<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">G9kbPnNJJkxcSV6LBvbDs6J</article-id>
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          <subject>Ponto de Vista</subject>
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        <article-title>Estenose a&#243;rtica no idoso: perspectiva brasileira</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <year>2009</year>
      </pub-date>
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      <issue>2</issue>
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      <lpage>e39</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>06</day>
        <month>04</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>Estenose a&#243;rtica no idoso: perspectiva brasileira</p>
    <p>
      <bold>Max Grinberg; Tarso Augusto Duenhas Accorsi</bold>
    </p>
    <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) do HCFMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras chave:</bold> Estenose da valva a&#243;rtica / etiologia, idoso, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>O cardiologista brasileiro, cada vez mais geriatra</bold>
    </p>
    <p>Com a progress&#227;o prevista da pir&#226;mide demogr&#225;fica brasileira para a forma de trap&#233;zio, pelo aumento da propor&#231;&#227;o de idosos (<xref ref-type="fig" rid="fig01">fig. 1</xref>), a hist&#243;ria natural da estenose a&#243;rtica (EAo) ateroscler&#243;tica tende a ganhar relev&#226;ncia m&#233;dico-social. </p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0e36-00016-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>O novo idoso brasileiro</bold>
    </p>
    <p>Cen&#225;rio para 2025: 30 milh&#245;es de brasileiros idosos, com expectativa m&#233;dia de vida de 76 anos, 3% com EAo ateroscler&#243;tica, cerca de 50 casos para cada cardiologista. </p>
    <p>Trata-se de uma mudan&#231;a no perfil do brasileiro portador de valvopatia. Tradicionalmente, associa-se defici&#234;ncia valvar do brasileiro a "jovem reum&#225;tico", com conseq&#252;&#234;ncias significativas sobre a for&#231;a de trabalho da na&#231;&#227;o<sup>1</sup>. </p>
    <p>Esse acr&#233;scimo &#224; comorbidez de aposentados promover&#225; impacto nas pol&#237;ticas de sustenta&#231;&#227;o &#224; longevidade e na assist&#234;ncia-pesquisa-doc&#234;ncia, envolvendo mat&#233;rias-primas tais como: estado da arte, recomenda&#231;&#245;es de diretrizes, resultados de estudos multic&#234;ntricos, valores do paciente-uno e infra-estrutura proporcionada pelo sistema de sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Estatuto do idoso</bold>
    </p>
    <p>Vale apresentar algumas partes da Lei n&#186; 10741/2003:</p>
    <p>Art. 1&#186; &#201; institu&#237;do o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados &#224;s pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.</p>
    <p>Art. 10. &#167;1&#186; II &#150; O direito &#224; liberdade compreende opini&#227;o e express&#227;o.</p>
    <p>Art. 17. Ao idoso que esteja no dom&#237;nio de suas faculdades mentais &#233; assegurado o direito de optar pelo tratamento de sa&#250;de que lhe for reputado mais favor&#225;vel.</p>
    <p>Par&#225;grafo &#250;nico. N&#227;o estando o idoso em condi&#231;&#245;es de proceder &#224; op&#231;&#227;o, esta ser&#225; feita:</p>
    <p> I &#150; pelo curador, quando o idoso for interditado;</p>
    <p>II &#150; pelos familiares, quando o idoso n&#227;o tiver curador ou este n&#227;o puder ser contatado em tempo h&#225;bil;</p>
    <p>III &#150; pelo m&#233;dico, quando ocorrer iminente risco de vida e n&#227;o houver tempo h&#225;bil para consulta a curador ou familiar;</p>
    <p>IV &#150; pelo pr&#243;prio m&#233;dico, quando n&#227;o houver curador ou familiar conhecido, caso em que dever&#225; comunicar o fato ao Minist&#233;rio P&#250;blico. </p>
    <p>
      <bold>Destaques</bold>
    </p>
    <p>Apresentamos dez aspectos da EAo que s&#227;o mais observados no idoso do que no paciente mais jovem:</p>
    <p><bold>1) </bold>Etiopatogenia ateroscler&#243;tica;</p>
    <p><bold>2)</bold> Coronariopatia associada;</p>
    <p><bold>3)</bold> Comorbidade influente no progn&#243;stico de vida e transoperat&#243;rio;</p>
    <p><bold>4)</bold> Heterogeneidade de inclus&#227;o no v&#237;nculo m&#233;dico-paciente;</p>
    <p><bold>5)</bold> Complexidade m&#233;dico-social para tomada de decis&#227;o;</p>
    <p><bold>6)</bold> Maior risco em teste funcional de autodeclarados assintom&#225;ticos; </p>
    <p><bold>7) </bold>Morbidade e mortalidade transoperat&#243;rias crescentes a cada d&#233;cada de vida;</p>
    <p><bold>8) </bold>Maior dimens&#227;o cl&#237;nica do risco para opera&#231;&#227;o n&#227;o-card&#237;aca;</p>
    <p><bold>9) </bold>Participa&#231;&#227;o de cuidador na anamnese e no consentimento;</p>
