<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">XWWFBN5ZVgSk3syjN99CXLs</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00006</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000200006</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09200206</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000200006</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Influ&#234;ncia do estado nutricional pregresso sobre o desenvolvimento da s&#237;ndrome metab&#243;lica em adultos</article-title>
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            <given-names>Renata Maria Souza</given-names>
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            <surname>Franceschini</surname>
            <given-names>Sylvia do Carmo Castro</given-names>
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            <surname>Rosado</surname>
            <given-names>Gilberto Paix&#227;o</given-names>
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            <given-names>Silvia Eloiza</given-names>
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          <named-content content-type="city">Vi&#231;osa</named-content>
          <named-content content-type="state">Minas Gerais</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Vi&#231;osa</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Departamento de Nutri&#231;&#227;o e Sa&#250;de </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>107</fpage>
      <lpage>112</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>09</day>
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          <year>2007</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>03</day>
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          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>03</day>
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          <year>2008</year>
        </date>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O aumento da preval&#234;ncia do excesso de peso em faixas et&#225;rias cada vez mais jovens pode levar ao desenvolvimento precoce de fatores de riscos cardiovasculares. OBJETIVO: Investigar a preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica em adultos jovens e a influ&#234;ncia das condi&#231;&#245;es de nascimento e estado nutricional na adolesc&#234;ncia sobre este quadro. M&#201;TODOS: Foram avaliados cem indiv&#237;duos, em tr&#234;s fases da vida. A partir dos registros do banco de dados de alistamento do Tiro de Guerra, coletou-se peso, estatura e circunfer&#234;ncia da cintura de todos os alistados nos anos de 1996, 97 e 99, para an&#225;lise do estado nutricional na adolesc&#234;ncia. A partir dos registros do mesmo banco, buscou-se informa&#231;&#245;es sobre as condi&#231;&#245;es de nascimento na maternidade e identificou-se os indiv&#237;duos, quando adultos. Na vida adulta, realizou-se avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica e bioqu&#237;mica. A classifica&#231;&#227;o da s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) se deu de acordo com proposta do NCEP-ATP III. O percentual de gordura corporal foi aferido por bioimped&#226;ncia el&#233;trica. A press&#227;o arterial foi aferida por aparelho autom&#225;tico. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada no software Sigma Stat 2.0, p&lt;0,05. RESULTADOS: Encontrou-se preval&#234;ncia de SM em 13% dos avaliados. As condi&#231;&#245;es de nascimento n&#227;o apresentaram rela&#231;&#227;o com a determina&#231;&#227;o na s&#237;ndrome. Aqueles diagnosticados com SM apresentavam, na adolesc&#234;ncia valores superiores de peso (11 kg; p =&lt;0,001), circunfer&#234;ncia da cintura (8 cm; p &lt; 0,001) e &#237;ndice de massa corporal (2,5 kg/m&#178;; p= 0,002). CONCLUS&#195;O: Grande parte dos fatores de risco cardiovasculares tem in&#237;cio na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia e tende persistir ao longo da vida, desta forma, medidas de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria s&#227;o de grande import&#226;ncia no cen&#225;rio das doen&#231;as cardiovasculares.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Estado nutricional</kwd>
        <kwd>s&#237;ndrome metab&#243;lica</kwd>
        <kwd>adultos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>06</day>
        <month>04</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> DISLIPIDEMIAS</p>
    <p>Influ&#234;ncia do estado nutricional pregresso sobre o desenvolvimento da s&#237;ndrome metab&#243;lica em adultos</p>
    <p>
      <bold>Renata Maria Souza Oliveira; Sylvia do Carmo Castro Franceschini; Gilberto Paix&#227;o Rosado; Silvia Eloiza Priore</bold>
    </p>
    <p> Departamento de Nutri&#231;&#227;o e Sa&#250;de da Universidade Federal de Vi&#231;osa (UFV), Vi&#231;osa, MG - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O aumento da preval&#234;ncia do excesso de peso em faixas et&#225;rias cada vez mais jovens pode levar ao desenvolvimento precoce de fatores de riscos cardiovasculares. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Investigar a preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica em adultos jovens e a influ&#234;ncia das condi&#231;&#245;es de nascimento e estado nutricional na adolesc&#234;ncia sobre este quadro. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram avaliados cem indiv&#237;duos, em tr&#234;s fases da vida. A partir dos registros do banco de dados de alistamento do Tiro de Guerra, coletou-se peso, estatura e circunfer&#234;ncia da cintura de todos os alistados nos anos de 1996, 97 e 99, para an&#225;lise do estado nutricional na adolesc&#234;ncia. A partir dos registros do mesmo banco, buscou-se informa&#231;&#245;es sobre as condi&#231;&#245;es de nascimento na maternidade e identificou-se os indiv&#237;duos, quando adultos. Na vida adulta, realizou-se avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica e bioqu&#237;mica. A classifica&#231;&#227;o da s&#237;ndrome metab&#243;lica (SM) se deu de acordo com proposta do NCEP-ATP III. O percentual de gordura corporal foi aferido por bioimped&#226;ncia el&#233;trica. A press&#227;o arterial foi aferida por aparelho autom&#225;tico. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada no <italic>software</italic> Sigma Stat 2.0, p&lt;0,05. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Encontrou-se preval&#234;ncia de SM em 13% dos avaliados. As condi&#231;&#245;es de nascimento n&#227;o apresentaram rela&#231;&#227;o com a determina&#231;&#227;o na s&#237;ndrome. Aqueles diagnosticados com SM apresentavam, na adolesc&#234;ncia valores superiores de peso (11 kg; p =&lt;0,001), circunfer&#234;ncia da cintura (8 cm; p &lt; 0,001) e &#237;ndice de massa corporal (2,5 kg/m<sup>2</sup>; p= 0,002). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Grande parte dos fatores de risco cardiovasculares tem in&#237;cio na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia e tende persistir ao longo da vida, desta forma, medidas de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria s&#227;o de grande import&#226;ncia no cen&#225;rio das doen&#231;as cardiovasculares.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Estado nutricional, s&#237;ndrome metab&#243;lica, adultos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares s&#227;o a causa mais freq&#252;ente de morbimortalidade no Brasil (300 mil mortes/ano) e s&#227;o respons&#225;veis pela maior parcela de despesas hospitalares do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>O aumento da expectativa de vida contribui para que determinados fatores como a obesidade visceral, a intoler&#226;ncia &#224; glicose, a hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, a hipertrigliceridemia e os n&#237;veis baixos de HDL se tornem mais freq&#252;entes, justificando, portanto, considerar a s&#237;ndrome metab&#243;lica como uma preocupa&#231;&#227;o em termos de sa&#250;de p&#250;blica<sup>3</sup>.</p>
    <p>A referida s&#237;ndrome &#233; um transtorno caracterizado por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares, representado pela: hipertens&#227;o arterial, aumento dos triacilglicer&#243;is, diminui&#231;&#227;o do HDL e toler&#226;ncia &#224; glicose diminu&#237;da/diabetes tipo 2, usualmente relacionados &#224; deposi&#231;&#227;o central de gordura e &#224; resist&#234;ncia &#224; insulina<sup>. </sup>&#201; importante destacar que a associa&#231;&#227;o desta s&#237;ndrome com as doen&#231;as cardiovasculares, aumentando a mortalidade total em, aproximadamente, 1,5 vezes e a cardiovascular em cerca de 2,5 vezes<sup>4</sup>.</p>
    <p>A preval&#234;ncia da s&#237;ndrome metab&#243;lica depende muito do crit&#233;rio utilizado para a sua defini&#231;&#227;o e por esta raz&#227;o os estudos diferem muito quanto aos resultados<sup>5</sup>.</p>
    <p>O aumento da preval&#234;ncia do excesso de peso corporal em faixas et&#225;rias cada vez mais jovens pode levar ao desenvolvimento precoce de fatores de riscos cardiovasculares<sup>6</sup>. </p>
    <p>Desta forma, este estudo teve como objetivo avaliar a preval&#234;ncia de fatores de risco para s&#237;ndrome metab&#243;lica em adultos jovens, do sexo masculino, em Vi&#231;osa-MG, e a poss&#237;vel influ&#234;ncia das condi&#231;&#245;es ao nascer e do estado nutricional na adolesc&#234;ncia sobre o desenvolvimento da s&#237;ndrome.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foram avaliados cem indiv&#237;duos do sexo masculino, em tr&#234;s fases de suas vidas: ao nascer, na adolesc&#234;ncia e na vida adulta.</p>
    <p>
      <bold>Adolesc&#234;ncia</bold>
    </p>
