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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">xQmZWGVTdqjBRBV7nwYcrNB</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00009</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000400009</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000400009</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Associa&#231;&#227;o entre atividade f&#237;sica no tempo livre e prote&#237;na C reativa em adultos na cidade de Salvador, Brasil</article-title>
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            <surname>Lessa</surname>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal da Bahia</institution>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal da Bahia</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Educa&#231;&#227;o </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Departamento de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>302</fpage>
      <lpage>306</lpage>
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          <day>05</day>
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          <year>2007</year>
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          <year>2008</year>
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          <day>07</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A atividade f&#237;sica no tempo livre (AFTL) pode ser identificada como a participa&#231;&#227;o em qualquer tipo de movimento corporal realizado nos momentos de lazer e est&#225; associada &#224; redu&#231;&#227;o no risco de diversos agravos cardiovasculares. OBJETIVO: Verificar se existe associa&#231;&#227;o entre AFTL e prote&#237;na C reativa (PCR) em adultos, na cidade de Salvador, Bahia. M&#201;TODOS: O estudo foi transversal, utilizando amostra composta por 822 adultos de ambos os sexos, com idade &gt; 20 anos de idade. Foram considerados como ativos no tempo livre aqueles que, por meio de entrevista pessoal, informaram participar de atividades f&#237;sicas nos momentos de lazer. Observaram-se tamb&#233;m os n&#237;veis plasm&#225;ticos altos de PCR nos indiv&#237;duos com valores &gt; 3,0 mg/l. Utilizou-se an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica para estimar a raz&#227;o de chances (RC) com intervalo de confian&#231;a (IC) a 95%. RESULTADOS: Ap&#243;s an&#225;lise multivariada para poss&#237;veis confundidores, encontrou-se, entre homens, RC de 0,73 (0,68-0,79) demonstrando associa&#231;&#227;o inversa entre AFTL e PCR elevada apenas em indiv&#237;duos do sexo masculino. Ap&#243;s estratifica&#231;&#227;o por sexo, obesidade, diabete e tabagismo, constatou-se associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR elevada em homens fumantes ou ex-fumantes, n&#227;o-obesos e n&#227;o-diab&#233;ticos, e em mulheres obesas e n&#227;o-fumantes. CONCLUS&#195;O: Os resultados deste estudo podem trazer contribui&#231;&#245;es para a sa&#250;de p&#250;blica, na medida em que podem ser utilizados para conscientizar sobre a import&#226;ncia da AFTL como uma das poss&#237;veis estrat&#233;gias para a melhoria da sa&#250;de de grupos populacionais.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Atividade f&#237;sica</kwd>
        <kwd>prote&#237;na C reativa</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
        <kwd>doen&#231;a da art&#233;ria coronariana</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>23</day>
        <month>06</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EPIDEMIOLOGIA</p>
    <p>Associa&#231;&#227;o entre atividade f&#237;sica no tempo livre e prote&#237;na C reativa em adultos na cidade de Salvador, Brasil</p>
    <p>
      <bold>Francisco Pitanga<sup>I</sup>; Ines Lessa<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Departamento de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica da Faculdade de Educa&#231;&#227;o da Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Instituto de Sa&#250;de Coletiva da Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="cor">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A atividade f&#237;sica no tempo livre (AFTL) pode ser identificada como a participa&#231;&#227;o em qualquer tipo de movimento corporal realizado nos momentos de lazer e est&#225; associada &#224; redu&#231;&#227;o no risco de diversos agravos cardiovasculares. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Verificar se existe associa&#231;&#227;o entre AFTL e prote&#237;na C reativa (PCR) em adultos, na cidade de Salvador, Bahia. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> O estudo foi transversal, utilizando amostra composta por 822 adultos de ambos os sexos, com idade <underline>&gt;</underline> 20 anos de idade. Foram considerados como ativos no tempo livre aqueles que, por meio de entrevista pessoal, informaram participar de atividades f&#237;sicas nos momentos de lazer. Observaram-se tamb&#233;m os n&#237;veis plasm&#225;ticos altos de PCR nos indiv&#237;duos com valores <underline>&gt;</underline> 3,0 mg/l. Utilizou-se an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica para estimar a raz&#227;o de chances (RC) com intervalo de confian&#231;a (IC) a 95%. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Ap&#243;s an&#225;lise multivariada para poss&#237;veis confundidores, encontrou-se, entre homens, RC de 0,73 (0,68-0,79) demonstrando associa&#231;&#227;o inversa entre AFTL e PCR elevada apenas em indiv&#237;duos do sexo masculino. Ap&#243;s estratifica&#231;&#227;o por sexo, obesidade, diabete e tabagismo, constatou-se associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR elevada em homens fumantes ou ex-fumantes, n&#227;o-obesos e n&#227;o-diab&#233;ticos, e em mulheres obesas e n&#227;o-fumantes. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Os resultados deste estudo podem trazer contribui&#231;&#245;es para a sa&#250;de p&#250;blica, na medida em que podem ser utilizados para conscientizar sobre a import&#226;ncia da AFTL como uma das poss&#237;veis estrat&#233;gias para a melhoria da sa&#250;de de grupos populacionais.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Atividade f&#237;sica, prote&#237;na C reativa, fatores de risco, doen&#231;a da art&#233;ria coronariana.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A atividade f&#237;sica no tempo livre (AFTL) pode ser identificada como a participa&#231;&#227;o em qualquer tipo de movimento corporal realizado no tempo livre, estando associada &#224; redu&#231;&#227;o no risco de doen&#231;a arterial coronariana (DAC), por&#233;m os mecanismos n&#227;o s&#227;o perfeitamente conhecidos<sup>1</sup>. Especula-se que a atividade f&#237;sica pode proporcionar melhoria da sensibilidade &#224; insulina e do diabete<sup>2</sup>, aumento nos n&#237;veis de HDL-C<sup>3</sup>, melhoria no perfil das lipoprote&#237;nas plasm&#225;ticas<sup>4</sup>, diminui&#231;&#227;o do risco de diversos agravos cardiovasculares<sup>5</sup> e redu&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de DAC.</p>
    <p>A prote&#237;na C reativa (PCR) &#233; um marcador de processos inflamat&#243;rios e est&#225; associada &#224; predi&#231;&#227;o de DAC<sup>6</sup>. O mecanismo causal para essa associa&#231;&#227;o pode ser atribu&#237;do ao fato de que o processo inflamat&#243;rio contribui para a forma&#231;&#227;o da placa de ateroma nas c&#233;lulas endoteliais, bem como facilita a ruptura da placa ateroscler&#243;tica, provocando tromb&#243;lise<sup>7</sup>.</p>
    <p>V&#225;rios estudos demonstram que a atividade f&#237;sica, realizada principalmente nos momentos de lazer, pode estar inversamente associada aos n&#237;veis plasm&#225;ticos de PCR, mesmo ap&#243;s ajustamento para poss&#237;veis confundidores, tais como: obesidade, idade, tabagismo e consumo de &#225;lcool<sup>1,8,9</sup>. A inversa associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR parece mediar a influ&#234;ncia da atividade f&#237;sica regular na redu&#231;&#227;o da DAC por meio do seu efeito antiinflamat&#243;rio<sup>9</sup>. Em recente publica&#231;&#227;o, observou-se que a ado&#231;&#227;o do estilo de vida ativo fisicamente modifica favoravelmente o processo inflamat&#243;rio em pessoas aparentemente saud&#225;veis<sup>10</sup>.</p>
