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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">dryXz6R8Cqcsqhr6JZV3WQx</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00006</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000100006</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000100006</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>O exerc&#237;cio f&#237;sico atenua o d&#233;ficit auton&#244;mico card&#237;aco induzido pelo bloqueio da s&#237;ntese do &#243;xido n&#237;trico</article-title>
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          <named-content content-type="city">Ribeir&#227;o Preto</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>31</fpage>
      <lpage>38</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>06</day>
          <month>03</month>
          <year>2008</year>
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          <day>30</day>
          <month>10</month>
          <year>2007</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>10</day>
          <month>03</month>
          <year>2008</year>
        </date>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O bloqueio da s&#237;ntese do &#243;xido n&#237;trico (NO) &#233; caracterizado pelo aumento da atividade simp&#225;tica card&#237;aca, e o treinamento f&#237;sico promove a redu&#231;&#227;o da atividade simp&#225;tica. OBJETIVO: Investigamos o efeito do bloqueio da s&#237;ntese do NO sobre o controle auton&#244;mico cardiovascular em ratos submetidos ao exerc&#237;cio aer&#243;bio durante dez semanas. M&#201;TODOS: Ratos wistar foram divididos em quatro grupos: controle tratados com ra&#231;&#227;o e &#225;gua ad libitum durante dez semanas (RC); controle tratados com N G-nitro-L-arginine methyl ester (L-NAME) na &#250;ltima semana (RCL); treinados durante dez semanas em esteira motorizada (RT); treinados por dez semanas e tratados com L-NAME na &#250;ltima semana (RTL). O controle auton&#244;mico cardiovascular foi investigado em todos os grupos com a utiliza&#231;&#227;o de duplo bloqueio com metilatropina e propranolol, e an&#225;lise da variabilidade. RESULTADOS: Os grupos RCL e RTL apresentaram hipertens&#227;o. O grupo RCL apresentou taquicardia e predom&#237;nio do t&#244;nus simp&#225;tico na determina&#231;&#227;o da FC ap&#243;s o bloqueio auton&#244;mico farmacol&#243;gico. O grupo RT apresentou bradicardia e menor freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FC) intr&#237;nseca em rela&#231;&#227;o aos demais. A avalia&#231;&#227;o da variabilidade da FC mostrou menores valores absolutos e normalizados na banda de baixa freq&#252;&#234;ncia (BF) no grupo RCL. Por sua vez, o grupo RTL apresentou eleva&#231;&#227;o na banda de BF em valores absolutos. A an&#225;lise da variabilidade da PAS mostrou que os grupos RCL e RTL apresentaram maiores valores na banda de BF. CONCLUS&#195;O: O exerc&#237;cio f&#237;sico pr&#233;vio impediu o d&#233;ficit no controle auton&#244;mico card&#237;aco induzido pelo tratamento com L-NAME, no entanto n&#227;o impediu o aumento na variabilidade da PAS.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>&#243;xido n&#237;trico</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>12</day>
        <month>02</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>O exerc&#237;cio f&#237;sico atenua o d&#233;ficit auton&#244;mico card&#237;aco induzido pelo bloqueio da s&#237;ntese do &#243;xido n&#237;trico</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Bruno Rafael Orsini Rossi; Denise Mazer; Larissa Christina Rossit Silveira; Cynthia Pelegrino Jacinto; Tha&#237;sa Helena Roseli Di Sacco; Jo&#227;o Henrique Dutra Blanco; Evandro Jos&#233; Cesarino; Hugo Celso Dutra de Souza</bold>
    </p>
    <p>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de S&#227;o Paulo, Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O bloqueio da s&#237;ntese do &#243;xido n&#237;trico (NO) &#233; caracterizado pelo aumento da atividade simp&#225;tica card&#237;aca, e o treinamento f&#237;sico promove a redu&#231;&#227;o da atividade simp&#225;tica. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Investigamos o efeito do bloqueio da s&#237;ntese do NO sobre o controle auton&#244;mico cardiovascular em ratos submetidos ao exerc&#237;cio aer&#243;bio durante dez semanas. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Ratos wistar foram divididos em quatro grupos: controle tratados com ra&#231;&#227;o e &#225;gua <italic>ad libitum</italic> durante dez semanas (RC); controle tratados com N<sup>G</sup>-nitro-L-arginine methyl ester (L-NAME) na &#250;ltima semana (RCL); treinados durante dez semanas em esteira motorizada (RT); treinados por dez semanas e tratados com L-NAME na &#250;ltima semana (RTL). O controle auton&#244;mico cardiovascular foi investigado em todos os grupos com a utiliza&#231;&#227;o de duplo bloqueio com metilatropina e propranolol, e an&#225;lise da variabilidade. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Os grupos RCL e RTL apresentaram hipertens&#227;o. O grupo RCL apresentou taquicardia e predom&#237;nio do t&#244;nus simp&#225;tico na determina&#231;&#227;o da FC ap&#243;s o bloqueio auton&#244;mico farmacol&#243;gico. O grupo RT apresentou bradicardia e menor freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FC) intr&#237;nseca em rela&#231;&#227;o aos demais. A avalia&#231;&#227;o da variabilidade da FC mostrou menores valores absolutos e normalizados na banda de baixa freq&#252;&#234;ncia (BF) no grupo RCL. Por sua vez, o grupo RTL apresentou eleva&#231;&#227;o na banda de BF em valores absolutos. A an&#225;lise da variabilidade da PAS mostrou que os grupos RCL e RTL apresentaram maiores valores na banda de BF. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> O exerc&#237;cio f&#237;sico pr&#233;vio impediu o d&#233;ficit no controle auton&#244;mico card&#237;aco induzido pelo tratamento com L-NAME, no entanto n&#227;o impediu o aumento na variabilidade da PAS.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Exerc&#237;cio, &#243;xido n&#237;trico, hipertens&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os an&#225;logos da L-arginina, como o N<sup>G</sup>-monomethyl-L-arginine (L-NMMA) ou N<sup>G</sup>-nitro-L-arginine methyl ester (L-NAME), promovem elevada e sustentada hipertens&#227;o arterial e t&#234;m sido muito utilizados como modelo experimental de hipertens&#227;o<sup>1</sup>. A hipertens&#227;o ocorre porque esses an&#225;logos competem com a L-arginina endotelial, impedindo a a&#231;&#227;o do &#243;xido n&#237;trico sintase endotelial (eNOS) e resultando na diminui&#231;&#227;o substancial da produ&#231;&#227;o do &#243;xido n&#237;trico (NO)<sup>2</sup>. Entretanto, o aumento na press&#227;o arterial (PA) n&#227;o &#233; somente conseq&#252;&#234;ncia da retirada da a&#231;&#227;o vasodilatadora do NO, mas tamb&#233;m derivada da retirada da sua influ&#234;ncia sobre os s&#237;tios do controle auton&#244;mico cardiovascular, promovendo o aumento da atividade simp&#225;tica. Essa afirma&#231;&#227;o &#233; baseada em estudos com animais experimentais que mostraram o aumento na atividade simp&#225;tica ap&#243;s o bloqueio da s&#237;ntese do NO<sup>3,4</sup>. Verificou-se tamb&#233;m o predom&#237;nio do componente auton&#244;mico simp&#225;tico sobre o componente vagal, associado &#224; diminui&#231;&#227;o da sensibilidade barorreflexa ap&#243;s o bloqueio da s&#237;ntese do NO<sup>5</sup>. Em humanos, foi observada a eleva&#231;&#227;o da atividade simp&#225;tica em situa&#231;&#245;es patol&#243;gicas como hipertens&#227;o arterial, muitas vezes associada &#224; disfun&#231;&#227;o endotelial com conseq&#252;ente diminui&#231;&#227;o da atividade da eNOS<sup>6-8</sup>.</p>
    <p>Por sua vez, muitos estudos evidenciaram que a realiza&#231;&#227;o de exerc&#237;cios f&#237;sicos tamb&#233;m influencia o controle auton&#244;mico cardiovascular. Foi mostrado que ratos submetidos ao treinamento com exerc&#237;cios f&#237;sicos aer&#243;bios apresentavam diminui&#231;&#227;o na freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FC) basal, freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca intr&#237;nseca (FCI), aumento no t&#244;nus vagal e diminui&#231;&#227;o do t&#244;nus simp&#225;tico card&#237;aco. Al&#233;m disso, observou-se tamb&#233;m a melhora na sensibilidade barorreflexa, representada pela maior resposta taquic&#225;rdica reflexa &#224; hipotens&#227;o induzida<sup>9-11</sup>. Associado a esses efeitos, o exerc&#237;cio f&#237;sico tamb&#233;m parece reduzir os valores da PA e aumentar os n&#237;veis de libera&#231;&#227;o e atividade do NO<sup>12</sup>.</p>
    <p>No contexto cl&#237;nico, tamb&#233;m foi demonstrado que o treinamento f&#237;sico melhora a fun&#231;&#227;o auton&#244;mica cardiovascular e vasodilatadora endotelial de modo sist&#234;mico, promovendo efeitos ben&#233;ficos card&#237;acos e vasculares<sup>13,14</sup>. Esses benef&#237;cios, entre diversas causas, tamb&#233;m estariam relacionados com a maior produ&#231;&#227;o do NO<sup>15</sup>.</p>
    <p>Por sua vez, a realiza&#231;&#227;o peri&#243;dica de exerc&#237;cios f&#237;sicos tem sido utilizada como preven&#231;&#227;o e terapia anti-hipertensiva, atenuando os valores da PA e reduzindo os efeitos dos fatores de risco para doen&#231;as cardiovasculares, inclusive auton&#244;micos<sup>8</sup>. Contudo, os mecanismos envolvidos nesse processo ainda n&#227;o est&#227;o totalmente elucidados. Portanto, o objetivo do presente estudo foi investigar o efeito do exerc&#237;cio f&#237;sico pr&#233;vio sobre as adapta&#231;&#245;es auton&#244;micas card&#237;acas e vasculares em ratos submetidos ao modelo de hipertens&#227;o arterial induzida pelo bloqueio da s&#237;ntese do NO. Para tanto, o presente estudo utilizou duas abordagens: a avalia&#231;&#227;o farmacol&#243;gica do t&#244;nus auton&#244;mico e a an&#225;lise da variabilidade da FC e PA por meio da an&#225;lise espectral.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Todos os procedimentos experimentais envolvidos neste estudo foram aprovados pelo Comit&#234; de &#201;tica para pesquisa com animais da Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <bold>Animais</bold>
    </p>
    <p>Ratos wistar machos (150-180 g) foram colocados em caixas individuais sob condi&#231;&#245;es de temperatura controlada (21&#186;C) e ciclo claro/escuro de 12 horas. Os animais foram divididos em quatro grupos experimentais:</p>
    <list list-type="order">
      <list-item>
        <p>Grupo de ratos-controle tratados com ra&#231;&#227;o e &#225;gua </p>
        <p><italic>ad libitum</italic> durante dez semanas (grupo RC; n = 14).</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p> Grupo de ratos-controle submetidos ao tratamento com L-NAME dissolvido na &#225;gua de beber (70 mg/kg) durante a &#250;ltima (d&#233;cima) semana (grupo RCL; n = 14).</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p> Grupo de ratos treinados em esteira motorizada durante dez semanas (grupo RT; n = 14).</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p> Grupo de ratos treinados durante dez semanas e tratados na &#250;ltima semana com L-NAME dissolvido na &#225;gua de beber (grupo RTL; n = 14).</p>
