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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">RDssgxxVypVQGDxnnY7xgRj</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000300003</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Tumores renais e adrenais com invas&#227;o card&#237;aca: resultados cir&#250;rgicos imediatos em 14 pacientes</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Departamento de Cirurgia </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Disciplina de Cirurgia Cardiovascular</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>178</fpage>
      <lpage>182</lpage>
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          <day>23</day>
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          <year>2008</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>06</day>
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          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>29</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A ressec&#231;&#227;o do trombo tumoral em veia cava inferior (VCI) e &#225;trio direito (AD) aumenta a sobrevida do paciente com c&#226;ncer renal/supra-renal. OBJETIVO: Avaliar a conduta cir&#250;rgica do trombo da VCI e AD no tratamento dos tumores renais e supra-renais. M&#201;TODOS:De janeiro de 1997 a junho de 2007 foram avaliados, retrospectivamente, 14 pacientes tratados cirurgicamente para retirada de trombo em VCI e/ou AD decorrente de tumor renal ou supra-renal. Desses, 64,2% eram do sexo masculino, e havia 42,8% de casos de tumor de Wilms (TW), 28,5% de adenocarcinoma de supra-renal (AS) e 28,5% de carcinoma de c&#233;lulas claras (CC), com idades m&#233;dias de 4,5, 60,5 e 2,5 anos, respectivamente. Aspectos epidemiol&#243;gicos e par&#226;metros intra e p&#243;s-operat&#243;rios hospitalar foram avaliados. RESULTADOS: Em todos os casos encontrou-se trombo tumoral em VCI supra-hep&#225;tica, e em 62,4% o trombo invadiu o AD. A trombectomia foi realizada com o emprego da circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea associada &#224; hipotermia profunda e parada circulat&#243;ria total em 85,7% dos casos e moderada no restante. Ligou-se a VCI em 7,1% dos pacientes, e reconstruiu-se por rafia em 92,9%. Os tempos de intuba&#231;&#227;o orotraqueal e interna&#231;&#227;o variaram conforme o tipo de tumor. Ocorreram dois &#243;bitos hospitalares no grupo de AS, por parada cardiorrespirat&#243;ria intra-operat&#243;ria. CONCLUS&#195;O: Existe maior n&#250;mero de casos de trombo tumoral em VCI e AD decorrente de TW. Os casos de AS evoluem com mais complica&#231;&#245;es no p&#243;s-operat&#243;rio, e o progn&#243;stico no p&#243;s-operat&#243;rio hospitalar dos pacientes com TW &#233; melhor.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Veia cava inferior</kwd>
        <kwd>&#225;trios do cora&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>trombose</kwd>
        <kwd>neoplasias renais</kwd>
        <kwd>adenoma adrenocortical</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>04</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CIRURGIA CARD&#205;ACA - CRIAN&#199;AS</p>
    <p>
      <bold>Tumores renais e adrenais com invas&#227;o card&#237;aca: resultados cir&#250;rgicos imediatos em 14 pacientes</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Rafael Fagionato Locali; Priscila Katsumi Matsuoka; Tiago Cherbo; Edmo Atique Gabriel; Enio Buffolo</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo - Departamento de Cirurgia/Disciplina de Cirurgia Cardiovascular, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>A ressec&#231;&#227;o do trombo tumoral em veia cava inferior (VCI) e &#225;trio direito (AD) aumenta a sobrevida do paciente com c&#226;ncer renal/supra-renal. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Avaliar a conduta cir&#250;rgica do trombo da VCI e AD no tratamento dos tumores renais e supra-renais. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold>De janeiro de 1997 a junho de 2007 foram avaliados, retrospectivamente, 14 pacientes tratados cirurgicamente para retirada de trombo em VCI e/ou AD decorrente de tumor renal ou supra-renal. Desses, 64,2% eram do sexo masculino, e havia 42,8% de casos de tumor de Wilms (TW), 28,5% de adenocarcinoma de supra-renal (AS) e 28,5% de carcinoma de c&#233;lulas claras (CC), com idades m&#233;dias de 4,5, 60,5 e 2,5 anos, respectivamente. Aspectos epidemiol&#243;gicos e par&#226;metros intra e p&#243;s-operat&#243;rios hospitalar foram avaliados. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Em todos os casos encontrou-se trombo tumoral em VCI supra-hep&#225;tica, e em 62,4% o trombo invadiu o AD. A trombectomia foi realizada com o emprego da circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea associada &#224; hipotermia profunda e parada circulat&#243;ria total em 85,7% dos casos e moderada no restante. Ligou-se a VCI em 7,1% dos pacientes, e reconstruiu-se por rafia em 92,9%. Os tempos de intuba&#231;&#227;o orotraqueal e interna&#231;&#227;o variaram conforme o tipo de tumor. Ocorreram dois &#243;bitos hospitalares no grupo de AS, por parada cardiorrespirat&#243;ria intra-operat&#243;ria. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>Existe maior n&#250;mero de casos de trombo tumoral em VCI e AD decorrente de TW. Os casos de AS evoluem com mais complica&#231;&#245;es no p&#243;s-operat&#243;rio, e o progn&#243;stico no p&#243;s-operat&#243;rio hospitalar dos pacientes com TW &#233; melhor.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Veia cava inferior, &#225;trios do cora&#231;&#227;o, trombose, neoplasias renais, adenoma adrenocortical.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Para o ano de 2007, foi estimado que mais de 50 mil indiv&#237;duos apresentariam diagn&#243;stico de c&#226;ncer do par&#234;nquima ou da pelve renal nos Estados Unidos, e que um quarto deles iria a &#243;bito<sup>1,2</sup>. Al&#233;m disso, a incid&#234;ncia desses tumores aumentou cerca de 2% ao ano nas duas &#250;ltimas d&#233;cadas, atingindo a terceira posi&#231;&#227;o nas causas de morte por tumores do trato urin&#225;rio e a vig&#233;sima entre os tumores totais, nos Estados Unidos<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>Sabe-se que em 4% a 10% dos casos, esses tumores invadem e/ou comprimem a veia cava inferior (VCI), cursando com a forma&#231;&#227;o de trombo no seu interior, o qual pode se estender at&#233; suas por&#231;&#245;es mais craniais, alcan&#231;ando as c&#226;maras direitas do cora&#231;&#227;o em 1% dos casos<sup>3-5</sup>. Tumores adrenais, apesar de serem raros, podem evoluir, tamb&#233;m, com invas&#227;o em VCI e &#225;trio direito<sup>6</sup>. Contudo, mesmo sendo uma situa&#231;&#227;o relativamente rara e que denota progn&#243;stico reservado, a interven&#231;&#227;o cir&#250;rgica para trombectomia associada &#224; ressec&#231;&#227;o tumoral pode aumentar a sobrevida, em cinco anos, entre 47% e 68%<sup>7,8</sup>.</p>
    <p>A extirpa&#231;&#227;o do tumor da VCI requer o emprego da circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (CEC), associada ou n&#227;o &#224; hipotermia profunda com parada circulat&#243;ria total (HPPC), especialmente quando a massa tumoral ocupa o interior do &#225;trio direito<sup>8-11</sup>. Entretanto, a utiliza&#231;&#227;o da hipotermia profunda, apesar de proporcionar maior seguran&#231;a no controle hemodin&#226;mico do paciente durante o ato operat&#243;rio, pode acarretar em sangramentos intra e p&#243;s-operat&#243;rios mais acentuados pela coagulopatia, d&#233;ficits neurol&#243;gicos e mortalidade peri-operat&#243;ria ao redor de 10%<sup>12,13</sup>.</p>
    <p>Em raz&#227;o da escassez de casos, s&#227;o poucos os estudos que avaliam a abordagem cir&#250;rgica e as complica&#231;&#245;es peri-operat&#243;rias da trombectomia na vig&#234;ncia de tumor renal ou adrenal, e geralmente as casu&#237;sticas da literatura apresentam um n&#250;mero reduzido de pacientes<sup>4,14,15</sup>. Portanto, o objetivo deste estudo &#233; avaliar os aspectos da conduta cir&#250;rgica do trombo da veia cava inferior e &#225;trio direito no tratamento dos tumores renais e supra-renais.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Durante o per&#237;odo de janeiro de 1997 a junho de 2007, foram selecionados 14 pacientes, de ambos os sexos, com idade variando de nove meses a 64 anos, provenientes da Disciplina de Urologia e Disciplina de Cirurgia Cardiovascular da Universidade Federal de S&#227;o Paulo. Essa casu&#237;stica foi composta por tr&#234;s subgrupos, os quais compreendiam tipos distintos de tumor, isto &#233;, tumor de Wilms, carcinoma de c&#233;lulas claras e adenocarcinoma de supra-renal, acometendo, respectivamente, faixas et&#225;rias m&#233;dias de 4,5, 60,5 e 2,5 anos.</p>
