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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000300005</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09200305</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000300005</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Colesterol e gorduras em alimentos brasileiros: implica&#231;&#245;es para a preven&#231;&#227;o da aterosclerose</article-title>
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            <given-names>Jorge Pinto</given-names>
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          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Gama Filho</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto do Cora&#231;&#227;o e do Diabetes </institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>190</fpage>
      <lpage>194</lpage>
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          <month>03</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>07</day>
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          <day>21</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Para realiza&#231;&#227;o de inqu&#233;rito alimentar e prescri&#231;&#227;o de dieta, faz-se necess&#225;rio consultar tabelas de composi&#231;&#227;o de alimentos. Entretanto, estas s&#227;o limitadas quanto &#224; descri&#231;&#227;o do conte&#250;do de &#225;cidos graxos e colesterol, e n&#227;o oferecem informa&#231;&#245;es sobre as diferentes formas de preparo. OBJETIVO: A partir de dados derivados de extensa an&#225;lise da composi&#231;&#227;o qu&#237;mica de alimentos brasileiros, avaliamos o impacto de determinados tipos de alimentos em dietas recomendadas para preven&#231;&#227;o da doen&#231;a coronariana. M&#201;TODOS:Analisaram-se a composi&#231;&#227;o de &#225;cidos graxos e colesterol de alguns alimentos e diferentes modos de preparo. Os resultados foram empregados de acordo com o recomendado pela American Heart Association para uma dieta de 1.800 calorias. RESULTADOS:O colesterol encontrado em 100 g de ovos (400 mg) ou f&#237;gado bovino frito (453 mg) ultrapassa o recomendado para preven&#231;&#227;o secund&#225;ria, sem diferen&#231;a nesse quesito entre ovo de granja ou caipira. Os ovos apresentaram em m&#233;dia 400 mg de colesterol em 100 g, ultrapassando recomenda&#231;&#227;o de at&#233; 300 mg. Cada ovo tem, em m&#233;dia, 50 g, um ovo pode ser consumido, desde que n&#227;o se consuma mais do que 100 g de colesterol naquele dia. Em rela&#231;&#227;o &#224; gordura saturada, manteiga (55,2 g), margarina (19,4 g), queijos tilsit (20,4 g), prato (19,9 g), amarelo (16,8 g) e branco (15,5 g) ultrapassam os 14 g recomendados se forem consumidos 100 g ou mais, o mesmo tamb&#233;m &#233; verdadeiro para os &#243;leos de soja (17,5 g) e de milho (16,1g). CONCLUS&#195;O:Conhecer melhor o conte&#250;do de gorduras e colesterol nos alimentos permite prescrever quantidades que n&#227;o ultrapassem valores recomendados para preven&#231;&#227;o, o que pode resultar em melhor ades&#227;o a dietas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Dieta</kwd>
        <kwd>dislipidemias</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
        <kwd>colesterol</kwd>
        <kwd>gorduras</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>17</day>
        <month>04</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGOS ORIGINAIS </p>
    <p> DISLIPIDEMIAS</p>
    <p>
      <bold>Colesterol e gorduras em alimentos brasileiros: implica&#231;&#245;es para a preven&#231;&#227;o da aterosclerose</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Carlos Scherr<sup>I</sup>; Jorge Pinto Ribeiro<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Gama Filho - Instituto do Cora&#231;&#227;o e do Diabetes (Icord), Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre e Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>Para realiza&#231;&#227;o de inqu&#233;rito alimentar e prescri&#231;&#227;o de dieta, faz-se necess&#225;rio consultar tabelas de composi&#231;&#227;o de alimentos. Entretanto, estas s&#227;o limitadas quanto &#224; descri&#231;&#227;o do conte&#250;do de &#225;cidos graxos e colesterol, e n&#227;o oferecem informa&#231;&#245;es sobre as diferentes formas de preparo. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>A partir de dados derivados de extensa an&#225;lise da composi&#231;&#227;o qu&#237;mica de alimentos brasileiros, avaliamos o impacto de determinados tipos de alimentos em dietas recomendadas para preven&#231;&#227;o da doen&#231;a coronariana. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold>Analisaram-se a composi&#231;&#227;o de &#225;cidos graxos e colesterol de alguns alimentos e diferentes modos de preparo. Os resultados foram empregados de acordo com o recomendado pela <italic>American Heart Association</italic> para uma dieta de 1.800 calorias. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold>O colesterol encontrado em 100 g de ovos (400 mg) ou f&#237;gado bovino frito (453 mg) ultrapassa o recomendado para preven&#231;&#227;o secund&#225;ria, sem diferen&#231;a nesse quesito entre ovo de granja ou caipira. Os ovos apresentaram em m&#233;dia 400 mg de colesterol em 100 g, ultrapassando recomenda&#231;&#227;o de at&#233; 300 mg. Cada ovo tem, em m&#233;dia, 50 g, um ovo pode ser consumido, desde que n&#227;o se consuma mais do que 100 g de colesterol naquele dia. Em rela&#231;&#227;o &#224; gordura saturada, manteiga (55,2 g), margarina (19,4 g), queijos tilsit (20,4 g), prato (19,9 g), amarelo (16,8 g) e branco (15,5 g) ultrapassam os 14 g recomendados se forem consumidos 100 g ou mais, o mesmo tamb&#233;m &#233; verdadeiro para os &#243;leos de soja (17,5 g) e de milho (16,1g). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold>Conhecer melhor o conte&#250;do de gorduras e colesterol nos alimentos permite prescrever quantidades que n&#227;o ultrapassem valores recomendados para preven&#231;&#227;o, o que pode resultar em melhor ades&#227;o a dietas.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Dieta, dislipidemias, fatores de risco, colesterol, gorduras.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As transi&#231;&#245;es econ&#244;micas, a urbaniza&#231;&#227;o e a industrializa&#231;&#227;o trazem mudan&#231;as nos h&#225;bitos de vida que podem provocar aumento na incid&#234;ncia das doen&#231;as cardiovasculares. Fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo e alimenta&#231;&#227;o pouco saud&#225;vel, est&#227;o diretamente relacionados com essas mudan&#231;as. V&#225;rios autores t&#234;m mostrado, em estudos com milhares de indiv&#237;duos, com ou sem a presen&#231;a da doen&#231;a arterial coronariana, as vantagens do controle de fatores de risco. Em 1990, Ornish e cols.<sup>1</sup> mostraram, num pequeno grupo de 28 coronarianos, os resultados de um ano de dieta vegetariana, interrup&#231;&#227;o do tabagismo, t&#233;cnicas de controle do estresse emocional e atividade f&#237;sica moderada. A coronariografia, realizada antes do estudo e repetida um ano ap&#243;s, revelou regress&#227;o parcial do grau de estenose em 82% das les&#245;es no grupo experimental e, principalmente, naqueles com les&#245;es mais graves, enquanto houve progress&#227;o no grupo-controle. Portanto, o estudo de Ornish e cols.<sup>1</sup> demonstra que uma interven&#231;&#227;o diet&#233;tica sem uso de medicamentos pode resultar em importantes efeitos sobre a doen&#231;a arterial coronariana.</p>