    <p>A sele&#231;&#227;o da amostra foi feita a partir dos registros do banco de dados do alistamento militar do munic&#237;pio de Vi&#231;osa-MG, do qual coletaram-se peso, estatura e circunfer&#234;ncia da cintura de todos os alistados nos anos de 1996, 97 e 99 (n = 1082 registros completos), para an&#225;lise do estado nutricional na adolesc&#234;ncia. O &#237;ndice de massa corporal (IMC) foi classificado, segundo proposta do <italic>Center for Disease Control and Prevention</italic><sup>7</sup>. Para classifica&#231;&#227;o da circunfer&#234;ncia da cintura (CC), foram utilizados os pontos de cortes propostos pela WHO<sup>8</sup> para adultos visto que os adolescentes analisados neste trabalho encontravam-se no final da adolesc&#234;ncia. Nesta fase, os indiv&#237;duos tinham entre 18 e 19 anos.</p>
    <p>
      <bold>Condi&#231;&#245;es de nascimento</bold>
    </p>
    <p>A partir do nome das m&#227;es dos alistados, contidos no referido banco de dados, buscaram-se informa&#231;&#245;es sobre a condi&#231;&#227;o de nascimento no per&#237;odo correspondente a 1978-1981, no hospital (&#250;nica maternidade da cidade na &#233;poca). Foram obtidos dados de peso e comprimento ao nascer, classificados segundo a Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de<sup>9</sup>. A avalia&#231;&#227;o do crescimento intra-uterino foi realizada de acordo com o &#237;ndice de crescimento de Roher (IR), que qualifica o crescimento intra-uterino, no per&#237;odo p&#243;s-natal imediato, segundo peso (g) e comprimento (cm<sup>3</sup>) ao nascer<sup>10</sup>. Contudo, dos 1082 registros iniciais, apenas 385 indiv&#237;duos possu&#237;am avalia&#231;&#245;es completas nestas duas fases.</p>
    <p>
      <bold>Vida adulta</bold>
    </p>
    <p>Os indiv&#237;duos foram procurados na vida adulta por meio dos endere&#231;os contidos no banco de dados do Tiro de Guerra ou pela lista telef&#244;nica, de acordo com seus pr&#243;prios nomes ou de seus pais, obtidos no mesmo banco. </p>
    <p>Na <xref ref-type="fig" rid="fig01">figura 1</xref> &#233; esquematizada a sele&#231;&#227;o da amostra, ressaltando-se que a avalia&#231;&#227;o nas tr&#234;s fases foi considerada crit&#233;rio de inclus&#227;o neste trabalho.</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gf01.jpg"/></fig>
    <p>A avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica na vida adulta incluiu peso e estatura, a partir dos quais se calculou o IMC e seus derivados, e circunfer&#234;ncia da cintura e do quadril, dos quais se calculou a rela&#231;&#227;o cintura/quadril (RCQ). Para classifica&#231;&#227;o do IMC, CC e RCQ, utilizaram-se os pontos de cortes propostos pela WHO<sup>8</sup>. O percentual de gordura corporal (% GORD), bem como a massa de gordura e massa livre de gordura em quilogramas, foi aferido por bioimped&#226;ncia el&#233;trica horizontal, e o percentual de gordura corporal total classificado de acordo com Lohman<sup>11</sup>. Foram aferidas tamb&#233;m pregas cut&#226;neas tricipital (PCT), bicipital (PCB), subescapular (PCSE) e supra-il&#237;aca (PCSI) (mm), para an&#225;lise da distribui&#231;&#227;o da gordura corporal. A gordura perif&#233;rica e a gordura central foram calculadas a partir do somat&#243;rio das pregas perif&#233;ricas (PCB e PCT) e centrais (PCSI e PCSE), respectivamente. Amostras de sangue foram coletadas para an&#225;lise do perfil lip&#237;dico no Laborat&#243;rio de An&#225;lises Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Vi&#231;osa (UFV). A press&#227;o arterial foi aferida por aparelho autom&#225;tico, segundo instru&#231;&#245;es do fabricante. A classifica&#231;&#227;o da SM foi realizada de acordo com a proposta do NCEP-ATP III<sup>4</sup>, que foi desenvolvida para uso cl&#237;nico e n&#227;o exige a comprova&#231;&#227;o de resist&#234;ncia &#224; insulina, facilitando sua utiliza&#231;&#227;o.</p>
    <p>A an&#225;lise diet&#233;tica se deu a partir de registro alimentar de tr&#234;s dias n&#227;o-consecutivos e os dados foram analisados no programa <italic>Diet Pro 4.0</italic><sup>12</sup>. Os indiv&#237;duos foram questionados tamb&#233;m sobre a pr&#225;tica de atividade f&#237;sica e, em caso positivo, sobre o tipo e freq&#252;&#234;ncia da atividade.</p>
    <p>Para an&#225;lise estat&#237;stica, utilizaram-se teste <italic>t'Student</italic> e correla&#231;&#227;o de <italic>Pearson</italic> (vari&#225;veis param&#233;tricas) ou <italic>Mann Whitney</italic> e correla&#231;&#227;o de <italic>Spearman </italic>(vari&#225;veis n&#227;o param&#233;tricas) (p &lt; 0,05) no software <italic>Sigma Stat</italic> 2.0. </p>
    <p>Este trabalho foi submetido ao Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa com Seres Humanos da UFV e aprovado, e todos os volunt&#225;rios s&#243; foram avaliados ap&#243;s assinarem termo de consentimento livre e esclarecido. </p>
    <p>Contou-se com apoio financeiro do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) e da Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG).</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o do estado nutricional na vida adulta</bold>
    </p>
    <p> Os cem indiv&#237;duos investigados apresentavam, nesta fase, idade m&#233;dia de 26,2 &#177; 1,2 anos. A avalia&#231;&#227;o do estado nutricional foi realizada por meio do IMC, que &#233; um dos indicadores mais utilizados na avalia&#231;&#227;o populacional<sup>9,13</sup>. Obtiveram-se 2% de baixo peso, 65% de peso normal e 33% de excesso de peso corporal (sobrepeso ou obesidade), sendo que a obesidade (IMC <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup>) foi detectada em 9% da amostra. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao percentual de gordura corporal, observou-se que 39% estava acima do limite preconizado por Lohman<sup>11</sup>, sendo que 14 indiv&#237;duos (35,8%) eram eutr&#243;ficos, confirmando a baixa sensibilidade do IMC na identifica&#231;&#227;o da gordura corporal. </p>
    <p>Foram encontrados valores de circunfer&#234;ncia da cintura e do quadril (CQ) aumentados em 21% e 2% da amostra, respectivamente. A rela&#231;&#227;o cintura/quadril estava aumentada em apenas um dos volunt&#225;rios.</p>
    <p>
      <bold>Preval&#234;ncia dos componentes da s&#237;ndrome metab&#243;lica</bold>
    </p>
    <p>Na amostra estudada, encontrou-se apenas um indiv&#237;duo com glicemia de jejum igual ou superior a 110 mg/dL. Observou-se, por&#233;m, importante preval&#234;ncia dos demais componentes da s&#237;ndrome: circunfer&#234;ncia abdominal &gt; 102 cm (21%), triglicer&#237;deo <underline>&gt;</underline> 150 mg/dl (12%), HDL &lt; 40 mg/dL (57%), press&#227;o arterial <underline>&gt;</underline> 130mmHg ou <underline>&gt;</underline>85 mmHg (58%).</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; press&#227;o arterial, 58% dos indiv&#237;duos apresentavam valores iguais ou superiores a 130mmHg ou 85 mmHg. A preval&#234;ncia de hipertens&#227;o (<underline>&gt;</underline>140mmHg, <underline>&gt;</underline> 90 mmHg) foi encontrada em 28% da amostra, sendo a m&#233;dia de press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica de 130,6 &#177; 13,2 mmHg e 77,6 &#177;10,2 mmHg, respectivamente.</p>
    <p>No entanto, a combina&#231;&#227;o de tr&#234;s desses fatores, caracterizando presen&#231;a de s&#237;ndrome metab&#243;lica, foi encontrada em 13% dos indiv&#237;duos avaliados, dos quais os freq&#252;entes foram HDL reduzido, hipertrigliceridemia e hipertens&#227;o arterial.</p>
    <p>
      <bold>Compara&#231;&#227;o das vari&#225;veis estudadas na vida adulta entre indiv&#237;duos com e sem s&#237;ndrome metab&#243;lica</bold>
    </p>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref> s&#227;o apresentados os resultados de compara&#231;&#227;o, estatisticamente significante, dos valores m&#233;dios e medianos das vari&#225;veis antropom&#233;tricas, de composi&#231;&#227;o corporal e bioqu&#237;mica dos indiv&#237;duos com e sem s&#237;ndrome metab&#243;lica. </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Como pode ser visto, os indiv&#237;duos classificados como portadores da s&#237;ndrome metab&#243;lica apresentavam valores superiores, estatisticamente significantes, para quase todas as vari&#225;veis antropom&#233;tricas avaliadas, bem como para o percentual de gordura corporal e gordura perif&#233;rica. Quanto &#224; an&#225;lise bioqu&#237;mica, resultados significantes foram observados em rela&#231;&#227;o ao HDL, VLDL, triglicer&#237;deo, rela&#231;&#227;o Colesterol/HDL e rela&#231;&#227;o LDL/ HDL. </p>
    <p>Considerando-se a import&#226;ncia da atividade f&#237;sica no controle e combate dos componentes da SM, investigou-se o n&#237;vel de atividade f&#237;sica dos indiv&#237;duos detectados como portadores e constatou-se que sete deles (53,8%) n&#227;o praticavam nenhum tipo de atividade. </p>
    <p>Realizou-se, ainda, an&#225;lise da ingest&#227;o alimentar, a fim de investigar a rela&#231;&#227;o desta com a presen&#231;a da s&#237;ndrome metab&#243;lica e observou-se que apenas a ingest&#227;o de vitamina C diferiu, estatisticamente, entre os grupos, enquanto o grupo dos indiv&#237;duos sem s&#237;ndrome apresentou consumo m&#233;dio superior.</p>
    <p>
      <bold>Influ&#234;ncia do estado nutricional pregresso sobre a determina&#231;&#227;o da s&#237;ndrome metab&#243;lica na vida adulta</bold>
    </p>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref> s&#227;o apresentados m&#233;dia, desvio-padr&#227;o, mediana e valores m&#237;nimo e m&#225;ximo das vari&#225;veis que foram investigadas ao nascer e na adolesc&#234;ncia.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>A poss&#237;vel rela&#231;&#227;o entre as condi&#231;&#245;es de nascimento e o estado nutricional na adolesc&#234;ncia foi investigada neste trabalho como fator determinante ao desenvolvimento da s&#237;ndrome metab&#243;lica em adultos (<xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Encontrou-se, neste sentido, que os indiv&#237;duos que desenvolveram a SM quando adultos, apresentavam mediana de peso ao nascer superior aos demais. No entanto, esta diferen&#231;a n&#227;o foi estatisticamente significante. </p>