      </list-item>
    </list>
    <p>
      <bold>Treinamento f&#237;sico</bold>
    </p>
    <p>Os animais dos grupos treinados foram submetidos ao protocolo de exerc&#237;cio aer&#243;bio por meio de marcha for&#231;ada em esteira motorizada (Insight modelo EP-131, Ribeir&#227;o Preto, SP, Brasil) durante dez semanas. A esteira possu&#237;a seis baias individuais com altura de 15 cm, largura interna de 10 cm e comprimento de 50 cm. O treinamento foi realizado com a esteira a 0&#176; de inclina&#231;&#227;o, velocidade de 25 m/s, cinco dias por semana.</p>
    <p>
      <bold>Protocolo experimental</bold>
    </p>
    <list list-type="bullet">
      <list-item>
        <p><italic>Procedimento cir&#250;rgico -</italic> No sexto dia da &#250;ltima semana, sob anestesia de tribromoethanol (250 mg/kg, i.p), todos os animais tiveram implantados, na art&#233;ria e veia femorais, cateteres (PE-50 soldado ao PE-10) preenchidos com solu&#231;&#227;o salina e heparina (500 IU/ml) que eram exteriorizados na regi&#227;o posterior do pesco&#231;o do animal.</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p><italic>Registro da press&#227;o arterial (PA) e freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FC) -</italic> Vinte e quatro horas ap&#243;s o procedimento cir&#250;rgico, a PA e FC foram registradas por meio do sistema digital de aquisi&#231;&#227;o de sinais biol&#243;gicos que era composto por um transdutor de press&#227;o (ADInstruments, Austr&#225;lia - MLT0380) e amplificador de sinais (ADInstruments, Austr&#225;lia - ML110) acoplado ao sistema de aquisi&#231;&#227;o computadorizado (ADInstruments, Austr&#225;lia - PowerLab 8/30). Durante o procedimento experimental, a press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS), press&#227;o arterial diast&#243;lica, press&#227;o arterial m&#233;dia (PAM) e a FC eram derivadas da PA puls&#225;til por meio de um </p>
        <p><italic>software</italic> (PowerLab - Chart5 - ADInstruments, Austr&#225;lia).</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p><italic>T&#244;nus simpatovagal e freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca intr&#237;nseca de marca-passo (FCI) -</italic> Em todos os grupos experimentais, administram-se metilatropina (4 mg/kg) e propranolol (5 mg/kg), por meio do cateter na veia femoral, para bloquear a influ&#234;ncia vagal e simp&#225;tica sobre o cora&#231;&#227;o. Ap&#243;s o per&#237;odo de registro basal de 40 minutos, a metilatropina era injetada (n=7), e a PA, PAM e FC eram registradas durante 15 minutos para avaliar o efeito do bloqueio vagal sobre a FC. Em seguida, o propranolol era injetado no mesmo animal e a FC era registrada por mais 15 minutos para determinar a FCI. Em outro subgrupo de animais (n=7), a seq&#252;&#234;ncia era invertida para propranolol/metilatropina, seguindo o mesmo procedimento de registro (15/15 minutos) para cada droga. Os dados obtidos nas seq&#252;&#234;ncias metilatropina/propranolol e propranolol/metilatropina foram somados (n=14, em cada grupo) para obter a FC basal (antes da inje&#231;&#227;o das drogas) e a FCI.</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p><italic>Variabilidade da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (VFC) e press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) -</italic> A an&#225;lise da variabilidade da FC e PAS foi realizada sobre o registro basal de 40 minutos obtidos antes do bloqueio farmacol&#243;gico com metilatropina e propranolol. Para tanto, foram obtidos os pontos de inflex&#227;o, ciclo a ciclo, do pulso arterial, determinando os valores sist&#243;licos da PA. A s&#233;rie temporal dos intervalos de pulso (IP) foi gerada a partir do sinal puls&#225;til da PAS, medindo-se o tempo entre os picos sist&#243;licos adjacentes, batimento a batimento. As s&#233;ries temporais geradas do IP e da PAS foram divididas em segmentos cont&#237;nuos de 300 batimentos, com sobreposi&#231;&#227;o de 50% entre os segmentos adjacentes. Ap&#243;s o c&#225;lculo das m&#233;dias e da vari&#226;ncia de cada segmento, esses foram submetidos &#224; an&#225;lise espectral por meio do m&#233;todo auto-regressivo, conforme descrito na literatura</p>
        <p><sup>16,17</sup>. A modelagem dos componentes oscilat&#243;rios presente nos segmentos estacion&#225;rios das s&#233;ries temporais da PAS e do IP foi calculada baseada no recurso de Levinson-Durbin, com o modelo escolhido de acordo com os crit&#233;rios de Akaike</p>
        <p><sup>16</sup>. Esse procedimento permite a quantifica&#231;&#227;o autom&#225;tica do eixo da freq&#252;&#234;ncia e da pot&#234;ncia de cada componente oscilat&#243;rio relevante, presentes nas s&#233;ries temporais. Os componentes oscilat&#243;rios foram classificados em: muito baixa freq&#252;&#234;ncia (MBF: 0,01-0,20 Hz), baixa freq&#252;&#234;ncia (BF: 0,20-0,75 Hz) e alta freq&#252;&#234;ncia (AF: 0,75-2,50 Hz). A pot&#234;ncia das oscila&#231;&#245;es de BF e AF da VFC tamb&#233;m foi expressa em unidades normalizadas, obtida pelo c&#225;lculo da raz&#227;o entre o valor da pot&#234;ncia da banda, BF ou HF, e pela pot&#234;ncia total ap&#243;s a subtra&#231;&#227;o dos valores de MBF. O procedimento de normaliza&#231;&#227;o foi realizado para minimizar as varia&#231;&#245;es da pot&#234;ncia total nos valores absolutos dos componentes de LF e HF</p>
        <p><sup>16,17</sup>.</p>
      </list-item>
    </list>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Os resultados foram apresentados como M&#201;DIA &#177; EPM. A avalia&#231;&#227;o das vari&#225;veis normais homoced&#225;sticas foi feita utilizando-se a an&#225;lise de vari&#226;ncia ANOVA associada ao <italic>post-hoc</italic> teste de Tukey. Foram consideradas estatisticamente significantes as diferen&#231;as em que <italic>p</italic> era menor que 5% (p &lt; 0,05).</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab1">tabela 1</xref> mostra os valores hemodin&#226;micos obtidos referentes &#224; PAM e FC basal de todos os grupos estudados. Os grupos RCL e RTL apresentaram-se hipertensos em rela&#231;&#227;o aos grupos RC e RT. Quanto &#224; FC basal, o grupo RCL apresentou-se taquic&#225;rdico, enquanto o grupo RT apresentou-se bradic&#225;rdico em rela&#231;&#227;o aos demais. Os valores do bloqueio auton&#244;mico farmacol&#243;gico com metilatropina e propranolol, apresentados na <xref ref-type="fig" rid="fig1">figura 1</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab1">tabela 1</xref>, mostram o predom&#237;nio simp&#225;tico sobre o vago na determina&#231;&#227;o da FC basal no grupo RCL, ao contr&#225;rio dos demais grupos que apresentaram o predom&#237;nio vagal. Verifica-se tamb&#233;m menor FCI no grupo RT.</p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <fig id="fig1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gf01.jpg"/></fig>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="fig2">figura 2</xref> e a <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref> mostram a m&#233;dia dos resultados da an&#225;lise da VFC de todos os grupos estudados. A an&#225;lise da VFC indica que o grupo RT apresentou maior vari&#226;ncia total que os grupos RC e RCL. Tamb&#233;m mostra que o grupo RCL apresentou menores valores absolutos e normalizados nas oscila&#231;&#245;es de baixa freq&#252;&#234;ncia (BF: 0,2-0,75Hz) quando comparado aos outros grupos. Por sua vez, o grupo RTL apresentou maiores oscila&#231;&#245;es na banda de BF, entretanto somente em valores absolutos. Este &#250;ltimo tamb&#233;m apresentou, em valores absolutos, maiores oscila&#231;&#245;es de AF em rela&#231;&#227;o ao grupo RCL. Por sua vez, a <xref ref-type="fig" rid="fig3">figura 3</xref> e a <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref> mostram a m&#233;dia dos resultados da an&#225;lise da variabilidade da PAS em todos os grupos. A an&#225;lise da variabilidade da PAS mostrou que os grupos tratados com L-NAME, RCL e RTL apresentaram maiores valores na vari&#226;ncia total e nas oscila&#231;&#245;es da banda de BF em rela&#231;&#227;o aos grupos n&#227;o-tratados, RC e RT. A <xref ref-type="fig" rid="f4">figura 4</xref> apresenta os espectros representativos da VFC (intervalo de pulso) e da PAS de um animal de cada grupo, o que foi realizado por meio do m&#233;todo auto-regressivo.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f4">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <fig id="fig2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gf03.jpg"/></fig>
    <fig id="fig3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gf04.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O exerc&#237;cio f&#237;sico aer&#243;bio tem sido amplamente utilizado como terapia anti-hipertensiva n&#227;o-farmacol&#243;gica, atenuando os valores da PA e reduzindo o risco de doen&#231;as metab&#243;licas e cardiovasculares, muitas vezes associadas &#224; disfun&#231;&#227;o endotelial e diminui&#231;&#227;o da atividade da eNOS<sup>13-15</sup>.</p>
    <p>Em nosso estudo, o treinamento f&#237;sico aer&#243;bio em esteira motorizada n&#227;o foi capaz de inibir ou atenuar a eleva&#231;&#227;o da PA decorrente da inibi&#231;&#227;o da s&#237;ntese do NO. Por sua vez, alguns estudos mostraram que o treinamento aer&#243;bio promoveria redu&#231;&#227;o nos valores de PA em animais tratados cronicamente com L-NAME. Essa redu&#231;&#227;o estaria associada ao aumento da atividade da eNOS e, conseq&#252;entemente, aumento na disponibilidade do NO<sup>12,18</sup>. A n&#227;o-atenua&#231;&#227;o da PA, observada em nosso estudo, pode estar associada &#224;s diferen&#231;as metodol&#243;gicas, como o per&#237;odo de tratamento (7 dias) e dosagem do L-NAME (70 mg/kg), tempo (10 semanas) e intensidade (25 m/s) de treinamento. Contudo, &#233; evidente, em nosso estudo, que o treinamento f&#237;sico pr&#233;vio promoveu adapta&#231;&#245;es, principalmente sobre o controle card&#237;aco.</p>
    <p>O bloqueio da s&#237;ntese do NO com L-NAME tamb&#233;m promove importantes altera&#231;&#245;es no controle auton&#244;mico cardiovascular. Entre elas, destaca-se a invers&#227;o no balan&#231;o auton&#244;mico card&#237;aco, com o predom&#237;nio simp&#225;tico<sup>5</sup>. Nossos resultados demonstraram que o treinamento f&#237;sico pr&#233;vio, durante dez semanas, impede a invers&#227;o do balan&#231;o auton&#244;mico card&#237;aco em conseq&#252;&#234;ncia do bloqueio da s&#237;ntese do NO por uma semana (d&#233;cima), preservando o predom&#237;nio vagal. Por sua vez, o treinamento f&#237;sico n&#227;o preveniu o aumento na variabilidade da PA, caracterizada pela elevada oscila&#231;&#227;o na banda BF da PAS.</p>
