<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">cRZRVDndWDgBkWPMRQWKqjk</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000400007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09200407</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000400007</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Piloere&#231;&#227;o: um efeito colateral da administra&#231;&#227;o intravenosa de dobutamina</article-title>
      </title-group>
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        <contrib contrib-type="author">
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            <surname>Vidal</surname>
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      <aff id="aff01">
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          <named-content content-type="city">Montevid&#233;u</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Hospital Italiano Umberto I</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Departamento de Ecocardiografia </institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
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        <year>2009</year>
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          <year>2008</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>19</day>
          <month>06</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="received">
          <day>01</day>
          <month>05</month>
          <year>2008</year>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Quando um teste de ecocardiografia de estresse com dobutamina &#233; realizado, a piloere&#231;&#227;o &#233; freq&#252;entemente observada na &#225;rea do escalpo. OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi estabelecer a incid&#234;ncia desse fen&#244;meno e sua rela&#231;&#227;o com outros achados cl&#237;nicos. M&#201;TODOS: 218 pacientes consecutivos que foram submetidos a teste de ecocardiografia de estresse com dobutamina em nosso departamento foram inclu&#237;dos no estudo. RESULTADOS: A piloere&#231;&#227;o estava presente em 42,2% dos casos. Nenhuma correla&#231;&#227;o p&#244;de ser estabelecida entre a piloere&#231;&#227;o e o sexo, resultados do teste de estresse ou outros efeitos colaterais. Uma correla&#231;&#227;o estatisticamente significante foi estabelecida com a idade dos pacientes: a piloere&#231;&#227;o estava presente em 73% dos pacientes com 50 anos ou menos. A rea&#231;&#227;o aparece mais freq&#252;entemente com uma dose de dobutamina de 10 &#181;g/kg/min. CONCLUS&#195;O: A piloere&#231;&#227;o &#233; um efeito colateral freq&#252;ente da infus&#227;o de dobutamina, particularmente em pacientes com 50 anos ou menos. Ela geralmente precede o aumento da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca causada pela dobutamina; portanto, &#233; uma indica&#231;&#227;o clara e precoce de que a infus&#227;o intravenosa est&#225; funcionando adequadamente. Al&#233;m disso, avisar aos pacientes sobre sua poss&#237;vel ocorr&#234;ncia pode contribuir para o bem estar dos mesmos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Piloere&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>dobutamina</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>23</day>
        <month>06</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> ECOCARDIOGRAFIA ADULTOS</p>
    <p>Piloere&#231;&#227;o: um efeito colateral da administra&#231;&#227;o intravenosa de dobutamina</p>
    <p>
      <bold>In&#233;s Vidal</bold>
    </p>
    <p>Departamento de Ecocardiografia, Hospital Italiano Umberto I, Montevid&#233;u - Uruguai</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="cor">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Quando um teste de ecocardiografia de estresse com dobutamina &#233; realizado, a piloere&#231;&#227;o &#233; freq&#252;entemente observada na &#225;rea do escalpo. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> O objetivo do presente estudo foi estabelecer a incid&#234;ncia desse fen&#244;meno e sua rela&#231;&#227;o com outros achados cl&#237;nicos. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> 218 pacientes consecutivos que foram submetidos a teste de ecocardiografia de estresse com dobutamina em nosso departamento foram inclu&#237;dos no estudo. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A piloere&#231;&#227;o estava presente em 42,2% dos casos. Nenhuma correla&#231;&#227;o p&#244;de ser estabelecida entre a piloere&#231;&#227;o e o sexo, resultados do teste de estresse ou outros efeitos colaterais. Uma correla&#231;&#227;o estatisticamente significante foi estabelecida com a idade dos pacientes: a piloere&#231;&#227;o estava presente em 73% dos pacientes com 50 anos ou menos. A rea&#231;&#227;o aparece mais freq&#252;entemente com uma dose de dobutamina de 10 &#181;g/kg/min. