<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000100007</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000100007</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Preval&#234;ncia do hiperaldosteronismo prim&#225;rio em uma liga de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Maranh&#227;o</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Hospital Universit&#225;rio Presidente Dutra </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>39</fpage>
      <lpage>45</lpage>
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          <day>30</day>
          <month>05</month>
          <year>2008</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>16</day>
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          <day>16</day>
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          <year>2008</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: At&#233; recentemente, o hiperaldosteronismo prim&#225;rio era considerado uma causa rara de hipertens&#227;o secund&#225;ria. Por&#233;m, ao longo dos &#250;ltimos anos, muitos estudos t&#234;m sugerido que essa doen&#231;a pode afetar at&#233; 20% dos hipertensos. OBJETIVO: Determinar a preval&#234;ncia do hiperaldosteronismo prim&#225;rio em pacientes hipertensos em tratamento na liga de hipertens&#227;o de um hospital universit&#225;rio. M&#201;TODOS: Foram realizadas dosagens de aldosterona s&#233;rica e atividade plasm&#225;tica da renina em 105 pacientes, em vig&#234;ncia do tratamento anti-hipertensivo usual, excetuando-se aqueles em uso de beta-bloqueadores e espironolactona, em jejum e ap&#243;s repouso na posi&#231;&#227;o deitada por 20 minutos. Aqueles com rela&#231;&#227;o aldosterona/atividade plasm&#225;tica da renina maior que 25 foram submetidos ao teste de supress&#227;o com sobrecarga salina endovenosa e, ap&#243;s a confirma&#231;&#227;o da autonomia da secre&#231;&#227;o de aldosterona, foi realizada tomografia computadorizada das adrenais. Os resultados s&#227;o apresentados como porcentagens, m&#233;dias e desvios-padr&#227;o. RESULTADOS: Dos 105 pacientes, 6,54% eram hipertensos refrat&#225;rios. Nove apresentaram rela&#231;&#227;o aldosterona/atividade plasm&#225;tica da renina &gt; 25 (8,5% do total). Destes, oito foram submetidos ao teste de supress&#227;o e um (hipertenso refrat&#225;rio) teve o diagn&#243;stico confirmado de hiperaldosteronismo prim&#225;rio (0,96% do total). Foi realizada tomografia computadorizada de adrenais, sendo considerada normal. CONCLUS&#195;O: A preval&#234;ncia do hiperaldosteronismo prim&#225;rio na amostra estudada foi de 0,96% do total. No entanto, quando avaliados apenas os portadores de hipertens&#227;o refrat&#225;ria, a preval&#234;ncia foi de 14,3%.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Hiperaldosteronismo</kwd>
        <kwd>preval&#234;ncia</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>04</day>
        <month>02</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Preval&#234;ncia do hiperaldosteronismo prim&#225;rio em uma liga de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Maria Jacqueline Silva Ribeiro; Jos&#233; Albuquerque de Figueiredo Neto; Edson Viriato Mem&#243;ria; Ma&#237;ra de Castro Lopes; Manuel dos Santos Faria; Natalino Salgado Filho; Thiara Castro de Oliveira</bold>
    </p>
    <p>Hospital Universit&#225;rio Presidente Dutra da Universidade Federal do Maranh&#227;o (UFMA), S&#227;o Lu&#237;s, MA - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> At&#233; recentemente, o hiperaldosteronismo prim&#225;rio era considerado uma causa rara de hipertens&#227;o secund&#225;ria. Por&#233;m, ao longo dos &#250;ltimos anos, muitos estudos t&#234;m sugerido que essa doen&#231;a pode afetar at&#233; 20% dos hipertensos. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Determinar a preval&#234;ncia do hiperaldosteronismo prim&#225;rio em pacientes hipertensos em tratamento na liga de hipertens&#227;o de um hospital universit&#225;rio. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram realizadas dosagens de aldosterona s&#233;rica e atividade plasm&#225;tica da renina em 105 pacientes, em vig&#234;ncia do tratamento anti-hipertensivo usual, excetuando-se aqueles em uso de beta-bloqueadores e espironolactona, em jejum e ap&#243;s repouso na posi&#231;&#227;o deitada por 20 minutos. Aqueles com rela&#231;&#227;o aldosterona/atividade plasm&#225;tica da renina maior que 25 foram submetidos ao teste de supress&#227;o com sobrecarga salina endovenosa e, ap&#243;s a confirma&#231;&#227;o da autonomia da secre&#231;&#227;o de aldosterona, foi realizada tomografia computadorizada das adrenais. Os resultados s&#227;o apresentados como porcentagens, m&#233;dias e desvios-padr&#227;o. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Dos 105 pacientes, 6,54% eram hipertensos refrat&#225;rios. Nove apresentaram rela&#231;&#227;o aldosterona/atividade plasm&#225;tica da renina &gt; 25 (8,5% do total). Destes, oito foram submetidos ao teste de supress&#227;o e um (hipertenso refrat&#225;rio) teve o diagn&#243;stico confirmado de hiperaldosteronismo prim&#225;rio (0,96% do total). Foi realizada tomografia computadorizada de adrenais, sendo considerada normal. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A preval&#234;ncia do hiperaldosteronismo prim&#225;rio na amostra estudada foi de 0,96% do total. No entanto, quando avaliados apenas os portadores de hipertens&#227;o refrat&#225;ria, a preval&#234;ncia foi de 14,3%.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Hiperaldosteronismo, preval&#234;ncia, hipertens&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O hiperaldosteronismo prim&#225;rio (HAP) &#233; caracterizado pela eleva&#231;&#227;o dos n&#237;veis de aldosterona plasm&#225;tica e urin&#225;ria, supress&#227;o da atividade plasm&#225;tica da renina (APR), hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, hipocalemia e alcalose metab&#243;lica<sup>1</sup>.</p>
    <p>As estimativas de preval&#234;ncia do HAP que utilizaram a hipocalemia como crit&#233;rio diagn&#243;stico revelaram a presen&#231;a da s&#237;ndrome entre 0,05% e 2% da popula&#231;&#227;o de hipertensos<sup>2</sup>.</p>
    <p>No entanto, a partir de 1990, quando v&#225;rios centros passaram a adotar a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR na triagem do HAP, sua preval&#234;ncia aumentou para valores superiores a 12%<sup>3</sup>.</p>
    <p>Admite-se que esta nova estrat&#233;gia corretamente aplicada &#224; popula&#231;&#227;o de hipertensos poder&#225; identificar pelo menos um entre dez indiv&#237;duos como portador de HAP<sup>4</sup>.</p>
    <p>Diante da estimativa de que haver&#225; um aumento na preval&#234;ncia da hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) em torno de 60% at&#233; 2025, o que significa que 30% da popula&#231;&#227;o mundial ser&#225; hipertensa<sup>5</sup>, a determina&#231;&#227;o da preval&#234;ncia do HAP, uma causa de HAS pass&#237;vel de tratamento cl&#237;nico espec&#237;fico orientado por mecanismos fisiopatol&#243;gicos, e at&#233; curativo, torna-se fundamental para diminuirmos as complica&#231;&#245;es decorrentes dessa doen&#231;a.</p>
    <p>Esse estudo foi desenhado, ent&#227;o, para determinar a preval&#234;ncia do HAP em pacientes hipertensos em tratamento na liga de hipertens&#227;o de um hospital universit&#225;rio.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>A pesquisa foi realizada na Liga de HAS de um hospital universit&#225;rio. Para o c&#225;lculo da amostra, utilizando-se o programa EPINFO, baseados na popula&#231;&#227;o de cerca de mil pacientes, considerando preval&#234;ncia de 5% e precis&#227;o de 4%, chegou-se ao n&#250;mero de 88, aumentando-se para 105 ao se estimar as perdas em torno de 20%.</p>
    <p>Os pacientes foram selecionados por conveni&#234;ncia, &#224; propor&#231;&#227;o que se apresentaram para as consultas, no per&#237;odo de janeiro a outubro de 2007, respeitando-se os crit&#233;rios de exclus&#227;o do estudo, que foram: uso de beta-bloqueador, espironolactona, corticoster&#243;ides e anticoncepcionais, assim como gravidez.</p>
    <p>Aos pacientes selecionados, foi aplicado um question&#225;rio, por meio do qual foram avaliadas as suas caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas e sintomatologia. Todos foram submetidos a exame f&#237;sico com medidas da press&#227;o arterial nos dois membros superiores e com os pacientes na posi&#231;&#227;o sentada.</p>
    <p>Todos realizaram exames laboratoriais, com dosagens de s&#243;dio e pot&#225;ssio s&#233;ricos, creatinina, aldosterona s&#233;rica e atividade plasm&#225;tica da renina, determinando-se a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR.</p>
    <p>A coleta do sangue para dosagem da aldosterona e da APR foi realizada no per&#237;odo da manh&#227;, com os pacientes em jejum e ap&#243;s 20 minutos de repouso na posi&#231;&#227;o deitada, sem suspens&#227;o do tratamento anti-hipertensivo, e em sua dieta habitual. O sangue para dosagem da APR foi armazenado em tubos pr&#233;-refrigerados contendo &#225;cido etileno-diamino-tetraac&#233;tico e o plasma foi separado imediatamente ap&#243;s a coleta em centr&#237;fuga refrigerada a 4 graus Celsius. A determina&#231;&#227;o da APR foi realizada por meio da gera&#231;&#227;o de angiotensina I <italic>in vitro</italic> por radioimunoensaio, utilizando-se um kit comercialmente dispon&#237;vel, o Renin Maia<sup>&#174;</sup> (Adaltis It&#225;lia, It&#225;lia). Os coeficientes de varia&#231;&#227;o intra-ensaio e inter-ensaio variaram de 3,39 a 5,1% e 3,82 a 5,15%, respectivamente, e os valores de normalidade para APR na posi&#231;&#227;o deitada variaram de 0,51 a 2,64 ng/ml/h.</p>
    <p>O sangue para dosagem da aldosterona foi armazenado em tubo pl&#225;stico e o soro separado imediatamente ap&#243;s a coleta em centr&#237;fuga comum. A aldosterona s&#233;rica foi medida com a utiliza&#231;&#227;o de um radioimunoensaio de fase s&#243;lida baseado em anticorpos espec&#237;ficos da aldosterona imobilizados na parede de um tubo de polipropileno (Coat-A-Count Aldosterone, PITKAL<sup>&#174;</sup> - 4, Los Angeles, USA). Os coeficientes de varia&#231;&#227;o intra-ensaio e inter-ensaio tiveram varia&#231;&#227;o de 2,3 a 5,4% e 3,8 a 15,7%, respectivamente, sendo que os valores de normalidade para aldosterona na posi&#231;&#227;o deitada variaram de 1 a 16 ng/dl.</p>
    <p>As amostras de sangue para dosagem de APR e aldosterona foram armazenadas em freezer a uma temperatura de 20 graus Celsius negativos, pelo per&#237;odo de uma a duas semanas at&#233; serem enviadas para o laborat&#243;rio central (Laborat&#243;rio Hermes Pardini, Belo Horizonte, MG).</p>
    <p>As amostras foram enviadas acondicionadas em gelo recicl&#225;vel, em embalagem de isopor de cinco litros, de modo a manter a temperatura adequada durante todo o trajeto. O transporte foi realizado por via a&#233;rea, totalizando seis horas de viagem at&#233; o ponto final do destino.</p>
    <p>A rela&#231;&#227;o aldosterona/APR foi obtida atrav&#233;s da divis&#227;o do valor da aldosterona s&#233;rica (ng/dl) pelo valor simult&#226;neo da APR (ng/ml/h), sendo definido um valor de &gt; 25 como teste de triagem positivo para o HAP.</p>
    <p>Os pacientes que apresentaram a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR &gt; 25, realizaram teste de supress&#227;o com infus&#227;o de 2,0 litros de solu&#231;&#227;o salina a 0,9% por via endovenosa durante 4 horas (de 8:00h da manh&#227; ao meio-dia), com dosagem da aldosterona s&#233;rica antes e depois da sobrecarga salina. A presen&#231;a de aldosterona s&#233;rica &gt; 05 ng/dl ap&#243;s a infus&#227;o da solu&#231;&#227;o salina confirmou a autonomia da secre&#231;&#227;o da aldosterona, e consequentemente, o diagn&#243;stico do HAP.</p>