    <p>Para realiza&#231;&#227;o de inqu&#233;rito alimentar e para a prescri&#231;&#227;o de dieta, &#233; necess&#225;ria a consulta a tabelas de composi&#231;&#227;o de alimentos. No Brasil, uma das refer&#234;ncias mais utilizadas, a Tabela Brasileira de Composi&#231;&#227;o de Alimentos, foi elaborada a partir da informa&#231;&#227;o da ind&#250;stria aliment&#237;cia, baseada em crit&#233;rios r&#237;gidos de an&#225;lise, por meio do preenchimento de formul&#225;rio especial, criado pelo Departamento de Alimentos e Nutri&#231;&#227;o Experimental da Faculdade de Ci&#234;ncias Farmac&#234;uticas da Universidade de S&#227;o Paulo<sup>2</sup>. Entretanto, essa tabela &#233; limitada, pois, em rela&#231;&#227;o aos &#225;cidos graxos e colesterol, s&#243; fornece dados referentes aos lip&#237;deos totais e ao colesterol total. Tamb&#233;m n&#227;o oferece, em alguns tipos de carnes, informa&#231;&#245;es sobre as diferentes formas de preparo dos alimentos. Outra fonte muito utilizada, a tabela da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S&#227;o Paulo<sup>3</sup>, foi, na verdade, adaptada de uma tabela do <italic>United States Department of Agriculture, Agricultural Research Service</italic>, de 2001, sendo, portanto, norte-americana. Possui informa&#231;&#245;es em rela&#231;&#227;o a lip&#237;deos totais, colesterol, gorduras saturadas, mono e poliinsaturados, por&#233;m sua informa&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o ao modo de preparo n&#227;o &#233; clara<sup>3</sup>. Al&#233;m disso, a composi&#231;&#227;o qu&#237;mica de alimentos pode ser diferente conforme a tabela consultada<sup>4</sup>.</p>
    <p>Recentemente, realizamos uma extensa avalia&#231;&#227;o da composi&#231;&#227;o qu&#237;mica de grande n&#250;mero de alimentos utilizados no Brasil para construir uma tabela de composi&#231;&#227;o de alimentos com aplicabilidade cl&#237;nica em nosso pa&#237;s<sup>5</sup>. No presente estudo, utilizamos dados derivados dessa an&#225;lise de alimentos para determinar o impacto da inclus&#227;o ou exclus&#227;o de determinados tipos de alimentos em dietas recomendadas para preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria da doen&#231;a arterial coronariana.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise da composi&#231;&#227;o qu&#237;mica dos alimentos</bold>
    </p>
    <p>Todas as an&#225;lises dos alimentos aqui relacionados foram realizadas nos laborat&#243;rios do Instituto de Tecnologia de Alimentos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de S&#227;o Paulo e financiadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normaliza&#231;&#227;o e Qualidade Industrial (Inmetro) do Minist&#233;rio do Desenvolvimento, Ind&#250;stria e Com&#233;rcio Exterior do Brasil. Foram utilizadas metodologias espec&#237;ficas para avalia&#231;&#227;o da composi&#231;&#227;o dos alimentos em rela&#231;&#227;o aos lip&#237;deos totais<sup>6,7</sup>, colesterol<sup>8,9</sup>, composi&#231;&#227;o de &#225;cidos graxos<sup>10</sup>, determina&#231;&#227;o do teor de cloreto de s&#243;dio<sup>11</sup> e umidade<sup>12,13</sup>. A descri&#231;&#227;o completa da metodologia de an&#225;lise da composi&#231;&#227;o qu&#237;mica dos alimentos foi previamente apresentada<sup>5</sup>. Para a an&#225;lise de carnes, peixes e v&#237;sceras, foram adquiridas tr&#234;s pe&#231;as inteiras, e retirou-se uma amostra de cada pe&#231;a para cada tipo de preparo (assado, grelhado, cozido, frito). A coc&#231;&#227;o da carne frita foi feita colocando-se a carne imersa em &#243;leo de soja quente. Para a an&#225;lise dos leites, foram adquiridas 2 a 5 diferentes marcas dos tipos semidesnatado, desnatado, integral e com &#244;mega 3. Seis marcas de queijo-de-minas e queijo prato e 5 marcas de manteiga e margarina foram analisadas. Foram tamb&#233;m avaliados ovos nos quais a embalagem indicava como sendo de granja, caipira ou <italic>light</italic>. Cada amostra era composta por 6 ovos cozidos por 10 minutos, homogeneizados e pesados, e as gemas ent&#227;o foram separadas. Finalmente, para os &#243;leos de canola, milho, soja e girassol, cada amostra foi composta por uma lata de &#243;leo de quatro diferentes marcas.</p>
    <p>Os dados de composi&#231;&#227;o qu&#237;mica desses alimentos foram avaliados com base nos limites de consumo de gorduras propostos para dietas de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria da doen&#231;a arterial coronariana.</p>
    <p>
      <bold>Simula&#231;&#227;o de prescri&#231;&#227;o diet&#233;tica</bold>
    </p>
    <p>Foram simulados card&#225;pios com 1.800 kcal por dia para indiv&#237;duos em preven&#231;&#227;o prim&#225;ria, conforme as recomenda&#231;&#245;es da fase I da <italic>American Heart Association</italic><sup>14</sup>. A composi&#231;&#227;o de gorduras dessa dieta inclui: 35% do valor cal&#243;rico total em lip&#237;deos, com menos de 7% de lip&#237;deos saturados, menos de 10% em poliinsaturados, menos de 20% de monoinsaturados e o conte&#250;do de colesterol deve ser menor que 300 mg. Portanto, para a dieta de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria, com valor cal&#243;rico total di&#225;rio de 1.800 kcal, seriam aceitos at&#233; 630 kcal ou 70 g por dia em lip&#237;deos, com at&#233; 126 kcal ou 14 g de saturados, 180 kcal ou 20 g de poliinsaturados e 360 kcal ou 40 g de monoinsaturados.</p>
    <p>Nas simula&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o secund&#225;ria, adotaram-se as recomenda&#231;&#245;es do ATP III para pacientes dislipid&#234;micos<sup>15</sup>, tamb&#233;m validada pela Diretriz do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia<sup>16</sup>, pela <italic>American Heart Association</italic> e pelo <italic>American College of Cardiology</italic><sup>17</sup>. A composi&#231;&#227;o de gorduras dessa dieta inclui: menos de 30% do valor cal&#243;rico total em lip&#237;deos, com menos de 7% de lip&#237;deos saturados, menos de 10% em poliinsaturados, 10% a 15% de monoinsaturados; o conte&#250;do de colesterol era menor que 200 mg. Portanto, para a dieta de preven&#231;&#227;o secund&#225;ria, com valor cal&#243;rico total di&#225;rio de 1.800 kcal, seriam aceitos at&#233; 540 kcal ou 60 g por dia em lip&#237;deos, com at&#233; 126 kcal ou 14 g de saturados, 180 kcal ou 20 g de poliinsaturados e 270 kcal ou 30 g de monoinsaturados.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref> apresenta o conte&#250;do de colesterol em carnes, v&#237;sceras, ovos e manteigas, em ordem decrescente. No lado esquerdo da <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>, est&#227;o indicados os limites estabelecidos para o consumo di&#225;rio desses alimentos, conforme as recomenda&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria. De acordo com a &#250;ltima revis&#227;o da recomenda&#231;&#227;o da <italic>American Heart Association</italic> para nutri&#231;&#227;o em preven&#231;&#227;o prim&#225;ria, considerando o teor do colesterol, o f&#237;gado frito, os ovos de galinha (um ovo pesa em m&#233;dia 50 g), o cora&#231;&#227;o de frango cozido e, possivelmente, o camar&#227;o grelhado n&#227;o devem ser consumidos na quantidade de 100 g, a qual j&#225; ultrapassa o valor m&#225;ximo recomendado para o colesterol. J&#225; o bucho cozido, o camar&#227;o frito ou grelhado, a manteiga e, possivelmente, o cora&#231;&#227;o de frango cozido praticamente chegam ao limite recomendado para a mesma quantidade, mas j&#225; ultrapassam as recomenda&#231;&#245;es para preven&#231;&#227;o secund&#225;ria, n&#227;o devendo ser consumidos nessa quantidade. Deve-se fazer apenas uma ressalva de que dificilmente em nosso meio se consome 100 g de manteiga por dia.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref> apresenta o conte&#250;do de gorduras saturadas em manteigas, queijos e embutidos, em ordem decrescente. No lado esquerdo da <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref>, est&#227;o indicados os limites estabelecidos para o consumo di&#225;rio desses alimentos, conforme as recomenda&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria. Se manteiga, margarina (menos) e alguns queijos como o amarelo e o branco forem consumidos na quantidade de 100 g, ultrapassar&#227;o os n&#237;veis m&#225;ximos recomendados para indiv&#237;duos sadios ou dislipid&#234;micos. J&#225; os embutidos de carne su&#237;na, bovina e, possivelmente, de chester e frango ficam um pouco mais distantes dos limites, mas devem ser consumidos com aten&#231;&#227;o, cabendo aqui a ressalva que dificilmente os embutidos s&#227;o consumidos na quantidade di&#225;ria de 100 g.</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na an&#225;lise das gorduras poliinsaturadas (<xref ref-type="table" rid="t3">tab. 3</xref>), algumas margarinas ultrapassam as quantidades m&#225;ximas recomendadas na simula&#231;&#227;o realizada tanto para preven&#231;&#227;o prim&#225;ria como para preven&#231;&#227;o secund&#225;ria, se utilizadas na quantidade maior ou igual a 100 g por dia (margarinas com sal 25 mg/100g - sem sal 24 mg/100g).