    <p>Todos os pacientes evolu&#237;ram com invas&#227;o ou compress&#227;o tumoral da VCI e/ou &#225;trio direito, ocorrendo a forma&#231;&#227;o de trombo em seu interior. Por isso, necessitaram de interven&#231;&#227;o operat&#243;ria para trombectomia, durante a citorredu&#231;&#227;o cir&#250;rgica do tumor.</p>
    <p>Foram inclu&#237;dos todos os pacientes operados durante o per&#237;odo, independentemente da presen&#231;a de met&#225;stases. Caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas e cl&#237;nicas dos pacientes inclu&#237;dos s&#227;o expressas na <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>.</p>
    <p>O procedimento de citorredu&#231;&#227;o cir&#250;rgica foi realizado pela equipe de cirurgi&#245;es da Disciplina de Urologia em conjunto com a equipe da Disciplina de Cirurgia Cardiovascular. A t&#233;cnica operat&#243;ria empregada nessa casu&#237;stica consistiu na realiza&#231;&#227;o de laparotomia xifo-p&#250;bica ampla, com subseq&#252;ente explora&#231;&#227;o da cavidade peritoneal e identifica&#231;&#227;o das estruturas. Procedeu-se, ent&#227;o, &#224; dissec&#231;&#227;o da tumora&#231;&#227;o renal e/ou adrenal, visando &#224; defini&#231;&#227;o de planos de clivagem com as diversas estruturas adjacentes. Ante a invas&#227;o da veia cava inferior e c&#226;maras card&#237;acas, o cirurgi&#227;o cardiotor&#225;cico realizou toracotomia mediana para instala&#231;&#227;o de circuito de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea, com canula&#231;&#227;o de veia cava superior ou &#225;trio direito e por&#231;&#227;o ascendente da art&#233;ria aorta. Em seguida, o paciente foi submetido a hipotermia profunda a 18&#186; C com parada circulat&#243;ria total, e posterior atriotomia e cavotomia para extirpa&#231;&#227;o completa do trombo tumoral. Na seq&#252;&#234;ncia, suturou-se a parede atrial e da veia cava inferior com fio de sutura prolene 4.0, associado a manobras para retirada de ar do l&#250;men vascular. O paciente foi ent&#227;o reaquecido at&#233; temperatura de 37&#186; C e retirado da circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea. As feridas cir&#250;rgicas foram suturadas por planos. Nas situa&#231;&#245;es em que o tumor comprometia extensivamente a parede da veia cava inferior, e ap&#243;s a sua ressec&#231;&#227;o n&#227;o foi poss&#237;vel reconstruir primariamente a parede venosa, foi implantado um seguimento de peric&#225;rdio bovino. Entretanto, nas situa&#231;&#245;es em que essa t&#233;cnica n&#227;o foi pass&#237;vel de realiza&#231;&#227;o, procedeu-se &#224; ligadura da veia cava inferior. Nesses casos, a drenagem venosa da metade inferior do corpo ocorre pelo sistema &#225;zigo e hemi-&#225;zigo.</p>
    <p>Os dados foram coletados retrospectivamente e apresentados de forma descritiva, a partir de registros hospitalares. Caracter&#237;sticas acerca da abordagem para trombectomia, reconstru&#231;&#227;o da veia cava inferior, transfus&#227;o de hemocomponentes e complica&#231;&#245;es intra e p&#243;s-operat&#243;rias, necessidade de reopera&#231;&#245;es, tempo de interna&#231;&#227;o, intuba&#231;&#227;o orotraqueal e &#243;bitos foram avaliados.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Apenas os pacientes portadores de adenocarcinoma de supra-renal cursaram com met&#225;stase, previamente ao tratamento cir&#250;rgico. Essas estavam implantadas em f&#237;gado e rim em um paciente, e f&#237;gado e pulm&#227;o em outro. Em raz&#227;o da indica&#231;&#227;o cl&#237;nica, em pacientes portadores de tumor de Wilms realizou-se a quimioterapia neo-adjuvante.</p>
    <p>A trombectomia foi realizada concomitantemente &#224; excis&#227;o tumoral em todos os pacientes. As complica&#231;&#245;es intra-operat&#243;rias observadas foram parada cardiorrespirat&#243;ria, que levou a &#243;bito dois pacientes, um portador de carcinoma de c&#233;lulas claras e outro adenocarcinoma de supra-renal. Em dez indiv&#237;duos houve necessidade de transfus&#227;o de hemocomponentes no intra-operat&#243;rio, e os pacientes com tumor de Wilms receberam essa interven&#231;&#227;o em 83,3% dos casos, seguidos em 75% dos casos nos pacientes com carcinoma de c&#233;lulas claras e em 50% pelo adenocarcinoma de supra-renal.</p>
    <p>Todos os pacientes foram submetidos &#224; cirurgia com o emprego da circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea. A hipotermia profunda associado &#224; parada circulat&#243;ria total foi empregada em 85,7% dos casos, e a hipotermia moderada em 14,3%. Os tempos de circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea e an&#243;xia est&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>. A ligadura da veia cava inferior foi realizada em 7,1% dos casos, enquanto a reconstru&#231;&#227;o prim&#225;ria, por meio de rafia, ocorreu em 92,9% dos pacientes. Em nenhum caso reconstruiu-se a veia cava inferior com <italic>patch</italic> de peric&#225;rdio.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0178-00003-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A transfus&#227;o de hemocomponentes no p&#243;s-operat&#243;rio foi de 33,3% em todos os subgrupos. Entretanto, a quantidade de componentes transfundidos, avaliados por subgrupo, foi numericamente maior nos pacientes com adenocarcinoma de supra-renal (21 bolsas), seguidos pelo carcinoma de c&#233;lulas claras (seis bolsas) e tumor de Wilms (tr&#234;s bolsas); por&#233;m, nenhum c&#225;lculo estat&#237;stico foi realizado.</p>
    <p>O tempo de intuba&#231;&#227;o orotraqueal, assim como o tempo de interna&#231;&#227;o variam conforme o subgrupo avaliado (<xref ref-type="fig" rid="g1">gr&#225;fico 1</xref>). Houve um caso de reopera&#231;&#227;o para drenagem de tamponamento card&#237;aco.</p>
    <fig id="g1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0178-00003-gf01.jpg"/></fig>
    <p>As complica&#231;&#245;es p&#243;s-operat&#243;rias, n&#227;o-fatais, estiveram presentes em todos os pacientes portadores de adenocarcinoma de supra-renal. Os indiv&#237;duos com carcinoma de c&#233;lulas claras e tumor de Wilms n&#227;o apresentaram complica&#231;&#245;es p&#243;s-operat&#243;rias.</p>
    <p>Dentre as complica&#231;&#245;es observadas, um paciente apresentou insufici&#234;ncia renal aguda, choque s&#233;ptico, mediastinite, deisc&#234;ncia de sutura e abscesso de cicatriz cir&#250;rgica; outro, insufici&#234;ncia renal aguda e tamponamento card&#237;aco; e outro, ainda, parada cardiorrespirat&#243;ria revertida em unidade de terapia intensiva. N&#227;o houve &#243;bitos no p&#243;s-operat&#243;rio imediato.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O trombo tumoral no interior da veia cava inferior e/ou &#225;trio direito &#233; uma ocorr&#234;ncia relativamente rara, quando proveniente dos tumores renais e supra-renais. O tratamento quimioter&#225;pico ou radioter&#225;pico n&#227;o mostra efetividade nessas situa&#231;&#245;es, sendo a ressec&#231;&#227;o cir&#250;rgica o tratamento de escolha nesses pacientes, garantindo uma melhor sobrevida<sup>7,16</sup>.</p>
    <p>De fato, o tratamento desses tumores &#233; rotina da cirurgia urol&#243;gica. No entanto, essas doen&#231;as ganham destaquem na cirurgia cardiovascular pelas complica&#231;&#245;es com trombo intracava e/ou intracard&#237;aco. Dessa forma, &#233; imperioso que o cirurgi&#227;o cardiovascular tenha pleno conhecimento das condutas e poss&#237;veis complica&#231;&#245;es inerentes ao tratamento dessa doen&#231;a, para oferecer um tratamento consciente e pleno ao paciente.</p>
    <p>Apesar disso, os estudos desenvolvidos nessa esfera s&#227;o, na maioria, relatos ou s&#233;ries de casos com casu&#237;stica de tamanho desprovido de consist&#234;ncia efetiva<sup>4,14,15</sup>. S&#227;o poucos os estudos detentores de amostragem consider&#225;vel, capazes de gerar infer&#234;ncias mais confi&#225;veis, especialmente pelo fato da raridade dessa complica&#231;&#227;o<sup>10,16,17</sup>. Diante desse contexto, mesmo sendo estudos com menor poder de evid&#234;ncia, as casu&#237;sticas s&#227;o fundamentais, especialmente por proporcionarem a comparabilidade de t&#233;cnicas e resultados entre os servi&#231;os m&#233;dicos e, em &#250;ltima inst&#226;ncia, a melhoria da presta&#231;&#227;o de servi&#231;o<sup>18</sup>.</p>