    <p>O passo seguinte consistiu em determinar a etiologia do HAP. Foi realizada tomografia computadorizada de adrenais com cortes de 03mm, antes e ap&#243;s a administra&#231;&#227;o de contraste iodado, no paciente em que se confirmou a autonomia da secre&#231;&#227;o da aldosterona.</p>
    <p>A presen&#231;a de um macroadenoma adrenal solit&#225;rio unilateral com supra-renal contralateral normal foi o crit&#233;rio adotado para diagnosticar adenoma produtor de aldosterona (APA).</p>
    <p>J&#225; a combina&#231;&#227;o dos crit&#233;rios hormonais e bioqu&#237;micos descritos acima com tomografia computadorizada de adrenais mostrando hiperplasia micronodular bilateral, ou gl&#226;ndulas aparentemente normais, foi considerada crit&#233;rio diagn&#243;stico de hiperplasia adrenocortical bilateral (HAB).</p>
    <p>Os dados foram organizados e analisados atrav&#233;s do programa EPINFO.</p>
    <p>As vari&#225;veis quantitativas s&#227;o apresentadas como m&#233;dias e desvio-padr&#227;o, enquanto as vari&#225;veis qualitativas, como porcentagens.</p>
    <p>A pesquisa foi aprovada pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do Hospital Universit&#225;rio e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi obtido de todos os pacientes.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>No per&#237;odo de janeiro a outubro de 2007, foram inclu&#237;dos 107 pacientes no protocolo de pesquisa do HAP, dos quais 105 realizaram os testes de triagem necess&#225;rios para o diagn&#243;stico.</p>
    <p>Dos 105 pacientes, sete (6,54%) apresentavam hipertens&#227;o arterial refrat&#225;ria. As caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas da amostra estudada s&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="tab1">Tabela 1</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Todos os pacientes estavam recebendo terapia anti-hipertensiva e a freq&#252;&#234;ncia dos medicamentos pode ser observada na <xref ref-type="table" rid="tab2">Tabela 2</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os par&#226;metros bioqu&#237;micos dos pacientes inclu&#237;dos no protocolo da pesquisa podem ser observados na <xref ref-type="table" rid="tab3">Tabela 3</xref>. Dos 105 pacientes do estudo, nove (8,5%) apresentaram pot&#225;ssio s&#233;rico menor que 3,5 mg/dl e outros nove (8,5%) apresentaram rela&#231;&#227;o aldosterona/APR &gt; 25 (ng/dl)/(ng/ml/h), n&#227;o sendo observada associa&#231;&#227;o entre esses dois par&#226;metros, conforme mostra a <xref ref-type="table" rid="tab4">Tabela 4</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="tab5">Tabela 5</xref> podem ser observados os valores de aldosterona s&#233;rica e APR dos nove pacientes com rela&#231;&#227;o aldosterona/APR &gt; 25.</p>
    <table-wrap id="tab5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>O teste de supress&#227;o com infus&#227;o salina foi realizado para a confirma&#231;&#227;o do HAP em oito dos nove pacientes com teste de triagem inicial positivo. Destes, apenas um (0,96%), portador de hipertens&#227;o refrat&#225;ria, teve o diagn&#243;stico de HAP confirmado. Nos outros sete pacientes, houve supress&#227;o da aldosterona, confirmando-se a presen&#231;a de HAS essencial. Esses resultados podem ser observados na <xref ref-type="table" rid="tab6">Tabela 6</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab6">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt06.jpg"/></table-wrap>
    <p>Foi realizada tomografia computadorizada de adrenais com cortes de 3 mm no paciente com diagn&#243;stico sindr&#244;mico de HAP confirmado, sendo considerada normal, conforme mostra a <xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Uma vez confirmada a autonomia da secre&#231;&#227;o da aldosterona, e consequentemente, o diagn&#243;stico de HAP, foi iniciado o tratamento do paciente com espironolactona (25 mg/dia).</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Neste estudo, foi utilizada a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR em 105 pacientes para pesquisa do HAP, e encontrou-se preval&#234;ncia de 0,96% do total. No entanto, quando avaliados apenas os portadores de hipertens&#227;o arterial refrat&#225;ria, a preval&#234;ncia do HAP foi de 14,3%.</p>
    <p>Apesar de v&#225;rios estudos demonstrarem aumento significativo na preval&#234;ncia do HAP com a utiliza&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o aldosterona/APR, essa epidemia n&#227;o encontra aceita&#231;&#227;o un&#226;nime no meio cient&#237;fico, sobretudo pela falta de padroniza&#231;&#227;o do teste de triagem<sup>6</sup>.</p>
    <p>A rela&#231;&#227;o aldosterona/APR sofre influ&#234;ncia da postura, da dieta, e pode variar de alta a normal em estudos repetidos em um mesmo indiv&#237;duo<sup>6</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, a coleta do sangue para dosagem de aldosterona e APR foi realizada pela manh&#227;, com os pacientes em jejum, ap&#243;s repouso de 20 minutos na posi&#231;&#227;o deitada, e em vig&#234;ncia do tratamento anti-hipertensivo usual. O valor de corte da rela&#231;&#227;o aldosterona/APR &gt; 25 foi adotado como positivo para a triagem do HAP.</p>
    <p>Atualmente, a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR &gt; 25 tem sido utilizada como principal procedimento de rastreamento na investiga&#231;&#227;o do HAP<sup>1</sup>. Giacchetti e cols.<sup>7</sup>, usando 25 como valor de corte para a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR obtida na posi&#231;&#227;o deitada obtiveram sensibilidade de 98,3% e especificidade de 67%, valor preditivo positivo de 68% e negativo de 39%.</p>
    <p>Houve predom&#237;nio do sexo feminino na amostra estudada, refletindo a realidade dos consult&#243;rios, onde as mulheres est&#227;o mais presentes<sup>8</sup>.</p>
    <p>A idade dos pacientes variou de 33 a 95 anos, com m&#233;dia de 55,1 anos, estando de acordo com o descrito por outros autores<sup>8-11</sup>.</p>
    <p>Dos 105 pacientes, sete (6,54%) eram portadores de hipertens&#227;o refrat&#225;ria, inclusive o paciente que teve o diagn&#243;stico de HAP confirmado e encontrava-se em est&#225;gio II de HAS, apesar do uso de quatro classes diferentes de anti-hipertensivos (inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA), diur&#233;tico tiaz&#237;dico, bloqueador de canal de c&#225;lcio e simpaticol&#237;tico de a&#231;&#227;o central), sendo tamb&#233;m diab&#233;tico. Esse dado &#233; concordante com a literatura m&#233;dica; nela se observa que o HAP &#233; mais comum entre os portadores de HAS refrat&#225;ria<sup>12</sup>.</p>
    <p>Umpierrez e cols.<sup>11</sup>, estudando cem pacientes diab&#233;ticos e hipertensos refrat&#225;rios, encontraram preval&#234;ncia de 14% de HAP nessa popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>Todos os pacientes do estudo estavam recebendo terapia anti-hipertensiva, sendo que 78,5% estavam em uso de IECA e 69% recebiam diur&#233;ticos tiaz&#237;dicos.</p>
    <p>Sabe-se que os anti-hipertensivos s&#227;o capazes de interferir na rela&#231;&#227;o aldosterona/APR, sobretudo por suas influ&#234;ncias sobre a APR.</p>
    <p>De acordo com estudo conduzido por Mulatero e cols.<sup>13</sup> em 230 pacientes, para avaliar os efeitos dos anti-hipertensivos sobre a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR, os alfa-bloqueadores e os IECA n&#227;o interferem significativamente no diagn&#243;stico do HAP. J&#225; a amlodipina aumenta a taxa de falsos negativos e os beta-bloqueadores aumentam os falsos positivos.</p>
    <p>A APR tende a ser mais baixa em pacientes usando beta-bloqueadores, o que aumenta o n&#250;mero de falsos positivos e a necessidade de testes confirmat&#243;rios, por isso foram exclu&#237;dos os pacientes usu&#225;rios desses medicamentos do estudo em quest&#227;o.</p>
    <p>Contudo, Nishizaka e cols.<sup>10</sup>, avaliando 265 pacientes hipertensos refrat&#225;rios com o objetivo de estabelecer a validade da rela&#231;&#227;o aldosterona/APR em indiv&#237;duos brancos e negros, encontraram valores de corte da rela&#231;&#227;o aldosterona/APR semelhantes para pacientes com e sem uso de beta-bloqueadores.</p>
    <p>Mesmo com esse conhecimento, tem-se procurado n&#227;o interferir com a medica&#231;&#227;o dos pacientes, refor&#231;ando a real filosofia de um teste de triagem<sup>14,15</sup>.</p>
    <p>Hipocalemia n&#227;o foi observada no paciente com HAP. Esse dado est&#225; em concord&#226;ncia com a maioria dos estudos em que a hipocalemia tem sido encontrada em n&#250;mero cada vez menor de pacientes com HAP (at&#233; 35% dos casos)<sup>3,9</sup>.</p>
    <p>Mosso e cols.<sup>8</sup>, estudando cem pacientes hipertensos com press&#227;o arterial &gt; 145 x 95 mmHg, encontraram preval&#234;ncia de 10% de HAP e nenhum paciente apresentava hipocalemia. J&#225; Rossi e cols.<sup>16</sup>, em estudo com 1.125 pacientes hipertensos, encontraram preval&#234;ncia de HAP de 4,8%, com hipocalemia presente em 9,6% dos pacientes.</p>
    <p>A m&#233;dia da aldosterona da amostra estudada foi de 5,1 ng/dl, e o paciente com HAP confirmado apresentou aldosterona s&#233;rica de 4,9 ng/dl na avalia&#231;&#227;o de triagem para a doen&#231;a. Esses valores s&#227;o considerados baixos quando comparados com os resultados de outros trabalhos da literatura. Umpierrez e cols.<sup>11</sup> (n = 100) encontraram valores m&#233;dios de aldosterona de 9,1 &#177; 6 ng/dl nos hipertensos essenciais e 15,6 &#177; 8 ng/dl nos portadores de HAP. LOH e cols.<sup>9</sup> (n = 350), tamb&#233;m descreveram valores semelhantes, com m&#233;dia de 10,3 &#177; 0,4 ng/dl em normotensos, 10,3 &#177; 0,4 ng/dl em hipertensos essenciais e 21,9 &#177; 1,1 ng/dl entre aqueles com HAP<sup>9</sup>. Resultados semelhantes tamb&#233;m foram descritos por Mosso e cols.<sup>8</sup> e Nishizaka e cols.<sup>10</sup>. Fogari e cols.<sup>17</sup>, avaliando tr&#234;s mil pacientes hipertensos n&#227;o selecionados, obtiveram os seguintes valores m&#233;dios de aldosterona: 8,1 &#177; 3,8 ng/dl em hipertensos essenciais e 13,6 &#177; 6,2 ng/dl entre os portadores de HAP.</p>
    <p>Williams e cols.<sup>18</sup>, em estudo com 347 pacientes hipertensos leves e moderados, apresentaram resultados similares aos do presente trabalho, com m&#233;dia de aldosterona s&#233;rica de 3,7 &#177; 0,2 ng/dl em normotensos e de 5,6 &#177; 0,2 ng/dl entre os hipertensos. Aldosterona m&#233;dia de 11,4 &#177; 0,6 ng/dl foi encontrada entre aqueles com teste de triagem positivo para HAP.</p>
    <p>Uma poss&#237;vel explica&#231;&#227;o para os baixos valores de aldosterona no trabalho mencionado &#233; a ingest&#227;o excessiva de s&#243;dio pelos pacientes, uma vez que os resultados foram semelhantes aos de Williams e cols.<sup>18</sup> (n = 347), em que os indiv&#237;duos estavam em dieta rica em s&#243;dio para a realiza&#231;&#227;o do teste de triagem para o HAP.</p>
    <p>J&#225; com rela&#231;&#227;o &#224; APR, a m&#233;dia na presente pesquisa foi de 1,8 ng/ml/h, enquanto a do paciente com HAP confirmado foi de 0,1 ng/ml/h. A m&#233;dia geral &#233; considerada alta em rela&#231;&#227;o aos outros trabalhos da literatura. Loh e cols.<sup>9</sup> (n = 350) relataram resultados de 1,1 &#177; 0,10 ng/ml/h entre os hipertensos essenciais e 0,29 &#177; 0,09 ng/ml/h entre os portadores de HAP. Williams e cols.<sup>18</sup> (n = 347) descreveram valores de 0,6&#177; 0,05 ng/ml/h entre os hipertensos essenciais e 0,2 &#177; 0,02 ng/ml/h entre aqueles com triagem positiva para HAP.</p>
    <p>Nishizaka e cols.<sup>10</sup> (n = 265), avaliando o efeito dos anti-hipertensivos sobre a APR, observaram que ela foi maior entre os usu&#225;rios de IECA (4,1 &#177; 8,9 x 3,0 &#177; 6,2) e, sobretudo, entre aqueles em uso de diur&#233;ticos tiaz&#237;dicos (4,0 &#177; 8,5 x 1,6 &#177; 2,7), onde a diferen&#231;a foi estatisticamente significativa.</p>
    <p>O fato da grande maioria dos pacientes do estudo estar em uso de IECA em associa&#231;&#227;o com diur&#233;tico tiaz&#237;dico pode justificar a eleva&#231;&#227;o da APR.</p>
