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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">wkBCFPpdzyhG6zxDwRxfhkc</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000300012</article-id>
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          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Marcadores inflamat&#243;rios da doen&#231;a cardiovascular em idosos</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</institution>
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        <institution content-type="orgdiv2">Instituto de Cardiologia</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>233</fpage>
      <lpage>240</lpage>
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          <day>18</day>
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          <year>2007</year>
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          <day>28</day>
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          <year>2007</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>07</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>A maior parte das informa&#231;&#245;es sobre o papel dos marcadores inflamat&#243;rios como preditores de doen&#231;a cardiovascular envolve apenas indiv&#237;duos de meia-idade. Nesta revis&#227;o foi avaliado o papel dos marcadores inflamat&#243;rios como preditores de doen&#231;a cardiovascular em idosos. Foram consultadas as bases de dados do Medline (Pubmed) e a base de dados da Cochrane, utilizando as palavras-chave. Ap&#243;s o acr&#233;scimo dos seguintes filtros: Limits: Aged 65+ years, Humans, Randomized Controlled Trial, Meta-Analysis, Review, Clinical Trials, foram encontrados 554 artigos. Desses, foram selecionados 120 artigos e avaliados quanto &#224; sua for&#231;a de evid&#234;ncia (classifica&#231;&#227;o de Oxford Centre for Evidence Based Medicine). Nos pacientes com &gt;65 anos, a interleucina 6 (IL-6), fator de necrose tumoral alfa (TNF &#945;) e interleucina-10 (IL-10) t&#234;m se mostrado bons preditores de desfechos cardiovasculares. Em rela&#231;&#227;o &#224; prote&#237;na C-reativa (PCR), os dados s&#227;o inconsistentes e ela parece ter menor poder como preditor em idosos, quando comparada aos indiv&#237;duos de meia-idade. N&#237;veis de fibrinog&#234;nio parecem ser preditores de mortalidade, por&#233;m de uma forma n&#227;o espec&#237;fica, ou seja, n&#227;o apenas para mortalidade cardiovascular. Al&#233;m disso, os marcadores inflamat&#243;rios tamb&#233;m s&#227;o indicadores de decl&#237;nio funcional e mortalidade, independentemente da presen&#231;a de doen&#231;a cardiovascular. As evid&#234;ncias atuais s&#227;o insuficientes para uso rotineiro dos marcadores inflamat&#243;rios, em idosos, j&#225; que existem poucos estudos nessa faixa et&#225;ria, sendo a maioria deles de curta dura&#231;&#227;o e com n&#250;mero reduzido de marcadores inflamat&#243;rios. A solicita&#231;&#227;o desses marcadores, de rotina, deve ser considerada individualmente.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Marcadores cl&#237;nicos</kwd>
        <kwd>doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
        <kwd>idoso</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>04</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Marcadores inflamat&#243;rios da doen&#231;a cardiovascular em idosos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Adriane M. Ramos; Lucia Campos Pellanda; Iseu Gus; Vera L. Portal</bold>
    </p>
    <p>Instituto de Cardiologia/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia; Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A maior parte das informa&#231;&#245;es sobre o papel dos marcadores inflamat&#243;rios como preditores de doen&#231;a cardiovascular envolve apenas indiv&#237;duos de meia-idade. </p>
    <p> Nesta revis&#227;o foi avaliado o papel dos marcadores inflamat&#243;rios como preditores de doen&#231;a cardiovascular em idosos. </p>
    <p> Foram consultadas as bases de dados do Medline (Pubmed) e a base de dados da Cochrane, utilizando as palavras-chave. Ap&#243;s o acr&#233;scimo dos seguintes filtros: Limits: Aged 65+ years, Humans, Randomized Controlled Trial, Meta-Analysis, Review, Clinical Trials, foram encontrados 554 artigos. Desses, foram selecionados 120 artigos e avaliados quanto &#224; sua for&#231;a de evid&#234;ncia (classifica&#231;&#227;o de Oxford Centre for Evidence Based Medicine). </p>
    <p> Nos pacientes com <underline>&gt;</underline>65 anos, a interleucina 6 (IL-6), fator de necrose tumoral alfa (TNF &#945;) e interleucina-10 (IL-10) t&#234;m se mostrado bons preditores de desfechos cardiovasculares. Em rela&#231;&#227;o &#224; prote&#237;na C-reativa (PCR), os dados s&#227;o inconsistentes e ela parece ter menor poder como preditor em idosos, quando comparada aos indiv&#237;duos de meia-idade. N&#237;veis de fibrinog&#234;nio parecem ser preditores de mortalidade, por&#233;m de uma forma n&#227;o espec&#237;fica, ou seja, n&#227;o apenas para mortalidade cardiovascular. Al&#233;m disso, os marcadores inflamat&#243;rios tamb&#233;m s&#227;o indicadores de decl&#237;nio funcional e mortalidade, independentemente da presen&#231;a de doen&#231;a cardiovascular. </p>
    <p> As evid&#234;ncias atuais s&#227;o insuficientes para uso rotineiro dos marcadores inflamat&#243;rios, em idosos, j&#225; que existem poucos estudos nessa faixa et&#225;ria, sendo a maioria deles de curta dura&#231;&#227;o e com n&#250;mero reduzido de marcadores inflamat&#243;rios. A solicita&#231;&#227;o desses marcadores, de rotina, deve ser considerada individualmente.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Marcadores cl&#237;nicos, doen&#231;as cardiovasculares, idoso.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares s&#227;o a maior causa de morbidade e mortalidade no Brasil e no mundo<sup>1</sup>. Suas manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas geralmente ocorrem sob a forma de infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC), angina ou morte s&#250;bita entre os 50 e 60 anos em homens, e entre os 60 e 70 anos em mulheres, aumentando progressivamente com a idade<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>A popula&#231;&#227;o idosa &#233; o segmento populacional que cresce mais rapidamente em todo o mundo. A preval&#234;ncia da doen&#231;a arterial coronariana (DAC) &#233; muito elevada nesse grupo. Pelos dados americanos, 61% dos IAM ocorrem em indiv&#237;duos com mais de 65 anos e 36% naqueles com mais de 75 anos. Al&#233;m disso, a mortalidade aumenta acentuadamente com o envelhecimento, chegando a 85% na fase aguda do IAM entre os indiv&#237;duos com mais de 65 anos<sup>2-6</sup>.</p>
    <p>Estudos t&#234;m demonstrado que a inflama&#231;&#227;o participa de todas as etapas da evolu&#231;&#227;o da aterosclerose<sup>7-9</sup>. V&#225;rios marcadores inflamat&#243;rios como citocinas, contagem total de leuc&#243;citos, PCR, entre outros, est&#227;o sendo avaliados. Todavia, a PCR tem sido a mais utilizada<sup>7-10</sup>. Os m&#233;todos utilizados para a dosagem de outros marcadores como as citocinas s&#227;o, em geral, inadequados para o uso cl&#237;nico rotineiro e essas prote&#237;nas possuem uma meia-vida muito curta. Os procedimentos laboratoriais para a avalia&#231;&#227;o do fibrinog&#234;nio n&#227;o est&#227;o bem padronizados, apesar dos consistentes dados populacionais. Contagem de leuc&#243;citos totais e velocidade de sedimenta&#231;&#227;o globular possuem valor question&#225;vel em rela&#231;&#227;o &#224; sua aplicabilidade cl&#237;nica. Entretanto, j&#225; existem m&#233;todos bem padronizados para a dosagem de PCR ultra-sens&#237;vel (PCR-us). Al&#233;m disso, ela &#233; um marcador est&#225;vel que possui uma meia-vida longa (18 a 20 horas) e a sua dosagem pode ser feita tanto em plasma congelado quanto fresco, sem a exig&#234;ncia de cuidados especiais para coleta<sup>10,11</sup>.</p>
    <p>Em 2002, a American Heart Association e o Centro Americano de Controle de Doen&#231;as recomendaram a solicita&#231;&#227;o de marcadores inflamat&#243;rios, especialmente a PCR, por possuir maior disponibilidade de m&#233;todos de dosagem, para melhorar a predi&#231;&#227;o de eventos coronarianos entre pacientes com risco intermedi&#225;rio pelo Escore de Risco de Framingham<sup>12</sup>. Essa recomenda&#231;&#227;o foi importante para os idosos, visto que grande parte das mulheres americanas com mais de 65 anos j&#225; teria crit&#233;rios para ser classificada sob risco intermedi&#225;rio<sup>13</sup>. No entanto, nenhuma dessas recomenda&#231;&#245;es foi baseada em pesquisas com a popula&#231;&#227;o idosa. A extrapola&#231;&#227;o de dados obtidos com indiv&#237;duos de meia-idade para os idosos pode ser inadequada por v&#225;rios motivos. Um exemplo &#233; o que ocorre com os n&#237;veis lip&#237;dicos e a rela&#231;&#227;o com o risco de DAC. A incid&#234;ncia de DAC &#233; maior na popula&#231;&#227;o acima de 65 anos, o mesmo ocorrendo com os &#237;ndices de mortalidade. A raz&#227;o de risco ou risco relativo diminui com a idade pela redu&#231;&#227;o natural que ocorre nos n&#237;veis lip&#237;dicos<sup>14</sup>. No entanto, como a doen&#231;a &#233; mais prevalente nessa faixa et&#225;ria, ocorre um aumento no risco atribu&#237;vel ou absoluto, ou seja, observa-se um maior benef&#237;cio absoluto com o tratamento da DAC, nessa popula&#231;&#227;o<sup>14,15</sup>.</p>
    <p>Na d&#233;cada de 1990, alguns estudos observacionais questionaram a validade do colesterol total (CT) como preditor de risco cardiovascular no idoso, se a abordagem para o seu controle deveria ser a mesma de indiv&#237;duos mais jovens e se a diminui&#231;&#227;o de seus n&#237;veis abaixo de um determinado valor n&#227;o seria prejudicial. O estudo observacional EPESE que avaliou 4.056 homens e mulheres, ap&#243;s o ajuste de fatores de risco cardiovasculares e indicadores de qualidade de sa&#250;de como ferro e albumina s&#233;ricos, demonstrou que o CT foi preditor de risco de mortalidade por DAC, havendo diminui&#231;&#227;o do risco de DAC com o controle dos seus n&#237;veis (p=0,005)<sup>16</sup>.</p>
    <p>Alguns estudos tamb&#233;m j&#225; demonstraram redu&#231;&#227;o de desfechos cl&#237;nicos ou substitutos tanto em preven&#231;&#227;o secund&#225;ria quanto prim&#225;ria com o uso de estatinas em idosos<sup>17-21</sup>. O valor preditivo dos fatores de risco tradicionais modifica com o envelhecimento. Por exemplo, entre os idosos o CT e o LDL-C representam preditores de risco de menor for&#231;a<sup>22-24</sup>. Al&#233;m disso, a preval&#234;ncia de doen&#231;a subcl&#237;nica &#233; elevada nessa mesma faixa et&#225;ria. Entre os participantes do <italic>Cardiovascular Health Study</italic> (<underline>&gt;</underline>65 anos) sem nenhuma evid&#234;ncia de doen&#231;a cl&#237;nica, a preval&#234;ncia de doen&#231;a cardiovascular foi em torno de 61%<sup>24</sup>. Tamb&#233;m n&#227;o est&#225; claro se a for&#231;a de associa&#231;&#227;o dos fatores de risco &#233; a mesma entre os casos de doen&#231;a subcl&#237;nica<sup>25</sup>. Os idosos possuem, em geral, maior n&#250;mero de co-morbidades e grande parte dessas j&#225; poderia estar associada com inflama&#231;&#227;o<sup>26,27</sup>.</p>
    <p>Finalmente, a fisiopatologia das doen&#231;as cardiovasculares pode modificar com a idade. Burke e cols.<sup>28</sup>, revisando casos de morte s&#250;bita, encontraram maior propor&#231;&#227;o de trombose aguda entre jovens do que em idosos. Por tudo isso, seria incorreto generalizarmos as informa&#231;&#245;es ou definirmos condutas sobre marcadores inflamat&#243;rios para idosos baseados em evid&#234;ncias obtidas com pacientes de meia-idade. &#201; importante, ent&#227;o, avaliar as evid&#234;ncias sobre este assunto no que se refere aos indiv&#237;duos com <underline>&gt;</underline>65 anos.</p>
    <p>
      <bold>Prote&#237;na C-Reativa (PCR)</bold>
    </p>
    <p>A PCR &#233; sintetizada pelo f&#237;gado ap&#243;s um est&#237;mulo como les&#227;o tecidual, inflama&#231;&#227;o e/ou infec&#231;&#227;o. Sua produ&#231;&#227;o tamb&#233;m ocorre nas les&#245;es ateroscler&#243;ticas por c&#233;lulas musculares lisas e macr&#243;fagos, rins, neur&#244;nios, alv&#233;olos pulmonares e tecido adiposo<sup>8,29</sup>.</p>