    <p>O conhecimento de dados sobre associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR &#233; importante para a sa&#250;de p&#250;blica porque pode servir de base para pol&#237;ticas p&#250;blicas de incentivo &#224; pr&#225;tica de AFTL como um dos meios de preven&#231;&#227;o de DAC. Al&#233;m disso, no Brasil existem poucos estudos que forne&#231;am esse tipo de informa&#231;&#227;o.</p>
    <p>O objetivo deste estudo foi analisar a associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR em adultos de ambos os sexos, na cidade de Salvador, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Amostra</bold>
    </p>
    <p>O estudo foi transversal, utilizando uma subamostra composta por 822 adultos de ambos os sexos da soroteca congelada a cerca de -40&#186;C dos 1.439 adultos com idade <underline>&gt;</underline> 20 anos da amostra populacional do estudo sobre fatores de risco cardiovascular e para o diabete em Salvador, Brasil, 1999-2000 (Projeto Monit)<sup>11</sup>. Os m&#233;todos para delineamento amostral do "Projeto Monit" foram previamente descritos em detalhes<sup>12,13</sup>. A subamostra, probabil&#237;stica, teve por base uma preval&#234;ncia de 15% do marcador inflamat&#243;rio PCR "anormal", n&#237;vel de confian&#231;a de 95% e erro de delineamento menor do que 0,02. Nos soros foi realizada a dosagem da PCR. A preval&#234;ncia de 15% foi usada como estimativa por ser valor aproximado ao observado para popula&#231;&#245;es aparentemente sadias fora do Brasil, uma vez que n&#227;o disp&#250;nhamos de informa&#231;&#227;o nacional que pudesse nortear qualquer estimativa. </p>
    <p>
      <bold>Vari&#225;veis de estudo</bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis de estudo foram: PCR (vari&#225;vel dependente), AFTL (vari&#225;vel independente), sexo, idade, glicemia, obesidade e tabagismo (co-vari&#225;veis). </p>
    <p>
      <bold>Coleta dos dados</bold>
    </p>
    <p>Todos os participantes da pesquisa foram entrevistados em domic&#237;lio para coleta dos dados demogr&#225;ficos e sobre tabagismo. Com rela&#231;&#227;o &#224; atividade f&#237;sica no tempo livre, foi feita a seguinte pergunta: "Como voc&#234; classificaria sua atividade f&#237;sica de lazer?": </p>
    <p>1) Leve; caminhar, pedalar ou dan&#231;ar mais ou igual que 3 horas por semana; </p>
    <p>2) Moderada; correr, fazer gin&#225;stica ou praticar esportes mais ou igual que 3 horas por semana; </p>
    <p>3) Intensa; treinamento para competi&#231;&#227;o; </p>
    <p>4) N&#227;o tem; o lazer n&#227;o inclui atividade f&#237;sica. </p>
    <p>Foram considerados como ativos no tempo livre aqueles que informaram participar de qualquer atividade f&#237;sica nos momentos de lazer, considerando a semana t&#237;pica habitual<sup>12</sup>.</p>
    <p>O sangue para os exames bioqu&#237;micos foi coletado ap&#243;s 12 horas de jejum no centro de sa&#250;de de cada bairro pela equipe do estudo, onde tamb&#233;m foram mensurados peso e estatura. O &#237;ndice de massa corporal (IMC) foi determinado pela divis&#227;o do peso/estatura<sup>2</sup>. Foram realizadas dosagens de glicemia por meio do m&#233;todo Trinder enzim&#225;tico. As t&#233;cnicas e os m&#233;todos utilizados nas determina&#231;&#245;es bioqu&#237;micas seguiram a padroniza&#231;&#227;o da Sociedade Brasileira de Patologia Cl&#237;nica.</p>
    <p>A PCR foi dosada por <italic>kit</italic> especial, pelo m&#233;todo quantitativo da nephelometria (processo automatizado), em nephel&#244;metro de &#250;ltima gera&#231;&#227;o, calibrado a cada grupo de 100 dosagens. O m&#233;todo &#233; considerado o melhor entre os dispon&#237;veis, com sensibilidade superior a 95%. Todas as PCR foram dosadas em um &#250;nico laborat&#243;rio, detentor do ISO-9002, padr&#227;o de controle da Sociedade Brasileira de Patologia Cl&#237;nica. O t&#233;cnico foi &#250;nico, sob supervis&#227;o e controle da bioqu&#237;mica respons&#225;vel pelos exames. As dosagens foram expressas em miligrama/litro e a PCR classificada em n&#237;veis de risco: baixo, PCRas &lt; 1 mg/l; m&#233;dio, de 1 a 3 mg/l; e elevado para valores &gt;3 mg/l = risco elevado<sup>7</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Procedimentos de an&#225;lise</bold>
    </p>
    <p>Inicialmente foi realizada estratifica&#231;&#227;o para an&#225;lise de modifica&#231;&#227;o de efeito e confundimento. A an&#225;lise para modifica&#231;&#227;o de efeito foi realizada por meio da observa&#231;&#227;o das medidas pontuais estrato-espec&#237;ficas e seus intervalos de confian&#231;a. Quando a medida pontual de um fator, em determinado estrato espec&#237;fico, n&#227;o estava contida no intervalo de confian&#231;a do outro fator no mesmo estrato, isso indicava modifica&#231;&#227;o de efeito. Utilizou-se intervalo de confian&#231;a de 95% pelo m&#233;todo de Mantel-Haenzel. A an&#225;lise para confundimento foi feita comparando-se a raz&#227;o de chances (RC) entre a associa&#231;&#227;o bruta e ajustada pelos poss&#237;veis confundidores. Utilizou-se como par&#226;metro para identificar a diferen&#231;a entre as associa&#231;&#245;es o valor de 20%.</p>
    <p>Logo ap&#243;s, foi realizada a an&#225;lise por meio de regress&#227;o log&#237;stica. A modelagem foi realizada partindo-se do modelo completo e retirando, uma a uma, as poss&#237;veis vari&#225;veis de confundimento que, quando suprimidas do modelo, causaram altera&#231;&#227;o igual ou superior a 20% na medida pontual de associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR<sup>14</sup>. Finalmente, estimou-se a RC entre AFTL e PCR por meio do modelo que melhor explicou essa associa&#231;&#227;o.</p>
    <p>Foram considerados como potenciais modificadores de efeito e confundimento da associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR as vari&#225;veis sexo, idade, glicemia, obesidade e tabagismo. Com exce&#231;&#227;o da idade, tratada como vari&#225;vel cont&#237;nua, todas as outras co-vari&#225;veis foram introduzidas na modelagem de forma estratificada: sexo = 0 se homem, e sexo = 1 se mulher; tabagismo = 0 se n&#227;o fuma, tabagismo = 1 se ex-fumante ou fumante; glicemia = 0 se &lt; 126 mg/dl, e glicemia = 1 se <underline>&gt;</underline> 126 mg/dl; obesidade = 0 se IMC &lt; 30 kg/m<sup>2</sup>, e obesidade = 1 se IMC <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup>; ativo no tempo livre = 0 se n&#227;o participa de atividades f&#237;sicas nos momentos de lazer, e ativo no tempo livre = 1 se participa em atividades f&#237;sicas nos momentos de lazer; PCR = 0 se <underline>&lt;</underline> 3,0 mg/l, e PCR = 1 se &gt; 3,0 mg/l.</p>
    <p>No processo de modelagem, a vari&#225;vel idade foi identificada como confundimento, enquanto na an&#225;lise de modifica&#231;&#227;o de efeito as vari&#225;veis sexo, obesidade, glicemia e tabagismo foram consideradas modificadoras de efeito. Dessa forma, o melhor modelo para analisar a associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR foi o ajustado por idade e estratificado por sexo, obesidade, glicemia e tabagismo. Todas as an&#225;lises foram realizadas levando-se em considera&#231;&#227;o o efeito de delineamento amostral (conglomerados). A pondera&#231;&#227;o foi feita considerando a unidade amostral "setores censit&#225;rios". Empregou-se o programa estat&#237;stico Stata, vers&#227;o 7.0.</p>