    <p>A m&#233;dia da rela&#231;&#227;o aldosterona/APR no presente trabalho foi de 8,1 (ng/dl) / (ng/ml/h), e a rela&#231;&#227;o do paciente com HAP confirmado foi de 49 (ng/dl) / (ng/ml/h). Loh e cols.<sup>9</sup> (n = 350) encontraram m&#233;dia de 19,4 &#177; 1,2 (ng/dl) / (ng/ml/h) entre os hipertensos essenciais e de 484 &#177; 128,5 (ng/dl) / (ng/ml/h) entre os portadores de HAP. J&#225; Williams e cols.<sup>18</sup> (n = 347) relataram m&#233;dia de 14,8 &#177; 0,8 (ng/dl) / (ng/ml/h) entre os hipertensos essenciais e de 64,8 &#177; 6 (ng/dl) / (ng/ml/h) entre aqueles com teste de triagem positivo para HAP.</p>
    <p>Na presente pesquisa, nove pacientes (8,5%), apresentaram rela&#231;&#227;o aldosterona/APR &gt; 25 (ng/dl) / (ng/ml/h), dos quais oito foram submetidos ao teste de supress&#227;o com sobrecarga salina E.V. (endovenosa) para confirma&#231;&#227;o do HAP, o que se demonstrou em apenas um paciente hipertenso refrat&#225;rio (0,96% do total e 14,3% dos hipertensos refrat&#225;rios).</p>
    <p>Os sete pacientes com rela&#231;&#227;o aldosterona/APR &gt; 25 (ng/dl) / (ng/ml/h) que tiveram a aldosterona s&#233;rica suprimida ap&#243;s a sobrecarga salina foram considerados portadores de HAS essencial com renina baixa.</p>
    <p>O uso da rela&#231;&#227;o aldosterona/APR &#233; pass&#237;vel de muitas cr&#237;ticas. Por exemplo, valores baixos e at&#233; indetect&#225;veis de renina s&#227;o comuns em pacientes idosos, e hipertensos de longa data, aumentando a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR, mesmo em presen&#231;a de aldosterona s&#233;rica normal.</p>
    <p>Alguns servi&#231;os como os de Torino (It&#225;lia), Rochester (Minnesota) e Singapura, adotam a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR associada a um valor m&#237;nimo de aldosterona s&#233;rica para triagem do HAP com o objetivo de diminuir o n&#250;mero de falsos positivos<sup>3</sup>. Mulatero e cols.<sup>19</sup> consideram a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR elevada em associa&#231;&#227;o com aldosterona s&#233;rica maior que 15 ng/dl como m&#233;todo de triagem ideal para HAP. J&#225; Passos e cols.<sup>14</sup> advertem que a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR dever&#225; ser interpretada com cautela quando os valores de aldosterona estiverem abaixo de 12 ng/dl. Por outro lado, em Brisbane (Austr&#225;lia), n&#227;o se estabelece valor de corte para aldosterona s&#233;rica, assim como em Santiago (Chile)<sup>3,20</sup>. Os resultados s&#227;o semelhantes quanto &#224; preval&#234;ncia do HAP em todos esses centros<sup>3</sup>.</p>
    <p>Um estudo com 118 pacientes hipertensos e normocal&#234;micos realizado na Mayo Clinic detectou que 30% deles apresentavam eleva&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o aldosterona/APR, mas somente 13% tinham excre&#231;&#227;o de aldosterona tamb&#233;m elevada<sup>21</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, foi adotado o valor de corte &gt; 25 para triagem positiva para o HAP, independente dos valores de aldosterona, priorizando-se a maior sensibilidade do teste.</p>
    <p>De acordo com dados do Princess Alexandra Hospital, em Brisbane, apenas 19% dos pacientes que apresentaram lateraliza&#231;&#227;o detectada pelo cateterismo seletivo de veias supra-renais tinham aldosterona s&#233;rica &gt; 15 ng/dl e muitos diagn&#243;sticos de HAP seriam perdidos se o valor m&#237;nimo de aldosterona s&#233;rica fosse adotado como parte do teste de triagem para a patologia<sup>20</sup>.</p>
    <p>Apesar do maior n&#250;mero de falsos positivos ao eliminarmos o valor m&#237;nimo de aldosterona s&#233;rica na triagem do HAP, eles ser&#227;o facilmente diferenciados dos verdadeiros positivos por meio dos testes de supress&#227;o<sup>11</sup>.</p>
    <p>Sabe-se que a rela&#231;&#227;o aldosterona/APR isolada n&#227;o &#233; suficiente para o diagn&#243;stico do HAP. Menos de 50% daqueles com rela&#231;&#227;o aldosterona/APR elevada falham em suprimir os n&#237;veis de aldosterona plasm&#225;tica ou urin&#225;ria ap&#243;s sobrecarga salina oral ou endovenosa<sup>22</sup>.</p>
    <p>S&#233;ries de diversos autores revelam percentual elevado de pacientes com rela&#231;&#227;o aldosterona/APR aumentada, que, ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o do teste de supress&#227;o, &#233; reduzido para valores compar&#225;veis &#224;s preval&#234;ncias anteriores do HAP<sup>6</sup>. Portanto, os testes de supress&#227;o s&#227;o obrigat&#243;rios para o diagn&#243;stico do HAP<sup>10</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, foi realizado teste de supress&#227;o com a infus&#227;o de 2 litros de soro fisiol&#243;gico a 0,9% E.V. em quatro horas. Considerou-se a presen&#231;a de autonomia na secre&#231;&#227;o de aldosterona, uma aldosterona s&#233;rica &gt; 5 ng/dl ap&#243;s a administra&#231;&#227;o da solu&#231;&#227;o salina, valor adotado em outros trabalhos publicados na literatura<sup>5,23</sup>.</p>
    <p>Apenas um paciente, (0,96% do total e 14,3% dos hipertensos refrat&#225;rios) teve confirmada a secre&#231;&#227;o aut&#244;noma de aldosterona e, consequentemente, o HAP (13,1 ng/dl x 6,6 ng/dl, aldosterona pr&#233;-infus&#227;o e p&#243;s-infus&#227;o, respectivamente).</p>
    <p>Para diferencia&#231;&#227;o etiol&#243;gica do HAP, foi realizada tomografia computadorizada de adrenais com cortes de 3 mm. O exame foi considerado normal. Esse resultado &#233; concordante com o estudo da Mayo Clinic, em que dentre os pacientes hipertensos e normocal&#234;micos com teste de triagem positivo para HAP, nenhum apresentou tumora&#231;&#245;es em supra-renais na tomografia computadorizada<sup>21</sup>.</p>
    <p>Isso pode ser explicado pela alta incid&#234;ncia de hiperplasia adrenal detect&#225;vel apenas pelo exame histol&#243;gico da gl&#226;ndula. Assim, a aus&#234;ncia de substrato radiol&#243;gico n&#227;o invalida o diagn&#243;stico de HAP se as evid&#234;ncias bioqu&#237;micas s&#227;o conclusivas<sup>8</sup>.</p>
    <p>O exame considerado padr&#227;o-ouro para diferenciar os tumores das hiperplasias de supra-renais &#233; o cateterismo seletivo das veias supra-renais com coleta de sangue para dosagem de aldosterona e cortisol. Trata-se de m&#233;todo diagn&#243;stico invasivo, caro, n&#227;o dispon&#237;vel em muitos centros e tecnicamente dif&#237;cil de ser realizado. Por isso, n&#227;o foi realizado no estudo em quest&#227;o.</p>
    <p>Dentre as limita&#231;&#245;es da pesquisa, pode-se citar o fato da amostra ter sido selecionada por conveni&#234;ncia e em um hospital universit&#225;rio. Apesar da inclus&#227;o de forma consecutiva, a sele&#231;&#227;o dos pacientes em institui&#231;&#245;es como hospitais n&#227;o envolve indiv&#237;duos de outra clientela e os resultados refletem a experi&#234;ncia do pr&#243;prio servi&#231;o, n&#227;o podendo ser generalizados para a comunidade e para a pr&#225;tica cl&#237;nica em consult&#243;rios. N&#227;o se pode esquecer, ainda, o fato de a triagem ter sido realizada na vig&#234;ncia do tratamento anti-hipertensivo, com todas as poss&#237;veis influ&#234;ncias dos medicamentos sobre a APR, sobretudo dos IECA em associa&#231;&#227;o com o diur&#233;tico tiaz&#237;dico. Essa associa&#231;&#227;o pode ter sido respons&#225;vel pela eleva&#231;&#227;o da APR, gerando resultados falsos negativos.</p>
    <p>Quanto &#224; relev&#226;ncia cl&#237;nica do estudo, destaca-se a sua originalidade, uma vez que n&#227;o existem publica&#231;&#245;es locais nem regionais sobre o assunto.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A preval&#234;ncia do HAP na Liga de HAS do Hospital Universit&#225;rio do estudo, considerando-se toda a amostra, foi de 0,96%. No entanto, quando avaliados apenas os portadores de hipertens&#227;o arterial refrat&#225;ria, a preval&#234;ncia atinge cifras de 14,3%. Finalmente, ao se avaliar os pr&#243;s e os contras da utiliza&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o aldosterona/APR como m&#233;todo de triagem para o HAP, sobretudo a falta de padroniza&#231;&#227;o para a sua realiza&#231;&#227;o, a falta de um valor de corte estabelecido, a influ&#234;ncia que sofre da APR (e de todas as vari&#225;veis que a alteram: sexo, idade, HAS, medicamentos), al&#233;m da sua insufici&#234;ncia como teste diagn&#243;stico, levando &#224; necessidade da realiza&#231;&#227;o de outros exames mais dispendiosos e invasivos, conclui-se que ela n&#227;o deve ser utilizada de rotina para avalia&#231;&#227;o indiscriminada de todos os hipertensos. Deve-se proceder &#224; pesquisa do HAP em pacientes hipertensos com hipocalemia, refrat&#225;rios ao tratamento usual e naqueles nos quais se encontram incidentalomas.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Mestrado de Maria Jacqueline Silva Ribeiro pela Universidade Federal do Maranh&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Maria Jacqueline Silva Ribeiro </p>
        <p> Av. Coronel Colares Moreira, 555 - Edif&#237;cio Medical Center, Sala 206 - </p>
        <p> Renascen&#231;a II - 65075-441, S&#227;o Lu&#237;s, MA - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="jacqueribeiro.cardio@uol.com.br">jacqueribeiro.cardio@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 16/04/08; revisado recebido em 16/05/08; aceito em 30/05/08.</p>
  </body>
  <back>
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      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Kater CE. Hiperaldosteronismo    prim&#225;rio: novas tend&#234;ncias. Rev Bras Hipertens., 2002; 9: 165-73.</mixed-citation>
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          <article-title>Hiperaldosteronismo prim&#225;rio: novas tend&#234;ncias</article-title>
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          <article-title>Prevalence of primary aldosteronism among unselected hypertensive patients: a prospective study base don the use of an aldosterone/renin ratio above 25 as a screening test</article-title>
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          <article-title>The current epidemic of primary aldosteronism: causes and consequences</article-title>
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          <article-title>The use of aldosterone: renin ratio as a diagnostic test for primary hyperaldosteronism and its test characteristics under different conditions of blood sampling</article-title>
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          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
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        <article-title xml:lang="es">Prevalencia del hiperaldosteronismo primario en una liga de hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Hasta recientemente, se consideraba el hiperaldosteronismo primario como una causa rara de hipertensi&#243;n secundaria. Sin embargo, a lo largo de los &#250;ltimos a&#241;os, muchos estudios han sugerido que esa enfermedad puede afectar hasta el 20% de los hipertensos. OBJETIVO: Determinar la prevalencia del Hiperaldosteronismo Primario en pacientes hipertensos en tratamiento en la Liga de Hipertensi&#243;n de un Hospital Universitario. M&#201;TODOS: Se realizaron dosificaciones de aldosterona s&#233;rica y actividad plasm&#225;tica de la renina en 105 pacientes, en vigencia del tratamiento antihipertensivo usual, excepto aquellos en uso de betabloqueantes y espironolactona, en ayuno y tras guardar reposo en posici&#243;n acostada por 20 minutos. Aquellos con relaci&#243;n aldosterona/actividad plasm&#225;tica de la renina mayor que 25 se sometieron a prueba de supresi&#243;n con sobrecarga salina endovenosa y, luego de la confirmaci&#243;n de la autonom&#237;a de la secreci&#243;n de aldosterona, se realiz&#243; tomograf&#237;a computarizada de las adrenales. Los resultados se presentan como porcentajes, promedios y desviaciones est&#225;ndar. RESULTADOS: De los 105 pacientes, el 6,54% eran hipertensos refractarios. Nueve presentaron relaci&#243;n aldosterona/actividad plasm&#225;tica de la renina &gt; 25 (8,5% del total). De estos, ocho se sometieron al examen de supresi&#243;n y uno (hipertenso refractario) tuvo el diagn&#243;stico confirmado de Hiperaldosteronismo Primario (el 0,96% del total). Se realiz&#243; una tomograf&#237;a computarizada de adrenales, que estaba normal. CONCLUSI&#211;N: La prevalencia del Hiperaldosteronismo Primario en la muestra estudiada fue del 0,96% del total. Sin embargo, cuando se evaluaron s&#243;lo los portadores de hipertensi&#243;n refractaria, la prevalencia fue del 14,3%.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Hiperaldosteronismo</kwd>
