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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">vV8hVdDTcSCDqQDcdfZ7zdB</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000500007</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000500007</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Obesidade abdominal e risco cardiovascular: desempenho de indicadores antropom&#233;tricos em mulheres</article-title>
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            <surname>Almeida</surname>
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            <surname>Ara&#250;jo</surname>
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          <named-content content-type="city">Feira de Santana</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Feira de Santana</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Sa&#250;de Coletiva </institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>05</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>375</fpage>
      <lpage>380</lpage>
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          <day>24</day>
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          <day>24</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Os indicadores antropom&#233;tricos de obesidade abdominal (OABD) estimam a quantidade de tecido adiposo visceral, que, por sua vez, est&#225; associado a maior risco de desenvolvimento de doen&#231;a cardiovascular. Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, houve um aumento de OABD na popula&#231;&#227;o feminina brasileira, constituindo grande problema de sa&#250;de p&#250;blica. OBJETIVO: Avaliar o desempenho de diferentes pontos de corte do &#237;ndice de conicidade (&#237;ndice C), da raz&#227;o cintura-quadril (RCQ), da circunfer&#234;ncia de cintura (CC) e da raz&#227;o cintura-estatura (RCEst) para discriminar risco coronariano elevado (RCE) em mulheres. M&#201;TODOS: Estudo transversal realizado em Feira de Santana, Bahia, com 270 funcion&#225;rias de uma universidade p&#250;blica com idade entre 30 e 69 anos. A an&#225;lise da sensibilidade e especificidade, feita por meio das curvas ROC, permitiu identificar e comparar os melhores pontos de corte para discriminar RCE, calculado com base no escore de risco de Framingham. RESULTADOS: Os pontos de corte encontrados foram: CC = 86 cm, RCQ = 0,87, &#237;ndice C = 1,25 e RCEst = 0,55, sendo, respectivamente, as &#225;reas sob a curva ROC de 0,70 (IC95% = 0,63-0,77), 0,74 (IC95% = 0,67-0,81), 0,76 (IC95% = 0,70-0,83) e 0,74 (IC95% = 0,67-0,81). Os indicadores antropom&#233;tricos de OABD analisados apresentaram desempenhos satisfat&#243;rios e semelhantes para discriminar RCE. Entretanto, o &#237;ndice C foi o indicador que apresentou o melhor poder discriminat&#243;rio. CONCLUS&#195;O: Espera-se que esses resultados contribuam para melhor quantificar a OABD na popula&#231;&#227;o feminina brasileira, fornecendo informa&#231;&#245;es para que os profissionais de sa&#250;de atuem na preven&#231;&#227;o dessa condi&#231;&#227;o cl&#237;nica multifatorial, evitando o aparecimento das doen&#231;as cardiovasculares.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Obesidade</kwd>
        <kwd>antropometria</kwd>
        <kwd>circunfer&#234;ncia abdominal</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
        <kwd>mulheres</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>20</day>
        <month>07</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EPIDEMIOLOGIA </p>
    <p>
      <bold>Obesidade abdominal e risco cardiovascular: desempenho de indicadores antropom&#233;tricos em mulheres</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Rog&#233;rio Tosta de Almeida<sup>I, II</sup>; Maura Maria Guimar&#227;es de Almeida<sup>I</sup>; T&#226;nia Maria Ara&#250;jo<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Sa&#250;de Coletiva da Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA, Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Jequi&#233;, BA - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Os indicadores antropom&#233;tricos de obesidade abdominal (OABD) estimam a quantidade de tecido adiposo visceral, que, por sua vez, est&#225; associado a maior risco de desenvolvimento de doen&#231;a cardiovascular. Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, houve um aumento de OABD na popula&#231;&#227;o feminina brasileira, constituindo grande problema de sa&#250;de p&#250;blica. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Avaliar o desempenho de diferentes pontos de corte do &#237;ndice de conicidade (&#237;ndice C), da raz&#227;o cintura-quadril (RCQ), da circunfer&#234;ncia de cintura (CC) e da raz&#227;o cintura-estatura (RCEst) para discriminar risco coronariano elevado (RCE) em mulheres. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Estudo transversal realizado em Feira de Santana, Bahia, com 270 funcion&#225;rias de uma universidade p&#250;blica com idade entre 30 e 69 anos. A an&#225;lise da sensibilidade e especificidade, feita por meio das curvas ROC, permitiu identificar e comparar os melhores pontos de corte para discriminar RCE, calculado com base no escore de risco de Framingham. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Os pontos de corte encontrados foram: CC = 86 cm, RCQ = 0,87, &#237;ndice C = 1,25 e RCEst = 0,55, sendo, respectivamente, as &#225;reas sob a curva ROC de 0,70 (IC95% = 0,63-0,77), 0,74 (IC95% = 0,67-0,81), 0,76 (IC95% = 0,70-0,83) e 0,74 (IC95% = 0,67-0,81). Os indicadores antropom&#233;tricos de OABD analisados apresentaram desempenhos satisfat&#243;rios e semelhantes para discriminar RCE. Entretanto, o &#237;ndice C foi o indicador que apresentou o melhor poder discriminat&#243;rio. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> Espera-se que esses resultados contribuam para melhor quantificar a OABD na popula&#231;&#227;o feminina brasileira, fornecendo informa&#231;&#245;es para que os profissionais de sa&#250;de atuem na preven&#231;&#227;o dessa condi&#231;&#227;o cl&#237;nica multifatorial, evitando o aparecimento das doen&#231;as cardiovasculares. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Obesidade, antropometria, circunfer&#234;ncia abdominal, fatores de risco, mulheres.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A concentra&#231;&#227;o excessiva de gordura na regi&#227;o abdominal relaciona-se com diversas disfun&#231;&#245;es metab&#243;licas e est&#225; associada a maior risco de morbidade e mortalidade decorrentes da doen&#231;a ateroscler&#243;tica e de suas conseq&#252;&#234;ncias, como a doen&#231;a arterial coronariana<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares (DCV) representam a maior causa de morbidade e mortalidade no Brasil. Em 2005, ocorreram 283.927 &#243;bitos por DCV, correspondendo a 28,2% da mortalidade geral do pa&#237;s<sup>3</sup>. Dessa forma, &#233; fundamental conhecer a magnitude dos fatores de risco cardiovascular com a finalidade de efetuar um planejamento de sa&#250;de capaz de intervir de forma eficaz nessa realidade<sup>4</sup>.</p>
    <p>O ac&#250;mulo de gordura na regi&#227;o do tronco e abdome (padr&#227;o andr&#243;ide) em mulheres tem aumentado por causa das mudan&#231;as ocorridas nas &#250;ltimas d&#233;cadas relacionadas aos h&#225;bitos alimentares e de vida, indicando uma exposi&#231;&#227;o cada vez mais intensa a riscos cardiovasculares. Pesquisas recentes t&#234;m destacado o aumento da obesidade abdominal (OABD) na popula&#231;&#227;o feminina brasileira<sup>5-7</sup>.</p>
    <p>A tomografia computadorizada, a resson&#226;ncia magn&#233;tica e a ultra-sonografia s&#227;o m&#233;todos laboratoriais sofisticados utilizados habitualmente para mensura&#231;&#227;o da adiposidade visceral<sup>8,9</sup>. Entretanto, em raz&#227;o dos custos de seus equipamentos, da sofistica&#231;&#227;o dos m&#233;todos e das dificuldades em envolver os avaliados nos protocolos de medidas, a utiliza&#231;&#227;o desses m&#233;todos para estudos epidemiol&#243;gicos torna-se, muitas vezes, invi&#225;vel. Os m&#233;todos antropom&#233;tricos s&#227;o relativamente simples, n&#227;o-invasivos, baratos e n&#227;o exigem alto grau de habilidade t&#233;cnica e treinamento, sendo uma alternativa bastante utilizada em estudos populacionais sobre obesidade e distribui&#231;&#227;o regional de gordura.</p>
    <p>Os indicadores antropom&#233;tricos de OABD s&#227;o capazes de fornecer estimativa da quantidade de tecido adiposo visceral, que, por sua vez, est&#225; associado &#224;s altera&#231;&#245;es metab&#243;licas, particularmente hiperinsulinemia, intoler&#226;ncia &#224; glicose e hipertrigliceridemia<sup>10,11</sup>.</p>
    <p>Poucos estudos nacionais voltados para a determina&#231;&#227;o de pontos de corte de indicadores antropom&#233;tricos para estimar a OABD em mulheres foram encontrados na literatura, especialmente no que diz respeito ao &#237;ndice de conicidade (&#237;ndice C) e &#224; raz&#227;o cintura-estatura (RCEst). Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho de diferentes pontos de corte do &#237;ndice C, da raz&#227;o cintura-quadril (RCQ), da circunfer&#234;ncia de cintura (CC) e da RCEst para discriminar risco coronariano elevado (RCE) em mulheres.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de estudo de corte transversal realizado em Feira de Santana, Bahia. Foram utilizados dados da pesquisa Fatores de risco para doen&#231;a arterial coronariana em funcion&#225;rias de uma institui&#231;&#227;o de ensino superior<sup>12</sup>, do N&#250;cleo de Epidemiologia (Nepi) do Programa de P&#243;s-gradua&#231;&#227;o em Sa&#250;de Coletiva do Departamento de Sa&#250;de da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). A popula&#231;&#227;o do estudo original de 554 mulheres foi selecionada por meio de um censo das funcion&#225;rias t&#233;cnico-administrativas e prestadoras de servi&#231;os da Uefs que estavam em pleno exerc&#237;cio das suas atividades funcionais no per&#237;odo da coleta de dados (26 de julho a 15 de outubro de 2004) e n&#227;o eram gestantes ou nutrizes. Foram coletados dados de 475 mulheres (85,7%). Os motivos da n&#227;o-participa&#231;&#227;o foram: 33 (6,0%) n&#227;o foram localizadas, 34 (6,1%) n&#227;o concordaram em participar da pesquisa, 10 (1,8%) estavam de licen&#231;a m&#233;dica e 2 (0,4%) foram a &#243;bito por doen&#231;a arterial coronariana (DAC) durante a coleta<sup>12</sup>.</p>