    <p>A preval&#234;ncia do g&#234;nero dos pacientes encontrados neste estudo &#233; semelhante aos dados presentes na literatura, independentemente do tipo histol&#243;gico do tumor<sup>10,17</sup>. No entanto, o tipo histol&#243;gico mais prevalente neste estudo foi o tumor de Wilms (42,8%), diferentemente de outros estudos que apontam o carcinoma de c&#233;lulas claras como o mais prevalente<sup>10,17</sup>. Isso se explica pelo fato de o servi&#231;o de urologia e oncologia pedi&#225;trica ser refer&#234;ncia para tratamento desses tumores, absorvendo, dessa forma, um maior n&#250;mero de pacientes.</p>
    <p>As met&#225;stases encontradas nessa s&#233;rie estavam alocadas em pulm&#227;o, f&#237;gado e rim, e foram decorrentes somente do adenocarcinoma de supra-renal. Haferkamp e cols. apresentaram, em 2007, dados semelhantes, com met&#225;stases de pulm&#227;o e f&#237;gado, seguidas por infiltra&#231;&#227;o em linfonodos extra-regionais, osso e c&#233;rebro, diferindo, apenas, em rela&#231;&#227;o &#224; maior preval&#234;ncia encontrada em seu estudo<sup>10</sup>. Em rela&#231;&#227;o &#224; terapia neo-adjuvante, apenas os pacientes com tumor de Wilms realizaram quimioterapia, uma vez que essa terap&#234;utica &#233; mandat&#243;ria nesses doentes, pois viabiliza importante citorredu&#231;&#227;o do tumor e do trombo venoso, tornando, portanto, menos desafiador o ato cir&#250;rgico<sup>10</sup>.</p>
    <p>O acesso operat&#243;rio do cirurgi&#227;o cardiovascular, nessa s&#233;rie, foi a toracotomia mediana seguida da pericardiotomia, para alcan&#231;ar o cora&#231;&#227;o e instalar do circuito de extracorp&#243;rea. No entanto, Wotkowicz e cols.<sup>16</sup>, em 2006, realizaram estudo comparando a toracotomia mediana com a opera&#231;&#227;o de acesso m&#237;nimo, isto &#233;, toracotomia para-esternal entre a terceira e a quinta costelas com incis&#227;o subcl&#225;via como acesso para a CEC<sup>16</sup>. Observaram que a t&#233;cnica de acesso m&#237;nimo, associada &#224; hipotermia profunda, reduziu o tempo operat&#243;rio, o tempo de ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica, a necessidade de transfus&#227;o de hemocomponentes e a estada hospitalar. Por&#233;m, a mortalidade n&#227;o diferiu entre os grupos<sup>16</sup>.</p>
    <p>A CEC foi empregada em todos os pacientes operados, associada &#224; HPPC na maior parte dos casos. Apesar do risco aumentado de sangramentos por coagulapatias e do risco neurol&#243;gico no reaquecimento prolongado<sup>12,16</sup>, Chiappini e cols.<sup>7</sup>, em 2002, observaram melhora da seguran&#231;a e da efic&#225;cia do procedimento com o emprego dessa t&#233;cnica, assim como Wotkowicz e cols.<sup>16</sup> em 2006<sup>7,16</sup>. Al&#233;m disso, Ngaage e cols.<sup>19</sup>, em 2001, empregaram a perfus&#227;o cerebral retr&#243;grada minimizando os poss&#237;veis danos cerebrais; por&#233;m, em nenhum doente utilizou-se essa t&#233;cnica<sup>19</sup>. Os tempos de CEC e an&#243;xia, quando comparados com dados de outros estudos, foram satisfat&#243;rios<sup>16</sup>.</p>
    <p>O trombo tumoral alcan&#231;ou a regi&#227;o supra-hep&#225;tica em todos os pacientes, e o &#225;trio direito, em 62,4% dos casos. Esses dados s&#227;o diferentes do estudo de Klatte e cols.<sup>17</sup>, de 2007, o qual aponta extens&#227;o tumoral mais prevalente nas veias renais, seguido pela por&#231;&#227;o infra-hep&#225;tica da veia cava inferior, por&#231;&#227;o supra-hep&#225;tica e intracard&#237;aca<sup>17</sup>. Esse dado pode ser explicado pelo fato de essa s&#233;rie possuir interven&#231;&#227;o combinada da cirurgia cardiovascular em todos os casos. Sabe-se que os cirurgi&#245;es tor&#225;cicos abordam somente os casos em que o trombo atinge a por&#231;&#227;o mais alta da veia cava inferior e &#225;trio direito, e esses s&#227;o a minoria.</p>
    <p>Al&#233;m disso, Klatte e cols<sup>17</sup>. mostram que n&#227;o existe correla&#231;&#227;o entre o n&#237;vel anat&#244;mico do trombo e as caracter&#237;sticas histol&#243;gicas do tumor, apesar de os carcinomas de c&#233;lulas claras apresentarem menores n&#237;veis<sup>17</sup>. Este &#250;ltimo dado &#233; diferente do observado neste estudo, uma vez que todos os tumores, independentemente do tipo histol&#243;gico, atingiram, pelo menos, a por&#231;&#227;o supra-hep&#225;tica da VCI.</p>
    <p>Apesar de ser controversa a rela&#231;&#227;o entre a extens&#227;o do trombo e a sobrevida dos pacientes no p&#243;s-operat&#243;rio<sup>10,11,20</sup>, Klatte e cols<sup>17</sup>. observaram, a partir de consider&#225;vel casu&#237;stica, que a dura&#231;&#227;o da cirurgia, o sangramento intra-operat&#243;rio, a morbidade e mortalidade peri-operat&#243;ria foram proporcionais &#224; extens&#227;o do trombo tumoral<sup>17</sup>. Associamos a esses dados a explica&#231;&#227;o das complica&#231;&#245;es intra e p&#243;s-operat&#243;rias deste estudo. Uma vez que o trombo, como j&#225; descrito, atingia as por&#231;&#245;es mais craniais da VCI, o paciente era exposto a um risco operat&#243;rio maior, pela magnitude da doen&#231;a.</p>
    <p>As complica&#231;&#245;es descritas nesta amostragem s&#227;o similares &#224;s encontradas na literatura<sup>16</sup>. O tempo mais prolongado de interna&#231;&#227;o e de intuba&#231;&#227;o orotraqueal observado nos pacientes com adenocarcinoma de supra-renal, assim como a necessidade de transfus&#227;o de hemocomponentes refletem o estado mais cr&#237;tico desses doentes. Nessa s&#233;rie houve 14,2% de mortalidade peri-operat&#243;ria, valor ligeiramente menor do encontrado no estudo de Sweeney e cols.<sup>21</sup>, de 2003, para pacientes submetidos a trombectomia de magnitude similar<sup>21</sup>.</p>
    <p>Dessa forma, pode-se concluir que, nos pacientes que compuseram este estudo, o trombo tumoral atingindo VCI e &#225;trio direito esteve mais associado ao tumor de Wilms e a pacientes mais jovens; os casos de adenocarcinoma de supra-renal evolu&#237;ram com mais complica&#231;&#245;es p&#243;s-operat&#243;rias; e o p&#243;s-operat&#243;rio hospitalar dos pacientes com tumor de Wilms &#233; melhor.</p>
    <p>Diante disso, percebe-se que, apesar de todo arsenal terap&#234;utico desenvolvido para o manejo dos pacientes portadores de doen&#231;a tumoral maligna, para os casos de tumores geniturin&#225;rios com invas&#227;o de veia cava inferior, a interven&#231;&#227;o cir&#250;rgica &#233; a melhor escolha para tratamento<sup>7,17</sup>. Nesse processo, o cardiologista e o cirurgi&#227;o cardiovascular s&#227;o vitais. No entanto, esses devem possuir uma rela&#231;&#227;o harmoniosa e fundamentada com o restante da equipe multiprofissional, com o objetivo &#250;nico de proporcionar a cura e, especialmente, qualidade de vida ao paciente.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p>Rafael Fagionato Locali </p>
        <p> Rua 3 de maio, 130 / 183, Vila Clementino </p>
        <p> 04044-020, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="rafael.locali@hotmail.com">rafael.locali@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 23/02/08; revisado recebido em 06/04/08; aceito em 29/04/08.</p>
  </body>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Radial artery versus saphenous vein to myocardial revascularization: meta-analysis (there is no statistically significant difference)</article-title>
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          <issue>3</issue>
          <volume>21</volume>
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          <article-title>Safe technique for removal of extensive renal cell tumors</article-title>
          <source>Ann Thorac Surg</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prognostic significance of venous thrombus in renal cell carcinoma: Are renal vein and inferior vena cava involvement different?</article-title>
          <source>J Urol</source>
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            <year>2004</year>
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          <fpage>588</fpage>
          <lpage>91</lpage>
          <issue>2 Pt 1</issue>
          <volume>171</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Surgical management of renal cell carcinoma associated with complex inferior vena caval thrombi</article-title>
          <source>Urol Oncol</source>
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            <year>2003</year>
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          <fpage>327</fpage>
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          <issue>5</issue>