        <kwd>prevalencia</kwd>
        <kwd>hipertensi&#243;n</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
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          <label>
            <bold>Prevalencia del hiperaldosteronismo primario en una liga de hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria Jacqueline Silva Ribeiro; Jos&#233; Albuquerque de Figueiredo Neto; Edson Viriato Mem&#243;ria; Ma&#237;ra de Castro Lopes; Manuel dos Santos Faria; Natalino Salgado Filho; Thiara Castro de Oliveira</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital Universitario Presidente Dutra de la Universidad Federal de Maranh&#227;o (UFMA), S&#227;o Lu&#237;s, MA, Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Hasta recientemente, se consideraba el hiperaldosteronismo primario como una causa rara de hipertensi&#243;n secundaria. Sin embargo, a lo largo de los &#250;ltimos a&#241;os, muchos estudios han sugerido que esa enfermedad puede afectar hasta el 20% de los hipertensos.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Determinar la prevalencia del Hiperaldosteronismo Primario en pacientes hipertensos en tratamiento en la Liga de Hipertensi&#243;n de un Hospital Universitario.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Se realizaron dosificaciones de aldosterona s&#233;rica y actividad plasm&#225;tica de la renina en 105 pacientes, en vigencia del tratamiento antihipertensivo usual, excepto aquellos en uso de betabloqueantes y espironolactona, en ayuno y tras guardar reposo en posici&#243;n acostada por 20 minutos. Aquellos con relaci&#243;n aldosterona/actividad plasm&#225;tica de la renina mayor que 25 se sometieron a prueba de supresi&#243;n con sobrecarga salina endovenosa y, luego de la confirmaci&#243;n de la autonom&#237;a de la secreci&#243;n de aldosterona, se realiz&#243; tomograf&#237;a computarizada de las adrenales. Los resultados se presentan como porcentajes, promedios y desviaciones est&#225;ndar.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> De los 105 pacientes, el 6,54% eran hipertensos refractarios. Nueve presentaron relaci&#243;n aldosterona/actividad plasm&#225;tica de la renina &gt; 25 (8,5% del total). De estos, ocho se sometieron al examen de supresi&#243;n y uno (hipertenso refractario) tuvo el diagn&#243;stico confirmado de Hiperaldosteronismo Primario (el 0,96% del total). Se realiz&#243; una tomograf&#237;a computarizada de adrenales, que estaba normal.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> La prevalencia del Hiperaldosteronismo Primario en la muestra estudiada fue del 0,96% del total. Sin embargo, cuando se evaluaron s&#243;lo los portadores de hipertensi&#243;n refractaria, la prevalencia fue del 14,3%. </p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Hiperaldosteronismo, prevalencia, hipertensi&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El hiperaldosteronismo primario (HAP) se caracteriza por la elevaci&#243;n de los niveles de aldosterona plasm&#225;tica y urinaria, supresi&#243;n de la actividad plasm&#225;tica de la renina (APR), hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, hipokalemia y alcalosis metab&#243;lica<sup>1</sup>.</p>
      <p>Las estimativas de prevalencia del HAP que utilizaron la hipokalemia como criterio diagn&#243;stico revelaron la presencia de la s&#237;ndrome entre el 0,05% y el 2% de la poblaci&#243;n de hipertensos<sup>2</sup>.</p>
      <p>Sin embargo, desde 1990, cuando varios centros pasaron a adoptar la relaci&#243;n aldosterona/APR como el m&#233;todo de triage para diagnosticar el HAP, su prevalencia aument&#243; para valores superiores al 12%<sup>3</sup>.</p>
      <p>Se admite que esa nueva estrategia, si fuera aplicada correctamente a la poblaci&#243;n de hipertensos, podr&#225; identificar por lo menos uno entre diez individuos como portador de HAP<sup>4</sup>.</p>
      <p>Ante la estimativa de que habr&#225; un aumento en la prevalencia de la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS) alrededor del 60% hasta 2025 (y ello significa que el 30% de la poblaci&#243;n mundial ser&#225; hipertensa<sup>5</sup>), la determinaci&#243;n de la prevalencia del HAP -una causa de HAS con posible tratamiento cl&#237;nico espec&#237;fico orientado por mecanismos fisiopatol&#243;gicos, y a&#250;n curativo-, se vuelve fundamental para reducir las complicaciones resultantes de esa enfermedad.</p>
      <p>Este estudio fue dise&#241;ado, entonces, para determinar la prevalencia del HAP en pacientes hipertensos bajo tratamiento en la Liga de Hipertensi&#243;n de un Hospital Universitario.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>La investigaci&#243;n se realiz&#243; en la Liga de HAS de un Hospital Universitario. Para el c&#225;lculo de la muestra, por medio del programa EPINFO, tom&#225;ndose como base a una poblaci&#243;n de cerca de mil pacientes, -considerando prevalencia del 5% y precisi&#243;n del 4% -, se alcanz&#243; el n&#250;mero de 88, &#233;l que se eleva para 105 cuando se estima las p&#233;rdidas alrededor del 20%.</p>
      <p>Se seleccionaron a los pacientes por conveniencia, a proporci&#243;n que se presentaron para las consultas, en el per&#237;odo de enero a octubre de 2007, respet&#225;ndose los criterios de exclusi&#243;n del estudio, que fueron: uso de betabloqueante, espironolactona, corticosteroides y anticoncepcionales, as&#237; como embarazo.</p>
      <p>Se aplic&#243; a los pacientes seleccionados un cuestionario, por medio del cual se evaluaron sus caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas y sintomatolog&#237;a. Todos se sometieron a examen f&#237;sico con mediciones de la presi&#243;n arterial en los dos miembros superiores, con los pacientes en posici&#243;n sentada.</p>
      <p>Todos realizaron ex&#225;menes laboratoriales, con dosificaciones de sodio y potasio s&#233;ricos, creatinina, aldosterona s&#233;rica y actividad plasm&#225;tica de la renina, a fin de determinar la relaci&#243;n aldosterona/APR.</p>
      <p>La recolecci&#243;n de la sangre para dosificaci&#243;n de la aldosterona y de la APR se realiz&#243; en el per&#237;odo de la ma&#241;ana, con los pacientes en ayuno y luego de 20 minutos de reposo en posici&#243;n acostada, sin suspensi&#243;n del tratamiento antihipertensivo, y en su dieta habitual. La sangre para dosificaci&#243;n de la APR se almacen&#243; en tubos prerrefrigerados conteniendo &#225;cido etilendiaminotetraac&#233;tico y, luego de la recolecci&#243;n en centr&#237;fuga refrigerada a 4 grados Celsius, se separ&#243; el plasma. Se realiz&#243; la determinaci&#243;n de la APR mediante la generaci&#243;n de angiotensina I <italic>in vitro</italic> por radioinmunoensayo, utiliz&#225;ndose un kit comercial, el Renin Maia<sup>&#174;</sup> (Adaltis Italia, Italia). Los coeficientes de variaci&#243;n intraensayo e interensayo variaron del 3,39 al 5,1% y del 3,82 al 5,15%, respectivamente, y los valores de normalidad para APR en posici&#243;n acostada variaron de 0,51 al 2,64 ng/mL/h.</p>
      <p>Se almacen&#243; la sangre para dosificaci&#243;n de la aldosterona en tubo pl&#225;stico y se separ&#243; el suero tras la recolecci&#243;n en centr&#237;fuga com&#250;n. La aldosterona s&#233;rica se midi&#243; a trav&#233;s de la utilizaci&#243;n de un radioinmunoensayo de fase s&#243;lida, con base en anticuerpos espec&#237;ficos de la aldosterona, inmovilizados en la pared de un tubo de polipropileno (Coat-A-Count Aldosterone, PITKAL<sup>&#174;</sup> - 4, Los Angeles, USA). Los coeficientes de variaci&#243;n intraensayo e interensayo tuvieron variaci&#243;n del 2,3 al 5,4% y del 3,8 al 15,7%, respectivamente, siendo que los valores de normalidad para aldosterona en la posici&#243;n acostada variaron de 1 a 16 ng/dL.</p>
      <p>Se almacenaron las muestras de sangre para dosificaci&#243;n de APR y aldosterona en freezer a temperatura de 20 grados Celsius negativos, por el per&#237;odo de una a dos semanas hasta envi&#225;rselas al laboratorio central (Laboratorio Hermes Pardini, Belo Horizonte, MG).</p>
      <p>Se enviaron las muestras acondicionadas en hielo reciclable, en envase de Poliestireno Expandible de cinco litros, de modo a mantener la temperatura adecuada durante todo el trayecto. Se realiz&#243; el transporte por v&#237;a a&#233;rea, totalizando seis horas de viaje hasta el punto final de destino.</p>
      <p>Se obtuvo la relaci&#243;n aldosterona/APR a trav&#233;s de la divisi&#243;n del valor de la aldosterona s&#233;rica (ng/dL) por el valor simult&#225;neo de la APR (ng/mL/h), defini&#233;ndose un valor de &gt; 25 como positivo en el m&#233;todo de triaje para el diagnostico del HAP.</p>
      <p>Los pacientes que presentaron la relaci&#243;n aldosterona/APR &gt; 25, realizaron prueba de supresi&#243;n con infusi&#243;n de 2,0 litros de soluci&#243;n salina al 0,9%, por v&#237;a endovenosa, durante 4 horas (de 8:00h de la ma&#241;ana hasta al mediod&#237;a), con dosificaci&#243;n de la aldosterona s&#233;rica antes y despu&#233;s de la sobrecarga salina. La presencia de aldosterona s&#233;rica &gt; 05 ng/dL tras la infusi&#243;n de la soluci&#243;n salina confirm&#243; la autonom&#237;a de la secreci&#243;n de la aldosterona, y consecuentemente, el diagn&#243;stico del HAP.</p>
      <p>La etapa siguiente consisti&#243; en determinarse la etiolog&#237;a del HAP. Se realiz&#243; tomograf&#237;a computarizada de adrenales con cortes de 03 mm, antes y luego de la administraci&#243;n de contraste iodado, en el paciente en que se confirm&#243; la autonom&#237;a de la secreci&#243;n de la aldosterona.</p>
      <p>El criterio adoptado para diagnosticar adenoma productor de aldosterona (APA) fue la presencia de un macroadenoma solitario unilateral con suprarrenal contralateral normal.</p>
      <p>Se consider&#243; como criterio diagn&#243;stico de hiperplasia adrenocortical bilateral (HAB) la combinaci&#243;n mencionada anteriormente de los aspectos hormonales y bioqu&#237;micos, logrados mediante la tomograf&#237;a computarizada de adrenales que evidenci&#243; hiperplasia micronodular bilateral, o gl&#225;ndulas aparentemente normales.</p>
      <p>Los datos se organizaron y analizaron con el software EPINFO.</p>
      <p>Las variables cuantitativas se presentan como promedios y desviaci&#243;n est&#225;ndar, en tanto que las variables cualitativas, como porcentajes.</p>
      <p>El Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n del Hospital Universitario aprob&#243; la investigaci&#243;n y se obtuvo el Formulario de Consentimiento Informado de todos los pacientes.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>En el per&#237;odo de enero a octubre de 2007, se incluyeron a 107 pacientes en el protocolo de investigaci&#243;n del HAP, de los cuales 105 realizaron las pruebas de triaje necesarias al diagn&#243;stico.</p>
