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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
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          <subject>Correla&#231;&#227;o Anatomo-Cl&#237;nica</subject>
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        <article-title>Caso 1/2009 - homem de 33 anos com dispn&#233;ia e s&#237;ncopes aos esfor&#231;os que apresentou piora s&#250;bita da dispn&#233;ia</article-title>
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            <given-names>Jussara Bianchi</given-names>
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        <institution content-type="orgdiv1">Instituto do Cora&#231;&#227;o </institution>
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        <month>04</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>331</fpage>
      <lpage>338</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>23</day>
        <month>06</month>
        <year>2009</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>CORRELA&#199;&#195;O ANATOMO-CL&#205;NICA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caso 1/2009 - homem de 33 anos com dispn&#233;ia e s&#237;ncopes aos esfor&#231;os que apresentou piora s&#250;bita da dispn&#233;ia</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Jo&#227;o Paulo Cheroto de Rezende; Fabiana Rached; Jussara Bianchi Castelli</bold>
    </p>
    <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o (Incor) HC-FMUSP, S&#227;o Paulo - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="add1">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Hipertens&#227;o Pulmonar, Insufici&#234;ncia Card&#237;aca, Embolia Pulmonar, Choque Cardiog&#234;nico.</p>
    <p>Havia cerca de um ano, o paciente passou a apresentar falta de ar, inicialmente desencadeada por esfor&#231;os grandes, que progrediu at&#233; ser tamb&#233;m desencadeada por m&#237;nimos esfor&#231;os.</p>
    <p>A esse quadro, associaram-se cansa&#231;o e astenia. Quatro meses antes, o indiv&#237;duo apresentou v&#225;rios epis&#243;dios de s&#237;ncope desencadeados por esfor&#231;os f&#237;sicos.</p>
    <p>O paciente procurou assist&#234;ncia m&#233;dica em outros servi&#231;os. A avalia&#231;&#227;o m&#233;dica incluiu avalia&#231;&#227;o laboratorial. O ecodopplercardiograma, ent&#227;o realizado, revelou dilata&#231;&#227;o de c&#226;maras card&#237;acas direitas e da art&#233;ria pulmonar, insufici&#234;ncia tric&#250;spide acentuada e hipertens&#227;o pulmonar. A press&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria pulmonar foi estimada em 57 mmHg.</p>
    <p>Foi tamb&#233;m submetido &#224; cineangiocoronargiografia, a qual n&#227;o demonstrou obstru&#231;&#245;es luminais em art&#233;rias coron&#225;rias. Prescreveu-se tratamento medicamentoso com digoxina 0,25 mg di&#225;rios e furosemida 40 mg a cada tr&#234;s dias.</p>
    <p>Poucos dias antes da interna&#231;&#227;o neste hospital, houve acentua&#231;&#227;o da dispneia, que passou a ocorrer mesmo em repouso, e o paciente procurou atendimento m&#233;dico (26 de novembro de 2006).</p>
    <p>O exame f&#237;sico (26 de novembro de 2006) revelou um paciente taquipneico, com extremidades frias e sinais de m&#225; perfus&#227;o tecidual perif&#233;rica. A frequ&#234;ncia card&#237;aca foi para 95 bpm, a press&#227;o arterial chegou a 100/60 mmHg e a press&#227;o venosa jugular estava aumentada. A ausculta pulmonar foi normal; a segunda bulha card&#237;aca era hiperfon&#233;tica em &#225;rea pulmonar e havia sopro sist&#243;lico em &#225;rea tric&#250;spide de intensidade 4/6+. O abdome estava pouco distendido e havia hepatomegalia dolorosa, bem como edema discreto de membros inferiores.</p>
    <p>O eletrocardiograma (26 de novembro de 2006) revelou ritmo sinusal, frequ&#234;ncia card&#237;aca de 75 batimentos por minuto, S&#194;QRS +120&#186; para frente, falsa sobrecarga de &#225;trio esquerdo (inscri&#231;&#227;o negativa lenta final de onda P em V<sub>1</sub>) e sobrecarga de ventr&#237;culo direito, compat&#237;vel com press&#245;es sist&#234;micas nessa c&#226;mara (<xref ref-type="fig" rid="a14fig01">Fig. 1</xref>). A radiografia de t&#243;rax (26 de novembro de 2006) revelou sinais de dilata&#231;&#227;o de tronco pulmonar.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a14fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>O ecocardiograma (27 de novembro de 2006) revelou di&#226;metros de &#225;trio esquerdo de 37mm, aorta de 30mm, espessura de septo de 8mm e da parede posterior de 8mm; di&#226;metros de ventr&#237;culo esquerdo de 32mm/20mm (diast&#243;lico/sist&#243;lico), fra&#231;&#227;o eje&#231;&#227;o de ventr&#237;culo esquerdo de 69%. O ventr&#237;culo direito estava dilatado e com acentuada hipocinesia. Havia insufici&#234;ncia tric&#250;spide acentuada. A press&#227;o sist&#243;lica pulmonar foi estimada em 90 mmHg.</p>
    <p>Os exames laboratoriais (26 de novembro de 2006) revelaram hemoglobina 8,9g/dl, hemat&#243;crito 31%, VCM 65 fl; leuc&#243;citos 10500/mm<sup>3</sup> (neutr&#243;filos 66%, eosin&#243;filos 1%, linf&#243;citos 17% e mon&#243;citos 16%), plaquetas 208000/mm<sup>3</sup>, creatinina 1,63 mg/dl, ur&#233;ia 53mg/dl, glicemia 97 mg/dl, bilirrubinas totais 2,8 mg/dl e direta 1,79 mg/dl, fosfatase alcalina 195 UI/l, gama GT 217 UI/l, aspartato aminotransferase (TGO) 60 UI/l, alanina aminotransferase (TGP) 100 UI/l, desidrogenase l&#225;tica 376 UI/l, d&#237;mero D 2704 ng/ml, pept&#237;deo natriur&#233;tico cerebral 986 pg/ml, c&#225;lcio ionizado 1,08 mEq/l, cloretos 104 mEq/l, magn&#233;sio 1,9 mEq/l, lactato 151 mg/dl ou 17 mmol/l (normal &lt;20 mg/dl) ou &lt; 5 mmol/l), pot&#225;ssio 4,9 mEq/l, s&#243;dio 140 mEq/l, bicarbonato 6,3 mEq/l, &#226;nion gap 38,6 mEq/l.</p>
    <p>A gasimetria, com o paciente em uso de cateter de O<sub>2 </sub>(27 de novembro de 2006; 3h34) revelou pH 7,27, pCO<sub>2</sub> 14,3 mmHg, Sat O<sub>2</sub> 96,8, bicarbonato 6,3 mEq/l, excesso de base (-) 19,4 mEq/l.</p>
    <p>Foram feitos os diagn&#243;sticos de hipertens&#227;o pulmonar de etiologia a ser esclarecida e epis&#243;dio tromboemb&#243;lico pulmonar recente. Administrou-se solu&#231;&#227;o de cloreto de s&#243;dio 0,9%, 40 ml de solu&#231;&#227;o de glicose 25% (em raz&#227;o glicemia capilar inicial de 40 mg/dl, a qual persistiu nesses n&#237;veis, sendo administradas mais 40 ml da solu&#231;&#227;o de glicose a 25%) e bicarbonato de s&#243;dio 8,4%. Nova gasimetria, com paciente com m&#225;scara de O<sub>2</sub> (27 de novembro de 2006; 11h55). Revelou pH de 7,11, pCO<sub>2</sub> 12,3 mmHg, pO<sub>2</sub> 123 mmHg, Sat O<sub>2 </sub>96,1%; bicarbonato 3,7 mEq/l; excesso de base -24,7 mEq/l. Foi iniciada a administra&#231;&#227;o endovenosa de estreptoquinase. O paciente apresentou parada cardiorrespirat&#243;ria em atividade el&#233;trica sem pulso, n&#227;o responsiva &#224;s manobras de ressuscita&#231;&#227;o, e veio a falecer (27 de novembro de 2006).</p>
    <p>
      <bold>Aspectos cl&#237;nicos</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um paciente jovem, do sexo masculino, com quadro de piora da dispneia dois dias antes da interna&#231;&#227;o. Queixava-se, h&#225; um ano, de dispneia progressiva aos esfor&#231;os, associada ao cansa&#231;o e &#224; astenia; e h&#225; quatro meses, de s&#237;ncopes causadas pelos esfor&#231;os. Na &#233;poca, foram introduzidas digoxina e furosemida, pela evid&#234;ncia de hipertens&#227;o pulmonar; contudo, n&#227;o houve investiga&#231;&#227;o da etiologia. Evoluiu com progress&#227;o do quadro de hipertens&#227;o pulmonar, dispneia progressiva, edema de membros inferiores e congest&#227;o hep&#225;tica. O paciente deu entrada no hospital com quadro de baixo d&#233;bito e sinais de insufici&#234;ncia card&#237;aca direita, evoluindo com parada cardiorrespirat&#243;ria em atividade el&#233;trica sem pulso, n&#227;o responsiva &#224;s medidas de ressuscita&#231;&#227;o, falecendo um dia ap&#243;s sua admiss&#227;o.</p>
    <p>Pelo menos dois pontos devem ser destacados neste caso cl&#237;nico. O primeiro &#233; sobre a avalia&#231;&#227;o do quadro cl&#237;nico de base, enfatizando o diagn&#243;stico e as investiga&#231;&#245;es iniciais. </p>
    <p>Pacientes com suspeita de hipertens&#227;o pulmonar, como no presente caso, com quadro cl&#237;nico e ecocardiogr&#225;fico sugestivos, devem ser submetidos &#224; avalia&#231;&#227;o diagn&#243;stica extensiva, a fim de confirmar a suspeita de hipertens&#227;o pulmonar e identificar sua causa subjacente. O diagn&#243;stico atrav&#233;s de um &#250;nico exame seguido de prescri&#231;&#227;o do tratamento &#233; uma atitude que hoje n&#227;o se justifica em circunst&#226;ncia alguma. Os pacientes devem ser acompanhados ou ao menos orientados por profissionais com experi&#234;ncia no tratamento da doen&#231;a.</p>
    <p>Define-se hipertens&#227;o pulmonar como a consequ&#234;ncia hemodin&#226;mica de progressivas altera&#231;&#245;es vasculares, de etiologia variada, que ocorrem no territ&#243;rio pulmonar. Quantitativamente, &#233; definida como uma press&#227;o da art&#233;ria pulmonar m&#233;dia acima de 25 mmHg no repouso ou maior que 30 mmHg no exerc&#237;cio, medida pelo cateterismo card&#237;aco direito<sup>1</sup>.</p>
    <p>De acordo com a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de, a hipertens&#227;o pulmonar deve ser dividida em cinco grupos, baseados na sua etiologia<sup>2</sup>. Pacientes do primeiro grupo est&#227;o propensos a apresentar hipertens&#227;o arterial pulmonar. Nesse grupo, se incluem pacientes com hipertens&#227;o pulmonar idiop&#225;tica espor&#225;dica, idiop&#225;tica familiar e os que apresentam doen&#231;as que se localizam no territ&#243;rio arteriolar, como doen&#231;a do col&#225;geno, doen&#231;a card&#237;aca cong&#234;nita e hipertens&#227;o portal, associada ao HIV e ao uso de anorex&#237;genos.</p>
    <p>Os demais grupos s&#227;o classificados em: hipertens&#227;o pulmonar venosa<underline>,</underline> decorrente de doen&#231;as que acometem o &#225;trio e/ou o ventr&#237;culo esquerdo ou valvopatia esquerda; hipertens&#227;o pulmonar associada &#224; hipoxemia e &#224; doen&#231;a do sistema respirat&#243;rio, como doen&#231;a intersticial, doen&#231;a obstrutiva cr&#244;nica e apneia do sono; hipertens&#227;o pulmonar causada por trombose cr&#244;nica ou doen&#231;a emb&#243;lica, acometendo tanto vasculatura proximal quanto distal; e hipertens&#227;o pulmonar causada por inflama&#231;&#227;o, obstru&#231;&#227;o mec&#226;nica ou extr&#237;nseca da vasculatura pulmonar, como sarcoidose e histiocitose.</p>
    <p>Anamnese detalhada, exame f&#237;sico minucioso e interpreta&#231;&#227;o cuidadosa do eletrocardiograma e da radiografia de t&#243;rax s&#227;o os passos iniciais para o diagn&#243;stico cl&#237;nico da hipertens&#227;o pulmonar, al&#233;m da orienta&#231;&#227;o da sequ&#234;ncia de exames a serem considerados. Nessa avalia&#231;&#227;o, &#233; fundamental afastarmos alguma doen&#231;a que possa ser tratada com cirurgia, como defeitos card&#237;acos (<italic>shunts</italic>, obstru&#231;&#245;es e drenagem venosa pulmonar an&#244;mala) e tromboembolismo pulmonar cr&#244;nico, ou ainda aquelas que possam receber tratamento espec&#237;fico, a exemplo da esquistossomose, das colagenoses e das vasculites pulmonares.</p>
    <p>Embora seja dif&#237;cil no ambiente de pronto atendimento, a hist&#243;ria cl&#237;nica do paciente, detalhada desde a inf&#226;ncia, &#233; fundamental e deve contemplar todas as possibilidades etiol&#243;gicas. A hipertens&#227;o pulmonar pode se instalar silenciosamente em decorr&#234;ncia de doen&#231;as card&#237;acas, sist&#234;micas ou de doen&#231;as do par&#234;nquima e vasculatura pulmonar. Seu diagn&#243;stico geralmente ocorre em fases avan&#231;adas das doen&#231;as associadas, respons&#225;veis pela maioria dos sintomas. Assim como em nosso paciente, o sintoma mais comum &#233; a intoler&#226;ncia ao esfor&#231;o (dispneia de esfor&#231;o) e &#224; fadiga pelo baixo d&#233;bito card&#237;aco, de car&#225;ter progressivo e indicativo de disfun&#231;&#227;o ventricular direita secund&#225;ria. S&#237;ncope ou pr&#233;-s&#237;ncope s&#227;o sintomas preocupantes, pois indicam baixo d&#233;bito card&#237;aco por disfun&#231;&#227;o ventricular direita e/ou arritmia ventricular. Embora n&#227;o presentes nesse caso, alguns sintomas podem orientar quanto &#224; etiologia da hipertens&#227;o pulmonar como: ortopneia, presente com mais frequencia em pacientes com hipertens&#227;o pulmonar p&#243;s-capilar ou mista, tamb&#233;m verificada em pacientes com doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica; dispneia parox&#237;stica noturna, altamente sugestiva de hipertens&#227;o venocapilar pulmonar; dor precordial tipo anginosa causada por esfor&#231;os, podendo indicar uma cardiopatia isqu&#234;mica ou uma isquemia subendoc&#225;rdica do ventr&#237;culo direito, devido &#224; redu&#231;&#227;o do fluxo e da press&#227;o de perfus&#227;o coronariana; hemoptise, cujo sintoma &#233; incomum e pode alertar para a possibilidade de tromboembolismo pulmonar e infarto pulmonar ou de estenose mitral avan&#231;ada etc.</p>