    <p>Como o indicador de risco coronariano, o escore de risco de Framingham (ERF), utilizado no presente estudo foi constru&#237;do com base em popula&#231;&#227;o com idade entre 30 e 74 anos<sup>13</sup>, utilizaram-se os dados daquelas com idade igual ou superior a 30 anos e que realizaram todo o protocolo de medidas necess&#225;rio para o c&#225;lculo do ERF, totalizando 270 mulheres (74,2% das 364 mulheres com idade <underline>&gt;</underline> 30 anos).</p>
    <p>Foi criado um manual de procedimentos que serviu para orientar a coleta de dados, feita por uma equipe previamente treinada.</p>
    <p>As vari&#225;veis inclu&#237;das no presente estudo foram:</p>
    <p>&#149; <italic>sociodemogr&#225;ficas -</italic> idade (em anos completos), escolaridade (ensino fundamental, m&#233;dio e superior), renda familiar mensal (categorizada em 1 a 2, 3 a 6 e &gt; 6 sal&#225;rios m&#237;nimos), situa&#231;&#227;o conjugal (casadas/uni&#227;o est&#225;vel e n&#227;o casadas) e cor da pele, autodeclarada branca, parda, preta, amarela e ind&#237;gena, e dicotomizada em negras (pretas e pardas) e n&#227;o-negras (demais).</p>
    <p>&#149; em rela&#231;&#227;o ao tabagismo, as participantes foram agrupadas em n&#227;o-fumantes, fumantes (fumavam dois ou mais cigarros/dia por pelo menos 2 meses) e ex-fumantes (fizeram uso de cigarros no passado, mas n&#227;o o faziam mais por pelo menos 12 meses consecutivos).</p>
    <p>&#149; <italic>antropometria -</italic> a aferi&#231;&#227;o do peso, da estatura, da circunfer&#234;ncia de cintura e da circunfer&#234;ncia de quadril foi feita na sala de avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica do servi&#231;o de sa&#250;de da institui&#231;&#227;o, e realizaram-se duas medidas por dois integrantes da equipe, adotando a m&#233;dia aritm&#233;tica como medida final. Utilizou-se uma balan&#231;a digital Tecline TEC 30 com capacidade de 140 kg e precis&#227;o de 100 g, para medida do peso; um estadi&#244;metro vertical de madeira, para medida de altura; uma fita m&#233;trica inel&#225;stica de 0,5 cm de largura, para as medidas de circunfer&#234;ncia de cintura e quadril. As medidas foram feitas com a menor quantidade de roupa poss&#237;vel, normalmente de roupas &#237;ntimas - calcinha e suti&#227; - ou trajes de banho. O ponto anat&#244;mico de refer&#234;ncia para a medida da circunfer&#234;ncia da cintura foi a parte mais estreita entre o t&#243;rax e o quadril. Para a medida de quadril, foi considerada a maior protuber&#226;ncia (gl&#250;teo m&#225;ximo). A leitura foi feita no cent&#237;metro mais pr&#243;ximo.</p>
    <p>&#149; A RCQ foi determinada pela divis&#227;o da circunfer&#234;ncia de cintura (cm) pela circunfer&#234;ncia do quadril (cm). O &#237;ndice C, proposto por Valdez<sup>14</sup>, foi calculado por meio da seguinte equa&#231;&#227;o matem&#225;tica:</p>
    <p>
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    <p>A RCEst foi determinada pela divis&#227;o da CC (cm) pela estatura (cm). </p>
    <p>&#149; <italic>exames laboratoriais -</italic> a coleta de sangue, feita ap&#243;s jejum igual ou superior a 12 horas, foi realizada no laborat&#243;rio de an&#225;lises cl&#237;nicas e em postos m&#243;veis que funcionaram na unidade de infra-estrutura e no servi&#231;o de sa&#250;de da Uefs. As dosagens de colesterol total e fra&#231;&#245;es e glicemia foram analisadas no laborat&#243;rio de an&#225;lises cl&#237;nicas do n&#250;cleo de biologia da mesma universidade.</p>
    <p>As medidas da press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) e press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD) foram feitas com o tensi&#244;metro da marca Omrom modelo HEM 705 CP, de acordo com as recomenda&#231;&#245;es das IV Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial<sup>15</sup>. Registrou-se a m&#233;dia das duas medidas aferidas.</p>
    <p>Para constru&#231;&#227;o do indicador de risco coronariano, foi utilizado o ERF, modelo proposto por Wilson e cols.<sup>13</sup>, baseado no <italic>Framingham Heart Study</italic>, um estudo de coorte com acompanhamento de 12 anos de 2.856 mulheres e 2.489 homens com idade entre 30 e 74 anos. A pontua&#231;&#227;o, que poder&#225; ser positiva (fator de risco) e negativa (fator de prote&#231;&#227;o), para o c&#225;lculo da estimativa de risco coronariano proposta por esses autores, por meio da utiliza&#231;&#227;o do modelo de regress&#227;o de Cox, inclui idade, PAS, PAD, colesterol total, HDL-C, tabagismo e diabete. Ap&#243;s a identifica&#231;&#227;o da pontua&#231;&#227;o para cada vari&#225;vel, os pontos s&#227;o somados. A dicotomiza&#231;&#227;o da amostra em "risco coronariano elevado" e "n&#227;o elevado" foi feita pelo percentil 80 como ponto de corte, ou seja, para identifica&#231;&#227;o do risco coronariano elevado, considerou-se uma pontua&#231;&#227;o acima daquela encontrada em 80% das participantes da amostra. O valor correspondente ao percentil 80 foi de 8 pontos.</p>
    <p>Os dados foram duplamente digitados e analisados pelos programas estat&#237;sticos SPSS vers&#227;o 10.0 e STATA vers&#227;o 9.0.</p>
    <p>Inicialmente foram calculadas a sensibilidade e a especificidade entre os indicadores antropom&#233;tricos de OABD (CC, RCQ, &#237;ndice C e RCEst) e o RCE, identificado com base no ERF. Os pontos de corte foram determinados por meio das curvas ROC (<italic>receiver operating characteristic</italic>), observando o equil&#237;brio mais adequado entre sensibilidade e especificidade dos indicadores para discriminar RCE. Essa estrat&#233;gia tem sido utilizada em estudos epidemiol&#243;gicos<sup>16-18</sup>. A signific&#226;ncia estat&#237;stica de cada an&#225;lise foi observada por meio da &#225;rea sob a curva ROC e pelo intervalo de confian&#231;a a 95%. Valores de sensibilidade e especificidade n&#227;o inferiores a 60% e &#225;rea sob a curva ROC n&#227;o inferior a 50% foram crit&#233;rios utilizados para sele&#231;&#227;o dos pontos de corte.</p>
    <p>O projeto foi encaminhado ao Conselho de &#201;tica em Pesquisa da Uefs para aprecia&#231;&#227;o, aprova&#231;&#227;o e acompanhamento, sendo aprovado sob protocolo de n&#186;. 117/2007. Todas as participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.</p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>As caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o estudada est&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>. Observaram-se maiores frequ&#234;ncias de negras (73,2%), casadas ou em uni&#227;o est&#225;vel (53,0%) e n&#227;o-fumantes (72,6%). Destaque para a baixa frequ&#234;ncia de fumantes (8,1%).</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref> apresenta os pontos de corte e os valores de sensibilidade e especificidade dos indicadores antropom&#233;tricos analisados. Todos os indicadores apresentaram sensibilidade e especificidade aproximadas entre si e com valores acima de 60%.</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quando se analisaram as &#225;reas sob as curvas ROC, observou-se que todos os indicadores analisados apresentaram poder discriminat&#243;rio satisfat&#243;rio para discriminar RCE (<xref ref-type="fig" rid="f1">fig. 1</xref>). Entretanto, o &#237;ndice C foi o indicador que apresentou melhor desempenho para discriminar RCE quando comparado com os demais. Quando se compararam as &#225;reas sob as curvas ROC entre si, observou-se diferen&#231;a estatisticamente significativa (p = 0,01) (<xref ref-type="table" rid="t3">tab. 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O valor sugerido de ponto de corte da CC para discriminar RCE por este estudo (86 cm), como esperado, &#233; diferente daqueles recomendados para a popula&#231;&#227;o asi&#225;tica (valores abaixo de 80 cm)<sup>17,19-22</sup> e no Canad&#225; (80 cm)<sup>16</sup>, e similar aos encontrados no M&#233;xico<sup>23</sup> (85 cm) e no Brasil por Barbosa e cols.<sup>24</sup> (84 cm) e Pitanga e Lessa<sup>18</sup> (83 cm).</p>
    <p>Apesar da falta de consenso entre os estudos analisados sobre qual o melhor ponto de corte para CC identificar obesidade abdominal, nota-se que, excetuando-se os estudos realizados na popula&#231;&#227;o asi&#225;tica (China, Cingapura, Taiwan e Jap&#227;o), os valores sugeridos oscilaram entre 80 e 88 cm, bem pr&#243;ximos ao encontrado neste estudo (86 cm).</p>
    <p>Quanto &#224; RCQ, alguns estudos t&#234;m sugerido o valor de 0,80 como ponto de corte para estimar OABD em mulheres<sup>16,17,19,21,25,26</sup>. Entretanto, entre os estudos realizados no Brasil, os valores apresentados foram 0,83 para mulheres adultas com idade entre 30 a 74 anos<sup>18</sup>, 0,84 para mulheres de 30 a 49 anos e 0,88 para as maiores de 50 anos<sup>27</sup>. O ponto de corte encontrado no M&#233;xico (0,85)<sup>23</sup> tamb&#233;m ficou mais pr&#243;ximo ao nosso (0,87).</p>
