el an&#225;lisis por intenci&#243;n de tratar y estudios interrumpidos precozmente debido a efecto ben&#233;fico en los resultados de ECAs<sup>5,6,8-11</sup>.</p>
      <p>
        <bold>&#191;Cu&#225;les intervenciones se deben probar?</bold>
      </p>
      <p>La cirug&#237;a es como una prueba de estr&#233;s cardiovascular, debido a diversos factores tales como trauma quir&#250;rgico, anestesia y analgesia, intubaci&#243;n y extubaci&#243;n, dolor, hipotermia, sangrado, anemia y ayuno<sup>12-15</sup>. Esos factores pueden dar inicio a estados inflamatorios, hipercoagulantes, de estr&#233;s y de hipoxia, los que est&#225;n asociados con aumentos perioperatorios en niveles de troponina y trombosis arterial, que finalmente resultan en infarto de miocardio (IM) y mortalidade<sup>16-19</sup>.</p>
      <p>Esos m&#250;ltiples estados y factores desencadenantes favorecen una variedad de intervenciones profil&#225;cticas potenciales, tales como betabloqueantes, &#225;cido acetilsalic&#237;lico (AAS), bloqueantes de canal de calcio, bloqueantes alfa-adrenergicos, agonistas alfa-adrenergicos y estatinas<sup>2,20-23</sup>. Intervenciones no-farmacol&#243;gicas, tales como control adecuado de temperatura, optimizaci&#243;n de niveles de hemoglobina, tipo de anestesia y control riguroso de niveles de glucosa en la sangre son blancos en potencial de intervenciones profil&#225;cticas<sup>13-15,24</sup>. Actualmente, las evidencias disponibles de revisiones sistem&#225;ticas y ECAs no son adecuadas en t&#233;rminos de validad y tama&#241;o para corroborar el empleo rutinario de cualquier de esas intervenciones cuando de la cirug&#237;a no-cardiaca<sup>23</sup>. As&#237;, esas intervenciones requieren prueba controlada por placebo o, en caso de tratamiento no-farmacol&#243;gico, prueba controlada por manejo usual.</p>
      <p>
        <bold>&#191;Cu&#225;les desenlaces se deben determinar?</bold>
      </p>
      <p>Los estudios deben enfocar desenlaces importantes para los pacientes<sup>25,26</sup>. Los estudios deben siempre determinar todas las causas de mortalidad. Eventos cardiovasculares mayores no-fatales, tales como IM, ACV y parada cardiaca tambi&#233;n son relevantes. El seguimiento se deber&#237;a llevar a cabo por al menos 30 d&#237;as postoperatorios y quiz&#225; por m&#225;s tiempo (por ej., 6-12 meses)<sup>21</sup>. Actualmente, no hay criterios diagn&#243;sticos est&#225;ndares para la mayor&#237;a de esos eventos en pacientes sometidos a cirug&#237;a no-cardiaca. Los criterios propuestos por <italic>Devereaux para los Investigadores del Estudio POISE</italic> <sup>2,21</sup> est&#225;n presentados en la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref> y pueden servir como una gu&#237;a &#250;til para futuros estudios en medicina perioperatorios. Una ventaja potencial de utilizar definiciones de resultados similares en estudios diferentes es ayudar a combinar sus resultados en futuras revisiones sistem&#225;ticas con metaan&#225;lisis de ECAs<sup>5</sup>.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0419-00014-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>El uso de desenlaces compuestos aumentar&#225; el poder estad&#237;stico, pero los investigadores deben certificarse que los eventos representen de forma semejante resultados importantes para los pacientes. Algunas veces los componentes de desenlaces compuestos forman parte de un mismo mecanismo patog&#233;nico (por ej., mortalidad cardiovascular, o IM no-fatal o ACV no-fatal). E otros ECAs, los componentes individuales del desenlace compuesto pueden combinar eficacia y medidas de seguridad (por ej. tromboembolismo venoso o hemorragia importante)<sup>25</sup>. De manera ideal, un comit&#233; "ciego" para la adjudicaci&#243;n del evento deber&#237;a evaluar los eventos, especialmente en un estudio cuyos participantes, profesionales de salud o recolectores de datos no fueron ciegos. Los an&#225;lisis estad&#237;sticos deber&#237;an utilizar las decisiones de los adjudicadores de desenlaces con respecto a la presencia de eventos<sup>26</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Evaluaci&#243;n confiable de efectos moderados de tratamiento</bold>
      </p>