    <p>O exame f&#237;sico &#233; extremamente &#250;til para o diagn&#243;stico de hipertens&#227;o pulmonar e a sua poss&#237;vel causa. Como no paciente em quest&#227;o, o aumento na intensidade do componente pulmonar da 2&#170; bulha card&#237;aca &#233; o sinal mais consistente, independente da etiologia, e sua transmiss&#227;o para o &#225;pice card&#237;aco tamb&#233;m indica hipertens&#227;o pulmonar. A presen&#231;a de estase jugular e o sopro de insufici&#234;ncia tric&#250;spide e de insufici&#234;ncia pulmonar s&#227;o achados secund&#225;rios &#224; hipertens&#227;o pulmonar. Embora n&#227;o presentes neste paciente, alguns sinais chamam a aten&#231;&#227;o ou apontam um diagn&#243;stico etiol&#243;gico: sopros podem ainda indicar estenose mitral, insufici&#234;ncia mitral e obstru&#231;&#227;o da via de sa&#237;da ao ventr&#237;culo esquerdo (estenose a&#243;rtica, suba&#243;rtica ou supra-a&#243;rtica), causando hipertens&#227;o pulmonar p&#243;s-capilar; ausculta de sibilos, roncos e estertores secos sugerem doen&#231;as pulmonares (bronquite, enfisema, asma, fibrose pulmonar); a ocorr&#234;ncia do fen&#244;meno de Raynaud, de les&#245;es cut&#226;neas e artrites indicam colagenoses; assim como sinais de hepatopatia cr&#244;nica podem sugerir s&#237;ndrome hepatopulmonar ou etiologia esquistossom&#243;tica.</p>
    <p>Todos os pacientes com suspeita de hipertens&#227;o pulmonar, ap&#243;s minuciosa anamnese e exame cl&#237;nico, dever&#227;o ser submetidos a uma s&#233;rie de exames complementares. O objetivo &#233; confirmar a hipertens&#227;o pulmonar, avaliando sua severidade, repercuss&#245;es cl&#237;nicas, caracteriza&#231;&#227;o hemodin&#226;mica e, principalmente, buscando estabelecer a etiologia e permitir o planejamento terap&#234;utico.</p>
    <p>Exames adicionais s&#227;o necess&#225;rios para a elucida&#231;&#227;o da etiologia ou doen&#231;as coexistentes em indiv&#237;duos selecionados, como no paciente em quest&#227;o: eletroforese de hemoglobina para afastar anemia falciforme; anticorpos antinucleares e fator reumat&#243;ide para descartar colagenoses; testes de coagula&#231;&#227;o como fator anticoagulante l&#250;pico; antitrombina III, prote&#237;nas C e S para avaliar estado de hipercoagulabilidade e sorologias para v&#237;rus HIV e da hepatite B e C. Caso soub&#233;ssemos a proced&#234;ncia do paciente, se houvesse suspeita de esquistossomose, os exames parasitol&#243;gicos, sorologia, bi&#243;psia de v&#225;lvula retal e presen&#231;a de hipertens&#227;o portal seriam importantes.</p>
    <p>O eletrocardiograma apresentou padr&#227;o caracter&#237;stico com: sinais de sobrecarga de c&#226;maras direitas, desvio do eixo de QRS para direita (&gt;90&#186;), bloqueio de ramo direito, ondas R amplas em V1, V2 e profundas em V5, V6, com altera&#231;&#245;es da onda T e segmento ST. Embora n&#227;o se aplique ao caso atual, a an&#225;lise cuidadosa do eletrocardiograma pode sugerir algumas etiologias para hipertens&#227;o pulmonar, como estenose mitral, cardiopatias cong&#234;nitas e miocardiopatias.</p>
    <p>A radiografia de t&#243;rax refor&#231;ou o diagn&#243;stico de hipertens&#227;o pulmonar, demonstrando aumento da art&#233;ria pulmonar e das cavidades direitas. Pode haver ainda atenua&#231;&#227;o ou desaparecimento dos vasos pulmonares na periferia. A radiografia habitualmente &#233; de grande valia para afastar ou sugerir causas pulmonares, como a doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica, fibrose pulmonar, doen&#231;a intersticial e doen&#231;as granulomatosas.</p>
    <p>O ecocardiograma, nesse caso, foi muito &#250;til para o diagn&#243;stico da hipertens&#227;o pulmonar, pois p&#244;de avaliar a estrutura e a fun&#231;&#227;o card&#237;aca, quantificando o refluxo tricusp&#237;deo como acentuado. Afastou, tamb&#233;m, a presen&#231;a de comunica&#231;&#245;es intracard&#237;acas ou nos vasos da base e de causas p&#243;s-capilares de hipertens&#227;o pulmonar, como mixoma do &#225;trio esquerdo, estenose mitral e outras doen&#231;as card&#237;acas.</p>
    <p>Apesar das limita&#231;&#245;es diagn&#243;sticas que encontramos nesse caso, estamos diante de um paciente com quadro de hipertens&#227;o pulmonar sem etiologia definida e que apresentou uma evolu&#231;&#227;o r&#225;pida e dram&#225;tica, compat&#237;vel com quadro de hipertens&#227;o pulmonar arterial idiop&#225;tica. Trata-se de uma entidade rara, cuja preval&#234;ncia &#233; estimada em um a dois casos por milh&#227;o de pessoas na popula&#231;&#227;o geral. Habitualmente, atinge indiv&#237;duos jovens entre a terceira e quarta d&#233;cadas de vida, como no presente caso, ainda que haja predomin&#226;ncia do sexo feminino. Embora o diagn&#243;stico de hipertens&#227;o arterial pulmonar idiop&#225;tica seja de exclus&#227;o, p&#244;de ser realizado com alta probabilidade. Gra&#231;as aos m&#233;todos de imagem, como ecocardiograma transesof&#225;gico, cintilografia de ventila&#231;&#227;o-perfus&#227;o, tomografia helicoidal de alta resolu&#231;&#227;o, angiografia por resson&#226;ncia nuclear magn&#233;tica e provas funcionais, somos capazes de excluir praticamente todas as doen&#231;as que causam a hipertens&#227;o pulmonar.</p>
    <p>O segundo ponto a ser destacado &#233; a avalia&#231;&#227;o e tratamento das poss&#237;veis causas de descompensa&#231;&#227;o da doen&#231;a de base. </p>
    <p>O quadro de entrada na emerg&#234;ncia m&#233;dica &#233; composto por s&#237;ndrome de baixo d&#233;bito, sem disfun&#231;&#227;o de ventr&#237;culo esquerdo, caracterizado por: sinais de m&#225; perfus&#227;o perif&#233;rica; ausculta pulmonar limpa e aus&#234;ncia de B3 ao exame f&#237;sico; exames de laborat&#243;rio mostrando lactato de 151 com acidose metab&#243;lica grave e anion gap aumentado; s&#237;ndrome de hipertens&#227;o pulmonar com fal&#234;ncia de ventr&#237;culo direito; BNP (pept&#237;deo natriur&#233;tico cerebral) aumentado; exames laboratoriais com sinais indiretos de congest&#227;o hep&#225;tica; e ecocardiograma revelando insufici&#234;ncia de ventr&#237;culo direito, sem anormalidades de ventr&#237;culo esquerdo.</p>
    <p>Diante deste quadro dram&#225;tico, o diagn&#243;stico diferencial de causas de choque obstrutivo se imp&#245;e, sendo as mais comuns o pneumot&#243;rax hipertensivo, tamponamento card&#237;aco e doen&#231;as que aumentam a press&#227;o no leito arterial pulmonar. Para esse paciente, as doen&#231;as que elevam a press&#227;o arterial pulmonar s&#227;o os diagn&#243;sticos mais prov&#225;veis, pois o exame f&#237;sico com ausculta pulmonar e a radiografia de t&#243;rax, sem altera&#231;&#245;es sugestivas de pneumot&#243;rax, e o ecocardiograma com aus&#234;ncia de derrame peric&#225;rdico praticamente descartam as outras duas possibilidades diagn&#243;sticas.</p>
    <p>Dentre as causas de hipertens&#227;o pulmonar cr&#244;nica agudizada, o tromboembolismo pulmonar agudo maci&#231;o, a trombose arterial pulmonar aguda e a evolu&#231;&#227;o natural da doen&#231;a de base s&#227;o as principais hip&#243;teses para pacientes sem outros sintomas, revelados pelo exame cl&#237;nico e complementar, que pudessem nos definir uma condi&#231;&#227;o espec&#237;fica de doen&#231;a sist&#234;mica e acometimento pulmonar secund&#225;rio (como doen&#231;as cong&#234;nitas, reum&#225;ticas, infecciosas e outras causas de hipertens&#227;o pulmonar relatadas acima).</p>
    <p>O tromboembolismo pulmonar maci&#231;o, caracterizado por disfun&#231;&#227;o de ventr&#237;culo direito e choque e/ou hipotens&#227;o, assim como a trombose pulmonar aguda, apresenta alta mortalidade e seu n&#237;vel de suspeita tamb&#233;m deve ser alto para que o tratamento seja institu&#237;do precocemente. A hist&#243;ria cl&#237;nica de dispneia cr&#244;nica, como consequ&#234;ncia de um quadro de hipertens&#227;o pulmonar de etiologia n&#227;o definida e com piora aguda nos &#250;ltimos dois dias - como no presente caso -, sugere fortemente tromboembolismo pulmonar agudo. As diretrizes recentes recomendam condutas diferentes para seu diagn&#243;stico, variando conforme a disponibilidade dos m&#233;todos utilizados em cada servi&#231;o e da condi&#231;&#227;o cl&#237;nica do indiv&#237;duo<sup>3</sup>. Exames realizados &#224; beira do leito do paciente, como bioqu&#237;mica completa, hemograma, marcadores de necrose mioc&#225;rdica, BNP, d&#237;mero D pelo m&#233;todo ELISA (<italic>Enzyme-Linked ImmunoSorbent Assay</italic>), gasometria arterial, ECG, radiografia de t&#243;rax, ecocardiograma e ultrassonografia-Doppler de membros inferiores, s&#227;o de grande valia, apesar de pouco espec&#237;ficos, para o racioc&#237;nio diagn&#243;stico e uma tomada de conduta. Tais procedimentos revelam importantes achados em pacientes hemodinamicamente inst&#225;veis e incapazes de realizar exames para diagn&#243;stico definitivo de tromboembolismo pulmonar maci&#231;o, como cintilografia pulmonar de V/Q, tomografia computadorizada helicoidal e arteriografia pulmonar. Dentre estas avalia&#231;&#245;es, quando poss&#237;vel, a tomografia helicoidal &#233; a mais indicada, pela sua facilidade de realiza&#231;&#227;o comparada aos outros meios, al&#233;m de sensibilidade e especificidade acima de 95%.</p>
    <p>Como sabemos, a mortalidade por tromboembolismo pulmonar maci&#231;o geralmente ocorre nas primeiras horas de evolu&#231;&#227;o do quadro. Assim que seu diagn&#243;stico &#233; suspeitado ou confirmado pelo exposto acima, a terap&#234;utica, com medidas de suporte geral, expans&#227;o vol&#234;mica e drogas inotr&#243;picas deve ser iniciada juntamente com outras medidas que promovam a lise do trombo. A terap&#234;utica padr&#227;o &#233; feita com agentes trombol&#237;ticos. Os mais usados em nosso meio s&#227;o a estreptoquinase e o fator ativador do plasminog&#234;nio tecidual recombinante (r-tPA). A embolectomia cir&#250;rgica &#233; indicada no choque refrat&#225;rio &#224; terap&#234;utica cl&#237;nica e tem &#237;ndice de mortalidade alt&#237;ssimo.</p>
    <p>A evolu&#231;&#227;o natural da enfermidade tamb&#233;m &#233; uma causa prov&#225;vel, visto que o paciente j&#225; apresentava, na ocasi&#227;o do diagn&#243;stico, um quadro de doen&#231;a avan&#231;ada. Crit&#233;rios de mau progn&#243;stico, como classe funcional IV da NYHA (<italic>New York Heart Association)</italic>, caracterizada por dispneia aos m&#237;nimos esfor&#231;os, s&#237;ncopes aos esfor&#231;os e crit&#233;rios ecocardiogr&#225;ficos com dilata&#231;&#227;o de ventr&#237;culo direito, art&#233;ria pulmonar e insufici&#234;ncia tric&#250;spide acentuada, conferem a esse paciente uma sobrevida m&#233;dia de seis meses, compat&#237;vel com a evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a no caso relatado. Outros crit&#233;rios de mau progn&#243;stico presentes, tanto na fase aguda quanto na fase cr&#244;nica da doen&#231;a, s&#227;o BNP e d&#237;mero D aumentados, como tamb&#233;m visto neste caso.</p>
    <p>Sabemos que a hipertens&#227;o pulmonar arterial idiop&#225;tica &#233; doen&#231;a incur&#225;vel, cujo tempo m&#233;dio de sobrevida ap&#243;s o diagn&#243;stico &#233; de aproximadamente dois anos e meio, segundo o <italic>National Institutes of Health</italic> (NIH). O uso de anticoagulante oral dobra a sobrevida em tr&#234;s anos e os pacientes responsivos aos bloqueadores dos canais de c&#225;lcio t&#234;m sobrevida significantemente superior, em compara&#231;&#227;o aos n&#227;oresponsivos. O uso cr&#244;nico do epoprostenol em pacientes em classe funcional III ou IV est&#225; associado &#224; redu&#231;&#227;o significativa da mortalidade e da necessidade de transplante, com sobrevida, em cinco anos, de 54%, duas vezes superior &#224; dos pacientes do grupo controle (27%). Os preditores de pior progn&#243;stico s&#227;o a intensidade da hipertens&#227;o pulmonar, o grau de disfun&#231;&#227;o ventricular direita, o baixo d&#233;bito card&#237;aco, o grau de insatura&#231;&#227;o perif&#233;rica e a baixa toler&#226;ncia ao esfor&#231;o. A maioria dos pacientes morre em decorr&#234;ncia da fal&#234;ncia ventricular direita (choque cardiog&#234;nico): desse total, aproximadamente 10% de maneira s&#250;bita<sup>3</sup>.</p>
    <p>Dr. Jo&#227;o Paulo Cheroto de Rezende </p>
    <p> Dra. Fabiana Rached</p>
    <p>
      <bold>Hip&#243;tese diagn&#243;stica</bold>
    </p>
    <p><italic>Cor pulmonale </italic>por hipertens&#227;o pulmonar por tromboembolismo cr&#244;nico; evento final: epis&#243;dio de tromboembolismo pulmonar maci&#231;o.</p>
    <p>
      <bold>Necropsia</bold>
    </p>