</p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="t4">tabela 4</xref>, analisamos o teor de gorduras trans encontrado em algumas formas de preparo de alimentos deste estudo, que possu&#237;am maior teor dessas gorduras. Nesse contexto, no chester, peito de frango e contrafil&#233;, todos na forma de preparo frita, quando comparados com seus respectivos na forma grelhada, mostram muito mais esse tipo de gordura. Cabe lembrar que, neste trabalho, a forma frita quer dizer imers&#227;o em &#243;leo quente (nesse caso, foi utilizado o &#243;leo de soja), que vem a ser uma forma de produ&#231;&#227;o de gorduras trans, cujos n&#237;veis m&#225;ximos recomend&#225;veis s&#227;o de menos de 1% do total de calorias, correspondendo, em nossa simula&#231;&#227;o, a menos de 2 g por dia. Portanto, fritar em imers&#227;o de &#243;leo n&#227;o &#233; a forma mais recomend&#225;vel de manipular alimentos. Nessa simula&#231;&#227;o, nenhum alimento ultrapassou os limites de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria ou secund&#225;ria para a quantidade de 100 g.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t4">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s gorduras monoinsaturadas, nenhum alimento ultrapassou as recomenda&#231;&#245;es m&#225;ximas para preven&#231;&#227;o prim&#225;ria ou para secund&#225;ria, e as manteigas e margarinas foram os alimentos que apresentaram os maiores teores desse tipo de gordura.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo mostra a import&#226;ncia do conhecimento real da composi&#231;&#227;o de colesterol e &#225;cidos graxos em comest&#237;veis produzidos no Brasil e como estes se comportam quando submetidos a diferentes formas de coc&#231;&#227;o. Esse conhecimento permite oferecer aos pacientes e &#224; popula&#231;&#227;o op&#231;&#245;es de card&#225;pio mais atraentes e de conota&#231;&#227;o n&#227;o-punitiva e, com isso, pode possibilitar uma maior ades&#227;o a uma alimenta&#231;&#227;o mais saud&#225;vel para o cora&#231;&#227;o, haja visto o baixo &#237;ndice de ades&#227;o a todos os tipos de dieta em 3 meses<sup>18</sup>.</p>
    <p>As tabelas de composi&#231;&#227;o qu&#237;mica dos alimentos mais utilizadas em nosso pa&#237;s n&#227;o apresentam informa&#231;&#245;es em rela&#231;&#227;o ao colesterol e aos &#225;cidos graxos para a maioria dos alimentos na forma que eles s&#227;o consumidos. A TACO<sup>19</sup>, utilizada pela Universidade de Campinas, apesar de ser a mais completa e relacionar uma s&#233;rie de carnes com seus diferentes cortes, n&#227;o apresenta dados relacionados &#224; forma de preparo e somente aos teores na apresenta&#231;&#227;o crua. J&#225; a utilizada pela Universidade Federal de S&#227;o Paulo<sup>3</sup> &#233; americana e seus dados, apesar de mais abrangentes, n&#227;o espelham a realidade nacional, onde o tipo de gado &#233; de diferentes ra&#231;as, e a alimenta&#231;&#227;o do gado &#233; diferente. Finalmente, a Universidade de S&#227;o Paulo<sup>2</sup> utiliza dados obtidos por um question&#225;rio bem estruturado, respondido pelo produtor e que tamb&#233;m n&#227;o contempla as informa&#231;&#245;es de forma de preparo. Nossos dados s&#227;o referentes a alimentos produzidos e consumidos em nosso pa&#237;s, tendo as amostras sido coletadas no mercado formal onde donas de casa e comerciantes compram seus insumos.</p>
    <p>J&#225; foi demonstrada por diversos autores<sup>20-22</sup> a exist&#234;ncia de diferentes influ&#234;ncias relacionadas aos efeitos dos m&#233;todos de coc&#231;&#227;o sobre a composi&#231;&#227;o qu&#237;mica e de colesterol nas carnes. &#192; mesma conclus&#227;o chegaram Rosa e cols.<sup>23</sup> que compararam os efeitos do cozimento em &#225;gua, &#243;leo, grelha, forno convencional e forno de microondas em rela&#231;&#227;o &#224;s gorduras no peito e na coxa de frango, encontrando diferen&#231;as entre estes. Esses estudos mostram que os m&#233;todos de coc&#231;&#227;o sem &#243;leo ocasionam perda de lip&#237;deos, enquanto a fritura leva &#224; absor&#231;&#227;o de &#243;leo, havendo tamb&#233;m diferen&#231;a entre absor&#231;&#227;o deste nos diferentes cortes<sup>22</sup>.</p>
    <p>Diversos estudos comprovam a influ&#234;ncia da alimenta&#231;&#227;o nos lip&#237;deos sang&#252;&#237;neos e na evolu&#231;&#227;o da aterosclerose<sup>24</sup>, e outros mais mostram a dificuldade de fazer a popula&#231;&#227;o melhorar seus h&#225;bitos alimentares<sup>18</sup>. Se, em vez de nos referirmos ao que n&#227;o pode ser consumido, mostrarmos solu&#231;&#245;es simples que facilitem a ades&#227;o da popula&#231;&#227;o em geral e dos pacientes em particular, com base em informa&#231;&#245;es claras e confi&#225;veis, &#233; prov&#225;vel que interven&#231;&#245;es diet&#233;ticas tenham maior efetividade. Na pr&#225;tica, este estudo vem alertar para a necessidade de maiores informa&#231;&#245;es em rela&#231;&#227;o ao conte&#250;do de colesterol e &#225;cidos graxos sob dois aspectos: o primeiro, em rela&#231;&#227;o &#224;s mercadorias utilizadas pela popula&#231;&#227;o brasileira; e, o segundo, em rela&#231;&#227;o a essa composi&#231;&#227;o qu&#237;mica ap&#243;s o alimento ser manipulado e preparado para consumo na mesa. Al&#233;m disso, alguns mitos s&#227;o quebrados, como no caso do pernil. Com essas informa&#231;&#245;es, m&#233;dicos, nutricionistas e a popula&#231;&#227;o ter&#227;o mais seguran&#231;a no momento de indicar ou avaliar um card&#225;pio.</p>
    <p>Este estudo, voltado unicamente para a composi&#231;&#227;o qu&#237;mica de colesterol e da cadeia de &#225;cidos graxos de alguns alimentos, n&#227;o contempla todos os componentes da cadeia alimentar do brasileiro e nem mesmo todas as formas mais usuais de preparo destes. Quando comparado com os dados existentes nas tabelas mais utilizadas em nosso meio, constata-se a inexist&#234;ncia dessas informa&#231;&#245;es. Quando essas informa&#231;&#245;es s&#227;o comparadas com os dados aqui obtidos, verificam-se diferen&#231;as importantes, principalmente na compara&#231;&#227;o com tabelas estrangeiras.</p>
    <p>Os dados aqui relatados podem contribuir para a obten&#231;&#227;o de maior sucesso em rela&#231;&#227;o &#224; baixa ades&#227;o e &#224; melhoria dos h&#225;bitos alimentares em cardiopatas e na popula&#231;&#227;o do modo geral, oferecendo mais op&#231;&#245;es e retirando o car&#225;ter punitivo que as dietas costumam proporcionar. N&#227;o existem, entre os alimentos aqui analisados, aqueles que devam ser banidos de uma alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel em rela&#231;&#227;o ao colesterol e &#224;s gorduras saturadas, o que se deve fazer, sim, &#233; preferir m&#233;todos de coc&#231;&#227;o mais favor&#225;veis e restringir as quantidades daqueles com teores de gorduras saturadas ou colesterol mais elevados.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado por Instituto Nacional de Metrologia.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Carlos Scherr pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p>Carlos Scherr </p>
        <p> Rua Visconde de Piraj&#225;, 595 / 1204 - Ipanema </p>
        <p> 22.410-003 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="scherr@all.com.br">scherr@all.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 19/03/08; revisado recebido em 07/05/08; aceito em 21/05/08.</p>
  </body>
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              <surname>Denke</surname>
