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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">XqGspXh68BPbD6dcgKXFqzB</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00003</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000500003</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09200503</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000500003</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Inibidor da ECA e concentra&#231;&#245;es do pept&#237;deo natriur&#233;tico do tipo B, em idosos com insufici&#234;ncia card&#237;aca</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>05</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>349</fpage>
      <lpage>356</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>07</day>
          <month>10</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="received">
          <day>27</day>
          <month>03</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>10</day>
          <month>11</month>
          <year>2008</year>
        </date>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Ensaios cl&#237;nicos demonstraram os benef&#237;cios dos inibidores da ECA (IECA) na atividade neuro-hormonal e na capacidade funcional de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC), com a magnitude desses efeitos sendo proporcional &#224; dose desses agentes. Entretanto, a sistem&#225;tica exclus&#227;o dos idosos, observada na maioria desses estudos, tem questionado a valida&#231;&#227;o e incorpora&#231;&#227;o de tais resultados na popula&#231;&#227;o geri&#225;trica. OBJETIVO: Avaliar os efeitos de diferentes doses de quinapril, um IECA com meia vida biol&#243;gica &gt;24 horas, nas concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB, nas dist&#226;ncias percorridas no teste da caminhada de 6 minutos (TC-6 min) e na incid&#234;ncia de rea&#231;&#245;es adversas, em idosos com IC sist&#243;lica. M&#201;TODOS: Foram avaliados 30 pacientes (76,1 &#177; 5,3 anos; 15 mulheres), IC II-III (NYHA), FE ventricular esquerda &lt; 40% (33,5 &#177; 4,5%), em uso de diur&#233;ticos (30), digoxina (24) e nitratos (13). As avalia&#231;&#245;es foram realizadas no momento da inclus&#227;o (basal) e a cada dois meses, com a adi&#231;&#227;o de 10, 20, 30 e 40 mg de quinapril. RESULTADOS: Completados oito meses, as concentra&#231;&#245;es do PNB foram 67,4% menores e as dist&#226;ncias percorridas no TC-6 min 64,9% maiores em rela&#231;&#227;o &#224; condi&#231;&#227;o basal. Hipotens&#227;o arterial com sintomas de baixo d&#233;bito cerebral e/ou disfun&#231;&#227;o renal n&#227;o foram observadas, possibilitando o emprego da dose m&#225;xima de quinapril em todos os pacientes. CONCLUS&#195;O: Os resultados demonstraram os benef&#237;cios dos IECA no perfil neuro-hormonal e na capacidade funcional de idosos com IC sist&#243;lica, bem como a rela&#231;&#227;o positiva entre a dose e o efeito desses f&#225;rmacos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Pept&#237;deo natriur&#233;tico do tipo B</kwd>
        <kwd>insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva</kwd>
        <kwd>idoso</kwd>
        <kwd>inibidores da enzima conversora da angiotensina</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>20</day>
        <month>07</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CARDIOGERIATRIA</p>
    <p>
      <bold>Inibidor da ECA e concentra&#231;&#245;es do pept&#237;deo natriur&#233;tico do tipo B, em idosos com insufici&#234;ncia card&#237;aca</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Felicio Savioli Neto; H&#233;lio M. Magalh&#227;es; Michel Batlouni; Leopoldo S. Piegas</bold>
    </p>
    <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Ensaios cl&#237;nicos demonstraram os benef&#237;cios dos inibidores da ECA (IECA) na atividade neuro-hormonal e na capacidade funcional de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC), com a magnitude desses efeitos sendo proporcional &#224; dose desses agentes. Entretanto, a sistem&#225;tica exclus&#227;o dos idosos, observada na maioria desses estudos, tem questionado a valida&#231;&#227;o e incorpora&#231;&#227;o de tais resultados na popula&#231;&#227;o geri&#225;trica. </p>
    <p> OBJETIVO: Avaliar os efeitos de diferentes doses de quinapril, um IECA com meia vida biol&#243;gica &gt;24 horas, nas concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB, nas dist&#226;ncias percorridas no teste da caminhada de 6 minutos (TC-6 min) e na incid&#234;ncia de rea&#231;&#245;es adversas, em idosos com IC sist&#243;lica. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram avaliados 30 pacientes (76,1 &#177; 5,3 anos; 15 mulheres), IC II-III (NYHA), FE ventricular esquerda &lt; 40% (33,5 &#177; 4,5%), em uso de diur&#233;ticos (30), digoxina (24) e nitratos (13). As avalia&#231;&#245;es foram realizadas no momento da inclus&#227;o (basal) e a cada dois meses, com a adi&#231;&#227;o de 10, 20, 30 e 40 mg de quinapril. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Completados oito meses, as concentra&#231;&#245;es do PNB foram 67,4% menores e as dist&#226;ncias percorridas no TC-6 min 64,9% maiores em rela&#231;&#227;o &#224; condi&#231;&#227;o basal. Hipotens&#227;o arterial com sintomas de baixo d&#233;bito cerebral e/ou disfun&#231;&#227;o renal n&#227;o foram observadas, possibilitando o emprego da dose m&#225;xima de quinapril em todos os pacientes. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Os resultados demonstraram os benef&#237;cios dos IECA no perfil neuro-hormonal e na capacidade funcional de idosos com IC sist&#243;lica, bem como a rela&#231;&#227;o positiva entre a dose e o efeito desses f&#225;rmacos. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Pept&#237;deo natriur&#233;tico do tipo B, insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva, idoso, inibidores da enzima conversora da angiotensina.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) afeta mais de 22 milh&#245;es de pessoas em todo o mundo<sup>1</sup>, com aproximadamente seis milh&#245;es na Europa<sup>2</sup>, cinco milh&#245;es nos Estados Unidos<sup>3</sup> e dois milh&#245;es no Brasil<sup>4</sup>. Desse total, 17,6 milh&#245;es (80%) correspondem a indiv&#237;duos com idade <underline>&gt;</underline> a 65 anos<sup>5</sup>. &#201; uma s&#237;ndrome pouco freq&#252;ente entre os mais jovens, tendo sua preval&#234;ncia e incid&#234;ncia aumentadas exponencialmente a partir da quinta d&#233;cada de vida, afetando preferencialmente os idosos. Importantes peculiaridades distinguem a IC na popula&#231;&#227;o geri&#225;trica, tais como maior propor&#231;&#227;o de mulheres; hipertens&#227;o arterial como a etiologia mais comum; manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas at&#237;picas; co-morbidades freq&#252;entes; modifica&#231;&#245;es nas propriedades farmacol&#243;gicas dos medicamentos; e maior propor&#231;&#227;o de IC com fun&#231;&#227;o sist&#243;lica preservada<sup>6,7</sup>. Al&#233;m disso, o processo natural de envelhecimento est&#225; associado a modifica&#231;&#245;es cardiovasculares que podem interferir na fisiopatologia da IC, dificultando o diagn&#243;stico cl&#237;nico e complicando o tratamento<sup>8</sup>. N&#227;o obstante, a mortalidade, as hospitaliza&#231;&#245;es e o risco combinado de ambos s&#227;o substancialmente maiores em pacientes idosos com IC, em compara&#231;&#227;o com os mais jovens<sup>9</sup>.</p>
    <p>No modelo fisiopatol&#243;gico atual, a IC caracteriza-se por uma constante estimula&#231;&#227;o dos diversos sistemas neuro-humorais, capazes de restaurar o d&#233;bito card&#237;aco nas fases iniciais do processo, mas, no longo prazo, tornam-se ineficazes, nocivos e respons&#225;veis pela progress&#227;o da disfun&#231;&#227;o mioc&#225;rdica<sup>10,11</sup>. Assim, a efic&#225;cia da terap&#234;utica farmacol&#243;gica em bloquear, ou mesmo atenuar, a atividade desses sistemas, tem sido sugerida como uma nova estrat&#233;gia para o tratamento da IC. Dentre tais sistemas, os pept&#237;deos natriur&#233;ticos, por apresentarem boa correla&#231;&#227;o com a gravidade da disfun&#231;&#227;o ventricular e metodologia consistente de suas an&#225;lises, t&#234;m sido os mais recomendados.</p>
    <p>O objetivo principal deste estudo foi avaliar os efeitos do bloqueio do sistema renina-angiotensina, com diferentes doses de um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA), nas concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do pept&#237;deo natriur&#233;tico do tipo B, em idosos com IC sist&#243;lica. Secundariamente, foram avaliados os efeitos dessas doses em vari&#225;veis hemodin&#226;micas, nos n&#237;veis s&#233;ricos de ur&#233;ia e creatinina, no teste da caminhada de seis minutos e na incid&#234;ncia de rea&#231;&#245;es adversas. O cloridrato de quinapril &#233; um inibidor da ECA com posologia equiparada ao enalapril, com a vantagem de ser empregado em dose &#250;nica di&#225;ria.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O estudo envolveu o delineamento de um ensaio cl&#237;nico, aberto, n&#227;o randomizado, prospectivo, com casu&#237;stica constitu&#237;da de pacientes idosos com diagn&#243;stico de IC, definido pelos princ&#237;pios estabelecidos pela Sociedade Europ&#233;ia de Cardiologia<sup>11.</sup> Foram inclu&#237;dos pacientes com idade <underline>&gt;</underline> a 70 anos, com IC classe funcional II ou III da <italic>New York Heart Association</italic> (NYHA), fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o (FE) calculada pelo ecocardiograma &lt; 40%, sem terap&#234;utica com inibidores da ECA nas &#250;ltimas quatro semanas. Foram exclu&#237;dos aqueles com doen&#231;as valvares hemodinamicamente significantes, fibrila&#231;&#227;o atrial, angina do peito, antecedente de infarto do mioc&#225;rdio nos &#250;ltimos tr&#234;s meses, doen&#231;as da tire&#243;ide, n&#237;veis sist&#243;licos de press&#227;o arterial inferiores a 100 mmHg, n&#237;veis s&#233;ricos de creatinina superiores a 2,5 mg/dl doen&#231;as incapacitantes, terap&#234;utica com bloqueadores beta-adren&#233;rgicos e/ou antagonistas dos receptores da angiotensina nos &#250;ltimos 30 dias, e hist&#243;rico de intoler&#226;ncia aos inibidores da ECA.</p>
    <p>Entre julho de 1999 e agosto de 2001, dentre os pacientes oriundos da rede p&#250;blica de sa&#250;de que n&#227;o estavam em uso de inibidores da ECA h&#225; pelo menos quatro semanas, foram selecionados 54 pacientes com suspeita cl&#237;nica de IC. Desses, foram inclu&#237;dos 30 pacientes com disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo confirmada pelo exame ecocardiogr&#225;fico. Eram 15 homens e 15 mulheres, com idade entre 70 e 91 anos, m&#233;dia de 76,2 &#177; 5,3 anos, e FE do ventr&#237;culo esquerdo entre 25% e 39%, m&#233;dia de 33,5 &#177; 4,5%. As medica&#231;&#245;es previamente prescritas foram mantidas nas mesmas doses: diur&#233;ticos de al&#231;a em todos os pacientes, digoxina em 24 deles e nitratos em 12. As caracter&#237;sticas dos pacientes, os valores das fra&#231;&#245;es de eje&#231;&#227;o, a classe funcional (NYHA) e as prov&#225;veis etiologias da IC encontram-se expostas na <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>O ecocardiograma foi realizado com equipamento Hewllet Packard (MS, USA), com as imagens obtidas com o paciente em dec&#250;bito lateral esquerdo. A FE do ventr&#237;culo esquerdo (VE) foi calculada pelo m&#233;todo de Simpson. Imediatamente ap&#243;s o exame ecocardiogr&#225;fico, os pacientes realizaram eletrocardiograma em repouso e radiografia do t&#243;rax nas posi&#231;&#245;es p&#243;stero-anterior e lateral esquerda. Ap&#243;s a inclus&#227;o, os pacientes eram orientados a retornarem na manh&#227; seguinte, em jejum, para a coleta de amostras de sangue venoso e, ap&#243;s refei&#231;&#227;o frugal, submetiam-se ao exame cl&#237;nico e ao teste da caminhada. Ao t&#233;rmino dessa fase, iniciava-se a terap&#234;utica com 10 mg de quinapril, em dose &#250;nica di&#225;ria, sempre pela manh&#227;, durante dois meses, ao final dos quais, ap&#243;s repetirem-se as avalia&#231;&#245;es, aumentava-se a dose em 10 mg. Tal procedimento foi repetido a cada dois meses, at&#233; ser atingida a dose de 40 mg/dia. Assim, os pacientes foram avaliados em cinco diferentes condi&#231;&#245;es: basal e com 10, 20, 30 e 40 mg de quinapril.</p>