    <p>Tanto a proporcionalidade corporal ao nascer, avaliada segundo classifica&#231;&#227;o de &#205;ndice de Crescimento de Roher, quanto o valor mediano do comprimento ao nascer foram id&#234;nticos para os dois grupos. </p>
    <p>A an&#225;lise da influ&#234;ncia do estado nutricional na adolesc&#234;ncia apresenta importantes resultados, pois os indiv&#237;duos que foram diagnosticados com SM apresentavam, na adolesc&#234;ncia, valores superiores e estatisticamente significantes de peso, CC e IMC.</p>
    <p>O excesso de peso na adolesc&#234;ncia foi detectado em 38,4% da amostra, sendo que o IMC, nesta fase, se correlacionou positivamente com o peso e IMC dos indiv&#237;duos na vida adulta (r = 0,634, p = &lt; 0,001; r = 0,678, p = &lt; 0,001, respectivamente), refor&#231;ando a hip&#243;tese da manuten&#231;&#227;o, na vida adulta, do excesso de peso (risco de sobrepeso ou sobrepeso) e ac&#250;mulo de gordura apresentado na adolesc&#234;ncia.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A preval&#234;ncia de obesidade encontrada na popula&#231;&#227;o adulta &#233; superior &#224; observada por outros autores em indiv&#237;duos de faixa et&#225;ria semelhante, como 2,6% e 7,8% nos estudos de Coelho e cols.<sup>14</sup> e Rabelo e cols.<sup>5</sup>, respectivamente, e pr&#243;xima &#224; apresentada pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de, caracterizando 8% de obesidade na popula&#231;&#227;o brasileira<sup>15</sup>.</p>
    <p>N&#227;o existem estudos dispon&#237;veis, em termos nacionais, que definam a preval&#234;ncia exata da s&#237;ndrome metab&#243;lica. Contudo, estudos em diferentes popula&#231;&#245;es como a mexicana, a norte-americana e a asi&#225;tica, revelam preval&#234;ncias elevadas, dependendo do crit&#233;rio utilizado e das caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o estudada. Em homens, nestas popula&#231;&#245;es, as taxas variam de 12,4% a 28,5%<sup>4</sup>.</p>
    <p>No entanto, a preval&#234;ncia elevada de fatores de risco para a s&#237;ndrome metab&#243;lica em indiv&#237;duos jovens, tem sido mencionada por outros autores<sup>5,16 </sup>e &#233; refor&#231;ada pelos resultados aqui encontrados, chamando aten&#231;&#227;o para a necessidade de programas preventivos.</p>
    <p>Considera-se relevante a preval&#234;ncia de CC aumentada, uma vez que, estudos indicam a associa&#231;&#227;o da gordura abdominal com dist&#250;rbios metab&#243;licos e risco cardiovascular, com altera&#231;&#245;es no perfil lip&#237;dico, hipertens&#227;o arterial, resist&#234;ncia insul&#237;nica e diabete<sup>13,17,18</sup>.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de n&#237;veis de triglicer&#237;deo elevados, encontrada neste trabalho, aproxima-se do resultado de outros estudos, no entanto foi observada uma preval&#234;ncia superior de HDL reduzido daquela descrita por outros autores. </p>
    <p>Coelho e cols.<sup>14</sup> avaliaram o perfil lip&#237;dico e os fatores de risco para doen&#231;as cardiovasculares em estudantes de medicina e apresentaram os seguintes resultados: n&#237;veis alterados de colesterol, LDL e triglicer&#237;deo (TG), detectados em 11,8%, 9,8% e 8,5 % dos estudantes, respectivamente; e n&#237;veis reduzidos de HDL em 12,4 %. Da mesma forma, Rabelo e cols.<sup>5</sup>, estudando fatores de risco para doen&#231;a ateroscler&#243;tica em adultos jovens em uma universidade privada de S&#227;o Paulo, observaram que 9,1 % e 16, 3% da sua amostra apresentavam n&#237;veis aumentados de colesterol total e triglicer&#237;dios, respectivamente; 7,6% apresentavam hipertrigliceridemia e n&#237;veis diminu&#237;dos de HDL foram observados em 6,8% deles.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial observada em nosso estudo, foi superior &#224;s encontradas por Giroto e cols.<sup>19</sup>, que obtiveram 7 %. J&#225; Rabelo e cols.<sup>5</sup>, em estudo considerando a preval&#234;ncia de fatores de risco para doen&#231;a arterocler&#243;tica, em estudantes com idade entre 19 e 25 anos, obtiveram 15,8% de hipertens&#227;o arterial.</p>
    <p>Os resultados da compara&#231;&#227;o dos valores m&#233;dios das vari&#225;veis antropom&#233;tricas, bioqu&#237;micas e de composi&#231;&#227;o corporal dos grupos com e sem s&#237;ndrome metab&#243;lica podem ser justificados pela reconhecida associa&#231;&#227;o do excesso de peso e gordura corporal com altera&#231;&#245;es metab&#243;licas, como hipertens&#227;o arterial e dislipidemias, que s&#227;o utilizadas no diagn&#243;stico da s&#237;ndrome metab&#243;lica.</p>
    <p>A an&#225;lise sobre atividade f&#237;sica, observada neste trabalho, confirma as an&#225;lises encontradas na literatura, que apresentam a rela&#231;&#227;o entre inatividade f&#237;sica e presen&#231;a de fatores de risco cardiovascular, como hipertens&#227;o arterial, resist&#234;ncia &#224; insulina, diabetes, dislipidemia e obesidade<sup>20</sup>.</p>
    <p>No que se refere &#224; alimenta&#231;&#227;o, a dificuldade na avalia&#231;&#227;o da associa&#231;&#227;o entre consumo alimentar e desenvolvimento de doen&#231;as &#233; descrita na literatura. Segundo Flegal<sup>21</sup>, uma dificuldade metodol&#243;gica &#233; a complexidade em considerar a dieta como vari&#225;vel de exposi&#231;&#227;o, visto ser este um evento completamente aleat&#243;rio e vari&#225;vel.</p>
    <p>Conhecendo-se a import&#226;ncia da alimenta&#231;&#227;o sobre o estado nutricional e sobre perfil bioqu&#237;mico e diante dos resultados obtidos, que mostram n&#227;o haver diferen&#231;a entre os grupos com e sem s&#237;ndrome metab&#243;lica, considera-se que o instrumento diet&#233;tico utilizado talvez n&#227;o tenha correspondido de forma fidedigna ao consumo alimentar dos avaliados.</p>
    <p>Considerando-se as evid&#234;ncias apontadas pela literatura cient&#237;fica, sobre a influ&#234;ncia das condi&#231;&#245;es de nascimento na determina&#231;&#227;o do estado nutricional futuro dos indiv&#237;duos<sup>22,23</sup>, &#233; de grande relev&#226;ncia que se investigue esta rela&#231;&#227;o. No entanto, os resultados encontrados neste trabalho n&#227;o permitem concluir que a s&#237;ndrome metab&#243;lica tenha sofrido influ&#234;ncia do estado nutricional ao nascer. Vale ressaltar, por&#233;m, que s&#227;o necess&#225;rias novas investiga&#231;&#245;es, com maior n&#250;mero amostral de indiv&#237;duos nascidos macross&#244;micos e com retardo do crescimento intra-uterino, a fim de se obter resultados mais conclusivos.</p>
    <p>Por sua vez, chama a aten&#231;&#227;o os achados deste trabalho em rela&#231;&#227;o &#224; influ&#234;ncia do estado nutricional na adolesc&#234;ncia como determinante da situa&#231;&#227;o nutricional futura. Esta rela&#231;&#227;o tem sido descrita na literatura<sup>24</sup>.</p>
    <p>As altera&#231;&#245;es cardiovasculares, at&#233; ent&#227;o consideradas doen&#231;as t&#237;picas da meia-idade, podem iniciar d&#233;cadas antes da sua manifesta&#231;&#227;o cl&#237;nica, caracterizada pelo infarto do mioc&#225;rdio, acidente vascular cerebral e doen&#231;a vascular perif&#233;rica<sup>25</sup>.</p>
    <p>Grande parte dos fatores de risco t&#234;m in&#237;cio ou s&#227;o adquiridas na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia e tendem a persistir ao longo da vida<sup>5</sup>.</p>
    <p>Verifica-se que desordens metab&#243;licas, como as dislipidemias, diabetes, hipertens&#227;o arterial, associadas &#224; distribui&#231;&#227;o da gordura corporal encontrada em adultos obesos, j&#225; se manifestam em adolescentes obesos<sup>26</sup>. </p>
    <p>As altera&#231;&#245;es iniciais de cada um desses fatores podem ocorrer em associa&#231;&#245;es variadas, que, mesmo em pequenas express&#245;es, determinam perfil cardiovascular desfavor&#225;vel para esses jovens.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os resultados deste trabalho atentam para a preval&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica em adultos jovens, que at&#233; ent&#227;o n&#227;o t&#234;m sido apontados como grupo de risco para o desenvolvimento deste quadro. Al&#233;m disso, a situa&#231;&#227;o nutricional dos indiv&#237;duos na vida adulta sofreu influ&#234;ncia de condi&#231;&#245;es nutricionais pregressas. Embora ainda sejam necess&#225;rios estudos que definam as conseq&#252;&#234;ncias a longo prazo das condi&#231;&#245;es de nascimento, o estado nutricional na adolesc&#234;ncia se comportou como fator de risco para o estado nutricional e para o desenvolvimento de doen&#231;as cr&#244;nico-degenerativas na vida adulta e por isso &#233; importante que se d&#234; aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de deste grupo, a fim de lhes assegurar uma vida mais saud&#225;vel no momento atual e futuro.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado por CNPq e FAPEMIG.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte da disserta&#231;&#227;o de mestrado de Renata Maria Souza Oliveira pela Universidade Federal de Vi&#231;osa.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Renata Maria Souza Oliveira </p>
        <p> Rua Floriano Peixoto, 275/201, Centro </p>
        <p> 36570-000 - Vi&#231;osa, MG - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="renata_vicosa@yahoo.com.br">renata_vicosa@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 09/10/07; revisado recebido em 03/07/08; aceito em 03/07/08.</p>
  </body>
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          <article-title>Exerc&#237;cio f&#237;sico e s&#237;ndrome metab&#243;lica</article-title>
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          <article-title>Nutri&#231;&#227;o fetal e suas conseq&#252;&#234;ncias a longo prazo</article-title>
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          <article-title>Postnatal diet-induced obesity in rats upregulates systemic and adipose tissue glucocorticoid metabolism during development and in adulthood</article-title>