              <given-names>MA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cholesterol and fats in Brazilian foods: implications for prevention of atherosclerosis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: In order to perform food surveys and prescribe diets, food composition tables have to be consulted. However, these tables are limited to the description of fatty acids and cholesterol contents and do not provide information on the different preparation methods. OBJECTIVE: Based on data derived from an extensive analysis of the chemical composition of Brazilian foods, we assessed the impact of certain types of foods on diets recommended for the prevention of coronary disease. METHODS: The fatty acid and cholesterol composition of some types of foods and different preparation methods were analyzed. These results were used according to the recommendations of the American Heart Association for an 1,800 calorie diet. RESULTS: Cholesterol found in 100g of eggs (400mg) or fried beef liver (453mg) exceeds the amount recommended for secondary prevention, and there is no difference in cholesterol content between factory-farmed eggs and free-range eggs. The eggs had an average of 400mg of cholesterol per 100g, thus exceeding the recommended amount of up to 300mg. Each egg has 50g on average; one egg can be consumed provided that not more than 100mg of cholesterol are consumed per day. As regards saturated fat, butter (55.2g), margarine (19.4g), tilsit cheese (20.4g), Brazilian Dutch Edam cheese (19.9g), yellow (16.8g) and fresh white cheese (15.5g) exceed the 14g recommended if 100g or more are consumed. The same is true for soy oil (17.5g) and corn oil (16.1g). CONCLUSION: Better knowledge on fat and cholesterol contents in foods allows the prescription of amounts not exceeding the recommended values for prevention, and this may result in better compliance to diets.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Diet</kwd>
        <kwd>dyslipidemias</kwd>
        <kwd>risk factors</kwd>
        <kwd>cholesterol</kwd>
        <kwd>fats</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Cholesterol and fats in Brazilian foods: implications for prevention of atherosclerosis </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Carlos Scherr<sup>I</sup>; Jorge Pinto Ribeiro<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Gama Filho - Instituto do Cora&#231;&#227;o e do Diabetes (Icord), Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre e Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold>In order to perform food surveys and prescribe diets, food composition tables have to be consulted. However, these tables are limited to the description of fatty acids and cholesterol contents and do not provide information on the different preparation methods.</p>
      <p><bold>OBJECTIVES: </bold>Based on data derived from an extensive analysis of the chemical composition of Brazilian foods, we assessed the impact of certain types of foods on diets recommended for the prevention of coronary disease.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>The fatty acid and cholesterol composition of some types of foods and different preparation methods were analyzed. These results were used according to the recommendations of the American Heart Association for an 1,800 calorie diet.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>Cholesterol found in 100g of eggs (400mg) or fried beef liver (453mg) exceeds the amount recommended for secondary prevention, and there is no difference in cholesterol content between factory-farmed eggs and free-range eggs. The eggs had an average of 400mg of cholesterol per 100g, thus exceeding the recommended amount of up to 300mg. Each egg has 50g on average; one egg can be consumed provided that not more than 100mg of cholesterol are consumed per day. As regards saturated fat, butter (55.2g), margarine (19.4g), tilsit cheese (20.4g), Brazilian Dutch Edam cheese (19.9g), yellow (16.8g) and fresh white cheese (15.5g) exceed the 14g recommended if 100g or more are consumed. The same is true for soy oil (17.5g) and corn oil (16.1g).</p>
      <p><bold>CONCLUSIONS: </bold>Better knowledge on fat and cholesterol contents in foods allows the prescription of amounts not exceeding the recommended values for prevention, and this may result in better compliance to diets.</p>
      <p><bold>Key words:</bold>Diet; dyslipidemias; risk factors; cholesterol; fats.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Economic transitions, urbanization and industrialization bring about changes in lifestyle that can lead to an increased incidence of cardiovascular diseases. Risk factors such as cigarette smoking, sedentary lifestyle and unhealthy eating are directly related to these changes. Several authors have demonstrated the advantages of the control of risk factors in studies including thousands of individuals with or without coronary artery disease. In 1990, Ornish et al<sup>1</sup> studied a small group of 28 patients with coronary artery disease and showed the results of a one-year vegetarian diet, smoking cessation, stress management training, and moderate exercise. Coronary angiography performed prior to the study and repeated one year later revealed partial regression of the degree of stenosis in 82% of the lesions in the experimental group, mainly in those with more severe lesions, whereas progression was observed in the control group. Therefore, Ornish et al's study<sup>1</sup> demonstrated that dietary intervention without the use of medications may result in significant effects on coronary atherosclerosis.</p>
      <p>To carry out dietary surveys and prescribe diets, it is necessary to consult food composition tables. In Brazil, the Brazilian Food Composition Table, one of the most frequently used references, was elaborated using information from the food industry, based on strict analysis criteria, by filling out a special form created by the Department of Food and Experimental Nutrition of <italic>Faculdade de Ci&#234;ncias Farmac&#234;uticas da Universidade de S&#227;o Paulo</italic><sup>2</sup>. However, this table is limited because, in relation to fatty acids and cholesterol, it only provides data regarding total lipids and total cholesterol. For some types of meat, it does not provide information on the different food preparation methods either. Another frequently used source is the table from <italic>Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S&#227;o Paulo</italic><sup>3</sup>, which was actually adapted from a 2001 table of the United States Department of Agriculture, Agricultural Research Service, and is therefore American. It provides information on total lipids, cholesterol, saturated fat, monounsaturated and polyunsaturated fat; however, the information related to the preparation method is not clear<sup>3</sup>. Also, the chemical composition of foods may be different according to the table used<sup>4</sup>. Recently, we carried out an extensive evaluation of the chemical composition of a large number of foods used in Brazil to build a food composition table with clinical applicability in our country<sup>5</sup>. In the present study, we used data derived from this food analysis to determine the impact of the inclusion or exclusion of certain types of food on diets recommended for primary and secondary prevention of coronary artery disease.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Analysis of food chemical composition</bold>
      </p>
      <p>All the food analyses listed here were carried out in the laboratories of the <italic>Instituto de Tecnologia de Alimentos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de S&#227;o Paulo</italic> and financed by the <italic>Instituto Nacional de Metrologia, Normaliza&#231;&#227;o e Qualidade Industrial</italic> (INMETRO) of the Ministry of Development, Industry and Foreign Commerce of Brazil. Specific methodologies were used for the assessment of food composition in relation to total lipids<sup>6,7</sup>, cholesterol<sup>8,9</sup>, fatty acid composition<sup>10</sup>, determination of sodium chloride content<sup>11</sup> and moisture<sup>12,13</sup>. The full description of the methodology of analysis of food chemical composition has been previously described elsewhere<sup>5</sup>. For the analysis of meat, fish and variety meats, three whole pieces were acquired and a sample was removed from each piece for each preparation method (roasted, grilled, cooked, and fried). Fried meat was cooked by immersing the meat in hot soy oil. For the analysis of milk, two to five different brands of low-fat, nonfat, whole, and omega-3-enriched milk were acquired. Six brands of white and Brazilian Dutch Edam cheese, as well as five brands of butter and margarine were analyzed. Eggs whose cartons labeled them as factory-farmed eggs, free-range eggs or low-fat egg were also analyzed. Each sample was comprised of six eggs boiled for 10 minutes, homogenized and weighted, and the yolks were separated. Finally, for canola, corn, soy and sunflower oils, each sample was comprised of one can of oil of four different brands. Information on the chemical composition of these foods was evaluated in function of the limits of fat consumption proposed for diets of primary and secondary prevention of coronary artery disease.</p>