    <p><bold>10)</bold> Menos dados na literatura. </p>
    <p>
      <bold>Sintoma: anamnese ou teste?</bold>
    </p>
    <p>A maior longevidade do brasileiro trar&#225; crescente identifica&#231;&#227;o de EAo discreta ou moderada como "achado de ausculta" ou "achado ecocardiogr&#225;fico" precedendo a manifesta&#231;&#227;o subjetiva. </p>
    <p>O aumento da velocidade de pico, a acelera&#231;&#227;o do gradiente transvalvar anual e a densifica&#231;&#227;o c&#225;lcica<sup>2</sup> sinalizam o agravamento da les&#227;o a&#243;rtica e incluem o envelhecimento endoc&#225;rdico valvar na rela&#231;&#227;o de causas de insufici&#234;ncias vascular-cerebral, coron&#225;ria ou card&#237;aco-diast&#243;lica.</p>
    <p>Para alguns autores<sup>3</sup>, a subjetividade pela anamnese do estado assintom&#225;tico e sintom&#225;tico do idoso &#233; uma aprecia&#231;&#227;o reducionista de indicador para tomada de decis&#227;o. Alegam a possibilidade de o idoso declarar-se assintom&#225;tico ou por estar limitado na atividade ou porque dissimula para n&#227;o se submeter &#224; opera&#231;&#227;o valvar<sup>4</sup>. Recomendam a objetividade de um marcador t&#233;cnico para garantir que o paciente com EAo &#233; <italic>truly asymptomatic </italic>quando atinge 80% da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca predita sem manifestar sintomas<sup>3</sup>.</p>
    <p>Adjetiva&#231;&#245;es qualitativas ou quantitativas n&#227;o cabem no assintom&#225;tico, sob pena de an&#225;lises f&#237;sicas fora das habitualidades do idoso criarem um batalh&#227;o de "sadios sintom&#225;ticos". </p>
    <p>N&#227;o se deve confundir auto-avalia&#231;&#227;o pelo idoso com avalia&#231;&#227;o em outro n&#237;vel de correla&#231;&#227;o cl&#237;nico-hemodin&#226;mica, por meio de acr&#233;scimos externos &#224; sobrecarga existente e &#250;til para antevis&#227;o de maior ou menor proximidade de evento cl&#237;nico. Supor falsidade declarat&#243;ria pode soar como invas&#227;o de privacidade. Ressalte-se que o fundamento para a substitui&#231;&#227;o da valva a&#243;rtica &#233; a manifesta&#231;&#227;o de sintomas n&#227;o-induzida por m&#233;todos cient&#237;ficos (classe I, n&#237;vel B) para todas as faixas et&#225;rias<sup>5</sup>.</p>
    <p>&#201; question&#225;vel o real benef&#237;cio &#150; n&#227;o isento de riscos e dificuldades de cumprimento no idoso &#150; para fundamentar a terap&#234;utica. A indica&#231;&#227;o do teste de esfor&#231;o, por um lado, e t&#234;-lo como crit&#233;rio para desencadeamento de substitui&#231;&#227;o valvar, por outro, n&#227;o s&#227;o estimulados (classe IIb)<sup>5</sup>. </p>
    <p>
      <bold>Qualidade de vida para o idoso</bold>
    </p>
    <p>Comportamentos pr&#243;prios do idoso com EAo influenciam a auto-aprecia&#231;&#227;o da qualidade de vida. Ele pode estar assintom&#225;tico e insatisfeito com perdas advindas da obedi&#234;ncia a restri&#231;&#245;es f&#237;sicas, e sentir-se contido na sua independ&#234;ncia para decis&#245;es pessoais e profissionais pela perspectiva do sintoma a qualquer momento<sup>6</sup>.</p>
    <p>N&#227;o &#233; raro que a informa&#231;&#227;o prestada pelo cuidador sobre o que o paciente pensa sobre a significa&#231;&#227;o da sua vida e suas motiva&#231;&#245;es n&#227;o seja cioncidente com a exposta pelo pr&#243;prio idoso. &#201; um vi&#233;s a ser considerado no racioc&#237;nio cl&#237;nico, tanto quanto as modifica&#231;&#245;es biopsicossociais do envelhecimento e os efeitos nosol&#243;gicos ou farmacol&#243;gicos sobre o discernimento do idoso. </p>
    <p>
      <bold>Morte s&#250;bita</bold>
    </p>
    <p>Morte inesperada e morte por insufici&#234;ncia card&#237;aca foram destacadas h&#225; mais de setenta anos como eventos da EAo<sup>7</sup>. </p>
    <p>Em 1.000 pacientes com EAo, estima-se que a morte s&#250;bita ocorra em 3-10, habitualmente no estado de portador sintom&#225;tico. Os poucos casos associados a assintom&#225;ticos trazem d&#250;vidas quanto &#224; eventual n&#227;o-revela&#231;&#227;o de sintoma<sup>8</sup>. </p>
    <p> Destacam-se tr&#234;s aspectos: </p>
    <p>a) a n&#227;o-comunica&#231;&#227;o sobre a possibilidade de morte s&#250;bita tem tido contraponto na sua expl&#237;cita revela&#231;&#227;o na internet;</p>
    <p>b) prevenir morte s&#250;bita n&#227;o constitui crit&#233;rio isolado para operar o assintom&#225;tico (classe III); </p>
    <p>c) coment&#225;rio de Eugene Braunwald<sup>9</sup>: "[...] O tratamento cir&#250;rgico &#233; a causa mais comum de morte s&#250;bita em pacientes assintom&#225;ticos com estenose a&#243;rtica [...]". </p>
    <p>
      <bold>Idealidade da pr&#243;tese valvar</bold>
    </p>