    <p>Na avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica, eram registrados os sintomas e os sinais cl&#237;nicos associados &#224; IC, assim como as eventuais rea&#231;&#245;es adversas relacionadas ao inibidor da ECA. A press&#227;o arterial e a frequ&#234;ncia card&#237;aca eram verificadas na posi&#231;&#227;o supina, ap&#243;s repouso de cinco minutos. No final da consulta, a ader&#234;ncia ao tratamento era aferida pelo n&#250;mero de comprimidos de quinapril devolvidos pelos pacientes.</p>
    <p>Os n&#237;veis s&#233;ricos de ur&#233;ia foram analisados pelo m&#233;todo automatizado da urease, com valores de refer&#234;ncia entre 10 e 50 mg/dl, e os de creatinina pelo m&#233;todo automatizado enz&#237;mico-colorim&#233;trico, com valores de refer&#234;ncia inferiores a 1,4 mg/dl. As concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do pept&#237;deo natriur&#233;tico B foram analisadas por imunoensaio fluorescente, utilizando-se equipamento <italic>Biosite Diagnostic (Triage BNP Test - Biosite</italic>, San Diego, CA, USA), capaz de quantificar concentra&#231;&#245;es entre 5 e 1300 pg/ml, com valores de refer&#234;ncia &lt; 100 pg/mL. Concentra&#231;&#245;es superiores a 1300 pg/ml, por n&#227;o serem quantificadas por este m&#233;todo, foram registradas como <underline>&gt;</underline> 1300 pg/ml. Os exames eram realizados em datas pr&#233;- estabelecidas, sempre entre 8 e 10 horas da manh&#227;, com o paciente em jejum de 12 horas. Ap&#243;s um per&#237;odo de 20 minutos em repouso, eram colhidas amostras com 10 ml de sangue venoso, em tubo de ensaio contendo &#225;cido etilenodiaminotetrac&#233;tico (EDTA) e centrifugado a 2.500 rpm durante 15 minutos. Em seguida, as amostras eram depositadas em dispositivos espec&#237;ficos e analisadas por equipamento <italic>Biosite Diagnostic</italic>.</p>
    <p>O teste da caminhada de seis minutos (TC-6min) foi realizado ao longo de um corredor previamente conhecido, pouco transit&#225;vel, com 50 metros de extens&#227;o, demarcado a cada dois metros, com sinalizadores nas extremidades. Os pacientes foram orientados a caminhar na maior velocidade poss&#237;vel, durante seis minutos e, caso houvesse necessidade, poderiam diminuir a velocidade ou mesmo interromper a caminhada. Os testes foram realizados no per&#237;odo da manh&#227;, ao menos duas horas ap&#243;s a ingest&#227;o do quinapril, pelo mesmo operador, que caminhava ao lado do paciente, estimulando-o a cada minuto. Ao final do teste, a dist&#226;ncia percorrida era registrada (metros).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Foram efetuadas as an&#225;lises descritiva, quantitativa e comparativa. As an&#225;lises comparativas entre as m&#233;dias foram realizadas pelo modelo de an&#225;lise de vari&#226;ncia (ANOVA), com medidas repetidas com um fator (dose) em cinco n&#237;veis (basal, 10, 20, 30 e 40 mg), e pelo m&#233;todo das compara&#231;&#245;es m&#250;ltiplas de Bonferroni. Para avaliar a correla&#231;&#227;o entre as m&#233;dias das concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB e das dist&#226;ncias percorridas no TC-6 min., foi aplicado o teste de correla&#231;&#227;o linear de Pearson. Todos os testes foram bi-caudais, e os valores de p&lt;0,05 foram considerados estatisticamente significantes. Os c&#225;lculos foram efetuados por programa SPSS para Windows, vers&#227;o 10.0 (SPSS, Inc., Chicago, IL).</p>
    <p>O estudo foi conduzido de acordo com a "Declara&#231;&#227;o de Helsinque", e aprovado pelas Comiss&#245;es de &#201;tica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo (FMUSP), com todos os pacientes recebendo as informa&#231;&#245;es necess&#225;rias sobre o estudo e autorizando por escrito suas participa&#231;&#245;es.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>O estudo foi conclu&#237;do por todos os pacientes avaliados nas cinco diferentes condi&#231;&#245;es. Os valores da press&#227;o arterial sist&#243;lica variaram de 105 a 180 mmHg (141,2 &#177; 19,7) na condi&#231;&#227;o basal; 100 a 160 mmHg (133,2 &#177; 17,1) com a dose de 10 mg; 100 a 160 mmHg (130,2 &#177;19,2) com 20 mg; 105 a 162 mmHg (128,5 &#177;17,6) com 30mg; e 100 a 156 mmHg (127,3 &#177;16,1) com 40 mg. Nas compara&#231;&#245;es entre as cinco fases, foram observadas diferen&#231;as estatisticamente significantes somente quando comparadas a fase inicial com a de 10mg de quinapril. Uma queda superior a 20 mmHg nos n&#237;veis sist&#243;licos foi observada em dois pacientes, com as doses de 10 mg e 40 mg. Ambos eram assintom&#225;ticos e em nenhum deles a press&#227;o sist&#243;lica foi inferior a 100 mmHg.</p>
    <p>Os valores m&#233;dios da press&#227;o arterial diast&#243;lica variaram de 50 a 93 mmHg (78,6 &#177; 10,3) na condi&#231;&#227;o basal; de 50 a 90 mmHg (73,0 &#177; 11,4) com 10 mg; de 50 a 90 mmHg (73,1&#177;11,2) com 20 mg; de 50 a 93 mmHg (10,7&#177;17,6) com 30 mg; e de 52 a 90 mmHg (70,8&#177;9,4) com 40 mg. Nas compara&#231;&#245;es entre as diferentes condi&#231;&#245;es, foi observada uma diferen&#231;a estatisticamente significante somente quando comparadas as condi&#231;&#245;es inicial e 10 mg de quinapril. Uma queda superior a 10 mmHg nos n&#237;veis diast&#243;licos ocorreu em sete pacientes, todos assintom&#225;ticos, quatro com 10 mg e um em cada uma das outras fases. No entanto, em nenhum deles a press&#227;o diast&#243;lica foi inferior a 50 mmHg.</p>
    <p>Os valores da frequ&#234;ncia card&#237;aca variaram de 65 a 112 bpm (90,7 &#177;11,7) na condi&#231;&#227;o basal; de 64 a 120 bpm (86,2&#177;11,0) com 10 mg; de 72 a 106 bpm (84,5 &#177; 9,4) com 20 mg; de 70 a 108 bpm (84,7&#177;8,4) com 30 mg; e de 72 a 105 bpm (86,8 &#177;7,8) com 40 mg. Nota-se que, tanto a administra&#231;&#227;o do agente farmacol&#243;gico quanto os sucessivos aumentos nas doses n&#227;o foram associadas a modifica&#231;&#245;es estatisticamente significantes na frequ&#234;ncia card&#237;aca m&#233;dia.</p>
    <p>Os n&#237;veis s&#233;ricos de ur&#233;ia variaram de 36 a 82 mg/dl (56,6&#177; 11,4) na condi&#231;&#227;o basal; de 34 a 86 mg/dl (55,8&#177;12,3) com 10 mg; de 37 a 81 mg/dl (54,4&#177;11,1) com 20 mg; de 38 a 88 mg/dl (56,1&#177;10,3) com 30 mg; e de 38 a 88 mg/dl (57,4 &#177;12,6) com 40 mg. J&#225; os n&#237;veis s&#233;ricos de creatinina variaram de 0,8 a 2,2 mg/dl (1,23&#177; 0,29) na condi&#231;&#227;o basal; de 0,9 a 1,9 mg/dl (1,24&#177;0,30) com 10 mg; de 0,8 a 2,1 mg/dl(1,26&#177;0,26) com 20 mg; de 0,9 a 2,2 mg/dl (1,28&#177;0,28) com 30 mg; e de 1,0 a 2,1 mg/dl (1,28&#177;0,28) com 40 mg. Na an&#225;lise comparativa das diferentes condi&#231;&#245;es, os n&#237;veis s&#233;ricos de ur&#233;ia e creatinina n&#227;o apresentaram diferen&#231;as estatisticamente significantes. Os valores das press&#245;es sist&#243;lica e diast&#243;lica, da frequ&#234;ncia card&#237;aca, e dos n&#237;veis s&#233;ricos de ur&#233;ia e de creatinina nas cinco condi&#231;&#245;es encontram-se na <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>As concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB variaram de 165 a <underline>&gt;</underline>1.300 pg/ml (603,3&#177; 417,3) na condi&#231;&#227;o basal; de 101 a <underline>&gt;</underline>1.300 pg/ml (402,5&#177;337,8) com 10 mg; de 50,5 a <underline>&gt;</underline>1.300 pg/ml (293,5&#177;311,2) com 20 mg; de 32,3 a <underline>&gt;</underline>1.300 pg/ml (224,3 &#177; 278,7) com 30 mg; e de 30,4 a <underline>&gt;</underline>1.300 pg/ml (196,3 &#177;310,1) com 40 mg. Nas compara&#231;&#245;es entre as diferentes condi&#231;&#245;es, observa-se uma redu&#231;&#227;o m&#233;dia de 200,8 pg/ml com 10 mg de quinapril (33,3%) em rela&#231;&#227;o ao basal; de 108,9 pg/ml com 20 mg (27%) em rela&#231;&#227;o a 10 mg; de 69,3 pg/ml com 30 mg (23,6%) em rela&#231;&#227;o a 20 mg; e de 12,5 pg/ml com 40 mg (12,5%) em rela&#231;&#227;o a 30 mg. Tais diferen&#231;as foram estatisticamente significantes em todas as compara&#231;&#245;es (p&lt;0,001), com resposta do tipo dose-dependente (<xref ref-type="fig" rid="f1">fig. 1</xref>). Ao final de oito meses, as concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB foram 67,4% menores em rela&#231;&#227;o &#224; condi&#231;&#227;o basal.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>No in&#237;cio do estudo e dois meses ap&#243;s a administra&#231;&#227;o de 10 mg de quinapril, todos os pacientes apresentavam concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas acima dos valores de refer&#234;ncia (&gt; 100 pg/ml). Ao longo do estudo, a normaliza&#231;&#227;o dessas concentra&#231;&#245;es ocorreu em 15 pacientes: nove com a dose de 20 mg de quinapril e tr&#234;s em cada uma das doses subseq&#252;entes.</p>
    <p>As dist&#226;ncias m&#233;dias percorridas durante o teste da caminhada variaram de 200 a 400 metros (285,0&#177; 75,6) na condi&#231;&#227;o basal; de 200 a 500 metros (350,0&#177;89,0) com 10 mg; de 200 a 550 metros (396,7&#177;93,7) com 20 mg; de 200 a 600 metros (445,0 &#177; 110,1) com 30 mg; e de 200 a 700 metros (470,0 &#177;125,0) com 40 mg. Nas compara&#231;&#245;es entre as diferentes condi&#231;&#245;es, tais dist&#226;ncias aumentaram, na m&#233;dia e progressivamente: 65 metros com 10 mg (22,8%); 46,7 metros com 20 mg (13,3%); 48,3 metros com 30 mg (12,2%); e 25 metros com 40 mg (5,6%). Na an&#225;lise comparativa, as diferen&#231;as entre as v&#225;rias condi&#231;&#245;es foram significantes (p&lt;0,05), com resposta do tipo dose-dependente (<xref ref-type="fig" rid="f2">fig. 2</xref>). Nota-se que, ao final de oito meses, as dist&#226;ncias percorridas no teste da caminhada foram 64,9% (185 metros) maiores em rela&#231;&#227;o &#224; condi&#231;&#227;o inicial.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Na <xref ref-type="fig" rid="f3">figura 3</xref>, &#233; mostrada a correla&#231;&#227;o linear significante (p=0,003) entre as m&#233;dias das concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB e das dist&#226;ncias percorridas no TC-6 min. Tal correla&#231;&#227;o foi negativa e importante (r = - 0,983).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Todos os pacientes conclu&#237;ram o estudo, recebendo as quatro diferentes doses de quinapril. Dentre as rea&#231;&#245;es adversas associadas ao emprego do inibidor da ECA, tosse n&#227;o produtiva foi referida por tr&#234;s pacientes, logo com a primeira dose do quinapril, permanecendo com pouca intensidade apesar do aumento da dose.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Redu&#231;&#245;es significantes das concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB associam-se ao uso de agentes terap&#234;uticos reconhecidamente eficazes no tratamento da IC, incluindo os inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores da angiotensina, betabloqueadores e espironolactona<sup>12-14</sup>. Os inibidores da ECA, agentes com a&#231;&#245;es vasodilatadora e diur&#233;tica, reduzem o volume plasm&#225;tico intravascular, a press&#227;o de enchimento ventricular e, consequentemente, as concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB. No tratamento da IC, redu&#231;&#245;es nas concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB, quando detectadas por an&#225;lises seq&#252;enciais no mesmo paciente, se correlacionam com melhora dos sintomas, aumento da capacidade funcional, redu&#231;&#227;o da taxa de desfechos cl&#237;nicos e melhor progn&#243;stico. Por outro lado, concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB persistentemente elevadas, apesar da terap&#234;utica, identificam os pacientes com pior progn&#243;stico<sup>15,16</sup>.</p>
    <p>Os resultados deste estudo mostraram os efeitos da inibi&#231;&#227;o cr&#244;nica da enzima conversora da angiotensina nas concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB em pacientes idosos com IC sist&#243;lica, bem como a rela&#231;&#227;o positiva entre a dose e o efeito dos inibidores da ECA. Al&#233;m disso, a toler&#226;ncia ao esfor&#231;o f&#237;sico, avaliada pela dist&#226;ncia percorrida no TC-6 min, aumentou significativamente com a interven&#231;&#227;o farmacol&#243;gica e com os sucessivos aumentos nas doses de quinapril. Outrossim, todos os pacientes toleraram as quatro diferentes doses de quinapril, incluindo dois octogen&#225;rios e dois nonagen&#225;rios. Assim, completados oito meses de tratamento com quinapril, as concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB foram 67,4% menores em rela&#231;&#227;o &#224; condi&#231;&#227;o basal, com redu&#231;&#245;es estatisticamente significantes em todas as compara&#231;&#245;es. Considerando-se que nenhum paciente fazia uso de outros inibidores da ECA, betabloqueadores, bloqueadores dos receptores da angiotensina II ou antagonistas da aldosterona nas quatro &#250;ltimas semanas que precederam o estudo, e que o tempo da terap&#234;utica com cada dose de quinapril foi relativamente longo (oito semanas), &#233; poss&#237;vel admitir que tais resultados correspondam aos efeitos cr&#244;nicos da inibi&#231;&#227;o da ECA.</p>