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          <article-title>Fatores de risco para aterosclerose em crian&#231;as e adolescentes com hist&#243;ria familiar de doen&#231;a coronariana prematura</article-title>
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          <article-title>Body composition of adolescents girls</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Influencia del estado nutricional previo sobre el desarrollo del s&#237;ndrome metab&#243;lico en adultos</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El aumento de la prevalencia del exceso de peso en grupos de edad cada vez m&#225;s j&#243;venes puede conducir al desarrollo precoz de factores de riesgo cardiovasculares. OBJETIVO: Investigar la prevalencia de s&#237;ndrome metab&#243;lico en adultos j&#243;venes y la influencia de las condiciones de nacimiento y estado nutricional en la adolescencia sobre este cuadro. M&#201;TODOS: Se evaluaron cien individuos, en tres fases de la vida. A partir de los registros del banco de datos de alistamiento del Tiro de Guerra, se registraron peso, altura y circunferencia de la cintura de todos los alistados en los a&#241;os de 1996, 1997 y 1999, para el an&#225;lisis del estado nutricional en la adolescencia. A partir de los registros del mismo banco, se buscaron informaciones sobre las condiciones de nacimiento en la maternidad y se identificaron los individuos, ya adultos. En la vida adulta, se realiz&#243; una evaluaci&#243;n antropom&#233;trica y bioqu&#237;mica. La clasificaci&#243;n del s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) se realiz&#243; de acuerdo con la propuesta del NCEP-ATP III. El porcentaje de gordura corporal se determin&#243; por bioimpedancia el&#233;ctrica. La presi&#243;n arterial se midi&#243; con aparato autom&#225;tico. El an&#225;lisis estad&#237;stico se realiz&#243; usando el software Sigma Stat 2.0, p&lt;0,05. RESULTADOS: Se encontr&#243; prevalencia de SM en el 13% de los evaluados. Las condiciones de nacimiento no presentaron relaci&#243;n con la determinaci&#243;n en el s&#237;ndrome. Aquellos diagnosticados con SM presentaban, en la adolescencia, valores superiores de peso (11 kg; p =&lt;0,001), circunferencia de la cintura (8 cm; p &lt; 0,001) e &#237;ndice de masa corporal (2,5 kg/m&#178;; p= 0,002). CONCLUSI&#211;N: Gran parte de los factores de riesgo cardiovasculares tiene inicio en la infancia y adolescencia y tiende a persistir a lo largo de la vida, de esta forma, medidas de prevenci&#243;n primaria son de gran importancia en el escenario de las enfermedades cardiovasculares.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Estado nutricional</kwd>
        <kwd>s&#237;ndrome metab&#243;lico</kwd>
        <kwd>adultos</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="tx-body2">
          <label>
            <bold>Influencia del estado nutricional previo sobre el desarrollo del s&#237;ndrome metab&#243;lico en adultos</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Renata Maria Souza Oliveira; Sylvia do Carmo Castro Franceschini; Gilberto Paix&#227;o Rosado; Silvia Eloiza Priore</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Departamento de Nutri&#231;&#227;o e Sa&#250;de da Universidade Federal de Vi&#231;osa (UFV), Vi&#231;osa, MG - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El aumento de la prevalencia del exceso de peso en grupos de edad cada vez m&#225;s j&#243;venes puede conducir al desarrollo precoz de factores de riesgo cardiovasculares.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Investigar la prevalencia de s&#237;ndrome metab&#243;lico en adultos j&#243;venes y la influencia de las condiciones de nacimiento y estado nutricional en la adolescencia sobre este cuadro.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se evaluaron cien individuos, en tres fases de la vida. A partir de los registros del banco de datos de alistamiento del Tiro de Guerra, se registraron peso, altura y circunferencia de la cintura de todos los alistados en los a&#241;os de 1996, 1997 y 1999, para el an&#225;lisis del estado nutricional en la adolescencia. A partir de los registros del mismo banco, se buscaron informaciones sobre las condiciones de nacimiento en la maternidad y se identificaron los individuos, ya adultos. En la vida adulta, se realiz&#243; una evaluaci&#243;n antropom&#233;trica y bioqu&#237;mica. La clasificaci&#243;n del s&#237;ndrome metab&#243;lico (SM) se realiz&#243; de acuerdo con la propuesta del NCEP-ATP III. El porcentaje de gordura corporal se determin&#243; por bioimpedancia el&#233;ctrica. La presi&#243;n arterial se midi&#243; con aparato autom&#225;tico. El an&#225;lisis estad&#237;stico se realiz&#243; usando el <italic>software</italic> Sigma Stat 2.0, p&lt;0,05.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Se encontr&#243; prevalencia de SM en el 13% de los evaluados. Las condiciones de nacimiento no presentaron relaci&#243;n con la determinaci&#243;n en el s&#237;ndrome. Aquellos diagnosticados con SM presentaban, en la adolescencia, valores superiores de peso (11 kg; p =&lt;0,001), circunferencia de la cintura (8 cm; p &lt; 0,001) e &#237;ndice de masa corporal (2,5 kg/m<sup>2</sup>; p= 0,002).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Gran parte de los factores de riesgo cardiovasculares tiene inicio en la infancia y adolescencia y tiende a persistir a lo largo de la vida, de esta forma, medidas de prevenci&#243;n primaria son de gran importancia en el escenario de las enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Estado nutricional, s&#237;ndrome metab&#243;lico, adultos.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las enfermedades cardiovasculares son la causa m&#225;s frecuente de morbimortalidad en Brasil (300 mil muertes/a&#241;o) y son responsables por la mayor parte de los gastos hospitalarios del Sistema &#218;nico de Salud<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>El aumento de la expectativa de vida contribuye para que determinados factores como la obesidad visceral, la intolerancia a la glucosa, la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, la hipertrigliceridemia y los bajos niveles de HDL, se vuelvan m&#225;s frecuentes, justificando, por lo tanto, que se considera al s&#237;ndrome metab&#243;lico como una preocupaci&#243;n en t&#233;rminos de salud p&#250;blica<sup>3</sup>.</p>
      <p>El referido s&#237;ndrome es un trastorno caracterizado por un conjunto de factores de riesgo cardiovasculares, representado por: hipertensi&#243;n arterial, aumento de los triacilgliceroles, disminuci&#243;n del HDL y tolerancia a la glucosa disminuida/diabetes tipo 2, usualmente relacionados con la deposici&#243;n central de grasa y la resistencia a la insulina. Es importante destacar la asociaci&#243;n de este s&#237;ndrome con las enfermedades cardiovasculares, aumentando la mortalidad total en aproximadamente 1,5 veces y la cardiovascular en cerca de 2,5 veces<sup>4</sup>.</p>
      <p>La prevalencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico depende mucho del criterio utilizado para su definici&#243;n y por ello los estudios difieren mucho en cuanto a sus resultados<sup>5</sup>.</p>
      <p>El aumento de la prevalencia del exceso de peso en grupos de edad cada vez m&#225;s j&#243;venes puede conducir al desarrollo precoz de factores de riesgo cardiovasculares<sup>6</sup>. </p>
      <p>De esta manera, este estudio tuvo como objetivo evaluar la prevalencia de factores de riesgo para s&#237;ndrome metab&#243;lico en adultos j&#243;venes, del sexo masculino, en Vi&#231;osa-MG, y la posible influencia de las condiciones al nacer y del estado nutricional en la adolescencia sobre el desarrollo del s&#237;ndrome.</p>
      <p>
        <bold>Metodolog&#237;a</bold>
      </p>
      <p>Se evaluaron a cien individuos del sexo masculino, en tres fases de sus vidas: al nacer, en la adolescencia y en la vida adulta. </p>
      <p>
        <bold>Adolescencia</bold>
      </p>
      <p>La selecci&#243;n de la muestra se realiz&#243; a partir de los registros del banco de datos de alistamiento militar el municipio de Vi&#231;osa-MG del cual se obtuvieron peso, altura y circunferencia de la cintura de todos los alistados en los a&#241;os 1996, 1997 y 1999 (n = 1082 registros completos), para el an&#225;lisis del estado nutricional en la adolescencia. El &#237;ndice de masa corporal (IMC) se clasific&#243; de acuerdo con la propuesta del <italic>Center for Disease Control and Prevention</italic><sup>7</sup>. Para la clasificaci&#243;n de la circunferencia de la cintura (CC), se utilizaron los puntos de corte propuestos por la WHO<sup>8</sup> para adultos puesto que los adolescentes analizados en este trabajo se encontraban en el final de la adolescencia. En esta fase, los individuos ten&#237;an entre 18 y 19 a&#241;os.</p>
      <p>
        <bold>Condiciones de nacimiento</bold>
      </p>
      <p>A partir de los nombres de las madres de los alistados, contenidos en el referido banco de datos, se buscaron informaciones sobre la condici&#243;n de nacimiento en el per&#237;odo correspondiente a 1978-1981, en el hospital (&#250;nica maternidad de la ciudad en la &#233;poca). Se obtuvieron datos de peso y estatura al nacer, clasificados seg&#250;n la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud<sup>9</sup>. La evaluaci&#243;n del crecimiento intrauterino se realiz&#243; de acuerdo con el &#237;ndice de crecimiento de Roher (IR), que califica el crecimiento intrauterino, en el per&#237;odo inmediato posterior al nacimiento, seg&#250;n el peso (g) y la estatura (cm) al nacer<sup>10</sup>. No obstante, de los 1082 registros iniciales, s&#243;lo 385 individuos ten&#237;an evaluaciones completas en estas dos fases.</p>
      <p>
        <bold>Vida adulta</bold>
      </p>