    <p>Na necropsia, o cora&#231;&#227;o apresentava hipertrofia e dilata&#231;&#227;o acentuadas nas c&#226;maras direitas - principalmente no ventr&#237;culo direito - e trombose na aur&#237;cula direita (<xref ref-type="fig" rid="a14fig02">Fig. 2</xref>). N&#227;o havia les&#245;es sugestivas de endomiocardiofibrose, em ambos os ventr&#237;culos. O tronco pulmonar e as art&#233;rias pulmonares centrais apresentavam dilata&#231;&#227;o e irregularidades na superf&#237;cie intimal, consistentes com aterosclerose, sugerindo hipertens&#227;o acentuada na circula&#231;&#227;o pulmonar (<xref ref-type="fig" rid="a14fig03">Fig. 3</xref>). Havia ainda, na macroscopia, ind&#237;cios de insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva predominantemente direita, representada por congest&#227;o passiva cr&#244;nica com f&#237;gado em "noz moscada", al&#233;m de &#225;reas sugestivas de cirrotiza&#231;&#227;o hep&#225;tica e esplenomegalia leve.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a14fig02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a14fig03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A histologia evidenciou granulomas envolvendo ovos de parasita com caracteres de <italic>Schistosoma mansoni </italic>presentes nos pulm&#245;es e f&#237;gado. Neste &#250;ltimo, al&#233;m de ectasia sinusoidal centro-lobular pela congest&#227;o passiva cr&#244;nica, havia tamb&#233;m fibrose portal de padr&#227;o estrelado e, por vezes, formando pontes porta-porta e porta-centro, consistentes com sequela de esquistossomose hep&#225;tica (<xref ref-type="fig" rid="fig4">Fig. 4</xref>). Nos pulm&#245;es, os granulomas eram escassos e estavam associados a frequentes les&#245;es arteriais obstrutivas, consistentes com hipertens&#227;o pulmonar grave, les&#245;es grau III (oclus&#227;o total da luz de arter&#237;olas) e IV (les&#245;es do tipo plexiforme) de Heath-Edwards, sendo constatado ainda tromboembolismo pulmonar agudo (<xref ref-type="fig" rid="fig5">Fig. 5</xref>). Este foi detectado nos lobos superiores e inferiores do pulm&#227;o esquerdo, com prov&#225;vel fonte na aur&#237;cula direita, mencionada acima, e considerado como a causa da descompensa&#231;&#227;o do <italic>cor pulmonale </italic>cr&#244;nico, ou melhor, da dilata&#231;&#227;o do ventr&#237;culo direito.</p>
    <fig id="fig4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf04.jpg"/></fig>
    <fig id="fig5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf05.jpg"/></fig>
    <p>A causa do &#243;bito foi choque cardiog&#234;nico, com consequente pulm&#227;o de choque e edema cerebral, com sulcamento de am&#237;gdalas cerebelares.</p>
    <p>
      <bold>Dra. Jussara Bianchi Castelli</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Diagn&#243;sticos anatomopatol&#243;gicos</bold>
    </p>
    <p>Esquistossomose hepatoespl&#234;nica compensada; v&#225;sculo-pulmonar hipertensivo, com exuberantes altera&#231;&#245;es vasculares pulmonares indicando hipertens&#227;o pulmonar grave; <italic>cor pulmonale </italic>cr&#244;nico, descompensado por tromboembolismo pulmonar recente; insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva, predominantemente direita; choque cardiog&#234;nico.</p>
    <p>
      <bold>Dra. Jussara Bianchi Castelli</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Coment&#225;rios</bold>
    </p>
    <p>A Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS) estima que a esquistossomose acometa perto de 200 milh&#245;es de pessoas em 76 pa&#237;ses<sup>4</sup>. A esquistossomose, no Brasil, onde &#233; conhecida tamb&#233;m como "Barriga d'&#225;gua", "Xistose" ou "Bilharziose", parece infectar cerca de seis milh&#245;es de pessoas que habitam principalmente os Estados do Nordeste e Minas Gerais<sup>5</sup>. Este &#233; um importante indicativo s&#243;cio-econ&#244;mico relacionado &#224; pobreza. Dados de 2005 do Minist&#233;rio da Sa&#250;de apontam ainda v&#225;rias &#225;reas de alta, m&#233;dia e baixa endemicidade da esquistossomose no Brasil, bem como m&#250;ltiplos focos da doen&#231;a presentes em v&#225;rios outros Estados da face atl&#226;ntica brasileira, incluindo S&#227;o Paulo<sup>6</sup>.</p>
    <p>Recordando, o ciclo de vida do <italic>Schistosoma mansoni </italic>envolve dois hospedeiros. Seus ovoss&#227;o eliminados nas fezes do homem. Alcan&#231;ando a &#225;gua, esses ovos eclodem originando mirac&#237;dios, que v&#227;o parasitar o hospedeiro intermedi&#225;rio: o caramujo do g&#234;nero <italic>Biomphalaria</italic>. No caramujo, o mirac&#237;dio se desenvolve dando origem a cerc&#225;rias; na &#225;gua, elas parasitam o homem, penetrando-lhe a pele. Depois da penetra&#231;&#227;o, as cerc&#225;rias passam a se chamar esquistoss&#244;mulos. Ganham a circula&#231;&#227;o venosa, chegam ao pulm&#227;o, cora&#231;&#227;o, art&#233;rias mesent&#233;ricas e sistema porta, onde ocorre a matura&#231;&#227;o sexual, originando machos e f&#234;meas. Ent&#227;o descem para as veias mesent&#233;ricas, nos seus ramos mais finos, se reproduzem e os ovos, ap&#243;s passarem da submucosa para a luz intestinal, s&#227;o eliminados nas fezes, fechando assim o ciclo<sup>7,8</sup>.</p>
    <p>A patogenia da doen&#231;a &#233; complexa e nela est&#227;o envolvidos: os parasitas e seus ovos; os fen&#244;menos imunol&#243;gicos, dependentes do hospedeiro; e as altera&#231;&#245;es dos vasos<sup>7</sup>,<sup>8</sup> que representam o <italic>habitat </italic>do parasita. As formas anatomocl&#237;nicas da doen&#231;a est&#227;o divididas em fase aguda e cr&#244;nica. Na fase aguda, a penetra&#231;&#227;o da cerc&#225;ria na pele pode ser assintom&#225;tica ou resultar em dermatite cercariana - rea&#231;&#227;o de sensibilidade em indiv&#237;duos j&#225; antes infectados, com manifesta&#231;&#227;o urticariforme, erup&#231;&#227;o papular, eritema, edema e prurido. A dissemina&#231;&#227;o das larvas pelo sangue e a divis&#227;o nos pulm&#245;es e depois no f&#237;gado ativa o sistema imunit&#225;rio, causando febre, mal-estar, cefal&#233;ias, astenia, dor abdominal, diarreia sanguinolenta, dispneia, hemoptise, artralgias, linfonodomegalia e esplenomegalia, al&#233;m de um conjunto de sintomas conhecido por s&#237;ndrome de Katayama (ou esquistossomose aguda ou febre de Katayama)<sup>6</sup>,<sup>7</sup>.</p>
    <p>A fase cr&#244;nica, ou esquistossomose cr&#244;nica, inicia-se a partir dos seis meses ap&#243;s a infec&#231;&#227;o, podendo durar v&#225;rios anos. O parasita tem sobrevida longa, variando habitualmente de 5 a 15 anos, tendo se verificado caso de 25 anos em paciente que saiu do foco de infec&#231;&#227;o<sup>7</sup>. Nessa fase, podem surgir os sinais de progress&#227;o da doen&#231;a para diversos &#243;rg&#227;os, podendo atingir graus extremos de gravidade, como hipertens&#227;o pulmonar e portal, ascite e ruptura de varizes do es&#244;fago. As manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas variam, dependendo da localiza&#231;&#227;o e intensidade do parasitismo, da capacidade de resposta do indiv&#237;duo ou do tratamento institu&#237;do. As formas anatomocl&#237;nicas da fase cr&#244;nica s&#227;o: assintom&#225;tica, intestinal (Tipo I), hepatointestinal (Tipo II), hepatoespl&#234;nica compensada (Tipo III) e descompensada ou complicada (Tipo IV) (inclui as formas mais graves), vasculopulmonar (hipertensiva, cian&#243;tica), tumoral (ou pseudoneopl&#225;sica) e formas ect&#243;picas. Todavia, ovos e vermes adultos do parasita podem ser encontrados em qualquer &#243;rg&#227;o ou tecido do corpo humano, como c&#233;rebro, test&#237;culos, ov&#225;rios, entre outros. Dentre as formas ect&#243;picas, a mais grave &#233; a neuroesquistossomose (mielorradiculite esquistosssom&#243;tica)<sup>5</sup>,<sup>6</sup>.</p>
    <p>Quanto &#224;s altera&#231;&#245;es anatomopatol&#243;gicas, na esquistossomose aguda h&#225; dissemina&#231;&#227;o miliar de ovos e s&#227;o observados granulomas necr&#243;tico-exsudativos, principalmente no f&#237;gado e intestinos (enterocolite catarral difusa aguda) e hiperplasia linf&#243;ide espl&#234;nica. Na fase cr&#244;nica, no intestino h&#225; a enterocolite catarral cr&#244;nica (edema, granula&#231;&#227;o, pet&#233;quias, muco e ulcera&#231;&#245;es). A rea&#231;&#227;o &#233; difusa, com infiltrado linfocit&#225;rio e eosinofilia; &#224;s vezes, promove uma rea&#231;&#227;o hiperpl&#225;stica ou pseudotumoral, com forma&#231;&#245;es poliposas. No f&#237;gado, a les&#227;o b&#225;sica &#233; vascular: rea&#231;&#227;o inflamat&#243;ria e fibr&#243;tica em torno da &#225;rvore portal. Nas formas leves, h&#225; granulomas esparsos periovulares, infiltrado portal linfoplasmocit&#225;rio vari&#225;vel, fibrose portal moderada, forma&#231;&#227;o de septos finos e pigmento esquistossom&#243;tico. Formas hep&#225;ticas mais exuberantes produzem a chamada fibrose de <italic>Symmers </italic>(cirrose em "cachimbo de barro" no corte e superf&#237;cie externa nodular). As les&#245;es vasculares s&#227;o causadas principalmente pelos ovos, com granulomas intra e extra-arteriais<sup>6,7</sup>. O acometimento hep&#225;tico e o intestinal s&#227;o os mais frequentes e importantes; depois, vem o pulmonar, cuja les&#227;o vascular e consequente hipertens&#227;o pulmonar levam ao desenvolvimento de <italic>cor pulmonale, </italic>como no caso aqui mostrado. Os pulm&#245;es s&#227;o acometidos em cerca de 15,5% dos pacientes<sup>7</sup>. A preval&#234;ncia de hipertens&#227;o pulmonar associada &#224; esquistossomose &#233; vari&#225;vel. No entanto, estima-se que possa ocorrer em at&#233; 30% de pacientes na forma hepatoespl&#234;nica<sup>8</sup>. Ali&#225;s, num estudo com 123 pacientes, aprensentando diagn&#243;stico de HP em dois centros de refer&#234;ncia em S&#227;o Paulo, 30% tinham doen&#231;a associada &#224; esquistossomose<sup>9</sup>.</p>
    <p>Portanto, a esquistossomose em nosso meio ainda &#233; uma doen&#231;a a ser pensada entre os diagn&#243;sticos diferenciais na rotina com os pacientes, devendo ocorrer a notifica&#231;&#227;o compuls&#243;ria dos casos nas &#225;reas n&#227;o-end&#234;micas, conforme a Portaria MS/GM n&#186; 2.325, de 8/12/03, assim como a de todas as formas graves na &#225;rea end&#234;mica e de todos os casos na &#225;rea end&#234;mica com focos isolados (Par&#225;, Piau&#237;, Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo, Paran&#225;, Santa Catarina, Goi&#225;s, Distrito Federal e Rio Grande do Sul)<sup>6</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Dra. Jussara Bianchi Castelli</bold>
    </p>
    <p>
      <fn id="add1" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Vera D. Aiello </p>
        <p> InCor - Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44 </p>
        <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="anpvera@incor.usp.br">anpvera@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p><bold>Editor da Se&#231;&#227;o:</bold> Alfredo Jos&#233; Mansur (<email xlink:href="ajmansur@incor.usp.br">ajmansur@incor.usp.br</email>) </p>
    <p><bold>Editores Associados:</bold> Desid&#233;rio Favarato (<email xlink:href="dclfavarato@incor.usp.br">dclfavarato@incor.usp.br</email>) Vera Demarchi Aiello (<email xlink:href="anpvera@incor.usp.b">anpvera@incor.usp.b</email>r)</p>
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        <article-title xml:lang="es">Caso 1/2009 - var&#243;n de 33 a&#241;os con disnea y s&#237;ncopes de esfuerzos que present&#243; empeoramiento s&#250;bito de la disnea</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>CORRELACI&#211;N ANATOMOCL&#205;NICA</bold>
      </p>
      <p><undefined id="add1-body2"/>Caso 1/2009 - var&#243;n de 33 a&#241;os con disnea y s&#237;ncopes de esfuerzos que present&#243; empeoramiento s&#250;bito de la disnea</p>
      <p>
        <bold>Jo&#227;o Paulo Cheroto de Rezende; Fabiana Rached;, Jussara Bianchi Castelli</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (Incor) HC-FMUSP, S&#227;o Paulo - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Hipertensi&#243;n pulmonar, insuficiencia cardiaca, embolia pulmonar, shock cardiog&#233;nico.</p>
      <p>Var&#243;n de 33 a&#241;os de edad, busc&#243; atenci&#243;n m&#233;dica en raz&#243;n de empeoramiento de la falta de aire tras 2 d&#237;as. </p>
      <p>Luego de casi un a&#241;o el paciente pas&#243; a presentar falta de aire, inicialmente desencadenada por grandes esfuerzos, que se desarroll&#243; hasta desencadenarse a los esfuerzos m&#237;nimos. A ese cuadro han sido asociados cansancio y astenia. Tras cuatro meses, present&#243; diversos episodios de s&#237;ncope desencadenados por esfuerzos f&#237;sicos.</p>
      <p>El paciente busc&#243; atenci&#243;n m&#233;dica en otros servicios. La evaluaci&#243;n m&#233;dica incluy&#243; una evaluaci&#243;n laboratorial. La ecocardiograf&#237;a doppler realizada en la ocasi&#243;n revel&#243; dilataci&#243;n de c&#225;maras card&#237;acas derechas y de la arteria pulmonar, adem&#225;s de insuficiencia tric&#250;spide acentuada e hipertensi&#243;n pulmonar. La presi&#243;n sist&#243;lica de arteria pulmonar fue estimada en 57 mmHg.</p>
      <p>Al paciente tambi&#233;n se le someti&#243; a una cineangiocoronariograf&#237;a, la que no evidenci&#243; obstrucciones luminales en arterias coronarias.</p>