      <p>De los 105 pacientes, siete (el 6,54%) presentaban hipertensi&#243;n arterial refractaria. Las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas de la muestra estudiada se presentan en la <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Todos los pacientes estaban recibiendo terapia antihipertensiva y la frecuencia de los medicamentos se puede observar en la <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Tabla 2</xref>.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Los par&#225;metros bioqu&#237;micos de los pacientes incluidos en el protocolo de la investigaci&#243;n se pueden observar en la <xref ref-type="table" rid="t3-body2">Tabla 3</xref>. De los 105 pacientes del estudio, nueve (el 8,5%) presentaron potasio s&#233;rico menor que 3,5 mg/dL y otros nueve (el 8,5%) presentaron relaci&#243;n aldosterona/APR &gt; 25 (ng/dL)/ (ng/mL/h), no observ&#225;ndose una asociaci&#243;n entre esos dos par&#225;metros, conforme presenta la <xref ref-type="table" rid="t4-body2">Tabla 4</xref>.</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="t5-body2">Tabla 5</xref> se pueden observar los valores de aldosterona s&#233;rica y APR de los nueve pacientes con relaci&#243;n aldosterona/APR &gt; 25.</p>
      <table-wrap id="t5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Se realiz&#243; la prueba de supresi&#243;n con infusi&#243;n salina para confirmaci&#243;n del HAP en ocho de los nueve pacientes con prueba de triaje inicial positiva. De todos esos, s&#243;lo uno (el6 0,96%), portador de hipertensi&#243;n refractaria, tuvo el diagn&#243;stico de HAP confirmado. En los dem&#225;s siete pacientes, hubo supresi&#243;n de la aldosterona, confirmando la presencia de HAS esencial. Esos resultados se pueden observar en la <xref ref-type="table" rid="t6-body2">Tabla 6</xref>.</p>
      <table-wrap id="t6-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt06-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Se realiz&#243; tomograf&#237;a computarizada de adrenales con cortes de 3 mm en el paciente con diagn&#243;stico sindr&#243;mico de HAP confirmado, lo que se consider&#243; como normal, de acuerdo con la <xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figura 1</xref>.</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>Una vez confirmada la autonom&#237;a de la secreci&#243;n de aldosterona, y, consecuentemente, el diagn&#243;stico de HAP, se inici&#243; el tratamiento del paciente con espironolactona (25 mg/d&#237;a).</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En este estudio, se utiliz&#243; la relaci&#243;n aldosterona/APR en 105 pacientes para investigaci&#243;n del HAP, y se encontr&#243; prevalencia del 0,96% del total. Sin embargo, cuando se evalu&#243; solamente a los portadores de hipertensi&#243;n arterial refractaria, la prevalencia del HAP fue del 14,3%.</p>
      <p>Aunque varios estudios demuestran un incremento significativo en la prevalencia del HAP con la utilizaci&#243;n de la relaci&#243;n aldosterona/APR, esa epidemia no encuentra aceptaci&#243;n un&#225;nime en el medio cient&#237;fico, sobre todo por la falta de estandarizaci&#243;n de la prueba de triaje<sup>6</sup>.</p>
      <p>La relaci&#243;n aldosterona/APR sufre influencia de la postura, la dieta, y puede variar de alta a normal en estudios repetidos en un mismo indiv&#237;duo<sup>6</sup>.</p>
      <p>En el presente estudio, se realiz&#243; la recolecci&#243;n de la sangre para dosificaci&#243;n de aldosterona y APR por la ma&#241;ana, con los pacientes en ayuno, tras reposo de 20 minutos en posici&#243;n acostada, y en vigencia del tratamiento antihipertensivo usual. El valor de cohorte de la relaci&#243;n aldosterona/APR &gt; 25 fue positivo para el m&#233;todo de triaje del HAP.</p>
      <p>En los d&#237;as actuales, la relaci&#243;n aldosterona/APR &gt; 25 ha sido utilizada como principal procedimiento de rastreo en la investigaci&#243;n del HAP<sup>1</sup>. Giacchetti et al.<sup>7</sup>, usando 25 como valor de cohorte para la relaci&#243;n aldosterona/APR obtenida en posici&#243;n acostada, obtuvieron sensibilidad del 98,3% y especificidad del 67%, valor predictivo positivo del 68% y negativo del 39%.</p>
      <p>Hubo predominio del sexo femenino en la muestra estudiada, reflejando la realidad de los consultorios, espacio donde predomina la presencia de mujeres<sup>8</sup>.</p>
      <p>La edad de los pacientes vari&#243; de 33 a 95 a&#241;os, con promedio de 55,1 a&#241;os, estando de acuerdo con lo descrito por otros autores<sup>8-11</sup>.</p>
      <p>De los 105 pacientes, siete (el 6,54%) eran portadores de hipertensi&#243;n refractaria, incluso el paciente que tuvo diagn&#243;stico de HAP confirmado y se encontraba en estadio II de HAS, a pesar del uso de cuatro clases diferentes de antihipertensivos (inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina (IECA), diur&#233;tico tiaz&#237;dico, bloqueante de canal de calcio y simpaticol&#237;tico de acci&#243;n central), siendo &#233;l tambi&#233;n diab&#233;tico. Este dato est&#225; de acuerdo con la literatura m&#233;dica, en la que se observa que el HAP es m&#225;s com&#250;n entre los portadores de HAS refractaria<sup>12</sup>.</p>
      <p>Umpierrez et al.<sup>11</sup>, estudiando a 100 pacientes diab&#233;ticos e hipertensos refractarios, encontraron prevalencia del 14% de HAP en esa poblaci&#243;n.</p>
      <p>Todos los pacientes del estudio estaban recibiendo terapia antihipertensiva; el 78,5% del total utilizaban IECA y el 69% recib&#237;an diur&#233;ticos tiaz&#237;dicos.</p>
      <p>Se sabe que los antihipertensivos son capaces de interferir en la relaci&#243;n aldosterona/APR, sobre todo en virtud de sus influencias sobre la APR.</p>
      <p>De acuerdo con estudio conducido por Mulatero et al.<sup>13</sup> en 230 pacientes, para evaluar los efectos de los antihipertensivos sobre la relaci&#243;n aldosterona/APR, los alfabloqueantes y los IECA no interfieren significativamente en el diagn&#243;stico del HAP. La amlodipina, a su vez, aumenta la tasa de falsos negativos y los betabloqueantes aumentan los falsos positivos.</p>
      <p>La APR tiende a ser m&#225;s baja en pacientes usuarios de betabloqueantes, lo que aumenta el n&#250;mero de falsos positivos y la necesidad de pruebas confirmatorias. Por ello se excluyeron a los pacientes usuarios de los medicamentos del estudio en cuesti&#243;n.</p>
      <p>No obstante, Nishizaka et al.<sup>10</sup>, evaluando 265 pacientes hipertensos refractarios con el objetivo de establecer la validad de la relaci&#243;n aldosterona/APR en individuos blancos y negros, encontraron valores de cohorte de la relaci&#243;n aldosterona/APR semejantes para pacientes con y sin uso de betabloqueantes.</p>
      <p>A&#250;n con ese conocimiento, se ha buscado no interferir con la medicaci&#243;n de los pacientes, reforzando la real filosof&#237;a de una prueba de triaje<sup>14,15</sup>.</p>
      <p>No se observ&#243; hipokalemia en el paciente con HAP. Ese dato est&#225; de acuerdo con la mayor&#237;a de los estudios que evidencian que la hipokalemia ha sido encontrada en un n&#250;mero cada vez menor de pacientes con HAP (hasta el 35% de los casos)<sup>3,9</sup>.</p>
      <p>Mosso et al.<sup>8</sup>, estudiando 100 pacientes hipertensos con presi&#243;n arterial &gt; 145 x 95 mmHg, encontraron prevalencia del 10% de HAP, y ning&#250;n paciente presentaba hipokalemia. Por su parte, Rossi et al.<sup>16</sup>, en estudio con 1125 pacientes hipertensos, encontraron prevalencia de HAP del 4,8%, con hipokalemia presente en el 9,6% de los pacientes.</p>
      <p>El promedio de la aldosterona de la muestra estudiada fue de 5,1 ng/dL, y el paciente con HAP confirmado present&#243; aldosterona s&#233;rica de 4,9 ng/dL en la evaluaci&#243;n de triaje para la enfermedad. Se consideran bajos esos valores si se los compara con los resultados de otros trabajos de la literatura. Umpierrez et al.<sup>11</sup> (n = 100) encontraron valores promedios de aldosterona de 9,1 &#177; 6 ng/dL en los hipertensos esenciales y 15,6 &#177; 8 ng/dL en los portadores de HAP. LOH et al.<sup>9</sup> (n = 350), tambi&#233;n evidenciaron valores semejantes, con promedio de 10,3 &#177; 0,4 ng/dL en normotensos, 10,3 &#177; 0,4 ng/dL en hipertensos esenciales y 21,9 &#177; 1,1 ng/dL entre los pacientes con HAP<sup>9</sup>. Resultados semejantes tambi&#233;n fueron presentados por Mosso et al.<sup>8</sup> y Nishizaka et al. <sup>10</sup>. Fogari et al.<sup>17</sup>, a su vez, evaluando a tres mil pacientes hipertensos no seleccionados, obtuvieron los siguientes valores promedios de aldosterona: 8,1 &#177; 3,8 ng/dL en hipertensos esenciales y 13,6 &#177; 6,2 ng/dL entre los portadores de HAP.</p>
      <p>Williams et al.<sup>18</sup>, en estudio con 347 pacientes hipertensos leves y moderados, presentaron resultados similares a los del presente trabajo, con promedio de aldosterona s&#233;rica de 3,7 &#177; 0,2 ng/dL en normotensos y de 5,6 &#177; 0,2 ng/dL entre los hipertensos. Se encontr&#243; aldosterona media de 11,4 &#177; 0,6 ng/dL entre los pacientes con prueba de triaje positiva para HAP.</p>
      <p>Una posible explicaci&#243;n para los bajos valores de aldosterona en el trabajo mencionado reside en la ingesti&#243;n excesiva de sodio por los pacientes, una vez que los resultados fueron semejantes a los de Williams et al.<sup>18</sup> (n = 347), en que los individuos estaban en dieta rica en sodio para la realizaci&#243;n de la prueba de triaje para el diagn&#243;stico del HAP.</p>
      <p>Respecto a la APR, el promedio de la presente investigaci&#243;n fue de 1,8 ng/mL/h, mientras que el promedio del paciente con HAP confirmado fue de 0,1 ng/mL/h. Se considera el promedio general como alto en relaci&#243;n a otros trabajos de la literatura. Loh et al. (9) (n = 350) relataron resultados de 1,1 &#177; 0,10 ng/mL/h entre los hipertensos esenciales y 0,29 &#177; 0,09 ng/mL/h entre los portadores de HAP. Williams et al. (18) (n = 347) describieron valores de 0,6&#177; 0,05 ng/mL/h entre los hipertensos esenciales y 0,2 &#177; 0,02 ng/mL/h entre los pacientes con prueba de triaje positiva para el diagn&#243;stico del HAP.</p>
      <p>Nishizaka et al.<sup>10</sup> (n = 265), evaluando el efecto de los antihipertensivos sobre la APR, observaron que ella fue mayor entre los usuarios de IECA (4,1 &#177; 8,9 x 3,0 &#177; 6,2) y, sobre todo, entre aquellos en uso de diur&#233;ticos tiaz&#237;dicos (4,0 &#177; 8,5 x 1,6 &#177; 2,7), entre los cuales la diferencia fue estad&#237;sticamente significativa.</p>
      <p>El hecho de que la gran mayor&#237;a de los pacientes del estudio estaban en uso de IECA en asociaci&#243;n con diur&#233;tico tiaz&#237;dico puede justificar la elevaci&#243;n de la APR.</p>
      <p>El promedio de la relaci&#243;n aldosterona/APR en el presente trabajo fue de 8,1 (ng/dL) / (ng/mL/h), y la relaci&#243;n del paciente con HAP confirmado fue de 49 (ng/dL) / (ng/mL/h). Loh et al.<sup>9</sup> (n = 350) encontraron promedio de 19,4 &#177; 1,2 (ng/dL) / (ng/mL/h) entre los hipertensos esenciales y de 484 &#177; 128,5 (ng/dL) / (ng/mL/h) entre los portadores de HAP. Williams et al.<sup>18</sup> , por su parte, (n = 347) relataron promedio de 14,8 &#177; 0,8 (ng/dL) / (ng/mL/h) entre los hipertensos esenciales y de 64,8 &#177; 6 (ng/dL) / (ng/mL/h) entre los pacientes con prueba de triaje positiva para el diagn&#243;stico del HAP.</p>
      <p>En la presente investigaci&#243;n, nueve pacientes (el 8,5%) presentaron relaci&#243;n aldosterona/APR &gt; 25 (ng/dL) / (ng/mL/h). Ocho pacientes del total se sometieron a al prueba de supresi&#243;n con sobrecarga salina E.V. (endovenosa) para confirmaci&#243;n del HAP, lo que se demostr&#243; s&#243;lo en un paciente hipertenso refractario (el 0,96% del total y el 14,3% de los hipertensos refractarios).</p>
      <p>Los siete pacientes con relaci&#243;n aldosterona/APR &gt; 25 (ng/dL) / (ng/mL/h) que tuvieron la aldosterona s&#233;rica suprimida luego de la sobrecarga salina se consideraron como portadores de HAS esencial con renina baja.</p>
      <p>La utilizaci&#243;n de la relaci&#243;n aldosterona/APR puede recibir cr&#237;ticas. Por ejemplo, valores bajos y a&#250;n indetectables de renina son comunes en pacientes adultos ancianos, e hipertensos de larga fecha, lo que aumenta la relaci&#243;n aldosterona/APR, aun en presencia de aldosterona s&#233;rica normal.</p>