    <p>Como os m&#233;todos tradicionalmente utilizados para sua dosagem n&#227;o possuem uma boa sensibilidade, &#233; recomendado dosar a PCR-us para avalia&#231;&#227;o da doen&#231;a aterotromb&#243;tica, que possui n&#237;veis de PCR geralmente mais baixos que os outros processos inflamat&#243;rios<sup>7,9,10,11,30</sup>.</p>
    <p>V&#225;rios estudos prospectivos indicam que n&#237;veis de PCR discretamente elevados est&#227;o presentes entre os indiv&#237;duos com angina est&#225;vel e inst&#225;vel em risco para IAM, idosos em risco para DAC sintom&#225;tica, fumantes e homens de meia-idade, aparentemente saud&#225;veis com risco para IAM ou AVC. Al&#233;m disso, o valor preditivo da PCR-us como marcador bioqu&#237;mico para risco de DAC foi superior aos dos tradicionais fatores de risco como CT, LDL-C ou a fatores de risco mais novos como lipoprote&#237;na (a), homociste&#237;na e apoprote&#237;nas A e B<sup>8,9,23</sup>. Em mulheres, por exemplo, a PCR-us foi o preditor mais forte de risco para futuros eventos cardiovasculares<sup>31,32</sup>. Al&#233;m disso, muitos estudos tamb&#233;m demonstraram que a dosagem da PCR-us, tanto na interna&#231;&#227;o quanto na alta hospitalar de pacientes com s&#237;ndromes coronarianas agudas, possui valor progn&#243;stico para complica&#231;&#245;es ou novos eventos, podendo ser um estratificador de risco isoladamente ou associada &#224; troponina<sup>33-36</sup>.</p>
    <p>Os n&#237;veis de PCR parecem aumentar de forma discreta com o envelhecimento em homens, mas n&#227;o em mulheres. Existem poucas evid&#234;ncias para afirmar que seus valores aumentem ap&#243;s os 70 anos<sup>10,11</sup>.</p>
    <p>Tracy e cols.<sup>37</sup> realizaram um estudo de caso-controle a partir de uma amostra de idosos (<underline>&gt;</underline> 65 anos) do <italic>Cardiovascular Health Study</italic> (coorte com 5.201 idosos, seguidos por 2,4 anos). Os casos (n=146) foram idosos com angina, IAM ou morte. Os n&#237;veis elevados de PCR apresentaram associa&#231;&#227;o mais forte com IAM, especialmente entre mulheres com doen&#231;a subcl&#237;nica (raz&#227;o de chances 4,5). Entretanto, essas associa&#231;&#245;es devem ser consideradas com cautela, pois n&#227;o sofreram ajustes para fatores de risco<sup>37</sup>.</p>
    <p>Cushman e cols.<sup>38</sup> avaliaram os n&#237;veis de PCR em 3.971 idosos, sem doen&#231;a cardiovascular pr&#233;via. Os pacientes foram acompanhados por 10 anos. Ap&#243;s o ajuste para fatores de confus&#227;o, a raz&#227;o de riso (RR) de DAC foi de 1,45 (IC de 95%, 1,14-1,86), quando se comparou o grupo que possu&#237;a PCR &gt; 3 mg/L com o que possu&#237;a &lt; 1,0 mg/L e o risco atribu&#237;vel da popula&#231;&#227;o com n&#237;veis aumentados de PCR foi de 11%. O estudo demonstrou que a PCR foi associada com maior risco de DAC em 10 anos tanto em homens como em mulheres idosas, independente de outros fatores de risco. Uma &#250;nica medida da PCR ofereceu informa&#231;&#245;es adicionais de risco, especialmente para homens com pontua&#231;&#227;o intermedi&#225;ria e mulheres com pontua&#231;&#227;o alta no Escore de Risco de Framingham<sup>38</sup>.</p>
    <p>Tice e cols.<sup>39</sup> realizaram um estudo de caso-controle, selecionando idosas caucasianas que participaram do <italic>Osteoporotic Fracture Cohort</italic> (coorte de 9.704 idosas com m&#233;dia de seguimento de seis anos). Do total de 492 pacientes caucasianas, 150 morreram, sendo 52 por morte cardiovascular. Ap&#243;s o ajuste para poss&#237;veis fatores de confus&#227;o, mulheres com n&#237;veis de PCR-us &gt; 3,0 mg/L tiveram oito vezes maior risco (95% IC: 2,2-29) de mortalidade cardiovascular, quando comparadas com as que possu&#237;am PCR-us <underline>&lt;</underline> 1,0 mg/L. Os n&#237;veis de PCR-us n&#227;o foram associados com outras causas de mortalidade (RR= 0,92;95% IC:0,4-2,1)<sup>39</sup>.</p>
    <p>Ridker e cols.<sup>40</sup> avaliaram os n&#237;veis de PCR em uma amostra de 543 pacientes do <italic>Physician's Health Study</italic> (coorte que excedeu oito anos de seguimento com homens entre 40-84 anos aparentemente saud&#225;veis). Os homens que possu&#237;am PCR nos quartis mais elevados tiveram RR=2,9; p&lt;0,001 para IAM e RR=1,9; p=0,02 para AVC, comparados com os homens nos quartis mais baixos. Esses achados n&#227;o foram modificados ap&#243;s o ajuste para tabagismo e outros fatores de risco<sup>40</sup>.</p>
    <p>V&#225;rios estudos examinaram a rela&#231;&#227;o entre PCR e AVC isqu&#234;mico. Rost e cols.<sup>41</sup> acompanharam uma amostra de 591 homens e 871 mulheres da coorte de Framingham, com m&#233;dia de idade de 69,7 anos, que n&#227;o haviam apresentado eventos vasculares pr&#233;vios. Durante 12-14 anos de seguimento, ocorreram 196 eventos (AVC e epis&#243;dios isqu&#234;micos transit&#243;rios). Independentemente da idade, homens que possu&#237;am PCR nos quartis mais elevados tiveram risco duas vezes maior de eventos (RR=2; p=0,027) e mulheres tiveram risco quase tr&#234;s vezes maior (RR=2,7; p=0,0003), comparados com aqueles que possu&#237;am n&#237;veis de PCR nos quartis mais inferiores. Ap&#243;s o ajuste para tabagismo, rela&#231;&#227;o CT/HDL, press&#227;o arterial sist&#243;lica e diabetes, essa associa&#231;&#227;o de risco permaneceu inalterada tanto para homens (p=0,0365) quanto para mulheres (p=0,0084)<sup>41</sup>.</p>
    <p>Cao e cols.<sup>42</sup> estudaram a associa&#231;&#227;o entre o espessamento da camada m&#233;dio-intimal carot&#237;dea e PCR com AVC em uma amostra de 5.017 idosos sem doen&#231;a cardiovascular do <italic>Cardiovascular Health Study</italic>. Durante 10,2 anos de seguimento, ocorreram 469 AVC isqu&#234;micos. Ap&#243;s o ajuste para espessura da camada m&#233;dio-intimal carot&#237;dea, houve modifica&#231;&#227;o importante na associa&#231;&#227;o de PCR e AVC. Tal associa&#231;&#227;o se manteve presente apenas entre os indiv&#237;duos com espessura m&#233;dio-intimal carot&#237;dea elevada<sup>42</sup>.</p>
    <p>O <italic>Honolulu Heart Study</italic> &#233; o estudo que oferece o mais longo e completo seguimento para avaliar a associa&#231;&#227;o entre PCR e AVC. Foram identificados 259 homens japoneses-americanos aparentemente saud&#225;veis que apresentaram AVC durante um seguimento de 20 anos e comparados com 1.348 controles. Nesses pacientes (48-70 anos) foram medidos os n&#237;veis de PCR. Ap&#243;s o ajuste para fatores de risco, os homens com 48-55 anos com PCR &gt; 1,0 mg/L apresentaram OR=3,0; 95%, IC:1,4-6,4 para AVC tromboemb&#243;lico, comparados com homens com n&#237;veis de PCR <underline>&lt;</underline> 1,0 mg/L<sup>43</sup>. Essa associa&#231;&#227;o desapareceu entre os participantes de 56-70 anos (OR=1,3; 95% IC:0,8-2,0). A mesma aparente redu&#231;&#227;o na for&#231;a de associa&#231;&#227;o relacionada &#224; idade foi encontrada no <italic>Quebec Cardiovascular Study</italic>. Esse estudo avaliou 105 casos de s&#237;ndromes isqu&#234;micas agudas em homens sem doen&#231;a card&#237;aca pr&#233;via, seguidos por cinco anos. Esse estudo demonstrou que a PCR-us foi preditor independente de outros fatores de risco para s&#237;ndromes isqu&#234;micas agudas apenas entre os indiv&#237;duos com <underline>&lt;</underline> 55 anos<sup>44</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Interleucinas</bold>
    </p>
    <p>A IL-6 &#233; um importante ativador das c&#233;lulas imunes e pode participar da instabiliza&#231;&#227;o da placa ateroscler&#243;tica<sup>45-47</sup>. A IL-6 tamb&#233;m espelha os fatores de risco cardiovasculares em um modelo semelhante ao da PCR e seus n&#237;veis aumentam com a idade<sup>45-49</sup>.</p>
    <p>Jenny e clos.<sup>50</sup>, em um estudo caso-controle, avaliaram os n&#237;veis de IL-6 de uma amostra de idosos (m&#233;dia de idade de 73 anos) do <italic>Cardiovascular Health Study.</italic> N&#237;veis de IL-6 foram mais elevados entre os idosos com doen&#231;a cardiovascular subcl&#237;nica<sup>50</sup>.</p>
    <p>Volpato S e cols.<sup>51</sup> avaliaram a associa&#231;&#227;o de n&#237;veis de IL-6 com mortalidade geral em 620 idosas, acompanhadas por tr&#234;s anos. Ap&#243;s o ajuste para fatores de confus&#227;o, as idosas com doen&#231;a cardiovascular e n&#237;veis de IL-6 elevados apresentaram um risco quatro vezes maior de morte (RR=4,6;95% IC:2,0-10,5), quando comparadas com aquelas nos tercis inferiores. Entre as mulheres sem doen&#231;a cardiovascular, essa associa&#231;&#227;o foi bem menor e sem signific&#226;ncia estat&#237;stica (RR=1,8; 95% IC: 0,7-4,2)<sup>51</sup>.</p>
    <p>A IL-10 &#233; uma citocina antiinflamat&#243;ria que inibe a produ&#231;&#227;o de uma variedade de citocinas inflamat&#243;rias, tais como a IL-2 e IFN-gama e est&#225; fortemente associada com melhor progn&#243;stico entre aqueles pacientes com s&#237;ndromes isqu&#234;micas agudas<sup>52,53</sup>. Van Excel e cols.<sup>54</sup> avaliaram a associa&#231;&#227;o de IL-10 com AVC em 599 idosos (85 anos) da cidade de Leiden. O RR para AVC foi de 2,94 (95% IC:1,01-8,53), quando se comparou os participantes com n&#237;veis de IL-10 baixos ou intermedi&#225;rios com aqueles que possu&#237;am n&#237;veis elevados<sup>54</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Fibrinog&#234;nio como marcador inflamat&#243;rio</bold>
    </p>
    <p>O fibrinog&#234;nio &#233; um componente da coagula&#231;&#227;o e determinante da viscosidade sang&#252;&#237;nea. N&#237;veis elevados de fibrinog&#234;nio tamb&#233;m aumentam a reatividade plaquet&#225;ria<sup>55</sup>. Durante a fase aguda de inflama&#231;&#227;o, seus n&#237;veis podem aumentar de 100% a 200%. Existe uma forte intera&#231;&#227;o entre o sistema inflamat&#243;rio e o hemost&#225;tico<sup>56,57</sup>.</p>
    <p>Estudos prospectivos com indiv&#237;duos saud&#225;veis demonstraram uma direta e independente associa&#231;&#227;o entre os n&#237;veis de fibrinog&#234;nio plasm&#225;tico e o risco de eventos coronarianos, de mortalidade total e cardiovascular<sup>58</sup>. Entre os idosos, ele parece ser um fator de risco para mortalidade geral e cardiovascular, AVC isqu&#234;mico e trombose venosa profunda<sup>59-62</sup>.</p>
    <p>Yano e cols.<sup>63</sup> avaliaram a rela&#231;&#227;o entre fibrinog&#234;nio e mortalidade por diferentes causas em uma coorte de japoneses-americanos (71-93 anos), acompanhados por 4,4 anos. Das 728 mortes, 37% foram por doen&#231;a cardiovascular e 27%, por c&#226;ncer. Durante o primeiro ano de seguimento, o RR ajustado pela idade para mortalidade geral foi de 4,3 (p&lt;0,0001), comparando-se o quintil mais elevado (&gt;3,51 g/dL) com o quintil mais baixo (&lt;2,57 g/dL). O RR foi reduzido para 1,7 no segundo ano, mas permaneceu aumentado nos anos subseq&#252;entes. Ap&#243;s o ajuste para idade e fatores de confus&#227;o, o RR (IC de 95%) associado com o aumento de um desvio padr&#227;o do fibrinog&#234;nio (0,64 g/dL) para mortalidade geral, doen&#231;a cardiovascular, c&#226;ncer e outras causas de mortalidade foi de 1,3; 1,2; 1,3; 1,3, respectivamente. A presen&#231;a de doen&#231;as pr&#233;vias n&#227;o influenciou a associa&#231;&#227;o entre fibrinog&#234;nio e mortalidade<sup>63</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Outros marcadores inflamat&#243;rios</bold>
    </p>
    <p>O TNF-&#945; &#233; um importante iniciador da resposta inflamat&#243;ria. No entanto, ele tem sido pouco avaliado em estudos epidemiol&#243;gicos<sup>64</sup>.</p>
    <p>Cesari e cols.<sup>65</sup> encontraram uma associa&#231;&#227;o mais forte de TNF-&#945; e DAC (RR=1,67, 95% IC:1,23-2,26) do que com a PCR (RR=1,33, 95% IC:0,98-1,80) em idosos (70-79 anos) sem doen&#231;a cardiovascular pr&#233;via, seguidos por 3,6 anos. No entanto, n&#227;o houve associa&#231;&#227;o entre TNF-&#945; e AVC (RR=1,18, 95% IC:0,69-2,03), considerando o mesmo grupo e per&#237;odo de seguimento<sup>65</sup>.</p>
    <p>Elkind e cols.<sup>66</sup> avaliaram a associa&#231;&#227;o entre TNF-&#945; e/ou receptor 1 e 2 com doen&#231;a ateroscler&#243;tica carot&#237;dea em 279 indiv&#237;duos (m&#233;dia de idade de 67,6&#177;8,5 anos). Ap&#243;s o ajuste para sexo, ra&#231;a-etnia, hipertens&#227;o, diabetes, LDL colesterol, tabagismo e &#237;ndice de massa corporal, houve associa&#231;&#227;o para os indiv&#237;duos com &lt; 70 anos entre receptores 1 e 2 do TNF-&#945; e aumento da espessura m&#233;dio-intimal carot&#237;dea. No entanto, tal associa&#231;&#227;o n&#227;o ocorreu entre os participantes com <underline>&gt;</underline> 70 anos<sup>66</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Valor da avalia&#231;&#227;o combinada de marcadores inflamat&#243;rios</bold>