    <p>Com exce&#231;&#227;o dos diur&#233;ticos, os f&#225;rmacos recomendados no tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca devem ser utilizados com as doses empregadas nos grandes ensaios cl&#237;nicos, de acordo com a toler&#226;ncia individual, independentemente da resposta cl&#237;nica ou das concentra&#231;&#245;es neuro-hormonais<sup>17-19</sup>. Entretanto, a sistem&#225;tica exclus&#227;o dos idosos da grande maioria dos ensaios cl&#237;nicos pode questionar a valida&#231;&#227;o e incorpora&#231;&#227;o dessas recomenda&#231;&#245;es na popula&#231;&#227;o geri&#225;trica. O envelhecimento associa-se a importantes modifica&#231;&#245;es nas propriedades farmacol&#243;gicas dos medicamentos que, ao interagirem com processos patol&#243;gicos e seus respectivos tratamentos, aumentam a probabilidade de intera&#231;&#245;es medicamentosas e reduzem a toler&#226;ncia &#224;s doses-padr&#227;o, sobretudo &#224;s doses m&#225;ximas recomendadas pelos grandes ensaios cl&#237;nicos<sup>8</sup>. Neste estudo, os efeitos imediatos do quinapril foram observados quando comparados os valores m&#233;dios das press&#245;es sist&#243;lica e diast&#243;lica, antes da interven&#231;&#227;o terap&#234;utica e ap&#243;s oito semanas com 10 mg de quinapril. Quedas acentuadas da press&#227;o arterial foram observadas em nove pacientes, cinco com a dose de 10 mg, todos assintom&#225;ticos. Em rela&#231;&#227;o &#224; fun&#231;&#227;o renal, nenhum paciente apresentou eleva&#231;&#245;es significantes dos n&#237;veis s&#233;ricos de ur&#233;ia ou de creatinina durante o estudo. Assim, a aus&#234;ncia de rea&#231;&#245;es adversas graves, como hipotens&#227;o arterial associada a sintomas de baixo d&#233;bito cerebral e/ou disfun&#231;&#227;o renal, possibilitou o emprego da dose m&#225;xima de quinapril (40 mg/dia) em todos os pacientes, incluindo-se dois octogen&#225;rios e dois nonagen&#225;rios.Entre as poss&#237;veis raz&#245;es da aus&#234;ncia dessas rea&#231;&#245;es adversas est&#227;o a n&#227;o inclus&#227;o de pacientes com n&#237;veis basais da press&#227;o sist&#243;lica inferiores a 100 mmHg, a manuten&#231;&#227;o da dose pr&#233;via de diur&#233;ticos, o aumento progressivo da dose do inibidor da ECA e a n&#227;o associa&#231;&#227;o de outros agentes anti-hipertensivos.</p>
    <p>De acordo com os resultados do estudo <italic>Valsartan Heart Failure Trial</italic> (Val-HeFT)<sup>20</sup>, as concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB correlacionam-se diretamente com a gravidade da insufici&#234;ncia card&#237;aca e com o di&#226;metro interno do VE no final da di&#225;stole, e inversamente com a FE do VE. Assim, com os resultados do presente estudo, &#233; poss&#237;vel sugerir a a&#231;&#227;o favor&#225;vel da interven&#231;&#227;o terap&#234;utica no processo de remodelamento ventricular depois de dois meses do in&#237;cio do tratamento. Levando-se em considera&#231;&#227;o valores &lt; 100 pg/ml como normais, &#233; prov&#225;vel que a terap&#234;utica com 20 mg de quinapril tenha atenuado o processo de remodelamento ventricular em nove pacientes (30%); com 30 mg em 11 (36%); e com 40 mg em 15 (50%). Contudo, apesar da terap&#234;utica com doses plenas de quinapril, a ativa&#231;&#227;o neuro-hormonal persistiu elevada em metade dos pacientes. Nesses casos, &#233; prov&#225;vel que a acentuada hiperatividade do SRAA supere os efeitos supressores da terap&#234;utica com doses plenas de inibidores da ECA. Al&#233;m disso, na insufici&#234;ncia card&#237;aca grave a s&#237;ntese de angiotensina II &#233; principalmente gerada por vias alternativas que n&#227;o dependem da ECA<sup>20</sup>.</p>
    <p>No tratamento farmacol&#243;gico da insufici&#234;ncia card&#237;aca, an&#225;lises quantitativas e seq&#252;enciais das concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB t&#234;m sido utilizadas para orientar a terap&#234;utica, com a supress&#227;o m&#225;xima desse sistema hormonal representando um de seus objetivos. Diversos estudos demonstraram a superioridade do tratamento farmacol&#243;gico da insufici&#234;ncia card&#237;aca orientado pelas concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB em compara&#231;&#227;o ao orientado por crit&#233;rios cl&#237;nicos, com maior supress&#227;o neuro-hormonal e maiores redu&#231;&#245;es nas taxas de mortalidade e hospitaliza&#231;&#227;o por insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>21-23</sup>.No entanto, apesar de tais evid&#234;ncias, a magnitude dessas redu&#231;&#245;es e os valores a serem atingidos ainda n&#227;o s&#227;o conhecidos. No estudo STARS-BNP<sup>23</sup> - <italic>Systolic Heart Failure Treatment Supported by BNP,</italic> a normaliza&#231;&#227;o das concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB (&lt; 100 pg/ml) foi observada em somente 40% dos pacientes. Resultados semelhantes foram observados no presente estudo, com concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB inferiores a 100 pg/ml em 50% dos pacientes, ap&#243;s oito meses de terap&#234;utica com quinapril.</p>
    <p>O PNB &#233; um horm&#244;nio secretado por pulsos com intervalos de aproximadamente 48 minutos, cujas concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas variam de acordo com a ritmicidade circadiana da press&#227;o arterial e da frequ&#234;ncia card&#237;aca, com valores m&#225;ximos detectados entre as 8 e 10 horas<sup>24</sup>. Bruins e cols.<sup>24</sup> observaram, em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca estabilizada, varia&#231;&#245;es consider&#225;veis entre amostras analisadas em intervalos de duas horas, um dia e uma semana; respectivamente 8,2%, 25% e 40%. Estudos recentes demonstraram varia&#231;&#245;es biol&#243;gicas intraindividuais das concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB entre 30% e 50%, apesar do quadro cl&#237;nico est&#225;vel, sugerindo que somente varia&#231;&#245;es superiores a 30% teriam relev&#226;ncia cl&#237;nica<sup>25</sup>. Clerico e cols.<sup>26</sup> sugerem a avalia&#231;&#227;o clinica como crit&#233;rio para analisar a relev&#226;ncia fisiopatol&#243;gica das varia&#231;&#245;es das concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB, independentemente de sua magnitude. Em nosso estudo, redu&#231;&#245;es superiores a 30% das concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB foram observadas somente nas compara&#231;&#245;es entre a condi&#231;&#227;o basal e as diferentes doses de quinapril. No entanto, em todas as compara&#231;&#245;es, tais redu&#231;&#245;es foram associadas a substanciais aumentos nas dist&#226;ncias percorridas no TC-6 min, mesmo quando inferiores a 30%.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao valor a ser atingido, alguns autores sugerem concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB ligeiramente superiores a 100 pg/ml como mais apropriadas, em especial nos pacientes idosos. De acordo com os investigadores do estudo <italic>STARS-BNP,</italic> os benef&#237;cios do tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca, orientado para atingir concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB inferiores a 100 pg/ml, foram atenuados pela maior taxa de hospitaliza&#231;&#245;es por causas n&#227;o cardiovasculares<sup>23</sup>. Entre essas, hipovolemia, insufici&#234;ncia renal e quedas, provavelmente devido &#224; agressividade do regime terap&#234;utico. Assim, concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB ligeiramente superiores a 100 pg/ml seriam mais apropriadas, especialmente nos pacientes idosos.</p>
    <p>A correla&#231;&#227;o entre as concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB e a dist&#226;ncia percorrida no TC-6 min foi descrita por diversos autores em diferentes estudos<sup>26</sup>. Em nosso estudo, houve uma forte correla&#231;&#227;o negativa entre as m&#233;dias das concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB e as das dist&#226;ncias percorridas no TC-6 min (p=0,003, r=-0,983).</p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es e aplica&#231;&#245;es pr&#225;ticas</bold>
    </p>
    <p>Uma das poss&#237;veis limita&#231;&#245;es deste estudo &#233; o n&#250;mero pequeno de pacientes. Todavia, diferentemente dos grandes ensaios cl&#237;nicos, as caracter&#237;sticas dos pacientes inclu&#237;dos neste estudo refletem a pr&#225;tica cl&#237;nica. Al&#233;m disso, as reconhecidas dificuldades na inclus&#227;o de idosos nos ensaios cl&#237;nicos s&#227;o respons&#225;veis pela admiss&#227;o de apenas 10% entre os idosos especificamente selecionados. Em nosso estudo, foram inclu&#237;dos 55% dos pacientes selecionados. O poder da amostra em detectar diferen&#231;as de 67,4% entre as concentra&#231;&#245;es m&#233;dias do PNB na condi&#231;&#227;o basal e na dose 40 mg foi de 99,5%. Como a magnitude das diferen&#231;as entre concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas do PNB, obtidas em an&#225;lises seq&#252;enciais, associada &#224; relev&#226;ncia cl&#237;nica ainda n&#227;o &#233; reconhecida, nossa op&#231;&#227;o foi estabelecer a diferen&#231;a estat&#237;stica.</p>
    <p>A aus&#234;ncia de um grupo controle poderia representar outra limita&#231;&#227;o do estudo. A compara&#231;&#227;o com um grupo de pacientes mais jovens poderia elucidar as poss&#237;veis interfer&#234;ncias do processo de envelhecimento nos efeitos da inibi&#231;&#227;o cr&#244;nica da ECA.</p>
    <p>Os resultados deste estudo comprovaram os benef&#237;cios de regimes terap&#234;uticos com altas doses de inibidores da ECA no perfil neuro-hormonal e na capacidade funcional de idosos com insufici&#234;ncia card&#237;aca. Assim, o emprego dos inibidores da ECA com doses progressivamente aumentadas, at&#233; atingir as recomendadas pelos grandes ensaios cl&#237;nicos, pode promover importantes <italic>benef&#237;cios adicionais</italic> sem aumentar a incid&#234;ncia de rea&#231;&#245;es adversas, mesmo nos idosos em idade avan&#231;ada.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Felicio Savioli Neto pela Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia</p>
        <p> Felicio Savioli Neto </p>
        <p> Avenida Doutor Dante Pazzanese, 500 </p>
        <p> Vila Mariana </p>
        <p> 04012-909, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="felicioneto@cardiol.br">felicioneto@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 27/03/08; revisado recebido em 07/10/08; aceito em 10/11/08.</p>
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              <surname>Azevedo</surname>
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              <surname>Pimenta</surname>
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              <surname>Ferreira</surname>
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              <surname>Ferreira</surname>
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      <ref id="B26">
        <mixed-citation>26. Clerico A,    Lervasi G, Mariani G. Pathophysiologic relevance of measuring the plasma levels    of cardiac natriuretic peptide hormones in humans. Horm Metab Res. 1999; 31:    487-98.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Pathophysiologic relevance of measuring the plasma levels of cardiac natriuretic peptide hormones in humans</article-title>
          <source>Horm Metab Res</source>
          <date>
            <year>1999</year>
          </date>
          <fpage>487</fpage>
          <lpage>98</lpage>
          <volume>31</volume>
          <person-group person-group-type="author">