    <p>O projeto foi apresentado ao Comit&#234; de &#201;tica do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia e aprovado na &#237;ntegra. Todos os participantes do estudo ou seus respons&#225;veis assinaram termo de consentimento, concordando em participar da pesquisa.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>As caracter&#237;sticas da amostra est&#227;o demonstradas na <xref ref-type="table" rid="tab1">tabela 1</xref>. Observa-se que existem diferen&#231;as entre o sexo masculino e feminino na m&#233;dia da idade e nas propor&#231;&#245;es dos diferentes estratos das vari&#225;veis AFTL e obesidade. Com rela&#231;&#227;o aos n&#237;veis de PCR, tabagismo e glicemia, n&#227;o existem diferen&#231;as entre os sexos nos diversos estratos dessas vari&#225;veis.</p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0302-00009-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Pela <xref ref-type="table" rid="tab2">tabela 2</xref>, pode-se observar que a AFTL est&#225; inversamente associada com n&#237;veis elevados de PCR mesmo ap&#243;s ajustamento para idade. Ap&#243;s estratifica&#231;&#227;o por sexo, a associa&#231;&#227;o permanece apenas em indiv&#237;duos do sexo masculino.</p>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0302-00009-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="tab3">tabela 3</xref>, est&#227;o dispostas as associa&#231;&#245;es entre AFTL e PCR ajustadas por idade e estratificadas por sexo, obesidade, tabagismo e glicemia. Observa-se que a AFTL &#233; inversamente associada a n&#237;veis elevados de PCR em homens mesmo fumantes ou ex-fumantes, n&#227;o-obesos e n&#227;o-diab&#233;ticos, e em mulheres mesmo obesas e n&#227;o-fumantes. </p>
    <table-wrap id="tab3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0302-00009-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os resultados encontrados no presente estudo est&#227;o de acordo com diversos outros trabalhos que demonstraram associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR elevada. Em estudo realizado em 3.810 homens, observou-se que a atividade f&#237;sica tem significativo e inverso relacionamento com PCR mesmo ap&#243;s ajustamento para poss&#237;veis confundidores. Nesse mesmo trabalho, ao ser examinada a modifica&#231;&#227;o nos padr&#245;es de atividade f&#237;sica ap&#243;s 20 anos de acompanhamento, observou-se que aqueles que eram sedent&#225;rios e tornaram-se pelo menos pouco ativos apresentaram n&#237;veis de PCR parecidos com aqueles que foram pouco ativos fisicamente durante todo o acompanhamento. Aqueles que se tornaram sedent&#225;rios t&#234;m n&#237;veis de PCR similares com aqueles que foram inativos durante todo o seguimento<sup>1</sup>. </p>
    <p>Em outro trabalho realizado em uma coorte de 5.888 homens e mulheres com mais de 65 anos de idade, observou-se que os n&#237;veis de PCR eram mais baixos conforme o aumento nos quartis de atividade f&#237;sica auto-referida. Os autores referem ainda que a associa&#231;&#227;o entre atividade f&#237;sica e PCR pode ser mediada por IMC e glicemia<sup>15</sup>. No nosso trabalho, o IMC foi o indicador de obesidade utilizado, e observamos que a associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR persiste ap&#243;s ajustamento para IMC e glicemia, bem como continua significativa em mulheres obesas, ap&#243;s an&#225;lise estratificada</p>
    <p>Em estudo realizado com 405 homens e 454 mulheres aparentemente saud&#225;veis, observou-se associa&#231;&#227;o inversa entre AFTL e PCR, por&#233;m esse efeito poderia ser mediado pela redu&#231;&#227;o da obesidade<sup>8</sup>.</p>
    <p>Abramson e Vaccarino<sup>9 </sup>estudaram 3.638 homens e mulheres aparentemente saud&#225;veis e observaram que quanto maior a dura&#231;&#227;o da participa&#231;&#227;o em atividades f&#237;sicas, menor a chance de ter n&#237;veis elevados de PCR. Panagiotakos e cols.<sup>10</sup>, ao analisarem 1.524 homens e 1.518 mulheres, observaram que pessoas com alto n&#237;vel de AFTL t&#234;m 29% menos n&#237;veis plasm&#225;ticos de PCR do que aqueles classificados como sedent&#225;rios no lazer, mesmo ap&#243;s ajustamento por idade, tabagismo, colesterol total, glicose, press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica.</p>
    <p>No nosso estudo, em an&#225;lise multivariada que incluiu sexo, idade, glicemia, obesidade e tabagismo, identificamos apenas a idade como confundidora, e a associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR elevada persiste, mesmo ap&#243;s ajustamento para idade, em pessoas do sexo masculino. Em an&#225;lise estratificada, identificamos sexo, IMC (representando obesidade), glicemia e tabagismo como modificadores de efeito. Observamos ent&#227;o que a associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR existe em homens fumantes ou ex-fumantes, n&#227;o-obesos e n&#227;o-diab&#233;ticos, e em mulheres obesas e n&#227;o-fumantes, demonstrando que a AFTL pode influenciar em redu&#231;&#245;es nos n&#237;veis de PCR mesmo em pessoas obesas e tabagistas. Nessa perspectiva, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)<sup>16</sup> relata que a determina&#231;&#227;o da PCR para estimativa do risco cardiovascular n&#227;o se aplica a fumantes, portadores de osteoporose, diab&#233;ticos, mulheres sob terapia de reposi&#231;&#227;o hormonal, uso de antiinflamat&#243;rios ou na presen&#231;a de infec&#231;&#245;es.</p>
    <p>No presente estudo, encontramos tamb&#233;m que a AFTL pode influenciar no aumento dos n&#237;veis de PCR em homens obesos e mulheres n&#227;o-obesas, fumantes e com glicemia normal.</p>
    <p>Em recente revis&#227;o de diversos estudos transversais e longitudinais, observou-se que a atividade f&#237;sica provoca redu&#231;&#245;es significativas nos n&#237;veis de PCR, e a quantidade e intensidade ideais para que o benef&#237;cio seja alcan&#231;ado n&#227;o s&#227;o conhecidas<sup>17</sup>. No mesmo trabalho, os autores sugerem que tabagismo e obesidade podem interferir nas altera&#231;&#245;es da PCR e que a associa&#231;&#227;o entre AFTL e PCR pode acontecer em fumantes e n&#227;o-fumantes, bem como em obesos e n&#227;o-obesos.</p>
    <p>Como o instrumento utilizado no estudo para an&#225;lise da AFTL n&#227;o foi constru&#237;do especificamente para uma investiga&#231;&#227;o sobre sedentarismo, mas para inqu&#233;rito populacional com objetivo prim&#225;rio de identificar fatores de risco para doen&#231;as cardiovasculares e diabete, essa pode ser uma limita&#231;&#227;o do estudo, embora existam publica&#231;&#245;es anteriores em que o mesmo instrumento foi utilizado<sup>12</sup>. A metodologia para an&#225;lise do AFTL utilizada em trabalhos dessa natureza &#233; r&#225;pida e conveniente para grandes estudos populacionais.</p>
    <p>Os resultados deste estudo podem trazer contribui&#231;&#245;es para a sa&#250;de p&#250;blica, na medida em que podem ser utilizados para conscientizar sobre a import&#226;ncia da AFTL como uma das poss&#237;veis estrat&#233;gias para melhoria da sa&#250;de de grupos populacionais. Recomendam-se novos trabalhos para analisar os volumes e as intensidades de atividade f&#237;sica mais adequados para proporcionar benef&#237;cios mais significativos na diminui&#231;&#227;o nos n&#237;veis de PCR.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pela Secretaria de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de, Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Brasil e Banco Mundial.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="cor" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Francisco Pitanga </p>
        <p> Av. Luiz Tarqu&#237;nio Pontes, 600 </p>
        <p> Centro - 42.700-00 </p>
        <p> Lauro de Freitas, BA - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="fpitanga@unime.com.br">fpitanga@unime.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 05/02/07; revisado recebido em 07/05/08; aceito em 07/05/08.</p>
  </body>
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          <article-title>Relationship between physical activity and inflammation among apparently healthy middle-aged and older US adults</article-title>
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          <article-title>The associations between leisure-time physical activity and inflammatory and coagulation markers related to cardiovascular disease</article-title>
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          <article-title>Preval&#234;ncia e fatores associados ao sedentarismo no lazer em adultos</article-title>
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          <article-title>Indicadores antropom&#233;tricos de obesidade como instrumento de triagem para risco coronariano elevado em adultos na cidade de Salvador-Bahia</article-title>
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          <article-title>Association between physical activity and markers of inflammation in a healthy elderly population</article-title>