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A piloere&#231;&#227;o &#233; um efeito colateral freq&#252;ente da infus&#227;o de dobutamina, particularmente em pacientes com 50 anos ou menos. Ela geralmente precede o aumento da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca causada pela dobutamina; portanto, &#233; uma indica&#231;&#227;o clara e precoce de que a infus&#227;o intravenosa est&#225; funcionando adequadamente. Al&#233;m disso, avisar aos pacientes sobre sua poss&#237;vel ocorr&#234;ncia pode contribuir para o bem estar dos mesmos.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Piloere&#231;&#227;o/efeitos de drogas, dobutamina/administra&#231;&#227;o e dosagem.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Ecocardiogramas com administra&#231;&#227;o intravenosa de dobutamina t&#234;m sido realizados no Departamento de Ecocardiografia do Hospital Italiano Umberto I desde 1995. Durante esses procedimentos, &#233; comum que os pacientes relatem a ocorr&#234;ncia de piloere&#231;&#227;o, particularmente na &#225;rea do escalpo. Nenhuma refer&#234;ncia foi encontrada em rela&#231;&#227;o &#224; esse fen&#244;meno<sup>1-6</sup>, e dessa forma, decidimos estudar sua incid&#234;ncia e poss&#237;vel associa&#231;&#227;o com outras vari&#225;veis cl&#237;nicas.</p>
    <p>Do ponto de vista qu&#237;mico, a dobutamina (Dobuject<sup>&#174;</sup>) &#233; uma combina&#231;&#227;o rac&#234;mica de seus is&#244;meros (+) e (-)<sup>7</sup>. Seus efeitos card&#237;acos bem conhecidos (cronotropismo e inotropismo positivos) s&#227;o atribu&#237;dos ao efeito beta-adren&#233;rgico prevalente do is&#244;mero (+)<sup>7</sup>. Por outro lado, a piloere&#231;&#227;o seria o resultado do est&#237;mulo aos receptores alfa pelo is&#244;mero (-) - com a contra&#231;&#227;o dos m&#250;sculos piloeretores sendo um efeito alfa - 1<sup>7</sup>.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Ecocardiogramas de estresse com dobutamina foram realizados em um total de 218 pacientes consecutivos, incluindo 105 homens e 113 mulheres, com idade entre 38 e 82 anos, com m&#233;dia de idade de 63,55 anos (DP&#177;56). Todos os pacientes foram previamente avisados sobre os poss&#237;veis efeitos colaterais do medicamento - particularmente da piloere&#231;&#227;o do escalpo. Foi solicitado aos pacientes que reportassem o efeito toda vez que o mesmo fosse percebido. Esses relatos foram ent&#227;o verificados atrav&#233;s de observa&#231;&#227;o direta do cabelo e escalpo sob uma luz branca e forte e/ou toque do escalpo. </p>
    <p>Diferentes vari&#225;veis foram registradas: presen&#231;a ou aus&#234;ncia de piloere&#231;&#227;o; se a piloere&#231;&#227;o estivesse presente, a dose administrada de dobutamina naquele momento; sexo; idade; resultados do teste; presen&#231;a de outros efeitos card&#237;acos e extracard&#237;acos (taquicardia ventricular, taquicardia supraventricular, urg&#234;ncia urin&#225;ria, desacelera&#231;&#227;o sinusal e hipotens&#227;o). Os primeiros 74 casos foram adequadamente avisados sobre os poss&#237;veis efeitos colaterais da infus&#227;o de dobutamina e, quando os pacientes mencionavam o efeito, a presen&#231;a de piloere&#231;&#227;o no cabelo e escalpo era verificada. Os 144 casos seguintes foram n&#227;o apenas avisados previamente sobre o efeito, mas especificamente inquiridos sobre a piloere&#231;&#227;o durante a infus&#227;o de dobutamina. Mesmo quando a resposta era negativa, os pacientes eram examinados &#224; procura de piloere&#231;&#227;o.</p>
    <p>O protocolo incremental usual utilizado foi de 5 to 40 &#181;g/kg peso corporal por minuto em est&#225;gios de tr&#234;s minutos<sup>3,6</sup>. Em pacientes que n&#227;o atingiam 85% de sua freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FC) m&#225;xima te&#243;rica, at&#233; 1 mg de atropina foi adicionada. A an&#225;lise estat&#237;stica das vari&#225;veis significantes foi realizada atrav&#233;s do teste de Qui-quadrado.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>No primeiro grupo de 74 pacientes, a piloere&#231;&#227;o foi mencionada por 29,7%, enquanto no segundo grupo de 144 pacientes, o fen&#244;meno foi observado por at&#233; 48,6% dos pacientes. A incid&#234;ncia geral foi de 42,3%. Todos os casos de piloere&#231;&#227;o relatados foram confirmados por observa&#231;&#227;o direta (ver <xref ref-type="fig" rid="a07fig01">Figura 1</xref>). No segundo grupo, a piloere&#231;&#227;o n&#227;o foi observada nos pacientes que n&#227;o a relataram. </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a07fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0290-00007-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A diferen&#231;a entre esses dois grupo foi estatisticamente significante, com um valor de <italic>p</italic> &lt; 0,005 ou 0,008 com corre&#231;&#227;o de Yates (ver <xref ref-type="table" rid="tab1">Tabela 1</xref>). Nenhuma correla&#231;&#227;o estatisticamente significante foi encontrada entre o surgimento da piloere&#231;&#227;o