    <p>A calcifica&#231;&#227;o ateroscler&#243;tica impede o usufruto da conserva&#231;&#227;o valvar e acena com o n&#227;o-preenchimento dos atributos de idealidade de pr&#243;tese<sup>10</sup>.</p>
    <p> Recomendamos a biopr&#243;tese ao idoso, pr&#225;tica que completa quarenta anos em nossa institui&#231;&#227;o, tend&#234;ncia universal atual e que no idoso corresponde a recomenda&#231;&#245;es classe I/IIa. Ressalte-se a conveni&#234;ncia de evitar a anticoagula&#231;&#227;o no idoso pelo maior risco de hemorragia a partir de anomalias anat&#244;micas e pela maior chance de interven&#231;&#245;es cir&#250;rgicas.</p>
    <p>
      <bold>Preven&#231;&#227;o por estatina</bold>
    </p>
    <p>H&#225; possibilidade de interfer&#234;ncia no processo ativo celular e molecular associado a les&#227;o endotelial, inflama&#231;&#227;o e ac&#250;mulo de l&#237;pides da EAo do idoso. A hipercolesterolemia &#233; fator admitido de risco, junto com tabagismo, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica e diabetes. </p>
    <p>Sobressaem cinco observa&#231;&#245;es sobre desacelera&#231;&#227;o da progress&#227;o hemodin&#226;mica pela a&#231;&#227;o antilip&#237;dica e antiinflamat&#243;ria de estatinas:</p>
    <p><bold>1)</bold> Estudos retrospectivos sinalizam efeito ben&#233;fico.</p>
    <p><bold>2)</bold> O estudo prospectivo Saltire concluiu pela inefic&#225;cia.</p>
    <p><bold>3)</bold> O estudo prospectivo Raave apontou benef&#237;cio a pacientes com hipercolesterolemia.</p>
    <p><bold>4)</bold> O estudo prospectivo Astronomer tem conclus&#245;es previstas para dezembro de 2008.</p>
    <p><bold>5)</bold> O estudo prospectivo Seas j&#225; permitiu observar: </p>
    <p>a) aus&#234;ncia de benefic&#234;ncia da associa&#231;&#227;o sinvastatina-ezetimibe na progress&#227;o da EAo e </p>
    <p>b) alerta sobre o quesito n&#227;o-malefic&#234;ncia pelo diagn&#243;stico de c&#226;ncer (9,9% vs. 7,0%, p = 0,03) e morte relacionada (4,1% vs. 2,5%, p = 0,05).</p>
    <p>Em suma, at&#233; o momento, o uso de estatina deve ser considerado apenas para as indica&#231;&#245;es j&#225; acolhidas. </p>
    <p>
      <bold>Tratamento cl&#237;nico ou cir&#250;rgico?</bold>
    </p>
    <p>Essa tomada de decis&#227;o no idoso &#233; complexa e individualizada, em raz&#227;o de:</p>
    <p><bold>1)</bold> Defini&#231;&#227;o do grau importante de EAo;</p>
    <p><bold>2)</bold> Aus&#234;ncia de sintomas significa observa&#231;&#227;o cuidadosa quanto a sintomas e fun&#231;&#227;o ventricular esquerda;</p>
    <p><bold>3)</bold> Perspectivas de influ&#234;ncia farmacol&#243;gica antilip&#237;dica e antiinflamat&#243;ria na progress&#227;o hemodin&#226;mica; </p>
    <p><bold>4)</bold> Presen&#231;a de sintomas e/ou rebaixamento da fun&#231;&#227;o ventricular justificam corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica em curto prazo;</p>
    <p><bold>5)</bold> Defini&#231;&#227;o sobre a realidade das art&#233;rias coron&#225;rias; </p>
    <p><bold>6) </bold>Alta probabilidade de pontua&#231;&#227;o m&#250;ltipla no escore de risco operat&#243;rio;</p>
    <p><bold>7)</bold> Perspectivas de usufruto do benef&#237;cio da corre&#231;&#227;o hemodin&#226;mica, em raz&#227;o de conseq&#252;&#234;ncias f&#237;sicas e mentais do envelhecimento;</p>
    <p><bold>8)</bold> Opini&#227;o pr&#243;pria do idoso/cuidador;</p>
    <p><bold>9) </bold>Forte necessidade de opera&#231;&#227;o n&#227;o-card&#237;aca;</p>
    <p><bold>10)</bold> Perspectivas da t&#233;cnica percut&#226;nea de implante de pr&#243;tese.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Max Grinberg </p>
        <p> Rua Manoel Antonio Pinto, 4, ap. 21A &#150; Parais&#243;polis </p>
        <p> 05663-020 &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="grinberg@incor.usp.br">grinberg@incor.usp.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="max@cardiol.br">max@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 25/08/08; revisado recebido em 11/09/08; aceito em 11/09/08</p>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Aortic stenosis in the elderly: a Brazilian perspective</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Aortic stenosis in the elderly: a Brazilian perspective</p>
      <p>
        <bold>Max Grinberg; Tarso Augusto Duenhas Accorsi</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) do HCFMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Mailing address </p>
      <p><bold>Key words: </bold>Aortic valve stenosis / etnology; aged; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>The brazilian cardiologist &#150; more and more a geriatrician</bold>
      </p>