      <p>Algunos servicios como los de Torino (Italia), Rochester (Minnesota) y Singapur, adoptan la relaci&#243;n aldosterona/APR asociada a un valor m&#237;nimo de aldosterona s&#233;rica para el triaje del HAP con el objetivo de reducir el n&#250;mero de falsos positivos<sup>3</sup>. Mulatero et al.<sup>19</sup> consideran la relaci&#243;n aldosterona/APR elevada en asociaci&#243;n con aldosterona s&#233;rica mayor que 15 ng/dL como m&#233;todo de triaje ideal para el diagn&#243;stico del HAP. Por otra parte, Passos et al.<sup>14</sup> advierten que se debe interpretar la relaci&#243;n aldosterona/APR con cautela cuando los valores de aldosterona est&#233;n abajo de 12 ng/dL. En Brisbane (Australia), a su vez, no se establece valor de cohorte para aldosterona s&#233;rica, as&#237; como en Santiago (Chile)<sup>3,20</sup>. Los resultados son semejantes en lo tocante a la prevalencia del HAP en todos estos centros<sup>3</sup>.</p>
      <p>Un estudio realizado con 118 pacientes hipertensos y normokal&#233;micos en Mayo Clinic detect&#243; que el 30% de ellos presentaban elevaci&#243;n de la relaci&#243;n aldosterona/APR, pero s&#243;lo el 13% mostraron excreci&#243;n de aldosterona tambi&#233;n elevada<sup>21</sup>.</p>
      <p>En el presente estudio, se adopt&#243; el valor de cohorte &gt; 25 para el triaje positivo para el diagn&#243;stico del HAP, independiente de los valores de aldosterona, prioriz&#225;ndose la mayor sensibilidad de la prueba.</p>
      <p>De acuerdo con datos del Princess Alexandra Hospital, en Brisbane, s&#243;lo el 19% de los pacientes que presentaron lateralizaci&#243;n detectada por el cateterismo selectivo de las venas suprarrenales presentaron aldosterona s&#233;rica &gt; 15 ng/dl y, adem&#225;s de ello, se perder&#237;an muchos diagn&#243;sticos de HAP si se adoptara el valor m&#237;nimo de aldosterona s&#233;rica como parte de la prueba de triaje para la patolog&#237;a<sup>20</sup>.</p>
      <p>Pese al mayor n&#250;mero de falsos positivos cuando eliminamos el valor m&#237;nimo de aldosterona s&#233;rica en la prueba de triaje del HAP, ellos se diferenciar&#225;n f&#225;cilmente de los verdaderos positivos, mediante las pruebas de supresi&#243;n<sup>11</sup>.</p>
      <p>Se sabe que la relaci&#243;n aldosterona/APR aislada no es suficiente para el diagn&#243;stico del HAP. Menos del 50% de los pacientes con relaci&#243;n aldosterona/APR elevada no logran suprimir los niveles de aldosterona plasm&#225;tica o urinaria, tras la sobrecarga salina oral o endovenosa<sup>22</sup>.</p>
      <p>Series de diversos autores revelan un porcentaje elevado de pacientes con relaci&#243;n aldosterona/APR incrementada, que, luego de la realizaci&#243;n de la prueba de supresi&#243;n, se reduce para valores comparables a las prevalencias anteriores del HAP<sup>6</sup>. Por lo tanto, las pruebas de supresi&#243;n son obligatorias para el diagn&#243;stico del HAP<sup>10</sup>.</p>
      <p>En el presente estudio, se realiz&#243; la prueba de supresi&#243;n con infusi&#243;n de 2 litros de suero fisiol&#243;gico al 0,9% E.V. en cuatro horas. Se tom&#243; en consideraci&#243;n la presencia de autonom&#237;a en la secreci&#243;n de aldosterona y la presencia de una aldosterona s&#233;rica &gt; 5 ng/dl, tras la administraci&#243;n de la soluci&#243;n salina, valor adoptado en otros trabajos publicados en la literatura<sup>5,23</sup>.</p>
      <p>S&#243;lo un paciente, (el 0,96% del total y el 14,3% de los hipertensos refractarios) tuvo confirmada la secreci&#243;n aut&#243;noma de aldosterona y, consecuentemente, el HAP (13,1 ng/dL x 6,6 ng/dL, aldosterona pre infusi&#243;n y postinfusi&#243;n, respectivamente).</p>
      <p>Para diferenciaci&#243;n etiol&#243;gica del HAP, se realiz&#243; tomograf&#237;a computarizada de adrenales con cortes de 3 mm, que tuvo un resultado normal. Ese resultado est&#225; de acuerdo con el estudio de Mayo Clinic, en que entre los pacientes hipertensos y normokal&#233;micos con prueba de triaje positiva para HAP, ninguno present&#243; tumores en suprarrenales en la tomograf&#237;a computarizada<sup>21</sup>.</p>
      <p>Ello se puede explicar por la alta incidencia de hiperplasia adrenal detectable solamente a trav&#233;s del examen histol&#243;gico de la gl&#225;ndula. As&#237;, la ausencia de sustrato radiol&#243;gico no invalida el diagn&#243;stico de HAP si las evidencias bioqu&#237;micas son conclusivas<sup>8</sup>.</p>
      <p>El examen que es el est&#225;ndar de oro para diferenciar los tumores de las hiperplasias de suprarrenales es el cateterismo selectivo de las venas suprarrenales con recolecci&#243;n de sangre para dosificaci&#243;n de aldosterona y cortisol. Se trata de un m&#233;todo de diagn&#243;stico invasivo, caro, no disponible en muchos centros y t&#233;cnicamente dif&#237;cil de realizarse. Por ello, no se hizo el examen en el estudio en cuesti&#243;n.</p>
      <p>De todas las limitaciones de la investigaci&#243;n, se puede citar el hecho de la muestra haber sido seleccionada por conveniencia y en un hospital universitario. Pese a la inclusi&#243;n de forma consecutiva, la selecci&#243;n de los pacientes en instituciones como hospitales no implica individuos de otra clientela y los resultados reflejan la experiencia del propio servicio. No se puede generalizarlos para la comunidad y para la pr&#225;ctica cl&#237;nica en consultorios. No se puede olvidar, a&#250;n, el hecho del triaje haberse realizado en la vigencia del tratamiento antihipertensivo, con todas las posibles influencias de los medicamentos sobre la APR, sobre todo de los IECA en asociaci&#243;n con el diur&#233;tico tiaz&#237;dico. Dicha asociaci&#243;n puede ser la responsable de la elevaci&#243;n de la APR, generando resultados falsos negativos.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a la relevancia cl&#237;nica del estudio, se destaca su originalidad, una vez que no existen publicaciones locales o regionales sobre el tema.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La prevalencia del HAP en la Liga de HAS del Hospital Universitario donde se realiz&#243; el estudio, tom&#225;ndose en consideraci&#243;n toda la muestra, fue del 0,96%. No obstante, cuando se evaluaron solamente a portadores de hipertensi&#243;n arterial refractaria, la prevalencia alcanz&#243; cifras del 14,3%. Finalmente, cuando evaluamos los pros y contras de la utilizaci&#243;n de la relaci&#243;n aldosterona/APR como m&#233;todo de triaje para el diagn&#243;stico del HAP -espec&#237;ficamente aspectos como: la falta de un m&#233;todo est&#225;ndar para su realizaci&#243;n; la falta de un valor de cohorte anteriormente establecido; la influencia que sufre de la APR (y de todas las variables que la alteran: sexo, edad, HAS, medicamentos), adem&#225;s de su insuficiencia como test diagn&#243;stico, llevando a la necesidad de realizaci&#243;n de otros ex&#225;menes m&#225;s dispendiosos e invasivos-, se concluye que no se debe utilizar relaci&#243;n aldosterona/APR como rutina para evaluaci&#243;n indiscriminada de todos los hipertensos. Se debe proceder a la investigaci&#243;n del HAP en pacientes hipertensos con hipokalemia, refractarios al tratamiento usual y tambi&#233;n en los pacientes con incidentalomas.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Maestr&#237;a de Maria Jacqueline Silva Ribeiro por la Universidad Federal de Maranh&#227;o.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Prevalence of primary hyperaldosteronism in a systemic arterial hypertension league</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Until recently, primary hyperaldosteronism was considered a rare cause of secondary hypertension. However, in recent years, many studies have suggested that this disease can affect up to 20% of hypertensive individuals. OBJECTIVE: To determine the prevalence of primary hyperaldosteronism in hypertensive patients treated at the hypertension league of a university hospital. METHODS: Serum aldosterone and plasma renin activity levels were measured in 105 patients while they were undergoing standard antihypertensive treatment, with the exception of those using betablockers and spironolactone, in fasting condition and after rest in the supine position for 20 minutes. Those with an aldosterone/plasma renin activity ratio &gt; 25 were submitted to the saline suppression test and, after the confirmation of the autonomy of aldosterone secretion, a computed tomography of the adrenals was performed. The results are presented as percentages and means and standard deviations. RESULTS: Of the 105 patients, 6.54% presented refractory hypertension. Nine presented an aldosterone/plasma renin activity ratio &gt; 25 (8.5% of the total). Of these, 08 were submitted to the saline suppression test and 01 (with refractory hypertension) had the diagnosis of primary hyperaldosteronism confirmed (0.96% of the total). A computed tomography of the adrenals was performed, which showed normal results. CONCLUSION: The prevalence of primary hyperaldosteronism in the studied sample was 0.96% of the total. However, when only the patients with refractory hypertension were evaluated, the prevalence was 14.3%.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Hyperaldosteronism</kwd>
        <kwd>prevalence</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Prevalence of primary hyperaldosteronism in a systemic arterial hypertension league</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria Jacqueline Silva Ribeiro; Jos&#233; Albuquerque de Figueiredo Neto; Edson Viriato Mem&#243;ria; Ma&#237;ra de Castro Lopes; Manuel dos Santos Faria; Natalino Salgado Filho; Thiara Castro de Oliveira</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Hospital Universit&#225;rio Presidente Dutra da Universidade Federal do Maranh&#227;o (UFMA), S&#227;o Lu&#237;s, MA - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Until recently, primary hyperaldosteronism was considered a rare cause of secondary hypertension. However, in recent years, many studies have suggested that this disease can affect up to 20% of hypertensive individuals.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To determine the prevalence of primary hyperaldosteronism in hypertensive patients treated at the hypertension league of a university hospital.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Serum aldosterone and plasma renin activity levels were measured in 105 patients while they were undergoing standard antihypertensive treatment, with the exception of those using betablockers and spironolactone, in fasting condition and after rest in the supine position for 20 minutes. Those with an aldosterone/plasma renin activity ratio &gt; 25 were submitted to the saline suppression test and, after the confirmation of the autonomy of aldosterone secretion, a computed tomography of the adrenals was performed. The results are presented as percentages and means and standard deviations.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> Of the 105 patients, 6.54% presented refractory hypertension. Nine presented an aldosterone/plasma renin activity ratio &gt; 25 (8.5% of the total). Of these, 08 were submitted to the saline suppression test and 01 (with refractory hypertension) had the diagnosis of primary hyperaldosteronism confirmed (0.96% of the total). A computed tomography of the adrenals was performed, which showed normal results.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The prevalence of primary hyperaldosteronism in the studied sample was 0.96% of the total. However, when only the patients with refractory hypertension were evaluated, the prevalence was 14.3%.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Hyperaldosteronism; prevalence; hypertension.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Primary hyperaldosteronism (PHA) is characterized by the increase in the levels of plasma and urinary aldosterone, suppression of the plasma renin activity (PRA), systemic arterial hypertension, hypokalemia and metabolic alkalosis<sup>1</sup>.</p>