    <p>O tratamento dos animais n&#227;o-treinados (RCL) com L-NAME promoveu proeminente taquicardia que parece ser atribu&#237;da &#224; elevada influ&#234;ncia simp&#225;tica, uma vez que a FCI n&#227;o diferiu do grupo controle n&#227;o-tratado (RC). Os animais treinados e tratados com L-NAME (RTL), por sua vez, n&#227;o apresentaram taquicardia, mas, sim, bradicardia como a apresentada pelo grupo de animais somente treinados. Esses achados indicam que o treinamento f&#237;sico pr&#233;vio foi efetivo em atenuar a taquicardia induzida pelo tratamento com L-NAME, uma vez que esses animais apresentaram a FC basal e a FCI semelhantes ao grupo controle. Esse fato se deve, possivelmente, ao efeito do exerc&#237;cio f&#237;sico em prevenir o aumento da influ&#234;ncia simp&#225;tica card&#237;aca induzida pela defici&#234;ncia do NO<sup>5,18</sup>. Observou-se, no grupo de animais somente treinados, proeminente bradicardia basal associada &#224; redu&#231;&#227;o da FCI. Essa bradicardia parece ser causada por alguns mecanismos, inclusive com a participa&#231;&#227;o do NO. Alguns estudos t&#234;m mostrado que o NO aumentaria a resposta da FC &#224; estimula&#231;&#227;o vagal, tanto <italic>in vitro</italic><sup>19</sup> como <italic>in vivo</italic><sup>20</sup>. Essa resposta envolveria, possivelmente, uma via NO-GMPc, facilitando a transmiss&#227;o card&#237;aca colin&#233;rgica. Essa facilita&#231;&#227;o tamb&#233;m poderia ser co-respons&#225;vel pela bradicardia ap&#243;s o treinamento f&#237;sico aer&#243;bio<sup>21</sup>. Em estudo posterior foi demonstrado que a transfer&#234;ncia g&#234;nica da NOS neuronal (nNOS), dentro da parede atrial, acompanhava o fen&#243;tipo vagal induzido pelo exerc&#237;cio, sugerindo que a nNOS poderia ser a chave para o aumento da fun&#231;&#227;o card&#237;aca vagal<sup>22</sup>. Contudo, contrariando essa teoria, um estudo demonstrou que as altera&#231;&#245;es encontradas na automaticidade e na condu&#231;&#227;o do impulso do nodo sinusal, provocadas pelo treinamento de atletas de <italic>endurance</italic>, seriam atribu&#237;das &#224; fisiologia intr&#237;nseca do cora&#231;&#227;o, e n&#227;o &#224;s influ&#234;ncias auton&#244;micas<sup>9,22,23</sup>. Portanto, a bradicardia basal observada no grupo de animais treinados pode ser atribu&#237;da, principalmente, &#224; diminui&#231;&#227;o da FCI de marca-passo, uma vez que n&#227;o observamos altera&#231;&#245;es no comportamento auton&#244;mico nesse grupo.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao controle auton&#244;mico, o presente estudo mostrou na avalia&#231;&#227;o farmacol&#243;gica e na an&#225;lise da VFC que o treinamento f&#237;sico pr&#233;vio atenua ou at&#233; impede as altera&#231;&#245;es no balan&#231;o auton&#244;mico card&#237;aco induzidas pelo bloqueio da s&#237;ntese do NO. Na avalia&#231;&#227;o farmacol&#243;gica, o t&#244;nus auton&#244;mico card&#237;aco manteve o predom&#237;nio do componente vagal sobre o componente auton&#244;mico simp&#225;tico na determina&#231;&#227;o da FC basal, ao contr&#225;rio do predom&#237;nio simp&#225;tico observado nos animais n&#227;o-treinados e tratados com L-NAME. No caso da avalia&#231;&#227;o da VFC, o treinamento f&#237;sico pr&#233;vio tamb&#233;m foi o respons&#225;vel em atenuar grande parte das altera&#231;&#245;es encontradas ap&#243;s o bloqueio da s&#237;ntese do NO. Nesse caso, em especial, observou-se que as oscila&#231;&#245;es de BF estavam reduzidas nos animais controle tratados com L-NAME e que o treinamento f&#237;sico pr&#233;vio impediu essa redu&#231;&#227;o. Esse paradoxo, em que o poss&#237;vel aumento na atividade simp&#225;tica, promovendo taquicardia nos animais hipertensos tratados com L-NAME, estaria associado com a diminui&#231;&#227;o nas oscila&#231;&#245;es de BF na VFC j&#225; foi observado anteriormente, tanto em ratos<sup>5</sup> quanto em outras situa&#231;&#245;es com humanos que apresentavam aumento da atividade simp&#225;tica, como exerc&#237;cio f&#237;sico pesado<sup>24</sup> ou fal&#234;ncia card&#237;aca severa<sup>25</sup>. Nessas situa&#231;&#245;es, quando os mecanismos fisiol&#243;gicos s&#227;o mobilizados na sua capacidade m&#225;xima para manter a homeostase, o sistema cardiovascular n&#227;o apresentaria reserva para manter sua variabilidade. De fato, a causa da redu&#231;&#227;o nas oscila&#231;&#245;es de BF na VFC nesse modelo de hipertens&#227;o ainda &#233; desconhecida, entretanto tem sido sugerido que o aumento na atividade simp&#225;tica, associado &#224;s anormalidades na modula&#231;&#227;o auton&#244;mica central, a defici&#234;ncia na regula&#231;&#227;o barorreflexa arterial e as altera&#231;&#245;es na sensibilidade card&#237;aca &#224;s catecolaminas podem ser os respons&#225;veis pela redu&#231;&#227;o das oscila&#231;&#245;es de BF na VFC<sup>5,25</sup>.</p>
    <p>O predom&#237;nio simp&#225;tico, observado na an&#225;lise farmacol&#243;gica do t&#244;nus auton&#244;mico, e a redu&#231;&#227;o nas oscila&#231;&#245;es de BF na VFC parecem refletir os efeitos da inibi&#231;&#227;o da s&#237;ntese do NO, principalmente no sistema nervoso central. Essa afirma&#231;&#227;o baseia-se em estudos anteriores que demonstraram que o NO atuaria em s&#237;tios centrais do controle auton&#244;mico cardiovascular. Esses estudos, realizados em diferentes esp&#233;cies, sugerem que o NO influenciaria o processamento das informa&#231;&#245;es advindas da afer&#234;ncia barorreceptora, principalmente no n&#250;cleo do trato solit&#225;rio (NTS) e na medula ventrolateral rostral (RVLM)<sup>26-29</sup>. Um estudo em ratos anestesiados mostrou que a infus&#227;o intravenosa de L-NAME reduzia a descarga neuronal do NT<sup>26</sup> e que microinje&#231;&#245;es unilaterais de L-arginina, tamb&#233;m no NTS, produziam proeminente resposta depressora neuronal, bradicardia e redu&#231;&#227;o da atividade do nervo simp&#225;tico renal<sup>27</sup>. Por sua vez, microinje&#231;&#245;es de L-NAME ou L-NMMA dentro do RVLM de ratos e gatos promoviam o aumento da PA<sup>28,29</sup>. Quando o barorreflexo foi avaliado, demonstrou-se que tanto a microinje&#231;&#227;o de L-NAME em s&#237;tios centrais de controle cardiovascular<sup>30</sup> quanto a sua administra&#231;&#227;o sist&#234;mica promoviam redu&#231;&#227;o na sensibilidade do barorreflexo<sup>5</sup>.</p>
    <p>Nossos achados demonstraram que o exerc&#237;cio f&#237;sico pr&#233;vio reduz o preju&#237;zo no controle auton&#244;mico card&#237;aco induzido pela defici&#234;ncia do NO. Os mecanismos respons&#225;veis por esse efeito ainda s&#227;o incertos, por&#233;m &#233; not&#243;rio que o exerc&#237;cio f&#237;sico, principalmente o aer&#243;bio, induziria adapta&#231;&#245;es em s&#237;tios centrais e perif&#233;ricos no controle cardiovascular, inclusive promovendo aumento na express&#227;o da eNOS e nNOS<sup>31,32</sup>. Nesse caso, foi demonstrado em regi&#245;es centrais, como hipot&#225;lamo, NTS e RVLM, que as adapta&#231;&#245;es induzidas pelo exerc&#237;cio f&#237;sico seriam caracterizadas pela diminui&#231;&#227;o do <italic>drive</italic> auton&#244;mico simp&#225;tico, inclusive, sugerindo a participa&#231;&#227;o do NO nessas adapta&#231;&#245;es<sup>33-36</sup>.</p>
    <p>Por sua vez, a avalia&#231;&#227;o da variabilidade da PAS demonstrou que o bloqueio da s&#237;ntese do NO com L-NAME promoveu acentuado aumento nas oscila&#231;&#245;es de BF, atribu&#237;das &#224; modula&#231;&#227;o simp&#225;tica, que n&#227;o foi evitado pelo treinamento f&#237;sico pr&#233;vio. Entre as poss&#237;veis conseq&#252;&#234;ncias, o aumento nas oscila&#231;&#245;es de BF da PAS provocaria a ativa&#231;&#227;o de vias mecanossensitivas e aut&#243;crinas, promovendo hipertrofia card&#237;aca conc&#234;ntrica e maior incid&#234;ncia de disfun&#231;&#245;es cardiovasculares<sup>37,38</sup>. J&#225; o NO teria a&#231;&#227;o tamponante sobre as oscila&#231;&#245;es de BF, opondo-se &#224; modula&#231;&#227;o simp&#225;tica vascular<sup>39</sup>. Essa a&#231;&#227;o seria desencadeada por altera&#231;&#245;es agudas nos valores da PA, aumentando a tens&#227;o de cisalhamento nas c&#233;lulas endoteliais e, conseq&#252;entemente, a libera&#231;&#227;o do NO. As oscila&#231;&#245;es induzidas pela ativa&#231;&#227;o simp&#225;tica ocorreriam em freq&#252;&#234;ncias de varia&#231;&#245;es entre 0,2 e 0,6 Hz, pertencentes &#224; banda de BF, diferentemente do controle barorreflexo da variabilidade da PA, que atuaria em freq&#252;&#234;ncias inferiores a 0,1 Hz<sup>40</sup>. Portanto, nossos resultados deixam evidente a participa&#231;&#227;o do NO na modula&#231;&#227;o das oscila&#231;&#245;es de BF da PAS, entretanto n&#227;o podemos afirmar que o exerc&#237;cio f&#237;sico n&#227;o exerce efeito sobre essa modula&#231;&#227;o ou se os mecanismos adaptativos induzidos pelo exerc&#237;cio f&#237;sico na PA seriam totalmente dependentes da a&#231;&#227;o do NO.</p>
    <p>Em suma, nossos resultados mostram que o treinamento f&#237;sico pr&#233;vio impede as altera&#231;&#245;es no controle auton&#244;mico card&#237;aco induzidas pelo bloqueio da s&#237;ntese do NO com L-NAME. No entanto, o treinamento f&#237;sico pr&#233;vio n&#227;o impediu o aumento das oscila&#231;&#245;es de BF na variabilidade da PAS ap&#243;s o bloqueio da s&#237;ntese do NO.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Finaciamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pela Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado de S&#227;o Paulo - FAPESP.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Mestrado de Bruno Rafael Orsini Rossi pela Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Hugo Celso Dutra de Souza </p>
        <p> Rua Lu&#237;s Basso, 130 - Jardim Recreio </p>
        <p> 14040-150 - Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="hugocds@fmrp.usp.br">hugocds@fmrp.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo enviado em 30/10/07; revisado recebido em 06/03/08; aceito em 10/03/08.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Chronic inhibition of nitric oxide synthesis: a new model of arterial hypertension</article-title>
          <source>Hypertension</source>
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            <year>1992</year>
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          <fpage>298</fpage>
          <lpage>303</lpage>
          <volume>20</volume>
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          <article-title>Nitric oxide: physiology, pathophysiology and pharmacology</article-title>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Mechanisms of blood pressure variability-induced cardiac hypertrophy and dysfunction in mice with impaired baroreflex</article-title>
          <source>Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol</source>
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          <volume>288</volume>
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          <article-title>Nitric oxide synthesis blockade increases hypertrophy and cardiac fibrosis in rats submitted to aerobic training</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Morphological and functional evidence against a sensory and sympathetic origin of nitric oxide synthase-containing nerves in the rat lower urinary tract</article-title>
          <source>Neuroscience</source>
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          <article-title>Endogenous nitric oxide buffers blood pressure variability between 0.2 and 0.6 Hz in the conscious rat</article-title>
          <source>Am J Physiol</source>