      <p>With the predicted progression of the Brazilian demographic pyramid to the trapezoid shape due to the increase in the number of elderly individuals (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref>), the natural history of atherosclerotic aortic stenosis (AOS) tends to achieve a medical-social significance. </p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0e36-00016-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>The new brazilian elderly</bold>
      </p>
      <p>Scenario for 2025: 30 million elderly individuals, with a mean life expectation of 76 years with atherosclerotic AOS, around 50 cases for each cardiologist.</p>
      <p> It is a change in the profile of the Brazilian patient with valvulopathy, which traditionally associates valvular deficiency with "rheumatic young patient" and grieves over the consequences on the labor force of the nation<sup>1</sup>.</p>
      <p>This addition to the comorbidity of retired individuals will have an impact on the longevity maintenance policies and on the assistance&amp;research&amp;teaching involving raw materials such as the state-of-the-art, directive recommendations, multicenter study results, unique-patient values and the infra-structure provided by the health system. </p>
      <p>
        <bold>Statute of the elderly</bold>
      </p>
      <p>It is worth mentioning parts of the Law #10741/2003:</p>
      <p>Art. 1<sup>st </sup>The Statute of the Elderly is instituted, aiming at regulating the ascertained rights of individuals aged 60 (sixty) years or older. </p>
      <p>Art. 10. &#167;1<sup>st</sup> II &#150; The right to freedom comprehends opinion and expression. </p>
      <p>Art. 17. To the elderly who fully retains his or her mental faculties is ascertained the right to choose the health treatment that is reputed to be the most favorable one. </p>
      <p>Single Paragraph - Whenever the elderly is not capable of choosing, this will be carried out by: </p>
      <p>I &#150; the curator, when the elderly has been interdicted;</p>
      <p>II &#150;the family members, when the elderly has no curator or if the latter cannot be contacted in time; </p>
      <p>III &#150; the physician, when there is imminent risk of death and there is no time to contact the curator or the family; </p>
      <p>IV &#150; by the physician, when there is no known curator or family member, in which case, the doctor must contact the Public Ministry. </p>
      <p>
        <bold>Highlights</bold>
      </p>
      <p>We present 10 aspects of AOS that are more frequently observed in the elderly than in young patients:</p>
      <p><bold>1)</bold> Atherosclerotic etiopathogenesis;</p>
      <p><bold>2)</bold> Associated coronariopathy;</p>
      <p><bold>3)</bold> Comorbidity that influences life and transoperative prognosis;</p>
      <p><bold>4)</bold> Inclusion heterogeneity in the doctor-patient relation;</p>
      <p><bold>5)</bold> Medical-social complexity for decision-making;</p>
      <p><bold>6)</bold> Higher risk in functional test of self-declared asymptomatic patients; </p>
      <p><bold>7)</bold> Increasing transoperative morbimortality with every decade of life;</p>
      <p><bold>8)</bold> Higher clinical dimension of risk for non-cardiac surgery; </p>
      <p><bold>9) </bold>Participation of caregiver in the anamnesis and consent; </p>
      <p><bold>10) </bold>Fewer data in the literature. </p>
      <p>
        <bold>Symptom: anamnesis or test?</bold>
      </p>
      <p>The growing longevity of the Brazilian population will increase the identification of mild or moderate AOS as an "auscultation finding" or "echocardiographic finding", preceding the subjective manifestation. </p>
      <p> The increase in the peak velocity, the acceleration in the annual transvalvular gradient and the calcic densification<sup>2</sup> signal the worsening of the aortic lesion and include the valvular endocardic aging in the list of causes of cerebral vascular failure, coronary failure or diastolic heart failure.</p>
      <p>For some<sup>3</sup>, the subjectivity by the anamnesis of the asymptomatic and symptomatic state of the elderly is a reductionist appreciation of the indicator for decision-making. They claim the possibility that the elderly declares him or herself to be asymptomatic, either due to presenting limited activity or because he or she dissimulates in order not to be submitted to the valvular surgery<sup>4</sup>. They recommend the objectivity of a technical marker to guarantee that the patient with AOS is "<italic>truly asymptomatic" </italic>when he or she reaches 80% of the predicted cardiac frequency without presenting symptoms<sup>3</sup>.</p>
      <p>Qualitative or quantitative adjectivations cannot be fit into the asymptomatic, lest physical analyses beyond the elderly habitual ones create a contingent of "healthy symptomatic individuals". </p>