    <p>Vale destacar que as estrat&#233;gias de an&#225;lise usadas por alguns autores<sup>16,17,19-21,23</sup> foram muito parecidas, ou seja, analisaram individualmente ou em conjunto cada fator de risco para DCV por meio de diferentes indicadores antropom&#233;tricos de obesidade. No presente estudo, optou-se por analisar o risco cardiovascular global por meio do ERF, mesma estrat&#233;gia utilizada por Pitanga e Lessa<sup>18,27</sup>.</p>
    <p>Na literatura, poucos estudos determinam o melhor ponto de corte para o &#237;ndice C<sup>18,27</sup> e para a RCEst<sup>19-21,23,28</sup> estimarem risco cardiovascular em mulheres.</p>
    <p>Diferentemente do resultado encontrado no presente estudo (1,25), Pitanga e Lessa<sup>18</sup> sugeriram 1,18 como o melhor ponto de corte para o &#237;ndice C, apresentando valores de sensibilidade (73,39%) e especificidade (61,15%) e &#225;rea sob a curva ROC de 0,75 (IC95% = 0,70-0,80). Em outro estudo<sup>27</sup>, esses mesmos autores apresentaram pontos de corte diferentes, a depender da faixa et&#225;ria analisada. Para as mulheres de 30 a 49 anos, o melhor ponto de corte foi o mesmo (1,18), com melhor sensibilidade (78,57%) e especificidade (65,24%) e tamb&#233;m melhor &#225;rea sob a curva ROC 0,81 (IC95% = 0,70-0,92). Entre as de idade mais avan&#231;ada (50 a 74 anos), o melhor ponto de corte sugerido foi 1,22, com sensibilidade (60,00%) e especificidade (65,82%) e &#225;rea sob a curva ROC 0,65 (IC 95% = 0,58-0,73). Portanto, o &#237;ndice C apresentou melhor poder discriminat&#243;rio de RCE para as mulheres mais jovens.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; RCEst, valores mais baixos aos encontrados pelo presente estudo foram propostos na China<sup>19</sup> (0,50), em Taiwan<sup>20</sup> (0,45) e Cingapura<sup>21</sup> (0,48). No Brasil, em estudo recente, Pitanga e Lessa<sup>28</sup> sugeriram para a RCEst 0,53 como melhor ponto de corte com sensibilidade (67%) e especificidade (58%) e &#225;rea sob a curva ROC de 0,69 (IC 95% = 0,64-0,75). Ponto de corte parecido ao observado para mulheres mexicanas, que variou de 0,53 a 0,535 para a RCEst discriminar diabete tipo 2, hipertens&#227;o e dislipidemias<sup>23</sup>.</p>
    <p>Os crit&#233;rios de anormalidade, bem como o desempenho de cada indicador antropom&#233;trico, utilizados para identificar a obesidade abdominal t&#234;m sido divergentes na literatura. Os componentes &#233;tnicos distintos e as caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas diferentes em cada popula&#231;&#227;o podem justificar as diferen&#231;as encontradas. Ressalva-se que a escolha do crit&#233;rio para definir pontos de corte no <italic>continuum</italic> entre normal ou anormal pode variar de acordo com a natureza do que est&#225; se estudando e com os conhecimentos pr&#233;vios sobre os tratamentos e as medidas preventivas j&#225; existentes. Buscou-se neste estudo o melhor equil&#237;brio entre a sensibilidade e a especificidade, priorizando sempre a sensibilidade, em fun&#231;&#227;o de que as repercuss&#245;es da OABD t&#234;m alto custo individual e social. Portanto, o diagn&#243;stico precoce poder&#225; favorecer medidas na vigil&#226;ncia nutricional e ado&#231;&#227;o de h&#225;bitos de atividade f&#237;sica regular.</p>
    <p>Recentemente foi observado que a idade pode modificar o poder discriminat&#243;rio de indicadores antropom&#233;tricos da obesidade para identificar RCE em mulheres<sup>27</sup>. Como a idade &#233; um dos importantes fatores de risco para o desenvolvimento de DCV<sup>13,29,30</sup>, a discrimina&#231;&#227;o de pontos de corte por faixas et&#225;rias para identificar risco cardiovascular poder&#225; ser uma boa alternativa para posterior investiga&#231;&#227;o.</p>
    <p>Os indicadores antropom&#233;tricos da OABD analisados apresentaram desempenhos semelhantes para discriminar RCE.</p>
    <p>Dados epidemiol&#243;gicos mostram ser a RCQ e a CC preditores independentes para uma s&#233;rie de dist&#250;rbios metab&#243;licos. Entretanto, recomenda-se que a utiliza&#231;&#227;o dessas medidas seja combinada ao &#237;ndice de massa corporal (IMC), para potencializar a capacidade preditiva de complica&#231;&#245;es cardiovasculares<sup>1,31,32</sup>.</p>
    <p>Segundo Vel&#225;squez-Mel&#233;ndez e cols.<sup>29</sup>, a estatura em fun&#231;&#227;o do d&#233;ficit nutricional na inf&#226;ncia decorrente de condi&#231;&#227;o de pobreza pode estar associada ao desenvolvimento de OABD, principalmente em mulheres. Confirmando a hip&#243;tese desses autores, o &#237;ndice C e a RCEst seriam os indicadores antropom&#233;tricos mais recomendados para diagnosticar essa doen&#231;a em mulheres, haja vista que estes levam em considera&#231;&#227;o a estatura para seu c&#225;lculo.</p>
    <p>A CC e a RCQ, apesar de apresentarem vantagens em rela&#231;&#227;o &#224; simplicidade e ao baixo custo da medida, em raz&#227;o de ser necess&#225;ria apenas uma fita m&#233;trica para sua mensura&#231;&#227;o, facilitando a utiliza&#231;&#227;o para o diagn&#243;stico da OABD em estudos ou interven&#231;&#245;es populacionais, apresentam a desvantagem de n&#227;o levar em considera&#231;&#227;o a estatura e as altera&#231;&#245;es no peso.</p>
    <p>Na RCEst se considera a estatura para o c&#225;lculo, mas n&#227;o se leva em conta o peso corporal.</p>
    <p>O &#237;ndice C parece ser um bom indicador de distribui&#231;&#227;o de gordura, especialmente em mulheres, captando as varia&#231;&#245;es na composi&#231;&#227;o corporal, permitindo compara&#231;&#245;es entre sujeitos que apresentem diferentes medidas de peso corporal e estatura. Entretanto, necessita de uma balan&#231;a e de um antrop&#244;metro, o que pode inviabilizar, em alguns momentos, o seu uso.</p>
    <p>A diversidade de indicadores antropom&#233;tricos para estimar a obesidade contribui para que a escolha de um deles seja baseada em crit&#233;rios que levem em considera&#231;&#227;o fatores como popula&#231;&#227;o estudada, sexo, idade e, principalmente, as evid&#234;ncias baseadas em pesquisas populacionais ou interven&#231;&#245;es cl&#237;nicas. Al&#233;m, &#233; claro, da disponibilidade e viabilidade de instrumentos para aferi&#231;&#227;o das medidas necess&#225;rias.</p>
    <p>Diante dos resultados aqui apresentados, evidencia-se que todos os indicadores antropom&#233;tricos analisados apresentaram desempenhos satisfat&#243;rios para discriminar RCE em mulheres, e, observando a &#225;rea sob a curva ROC, o &#237;ndice C foi o indicador que apresentou o melhor poder discriminat&#243;rio, seguido por RCQ, RCEst e CC. Observou-se diferen&#231;a significativa estatisticamente quando se compararam as &#225;reas sob as curvas ROC entre si (p = 0,01). Espera-se que esses resultados contribuam para elucidar o fen&#244;meno da OABD na popula&#231;&#227;o feminina brasileira, fornecendo informa&#231;&#245;es para que os profissionais de sa&#250;de atuem na preven&#231;&#227;o dessa condi&#231;&#227;o cl&#237;nica multifatorial, evitando o aparecimento das doen&#231;as cardiovasculares.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>&#192; Diva Eleonora R. Lima, pela disponibilidade dos dados, e ao Prof. Dr. Nelson Oliveira, pelo aux&#237;lio estat&#237;stico.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de Disserta&#231;&#227;o de mestrado de Rog&#233;rio Tosta de Almeida pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Rog&#233;rio Tosta de Almeida </p>
        <p> Avenida Universit&#225;ria, s/n, Campus Universit&#225;rio </p>
        <p> 44031-460 - Bairro Novo Horizonte, </p>
        <p> Feira de Santana, BA - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="rogertosta@yahoo.com.br">rogertosta@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 02/05/08; revisado recebido em 24/06/08; aceito em 24/06/08.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Raz&#227;o cintura/quadril como preditor de hipertens&#227;o arterial</article-title>
          <source>Cad Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <date>
            <year>1999</year>
          </date>
          <fpage>333</fpage>
          <lpage>44</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>15</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Pereira</surname>
              <given-names>RA</given-names>
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              <surname>Sichieri</surname>
              <given-names>R</given-names>
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            <name>
              <surname>Marins</surname>
              <given-names>VMR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B32">
        <mixed-citation>32. Gomes MA, Rech    CR, Gomes MBA, Santos DL. Correla&#231;&#227;o entre &#237;ndices antropom&#233;tricos    e distribui&#231;&#227;o de gordura corporal em mulheres idosas. Rev bras    cineantropom desempenho hum. 2006; 8 (3): 16-22.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Correla&#231;&#227;o entre &#237;ndices antropom&#233;tricos e distribui&#231;&#227;o de gordura corporal em mulheres idosas</article-title>
          <source>Rev bras cineantropom desempenho hum</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>16</fpage>
          <lpage>22</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>8</volume>
          <person-group person-group-type="author">
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              <given-names>MBA</given-names>
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              <surname>Santos</surname>