      <p>
        <bold>Simulation of diet prescription</bold>
      </p>
      <p>1800 kcal per day menus were simulated for individuals in primary prevention according to phase I recommendations of the American Heart Association<sup>14</sup>. The fat composition in this diet includes: 35% of the total caloric value in fats, with less than 7% saturated fats, less than 10% polyunsaturated fats, less than 20% monounsaturated fats; and cholesterol content must be lower than 300 mg. Therefore, for the primary prevention diet with a total daily caloric value of 1800 kcal, up to 630 Kcal or 70 g of fats would be acceptable per day, with up to 126 kcal or 14 g of saturated, 180 kcal or 20 g of polyunsaturated and 360 kcal or 40 g of monounsaturated fat.</p>
      <p>In the secondary prevention simulations, we followed the recommendations of the ATP III for dyslipidemic patients<sup>15</sup>, which are also validated by the Guideline of the Department of Atherosclerosis of the Brazilian Society of Cardiology<sup>16</sup>, the American Heart Association, and the American College of Cardiology<sup>17</sup>. The fat composition of this diet includes less than 30% of the caloric value in lipids, with less than 7% of saturated fats, less than 10% of polyunsaturated fats, 10 to 15% of monounsaturated fats; cholesterol content should be lower than 200 mg. Therefore, for the secondary prevention diet, with a total daily caloric value of 1800 kcal, up to 540 kcal or 60 g of fats per day, with up to 126 kcal or 14 g of saturated fat, 180 kcal or 20 g of polyunsaturated fat and 270 kcal or 30 g of monounsaturated fat would be accepted.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The cholesterol content in meats, variety meats, eggs and butters are shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>, in descending order. On the left side of <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref> are the limits established for daily consumption of these foods according to recommendations for primary and secondary prevention. According to the last revision of the American Heart Association's recommendation for nutrition in primary prevention, considering the cholesterol content, we can observe that fried beef liver, chicken eggs (one egg weights 50g on average), cooked chicken heart, and possibly grilled shrimp should not be consumed in the amount of 100g, because the maximum recommended value for cholesterol would be exceeded. Cooked tripe, grilled or fried shrimp, butter, and possibly cooked chicken heart, in turn, practically reach the limit recommended for the same amount, but exceed the recommendations for secondary prevention, and should not be consumed in this amount. We should only observe that the amount of 100g of butter per day is hardly ever consumed in our midst.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref> shows the saturated fat content in butters, cheeses, and cold cuts in descending order. On the left side of <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref> are the limits established for daily consumption of these foods, according to recommendations for primary and secondary prevention. If butter, margarine (less) and some types of cheese such as yellow cheese and fresh white cheese are consumed in the amount of 100g, the maximum levels recommended for healthy or dyslipidemic patients will be exceeded. Pork cold cuts, beef cold cuts, and possibly also roaster and chicken cold cuts, in turn, are a little further below the limit, but should be consumed with caution, and we should observe that cold cuts are hardly ever consumed in daily amounts of 100g.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>In the analysis of polyunsaturated fats (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref>), some margarines exceeded the maximum amounts recommended in the simulation performed both for primary and secondary prevention, when used in amounts equal to or greater than 100g per day (salted margarines 25mg/100g; unsalted 24mg/100mg).</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="t4-body2">Table 4</xref> shows the analysis of trans fat content found in some food preparation methods used in this study that had a higher content of these fats. In this context, roaster, chicken breast, and sirloin, all prepared fried, show a higher content of this type of fat in comparison with their respective grilled preparation. We should remember that, in this study, the fried preparation means immersion in hot oil (in this case, we used soy oil), which is a form of production of trans fats, whose maximum recommended levels are of less than 1% of the total calories, corresponding to less than 2g per day in our simulation. Therefore, deep frying is not the most recommendable form of food manipulation. In this simulation, no food exceeded the limits of primary or secondary prevention for the amount of 100g.</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>In relation to monounsaturated fats, no food exceeded the maximum recommendations whether for primary or secondary prevention, and butters and margarines were those that had the highest contents of this type of fat.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This study shows the importance of a real knowledge on the composition of cholesterol and fatty acids in edible products produced in Brazil, and how they behave when undergoing different cooking methods. With this knowledge we can provide patients and the population with menu options that are more attractive and devoid of a punitive connotation. Thus a higher compliance to a healthier diet for the heart can be achieved, considering the low compliance rate to all types of diets in three months<sup>18</sup>.</p>
      <p>The tables of food chemical composition most frequently used in our country do not provide information regarding cholesterol and fatty acids for most of the foods in the form they are consumed. Despite being more complete and including a series of meats with their different cuts, the TACO table<sup>19</sup> used by <italic>Universidade de Campinas</italic> does not provide data related to the preparation method, but only the contents in the raw form. The table used by <italic>Universidade Federal de S&#227;o Paulo</italic><sup>3</sup> is American and its data, albeit more encompassing, do not reflect the reality of our country, where the type of cattle is from different breeds, and the cattle feed is different. Finally, the <italic>Universidade de S&#227;o Paulo</italic><sup>2</sup> uses data obtained from a well-structured questionnaire, answered by the producers, and do not include information on the preparation method either. Our data are related to food produced and consumed in our country, and the samples were collected in the formal market where housewives and merchants purchase their goods.</p>
      <p>The existence of different influences related to the effects of the cooking methods on the chemical and cholesterol composition of meats has already been demonstrated by several authors<sup>20-22</sup>. Rosa et al<sup>23</sup> came to the same conclusion by comparing the effects of cooking in water, oil, grill, conventional oven, and microwave oven in relation to fats in chicken breast and thigh and finding differences between these methods. These studies show that oil-free cooking methods result in fat loss, whereas frying leads to oil absorption, and there are differences between oil absorption in different cuts<sup>22</sup>.</p>