      <p>One should not mistake self-evaluation by the elderly for evaluation at another level of clinical-hemodynamic correlation through external additions to the useful existing overload to preview the greater or lesser proximity of the clinical event. To suppose a declarative deceptiveness can sound like invasion of privacy. It is worth mentioning that the basis for the substitution of the aortic valve is the manifestation of symptoms, non-induced by scientific methods (Class I, level B) for all age ranges<sup>5</sup>.</p>
      <p>The actual benefit is questionable &#150; it is not risk-free and presents adherence difficulties for the elderly &#150; to be the base of the therapeutic actions. The indication of a stress test, on the one hand, and having it as a criterion for the triggering of the valvular replacement, on the other hand, are not stimulated (class IIb)<sup>5</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Quality of life for the elderly</bold>
      </p>
      <p>The typical behavior of the elderly with AOS influences the self-appreciation of the quality of life. The elderly can be asymptomatic and dissatisfied with losses caused by complying with the physical restrictions, feel restrained in his or her independence for personal and professional decisions due to the perspective of a symptom at any time<sup>6</sup>. It is not unusual for the caregiver to inform that the meaning of life and the motivation of the elderly patient does not coincide with the one reported by the patient. It is a bias to be considered in the clinical reasoning, as well as the biopsychosocial modifications of aging and the nosological or pharmacological effects on the elderly discernment.</p>
      <p>
        <bold>Sudden death</bold>
      </p>
      <p>Sudden death and death due to heart failure have been stressed for more than 70 years as events of AOS<sup>7</sup>. </p>
      <p>It is estimated that sudden death usually occurs to 3-10 in 1,000 patients with AOS, when the patient is symptomatic. The few cases associated to asymptomatic conditions bring doubts regarding the eventual non-disclosure of symptoms<sup>8</sup>.</p>
      <p> Three aspects must be emphasized: </p>
      <p>a) the lack of communication on the possibility of sudden death has been counterbalanced by its explicit disclosure in the Internet; </p>
      <p>b) to prevent sudden death does not constitute an isolated criterion to operate on the asymptomatic individual (Class III); </p>
      <p>c) comment by Eugene Braunwald (1929-.....)<sup>9</sup>: <italic>"...operative treatment is the most common cause of sudden death in asymptomatic patients with aortic stenosis..."</italic></p>
      <p>
        <bold>Ideality of the valvular prosthesis</bold>
      </p>
      <p>The atherosclerotic calcification prevents the benefit of valvular preservation and indicates the non-fulfilling of the attributes of prosthesis ideality<sup>10</sup>.</p>
      <p> We recommend the bioprosthesis to the elderly, a practice that has been performed for 40 years in our institution, a current universal trend and, which, in the elderly, corresponds to recommendations class I/IIa. It is important to mention the convenience of preventing anticoagulation in the elderly patient due to the increased risk of hemorrhage caused by anatomic anomalies and the greater chance of surgical interventions. </p>
      <p>
        <bold>Prevention by statins</bold>
      </p>
      <p>There is a possibility of interference in the active cell and molecular process associated to endothelial lesion, inflammation and lipid accumulation of the AOS of the elderly. Hypercholesterolemia is a recognized risk factor, along with smoking, systemic arterial hypertension and diabetes.</p>
      <p> Five observations about the deceleration of the hemodynamic progression due to the anti-lipidic and anti-inflammatory effect of statins are worth mentioning:</p>
      <p><bold>1)</bold> Retrospective studies indicate a beneficial effect;</p>
      <p><bold>2)</bold> The prospective study SALTIRE concluded about its ineffectiveness;</p>
      <p><bold>3)</bold> The prospective study RAAVE showed benefit for patients with hypercholesterolemia;</p>
      <p><bold>4)</bold> The prospective study ASTRONOMER has conclusions predicted for December 2008;</p>
      <p><bold>5)</bold> The prospective study SEAS has allowed the observations: </p>
      <p>a) lack of benefit with the association simvastatin&amp;ezetimibe in the progression of AOS; </p>
      <p>b) warning about the non-malignancy question by the cancer diagnosis (9.9% vs. 7.0%, p = 0.03) and related death (4.1% vs. 2.5%, p = 0.05).</p>
      <p>In brief, to date, the use of statins must be considered only for the accredited indications. </p>
      <p>