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          <article-title>III Diretrizes Brasileiras sobre dislipidemias e diretrizes de preven&#231;&#227;o da aterosclerose</article-title>
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          <article-title>Physical activity and high-sensitivity C-reative protein</article-title>
          <source>Sports Med</source>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Asociaci&#243;n entre actividad f&#237;sica en el tiempo libre y prote&#237;na C reactiva en adultos en la ciudad de Salvador, Brasil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Se puede definir la actividad f&#237;sica en el tiempo libre (AFTL) como la participaci&#243;n en cualquier tipo de movimiento corporal realizado en los momentos de ocio, y est&#225; asociada a la reducci&#243;n en el riesgo de diversos agravios cardiovasculares. OBJETIVO: Verificar si existe asociaci&#243;n entre AFTL y prote&#237;na C reactiva (PCR) en adultos, en la ciudad de Salvador, Bahia. M&#201;TODOS: Se realiz&#243; un estudio transversal, con la utilizaci&#243;n de muestra conformada por 822 adultos de ambos sexos, con edad &gt; 20 a&#241;os. Se consideraron como activos en tiempo libre aquellos que, por medio de entrevista personal, informaron participar en actividades f&#237;sicas en los momentos de ocio. Se observaron tambi&#233;n los niveles plasm&#225;ticos altos de PCR en los individuos con valores &gt; 3,0 mg/l. Se utiliz&#243; el an&#225;lisis de regresi&#243;n log&#237;stica para estimar la raz&#243;n de posibilidad (RP) con intervalo de confianza (IC) al 95%. RESULTADOS: Tras an&#225;lisis multivariado para posibles confundidores, se encontr&#243;, entre varones, RC de 0,73 (0,68-0,79), lo que demuestra asociaci&#243;n invertida entre AFTL y PCR elevada s&#243;lo en individuos del sexo masculino. Luego de la estratificaci&#243;n por sexo, obesidad, diabetes y tabaquismo, se constat&#243; asociaci&#243;n entre AFTL y PCR elevada -tanto en varones fumadores o ex-fumadores, no obesos y no diab&#233;ticos, como en mujeres obesas y no fumadoras. CONCLUSIONES: Los resultados de este estudio pueden traer aportes a la salud p&#250;blica, en la medida que se los pueden utilizar como instrumento de concienciaci&#243;n acerca de la importancia de la AFTL como una de las posibles estrategias para la mejora de la salud de grupos poblacionales.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Actividad f&#237;sica</kwd>
        <kwd>prote&#237;na C reactiva</kwd>
        <kwd>factores de riesgo</kwd>
        <kwd>enfermedad de la arteria coronaria</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="add1-body2">
          <label>
            <bold>Asociaci&#243;n entre actividad f&#237;sica en el tiempo libre y prote&#237;na C reactiva en adultos en la ciudad de Salvador, Brasil</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Francisco Pitanga<sup>I</sup>; Ines Lessa<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Departamento de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica da Faculdade de Educa&#231;&#227;o da Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Instituto de Sa&#250;de Coletiva da Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA - Brasil </p>
      <p>Correpondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Se puede definir la actividad f&#237;sica en el tiempo libre (AFTL) como la participaci&#243;n en cualquier tipo de movimiento corporal realizado en los momentos de ocio, y est&#225; asociada a la reducci&#243;n en el riesgo de diversos agravios cardiovasculares.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Verificar si existe asociaci&#243;n entre AFTL y prote&#237;na C reactiva (PCR) en adultos, en la ciudad de Salvador, Bahia.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se realiz&#243; un estudio transversal, con la utilizaci&#243;n de muestra conformada por 822 adultos de ambos sexos, con edad <underline>&gt;</underline> 20 a&#241;os. Se consideraron como activos en tiempo libre aquellos que, por medio de entrevista personal, informaron participar en actividades f&#237;sicas en los momentos de ocio. Se observaron tambi&#233;n los niveles plasm&#225;ticos altos de PCR en los individuos con valores <underline>&gt;</underline> 3,0 mg/l. Se utiliz&#243; el an&#225;lisis de regresi&#243;n log&#237;stica para estimar la raz&#243;n de posibilidad (RP) con intervalo de confianza (IC) al 95%.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Tras an&#225;lisis multivariado para posibles confundidores, se encontr&#243;, entre varones, RC de 0,73 (0,68-0,79), lo que demuestra asociaci&#243;n invertida entre AFTL y PCR elevada s&#243;lo en individuos del sexo masculino. Luego de la estratificaci&#243;n por sexo, obesidad, diabetes y tabaquismo, se constat&#243; asociaci&#243;n entre AFTL y PCR elevada -tanto en varones fumadores o ex-fumadores, no obesos y no diab&#233;ticos, como en mujeres obesas y no fumadoras.</p>
      <p><bold>CONCLUSIONES:</bold> Los resultados de este estudio pueden traer aportes a la salud p&#250;blica, en la medida que se los pueden utilizar como instrumento de concienciaci&#243;n acerca de la importancia de la AFTL como una de las posibles estrategias para la mejora de la salud de grupos poblacionales. (Arq Bras Cardiol 2009;92(4):293-297)</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Actividad f&#237;sica, prote&#237;na C reactiva, factores de riesgo, enfermedad de la arteria coronaria.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La actividad f&#237;sica en el tiempo libre (AFTL), que se puede definir como la participaci&#243;n en cualquier tipo de movimiento corporal realizado en el tiempo libre. Est&#225; asociada a la reducci&#243;n del riesgo de enfermedad arterial coronaria (EAC), pero no se conocen perfectamente los mecanismos<sup>1</sup>. Se especula que la actividad f&#237;sica puede proporcionar la mejora de la sensibilidad a la insulina, as&#237; como de la diabetes<sup>2</sup>; el incremento en los niveles de HDL-C<sup>3</sup>; la mejora en el perfil de las lipoprote&#237;nas plasm&#225;ticas<sup>4</sup>; la disminuci&#243;n del riesgo de diversos agravios cardiovasculares<sup>5</sup> y la reducci&#243;n de la incidencia de EAC.</p>
      <p>La prote&#237;na C reactiva (PCR) es un marcador de procesos inflamatorios y se asocia a la predicci&#243;n de EAC<sup>6</sup>. Se puede atribuir el mecanismo causal para esa asociaci&#243;n al hecho de que el proceso inflamatorio no s&#243;lo contribuye a la formaci&#243;n de la placa de ateroma en las c&#233;lulas endoteliales, sino tambi&#233;n facilita la ruptura de la placa ateroscler&#243;tica, lo que provoca tromb&#243;lisis<sup>7</sup>.</p>
      <p>Diversos estudios evidencian que la actividad f&#237;sica, realizada principalmente en los momentos de ocio, puede estar asociada inversamente con los niveles plasm&#225;ticos de PCR, aun tras ajuste para posibles confundidores, tales como: obesidad, edad, tabaquismo y consumo de &#225;lcohol<sup>1,8,9</sup>. La asociaci&#243;n inversa entre AFTL y PCR parece mediar la influencia de la actividad f&#237;sica regular en la reducci&#243;n de la EAC, en raz&#243;n de su efecto antiinflamatorio<sup>9</sup>. En reciente publicaci&#243;n, se observ&#243; que la adopci&#243;n del estilo de vida activo f&#237;sicamente cambia de modo favorable el proceso inflamatorio en personas aparentemente sanas<sup>10</sup>.</p>
      <p>Es importante para la salud p&#250;blica conocer los datos sobre la asociaci&#243;n entre AFTL y PCR, una vez que eso puede servir como base para pol&#237;ticas p&#250;blicas que incentivan a la pr&#225;ctica de AFTL como uno de los medios de prevenci&#243;n de EAC. Adem&#225;s de ello, en Brasil existen pocos estudios que ofrezcan ese tipo de informaci&#243;n.</p>
      <p>Este estudio tuvo por objeto analizar la asociaci&#243;n entre AFTL y PCR en adultos de ambos sexos, en la ciudad de Salvador, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Metodolog&#237;a</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Muestra</bold>
      </p>