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            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Abdominal obesity and cardiovascular risk: performance of anthropometric indexes in women</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Anthropometric indicators of abdominal obesity (AOB) estimate the amount of visceral fat tissue which, in turn, is associated with a higher risk of development of cardiovascular diseases. In the past decades, there has been an increase in the frequency of AOB in the brazilian female population, and this represents a major public health problem. OBJECTIVE: To evaluate the performance of different cut-off points of the conicity index (C-Index), waist-hip ratio (WHR), waist circumference (WC), and waist-to-height ratio (WHeR) in discriminating high coronary risk (HCR) in women. METHODS: Cross-sectional study conducted in Feira de Santana, State of Bahia, Brazil, with 270 female employees of a public University, with ages between 30 and 69 years. The analysis of sensitivity and specificity using the ROC curves allowed the identification and comparison of the best cut-off points to discriminate HCR, as calculated with base on the Framingham Risk Score. RESULTS: The cut-off points found were: WC (86 cm), WHR (0.87), C-Index (1.25) and WHeR (0.55), and the areas under the ROC curve were 0.70 (95%CI = 0.63-0.77), 0.74 (95%CI = 0.67-0.81), 0.76 (95%CI = 0.70-0.83) and 0.74 (95%CI = 0.67-0.81), respectively. The anthropometric indicators of AOB analyzed showed satisfactory and similar performances in discriminating HCR. However, the C-Index was the indicator that presented the highest discriminatory power. CONCLUSION: We expect that these findings will contribute to a better quantification of AOB in the brazilian female population, providing information so that health professionals can take preventive measures regarding this multifactorial clinical condition, thus preventing the development of cardiovascular diseases.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Obesity</kwd>
        <kwd>anthropometry</kwd>
        <kwd>abdominal circumference</kwd>
        <kwd>risk factors</kwd>
        <kwd>women</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Abdominal obesity and cardiovascular risk: performance of anthropometric indexes in women</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Rog&#233;rio Tosta de Almeida<sup>I, II</sup>; Maura Maria Guimar&#227;es de Almeida<sup>I</sup>; T&#226;nia Maria Ara&#250;jo<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Sa&#250;de Coletiva da Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA - Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Jequi&#233;, BA - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Anthropometric indicators of abdominal obesity (AOB) estimate the amount of visceral fat tissue which, in turn, is associated with a higher risk of development of cardiovascular diseases. In the past decades, there has been an increase in the frequency of AOB in the brazilian female population, and this represents a major public health problem.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To evaluate the performance of different cut-off points of the conicity index (C-Index), waist-hip ratio (WHR), waist circumference (WC), and waist-to-height ratio (WHeR) in discriminating high coronary risk (HCR) in women.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> Cross-sectional study conducted in Feira de Santana, State of Bahia, Brazil, with 270 female employees of a public University, with ages between 30 and 69 years. The analysis of sensitivity and specificity using the ROC curves allowed the identification and comparison of the best cut-off points to discriminate HCR, as calculated with base on the Framingham Risk Score.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> The cut-off points found were: WC (86 cm), WHR (0.87), C-Index (1.25) and WHeR (0.55), and the areas under the ROC curve were 0.70 (95%CI = 0.63-0.77), 0.74 (95%CI = 0.67-0.81), 0.76 (95%CI = 0.70-0.83) and 0.74 (95%CI = 0.67-0.81), respectively. The anthropometric indicators of AOB analyzed showed satisfactory and similar performances in discriminating HCR. However, the C-Index was the indicator that presented the highest discriminatory power.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> We expect that these findings will contribute to a better quantification of AOB in the brazilian female population, providing information so that health professionals can take preventive measures regarding this multifactorial clinical condition, thus preventing the development of cardiovascular diseases. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Obesity; anthropometry; abdominal circumference; risk factors; women.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Excessive fat concentration in the abdominal region is related to several metabolic dysfunctions and is associated with a higher risk of morbidity and mortality resulting from the atherosclerotic disease and its consequences, such as coronary artery disease<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>Cardiovascular diseases (CVD) are the major cause of morbidity and mortality in Brazil. In 2005, 283,927 deaths from CVD occurred, corresponding to 28.2% of the overall mortality in the country<sup>3</sup>. Thus, the knowledge of the magnitude of the cardiovascular risk factors is fundamental to support a health planning able to efficiently change this reality<sup>4</sup>.</p>
      <p>Truncal and abdominal fat accumulation (android pattern) in women has increased due to changes related to eating habits and lifestyle that occurred in the past decades, indicating an increasingly greater exposure to cardiovascular risks. Recent studies have pointed out the increase in the frequency of abdominal obesity (AOB) in the brazilian female population<sup>5-7</sup>.</p>
      <p>Computed tomography, magnetic resonance imaging and ultrasonography are sophisticated laboratory methods generally used for the measurement of visceral adiposity<sup>8,9</sup>. However, due to equipment costs, sophistication of the methods, and difficulties in involving the individuals assessed in measurement protocols, the use of these methods for the purpose of epidemiological studies becomes frequently unfeasible. Anthropometric methods are relatively simple, non-invasive and inexpensive, not requiring a high degree of technical ability and training, thus representing an alternative frequently used in population studies on obesity and fat distribution.</p>
      <p>Anthropometric indicators of AOB can provide estimates of the amount of visceral adipose tissue which, in turn, is associated with metabolic changes, particularly hyperinsulinemia, glucose intolerance and hypertrygliceridemia<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>Few Brazilian studies aiming at the determination of cut-off points of anthropometric indexes for the estimate of AOB in women are available in the literature, especially regarding the conicity index (C-Index) and waist-to-height ratio (WHeR). Thus, the objective of this study was to evaluate the performance of different cut-off points of C-index, waist-hip ratio (WHR), waist circumference (WC), and waist-to-height ratio (WHeR) in discriminating a high coronary risk (HCR) in women.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is a cross-sectional study conducted in Feira de Santana, State of Bahia, Brazil. Data from the "Risk factors for coronary artery disease in employees of a higher education institution" study<sup>12</sup> of the Epidemiology Core (<italic>N&#250;cleo de Epidemiologia</italic> - NEPI) of the Postgraduate Program in Collective Health of the Department of Health of Feira de Santana State University (UEFS) were used. The population of the original study comprising 554 women was selected by means of a census among technical-managerial employees and service providers of UEFS who were working during the period of data collection (July 26 to October 15, 2004) and were neither pregnant nor breast feeding. Data from 475 women (85.7%) were collected. The reasons for not participating were: 6.0% (33) could not be found, 6.1% (34) did not agree to participate in the study, 1.8% (10) were on medical leave, and 0.4% (2) died of coronary artery disease (CAD) during data collection<sup>12</sup>.</p>
      <p>Since the Framingham Risk Score (FRS), which was the coronary risk indicator used in the present study, was constructed based on a population with ages ranging from 30 to 74 years<sup>13</sup>, we used data from participants with ages equal to or higher than 30 years who underwent all measurement protocol necessary for FRS calculation, in a total of 270 women (74.2% of the 364 women with ages <underline>&gt;</underline> 30 years).</p>
      <p>A procedures manual was elaborated to guide data collection, which was performed by a previously trained team.</p>
      <p>The following variables were included in the present study:</p>
      <p>&#149; <italic>sociodemographic variables -</italic> age (in full years), educational attainment (elementary school, high school, or higher), monthly family income (categorized in 1 to 2, 3 to 6, and &gt; 6 minimum wages), marital status (married/stable relationship or unmarried), and skin color self-declared as white, brown, black, yellow or red, and dichotomized in black (black and brown) and non-black (other).</p>
      <p>&#149; in relation to cigarette smoking, the participants were divided into non-smokers, smokers (those who smoked two or more cigarettes/day for at least two months), and ex-smokers (those who had smoked cigarettes in the past, but were not smoking any longer for at least 12 consecutive months).</p>