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              <surname>Clerico</surname>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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          <subject>Original Articles</subject>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">ACE inhibitors and plasma B-type natriuretic peptide levels in elderly patients with heart failure</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Clinical trials have demonstrated the benefits of ACE inhibitors (ACEI) in the neurohormonal activity and in the functional capacity of patients with heart failure (HF), and also that these effects are dose dependent. However, since elderly individuals have been systematically excluded from the majority of these studies, the validation and incorporation of these results in the geriatric population has been questioned. OBJECTIVE: To evaluate the effects of different doses of quinapril, an ACEI with a &gt; 24-hour biological half-life, on plasma BNP levels, on the distance walked in the 6-minute walk test (6MWT) and on the incidence of adverse reactions in elderly individuals with systolic HF. METHODS: A total of 30 patients (76.1 &#177; 5.3 years; 15 women), in NYHA functional class II-III HF, with left ventricular EF &lt; 40% (33.5 &#177; 4.5%), on diuretics (30), digoxin (24) and nitrates (13) were included. The patients were assessed at baseline and every two months, with escalating doses of quinapril of 10, 20, 30 and 40 mg. RESULTS: After eight months, BNP levels were 67.4% lower and the distance walked in the 6MWT was 64.9% longer in relation to baseline. Arterial hypotension with symptoms of low cerebral blood flow and/or renal dysfunction was not observed, so that the maximum quinapril dose could be used in all patients. CONCLUSION: The results demonstrated the benefits of ACEI on the neurohormonal profile and functional capacity of elderly individuals with systolic HF, as well as the positive relationship between dose and effect of these drugs.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Natriuretic Peptide</kwd>
        <kwd>B-Type</kwd>
        <kwd>Heart Failure</kwd>
        <kwd>Angiotensin-Converting Enzyme Inhibitors</kwd>
        <kwd>Aged</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>ACE inhibitors and plasma B-type natriuretic peptide levels in elderly patients with heart failure</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Felicio Savioli Neto; H&#233;lio M. Magalh&#227;es; Michel Batlouni; Leopoldo S. Piegas</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Clinical trials have demonstrated the benefits of ACE inhibitors (ACEI) in the neurohormonal activity and in the functional capacity of patients with heart failure (HF), and also that these effects are dose dependent. However, since elderly individuals have been systematically excluded from the majority of these studies, the validation and incorporation of these results in the geriatric population has been questioned.</p>
      <p><bold>OBJECTIVES: </bold> To evaluate the effects of different doses of quinapril, an ACEI with a &gt; 24-hour biological half-life, on plasma BNP levels, on the distance walked in the 6-minute walk test (6MWT) and on the incidence of adverse reactions in elderly individuals with systolic HF.</p>
      <p><bold>METODS: </bold> A total of 30 patients (76.1 &#177; 5.3 years; 15 women), in NYHA functional class II-III HF, with left ventricular EF &lt; 40% (33.5 &#177; 4.5%), on diuretics (30), digoxin (24) and nitrates (13) were included. The patients were assessed at baseline and every two months, with escalating doses of quinapril of 10, 20, 30 and 40 mg.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> After eight months, BNP levels were 67.4% lower and the distance walked in the 6MWT was 64.9% longer in relation to baseline. Arterial hypotension with symptoms of low cerebral blood flow and/or renal dysfunction was not observed, so that the maximum quinapril dose could be used in all patients.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The results demonstrated the benefits of ACEI on the neurohormonal profile and functional capacity of elderly individuals with systolic HF, as well as the positive relationship between dose and effect of these drugs.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Natriuretic peptide, B-Type; heart failure; angiotensin-converting enzyme inhibitors; aged.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Heart failure (HF) affects more than 22 million people worldwide<sup>1</sup>, with approximately six million in Europe<sup>2</sup>, five million in the United States<sup>3</sup>, and two million in Brazil<sup>4</sup>. Of this total, 17.6 million (80%) are individuals older than 65 years of age<sup>5</sup>. This syndrome is uncommon among younger individuals, and its prevalence and incidence increase exponentially from the fifth decade of life, affecting mainly the elderly. Important peculiarities distinguish HF in the geriatric population: a higher proportion of women; hypertension as the most common cause; atypical clinical manifestations; frequent comorbidities; changes in the pharmacological properties of the drugs; and a higher proportion of HF with preserved systolic function<sup>6,7</sup>. Additionally, the natural aging process is associated with cardiovascular changes that can interfere with the pathophysiology of HF, thus hindering the clinical diagnosis and complicating therapy<sup>8</sup>. Nonetheless, mortality, hospitalizations, and the combined risk of both are substantially higher among elderly patients with HF in comparison to younger patients<sup>9</sup>.</p>
      <p>In the current pathophysiological model, HF is characterized by a constant stimulation of several neurohormonal systems, which are able to restore the cardiac output in early phases of the process, but become inefficient, harmful and responsible for the progression of the myocardial dysfunction in the long term<sup>10,11</sup>. Thus, the efficacy of drug therapy in blocking or even attenuating the activity of these systems has been suggested as a new strategy for the treatment of HF. Among these systems, the natriuretic peptides have been the most frequently recommended, given their good correlation with the severity of ventricular dysfunction and the consistent methodology for their analyses.</p>
      <p>The primary objective of this study was to evaluate the effects of the renin-angiotensin system blockade with different doses of an angiotensin-converting enzyme inhibitor (ACEI) on plasma concentrations of B-type natriuretic peptide among elderly patients with systolic HF. Secondarily, the effects of these doses on hemodynamic variables, on serum BUN and creatinine levels, on the six-minute walk test, and on the incidence of adverse reactions were evaluated. Quinalapril hydrochloride is an ACE inhibitor whose dose and administration is similar to that of enalapril, with the advantage of being used in a single daily dose.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is a non-randomized, prospective, open clinical trial comprising elderly patients diagnosed with HF, as defined by the guidelines of the European Society of Cardiology<sup>11.</sup> Patients with age <underline>&gt;</underline> 70 year of age, New York Heart Association (NYHA) functional class II or III, ejection fraction (EF) &lt; 40%, as calculated by echocardiography, and not receiving treatment with ACE inhibitors for the past four weeks were included in the study. Patients with hemodynamically significant heart valve diseases, atrial fibrillation, angina pectoris, history of myocardial infarction in the past three months, thyroid diseases, systolic blood pressure lower than 100 mmHg, serum creatinine levels higher than 2.5 mg/dl, disabling conditions, treatment with beta-adrenergic blockers and /or angiotensin-receptor antagonists in the past 30 days, and history of intolerance to ACE inhibitors were excluded from the study.</p>
      <p>Between July 1999 and August 2001, 54 patients with clinically suspected HF were selected among patients from the public health system who were not receiving ACE inhibitors for at least four weeks. Of these, 30 patients with echocardiographically confirmed left ventricular systolic dysfunction were included. Fifteen were men and 15 were women, with ages between 70 and 91 years, mean of 76.2 &#177; 5.3 years, and left ventricular EF between 25% and 39%, mean of 33.5 &#177; 4.5%. The medications previously prescribed were maintained at the usual doses: loop diuretics in all patients, digoxin in 24 of them, and nitrates in 12. The patient characteristics, ejection fraction values, functional class (NYHA) and probable causes of HF are shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Echocardiography was performed in a Hewlett Packard equipment (MS, USA), and the images acquired with the patient in the left lateral position. Left ventricular (LV) EF was calculated using the Simpson's rule. Immediately after echocardiography, the patients underwent resting electrocardiography and chest radiography in the posteroanterior and left lateral views. After inclusion, the patients were advised to return fasted the next morning for venous blood sample collection. After a light meal, they would undergo clinical examination and the walk test. At the end of this phase, treatment with quinapril 10 mg was started at single daily doses, always taken in the morning, for two months. After that, the tests were repeated and the medication dose was increased by 10mg. This procedure was repeated every two months, until the 40mg/day dose was reached. Thus, the patients were evaluated in five different time points: at baseline and on 10, 20, 30 and 40 mg of quinapril.</p>
      <p>In the clinical assessment, symptoms and clinical signs associated with HF, as well as occasional adverse reactions related to the ACE inhibitors were recorded. Blood pressure and heart rate were measured with the patient in the supine position, after a five-minute rest. At the end of the visit, treatment compliance was estimated by the number of quinapril pills returned by the patients.</p>
      <p>Serum BUN levels were analyzed using the automated urease method, with reference values between 10 and 50 mg/dL; serum creatinine levels were analyzed using the automated enzyme-colorimetric method with reference values lower than 1.4 mg/dl. Plasma B-natriuretic peptide concentrations were analyzed using fluorescent imunnoassay, with the Biosite Diagnostic equipment (Triage BNP Test - Biosite, San Diego, CA, USA), able to quantify concentrations between 5 and 1300 pg/mL, with reference values &lt; 100 pg/ml. Levels higher than 1300 pg/ml were recorded as <underline>&gt;</underline> 1300 pg/ml, since they could not be quantified by use of this method. The tests were performed in pre-scheduled dates, always between 8 and 10 a.m., with the patients undergoing a 12-hour fast. After a 20-minute rest, 10ml samples of venous blood were collected in test tubes containing ethylenediaminetetraacetic acid (EDTA) and centrifuged at 2500 rpm for 15 minutes. Next, the samples were deposited in specific devices and analyzed by a Biosite Diagnostic instrument.</p>
      <p>The 6-minute walk test (6MWT) was performed along a previously known traffic-free 50m long hallway marked every two meters, with signals at the turnaround points. The patients were advised to walk at the highest possible speed for six minutes, and, if necessary, they could reduce the speed or even stop walking. The tests were performed in the morning, at least two hours after administration of quinalapril, by the same operator who walked alongside the patients, encouraging them every minute. By the end of the test, the distant walked was recorded (meters).</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>Descriptive, quantitative and comparative analyses were carried out. Comparative analyses between the means were carried out using the analysis of variance model (ANOVA), with repeated measures with one factor (dose) at five levels (baseline, 10, 20, 30, and 40 mg), and also using Bonferroni's multiple comparison test. Pearson linear correlation was used to evaluate the correlation between mean plasma BNP levels and the distance walked in the 6MWT. All tests were two-tailed, and p values &lt; 0.05 were considered statistically significant. Calculations were made using the SPSS for the Windows version 10.0 software program (SPSS, Inc., Chicago, IL).</p>
      <p>The study was conducted according to the "Declaration of Helsinki", and was approved by the Ethics Committees of <italic>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia</italic> and <italic>Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo</italic> (FMUSP). All patients received the necessary information on the study and gave their written informed consent to participate in the study.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>All patients assessed at the five different time points completed the study. Systolic blood pressure values ranged from 105 to 180 mmHg (141.2 &#177; 19.7) at baseline; from 100 to 160 mmHg (133.2 &#177; 17.1) at the 10mg dose; from 100 to 160 mmHg (130.2 &#177; 19.2) at 20 mg; from 105 to 162 mmHg (128.5 &#177; 17.6) at 30mg; and from 100 to 156 mmHg (127.3 &#177; 16.1) at 40 mg. The comparison of the five time points showed statistically significant differences only between baseline and the 10mg quinalapril time point. Systolic levels decreased by more than 20 mmHg in two patients at the 10mg and 40mg doses. Both were asymptomatic and none of them had systolic blood pressure lower than 100 mmHg.</p>