    </p>
    <p>Em raz&#227;o da complexidade do processo inflamat&#243;rio, das inter-rela&#231;&#245;es com as citocinas e da resposta de prote&#237;nas de fase aguda, provavelmente nenhum simples biomarcador possa capturar todas as informa&#231;&#245;es importantes de risco<sup>62</sup>.</p>
    <p>Cesari e cols.<sup>65</sup> avaliaram os n&#237;veis de PCR, IL-6 e TNF-&#945; em 2.225 idosos (70 a 79 anos), sem doen&#231;a cardiovascular pr&#233;via que foram selecionados do <italic>Health, Aging, and Body Composition</italic> (coorte com sete anos de seguimento que avaliou o impacto funcional e psicol&#243;gico de modifica&#231;&#245;es na composi&#231;&#227;o corporal e estado de sa&#250;de relacionados &#224; idade). Os desfechos avaliados foram novos epis&#243;dios de doen&#231;a card&#237;aca, AVC e insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva. O per&#237;odo m&#233;dio de seguimento foi de 3,6 anos. Ap&#243;s o ajuste para fatores de confus&#227;o, a IL-6 foi associada com todos os desfechos, o TNF-&#945; com DAC e insufici&#234;ncia card&#237;aca e a PCR apenas com insufici&#234;ncia card&#237;aca. A combina&#231;&#227;o dos tr&#234;s marcadores obteve a mais forte predi&#231;&#227;o de risco para DAC (RR=2,13; 95%, IC 1,27-3,55), comparado com apenas um marcador elevado (RR=1,17;95%,IC:0,79-1,73)<sup>65</sup>.</p>
    <p>Harris e cols.<sup>67</sup> acompanharam durante 4,6 anos uma amostra de 1.293 idosos saud&#225;veis do <italic>Rural Health Study.</italic> A IL-6 foi melhor preditor de mortalidade do que a PCR entre os idosos. N&#237;veis de IL-6 <underline>&gt;</underline> 3,19 pg/dL foram associados com risco duas vezes maior de morte (RR=1,9 95% IC: 1,2-3,1) e PCR <underline>&gt;</underline> 2,78 mg/L tamb&#233;m foi associada com maior risco de morte (RR=1,6 95% IC:1,0-2,6). Os idosos que possu&#237;am n&#237;veis elevados de PCR e de IL-6 tiveram risco 2,6 vezes maior de mortalidade durante o seguimento, quando comparados com aqueles com n&#237;veis mais baixos dos dois marcadores. Os resultados foram semelhantes para mortalidade cardiovascular ou total e independentes da idade, sexo, &#237;ndice de massa corporal, tabagismo, diabetes, doen&#231;a cardiovascular, n&#237;veis de fibrinog&#234;nio, albumina e leuc&#243;citos. Esses autores encontraram uma sinergia entre IL-6 e PCR na predi&#231;&#227;o de mortalidade em idosos saud&#225;veis que possu&#237;am ambos marcadores elevados<sup>67</sup>.</p>
    <p>Heeschen e cols.<sup>53</sup> avaliaram 547 pacientes do estudo CAPTURE (ensaio cl&#237;nico com 1.265 pacientes que apresentavam s&#237;ndrome isqu&#234;mica aguda). Os desfechos avaliados foram morte e IAM n&#227;o-fatal durante seis meses de seguimento. A IL-10 n&#227;o foi associada com os n&#237;veis de troponina, mas apresentou rela&#231;&#227;o inversa com os n&#237;veis de PCR (p&lt;0,001). Pacientes com n&#237;veis mais elevados de IL-10 (&gt;3,5 pg/mL) tiveram menor risco de apresentarem os desfechos avaliados, comparados com os que possu&#237;am n&#237;veis mais baixos desse marcador (raz&#227;o de risco de 0,33, 95% IC:0,25-0,76; p=0,002). O valor preditivo da IL-10 foi independente da necrose mioc&#225;rdica, mas interagiu de forma significativa com os n&#237;veis de PCR. Pacientes com PCR aumentada e IL-10 &gt;3,5 pg/mL foram protegidos do maior risco card&#237;aco, quando comparados &#224;queles com PCR elevada e n&#237;veis baixos de IL-10 (RR de 0,25; 95% IC:0,10-0,63; p=0,003)<sup>53</sup>.</p>
    <p>Em uma metan&#225;lise, Danesh e cols.<sup>68</sup>, ap&#243;s avaliarem 18 estudos com 4.018 casos de DAC, estimaram que o RR para DAC, entre aqueles com fibrinog&#234;nio no tercil superior de distribui&#231;&#227;o (&gt; 350 mg/dL), foi 80% mais elevado comparado com aqueles nos tercis mais baixos (&lt; 250 mg/dL). Essa foi uma associa&#231;&#227;o mais forte do que a encontrada para PCR (raz&#227;o de risco de 1,7; 95% IC:1,4-2,1)<sup>68</sup>. Existem no m&#237;nimo dois estudos que demonstraram uma diminui&#231;&#227;o da associa&#231;&#227;o de PCR com eventos cardiovasculares, quando se inclu&#237;ram ambos PCR e fibrinog&#234;nio no mesmo modelo de an&#225;lise multivariada, indicando que o fibrinog&#234;nio poderia ser um melhor preditor para risco cardiovascular<sup>68,69</sup>.</p>
    <p>Tracy e cols.<sup>70</sup> acompanharam 5.888 idosos de ambos os sexos do <italic>Cardiovascular Health Study</italic> durante cinco anos. Nesses pacientes foram dosados fibrinog&#234;nio, fator VIII e fator VII. Os desfechos avaliados foram mortalidade total e novos eventos cardiovasculares. Ap&#243;s o ajuste para fatores de risco e doen&#231;a cardiovascular subcl&#237;nica, o fibrinog&#234;nio foi significativamente associado em homens com DAC (RR=2,1), AVC ou epis&#243;dio isqu&#234;mico transit&#243;rio (RR=1,3), tamb&#233;m com mortalidade (RR=5,8) no per&#237;odo de 2,5 anos de seguimento e mortalidade tardia (RR=1,7). O fator VIII tamb&#233;m esteve associado, significativamente em homens, com eventos coronarianos (RR=1,5) e com mortalidade (RR=1,8), e em mulheres com AVC e/ou epis&#243;dio isqu&#234;mico transit&#243;rio (RR=1,4). O fator VII, de uma forma geral, n&#227;o foi consistentemente associado com eventos cardiovasculares nessa popula&#231;&#227;o<sup>70</sup>.</p>
    <p>Yano e cols.<sup>63</sup> encontraram uma intera&#231;&#227;o entre fibrinog&#234;nio e contagem de c&#233;lulas brancas, ao avaliarem uma amostra de 3.571 idosos (71-93 anos) japoneses-americanos. Indiv&#237;duos com elevados n&#237;veis de ambos marcadores tiveram maior probabilidade de morrer durante o seguimento<sup>63</sup>.</p>
    <p>Jenny e cols.<sup>71</sup> avaliaram a associa&#231;&#227;o entre a combina&#231;&#227;o de PCR e fibrinog&#234;nio com mortalidade precoce (tr&#234;s anos) e tardia (quatro a oito anos) em 5.828 idosos. Para os homens que possu&#237;am ambos os marcadores nos quartis mais elevados, a raz&#227;o de risco para mortalidade precoce foi de 9,6 (95% IC:4,3-21,1) e para morte cardiovascular precoce foi de 13,5 (95% IC:3,2-56,5). Essas associa&#231;&#245;es foram atenuadas nos anos seguintes. Para as mulheres, houve associa&#231;&#227;o apenas entre PCR e mortalidade geral ou cardiovascular precoces com raz&#227;o de risco de 2,3 (95% IC:1,4-3,9)<sup>71</sup>.</p>
    <p>Penninx e cols.<sup>72</sup>, ap&#243;s avaliarem 2.979 idosos de ambos os sexos (70-79 anos) por 30 meses, mostraram a associa&#231;&#227;o de marcadores inflamat&#243;rios com o in&#237;cio da limita&#231;&#227;o para mobilidade. O RR do aparecimento de imobilidade foi de 1,19 (95% IC:1,10-1,28) para IL-6, de 1,2 (95% IC: 1,12-1,29) para TNF-&#945; e de 1,4 (95% IC:1,18-1,68) para PCR<sup>72</sup>.</p>
    <p>Segundo os estudos citados, os marcadores avaliados em idosos representam somente uma parte do conhecimento e, provavelmente, a import&#226;ncia da combina&#231;&#227;o entre eles ainda n&#227;o tenha sido completamente elucidada<sup>64</sup>.</p>
    <p>Um outro aspecto a ser considerado &#233; que embora exista grande interesse no estudo de marcadores inflamat&#243;rios como preditores de risco cardiovascular em idosos, esses marcadores s&#227;o preditores de todas as causas de mortalidade t&#227;o bem ou at&#233; melhor do que com rela&#231;&#227;o &#224; primeira. Isso porque a inflama&#231;&#227;o participa do processo fisiopatol&#243;gico de diversas condi&#231;&#245;es cr&#244;nicas como depress&#227;o, osteoporose, artrite, doen&#231;a periodontal, DPOC e preju&#237;zo cognitivo, podendo reduzir o seu impacto na predi&#231;&#227;o de risco cardiovascular<sup>73-78</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os marcadores inflamat&#243;rios j&#225; est&#227;o bem estabelecidos no desenvolvimento da doen&#231;a ateroscler&#243;tica e s&#227;o &#250;teis na predi&#231;&#227;o do elevado risco cardiovascular entre os indiv&#237;duos de meia-idade. Pesquisas incluindo apenas idosos mostraram que a PCR e o fibrinog&#234;nio podem n&#227;o ser t&#227;o &#250;teis quanto a IL-6 e o TNF-&#945;. As evid&#234;ncias atuais s&#227;o insuficientes, j&#225; que existem poucos estudos com idosos, sendo a maioria deles de curta dura&#231;&#227;o e com n&#250;mero reduzido de marcadores inflamat&#243;rios. Considerando essas quest&#245;es, ainda n&#227;o se justifica a avalia&#231;&#227;o rotineira de marcadores inflamat&#243;rios em idosos, na pr&#225;tica cl&#237;nica. A solicita&#231;&#227;o desses marcadores deve ser considerada individualmente. Finalmente, esses marcadores inflamat&#243;rios s&#227;o, possivelmente, preditores de decl&#237;nio funcional em idosos; portanto, &#233; importante a descoberta de interven&#231;&#245;es que tenham como alvo n&#227;o s&#243; a preven&#231;&#227;o de doen&#231;a vascular, mas tamb&#233;m a preserva&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o org&#226;nica global nessa faixa et&#225;ria.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Adriane M. Ramos pelo Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia-IC/FUC-RS.</p>
    <p>
      <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0233-00012-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p>Vera Lucia Portal </p>
        <p> Av. Princesa Isabel, 370 - Epidemiologia </p>
        <p> 90620-001, Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="veraportal@via-rs.net">veraportal@via-rs.net</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 28/09/07, revisado recebido em 18/12/07, aceito em 07/01/08.</p>
  </body>
  <back>
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      <ref id="B1">
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Inflammatory markers and cognition in well-functioning African-American and white elders</article-title>
          <source>Neurology</source>
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            <year>2003</year>
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          <volume>61</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Periodontal disease in patients with acute myocardial infarction: prevalence and contribution to elevated C-reactive protein levels</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
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            <year>2004</year>
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          <volume>147</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Cognitive decline and markers of inflammation and hemostasis: the Edinburgh Artery Study</article-title>
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            <year>2007</year>
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          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Inflammatory markers of cardiovascular disease in the elderly</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Most information on the role of inflammatory markers as cardiovascular disease predictors concerns only middle-aged individuals. This review aims at evaluating the role of inflammatory markers as cardiovascular disease predictors in the elderly. The Medline (Pubmed) and Cochrane databases were used in the search, using the key words. After adding the following filters: Limits: Aged 65+ years, Humans, Randomized Controlled Trial, Meta-Analysis, Review, Clinical Trials, 554 studies were identified. Of these, 120 were selected and evaluated regarding their power of evidence (classification of the Oxford Centre for Evidence-Based Medicine). In studies with patients older than 65 years, interleukin 6 (IL-6), tumor necrosis factor-alpha (TNF-&#945;) and interleukin-10 (IL-10) showed to be good predictors of cardiovascular events. Regarding C-reactive protein (CRP), the data are inconsistent, as it appears to have lower power of prediction in the elderly when compared to middle-aged individuals. Fibrinogen levels seem to be predictors of mortality, although they are non-specific predictors, i.e., not solely of cardiovascular mortality. Additionally, the inflammatory markers are also indicative of functional decline and mortality, regardless of the presence of cardiovascular disease. The current evidence is not sufficient to allow the routine use of inflammatory markers in the elderly, as there are few studies in this age range and most of them are short-term ones with a small number of inflammatory markers. The routine request for these markers must be decided on an individual basis.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Biological markers</kwd>