      <p>&#149; <italic>anthropometry -</italic> weight, height, waist circumference and hip circumference measurements were taken in the anthropometric assessment room at the institutional Health Service. Two measurements were taken by two team members, and the arithmetic mean was used as the final measurement. A 140kg-capacity, 100 g precision TECLINE TEC 30 digital scale was used for weight measurement; a vertical wooden stadiometer was used for height measurement; a non-stretchable 0.5-cm-wide tape measure was used for waist and hip circumference measurements. Measurements were taken with the patients dressing as few clothes as possible, usually only underwear - panties and bra, or swimming suits. The anatomic reference point for waist circumference measurement was the narrowest part between the thorax and the hip. For hip measurement, the most prominent point (gluteus maximus) was considered. Readings were made to the closest centimeter.</p>
      <p>&#149; WHR was determined by dividing waist circumference (cm) by hip circumference (cm). C-Index, as proposed by Valdez<sup>14</sup>, was calculated using the following mathematical equation:</p>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-e01-en.jpg"/></p>
      <p>WHeR was determined by dividing WC (cm) by height (cm).</p>
      <p>&#149; <italic>Laboratory tests -</italic> Blood samples for total cholesterol, HDL-C, LDL-C, and blood glucose tests were collected after an equal to or higher than 12-hour fasting and the determinations were performed in the Clinical Laboratory and mobile units working in the Infrastructure Unit and in the Health Service of UEFS. The samples were analyzed in the Clinical Laboratory of the Biology Core of UEFS.</p>
      <p>Systolic (SBP) and diastolic blood pressure (DBP) were measured using an OMROM model HEM 705 CP manometer, according to recommendations of the IV Brazilian Guidelines of Hypertension<sup>15</sup>. The mean of two readings was recorded.</p>
      <p>For construction of the coronary risk indicator, we used the FRS, a model proposed by Wilson et al<sup>13</sup>, based on the Framingham Heart Study, a cohort study with a 12-year follow-up of 2,856 women and 2,489 men with ages between 30 and 74 years. The score, which can be positive (risk factor) or negative (protection factor), for the calculation of the estimate of coronary risk proposed by these authors using the Cox regression model includes age, SBP, DBP, total cholesterol, HDL-C, cigarette smoking and diabetes. After determination of the score for each variable, the scores were added up. Dichotomization of the sample into "high" or "non-high coronary risk" was made using the 80th percentile as the cut-off point, that is, for the identification of a high coronary risk, a score higher than that found for 80% of the sample participants was considered, the value corresponding to the 80th percentile was 8 points.</p>
      <p>Data were doubly entered and analyzed, using the SPSS version 10.0 and STATA version 9.0 statistical programs.</p>
      <p>Initially, we calculated the sensitivity and specificity between the anthropometric indicators of AOB (WC, WHR, C-Index, and WHeR) and HCR, as identified based on the FRS. The cut-off points were determined using the ROC (Receiver Operating Characteristic) curves observing the most adequate balance between sensitivity and specificity of the indicators in discriminating HCR. This strategy has been used in epidemiological studies<sup>16-18</sup>. The statistical significance of each analysis was observed using the area under the ROC curve and the 95% confidence interval. Sensitivity and specificity values not lower than 60% and area under the ROC curve not lower than 50% were criteria used for the selection of the cut-off points.</p>
      <p>The project was submitted to the Research Ethics Committee of UEFS for analysis, approval and follow-up, and was approved under protocol no. 117/2007. A written informed consent was obtained from all participants.</p>
      <p>The present study was not supported by external financing sources.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The characteristics of the study population are shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>. Higher frequencies of black (73.2%), married or with a stable relationship (53.0%) and non-smoker (72.6%) women were observed. We point out the low frequency of smokers (8.1%).</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref> shows the cut-off points and sensitivity and specificity values of the anthropometric indexes analyzed. All indexes showed sensitivities and specificities values close to each other and above 60%.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The analysis of the areas under the ROC curves showed that all indexes analyzed had a satisfactory discriminatory power to discriminate HCR (<xref ref-type="fig" rid="en_07f1-body2">Figure 1</xref>). However, the C-Index was the index with the best performance to discriminate HCR in comparison with the others. The comparison of the areas under the ROC curves with each other showed a statistically significant difference (p=0.01) (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_07f1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>As expected, the WC cut-off point to discriminate HCR suggested by this study is different from those recommended for the Asian (values below 80cm)<sup>17,19-22</sup> and Canadian (80cm)<sup>16</sup> populations, and similar to those found in Mexico (85cm)<sup>23</sup> and in Brazil by Barbosa et al (84cm)<sup>24</sup> and by Pitanga &amp; Lessa (83cm)<sup>18</sup>.</p>
      <p>Despite the lack of consensus between the studies analyzed on the best WC cut-off point to identify abdominal obesity, we can observe that, except for the studies conducted in Asian populations (China, Singapore, Taiwan and Japan), the values suggested ranged from 80 and 88cm, which are very close to that found in this study (86cm).</p>
      <p>Regarding WHR, some studies have suggested the value of 0.80 as the cut-off point to estimate AOB in women<sup>16,17,19,21,25,26</sup>. However, among the studies conducted in Brazil, the values found were 0.83 for adult women with age between 30 and 74 years<sup>18</sup>, 0.84 for women from 30 to 49 years of age, and 0.88 for those older than 50 years<sup>27</sup>. The cut-off point found in Mexico (0.85)<sup>23</sup> was also closer to ours (0.87).</p>
      <p>We should point out that the analysis strategies used by some authors<sup>16,17,19-21,23</sup> were very similar, that is, each CVD risk factor was analyzed alone or in group using different anthropometric indicators of obesity. In the present study, we chose to analyze the global cardiovascular risk using the FRS, which was the same strategy used by Pitanga &amp; Lessa<sup>18,27</sup>.</p>
      <p>Few studies determining the best cut-off point for the C-Index<sup>18,27</sup> and WHeR<sup>19-21,23,28</sup> to estimate abdominal obesity in women were found in the literature.</p>
      <p>Unlike the result found in the present study (1.25), Pitanga &amp; Lessa<sup>18</sup> suggested 1.18 as the best cut-off point for the C-Index, with values of sensitivity of 73.39%, specificity of 61.15%, and area under the ROC curve of 0.75 (95%CI = 0.70-0.80). In another study<sup>27</sup>, Pitanga &amp; Lessa found different cut-off points, depending on the age range analyzed. For women between 30 and 49 years, the best cut-off point was the same (1.18) with better sensitivity (78.57%) and specificity (65.24%) and also better area under the ROC curve (0.81; 95%CI = 0.70-0.92). Among older women (50 to 74 years), the best cut-off point suggested was 1.22, with sensitivity of 60.00%, specificity of 65.82% and area under the ROC curve of 0.65 (95%CI = 0.58-0.73). Therefore, C-Index had the highest discriminatory power of HCR for younger women.</p>
      <p>In relation to WHeR, lower values than those found in the present study were proposed in China<sup>19</sup> (0.50), Taiwan<sup>20</sup> (0.45) and Singapore<sup>21</sup> (0.48). In a recent study conducted in Brazil, Pitanga &amp; Lessa<sup>28</sup> suggested 0.53 as the best cut-off point for WHeR, with sensitivity of 67%, specificity of 58% and area under the ROC curve of 0.69 (95%CI = 0.64-0.75). This cut-off point was similar to that found for Mexican women, which ranged from 0.53 to 0.535 for WHeR to discriminate type-2 diabetes, hypertension and dyslipidemias<sup>23</sup>.</p>
      <p>Criteria to define abnormal values, as well as the performance of each anthropometric index used to identify abdominal obesity have been divergent in the literature. Different ethnical components and anthropometric characteristics of each population could justify the differences found. We point out that the choice of the criterion to define cut-off points in the continuum between normal and abnormal can vary according to the nature of what is being studied and to previous knowledge on the treatments and preventive measures available. In this study, we sought the best balance between sensitivity and specificity, always prioritizing sensitivity, given that the consequences of AOB have a high individual and social burden; therefore the early diagnosis may expedite measures regarding nutritional surveillance and engagement in regular physical activities.</p>
      <p>Recently, it was observed that age modified the discriminatory power of anthropometric indicators of obesity in identifying HCR in women<sup>27</sup>. Since age is an important risk factor for the development of CVD<sup>13,29,30</sup>, the discrimination of cut-off points by age ranges in order to identify the cardiovascular risk may be a good alternative for further investigation.</p>