      <p>El estudio fue transversal, y utiliz&#243; una submuestra conformada por 822 adultos de ambos sexos -proveniente de sueroteca congelada a cerca de -40&#186;C, con una muestra total de 1.439 adultos con edad <underline>&gt;</underline> 20 a&#241;os-, de la muestra poblacional utilizada en el estudio sobre factores de riesgo cardiovascular y para la diabetes en Salvador, Brasil, 1999-2000 (Proyecto Monit)<sup>11</sup>. Se detallaron previamente los m&#233;todos para la dise&#241;o muestral del "Proyecto Monit"<sup>12,13</sup>. </p>
      <p>La submuestra probabil&#237;stica tuvo como base una prevalencia del 15% del marcador inflamatorio PCR "anormal", nivel de confianza del 95% y error muestral menor que 0,02. Se realiz&#243; la dosificaci&#243;n de la PCR en los sueros. Se tom&#243; la prevalencia del 15% como estimaci&#243;n, por constituir un valor aproximado al que se observa en poblaciones aparentemente sanas fuera del Brasil, una vez que no se dispuso de informaci&#243;n nacional que pudiera nortear cualquier estimaci&#243;n. </p>
      <p>
        <bold>Variables del estudio</bold>
      </p>
      <p>Las variables del estudio fueron las siguientes: PCR (variable dependiente), AFTL (variable independiente), sexo, edad, glucemia, obesidad y tabaquismo (covariables). </p>
      <p>
        <bold>Recolecci&#243;n de datos</bold>
      </p>
      <p>Se entrevistaron a todos los participantes de la investigaci&#243;n en su domicilio, con la finalidad de recoleccionar los datos demogr&#225;ficos y sobre tabaquismo. Respecto a la actividad f&#237;sica en el tiempo libre, se hizo la siguiente pregunta: &#191;C&#243;mo clasificar&#237;a usted su actividad f&#237;sica? </p>
      <p>1) leve: caminar, pedalear o bailar durante 3 horas o m&#225;s por semana; </p>
      <p>2) moderada: correr, hacer gimnasia o practicar deportes durante 3 horas o m&#225;s por semana; </p>
      <p>3) intensa: entrenamiento para competencia; </p>
      <p>4) no tiene: el ocio no incluye actividad f&#237;sica. </p>
      <p>Se consideraron activos en el tiempo libre aquellos que informaron participar de cualquier actividad f&#237;sica en los momentos de ocio, al tener en cuenta la semana t&#237;pica habitual<sup>12</sup>. </p>
      <p>El equipo del estudio estuvo responsable de las colectas de sangre para las pruebas bioqu&#237;micas, tras 12 horas de ayuno, en el centro de salud de cada barrio, donde tambi&#233;n se midieron el peso y la estatura. Se determin&#243; el &#237;ndice de masa corporal (IMC) por la divisi&#243;n peso/estatura<sup>2</sup>. Se realizaron dosificaciones de glucemia por medio del m&#233;todo Trinder enzim&#225;tico. Las t&#233;cnicas y los m&#233;todos utilizados en las determinaciones bioqu&#237;micas siguieron el est&#225;ndar determinado por la Sociedad Brasile&#241;a de Patolog&#237;a Cl&#237;nica.</p>
      <p>Se dosific&#243; la PCR con <italic>kit</italic> especial, por medio del m&#233;todo cuantitativo de la nefelometr&#237;a (proceso automatizado), en nefel&#243;metro de &#250;ltima generaci&#243;n, calibrado a cada grupo de 100 dosificaciones. Se considera ese como el mejor m&#233;todo entre los disponibles, con sensibilidad superior al 95%. Se dosificaron las PCR en un &#250;nico laboratorio, poseedor de ISO-9002, est&#225;ndar de control de la Sociedad Brasile&#241;a de Patolog&#237;a Cl&#237;nica. El t&#233;cnico fue &#250;nico y tuvo supervisi&#243;n y control de la bioqu&#237;mica responsable de las pruebas. Se expresaron las dosificaciones en miligramo/litro, mientras que se clasific&#243; la PCR en niveles distintos de riesgo: bajo, PCRas &lt; 1 mg/l; medio, de 1 a 3 mg/l; y elevado para valores &gt;3 mg/l<sup>7</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Procedimientos de an&#225;lisis</bold>
      </p>
      <p>Inicialmente, se realiz&#243; la estratificaci&#243;n para an&#225;lisis de modificaci&#243;n del efecto y confusi&#243;n. El an&#225;lisis para modificaci&#243;n del efecto se realiz&#243; por medio de la observaci&#243;n de las estimaciones puntuales de estratos espec&#237;ficos y sus intervalos de confianza. La modificaci&#243;n del efecto se indicaba cuando la estimaci&#243;n puntual de un factor, en determinado estrato espec&#237;fico, no estaba contenida en el intervalo de confianza del otro factor en el mismo estrato. Se utiliz&#243; un intervalo de confianza del 95% por el m&#233;todo de Mantel-Haenzel. Se realiz&#243; el an&#225;lisis para confusi&#243;n al compararse la raz&#243;n de posibilidad (RP) entre la asociaci&#243;n bruta y la ajustada por los posibles confundidores. Como par&#225;metro para identificar la diferencia entre las asociaciones se adopt&#243; el valor del 20%.</p>
      <p>Enseguida, se realizo el an&#225;lisis mediante regresi&#243;n log&#237;stica. Desde el modelo completo, se excluy&#243;, una por vez, las posibles variables de confusi&#243;n que, cuando suprimidas del modelo, provocaron alteraci&#243;n igual o superior al 20% en la estimaci&#243;n puntual de asociaci&#243;n entre AFTL y PCR<sup>14</sup>. Por fin, se estim&#243; la RP entre AFTL y PCR mediante el modelo m&#225;s adecuado para explicar dicha asociaci&#243;n.</p>
      <p>Se consideraron como potenciales modificadores del efecto y confusi&#243;n de la asociaci&#243;n entre AFTL y PCR las variables sexo, edad, glucemia, obesidad y tabaquismo. A excepci&#243;n de la edad, tratada como variable continua, se introdujeron todas las dem&#225;s covariables de forma estratificada: sexo = 0 si var&#243;n, y sexo = 1 si mujer; tabaquismo = 0 si no fuma, tabaquismo = 1 si ex-fumador o fumador; glucemia = 0 si &lt; 126 mg/dl, y glicemia = 1 si <underline>&gt;</underline> 126 mg/dl; obesidad = 0 si IMC &lt; 30 kg/m<sup>2</sup>, y obesidad = 1 si IMC <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup>; activo en el tiempo libre = 0 si no participa de actividades f&#237;sicas en los momentos de ocio, y activo en el tempo libre = 1 si participa de actividades f&#237;sicas en los momentos de ocio; PCR = 0 si <underline>&lt;</underline> 3,0 mg/l, y PCR = 1 si &gt; 3,0 mg/l.</p>
      <p>Se identific&#243; en este proceso la variable edad como factor de confusi&#243;n, y las variables sexo, obesidad, glucemia y tabaquismo como modificadoras del efecto. De ese modo, el mejor modelo para analizar la asociaci&#243;n entre AFTL y PCR fue el ajustado por edad y estratificado por sexo, obesidad, glucemia y tabaquismo. Se realizaron todos los an&#225;lisis teniendo en cuenta el efecto de dise&#241;o muestral (conglomerados). Se hizo la ponderaci&#243;n tom&#225;ndose en consideraci&#243;n la unidad muestral los "sectores censales". Se emple&#243; el programa estad&#237;stico Stata, versi&#243;n 7.0.</p>
      <p>El Comit&#233; de &#201;tica del Consejo Regional de Medicina del Estado de Bahia aprob&#243; el proyecto integralmente. Todos los participantes del estudio o sus responsables firmaron el formulario de consentimiento informado, mediante el cual acordaron participar en la investigaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Tabla 1</xref> muestra las caracter&#237;sticas de la muestra. Se observa que existen diferencias entre el sexo masculino y femenino en el promedio de edad y en las proporciones de los distintos estratos de las variables AFTL y obesidad. Con relaci&#243;n a los niveles de PCR, tabaquismo y glucemia, no existen diferencias entre los sexos en los diversos estratos de dichas variables.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0302-00009-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Tabla 2</xref>, se puede observar una asociaci&#243;n inversa entre la AFTL y los niveles elevados de PCR, aun tras ajuste para edad. Luego de la estratificaci&#243;n por sexo, la asociaci&#243;n permanece s&#243;lo en individuos pertenecientes al sexo masculino.</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0302-00009-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Tabla 3</xref> detalla las asociaciones entre AFTL y PCR ajustadas por edad y estratificadas por sexo, obesidad, tabaquismo y glucemia. Se observa que se encontr&#243; una asociaci&#243;n inversa entre la AFTL y niveles elevados de PCR, no s&#243;lo en varones -sean fumadores o ex -fumantes no obesos y no diab&#233;ticos-, sino tambi&#233;n en mujeres, incluso las obesas y no fumadoras. </p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0302-00009-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los resultados encontrados en el presente estudio est&#225;n de acuerdo con diversos trabajos que revelaron asociaci&#243;n entre AFTL y PCR elevada. En estudio realizado con 3.810 varones, se observ&#243; que la actividad f&#237;sica tiene relaci&#243;n inversa y significativa con la PCR, aun tras el ajuste para posibles confundidores. En ese mismo trabajo, al examinarse la modificaci&#243;n en el est&#225;ndar de actividad f&#237;sica tras 20 a&#241;os de seguimiento, se pudo percibir que aquellos que se revelaban sedentarios y se volvieron al menos poco activos presentaron niveles de PCR semejantes a los pacientes poco activos durante todo el seguimiento. Aquellos que se volvieron sedentarios presentan niveles de PCR similares a aquellos que fueron inactivos durante todo el seguimiento<sup>1</sup>. </p>