      <p>Mean diastolic blood pressure levels ranged from 50 to 93 mmHg (78.6 &#177; 10.3) at baseline; from 50 to 90 mmHg (73.0 &#177; 11.4) at 10 mg; from 50 to 90 mmHg (73.1 &#177; 11.2) at 20 mg; from 50 to 93 mmHg (10.7 &#177; 17.6) at 30 mg; and from 52 to 90 mmHg (70.8 &#177; 9.4) at 40 mg. The comparison between the different time points showed a statistically significant difference only between baseline and the 10mg quinalapril time point. A higher than 10 mmHg decrease in diastolic blood pressure levels was observed in seven patients, all asymptomatic, four at 10 mg and one at each of the other time points. However, in none of them was diastolic blood pressure lower than 50 mmHg.</p>
      <p>Heart rate ranged from 65 to 112 bpm (90.7 &#177; 11.7) at baseline; from 64 to 120 bpm (86.2 &#177; 11.0) at 10 mg; from 72 to 106 bpm (84.5 &#177; 9.4) at 20 mg; from 70 to 108 bpm (84.7 &#177; 8.4) at 30 mg; and from 72 to 105 bpm (86.8 &#177; 7.8) at 40 mg. We can observe that neither the administration of the pharmacologic agent nor the successive increases in their doses were associated with statistically significant changes in the mean heart rate.</p>
      <p>Serum BUN levels ranged from 36 to 82 mg/dl (56.6 &#177; 11.4) at baseline; from 34 to 86 mg/dl (55.8 &#177; 12.3) at 10 mg; from 37 to 81 mg/dl (54.4 &#177; 11.1) at 20 mg; from 38 to 88 mg/dl (56.1 &#177; 10.3) at 30 mg; and from 38 to 88 mg/dl (57.4 &#177; 12.6) at 40 mg. Serum creatinine levels, in turn, ranged from 0.8 to 2.2 mg/dl (1.23 &#177; 0.29) at baseline; from 0.9 to 1.9 mg/dl (1.24 &#177; 0.30) at 10 mg; from 0.8 to 2.1 mg/dl (1.26 &#177; 0.26) at 20 mg; from 0.9 to 2.2 mg/dl (1.28 &#177; 0.28) at 30 mg; and from 1.0 to 2.1 mg/dl (1.28 &#177; 0.28) at 40 mg. In the comparative analysis of the different time points, serum BUN and creatinine levels did not show statistically significant differences. Values of systolic and diastolic blood pressure, heart rate, serum BUN and creatinine levels at the five time points are shown in <xref ref-type="table" rid="en_03t2-body2">Table 2</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_03t2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Plasma BNP levels ranged from 165 to <underline>&gt;</underline>1300 pg/ml (603.3 &#177; 417.3) at baseline; from 101 to <underline>&gt;</underline>1300 pg/ml (402.5&#177;337.8) at 10 mg; from 50.5 to <underline>&gt;</underline>1300 pg/ml (293.5&#177;311.2) at 20 mg; from 32.3 to <underline>&gt;</underline>1300 pg/ml (224.3 &#177; 278.7) at 30 mg; and from 30.4 to <underline>&gt;</underline>1300 pg/ml (196.3 &#177; 310.1) at 40 mg. In the comparisons between the different time points, we observed a mean reduction by 200.8 pg/mL at 10 mg quinapril (33.3%) in relation to baseline; by 108.9 pg/mL at 20 mg (27%) in relation to 10 mg; by 69.3 pg/ml at 30 mg (23.6%) in relation to 20 mg; and by 12.5 pg/ml at 40 mg (12.5%) in relation to 30 mg. These differences were statistically significant in all comparisons (p&lt;0.001), with a dose-dependent response (<xref ref-type="fig" rid="en_03f1-body2">Figure 1</xref>). By the end of eight months, plasma BNP levels were 67.4% lower in relation to baseline.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_03f1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>At the beginning of the study and two months after the administration of quinalapril 10mg, all patients presented plasma levels above the reference values (&gt; 100 pg/mL). Throughout the study, these levels returned to normal in 15 patients: nine with the quinalapril 20mg dose and three with each of the subsequent doses.</p>
      <p>The mean distances walked during the walk test ranged from 200 to 400 meters (285.0 &#177; 75.6) at baseline; from 200 to 500 meters (350.0 &#177; 89.0) at 10 mg; from 200 to 550 meters (396.7 &#177; 93.7) at 20 mg; from 200 to 600 meters (445.0 &#177; 110.1) at 30 mg; and from 200 to 700 meters (470.0 &#177; 125.0) at 40 mg. In the comparisons between the different time points, the distances increased, on average and progressively: 65 meters at 10 mg (22.8%); 46.7 meters at 20 mg (13.3%); 48.3 meters at 30 mg (12.2%); and 25 meters at 40 mg (5.6%). In the comparative analysis, the differences between the different time points were significant (p&lt;0.05), with a dose-dependent response (<xref ref-type="fig" rid="en_03f2-body2">Figure 2</xref>). We observed that, by the end of eight months, the distances walked in the walk test were 64.9% (185 meters) longer in relation to baseline.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_03f2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The significant linear correlation (p=0.003) between mean plasma PNB concentrations and mean distances walked in the 6MWT are shown in <xref ref-type="fig" rid="en_03f3-body2">Figure 3</xref>. This correlation was negative and significant (r = - 0.983).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_03f3-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>All patients completed the study, having received the four different quinapril doses. Among the adverse reactions associated with the use of ACE inhibitors, dry cough was reported by three patients soon after the first quinapril dose, and persisted at a mild intensity despite the increased dose.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Significant reductions in plasma BNP levels are associated with the use of therapeutic agents known to be efficient in the treatment of HF, including ACE inhibitors, angiotensin-receptor blockers, beta blockers, and spironolactone<sup>12-14</sup>. ACE inhibitors - agents with vasodilator and diuretic actions - reduce intravascular plasma volume, ventricular filling pressure, and, consequently, plasma BNP levels. In the treatment of HF, reductions in plasma BNP concentrations, when detected by sequential analyses of the same patient, are correlated with improved symptoms, increased functional capacity, reduced rate of clinical endpoints and better prognosis. On the other hand, persistently elevated plasma BNP levels despite treatment identify patients with worse prognosis<sup>15,16</sup>.</p>
      <p>Our results showed the effects of the chronic inhibition of angiotensin converting enzyme on plasma BNP levels in elderly patients with systolic HF, as well as the positive relationship between dose and effect of ACE inhibitors. Additionally, exercise tolerance, as assessed by the distance walked in the 6MWT, significantly increased with the pharmacological intervention and with the escalating quinapril doses. Likewise, all patients, including two octogenarians and two nonagenarians, tolerated the four different quinalapril doses. Thus, by the end of eight months of treatment with quinapril, plasma BNP levels were 67.4% lower in relation to baseline, with statistically significant reductions in all comparisons. Considering that none of the patients used other ACE inhibitors, beta blockers, angiotensin II-receptor blockers, or aldosterone antagonists in the four weeks preceding the study, and that the treatment time with each quinapril dose was relatively long (eight weeks), it can possibly be assumed that these results correspond to the chronic effects of ACE inhibition.</p>
      <p>Except for diuretics, the drugs recommended for the treatment of heart failure should be administered at the doses used in the major clinical trials, according to the individual tolerance, regardless of the clinical response or of neurohormonal concentrations<sup>17-19</sup>. However, the systematic exclusion of elderly individuals from most of the clinical trials may affect the validation and incorporation of these recommendations in the geriatric population. Aging is associated with important changes in the pharmacological properties of drugs which, by interacting with the disease processes and their respective treatments, increase the likelihood of drug interactions and reduce tolerance to standard doses, especially to the maximum doses recommended by the major clinical trials<sup>8</sup>. In this study, immediate effects of quinapril were observed when the mean systolic and diastolic blood pressure levels were compared before the therapeutic intervention and after eight weeks with quinapril 10mg. Significant blood pressure reductions were observed in nine patients, five with the 10 mg dose, all asymptomatic. In relation to renal function, no patient presented significant elevations of serum BUN or creatinine levels during the study. Thus, the absence of severe adverse reactions, such as low blood pressure associated with symptoms of low cerebral blood flow and /or renal dysfunction, permitted the use of the maximum quinapril dose (40 mg/day) in all patients, including two octogenarians and two nonagenarians. The absence of adverse reactions may have resulted from the fact that no patients with baseline systolic blood pressure lower than 100 mmHg were included, previous diuretic doses were maintained, escalating doses of ACE inhibitor were used, and no other antihypertensive agents were combined.</p>
      <p>According to the results of the Valsartan Heart Failure Trial (Val-HeFT)<sup>20</sup>, plasma BNP levels had a direct correlation with the severity of heart failure and with the end-diastolic LV internal diameter, and inversely with LVEF. Thus, the findings of the present study can suggest a favorable result of the therapeutic intervention on the ventricular remodeling process after two months of treatment. Considering normal values those &lt; 100 pg/mL, treatment with quinapril 20 mg may have attenuated the ventricular remodeling process in nine patients (30%); in 11 patients (36%) with 30 mg; and in 15 patients (50%) with 40 mg. However, despite treatment with full quinalapril doses, neurohormonal activation remained high in half of the patients. In these cases, the increased RAAS hyperactivity probably exceeds the suppressive effects of the treatment with full doses of ACE inhibitors. Additionally, in severe heart failure, angiotensin II is mainly synthesized by alternative pathways which do not depend on ACE<sup>20</sup>.</p>
      <p>In the pharmacological treatment of heart failure, quantitative and sequential analyses of plasma BNP levels have been used to guide therapy, with maximum suppression of this hormonal system as one of the goals. Several studies have demonstrated the superiority of the BNP-guided pharmacological treatment of heart failure in comparison to that guided by clinical criteria, with higher neurohormonal suppression and higher reductions in mortality rates and hospitalization for heart failure<sup>21-23</sup>. However, despite these evidences, the magnitude of these reductions and the values to be reached remain unknown. In the STARS-BNP study<sup>23</sup> - Systolic Heart Failure Treatment Supported by BNP, plasma BNP levels returned to normal (&lt; 100 pg/mL) in only 40% of the patients. Similar results were found in the present study, with plasma BNP concentrations lower than 100 pg/mL in 50% of the patients after eight months of treatment with quinapril.</p>
      <p>BNP is a hormone secreted by pulses at approximately 48-minute intervals, and its plasma levels follow the circadian rhythmicity of blood pressure and heart rate, with maximum values detected between 8 and 10 a.m.<sup>24</sup>. Bruins et al<sup>24</sup> studied patients with stable heart failure and observed considerable variations of 8.2%, 25% and 40%, between samples analyzed at intervals of two hours, one day and one week, respectively. Recent studies have demonstrated intraindividual biological variations of plasma BNP levels between 30% and 50%, despite a stable clinical condition, thus suggesting that only variations higher than 30% would be clinically relevant<sup>25</sup>. Clerico et al<sup>26</sup> suggest clinical evaluation as a criterion for the analysis of the pathophysiologic relevance of variations in plasma BNP levels, regardless of their magnitude. In our study, higher than 30% reductions in plasma BNP levels were observed only in the comparisons between baseline and the different quinapril doses. However, in all comparisons, these reductions were associated with substantial increases in the distances walked in the 6MWT, even when lower than 30%.</p>