      <p>The anthropometric indicators of AOB analyzed had a similar performance in discriminating HCR.</p>
      <p>Epidemiological data show that WHR and WC are independent predictors for several metabolic disorders. However, it is recommended that these measurements be used in combination with BMI to increase their ability to predict cardiovascular complications<sup>1,31,32</sup>.</p>
      <p>According to Vel&#225;squez-Mel&#233;ndez et al<sup>29</sup>, short stature resulting from a nutritional deficit during childhood due to poverty may be associated with the development of AOB, especially in women. If these authors' hypothesis were confirmed, C-Index and WHeR would be the most adequate anthropometric indexes to diagnose AOB in women, since height is included in the calculation of both.</p>
      <p>Although WC and WHR have the advantage of being simple and low-cost measurements requiring only a tape measure, which makes them easy to be used for the diagnosis of AOB in population studies or interventions, they have the disadvantage of not considering height and weight changes.</p>
      <p>Height, but not body weight, is considered for WHeR calculation.</p>
      <p>C-Index seems to be a good indicator of fat distribution, especially in women, by detecting changes in body composition, and thus permitting comparisons between subjects who present different body weight and height measurements. However, it requires a scale and an anthropometer, and for this reason its use can sometimes be unfeasible.</p>
      <p>Since many different anthropometric indexes are available to estimate obesity, the choice of one of them is based on criteria considering factors such as the population studied, gender, age and, mainly, the evidences based on population researches or clinical interventions. In addition, of course, to the availability and feasibility of instruments to take the measurements required.</p>
      <p>In view of our findings, we conclude that all anthropometric indexes analyzed had a satisfactory performance in discriminating HCR in women, and, considering the area under the ROC curve, the C-Index was the parameter with the highest discriminatory power, followed by WHR, WHeR, and WC. Statistically significant differences were observed when the areas under the ROC curves were compared with each other (p=0.01). We expect that these findings will contribute to explain the AOB phenomenon in the brazilian female population by providing information, so that health professionals can take preventive measures regarding this multifactorial clinical condition, thus preventing the development of cardiovascular diseases.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>We thank Diva Eleonora R. Lima for providing the data, and Prof. Dr. Nelson Oliveira for the support with statistical data.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the Dissertation of Master submitted by Rog&#233;rio Tosta de Almeida, from <italic>Universidade Estadual de Feira de Santana</italic> (UEFS).</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Obesidad abdominal y riesgo cardiovascular: desempe&#241;o de indicadores antropom&#233;tricos en mujeres</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Los indicadores antropom&#233;tricos de obesidad abdominal (OABD) estiman la cantidad de tejido adiposo visceral, que a su vez est&#225; asociado a un mayor riesgo de desarrollo de enfermedad cardiovascular. En las &#250;ltimas d&#233;cadas, hubo un aumento de la OABD en la poblaci&#243;n femenina brasile&#241;a, constituyendo un gran problema de salud p&#250;blica. OBJETIVO: Evaluar el desempe&#241;o de diferentes puntos de corte del &#237;ndice de conicidad (&#237;ndice C), de la relaci&#243;n cintura-cadera (RCC), de la circunferencia de cintura (CC) y de la relaci&#243;n cintura-estatura (RCEst) para discriminar riesgo coronario elevado (RCE) en mujeres. M&#201;TODOS: Un estudio transversal realizado en Feira de Santana, Bah&#237;a, con 270 funcionarias de una universidad p&#250;blica con edades entre 30-69 a&#241;os. El an&#225;lisis de la sensibilidad y especificidad, realizada por medios de las curvas ROC, permiti&#243; identificar y comparar los mejores puntos de corte para discriminar el RCE, calculado en base el puntaje de riesgo de Framingham. RESULTADOS: Los puntos de corte encontrados fueron: CC = 86 cm, RCC = 0,87, &#237;ndice C = 1,25 y RCEst = 0,55, siendo respectivamente, las &#225;reas bajo la curva ROC de 0,70 (IC95% = 0,63-0,77), 0,74 (IC95% = 0,67-0,81), 0,76 (IC95% = 0,70-0,83) y 0,74 (IC95% = 0,67-0,81). Los indicadores antropom&#233;tricos de OABD analizados presentaron desempe&#241;os satisfactorios y semejantes para discriminar el RCE. No obstante, &#237;ndice C fue el indicador que present&#243; el mejor poder discriminatorio. CONCLUSI&#211;N: Se espera que estos resultados contribuyan para cuantificar mejor la OABD en la poblaci&#243;n femenina brasile&#241;a, proporcionando informaciones para que los profesionales de la salud act&#250;en en la prevenci&#243;n de esta condici&#243;n cl&#237;nica multifactorial, evitando el surgimiento de las enfermedades cardiovasculares.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Obesidad</kwd>
        <kwd>antropometr&#237;a</kwd>
        <kwd>circunferencia abdominal</kwd>
        <kwd>factores de riesgo</kwd>
        <kwd>mujeres</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="top-body3"/>Obesidad abdominal y riesgo cardiovascular: desempe&#241;o de indicadores antropom&#233;tricos en mujeres</p>
      <p>
        <bold>Rog&#233;rio Tosta de Almeida<sup>I, II</sup>; Maura Maria Guimar&#227;es de Almeida<sup>I</sup>; T&#226;nia Maria Ara&#250;jo<sup>I</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Sa&#250;de Coletiva da Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Jequi&#233;, BA - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Los indicadores antropom&#233;tricos de obesidad abdominal (OABD) estiman la cantidad de tejido adiposo visceral, que a su vez est&#225; asociado a un mayor riesgo de desarrollo de enfermedad cardiovascular. En las &#250;ltimas d&#233;cadas, hubo un aumento de la OABD en la poblaci&#243;n femenina brasile&#241;a, constituyendo un gran problema de salud p&#250;blica.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Evaluar el desempe&#241;o de diferentes puntos de corte del &#237;ndice de conicidad (&#237;ndice C), de la relaci&#243;n cintura-cadera (RCC), de la circunferencia de cintura (CC) y de la relaci&#243;n cintura-estatura (RCEst) para discriminar riesgo coronario elevado (RCE) en mujeres.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Un estudio transversal realizado en Feira de Santana, Bah&#237;a, con 270 funcionarias de una universidad p&#250;blica con edades entre 30-69 a&#241;os. El an&#225;lisis de la sensibilidad y especificidad, realizada por medios de las curvas ROC, permiti&#243; identificar y comparar los mejores puntos de corte para discriminar el RCE, calculado en base el puntaje de riesgo de Framingham.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> Los puntos de corte encontrados fueron: CC = 86 cm, RCC = 0,87, &#237;ndice C = 1,25 y RCEst = 0,55, siendo respectivamente, las &#225;reas bajo la curva ROC de 0,70 (IC95% = 0,63-0,77), 0,74 (IC95% = 0,67-0,81), 0,76 (IC95% = 0,70-0,83) y 0,74 (IC95% = 0,67-0,81). Los indicadores antropom&#233;tricos de OABD analizados presentaron desempe&#241;os satisfactorios y semejantes para discriminar el RCE. No obstante, &#237;ndice C fue el indicador que present&#243; el mejor poder discriminatorio.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> Se espera que estos resultados contribuyan para cuantificar mejor la OABD en la poblaci&#243;n femenina brasile&#241;a, proporcionando informaciones para que los profesionales de la salud act&#250;en en la prevenci&#243;n de esta condici&#243;n cl&#237;nica multifactorial, evitando el surgimiento de las enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Obesidad, antropometr&#237;a, circunferencia abdominal, factores de riesgo, mujeres.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La excesiva concentraci&#243;n de grasa en la regi&#243;n abdominal se relaciona con diversas disfunciones metab&#243;licas y est&#225; asociada a un mayor riesgo de morbilidad y mortalidad derivadas de la enfermedad ateroscler&#243;tica y de sus consecuencia, con la enfermedad arterial coronaria<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>Las enfermedades cardiovasculares (ECV) representan la mayor causa de morbilidad y mortalidad en Brasil. En 2005, ocurrieron 283.927 &#243;bitos por ECV, correspondiendo al 28,2% de la mortalidad general del pa&#237;s<sup>3</sup>. Siendo as&#237;, es fundamental conocer la magnitud de los factores de riesgo cardiovascular con la finalidad de efectuar una planificaci&#243;n de salud capaz de intervenir de forma eficaz en esta realidad<sup>4</sup>.</p>
      <p>La acumulaci&#243;n de grasa en la regi&#243;n del tronco y el abdomen (modelo androide) ha venido aumentando en raz&#243;n de cambios ocurridos en las &#250;ltimas d&#233;cadas relacionados con los h&#225;bitos alimentarios y de vida, indicando una exposici&#243;n cada vez m&#225;s intensa a riesgos cardiovasculares. Investigaciones recientes destacaron el aumento de la obesidad abdominal (OABD) en la poblaci&#243;n femenina brasile&#241;a<sup>5-7</sup>.</p>