      <p>Aunque existan algunos pocos ejemplos admirables de tratamientos de enfermedades, que funcionan realmente bien (por ejemplo, la eficacia de la penicilina, la terapia con warfarina en la fibrilaci&#243;n atrial), la mayor&#237;a de los efectos muy amplios reportados se revelan err&#243;neos<sup>27</sup>. Para enfermedades severas m&#225;s habituales, todo que los m&#233;dicos pueden real&#237;sticamente esperar son efectos de tratamientos moderados (por ej., reducci&#243;n de riesgo relativo entre el 15% y 30%). Una raz&#243;n central para tal hecho es que la mayor&#237;a de las enfermedades es de etiolog&#237;a multifactorial. De ese modo, aun cuando una intervenci&#243;n efectivamente bloquea uno o m&#225;s mecanismos patog&#233;nicos, habr&#225; un n&#250;mero remanente de mecanismos patog&#233;nicos no-afectados; as&#237;, grandes efectos de tratamiento son improbables<sup>11,28</sup>. Para un problema m&#233;dico com&#250;n y potencialmente fatal, si un sencillo, no-t&#243;xico y ampliamente factible tratamiento resultar confiable en la reducci&#243;n de eventos importantes para el paciente, aun moderadamente, el beneficio potencial en la poblaci&#243;n mundial seria substancial (decenas de miles de grandes eventos evitados o postergados a cada a&#241;o)<sup>11</sup>.</p>
      <p>La &#250;nica forma de estudiar dichos efectos moderados de tratamiento de forma confiable es obtener grandes cantidades de informaci&#243;n (las cuales, en general, exigen un gran n&#250;mero de pacientes y, especialmente, un gran n&#250;mero de eventos). Por ejemplo, aun teniendo en cuenta un alta tasa de eventos cardiovasculares perioperatorios del 10%, los estudios necesitan al menos 350 y, idealmente, 650 eventos para demostrar de manera convincente una reducci&#243;n de riesgo relativo del 25% (<xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref>)<sup>29</sup>.</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0419-00014-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Estrategias para alcanzar un gran n&#250;mero de pacientes y eventos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Criterios de inclusi&#243;n, f&#225;ciles y flexibles</bold>
      </p>
      <p>Los investigadores pueden maximizar las tasas de eventos a trav&#233;s de la inclusi&#243;n selectiva de individuos con riesgo moderado y alto. Ejemplos de individuos de alto riesgo son: pacientes con una o m&#225;s manifestaciones de enfermedad aterotromb&#243;tica (enfermedad cardiaca coronaria, ACV isqu&#233;mico, enfermedad arterial perif&#233;rica), pacientes adultos mayores con m&#250;ltiples factores de riesgo cardiovascular, y cirug&#237;as de emergencia. A fin de asegurar tasas de reclutamiento factibles, r&#225;pidas y altas, son necesarios criterios de entrada amplios y sencillos, semejantes a la pr&#225;ctica cl&#237;nica di&#225;ria<sup>27</sup>. Los investigadores pueden reclutar esos pacientes mediante m&#250;ltiples mecanismos, incluyendo cl&#237;nicas de evaluaci&#243;n preoperatoria, cl&#237;nicas cardiol&#243;gicas, ambulatorios de medicina interna, atenci&#243;n de urgencia/emergencia y hospitales (sectores medico y quir&#250;rgico).</p>
      <p>
        <bold>Recolecci&#243;n de datos</bold>
      </p>
      <p>Para volver el reclutamiento a larga escala factible, los investigadores deben organizar los procedimientos de modo a imponer un m&#237;nimo de trabajo extra a los cl&#237;nicos participantes, adem&#225;s de aquel relacionado al tratamiento de sus pacientes. Los formularios de presentaci&#243;n de caso cl&#237;nico (FCCs) deben ser concisos, incluyendo solamente variables que sean realmente relevantes a la pr&#225;ctica cl&#237;nica y vital a la gesti&#243;n del estudio. Ejemplos de datos esenciales son la identificaci&#243;n del centro participante, identificaci&#243;n de los pacientes (y como mantener contacto con ellos), confirmaci&#243;n de criterios de elegibilidad, variables-clave basales y intervenciones concomitantes que puedan influenciar en los resultados, eventos del estudio y en la adherencia. Relatos de efectos adversos tambi&#233;n deber&#237;an limitarse a cuestiones cr&#237;ticas (sangrado mayor en el caso de AAS, edema pulmonar, hipotensi&#243;n y bradicardia que necesiten tratamiento en el caso de betabloqueantes, etc.)<sup>11</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conducci&#243;n y gesti&#243;n del estudio</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>La coordinaci&#243;n del proyecto (centro de coordinaci&#243;n)</bold>
