<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">vrLrKBkMFK73YKzgcGrzMkK</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00004</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2009000100004</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(09)09200104</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2009000100004</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Preval&#234;ncia de fatores de risco cardiovascular em trabalhadores de uma ind&#250;stria brasileira</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Cassani</surname>
            <given-names>Roberta Soares Lara</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Nobre</surname>
            <given-names>Fernando</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Pazin Filho</surname>
            <given-names>Ant&#244;nio</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Schmidt</surname>
            <given-names>Andr&#233;</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Ribeir&#227;o Preto</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
      <volume>92</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>16</fpage>
      <lpage>22</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>14</day>
          <month>09</month>
          <year>2007</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>01</day>
          <month>11</month>
          <year>2007</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>06</day>
          <month>05</month>
          <year>2008</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Determinar os fatores de risco cardiovascular &#233; essencial para a preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria das doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio. OBJETIVO: Obter a preval&#234;ncia de fatores de risco cardiovascular em uma popula&#231;&#227;o de industri&#225;rios no Brasil. M&#201;TODOS: Estudo transversal em uma coorte com entrevista sociodemogr&#225;fica para identifica&#231;&#227;o de fatores de risco cardiovascular, medidas antropom&#233;tricas e de press&#227;o arterial e coleta de sangue capilar para dosagem de glicose, colesterol e triglic&#233;rides em funcion&#225;rios de ambos os sexos de ind&#250;stria aliment&#237;cia. RESULTADOS: Avaliaram-se 1.047 funcion&#225;rios, sendo 913 (87%) do sexo masculino, com idade m&#233;dia de 36 &#177; 8 anos. A freq&#252;&#234;ncia de sedentarismo foi de 83% e de sobrepeso de 63%. Hipertens&#227;o arterial foi identificada em 28% dos indiv&#237;duos e 45% estavam na faixa de pr&#233;-hipertens&#227;o. Altera&#231;&#227;o de glicose capilar foi detectada em 49% dos participantes, colesterol elevado em 7% e triglic&#233;rides em 11% da popula&#231;&#227;o. Os valores de &#237;ndice de massa corp&#243;rea n&#227;o se associaram &#224; renda, mas houve rela&#231;&#227;o inversa com n&#237;vel de escolaridade. CONCLUS&#195;O: Sobrepeso e sedentarismo s&#227;o os principais fatores de risco cardiovascular em popula&#231;&#227;o de industri&#225;rios.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Fatores de risco</kwd>
        <kwd>doen&#231;a das coron&#225;rias</kwd>
        <kwd>aterosclerose</kwd>
        <kwd>doen&#231;a cerebrovascular</kwd>
        <kwd>epidemiologia</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>04</day>
        <month>02</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Preval&#234;ncia de fatores de risco cardiovascular em trabalhadores de uma ind&#250;stria brasileira</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Roberta Soares Lara Cassani; Fernando Nobre; Ant&#244;nio Pazin Filho; Andr&#233; Schmidt</bold>
    </p>
    <p>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto (USP), Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Determinar os fatores de risco cardiovascular &#233; essencial para a preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria das doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Obter a preval&#234;ncia de fatores de risco cardiovascular em uma popula&#231;&#227;o de industri&#225;rios no Brasil. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo transversal em uma coorte com entrevista sociodemogr&#225;fica para identifica&#231;&#227;o de fatores de risco cardiovascular, medidas antropom&#233;tricas e de press&#227;o arterial e coleta de sangue capilar para dosagem de glicose, colesterol e triglic&#233;rides em funcion&#225;rios de ambos os sexos de ind&#250;stria aliment&#237;cia. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Avaliaram-se 1.047 funcion&#225;rios, sendo 913 (87%) do sexo masculino, com idade m&#233;dia de 36 &#177; 8 anos. A freq&#252;&#234;ncia de sedentarismo foi de 83% e de sobrepeso de 63%. Hipertens&#227;o arterial foi identificada em 28% dos indiv&#237;duos e 45% estavam na faixa de pr&#233;-hipertens&#227;o. Altera&#231;&#227;o de glicose capilar foi detectada em 49% dos participantes, colesterol elevado em 7% e triglic&#233;rides em 11% da popula&#231;&#227;o. Os valores de &#237;ndice de massa corp&#243;rea n&#227;o se associaram &#224; renda, mas houve rela&#231;&#227;o inversa com n&#237;vel de escolaridade. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Sobrepeso e sedentarismo s&#227;o os principais fatores de risco cardiovascular em popula&#231;&#227;o de industri&#225;rios.