          <volume>21</volume>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Renal and adrenal tumors with cardiac invasion: immediate surgical results in 14 patients</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The resection of tumor thrombus of the inferior vena cava (IVC) and right atrium (RA) increases the survival rate of patients with renal/adrenal cancer. OBJECTIVE: To evaluate the surgical procedure in cases of IVC and RA in the treatment of renal and adrenal tumors. METHODS: Fourteen patients undergoing surgical intervention (during the period) between January 1997 and June 2007, for resection of IVC and/or RA thrombus due to renal or adrenal tumors, were retrospectively evaluated. The patients (64.2% male) presented with Wilms' tumor, clear cell carcinoma and adrenal adenocarcinoma, and had mean age of 4.5, 60.5 and 2.5 years, respectively. Epidemiological characteristics and intra- and postoperative parameters were evaluated. RESULTS: Suprahepatic IVC tumor thrombus were observed in all the patients, and in 62.4% of them the thrombus invaded the RA. Thrombectomy was performed with extracorporeal circulation with deep hypothermia and total circulatory arrest in 85.7%, with mild hypothermia in the remaining cases. The inferior vena cava was ligated in 7.1% of the cases, and reconstruction with suture was performed in 92.9% of the patients. The duration of orotracheal intubation and length of hospital stay were different, according to the tumor type. Two deaths, due to intraoperative cardiorespiratory arrest, were seen among patients with adrenal adenocarcinoma. CONCLUSION: IVC and RA tumor thrombi are more frequent in patients with Wilms' tumor. More postoperative complications are seen in patients with adrenal adenocarcinoma, and the postoperative prognosis is better for patients with Wilms' tumor.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Vena cava, inferior</kwd>
        <kwd>heart atria</kwd>
        <kwd>thrombosis</kwd>
        <kwd>kidney neoplasms</kwd>
        <kwd>adrenocortical adenoma</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Renal and adrenal tumors with cardiac invasion: immediate surgical results in 14 patients </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Rafael Fagionato Locali; Priscila Katsumi Matsuoka; Tiago Cherbo; Edmo Atique Gabriel; Enio Buffolo</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo - Departamento de Cirurgia / Disciplina de Cirurgia Cardiovascular, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The resection of tumor thrombus of the inferior vena cava (IVC) and right atrium (RA) increases the survival rate of patients with renal/adrenal cancer.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the surgical procedure in cases of IVC and RA in the treatment of renal and adrenal tumors.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Fourteen patients undergoing surgical intervention (during the period) between January 1997 and June 2007, for resection of IVC and/or RA thrombus due to renal or adrenal tumors, were retrospectively evaluated. The patients (64.2% male) presented with Wilms' tumor, clear cell carcinoma and adrenal adenocarcinoma, and had mean age of 4.5, 60.5 and 2.5 years, respectively. Epidemiological characteristics and intra- and postoperative parameters were evaluated.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold>Suprahepatic IVC tumor thrombus were observed in all the patients, and in 62.4% of them the thrombus invaded the RA. Thrombectomy was performed with extracorporeal circulation with deep hypothermia and total circulatory arrest in 85.7%, with mild hypothermia in the remaining cases. The inferior vena cava was ligated in 7.1% of the cases, and reconstruction with suture was performed in 92.9% of the patients. The duration of orotracheal intubation and length of hospital stay were different, according to the tumor type. Two deaths, due to intraoperative cardiorespiratory arrest, were seen among patients with adrenal adenocarcinoma.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> IVC and RA tumor thrombi are more frequent in patients with Wilms' tumor. More postoperative complications are seen in patients with adrenal adenocarcinoma, and the postoperative prognosis is better for patients with Wilms' tumor.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Vena cava, inferior; heart atria; thrombosis; kidney neoplasms; adrenocortical adenoma.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The total number of individuals diagnosed with renal parenchymal or pelvic tumor in the US in 2007 was estimated at over 50,000, with 25% of the patients progressing to death<sup>1,2</sup>. Furthermore, the incidence of these tumors in the US increased around 2% over the past two decades, and they now represent the third most frequent cause of death due to tumors of the urinary tract and the twentieth for tumors in general<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>In 4% to 10% of the cases, these tumors invade and/or compress the inferior vena cava (IVC) and develop venous tumor thrombus extensions that may extend cranially, reaching the right atrium of the heart in 1% of the cases<sup>3-5</sup>. Although rare, adrenal tumors may also evolve with invasion of the IVC and right atrium<sup>6</sup>. Even representing a relatively rare situation with reserved prognosis, surgical intervention with thrombectomy with tumor resection may increase the five-year survival rate to 47% - 68%<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>IVC tumor resection demands extracorporeal circulation (ECC), associated or not to deep hypothermia with total circulatory arrest (DHTCA), particularly when the tumor has invaded the right atrium<sup>8-11</sup>. Although deep hypothermia offers better hemodynamic control during surgery, in around 10% of the cases it may result in intra- and postoperative bleeding complicated by coagulopathy, neurological deficits and perioperative mortality<sup>12,13</sup>.</p>
      <p>Since the incidence of cases is low, few studies have evaluated the efficiency of surgery and the incidence of perioperative complications after thrombectomy for renal or adrenal tumor, and the number of patients included in the sample is usually low<sup>4,14,15</sup>. The present study sought to investigate aspects of the surgical management of renal and adrenal tumors with inferior vena cava and right atrium thrombus.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This study was conducted between January 1997 and June 2007. It included 14 patients, of both sexes and ages between nine months to 64 years, referred from the Urology and Cardiovascular Surgery Courses from Universidade Federal de S&#227;o Paulo. The sample was composed of three subgroups, with mean age of 4.5, 60.5 and 2.5 years, presenting with Wilms' tumor, clear cell carcinoma and adrenal adenocarcinoma, respectively.</p>
      <p>In all the patients, tumors invaded or compressed the IVC and/or the right atrium, resulting in thrombus formation. Thrombectomy was therefore needed in all cases during cytoreductive surgery.</p>
      <p>All patients treated during that period were included in the study, independent of the presence of metastases. Demographic and clinical characteristics of the patients are presented in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0178-00003-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Cytoreductive surgeries were performed by surgeons of the Urology and Cardiovascular Surgery Courses. The surgical technique used consisted of a wide xiphopubic laparotomy followed by exploration of the peritoneal cavity and identification of structures. In sequence, renal and/or adrenal tumors were dissected for definition of cleavage planes relative to the adjacent structures. The cardiothoracic surgeon performed a median thoracotomy for implantation of the extracorporeal circulation circuit device, with cannulation of the superior vena cava or right atrium and ascending (portion of the) aorta. The patient was then submitted to deep hypothermia, at 18&#186; C, with total circulatory arrest, undergoing atriotomy and cavotomy for total resection of the tumor thrombus. The atrial and IVC walls were then sutured with Prolene 4.0, along with procedures for removal of air from the vascular lumen. The temperature was raised to 37&#186; C and the patient was weaned from extracorporeal circulation. Surgical wounds were closed in layers. In case of extensive invasion of the inferior vena cava wall, and when primary reconstruction of the venous wall was not possible after tumor resection, a bovine pericardium conduit was implanted. When this procedure was not possible, the inferior vena cava was ligated. In this case, venous drainage of the lower half of the body is done through the azygos/hemiazygos system.</p>