      <p>Se prescribi&#243; tratamiento medicamentoso con digoxina 0,25mg diarios y furosemida 40mg a cada 3 d&#237;as.</p>
      <p>Pocos d&#237;as antes de la internaci&#243;n en este hospital, hubo acentuaci&#243;n de la disnea, que pas&#243; a ocurrir aun en reposo, y el paciente busc&#243; atenci&#243;n m&#233;dica ( el 26 de noviembre de 2006).</p>
      <p>El examen f&#237;sico (el 26 de noviembre de 2006) revel&#243; paciente taquipneico, con extremidades fr&#237;as y con se&#241;ales de mala perfusi&#243;n tisular perif&#233;rica. La frecuencia cardiaca fue de 95 lpm, la presi&#243;n arterial de 100/60 mmHg, y la presi&#243;n venosa yugular estaba elevada. La auscultaci&#243;n pulmonar fue normal; la segundo sonido cardiaco era hiperfon&#233;tico en &#225;rea pulmonar y hab&#237;a soplo sist&#243;lico en &#225;rea tric&#250;spide de intensidad 4/6+. El abdomen estaba poco distendido y hab&#237;a hepatomegalia dolorosa. Presentaba edema discreto de miembros inferiores.</p>
      <p>El electrocardiograma (el 26 noviembre de 2006) revel&#243; ritmo sinusal, frecuencia cardiaca 75 latidos por minuto, S&#194;QRS +120&#186; hacia delante, falsa sobrecarga de atrio izquierdo (inscripci&#243;n negativa lenta final de onda P en V<sub>1</sub>), sobrecarga de ventr&#237;culo derecho, compatible con presiones sist&#233;micas en esa c&#225;mara (<xref ref-type="fig" rid="es_a14fig01-body2">fig 1</xref>). La radiograf&#237;a de t&#243;rax (el 26 de noviembre de 2206) revel&#243; se&#241;ales de dilataci&#243;n de tronco pulmonar.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a14fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La ecocardiograf&#237;a (el 27 de noviembre de 2006) revel&#243; di&#225;metros de atrio izquierdo de 37 mm, aorta 30 mm, espesor septal 8 mm, de la pared posterior 8 mm; di&#225;metros de ventr&#237;culo izquierdo 32mm/20mm (diast&#243;lico/sist&#243;lico), fracci&#243;n eyecci&#243;n de ventr&#237;culo izquierdo 69%. El ventr&#237;culo derecho se presentaba dilatado y con acentuada hipocinesia. Presentaba tambi&#233;n insuficiencia tric&#250;spide acentuada. Se estim&#243; la presi&#243;n sist&#243;lica de arteria pulmonar en 90 mmHg.</p>
      <p>Los ex&#225;menes laboratoriales ( el 26 de noviembre de 2006) revelaron hemoglobina 8,9g/dl, hematocrito 31%, volumen corpuslcular medio (VCM) 65 fl; leucocitos 10500/mm<sup>3</sup> (neutr&#243;filos 66%, eosin&#243;filos 1%, linfocitos 17% y monocitos 16%), plaquetas 208000/mm<sup>3</sup>; creatinina 1,63 mg/dl, urea 53mg/dl, glucemia 97 mg/dl, bilirrubinas: totales 2,8 mg/dl, directa 1,79 mg/dl, fosfatase alcalina 195 UI/l, gama GT 217 UI/l, aspartato aminotransferasa (AST) 60 UI/l, alanina aminotransferasa (ALT) 100 UI/l, deshidrogenasa l&#225;ctica 376 UI/l, d&#237;mero D 2704 ng/ml, p&#233;ptido natriur&#233;tico cerebral 986 pg/ml, calcio ionizado 1,08 mEq/l, cloruros 104 mEq/l, magnesio 1,9 mEq/l, lactato 151 mg/dl &#243; 17 mmol/l (normal &lt;20 mg/dl) &#243; &lt; 5 mmol/l), potasio 4,9 mEq/l, sodio 140 mEq/l, bicarbonato 6,3 mEq/l, ani&#243;n gap 38,6 mEq/l.</p>
      <p>La gasimetr&#237;a, con el paciente en uso de cat&#233;ter de O<sub>2 </sub>(27 Nov 2006; 3h:34 min) revel&#243; pH 7,27, pCO<sub>2</sub> 14,3 mm Hg, Sat O<sub>2</sub> 96,8, bicarbonato 6,3 mEq/l, exceso de base (-) 19,4 mEq/l.</p>
      <p>Se realizaron los diagn&#243;sticos de hipertensi&#243;n pulmonar para aclarar una posible etiolog&#237;a y episodio tromboemb&#243;lico pulmonar reciente. Se administraron soluci&#243;n de cloruro de sodio 0,9%, 40ml de soluci&#243;n de glucosa 25% (en raz&#243;n glucemia capilar inicial de 40mg/dl, la que persisti&#243; en esos niveles, y se administraron m&#225;s 40ml da soluci&#243;n de glucosa al 25%) y bicarbonato de sodio 8,4%. Se efectu&#243; una nueva gasimetr&#237;a, con paciente con m&#225;scara de O<sub>2</sub> (11h: 55 min; 27 nov) revel&#243; pH de 7,11, pCO<sub>2</sub> 12,3 mmHg, pO<sub>2</sub> 123 mmHg, Sat O<sub>2 </sub>96,1%; bicarbonato 3,7 mEq/l; exceso de base -24,7 mEq/l. Se inici&#243; la administraci&#243;n endovenosa de estreptocinasa. El paciente present&#243; parada cardiorrespiratoria en actividad el&#233;ctrica sin pulso. Sin respuesta a las maniobras de resucitaci&#243;n, falleci&#243; (el 27 de noviembre de 2006).</p>
      <p>
        <bold>Aspectos cl&#237;nicos</bold>
      </p>
      <p>Paciente joven, del sexo masculino, con cuadro de empeoramiento de la disnea tras dos d&#237;as de la internaci&#243;n. Se quejaba ya hac&#237;a un a&#241;o de disnea progresiva a los esfuerzos, asociada a cansancio y astenia, y hac&#237;a cuatro meses que presentaba s&#237;ncopes de esfuerzos. Tras ello, se introdujeron digoxina y furosemida por la evidencia de hipertensi&#243;n pulmonar, pero sin investigaci&#243;n de la etiolog&#237;a. Evolucion&#243; con progresi&#243;n del cuadro de hipertensi&#243;n pulmonar, disnea progresiva, edema de miembros inferiores y congesti&#243;n hep&#225;tica. El paciente lleg&#243; al hospital con cuadro de bajo gasto y se&#241;ales de insuficiencia cardiaca derecha, evolucionando con parada cardiorrespiratoria en actividad el&#233;ctrica sin pulso, refractaria a las medidas de resucitaci&#243;n, falleciendo un d&#237;a luego de su ingreso hospitalario.</p>
      <p>Al menos dos factores se deben destacar en este caso cl&#237;nico. El primero es respecto a la evaluaci&#243;n del cuadro cl&#237;nico de base, enfatizando el diagn&#243;stico y las investigaciones iniciales. El segundo factor es acerca de la evaluaci&#243;n y del tratamiento de las posibles causas de descompensaci&#243;n de este caso cl&#237;nico.</p>
      <p>Pacientes con sospecha de hipertensi&#243;n pulmonar, como en el presente caso, con cuadro cl&#237;nico y ecocardiogr&#225;fico sugestivos, deben ser sometidos a una evaluaci&#243;n diagn&#243;stica extensiva a fin de confirmarse la sospecha de hipertensi&#243;n pulmonar, adem&#225;s de identificarse su causa subyacente. El diagn&#243;stico mediante un &#250;nico examen seguido de prescripci&#243;n del tratamiento es una actitud que hoy d&#237;a no se justifica m&#225;s en ninguna circunstancia. Ha de haber un seguimiento de los pacientes o al menos ellos deben ser orientados por profesionales con experiencia en el manejo de la enfermedad.</p>
      <p>La hipertensi&#243;n pulmonar est&#225; definida como la consecuencia hemodin&#225;mica de progresivas alteraciones vasculares, de etiolog&#237;a variada, que ocurren en la regi&#243;n pulmonar. Cuantitativamente, est&#225; caracterizada por una presi&#243;n de la arteria pulmonar media que queda arriba de 25 mmHg en el reposo, o mayor que 30 mmHg en el ejercicio, medida por cateterismo cardiaco derecho<sup>1</sup>.</p>
      <p>La Organizaci&#243;n Mundial de Salud define que se debe dividir la hipertensi&#243;n pulmonar en cinco grupos con base en su etiolog&#237;a<sup>2</sup>. En el primer grupo, est&#225;n los pacientes que presentan hipertensi&#243;n arterial pulmonar. En el est&#225;n inclusos los individuos con hipertensi&#243;n pulmonar idiop&#225;tica espor&#225;dica, idiop&#225;tica familiar y aquellos que presentan enfermedades que est&#225;n localizadas en el territorio arteriolar -como las enfermedades del col&#225;geno, enfermedad cardiaca cong&#233;nita, la hipertensi&#243;n portal-, asociadas al VIH y al uso de anorex&#237;genos.</p>
      <p>Los otros grupos est&#225;n clasificados en hipertensi&#243;n pulmonar venosa resultante de enfermedades que atacan el atrio y/o ventr&#237;culo izquierdo o valvulopat&#237;a izquierda; hipertensi&#243;n pulmonar asociada a la hipoxemia y la enfermedad del sistema respiratorio como enfermedad intersticial, enfermedad obstructiva cr&#243;nica y apnea del sue&#241;o; hipertensi&#243;n pulmonar causada por trombosis cr&#243;nica o enfermedad embolica acometiendo tanto vasculatura proximal como distal; hipertensi&#243;n pulmonar causada por inflamaci&#243;n, obstrucci&#243;n mec&#225;nica o extr&#237;nseca de la vasculatura pulmonar como sarcoidosis e histiocitosis.</p>
      <p>Anamnesis detallada, examen f&#237;sico minucioso e interpretaci&#243;n con atenci&#243;n del electrocardiograma y de la radiograf&#237;a de t&#243;rax son los pasos iniciales para el diagn&#243;stico cl&#237;nico de la hipertensi&#243;n pulmonar, adem&#225;s de orientar la secuencia de ex&#225;menes a tomarse en consideraci&#243;n. En dicha evaluaci&#243;n, es fundamental eliminarse cualquier enfermedad que se pueda tratar con cirug&#237;a, como defectos card&#237;acos (<italic>shunts</italic>, obstrucciones y drenaje venoso pulmonar an&#243;malo) y tromboembolismo pulmonar cr&#243;nico, adem&#225;s de aquellas que puedan recibir tratamiento espec&#237;fico, a ejemplo de la esquistosomiasis, las colagenosis y las vasculitis pulmonares.</p>
      <p>La confecci&#243;n de una historia cl&#237;nica detallada desde la ni&#241;ez es fundamental, -aunque sea dif&#237;cil hacerla en el ambiente de pronta atenci&#243;n- y debe contemplar todas las posibilidades etiol&#243;gicas. La hipertensi&#243;n pulmonar puede instalarse silenciosamente en consecuencia de enfermedades cardiacas, sist&#233;micas o enfermedades del par&#233;nquima y vasculatura pulmonar. Su diagn&#243;stico ocurre en general en fases avanzadas de las enfermedades asociadas y &#233;stas son responsables de la gran parte de los s&#237;ntomas. As&#237; como muestra el cuadro de nuestro paciente, el s&#237;ntoma m&#225;s com&#250;n es la intolerancia al esfuerzo (disnea de esfuerzo) y la fatiga, por el bajo gasto cardiaco, de car&#225;cter progresivo e indicativo de disfunci&#243;n ventricular derecha secundaria. S&#237;ncope o pres&#237;ncope son s&#237;ntomas preocupantes, ya que presentan bajo gasto cardiaco por disfunci&#243;n ventricular derecha y/o arritmia ventricular. Algunos s&#237;ntomas (que no est&#225;n presentes en este caso cl&#237;nico) pueden orientar respecto a la etiolog&#237;a de la hipertensi&#243;n pulmonar como: ortonpnea est&#225; presente m&#225;s frecuentemente en pacientes con hipertensi&#243;n pulmonar postcapilar o mixta, pero puede ser referida por pacientes con enfermedad pulmonar obstructiva cr&#243;nica; disnea parox&#237;stica nocturna es altamente sugestiva de hipertensi&#243;n venocapilar pulmonar; dolor precordial tipo anginoso a los esfuerzos puede indicar una cardiopat&#237;a isqu&#233;mica o una isquemia subendoc&#225;rdica del ventr&#237;culo derecho por reducci&#243;n del flujo y de la presi&#243;n de perfusi&#243;n coronaria; hemoptisis es un s&#237;ntoma raro y puede alertar para la posibilidad de tromboembolismo pulmonar e infarto pulmonar o de estenosis mitral avanzada.</p>
      <p>El examen f&#237;sico es extremamente &#250;til para el diagn&#243;stico de hipertensi&#243;n pulmonar y su posible causa. Como ocurri&#243; en el cuadro de nuestro paciente, el aumento en la intensidad del componente pulmonar del segundo sonido card&#237;aco es la se&#241;al m&#225;s consistente, independientemente de la etiolog&#237;a, y su transmisi&#243;n para el &#225;pice card&#237;aco indica tambi&#233;n hipertensi&#243;n pulmonar. La presencia de estasis yugular, soplo de insuficiencia tric&#250;spide y de insuficiencia pulmonar son hallazgos secundarios a la hipertensi&#243;n pulmonar. Algunas se&#241;ales pueden llamar la atenci&#243;n o conducir hacia un diagn&#243;stico etiol&#243;gico (aunque no sea el caso de nuestro paciente): soplos pueden a&#250;n indicar estenosis mitral, insuficiencia mitral, obstrucci&#243;n de la v&#237;a de salida al ventr&#237;culo izquierdo (estenosis a&#243;rtica, suba&#243;rtica o supra-a&#243;rtica), causando hipertensi&#243;n pulmonar postcapilar; auscultaci&#243;n de sibilancias, roncus y estertores secos puede sugerir enfermedades pulmonares (bronquitis, enfisema, asma, fibrosis pulmonar); fen&#243;meno de Raynaud, lesiones cut&#225;neas y artritis pueden sugerir colagenosis; se&#241;ales de hepatopat&#237;a cr&#243;nica pueden sugerir s&#237;ndrome hepatopulmonar o etiolog&#237;a de esquistosomiasis.</p>
      <p>Todos los pacientes con sospecha de hipertensi&#243;n pulmonar, tras minuciosa anamnesis y examen cl&#237;nico, deber&#225;n ser sometidos a una serie de ex&#225;menes complementarios con el objetivo de confirmar la hipertensi&#243;n pulmonar, evaluar su severidad, repercusiones cl&#237;nicas, caracterizaci&#243;n hemodin&#225;mica y principalmente establecer la etiolog&#237;a y permitir la planificaci&#243;n terap&#233;utica.</p>
      <p>Ex&#225;menes adicionales son necesarios para la elucidaci&#243;n de la etiolog&#237;a o enfermedades coexistentes en pacientes seleccionados, as&#237; como tambi&#233;n en el paciente del presente caso cl&#237;nico. Electroforesis de hemoglobina para excluirse la posibilidad de anemia falciforme, anticuerpos antinucleares y factor reumatoide para descartar colagenosis, pruebas de coagulaci&#243;n como factor anticoagulante l&#250;pico, antitrombina III, prote&#237;nas C y S para evaluar estado de hipercoagulabilidad, serolog&#237;as para VIH, virus de la hepatitis B y C. Si se conociera la procedencia del paciente, si hubiera sospecha de esquistosomiasis, ser&#237;a de suma importancia la realizaci&#243;n de los ex&#225;menes parasitol&#243;gicos, serolog&#237;a, biopsia de v&#225;lvula rectal y presencia de hipertensi&#243;n portal.</p>