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            <year>1997</year>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Physical exercise attenuates the cardiac autonomic deficit induced by nitric oxide synthesis blockade</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The nitric oxide (NO) synthesis blockade is characterized by an increase in the cardiac sympathetic activity and the physical training promotes the decrease in the sympathetic activity. OBJECTIVE: We investigated the effect of the NO synthesis blockade on the autonomic cardiovascular control in rats submitted to aerobic exercises during a 10-week period. METHODS: Male Wistar rats were divided in four groups: control rats, treated with chow food and water ad libitum for 10 weeks (CR); control rats, treated with N G-nitro-L-arginine methyl ester (L-NAME) during the last week (CRL); rats trained during 10 weeks on an electrical treadmill (TR); rats trained for 10 weeks and treated with L-NAME during the last week (TRL). The autonomic cardiovascular control was investigated in all groups with the use of a double blockade with methylatropine and propranolol and analysis of variability. RESULTS: The CRL and TRL groups presented hypertension. The CRL group presented tachycardia and predominance of the sympathetic tonus in heat rate (HR) measurement after the pharmacological autonomic blockade. The TR group presented bradycardia and lower intrinsic HR when compared to the others. The evaluation of the HR variability showed lower absolute and normalized values in the low frequency (LF) band in the CRL group. On the other hand, the TRL presented an increase in the LF band in absolute values. The analysis of variability of the systemic arterial pressure (SAP) showed that the CRL and TRL groups presented higher values in the LF band. CONCLUSION: The previous physical exercise prevented the deficit in the autonomic cardiac control induced by the treatment with L-NAME, but did not prevent the increase in the SAP variability.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Exercise</kwd>
        <kwd>nitric oxide</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Physical exercise attenuates the cardiac autonomic deficit induced by nitric oxide synthesis blockade</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Bruno Rafael Orsini Rossi; Denise Mazer; Larissa Christina Rossit Silveira; Cynthia Pelegrino Jacinto; Tha&#237;sa Helena Roseli Di Sacco; Jo&#227;o Henrique Dutra Blanco; Evandro Jos&#233; Cesarino; Hugo Celso Dutra de Souza</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de S&#227;o Paulo, Ribeir&#227;o Preto, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The nitric oxide (NO) synthesis blockade is characterized by an increase in the cardiac sympathetic activity and the physical training promotes the decrease in the sympathetic activity.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> We investigated the effect of the NO synthesis blockade on the autonomic cardiovascular control in rats submitted to aerobic exercises during a 10-week period.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Male Wistar rats were divided in four groups: control rats, treated with chow food and water <italic>ad libitum</italic> for 10 weeks (CR); control rats, treated with N<sup>G</sup>-nitro-L-arginine methyl ester (L-NAME) during the last week (CRL); rats trained during 10 weeks on an electrical treadmill (TR); rats trained for 10 weeks and treated with L-NAME during the last week (TRL). The autonomic cardiovascular control was investigated in all groups with the use of a double blockade with methylatropine and propranolol and analysis of variability.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The CRL and TRL groups presented hypertension. The CRL group presented tachycardia and predominance of the sympathetic tonus in heat rate (HR) measurement after the pharmacological autonomic blockade. The TR group presented bradycardia and lower intrinsic HR when compared to the others. The evaluation of the HR variability showed lower absolute and normalized values in the low frequency (LF) band in the CRL group. On the other hand, the TRL presented an increase in the LF band in absolute values. The analysis of variability of the systemic arterial pressure (SAP) showed that the CRL and TRL groups presented higher values in the LF band.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The previous physical exercise prevented the deficit in the autonomic cardiac control induced by the treatment with L-NAME, but did not prevent the increase in the SAP variability.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Exercise; nitric oxide; hypertension.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The analogs of L-arginine (L-NMMA) or N<sup>G</sup>-nitro-L-arginine methyl ester (L-NAME), promote elevated and sustained arterial hypertension and have been extensively used as an experimental model of hypertension<sup>1</sup>. Hypertension occurs because these analogs compete with the endothelial L-arginine, preventing the action of the endothelial nitric oxide synthase (eNOS) and resulting in the substantial decrease in the nitric oxide (NO) production<sup>2</sup>. However, the increase in blood pressure (BP) is not only a consequence of the elimination of the vasodilating action of the NO, but also due to the elimination of its influence on the sites of cardiovascular autonomic control, promoting the increase in sympathetic activity. This statement is based on experimental animal studies that showed the increase in the sympathetic activity after the blockade of the NO synthesis<sup>3,4</sup>. It was also observed the predominance of the sympathetic autonomic component on the vagal component, associated with the decrease in the baroreflex sensitivity after the blockade of the NO synthesis<sup>5</sup>. In humans, the increase in the sympathetic activity in pathological situations such as arterial hypertension, many times associated to endothelial dysfunction, with a consequent decrease in the eNOS activity, has been observed<sup>6-8</sup>.</p>
      <p>Many studies have demonstrated that the practice of physical exercises also influences the cardiovascular autonomic control. It has been shown that rats submitted to training with aerobic exercises presented a decrease in the basal heart rate (HR), intrinsic heart rate (IHR), increase in the vagal tonus and decrease in the cardiac sympathetic tonus.</p>
      <p>Additionally, it was also observed an improvement in the baroreflex sensitivity, represented by the enhanced reflex tachycardic response to the induced hypotension<sup>9-11</sup>. Associated to these effects, the physical exercise also seems to reduce the BP levels and increase the NO release levels and activity<sup>12</sup>.</p>
      <p>In the clinical context, it has also been demonstrated that the physical training improves the cardiovascular autonomic and endothelial vasodilating functions in a systemic way, promoting beneficial cardiac and vascular effects<sup>13,14</sup>. These benefits, among several causes, would also be related to a higher NO production<sup>15</sup>.</p>
      <p>Routine physical exercise practice has been used as systemic arterial hypertension (SAH) prevention and anti-hypertensive therapy, attenuating the BP levels and decreasing the risk factors for cardiovascular diseases, including the autonomic ones<sup>8</sup>. However, the mechanisms involved in this process have yet to be fully elucidated. Therefore, the objective of the present study was to investigate the effect of previous physical exercise practice on the autonomic cardiac and vascular adaptations in rats submitted to the arterial hypertension model induced by the NO synthesis blockade. For that purpose, the present study used two different approaches: the pharmacological assessment of the autonomic tonus and the analysis of the variability of the HR and BP through the spectral analysis.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>All experimental procedures involved in the present study were approved by the Ethics Committee for Animal Research from the School of Medicine of Ribeir&#227;o Preto of the University of S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>Animals</bold>
      </p>
      <p>Male Wistar rats (150-180 g) were placed in individual boxes under controlled temperature conditions (21&#186;C) and 12-hour dark/light cycles. The animals were divided in four experimental groups:</p>
      <p>1. Control rats, treated with chow food and water <italic>ad libitum</italic> for 10 weeks (CR group; n = 14).</p>
      <p> 2. Control rats, submitted to treatment with N<sup>G</sup>-nitro-L-arginine methyl ester (L-NAME) dissolved in the drinking water during the last (tenth) week (CRL group; n = 14);</p>
      <p> 3. Group of rats trained during 10 weeks on an electrical treadmill (TR group; n=14);</p>
      <p> 4. Group of rats trained for 10 weeks and treated with L-NAME dissolved in the drinking water during the last week (TRL group; n=14).</p>
      <p>
        <bold>Physical training</bold>
      </p>
      <p>The animals from the training groups were submitted to the aerobic exercise protocol through forced treadmill exercise (Insight model EP-131, Ribeir&#227;o Preto, SP, Brazil) during ten weeks. The treadmill had six individual stalls that were 15-cm high, 10-cm wide and 50-cm length. The training was carried out with the treadmill at 0&#176; angle of inclination, velocity of 25 m/s, five days a week.</p>
      <p>
        <bold>Experimental protocol</bold>
      </p>
      <p><italic>&#149; Surgical procedure -</italic> On the sixth day of the last week, after being anesthetized with tribromoethanol (250 mg/kg, i.p.), all animals had catheters implanted in the femoral artery and vein (PE-50 welded to PE-10), filled with saline solution and heparin (500 IU/ml), which were exteriorized at the posterior neck region of the animal.</p>
      <p><italic>&#149; Blood Pressure (BP) and Heart Rate (HR) recording -</italic> 24 hours after the surgical procedure, the BP and the HR were recorded through a digital system of biological signal acquisition, which consisted of a pressure transducer (ADInstruments, Australia - MLT0380) and a signal amplifier (ADInstruments, Australia - ML110) coupled to the computerized acquisition system (ADInstruments, Australia - PowerLab 8/30). During the experimental procedure, the systolic arterial pressure (SAP), diastolic arterial pressure (DAP), mean arterial pressure (MAP) and HR were derived from the pulsatile BP through the use of software (PowerLab - Chart5 - ADInstruments, Australia).</p>
      <p><italic>&#149; Sympathetic-vagal tonus and pacemaker intrinsic HR (IHR) -</italic> All experimental groups received methylatropine (4 mg/kg) and propranolol (5 mg/kg), through a catheter in the femoral vein, to block the vagal and sympathetic influence on the heart. After the 40-minute basal recording period, methylatropine was injected (n = 7) and the BP, MAP and HR were recorded for 15 minutes to evaluate the effect of the vagal blockade on the HR. Subsequently, propranolol was injected in the same animal and the HR was recorded for 15 more minutes to determine the IHR. In another animal subgroup (n=7), the sequence was inverted to propranolol/methylatropine, following the same recording procedure (15/15 minutes) for each drug. The data obtained in the methylatropine/propranolol and propranolol/methylatropine sequences were added (n=14, in each group) to obtain the basal HR (before the drug injections) and the IHR.</p>