      <p>Data were collected retrospectively from hospital records, and are presented in a descriptive manner. Characteristics evaluated in this work include the surgical approach to thrombectomy, reconstruction of the inferior vena cava, transfusion of blood products and intra/postoperative complications, need for reoperations, length of hospital stay, orotracheal intubation and deaths.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Only patients with adrenal adenocarcinoma developed metastases before the surgical treatment. Metastases were localized in the liver and kidney in one patient, and in the liver and lung in the other. According to the clinical indication, patients with Wilms' tumor underwent neoadjuvant chemotherapy.</p>
      <p>In all patients, thrombectomy was simultaneous to tumor resection. Two patients, presenting with clear cell carcinoma and adrenal adenocarcinoma, respectively, died during surgery due to cardiorespiratory arrest. Intraoperative transfusion of blood products was required in 10 cases, including 83.3% of the cases of Wilms' tumor, 75% of patients with clear cell carcinoma and 50% of patients with adrenal adenocarcinoma.</p>
      <p>All patients underwent surgery with extracorporeal circulation. Deep hypothermia associated with total circulatory arrest was used in 85.7%, and mild hypothermia in 14.3% of the cases. The duration of extracorporeal circulation and anoxia is presented in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>. The inferior vena cava was ligated in 7.1% of the cases, and primary reconstruction with suture was performed in 92.9% of the patients. There were no cases of pericardial patch reconstruction.</p>
      <p>Postoperative transfusion of blood products was conducted in 33.3% of the cases, in all subgroups. The volume transfused, however, was higher in patients with adrenal adenocarcinoma (21 bags), followed by patients with clear cell carcinoma (six bags) and Wilms' tumor (three bags). The statistical significance of the differences was not determined.</p>
      <p>The duration of orotracheal intubation and length of hospital stay varied among the three subgroups (Figure 1). In one case, reoperation was required for drainage of cardiac tamponade.</p>
      <p>No postoperative complications were seen in patients with clear cell carcinoma or Wilms' tumor. Non-fatal postoperative complications were observed in all the patients with adrenal adenocarcinoma. One of the patients presented acute renal failure, septic shock, mediastinitis, suture dehiscence and abscess of the surgical wound. The second patient presented acute renal failure and cardiac tamponade, and the third presented cardiorespiratory arrest that reverted in the intensive care unit. There were no deaths in the immediate postoperative period.</p>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0178-00003-e01-en.jpg"/></p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Thrombus formation in the inferior vena cava and/or right atrium by invasion of renal and adrenal tumors is relatively rare. Chemo- or radiotherapy are not efficient, and surgical resection is the choice treatment for these cases, resulting in improved survival rates<sup>7,16</sup>.</p>
      <p>Treatment of these tumors is actually routine in urological surgery. These diseases, however, are important in the context of cardiovascular surgery due to possible complications with intracaval and/or intracardiac thrombi. It is thus extremely important for cardiovascular surgeons to be aware of recommended procedures and possible complications with the treatment, so that adequate care may be delivered to the patient.</p>
      <p>Studies in this area, however, are mostly case reports or case series with small sample numbers, without great consistency<sup>4,14,15</sup>. Due mainly to the rarity of this complication, few studies have been performed with larger case numbers, providing reliable conclusions<sup>10,16,17</sup>. In this context, having a large number of patients is of fundamental importance, even with lower power of evidence, since the studies may provide comparison between methods and results from different medical units and, eventually, lead to improved health care<sup>18</sup>.</p>
      <p>Gender distribution among patients observed in the present study is similar to literature reports, independent from the histologic type of tumor<sup>10,17</sup>. The more prevalent histologic type in our study, however, was Wilms' tumor (42.8%), whereas other studies have shown higher prevalence of clear cell carcinoma<sup>10,17</sup>. This difference is possibly due to the fact that Urology and Pediatric Oncology Services are reference for the treatment of these tumors, receiving in consequence a higher number of patients in this category.</p>
      <p>Metastases observed in this series derived from adrenal adenocarcinoma only, and localized to the lungs, liver and kidneys. Nevertheless, with more prevalent metastases, similar results were reported by Haferkamp et al. in 2007<sup>10</sup>, with lung and liver metastases followed by infiltration in nonregional lymph nodes, bone and brain. Only patients with Wilms' tumor underwent neoadjuvant chemotherapy, which is mandatory for these patients and results in important cytoreduction of the tumor and venous thrombus, reducing the risks of the surgical procedure<sup>10</sup>.</p>
      <p>In the present series, the cardiovascular surgeons performed median thoracotomy followed by pericardiotomy to reach the heart and implant the extracorporeal circulation system. A study by Wotkowicz et al<sup>16</sup>, in 2006, compared access pathways for ECC by median thoracotomy or minimal access surgery, i.e. parasternal thoracotomy between the third and fifth ribs with subclavian incision<sup>16</sup>. The results showed that the technique with minimal access, with deep hypothermia, reduced surgical time, duration of mechanical ventilation, the need for transfusion of blood products and length of hospital stay. Mortality rates, however, were not modified<sup>16</sup>.</p>
      <p>ECC was used for all patients in this series, associated with DHTCA in most of the cases. In spite of increased risks of bleeding due to coagulopathies, and of neurological risks associated with prolonged reheating<sup>12,16</sup>, Chiappini et al. (2002)<sup>7</sup> reported greater safety and efficiency in the procedures when this method was used, as also shown more recently by Wotkowicz et al<sup>16</sup>. (2006)<sup>7,16</sup>. In addition, Ngaage et al. (2001)<sup>19</sup> used retrograde brain perfusion to minimize possible brain damage; the technique, however, was not used in any patient<sup>19</sup>. ECC and anoxia time were adequate, as compared to other studies<sup>16</sup>.</p>
      <p>The tumor thrombus reached the suprahepatic region in all patients, and the right atrium in 62.4% of the cases. Klatte et al. (2007)<sup>17</sup> reported different results, with higher prevalence of tumor extension in the renal veins, followed by the infrahepatic, suprahepatic and intracardiac portions of the inferior vena cava<sup>17</sup>. The difference may be explained by the fact that all patients in our series underwent combined intervention of cardiovascular surgery, representing thus the minority of cases in which the thrombus reaches the most cranial portion of the inferior vena cava and right atrium.</p>
      <p>Furthermore, the above study also showed that there is no correlation between the anatomical level of the thrombus and histologic characteristics of the tumor, although the lowest levels are presented by clear cell carcinomas<sup>17</sup>. Our study had different results, since all tumors, independent of the histologic type, reached at least the suprahepatic (portion of the) IVC.</p>
      <p>The relationship between extension of the thrombus and postoperative survival rates of the patients is controversial<sup>10,11,20</sup>. In a study with a large sample, however, Klatte et al. (2007)<sup>17</sup> observed that duration of surgery, intraoperative bleeding, and perioperative morbidity and mortality were proportional to the extension of the tumor thrombus<sup>17</sup>. Intra- and postoperative complications observed in the present study may be explained by this association, since in our patients the thrombi reached more cranial regions of the IVC and, as a consequence, they were exposed to higher surgical risks.</p>