      <p>La electrocardiograf&#237;a present&#243; est&#225;ndar caracter&#237;stico con se&#241;ales de sobrecarga de c&#225;maras derechas, desviaci&#243;n del eje QRS a la derecha (&gt;90&#186;), bloqueo de rama derecha, ondas R amplias en V1, V2 y profundas en V5, V6 con alteraciones de la onda T y segmento ST. Aunque no se aplica a este caso cl&#237;nico, el an&#225;lisis minucioso de la ECG puede sugerir algunas etiolog&#237;as para hipertensi&#243;n pulmonar como estenosis mitral, cardiopat&#237;as cong&#233;nitas y miocardiopat&#237;as.</p>
      <p>La radiograf&#237;a de t&#243;rax reforz&#243; el diagn&#243;stico de hipertensi&#243;n pulmonar al evidenciar aumento de la arteria pulmonar y de las cavidades derechas. Todav&#237;a puede haber atenuaci&#243;n o desaparecimiento de los vasos pulmonares en la periferia. La radiograf&#237;a habitualmente es de gran val&#237;a para excluirse o sugerir la posibilidad de causas pulmonares como la enfermedad pulmonar obstructiva cr&#243;nica, fibrosis pulmonar, enfermedad intersticial y enfermedades granulomatosas.</p>
      <p>En ese caso, la ecocardiograf&#237;a fue muy &#250;til para el diagn&#243;stico de la hipertensi&#243;n pulmonar, ya que con su empleo se pudo evaluar la estructura y la funci&#243;n cardiaca, cuantificando el reflujo tric&#250;spide como acentuado. Se pudo excluir asimismo la presencia de comunicaciones intracardiacas o en los vasos de la base y de causas postcapilares de hipertensi&#243;n pulmonar como mixoma del atrio izquierdo, estenosis mitral y otras enfermedades cardiacas.</p>
      <p>Pese a las limitaciones diagn&#243;sticas que encontramos en este caso cl&#237;nico, estamos ante un paciente con cuadro de hipertensi&#243;n pulmonar sin etiolog&#237;a definida, cuya evoluci&#243;n r&#225;pida y dram&#225;tica fue compatible con un cuadro de hipertensi&#243;n pulmonar arterial idiop&#225;tica. Dicho cuadro se trata de una entidad rara, cuya prevalencia se estima en 1 a 2 casos por cada mill&#243;n de personas en la poblaci&#243;n general. Habitualmente, alcanza a individuos j&#243;venes entre la tercera y la cuarta d&#233;cadas de vida, como en el presente caso, con predominancia por el sexo femenino. A pesar del diagn&#243;stico de hipertensi&#243;n arterial pulmonar idiop&#225;tica ser de exclusi&#243;n, se lo puede realizar con alta probabilidad. Gracias a los m&#233;todos de imagen, como ecocardiograf&#237;a transesof&#225;gica, centellograf&#237;a de ventilaci&#243;n-perfusi&#243;n, tomograf&#237;a helicoidal de alta resoluci&#243;n, angiograf&#237;a por resonancia nuclear magn&#233;tica y pruebas funcionales, somos capaces de excluir pr&#225;cticamente todas las enfermedades que causan hipertensi&#243;n pulmonar.</p>
      <p>El segundo punto a destacarse es la descompensaci&#243;n de la enfermedad de base. El cuadro de entrada a la emergencia m&#233;dica es conformado por s&#237;ndrome de bajo gasto sin disfunci&#243;n de ventr&#237;culo izquierdo, caracterizado por: se&#241;ales de mala perfusi&#243;n perif&#233;rica; ausculta pulmonar limpia y ausencia de B3 al examen f&#237;sico; ex&#225;menes de laboratorio que presentan lactato de 151 con acidosis metab&#243;lica severa y ani&#243;n gap aumentado; s&#237;ndrome de hipertensi&#243;n pulmonar con falla ventricular derecha; BNP aumentado; ex&#225;menes laboratoriales con se&#241;ales indirectas de congesti&#243;n hep&#225;tica y ecocardiograf&#237;a revelando insuficiencia de ventr&#237;culo derecho sin anormalidades de ventr&#237;culo izquierdo.</p>
      <p>Ante este cuadro dram&#225;tico, el diagn&#243;stico diferencial de causas de shock obstructivo se impone, y las causas m&#225;s comunes son el neumot&#243;rax hipertensivo, el taponamiento cardiaco y enfermedades que aumentan la presi&#243;n en el lecho arterial pulmonar. Para este paciente, las enfermedades que elevan la presi&#243;n arterial pulmonar son los diagn&#243;sticos m&#225;s probables ya que el examen f&#237;sico con auscultaci&#243;n pulmonar y radiograf&#237;a de t&#243;rax sin alteraciones sugestivas de neumot&#243;rax -y ecocardiograf&#237;a con ausencia de derrame peric&#225;rdico-, pr&#225;cticamente excluyen las otras dos posibilidades diagn&#243;sticas.</p>
      <p>De todas las causas de hipertensi&#243;n pulmonar cr&#243;nica aguda, el tromboembolismo pulmonar agudo masivo, trombosis arterial pulmonar aguda y evoluci&#243;n natural de la enfermedad de base son las principales hip&#243;tesis para paciente sin otros hallazgos al examen cl&#237;nico y complementario que pudieran conducirnos hacia una condici&#243;n espec&#237;fica de enfermedad sist&#233;mica y acometimiento pulmonar secundario (como enfermedades cong&#233;nitas, reum&#225;ticas, infecciosas, y otras causas de hipertensi&#243;n pulmonar relatadas anteriormente).</p>
      <p>El tromboembolismo pulmonar masivo -caracterizado por disfunci&#243;n de ventr&#237;culo derecho y shock y/o hipotensi&#243;n- as&#237; como tambi&#233;n la trombosis pulmonar aguda, tienen alta mortalidad y su nivel de sospecha tambi&#233;n debe ser alto para que se instituya el tratamiento lo m&#225;s precozmente. La historia cl&#237;nica de disnea cr&#243;nica como consecuencia de un cuadro de hipertensi&#243;n pulmonar de etiolog&#237;a no definida, con empeoramiento agudo en los &#250;ltimos dos d&#237;as, como en el presente caso, sugiere fuertemente un tromboembolismo pulmonar agudo. Las directrices recientes recomiendan conductas distintas para su diagn&#243;stico y estas var&#237;an conforme la disponibilidad de los m&#233;todos diagn&#243;sticos en cada servicio y la condici&#243;n cl&#237;nica del paciente<sup>3</sup>. Ex&#225;menes de realizaci&#243;n a la cabecera del paciente -como bioqu&#237;mica completa, hemograma, marcadores de necrosis mioc&#225;rdica, BNP, d&#237;mero D por el m&#233;todo ELISA, gasometr&#237;a arterial, ECG, radiograf&#237;a de t&#243;rax, ecocardiograma y ultrasonido Doppler de miembros inferiores- son de gran val&#237;a, a pesar de poco espec&#237;ficos, para el raciocinio diagn&#243;stico y la toma de conducta. Eso porque revelan importantes hallazgos en pacientes hemodin&#225;micamente inestables incapaces de realizar ex&#225;menes para diagn&#243;stico definitivo. Ex&#225;menes que buscan el diagn&#243;stico definitivo de tromboembolismo pulmonar masivo como centellograf&#237;a pulmonar de V/Q, tomograf&#237;a computarizada helicoidal y arteriograf&#237;a pulmonar son ex&#225;menes de dif&#237;cil realizaci&#243;n en paciente inestable. De todos estos, cuando posible, la tomograf&#237;a helicoidal es la m&#225;s indicada por la facilidad de realizaci&#243;n cuando comparada a los otros medios, adem&#225;s de la sensibilidad y especificidad superior al 95%.</p>
      <p>Como sabemos, la mortalidad relacionada al tromboembolismo pulmonar masivo ocurre generalmente en las primeras horas de evoluci&#243;n del cuadro. Por lo tanto, de sospecharse el diagn&#243;stico correcto o de su confirmaci&#243;n de acuerdo con lo mencionado anteriormente, se debe iniciar la terap&#233;utica con medidas de soporte general, expansi&#243;n vol&#233;mica y f&#225;rmacos inotr&#243;picos juntamente con medidas que promuevan la lisis del trombo. La terap&#233;utica est&#225;ndar se hace con agentes trombol&#237;ticos. Los m&#225;s usados en nuestro medio son la estreptocinasa y el factor activador del plasmin&#243;geno tisular recombinante (RTPA). Se indica la embolectom&#237;a quir&#250;rgica en casos de shock refractario a la terap&#233;utica cl&#237;nica, y su &#237;ndice de mortalidad es alt&#237;simo.</p>
      <p>La evoluci&#243;n natural de la enfermedad tambi&#233;n es una causa probable, visto que el paciente ya presentaba en la ocasi&#243;n del diagn&#243;stico un cuadro de enfermedad avanzada. Tambi&#233;n presentaba criterios de mal pron&#243;stico, como clase funcional IV, de la NYHA, caracterizada por disnea a los m&#237;nimos esfuerzos, s&#237;ncopes a los esfuerzos; criterios ecocardiogr&#225;ficos, con dilataci&#243;n de ventr&#237;culo derecho, arteria pulmonar e insuficiencia tric&#250;spide acentuada. Todo eso otorg&#243; a ese paciente una sobrevida promedio de 6 meses, lo que es compatible con la evoluci&#243;n de la enfermedad del caso relatado. Otros criterios de mal pron&#243;stico presentes tanto en la fase aguda como en la fase cr&#243;nica de la enfermedad son BNP y d&#237;mero D aumentados, como tambi&#233;n visto en este caso cl&#237;nico.</p>
      <p>Sabemos que la hipertensi&#243;n pulmonar arterial idiop&#225;tica es una enfermedad incurable, cuyo tiempo promedio de sobrevida tras el diagn&#243;stico es de aproximadamente 2,5 a&#241;os (NIH). El uso de anticoagulante oral duplica la sobrevida en tres a&#241;os y los pacientes que responden a los bloqueantes de los canales de calcio tienen sobrevida significantemente superior, cuando comparados a los no-responsivos. El uso cr&#243;nico del epoprostenol en pacientes en clase funcional III &#243; IV est&#225; asociado a la reducci&#243;n significativa de la mortalidad, de la necesidad de transplante y con sobrevida en cinco a&#241;os de un 54%, dos veces superior a la de los pacientes del grupo control (27%). Los predictores de empeoramiento pron&#243;stico son la intensidad de la hipertensi&#243;n pulmonar, el grado de disfunci&#243;n ventricular derecha, el bajo gasto cardiaco, el grado de insaturaci&#243;n perif&#233;rica y la baja tolerancia al esfuerzo. La mayor&#237;a de los pacientes muere en consecuencia de la falla ventricular derecha (shock cardiog&#233;nico) y aproximadamente otros 10% mueren s&#250;bitamente<sup>3</sup>.</p>
      <p>Dr. Jo&#227;o Paulo Cheroto de Rezende </p>
      <p> y Dra. Fabiana Rached</p>
      <p>
        <bold>Hip&#243;tesis diagn&#243;stica</bold>
      </p>
      <p><italic>Cor pulmonale </italic>por hipertensi&#243;n pulmonar por tromboembolismo cr&#243;nico; evento final: episodio de tromboembolismo pulmonar masivo.</p>
      <p>
        <bold>Necropsia</bold>
      </p>
      <p>En la necropsia, el coraz&#243;n presentaba hipertrofia y dilataci&#243;n acentuadas en c&#225;maras derechas -principalmente en el ventr&#237;culo derecho-, y trombosis en la aur&#237;cula derecha (<xref ref-type="fig" rid="es_a14fig02-body2">fig. 2</xref>). No hab&#237;a lesiones sugestivas de endomiocardiofibrosis en ambos los ventr&#237;culos. El tronco pulmonar y las arterias pulmonares centrales presentaban dilataci&#243;n e irregularidades en la superficie intimal, consistentes con aterosclerosis, lo que sugiere hipertensi&#243;n acentuada en la circulaci&#243;n pulmonar (<xref ref-type="fig" rid="es_a14fig03-body2">fig.3</xref>). Hab&#237;a a&#250;n en la microscopia indicios de insuficiencia cardiaca congestiva predominantemente derecha, representada por congesti&#243;n pasiva cr&#243;nica con h&#237;gado en "nuez moscada", adem&#225;s de &#225;reas sugestivas de proceso de cirrosis hep&#225;tica y esplenomegalia leve.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a14fig02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a14fig03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La histolog&#237;a evidenci&#243; granulomas alrededor de huevos de par&#225;sito con caracteres de <italic>Schistosoma mansoni </italic>presentes en los pulmones e h&#237;gado. En este &#250;ltimo, adem&#225;s de ectasia sinusoidal centrolobulillar por la congesti&#243;n pasiva cr&#243;nica, hab&#237;a tambi&#233;n fibrosis portal de est&#225;ndar estrellado, por veces, formando puentes porto-portales y porto-centrales, consistentes con secuela de esquistosomiasis hep&#225;tica (<xref ref-type="fig" rid="fig04-body2">fig. 4</xref>). En los pulmones, los granulomas eran escasos y estaban asociados a frecuentes lesiones arteriales obstructivas consistentes con hipertensi&#243;n pulmonar severa, con lesiones grado III (oclusi&#243;n total de la luz de arteriolas) y IV (lesiones del tipo plexiforme) de Heath-Edwards. Se constat&#243; a&#250;n tromboembolismo pulmonar agudo (<xref ref-type="fig" rid="fig05-body2">fig. 5</xref>), detectado en los lobos superior e inferior del pulm&#243;n izquierdo, con probable fuente en la aur&#237;cula derecha anteriormente mencionada, y se lo consider&#243; como la causa de la descompensaci&#243;n del <italic>cor pulmonale </italic>cr&#243;nico, es decir, de la dilataci&#243;n del ventr&#237;culo derecho.</p>
      <fig id="fig04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf04-es.jpg"/></fig>
      <fig id="fig05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf05-es.jpg"/></fig>
      <p>La causa del &#243;bito fue shock cardiog&#233;nico, con consecuentes pulmones de shock y edema cerebral, con enclavamiento de am&#237;gdalas cerebelosas.</p>