      <p><italic>&#149; Variability of HR (HRV) and systolic arterial pressure (SAP) -</italic> The analysis of the HR and SAP variability was carried out on the 40-minute basal recording obtained before the pharmacological blockade with methylatropine and propranolol. In order to do that, the points of inflexion of the arterial pulse were obtained, cycle by cycle, determining the systolic values of the BP. The temporal series of pulse intervals (PI) was generated from the pulsatile signal of the SAP, by measuring the time between the adjacent systolic peaks, beat by beat.</p>
      <p>The temporal series generated from the IP and SAP were divided in continuous segments of 300 beats, with an overlap of 50% between the adjacent segments. After the calculation of the means and the variance of each segment, these were submitted to the spectral analysis through an autoregressive method, as described in the lietarture<sup>16,17</sup>.</p>
      <p>The modeling of the oscillatory components present in the stationary segments of the temporal series of SAP and IP was calculated based on the Levinson-Durbin recursion, with the model being chosen according to Akaike criteria<sup>16</sup>. This procedure allows the automatic quantification of the frequency axis and power of each relevant oscillatory component, present in temporal series. The oscillatory components were classified as: very low frequency (VLF: 0.01-0.20 Hz), low frequency (LF: 0.20-0.75 Hz) and high frequency (HF: 0.75-2.50 Hz). The power of the oscillations of the LF and HF of the heart rate variability was also expressed in normalized units, obtained through the calculation of the ratio between the band power, LF or HF and by the total power after the subtraction of the VLF values. The normalization procedure was carried out to minimize the total power variations in the absolute values of the components of the LF and HF<sup>16,17</sup>.</p>
      <p><italic>&#149; Statistical analysis -</italic> The results are shown as MEANS &#177; SEM. The evaluation of the normal homoskedastic variables was carried out by using ANOVA (analysis of variance) associated to Tukey <italic>post-hoc</italic> Test. Statistical significance was set at p values &lt; 5% (p &lt; 0.05).</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Table 1</xref> shows the hemodynamic values obtained regarding MAP and basal HR of all studied groups. The CRL and TRL groups were hypertensive when compared to the CR and TR groups. As for the basal HR, the CRL group presented tachycardia, whereas the TR group presented bradycardia, when compared to the others. The values of the pharmacological autonomic blockade with methylatropine and propranolol, shown in <xref ref-type="fig" rid="en_06f1-body2">Figure 1</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Table 1</xref>, demonstrate the vagal to sympathetic predominance in the measurement of the basal HR in the CRL group, in opposition to the other groups that presented vagal predominance. A lower IHR was also observed in the TR group.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_06f1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="fig" rid="en_06f2-body2">Figure 2</xref> and <xref ref-type="table" rid="en_06t2-body2">table 2</xref> show the mean of the results of the HRV analysis in all studied groups. The analysis of the HRV indicates that the TR group presented a higher total variance than the CR and CRL groups. It also shows that the CRL group presented lower absolute and normalized values in the low-frequency oscillations (LF: 0.2-0.75 Hz), when compared to the other groups. In turn, the TRL group presented higher oscillations in the LF band, although, only in absolute values. The latter also presented, in absolute values, higher HF oscillations when compared to the CRL group. <xref ref-type="fig" rid="fig3-body2">Figure 3</xref> and <xref ref-type="table" rid="en_06t2-body2">table 2</xref> show the means of the results of the analysis of SAP variability in all groups. The analysis of the SAP variability showed that the groups treated with L-NAME, CRL and TRL, presented higher values in total variance and LF band oscillations when compared to the untreated groups, CR and TR. <xref ref-type="fig" rid="en_06f4-body2">Figure 4</xref> shows the representative spectrums of HRV (pulse interval) and SAP of one animal from each group, which was carried out by the autoregressive method.</p>
      <p content-type="asset">
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      </p>
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      </p>
      <p content-type="asset">
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      </p>
      <fig id="fig3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The aerobic physical exercise has been broadly used as a non-pharmacological anti-hypertensive therapy, attenuating the BP levels and decreasing the risk of metabolic and cardiovascular diseases, many times associated to endothelial dysfunction and decrease in the eNOS activity<sup>13-15</sup>.</p>
      <p>In the present study, the aerobic physical training on an electrical treadmill was not capable to inhibit or attenuate the BP increase due to the NO synthesis inhibition. In turn, some studies have shown that the aerobic training promotes the decrease in the BP values in animals chronically treated with L-NAME. This decrease would be associated to the increase in the eNOS activity and, consequently, increase in the NO availability<sup>12,18</sup>. The non-attenuation of the BP observed in the present study might be associated to methodological differences, such as time of treatment (7 days) and L-NAME dose (70 mg/kg), time (10 weeks) and intensity (25 m/s) of training. However, it is clear in our study that the physical training promoted adaptations, especially on the cardiac control.</p>
      <p>The NO synthesis blockade with L-NAME also promotes important alterations in the cardiovascular autonomic control. Among them is the inversion in the cardiac autonomic balance, with the sympathetic predominance<sup>5</sup>. Our results showed that the previous physical training, for a period of 10 weeks, prevents the inversion of the cardiac autonomic balance, as a consequence of the NO synthesis blockade for one week (tenth), preserving the vagal predominance. In turn, the physical training did not prevent the increase in the BP variability, characterized by the elevated oscillation in the LF band of the SAP.</p>
      <p>The treatment of the non-trained animals with L-NAME (CRL) promoted marked tachycardia, which seems to be attributed to the elevated sympathetic influence, as the IHR did not differ from that of the non-treated control group (CR). The trained animals treated with L-NAME (TRL), in turn, did not present tachycardia, but bradycardia, as the one presented by the group of untreated trained animals (TR). These findings indicate that the previous physical training was effective in attenuating the tachycardia induced by the L-NAME treatment, as these animals presented basal HR and IHR similar to those of the control group. This is possibly due to the effect of the physical exercise in preventing the increase of the cardiac sympathetic influence, induced by the NO deficiency<sup>5,18</sup>. It was also observed, in the group of untreated trained animals, marked basal bradycardia associated to the IHR decrease. This bradycardia seems to be caused by some mechanisms, perhaps even with the participation of the NO. Some studies have shown that the NO would increase the HR response to the vagal stimulation, <italic>in vitro</italic><sup>19</sup> as well as <italic>in vivo</italic><sup>20</sup>. This response would possibly involve a NO/GMPc pathway, facilitating the cardiac cholinergic transmission, which could also be co-responsible for the bradycardia after the aerobic physical training<sup>21</sup>. A subsequent study demonstrated that the genic transference of neuronal NOS (nNOS) within the atrial wall accompanied the vagal phenotype induced by the exercise, suggesting that the nNOS could be the key to the increase in the vagal cardiac function<sup>22</sup>. However, in opposition to this theory, a study demonstrated that the alterations found in automaticity and in the conduction of the sinus node impulse caused by the training of endurance athletes would be attributed to the intrinsic physiology of the heart and not to the autonomic influences<sup>9,22,23</sup>. Therefore, the basal bradycardia observed in the group of trained animals might be attributed mainly to the decrease in the pacemaker IHR, as we did not observe alterations in the autonomic behavior in this group.</p>
      <p>Regarding the autonomic control, the present study showed, at the pharmacological evaluation and HRV analysis, that the previous physical training attenuates or even prevents the alterations in the cardiac autonomic balance induced by the NO synthesis blockade. At the pharmacological evaluation, the cardiac autonomic tonus maintained the predominance of the vagal component over the sympathetic autonomic component in the basal HR measurement, in opposition to the sympathetic predominance observed in non-trained animals treated with L-NAME. Regarding the assessment of the HRV, the previous physical training was also responsible for the attenuation of many of the alterations found after the NO synthesis blockade. In this case, specifically, it was observed that the LF oscillations were decreased in the control animals treated with L-NAME and that the previous physical training prevented this decrease. This paradox, in which the possible increase in the sympathetic activity, promoting tachycardia in the hypertensive animals treated with L-NAME, would be associated with the decrease in the LF oscillations in the HRV has been observed before, in rats<sup>5</sup> as well as in other situations with humans that presented increase in the sympathetic activity, such as heavy physical exercise<sup>24</sup> or severe heart failure<sup>25</sup>. In these situations, when the physiological mechanisms are activated to their maximum capacity to maintain homeostasis, the cardiovascular system would not present a reserve to maintain its variability.</p>
      <p>Indeed, the cause of the decrease in the LF oscillations in the HRV in this model of hypertension remains unknown; however, it has been suggested that the increase in the sympathetic activity, associated to the abnormalities in the central autonomic modulation, the deficiency in the arterial baroreflex regulation and the alterations in the cardiac sensitivity to the catecholamines might be responsible for the decrease in the LF oscillations in the HRV<sup>5,25</sup>.</p>
      <p>The sympathetic predominance observed in the pharmacological analysis of the autonomic tonus and the decrease in the LF oscillations in the HRV seem to reflect the effects of the NO synthesis inhibition, mainly in the central nervous system. This statement is based on previous studies that demonstrated that the NO would act on central sites of cardiovascular autonomic control. These studies, carried out in different species, suggest that the NO would influence the processing of information from the baroreceptor afference, mainly in the solitary tract nucleus (STN) and in the rostral ventrolateral medulla (RVLM)<sup>26-29</sup>.</p>