e a maioria das vari&#225;veis consideradas. Entretanto, uma correla&#231;&#227;o estatisticamente significante foi realmente encontrada com a idade dos pacientes. A idade mais significante foi de 50 anos. Dos 218 casos estudados, a piloere&#231;&#227;o foi mais freq&#252;entemente encontrada (73%) em pacientes com 50 anos ou menos, com <italic>p</italic> &lt; 0,0000003 ou 0,0000007 com corre&#231;&#227;o de Yates (ver <xref ref-type="table" rid="tab2">Tabela 2</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0290-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0290-00007-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Sem o uso de betabloqueadores, a piloere&#231;&#227;o ocorre com doses de dobutamina de 20 &#181;g/kg/min ou menos. Dos pacientes que relataram piloere&#231;&#227;o, 51,5% o fizeram com uma dose de 10 &#181;g/kg/min, 33,3% com uma dose de 20 &#181;g/kg /min e 15,1% com uma dose de 5 &#181;g/kg /min. Dos seis pacientes recebendo betabloqueadores, dois relataram a piloere&#231;&#227;o ap&#243;s uma dose de dobutamina de 30 &#181;g/kg/min ter sido administrada. </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A piloere&#231;&#227;o &#233; um fen&#244;meno freq&#252;entemente encontrado em pacientes submetidos a teste de ecocardiografia de estresse com inje&#231;&#227;o intravenosa de dobutamina. A incid&#234;ncia aumenta quando &#233; perguntado aos pacientes avisados previamente sobre a presen&#231;a de piloere&#231;&#227;o durante a inje&#231;&#227;o de catecolamina. Dessa forma, muitos pacientes n&#227;o relatam a presen&#231;a de piloere&#231;&#227;o a menos que sejam inquiridos sobre ela - mesmo que tenham sentido o fen&#244;meno. As varia&#231;&#245;es relacionadas &#224; idade encontradas na incid&#234;ncia de piloere&#231;&#227;o podem ser devidas &#224; normalidade funcional do sistema nervoso aut&#244;nomo, geralmente encontrada em pessoas mais jovens. </p>
    <p>De um ponto de vista pr&#225;tico, o fen&#244;meno da piloere&#231;&#227;o nos permite: </p>
    <p>a) reduzir a ansiedade - o/a paciente sabe que a piloere&#231;&#227;o &#233; um efeito colateral da dobutamina e n&#227;o algo causado pelo seus receios. </p>
    <p>b) saber com anteced&#234;ncia e com mais precis&#227;o se a catecolamina entrou no organismo e come&#231;ou a agir. &#192;s vezes n&#227;o h&#225; certeza se o equipamento intravenoso usado no procedimento est&#225; funcionando corretamente, e somente uma aumento importante na FC ir&#225; dissipar quaisquer d&#250;vidas. J&#225; que a piloere&#231;&#227;o geralmente precede o aumento na FC, os relatos dos pacientes nos d&#227;o uma indica&#231;&#227;o precoce e clara de que o equipamento est&#225; funcionando adequadamente. </p>
    <p>c) um melhor manejo da farmacologia do procedimento ao saber o exato momento do aparecimento da piloere&#231;&#227;o. As doses mais altas de dobutamina, necess&#225;rias em pacientes recebendo betabloqueadores, podem ser o resultado l&#243;gico do atraso de um est&#237;mulo aos receptores alfa, devido ao fato de a dobutamina e betabloqueadores serem antagonistas competitivos. Entretanto, o baixo n&#250;mero de pacientes betabloqueados impede qualquer conclus&#227;o definitiva.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>A piloere&#231;&#227;o do escalpo &#233; um efeito colateral freq&#252;ente da infus&#227;o intravenosa de dobutamina, provavelmente devido &#224; estimula&#231;&#227;o dos receptores alfa-1 adren&#233;rgicos.</p>
    <p>O efeito aparece na maioria das vezes com uma dose de dobutamina de 10 &#181;g/kg/min. </p>
    <p>Nenhuma correla&#231;&#227;o foi estabelecida com g&#234;nero, resultados de testes ou outros efeitos colaterais.</p>
    <p>Uma correla&#231;&#227;o estatisticamente significante foi estabelecida com a idade dos pacientes. A piloere&#231;&#227;o foi relatada por 73% dos pacientes com 50 anos ou menos.</p>
    <p>A piloere&#231;&#227;o pode ser utilizada para uma r&#225;pida verifica&#231;&#227;o se a infus&#227;o intravenosa est&#225; funcionando adequadamente. Al&#233;m disso, avisar aos pacientes sobre sua poss&#237;vel ocorr&#234;ncia pode contribuir para o bem estar dos mesmos. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="cor" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> In&#233;s Vidal </p>
        <p> Presidente Gir&#243; 2540 </p>
        <p> Montevid&#233;u - 11613 - Uruguai </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="invi@montevideo.com.uy">invi@montevideo.com.uy</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 01/05/08; revisado recebido em 19/06/08; aceito em 19/06/08.</p>
  </body>
  <back>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Safety and tolerability of dobutamine-atropine stress echocardiography: a prospective, multicentre study. Echo Dobutamine International Cooperative Study Group</article-title>
          <source>Lancet</source>