      <p>Se buscaron a los individuos en la vida adulta a trav&#233;s de las direcciones contenidas en el banco de datos del Tiro de Guerra por la lista telef&#243;nica, de acuerdo con sus propios nombres o los de sus padres, obtenidos en el mismo banco. </p>
      <p>En la <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">figura 1</xref> se esquematiza la selecci&#243;n de la muestra, destac&#225;ndose que la evaluaci&#243;n en las tres fases se la consider&#243; como criterio de inclusi&#243;n en este trabajo.</p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>La evaluaci&#243;n antropom&#233;trica en la vida adulta incluy&#243; peso y altura, a partir de los cuales se calcul&#243; el IMC y sus derivados, y circunferencia de la cintura y de la cadera, de los cuales se calcul&#243; la relaci&#243;n cintura/cadera (RCC). Para la clasificaci&#243;n del IMC, CC y RCC, se utilizaron los puntos de cortes propuestos por la WHO<sup>8</sup>. El porcentaje de grasa corporal (% GORD), as&#237; como la masa de grasa y masa libre de grasa en kilogramos, se midi&#243; por bioimpedancia el&#233;ctrica horizontal, y el porcentaje de grasa corporal total se clasific&#243; de acuerdo con Lohman<sup>11</sup>. Se midieron tambi&#233;n los pliegues cut&#225;neos en tr&#237;ceps (PCT), b&#237;ceps (PCB), subescapular (PCSE) y suprail&#237;acos (PCSI) (mm), para el an&#225;lisis de la distribuci&#243;n de la grasa corporal. La grasa perif&#233;rica y la grasa central se calcularon a partir de la suma de los pliegues perif&#233;ricos (PCB y PCT) y centrales (PCSI y PCSE), respectivamente.</p>
      <p>Se recogieron muestras de sangre para el an&#225;lisis del perfil lip&#237;dico en el Laboratorio de An&#225;lisis Cl&#237;nicos de la Universidad Federal de Vi&#231;osa (UFV). La presi&#243;n arterial se midi&#243; por aparato autom&#225;tico, siguiendo las instrucciones del fabricante. La clasificaci&#243;n de la SM se realiz&#243; de acuerdo con la propuesta del NCEP-ATP III<sup>4</sup>, que fue desarrollada para uso cl&#237;nico y no exige la comprobaci&#243;n de resistencia a la insulina, facilitando su uso. </p>
      <p>El an&#225;lisis diet&#233;tico se realiz&#243; a partir del registro alimentario de tres d&#237;as no consecutivos y los datos se analizaron con el programa <italic>Diet Pro 4.0</italic><sup>12</sup>. Los individuos fueron cuestionados tambi&#233;n sobre la pr&#225;ctica de actividad f&#237;sica, y en caso positivo, sobre el tipo y frecuencia de la actividad.</p>
      <p>Para el an&#225;lisis estad&#237;stico, se utilizaron la prueba t de Student y la correlaci&#243;n de <italic>Pearson</italic> (variables param&#233;tricas) o <italic>Mann Whitney</italic> y la correlaci&#243;n de <italic>Spearman </italic>(variables no param&#233;tricas) (p &lt; 0,05) con el <italic>software Sigma Stat</italic> 2.0. </p>
      <p>Este trabajo se someti&#243; al Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n con Seres Humanos de la UFV, fue aprobado, y todos los voluntarios s&#243;lo fueron evaluados despu&#233;s de firmar el consentimiento libre e informado. </p>
      <p>Se cont&#243; con el apoyo financiero del Consejo Nacional de Investigaci&#243;n (CNPq, por su sigla en portugu&#233;s) y de la Fundaci&#243;n de Amparo a la Investigaci&#243;n de Minas Gerais (FAPEMIG, por su sigla en portugu&#233;s).</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Evaluaci&#243;n del estado nutricional en la vida adulta</bold>
      </p>
      <p> Los cien individuos investigados presentaban, en esta fase, una edad promedio de 26,2 &#177; 1,2 a&#241;os. La evaluaci&#243;n del estado nutricional se realiz&#243; por medio del IMC, que es uno de los indicadores m&#225;s utilizados en la evaluaci&#243;n poblacional<sup>9,13</sup>. Se obtuvieron, un 2% de bajo peso, un 65% de peso normal y un 33% de exceso de peso corporal (sobrepeso u obesidad), siendo que la obesidad (IMC <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup>) se detect&#243; en un 9% de la muestra. </p>
      <p>Con relaci&#243;n al porcentaje de grasa corporal, se observ&#243; que el 39% estaba por encima del l&#237;mite establecido por Lohman<sup>11</sup>, siendo que 14 individuos (35,8%) eran eutr&#243;ficos, confirmando ka baja sensibilidad del IMC en la identificaci&#243;n de la gordura corporal. </p>
      <p>Se encontraron valores de circunferencia de la cintura y de la cadera (CC) aumentados en un 21% y un 2% de la muestra, respectivamente. La relaci&#243;n cintura/cadera estaba aumentada en s&#243;lo uno de los voluntarios. </p>
      <p>
        <bold>Prevalencia de los componentes del s&#237;ndrome metab&#243;lico</bold>
      </p>
      <p>En la muestra estudiada, se encontr&#243; solamente a un individuo con glicemia en ayuno igual o superior a 110 mg/dL. No obstante, se observ&#243; una prevalencia importante de los dem&#225;s componentes del s&#237;ndrome: circunferencia abdominal &gt; 102 cm (21%), triglic&#233;ridos <underline>&gt;</underline> 150 mg/dl (12%), HDL &lt; 40 mg/dL (57%), presi&#243;n arterial <underline>&gt;</underline> 130mmHg &#243; <underline>&gt;</underline>85 mmHg (58%). </p>
      <p>Con relaci&#243;n a la presi&#243;n arterial, un 58% de los individuos presentaban valores iguales o superiores a 130mmHg o 85mmHg. La prevalencia de hipertensi&#243;n (<underline>&gt;</underline>140mmHg, <underline>&gt;</underline> 90 mmHg) se encontr&#243; en el 28% de la muestra, siendo el promedio de la presi&#243;n arterial sist&#243;lica y diast&#243;lica de 130,6 &#177; 13,2 mmHg y 77,6 &#177;10,2 mmHg, respectivamente. </p>
      <p>Sin embargo, la combinaci&#243;n de tres de estos factores, caracterizando presencia de s&#237;ndrome metab&#243;lico, se encontr&#243; en un 13% de los individuos evaluados, de los cuales los frecuentes fueron HDL reducido, hipertrigliceridemia e hipertensi&#243;n arterial.</p>
      <p>
        <bold>Comparaci&#243;n de las variables estudiadas en la vida adulta entre individuos con y sin s&#237;ndrome metab&#243;lico</bold>
      </p>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Tabla 1</xref> se presentan los resultados de comparaci&#243;n, estad&#237;sticamente significante, de los valores promedio y medianos de las variables antropom&#233;tricas, de composici&#243;n corporal y bioqu&#237;mica de los individuos con y sin s&#237;ndrome metab&#243;lico.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Como se puede observar, los individuos clasificados como portadores del s&#237;ndrome metab&#243;lico presentaban valores superiores, estad&#237;sticamente significantes, para casi todas las variables antropom&#233;tricas evaluadas, as&#237; como para el porcentaje de grasa corporal y grasa perif&#233;rica. En cuanto al an&#225;lisis bioqu&#237;mico, resultados significantes se observaron con relaci&#243;n al HDL, VLDL, triglic&#233;ridos, relaci&#243;n Colesterol/HDL y relaci&#243;n LDL/ HDL. </p>
      <p>Considerando la importancia de la actividad f&#237;sica en el control y combate de los componentes de la SM, se investig&#243; el nivel de actividad f&#237;sica de los individuos detectados como portadores, y se constat&#243; que siete de ellos (53,8%) no practicaban ning&#250;n tipo de actividad. </p>
      <p>Se realiz&#243; adem&#225;s un an&#225;lisis de la ingesta alimentaria para investigar la relaci&#243;n de &#233;sta con la presencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico y se observ&#243; que s&#243;lo la ingesta de vitamina C hab&#237;a diferido, estad&#237;sticamente, entre los grupos, presentando el grupo sin s&#237;ndrome un consumo promedio superior.</p>
      <p>
        <bold>Influencia del estado nutricional previo sobre la determinaci&#243;n del s&#237;ndrome metab&#243;lico en la vida adulta</bold>
      </p>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Tabla 2</xref> se presentan promedio, desviaci&#243;n est&#225;ndar, mediana y valores m&#237;nimo y m&#225;ximo de las variables investigadas al nacer y en la adolescencia.</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La posible relaci&#243;n entre las condiciones de nacimiento y el estado nutricional en la adolescencia se investig&#243; en este trabajo como factor determinante para el desarrollo del s&#237;ndrome metab&#243;lico en adultos (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Tabla 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En este sentido, se encontr&#243; que los individuos que desarrollaron el SM de adultos, presentaban una mediana de peso al nacer superior a los dem&#225;s. No obstante, esta diferencia no fue estad&#237;sticamente significante. </p>
      <p>Tanto la proporcionalidad corporal al nacer, evaluada seg&#250;n clasificaci&#243;n del &#205;ndice de Crecimiento de Roher, como el valor mediano de estatura al nacer fueron id&#233;nticos para los dos grupos. </p>
      <p>El an&#225;lisis de la influencia del estado nutricional en la adolescencia presenta resultados importantes, puesto que los individuos diagnosticados con SM presentaban, en la adolescencia, valores superiores y estad&#237;sticamente significantes de peso, CC e IMC.</p>
      <p>El exceso de peso en la adolescencia se detect&#243; en un 38,4% de la muestra, siendo que el IMC, en esta fase se correlacion&#243; positivamente con el peso e IMC de los individuos en la vida adulta (r = 0,634, p = &lt; 0,001; r = 0,678, p= &lt; 0,001, respectivamente), reforzando la hip&#243;tesis del mantenimiento, en la vida adulta, del exceso de peso (riesgo de sobrepeso o sobrepeso) y acumulaci&#243;n de grasa presentado en la adolescencia.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La prevalencia de obesidad encontrada en la poblaci&#243;n adulta es superior a la observada por otros autores en individuos de grupo de edad similar, como el 2,6% y el 7,8% en los estudios de Coelho et al.<sup>14</sup> y Rabelo et al.<sup>5</sup>, respectivamente, y pr&#243;xima a la presentada por el Ministerio de la Salud, caracterizando un 8% de obesidad en la poblaci&#243;n brasile&#241;a<sup>15</sup>.</p>