      <p>
        <bold>Dra. Jussara Bianchi Castelli</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Diagn&#243;sticos anatomopatol&#243;gicos</bold>
      </p>
      <p>Esquistosomiasis hepatoespl&#233;nica compensada vascular pulmonar hipertensiva, con exuberantes alteraciones vasculares pulmonares indicando hipertensi&#243;n pulmonar severa; <italic>cor pulmonale </italic>cr&#243;nico, descompensado por tromboembolismo pulmonar reciente; insuficiencia cardiaca congestiva, predominantemente derecha; shock cardiog&#233;nico.</p>
      <p>
        <bold>Dra. Jussara Bianchi Castelli</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Comentarios</bold>
      </p>
      <p>La Organizaci&#243;n Mundial de la Salud (OMS) estima que la esquistosomiasis acometa a alrededor de 200 millones de personas en 76 pa&#237;ses<sup>4</sup>. La esquistosomiasis en el Brasil, donde se la conoce tambi&#233;n como "Barriga d'&#225;gua" [Barriga de agua], "Xistose" o "Bilharziose" [Bilharziosis], parece infectar a aproximadamente 6 millones de personas que habitan principalmente la regi&#243;n Nordeste y el Estado de Minas Gerais<sup>5</sup>, y se constituye como un indicativo socioecon&#243;mico importante, ya que est&#225; relacionada con la pobreza. Datos de 2005 del Ministerio de la Salud se&#241;alan todav&#237;a diversas &#225;reas de alta, media y baja endemicidad de la esquistosomiasis en el Brasil, as&#237; como tambi&#233;n m&#250;ltiples focos de la enfermedad presentes en diversos otros Estados de la regi&#243;n atl&#225;ntica brasile&#241;a, incluso el Estado de S&#227;o Paulo<sup>6</sup>.</p>
      <p>Es importante acordar que el ciclo de vida del <italic>S. mansoni </italic>implica a dos hospederos. Los huevos del <italic>S. mansoni </italic>se eliminan en las heces del individuo. Al alcanzar el agua, los huevos eclosionan y originan miracidios, que parasitar&#225;n el hospedero intermediario: un caracol del g&#233;nero<italic> Biomphalaria</italic>. En el caracol, el miracidio se desarrolla y da origen a cercarias. En el agua, las cercarias parasitan al ser humano, penetr&#225;ndole la piel. Tras la penetraci&#243;n, las cercarias pasan a nombrarse esquistosomos. &#201;stos ganan la circulaci&#243;n venosa, llegan al pulm&#243;n, coraz&#243;n, arterias mesent&#233;ricas y sistema porta, donde tiene lugar la maturaci&#243;n sexual que origina machos y hembras. As&#237; que ellos bajan a las venas mesent&#233;ricas, en sus ramas m&#225;s finas se reproducen, y los huevos, tras pasar de la submucosa para la luz intestinal, se eliminan en las heces, cerrando as&#237; el ciclo<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>La patogenia de la enfermedad es compleja y involucra: los par&#225;sitas y sus huevos, los fen&#243;menos inmunol&#243;gicos dependientes del hospedero y las alteraciones de los vasos<sup>7</sup>,<sup>8</sup> que representan el <italic>habitat </italic>del par&#225;sita. Las formas anatomocl&#237;nicas de la enfermedad est&#225;n divididas en fase aguda y cr&#243;nica. En la fase aguda, la penetraci&#243;n de la cercaria en la piel puede ser asintom&#225;tica o resultar en dermatitis cercaria, reacci&#243;n de sensibilidad en individuos ya antes infectados, con manifestaci&#243;n urticariforme, erupci&#243;n papular, eritema, edema y prurito. La diseminaci&#243;n de las larvas por la sangre y la divisi&#243;n en los pulmones y despu&#233;s en el h&#237;gado activa el sistema inmunitario resultando en fiebre, malestar, cefaleas, astenia, dolor abdominal, diarrea sanguinolenta, disnea, hemoptisis, artralgias, n&#243;dulos linf&#225;ticos aumentados y esplenomegalia, un conjunto de s&#237;ntomas conocido por s&#237;ndrome de Katayama (esquistosomiasis aguda o fiebre de Katayama)<sup>6</sup>,<sup>7</sup>.</p>
      <p>La fase cr&#243;nica, o esquistosomiasis cr&#243;nica, se inicia a partir de los seis meses subsiguientes a la infecci&#243;n, y puede llevar varios a&#241;os. El par&#225;sita tiene sobrevida larga que var&#237;a habitualmente de 5 a 15 a&#241;os -a excepci&#243;n de un caso de 25 a&#241;os en paciente que hab&#237;a salido del foco de infecci&#243;n<sup>7</sup>. En esa fase pueden aparecer las se&#241;ales de progresi&#243;n de la enfermedad para diversos &#243;rganos, pudiendo alcanzar grados extremos de gravedad, como hipertensi&#243;n pulmonar y portal, ascitis, ruptura de varices del es&#243;fago. Las manifestaciones cl&#237;nicas var&#237;an, dependiendo de la localizaci&#243;n y de la intensidad del parasitismo, de la capacidad de respuesta del individuo o del tratamiento instituido. Las formas anatomocl&#237;nicas de la fase cr&#243;nica son: asintom&#225;tica, intestinal (Tipo I), hepatointestinal (Tipo II), hepatoespl&#233;nica compensada (Tipo III) y descompensada o complicada (Tipo IV) (incluye las formas m&#225;s severas), vascular pulmonar (hipertensiva, cian&#243;tica), tumoral (o pseudoneopl&#225;sica) y formas ect&#243;picas. Sin embargo, se pueden encontrar huevos y gusanos adultos del par&#225;sita en cualquier &#243;rgano o tejido del cuerpo humano como cerebro, test&#237;culos, ovarios, entre otros. Entre las formas ect&#243;picas, la m&#225;s severa es la neuroesquistosomiasis (<italic>mielorradiculitis esquistosomiotica</italic>)<sup>5</sup>,<sup>6</sup>.</p>
      <p>En cuanto a las alteraciones anatomopatol&#243;gicas, en la esquistosomiasis aguda hay diseminaci&#243;n miliar de huevos y se observan granulomas necr&#243;tico-exudativos, principalmente en h&#237;gado e intestinos (enterocolitis catarral difusa aguda) e hiperplasia linfoide espl&#233;nica. En la fase cr&#243;nica, en el intestino hay la enterocolitis catarral cr&#243;nica (edema, granulaci&#243;n, petequias, moco y ulceraciones); la reacci&#243;n es difusa con infiltrado linfocitario y eosinofilia; a veces, promueve una reacci&#243;n hiperpl&#225;sica o pseudotumoral, con formaciones poliposas. En el h&#237;gado, la lesi&#243;n b&#225;sica es vascular: reacci&#243;n inflamatoria y fibr&#243;tica alrededor del &#225;rbol portal. En las formas leves, hay granulomas esparcidos alrededor de los huevos, infiltrado portal linfoplasmocitario variable, fibrosis portal moderada, formaci&#243;n de septos finos y pigmento esquistosomiatico. Formas hep&#225;ticas m&#225;s exuberantes producen la llamada fibrosis de <italic>Symmers </italic>(cirrosis en "boquilla de pipa" en el corte y superficie externa nodular). Son principalmente los huevos que causan las lesiones vasculares, con granulomas intra y extra-arteriais<sup>6,7</sup>. El acometimiento hep&#225;tico y el intestinal son los m&#225;s frecuentes e importantes, y despu&#233;s, el pulmonar, lo cual por la lesi&#243;n vascular y consecuente hipertensi&#243;n pulmonar, conlleva al desarrollo de <italic>cor pulmonale, </italic>como en el caso aqu&#237; mostrado. Los pulmones son acometidos en aproximadamente el 15,5% de los pacientes<sup>7</sup>. La prevalencia de hipertensi&#243;n pulmonar asociada a la esquistosomiasis es variable. No obstante, se estima que &#233;sta puede ocurrir en hasta el 30% de pacientes con la forma hepatoespl&#234;nica<sup>8</sup>. Adem&#225;s, en un estudio de 123 pacientes con diagn&#243;stico de HP en dos centros de referencia en S&#227;o Paulo, el 30% ten&#237;an la enfermedad asociada a la esquistosomiasis<sup>9</sup>.</p>
      <p>Por lo tanto, la esquistosomiasis en nuestro medio es a&#250;n una enfermedad a tomarse en consideraci&#243;n entre los diagn&#243;sticos diferenciales en la rutina con los pacientes. Tras ello, es necesario que ocurra la notificaci&#243;n compulsoria de los casos en las &#225;reas no-end&#233;micas, en conformidad con el Decreto MS/GM n&#186; 2.325, de 8/12/03, as&#237; como tambi&#233;n la notificaci&#243;n de todas las formas severas que ocurran en el &#225;rea end&#233;mica y de todos los casos en el &#225;rea end&#233;mica con focos aislados (Par&#225;, Piau&#237;, Rio de Janeiro, S&#227;o Paulo, Paran&#225;, Santa Catarina, Goi&#225;s, Distrito Federal y Rio Grande do Sul)<sup>6</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Dra. Jussara Bianchi Castelli</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Anatomopathological Session</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Case 1/2009 - a 33-year-old man with effort dyspnea and syncope who presented sudden worsening of the dyspnea</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ANATOMOPATHOLOGICAL SESSION</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body3"/>Case 1 - a 33 year-old man with effort dyspnea and syncope who presented sudden worsening of the dyspnea</p>
      <p>
        <bold>Jo&#227;o Paulo Cheroto de Rezende; Fabiana Rached; Jussara Bianchi Castelli</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (Incor) HC-FMUSP, S&#227;o Paulo - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Pulmonary hypertension; heart failure; pulmonary embolism; cardiogenic shock.</p>
      <p> The patient started to present shortness of breath, which initially appeared at great efforts and progressed until it was also triggered by mild efforts. Fatigue and asthenia were associated to this picture. Four months before, the individual had presented several episodes of syncope triggered by physical exertion. </p>
      <p>The patient sought medical assistance at other services. The medical evaluation included laboratory assessment. The Doppler echocardiogram performed at that time showed dilatation of the right cardiac chambers and the pulmonary artery, marked tricuspid insufficiency and pulmonary hypertension. The systolic pressure of the pulmonary artery was estimated at 57 mmHg. </p>
      <p>The patient was also submitted to a coronary angiography, which did not show luminal obstructions in the coronary arteries. The patient was prescribed 0.25 mg of digoxin and 40 mg of furosemide every three days. </p>
      <p>A few days before the patient was admitted at this hospital, he presented worsening of the dyspnea, which started to occur even at rest and he sought medical assistance (November 26, 2006). At physical examination (November 26, 2006), he presented tachypnea, with cold extremities and signs of poor peripheral tissue perfusion. The heart rate (HR) was 95 bpm, blood pressure (BP) increased to 100/60 mmHg and the jugular venous pressure was increased. The pulmonary auscultation was normal; the second heart sound was accentuated in the pulmonary area and there was a 4/6+ intensity systolic murmur in the tricuspid area. The abdomen was little dilated and there was painful hepatomegaly, as well as mild lower-limb edema.</p>
      <p>The electrocardiogram (ECG) performed on November 26, 2006, showed sinus rhythm, HR of 75 bpm, S&#194;QRS +120&#186; tending forward, false left atrium overload (negative final slow P wave inscription at V1) and right ventricular overload, compatible with systemic pressures in this chamber (<xref ref-type="fig" rid="en_a14fig01-body3">Figure 1</xref>). The chest x-ray (November 26, 2006) disclosed signs of pulmonary trunk dilatation. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a14fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The echocardiogram (November 27, 2006) disclosed a left atrium diameter of 37 mm, aorta diameter of 30 mm, septal thickness of 8 mm and posterior wall thickness of 8 mm; left ventricular diameter of 32 mm/20 mm (diastolic/systolic) and a left ventricular ejection fraction of 69%. The right ventricle was dilated and presented marked hypokinesis. There was marked tricuspid insufficiency and the pulmonary systolic pressure was estimated at 90 mmHg. </p>
      <p>The laboratory assessment (November 26, 2006) showed: hemoglobin 8.9g/dl, hematocrit 31%, MCV 65 fl; leukocytes 10500/mm<sup>3</sup> (neutrophils 66%, eosinophils 1%, lymphocytes 17% and monocytes 16%), platelets 208000/mm<sup>3</sup>, creatinine 1.63 mg/dl, urea 53mg/dl, glycemia 97 mg/dl, total bilirubin 2.8 mg/dl and direct bilirubin 1.79 mg/dl, alkaline phosphatase 195 UI/l, gamma GT 217 UI/l, aspartate aminotransferase (GOT) 60 UI/l, alanine aminotransferase (GPT) 100 UI/l, lactate dehydrogenase 376 UI/l, D-dimer 2704 ng/ml, brain natriuretic peptide 986 pg/ml, ionized calcium 1.08 mEq/l, chlorides 104 mEq/l, magnesium 1,9 mEq/l, lactate 151 mg/dl or 17 mmol/l (normal &lt;20 mg/dl) or &lt; 5 mmol/l), potassium 4.9 mEq/l, sodium 140 mEq/l, bicarbonate 6.3 mEq/l, and anion gap 38.6 mEq/l. Gasometry, with the patient using an O<sub>2 </sub>catheter (November 27, 2006; 3h34) disclosed pH 7.27, pCO<sub>2</sub> 14.3 mmHg, O<sub>2</sub>Sat 96.8, bicarbonate 6.3 mEq/l, excess of base (-) 19.4 mEq/l.</p>