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          <volume>344</volume>
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          <article-title>Tolerance, hemodynamic changes and safety of dobutamine stress perfusion imaging</article-title>
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          <article-title>Evolution of dobutamine echocardiography protocols and indications: safety and side effects in 3011 studies over 5 years</article-title>
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          <article-title>Methodology, feasibility, safety and diagnostic accuracy of dobutamine stress echocardiography</article-title>
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          <article-title>RITED (Registro Italiano Test Eco-Dobutamina): side effects and complications of echo-dobutamine stress test in 3041 examinations</article-title>
          <source>G Ital Cardiol</source>
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          <article-title>American Society of Echocardiography recommendations for performance, interpretation and application of stress echocardiography</article-title>
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            <year>2007</year>
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          <fpage>128, 236, 936</fpage>
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  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Piloerecci&#243;n: un efecto colateral de la administraci&#243;n intravenosa de dobutamina</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Cuando se realiza un test de ecocardiograf&#237;a de esfuerzo con dobutamina, la piloerecci&#243;n se observa frecuentemente en el cuero cabelludo. OBJETIVO: El objetivo del presente estudio fue establecer la incidencia de este fen&#243;meno y su relaci&#243;n con otros resultados cl&#237;nicos. M&#201;TODOS: Se incluyeron en el estudio 218 pacientes consecutivos que fueron sometidos a tests de ecocardiograf&#237;a de esfuerzo con dobutamina en nuestro departamento. RESULTADOS: La piloerecci&#243;n estaba presente en el 42,2 % de los casos. No se pudo establecer ninguna correlaci&#243;n entre la piloerecci&#243;n y el sexo, resultados del test de esfuerzo u otros efectos colaterales. Una correlaci&#243;n estad&#237;sticamente significante se estableci&#243; con la edad de los pacientes: la piloerecci&#243;n estaba presente en un 73% de los pacientes con 50 a&#241;os o menos. La reacci&#243;n aparece m&#225;s frecuentemente con una dosis de dobutamina de 10 &#181;g/kg/min. CONCLUSIONES: La piloerecci&#243;n es un efecto colateral frecuente de la infusi&#243;n de dobutamina, particularmente en pacientes con 50 a&#241;os o menos. Esta precede generalmente el aumento de la frecuencia card&#237;aca provocada por la dobutamina. Por tanto es una indicaci&#243;n clara y precoz de que la infusi&#243;n intravenosa est&#225; funcionando adecuadamente. Adem&#225;s de ello, avisar a los pacientes sobre su posible ocurrencia puede contribuir para el bienestar de los mismos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Piloerecci&#243;n</kwd>
        <kwd>dobutamina</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="add1-body2"/>Piloerecci&#243;n: un efecto colateral de la administraci&#243;n intravenosa de dobutamina</p>
      <p>
        <bold>In&#233;s Vidal </bold>
      </p>
      <p>Departamento de Ecocardiografia, Hospital Italiano Umberto I, Montevid&#233;u - Uruguai</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Cuando se realiza un test de ecocardiograf&#237;a de esfuerzo con dobutamina, la piloerecci&#243;n se observa frecuentemente en el cuero cabelludo.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> El objetivo del presente estudio fue establecer la incidencia de este fen&#243;meno y su relaci&#243;n con otros resultados cl&#237;nicos.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se incluyeron en el estudio 218 pacientes consecutivos que fueron sometidos a tests de ecocardiograf&#237;a de esfuerzo con dobutamina en nuestro departamento.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> La piloerecci&#243;n estaba presente en el 42,2 % de los casos. No se pudo establecer ninguna correlaci&#243;n entre la piloerecci&#243;n y el sexo, resultados del test de esfuerzo u otros efectos colaterales. Una correlaci&#243;n estad&#237;sticamente significante se estableci&#243; con la edad de los pacientes: la piloerecci&#243;n estaba presente en un 73% de los pacientes con 50 a&#241;os o menos. La reacci&#243;n aparece m&#225;s frecuentemente con una dosis de dobutamina de 10 &#181;g/kg/min.</p>