      <p>La tomograf&#237;a computada, la resonancia magn&#233;tica y la ecograf&#237;a son m&#233;todos de laboratorio sofisticados, utilizados habitualmente para la medida de la adiposidad visceral<sup>8,9</sup>. Sin embargo, en raz&#243;n de los costos de sus equipos, de la sofisticaci&#243;n de los m&#233;todos y de las dificultades en involucrar a los evaluados en los protocolos de las medidas, el uso de e3stos m&#233;todos para estudios epidemiol&#243;gicos, se vuelve frecuentemente inviable. Los m&#233;todos antropom&#233;tricos son relativamente simples, no invasivos, baratos y no exigen un alto grado de habilitad t&#233;cnica y capacitaci&#243;n, siendo una alternativa bastante utilizada en estudios poblacionales sobre obesidad y distribuci&#243;n regional de la grasa.</p>
      <p>Los indicadores antropom&#233;tricos de OABD son capaces de proporcionar una estimativa de la cantidad de tejido adiposo visceral, que a su vez est&#225; asociado con las alteraciones metab&#243;licas, particularmente hiperinsulinemia, intolerancia a la glucosa e hipertrigliceridemia<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>Se encontraron en la bibliograf&#237;a pocos estudios nacionales volcados a la determinaci&#243;n de puntos de corte de indicadores antropom&#233;tricos para estimar la OABD en mujeres, especialmente en lo tocante al &#237;ndice de conicidad (&#237;ndice C) y a la relaci&#243;n cintura-estatura (RCEst). En consecuencia, el objetivo de este estudio fue evaluar el desempe&#241;o de diferentes puntos de corte del &#237;ndice C, de la relaci&#243;n cintura-cadera (RCC), de la circunferencia de cintura (CC) y de la RCEst para discriminar riesgo coronario elevado (RCE) en mujeres.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se trata de un estudio de corte transversal realizado en Feira de Santana, Bah&#237;a. Se utilizaron datos de la investigaci&#243;n sobre Factores de riesgo para enfermedad arterial coronaria en funcionarias de una instituci&#243;n de ense&#241;anza superior<sup>12</sup>, del N&#250;cleo de Epidemiolog&#237;a (Nepi) del Programa de Post Grado en Salud P&#250;blica del Departamento de Salud de la Universidad Estatal de Feira de Santana (Uefs). La poblaci&#243;n del estudio original de 554 mujeres se seleccion&#243; por medio de un censo de las funcionarias t&#233;cnico administrativas y prestadoras de servicio de la Uefs que estaban en pleno ejercicio de sus actividades funcionales en el per&#237;odo de la recolecci&#243;n de datos (26 de julio al 15 de octubre de 2004) y no eran gestantes ni madres lactantes. Se recolectaron datos de 475 mujeres (85,7%). Los motivos de no participaci&#243;n fueron: 33 (6,0%) no fueron ubicadas, 34 (6,1%) no estuvieron de acuerdo en participar en la investigaci&#243;n, 10 (1,8%) estaban con licencia m&#233;dica 2 (0,4%) fallecieron por enfermedad arterial coronaria (DAC) durante la recolecci&#243;n<sup>12</sup>.</p>
      <p>Como indicador de riesgo coronario, el puntaje de riesgo de Framingham (ERF), utilizado en el presente estudio se construy&#243; en base a poblaci&#243;n con edad entre 30 y 74 a&#241;os<sup>13</sup>, se utilizaron los datos de aquellas con edad igual o superior a 30 a&#241;os y que realizaron todo el protocolo de medidas necesario para el c&#225;lculo del ERF, totalizando 270 mujeres (74,2% de las 364 con edad <underline>&gt;</underline> 30 a&#241;os).</p>
      <p>Se cre&#243; un manual de procedimientos que sirvi&#243; para orientar en la recolecci&#243;n de datos, realizada por un equipo capacitado previamente.</p>
      <p>Las variables incluidas en el presente estudio fueron:</p>
      <p>&#149; Sociodemogr&#225;ficas: edad (en a&#241;os completos), escolaridad (ense&#241;anza primaria, secundaria y superior), ingreso familiar mensual (clasificado en 1 y 2, 3 y 6 y &gt; 6 salarios m&#237;nimos), situaci&#243;n conyugal (casadas/uni&#243;n estable y no casadas) y color de la piel, autodeclarada blanca, parda, negra, amarilla e ind&#237;gena, y dicotomizado en negras (pardas y negras) y no negras (las dem&#225;s).</p>
      <p>&#149; Con relaci&#243;n al tabaquismo, las participantes fueron agrupadas en no fumadoras, fumadoras (fumaban dos o m&#225;s cigarrillos/d&#237;as por un m&#237;nimo de 2 meses) y ex-fumadoras (fumaron en el pasado, pero estaban sin fumar hac&#237;a por lo menos 12 meses consecutivos).</p>
      <p>&#149; Antropometr&#237;a: la medida del peso, la estatura, la circunferencia de cintura y la circunferencia de la cadera se realiz&#243; en la sala de evaluaci&#243;n antropom&#233;trica del servicio de la salud de la instituci&#243;n, y se realizaron dos medidas por parte de dos integrantes del equipo, adoptando el promedio aritm&#233;tico como medida final. Se utiliz&#243; una balanza digital Tecline TEC 30 con capacidad para 140 kg y precisi&#243;n de 100 g, para la medida del peso; un estad&#237;metro vertical de madera, para medida de altura; una cinta m&#233;trica inel&#225;stica de 0,5 cm de ancho, para las medidas de circunferencia de cintura y cadera. Las medidas se realizaron con la menor cantidad de ropa posible, normalmente en prendas &#237;ntimas - bikini y soutien - o traje de ba&#241;o. El punto anat&#243;mico de referencia para la medida de la circunferencia de la cintura fue la parte m&#225;s estrecha entre el t&#243;rax y la cadera. Para la medida de la cadera, se consider&#243; la mayor protuberancia (gl&#250;teo m&#225;ximo). La lectura se realiz&#243; al cent&#237;metro m&#225;s pr&#243;ximo.</p>
      <p>&#149; La RCC se determin&#243; por el cociente entre la circunferencia de cintura (cm) y la circunferencia de la cadera (cm). El &#237;ndice C, propuesto por Valdez<sup>14</sup>, se calcul&#243; por medio de la siguiente ecuaci&#243;n matem&#225;tica:</p>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-e01-es.jpg"/></p>
      <p>La RCEst se determin&#243; por el cociente entre la CC (cm) y la estatura (cm).</p>
      <p>&#149; Ex&#225;menes de laboratorio: La recolecci&#243;n de sangre, realizada despu&#233;s de ayuno igual o superior a 12 horas, se realiz&#243; en el laboratorio de an&#225;lisis cl&#237;nicos y puestos m&#243;viles que funcionaros en la unidad de infraestructura y en el servicio de salud de la Uefs. Los niveles de colesterol total y sus fracciones, y de glucosa se analizaron en el laboratorio de an&#225;lisis cl&#237;nicos del n&#250;cleo de biolog&#237;a de la misma universidad.</p>
      <p>Las medidas de presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) y presi&#243;n arterial diast&#243;lica (PAD) se realizaron con el tensi&#243;metro de la marca Omrom modelo HEM 705 CP, de acuerdo con las recomendaciones de las IV Directrices Brasile&#241;as de Hipertensi&#243;n Arterial<sup>15</sup>. Se registr&#243; el promedio de dos medidas tomadas.</p>
      <p>Para la construcci&#243;n del indicador de riesgo coronario, se utiliz&#243; el ERF, modelo propuesto por Wilson et al.<sup>13</sup>, basado en el <italic>Framingham Heart Study</italic>, estudio de cohorte con seguimiento de 12 a&#241;os de 2.856 mujeres y 2.489 hombres con edades entre 30-74 a&#241;os. El puntaje, que podr&#225; ser positivo (factor de riesgo) y negativo (factor de protecci&#243;n), para el c&#225;lculo de la estimativa de riesgo coronario propuesta por estos autores, por medio de la utilizaci&#243;n del modelo de regresi&#243;n de Cox, incluye edad, PAS, PAD, colesterol total, HDL-C, tabaquismo y diabetes. Despu&#233;s de la identificaci&#243;n del puntaje para cada variable, se suman los puntos. La dicotomizaci&#243;n de la muestra en "riesgo coronario elevado" y "no elevado" se realiz&#243; por el percentil 80 como punto de corte, o sea, para identificaci&#243;n del riesgo coronario elevado, se consider&#243; un puntaje superior al encontrado en el 80% de las participantes de la muestra. El valor correspondiente al percentil 80 fue de 8 puntos.</p>
      <p>Los datos fueron digitados por duplicado y analizados por los programas estad&#237;sticos SPSS versi&#243;n 10.0 y STATA versi&#243;n 9.0.</p>
      <p>Inicialmente se calcularon la sensibilidad y la especificidad entre los indicadores antropom&#233;tricos de OABD (CC, RCC, &#237;ndice C y RCEst) y el RCE, identificado en base al ERF. Los puntos de corte se determinaron por medio de curvas ROC (<italic>receiver operating characteristic</italic>), observando el equilibrio m&#225;s adecuado entre sensibilidad y especificidad de los indicadores para discriminar RCE. Esta estrategia es utilizada en estudios epidemiol&#243;gicos<sup>16-18</sup>. La significancia estad&#237;stica de cada an&#225;lisis se observ&#243; por medio del &#225;rea bajo la curva ROC y por el intervalo de confianza del 95%. Valores de sensibilidad y especificidad no inferiores al 60% y &#225;rea bajo la curva ROC no inferior al 50% fueron los criterios utilizados para la selecci&#243;n de los puntos de corte.</p>