      <p>The diagnoses of pulmonary hypertension of unclarified etiology and recent pulmonary thromboembolic episode were made. The patient received a solution of 0.9% sodium chloride, 40 ml-25% glucose solution (due to an initial capillary glycemia of 40 mg/dl, which persisted at this level and therefore, another 40 ml of the glucose solution at 25% was administered) and 8.4% sodium bicarbonate . A new gasometry, with the patient wearing an O<sub>2</sub> mask (November 27, 2006) showed a pH of 7.11, pCO<sub>2</sub> 12.3 mmHg, pO<sub>2</sub> 123 mmHg, Sat O<sub>2</sub> 96.1%; bicarbonate 3.7 mEq/l and excess of base -24.7 mEq/l. The intravenous administration of streptokinase was initiated. The patient presented cardiorespiratory arrest with pulseless electrical activity, which was unresponsive to resuscitation maneuvers and died (November 27, 2006).</p>
      <p>
        <bold>Clinical aspects </bold>
      </p>
      <p>This was a young male patient, with a picture of worsening of the dyspnea two days before hospital admission. He had been complaining of progressive dyspnea on physical exertion, associated to fatigue and asthenia for a year; four months before, he had presented episodes of syncope on physical exertion. </p>
      <p>At the time, digoxin and furosemide were initiated, due to the evidence of pulmonary hypertension; however, there was no investigation regarding the etiology. The patient developed a picture of pulmonary hypertension, progressive dyspnea, lower-limb edema and liver congestion. </p>
      <p>The patient was admitted at the hospital with a picture of low output and signs of right heart failure and developed cardiorespiratory arrest with pulseless electrical activity, which was unresponsive to resuscitation maneuvers and died one day after hospital admission.</p>
      <p>At least two points must be considered in this clinical case. The first one is about the assessment of the underlying clinical picture, emphasizing the diagnosis and the initial investigations. </p>
      <p>Patients with suspected pulmonary hypertension, as in the present case, with a suggestive clinical and echocardiographic picture, must be submitted to extensive diagnostic assessment, in order to confirm the suspected pulmonary hypertension and identify its underlying cause. The diagnosis attained through a single examination followed by treatment prescription is an attitude that cannot be justified in any circumstance at present. The patients must be followed or at least advised by professionals with experience in the treatment of the disease. </p>
      <p>Pulmonary hypertension is defined as a hemodynamic consequence of progressive vascular alterations of varied etiologies that occur in the pulmonary territory. Quantitatively, it is defined as a pulmonary artery pressure &gt; 25 mmHg at rest or &gt; 30 mmHg on exertion, measured by direct heart catheterization.<sup>1</sup></p>
      <p>According to the World Health Organization, the pulmonary hypertension must be divided in five groups, based on their etiology.<sup>2</sup> Patients from the first group have a tendency to present pulmonary artery hypertension. This group includes patients with sporadic idiopathic pulmonary hypertension, familial idiopathic pulmonary hypertension and those that present diseases located in the arteriolar territory, such as collagen disease, congenital cardiac disease and portal hypertension associated to HIV and anorexigenic drugs. </p>
      <p>The other groups are classified as: pulmonary venous hypertension, caused by diseases that affect the left atrium and/or ventricle or left valvulopathy; pulmonary hypertension associated to hypoxemia and respiratory system disease, such as interstitial disease, chronic obstructive disease and sleep apnea; pulmonary hypertension caused by chronic thrombosis or embolic disease, affecting both the proximal and distal vasculature; and pulmonary hypertension caused by inflammation, mechanical or extrinsic obstruction of the pulmonary vasculature, such as sarcoidosis and histiocytosis. </p>
      <p>A detailed anamnesis, thorough physical examination and careful interpretation of the ECG and chest x-ray are the initial steps for the clinical diagnosis of pulmonary hypertension, in addition to the sequence of examinations to be considered. In this assessment, it is crucial to rule out some disease that can be surgically treated, such as cardiac defects (shunts, obstructions and anomalous pulmonary venous drainage) and chronic pulmonary thromboembolism, or those that can receive specific treatment, such as schistosomiasis, collagenosis and pulmonary vasculitis. </p>
      <p>Although it is difficult at the Emergency Room, to obtain the clinical history of the patient, detailed from childhood, is fundamental and must contemplate all etiological possibilities. The pulmonary hypertension can occur "silently" due to cardiac and systemic diseases or diseases in the lung parenchyma and vasculature. Its diagnosis is usually made at advanced phases of the associated diseases, responsible for most of the symptoms. As with our patient, the most common symptom is intolerance to physical exertion (effort dyspnea) and fatigue due to low cardiac output, with a progressive characteristic and indicating secondary right ventricular dysfunction. Syncope or pre-syncope are worrying symptoms, as they indicate low cardiac output due to right ventricular dysfunction and/or ventricular arrhythmia. Although not present in this case, some symptoms can indicate the etiology of the pulmonary hypertension, such as orthopnea, present more often in patients with post-capillary or mixed pulmonary hypertension and also verified in patients with chronic obstructive pulmonary disease; nocturnal paroxystic dyspnea, highly suggestive of venocapillary pulmonary hypertension; precordial pain of the angina type triggered by exertion, which can indicate an ischemic cardiopathy or a right ventricular subendocardial ischemia, due to the decreased coronary perfusion flow and pressure; hemoptysis, which is an unusual symptom and can alert to the possibility of pulmonary thromboembolism and pulmonary infarction or advanced mitral stenosis, etc. </p>
      <p>The physical examination is extremely useful for the diagnosis of pulmonary hypertension and its possible cause. As in the patient in question, the increase in the intensity of the pulmonary component of the second heart sound is the most consistent sign, regardless of its etiology and its transmission to the heart apex also indicates pulmonary hypertension. The presence of jugular stasis and the tricuspid and pulmonary insufficiency murmur are findings that are secondary to pulmonary hypertension. Although not present in this patient, some signs are noteworthy or indicate an etiologic diagnosis: murmurs can also indicate mitral stenosis, mitral insufficiency and obstruction of the left ventricular outflow tract (aortic, sub-aortic or supra-aortic stenosis), causing post-capillary pulmonary hypertension; auscultation of wheezing, rhonchi and crackling rales suggest pulmonary diseases (bronchitis, emphysema, asthma, pulmonary fibrosis); the occurrence of Raynaud's phenomenon, of skin lesions and arthritis indicate collagenoses; and signs of chronic hepatopathy might suggest hepatopulmonary syndrome or schistosomatic etiology. </p>
      <p>All patients with suspected pulmonary hypertension, after a detailed anamnesis and clinical assessment, must be submitted to a series of complementary examinations. The objective is to confirm the pulmonary hypertension, evaluating its severity, clinical implications, hemodynamic characterization and mainly, trying to establish the etiology and allow the therapeutic planning. </p>
      <p>Additional examinations are necessary to elucidate the etiology or coexisting diseases in selected individuals, as in the patient in question: electrophoresis of hemoglobin to rule out sickle-cell disease; antinuclear antibodies and rheumatoid factor to rule out collagenoses; coagulation tests such as lupus anticoagulant factor; anti-thrombin III, C and S proteins to evaluate the hypercoagulability state and serological tests for HIV as well as B and C hepatitis viruses. If we knew the patient's origin and schistosomiasis was suspected, the parasitological and serological evaluations as well as rectal valve biopsy and presence of portal hypertension would be important. </p>
      <p>The ECG presented a characteristic pattern with signs of right chamber overload, right QRS axis deviation (&gt;90&#186;), right bundle-branch block, wide R waves at V1, V2 and deep ones at V5, V6, with T-wave and ST-segment alterations. Although it does not apply to the current case, the careful analysis of the ECG can suggest some etiologies for pulmonary hypertension, such as mitral stenosis, congenital cardiopathies and myocardiopathies. </p>
      <p>The chest x-ray supported the diagnosis of pulmonary hypertension, demonstrating enlargement of the pulmonary artery and the right cavities. There can also be attenuation or disappearance of the pulmonary veins in the peripheral site. The radiography is usually very useful to rule out or suggest pulmonary causes, such as chronic obstructive pulmonary disease, pulmonary fibrosis, interstitial disease and granulomatous diseases. </p>
      <p>The echocardiogram, in this case, was very useful for the diagnosis of pulmonary hypertension, as it assessed the cardiac structure and function, quantifying the tricuspid reflux as accentuated. It also ruled out the presence of intracardiac communications or in the vessels of the base and post-capillary causes of pulmonary hypertension, such as left atrial myxoma, mitral stenosis and other cardiac diseases. </p>
      <p>In spite of the diagnostic limitations found in this case, we have a case of a patient with a picture of pulmonary hypertension of undefined etiology that presented a fast and dramatic evolution, compatible with a picture of idiopathic arterial pulmonary hypertension. That is a rare entity, of which prevalence is estimated at 1-2 cases per million individuals in the general population. It usually affects young individuals between the third and fourth decades of life, as in the present case, although there is a predominance of the female sex. Although the diagnosis of idiopathic arterial pulmonary hypertension is an exclusion diagnosis, it was possible to attain it with high probability. Thanks to imaging methods, such as transesophageal echocardiogram, ventilation-perfusion scintigraphy, high-resolution helicoidal tomography, angiography by magnetic nuclear resonance and functional tests, we are capable of excluding almost all diseases that cause pulmonary hypertension. </p>
      <p>The second point to be discussed is the assessment and treatment of the possible causes of decompensation of the underlying disease. </p>
      <p>The picture at the ER admission consists of low output syndrome without left ventricular dysfunction, characterized by signs of poor peripheral perfusion, clear pulmonary auscultation and absence of a third heart sound at the physical examination; laboratory assessment showing a lactate level of 151 with severe metabolic acidosis and increased anion gap; pulmonary hypertension syndrome with right ventricular failure; increased BNP level; laboratory assessment showing indirect signs of hepatic congestion and echocardiogram disclosing right ventricular failure without left ventricular abnormalities. </p>
      <p>Considering this dramatic picture, the differential diagnosis of causes of obstructive shock is necessary, with the most common being hypertensive pneumothorax, cardiac tamponade and diseases that increase the pressure on the pulmonary arterial bed. For this patient, the diseases that increase the pulmonary artery pressure are the most probable diagnoses, as the physical examination with pulmonary auscultation and chest x-ray, with no alterations suggestive of pneumothorax and the echocardiogram without signs of pericardial effusion practically rule out the two other diagnostic possibilities. </p>
      <p>Among the causes of exacerbated chronic pulmonary hypertension, massive acute pulmonary thromboembolism, acute pulmonary arterial thrombosis and the natural evolution of the underlying disease are the main hypothesis for patients with no other symptoms, disclosed by the clinical assessment and complementary examinations, which could define a specific condition of the systemic disease and secondary pulmonary involvement (such as congenital, rheumatic, infectious diseases and other causes of pulmonary hypertension reported above).</p>
      <p>The massive pulmonary thromboembolism, characterized by right ventricular dysfunction and shock and/or hypotension, as well as the acute pulmonary thrombosis, presents high mortality and its level of suspicion must also be high, so that the treatment can be instituted early. The clinical history of chronic dyspnea, as a consequence of a picture of pulmonary hypertension of undefined etiology and acute exacerbation in the last couple of days - as in the present case - strongly suggests acute pulmonary thromboembolism. The recent guidelines recommend different approaches for its diagnosis, varying according to the availability of the methods used at each service and the clinical condition of the individual.<sup>3</sup></p>