        <bold>Clinical or surgical treatment? </bold>
      </p>
      <p>This type of decision-making regarding the elderly patient is complex and individualized, due to: </p>
      <p><bold>1)</bold> Definition of the important degree of AOS;</p>
      <p><bold>2) </bold>Absence of symptoms means careful observation regarding symptoms and left ventricular function; </p>
      <p><bold>3)</bold> Perspectives of pharmacological anti-lipidic and anti-inflammatory influence in the hemodynamic progression; </p>
      <p><bold>4)</bold> Presence of symptoms and/or ventricular function decline justify short-term surgical repair. </p>
      <p><bold>5)</bold> Definition about the reality of the coronary arteries; </p>
      <p><bold>6)</bold> High probability of multiple scoring at the operative risk score;</p>
      <p><bold>7)</bold> Perspectives of benefiting from the hemodynamic correction, due to the physical and mental consequences of aging;</p>
      <p><bold>8) </bold>Personal opinion of the elderly/caregiver;</p>
      <p><bold>9)</bold> Strong need of noncardiac surgery; </p>
      <p><bold>10) </bold>Perspectives of percutaneous technique for prosthesis implant. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Estenosis a&#243;rtica en el adulto mayor: perspectiva brasile&#241;a</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="tx-body3">
          <label>
            <bold>Estenosis a&#243;rtica en el adulto mayor: perspectiva brasile&#241;a</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Max Grinberg; Tarso Augusto Duenhas Accorsi</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) do HCFMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Estenosis de la v&#225;lvula a&#243;rtica / etiolog&#237;a, adulto mayor, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>El cardi&#243;logo brasile&#241;o, cada vez m&#225;s geriatra</bold>
      </p>
      <p>Dado el progresivo cambio previsto en la pir&#225;mide demogr&#225;fica brasile&#241;a hacia la forma de trapecio, en virtud del aumento de la proporci&#243;n de adultos mayores (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">fig. 1</xref>), la historia natural de la estenosis a&#243;rtica (EAo) ateroscler&#243;tica tiende a ganar relevancia m&#233;dico-social. </p>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0e36-00016-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>El nuevo adulto mayor brasile&#241;o</bold>
      </p>
      <p>Escenario previsto para 2025: 30 millones de brasile&#241;os adultos mayores, con expectativa promedio de vida de 76 a&#241;os, el 3% con EAo ateroscler&#243;tica, es decir, cerca de 50 casos para cada cardi&#243;logo. </p>
      <p>Se trata de un cambio en el perfil del brasile&#241;o portador de valvulopat&#237;a. Tradicionalmente, se asocia la deficiencia valvular del brasile&#241;o a "joven reum&#225;tico", lo que produce consecuencias significativas sobre la fuerza de trabajo de la naci&#243;n<sup>1</sup>. </p>
      <p>Ese incremento a la comorbilidad de jubilados promover&#225; impacto en las pol&#237;ticas de sostenimiento con respecto a la longevidad, as&#237; como en la asistencia-investigaci&#243;n-docencia, impacto &#233;ste que implica materias-primas tales como: estado del arte, recomendaciones de directrices, resultados de estudios multic&#233;ntricos, valores del paciente &#250;nico e infraestructura proporcionada por el sistema de salud. </p>
      <p>
        <bold>Estatuto del adulto mayor</bold>
      </p>
      <p>Se necesita presentar algunas partes de la Ley n&#186; 10741/2003:</p>
      <p>Art. 1&#186; Se instituye el Estatuto del Adulto Mayor, destinado a regular los derechos asegurados a las personas con edad igual o superior a 60 (sesenta) a&#241;os.</p>
      <p>Art. 10. &#167;1&#186; II &#150; El derecho a la libertad comprende opini&#243;n y expresi&#243;n.</p>
      <p>Art. 17. Al adulto mayor que se encuentra en el dominio de sus facultades mentales se asegura el derecho de optar por el tratamiento de salud considerado m&#225;s favorable, a su juicio.</p>
      <p>P&#225;rrafo &#250;nico. Al no estar el adulto mayor en condiciones de proceder a la elecci&#243;n, &#233;sta ser&#225; hecha:</p>
      <p> I &#150; por el curador, cuando de la interdicci&#243;n del adulto mayor;</p>
      <p>II &#150; por los familiares, cuando de la no existencia de un curador responsable del adulto mayor o cuando el curador existe pero no se lo encuentra en tiempo suficiente;</p>
      <p>III &#150; por el m&#233;dico, al inminente riesgo de vida y al no haber tiempo suficiente para la consulta al curador o a la familia;</p>
      <p>IV &#150; por el m&#233;dico, al no haber curador o familiar conocido, caso en que el hecho se deber&#225; comunicar al Ministerio P&#250;blico. </p>
      <p>