        <kwd>cardiovascular diseases</kwd>
        <kwd>aged</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Inflammatory markers of cardiovascular disease in the elderly</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Adriane M. Ramos; Lucia Campos Pellanda; Iseu Gus; Vera L. Portal</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia; Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p>Most information on the role of inflammatory markers as cardiovascular disease predictors concerns only middle-aged individuals.</p>
      <p> This review aims at evaluating the role of inflammatory markers as cardiovascular disease predictors in the elderly.</p>
      <p> The Medline (Pubmed) and Cochrane databases were used in the search, using the key words. After adding the following filters: Limits: Aged 65+ years, Humans, Randomized Controlled Trial, Meta-Analysis, Review, Clinical Trials, 554 studies were identified. Of these, 120 were selected and evaluated regarding their power of evidence (classification of the Oxford Centre for Evidence-Based Medicine).</p>
      <p> In studies with patients older than 65 years, interleukin 6 (IL-6), tumor necrosis factor-alpha (TNF-&#945;) and interleukin-10 (IL-10) showed to be good predictors of cardiovascular events. Regarding C-reactive protein (CRP), the data are inconsistent, as it appears to have lower power of prediction in the elderly when compared to middle-aged individuals. Fibrinogen levels seem to be predictors of mortality, although they are non-specific predictors, i.e., not solely of cardiovascular mortality. Additionally, the inflammatory markers are also indicative of functional decline and mortality, regardless of the presence of cardiovascular disease.</p>
      <p> The current evidence is not sufficient to allow the routine use of inflammatory markers in the elderly, as there are few studies in this age range and most of them are short-term ones with a small number of inflammatory markers. The routine request for these markers must be decided on an individual basis. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Biological markers; cardiovascular diseases; aged.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Cardiovascular diseases are the main cause of morbi-mortality in Brazil and in the world<sup>1</sup>. Their clinical manifestations generally occur as acute myocardial infarction (AMI), cerebral vascular accident (CVA), angina or sudden death between 50 and 60 years in men and 60 and 70 years in women, progressively increasing with age<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>The elderly population is the fastest increasing population segment in the world. The prevalence of coronary artery disease (CAD) is very high in this group. Considering the North-American data, 61% of the AMI occur in individuals older than 65 years and 36% in those older than 75 years. Additionally, the mortality markedly increases with age, reaching 85% in the acute phase of AMI among individuals older than 65 years<sup>2-6</sup>.</p>
      <p>Studies have demonstrated that inflammation participates in all phases of the development of atherosclerosis<sup>7-9</sup>. Several inflammatory markers such as cytokines, total leukocyte count, C-reactive protein (CRP), among others, are being assessed. However, CRP has been the most frequently used marker<sup>7-10</sup>. The methods used to measure other markers such as cytokines are, in general, inadequate for routine clinical use and these proteins have a very short half-life. The laboratory procedures to assess fibrinogen are not well established, despite the consistent population data. Total leukocyte count and globular sedimentation rate have a questionable value regarding their clinical applicability. On the other hand, there are well-established methods to measure ultrasensitive CRP (us-CRP). Additionally, this is a stable marker that has a long half-life (18 to 20 hours) and its measurement can be performed in either frozen or fresh plasma, without the need for special collection procedures<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>In 2002, the American Heart Association and the US Center for Diseases Control and Prevention (CDC) recommended the request for inflammatory markers, especially CRP, as it has a higher availability of measurement methods, to improve prediction of coronary events among patients at intermediate risk at the Framingham Risk Score<sup>12</sup>. This recommendation was important for elderly patients, considering that a large number of American women older than 65 years would already present the necessary criteria to be classified as presenting intermediate risk<sup>13</sup>. However, none of these recommendations were based on studies carried out with the elderly population. The extrapolation of data obtained with middle-aged individuals for the elderly can be inadequate for several reasons. One example is what occurs with lipid levels and its association with CAD risk. The incidence of CAD is higher in the population older than 65 years and the same is true regarding mortality rates. The risk or relative risk rate decreases with age due to the natural decrease in lipid levels<sup>14</sup>. However, as the disease is more prevalent in this age range, there is an increase in the attributable or absolute risk, i.e., a higher absolute benefit is observed with CAD treatment in this population<sup>14,15</sup>. In the 90's, some observational studies questioned the validity of total cholesterol (TC) as a predictor of cardiovascular risk in the elderly, whether the approach for its control should be the same for younger individuals and if the decrease in TC levels below a certain value would not be harmful.</p>
      <p>The observational study EPESE, which evaluated 4,056 men and women after adjusting the cardiovascular risk factors and health quality indicators such as serum iron and albumin levels, demonstrated that TC was a predictor of mortality risk due to CAD, with decrease in risk with the control of TC levels (p=0.005)<sup>16</sup>. Some studies have already demonstrated a reduction in clinical or substitute outcomes, in secondary as well as primary prevention with the use of statins in elderly individuals<sup>17-21</sup>. The predictive value of the traditional risk factors changes with age. For instance, among the elderly, TC and low-density lipoprotein cholesterol (LDL-C) levels represent lower-power risk predictors<sup>22-24</sup>. Additionally, the prevalence of the subclinical disease is elevated in this same age range. Among the participants of the Cardiovascular Health Study (<underline>&gt;</underline>65 years) with no evidence of clinical disease, the prevalence of cardiovascular disease was around 61%<sup>24</sup>. It is also not clear whether the power of association of risk factors is the same among the subclinical disease cases<sup>25</sup>. Elderly individuals have, in general, a higher number of comorbidities and many of them could already be associated with inflammation<sup>26,27</sup>.</p>
      <p>Finally, the physiopathology of the cardiovascular diseases can change with aging. Burke <italic>et al</italic>, reviewing cases of sudden death, found a higher proportion of acute thrombosis among young individuals than among the elderly<sup>28</sup>. For all these reasons, it would be inaccurate to generalize the information or to define procedures on inflammatory markers for the elderly based on evidence obtained from middle-aged patients. Therefore, it is important to evaluate the evidence on this issue concerning individuals older than 65 years.</p>
      <p>
        <bold>C-Reactive Protein</bold>
      </p>
      <p>The C-reactive protein (CRP) is synthesized by the liver after a stimulus such as tissue injury, inflammation and/or infection. Its production also occurs in atherosclerotic lesions by smooth muscle cells and macrophages, kidneys, neurons, pulmonary alveoli and adipose tissue<sup>8,29</sup>.</p>
      <p>As the methods traditionally employed to measure CRP do not have good sensitivity, it is recommended to measure us-CRP to evaluate atherothrombotic disease, which usually presents lower CRP levels than the other inflammatory processes<sup>7,9,10,11,30</sup>.</p>
      <p>Several prospective studies have indicated that slightly elevated CRP levels are present in individuals with stable and unstable angina at risk for AMI, elderly individuals at risk for symptomatic CAD, smokers and apparently healthy middle-aged men at risk for AMI or cerebrovascular accident (CVA). Additionally, the predictive value of us-CRP as a biochemical marker for CAD risk was higher when compared to that of traditional risk factors such as TC, LDL-C or newer risk factors such as lipoprotein (a), homocysteine, and apoproteins A and B<sup>8,9,23</sup>. Among women, for instance, the us-CRP was the strongest risk predictor for future cardiovascular events<sup>31,32</sup>. Furthermore, many studies have also demonstrated that the measurement of us-CRP at hospital admission as well as at hospital discharge of patients with acute coronary syndromes has a prognostic value for complications or new events and that it can be an isolated risk stratifier or in association with troponin<sup>33-36</sup>.</p>
      <p>The levels of CRP seem to increase slightly with aging in men, but not in women. There is little evidence to support the affirmation that its levels increase after 70 years of age<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>Tracy <italic>et al</italic>.<sup>37</sup> carried out a case-control study based on a sample of elderly individuals (<underline>&gt;</underline> 65 yrs) from the Cardiovascular Health Study (cohort with 5,201 elderly individuals, followed for 2.4 yrs). The cases (n=146) were elderly individuals with angina, AMI or who had died. The elevated CRP levels presented a stronger association with AMI, mainly among women with subclinical disease, odds ratio (OR) = 4.5 (95% CI: 0.97-20.8). However, these associations must be considered with caution, as they did not undergo adjustment for risk factors<sup>37</sup>.</p>
      <p>Cushman <italic>et al</italic><sup>38</sup> evaluated the CRP levels in 3,971 elderly individuals, without previous cardiovascular disease. The patients were followed for 10 years. After adjustment for confounding factors, the RR of CAD was 1.45 (95%CI, 1.14-1.86), when the group with CRP levels &gt; 3 mg/L was compared to the one with CRP levels &lt; 1.0 mg/L and the attributable risk of the population with increased CRP levels was 11%. The study demonstrated that CRP was associated with a higher risk of CAD in 10 years, in both male and female elderly individuals, regardless of other risk factors. A single measurement of CRP offered additional risk information, especially for men with intermediate scores and women with high scores at the Framingham Risk Score<sup>38</sup>.</p>
      <p>Tice <italic>et al</italic>.<sup>39</sup> carried out a case-control study, selecting elderly Caucasian women who participated in the Osteoporotic Fracture Cohort (cohort of 9,704 elderly women with a mean follow-up of 6 years). Of the 492 Caucasian patients, 150 died, with 52 of them due to cardiovascular death. After the adjustment for confounding factors, women with us-CRP levels &gt; 3.0 mg/L had an 8-fold higher risk (95%CI: 2.2-29) of cardiovascular mortality, when compared to those that had us-CRP levels <underline>&lt;</underline> 1.0 mg/L. The levels of us-CRP were not associated with other causes of mortality (RR= 0.92; 95% CI: 0.4-2.1)<sup>39</sup>.</p>
      <p>Ridker <italic>et al</italic>.<sup>40</sup> evaluated the CRP levels in a sample of 543 patients from the Physician's Health Study (cohort of apparently healthy male individuals aged 40-84 years, followed for a period &gt; 8 years). The men whose CRP levels were at the higher quartiles had a RR=2.9; p&lt;0.001 for AMI and RR=1.9; p=0.02 for CVA, compared to men at the lower quartiles. These findings were not altered after adjustment for smoking and other risk factors<sup>40</sup>.</p>