      <p>Regarding the value to be reached, some authors suggest plasma BNP levels slightly higher than 100 pg/mL as adequate levels, especially in elderly patients. According to the STARS-BNP study investigators, the benefits of the treatment of heart failure, aimed at reaching plasma BPN levels lower than 100 pg/mL, were reduced by the higher rate of hospitalizations for non-cardiovascular causes<sup>23</sup>. Among these are hypovolemia, renal failure and falls, probably due to the aggressiveness of the treatment regimen. Thus, plasma BNP concentrations slightly higher than 100 pg/mL would be more appropriate, especially among elderly patients.</p>
      <p>The correlation between plasma BNP concentrations and the distance walked in the 6MWT has been described by several authors in different studies<sup>26</sup>. In our study, a strong negative correlation was observed between mean plasma BNP levels and the mean distance walked in the 6MWT (p=0.003, r=-0.983).</p>
      <p>
        <bold>Study limitations and practical applications</bold>
      </p>
      <p>One of the possible limitations of this study is its small number of patients. However, unlike in the large clinical trials, the characteristics of the patients included in this study reflect the clinical practice. Additionally, the known difficulties for the inclusion of elderly individuals in clinical trials account for the admission of only 10% of the elderly specifically selected. In our study, 55% of the patients selected were included. The power of the sample to detect differences of 67.4% between mean BNP concentrations at baseline and at 40 mg was 99.5%. Since the association between the magnitude of the differences in plasma BNP levels obtained in sequential analyses and clinical relevance is not yet recognized, we chose to establish the statistical difference.</p>
      <p>The absence of a control group could represent another study limitation. The comparison with a group of younger patients could clarify the possible interferences of the aging process in the effects of chronic ACE inhibition.</p>
      <p>The results of this study confirmed the benefits of treatment regimens with high doses of ACE inhibitors on the neurohormonal profile and functional capacity of elderly individuals with heart failure. Thus, the use of ACE inhibitors with escalating doses up to those recommended by the large clinical trials may bring significant additional benefits without increasing the incidence of adverse reactions, even among the oldest elderly.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Felicio Savioli Neto from Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Inhibidor de la enzima conversora de la angiotensina y concentraciones del p&#233;ptido natriur&#233;tico de tipo B, en personas adultas mayores con insuficiencia cardiaca</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Ensayos cl&#237;nicos revelaron los beneficios de los inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina (IECA) en la actividad neurohormonal y en la capacidad funcional de pacientes con insuficiencia cardiaca (IC). La magnitud de esos efectos fue proporcional a la dosificaci&#243;n de esos agentes. Sin embargo, la sistem&#225;tica exclusi&#243;n de las personas adultas mayores, observada en la mayor&#237;a de esos estudios, ha conllevado al cuestionamiento de la validaci&#243;n e incorporaci&#243;n de dichos resultados en la poblaci&#243;n geri&#225;trica. OBJETIVO: Evaluar los efectos de diferentes dosis de quinapril, un IECA con vida media biol&#243;gica &gt;24 horas, en las concentraciones plasm&#225;ticas del p&#233;ptido natriur&#233;tico de tipo B (PNB), en las distancias recorridas en el test de marcha de 6 minutos (TM6m) y en la incidencia de reacciones adversas, en personas adultas mayores con IC sist&#243;lica. M&#201;TODOS: Se evaluaron a 30 pacientes (76,1 &#177; 5,3 a&#241;os; 15 mujeres), IC II-III (NYHA), fracci&#243;n de eyecci&#243;n (FE) ventricular izquierda &lt; 40% (33,5 &#177; 4,5%), en uso de diur&#233;ticos (30), digoxina (24) y nitratos (13). Las evaluaciones se realizaron a la inclusi&#243;n (basal) y a cada dos meses, con la adici&#243;n de 10, 20, 30 y 40 mg de quinapril. RESULTADOS: Completados ocho meses, las concentraciones del PNB fueron de un 67,4% menor y las distancias recorridas en el TM6m de un 64,9% mayor con relaci&#243;n a la condici&#243;n basal. No se observaron hipotensi&#243;n arterial con s&#237;ntomas de bajo d&#233;bito cerebral y/o disfunci&#243;n renal, posibilitando as&#237; el empleo de la dosificaci&#243;n m&#225;xima de quinapril en todos los pacientes. CONCLUSI&#211;N: Los resultados revelaron los beneficios de los IECA en el perfil neurohormonal y en la capacidad funcional de personas adultas mayores con IC sist&#243;lica, as&#237; como la relaci&#243;n positiva entre la dosificaci&#243;n y el efecto de esos f&#225;rmacos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>P&#233;ptido natriur&#233;tico de tipo B</kwd>
        <kwd>insuficiencia cardiaca congestiva</kwd>
        <kwd>adulto mayor</kwd>
        <kwd>inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="top-body3"/>Inhibidor de la enzima conversora de la angiotensina y concentraciones del p&#233;ptido natriur&#233;tico de tipo B, en personas adultas mayores con insuficiencia cardiaca</p>
      <p>
        <bold>Felicio Savioli Neto; H&#233;lio M. Magalh&#227;es; Michel Batlouni; Leopoldo S. Piegas</bold>
      </p>
      <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>Ensayos cl&#237;nicos revelaron los beneficios de los inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina (IECA) en la actividad neurohormonal y en la capacidad funcional de pacientes con insuficiencia cardiaca (IC). La magnitud de esos efectos fue proporcional a la dosificaci&#243;n de esos agentes. Sin embargo, la sistem&#225;tica exclusi&#243;n de las personas adultas mayores, observada en la mayor&#237;a de esos estudios, ha conllevado al cuestionamiento de la validaci&#243;n e incorporaci&#243;n de dichos resultados en la poblaci&#243;n geri&#225;trica.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold>Evaluar los efectos de diferentes dosis de quinapril, un IECA con vida media biol&#243;gica &gt;24 horas, en las concentraciones plasm&#225;ticas del p&#233;ptido natriur&#233;tico de tipo B (PNB), en las distancias recorridas en el test de marcha de 6 minutos (TM6m) y en la incidencia de reacciones adversas, en personas adultas mayores con IC sist&#243;lica.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Se evaluaron a 30 pacientes (76,1 &#177; 5,3 a&#241;os; 15 mujeres), IC II-III (NYHA), fracci&#243;n de eyecci&#243;n (FE) ventricular izquierda &lt; 40% (33,5 &#177; 4,5%), en uso de diur&#233;ticos (30), digoxina (24) y nitratos (13). Las evaluaciones se realizaron a la inclusi&#243;n (basal) y a cada dos meses, con la adici&#243;n de 10, 20, 30 y 40 mg de quinapril.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Completados ocho meses, las concentraciones del PNB fueron de un 67,4% menor y las distancias recorridas en el TM6m de un 64,9% mayor con relaci&#243;n a la condici&#243;n basal. No se observaron hipotensi&#243;n arterial con s&#237;ntomas de bajo d&#233;bito cerebral y/o disfunci&#243;n renal, posibilitando as&#237; el empleo de la dosificaci&#243;n m&#225;xima de quinapril en todos los pacientes.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> Los resultados revelaron los beneficios de los IECA en el perfil neurohormonal y en la capacidad funcional de personas adultas mayores con IC sist&#243;lica, as&#237; como la relaci&#243;n positiva entre la dosificaci&#243;n y el efecto de esos f&#225;rmacos. </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> P&#233;ptido natriur&#233;tico de tipo B, insuficiencia cardiaca congestiva, adulto mayor, inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La insuficiencia cardiaca (IC) afecta a m&#225;s de 22 millones de personas en todo el mundo<sup>1</sup>, con aproximadamente 6 millones en la Europa<sup>2</sup>, 5 millones en los Estados Unidos<sup>3</sup> y 2 millones en el Brasil<sup>4</sup>. De ese total, 17,6 millones (80%) corresponden a individuos con edad <underline>&gt;</underline> a 65 a&#241;os<sup>5</sup>. Es un s&#237;ndrome poco frecuente entre los m&#225;s j&#243;venes, con su prevalencia e incidencia aumentadas exponencialmente a partir de la quinta d&#233;cada de vida, afectando sobre todo a personas adultas mayores. Importantes peculiaridades distinguen la IC en la poblaci&#243;n geri&#225;trica, tales como una mayor proporci&#243;n de mujeres; la hipertensi&#243;n arterial como la etiolog&#237;a m&#225;s com&#250;n; manifestaciones cl&#237;nicas at&#237;picas; comorbilidades frecuentes; modificaciones en las propiedades farmacol&#243;gicas de los medicamentos; y mayor proporci&#243;n de IC con funci&#243;n sist&#243;lica preservada<sup>6,7</sup>. Adem&#225;s de ello, el proceso natural de envejecimiento est&#225; asociado a modificaciones cardiovasculares que pueden interferir en la fisiopatolog&#237;a de la IC, dificultando el diagn&#243;stico cl&#237;nico y complicando el tratamento<sup>8</sup>. No obstante, los &#237;ndices de la mortalidad, las hospitalizaciones y el riesgo combinado de ambos son substancialmente m&#225;s elevados en pacientes adultos mayores con IC, en comparaci&#243;n con los m&#225;s j&#243;venes<sup>9</sup>.</p>
      <p>En el modelo fisiopatol&#243;gico actual, la IC se caracteriza por una constante estimulaci&#243;n de los diversos sistemas neurohumorales, capaces de restaurar el gasto cardiaco en las fases iniciales del proceso. Sin embargo, a largo plazo, se vuelven ineficaces, nocivos y responsables de la progresi&#243;n de la disfunci&#243;n mioc&#225;rdica<sup>10,11</sup>. De esa manera, se sugiere la eficacia de la terap&#233;utica farmacol&#243;gica en bloquear -o aun atenuar- la actividad de esos sistemas como una nueva estrategia para el tratamiento de la IC. Entre dichos sistemas, los p&#233;ptidos natriur&#233;ticos, por presentar buena correlaci&#243;n con la severidad de la disfunci&#243;n ventricular y metodolog&#237;a consistente de sus an&#225;lisis, han sido los m&#225;s recomendados.</p>
      <p>Este estudio tuvo por objeto principal evaluar los efectos del bloqueo del sistema renina-angiotensina, con diferentes dosificaciones de un Inhibidor de la enzima conversora de la angiotensina (ECA), en las concentraciones plasm&#225;ticas del p&#233;ptido natriur&#233;tico de tipo B, en personas adultas mayores con IC sist&#243;lica. Secundariamente, se evaluaron los efectos de esas dosificaciones en variables hemodin&#225;micas, en los niveles s&#233;ricos de urea y creatinina, en el test de marcha de 6 minutos y en la incidencia de reacciones adversas. El clorhidrato de quinapril es un inhibidor de la ECA con posolog&#237;a que se iguala al enalapril, con la ventaja de emplearse en dosis &#250;nica diaria.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>El estudio involucr&#243; el dise&#241;o de un ensayo cl&#237;nico, abierto, no randomizado, prospectivo, con casu&#237;stica constituida de pacientes adultos mayores con diagn&#243;stico de IC, definido por los principios establecidos por la Sociedad Europea de Cardiolog&#237;a<sup>11</sup>. Se incluyeron a pacientes con edad <underline>&gt;</underline> a 70 a&#241;os, con IC clase funcional II &#243; III de la <italic>New York Heart Association</italic> (NYHA), valores de fracci&#243;n de eyecci&#243;n (FE) obtenidos mediante ecocardiograf&#237;a &lt; 40%, sin terap&#233;utica con inhibidores de la ECA en las &#250;ltimas cuatro semanas. Se excluyeron a aquellos con enfermedades valvulares hemodin&#225;micamente significantes, fibrilaci&#243;n atrial, angina de pecho, antecedente de infarto de miocardio en los &#250;ltimos tres meses, enfermedades de la tiroide, niveles sist&#243;licos de presi&#243;n arterial inferiores a 100 mmHg, niveles s&#233;ricos de creatinina superiores a 2,5 mg/dl enfermedades incapacitantes, terap&#233;utica con bloqueantes beta-adren&#233;rgicos y/o antagonistas de los receptores de la angiotensina en los &#250;ltimos 30 d&#237;as, e hist&#243;rico de intolerancia a los inhibidores de la ECA.</p>