        <bold>Destaques</bold>
      </p>
      <p>Presentamos diez aspectos de la EAo que m&#225;s se observan en el adulto mayor, si comparado al paciente m&#225;s joven:</p>
      <p><bold>1)</bold> Etiopatogenia de la aterosclerosis;</p>
      <p><bold>2)</bold> Coronariopat&#237;a asociada;</p>
      <p><bold>3)</bold> Comorbilidad que influye tanto sobre el pron&#243;stico de vida como sobre el transoperatorio;</p>
      <p><bold>4)</bold> Heterogeneidad de inclusi&#243;n en el v&#237;nculo m&#233;dico-paciente;</p>
      <p><bold>5)</bold> Complejidad m&#233;dico-social para la toma de decisi&#243;n;</p>
      <p><bold>6)</bold> Mayor riesgo en prueba funcional de autodeclarados asintom&#225;ticos; </p>
      <p><bold>7)</bold> Morbilidad y mortalidad transoperatorias crecientes a cada d&#233;cada de vida;</p>
      <p><bold>8)</bold> Mayor dimensi&#243;n cl&#237;nica del riesgo para cirug&#237;a no-card&#237;aca;</p>
      <p><bold>9)</bold> Participaci&#243;n de cuidador en la anamnesis y en el consentimiento;</p>
      <p><bold>10)</bold> Menos datos en la literatura. </p>
      <p>
        <bold>S&#237;ntoma: &#191;anamnesis o prueba?</bold>
      </p>
      <p>La mayor longevidad del brasile&#241;o resultar&#225; en el incremento de la identificaci&#243;n de EAo leve o moderada como "hallazgo de ausculta" o "hallazgo ecocardiogr&#225;fico" anterior a la manifestaci&#243;n subjetiva. </p>
      <p>El aumento de la velocidad pico, la aceleraci&#243;n del gradiente transvalvular anual y la densificaci&#243;n c&#225;lcica<sup>2</sup> se&#241;alan el agravamiento de la lesi&#243;n a&#243;rtica e incluyen el envejecimiento del endocardio valvular en la lista de causas de insuficiencias de tipo cerebrovascular, coronaria o card&#237;aca diast&#243;lica.</p>
      <p>Para algunos autores<sup>3</sup>, la subjetividad en la anamnesis del estado asintom&#225;tico y sintom&#225;tico del adulto mayor se muestra una apreciaci&#243;n reduccionista del indicador para la toma de decisi&#243;n. Dichos autores alegan la posibilidad del adulto mayor declararse asintom&#225;tico, ya sea por estar limitado en la actividad, ya sea porque disimula los s&#237;ntomas para no someterse a la cirug&#237;a valvular<sup>4</sup>. En este sentido, recomiendan la objetividad de un marcador t&#233;cnico para garantizar que el paciente con EAo sea <italic>truly asymptomatic </italic>al alcanzar el 80% de la frecuencia card&#237;aca predicha sin manifestar s&#237;ntomas<sup>3</sup>. </p>
      <p>Adjetivaciones cualitativas o cuantitativas no se adecuan al asintom&#225;tico, so pena de que an&#225;lisis f&#237;sicos fuera de las habitualidades del adulto mayor produzcan un batall&#243;n de "sanos sintom&#225;ticos". </p>
      <p>No se debe confundir la autoevaluaci&#243;n por parte del adulto mayor con la evaluaci&#243;n en otro nivel de correlaci&#243;n cl&#237;nico-hemodin&#225;mica, por medio de incrementos externos a la sobrecarga existente y &#250;til para previsi&#243;n de mayor o menor proximidad de evento cl&#237;nico. Suponerse falsedad declaratoria puede parecer una invasi&#243;n a la privacidad. Asimismo, hay que resaltar que el fundamento para el reemplazo de la v&#225;lvula a&#243;rtica est&#225; en la manifestaci&#243;n no inducida de s&#237;ntomas a trav&#233;s de m&#233;todos cient&#237;ficos (clase I, nivel B) para todos los grupos de edad<sup>5</sup>.</p>
      <p>Es cuestionable el real beneficio &#150;no exento de riesgos y dificultades de verificaci&#243;n en el adulto mayor&#150; para fundamentar la terap&#233;utica. No se estimula la indicaci&#243;n de la prueba de esfuerzo, tampoco que se la establezca como criterio para efectuarse el reemplazo valvulvar (clase IIb)<sup>5</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Calidad de vida para el adulto mayor</bold>
      </p>
      <p>Comportamientos propios del adulto mayor con EAo interfieren en la autoapreciaci&#243;n de la calidad de vida. El paciente puede estar asintom&#225;tico y a la vez insatisfecho con p&#233;rdidas decurrentes de la obediencia a restricciones f&#237;sicas; puede tambi&#233;n sentirse limitado en su independencia para tomar decisiones personales y profesionales, a causa de la perspectiva del s&#237;ntoma a cualquier momento<sup>6</sup>. </p>
      <p>No resulta raro, entonces, que la informaci&#243;n prestada por el cuidador sobre que el paciente piensa acerca de la significaci&#243;n de su vida y sus motivaciones no coincida con la informaci&#243;n expuesta por el propio adulto mayor. Ello es un aspecto a tomarse en consideraci&#243;n en el raciocinio cl&#237;nico, tanto como los cambios biopsicosociales del envejecimiento y sus efectos nosol&#243;gicos o farmacol&#243;gicos sobre el discernimiento del adulto mayor. </p>
      <p>