      <p>No hay estudios disponibles, en t&#233;rminos nacionales, que definan la prevalencia exacta del s&#237;ndrome metab&#243;lico. Sin embargo, estudios en diferentes poblaciones como la mexicana, la estadounidense y la asi&#225;tica, revelan prevalencias elevadas, dependiendo del criterio utilizado y de las caracter&#237;sticas de la poblaci&#243;n estudiada. En hombres, en estas poblaciones, las tasas var&#237;an del 12,4% al 28,5%<sup>4</sup>.</p>
      <p>No obstante, la prevalencia elevada de factores de riesgo para el s&#237;ndrome metab&#243;lico en individuos j&#243;venes, fue mencionada por otros autores<sup>5,16 </sup>y es reforzada por los resultados encontrados aqu&#237;, llamando la atenci&#243;n para la necesidad de programas preventivos. </p>
      <p>Se considera relevante la prevalencia del aumento de la CC, puesto que estudios indican la asociaci&#243;n de la gordura abdominal con disturbios metab&#243;licos y riesgo cardiovascular, con alteraciones en el perfil lip&#237;dico, hipertensi&#243;n arterial, resistencia a insulina y diabetes<sup>13,17,18</sup>.</p>
      <p>La prevalencia de niveles de triglic&#233;ridos elevados, encontrada en este trabajo, se aproxima al resultado de otros estudios, aunque se observ&#243; una prevalencia superior de HDL reducido de la descrita por otros autores. </p>
      <p>Coelho et al.<sup>14</sup> evaluaron el perfil lip&#237;dico y los factores de riesgo para enfermedades cardiovasculares en estudiantes de medicina y presentaron los siguientes resultados: niveles alterados de colesterol, LDL y triglic&#233;ridos (TG), detectados en el 11,8%, 9,8% y 8,5% de los estudiantes, respectivamente; y niveles reducidos de HDL en un 12,4%. De igual manera, Rabelo et al.<sup>5</sup>, estudiando factores de riesgo para enfermedad ateroscler&#243;tica en adultos j&#243;venes en una universidad privada de S&#227;o Paulo, observaron que el 9,1% y el 16%, 3% de su muestra presentaban niveles aumentados de colesterol total y triglic&#233;ridos, respectivamente; el 7,6% presentaba hipertrigliceridemia y niveles disminuidos de HDL se observaron en el 6,8% de ellos. </p>
      <p>La prevalencia de hipertensi&#243;n arterial observada en nuestro estudio, fue superior a las encontradas por Giroto et cols.<sup>19</sup>, que obtuvieron un 7%. Ya Rabelo et al.<sup>5</sup>, en un estudio considerando la prevalencia de factores de riesgo para enfermedad arterioscler&#243;tica, en estudiantes con edades entre 19 y 25 a&#241;os, obtuvieron un 15,8% de hipertensi&#243;n arterial.</p>
      <p>Los resultados de la comparaci&#243;n de los valores promedio de las variables antropom&#233;tricas, bioqu&#237;micas y de composici&#243;n corporal de los grupos con y sin s&#237;ndrome metab&#243;lico pueden justificarse por la reconocida asociaci&#243;n del exceso de peso y grasa corporal con alteraciones metab&#243;licas, como hipertensi&#243;n arterial y dislipidemias, que se utilizan en el diagn&#243;stico del s&#237;ndrome metab&#243;lico.</p>
      <p>El an&#225;lisis sobre actividad f&#237;sica, observada en este trabajo, confirma los an&#225;lisis encontrados en la literatura, que presentan la relaci&#243;n entre la inactividad f&#237;sica y la presencia de factores de riesgo cardiovascular, como hipertensi&#243;n arterial, resistencia a la insulina, diabetes, dislipidemia y obesidad<sup>20</sup>.</p>
      <p>En lo que se refiere a la alimentaci&#243;n, la dificultad en la evaluaci&#243;n de la asociaci&#243;n entre el consumo alimentario y el desarrollo de enfermedades se describe en la literatura. De acuerdo con Flegal<sup>21</sup>, una dificultad metodol&#243;gica es la complejidad en considerar la dieta como variable de exposici&#243;n, por ser este un evento completamente aleatorio y variable. </p>
      <p>Conociendo la importancia de la alimentaci&#243;n sobre el estado nutricional y sobre el perfil bioqu&#237;mico, y ante los resultados obtenidos, que muestran no haber diferencia entre los grupos con y sin s&#237;ndrome metab&#243;lico, se considera que el instrumento diet&#233;tico utilizado tal vez no haya correspondido en forma fidedigna al consumo alimentario de los evaluados.</p>
      <p>Considerando las evidencias se&#241;aladas por la literatura cient&#237;fica, sobre la influencia de las condiciones de nacimiento en la determinaci&#243;n del estado nutricional futuro de los individuos<sup>22,23</sup>, es de gran relevancia que se investigue esta relaci&#243;n. No obstante, los resultados encontrados en este trabajo no permiten concluir que el s&#237;ndrome metab&#243;lico haya sufrido influencia del estado nutricional al nacer. Vale destacar, sin embargo, que se necesitan nuevas investigaciones, con mayor n&#250;mero de muestras de individuos macros&#243;micos y con retardo del crecimiento intrauterino, para obtenerse resultados m&#225;s conclusivos.</p>
      <p>Llama la atenci&#243;n, por su parte, los hallazgos de este trabajo con relaci&#243;n a la influencia del estado nutricional en la adolescencia como determinante de la situaci&#243;n nutricional futura. Esta relaci&#243;n fue descrita en la literatura<sup>24</sup>. </p>
      <p>Las alteraciones cardiovasculares, hasta entonces consideradas enfermedades t&#237;picas de la mediana edad, pueden iniciarse d&#233;cadas antes de su manifestaci&#243;n cl&#237;nica, caracterizada por el infarto de miocardio, accidente cerebrovascular y enfermedad vascular perif&#233;rica<sup>25</sup>.</p>
      <p>Gran parte de los factores de riesgo tienen su inicio o se adquieren en la infancia y adolescencia, y tienden a persistir a lo largo de la vida<sup>5</sup>.</p>
      <p>Se verifica que los des&#243;rdenes metab&#243;licos, como las dislipidemias, diabetes, hipertensi&#243;n arterial, asociados a la distribuci&#243;n de la grasa corporal encontrada en adultos obesos, ya se manifiestan en adolescentes obesos<sup>26</sup>. </p>
      <p>Las alteraciones iniciales de cada uno de estos factores pueden ocurrir en asociaciones variadas, que, aun en peque&#241;as expresiones, determinan un perfil cardiovascular desfavorable para estos j&#243;venes.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los resultados de este trabajo se concentran en la prevalencia de s&#237;ndrome metab&#243;lico en adultos j&#243;venes, que hasta entonces no hab&#237;an sido indicados como grupo de riesgo para el desarrollo de este cuadro. Adem&#225;s de ello, la situaci&#243;n nutricional de los individuos en la vida adulta sufri&#243; influencia de condiciones nutricionales previas. Aunque a&#250;n sean necesarios estudios que definan las consecuencias a largo plazo de las condiciones de nacimiento, el estado nutricional en la adolescencia se comport&#243; como un factor de riesgo para el estado nutricional y para el desarrollo de enfermedades cr&#243;nico degenerativas en la vida adulta y por ello es importante que se preste atenci&#243;n a la salud de este grupo, a fin de asegurarles una vida m&#225;s saludable en el momento actual y futuro.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuente de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado por CNPq y FAPEMIG.</p>
      <p>
        <bold>V&#237;nculo Acad&#233;mico</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de la disertaci&#243;n de maestr&#237;a de Renata Maria Souza Oliveira en la Universidad Federal de Vi&#231;osa.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Influence of prior nutritional status on the development of the metabolic syndrome in adults</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The increase in the prevalence of excess weight among people of increasingly younger age groups may lead to the early development of cardiovascular risks. OBJECTIVE: To investigate the prevalence of the metabolic syndrome among young adults and the impact of birth conditions and nutritional status during adolescence on this disorder. METHODS: One hundred individuals were evaluated at three different stages of life. By consulting the database of people enlisted in the army reserve military service, data were collected on weight, height, and waist circumference of all draftees of 1996, 1997, and 1999 in order to analyze their nutritional status during adolescence. Using the same database, information was sought at the maternity on their birth conditions and the adult individuals were identified. Anthropometric and biochemical data were obtained from these adults. The Metabolic Syndrome (MS) was classified according to ATP III NCEP. Body fat percentage was assessed with bioelectrical impedance and the statistical analysis was performed using the Sigma Stat 2.0 software. RESULTS: Prevalence of the MS was detected in 13% of the individuals. The birth conditions showed no relationship with the syndrome. In adolescence, those individuals diagnosed with MS had greater values for weight (11 kg; p =&lt;0.001), WC (8 cm; p &lt; 0.001), and BMI (2.5 kg/m&#178;; p= 0.002). CONCLUSION: A significant part of the risk factors for cardiovascular conditions starts during childhood and adolescence, and is likely to persist throughout life; therefore, primary prevention measures are critical in the context of cardiovascular disease.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Nutritional status</kwd>
        <kwd>metabolic syndrome</kwd>
        <kwd>adults</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body3"/>Influence of prior nutritional status on the development of the metabolic syndrome in adults</p>
      <p>
        <bold>Renata Maria Souza Oliveira, Sylvia do Carmo Castro Franceschini, Gilberto Paix&#227;o Rosado, Silvia Eloiza Priore</bold>
      </p>