      <p>Several studies have analyzed the association between CRP and ischemic CVA. Rost <italic>et al</italic>.<sup>41</sup> followed a sample of 591 men and 871 women from the Framingham cohort, with a mean age of 69.7 years that had not presented previous vascular events. A total of 196 events (CVA and transient ischemic episodes) occurred during 12-14 years of follow-up. Regardless of age, men with CRP levels at the higher quartiles had a 2-fold higher risk of events (RR=2; p=0.027) and women had an almost 3-fold higher risk of events (RR=2.7; p=0.0003), when compared to those with CRP levels at the lower quartiles. After the adjustment for smoking, TC/HDL ratio, systolic arterial pressure and diabetes, this risk association remained unaltered for both men (p=0.0365) and women (p=0.0084)<sup>41</sup>.</p>
      <p>Cao <italic>et al</italic><sup>42</sup> studied the association between the carotid intimal-medial thickening and CRP with CVA in a sample of 5,017 elderly individuals, without cardiovascular disease, from the Cardiovascular Health Study. Durante 10.2 years of follow-up, 469 ischemic CVA occurred. After the adjustment for the carotid intimal-medial thickening, there was an important modification in the association between CRP and CVA. Such association remained only among the individuals with elevated carotid intimal-medial thickening<sup>42</sup>.</p>
      <p>The Honolulu Heart Study is the study that offers the longest and most comprehensive follow-up to evaluate the association between CRP and CVA. A total of 259 apparently healthy Japanese-American men were identified, which presented CVA during a 20-year follow-up and compared with 1,348 controls. CRP levels were measured in these patients (aged 48-70 years). After the adjustment for risk factors, the men with 48-55 years with CRP &gt; 1.0 mg/L presented OR=3.0; 95% CI: 1.4-6.4 for thromboembolic CVA, compared to men with CRP levels <underline>&lt;</underline> 1.0 mg/L<sup>43</sup>. This association was not observed among the participants aged 56-70 years (OR=1.3; 95%CI: 0.8-2.0). The same apparent reduction in the age-related power of association was found in the Quebec Cardiovascular Study. This study evaluated 105 cases of acute ischemic syndromes without previous cardiac disease, which were followed for 5 years. The study demonstrated that the us-CRP was a predictor independent of other risk factors for acute ischemic syndromes only among individuals aged <underline>&lt;</underline> 55 years<sup>44</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Interleukins</bold>
      </p>
      <p>The IL-6 is an important immune cell activator and can participate in the destabilization of the atherosclerotic plaque<sup>45-47</sup>. The IL-6 also reflects the cardiovascular risk factors in a model that is similar to that of CRP and its levels increase with age<sup>45-49</sup>.</p>
      <p>Jenny <italic>et al<sup>50</sup></italic>, in a case-control study, evaluated the levels of IL-6 in a sample of elderly individuals (mean age of 73 years) from the Cardiovascular Health Study. IL-6 levels were more elevated among the elderly individuals with subclinical cardiovascular disease<sup>50</sup>.</p>
      <p>Volpato S <italic>et al</italic><sup>51</sup>, evaluated the association of IL-6 levels with general mortality in 620 elderly women that were followed for 03 years. After the adjustment for confounding factors, the elderly women with cardiovascular disease and elevated IL-6 levels presented a 4-fold higher risk of death (RR=4.6; 95%CI: 2.0-10.5), when compared to those whose levels were at the lower terciles. Among the women without cardiovascular disease, this association was much lower and had no statistical significance (RR=1.8; 95%CI: 0.7-4.2)<sup>51</sup>.</p>
      <p>The IL-10 is an anti-inflammatory cytokine that inhibits the production of several inflammatory cytokines, such as IL-2 and IFN-gamma and is strongly associated with a better prognosis among those patients with acute ischemic syndromes<sup>52,53</sup>. Van Excel <italic>et al</italic><sup>54</sup> evaluated the association of IL-10 with CVA in 599 elderly individuals (85 years) from the city of Leiden. The RR for CVA was 2.94 (95%CI: 1.01-8.53), when comparing the participants with low or intermediate IL-10 levels with those with elevated levels<sup>54</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Fibrinogen as an inflammatory marker</bold>
      </p>
      <p>Fibrinogen is a component of coagulation and a determinant of blood viscosity. Elevated fibrinogen levels also increase platelet reactivity<sup>55</sup>. During the acute phase of inflammation, its levels can increase 100 to 200%. There is a strong interaction between the inflammatory and the hemostatic systems<sup>56,57</sup>.</p>
      <p>Prospective studies with healthy individuals have demonstrated a direct and independent association between the plasma fibrinogen levels and the risk of coronary events, of total and cardiovascular mortality<sup>58</sup>. Among the elderly, it also seems to be a risk factor for general and cardiovascular mortality, ischemic CVA and deep venous thrombosis<sup>59-62</sup>.</p>
      <p>Yano <italic>et al</italic><sup>63</sup> evaluated the association between fibrinogen and mortality due to different causes in a cohort of Japanese-American individuals (aged 71-93 years) that were followed for 4.4 years. Of the 728 deaths, 37% were due to cardiovascular disease and 27% to cancer. During the first year of follow-up, the RR adjusted for age for general mortality was 4.3 (p&lt;0.0001), when comparing the highest quintile (&gt;3.51 g/dL) with the lowest one (&lt;2.57 g/dL). The RR was reduced to 1.7 in the second year, but remained elevated in the subsequent years. After the adjustment for age and confounding factors, the RR (95% CI) associated with the increase of a standard-deviation of fibrinogen (0.64 g/dL) for general mortality, cardiovascular disease, cancer and other causes of mortality was 1.3; 1.2; 1.3 and 1.3, respectively. The presence of previous diseases did not influence the association between fibrinogen and mortality<sup>63</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Other inflammatory markers</bold>
      </p>
      <p>TNF-&#945; is an important triggering factor of the inflammatory response. However, it has been scarcely assessed in epidemiological studies<sup>64</sup>.</p>
      <p>Cesari <italic>et al<sup>65</sup></italic> found a stronger association of TNF-&#945; with CAD (RR=1.67, 95%CI: 1.23-2.26) than CRP (RR=1.33, 95%CI: 0.98-1.80) in elderly individuals (70-79 years) without previous cardiovascular disease, followed for 3.6 years. Nevertheless, there was no association between TNF-&#945; and CVA (RR=1.18, 95%CI: 0.69-2.03), considering the same group and time of follow-up<sup>65</sup>.</p>
      <p>Elkind <italic>et al</italic><sup>66</sup> evaluated the association between TNF-&#945; and/or receptor type 1 and 2 with carotid atherosclerotic disease in 279 individuals (mean age of 67.6 &#177; 8.5 years). After the adjustment for gender, ethnicity, hypertension, diabetes, LDL-cholesterol, smoking and body mass index (BMI), there was an association for individuals younger than 70 years between the receptors type 1 and 2 of the TNF-&#945; and the increase in the carotid intimal-medial thickening. However, such association was not observed with participants aged <underline>&gt;</underline> 70 years<sup>66</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Value of the combined inflammatory marker evaluation</bold>
      </p>
      <p>Due to the complexity of the inflammatory process, of the interrelations with cytokines and the response of acute-phase proteins, it is likely that no single marker can detain all the important risk information<sup>62</sup>.</p>
      <p>Cesari <italic>et al</italic><sup>65</sup> evaluated the levels of CRP, IL-6 and TNF-&#945; in 2,225 elderly individuals (70 to 79 years), without previous cardiovascular disease that were selected from the Health, Aging, and Body Composition study (cohort with 07 years of follow-up that evaluated the functional and psychological impact of age-related modifications in body composition and health status).</p>
      <p>The evaluated outcomes were new episodes of cardiac disease, CVA and congestive heart failure. The mean period of follow-up was 3.6 years. After adjustment for confounding factors, the IL-6 was associated with all outcomes, TNF-&#945; with CAD and heart failure and CRP only with heart failure. The combination of the 03 markers presented the strongest risk prediction for CAD (RR=2.13; 95%CI: 1.27-3.55), compared to only one elevated marker (RR=1.17; 95%CI: 0.79-1.73)<sup>65</sup>.</p>
      <p>Harris <italic>et al</italic><sup>67</sup> followed for 4.6 years a sample of 1,293 healthy elderly individuals from the Rural Health Study. The IL-6 was a better predictor of mortality than CRP among the elderly. Levels of IL-6 <underline>&gt;</underline> 3.19 pg/dL were associated with a two-fold higher risk of death (RR=1.9 95%CI: 1.2-3.1) and CRP <underline>&gt;</underline> 2.78 mg/L was also associated with a higher risk of death (RR=1.6 95%CI: 1.0-2.6). The elderly that presented elevated CRP and IL-6 levels had a 2.6-fold higher risk of mortality during follow-up, when compared to those with lower levels of the two markers. The results were similar for cardiovascular or total mortality and independent from age, gender, BMI, smoking, diabetes, cardiovascular disease, fibrinogen, albumin and leukocyte levels. These authors observed a synergy between IL-6 and CRP in the prediction of mortality in healthy elderly individuals that presented elevated levels of both markers<sup>67</sup>.</p>
      <p>Heeschen C <italic>et al<sup>53</sup></italic> evaluated 547 patients from the CAPTURE study (clinical trial with 1,265 patients that presented acute ischemic syndrome). The evaluated outcomes were death and non-fatal AMI during a six-month follow-up.</p>
      <p>The levels of IL-10 were not associated with the levels of troponin, but presented an inverse relation with the CRP levels (p&lt;0.001). Patients with higher levels of IL-10 (&gt;3.5 pg/mL) had a lower risk of presenting the evaluated outcomes when compared to those who presented lower levels of this marker (RR=0.33, 95%CI: 0.25-0.76; p=0.002). The predictive value of IL-10 was independent from myocardial necrosis, but interacted significantly with the CRP levels. Patients with increased CRP levels and IL-10 &gt;3.5 pg/mL were protected against a higher cardiac risk, when compared to those with elevated CRP and low IL-10 levels (RR= 0.25; 95%CI: 0.10-0.63; p=0.003)<sup>53</sup>.</p>
      <p>In a meta-analysis, Danesh <italic>et al<sup>68</sup></italic>, after evaluating 18 studies with 4,018 cases of CAD, estimated that the RR for CAD, among those presenting fibrinogen levels at the upper tercile (&gt; 350 mg/dL) was 80% higher when compared with those at the lower terciles (&lt; 250 mg/dL). That was a stronger association than the one observed for CRP (RR= 1.7; 95%CI: 1.4-2.1)<sup>68</sup>. There are at least two studies that demonstrated a decrease in the association of CRP with cardiovascular events when both CRP and fibrinogen were included in the same model of multivariate analysis, indicating that fibrinogen could be a better predictor for cardiovascular risk<sup>68,69</sup>.</p>
      <p>Tracy <italic>et al</italic><sup>70</sup> followed 5,888 elderly individuals of both sexes from the Cardiovascular Health Study for 05 years. Fibrinogen, factor VIII and factor VII levels were measured in these patients. The evaluated outcomes were total mortality and new cardiovascular events. After adjustment for risk factors and subclinical cardiovascular disease, fibrinogen was significantly associated with men presenting CAD (RR=2.1), CVA or transient ischemic episode (RR=1.3), as well as with mortality (RR=5.8) during the 2.5-year period of follow-up and late mortality (RR=1.7). Factor VIII was also significantly associated, in men, with coronary events (RR=1.5) and mortality (RR=1.8) and in women, with CVA and/or transient ischemic episode (RR=1.4). Factor VII, in general, was not consistently associated with cardiovascular events in this population<sup>70</sup>.</p>
      <p>Yano <italic>et al</italic><sup>63</sup> observed an interaction between fibrinogen and leukocyte count when evaluating a sample of 3,571 Japanese-American elderly individuals (71-93 years). Individuals with high levels of both markers had a higher probability of death during follow-up<sup>63</sup>.</p>