      <p>A study carried out in anesthetized rats showed that the intravenous infusion of L-NAME decreased the neuronal discharge of NT<sup>26</sup> and that unilateral microinjections of L-arginine, also in the STN, produced a marked depressor neuronal response, bradycardia and decrease in the activity of the renal sympathetic nerve<sup>27</sup>.</p>
      <p>In turn, microinjections of L-NAME or L-NMMA inside the RVLM of rats and cats promoted BP increase<sup>28,29</sup>. When the baroreflex was assessed, it was demonstrated that not only the microinjection of L-NAME in central sites of cardiovascular control<sup>30</sup>, but also its systemic administration promoted the decrease in the baroreflex sensitivity<sup>5</sup>.</p>
      <p>Our findings demonstrated that the previous physical exercise decreases the impairment in the cardiac autonomic control induced by the NO deficiency. The mechanisms responsible for this effect are still uncertain, however, it is unquestionable that physical exercises, and mainly the aerobic type, would induce adaptations in central and peripheral sites in the cardiovascular control, even promoting an increase in the eNOS and nNOS expression<sup>31,32</sup>. In this case, it was demonstrated in central regions, such as the hypothalamus, STN and RVLM, that the adaptations induced by the physical exercise would be characterized by the decrease in the autonomic sympathetic drive, suggesting the participation of NO in such adaptations<sup>33-36</sup>.</p>
      <p>In turn, the assessment of the SAP variability demonstrated that the NO synthesis blockade with L-NAME promoted a marked increase in the LF oscillations, attributed to the sympathetic modulation, which was not prevented by the previous physical training. Among the possible consequences, the increase in the LF oscillations of the SAP would cause the activation of mechanosensitive and autocrine pathways, promoting concentric cardiac hypertrophy and a higher incidence of cardiovascular dysfunctions<sup>37,38</sup>. As for the NO, it would have a tamponade action over the LF oscillations, in opposition to the vascular sympathetic modulation<sup>39</sup>.</p>
      <p>This action would be triggered by acute alterations in the BP values, increasing the shearing tension in the endothelial cells and, consequently, the release of NO. The oscillations induced by the sympathetic activation would occur at frequencies ranging from 0.2 to 0.6 Hz, thus belonging to the LF band, differently from the baroreflex control of BP variability, which would act at frequencies lower than 0.1 Hz<sup>40</sup>. Therefore, our results clearly demonstrate the participation of the NO in the modulation of the LF oscillations of the SAP; however, we cannot affirm that the physical exercise does not have an effect on this modulation or whether the physical-exercise induced adaptive mechanisms in BP could be totally dependent on the NO action.</p>
      <p>In summary, our results show that the previous physical training prevents alterations in the cardiac autonomic control induced by the NO synthesis blockade with L-NAME. However, the previous physical training did not prevent the increase in the LF oscillations in the SAP variability after the NO synthesis blockade.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by <italic>Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado de S&#227;o Paulo - FAPESP</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of Master submitted by Bruno Rafael Orsini Rossi, from <italic>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de S&#227;o Paulo</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">El ejercicio f&#237;sico aten&#250;a el d&#233;ficit auton&#243;mico cardiaco inducido por el bloqueo de la s&#237;ntesis de &#243;xido n&#237;trico</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El bloqueo de la s&#237;ntesis de &#243;xido n&#237;trico (NO) se caracteriza por el incremento de la actividad simp&#225;tica cardiaca, y el entrenamiento f&#237;sico promueve la reducci&#243;n de la actividad simp&#225;tica. OBJETIVO: Investigamos el efecto del bloqueo de la s&#237;ntesis del NO sobre el control auton&#243;mico cardiovascular en ratones sometidos al ejercicio aerobio durante diez semanas. M&#201;TODOS: Se dividieron ratones wistar en cuatro grupos: control tratados con raci&#243;n y agua ad libitum durante diez semanas (RC); control tratados con NG-nitro-L-arginina metil &#233;ster (L-NAME) en la &#250;ltima semana (RCL); entrenados durante diez semanas en cinta motorizada (RT); entrenados por diez semanas y tratados con L-NAME en la &#250;ltima semana (RTL). Se investig&#243; el control auton&#243;mico cardiovascular en todos los grupos con la utilizaci&#243;n de doble bloqueo con metilatropina y propranolol, y an&#225;lisis de la variabilidad. RESULTADOS: Los grupos RCL y RTL presentaron hipertensi&#243;n. El grupo RCL present&#243; taquicardia y predominio del tono simp&#225;tico en la determinaci&#243;n de la FC tras el bloqueo auton&#243;mico farmacol&#243;gico. El grupo RT present&#243; bradicardia y menor frecuencia cardiaca (FC) intr&#237;nseca en relaci&#243;n a los dem&#225;s. La evaluaci&#243;n de la variabilidad de la FC mostr&#243; menores valores absolutos y normalizados en la banda de baja frecuencia (BF) en el grupo RCL. El grupo RTL present&#243; elevaci&#243;n en la banda de BF en valores absolutos. El an&#225;lisis de la variabilidad de la PAS mostr&#243; que los grupos RCL y RTL presentaron mayores valores en la banda de BF. CONCLUSI&#211;N: El ejercicio f&#237;sico previo impidi&#243; el d&#233;ficit en el control auton&#243;mico cardiaco inducido por el tratamiento con L-NAME, pero no impidi&#243; el aumento en la variabilidad de la PAS.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Ejercicio</kwd>
        <kwd>&#243;xido n&#237;trico</kwd>
        <kwd>hipertensi&#243;n</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>El ejercicio f&#237;sico aten&#250;a el d&#233;ficit auton&#243;mico cardiaco inducido por el bloqueo de la s&#237;ntesis de &#243;xido n&#237;trico </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Bruno Rafael Orsini Rossi; Denise Mazer; Larissa Christina Rossit Silveira; Cynthia Pelegrino Jacinto; Tha&#237;sa Helena Roseli Di Sacco; Jo&#227;o Henrique Dutra Blanco; Evandro Jos&#233; Cesarino; Hugo Celso Dutra de Souza</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Facultad de Medicina de Ribeir&#227;o Preto de la Universidad de S&#227;o Paulo, Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El bloqueo de la s&#237;ntesis de &#243;xido n&#237;trico (NO) se caracteriza por el incremento de la actividad simp&#225;tica cardiaca, y el entrenamiento f&#237;sico promueve la reducci&#243;n de la actividad simp&#225;tica.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Investigamos el efecto del bloqueo de la s&#237;ntesis del NO sobre el control auton&#243;mico cardiovascular en ratones sometidos al ejercicio aerobio durante diez semanas.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Se dividieron ratones wistar en cuatro grupos: control tratados con raci&#243;n y agua <italic>ad libitum</italic> durante diez semanas (RC); control tratados con NG-nitro-L-arginina metil &#233;ster (L-NAME) en la &#250;ltima semana (RCL); entrenados durante diez semanas en cinta motorizada (RT); entrenados por diez semanas y tratados con L-NAME en la &#250;ltima semana (RTL). Se investig&#243; el control auton&#243;mico cardiovascular en todos los grupos con la utilizaci&#243;n de doble bloqueo con metilatropina y propranolol, y an&#225;lisis de la variabilidad.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> Los grupos RCL y RTL presentaron hipertensi&#243;n. El grupo RCL present&#243; taquicardia y predominio del tono simp&#225;tico en la determinaci&#243;n de la FC tras el bloqueo auton&#243;mico farmacol&#243;gico. El grupo RT present&#243; bradicardia y menor frecuencia cardiaca (FC) intr&#237;nseca en relaci&#243;n a los dem&#225;s. La evaluaci&#243;n de la variabilidad de la FC mostr&#243; menores valores absolutos y normalizados en la banda de baja frecuencia (BF) en el grupo RCL. El grupo RTL present&#243; elevaci&#243;n en la banda de BF en valores absolutos. El an&#225;lisis de la variabilidad de la PAS mostr&#243; que los grupos RCL y RTL presentaron mayores valores en la banda de BF.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> El ejercicio f&#237;sico previo impidi&#243; el d&#233;ficit en el control auton&#243;mico cardiaco inducido por el tratamiento con L-NAME, pero no impidi&#243; el aumento en la variabilidad de la PAS.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Ejercicio, &#243;xido n&#237;trico, hipertensi&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los an&#225;logos de la L-arginina, como el NG-monometil-L-arginina (L-NMMA) o NG-nitro-L-arginina metil &#233;ster (L-NAME), promueven elevada y sostenida hipertensi&#243;n arterial y han sido muy utilizados como modelo experimental de hipertensi&#243;n<sup>1</sup>. La hipertensi&#243;n ocurre porque esos an&#225;logos concurren con la L-arginina endotelial, impidiendo la acci&#243;n del &#243;xido n&#237;trico sintasa endotelial (eNOS) y resultando en la reducci&#243;n sustancial de la producci&#243;n del &#243;xido n&#237;trico (NO)<sup>2</sup>. Sin embargo, el aumento en la presi&#243;n arterial (PA) no es s&#243;lo consecuencia de la retirada de la acci&#243;n vasodilatadora del NO, sino tambi&#233;n derivada de la retirada de su influencia sobre los sitios del control auton&#243;mico cardiovascular, al promover el incremento de la actividad simp&#225;tica. Esta afirmaci&#243;n est&#225; basada en estudios con animales experimentales que mostraron el incremento en la actividad simp&#225;tica tras el bloqueo de la s&#237;ntesis del NO<sup>3,4</sup>. Se verific&#243; tambi&#233;n el predominio del componente auton&#243;mico simp&#225;tico sobre el componente vagal, asociado a la disminuci&#243;n de la sensibilidad barorrefleja tras el bloqueo de la s&#237;ntesis del NO<sup>5</sup>. En humanos, se observ&#243; la elevaci&#243;n de la actividad simp&#225;tica en situaciones patol&#243;gicas como hipertensi&#243;n arterial, muchas veces asociada a la disfunci&#243;n endotelial con consecuente disminuci&#243;n de la actividad de la eNOS<sup>6-8</sup>.</p>
      <p>A su vez, muchos estudios evidenciaron que la realizaci&#243;n de ejercicios f&#237;sicos tambi&#233;n influencia el control auton&#243;mico cardiovascular. Se mostr&#243; que ratones sometidos al entrenamiento con ejercicios f&#237;sicos aerobios presentaban disminuci&#243;n en la frecuencia cardiaca (FC) basal, frecuencia cardiaca intr&#237;nseca (FCI), aumento en el tono vagal y reducci&#243;n del tono simp&#225;tico card&#237;aco. Adem&#225;s de ello, se observ&#243; tambi&#233;n la mejora en la sensibilidad barorrefleja, representada por la mayor respuesta taquic&#225;rdica refleja a la hipotensi&#243;n inducida<sup>9-11</sup>. Asociado a estos efectos, el ejercicio f&#237;sico tambi&#233;n parece reducir los valores de la PA y aumentar los niveles de liberaci&#243;n y actividad del NO<sup>12</sup>.</p>