      <p>Departamento de Nutri&#231;&#227;o e Sa&#250;de da Universidade Federal de Vi&#231;osa (UFV), Vi&#231;osa, MG - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The increase in the prevalence of excess weight among people of increasingly younger age groups may lead to the early development of cardiovascular risks.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To investigate the prevalence of the metabolic syndrome among young adults and the impact of birth conditions and nutritional status during adolescence on this disorder.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> One hundred individuals were evaluated at three different stages of life. By consulting the database of people enlisted in the army reserve military service, data were collected on weight, height, and waist circumference of all draftees of 1996, 1997, and 1999 in order to analyze their nutritional status during adolescence. Using the same database, information was sought at the maternity on their birth conditions and the adult individuals were identified. Anthropometric and biochemical data were obtained from these adults. The Metabolic Syndrome (MS) was classified according to ATP III NCEP. Body fat percentage was assessed with bioelectrical impedance and the statistical analysis was performed using the Sigma Stat 2.0 software.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Prevalence of the MS was detected in 13% of the individuals. The birth conditions showed no relationship with the syndrome. In adolescence, those individuals diagnosed with MS had greater values for weight (11 kg; p =&lt;0.001), WC (8 cm; p &lt; 0.001), and BMI (2.5 kg/m<sup>2</sup>; p= 0.002).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> A significant part of the risk factors for cardiovascular conditions starts during childhood and adolescence, and is likely to persist throughout life; therefore, primary prevention measures are critical in the context of cardiovascular disease. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Nutritional status; metabolic syndrome; adults.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Cardiovascular diseases are the most frequent cause of morbidity/mortality in Brazil (300,000 deaths/year), and account for the greatest portion of hospital expenses of the Unified Health System<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>Increased life expectancy contributes to making some factors such as visceral obesity, glucose intolerance, systemic arterial hypertension, hypertriglyceridemia, and low HDL values more frequent, thus justifying the fact that the Metabolic Syndrome is a public health concern<sup>3</sup>.</p>
      <p>This is a disorder characterized by a set of risk factors for cardiovascular conditions: arterial hypertension, increased triacylglycerols, lowered HDL, and impaired glucose tolerance/type 2 diabetes, usually related to central fat deposition and insulin resistance. It is important to note that the association of this syndrome with cardiovascular diseases has increased all-cause mortality approximately 1.5-fold, and cardiovascular death about 2.5-fold<sup>4</sup>.</p>
      <p>Prevalence of the metabolic syndrome depends heavily on the criterion used to define it and therefore, study outcomes differ significantly<sup>5</sup>.</p>
      <p>The increased prevalence of excess body weight among increasingly younger age groups may lead to the premature development of cardiovascular risks<sup>6</sup>. </p>
      <p>Thus, the aim of this study was to evaluate the prevalence of risk factors for metabolic syndrome among young adult men in Vi&#231;osa, state of Minas Gerais, and the potential influence of their conditions at birth and nutritional status in adolescence on the development of the syndrome.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>One hundred men were evaluated during three stages of their lives: at birth, during adolescence, and adult life. </p>
      <p>
        <bold>Adolescence</bold>
      </p>
      <p>Sample selection was made using database registries of reserve army draftees of the municipality of Vi&#231;osa. Weight, height, and waist circumference measurements of all draftees enlisted in 1996, 1997, and 1999 were collected (n = 1,082 full registries) to analyze their nutritional status in adolescence. The BMI was determined according to the Center for Disease Control and Prevention criteria<sup>7</sup>. In order to classify the waist circumference (WC), cutoff values proposed by the WHO<sup>8</sup> were used for adults since the adolescents in this study were at the end of their teen years, i.e., 18 to 19 years old.</p>
      <p>
        <bold>Birth conditions</bold>
      </p>
      <p>Based on the names of the draftees' mothers contained in the database, information about the birth conditions were obtained from the only maternity in the city at the time, from 1978 to 1981. Information on birth weight and length was obtained as per the World Health Organization classification<sup>9</sup>. Intrauterine growth was assessed as per Rohrer's ponderal Index (RI) that classifies intrauterine growth immediately after birth according to the weight (kg) and length (cm) at birth<sup>10</sup>. However, of the initial 1,082 individuals enlisted, only 385 had complete evaluations for these two stages of life.</p>
      <p>
        <bold>Adult life</bold>
      </p>
      <p>As adults, individuals were located through addresses obtained from the local reserve army database and/or from the telephone directory, according to their own names or those of their parents. </p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figure 1</xref>, below, shows the sample selection, stressing that the evaluation in these three stages of life was considered an inclusion criterion for this study.</p>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Anthropometric evaluation in adults included weight and height, from which BMI and its derivatives were calculated, and waist and hip circumference from which the waist-to-hip ratio (WHR) was calculated. BMI, WC, and WHR were classified using WHO cutoff values<sup>8</sup>. The percentage of body fat (% BF), as well as fat mass (FM) and fat-free mass (FFM) in kilograms, were measured by horizontal electrical impedance, and the percentage of total body fat was classified as suggested by Lohman<sup>11</sup>. Tricipital (TSF), bicipital (BSF), subscapular (SCSF), and suprailiac (SISF) skinfolds (mm) were also measured for body fat distribution analysis. Peripheral fat and central fat were calculated as the sum of peripheral (BSF and TSF) and central (SISF and SCSF) skinfolds, respectively.</p>
      <p>Blood samples were drawn for lipid profile determination at the <italic>Laborat&#243;rio de An&#225;lises Cl&#237;nicas</italic> of the <italic>Universidade Federal de Vi&#231;osa.</italic> Arterial blood pressure was measured using an automatic device, as per instructions of the manufacturer. MS classification was performed according to NCEP-ATP III<sup>4</sup> criteria, which were developed for clinical use and do not require insulin resistance confirmation, thus facilitating their use.</p>
      <p>Diet analysis was performed based on the register of three non-consecutive days of meals taken, and data were analyzed with Diet Pro 4.0<sup>12</sup> software. Individuals were asked if they were engaging in physical activities, and if yes, what kind and with what frequency.</p>
      <p>For the statistical analysis, Student's t test and Pearson's correlation (parametric variables) or Mann Whitney test and Spearman's correlation (non-parametric variables) (<italic>p</italic> &lt; 0.05) were used along with the Sigma Stat 2.0 software. </p>
      <p>This study was submitted to and approved by the Human Research Ethics Committee of the UFV, and participants were evaluated only after having signed Informed Consent Forms. </p>
      <p>Financial support was provided by the <italic>Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq)</italic> and the <italic>Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG)</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Evaluation of nutritional status in adult life</bold>
      </p>
      <p>The mean age of the 100 individuals in the study at this stage was 26.2 &#177; 1.2 years. Evaluation of the nutritional status was performed using BMI, which is one of the indicators most commonly used for evaluating populations<sup>9,13</sup>. Two percent of the individuals were underweight, 65% were normal weight, and 33% had excess weight (overweight or obesity); obesity (BMI <underline>&gt;</underline> 30 kg/sq m) was detected in 9% of the sample. </p>
      <p>As to percentage of body fat, 39% of the individuals were above the cutoff value defined by Lohman<sup>11</sup>; among these, 14 (35.8%) were eutrophic, confirming the low sensitivity of BMI in identifying body fat. </p>
      <p>Waist circumference (WC) and hip circumference (HC) values were found to be greater in 21% and 2% of the sample, respectively. The waist-to-hip (WHR) ratio was increased in only one of the participants.</p>
      <p>
        <bold>Prevalence of metabolic syndrome components</bold>
      </p>
      <p>In this sample, there was only one individual with a fasting glycemia value equal to or greater than 110 mg/dL. However, a significant prevalence was observed for all other components of the syndrome: abdominal circumference &gt;102 cm (21%), triglycerides <underline>&gt;</underline>150 mg/dl (12%), HDL &lt; 40 mg/dL (57%), and arterial blood pressure <underline>&gt;</underline> 130 mmHg or <underline>&gt;</underline>85 mmHg (58%). </p>
      <p>As to arterial pressure, 58% of the individuals had values equal to or greater than 130 mmHg or 85 mmHg. Prevalence of hypertension (<underline>&gt;</underline>140 mmHg, <underline>&gt;</underline> 90 mmHg) was observed in 28% of the sample, and the mean systolic and diastolic arterial pressure values were 130.6 &#177; 13.2 mmHg and 77.6 &#177; 10.2 mmHg, respectively. </p>
      <p>Nevertheless, the combination of three of these factors, which characterizes the metabolic syndrome, was observed in 13% of the study individuals, especially reduced HDL, hypertriglyceridemia, and arterial hypertension.</p>