      <p>Jenny <italic>et al<sup>71</sup></italic> evaluated the association between the combination of CRP and fibrinogen with early death (03 years) and later death (04 to 08 years) in 5,828 elderly individuals. For the men who presented both markers at the higher quartiles, the RR for early death was 9.6 (95% CI: 4.3-21.1) and 13.5 for early cardiovascular death (95% CI: 3.2-56.5). These associations were attenuated in the following years. For women, there was an association only between CRP and early general or cardiovascular death, with a RR of 2.3 (95% CI: 1.4-3.9)<sup>71</sup>.</p>
      <p>Penninx <italic>et al<sup>72</sup>,</italic> after evaluating 2,979 elderly individuals of both sexes (70-79 years) for 30 months, showed an association of inflammatory markers with the onset of mobility limitation. The RR of the onset of mobility limitation was 1.19 (95%CI: 1.10-1.28) for IL-6, 1.2 (95%CI: 1.12-1.29) for TNF-&#945; and 1.4 (95% CI: 1.18-1.68) for CRP<sup>72</sup>.</p>
      <p>According to the aforementioned studies, the markers evaluated in elderly individuals represent only part of the knowledge and it is likely that the importance of their combination has yet to be fully elucidated<sup>64</sup>.</p>
      <p>Another aspect to be considered is that, although there is great interest in the study of inflammatory markers as cardiovascular risk predictors in elderly individuals, these markers are as good as, or even better predictors of all causes of mortality in relation to the first. This is due to the fact that inflammation participates in the physiopathological process of several chronic conditions, such as depression, osteoporosis, arthritis, periodontal disease, chronic obstructive pulmonary disease and cognitive impairment, which can reduce its impact on the prediction of cardiovascular risk<sup>73-78</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The influence of inflammatory markers on the development of atherosclerotic disease is well-established and they are useful in the prediction of elevated cardiac risk among middle-aged individuals. Studies including only elderly individuals showed that CRP and fibrinogen may not be so useful as IL-6 and TNF-&#945;. The current evidence is not sufficient, as there are few studies in this age range and most of them are short-term ones with a small number of inflammatory markers. Considering that, the routine assessment of inflammatory markers in the elderly cannot be justified in clinical practice. The routine request for these markers must be decided on an individual basis.</p>
      <p>Finally, it is likely that these inflammatory markers are predictors of the functional decline in the elderly and thus, it is important to seek interventions that aim not only at the prevention of vascular disease, but also at the preservation of the general organic function in this age range.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of Master submitted by Adriane M. Ramos, from Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia-IC/FUC-RS.</p>
      <p>
        <xref ref-type="table" rid="en_12t1-body2">Table 1</xref>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_12t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0233-00012-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Marcadores inflamatorios de la enfermedad cardiovascular en adultos ancianos</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>La mayor parte de las informaciones sobre el rol de los marcadores inflamatorios como predictores de enfermedad cardiovascular implica solamente individuos de mediana edad.En esta revisi&#243;n se evalu&#243; el rol de los marcadores inflamatorios como predictores de enfermedad cardiovascular en adultos ancianos. Se consultaron las bases de datos de Medline (Pubmed) y la base de datos de Cochrane, utilizando las palabras clave. Tras la utilizaci&#243;n de los siguientes filtros: Limits: Aged 65+ years, Humans, Randomized Controlled Trial, Meta-Analysis, Review, Clinical Trials -se encontraron 554 art&#237;culos. De esos, se seleccionaron 120 art&#237;culos y se los evaluaron en cuanto a su fuerza de evidencia (clasificaci&#243;n de Oxford Centre for Evidence Based Medicine). En los pacientes con edad &gt;65 a&#241;os, la interleuquina 6 (IL-6), el factor de necrosis tumoral alfa (TNF &#945;) y la interleuquina-10 (IL-10) se han mostrado buenos predictores de desenlaces cardiovasculares. En relaci&#243;n a la prote&#237;na C-reactiva (PCR), los datos son inconsistentes; ella parece tener menor poder como predictor en adultos acianos, cuando comparados sus efectos en los individuos de mediana edad. Niveles de fibrin&#243;geno parecen ser predictores de mortalidad, pero de forma no espec&#237;fica, o sea, no s&#243;lo para mortalidad cardiovascular. Adem&#225;s de ello, los marcadores inflamatorios son tambi&#233;n indicadores de baja funcional y mortalidad, independientemente de la presencia de enfermedad cardiovascular. Las evidencias actuales son insuficientes para uso rutinario de los marcadores inflamatorios en adultos ancianos, ya que existen pocos estudios en esta franja etaria, y la mayor parte de ellos es de corta duraci&#243;n y con n&#250;mero reducido de marcadores inflamatorios. La exigencia por esos marcadores, de manera rutinaria, se debe considerarla individualmente.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Marcadores cl&#237;nicos</kwd>
        <kwd>enfermedades cardiovasculares</kwd>
        <kwd>adulto anciano</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Marcadores inflamatorios de la enfermedad cardiovascular en adultos ancianos</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Adriane M. Ramos; Lucia Campos Pellanda; Iseu Gus; Vera L. Portal</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia/Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia; Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>La mayor parte de las informaciones sobre el rol de los marcadores inflamatorios como predictores de enfermedad cardiovascular implica solamente individuos de mediana edad.En esta revisi&#243;n se evalu&#243; el rol de los marcadores inflamatorios como predictores de enfermedad cardiovascular en adultos ancianos.</p>
      <p> Se consultaron las bases de datos de Medline (Pubmed) y la base de datos de Cochrane, utilizando las palabras clave. Tras la utilizaci&#243;n de los siguientes filtros: Limits: Aged 65+ years, Humans, Randomized Controlled Trial, Meta-Analysis, Review, Clinical Trials -se encontraron 554 art&#237;culos. De esos, se seleccionaron 120 art&#237;culos y se los evaluaron en cuanto a su fuerza de evidencia (clasificaci&#243;n de <italic>Oxford Centre for Evidence Based Medicine</italic>).</p>
      <p> En los pacientes con edad <underline>&gt;</underline>65 a&#241;os, la interleuquina 6 (IL-6), el factor de necrosis tumoral alfa (TNF &#945;) y la interleuquina-10 (IL-10) se han mostrado buenos predictores de desenlaces cardiovasculares. En relaci&#243;n a la prote&#237;na C-reactiva (PCR), los datos son inconsistentes; ella parece tener menor poder como predictor en adultos acianos, cuando comparados sus efectos en los individuos de mediana edad. Niveles de fibrin&#243;geno parecen ser predictores de mortalidad, pero de forma no espec&#237;fica, o sea, no s&#243;lo para mortalidad cardiovascular. Adem&#225;s de ello, los marcadores inflamatorios son tambi&#233;n indicadores de baja funcional y mortalidad, independientemente de la presencia de enfermedad cardiovascular.</p>
      <p> Las evidencias actuales son insuficientes para uso rutinario de los marcadores inflamatorios en adultos ancianos, ya que existen pocos estudios en esta franja etaria, y la mayor parte de ellos es de corta duraci&#243;n y con n&#250;mero reducido de marcadores inflamatorios. La exigencia por esos marcadores, de manera rutinaria, se debe considerarla individualmente.</p>
      <p><bold>Palavras clave: </bold>Marcadores cl&#237;nicos, enfermedades cardiovasculares, adulto anciano</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las enfermedades cardiovasculares son la mayor causa de morbilidad y mortalidad en Brasil y el mundo<sup>1</sup>. Sus manifestaciones cl&#237;nicas ocurren en general bajo la forma de infarto agudo de miocardio (IAM), accidente cerebrovascular (ACV), angina o muerte s&#250;bita en varones entre los 50 y los 60 a&#241;os, y en mujeres entre los 60 y los 70 a&#241;os, elev&#225;ndose progresivamente con la edad<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>La poblaci&#243;n de adultos ancianos es el segmento poblacional que crece m&#225;s r&#225;pidamente en todo el mundo. La prevalencia de la enfermedad arterial coronaria (EAC) es muy elevada en ese grupo. Seg&#250;n los datos norteamericanos, el 61% de los IAM ocurren en individuos con m&#225;s de 65 a&#241;os, siendo el 36% en aquellos con m&#225;s de 75 a&#241;os. Adem&#225;s de ello, la mortalidad aumenta de modo acentuado con el envejecimiento, alcanzando al 85% en la fase aguda del IAM entre los individuos con m&#225;s de 65 a&#241;os<sup>2-6</sup>.</p>
      <p>Estudios han demostrado que la inflamaci&#243;n participa de todas las etapas de evoluci&#243;n de la aterosclerosis<sup>7-9</sup>. Varios marcadores inflamatorios &#151;como citoquinas, conteo total de leucocitos, prote&#237;na C-reactiva (PCR), entre otros&#151; se est&#225;n evaluando. No obstante, la PCR ha sido la m&#225;s utilizada<sup>7-10</sup>. Los m&#233;todos utilizados para la dosificaci&#243;n de otros marcadores como las citoquinas son, en general, inadecuados para el uso cl&#237;nico rutinario y estas prote&#237;nas tienen un promedio de vida muy corto. Los procedimientos laboratoriales para la evaluaci&#243;n del fibrin&#243;geno no est&#225;n bien estandarizados, a pesar de los consistentes datos poblacionales. El conteo de leucocitos totales y la velocidad de sedimentaci&#243;n globular tienen valor cuestionable en relaci&#243;n a su aplicabilidad cl&#237;nica. Por otra parte, ya existen m&#233;todos bien estandarizados para la dosificaci&#243;n de PCR ultrasensible (PCR-us). Adem&#225;s de eso, ella es un marcador estable que tiene un promedio de vida m&#225;s largo (18 a 20 horas) y se puede proceder su dosificaci&#243;n tanto en plasma congelado como en plasma fresco, sin la exigencia de cuidados especiales para recolecci&#243;n<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>En 2002, <italic>American Heart Association</italic> y el Centro Americano de Control de Enfermedades recomendaron la solicitaci&#243;n de marcadores inflamatorios &#151;espec&#237;ficamente la PCR, una vez que &#233;sta dispone de m&#225;s m&#233;todos de dosificaci&#243;n&#151;, para mejorar la predicci&#243;n de eventos coronarios entre pacientes con riesgo intermediario, seg&#250;n el Score de Riesgo de Framingham<sup>12</sup>. Dicha recomendaci&#243;n fue importante para los adultos ancianos, visto que gran parte de las mujeres estadounidenses con m&#225;s de 65 a&#241;os ya se enmarcaba en criterios suficientes para clasificarse bajo riesgo intermediario<sup>13</sup>. Sin embargo, ninguna de esas recomendaciones tuvo como base investigaciones con la poblaci&#243;n de adultos ancianos. La extrapolaci&#243;n de datos obtenidos con individuos de mediana edad para los adultos ancianos puede ser inadecuada por varios motivos. Un ejemplo de ello es lo que ocurre con los niveles lip&#237;dicos y la relaci&#243;n con el riesgo de enfermedad arterial coronaria (EAC). La incidencia de EAC es mayor en la poblaci&#243;n con m&#225;s de 65 a&#241;os; lo mismo ocurre con los &#237;ndices de mortalidad. La raz&#243;n de riesgo o riesgo relativo disminuye con el avance la edad en virtud de la reducci&#243;n natural de los niveles lip&#237;dicos<sup>14</sup>. Sin embargo, como la enfermedad es m&#225;s presente en esa franja etaria, ocurre un aumento del riesgo atribuible o absoluto, o sea, se observa mayor beneficio absoluto con el tratamiento de EAC, en esa poblaci&#243;n<sup>14,15</sup>.</p>
      <p>En la d&#233;cada de 1990, algunos estudios observacionales cuestionaron la validad del colesterol total (CT) como predictor de riesgo cardiovascular en el adulto anciano, indagando no s&#243;lo si el abordaje para su control deber&#237;a ser la misma de individuos m&#225;s j&#243;venes, sino tambi&#233;n si la reducci&#243;n de sus niveles abajo de un determinado valor no ser&#237;a perjudicial. El estudio observacional EPESE, que evalu&#243; a 4.056 varones y mujeres, tras el ajuste de factores de riesgo cardiovasculares e indicadores de calidad de salud como hierro y alb&#250;mina s&#233;ricos, evidenci&#243; que el CT fue predictor de riesgo de mortalidad por EAC, presentando as&#237; reducci&#243;n del riesgo de EAC con el control de sus niveles (p=0,005)<sup>16</sup>.</p>