      <p>The complications observed in the present study are similar to those reported in the literature<sup>16</sup>. The longer periods of hospital stay and orotracheal intubation, required by patients with adrenal adenocarcinoma, as well as the need for transfusion of blood products, show the more severe condition of these patients. We observed a mortality rate of 14.2% in our study, a slightly lower value than that reported by Sweeney et al. (2003)<sup>21</sup> for patients undergoing thrombectomy of similar magnitude<sup>21</sup>.</p>
      <p>Taken as a whole, the present study showed that tumor thrombi in the IVC and right atrium was more strongly with the presence of Wilms' tumor and young age; that cases of adrenal adenocarcinoma evolved with a higher frequency of postoperative complications, and a more favorable course in the postoperative period of patients with Wilms' tumor. These results stress the fact that, in spite of the large therapeutic arsenal available for the management of malignant tumors, surgical intervention is the best choice for cases of genitourinary tumors with invasion of the inferior vena cava<sup>7,17</sup>. The cardiologist and the cardiovascular surgeon are of fundamental importance in the process, but should have a harmonious and well-established interaction with the other members of the multiprofessional team, to adequately provide the cure of the disease and to improve the quality of life of the patient.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Tumores renales y adrenales con invasi&#243;n cardiaca: resultados quir&#250;rgicos inmediatos en 14 pacientes</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La resecci&#243;n del trombo tumoral en vena cava inferior (VCI) y atrio derecho (AD) aumenta la sobrevida del paciente con c&#225;ncer renal/ suprarrenal. OBJETIVO: Evaluar la conducta quir&#250;rgica frente al trombo de la VCI y AD en el tratamiento de los tumores renales y suprarrenales. M&#201;TODOS: De enero de 1997 a junio de 2007, se evaluaron, retrospectivamente, a 14 pacientes tratados quir&#250;rgicamente para retirada de trombo en VCI y/o AD que transcurre de tumor renal o suprarrenal. De estos, el 64,2% eran del sexo masculino; hab&#237;a el 42,8% de casos de tumor de Wilms (TW), el 28,5% de adenocarcinoma suprarrenal (ACS) y el 28,5% de carcinoma de c&#233;lulas claras (CC), con edades promedio de 4,5, 60,5 y 2,5 a&#241;os, respectivamente. Se evaluaron los aspectos epidemiol&#243;gicos y tambi&#233;n los par&#225;metros hospitalarios intra y postoperatorios. RESULTADOS: En todos los casos se encontr&#243; trombo tumoral en VCI suprahep&#225;tica, y en el 62,4% el trombo invadi&#243; el AD. Se realiz&#243; la trombectomia con el empleo de la circulaci&#243;n extracorp&#243;rea asociada a la hipotermia profunda; se verific&#243; paro circulatorio total en el 85,7% de los casos, mientras que se mantuvo moderada en el restante del grupo. Se procedi&#243; a la ligadura de la VCI en el 7,1% de los pacientes, y se la reconstruy&#243; por rafia en el 92,9%. Los tiempos de intubaci&#243;n orotraqueal e internaci&#243;n variaron conforme el tipo de tumor. Ocurrieron dos &#243;bitos hospitalarios en el grupo de ACS, provocados por paro cardiorrespiratorio intraoperatorio. CONCLUSI&#211;N: Existe mayor n&#250;mero de casos de trombo tumoral en VCI y AD que transcurre de TW. Los casos de ACS evolucionan con m&#225;s complicaciones en el per&#237;odo postoperatorio, mientras que el pron&#243;stico en el postoperatorio hospitalario de los pacientes con TW resulta mejor.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Vena cava inferior</kwd>
        <kwd>atrios del coraz&#243;n</kwd>
        <kwd>trombosis</kwd>
        <kwd>neoplasias renales</kwd>
        <kwd>adenoma adrenocortical</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Tumores renales y adrenales con invasi&#243;n cardiaca: resultados quir&#250;rgicos inmediatos en 14 pacientes</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Rafael Fagionato Locali; Priscila Katsumi Matsuoka; Tiago Cherbo; Edmo Atique Gabriel; Enio Buffolo</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo - Departamento de Cirurgia / Disciplina de Cirurgia Cardiovascular, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La resecci&#243;n del trombo tumoral en vena cava inferior (VCI) y atrio derecho (AD) aumenta la sobrevida del paciente con c&#225;ncer renal/ suprarrenal.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar la conducta quir&#250;rgica frente al trombo de la VCI y AD en el tratamiento de los tumores renales y suprarrenales.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> De enero de 1997 a junio de 2007, se evaluaron, retrospectivamente, a 14 pacientes tratados quir&#250;rgicamente para retirada de trombo en VCI y/o AD que transcurre de tumor renal o suprarrenal. De estos, el 64,2% eran del sexo masculino; hab&#237;a el 42,8% de casos de tumor de Wilms (TW), el 28,5% de adenocarcinoma suprarrenal (ACS) y el 28,5% de carcinoma de c&#233;lulas claras (CC), con edades promedio de 4,5, 60,5 y 2,5 a&#241;os, respectivamente. Se evaluaron los aspectos epidemiol&#243;gicos y tambi&#233;n los par&#225;metros hospitalarios intra y postoperatorios.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> En todos los casos se encontr&#243; trombo tumoral en VCI suprahep&#225;tica, y en el 62,4% el trombo invadi&#243; el AD. Se realiz&#243; la trombectomia con el empleo de la circulaci&#243;n extracorp&#243;rea asociada a la hipotermia profunda; se verific&#243; paro circulatorio total en el 85,7% de los casos, mientras que se mantuvo moderada en el restante del grupo. Se procedi&#243; a la ligadura de la VCI en el 7,1% de los pacientes, y se la reconstruy&#243; por rafia en el 92,9%. Los tiempos de intubaci&#243;n orotraqueal e internaci&#243;n variaron conforme el tipo de tumor. Ocurrieron dos &#243;bitos hospitalarios en el grupo de ACS, provocados por paro cardiorrespiratorio intraoperatorio.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Existe mayor n&#250;mero de casos de trombo tumoral en VCI y AD que transcurre de TW. Los casos de ACS evolucionan con m&#225;s complicaciones en el per&#237;odo postoperatorio, mientras que el pron&#243;stico en el postoperatorio hospitalario de los pacientes con TW resulta mejor.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Vena cava inferior, atrios del coraz&#243;n, trombosis, neoplasias renales, adenoma adrenocortical.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Se estim&#243;, para el a&#241;o de 2007, que m&#225;s de 50 mil individuos presentar&#237;an diagn&#243;stico de c&#225;ncer del par&#233;nquima o de la pelvis renal en los Estados Unidos, y que, por su vez, un cuarto de ellos fallecer&#237;a<sup>1,2</sup>. Adem&#225;s de ello, la incidencia de esos tumores aument&#243; cerca del 2% al a&#241;o en las dos &#250;ltimas d&#233;cadas. Ello hace que, en los Estados Unidos<sup>1,2</sup>, ese tipo de c&#225;ncer alcance la tercera posici&#243;n entre las causas de muerte por tumores del tracto urinario y, tambi&#233;n, la vig&#233;sima entre los tumores totales.</p>
      <p>Se sabe que del 4% al 10% de los casos, esos tumores invaden y/o comprimen la vena cava inferior (VCI), y cursan con la formaci&#243;n de trombo en su interior. Dicho trombo se puede extender hasta sus porciones m&#225;s craneales, y alcanzar las c&#225;maras derechas del coraz&#243;n en el 1% de los casos<sup>3-5</sup>. Tumores adrenales, a pesar de raros, pueden evolucionar, tambi&#233;n, hacia la invasi&#243;n en VCI y atrio derecho<sup>6</sup>. Sin embargo, aunque se revela una situaci&#243;n relativamente rara y que denota pron&#243;stico reservado, la intervenci&#243;n quir&#250;rgica para trombectom&#237;a asociada a la resecci&#243;n tumoral puede aumentar la sobrevida del paciente en cinco a&#241;os, entre el 47% y el 68%<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>La extirpaci&#243;n del tumor de la VCI requiere el empleo de la circulaci&#243;n extracorp&#243;rea (CEC), asociada o no al paro circulatorio hipot&#233;rmico profundo (PCHP), especialmente cuando la masa tumoral ocupa el interior del atrio derecho<sup>8-11</sup>. Sin embargo, la utilizaci&#243;n de la hipotermia profunda, aunque proporciona mayor seguridad en el control hemodin&#225;mico del paciente durante el acto operatorio, puede acarrear no s&#243;lo sangrados intra y postoperatorios, m&#225;s acentuados en virtud la coagulopat&#237;a, sino tambi&#233;n d&#233;ficits neurol&#243;gicos y mortalidad perioperatoria alrededor del 10%<sup>12,13</sup>.</p>