      <p><bold>CONCLUSIONES:</bold> La piloerecci&#243;n es un efecto colateral frecuente de la infusi&#243;n de dobutamina, particularmente en pacientes con 50 a&#241;os o menos. Esta precede generalmente el aumento de la frecuencia card&#237;aca provocada por la dobutamina. Por tanto es una indicaci&#243;n clara y precoz de que la infusi&#243;n intravenosa est&#225; funcionando adecuadamente. Adem&#225;s de ello, avisar a los pacientes sobre su posible ocurrencia puede contribuir para el bienestar de los mismos. (Arq Bras Cardiol 2009;92(4):283-285)</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Piloerecci&#243;n/efectos de drogas, dobutamina / administraci&#243;n y dosificaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Ecocardiograf&#237;as con administraci&#243;n intravenosa de dobutamina se realizaron en el Departamento de Ecocardiograf&#237;a del Hospital Italiano Umberto I desde 1995. Durante esos procedimientos es com&#250;n que los pacientes informen la ocurrencia de piloerecci&#243;n, particularmente en el &#225;rea del cuero cabelludo. Ninguna incidencia fue encontrada con relaci&#243;n a este fen&#243;meno<sup>1-6</sup>, y de esa forma, decidimos estudiar su incidencia y posible asociaci&#243;n con otras variables cl&#237;nicas.</p>
      <p>Del punto de vista qu&#237;mico, la dobutamina (Dobuject <sup>&#174;</sup>) es una mezcla rac&#233;mica de sus is&#243;meros (+) y (-)<sup>7</sup>. Sus efectos card&#237;acos bien conocidos (cronotropismo e inotropismo positivos) se atribuyen al efecto beta adren&#233;rgico prevalente del is&#243;mero (+)<sup>7</sup>. Por otro lado, la piloerecci&#243;n ser&#237;a el resultado del est&#237;mulo a los receptores alfa por el is&#243;mero (-) - con la contracci&#243;n de los m&#250;sculos piloerectores siendo un efecto alfa 1<sup>7</sup>.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se realizaron ecocardiograf&#237;as de esfuerzo con dobutamina en un total de 218 pacientes consecutivos, incluyendo 105 hombres y 113 mujeres, con edades entre 38 y 82 a&#241;os, con un promedio de edad de 63,55 a&#241;os (SD&#177;56). Todos los pacientes fueron previamente avisados sobre los posibles efectos colaterales del medicamento - particularmente sobre la piloerecci&#243;n del cuero cabelludo. Se solicit&#243; a los pacientes que informasen el efecto cada vez que el mismo fuera constatado. Esos relatos fueron entonces verificados a trav&#233;s de observaci&#243;n directa del cuero cabelludo bajo una luz blanca y fuerte y/o toque del cuero cabelludo. </p>
      <p>Diferentes variables fueron registradas: presencia o ausencia de piloerecci&#243;n; si la piloerecci&#243;n estaba presente, la dosis administrada de dobutamina en aquel momento; sexo, edad, resultados del test; presencia de otros efectos card&#237;acos y extra card&#237;acos (taquicardia ventricular, taquicardia supraventricular, urgencia urinaria, desaceleraci&#243;n sinusal e hipotensi&#243;n). Los primeros 74 casos fueron adecuadamente avisados sobre los posibles efectos colaterales de la infusi&#243;n de dobutamina y, cuando los pacientes mencionaban el efecto, se verificaba la presencia de piloerecci&#243;n en el cabello del cuero cabelludo. Los 144 casos siguientes no s&#243;lo fueron alertados previamente sobre el efecto, sino espec&#237;ficamente preguntados sobre la piloerecci&#243;n durante la infusi&#243;n de dobutamina. Aun cuando la respuesta era negativa, los pacientes eran examinados en busca de piloerecci&#243;n.</p>
      <p>El protocolo incremental usual utilizado fue de 5 a 40 &#181;g/kg peso corporal por minuto en intervalos de tres minutos<sup>3,6</sup>. En pacientes que no alcanzaban el 85% de su frecuencia card&#237;aca (FC) m&#225;xima te&#243;rica, se agreg&#243; hasta 1 mg de atropina. El an&#225;lisis estad&#237;stico de las variables significantes se realiz&#243; a trav&#233;s del teste de Ji cuadrado.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>En el primer grupo de 74 pacientes, la piloerecci&#243;n fue mencionada por el 29,7%, mientras que en el segundo grupo de 144 pacientes, el fen&#243;meno fue observado por hasta el 48,6% de los pacientes. La incidencia general fue del 42.3%. Todos los casos de piloerecci&#243;n relatados fueron confirmados por observaci&#243;n directa (ver <xref ref-type="fig" rid="es_a07fig01-body2">Figura 1</xref>). En el segundo grupo, la piloerecci&#243;n no fue observada en los pacientes que no la relataron. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a07fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0290-00007-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La diferencia entre esos dos grupos fue estad&#237;sticamente significativa, con un valor de <italic>p</italic> &lt; 0,005 o 0,008 con correcci&#243;n de Yates (ver <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Tabla 1</xref>). Ninguna correlaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa fue encontrada entre el aparecimiento de la piloerecci&#243;n y la mayor&#237;a de las variables consideradas. No obstante, se encontr&#243; una correlaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa con la edad de los pacientes. La edad m&#225;s significativa fue de 50 a&#241;os. De los 218 casos estudiados, la piloerecci&#243;n se encontr&#243; m&#225;s frecuentemente (73%) en pacientes con 50 a&#241;os o menos, con <italic>p</italic> &lt; 0,0000003 o 0,0000007 con correcci&#243;n de Yates (ver <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Tabla 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0290-00007-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0290-00007-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Sin el uso de betabloqueadores, la piloerecci&#243;n ocurre con dosis de dobutamina de 20 &#181;g/kg peso corporal por minuto o menos. De los pacientes que relataron piloerecci&#243;n, el 51,5% lo hicieron con una dosis de 10 &#181;g/kg peso corporal por minuto, el 33,3% con una dosis de 20 &#181;g/kg peso corporal por minuto y el 15,1% con una dosis de 5 &#181;g/kg peso corporal por minuto. De los seis pacientes recibiendo betabloqueadores, dos relataron piloerecci&#243;n despu&#233;s de la administraci&#243;n de una dosis de dobutamina, de 30 &#181;g/kg peso corporal por minuto. </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La piloerecci&#243;n es un fen&#243;meno frecuentemente encontrado en pacientes sometidos a test de ecocardiograf&#237;a de esfuerzo con aplicaci&#243;n intravenosa de dobutamina. La incidencia aumenta cuando se pregunta a los pacientes avisados previamente sobre la presencia de piloerecci&#243;n durante la inyecci&#243;n de catecolamina. De esta forma, muchos pacientes no relatan la presencia de piloerecci&#243;n a menos que sean preguntados sobre ella - aunque hayan sentido el fen&#243;meno. Las variaciones relacionadas a la edad encontrada en la incidencia de la piloerecci&#243;n pueden atribuirse a la normalidad funcional del sistema nervioso aut&#243;nomo, generalmente encontrada en personas m&#225;s j&#243;venes. </p>
      <p>Desde un punto de vista pr&#225;ctico, el fen&#243;meno de la piloerecci&#243;n nos permite: </p>
      <p>a) Reducir la ansiedad - el/la paciente sabe que la piloerecci&#243;n es un efecto colateral de la dobutamina y no algo causado por sus recelos.</p>
      <p>b) Saber con anticipaci&#243;n y con m&#225;s precisi&#243;n si la catecolamina entr&#243; en el organismo y comenz&#243; a actuar. A veces no hay seguridad si el equipo intravenoso utilizado en el procedimiento est&#225; funcionando correctamente, y solamente un aumento importante en la FC disipar&#225; cualquier duda. Ya que la piloerecci&#243;n generalmente precede al aumento en la FC, los relatos de los pacientes nos dan una indicaci&#243;n precoz y clara de que el equipo est&#225; funcionando adecuadamente. </p>
      <p>c) Un mejor manejo de la farmacolog&#237;a al saber el exacto momento del aparecimiento de la piloerecci&#243;n. Las dosis m&#225;s altas de dobutamina, necesarias en pacientes que reciben betabloqueadores, pueden ser el resultado l&#243;gico del atraso de un estimulo a los receptores alfa, debido al hecho de la dobutamina y los betabloqueadores ser antagonistas competitivos. Sin embargo, el bajo n&#250;mero de pacientes betabloqueados impide cualquier conclusi&#243;n definitiva.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>La piloerecci&#243;n del cuero cabelludo es un efecto colateral frecuente de la infusi&#243;n intravenosa de dobutamina, probablemente debido al est&#237;mulo de los receptores alfa-1 adren&#233;rgicos.</p>
      <p>El efecto aparece la mayor&#237;a de las veces con una dosis de dobutamina de 10 &#181;g/kg peso corporal/min. </p>
      <p>Ninguna correlaci&#243;n fue establecida con g&#233;nero, resultados de tests u otros efectos colaterales.</p>
      <p>Una correlaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa fue establecida con la edad de los pacientes. La piloerecci&#243;n fue relatada por el 73 % de los pacientes con 50 a&#241;os o menos.</p>
      <p>La piloerecci&#243;n puede utilizarse para verificar r&#225;pidamente si la infusi&#243;n intravenosa est&#225; funcionando adecuadamente. Adem&#225;s de ello, avisar a los pacientes sobre su posible ocurrencia puede contribuir para el bienestar de los mismos.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay v&#237;nculo de este estudio a programas de post grado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Piloerection: a side effect of intravenous administration of dobutamine</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: When a dobutamine stress echocardiogram is performed, piloerection is frequently found in the scalp area. OBJECTIVE: The aim of the present study was to establish the incidence of this phenomenon and its association with other clinical findings. METHODS: A total of 218 consecutive patients that underwent dobutamine stress echocardiography in our department were included in the study. RESULTS: Piloerection was present in 42.2% of the sample. No correlations could be established between piloerection and gender, result of the stress test or other side effects. A statistically significant correlation was established with the age of the patients: piloerection was present in 73% of patients aged 50 years or younger. It appears most often with a dobutamine dose of 10 &#181;g/kg/min. CONCLUSION: Piloerection is a frequent side effect of dobutamine infusion, particularly in patients aged 50 or less; it usually precedes the increase in heart rate caused by dobutamine; therefore, it is an early and clear indication that the intravenous set is working properly. Also, the previous warning of its possible appearance may contribute to the patient's well-being.