      <p>Otro trabajo -cohorte de 5.888 varones y mujeres con edad superior a 65 a&#241;os- observ&#243; que los niveles de PCR se mostraban m&#225;s bajos de acuerdo con el aumento en los cuartiles de actividad f&#237;sica autorreferida. Los autores se&#241;alan a&#250;n que se puede mediar actividad f&#237;sica y PCR a trav&#233;s de IMC y glucemia<sup>15</sup>. En nuestro trabajo, el IMC fue el indicador de obesidad utilizado, y, as&#237;, pudimos notar que la asociaci&#243;n entre AFTL y PCR no s&#243;lo persiste tras ajuste para IMC y glucemia, como tambi&#233;n sigue significativa en mujeres obesas, tras an&#225;lisis estratificado</p>
      <p>En estudio realizado con 405 varones y 454 mujeres aparentemente sanos, se identific&#243; la asociaci&#243;n inversa entre AFTL y PCR. Sin embargo, la reducci&#243;n de la obesidad podr&#237;a mediar ese efecto<sup>8</sup>.</p>
      <p>Abramson y Vaccarino<sup>9 </sup>estudiaron a 3.638 varones y mujeres aparentemente sanos y pudieron se&#241;alar que cuan mayor el tiempo de participaci&#243;n en actividades f&#237;sicas, menor la posibilidad de presentar niveles elevados de PCR. Panagiotakos et al.<sup>10</sup>, cuando analizaron a 1.524 varones y 1.518 mujeres, percibieron que personas con alto nivel de AFTL presentan el 29% menos niveles plasm&#225;ticos de PCR en comparaci&#243;n con aquellos que se clasificaron como sedentarios en ocio -aun tras ajuste por edad, tabaquismo, colesterol total, glucosa, presi&#243;n arterial sist&#243;lica y diast&#243;lica. </p>
      <p>En nuestro estudio, en an&#225;lisis multivariado que incluy&#243; sexo edad, glucemia, obesidad y tabaquismo, identificamos s&#243;lo la edad como factor de confusi&#243;n. A su vez, la asociaci&#243;n entre AFTL y PCR elevada persiste, aun tras ajuste para edad, en personas pertenecientes al sexo masculino. En an&#225;lisis estratificado, identificamos sexo, IMC (que representa obesidad), glucemia y tabaquismo como modificadores del efecto. Observamos entonces que la asociaci&#243;n entre AFTL y PCR existe tanto en varones fumadores o ex-fumadores, no obesos y no diab&#233;ticos, como en mujeres obesas y no fumadoras; hecho que demuestra que la AFTL puede influenciar en reducciones en los niveles de PCR incluso en personas obesas y tabaquistas. En esta perspectiva, la Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a (SBC)<sup>16</sup> relata que la determinaci&#243;n de la PCR para estimaci&#243;n del riesgo cardiovascular no se aplica a fumadores, portadores de osteoporosis, diab&#233;ticos, mujeres bajo terapia de reposici&#243;n hormonal, uso de antiinflamatorios o en presencia de infecciones.</p>
      <p>En el presente estudio verificamos tambi&#233;n que la AFTL puede influenciar en el incremento de los niveles de PCR en varones obesos y mujeres no obesas, fumadoras y con glucemia normal.</p>
      <p>En reciente revisi&#243;n de diversos estudios transversales y longitudinales, se se&#241;al&#243; que la actividad f&#237;sica provoca reducciones significativas en los niveles de PCR, y no se conocen la cantidad e intensidad ideales para que se alcance el beneficio<sup>17</sup>. En el mismo trabajo, los autores sugieren que tabaquismo y obesidad pueden interferir en las alteraciones de la PCR y que la asociaci&#243;n entre AFTL y PCR puede ocurrir en fumadores y no fumadores, bien como en obesos y no obesos.</p>
      <p>El instrumento utilizado en el estudio para an&#225;lisis de la AFTL no se construy&#243; espec&#237;ficamente para una investigaci&#243;n sobre sedentarismo, sino para encuesta poblacional. Adem&#225;s de ello, ten&#237;a como objetivo primario identificar factores de riesgo para enfermedades cardiovasculares y diabetes. Esto puede ser una limitaci&#243;n del estudio, aunque existen publicaciones anteriores en las que se utiliz&#243; el mismo aparato<sup>12</sup>. La metodolog&#237;a para an&#225;lisis del AFTL utilizada en trabajos de esa naturaleza es r&#225;pida y conveniente para grandes estudios poblacionales.</p>
      <p>Los resultados de este estudio pueden traer aportes a la salud p&#250;blica, en la medida que se los pueden utilizar como instrumento de concienciaci&#243;n acerca de la importancia de la AFTL como una de las posibles estrategias para la mejora de la salud de grupos poblacionales. Se recomiendan nuevos trabajos para analizar las cantidades e intensidades de actividad f&#237;sica adecuadas para proporcionar beneficios m&#225;s significativos en la disminuci&#243;n de los niveles de PCR.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La Secretaria de Vigilancia en Salud, el Ministerio de la Salud de Brasil y el Banco Mundial financiaron el presente estudio.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Association between leisure-time physical activity and C-reactive protein levels in adults, in the city of Salvador, Brazil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Leisure time physical activity (LTPA), defined as any type of bodily movement performed during leisure time, is associated with a reduction in the risk for many cardiovascular injuries. OBJECTIVE: To investigate the existence of an association between leisure time physical activity (LTPA) and C-reactive protein (CRP) levels in adults, in the city of Salvador, State of Bahia, Brazil. METHODS: This was a cross-sectional study, with a sample of 822 men and women, aged &gt; 20 years. Active in leisure time were those with a self-reported practice of physical activities in leisure time; high serum CRP levels were those with values &gt; 3.0 mg/l. Logistic regression analysis was used to compute the odds ratio (OR) with a 95% confidence interval (CI). RESULTS: Using multivariate analysis to adjust for potential confounders, we found an OR of 0.73 (0.68-0.79) among the men which shows the existence of an association between LTPA and high CRP levels only in male individuals. After a stratification by gender, obesity, diabetes and smoking habit, we found an association between LTPA and high CRP in non-obese and non-diabetic male smokers or former smokers; and in obese and non-smoking females. CONCLUSION: The results of this study may bring contributions to public health, since they can be used to raise awareness of the importance of LTPA as a prospective strategy for population health improvement.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Motor activity</kwd>
        <kwd>R-reactive protein</kwd>
        <kwd>risk factors</kwd>
        <kwd>coronary artery disease</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body3"/>Association between leisure-time physical activity and c-reactive protein levels in adults, in the city of Salvador, Brazil</p>
      <p>
        <bold>Francisco Pitanga<sup>I</sup>; Ines Lessa<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Departamento de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica da Faculdade de Educa&#231;&#227;o da Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA - Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Instituto de Sa&#250;de Coletiva da Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA - Brazil</p>