      <p>En julio de 1999 y agosto de 2001, de los pacientes oriundos da red p&#250;blica de salud que no estaban en uso de inhibidores de la ECA hace cuatro semanas por lo menos, se seleccionaron a 54 pacientes con sospecha cl&#237;nica de IC. Desde esa cantidad, se incluyeron a 30 pacientes con disfunci&#243;n sist&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo confirmada por el examen ecocardiogr&#225;fico. Eran 15 varones y 15 mujeres, con edad entre 70 y 91 a&#241;os, promedio de 76,2 <underline>+</underline> 5,3 a&#241;os, y FE del ventr&#237;culo izquierdo entre el 25% y el 39%, promedio de 33,5 <underline>+</underline> 4,5%. Las medicaciones previamente prescritas se mantuvieron en las mismas dosificaciones: diur&#233;ticos de asa en todos los pacientes, digoxina en 24 de ellos y nitratos en 12. Las caracter&#237;sticas de los pacientes, los valores de las fracciones de eyecci&#243;n, la clase funcional (NYHA) y las probables etiolog&#237;as de la IC est&#225;n detalladas en la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>El ecocardiograma se realiz&#243; con equipo Hewllet Packard (MS, USA), y se obtuvieron las im&#225;genes con el paciente en dec&#250;bito lateral izquierdo. La FE del ventr&#237;culo izquierdo (VI) se calcul&#243; por medio del m&#233;todo de Simpson. Inmediatamente tras el examen ecocardiogr&#225;fico, los pacientes realizaron un electrocardiograma en reposo y una radiograf&#237;a del t&#243;rax en las posiciones postero-anterior y lateral izquierda. Tras la inclusi&#243;n, se orientaban a los pacientes a volver por la ma&#241;ana siguiente: en ayuno, para la colecta de muestras de sangre venosa; y tras una comida frugal, se les somet&#237;an a un examen cl&#237;nico y al test de marcha. Al t&#233;rmino de esa fase, se iniciaba la terap&#233;utica con 10 mg de quinapril, en dosis &#250;nica diaria, siempre por la ma&#241;ana, durante dos meses, al final de los cuales, luego de repetirse las evaluaciones, se incrementaba la dosis en 10 mg. Se repiti&#243; dicho procedimiento a cada dos meses, hasta alcanzarse la dosis de 40 mg/d&#237;a. De ese modo, se evaluaron a los pacientes en cinco diferentes condiciones: basal y con 10, 20, 30 y 40 mg de quinapril.</p>
      <p>En la evaluaci&#243;n cl&#237;nica, se registraron los s&#237;ntomas y las se&#241;ales cl&#237;nicas asociados a la IC, as&#237; como tambi&#233;n las eventuales reacciones adversas relacionadas al inhibidor de la ECA. La presi&#243;n arterial y la frecuencia cardiaca se verificaron en la posici&#243;n supina, tras reposo de cinco minutos. Al final de la consulta, la adherencia al tratamiento era apurada por el n&#250;mero de comprimidos de quinapril devueltos por los pacientes.</p>
      <p>Se analizaron los niveles s&#233;ricos de urea mediante el m&#233;todo automatizado de la ureasa, con valores de referencia entre 10 y 50 mg/dl, y los de creatinina con el m&#233;todo automatizado enzim&#225;tico colorim&#233;trico, con valores de referencia inferiores a 1,4mg/dl. Las concentraciones plasm&#225;ticas del p&#233;ptido natriur&#233;tico B se analizaron con inmunoensayo fluorescente, utiliz&#225;ndose equipo Biosite Diagnostic (Triage BNP Test - Biosite, San Diego, CA, EE.UU.), capaz de cuantificar concentraciones entre 5 y 1300 pg/ml, con valores de referencia &lt; 100pg/ml. Concentraciones superiores a 1300 pg/ml, por no cuantificarse con este m&#233;todo, se registraron como <underline>&gt;</underline> 1300 pg/ml. Se realizaban los ex&#225;menes en fechas preestablecidas, siempre entre las 8h y las 10h de la ma&#241;ana, con el paciente en ayuno de 12 horas. Tras un per&#237;odo de 20 minutos en reposo, se colectaban muestras con 10 ml de sangre venosa, en tubo de ensayo conteniendo &#225;cido etilendiaminotetrac&#233;tico (EDTA) y centrifugado a 2.500 rpm durante 15 minutos. Seguidamente, se depositaban las muestras en dispositivos espec&#237;ficos y se las analizaban con equipo Biosite Diagnostic.</p>
      <p>Se realiz&#243; el test de marcha de 6 minutos (TM6m) al largo de un pasillo previamente conocido, poco transitable, con 50 metros de extensi&#243;n, demarcado a cada dos metros, con se&#241;alizador en las extremidades. Los pacientes recibieron como orientaci&#243;n que caminaran en la mayor velocidad posible, durante 6 minutos y, caso hubiera la necesidad, podr&#237;an disminuir la velocidad o aun interrumpir la marcha. Las pruebas se realizaron en el per&#237;odo de la ma&#241;ana con dos horas tras la ingesti&#243;n del quinapril como m&#237;nimo, por el mismo operador, que caminaba al lado del paciente y le estimulaba a cada minuto. Al final de la prueba, se registraba la distancia recorrida (metros).</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Se efectuaron los an&#225;lisis descriptivo, cuantitativo y comparativo. Los an&#225;lisis comparativos entre los promedios se llevaron a cabo mediante el modelo de an&#225;lisis de varianza (ANOVA), con mediciones repetidas con un factor (dosis) en cinco niveles (basal, 10, 20, 30 y 40mg), y por el m&#233;todo de las comparaciones m&#250;ltiples de Bonferroni. Para evaluar la correlaci&#243;n entre los promedios de las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB y de las distancias recorridas en el TM6m, se aplic&#243; el test de correlaci&#243;n lineal de Pearson. Todas las pruebas fueron a dos colas, y se consideraron los valores de p&lt;0,05 como estad&#237;sticamente significantes. Se efectuaron los c&#225;lculos por programa SPSS para Windows, versi&#243;n 10.0 (SPSS, Inc., Chicago, IL).</p>
      <p>Se condujo el estudio de acuerdo a la "Declaraci&#243;n de Helsinki", y las Comisiones de &#201;tica del Instituto Dante Pazzanese de Cardiolog&#237;a y del Hospital de Cl&#237;nicas de la Facultad de Medicina de la Universidad de S&#227;o Paulo (FMUSP) se lo aprobaron. Todos los pacientes recibieron las informaciones necesarias acerca del estudio y autorizaron por escrito sus concurrencias.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Todos los pacientes evaluados en las cinco distintas condiciones concluyeron el estudio. Los valores de la presi&#243;n arterial sist&#243;lica variaron de 105 a 180 mmHg (141,2 <underline>+</underline> 19,7) en la condici&#243;n basal; 100 a 160 mmHg (133,2 <underline>+</underline> 17,1) con la dosis de 10mg; 100 a 160 mmHg (130,2 <underline>+</underline>19,2) con 20 mg; 105 a 162 mmHg (128,5 <underline>+</underline>17,6) con 30mg; y 100 a 156 mmHg (127,3 <underline>+</underline>16,1) con 40 mg. En las comparaciones entre las cinco fases, se observaron diferencias estad&#237;sticamente significantes solamente cuando comparadas la fase inicial con la de 10 mg de quinapril. Un descenso superior a 20 mmHg en los niveles sist&#243;licos se observ&#243; en dos pacientes, con las dosis de 10 mg y 40 mg. Ambos eran asintom&#225;ticos y en ninguno de ellos la presi&#243;n sist&#243;lica fue inferior a 100mmHg.</p>
      <p>Los valores promedios de la presi&#243;n arterial diast&#243;lica variaron de 50 a 93 mmHg (78,6 <underline>+</underline> 10,3) en la condici&#243;n basal; 50 a 90 mmHg (73,0 <underline>+</underline> 11,4) con 10mg; de 50 a 90 mmHg (73,1+11,2 20) con 20mg; de 50 a 93 mmHg (10,7<underline>+</underline>17,6) con 30mg; y de 52 a 90 mmHg (70,8+9,4) con 40mg. En las comparaciones entre las distintas condiciones, se observ&#243; una diferencia estad&#237;sticamente significante solamente cuando comparadas las condiciones inicial y de 10 de quinapril. Un descenso superior a 10 mmHg en los niveles diast&#243;licos ocurri&#243; en 7 pacientes, todos asintom&#225;ticos, 4 con 10mg y 1 en cada una de las otras fases. Sin embargo, en ning&#250;n de ellos la presi&#243;n diast&#243;lica fue inferior a 50 mmHg.</p>
      <p>Los valores de la frecuencia cardiaca variaron de 65 a 112 bpm (90,7 <underline>+</underline>11,7) en la condici&#243;n basal; de 64 a 120 lpm (86,2<underline>+</underline>11,0) con 10mg; de 72 a 106 lpm (84,5<underline>+</underline>9,4) con 20mg; de 70 a 108 lpm (84,7<underline>+</underline>8,4) con 30mg; y de 72 a 105 lpm (86,8 <underline>+</underline>7,8) con 40mg. Se nota que, tanto la administraci&#243;n del agente farmacol&#243;gico como los sucesivos aumentos en la dosis no estaban asociados a modificaciones estad&#237;sticamente significantes en la frecuencia cardiaca promedio.</p>
      <p>Los niveles s&#233;ricos de urea variaron de 36 a 82 mg/dl (56,6&#177;11,4) en la condici&#243;n basal; de 34 a 86 mg/dl (55,8&#177;12,3) con 10 mg; de 37 a 81 mg/dl (54,4&#177;11,1) con 20 mg; de 38 a 88 mg/dl (56,1&#177;10,3) con 30 mg; y de 38 a 88 mg/dl (57,4 &#177;12,6) con 40 mg. Ya los niveles s&#233;ricos de creatinina variaron de 0,8 a 2,2 mg/dl (1,23&#177;0,29) en la condici&#243;n basal; de 0,9 a 1,9 mg/dl (1,24&#177;0,30) con 10 mg; de 0,8 a 2,1 mg/dl (1,26&#177;0,26) con 20 mg; de 0,9 a 2,2 mg/dl (1,28&#177;0,28) con 30 mg; y de 1,0 a 2,1 mg/dl (1,28&#177;0,28) con 40 mg. En el an&#225;lisis comparativo de las distintas condiciones, los niveles s&#233;ricos de urea y creatinina no presentaron diferencias estad&#237;sticamente significantes. Los valores de las presiones sist&#243;lica y diast&#243;lica, de la frecuencia cardiaca, y de los niveles s&#233;ricos de urea y de creatinina en las cinco condiciones est&#225;n detallados en la <xref ref-type="table" rid="es_03t2-body3">Tabla 2</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_03t2-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB variaron de 165 <underline>&gt;</underline>1300 pg/ml (603,3&#177;417,3) en la condici&#243;n basal; de 101 a <underline>&gt;</underline>1300 pg/ml (402,5&#177;337,8) con 10 mg; de 50,5 a <underline>&gt;</underline>1300 pg/ml (293,5&#177;311,2) con 20 mg; de 32,3 a <underline>&gt;</underline>1300 pg/ml (224,3 &#177;278,7) con 30 mg; y de 30,4 a <underline>&gt;</underline>1300 pg/ml (196,3 &#177;310,1) con 40 mg. En las comparaciones entre las diferentes condiciones, se observa una reducci&#243;n promedio de 200,8 pg/ml con 10 mg de quinapril (33,3%) con relaci&#243;n al basal; 108,98,9 pg/ml 20mg (27%) en relaci&#243;n con 10 mg; de 69,3 pg/ml con 30 mg (23,6%) en relaci&#243;n con 20 mg; y de 12,5 pg/ml con 40 mg (12,5%) en relaci&#243;n con 30 mg. Dichas diferencias fueron estad&#237;sticamente significantes en todas las comparaciones (p&lt;0,001), con respuesta del tipo dosis-dependiente (<xref ref-type="fig" rid="es_03f1-body3">fig. 1</xref>). Al final de ocho meses, las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB fueron un 67,4% menor en relaci&#243;n con la condici&#243;n basal.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_03f1-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Al principio del estudio y tras dos meses de la administraci&#243;n de 10 mg de quinapril, todos los pacientes presentaban concentraciones plasm&#225;ticas arriba de los valores de referencia (&gt; 100 pg/ml). A lo largo del estudio, la normalizaci&#243;n de esas concentraciones ocurri&#243; en 15 pacientes: 9 con la dosis de 20 mg de quinapril y 3 en cada una de las dosis subsiguientes.</p>
      <p>Las distancias promedios recorridas durante el test de marcha variaron de 200 a 400 metros (285,0&#177;75,6) en la condici&#243;n basal; de 200 a 500 metros (350,0&#177;89,0) con 10 mg; de 200 a 550 metros (396,7&#177;93,7) con 20 mg; de 200 a 600 metros (445,0&#177;110,1) con 30 mg; y de 200 a 700 metros (470,0&#177;125,0) con 40 mg. En las comparaciones entre las distintas condiciones, dichas distancias aumentaron, en el promedio y progresivamente: 65 metros con 10 mg (22,8%); 46,7 metros con 20 mg (13,3%); 48,3 metros con 30 mg (12,2%); y 25 metros con 40 mg (5,6%). En el an&#225;lisis comparativo, las diferencias entre las diversas condiciones fueron significantes (p&lt;0,05), con respuesta del tipo dosis-dependiente (<xref ref-type="fig" rid="es_03f2-body3">fig. 2</xref>). Se nota que, al final de 8 meses, las distancias recorridas en el test de marcha fueron un 64,9% (185 metros) mayor en relaci&#243;n con la condici&#243;n inicial.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_03f2-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>En la <xref ref-type="fig" rid="es_03f3-body3">figura 3</xref>, est&#225; detallada la correlaci&#243;n lineal significante (p=0,003) entre los promedios de las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB y de las distancias recorridas en el TM6m. Dicha correlaci&#243;n fue negativa e importante (r = - 0,983).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_03f3-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-05-0349-00003-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Todos los pacientes concluyeron el estudio y recibieron las cuatro diferentes dosis de quinapril. Entre las reacciones adversas asociadas al empleo del inhibidor de la ECA, tres pacientes refirieron tos no productiva, tras la primera dosis del quinapril, permaneciendo con poca intensidad a pesar del aumento de la dosis.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Reducciones significantes de las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB se asocian al uso de agentes terap&#233;uticos reconocidamente eficaces en el tratamiento de la IC, incluyendo los inhibidores de la ECA, bloqueantes de los receptores de la angiotensina, betabloqueantes y espironolactona<sup>12-14</sup>. Los inhibidores de la ECA, agentes con acciones vasodilatadora y diur&#233;tica, reducen el volumen plasm&#225;tico intravascular, la presi&#243;n de relleno ventricular y, consecuentemente, las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB. En el tratamiento de la IC, reducciones en las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB, cuando detectadas por an&#225;lisis secuenciales en el mismo paciente, se correlacionan con mejora de los s&#237;ntomas, aumento de la capacidad funcional, reducci&#243;n de la tasa de desenlaces cl&#237;nicos y mejor pron&#243;stico. Por otro lado, concentraciones plasm&#225;ticas del PNB persistentemente elevadas, a pesar de la terap&#233;utica, identifican los pacientes con peor pron&#243;stico<sup>15,16</sup>.</p>