      <p>El proyecto se encamin&#243; al Consejo de &#201;tica en Investigaci&#243;n de la Uefs para su apreciaci&#243;n, aprobaci&#243;n y seguimiento, siendo aprobado por protocolo n&#186; 117/2007. Todas las participantes firmaron el t&#233;rmino de consentimiento libre e informado.</p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Las caracter&#237;sticas de la poblaci&#243;n estudiada se presentan en la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">tabla 1</xref>. Se observaron mayores frecuencias de negras (73,2%), casadas o en uni&#243;n estable (53,0%) y no fumadoras (72,6%). Se destaca la baja frecuencia de fumadoras (8,1%).</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t2-body3">tabla 2</xref> presenta los puntos de corte y los valores de sensibilidad y especificidad de los indicadores antropom&#233;tricos analizados. Todos los indicadores presentaron sensibilidad y especificidad aproximadas entre s&#237; y con valores superiores al 60%.</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Cuando se analizaron las &#225;reas bajo las curvas ROC, se observ&#243; que todos los indicadores analizados presentaron poder discriminatorio satisfactorio para discriminar el RCE (<xref ref-type="fig" rid="es_07f1-body3">fig. 1</xref>). No obstante, el &#237;ndice C fue el indicador que present&#243; mejor desempe&#241;o para discriminar el RCE al compararlo con los dem&#225;s. Cuando se compararon las &#225;reas bajo las curvas ROC entre s&#237;, se observ&#243; diferencia estad&#237;sticamente significativa (p = 0,01) (<xref ref-type="table" rid="t3-body3">tab. 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_07f1-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0375-00007-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El valor sugerido de punto de corte de la CC para discriminar el RCE por este estudio (86 cm), como se esperaba, es diferente de los recomendados para la poblaci&#243;n asi&#225;tica (valores inferiores a 80 cm)<sup>17,19-22</sup> y en Canad&#225; (80 cm)<sup>16</sup>, y similar a los encontrados en M&#233;xico<sup>23</sup> (85 cm) y en Brasil por Barbosa et al.<sup>24</sup> (84 cm) y Pitanga e Lessa<sup>18</sup> (83 cm).</p>
      <p>A pesar de la falta de consenso entre los estudios analizados sobre cu&#225;l es el mejor punto de corte para la CC para identificar obesidad abdominal, se observa que, con excepci&#243;n de los estudios realizados en la poblaci&#243;n asi&#225;tica (China, Singapur, Taiw&#225;n y Jap&#243;n), los valores sugeridos oscilaron entre 80 y 88 cm, bastante pr&#243;ximos al encontrado en este estudio (86 cm).</p>
      <p>En cuanto al RCC, algunos estudios sugieren el valor de 0,80 como punto de corte para estimar la OABD en mujeres<sup>16,17,19,21,25,26</sup>. No obstante, entre los estudios realizados en Brasil, los valores presentados fueron 0,83 para mujeres adultas con edades entre 30-74 a&#241;os<sup>18</sup>, 0,84 para mujeres entre 30-49 a&#241;os y 0,88 para las mayores de 50 a&#241;os<sup>27</sup>. El punto de corte encontrado en M&#233;xico (0,85)<sup>23</sup> tambi&#233;n fue m&#225;s pr&#243;ximo al nuestro (0,87).</p>
      <p>Cabe destacar que las estrategias de an&#225;lisis usadas por algunos autores<sup>16,17,19-21,23</sup> fueron muy parecidas, o sea, analizaron individualmente o en conjunto cada factor de riesgo para ECV por medio de diferentes indicadores antropom&#233;tricos de obesidad. En el presente estudio se opt&#243; por analizar el riesgo cardiovascular global por medio del ERF, la misma estrategia utilizada por Pitanga y Lessa<sup>18,27</sup>.</p>
      <p>En la bibliograf&#237;a, pocos estudios determinan el mejor punto de corte para el &#237;ndice C<sup>18,27</sup> y para la RCEst<sup>19-21,23,28</sup> en la estimaci&#243;n del riesgo cardiovascular en mujeres.</p>
      <p>A diferencia del resultado encontrado en el presente estudio (1,25), Pitanga y Lessa<sup>18</sup> sugirieron 1,18 como el mejor punto de corte para el &#237;ndice C, presentando valores de sensibilidad (73,39%) y especificidad (61,15%) y el &#225;rea bajo la curva ROC de 0,75 (IC95% = 0,70-0,80). En otro estudo<sup>27</sup>, estos mismos autores presentaron puntos de corte diferentes, dependiendo del intervalo de edades analizado. Para las mujeres de 30-49 a&#241;os, el mejor punto de corte fue el mismo (1,18), con mejor sensibilidad (78,57%) y especificidad (65,24%) y tambi&#233;n mejor &#225;rea bajo la curva ROC 0,81 (IC95% = 0,70-0,92). Entre las de edad m&#225;s avanzada (50-74 a&#241;os), el mejor punto de corte sugerido fue 1,22, con sensibilidad (60,00%) y especificidad (65,82%) y &#225;rea bajo la curva ROC 0,65 (IC 95% = 0,58-0,73). Por lo tanto, el &#237;ndice C present&#243; mejor poder discriminatorio del RCE para las mujeres m&#225;s j&#243;venes.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a la RCEst, valores m&#225;s bajos a los encontrados por el presente estudio fueron propuestos en China<sup>19</sup> (0,50), en Taiwan<sup>20</sup> (0,45) y Singapur<sup>21</sup> (0,48). En Brasil, en estudio reciente, Pitanga y Lessa<sup>28</sup> sugirieron para la RCEst 0,53 como mejor punto de corte con sensibilidad (67%) y especificidad (58%) el &#225;rea bajo la curva ROC de 0,69 (IC 95% = 0,64-0,75). Punto de corte parecido al observado para mujeres mexicanas, que vari&#243; de 0,53 a 0,535 para la RCEst en la discriminaci&#243;n de diabetes tipo 2, hipertensi&#243;n y dislipidemias<sup>23</sup>.</p>
      <p>Los criterios de anormalidad, as&#237; como el desempe&#241;o de cada indicador antropom&#233;trico, utilizados para identificar la obesidad abdominal se mostraron divergentes en la bibliograf&#237;a. Los componentes &#233;tnicos distintos las caracter&#237;sticas antropom&#233;tricas diferentes en cada poblaci&#243;n pueden justificar las diferencias encontradas. Exceptu&#225;ndose la selecci&#243;n del criterio para definir puntos de corte en el <italic>continuum</italic> entre normal o anormal que puede variar de acuerdo con la naturaleza de lo que se est&#225; estudiando y con los conocimientos previos sobre los tratamientos y las medidas preventivas ya existentes. Se busc&#243; en este estudio el mejor equilibrio entre la sensibilidad y la especificidad, priorizando siempre la sensibilidad, puesto que las repercusiones de la OABD tienen alto costo individual y social. Por lo tanto, el diagn&#243;stico precoz podr&#225; favorecer medidas en la vigilancia nutricional y la adopci&#243;n de h&#225;bitos de actividad f&#237;sica regular.</p>
      <p>Recientemente se observ&#243; que la edad puede modificar el poder discriminatorio de indicadores antropom&#233;tricos de la obesidad para identificar el RCE en mujeres<sup>27</sup>. Como la edad es uno de los factores de riesgo importantes para el desarrollo de ECV<sup>13,29,30</sup>, la discriminaci&#243;n de puntos de corte por intervalos de edad para identificar el riesgo cardiovascular podr&#225; ser una buena alternativa para posterior investigaci&#243;n.</p>
      <p>Los indicadores antropom&#233;tricos de la OABD analizados presentaron desempe&#241;os semejantes para discriminar el RCE.</p>
      <p>Datos epidemiol&#243;gicos muestran que RCC y CC son predictores independientes para una serie de disturbios metab&#243;licos. No obstante, se recomienda que el uso de estas medidas se combine con el &#237;ndice de masa corporal (IMC), para potencializar la capacidad predictiva de complicaciones cardiovasculares<sup>1,31,32</sup>.</p>
      <p>De acuerdo con Vel&#225;squez-Mel&#233;ndez et al.<sup>29</sup>, la estatura en funci&#243;n del d&#233;ficit nutricional en la infancia derivado de una condici&#243;n de pobreza puede estar asociado al desarrollo de OABD, principalmente en mujeres. Confirmando la hip&#243;tesis de esos autores, el &#237;ndice C y la RCEst ser&#237;an los indicadores antropom&#233;tricos m&#225;s recomendados para diagnosticar esta enfermedad en mujeres, visto que &#233;stos toman en consideraci&#243;n la estatura para su c&#225;lculo.</p>
      <p>La CC y la RCC, a pesar de presentar ventajas con relaci&#243;n a la simplicidad y al bajo costo de la medida, puesto que s&#243;lo se necesita una cinta m&#233;trica para su medida, facilitando el uso para el diagn&#243;stico de la OABD en estudios o intervenciones poblacionales, presentan la desventaja de no tomar en consideraci&#243;n la estatura y las alteraciones de peso.</p>
      <p>En la RCEst se considera la estatura para el c&#225;lculo, pero no se toma en cuenta el peso corporal.</p>
      <p>El &#237;ndice C parece ser un buen indicador de distribuci&#243;n de grasa, especialmente en mujeres, captando las variaciones en la composici&#243;n corporal, permitiendo comparaciones entre sujetos que presenten diferentes medidas de peso corporal y estatura. Pero necesita una balanza y un antrop&#243;metro, lo que puede inviabilizar, en algunos momentos, su uso.</p>
      <p>La diversidad de indicadores antropom&#233;tricos para estimar la obesidad contribuye para que la selecci&#243;n de uno de ellos se base en criterios que tomen en consideraci&#243;n factores como poblaci&#243;n estudiada, sexo, edad y, principalmente, las evidencias basadas en investigaciones poblacionales o intervenciones cl&#237;nicas. Adem&#225;s, claro, de la disponibilidad y viabilidad de instrumentos para realizar las medidas necesarias.</p>
      <p>Ante los resultados aqu&#237; presentados, se evidencia que todos los indicadores antropom&#233;tricos analizados presentaron desempe&#241;os satisfactorios para discriminar el RCE en mujeres, y, observando el &#225;rea bajo la curva ROC, el &#237;ndice C fue el indicador que present&#243; el mejor poder discriminatorio, seguido por la RCC, la RCEst y la CC. Se observ&#243; una diferencia estad&#237;sticamente significativa cuando se compararon las &#225;reas bajo las curvas ROC (p = 0,01). Se espera que estos resultados contribuyan para elucidar el fen&#243;meno de la OABD en la poblaci&#243;n femenina brasile&#241;a, proporcionando informaciones para que los profesionales de la salud act&#250;en en la prevenci&#243;n de esta condici&#243;n cl&#237;nica multifactorial, evitando el surgimiento de las enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>A Diva Eleonora R. Lima, por la disponibilidad de los datos, y al Prof. Dr. Nelson Oliveira, por el auxilio estad&#237;stico.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>V&#237;nculo Acad&#233;mico</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de la Disertaci&#243;n de la maestr&#237;a de Rog&#233;rio Tosta de Almeida de la Universidad Estatal de Feira de Santana (UEFS).</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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