      </p>
      <p>En un gran estudio multic&#233;ntrico, la coordinaci&#243;n del proyecto es primariamente responsable del desarrollo del protocolo de estudio, el manual de operaciones del estudio, los formularios de recolecci&#243;n de datos, la organizaci&#243;n de log&#237;stica del estudio, el desarrollo del esquema de aleatorizaci&#243;n, el banco de datos del estudio, las verificaciones de consistencia interna de datos, an&#225;lisis de datos, coordinaci&#243;n de los centros de estudio, emisi&#243;n regular de boletines informativos, y lidiar con dudas y cuestiones que puedan surgir en hospitales participantes individuales. Como observado por Chen et al.<sup>11</sup>, la coordinaci&#243;n del proyecto debe ser f&#225;cil de contactar, amigable, servicial, informada, confiable y eficiente. El equipo del estudio que trabaja en la coordinaci&#243;n del proyecto generalmente es compuesto por los investigadores principales, los gerentes del proyecto, los estad&#237;sticos del proyecto, los administradores de datos y secretarios, los farmac&#233;uticos y a veces, un programador del estudio<sup>7,11,30</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Centros colaboradores potenciales</bold>
      </p>
      <p>Para volver un estudio a larga escala factible, es necesaria una red de investigadores y sitios de investigaci&#243;n. Centros colaborativos pueden ser identificados de diversas formas, incluyendo desde estudios previos, contactos personales de los investigadores principales, encuentros cient&#237;ficos, hasta directorios de hospitales regionales<sup>7</sup>. Los investigadores pueden ser originarios de diferentes &#225;reas m&#233;dicas, tales como cardiolog&#237;a, cl&#237;nica m&#233;dica, cirug&#237;a (diferentes especialidades) y anestesiolog&#237;a.</p>
      <p>Si el delineamiento del estudio resultar sencillo y la recolecci&#243;n de datos perfeccionada, los centros de estudio deben incluir no solamente hospitales universitarios o especializados, sino tambi&#233;n muchos hospitales generales relativamente no-especializados o no-universitarios.</p>
      <p>Mientras que, en hospitales universitarios, los expertos tienen una mayor probabilidad de tener sus propias agendas de investigaciones o de estar implicados en otros estudios semejantes; en los hospitales generales no-especializados ellos pueden no tener otra forma de participar de investigaciones m&#233;dicas y el hecho de estar involucrados en ensayos cl&#237;nicos aleatorios y a larga escala, organizados por expertos en el &#225;rea, es frecuentemente educacional, por lo tanto, ellos son colaboradores bastante efectivos. A menos que el reclutamiento de pacientes se pueda completar r&#225;pidamente, en general luego de uno o dos a&#241;os, el reclutamiento del estudio puede disminuir en algunos centros. Es, por lo tanto, muy importante que se mantenga los colaboradores motivados durante todo el curso del estudio. Se deben preparar boletines informativos regularmente. Esos boletines pueden incluir las tasas de reclutamiento (total, por pa&#237;s y por centro), actualizaciones regulares sobre los procedimientos del estudio y evidencias recientes en el &#225;rea de medicina cardiovascular perioperatoria. Adem&#225;s, los hospitales que reclutan excepcionalmente bien deber&#237;an recibir su reconocimiento de diversas formas<sup>11</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Encuentro de los investigadores</bold>
      </p>
      <p>Los encuentros de los investigadores pueden reunir potenciales colaboradores para discutir y revisar el protocolo de estudio, responder cuestiones frecuentemente preguntadas y cuestiones pr&#225;cticas acerca del estudio, y ayudar a aumentar o mantener el reclutamiento. Es sensato organizar encuentros nacionales o regionales en el caso de un gran n&#250;mero de centros ampliamente dispersos. Establecer una conexi&#243;n entre los encuentros relacionados al estudio y otras conferencias nacionales o simposios especiales donde los colaboradores probablemente estar&#225;n presentes es otra forma efectiva, y posiblemente menos onerosa, de promover el encuentro de los colaboradores de forma regular<sup>7,11</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Barreras potenciales para la conducci&#243;n de estudios perioperatorios importantes</bold>