      <p>Several studies prove the influence of eating on blood lipids and on the progression of atherosclerosis<sup>24</sup>, and others show the difficulty in making the population change their eating habits<sup>18</sup>. If we show simple solutions that increase the compliance of the population in general and of patients in particular based on clear and reliable information instead of listing what cannot be consumed, dietary interventions will likely be more effective. In practice, this study alerts to the need for more information in relation to cholesterol and fatty acid contents under two aspects: the first, in relation to goods used by the Brazilian population; and the second, in relation to this chemical composition after the food is manipulated and prepared for table consumption. Additionally, some myths are debunked, as in the case of pork leg. With this information, physicians, nutritionists and the population are more confident when indicating or evaluating a menu.</p>
      <p>This study, which is focused only on the chemical composition of cholesterol and fatty acid chain of some foods, does not include all the components of the food chain of the Brazilian people and not even all the most frequently used preparation methods of these foods. When our findings are compared with the data provided in the most frequently used tables in our midst, we can observe the lack of this information, and, when compared with foreign tables, significant differences are found.</p>
      <p>The data reported here may help achieve greater success in relation to low compliance and improvement of eating habits in patients with heart disease and in the population in general, by bringing more options and eliminating the punitive character that diets usually have. No foods among those studied here should be banned from a healthy diet in relation to cholesterol and saturated fats. What must be done, instead, is to choose more favorable cooking methods and limit the amounts of those foods with more elevated cholesterol or saturated fat contents.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by Instituto Nacional de Metrologia.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of Doctoral submitted by Carlos Scherr, from Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Colesterol y grasas en alimentos brasile&#241;os: implicaciones en la prevenci&#243;n de la aterosclerosis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Para la realizaci&#243;n de encuesta alimentaria y prescripci&#243;n de dieta, es necesario consultar tablas de composici&#243;n de alimentos. No obstante, &#233;stas son limitadas en relaci&#243;n a la descripci&#243;n del contenido de &#225;cidos grasos y colesterol, y no ofrecen informaciones sobre las diferentes formas de preparaci&#243;n. OBJETIVO:A partir de datos derivados de un extenso an&#225;lisis de la composici&#243;n qu&#237;mica de alimentos brasile&#241;os, evaluamos el impacto de determinados tipos de alimentos en dietas recomendadas para la prevenci&#243;n de la enfermedad coronaria. M&#201;TODOS:Se analizaron la composici&#243;n de &#225;cidos grasos y colesterol de algunos alimentos y los diferentes modos de preparaci&#243;n. Los resultados se emplearon de acuerdo con lo recomendado por la American Heart Association para una dieta de 1.800 calor&#237;as. RESULTADOS: El colesterol encontrado en 100 g de huevos (400 mg) o en el h&#237;gado bovino frito (453 mg) supera lo recomendado para la prevenci&#243;n secundaria, sin diferencia en esta categor&#237;a entre un huevo de granja comercial o caseros. Los huevos presentaron un promedio de 400 mg de colesterol en 100 g, superando la recomendaci&#243;n de hasta 300 mg. Cada huevo tiene, en promedio, 50 g. Un huevo puede ser consumido, siempre que no se consuman m&#225;s de 100 g de colesterol en ese d&#237;a. Con relaci&#243;n a la grasa saturada, manteca (55,2 g), margarina (19,4 g), quesos tilsit (20,4 g), de s&#225;ndwich (19,9 g), amarillo (16,8 g) y blanco (15,5 g) superan los 14 g recomendados si se consumen 100 g o m&#225;s, lo mismo tambi&#233;n vale para los aceites de soya (17,5 g) y de ma&#237;z (16,1 g). CONCLUSIONES: Conocer mejor el contenido de grasas y colesterol en los alimentos permite describir cantidades que no superen los valores recomendados para prevenci&#243;n, lo que puede resultar en una mejor adhesi&#243;n a las dietas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Dieta</kwd>
        <kwd>dislipidemias</kwd>
        <kwd>factores de riesgo</kwd>
        <kwd>colesterol</kwd>
        <kwd>grasas</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Colesterol y grasas en alimentos brasile&#241;os: implicaciones en la prevenci&#243;n de la aterosclerosis</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Carlos Scherr<sup>I</sup>; Jorge Pinto Ribeiro<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Gama Filho - Instituto do Cora&#231;&#227;o e do Diabetes (Icord), Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre e Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>Para la realizaci&#243;n de encuesta alimentaria y prescripci&#243;n de dieta, es necesario consultar tablas de composici&#243;n de alimentos. No obstante, &#233;stas son limitadas en relaci&#243;n a la descripci&#243;n del contenido de &#225;cidos grasos y colesterol, y no ofrecen informaciones sobre las diferentes formas de preparaci&#243;n.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold>A partir de datos derivados de un extenso an&#225;lisis de la composici&#243;n qu&#237;mica de alimentos brasile&#241;os, evaluamos el impacto de determinados tipos de alimentos en dietas recomendadas para la prevenci&#243;n de la enfermedad coronaria.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Se analizaron la composici&#243;n de &#225;cidos grasos y colesterol de algunos alimentos y los diferentes modos de preparaci&#243;n. Los resultados se emplearon de acuerdo con lo recomendado por la American Heart Association para una dieta de 1.800 calor&#237;as.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold>El colesterol encontrado en 100 g de huevos (400 mg) o en el h&#237;gado bovino frito (453 mg) supera lo recomendado para la prevenci&#243;n secundaria, sin diferencia en esta categor&#237;a entre un huevo de granja comercial o caseros. Los huevos presentaron un promedio de 400 mg de colesterol en 100 g, superando la recomendaci&#243;n de hasta 300 mg. Cada huevo tiene, en promedio, 50 g. Un huevo puede ser consumido, siempre que no se consuman m&#225;s de 100 g de colesterol en ese d&#237;a. Con relaci&#243;n a la grasa saturada, manteca (55,2 g), margarina (19,4 g), quesos tilsit (20,4 g), de s&#225;ndwich (19,9 g), amarillo (16,8 g) y blanco (15,5 g) superan los 14 g recomendados si se consumen 100 g o m&#225;s, lo mismo tambi&#233;n vale para los aceites de soya (17,5 g) y de ma&#237;z (16,1 g).</p>
      <p><bold>CONCLUSIONES: </bold>Conocer mejor el contenido de grasas y colesterol en los alimentos permite describir cantidades que no superen los valores recomendados para prevenci&#243;n, lo que puede resultar en una mejor adhesi&#243;n a las dietas.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Dieta, dislipidemias, factores de riesgo, colesterol, grasas.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las transiciones econ&#243;micas, la urbanizaci&#243;n y la industrializaci&#243;n traen cambios en los h&#225;bitos de vida que pueden provocar un aumento en la incidencia de las enfermedades cardiovasculares. Factores de riesgo, como el tabaquismo, el sedentarismo y una alimentaci&#243;n poco saludable, est&#225;n directamente relacionados con estos cambios. Diversos autores han mostrado, en estudios con millares de individuos, con o sin la presencia de la enfermedad arterial coronaria, las ventajas del control de los factores de riesgo. En 1990, Ornish et al.<sup>1</sup> mostraron, en un peque&#241;o grupo de 28 portadores de enfermedad coronaria, los resultados de un a&#241;o de dieta vegetariana, interrupci&#243;n del tabaquismo, t&#233;cnicas de control de estr&#233;s emocional y actividad f&#237;sica moderada. La coronariograf&#237;a, realizada antes del estudio y repetida un a&#241;o despu&#233;s, revel&#243; una regresi&#243;n parcial del grado de estenosis en un 82% de las lesiones en el grupo experimental, y principalmente en aquellos con lesiones m&#225;s graves, mientras que hubo una progresi&#243;n en el grupo de control. Por lo tanto, el estudio de Ornish et al.<sup>1</sup> demuestra que una intervenci&#243;n diet&#233;tica sin uso de medicamentos puede resultar en importantes efectos sobre la enfermedad arterial coronaria.</p>