      <p>Mailling address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Leisure time physical activity (LTPA), defined as any type of bodily movement performed during leisure time, is associated with a reduction in the risk for many cardiovascular injuries.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To investigate the existence of an association between leisure time physical activity (LTPA) and C-reactive protein (CRP) levels in adults, in the city of Salvador, State of Bahia, Brazil.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> This was a cross-sectional study, with a sample of 822 men and women, aged <underline>&gt;</underline> 20 years. Active in leisure time were those with a self-reported practice of physical activities in leisure time; high serum CRP levels were those with values <underline>&gt;</underline> 3.0 mg/l. Logistic regression analysis was used to compute the odds ratio (OR) with a 95% confidence interval (CI).</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Using multivariate analysis to adjust for potential confounders, we found an OR of 0.73 (0.68-0.79) among the men which shows the existence of an association between LTPA and high CRP levels only in male individuals. After a stratification by gender, obesity, diabetes and smoking habit, we found an association between LTPA and high CRP in non-obese and non-diabetic male smokers or former smokers; and in obese and non-smoking females.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The results of this study may bring contributions to public health, since they can be used to raise awareness of the importance of LTPA as a prospective strategy for population health improvement. (Arq Bras Cardiol 2009;92(4):285-288)</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Motor activity; R-reactive protein; risk factors; coronary artery disease.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Leisure time physical activity (LTPA) can be described as engagement in any type of bodily movement during leisure time, and it is associated with a reduction in the risk for coronary artery disease (CAD), although the mechanisms involved are not perfectly known<sup>1</sup>. It has been theorized that physical activity can promote an increase in insulin and diabetes sensitivity<sup>2</sup>, an increase in HDL-C levels<sup>3</sup>, an improvement of the serum lipoprotein profile<sup>4</sup>, and a reduction in the risk for many cardiovascular injuries, with a resultant decrease in the incidence of CAD.</p>
      <p>C-reactive protein (CRP) is a marker of inflammatory process and can assist in the prediction of CAD<sup>6</sup>. The causal mechanism of this association can be attributed to the fact that an inflammatory process promotes the formation of atheromatous plaque in endothelial cells, and also facilitates atherosclerotic plaque rupture, which causes thrombolysis<sup>7</sup>.</p>
      <p>Several studies have demonstrated that physical activity, particularly in leisure time, may be inversely associated with CRP levels, even after adjustment for potential confounders, such as obesity, age, smoking habit and alcohol consumption<sup>1,8,9</sup>. The inverse association of LTPA with CRP seems to mediate the impact of regular physical activity on CAD risk reduction, due to its anti-inflammatory effect<sup>9</sup>. In a recently published study, it was observed that the adoption of a physically active lifestyle modifies favorably the inflammatory process in apparently healthy individuals<sup>10</sup>.</p>
      <p>These data about the association between LTPA and CRP are important to public health, because they can become the basis for public policies promoting LTPA as a means to prevent CAD. Besides, in Brazil, there are few studies which provide such data.</p>
      <p>The objective of this study was to investigate the existence of an association between LTPA and CRP levels in male and female adults, in the city of Salvador, Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Sample</bold>
      </p>
      <p>This was a cross-sectional study, with a sub-sample of 822 male and female adults, from a frozen serotheque (stored at approximately - 40&#186;C) of a group of 1439 adults, aged <underline>&gt;</underline> 20 years, who comprised the population sample of a study on cardiovascular risk factors and diabetes performed in Salvador, Brazil, 1999-2000 (MONIT project)<sup>11</sup>. The methods used for delineating the samples in the "Monit Project" were previously described in detail<sup>12,13</sup>. The probabilistic sub-sample had a prevalence of 15% of the inflammatory marker "abnormal CRP", a confidence level of 95%, and a margin of error &lt;0.02. In the serum samples, the CRP levels were assessed. The prevalence of 15% was used as an estimate, because it was similar to those observed for apparently healthy individuals in studies performed outside Brazil, since we did not have any domestic data to guide us in such an estimate. </p>
      <p>
        <bold>Study variables</bold>
      </p>
      <p>The study variables were: CRP (dependent variable), LPTA (independent variable), gender, age, glycemia, obesity and smoking habits (covariates). </p>
      <p>
        <bold>Data collection</bold>
      </p>
      <p>All participants were interviewed at their homes, in order to collect data about demographic characteristics and smoking habits. Concerning leisure time physical activity, the following question was asked: how do you classify your leisure time physical activity: 1) light: walking, bicycling or dancing for 3 hours per week or more; 2) moderate: running, doing exercises or practicing sports for 3 hours per week or more; 3) vigorous: competitive training; and 4) no physical activity in leisure time. We considered active in leisure time those who self-reported any kind of physical activity in leisure time, in a typical regular week<sup>12</sup>. </p>
      <p>Blood samples for biochemical tests were collected by the research team, after a 12 hour fasting period, in the health care center of each neighborhood, where the participants' weight and height were also measured. The body mass index (BMI) was determined dividing weight by height<sup>2</sup>. Glycemia levels were determined using Trinder's enzymatic method. The techniques and methods used in biochemical assays were in compliance with the Brazilian Society of Clinical Pathology standards.</p>
      <p>CPR levels were determined with a special kit, using the quantitative method of nephelometric turbidity (automated process), in a state-of-the-art nephelometer, calibrated at every group of 100 measurements. This is considered the best method available, with a sensitivity above 95%. All CRP levels were measured in one sole ISO-9002 certified laboratory, in compliance with the quality control standards of the Brazilian Society of Clinical Pathology. One sole technician performed the measurements, under the supervision and monitoring of the biochemist responsible for the tests. The measurements were expressed as milligrams/liter, and CRP levels were classified into risk levels: low risk: hs-CRP &lt; 1mg/l; moderate risk: 1 to 3mg/l; and high risk: &gt;3mg/l<sup>7</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Analysis procedures</bold>
      </p>
      <p>First, a stratification was performed to analyze confounding and effect modification. The analysis of effect modification was performed by examining stratum-specific punctual measurements and its confidence intervals. If the punctual measurement of a factor, in a specific stratum, was not in the confidence interval of another factor in the same stratum, that indicated an effect modification. We used a confidence interval of 95%, by the Mantel-Haenszel method. Confounding analysis was performed comparing the odds ratio (OR) for the crude association with that for the association adjusted by potential confounders. The parameter used to identify the difference between both associations was 20%.</p>
      <p>Then, a logistic regression analysis was performed. The analysis began with a complete model, followed by a one-by-one removal of each potential confounding variable, which caused a modification equal or superior to 20% in the punctual association between LPTA and CRP<sup>14</sup>. Ultimately, the OR between LPTA and CRP was estimated using the model that better explained this association.</p>