      <p>The prevalence estimates of PHA that used hypokalemia as the diagnostic criterion varied from 0.05% to 2% of the population of hypertensive individuals<sup>2</sup>. However, from 1990 on, when several Centers started to adopt the aldosterone/PRA ratio in the triage of PHA, its prevalence increased to values &gt; 12%<sup>3</sup>.</p>
      <p>It is admitted that this new strategy, correctly applied to the population of hypertensive individuals, can identify at least one among 10 individuals as having PHA<sup>4</sup>.</p>
      <p>Considering the estimate that there will be an increase in the prevalence of systemic arterial hypertension (SAH) of around 60% until 2025, which means that 30% of the world's population will be hypertensive<sup>5</sup>, determining the prevalence of PHA, a cause of SAH that can be clinically treated with a specific therapy, directed by physiopathological mechanisms and even a curative one, becomes essential to decrease the complications caused by this disease.</p>
      <p>Thus, the present study was designed to determine the prevalence of PHA in hypertensive patients undergoing treatment at the hypertension league of a university hospital.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The study was carried out at the hypertension league of a university hospital. The EPINFO software was used to calculate the sample, based on the population of around 1,000 patients; considering a prevalence of 5% and a precision of 4%, we arrived at an n of 88, which was increased to 105 when estimating the losses of around 20%.</p>
      <p>The patients were selected by convenience, as they came for the consultations, from January to October 2007, following the exclusion criteria of the study, which were: use of betablocker, spironolactone, corticosteroids and oral contraceptives, as well as pregnancy.</p>
      <p>The selected patients answered a questionnaire, through which their demographic characteristics and symptomatology were evaluated. All patients were submitted to a physical examination that included blood pressure measurements in both upper limbs, with patients in the sitting position.</p>
      <p>All patients underwent laboratory assessment that measured serum sodium and potassium, creatinine, serum aldosterone and plasma renin activity and the aldosterone/PRA ratio was calculated.</p>
      <p>Blood collection for aldosterone and PRA measurement was carried out in the morning under fasting condition and after 20 minutes of rest in the supine position, without anti-hypertensive medication withdrawal and under routine diet.</p>
      <p>The blood for PRA measurement was stored in pre-refrigerated tubes containing Ethylene-diamine-tetra-acetic Acid (EDTA) and the plasma was separated immediately after the collection in a centrifuge refrigerated at 4&#186; Celsius. The PRA measurement was carried out by the in vitro generation of angiotensin I by radioimmunoassay, using a commercially available kit, Renin Maia&#153; (Adaltis Italia, Italy). The intra-assay and interassay coefficients of variation were 3.39 - 5.1% and 3.82 - 5.15%, respectively, and the normality values for PRA in the supine position ranged from 0.51 - 2.64 ng/mL/h.</p>
      <p>The blood for aldosterone measurement was stored in plastic tubes and the serum was separated immediately after collection in a common centrifuge. Serum aldosterone was measured with the use of a solid-phase radioimmunoassay based on specific aldosterone antibodies immobilized on the wall of a propylene tube (Coat-A-Count Aldosterone, PITKAL&#153; - 4, Los Angeles, USA). The intra- and interassay coefficients of variation were 2.3 - 5.4% and 3.8 - 15.7%, respectively, with the normality values for aldosterone in the supine position ranging from 1 - 16 ng/dL.</p>
      <p>The blood samples for PRA and aldosterone measurement were stored in a freezer at - 20&#186; Celsius for a period of one to two weeks until they were sent to the central lab (Hermes Pardini Laboratory, Belo Horizonte, MG).</p>
      <p>The samples were sent in 5-liter Styrofoam boxes containing recyclable ice, in order to maintain the adequate temperature throughout delivery. The transportation was carried out by plane, totaling six hours until the final destiny.</p>
      <p>The aldosterone/PRA ratio was obtained through the division of the serum aldosterone value (ng/dL) by the simultaneous PRA value (ng/mL/h) and a value &gt; 25 was defined as a positive triage test for PHA.</p>
      <p>The patients that presented an aldosterone/PRA ratio &gt; 25 underwent the suppression test, with the infusion of 2 liters of saline solution at 0.9% IV for 4 hours (8AM-12PM) and serum aldosterone measurements before and after the saline overload. The presence of serum aldosterone &gt; 05 ng/dL after the infusion of the saline solution confirmed the autonomy of the aldosterone secretion, and consequently, the diagnosis of PHA.</p>
      <p>The following step was to determine the etiology of the PHA. A computed tomography of the adrenals was carried out with 03 mm slices, before and after the administration of iodated contrast, in the patient in whom the autonomy of aldosterone secretion was confirmed.</p>
      <p>The presence of a single unilateral adrenal macroadenoma with a contralateral normal adrenal was the criterion adopted to diagnose an aldosterone-producing adenoma (APA).</p>
      <p>The combination of the hormonal and biochemical criteria described above with the CT of the adrenals showing bilateral micronodular hyperplasia or apparently normal glands, was considered a diagnostic criterion of bilateral adrenocortical hyperplasia (BAH).</p>
      <p>The data were organized and analyzed with the EPINFO software. The quantitative variables are presented as means and standard deviations, whereas the qualitative variables were presented as percentages.</p>
      <p>The research was approved by the Ethics Committee in Research of the University Hospital and a Free and Informed Consent Form was signed by all patients.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>From January to October 2007, 107 patients were included in the research protocol of primary hyperaldosteronism (PHA), of which 105 underwent the triage tests that were necessary for the diagnosis.</p>
      <p>Of the 105 patients, 7 (6.54%) presented refractory arterial hypertension. The demographic characteristics of the sample are shown in <xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Table 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>All patients were receiving antihypertensive therapy and the medication frequency can be seen in <xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Table 2</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The biochemical parameters of the patients included in the research protocol can be seen in <xref ref-type="table" rid="tab3-body3">Table 3</xref>. Of the 105 study patients, nine (8.5%) presented serum potassium &lt; 3.5 mg/dL and another nine (8.5%) presented an aldosterone/PRA ratio &gt; 25(ng/dL)/(ng/mL/h); no association was observed between these two parameters, as shown in <xref ref-type="table" rid="tab4-body3">Table 4</xref>. <xref ref-type="table" rid="tab5-body3">Table 5</xref> shows the serum aldosterone values and PRA values of the 9 patients with an aldosterone/PRA ratio &gt; 25.</p>
      <table-wrap id="tab3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The suppression test with saline solution infusion was carried out to confirm PHA in 8 of the 9 patients with a positive initial triage test. Of these, only one patient, with refractory arterial hypertension, had the diagnosis of PHA confirmed (0.96% of the total sample). The other 7 patients presented aldosterone suppression, confirming the presence of essential SAH. These results can be seen in <xref ref-type="table" rid="tab6-body3">Table 6</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab6-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>A CT of the adrenals was carried out with 3-mm thick slices in the patient with a confirmed syndromic diagnosis of PHA, which was considered normal, as shown in <xref ref-type="fig" rid="fig1-body3">Figure 1</xref>.</p>
      <fig id="fig1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0039-00007-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Once the autonomous secretion of aldosterone was confirmed, and consequently, the diagnosis of PHA, the patient's treatment was started with spironolactone (25 mg/day).</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The present study used the aldosterone/PRA ratio of 105 patients to investigate the presence of PHA and found a prevalence of 0.96% of the total sample. However, when only the patients with refractory arterial hypertension are considered, the prevalence of PHA increased to 14.3%.</p>
      <p>Although several studies have demonstrated a significant increase in the PHA prevalence with the use of the aldosterone/PRA ratio, there is no scientific consensus about this epidemic, especially considering the lack of standardization of the triage test<sup>6</sup>.</p>
      <p>The aldosterone/PRA ratio is influenced by posture, diet and can vary from high to normal in repeated studies of the same individual<sup>6</sup>.</p>
      <p>In the present study, blood collection for aldosterone and PRA measurement was carried out in the morning under fasting condition and after 20 minutes of rest in the supine position, without anti-hypertensive medication withdrawal. The cutoff of the aldosterone/PRA ratio &gt; 25 was adopted as positive for the PHA triage.</p>
      <p>Currently, the aldosterone/PRA ratio &gt; 25 has been used as the main assessment procedure in the investigation of PHA<sup>1</sup>. Giacchetti et al<sup>7</sup>, using 25 as the cutoff for the aldosterone/PRA ratio obtained in the supine position, obtained a sensitivity of 98.3% and a specificity of 67%, with a positive and negative predictive value of 68% and 39%, respectively.</p>
      <p>There was a predominance of the female sex in the studied sample, which reflects the situation observed in medical offices, where women are more present than men<sup>8</sup>.</p>
      <p>Age varied from 33 to 95 years, with a mean of 55.1 years, in accordance with what was described by other authors<sup>8-11</sup>.</p>
      <p>Of the 105 patients, 7 (6.54%) had refractory arterial hypertension, including the patient who had the diagnosis of PHA confirmed, which presented stage II SAH, in spite of the four different classes of anti-hypertensive drugs used (ACEI, thiazide diuretics, calcium channel blocker and sympatholytic with central action) and the fact that he had diabetes. This information is in accordance with the medical literature, where it is observed that PHA is more common among patients with refractory SAH<sup>12</sup>.</p>
      <p>Umpierrez et al<sup>11</sup>, studying 100 diabetic and refractory hypertensive patients, found a prevalence of 14% of PHA in this population. All study patients were undergoing treatment with anti-hypertensive drugs, with 78.5% of them receiving ACEI and 69% receiving thiazide diuretics.</p>
      <p>It is known that anti-hypertensive drugs are capable of interfering with the aldosterone/PRA ratio, especially due to its influence on PRA.</p>
      <p>According to the study carried out by Mulatero et al<sup>13</sup> in 230 patients to evaluate the effect of anti-hypertensive drugs on the aldosterone/PRA ratio, the alpha-blockers and the ACEI do not significantly interfere in the diagnosis of PHA. As for amlodipine and betablockers, they increase the incidence of false-negative and false-positive results, respectively.</p>