      <p>Para la realizaci&#243;n de encuesta alimentaria y para la prescripci&#243;n de dieta, es necesario consultar tablas de composici&#243;n de alimentos. En Brasil, una de las referencias m&#225;s utilizadas, la Tabla Brasile&#241;a de Composici&#243;n de Alimentos, fue elaborada a partir de la informaci&#243;n de la industria alimenticia, basada en criterios r&#237;gidos de an&#225;lisis, por medio del llenado de un formulario especial, creado por el Departamento de Alimentos y Nutrici&#243;n Experimental de la Facultad de Ciencias Farmac&#233;uticas de la Universidad de S&#227;o Paulo<sup>2</sup>. No obstante, esta tabla es limitada pues, con relaci&#243;n a los &#225;cidos grasos y colesterol, s&#243;lo ofrece datos referentes a los l&#237;pidos totales y al colesterol total. Tampoco ofrece, en algunos tipos de carnes, informaciones sobre las diferentes formas de preparaci&#243;n de los alimentos. Otra fuente muy utilizada, la tabla de la Escuela Paulista de Medicina de la Universidad Federal de S&#227;o Paulo<sup>3</sup>, fue en realidad adoptada de una tabla del <italic>United States Department of Agriculture</italic>, <italic>Agricultural Research Service</italic>, de 2001, siendo, por lo tanto, norteamericana. Posee informaciones con relaci&#243;n a l&#237;pidos totales, colesterol, grasas saturadas, mono y poliinsaturados, sin embargo, su informaci&#243;n con relaci&#243;n al modo de preparaci&#243;n no es clara<sup>3</sup>. Adem&#225;s de ello, la composici&#243;n qu&#237;mica de los alimentos puede ser diferente de acuerdo con la tabla consultada<sup>4</sup>.</p>
      <p>Recientemente, realizamos una extensa evaluaci&#243;n de la composici&#243;n qu&#237;mica de gran n&#250;mero de alimentos utilizados en Brasil para construir una tabla de composici&#243;n de alimentos con aplicabilidad cl&#237;nica en nuestro pa&#237;s<sup>5</sup>. En el presente estudio, utilizamos datos derivados de este an&#225;lisis de alimentos para determinar el impacto de la inclusi&#243;n o exclusi&#243;n de determinados tipos de alimentos en dietas recomendadas para la prevenci&#243;n primaria y secundaria de la enfermedad arterial coronaria.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de la composici&#243;n qu&#237;mica de los alimentos</bold>
      </p>
      <p>Todos los an&#225;lisis de los alimentos relacionados aqu&#237; se realizaron en los laboratorios del Instituto de Tecnolog&#237;a de Alimentos de la Secretar&#237;a de Agricultura y Abastecimiento del Gobierno del Estado de S&#227;o Paulo y financiados por el Instituto Nacional de Metrolog&#237;a, Normalizaci&#243;n y Calidad Industrial (Inmentro) del Ministerio de Desarrollo, Industria y Comercio Exterior de Brasil. Se utilizaron metodolog&#237;as espec&#237;ficas para la evaluaci&#243;n de la composici&#243;n de los alimentos con relaci&#243;n a los l&#237;pidos totales<sup>6,7</sup>, colesterol<sup>8,9</sup>, composici&#243;n de &#225;cidos grasos<sup>10</sup>, determinaci&#243;n del nivel de cloruro de sodio<sup>11</sup> y humedad<sup>12,13</sup>. La descripci&#243;n completa de la metodolog&#237;a de an&#225;lisis de la composici&#243;n qu&#237;mica de los alimentos fue presentada previamente<sup>5</sup>. Para el an&#225;lisis de carnes, pescados y v&#237;sceras, se adquirieron tres piezas enteras, y se retir&#243; una muestra de cada pieza para cada tipo de preparaci&#243;n (al horno, a la parrilla, cocido, frito). La cocci&#243;n de carne frita se realiz&#243; por inmersi&#243;n en aceite de soya caliente. Para el an&#225;lisis de la leche, se adquirieron de 2 a 5 marcas diferentes de los tipos semidescremado, descremado, integral y con omega 3. Tambi&#233;n se evaluaron los huevos en los cuales el envase indicaba como siendo de granja comercial, casero o light. Cada muestra estaba compuesta por 6 huevos cocidos por 10 minutos, homogeneizados y pesados, y las yemas se separaron. Finalmente, para los aceites de colza, ma&#237;z, soya y girasol, cada muestra estaba compuesta por una lata de aceite de cuatro marcas diferentes.</p>
      <p>Los datos de composici&#243;n qu&#237;mica de estos alimentos se evaluaron en base a los l&#237;mites de consumo de grasas propuestos para dietas de prevenci&#243;n primaria y secundaria de la enfermedad arterial coronaria.</p>
      <p>
        <bold>Simulaci&#243;n de prescripci&#243;n diet&#233;tica</bold>
      </p>
      <p>Fueron simulados men&#250;s con 1.800 kcal por d&#237;a para individuos en prevenci&#243;n primaria, de acuerdo con las recomendaciones de la fase I de la <italic>American Heart Association</italic><sup>14</sup>. La composici&#243;n de grasas de esta dieta incluye: 35% del valor cal&#243;rico total en l&#237;pidos, con menos del 7% de l&#237;pidos saturados, menos del 10% en poliinsaturados, menos del 20% de monoinsaturados y el contenido de colesterol debe ser inferior a 300 mg. Por lo tanto, para la dieta de prevenci&#243;n primaria, con valor cal&#243;rico total diario de 1.800 kcal, se aceptar&#237;an hasta 630 kcal &#243; 70 g por d&#237;a en l&#237;pidos, con hasta 126 kcal &#243; 14 g de saturados, 180 kcal &#243; 20 g de poliinsaturados y 360 kcal &#243; 40 de monoinsaturados.</p>
      <p>En las simulaciones de prevenci&#243;n secundaria, se adoptaron las recomendaciones del ATP III para pacientes dislipid&#233;micos<sup>15</sup>, tambi&#233;n validada por la Directriz del Departamento de Aterosclerosis de la Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a<sup>16</sup>, por la <italic>American Heart Association</italic> y por el <italic>American College of Cardiology</italic><sup>17</sup>. La composici&#243;n de grasas de esta dieta incluye: menos del 30% del valor cal&#243;rico total en l&#237;pidos, con menos del 7% de l&#237;pidos saturados, menos del 10% en poliinsaturados, del 10% al 15% de monoinsaturados; el contenido de colesterol era inferior a 200 mg. Por lo tanto, para la dieta de prevenci&#243;n secundaria, con valor cal&#243;rico total diario de 1.800 kcal, se aceptar&#237;an hasta 540 kcal &#243; 60 g por d&#237;a en l&#237;pidos, con hasta 126 kcal &#243; 14 g de saturados, 180 kcal &#243; 20 g de poliinsaturados y 270 kcal &#243; 30 de monoinsaturados.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t1-body3">tabla 1</xref> presenta el contenido de colesterol en carnes, v&#237;sceras, huevos y mantecas, en orden decreciente. En el lado izquierdo de la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">tabla 1</xref>, se indican los l&#237;mites establecidos para el consumo diario de estos alimentos, de acuerdo con las recomendaciones de prevenci&#243;n primaria y secundaria. De acuerdo con la &#250;ltima revisi&#243;n de la recomendaci&#243;n de la <italic>American Heart Association</italic> para nutrici&#243;n en prevenci&#243;n primaria, considerando el nivel de colesterol, el h&#237;gado frito, los huevos de gallina (un huevo pesa en promedio 50 g), el coraz&#243;n de pollo cocido y, posiblemente, el camar&#243;n a la parrilla no deben ser consumidos en la cantidad de 100 g, la cual ya supera el valor m&#225;ximo recomendado para el colesterol. Ya el mondongo cocido, el camar&#243;n grito o a la parrilla, la manteca, y posiblemente el coraz&#243;n de pollo cocido pr&#225;cticamente llegan al l&#237;mite recomendado para la misma cantidad, pero ya superan las recomendaciones para prevenci&#243;n secundaria, no debiendo ser consumidos en esa cantidad. Debe hacerse s&#243;lo la aclaraci&#243;n de que dif&#237;cilmente en nuestro medio se consumen 100 g de manteca por d&#237;a.