        <bold>Muerte s&#250;bita</bold>
      </p>
      <p>Hace m&#225;s de setenta a&#241;os se destacaron muerte inesperada y muerte por insuficiencia como eventos de la EAo<sup>7</sup>. </p>
      <p>Para mil pacientes con EAo, se estima que la muerte s&#250;bita incida sobre 3-10, habitualmente en el estado de portador sintom&#225;tico. Los pocos casos asociados a asintom&#225;ticos traen dudas respecto a la eventual no revelaci&#243;n de s&#237;ntoma<sup>8</sup>. </p>
      <p> Se destacan tres aspectos: primero, a la no comunicaci&#243;n sobre la posibilidad de muerte s&#250;bita se contrapone su expl&#237;cita revelaci&#243;n desde la Internet; el segundo reside en el hecho de que prevenir muerte s&#250;bita no constituye criterio aislado para operar el paciente asintom&#225;tico (clase III); el tercero se resume en el comentario de Eugene Braunwald<sup>9</sup>: "[...] El tratamiento quir&#250;rgico es la causa m&#225;s com&#250;n de muerte s&#250;bita en pacientes asintom&#225;ticos con estenosis a&#243;rtica [...]". </p>
      <p>
        <bold>Idealidad de la pr&#243;tesis valvular</bold>
      </p>
      <p>La calcificaci&#243;n ateroscler&#243;tica impide el aprovechamiento de la conservaci&#243;n valvular y apunta hacia el no cumplimiento de los atributos de idealidad de pr&#243;tesis<sup>10</sup>.</p>
      <p> Recomendamos la biopr&#243;tesis al adulto mayor &#150;pr&#225;ctica que completa 40 a&#241;os en nuestra instituci&#243;n, orientados por tendencia universal actual&#150;, lo que corresponde a recomendaciones clase I/IIa. Hay que resaltar la conveniencia de evitar la anticoagulaci&#243;n en esa clase de paciente, ya sea por el mayor riesgo de hemorragia desde anomal&#237;as anat&#243;micas, ya sea por la mayor posibilidad de intervenciones quir&#250;rgicas.</p>
      <p>
        <bold>Prevenci&#243;n por estatina</bold>
      </p>
      <p>Existe la posibilidad de interferencia en el proceso activo celular y molecular asociado a lesi&#243;n endotelial, inflamaci&#243;n y acumulaci&#243;n de l&#237;pidos de la EAo del adulto mayor. La hipercolesterolemia se revela factor admitido de riesgo, junto al tabaquismo, hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica y diabetes. </p>
      <p>Son cinco las observaciones m&#225;s importantes con respecto a la desaceleraci&#243;n de la progresi&#243;n hemodin&#225;mica desde la acci&#243;n antilip&#237;dica y antiinflamatoria de estatinas:</p>
      <p><bold>1) </bold>Estudios retrospectivos apuntan efecto ben&#233;fico.</p>
      <p><bold>2)</bold> El estudio prospectivo Saltire evidenci&#243; la ineficacia.</p>
      <p><bold>3)</bold> El estudio prospectivo Raave revel&#243; beneficio a pacientes con hipercolesterolemia.</p>
      <p><bold>4)</bold> El estudio prospectivo Astronomer tiene conclusiones previstas para diciembre de 2008.</p>
      <p><bold>5)</bold> El estudio prospectivo Seas ya permiti&#243; observar: a) ausencia de beneficio de la asociaci&#243;n simvastatina-ezetimibe en la progresi&#243;n de la EAo y b) atenci&#243;n al aspecto de no-maleficencia por el diagn&#243;stico de c&#225;ncer (9,9% vs. 7,0%, p = 0,03) y muerte relacionada (4,1% vs. 2,5%, p = 0,05).</p>
      <p>En resumen, hasta el momento, se debe considerar el uso de estatina s&#243;lo para las indicaciones ya aceptadas. </p>
      <p>
        <bold>&#191;Tratamiento cl&#237;nico o quir&#250;rgico?</bold>
      </p>
      <p>Esa toma de decisi&#243;n, para el caso del adulto mayor, resulta compleja en virtud de:</p>
      <p><bold>1)</bold> Definici&#243;n del grado importante de EAo;</p>
      <p><bold>2)</bold> Ausencia de s&#237;ntomas significa observaci&#243;n atenta tanto de los s&#237;ntomas como de la funci&#243;n ventricular izquierda;</p>
      <p><bold>3)</bold> Perspectivas de influencia farmacol&#243;gica antilip&#237;dica y antiinflamatoria en la progresi&#243;n hemodin&#225;mica; </p>
      <p><bold>4)</bold> Presencia de s&#237;ntomas y/o reducci&#243;n de la funci&#243;n ventricular justifican la correcci&#243;n quir&#250;rgica a corto plazo;</p>
      <p><bold>5)</bold> Definici&#243;n sobre la realidad de las arterias coronarias; </p>
      <p><bold>6)</bold> Alta probabilidad de puntaje m&#250;ltiple en el score de riesgo operatorio;</p>
      <p><bold>7)</bold> Perspectivas de aprovechamiento del beneficio de la correcci&#243;n hemodin&#225;mica, en virtud de consecuencias f&#237;sicas y mentales del envejecimiento;</p>
      <p><bold>8)</bold> Opini&#243;n propia del adulto mayor/cuidador;</p>
      <p><bold>9)</bold> Fuerte necesidad de cirug&#237;a no card&#237;aca;</p>
      <p><bold>10) </bold>Perspectivas de la t&#233;cnica percut&#225;nea de implante de pr&#243;tesis.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