      <p>The PRA tends to be lower in patients using betablockers, which increases the number of false-positive results and the need for confirmatory tests; therefore, patients using these medications were excluded from this study.</p>
      <p>Nevertheless, Nishizaka et al<sup>10</sup>, evaluating 265 refractory hypertensive patients with the objective of establishing the validity of the aldosterone/PRA ratio in Caucasian and Black individuals, found similar cutoff values of the aldosterone/PRA ratio for patients undergoing treatment with or without betablockers.</p>
      <p>Even considering this knowledge, we have sought not to interfere with the patients' medication, supporting the actual perspective of a triage test<sup>14,15</sup>.</p>
      <p>Hypokalemia was not observed in the patient with PHA. This information is in accordance with most of the literature studies, in which hypokalemia has been found in a decreasing number of patients with PHA (up to 35% of the cases)<sup>3,9</sup>.</p>
      <p>Mosso et al<sup>8</sup>, studying 100 hypertensive patients with BP &gt; 145 x 95 mmHg, found a 10% prevalence of PHA and none of the patients presented hypokalemia. Rossi et al<sup>16</sup>, in a study with 1,125 hypertensive patients, found a 4.8% prevalence of PHA, with hypokalemia present in 9.6% of the patients.</p>
      <p>The mean of aldosterone of the studied sample was 5.1 ng/dL and the patient with a confirmed diagnosis of PHA presented serum aldosterone of 4.9 ng/dL at the triage assessment for the disease. These values are considered low when compared to the results of other literature studies. Umpierrez et al<sup>11</sup> (n = 100) found mean aldosterone values of 9.1 &#177; 6 ng/dL in essential hypertensive individuals and 15.6 &#177; 8 ng/dL in those with PHA. Loh et al<sup>9</sup> (n = 350), also described similar values, with a mean of 10.3 &#177; 0.4 ng/dL in normotensive individuals, 10.3 &#177; 0.4 ng/dL in essential hypertensive individuals and 21.9 &#177; 1.1 ng/dL in those with PHA<sup>9</sup>. Similar results were also described by Mosso et al<sup>8</sup> and Nishizaka et al<sup>10</sup>. Fogari et al<sup>17</sup>, evaluating 3,000 non-selected hypertensive patients, obtained the following mean aldosterone values: 8.1 &#177; 3.8 ng/dL in essential hypertensive individuals and 13.6 &#177; 6.2 ng/dL in those with PHA.</p>
      <p>Williams et al<sup>18</sup>, in a study with 347 mildly hypertensive patients, presented similar results to that of the present study, with mean serum aldosterone values of 3.7 &#177; 0,2 ng/dL in normotensive individuals and 5.6 &#177; 0.2 ng/dL in hypertensive ones. Mean aldosterone levels of 11.4 &#177; 0.6 ng/dL were found among those with a positive triage test for PHA.</p>
      <p>A possible explanation for the low values of aldosterone in the present study is the excessive sodium intake by the patients, as the results were similar to those obtained by Williams et al (n = 347), in which the individuals were on sodium-rich diet in order to undergo the triage test for PHA.</p>
      <p>As for the PRA, the mean in the present study was 1.8 ng/mL/h, whereas the patient with a confirmed PHA diagnosis presented a mean PRA of 0.1 ng/mL/h. The general mean is considered high in comparison to other literature studies. Loh et al<sup>9</sup> (n = 350) reported means of 1.1 &#177; 0.10 ng/mL/h in the essential hypertensive individuals and 0.29 &#177; 0.09 ng/mL/h in those with PHA. Williams et al<sup>18</sup> (n = 347) described values of 0.6&#177; 0.05 ng/mL/h in essential hypertensive individuals and 0.2 &#177; 0.02 ng/mL/h in those with a positive triage for PHA.</p>
      <p>Nishizaka et al<sup>10</sup> (n = 265), evaluating the effect of anti-hypertensive drugs on the PRA, observed that it was higher among those patients using ACEI (4.1 &#177; 8.9 x 3.0 &#177; 6.2) and, especially, among those using thiazide diuretics (4.0 &#177; 8.5 x 1.6 &#177; 2.7), where the difference was statistically significant.</p>
      <p>The fact that most of the study patients used ACEI in association with thiazide diuretics can justify the increase in PRA.</p>
      <p>The mean of the aldosterone/PRA ratio in the present study was 8.1 (ng/dL)/(ng/mL/h), and the ratio in the patient with a confirmed PHA diagnosis was 49 (ng/dL)/(ng/mL/h). Loh et al<sup>9</sup> (n = 350) found a mean of 19.4 &#177; 1.2 (ng/dl)/(ng/ml/h) in the essential hypertensive individuals and of 484 &#177; 128.5 (ng/dl)/(ng/ml/h) in those with PHA. Williams et al<sup>18</sup> (n = 347) reported a mean of 14.8 &#177; 0.8 (ng/dl)/(ng/ml/h) in the essential hypertensive individuals and 64.8 &#177; 6 (ng/dl)/(ng/ml/h) in those with a positive triage for PHA.</p>
      <p>In the present study, 9 patients (8.5% do total) presented an aldosterone/PRA ratio &gt; 25 (ng/dl)/(ng/ml/h), of which 8 were submitted to the suppression test with saline solution IV to confirm the diagnosis of PHA and that was demonstrated in only one refractory hypertensive patient (0.96% of the total and 14.3% of the refractory hypertensive patients).</p>
      <p>The seven patients with an aldosterone/PRA ratio &gt; 25 (ng/dl)/(ng/ml/h) that had the serum aldosterone suppressed after the saline overload were considered to be patients presenting essential SAH with low renin.</p>
      <p>The use of the aldosterone/PRA ratio has been the object of much criticism. For instance, low and even undetectable renin levels are common in elderly patients and long-term hypertensive individuals, increasing the aldosterone/PRA ratio, even in the presence of normal serum aldosterone levels.</p>
      <p>Some Services such as the one in Torino (Italy), Rochester (Minnesota) and Singapore, adopt an aldosterone/PRA ratio associated to a minimum level of serum aldosterone for the triage of PHA, with the objective of decreasing the number of false-positive results<sup>3</sup>. Mulatero et al<sup>19</sup> consider an elevated aldosterone/PRA ratio in association with a serum aldosterone level &gt; 15 ng/dL as the ideal triage method for the diagnosis of PHA. Passos et al<sup>14</sup> warn that the aldosterone/PRA ratio must be interpreted with caution when aldosterone levels are &lt; 12 ng/dL. On the other hand, in Brisbane (Australia), there is no established cutoff for serum aldosterone, as well as in Santiago (Chile)<sup>3,20</sup>. The results are similar regarding the prevalence of PHA n all those Centers<sup>3</sup>.</p>
      <p>A study with 118 hypertensive and normokalemic patients carried out in the Mayo Clinic detected that 30% of them presented an increase in the aldosterone/PRA ratio, but only 13% of them had high aldosterone excretion as well<sup>21</sup>.</p>
      <p>In the present study, the cutoff &gt; 25 was adopted as a positive triage test for PHA, regardless of the aldosterone values, prioritizing the higher sensitivity of the test.</p>
      <p>According to the data of the Princess Alexandra Hospital, in Brisbane, only 19% of the patients that presented lateralization detected by the selective adrenal vein catheterism had serum aldosterone levels &gt; 15 ng/dL and many PHA diagnoses would be missed if the minimum serum aldosterone value were adopted as part of the triage test for the pathology<sup>20</sup>.</p>
      <p>In spite of the higher number of false-positive results when one eliminates the minimum serum aldosterone value from the PHA triage, they will be easily differentiated from true positive results through the suppression tests<sup>11</sup>.</p>
      <p>It is known that the aldosterone/PRA ratio alone is not enough to diagnose PHA. Less than 50% of the patients with a high aldosterone/PRA ratio fail to suppress the plasma or urinary aldosterone levels after an oral or IV saline overload<sup>22</sup>.</p>
      <p>Series from several authors have shown a high percentage of patients with an elevated aldosterone/PRA ratio, which, after the suppression test is performed, is reduced to values comparable to the prior PHA prevalence rates<sup>6</sup>. Therefore, the suppression tests are mandatory for the diagnosis of PHA<sup>10</sup>.</p>
      <p>In the present study, a suppression test was carried out with the IV infusion of 2 liters of saline solution at 0.9% in 4 hours. The presence of the autonomous aldosterone secretion was considered when serum aldosterone was &gt; 5 ng/dL after the administration of the saline solution0, a value adopted by other studies published in the literature<sup>5,23</sup>.</p>
      <p>Only one patient, (0.96% of the total sample and 14.3% of the refractory hypertensive individuals) had a confirmed autonomous aldosterone secretion and, consequently, the diagnosis of PHA (13.1 ng/dL x 6.6 ng/dL, pre-infusion and post-infusion aldosterone, respectively).</p>
      <p>For the etiologic differentiation of the PHA, an adrenal CT was performed with 3-mm thick slices. The CT results were considered normal. This outcome is in concordance with the study carried out by the Mayo Clinic, in which none of the hypertensive and normokalemic patients with a positive triage test for PHA presented adrenal tumors at the CT<sup>21</sup>.</p>
      <p>This can be explained by the high incidence of adrenal hyperplasia detectable only at the histological analysis of the gland. Thus, the absence of a radiologic substrate does not invalidate the diagnosis of PHA, if the biochemical evidence is conclusive<sup>8</sup>.</p>
      <p>The gold-standard assessment to differentiate adrenal tumors from adrenal hyperplasia is the selective adrenal vein catheterism, with blood collection for the measurement of aldosterone and cortisol. It is an expensive, invasive diagnostic method, which is not available in many Centers and that is technically difficult to be performed. Therefore, it was not performed in the present study.</p>
      <p>Among the study limitations, one can cite the fact that the sample was selected by convenience and in a university hospital. Despite the consecutive inclusion, patient selection in institutions such as hospitals does not involve individuals from other Centers and the results reflect the experience of the Service itself, which cannot be generalized for the community and for the clinical practice in medical offices. Additionally, one must not forget that the triage was carried out while patients were undergoing treatment with anti-hypertensive drugs, with all the possible drug effects on the PRA, especially the ACEI in association with the thiazide diuretics. This association might have been responsible for the increase in the PRA, generating false-negative results.</p>
      <p>As for the clinical relevance of the study, the fact that it is an original study is noteworthy, as there are neither local nor regional publications on the subject.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The prevalence of PHA in the SAH League of the University Hospital of the study, when considering the entire sample, was 0.96%. However, when evaluating only the patients with refractory arterial hypertension, this prevalence reached 14.3%. Finally, when evaluating the advantages and disadvantages of using the aldosterone/PRA ratio as a triage method for the diagnosis of PHA, especially the lack of standardization of the triage test, the lack of an established cutoff, the influence of PRA (and of all the variables that affect it: sex, age, SAH, medications), in addition to its insufficiency as a diagnostic method, leading to the need of performing other, more expensive and invasive tests, one concludes that it must not be used routinely for the unsystematic evaluation of all hypertensive individuals. The PHA investigation must be carried out in hypertensive patients with hypokalemia, refractory to the usual treatment of arterial hypertension and the ones who present incidentalomas.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of Master submitted by Maria Jacqueline Silva Ribeiro, from <italic>Universidade Federal do Maranh&#227;o</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