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t2-body3">tabla 2</xref> presenta el contenido de grasas saturadas en mantecas, quesos y embutidos, en orden decreciente. En el lado izquierdo de la <xref ref-type="table" rid="t2-body3">tabla 2</xref>, se indican los l&#237;mites establecidos para el consumo diario de estos alimentos, de acuerdo con las recomendaciones de prevenci&#243;n primaria y secundaria. Si manteca, margarina (menos) y algunos quesos como el amarillo y el blanco se consumen en la cantidad de 100 g, superar&#225;n los niveles m&#225;ximos recomendados para individuos sanos o dislipid&#233;micos. Ya los embutidos de carne suina, bovina, y posiblemente de chester (ave tipo roaster) y pollo est&#225;n un poco m&#225;s distantes de los l&#237;mites, pero deben ser consumidos con atenci&#243;n, cabiendo aqu&#237; aclaraci&#243;n de que dif&#237;cilmente los embutidos se consumen en la cantidad diaria de 100 g.</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En el an&#225;lisis de grasas poliinsaturadas (<xref ref-type="table" rid="t3-body3">tab. 3</xref>), algunas margarinas superan las cantidades m&#225;ximas recomendadas en la simulaci&#243;n realizada tanto para prevenci&#243;n primaria como para prevenci&#243;n secundaria, si se utilizan en una cantidad mayor o igual a 100 g por d&#237;a (margarinas con sal 25 mg/100g - sin sal 24 mg/100g).</p>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="t4-body3">tabla 4</xref>, analizamos el nivel de grasas trans encontrado en algunas formas de preparaci&#243;n de alimentos de este estudio, que ten&#237;a mayor nivel de estas grasas. En este contexto, en el chester, pechuga de pollo y entrecot, todos en la forma de preparaci&#243;n frita, cuando se comparan con sus respectivos equivalentes en la forma a la parrilla, muestran mucho m&#225;s ese tipo de gordura. Cabe recordar que en este trabajo, la forma frita quiere decir inmersi&#243;n en aceite caliente (en este caso, se utiliz&#243; el aceite de soya), que viene a ser la forma de producci&#243;n de grasas trans, cuyos niveles m&#225;ximos recomendables son de menos del 1% del total de calor&#237;as, correspondiendo, en nuestra simulaci&#243;n, a menos de 2 g por d&#237;a. Por lo tanto, fre&#237;r en inmersi&#243;n de aceite no es la forma m&#225;s recomendable de manipular alimentos. En esta simulaci&#243;n, ning&#250;n alimento super&#243; los l&#237;mites de prevenci&#243;n primaria o secundaria para la cantidad de 100 g.</p>
      <table-wrap id="t4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0190-00005-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Con relaci&#243;n a las grasas monoinsaturadas, ning&#250;n alimento super&#243; las recomendaciones m&#225;ximas para prevenci&#243;n primaria o para secundaria, y las mantecas y margarinas fueron los alimentos que presentaron los mayores niveles de este tipo de gordura.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este estudio muestra la importancia del conocimiento real de la composici&#243;n de colesterol y &#225;cidos grasos en comestibles producidos en Brasil y c&#243;mo ellos se comportan cuando se los somete a diferentes formas de cocci&#243;n. Este conocimiento permite ofrecer a los pacientes y a la poblaci&#243;n opciones de men&#250; m&#225;s atractivas y de connotaci&#243;n no punitiva y, con ello, puede hacer posible una mayor adhesi&#243;n a una alimentaci&#243;n m&#225;s saludable para el coraz&#243;n, visto el bajo &#237;ndice de adhesi&#243;n a todos los tipos de dieta en 3 meses<sup>18</sup>.</p>
      <p>Las tablas de composici&#243;n qu&#237;mica de los alimentos m&#225;s utilizados en nuestro pa&#237;s no presentan informaci&#243;n con relaci&#243;n al colesterol y a los &#225;cidos grasos para la mayor&#237;a de los alimentos en la forma que &#233;stos se consumen. La TACO<sup>19</sup> utilizada por la Universidad de Campinas, a pesar de ser la m&#225;s completa y relacionar una serie de carnes con sus diferentes cortes, no presenta datos relacionados a la forma de preparaci&#243;n y s&#243;lo a los niveles en la presentaci&#243;n cruda. Ya la utilizada por la Universidad Federal de S&#227;o Paulo<sup>3</sup> es americana y sus datos, a pesar de ser m&#225;s amplios, no reflejan la realidad nacional, donde el tipo de ganada es de diferentes razas, y la alimentaci&#243;n del ganado es diferente. Finalmente, la Universidad de S&#227;o Paulo<sup>2</sup> utiliza datos obtenidos por un cuestionario bien estructurado, respondido por el productor y que tampoco contempla informaciones sobre la forma de preparaci&#243;n. Nuestros datos est&#225;n referidos a alimentos producidos y consumidos en nuestro pa&#237;s, y las muestras se recolectaron en el mercado formar donde las amas de casa y los comerciantes compran sus insumos.</p>
      <p>Ya fue demostrada por diversos autores<sup>20-22</sup> la existencia de diferentes influencias relacionadas con los efectos de los m&#233;todos de cocci&#243;n sobre la composici&#243;n qu&#237;mica y de colesterol en las carnes. A la misma conclusi&#243;n llegaron Rosa et al.<sup>23</sup> que compararon los efectos de la cocci&#243;n en agua, aceite, parrilla, horno convencional y horno de microondas con relaci&#243;n de las grasas de la pechuga y el muslo de pollo, encontrando diferencias entre &#233;stos. Esos estudios muestran que los m&#233;todos de cocci&#243;n sin aceite ocasionan p&#233;rdida de l&#237;pidos, mientras que la fritura lleva a la absorci&#243;n de aceite, habiendo tambi&#233;n diferencia de absorci&#243;n de &#233;ste en los diferentes cortes<sup>22</sup>.</p>
      <p>Diversos estudios comprueban la influencia de la alimentaci&#243;n en los l&#237;pidos sangu&#237;neos y en la evoluci&#243;n de la aterosclerosis<sup>24</sup>, y otros muestran la dificultad de hacer con que la poblaci&#243;n mejore sus h&#225;bitos alimentarios. Si, en lugar de referirnos a lo que no puede ser consumido, mostramos soluciones simples que faciliten la adhesi&#243;n de la poblaci&#243;n en general y de los pacientes en particular, en base a informaciones claras y confiables, es probable que las intervenciones diet&#233;ticas tengan una mayor efectividad. En la pr&#225;ctica, este estudio viene a alertar para la necesidad de mayores informaciones con relaci&#243;n al contenido de colesterol y &#225;cidos grasos bajo dos aspectos: el primero, con relaci&#243;n a las mercader&#237;as utilizadas por la poblaci&#243;n brasile&#241;a; y el segundo, con relaci&#243;n a esa composici&#243;n qu&#237;mica despu&#233;s que el alimento es manipulado y preparado para el consumo en la mesa. Adem&#225;s de ello, se destruyen algunos mitos, como en el caso del cuarto trasero suino. Con estas informaciones, m&#233;dicos, nutricionistas y la poblaci&#243;n tendr&#225;n m&#225;s seguridad a la hora de indicar o evaluar un men&#250;.</p>
      <p>Este estudio, volcado &#250;nicamente a la composici&#243;n qu&#237;mica de colesterol y de la cadena de &#225;cidos grasos de algunos alimentos, no contempla todos los componentes de la cadena alimentaria del brasile&#241;o y ni siquiera todas las formas m&#225;s usuales de preparaci&#243;n de &#233;stos. Cuando se compara con los datos existentes en las tablas m&#225;s utilizadas en nuestro medio, se constata la inexistencia de estas informaciones. Cuando estas informaciones se comparan con los datos obtenidos aqu&#237;, se verifican diferencias importantes, principalmente en la comparaci&#243;n con tablas extranjeras.</p>
      <p>Los datos aqu&#237; recogidos pueden contribuir para la obtenci&#243;n de un mayor &#233;xito con relaci&#243;n a la baja adhesi&#243;n y a la mejora de los h&#225;bitos alimentarios en cardi&#243;patas y en la poblaci&#243;n de un modo general, ofreciendo m&#225;s opciones y retirando el car&#225;cter punitivo que las dietas suelen proporcionar. No existen, entre los alimentos aqu&#237; analizados, aquellos que deben ser eliminados de una alimentaci&#243;n saludable con relaci&#243;n al colesterol y a las grasas saturadas, lo que se debe hacer, s&#237;, es preferir m&#233;todos de cocci&#243;n m&#225;s favorables y restringir las cantidades de aquellos con niveles de grasas saturadas o colesterol m&#225;s elevados.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuente de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado por el Instituto Nacional de Metrolog&#237;a.</p>
      <p>
        <bold>V&#237;nculo Acad&#233;mico</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de la tesis de Doctorado de Carlos Scherr de la Universidad Federal de Rio Grande do Sul.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