      <p>The following variables were considered as potential effect and confounding modifiers of the association between LTPA and CRP: gender, age, glycemia, obesity and smoking habit. All covariates, except age, which was treated as a continuous variable, were added to the model in a stratified manner: gender = 0 if man, and gender = 1 if woman; smoking habit = 0 if non-smoker, smoking habit = 1 if former smoker or smoker; glycemia = 0 if &lt; 126 mg/dl, and glycemia = 1 if <underline>&gt;</underline> 126 mg/dl; obesity = 0 if BMI &lt; 30kg/m<sup>2</sup>, and obesity = 1 if BMI <underline>&gt;</underline> 30kg/m<sup>2</sup>; active in leisure time = 0 if the individual is not engaged in any physical activity during leisure time, and active in leisure time = 1 if the individual is engaged in physical activities during leisure time; CRP = 0 if <underline>&lt;</underline> 3.0 mg/l, and CRP = 1 if &gt; 3.0 mg/l.</p>
      <p>In the modeling process, the variable age was identified as a confounder; and in the effect modification analysis, the variables gender, obesity, glycemia and smoking habit were considered as effect modifiers. Therefore, the best model to analyze the association between LTPA and CRP was the model adjusted by age and stratified by gender, obesity, glycemia and smoking habit. All analyses were performed taking into account the sample delineation effect (conglomerates). All calculations were performed considering "census sectors" as the sample unit. The statistical program "STATA version 7.0" was used.</p>
      <p>The project was presented to the Ethical Committee of the Regional Council of Medicine of the State of Bahia, and it was approved in its entirety. All participants or their legal guardians signed an informed consent document, and agreed to take part in the research.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The sample characteristics are shown in <xref ref-type="table" rid="tab1-body3">table 1</xref>. Its is noteworthy that there are differences between men and women, in the mean age and in strata proportions of LTPA and obesity variables. As to CRP levels, smoking habit and glycemia, there are no differences between men and women, in all strata of these variables.</p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0302-00009-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Table 2</xref> shows that LTPA is inversely associated with high CRP levels, even after adjustment for age. After stratification by gender, the association remains only in male individuals.</p>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0302-00009-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab3-body3">Table 3</xref> shows the associations between LTPA and CRP, adjusted by age, and stratified by gender, obesity, smoking habit and glycemia. It is demonstrated that LTPA is inversely associated with high CRP levels in men, even those who are non-obese and non-diabetic smokers or former smokers; and in women, even those who are obese and non-smokers. </p>
      <table-wrap id="tab3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0302-00009-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The results of this study are in conformity with several other studies which demonstrated the existence of an association between LTPA and high CRP. In a study performed among 3810 men, it was observed that physical activity had a significant and inverse relation with CRP, even after adjustment for potential confounders. In the same study, when analyzing the changes in physical activity patterns after a 20 year follow-up, it was observed that those who were sedentary and became at least moderately active had a CRP level that was similar to that of those who were moderately active during the entire follow-up period. Those who became sedentary had a CRP level similar to that of those who were inactive during the entire follow-up period<sup>1</sup>.</p>
      <p>In another study with a sample of 5,888 men and women, aged over 65 years, it was observed that CRP levels were respectively lower, according to the increase in the quartiles of self-reported physical activity. The authors also stated that the association between physical activity and CRP could be mediated by BMI and glycemia<sup>15</sup>. In our study, BMI was the obesity indicator used, and we observed that an association between LTPA and CRP remained after adjustment for BMI and glycemia, and it also remained significant in obese women, after stratification analysis.</p>
      <p>In a study with 405 men and 454 women who were apparently healthy, it was observed an inverse association between TPLA and CRP, but this effect could be mediated by a reduction in obesity<sup>8</sup>.</p>
      <p>Abramson &amp; Vaccarino<sup>9</sup> studied 3638 apparently healthy men and women, and observed that the longer the duration of engagement in physical activity, the lower was the probability of high CRP levels. Panagiotakos et al<sup>10</sup>, analyzing a group of 1524 men and 1518 women, observed that those individuals with high level of LTPA had serum CRP levels that were 29% lower than those found in individuals who were classified as sedentary in leisure time, even after adjustment for age, smoking habit, total cholesterol, glucose levels, and systolic and diastolic blood pressures.</p>
      <p>In our study, in a multivariate analysis including gender, age, glycemia, obesity and smoking habit, we identified only age as a confounder, and the association between LTPA and high CRP persisted, even after adjustment for age, in male individuals. In a stratification analysis, we identified gender, BMI (representing obesity), glycemia and smoking habit as effect modifiers. We observed that there was an association between LTPA and CRP in non-obese and non-diabetic male smokers or former smokers; and in obese and non-smoking women, demonstrating that LTPA can have an impact on CRP level reduction, even in obese and smoking individuals. In this context, the Brazilian Society of Cardiology (BSC)<sup>16</sup> reports that CRP measurements to estimate cardiovascular risk do not apply to smokers, women using hormone replacement therapy, individuals taking anti-inflammatory drugs and those who have osteoporosis, diabetes or infections.</p>
      <p>In this study, we also found that LTPA can have an impact on the increase of CRP levels in obese men and non-obese female smokers with normal glycemia.</p>
      <p>In a recent review of several cross-sectional and longitudinal studies, it was observed that physical activity promotes a significant reduction in CRP levels, but the ideal amount and intensity for achieving the benefit are not known<sup>17</sup>. In the same study, the authors suggested that smoking habits and obesity may interfere in CRP alterations, and also that an association between LTPA and CRP can occur in smokers and non-smokers, and in obese and non-obese individuals.</p>
      <p>Since the tools used in the study to analyze LTPA did not specifically aim at an investigation of sedentarism, but rather at a population inquiry with the primary purpose of identifying risk factors for cardiovascular diseases and diabetes, that could have been a limitation of the study, although there were previous studies which used these same tools<sup>12</sup>. The methods for LTPA analysis used in these studies were fast and convenient for large population studies.</p>
      <p>The results of this study may bring contributions for public health, since they can be used to raise awareness of the importance of LTPA as a possible strategy for population health improvement. Further studies are needed to analyze the amount and intensity of physical activity required to promote more significant benefits in the decrease of CRP levels.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by <italic>Secretaria de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de</italic>, <italic>Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Brasil</italic> e <italic>Banco Mundial</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