      <p>Los resultados de este estudio revelaron los efectos de la inhibici&#243;n cr&#243;nica de la enzima conversora de la angiotensina en las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB en pacientes adultos mayores con IC sist&#243;lica, as&#237; como tambi&#233;n la relaci&#243;n positiva entre la dosis y el efecto de los inhibidores de la ECA. Adem&#225;s de ello, la tolerancia al esfuerzo f&#237;sico, que se evalu&#243; mediante la distancia recorrida en el TM6m, aument&#243; significativamente con la intervenci&#243;n farmacol&#243;gica y con los sucesivos aumentos en las dosis de quinapril. De igual manera, todos los pacientes toleraron las cuatro diferentes dosis de quinapril, incluso dos octogenarios y dos nonagenarios. De ese modo, completados 8 meses de tratamiento con quinapril, las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB fueron un 67,4% menor en relaci&#243;n con la condici&#243;n basal, con reducciones estad&#237;sticamente significantes en todas las comparaciones. Tomando en consideraci&#243;n que ning&#250;n paciente utilizaba otros inhibidores de la ECA, betabloqueantes, bloqueantes de los receptores de angiotensina II o antagonistas de la aldosterona en las cuatro &#250;ltimas semanas que precedieron el estudio, y que el tiempo de la terap&#233;utica con cada dosis de quinapril fue relativamente largo (8 semanas), es posible admitir que dichos resultados correspondan a los efectos cr&#243;nicos de la inhibici&#243;n de la ECA.</p>
      <p>A excepci&#243;n de los diur&#233;ticos, los f&#225;rmacos recomendados en el tratamiento de la insuficiencia cardiaca se deben utilizar con las dosis empleadas en los grandes ensayos cl&#237;nicos, de acuerdo con la tolerancia individual, independientemente de la respuesta cl&#237;nica o de las concentraciones neurohormonales<sup>17-19</sup>. Sin embargo, la sistem&#225;tica exclusi&#243;n de las personas adultas mayores de la gran mayor&#237;a de los ensayos cl&#237;nicos puede conllevar al cuestionamiento de la validaci&#243;n e incorporaci&#243;n de esas recomendaciones en la poblaci&#243;n geri&#225;trica. El envejecimiento est&#225; asociado a importantes modificaciones en las propiedades farmacol&#243;gicas de los medicamentos que, al interaccionar con procesos patol&#243;gicos y sus respectivos tratamientos, aumentan la probabilidad de interacciones medicamentosas y reducen la tolerancia a las dosis-est&#225;ndar, sobre todo a las dosis m&#225;ximas recomendadas por los grandes ensayos cl&#237;nicos<sup>8</sup>. En este estudio, se observaron los efectos inmediatos del quinapril cuando comparados los valores promedios de las presiones sist&#243;lica y diast&#243;lica, antes de la intervenci&#243;n terap&#233;utica y tras 8 semanas con 10 mg de quinapril. Se observaron descensos acentuados de la presi&#243;n arterial en 9 pacientes, 5 con la dosis de 10 mg, todos asintom&#225;ticos. Respecto a la funci&#243;n renal, ning&#250;n paciente present&#243; elevaciones significantes de los niveles s&#233;ricos de urea o de creatinina durante el estudio. De esa manera, la ausencia de reacciones adversas severas, como hipotensi&#243;n arterial asociada a s&#237;ntomas de bajo d&#233;bito cerebral y/o disfunci&#243;n renal, posibilit&#243; el empleo de la dosis m&#225;xima de quinapril (40 mg/d&#237;a) en todos los pacientes, incluso dos octogenarios y dos nonagenarios. Entre las posibles razones de la ausencia de esas reacciones adversas est&#225;n la no inclusi&#243;n de pacientes con niveles basales da presi&#243;n sist&#243;lica inferiores a 100 mmHg, el mantenimiento de la dosis previa de diur&#233;ticos, el aumento progresivo de la dosis del inhibidor de la ECA y la no asociaci&#243;n de otros agentes antihipertensivos.</p>
      <p>Seg&#250;n los resultados del estudio <italic>Valsartan Heart Failure Trial</italic> (Val-HeFT)<sup>20</sup>, las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB se correlacionan directamente con la severidad de la insuficiencia cardiaca y con el di&#225;metro interno del VI al final de la di&#225;stole, e inversamente con la FE del VI. Adem&#225;s de ello, con los resultados del presente estudio, es posible sugerir la acci&#243;n favorable de la intervenci&#243;n terap&#233;utica en el proceso de remodelaci&#243;n ventricular tras dos meses del inicio del tratamiento. Tomando en cuenta los valores &lt; 100 pg/ml como normales, es probable que la terap&#233;utica con 20 mg de quinapril haya atenuado el proceso de remodelaci&#243;n ventricular en 9 pacientes (30%); con 3 mg, en 11 (36%); y con 40 mg en 15 (50%). No obstante, a pesar de la terap&#233;utica con dosis plenas de quinapril, la activaci&#243;n neurohormonal persisti&#243; elevada en la mitad de los pacientes. En esos casos, es probable que la acentuada hiperactividad del SRAA supere los efectos supresores de la terap&#233;utica con dosis plenas de inhibidores de la ECA. Adem&#225;s de ello, en la insuficiencia cardiaca severa la s&#237;ntesis de angiotensina II es principalmente generada por v&#237;as alternativas que no dependen de la ECA<sup>20</sup>.</p>
      <p>En el tratamiento farmacol&#243;gico de la insuficiencia cardiaca, an&#225;lisis cuantitativos y secuenciales de las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB han sido utilizados para orientar la terap&#233;utica, con la supresi&#243;n m&#225;xima de ese sistema hormonal representando uno de sus objetivos. Diversos estudios evidenciaron la superioridad del tratamiento farmacol&#243;gico de la insuficiencia cardiaca orientado por las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB en comparaci&#243;n al orientado por criterios cl&#237;nicos, con mayor supresi&#243;n neurohormonal y mayores reducciones en las tasas de mortalidad y hospitalizaci&#243;n por insuficiencia cardiaca<sup>21-23</sup>. Sin embargo, a pesar de dichas evidencias, la magnitud de esas reducciones y los valores a alcanzarse todav&#237;a no se conocen. En el estudio STARS-BNP<sup>23</sup> - <italic>Systolic Heart Failure Treatment Supported by BNP</italic>, se observ&#243; la normalizaci&#243;n de las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB (&lt; 100pg/ml) en solamente el 40% de los pacientes. Se observaron resultados semejantes en el presente estudio, con concentraciones plasm&#225;ticas del PNB inferiores a 100 pg/ml en el 50% de los pacientes, tras ocho meses de terap&#233;utica con quinapril.</p>
      <p>El PNB es una hormona secretada por pulsos con intervalos de aproximadamente 48 minutos, cuyas concentraciones plasm&#225;ticas var&#237;an de acuerdo con la ritmicidad circadiana de la presi&#243;n arterial y de la frecuencia cardiaca, con valores m&#225;ximos detectados entre las 8 y 10 horas<sup>24</sup>. Bruins et al.<sup>24</sup> observaron, en pacientes con insuficiencia cardiaca estabilizada, variaciones considerables entre muestras analizadas en intervalos de dos horas, un d&#237;a y una semana; respectivamente un 8,2%, el 25% y el 40%. Estudios recientes revelaron variaciones biol&#243;gicas intraindividuales de las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB entre el 30% y el 50%, a pesar del cuadro cl&#237;nico estable, sugiriendo que solamente variaciones superiores al 30% tendr&#237;an relevancia cl&#237;nica<sup>25</sup>. Clerico et al.<sup>26</sup> sugieren la evaluaci&#243;n cl&#237;nica como criterio para analizar la relevancia fisiopatol&#243;gica de las variaciones de las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB, independientemente de su magnitud. En nuestro estudio, se observaron reducciones superiores al 30% de las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB s&#243;lo en las comparaciones entre la condici&#243;n basal y las diferentes dosis de quinapril. No obstante, en todas las comparaciones, dichas reducciones estaban asociadas a substanciales aumentos en las distancias recorridas en el TM6m, aun cuando inferiores al 30%.</p>
      <p>Respecto al valor a alcanzarse, algunos autores sugieren como m&#225;s adecuadas las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB que son un poco superiores a 100 pg/ml, sobre todo en las personas adultas mayores. Seg&#250;n los investigadores del estudio <italic>STARS-BNP,</italic> los beneficios del tratamiento de la insuficiencia cardiaca, orientado para alcanzar concentraciones plasm&#225;ticas del PNB inferiores al 100 pg/ml, estaban atenuados en funci&#243;n de la mayor tasa de hospitalizaciones por causas no cardiovasculares<sup>23</sup>. Entre ellas, hipovolemia, insuficiencia renal y ca&#237;da, probablemente debido a la agresividad del r&#233;gimen terap&#233;utico. De ese modo, concentraciones plasm&#225;ticas del PNB un poco superiores a 100 pg/ml ser&#237;an m&#225;s adecuadas, espec&#237;ficamente en los pacientes adultos mayores.</p>
      <p>Diversos autores en diferentes estudios<sup>26</sup> han descrito la correlaci&#243;n entre las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB y la distancia recorrida en el TM6m. En la presente investigaci&#243;n, hubo una fuerte correlaci&#243;n negativa entre los promedios de las concentraciones plasm&#225;ticas del PNB y las de las distancias recorridas en el TM6m (p=0,003, r=-0,983).</p>
      <p>
        <bold>Limitaciones y aplicaciones pr&#225;cticas</bold>
      </p>
      <p>Una de las posibles limitaciones de este estudio es el peque&#241;o n&#250;mero de pacientes. Sin embargo, diferentemente de los grandes ensayos cl&#237;nicos, las caracter&#237;sticas de los pacientes incluidos en este estudio reflejan la pr&#225;ctica cl&#237;nica. Adem&#225;s de ello, las reconocidas dificultades en la inclusi&#243;n de personas adultas mayores en los ensayos cl&#237;nicos son responsables del ingreso de s&#243;lo el 10% entre los adultos mayores espec&#237;ficamente seleccionados. En nuestro estudio, se incluy&#243; el 55% de los pacientes seleccionados. El poder de la muestra en detectar diferencias de un 67,4% entre las concentraciones promedios del PNB en la condici&#243;n basal, y en la dosis 40mg fue de un 99,5%. Como todav&#237;a no se reconoce la magnitud de las diferencias entre concentraciones plasm&#225;ticas del PNB, obtenidas en an&#225;lisis secuenciales, asociada a la relevancia cl&#237;nica, nuestra opci&#243;n fue establecer la diferencia estad&#237;stica.</p>
      <p>La ausencia de un grupo control podr&#237;a representar otra limitaci&#243;n del estudio. La comparaci&#243;n con un grupo de pacientes m&#225;s j&#243;venes podr&#237;a elucidar las posibles interferencias del proceso de envejecimiento en los efectos de la inhibici&#243;n cr&#243;nica de la ECA.</p>
      <p>Los resultados de este estudio comprobaron los beneficios de reg&#237;menes terap&#233;uticos con altas dosis de inhibidores de la ECA en el perfil neurohormonal y en la capacidad funcional de personas adultas mayores con insuficiencia cardiaca. Por lo tanto, el empleo de los inhibidores de la ECA con dosis progresivamente aumentadas, hasta alcanzar las recomendadas por los grandes ensayos cl&#237;nicos, puede promover importantes beneficios adicionales sin aumentar la incidencia de reacciones adversas, aun en los pacientes adultos mayores en edad avanzada.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Doctorado de Felicio Savioli Neto, por la Facultad de Medicina de la Universidad de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