      <p>En el contexto cl&#237;nico, tambi&#233;n se demostr&#243; que el entreno f&#237;sico mejora la funci&#243;n auton&#243;mica cardiovascular y vasodilatadora endotelial de modo sist&#233;mico, al promover efectos ben&#233;ficos card&#237;acos y vasculares<sup>13,14</sup>. Esos beneficios, entre diversas causas, tambi&#233;n estar&#237;an relacionados con la mayor producci&#243;n del NO<sup>15</sup>.</p>
      <p>A su vez, la realizaci&#243;n peri&#243;dica de ejercicios f&#237;sicos ha sido utilizada como prevenci&#243;n y terapia antihipertensiva, al atenuar los valores de la PA y reducir los efectos de los factores de riesgo para enfermedades cardiovasculares, incluso auton&#243;micos<sup>8</sup>. Sin embargo, los mecanismos implicados en ese proceso a&#250;n no est&#225;n totalmente elucidados. Por lo tanto, el presente estudio tuvo como objetivo investigar el efecto del ejercicio f&#237;sico previo sobre las adaptaciones auton&#243;micas card&#237;acas y vasculares en ratones sometidos al modelo de hipertensi&#243;n arterial inducida por el bloqueo de la s&#237;ntesis del NO. Para ello, el presente estudio utiliz&#243; dos abordajes: la evaluaci&#243;n farmacol&#243;gica del tono auton&#243;mico y el an&#225;lisis de la variabilidad de la FC y PA por medio del an&#225;lisis espectral.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Todos los procedimientos experimentales implicados en este estudio fueron aprobados por el Comit&#233; de &#201;tica para investigaci&#243;n con animales de la Facultad de Medicina de Ribeir&#227;o Preto de la Universidad de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>Animales</bold>
      </p>
      <p>Se colocaron ratones wistar machos (150-180 g) en cajas individuales bajo condiciones de temperatura controlada (21&#186;C) y ciclo claro/oscuro de 12 horas.Se dividieron los animales en cuatro grupos experimentales:</p>
      <p>1. Grupo de ratones-control tratados con raci&#243;n y agua <italic>ad libitum</italic> durante diez semanas (grupo RC; n = 14).</p>
      <p>2. Grupo de ratones-control sometidos al tratamiento con L-NAME disuelto en el agua de beber (70 mg/kg) durante la &#250;ltima (d&#233;cima) semana (grupo RCL; n = 14).</p>
      <p>3. Grupo de ratones entrenados en cinta motorizada durante diez semanas (grupo RT; n = 14).</p>
      <p>4. Grupo de ratones entrenados durante diez semanas y tratados en la &#250;ltima semana con L-NAME disuelto en el agua de beber (grupo RTL; n = 14).</p>
      <p>
        <bold>Entrenamiento f&#237;sico</bold>
      </p>
      <p>Se sometieron los animales de los grupos entrenados al protocolo de ejercicio aerobio, por medio de marcha forzada en cinta motorizada (Insight modelo EP-131, Ribeir&#227;o Preto, SP, Brasil) durante diez semanas. La cinta pose&#237;a seis partes individuales con altura de 15 cm, ancho interno de 10 cm y largo de 50 cm. Se realiz&#243; el entreno con la cinta hacia 0&#176; de inclinaci&#243;n, velocidad de 25 m/s, cinco d&#237;as por semana.</p>
      <p>
        <bold>Protocolo experimental</bold>
      </p>
      <p>&#149; <italic>Procedimiento quir&#250;rgico:</italic> en el sexto d&#237;a de la &#250;ltima semana, bajo anestesia de tribromoethanol (250 mg/kg, i.p), se implantaron en todos los animales, en la arteria y vena femorales, cat&#233;teres (PE-50 soldado al PE-10) rellenados con soluci&#243;n salina y heparina (500 IU/ml) que se exteriorizaban en la regi&#243;n posterior del cuello del animal.</p>
      <p>&#149; <italic>Registro de la presi&#243;n arterial (PA) y frecuencia cardiaca (FC):</italic> veinticuatro horas tras el procedimiento quir&#250;rgico, se registraron la PA y FC por medio del sistema digital de adquisici&#243;n de se&#241;ales biol&#243;gicas que era compuesto por un transductor de presi&#243;n (ADInstruments, Australia - MLT0380) y amplificador de se&#241;ales (ADInstruments, Australia - ML110) acoplado al sistema de adquisici&#243;n computarizada (ADInstruments, Australia - PowerLab 8/30). Durante el procedimiento experimental, la presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS), la presi&#243;n arterial diast&#243;lica, la presi&#243;n arterial media (PAM) y la FC se derivaban de la PA puls&#225;til por medio de un <italic>software</italic> (PowerLab - Chart5 - ADInstruments, Australia).</p>
      <p><bold>&#149;</bold><italic>Tono simpatovagal y frecuencia cardiaca intr&#237;nseca de marcapasos (FCI):</italic> en todos los grupos experimentales, se administran metilatropina (4 mg/kg) y propranolol (5 mg/kg), a trav&#233;s del cat&#233;ter en la vena femoral, para bloquear la influencia vagal y simp&#225;tica sobre el coraz&#243;n. Tras el per&#237;odo de registro basal de 40 minutos, se inyectaba la metilatropina (n = 7), y se registraban durante 15 minutos la PA, PAM y FC, para evaluar el efecto del bloqueo vagal sobre la FC. Enseguida, se inyectaba el propranolol en el mismo animal y se registraba la FC por m&#225;s 15 minutos, para determinar la FCI. En otro subgrupo de animales (n = 7), se invert&#237;a la secuencia para propranolol/metilatropina, sigui&#233;ndose el mismo procedimiento de registro (15/15 minutos) para cada droga. Se totalizaron los datos obtenidos en las secuencias metilatropina/propranolol y propranolol/metilatropina (n=14, en cada grupo) para la obtenci&#243;n de la FC basal (antes de la inyecci&#243;n de las drogas) y la FCI.</p>
      <p><bold>&#149;</bold><italic>Variabilidad de la frecuencia cardiaca (VFC) y presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS):</italic> se realiz&#243; el an&#225;lisis de la variabilidad de la FC y PAS sobre el registro basal de 40 minutos obtenidos antes del bloqueo farmacol&#243;gico con metilatropina y propranolol. Para ello, se obtuvieron los puntos de inflexi&#243;n, ciclo hacia ciclo, del pulso arterial, determin&#225;ndose los valores sist&#243;licos de la PA. La serie temporal de los intervalos de pulso (IP) se gener&#243; desde la se&#241;al puls&#225;til de la PAS, midi&#233;ndose el tiempo entre los picos sist&#243;licos adyacentes, latido hacia latido. Las series temporales generadas del IP y de la PAS se dividieron en segmentos continuos de 300 latidos, con superposici&#243;n de 50% entre los segmentos adyacentes. Tras el c&#225;lculo de los promedios y de la variancia de cada segmento, se sometieron &#233;stos al an&#225;lisis espectral por medio del m&#233;todo autorregresivo, en conformidad con lo descrito en la literatura<sup>16,17</sup>. Se calcul&#243; el modelado de los componentes oscilatorios presente en los segmentos estacionarios de las series temporales de la PAS y del IP basado en el algoritmo de Levinson-Durbin, con el modelo elegido de acuerdo con los criterios de Akaike<sup>16</sup>. Ese procedimiento permite la calificaci&#243;n autom&#225;tica del eje de la frecuencia y de la potencia de cada componente oscilatorio relevante, presentes en las series temporales. Se clasificaron los componentes oscilatorios en: muy baja frecuencia (MBF: 0,01-0,20 Hz), baja frecuencia (BF: 0,20-0,75 Hz) y alta frecuencia (AF: 0,75-2,50 Hz). La potencia de las oscilaciones de BF y AF de la VFC tambi&#233;n se expres&#243; en unidades normalizadas, obtenida por el c&#225;lculo de la raz&#243;n entre el valor de la potencia de la banda, BF o HF, y por la potencia total tras la sustracci&#243;n de los valores de MBF. Se realiz&#243; el procedimiento de normalizaci&#243;n para reducir las variaciones de la potencia total en los valores absolutos de los componentes de LF y HF<sup>16,17</sup>.</p>
      <p><bold>&#149;</bold><italic>An&#225;lisis estad&#237;stico:</italic> se presentaronlos resultados como PROMEDIO &#177; EPM. Se hizo la evaluaci&#243;n de las variables normales homoced&#225;sticas utiliz&#225;ndose el an&#225;lisis de variancia ANOVA asociado al <italic>post-hoc</italic> prueba de Tukey. Se consideraron estad&#237;sticamente significantes las diferencias en que <italic>p</italic> era menor que 5% (p &lt; 0,05).</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref> muestra los valores hemodin&#225;micos obtenidos referentes a la PAM y FC basal de todos los grupos estudiados. Los grupos RCL y RTL se presentaron hipertensos en relaci&#243;n a los grupos RC y RT. En cuanto a la FC basal, el grupo RCL se present&#243; taquic&#225;rdico, mientras que el grupo RT se present&#243; bradic&#225;rdico en relaci&#243;n a los otros. Los valores del bloqueo auton&#243;mico farmacol&#243;gico con metilatropina y propranolol, presentados en la <xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref> y <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>, muestran el predominio simp&#225;tico sobre el vago en la determinaci&#243;n de la FC basal en el grupo RCL, al contrario de los otros grupos que presentaron el predominio vagal. Tambi&#233;n se verifica menor FCI en el grupo RT.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>La <xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figura 2</xref> y la <xref ref-type="table" rid="es_06t2-body3">Tabla 2</xref> muestran el promedio de los resultados del an&#225;lisis de la VFC de todos los grupos estudiados. El an&#225;lisis de la VFC indica que el grupo RT present&#243; mayor variancia total que los grupos RC y RCL. Tambi&#233;n evidencia que el grupo RCL present&#243; menores valores absolutos y normalizados en las oscilaciones de baja frecuencia (BF: 0,2-0,75Hz) cuando comparado a los otros grupos. Ya el grupo RTL present&#243; mayores oscilaciones en la banda de BF, pero s&#243;lo en valores absolutos. Este &#250;ltimo tambi&#233;n present&#243;, en valores absolutos, mayores oscilaciones de AF en relaci&#243;n al grupo RCL. La <xref ref-type="fig" rid="f3-body3">Figura 3</xref> y la <xref ref-type="table" rid="es_06t2-body3">Tabla 2</xref> muestran el promedio de los resultados del an&#225;lisis de la variabilidad de la PAS en todos los grupos. El an&#225;lisis de la variabilidad de la PAS evidenci&#243; que los grupos tratados con L-NAME, RCL y RTL presentaron mayores valores en la variancia total y en las oscilaciones de la banda de BF en relaci&#243;n a los grupos no tratados, RC y RT. La <xref ref-type="fig" rid="es_06f4-body3">Figura 4</xref> presenta los espectros representativos de la VFC (intervalo de pulso) y de la PAS de un animal de cada grupo, que se realiz&#243; por medio del m&#233;todo autorregresivo.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_06t2-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_06f4-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gf03-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0031-00006-gf04-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El ejercicio f&#237;sico aerobio ha sido ampliamente utilizado como terapia antihipertensiva no farmacol&#243;gica, al atenuar los valores de la PA y reducir el riesgo de enfermedades metab&#243;licas y cardiovasculares, muchas veces asociadas a la disfunci&#243;n endotelial y disminuci&#243;n de la actividad de la eNOS<sup>13-15</sup>.</p>