      <p>En virtud de la escasez de casos, son raros los estudios que eval&#250;an el abordaje quir&#250;rgico y las complicaciones perioperatorias de la trombectom&#237;a en vigencia de tumor renal o adrenal. En general las casu&#237;sticas de la literatura presentan un n&#250;mero reducido de pacientes<sup>4,14,15</sup>. Por tanto, el objetivo de este estudio es evaluar los aspectos de la conducta quir&#250;rgica frente al trombo de la vena cava inferior y atrio derecho en el tratamiento de los tumores renales y suprarrenales.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Durante el per&#237;odo de enero de 1997 a junio de 2007, se seleccionaron a 14 pacientes, de ambos sexos, con edad entre nueve meses a 64 a&#241;os, provenientes de la Asignatura de Urolog&#237;a y la Disciplina de Cirug&#237;a Cardiovascular de la Universidad Federal de S&#227;o Paulo. Esa casu&#237;stica se compuso de tres subgrupos, los cuales comprend&#237;an tipos distintos de tumor, espec&#237;ficamente: tumor de Wilms, carcinoma de c&#233;lulas claras y adenocarcinoma de suprarrenal, que acomet&#237;an, respectivamente, grupos de edad de 4,5, 60,5 y 2,5 a&#241;os de promedio.</p>
      <p>Todos los pacientes evolucionaron con invasi&#243;n o compresi&#243;n tumoral de la VCI y/o atrio derecho, con formaci&#243;n de trombo en su interior. Por ello, necesitaron intervenci&#243;n operatoria para trombectom&#237;a, durante la citorreducci&#243;n quir&#250;rgica del tumor.</p>
      <p>Se incluyeron a todos los pacientes operados durante el per&#237;odo, independientemente de la presencia de met&#225;stasis. La <xref ref-type="table" rid="t1-body3">tabla 1</xref> expresa las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas y cl&#237;nicas de los pacientes incluidos.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0178-00003-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>El equipo de cirujanos de la Disciplina de Urolog&#237;a, en conjunto con el equipo de la Disciplina de Cirug&#237;a Cardiovascular realiz&#243; el procedimiento de citorreducci&#243;n quir&#250;rgica. La t&#233;cnica operatoria empleada en esta casu&#237;stica consisti&#243; en la realizaci&#243;n de laparotom&#237;a xifo-p&#250;bica amplia, con subsiguiente exploraci&#243;n de la cavidad peritoneal e identificaci&#243;n de las estructuras. Se procedi&#243;, entonces, a la disecci&#243;n de la tumoraci&#243;n renal y/o adrenal, con vistas a la definici&#243;n de planes de clivaje con las diversas estructuras adyacentes. Ante la invasi&#243;n de la vena cava inferior y c&#225;maras cardiacas, el cirujano cardiotor&#225;cico realiz&#243; toracotom&#237;a mediana para instalaci&#243;n del circuito de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea, con canulaci&#243;n de la vena cava superior o atrio derecho y porci&#243;n ascendente arteria aorta. Enseguida, el paciente se someti&#243; a hipotermia profunda a 18&#186; C con paro circulatorio total, y posterior atriotom&#237;a y cavotom&#237;a para extirpaci&#243;n completa del trombo tumoral. En secuencia, se sutur&#243; la pared tanto del atrio como de la vena cava inferior con hilo de sutura prolene 4.0, asociado a maniobras de retirada del aire del lumen vascular. Se recalent&#243; el paciente, entonces, hasta la temperatura de 37&#186; C y se retir&#243; la circulaci&#243;n extracorp&#243;rea. Se suturaron las heridas quir&#250;rgicas por procedimientos espec&#237;ficos. En situaciones en las que el tumor compromet&#237;a extensivamente la pared de la vena cava inferior -si tras su resecci&#243;n no fue posible reconstruir primariamente la pared venosa- se implant&#243; un segmento de pericardio bovino. Sin embargo, en situaciones en las que no fue posible realizar esa t&#233;cnica, se procedi&#243; a la ligadura de la vena cava inferior. En estos casos, es el sistema &#225;cigo y hemi&#225;cigo que realiza el drenaje venoso de la mitad inferior del cuerpo.</p>
      <p>Se recoleccionaron los datos retrospectivamente y se los presentaron de forma descriptiva, desde registros hospitalarios. Cabe a&#241;adir tambi&#233;n que se evaluaron factores tales como: caracter&#237;sticas acerca del abordaje para trombectom&#237;a, reconstrucci&#243;n de la vena cava inferior, transfusi&#243;n de hemocomponentes y complicaciones intra y postoperatorias, as&#237; como la necesidad de reoperaciones, el tiempo de internaci&#243;n, intubaci&#243;n orotraqueal y &#243;bitos.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Solamente los pacientes portadores de adenocarcinoma suprarrenal cursaban con met&#225;stasis, anterior al tratamiento quir&#250;rgico. Essas se implantaron en el h&#237;gado y ri&#241;ones de un paciente, mientras que se ubicaba en el h&#237;gado y pulm&#243;n de otro. En virtud de la indicaci&#243;n cl&#237;nica, en pacientes portadores de tumor de Wilms se realiz&#243; la quimioterapia neoadyuvante.</p>
      <p>Se realiz&#243; la trombectom&#237;a en concomitancia a la escisi&#243;n tumoral en todos los pacientes. Se observ&#243; las siguientes complicaciones intraoperatorias: paro cardiorrespiratorio -que provoc&#243; la muerte de dos pacientes, uno, portador de carcinoma de c&#233;lulas claras, y otro, portador de adenocarcinoma suprarrenal. En diez individuos se necesit&#243; transfusi&#243;n de hemocomponentes en el intraoperatorio, mientras que los pacientes con tumor de Wilms recibieron esa intervenci&#243;n en el 83,3% de los casos. El 75% de los casos de pacientes con carcinoma de c&#233;lulas claras y el 50% de los pacientes con adenocarcinoma suprarrenal tambi&#233;n se sometieron a dicha intervenci&#243;n.</p>
      <p>Todos los pacientes se sometieron a la cirug&#237;a con el empleo de la circulaci&#243;n extracorp&#243;rea. Se utiliz&#243; la hipotermia profunda asociada al paro circulatorio total en el 85,7% de los casos, mientras que la hipotermia moderada ocurri&#243; en el 14,3%. La <xref ref-type="table" rid="t1-body3">tabla 1</xref> presenta los tiempos de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea y anoxia. Se realiz&#243; la ligadura de la vena cava inferior en el 7,1% de los casos, mientras que la reconstrucci&#243;n primaria, por medio de rafia, ocurri&#243; en el 92,9% de los pacientes. En ning&#250;n caso se reconstruy&#243; la vena cava inferior con <italic>patch</italic> de pericardio.</p>
      <p>El porcentaje de transfusi&#243;n de hemocomponentes en el postoperatorio alcanz&#243; el 33,3% en todos los subgrupos. Por otra parte, la cantidad de componentes transfundidos, evaluados por subgrupo, result&#243; num&#233;ricamente mayor en los pacientes con adenocarcinoma suprarrenal(21 bolsas), seguidos por el grupo con carcinoma de c&#233;lulas claras (seis bolsas) y el grupo con tumor de Wilms (tres bolsas); sin embargo, no se realiz&#243; ning&#250;n c&#225;lculo estad&#237;stico en este sentido.</p>
      <p>El tiempo de intubaci&#243;n orotraqueal, as&#237; como el tiempo de internaci&#243;n var&#237;an conforme el subgrupo evaluado (<xref ref-type="fig" rid="g1-body3">gr&#225;fico 1</xref>). Hubo un caso de reoperaci&#243;n para drenaje de taponamiento cardiaco.</p>
      <fig id="g1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-03-0178-00003-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>Las complicaciones postoperatorias, no fatales, estuvieron presentes en todos los pacientes portadores de adenocarcinoma suprarrenal. Los individuos con carcinoma de c&#233;lulas claras y tumor de Wilms, por su vez, no presentaron complicaciones postoperatorias.</p>
      <p>Entre las complicaciones observadas, un paciente present&#243; insuficiencia renal aguda, choque s&#233;ptico, mediastinitis, dehiscencia de sutura y absceso de cicatriz quir&#250;rgica; otro, insuficiencia renal aguda y taponamiento cardiaco; y a&#250;n otro, paro cardiorrespiratorio revertido en unidad de terapia intensiva. No hubo &#243;bitos en el postoperatorio inmediato.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El trombo tumoral en el interior de la vena cava inferior y/o atrio derecho es una ocurrencia relativamente rara, cuando proveniente de los tumores renales y suprarrenales. El tratamiento quimioter&#225;pico o radioter&#225;pico no muestra efectividad en estas situaciones. La resecci&#243;n quir&#250;rgica es el tratamiento elegido para estos pacientes, lo que garantiza una mejor sobrevida<sup>7,16</sup>.</p>