      <p>
        <bold>Comparison of the variables evaluated in adult life among individuals "with" and "without" the Metabolic Syndrome</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref> displays the statistically significant comparison results of mean and median values of anthropometric, body, and biochemical composition variables of individuals with and without the metabolic syndrome. </p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>As can be seen, individuals classified as having the metabolic syndrome showed greater and more statistically significant values for all anthropometric variables evaluated, as well as for body fat and peripheral fat percentages. As to biochemical analysis, significant results were found for HDL, VLDL, triglycerides, cholesterol/HDL ratio, and LDL/HDL ratio. </p>
      <p>Considering the major role of exercise in controlling and fighting MS components, we sought to assess the level of physical activity among individuals diagnosed with MS and found out that seven of them (53.8%) were not engaged in any kind of activity.</p>
      <p>The analysis of food intake was also conducted to assess its relationship with the presence of the metabolic syndrome, and only the vitamin C intake was statistically different among the groups, being above average among individuals without the syndrome.</p>
      <p>
        <bold>Influence of the prior nutritional status in determining the Metabolic Syndrome in adult life</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Table 2</xref> displays mean, standard deviation, median, minimum, and maximum values of the variables evaluated at birth and in adolescence.</p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The potential relationship between birth conditions and nutritional status in adolescence was investigated in this study as a determining factor for the development of the metabolic syndrome in adults (<xref ref-type="table" rid="tab03-body3">Table 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-02-0107-00006-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>It was noted that individuals who developed MS as adults had a higher median weight at birth than the others. However, this difference was not statistically significant. </p>
      <p>Body proportionality at birth, assessed as per Rohrer's Index, and the median length were identical for both groups. </p>
      <p>Analysis of the role of the nutritional status in adolescence has shown important findings, since during their adolescent years individuals who were diagnosed with MS had greater and more statistically significant weights, WCs, and BMIs.</p>
      <p>Excess weight in adolescence was observed in 38.4% of the sample, and the BMI at that stage correlated positively with the weight and BMI of individuals in adult life (r = 0.634, <italic>p</italic> = &lt; 0.001; r = 0.678, <italic>p</italic> = &lt; 0.001, respectively). This reinforces the hypothesis that excess weight (risk of being or actually being overweight) and fat accumulation in adolescence can be extended into adult life.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The prevalence of obesity observed in the adult population is higher than the percentages reported by other authors for individuals in similar age groups, such as 2.6% and 7.8% in the studies of Coelho et al<sup>14</sup> and Rabelo et al<sup>5</sup>, respectively, and close to the figure presented by the Ministry of Health, which shows a 8% obesity in the Brazilian population<sup>15</sup>.</p>
      <p>There are no local studies defining the exact prevalence of the metabolic syndrome among Brazilians; however, studies conducted with different populations such as Mexicans, North-Americans, and Asians report a high prevalence depending on the criterion used and the characteristics of the population studied. In these populations, the rates for men range from 12.4% to 28.5%<sup>4</sup>.</p>
      <p>However, the high prevalence of risk factors for the metabolic syndrome among young individuals has been mentioned by other authors<sup>5,16 </sup>and is reinforced by the findings of this study, drawing attention to the need to establish prevention programs. </p>
      <p>The prevalence of increased WC is noteworthy, since studies have reported the association of abdominal fat and metabolic disorders and cardiovascular risks, abnormalities detected in the lipid profile, arterial hypertension, insulin resistance, and diabetes<sup>13,17,18</sup>.</p>
      <p>The prevalence of high triglyceride levels observed in this study is similar to the findings of other studies; however, the prevalence of reduced HDL values was higher than that reported by other authors. </p>
      <p>Coelho et al<sup>14</sup> evaluated the lipid profile and the risk factors for cardiovascular diseases of medical students and reported the following findings: abnormal levels of cholesterol, LDL, and TG detected in 11.8%, 9.8%, and 8.5 % of the students, respectively, and reduced levels of HDL in 12.4 % of them. Likewise, Rabelo et al,<sup>5</sup> conducted a study on risk factors for atherosclerotic disease in young adults at a private university in S&#227;o Paulo and observed that 9.1% and 16.3% of their sample had increased levels of total cholesterol and triglycerides, respectively; 7.6% had hypertriglyceridemia and 6.8% had reduced levels of HDL. </p>
      <p>The prevalence of arterial blood pressure in our study was higher than that reported by Giroto et al<sup>19</sup> (7%), and Rabelo et al<sup>5</sup>, who studied the prevalence of risk factors for atherosclerotic disease in students between 19 and 25 years of age and recorded 15.8% of arterial hypertension.</p>
      <p>Comparative findings about the mean values of anthropometric, biochemical, and body composition variables of groups with and without the metabolic syndrome can be explained by the recognized association between excess weight and body fat and metabolic alterations, such as arterial hypertension and dyslipidemias, which are used to diagnose the syndrome.</p>
      <p>The analysis of physical activity in this study confirmed findings in literature about the association between physical inactivity and the presence of cardiovascular risk factors, such as arterial hypertension, insulin resistance, diabetes, dyslipidemia, and obesity<sup>20</sup>.</p>
      <p>As to food intake, the difficulty in evaluating the association between eating patterns and the development of diseases has been described in literature. According to Flegal<sup>21</sup>, the complexity involved in considering diet as an exposure variable is a methodological setback, since this is a totally random and fluctuating event. </p>
      <p>Knowing the role food intake has on the nutritional status and biochemical profile, and considering the results obtained showing that there is no difference between the groups with and without the metabolic syndrome, perhaps the dietary instrument used for evaluating diet-disease relationship did not actually correspond to the eating patterns of the individuals evaluated.</p>
      <p>Considering the evidence described in literature about the influence of birth conditions on the determination of an individual's future nutritional status<sup>22,23</sup>, it is of utmost importance to investigate this relationship. However, the findings of this study do not allow a conclusion to be drawn about the impact, if any, of the nutritional status at birth on the metabolic syndrome. We highlight, however, that further investigations are needed with larger samples of individuals born with macrosomy and with delayed intrauterine growth in order to obtain results that are more reliable.</p>
      <p>On the other hand, the findings of this study point to the role of the nutritional status in adolescence in determining an individual's future nutritional status. This relationship has been described in literature<sup>24</sup>. </p>
      <p>Cardiovascular abnormalities, until recently considered typical middle-age disorders, may take decades before clinical manifestations of myocardial infarction, cerebrovascular accident, and peripheral vascular diseases<sup>25</sup>.</p>
      <p>Most risk factors begin or are acquired during childhood and adolescence, and are likely to persist throughout life<sup>5</sup>.</p>
      <p>Metabolic disorders, such as dyslipidemia, diabetes, and arterial hypertension associated with body fat distribution observed in obese adults start to manifest themselves during the adolescent years of obese individuals<sup>26</sup>. </p>
      <p>Initial alterations of each one of these factors may occur with different associations that even when manifested as slight signs, determine an unfavorable cardiovascular profile for these youngsters.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The results of this study point to the prevalence of the metabolic syndrome among young adults, who were not previously seen as a group at risk of developing this condition. Moreover, the nutritional status of these individuals as adults has been affected by their previous nutritional conditions. Although further studies are needed to define the long-term consequences of birth conditions, the nutritional status during adolescence behaved as a risk factor for the nutritional status and the development of chronic-degenerative diseases during adult life. Therefore, it is important to attend to the health status of this group, in order to warrant them a healthier life now and in the future.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by CAPES.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the dissertation of master submitted by Renata Maria Souza Oliveira, from <italic>Universidade Federal de Vi&#231;osa</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