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Polierection</kwd>
        <kwd>dobutamine</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body3"/>Piloerection: a side effect of intravenous administration of dobutamine</p>
      <p>
        <bold>In&#233;s Vidal</bold>
      </p>
      <p>Departamento de Ecocardiografia, Hospital Italiano Umberto I, Montevideo - Uruguay</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> When a dobutamine stress echocardiogram is performed, piloerection is frequently found in the scalp area.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> The aim of the present study was to establish the incidence of this phenomenon and its association with other clinical findings.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A total of 218 consecutive patients that underwent dobutamine stress echocardiography in our department were included in the study.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Piloerection was present in 42.2% of the sample. No correlations could be established between piloerection and gender, result of the stress test or other side effects. A statistically significant correlation was established with the age of the patients: piloerection was present in 73% of patients aged 50 years or younger. It appears most often with a dobutamine dose of 10 &#956;g/kg/min.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Piloerection is a frequent side effect of dobutamine infusion, particularly in patients aged 50 or less; it usually precedes the increase in heart rate caused by dobutamine; therefore, it is an early and clear indication that the intravenous set is working properly. Also, the previous warning of its possible appearance may contribute to the patient's well-being. (Arq Bras Cardiol 2009;92(4):275-277)</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Polierection/drug effects; dobutamine/administration and dosage.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Echocardiograms with intravenous administration of dobutamine have been performed at the Department of Echocardiography of the 'Umberto I' Italian Hospital since 1995. During these procedures, it is common for the patients to refer piloerection, particularly in the scalp area.</p>
      <p>No references were found regarding this phenomenon<sup>1-6</sup>; therefore, we decided to study its incidence and possible association with other clinical variables.</p>
      <p>From the chemical point of view, dobutamine (Dobuject<sup>&#174;</sup>) is a racemic combination of its (+) and (-) isomers<sup>7</sup>. Its well-known cardiac effects (positive chronotropism and inotropism) are attributed to a prevalent beta-adrenergic effect of the (+) isomer<sup>7</sup>. On the other hand, piloerection would be the result of the stimulation of alpha receptors by the (-) isomer - with the contraction of the piloerector muscles being an alpha-1 effect<sup>7</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>Dobutamine stress echocardiograms were performed on a total of 218 consecutive patients, including 105 males and 113 females, aged between 38 and 82 years, with a mean age of 63.55 years (SD&#177;56). All of them had been previously warned of the drug's possible side effects - particularly piloerection of the scalp. Whenever the latter was felt, the patients were asked to report it. These reports were then checked by direct observation of hair and scalp under a strong white light and/or touching of the scalp.</p>
      <p>A number of variables were registered: presence or absence of piloerection; if piloerection was present, the administered dose of dobutamine at the time; gender; age; test results; presence of other cardiac and extracardiac side effects (ventricular tachycardia, supraventricular tachycardia, urinary urgency, sinus node deceleration and hypotension).</p>
      <p>The first 74 cases were duly warned of the possible side effects of the dobutamine infusion and whenever the patients mentioned it, hair and scalp were checked for piloerection.</p>
      <p>The following 144 cases were not only previously warned, but also specifically asked about piloerection during the dobutamine infusion. Even when the answer was negative, patients were examined for the presence of piloerection. </p>