      <p>Algunos estudios tambi&#233;n ya evidenciaron reducci&#243;n de desenlaces cl&#237;nicos o sustitutos, tanto en prevenci&#243;n secundaria como en primaria, mediante el uso de estatinas en adultos ancianos<sup>17-21</sup>. El valor predictivo de los factores de riesgo tradicionales cambia con el envejecimiento. Por ejemplo, entre los adultos ancianos CT y LDL-C representan predictores de riesgo de menor fuerza<sup>22-24</sup>. Asimismo, la prevalencia de enfermedad subcl&#237;nica es elevada en esa misma franja etaria. Entre los participantes de <italic>Cardiovascular Health Study</italic> (<underline>&gt;</underline>65 a&#241;os) sin ninguna evidencia de enfermedad cl&#237;nica, la prevalencia de enfermedad cardiovascular estuvo alrededor del 61%<sup>24</sup>. Tampoco est&#225; claro si la fuerza de asociaci&#243;n de los factores de riesgo es equivalente entre los casos de enfermedad subcl&#237;nica<sup>25</sup>. Los adultos ancianos, en general, sufren de mayor n&#250;mero de comorbilidades y gran parte de &#233;stas ya podr&#237;a asociarse con inflamaci&#243;n<sup>,27</sup>.</p>
      <p>Por fin, la fisiopatolog&#237;a de las enfermedades cardiovasculares puede cambiar de acuerdo con la edad. Burke et al.<sup>28</sup>, al revisar casos de muerte s&#250;bita, encontraron mayor proporci&#243;n de trombosis aguda entre j&#243;venes que en adultos ancianos. Por todo ello, ser&#237;a incorrecto generalizar las informaciones o definir conductas sobre marcadores inflamatorios para adultos ancianos, orientadas en evidencias obtenidas con pacientes de mediana edad. Es importante, entonces, evaluar las evidencias sobre este tema en lo que se refiere a los individuos con edad <underline>&gt;</underline>65 anos.</p>
      <p>
        <bold>Prote&#237;na C-Reactiva</bold>
      </p>
      <p>La PCR es sintetizada por el h&#237;gado tras est&#237;mulos como lesi&#243;n tisular, inflamaci&#243;n y/o infecci&#243;n. Su producci&#243;n ocurre en las lesiones ateroscler&#243;ticas, causadas por c&#233;lulas musculares lisas y macr&#243;fagos, y tambi&#233;n por los ri&#241;ones, las neuronas, los alveolos pulmonares y el tejido adiposo<sup>8,29</sup>.</p>
      <p>Como los m&#233;todos tradicionalmente utilizados para su dosificaci&#243;n no tienen suficiente sensibilidad, se recomienda dosificar la PCR-us para evaluaci&#243;n de la enfermedad aterotromb&#243;tica, que tiene niveles de PCR, en general, m&#225;s bajos que otros procesos inflamatorios<sup>7,9,10,11,30</sup>.</p>
      <p>Diversos estudios prospectivos indican que niveles de PCR discretamente elevados est&#225;n presentes para los siguientes casos: individuos con angina estable e inestable en riesgo para IAM; adultos ancianos en riesgo para EAC sintom&#225;tica; fumadores y varones de mediana edad, aparentemente sanos y con riesgo para IAM o ACV. Adem&#225;s de ello, el valor predictivo de la PCR-us &#151;considerado como marcador bioqu&#237;mico para riesgo de EAC&#151; se mostr&#243; superior a los valores de los tradicionales factores de riesgo, tales como CT y LDL-C; y tambi&#233;n ultrapas&#243; los valores de factores de riesgo m&#225;s nuevos, tales como lipoprote&#237;na (a), homociste&#237;na y apoprote&#237;nas A y B<sup>8,9,23</sup>. En mujeres, por ejemplo, la PCR-us fue el m&#225;s fuerte predictor de riesgo para futuros eventos cardiovasculares<sup>31,32</sup>. Asimismo, muchos estudios tambi&#233;n evidenciaron que la dosificaci&#243;n de PCR-us, tanto en la internaci&#243;n como en el alta hospitalaria de pacientes con s&#237;ndromes coronarios agudos, tiene valor pron&#243;stico para complicaciones o nuevos eventos, pudiendo ser un estratificador de riesgo, aisladamente o asociada a la troponina<sup>33-36</sup>.</p>
      <p>Los niveles de PCR parecen aumentar de forma discreta con el envejecimiento en varones, pero no en mujeres. Existen pocas evidencias para afirmar el incremento de sus valores luego de los 70 a&#241;os<sup>10,11</sup>.</p>
      <p>Tracy et al.<sup>37</sup> realizaron un estudio de caso-control a partir de una muestra de adultos ancianos (<underline>&gt;</underline> 65 a&#241;os) de <italic>Cardiovascular Health Study</italic> (cohorte con 5.201 adultos ancianos, con seguimiento promedio de 2,4 a&#241;os). Los casos (n=146) fueron adultos ancianos con angina, IAM o muerte. Los niveles elevados de PCR presentaron asociaci&#243;n m&#225;s fuerte con IAM, sobre todo entre mujeres con enfermedad subcl&#237;nica (raz&#243;n de posibilidad 4,5). Sin embargo, se deben tomar en consideraci&#243;n dichas asociaciones, con cautela, en la medida que no se realizaron ajustes para factores de riesgo<sup>37</sup>.</p>
      <p>Cushman et al.<sup>38</sup> evaluaron los niveles de PCR en 3.971 adultos ancianos, sin enfermedad cardiovascular previa. Se acompa&#241;aron a los pacientes por 10 a&#241;os. Tras el ajuste para factores de confusi&#243;n, la raz&#243;n de riesgo (RR) de EAC fue de 1,45 (IC del 95%, 1,14-1,86), cuando se compar&#243; el grupo que ten&#237;a PCR &gt; 3 mg/L al que ten&#237;a &lt; 1,0 mg/L, a proporci&#243;n que el riesgo atribuible de la poblaci&#243;n con niveles incrementados de PCR fue del 11%. El estudio evidenci&#243; que la PCR se asoci&#243; a un mayor riesgo de EAC en 10 a&#241;os, tanto en varones como en mujeres ancianas, independientemente de otros factores de riesgo. Una &#250;nica medida de la PCR ofreci&#243; informaciones adicionales de riesgo, sobre todo para varones con puntaje intermedio y mujeres con puntaje alto en el Score de Riesgo de Framingham<sup>38</sup>.</p>
      <p>Tice et al.<sup>39</sup> realizaron un estudio de caso-control, seleccionando adultas ancianas caucasianas que participaron del <italic>Osteoporotic Fracture Cohort</italic> (cohorte de 9.704 adultas ancianas con seguimiento promedio de seis a&#241;os). Del total de 492 pacientes caucasianas, 150 murieron, de &#233;stos, 52 por muerte cardiovascular. Tras el ajuste para posibles factores de confusi&#243;n, mujeres con niveles de PCR-us &gt; 3,0 mg/L tuvieron ocho veces m&#225;s riesgo (95% IC: 2,2-29) de mortalidad cardiovascular, si comparadas a las que ten&#237;an PCR-us <underline>&lt;</underline> 1,0 mg/L. Los niveles de PCR-us no se asociaron a otras causas de mortalidad (RR= 0,92;95% IC:0,4-2,1)<sup>39</sup>.</p>
      <p>Ridker et al.<sup>40</sup> evaluaron los niveles de PCR en una muestra de 543 pacientes del <italic>Physician's Health Study</italic> (cohorte que ultrapas&#243; los ocho a&#241;os de seguimiento con varones entre 40 y 84 a&#241;os, aparentemente sanos). Los varones que ten&#237;an PCR en los cuartiles m&#225;s elevados tuvieron RR=2,9; p&lt;0,001 para IAM y RR=1,9; p=0,02 para ACV, si comparados a los varones en los cuartiles m&#225;s bajos. Estos hallazgos no cambiaron tras el ajuste para tabaquismo y otros factores de riesgo<sup>40</sup>.</p>
      <p>Varios estudios examinaron la relaci&#243;n entre PCR y ACV isqu&#233;mico. Rost et al.<sup>41</sup> acompa&#241;aron una muestra de 591 varones y 871 mujeres de la cohorte de Framingham, con promedio de edad de 69,7 a&#241;os, que no hab&#237;an presentado eventos vasculares previos. Durante 12-14 a&#241;os de seguimiento, ocurrieron 196 eventos (ACV y episodios isqu&#233;micos transitorios). Independientemente de la edad, varones que ten&#237;an PCR en los cuartiles m&#225;s elevados tuvieron riesgo dos veces mayor de eventos (RR=2; p=0,027), mientras que mujeres tuvieron riesgo casi tres veces mayor (RR=2,7; p=0,0003), si comparadas a los que ten&#237;an niveles de PCR en los cuartiles m&#225;s inferiores. Tras el ajuste para tabaquismo, relaci&#243;n CT/HDL, presi&#243;n arterial sist&#243;lica y diabetes, esa asociaci&#243;n de riesgo permaneci&#243; inalterada tanto para varones (p=0,0365) como para mujeres (p=0,0084)<sup>41</sup>.</p>
      <p>Cao et al.<sup>42</sup> en una muestra de 5.017 adultos ancianos, sin enfermedad cardiovascular, del <italic>Cardiovascular Health Study,</italic> estudiaron la asociaci&#243;n entre el espesor de la capa intima-media carot&#237;deo y la PCR con el ACV. Durante 10,2 a&#241;os de seguimiento, ocurrieron 469 ACV isqu&#233;micos. Tras el ajuste para espesor de la capa &#237;ntima-media carot&#237;deo, hubo cambio importante en la asociaci&#243;n de PCR y ACV. Dicha asociaci&#243;n se mantuvo solamente entre los individuos con espesor &#237;ntima-media carot&#237;deo elevado<sup>42</sup>.</p>
      <p><italic>Honolulu Heart Study</italic> es el estudio que ofrece el m&#225;s largo y completo seguimiento para evaluar la asociaci&#243;n entre PCR y ACV. Se identificaron a 259 varones nipo-estadounidenses, aparentemente sanos, que presentaron ACV durante un seguimiento de 20 a&#241;os, y se los compararon a 1.348 individuos del grupo control. En estos pacientes (48-70 a&#241;os) se midieron los niveles de PCR. Tras el ajuste para factores de riesgo, los varones con 48-55 a&#241;os con PCR &gt; 1,0 mg/L presentaron OR=3,0; 95%, IC:1,4-6,4 para ACV tromboemb&#243;lico, si los comparamos a varones con niveles de PCR <underline>&lt;</underline> 1,0 mg/L<sup>43</sup>. Dicha asociaci&#243;n no se confirm&#243; entre los participantes de 56-70 a&#241;os (OR=1,3; 95% IC:0,8-2,0). Se encontr&#243; id&#233;ntica aparente reducci&#243;n en la fuerza de asociaci&#243;n relacionada a la edad en <italic>Qu&#233;bec Cardiovascular Study.</italic> Este estudio, evaluando 105 casos de s&#237;ndromes isqu&#233;micos agudos en varones sin enfermedad cardiaca previa, seguidos por cinco a&#241;os, evidenci&#243; que la PCR-us fue predictor independiente de otros factores de riesgo para s&#237;ndromes isqu&#233;micos agudos, s&#243;lo entre los individuos con edad <underline>&lt;</underline> 55 a&#241;os<sup>44</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Interleuquinas</bold>
      </p>
      <p>La interleuquina 6 (IL-6) es un importante activador de las c&#233;lulas inmunes y puede participar de la inestabilizaci&#243;n de la placa ateroscler&#243;tica<sup>4547</sup>. La IL-6 tambi&#233;n evidencia los factores de riesgo cardiovasculares en un modelo semejante al de la PCR y sus niveles aumentan con el avance de la edad<sup>45</sup><sup>49</sup>.</p>
      <p>Jenny et al.<sup>50</sup>, en un estudio caso-control, evaluaron los niveles de IL-6 de una muestra de adultos ancianos (promedio de edad de 73 a&#241;os) del <italic>Cardiovascular Health Study.</italic> Los niveles de IL-6 fueron m&#225;s elevados entre los adultos ancianos con enfermedad cardiovascular subcl&#237;nica<sup>50</sup>.</p>
      <p>Volpato S et al.<sup>51</sup> evaluaron la asociaci&#243;n de niveles de IL-6 con mortalidad general en 620 adultas ancianas, seguidas por tres a&#241;os. Tras el ajuste para factores de confusi&#243;n, las mujeres con enfermedad cardiovascular y niveles de IL-6 elevados presentaron riesgo cuatro veces mayor de muerte (RR=4,6;95% IC:2,0-10,5), cuando comparadas a las pacientes presentes en los terciles inferiores. Entre las mujeres sin enfermedad cardiovascular, tal asociaci&#243;n fue bastante menor y sin significancia estad&#237;stica (RR=1,8; 95% IC: 0,7-4,2)<sup>51</sup>.</p>
      <p>La interleuquina 10 (IL-10) es una citoquina antiinflamatoria que inhibe la producci&#243;n de una variedad de citoquinas inflamatorias, tales como IL-2 y IFN-gamma y est&#225; fuertemente asociada con mejor pron&#243;stico entre los pacientes con s&#237;ndromes isqu&#233;micos agudos<sup>52,53</sup>. Van Excel et al.<sup>54</sup> examinaron la asociaci&#243;n de IL-10 con ACV en 599 adultos ancianos (85 a&#241;os) de la ciudad de Leiden. El RR para ACV fue de 2,94 (95% IC:1,01-8,53), cuando se compararon a los participantes con niveles de IL-10 bajos o intermediarios con los que ten&#237;an niveles elevados<sup>54</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Fibrin&#243;geno como marcador inflamatorio</bold>
      </p>
      <p>El fibrin&#243;geno es un componente de la coagulaci&#243;n y tambi&#233;n un determinante de la viscosidad sangu&#237;nea. Niveles elevados de fibrin&#243;geno aumentan tambi&#233;n la reactividad plaquetaria<sup>55</sup>. Durante la fase aguda de inflamaci&#243;n, sus niveles pueden aumentar del 100% al 200%. Existe una fuerte interacci&#243;n entre el sistema inflamatorio y el hemost&#225;tico<sup>56,57</sup>.</p>