      </p>
      <p>La burocratizaci&#243;n de la conducci&#243;n de estudios cl&#237;nicos ha convertido la ejecuci&#243;n y el coste de grandes e importantes estudios acad&#233;micos en cuestiones desafiadoras<sup>7</sup>. Procesos extensos de monitoria local, por ejemplo, se crearon en respuesta a la rara ocurrencia de fraude. Sin embargo nunca se ha demostrado emp&#237;ricamente que dichos procesos realmente reduzcan tal ocurrencia o mejoren la confiabilidad y calidad metodol&#243;gica de los estudios.</p>
      <p>De hecho, "estudios con recolecci&#243;n vasta y minuciosa de datos" pueden ser no solamente un desperdicio, sino tambi&#233;n pueden interferir al desviar esfuerzos y recursos financieros de aquellos aspectos del estudios que realmente importan, tales como la calidad metodol&#243;gica, n&#250;mero adecuado de pacientes, y desenlaces importantes para los pacientes.</p>
      <p>Un estudio reciente realizado por Eisenstein et al.<sup>31</sup> simul&#243; dos situaciones sobre grandes estudios cl&#237;nicos en s&#237;ndromes coronarios agudos e insuficiencia cardiaca. Los resultados sugirieron que los gastos relatados (incluyendo la gesti&#243;n y pagos) representaban m&#225;s del 65% del total de costes para ambos estudios. Al llevar a cabo el an&#225;lisis de sensibilidad, los autores tambi&#233;n concluyeron que el coste total se reducir&#237;a en el 40% por la disminuci&#243;n simult&#225;nea de p&#225;ginas de formularios de recolecci&#243;n de datos, visitas de monitoria y pagos locales, pero manteniendo los n&#250;meros de pacientes y locales de estudio. Esos hallazgos sugieren que la forma m&#225;s eficiente de reducir los costes del estudio y todav&#237;a as&#237; alcanzar los objetivos cient&#237;ficos del mismo es reducir la complejidad desnecesaria de gesti&#243;n<sup>31</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Publicaci&#243;n del estudio</bold>
      </p>
      <p>El &#233;xito de cualquier estudio depende completamente de la dedicada colaboraci&#243;n y compromiso con el objetivo de un gran n&#250;mero de investigadores y coordinadores de investigaci&#243;n en diversos locales. Por esa raz&#243;n, el cr&#233;dito principal por los hallazgos del estudio es debido no a los organizadores del estudio, sino a todos aquellos que colaboraron con el mismo. La publicaci&#243;n final de los resultados principales se debe llevar a cabo en nombre del grupo de colaboradores como un todo<sup>11</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones y direcciones futuras</bold>
      </p>
      <p>Los ECAs actuales son muy peque&#241;os para proveer inferencias s&#243;lidas referentes al impacto de las intervenciones perioperatorias en la muerte cardiovascular perioperatoria, infarto de miocardio no-fatal, o parada cardiaca en pacientes con riesgo moderado y alto sometidos a cirug&#237;a no-cardiaca.</p>
      <p>El primer gran estudio en esta &#225;rea, el estudio POISE, ofrece la esperanza de que un gran cambio respecto al porte de los estudios ocurra en esa &#225;rea. Intervenciones que deber&#237;an ser probadas usando ese modelo, incluyen, entre otras: AAS, bloqueantes de canal de calcio, agonistas alfa-adren&#233;rgico estatinas, control de temperatura, tipo de anestesia y control de la hiperglicemia. Esos estudios deben incluir procedimientos sencillos con metodolog&#237;a adecuada (ocultaci&#243;n de la lista de asignaci&#243;n, cegamiento y an&#225;lisis por intenci&#243;n de tratar). Si esos estudios son grandes y los resultados estad&#237;sticamente confiables y cl&#237;nicamente relevantes, ellos pueden influenciar la gesti&#243;n de millares o quiz&#225; hasta millones de futuros pacientes sometidos a cirug&#237;a no-cardiaca. Esperamos que los investigadores interesados en la prevenci&#243;n y tratamiento de eventos cardiovasculares perioperatorios mayores encuentren en esa revisi&#243;n narrativa un est&#237;mulo para delinear, conducir y participar de grandes estudios, en esa &#225;rea de conocimiento tan interesante y en desarrollo.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