      <p>The usual incremental protocol, from 5 to 40 &#956;g/kg/min in three-minute stages, was used<sup>3,6</sup>. In patients that did not achieve 85% of their theoretic maximal heart rate, atropine was added up to 1 mg. </p>
      <p>The statistical analysis of the significant variables was carried out by the Chi-square test.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>In the first group of 74 patients, piloerection was mentioned by 29.7%. In the second group of 144 patients, the phenomenon was found in as many as 48.6%. The global incidence was 42.3%.</p>
      <p>All cases of reported piloerection were confirmed by direct observation (<xref ref-type="fig" rid="en_a07fig01-body3">Figure 1</xref>). In the second group, no piloerection was found in the patients that denied feeling it.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a07fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0290-00007-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The difference between these two groups was statistically significant, with <italic>p</italic> &lt; 0,005 or 0,008, with Yates correction (<xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0290-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>No statistically significant correlations were found between the appearance of piloerection and most of the variables considered. However, a statistically significant correlation was indeed found with the age of the patients. The most significant age was 50 years old. Of the 218 cases, piloerection was more frequently found (73%) in those patients that were fifty years old or younger, with <italic>p</italic> &lt; 0.0000003 or 0.0000007, with Yates correction (<xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Table 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-04-0290-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>With no beta-blocking medication present, piloerection takes place at dobutamine doses of 20 &#956;g/kg/min or less. Of the patients that referred piloerection, 51.5 % did so with a dose of 10 &#956;g/kg/min, 33.3 % with a dose of 20 &#956;g and 15.1 % with a dose of 5 &#956;g. </p>
      <p>Of the six patients with beta-blocking medication, two referred piloerection after a dose of 30 &#956;g/kg/min had been administered.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Piloerection is a phenomenon that is frequently found in patients undergoing stress echocardiograms with intravenous injection of dobutamine. The incidence increases when previously briefed patients are specifically asked about piloerection during the catecholamine injection. Therefore, many patients do not refer piloerection unless they are asked about it - even when they feel the phenomenon. </p>
      <p>The age-related variations found in the incidence of piloerection might be due to the functional indemnity of the autonomous nervous system usually found in younger people.</p>
      <p>From a practical point of view the phenomenon of piloerection allows us:</p>
      <p>a) to reduce mental distress - the patient knows that piloerection is a side effect of dobutamine and not something caused by his or her fears.</p>
      <p>b) to know earlier and more accurately whether the catecholamine has entered the body and started acting. Sometimes it is not definite whether the intravenous set used in the procedure is working properly and only a substantial increment in the heart rate will dispel any doubts. Since piloerection usually precedes this increase in the heart rate, the reports made by the patients gives an early and clear indication that the set is functioning properly. </p>
      <p>c) to better manage the pharmacology of the procedure by knowing the precise moment when piloerection appears. The higher dobutamine doses required in beta-blocked patients might be a logical outcome of a delayed stimulus to the alpha receptors, due to the fact that dobutamine and beta-blockers are competitive antagonists. However, the low number of beta-blocked patients precludes any definitive conclusion.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>Piloerection of the scalp is a frequent side effect of the intravenous infusion of dobutamine, probably due to the stimulation of alpha-1 adrenergic receptors.</p>
      <p>It appears mostly with a dobutamine dose of 10 &#956;g/kg/ min.</p>
      <p>No correlations were established with gender, test results or other side effects.</p>
      <p>A statistically significant correlation was established with the age of the patients. Piloerection was referred by 73% of patients aged 50 or younger.</p>
      <p>Piloerection may be used to quickly ascertain whether the intravenous set is working properly. Also, previous warning of its possible appearance may contribute to the patients' well-being.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