      <p>Bedside examinations such as complete biochemical assessment, complete blood count, myocardial necrosis markers, BNP, D-dimer by ELISA method (Enzyme-Linked ImmunoSorbent Assay), arterial gasometry, ECG, chest x-ray, echocardiogram and lower-limb Doppler ultrasound are very useful, although of little specificity for the diagnostic rationale and decision making. Such procedures show important findings in patients hemodynamically unstable and incapable of undergoing examinations for a final diagnosis of massive pulmonary thromboembolism, such as V/Q pulmonary scintigraphy, helicoidal computed tomography (CT) and pulmonary arteriography. Among these assessments, when possible, the helicoidal CT is the most indicated one, due to the fact that it is relatively easy to perform when compared to the other means, in addition to the sensitivity and specificity &gt; 95%. As we know, the mortality due to massive pulmonary thromboembolism usually occurs within the first hours of picture evolution. As soon as its diagnosis is suspected or confirmed by the aforementioned information, the therapeutic, with general support measures, volemic expansion and inotropic drugs must be started together with other measures that promote the lysis of the thrombus. The standard treatment consists of thrombolytic agents. The most often used ones are streptokinase and the recombinant tissue plasminogen activator (r-tPA). The surgical embolectomy is indicated in shock refractory to clinical treatment and has a very high mortality rate. </p>
      <p>The natural evolution of the disease is also a probable cause, considering that the patient already presented, at the time of the diagnosis, a picture of advanced disease. Poor prognosis criteria, such as NYHA functional class IV, characterized by dyspnea on mild effort, syncope triggered by exertion and echocardiographic criteria with right ventricular and pulmonary artery dilatation and accentuated tricuspid insufficiency, confer to this patient a mean survival of six months, compatible with the evolution of the disease in the reported case. Other criteria of poor prognosis present in the acute as well as in the chronic phase of the disease are increased levels of BNP and D-dimer, as also seen in this case. </p>
      <p>We know that idiopathic arterial pulmonary hypertension is an incurable disease, of which mean time of survival after the diagnosis is approximately two years and a half, according to the National Institutes of Health (NIH). The use of oral anticoagulants increases survival by three years and the patients responsive to calcium-channel blockers have a significantly longer survival, when compared to the nonresponsive ones. The chronic use of epoprostenol in patients with functional class III or IV is associated with a significant decrease in mortality and the need for transplant, with a 5-year survival of 54%, twice that of patients from the control group (27%). The predictors of worse prognosis are the intensity of pulmonary hypertension, the degree of right ventricular dysfunction, the low cardiac output, the degree of peripheral desaturation and the low tolerance to physical exertion. Most of the patients die due to right ventricular failure (cardiogenic shock): of this total, approximately 10% have a sudden death.<sup>3</sup></p>
      <p>Dr. Jo&#227;o Paulo Cheroto de Rezende and </p>
      <p> Dr. Fabiana Rached</p>
      <p>
        <bold>Diagnostic Hypothesis </bold>
      </p>
      <p><italic>Cor pulmonale </italic>due to pulmonary hypertension caused by massive pulmonary thromboembolism.</p>
      <p>
        <bold>Necropsy</bold>
      </p>
      <p>The necropsy showed cardiac hypertrophy and accentuated dilatation of the right chambers, mainly in the right ventricle, as well as thrombosis in the right auricle (<xref ref-type="fig" rid="en_a14fig02-body3">Figure 2</xref>). There were no lesions suggestive of endomyocardial fibrosis in either ventricle. The pulmonary trunk and the central pulmonary arteries presented dilatation and irregularities on the intimal surface, consistent with atherosclerosis, suggesting accentuated hypertension in the pulmonary circulation (<xref ref-type="fig" rid="en_a14fig03-body3">Fig. 3</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a14fig02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a14fig03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Dr. Jussara Bianchi Castelli</bold>
      </p>
      <p>The macroscopic assessment showed signs of congestive heart failure, represented by chronic passive congestion, with "nutmeg liver", in addition to areas suggestive of hepatic cirrhosis and mild splenomegaly. The histological analysis showed granulomas involving parasite eggs with characteristics of <italic>Schistosoma mansoni </italic>present in the lungs and liver. In the latter, in addition to central-lobular sinusoidal ectasia due to chronic passive congestion, there was also stellate-pattern portal fibrosis and it sometimes formed porto-portal and porto-central bridges, consistent with the sequelae of hepatic schistosomiasis (<xref ref-type="fig" rid="fig4-body3">Fig. 4</xref>). </p>
      <fig id="fig4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>In the lungs, the granulomas were scarce and were associated to frequent obstructive arterial lesions, consistent with severe pulmonary hypertension, grade III (total occlusion of the arteriole lumen) and IV lesions (plexiform-type lesions) of Heath-Edwards; acute pulmonary thromboembolism was also verified (<xref ref-type="fig" rid="fig5-body3">Fig. 5</xref>). This was detected in the upper and lower lobes of the left lung, with probable origin in the right auricle, mentioned above, and considered as the cause of the decompensation of the chronic <italic>cor pulmonale</italic>, i.e., of the right ventricular dilatation. </p>
      <fig id="fig5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0331-00014-gf05-en.jpg"/></fig>
      <p>The cause of death was cardiogenic shock, with consequent shock lung and cerebral edema, with cerebral amygdala grooving. </p>
      <p>
        <bold>Dr. Jussara Bianchi Castelli</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Anatomopathological diagnosis </bold>
      </p>
      <p>Compensated hepatosplenic schistosomiasis; hypertensive vascular-pulmonary, with marked vascular-pulmonary alterations, indicating severe pulmonary hypertension; chronic <italic>cor pulmonale</italic>, decompensated by recent pulmonary thromboembolism; congestive cardiac failure, predominant on the right side; cardiogenic shock. </p>
      <p>
        <bold>Comments</bold>
      </p>
      <p>The World Health Organization (WHO) estimates that schistosomiasis affects around 200 million people in 76 countries.4 In Brazil, schistosomiasis, which is also known as bilharzia, bilharziosis or snail fever, seems to infect around 6 million people that inhabit mainly the northeastern states and the state of Minas Gerais.<sup>5</sup> This is an important socioeconomic indicator related to poverty. Data from Ministry of Health regarding the year 2005 still indicate several areas of high, medium and low endemicity of schistosomiasis in Brazil, as well as multiple foci of the disease present in several other states located along the Brazilian Atlantic shore, including Sao Paulo.<sup>6</sup></p>
      <p>Recalling the life cycle of the <italic>Schistosoma mansoni, </italic>it involves two hosts. Its eggs are eliminated in human feces and upon reaching the water, the eggs hatch, originating parasites that enter and infect the intermediate host: the snail of the <italic>Biomphalaria </italic>genus. Inside the snail, the parasite develops, originating cercariae; in the water, they penetrate the skin of persons who are wading, swimming, bathing, or washing in contaminated water. After the penetration, the cercariae are called schistosomules. They enter the venous circulation; reach the lungs, heart, mesenteric arteries and portal system, where the sexual maturation occurs, originating male and female worms. They descend to the mesenteric veins, to the thinnest branches, where they reproduce, and the eggs, after passing through the submucosa into the intestinal lumen, are eliminated in the feces, thus closing the cycle.<sup>7,8</sup></p>
      <p>The pathogeny of the disease is complex and involve the parasites and their eggs; the immunological phenomena, dependent on the host and the vessel alterations,<sup>7,8</sup> which represent the parasite habitat. The anatomoclinical forms of the disease are divided in acute and chronic phases. In the acute phase, the penetration of the skin by the cercariae can be asymptomatic or result in cercarian dermatitis - a sensitivity reaction in individuals that have been infected before, with a rash-like manifestation, papular eruption, erythema, edema and pruritus. The dissemination of the larvae in the blood and their division in the lungs and later, in the liver, activates the immune system, causing fever, malaise, headaches, asthenia, abdominal pain, bloody stools, dyspnea, hemoptysis, arthralgia, lymph node enlargement and splenomegaly, in addition to a set of symptoms known as Katayama syndrome (also called acute schistosomiasis or Katayama fever).<sup>6,7</sup></p>
      <p>The chronic phase, or chronic schistosomiasis, starts six months after the infestation, and can last for years. The parasite has a long survival, usually varying from 5 to 15 years; a case of a 25-year survival was verified in a patient that had left the infected area. In this phase, the signs of disease progression can appear in several organs and can reach extreme degrees of severity, such as pulmonary and portal hypertension, ascites and esophageal varicose vein rupture. The clinical manifestations vary, depending on the location and intensity of the parasitic infestation, the individual's capacity of response or the instituted treatment. The anatomoclinical forms of the chronic phase are: asymptomatic, intestinal (Type I), hepatointestinal (Type 2), compensated hepatosplenic (Type III) and decompensated or complicated (Type IV - which includes the most severe forms), vasculopulmonary (hypertensive, cyanotic), tumoral (or pseudoneoplasic) and ectopic forms. However, eggs and adult worms of the parasite can be found in any organ or tissue of the human body, such as the brain, testicles and ovaries, among others. Among the ectopic forms, the most severe is the neuroschistosomiasis (schistosomatic myeloradiculitis).<sup>5,6</sup></p>
      <p>Regarding the anatomopathological alterations, in acute schistosomiasis there is a miliary dissemination of eggs and necrotic-exsudative granulomas are observed, mainly in the liver and intestines (diffuse catarrhal enterocolitis) and splenic lymphoid hyperplasia. In the chronic phase, there is chronic catarrhal enterocolitis in the intestine (edema, granulation, petechia, mucus and ulcerations). The reaction is diffuse, with lymphocytary infiltrate and eosinophilia; sometimes, it promotes a hyperplasic or pseudotumor reaction, with polyp-like formations. In the liver, the basic lesion is the vascular one: inflammatory and fibrotic reaction around the portal tree. In the mild forms, there are sparse periovular granulomas, variable lymph-plasmocytary portal infiltrate, moderate portal fibrosis, formation of thin septa and schistosomatic pigment. </p>
      <p>More accentuated hepatic forms produce the so-called Symmers' fibrosis (clay pipe-stem cirrhosis on the cross-section and nodular external surface). The vascular lesions are mainly caused by the eggs, with intra- and extra-arterial granulomas.<sup>6,7</sup> The hepatic and the intestinal involvement are the most frequent and important ones, followed by the pulmonary involvement, of which the vascular lesion and consequent pulmonary hypertension lead to the development of <italic>cor pulmonale</italic>, as in the case described here. The lungs are affected in around 15.5% of the patients.<sup>7</sup> The prevalence of pulmonary hypertension associated to schistosomiasis is variable. However, it is estimated that it can occur in up to 30% of patients in the hepatosplenic form.<sup>8</sup> Incidentally, in a study with 123 patients that presented a diagnosis of pulmonary hypertension in two reference centers in the city of Sao Paulo, 30% had the disease associated to schistosomiasis.<sup>9</sup></p>
      <p>Thus, schistosomiasis in our country is still a disease to be considered among the differential diagnoses during the routine care of patients and the compulsory notification of cases in non-endemic areas is mandatory, as established in the Decree MS/GM number 2.325, of 12/08/03, as well as of all severe forms in the endemic areas and all cases in the endemic areas with isolated foci (states of Para, Piaui, Rio de Janeiro, Sao Paulo, Parana, Santa Catarina, Goias, Distrito Federal and Rio Grande do Sul).<sup>6</sup></p>
      <p>
        <bold>Dr. Jussara Bianchi Castelli</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