      <p>En nuestro estudio, el entrenamiento f&#237;sico aerobio en cinta motorizada no fue capaz de inhibir o atenuar la elevaci&#243;n de la PA proveniente de la inhibici&#243;n de la s&#237;ntesis del NO. Sin embargo, algunos estudios evidenciaron que el entrenamiento aerobio promover&#237;a una disminuci&#243;n en los valores de PA en animales tratados cr&#243;nicamente con L-NAME. Esa disminuci&#243;n estar&#237;a asociada al aumento de la actividad de la eNOS y, consecuentemente, aumento en la disponibilidad del NO<sup>12,18</sup>. La no atenuaci&#243;n de la PA, observada en nuestro estudio, puede estar asociada a las diferencias metodol&#243;gicas, como el per&#237;odo de tratamiento (7 d&#237;as) y dosificaci&#243;n del L-NAME (70 mg/kg), tiempo (10 semanas) e intensidad (25 m/s) de entrenamiento. Sin embargo, es evidente, en nuestro estudio, que el entrenamiento f&#237;sico previo gener&#243; adaptaciones, principalmente sobre el control card&#237;aco.</p>
      <p>El bloqueo de la s&#237;ntesis del NO con L-NAME tambi&#233;n provoca importantes cambios en el control auton&#243;mico cardiovascular. De ellos, se destaca la inversi&#243;n en el balance auton&#243;mico card&#237;aco, con el predominio simp&#225;tico<sup>5</sup>. Nuestros resultados demostraron que el entreno f&#237;sico previo, durante diez semanas, impide la inversi&#243;n del balance auton&#243;mico card&#237;aco en consecuencia del bloqueo de la s&#237;ntesis del NO por una semana (d&#233;cima), preserv&#225;ndose el predominio vagal. A su vez, el entrenamiento f&#237;sico no previno el aumento en la variabilidad de la PA, caracterizada por la elevada oscilaci&#243;n en la banda BF de la PAS.</p>
      <p>El tratamiento de los animales no entrenados (RCL) con L-NAME provoc&#243; una prominente taquicardia que se puede atribuir a la elevada influencia simp&#225;tica, una vez que la FCI no difiri&#243; del grupo control no tratado (RC). Los animales entrenados y tratados con L-NAME (RTL), no presentaron taquicardia, sino bradicardia como la que present&#243; el grupo de animales s&#243;lo entrenados. Estos hallazgos indican que el entrenamiento f&#237;sico previo fue efectivo en atenuar la taquicardia inducida por el tratamiento con L-NAME, ya que esos animales presentaron la FC basal y la FCI semejantes al grupo control. Este hecho se debe, posiblemente, al efecto del ejercicio f&#237;sico en prevenir el aumento de la influencia simp&#225;tica cardiaca inducida por la deficiencia del NO<sup>5,18</sup>. Se observ&#243;, en el grupo de animales s&#243;lo entrenados, prominente bradicardia basal asociada a la reducci&#243;n de la FCI. Esa bradicardia parece ser causada por algunos mecanismos, incluso con la participaci&#243;n del NO. Algunos estudios han evidenciado que el NO incrementar&#237;a la respuesta de la FC a la estimulaci&#243;n vagal, tanto <italic>in vitro</italic><sup>19</sup> como <italic>in vivo</italic><sup>20</sup>. Esa respuesta implicar&#237;a, posiblemente, una v&#237;a NO-GMPc, al facilitar la transmisi&#243;n cardiaca colin&#233;rgica. Esa facilitaci&#243;n tambi&#233;n podr&#237;a ser co-responsable de la bradicardia tras el entrenamiento f&#237;sico aerobio<sup>21</sup>. Se demostr&#243; en estudio posterior que la transferencia g&#233;nica de la NOS neuronal (nNOS), dentro de la pared atrial, segu&#237;a el fenotipo vagal inducido por el ejercicio, sugiri&#233;ndose que la nNOS podr&#237;a ser la clave para el aumento de la funci&#243;n cardiaca vagal<sup>22</sup>. Sin embargo, al contrario de dicha teor&#237;a, un estudio demostr&#243; que las alteraciones encontradas en la automaticidad y en la conducci&#243;n del impulso del nodo sinusal, provocadas por el entrenamiento de atletas de <italic>endurance</italic>, se atribuir&#237;an a la fisiolog&#237;a intr&#237;nseca del coraz&#243;n, y no a las influencias auton&#243;micas<sup>9,22,23</sup>. Por lo tanto, la bradicardia basal observada en el grupo de animales entrenados se puede atribuir, principalmente, a la disminuci&#243;n de la FCI de marcapasos, ya que no observamos alteraciones en el comportamiento auton&#243;mico en ese grupo.</p>
      <p>En relaci&#243;n al control auton&#243;mico, el presente estudio evidenci&#243; en la evaluaci&#243;n farmacol&#243;gica y en el an&#225;lisis de la VFC que el entrenamiento f&#237;sico previo aten&#250;a o impide los cambios en el balance auton&#243;mico card&#237;aco, inducidos por el bloqueo de la s&#237;ntesis del NO. En la evaluaci&#243;n farmacol&#243;gica, el tono auton&#243;mico card&#237;aco mantuvo el predominio del componente vagal sobre el componente auton&#243;mico simp&#225;tico en la determinaci&#243;n de la FC basal, al contrario del predominio simp&#225;tico observado en los animales no entrenados y tratados con L-NAME. En el caso de la evaluaci&#243;n de la VFC, el entrenamiento f&#237;sico previo tambi&#233;n fue el responsable de atenuar gran parte de los cambios encontrados tras el bloqueo de la s&#237;ntesis del NO. En ese caso, sobre todo, se observ&#243; que las oscilaciones de BF estaban reducidas en los animales control tratados con L-NAME y que el entrenamiento f&#237;sico previo impidi&#243; esa reducci&#243;n. Ya se observ&#243; anteriormente que dicha paradoja &#151;en que el posible aumento en la actividad simp&#225;tica, provoc&#225;ndose taquicardia en los animales hipertensos tratados con L-NAME&#151;, se asociar&#237;a a la disminuci&#243;n en las oscilaciones de BF en la VFC, tanto en ratones<sup>5</sup> como en otras situaciones con humanos, los que presentaban aumento de la actividad simp&#225;tica, como ejercicio f&#237;sico pesado<sup>24</sup> o insuficiencia cardiaca severa<sup>25</sup>. En esas situaciones, cuando se movilizan los mecanismos fisiol&#243;gicos en su capacidad m&#225;xima para mantener la homeostasis, el sistema cardiovascular no presentar&#237;a reserva para mantener su variabilidad. De hecho, la causa de la disminuci&#243;n en las oscilaciones de BF en la VFC en ese modelo de hipertensi&#243;n es a&#250;n desconocida. Sin embargo, se ha sugerido que el aumento en la actividad simp&#225;tica, asociado a las anormalidades en la modulaci&#243;n auton&#243;mica central, la deficiencia en la regulaci&#243;n barorrefleja arterial y los cambios en la sensibilidad cardiaca a las catecolaminas pueden ser los responsables de la disminuci&#243;n de las oscilaciones de BF en la VFC<sup>5,25</sup>.</p>
      <p>El predominio simp&#225;tico, observado en el an&#225;lisis farmacol&#243;gico del tono auton&#243;mico, y la disminuci&#243;n en las oscilaciones de BF en la VFC parecen revelar los efectos de la inhibici&#243;n de la s&#237;ntesis del NO, principalmente en el sistema nervoso central. Esta afirmaci&#243;n est&#225; basada en estudios anteriores que demostraron que el NO actuar&#237;a en sitios centrales del control auton&#243;mico cardiovascular. Esos estudios, realizados en diferentes especies, sugieren que el NO influenciar&#237;a el procesamiento de las informaciones advenidas de la aferencia barorreceptora, principalmente en el n&#250;cleo del trato solitario (NTS) y en la medula ventrolateral rostral (RVLM)<sup>26-29</sup>. Un estudio en ratones anestesiados evidenci&#243; que la infusi&#243;n intravenosa de L-NAME reduc&#237;a la descarga neuronal del NT<sup>26</sup> y que microinyecciones unilaterales de L-arginina, tambi&#233;n en el NTS, produc&#237;an prominente respuesta depresora neuronal, bradicardia y reducci&#243;n de la actividad del nervio simp&#225;tico renal<sup>27</sup>. Las microinyecciones de L-NAME o L-NMMA, a su vez, dentro del RVLM de ratones y gatos promov&#237;an el aumento de la PA<sup>28,29</sup>. Cuando se evalu&#243; el barorreflejo se demostr&#243; que tanto la microinyecci&#243;n de L-NAME en sitios centrales de control cardiovascular<sup>30</sup> como su administraci&#243;n sist&#233;mica promov&#237;an disminuci&#243;n en la sensibilidad del barorreflejo<sup>5</sup>.</p>
      <p>Nuestros hallazgos evidenciaron que el ejercicio f&#237;sico previo reduce el perjuicio en el control auton&#243;mico card&#237;aco inducido por la deficiencia del NO. Los mecanismos responsables por ese efecto son a&#250;n inciertos, pero se nota que el ejercicio f&#237;sico, principalmente el aerobio, inducir&#237;a adaptaciones en sitios centrales y perif&#233;ricos en el control cardiovascular, incluso provoc&#225;ndose un aumento en la expresi&#243;n de la eNOS y nNOS<sup>31,32</sup>. En ese caso, se demostr&#243; en regiones centrales, como hipot&#225;lamo, NTS y RVLM, que las adaptaciones inducidas por el ejercicio f&#237;sico se caracterizar&#237;an por la disminuci&#243;n del <italic>drive</italic> auton&#243;mico simp&#225;tico, incluso, sugiri&#233;ndose la participaci&#243;n del NO en esas adaptaciones<sup>33-36</sup>.</p>
      <p>Por otro lado, la evaluaci&#243;n de la variabilidad de la PAS demostr&#243; que el bloqueo de la s&#237;ntesis del NO con L-NAME promocion&#243; acentuado aumento en las oscilaciones de BF, atribuidas a la modulaci&#243;n simp&#225;tica, que no fue evitado por el entrenamiento f&#237;sico previo. Entre las posibles consecuencias, el aumento en las oscilaciones de BF de la PAS provocar&#237;a la activaci&#243;n de v&#237;as mecanosensitivas y autocrinas, provocando hipertrofia cardiaca conc&#233;ntrica y mayor incidencia de disfunciones cardiovasculares<sup>37,38</sup>. Ya el NO tendr&#237;a acci&#243;n tamponante sobre las oscilaciones de BF, oponi&#233;ndose a la modulaci&#243;n simp&#225;tica vascular<sup>39</sup>. Esta acci&#243;n ser&#237;a desencadenada por alteraciones agudas en los valores de la PA, increment&#225;ndose la tensi&#243;n de cizallamiento en las c&#233;lulas endoteliales y, consecuentemente, la liberaci&#243;n del NO. Las oscilaciones inducidas por la activaci&#243;n simp&#225;tica ocurrir&#237;an en frecuencias de variaciones entre 0,2 y 0,6 Hz, pertenecientes a la banda de BF, diferentemente del control barorreflejo de la variabilidad de la PA, que actuar&#237;a en frecuencias inferiores a 0,1 Hz<sup>40</sup>. Por lo tanto, nuestros resultados evidencian la participaci&#243;n del NO en la modulaci&#243;n de las oscilaciones de BF de la PAS, pero no podemos afirmar que el ejercicio f&#237;sico no ejerce efecto sobre esa modulaci&#243;n o si los mecanismos adaptativos inducidos por el ejercicio f&#237;sico en la PA ser&#237;an totalmente dependientes de la acci&#243;n del NO.</p>
      <p>Resumiendo, nuestros resultados muestran que el entrenamiento f&#237;sico previo impide los cambios en el control auton&#243;mico card&#237;aco, inducidos por el bloqueo de la s&#237;ntesis del NO con L-NAME. Pero, el entrenamiento f&#237;sico previo no impidi&#243; el aumento de las oscilaciones de BF en la variabilidad de la PAS tras el bloqueo de la s&#237;ntesis del NO.</p>
      <p>
        <bold>Potencial conflicto de intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de finaciaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado por la Fundaci&#243;n de Amparo a la Investigaci&#243;n del Estado de S&#227;o Paulo-FAPESP</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Maestr&#237;a de Bruno Rafael Orsini Rossi, por la Facultad de Medicina de Ribeir&#227;o Preto de la Universidad de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