      <p>De hecho, el tratamiento de esos tumores resulta un procedimiento rutinario de la cirug&#237;a urol&#243;gica. Sin embargo, esas enfermedades se destacan en la cirug&#237;a cardiovascular, en raz&#243;n de las complicaciones con trombo intracava y/o intracardiaco. De ese modo, es imperioso que el cirujano cardiovascular tenga pleno conocimiento de las conductas y posibles complicaciones inherentes al tratamiento de esa enfermedad, para que pueda ofrecer un tratamiento conciente y completo al paciente.</p>
      <p>A pesar de ello, los estudios que se desarrollan en esa esfera comprenden, en su mayor&#237;a, relatos o series de casos con casu&#237;stica de dimensi&#243;n desprovista de consistencia efectiva<sup>4,14,15</sup>. Son pocos los estudios que comportan un muestreo considerable, capaces de generar inferencias m&#225;s confiables, especialmente en virtud de la raridad de esa complicaci&#243;n<sup>10,16,17</sup>. Ante ese contexto, aunque resultan estudios con menor poder de evidencia, las casu&#237;sticas se revelan fundamentales, especialmente porque propician la comparaci&#243;n de t&#233;cnicas y resultados entre los servicios m&#233;dicos y, en &#250;ltima instancia, la mejora de la prestaci&#243;n de servicio<sup>18</sup>.</p>
      <p>La prevalencia del g&#233;nero de los pacientes seleccionados en este estudio resulta semejante a los datos presentes en la literatura, independientemente del tipo histol&#243;gico del tumor<sup>10,17</sup>. Sin embargo, el tipo histol&#243;gico m&#225;s prevalente en este estudio fue el tumor de Wilms (42,8%), diferentemente de otros estudios, que apuntan el carcinoma de c&#233;lulas claras como el m&#225;s prevalente<sup>10,17</sup>. Ello se explica una vez que el servicio de urolog&#237;a y oncolog&#237;a pedi&#225;trica es referencia para tratamiento de esos tumores, y absorbe, de esa forma, un mayor n&#250;mero de pacientes.</p>
      <p>Las met&#225;stasis verificadas en esa serie estaban ubicadas en el pulm&#243;n, h&#237;gado y ri&#241;&#243;n, y decorrieron solamente del adenocarcinoma suprarrenal. Haferkamp et al. presentaron, en 2007, datos semejantes, con relaci&#243;n a met&#225;stasis de pulm&#243;n e h&#237;gado, seguidas por infiltraci&#243;n en linfonodos extra-regionales, hueso y cerebro. Dicha investigaci&#243;n difiere s&#243;lo con relaci&#243;n a la mayor prevalencia verificada en su estudio<sup>10</sup>. Respecto a la terapia neoadyuvante, s&#243;lo los pacientes con tumor de Wilms realizaron quimioterapia: esa terap&#233;utica se muestra imperativa para estos enfermos, ya que posibilita importante citorreducci&#243;n del tumor y del trombo venoso, lo que vuelve menos desafiador el acto quir&#250;rgico<sup>10</sup>.</p>
      <p>En esta serie, el procedimiento de acceso operatorio elegido por el cirujano cardiovascular fue la toracotom&#237;a mediana -seguida de la pericardiotom&#237;a- para alcanzar el coraz&#243;n e instalar el circuito de circulaci&#243;n extracorp&#243;rea. Sin embargo, Wotkowicz et al.<sup>16</sup>, en 2006, realizaron un estudio que compar&#243; la toracotom&#237;a a la operaci&#243;n de acceso m&#237;nimo, es decir, toracotom&#237;a paraesternal entre la tercera y la quinta costillas -con incisi&#243;n en la arteria subclavia como medio de acceso para la CEC<sup>16</sup>. Observaron que la t&#233;cnica de acceso m&#237;nimo, asociada a la hipotermia profunda, redujo no s&#243;lo el tiempo operatorio, como tambi&#233;n el tiempo de ventilaci&#243;n mec&#225;nica. Adem&#225;s de ello, dicha t&#233;cnica redujo incluso la necesidad de transfusi&#243;n de hemocomponentes, as&#237; como el tiempo de estada hospitalaria. No obstante, los indicadores de mortalidad no difirieron entre los grupos<sup>16</sup>.</p>
      <p>Se emple&#243; la CEC en todos los pacientes operados, la cual, en la mayor parte de los casos, estuvo asociada a la PCHP. A pesar del riesgo aumentado de sangrados por coagulopat&#237;as y del riesgo neurol&#243;gico decurrente del recalentamiento<sup>12,16</sup>, Chiappini et al.<sup>7</sup>, en 2002 -as&#237; como Wotkowicz et al.<sup>16</sup> en 2006<sup>7,16</sup>-, observaron una mejora de la seguridad y eficacia del procedimiento con el empleo de esta t&#233;cnica. Adem&#225;s de ello, Ngaage et al.<sup>19</sup>, en 2001, utilizaron la perfusi&#243;n cerebral retr&#243;grada, que minimiza los posibles da&#241;os cerebrales. Sin embargo, ning&#250;n paciente se utiliz&#243; de esta t&#233;cnica<sup>19</sup>. Los per&#237;odos de tiempo de CEC y anoxia se mostraron satisfactorios, cuando comparados a los datos de otros estudios<sup>16</sup>.</p>
      <p>El trombo tumoral alcanz&#243; la regi&#243;n suprahep&#225;tica en todos los pacientes, y, en el 62,4% de los casos, tambi&#233;n el atrio derecho. Esos datos resultan diferentes del estudio de Klatte et al.<sup>17</sup> de 2007, que apunta mayor prevalencia de extensi&#243;n tumoral en las venas renales -seguida, en orden decreciente, por la porci&#243;n infrahep&#225;tica de la vena cava inferior, la porci&#243;n suprahep&#225;tica e intracardiaca<sup>17</sup>. Se puede explicar este dato en virtud de que esta serie posee intervenci&#243;n combinada de la cirug&#237;a cardiovascular en todos los casos. Se sabe que los cirujanos tor&#225;cicos abordan solamente los casos en que el trombo alcanza la porci&#243;n m&#225;s alta de la vena cava inferior y atrio derecho; estos casos, sin embargo, forman la minor&#237;a.</p>
      <p>Adem&#225;s de ello, Klatte et al<sup>17</sup>. muestran que no existe correlaci&#243;n entre el nivel anat&#243;mico del trombo y las caracter&#237;sticas histol&#243;gicas del tumor, aunque los carcinomas de c&#233;lulas claras presentan niveles menores. Este &#250;ltimo dato se revel&#243; diferente del que se observa en presente estudio, una vez que todos los tumores, independientemente del tipo histol&#243;gico, alcanzaron, por lo menos, la porci&#243;n suprahep&#225;tica de la VCI.</p>
      <p>A pesar de controvertida la relaci&#243;n entre la extensi&#243;n del trombo y la sobrevida de los pacientes en el postoperatorio<sup>10,11,20</sup>, Klatte et al<sup>17</sup>. se&#241;alaron, a partir de casu&#237;stica considerable, que la duraci&#243;n de la cirug&#237;a, el sangrado intraoperatorio, la morbidad y mortalidad perioperatoria fueron proporcionales a la extensi&#243;n del trombo tumoral<sup>17</sup>. Asociamos a esos datos la explicaci&#243;n acerca de las complicaciones intra y postoperatorias de este estudio. Una vez que el trombo, como ya describimos, alcanzaba las porciones m&#225;s craneales de la VCI, se expon&#237;a el paciente a un riesgo operatorio mayor, en raz&#243;n de la magnitud de la enfermedad.</p>
      <p>Las complicaciones descriptas en este muestreo resultan similares a las encontradas en la literatura<sup>16</sup>. El tiempo m&#225;s prolongado de internaci&#243;n e intubaci&#243;n orotraqueal observado entre los pacientes con adenocarcinoma suprarrenal, as&#237; como la necesidad de transfusi&#243;n de hemocomponentes reflejan el estado m&#225;s cr&#237;tico de esos enfermos. En esta serie, hubo el 14,2% de mortalidad perioperatoria, valor poco menor que el verificado en el estudio de Sweeney et al.<sup>21</sup>, de 2003, para pacientes sometidos a trombectom&#237;a de magnitud similar<sup>21</sup>.</p>
      <p>De esa forma, se puede sacar algunas conclusiones: primero, en los pacientes que compusieron este estudio, el trombo tumoral en VCI y atrio derecho estuvo m&#225;s asociado al tumor de Wilms y a pacientes m&#225;s j&#243;venes; segundo, los casos de adenocarcinoma suprarrenal evolucionaron con m&#225;s complicaciones postoperatorias; por &#250;ltimo, el postoperatorio hospitalario de los pacientes con tumor de Wilms resulta mejor.</p>
      <p>Ante ello, se nota que, a pesar de todo arsenal terap&#233;utico que se desarroll&#243; para el manejo de los pacientes portadores de enfermedad tumoral maligna, la intervenci&#243;n quir&#250;rgica se muestra la mejor elecci&#243;n para tratamiento<sup>7,17</sup> de los casos de tumores genitourinarios con invasi&#243;n de vena cava inferior. En este proceso, el cardi&#243;logo y el cirujano cardiovascular son vitales. Sin embargo, ellos deben mantener una relaci&#243;n harmoniosa y fundamentada con el restante del equipo multiprofesional, con el objetivo &#250;nico de proporcionar la cura y, especialmente, calidad de vida al paciente.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
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