      <p>Estudios prospectivos con individuos sanos evidenciaron una directa e independiente asociaci&#243;n entre los niveles de fibrin&#243;geno plasm&#225;tico y el riesgo tanto de eventos coronarios, como de mortalidad total y cardiovascular<sup>58</sup>. Entre los adultos ancianos, el fibrin&#243;geno parece ser un factor de riesgo para mortalidad general y cardiovascular, ACV isqu&#233;mico y trombosis venosa profunda<sup>59-62</sup>.</p>
      <p>Yano et al.<sup>63</sup> evaluaron la relaci&#243;n entre fibrin&#243;geno y mortalidad por distintas causas en una cohorte de nipo-estadounidenses (71-93 a&#241;os), seguidos por 4,4 a&#241;os. Del total de 728 muertes, el 37% fueron provocadas por enfermedad cardiovascular y el 27%, por c&#225;ncer. Durante el primer a&#241;o de seguimiento, el RR ajustado por la edad para mortalidad general fue de 4,3 (p&lt;0,0001), compar&#225;ndose el quintil m&#225;s elevado (&gt;3,51 g/dL) al m&#225;s bajo (&lt;2,57 g/dL). El RR se redujo para 1,7 en el segundo a&#241;o, pero permaneci&#243; aumentado en los a&#241;os subsiguientes. Tras el ajuste para edad y factores de confusi&#243;n, el RR (IC del 95%) asociado al aumento de una desviaci&#243;n est&#225;ndar del fibrin&#243;geno (0,64 g/dL) para mortalidad general, as&#237; como enfermedad cardiovascular, c&#225;ncer y otras causas de mortalidad fue de 1,3; 1,2; 1,3; 1,3, respectivamente. La presencia de enfermedades previas no influenci&#243; la asociaci&#243;n entre fibrin&#243;geno y mortalidad<sup>63</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Otros marcadores infamatorios</bold>
      </p>
      <p>El TNF-&#945; es un importante iniciador de la respuesta inflamatoria. Sin embargo, ha sido poco evaluado en estudios epidemiol&#243;gicos<sup>64</sup>.</p>
      <p>Cesari et al.<sup>65</sup> encontraron una asociaci&#243;n m&#225;s fuerte entre TNF-&#945; y EAC (RR=1,67, 95% IC:1,23-2,26) que con a la PCR (RR=1,33, 95% IC:0,98-1,80) en adultos ancianos (70-79 a&#241;os) sin enfermedad cardiovascular previa, seguidos por 3,6 a&#241;os. No obstante, no hubo asociaci&#243;n entre TNF-&#945; y ACV (RR=1,18, 95% IC:0,69-2,03), considerando el mismo grupo y per&#237;odo de seguimiento<sup>65</sup>.</p>
      <p>Elkind et al.<sup>66</sup> analizaron la asociaci&#243;n entre TNF-&#945; y/&#243; receptor 1 y 2 con enfermedad ateroscler&#243;tica carotidea en 279 individuos (promedio de edad de 67,6&#177;8,5 a&#241;os). Tras el ajuste para sexo, raza-etnia, hipertensi&#243;n, diabetes, LDL colesterol, tabaquismo e &#237;ndice de masa corporal, hubo asociaci&#243;n para los individuos con edad &lt; 70 a&#241;os entre receptores 1 y 2 del TNF-&#945; y incremento del espesor intima-media carot&#237;deo. Sin embargo, tal asociaci&#243;n no ocurri&#243; entre los participantes con edad <underline>&gt;</underline> 70 a&#241;os<sup>66</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Valor de la evaluaci&#243;n combinada de marcadores inflamatorios</bold>
      </p>
      <p>En virtud de la complejidad del proceso inflamatorio, de las interrelaciones con las citoquinas y, igualmente, de la respuesta de prote&#237;nas de fase aguda, probablemente ning&#250;n simple biomarcador pueda capturar todas las informaciones importantes de riesgo<sup>62</sup>.</p>
      <p>Cesari et al.<sup>65</sup> evaluaron los niveles de PCR, IL-6 y TNF-&#945; en 2.225 adultos ancianos (70 a 79 a&#241;os), sin enfermedad cardiovascular previa, seleccionados a partir del <italic>Health, Aging, and Body Composition</italic> (cohorte con siete a&#241;os de seguimiento que evalu&#243; el impacto funcional y psicol&#243;gico de cambios en la composici&#243;n corporal y estado de salud relacionados a la edad). Los desenlaces evaluados fueron nuevos episodios de enfermedad cardiaca, ACV e insuficiencia cardiaca congestiva. El per&#237;odo promedio de seguimiento fue de 3,6 a&#241;os. Tras el ajuste para factores de confusi&#243;n, la IL-6 se asoci&#243; con todos los desenlaces; el TNF-&#945; con EAC e insuficiencia cardiaca; y, por fin, la PCR se asoci&#243; con insuficiencia cardiaca. La combinaci&#243;n de los tres marcadores obtuvo la m&#225;s fuerte predicci&#243;n de riesgo para EAC (RR=2,13; 95%, IC 1,27-3,55), comparado con solamente un marcador elevado (RR=1,17;95%,IC:0,79-1,73)<sup>65</sup>.</p>
      <p>Harris et al.<sup>67</sup> siguieron durante 4,6 a&#241;os una muestra de 1.293 adultos ancianos sanos del <italic>Rural Health Study.</italic> La IL-6 fue mejor predictor de mortalidad que la PCR entre ellos. Se asociaron niveles de IL-6 <underline>&gt;</underline> 3,19 pg/dL con riesgo dos veces mayor de muerte (RR=1,9 95% IC: 1,2-3,1); PCR <underline>&gt;</underline> 2,78 mg/L tambi&#233;n se asoci&#243; a mayor riesgo de muerte (RR=1,6 95% IC:1,0-2,6). Los adultos ancianos que ten&#237;an niveles elevados de PCR y de IL-6 tuvieron riesgo 2,6 veces mayor de mortalidad durante el seguimiento, cuando comparados a los otros con niveles m&#225;s bajos de los dos marcadores. Los resultados fueron semejantes para mortalidad cardiovascular o total, independientemente de edad, sexo, &#237;ndice de masa corporal, tabaquismo, diabetes, enfermedad cardiovascular, niveles de fibrin&#243;genos, alb&#250;mina y leucocitos. Estos autores encontraron una sinergia entre IL-6 y PCR en la predicci&#243;n de mortalidad en adultos ancianos sanos que ten&#237;an ambos marcadores elevados<sup>67</sup>.</p>
      <p>Heeschen et al.<sup>53</sup> evaluaron a 547 pacientes del estudio CAPTURE (ensayo cl&#237;nico con 1.265 pacientes que presentaban s&#237;ndrome isqu&#233;mico agudo). Los desenlaces evaluados fueron muerte e IAM no fatal, a lo largo de seis meses de seguimiento. No se asoci&#243; la IL-10 a los niveles de troponina, pero se present&#243; relaci&#243;n invertida con los niveles de PCR (p&lt;0,001). Pacientes con niveles m&#225;s elevados de IL-10 (&gt;3,5 pg/mL) tuvieron menor riesgo de presentar los desenlaces evaluados, si comparados a los que ten&#237;an niveles m&#225;s bajos de este marcador (raz&#243;n de riesgo de 0,33, 95% IC:0,25-0,76; p=0,002). El valor predictivo de la IL-10 se mostr&#243; independiente de la necrosis mioc&#225;rdica, pero interaccion&#243; de forma significativa con los niveles de PCR. Se protegieron del mayor riesgo card&#237;aco a los pacientes con PCR elevada y IL-10 &gt;3,5 pg/mL, cuando comparados a los pacientes con PCR elevada y niveles bajos de IL-10 (RR de 0,25; 95% IC:0,10-0,63; p=0,003)<sup>53</sup>.</p>
      <p>En un metaan&#225;lisis, Danesh et al.<sup>68</sup>, tras evaluar 18 estudios con 4.018 casos de EAC, estimaron que el RR para EAC, entre los pacientes con fibrin&#243;geno en el tercil superior de distribuci&#243;n (&gt; 350 mg/dL), fue el 80% m&#225;s elevado si lo comparamos a los otros pacientes en los terciles m&#225;s bajos (&lt; 250 mg/dL). Esa fue una asociaci&#243;n m&#225;s fuerte si comparada a la que se encontr&#243; para PCR (raz&#243;n de riesgo de 1,7; 95% IC:1,4-2,1)<sup>68</sup>. Existen por lo menos dos estudios que evidenciaron una reducci&#243;n de la asociaci&#243;n de PCR con eventos cardiovasculares, cuando se incluyeron ambos, PCR y fibrin&#243;geno, en el mismo modelo de an&#225;lisis multivariado, indicando que el fibrin&#243;geno podr&#237;a ser un mejor predictor para riesgo cardiovascular<sup>68,69</sup>.</p>
      <p>Tracy et al.<sup>70</sup> siguieron a 5.888 adultos ancianos de ambos sexos del <italic>Cardiovascular Health Study</italic> durante cinco a&#241;os. En esos pacientes se dosific&#243; fibrin&#243;geno, factor VIII y factor VII. Los desenlaces evaluados fueron mortalidad total y nuevos eventos cardiovasculares. Tras el ajuste para factores de riesgo y enfermedad cardiovascular subcl&#237;nica, el fibrin&#243;geno fue significativamente asociado en varones con EAC (RR=2,1), ACV o episodio isqu&#233;mico transitorio (RR=1,3), tambi&#233;n con mortalidad (RR=5,8) en el per&#237;odo de 2,5 a&#241;os de seguimiento y mortalidad tard&#237;a (RR=1,7). El factor VIII tambi&#233;n se asoci&#243;, significativamente en varones, a eventos coronarios (RR=1,5) y a mortalidad (RR=1,8); en mujeres, a su vez, con ACV y/o episodio isqu&#233;mico transitorio (RR=1,4). El factor VII, de forma general, no se asoci&#243; consistentemente a eventos cardiovasculares en esta poblaci&#243;n<sup>70</sup>.</p>
      <p>Yano et al.<sup>63</sup> encontraron una interacci&#243;n entre fibrin&#243;geno y conteo de c&#233;lulas blancas, evalu&#225;ndose una muestra de 3.571 adultos ancianos (71-93 anos) nipo-estadounidenses. Individuos con elevados niveles de ambos marcadores tuvieron mayor probabilidad de fallecer durante el seguimiento<sup>63</sup>.</p>
      <p>
        <xref ref-type="table" rid="es_12t1-body3">Tabla 1</xref>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_12t1-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0233-00012-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Jenny et al.<sup>71</sup> evaluaron la asociaci&#243;n entre la combinaci&#243;n de PCR y fibrin&#243;geno con mortalidad precoz (tres a&#241;os) y tard&#237;a (cuatro a ocho a&#241;os) en 5.828 adultos ancianos. Para los varones que ten&#237;an ambos marcadores en los cuartiles m&#225;s elevados, la raz&#243;n de riesgo para mortalidad precoz fue de 9,6 (95% IC:4,3-21,1) a proporci&#243;n que para muerte cardiovascular precoz fue de 13,5 (95% IC:3,2-56,5). Se atenuaron dichas asociaciones en los a&#241;os siguientes. Para las mujeres, hubo asociaci&#243;n s&#243;lo entre PCR y mortalidad general o cardiovascular precoz con raz&#243;n de riesgo de 2,3 (95% IC:1,4-3,9)<sup>71</sup>.</p>
      <p>Penninx et al.<sup>72</sup>, tras evaluar a 2.979 adultos ancianos de ambos los sexos (70-79 a&#241;os) por 30 meses, mostraron la asociaci&#243;n de marcadores inflamatorios al inicio de la limitaci&#243;n para movilidad. El RR del surgimiento de inmovilidad fue de 1,19 (95% IC:1,10-1,28) para IL-6; de 1,2 (95% IC: 1,12-1,29) para TNF-&#945;; y, por fin, de 1,4 (95% IC:1,18-1,68) para PCR<sup>72</sup>.</p>
      <p>Seg&#250;n los estudios citados, los marcadores evaluados en adultos ancianos representan solamente una parte del conocimiento y, probablemente, la importancia de la combinaci&#243;n no est&#225; aun completamente elucidada<sup>64</sup>.</p>
      <p>Otro aspecto que se debe tomar en consideraci&#243;n en comparaci&#243;n al anterior es que, aunque existe gran inter&#233;s en el estudio de marcadores inflamatorios como predictores de riesgo cardiovascular en adultos ancianos, estos marcadores pueden ser mejores predictores de todas las causas de mortalidad. Ello se muestra ya que la inflamaci&#243;n participa del proceso fisiopatol&#243;gico de diversas condiciones cr&#243;nicas como depresi&#243;n, osteoporosis, artritis, enfermedad periodontal, EPOC y perjuicio cognitivo, pudiendo reducir su impacto en la predicci&#243;n de riesgo cardiovascular<sup>73-78</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los marcadores inflamatorios ya est&#225;n bien establecidos en el desarrollo de la enfermedad ateroscler&#243;tica y son &#250;tiles en la predicci&#243;n del elevado riesgo cardiovascular entre los individuos de mediana edad. Investigaciones que incluyen solamente a adultos ancianos evidenciaron que la PCR y el fibrin&#243;geno pueden no ser tan &#250;tiles como la IL-6 y el TNF-&#945;. Las evidencias actuales son insuficientes, ya que existen pocos estudios con adultos ancianos, siendo que la mayor parte de ellos es de corta duraci&#243;n y con n&#250;mero reducido de marcadores inflamatorios. Tomando en consideraci&#243;n dichos factores, todav&#237;a no se justifica la evaluaci&#243;n rutinaria de marcadores inflamatorios en adultos ancianos, en la pr&#225;ctica cl&#237;nica. La solicitaci&#243;n de estos marcadores se debe considerar de modo individual. Por fin, esos marcadores inflamatorios son, posiblemente, predictores de baja funcional en adultos ancianos; por tanto, es importante el desarrollo de intervenciones que tengan como blanco no s&#243;lo la prevenci&#243;n de enfermedad vascular, sino tambi&#233;n la preservaci&#243;n de la funci&#243;n org&#225;nica global en esta franja etaria.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no obtuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Maestr&#237;a de Adriane M. Ramos, por el Programa de Postgrado en Ciencias de la Salud de la Fundaci&#243;n Universitaria de Cardiologia-IC/ FUC-RS.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