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Fatores de risco, doen&#231;a das coron&#225;rias, aterosclerose, doen&#231;a cerebrovascular, epidemiologia, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A doen&#231;a coronariana &#233; a principal causa de morte no Brasil desde os anos 1970<sup>1</sup>. In&#250;meros fatores de risco para doen&#231;a coronariana t&#234;m sido identificados desde os trabalhos primordiais oriundos do Framingham Heart Study<sup>2-4</sup>. Diversos levantamentos epidemiol&#243;gicos constataram a elevada presen&#231;a de fatores de risco na popula&#231;&#227;o brasileira, mas com padr&#245;es regionais distintos<sup>1,5,6</sup>. Ao longo das &#250;ltimas d&#233;cadas, em parte por modifica&#231;&#245;es nos h&#225;bitos alimentares e no grau de atividade f&#237;sica da popula&#231;&#227;o, verificou-se um incremento na propor&#231;&#227;o de sobrepeso, inclusive em faixas et&#225;rias mais jovens, propiciando condi&#231;&#245;es para o aparecimento de diabetes e, possivelmente, da doen&#231;a coronariana. Estudos recentemente publicados com dados da popula&#231;&#227;o latino-americana evidenciam elevada preval&#234;ncia de fatores de risco em pacientes hospitalizados por s&#237;ndromes isqu&#234;micas mioc&#225;rdicas inst&#225;veis<sup>7,8</sup>.</p>
    <p>Uma caracteriza&#231;&#227;o precisa dos fatores de risco cardiovascular em grupo populacional espec&#237;fico &#233; essencial para a implanta&#231;&#227;o de campanhas educativas e protocolos de interven&#231;&#227;o que otimizem a aplica&#231;&#227;o dos recursos existentes. No Brasil, a preval&#234;ncia de fatores de risco apresenta varia&#231;&#227;o regional<sup>9,10</sup>, com rela&#231;&#227;o inversa entre situa&#231;&#227;o socioecon&#244;mica e mortalidade cardiovascular<sup>11,12</sup>. Por&#233;m, h&#225; poucos estudos comparativos da distribui&#231;&#227;o de fatores de risco considerando as diferen&#231;as socioecon&#244;micas.</p>
    <p>O objetivo do presente estudo foi avaliar a preval&#234;ncia de fatores de risco cardiovascular em popula&#231;&#227;o de industri&#225;rios.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>No per&#237;odo de agosto de 2002 a julho de 2003, foram avaliados funcion&#225;rios em uma ind&#250;stria de refrigerantes localizada na cidade de Itu (SP). O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto da Universidade de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>Os procedimentos do estudo foram realizados por um dos autores (Roberta Soares Lara Cassani) e por entrevistadores previamente treinados para conduzirem as diversas etapas da coleta de informa&#231;&#245;es e dos dados cl&#237;nicos e bioqu&#237;micos. A coleta do material utilizado neste estudo foi realizada em cinco per&#237;odos semanais (duas manh&#227;s, duas tardes e uma noite), coincidindo com a presen&#231;a dos funcion&#225;rios no servi&#231;o m&#233;dico da empresa para a realiza&#231;&#227;o dos exames peri&#243;dicos anuais, em seus turnos de trabalho, com jejum pr&#233;vio de pelo menos 4 horas.</p>
    <p>Realizaram-se entrevista padronizada, exame antropom&#233;trico, medida da press&#227;o arterial e coleta de dados bioqu&#237;micos, com dura&#231;&#227;o aproximada de 25 minutos. A entrevista padronizada consistiu na coleta de informa&#231;&#245;es pessoais como idade, faixa salarial e n&#237;vel educacional, al&#233;m de h&#225;bitos de vida, como a presen&#231;a de sedentarismo (definida como menos que tr&#234;s per&#237;odos semanais de atividade f&#237;sica em per&#237;odo de lazer com pelo menos 30 minutos de dura&#231;&#227;o) e conhecimento pr&#233;vio da presen&#231;a de fatores de risco tais como hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS), tabagismo e diabete, al&#233;m de hist&#243;ria familiar para doen&#231;a coronariana precoce (homens abaixo de 55 anos e mulheres abaixo de 60 anos).</p>
    <p>As medidas antropom&#233;tricas foram obtidas com o funcion&#225;rio em p&#233;, descal&#231;o e sem a parte superior do vestu&#225;rio, conforme o manual de procedimentos antropom&#233;tricos produzido pelo National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), revisado em dezembro de 2000<sup>13</sup>. Peso e altura foram obtidos utilizando balan&#231;a mec&#226;nica Filizzola modelo 31(S&#227;o Paulo, Brasil). O &#237;ndice de massa corporal (IMC) foi obtido dividindo-se o peso em quilogramas pelo quadrado da estatura em metros. Foram avaliadas as circunfer&#234;ncias de abdome (CA) e quadril (CQ), utilizando a fita m&#233;trica inextens&#237;vel. A rela&#231;&#227;o entre a circunfer&#234;ncia do abdome e a circunfer&#234;ncia do quadril (RAQ) foi calculada mediante, respectivamente, o quociente desses valores.</p>
    <p>A press&#227;o arterial sist&#234;mica foi obtida com o volunt&#225;rio sentado, utilizando aparelho autom&#225;tico OMRON-Modelo HEM 705-CP (Jap&#227;o), seguindo metodologia descrita pelas V Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial<sup>14</sup>. Realizaram-se tr&#234;s medi&#231;&#245;es com intervalo m&#237;nimo de um minuto entre elas, e o resultado final foi expresso pela sua m&#233;dia aritm&#233;tica. Os valores foram agrupados de acordo com a classifica&#231;&#227;o proposta pelo VII Joint National Commmitte<sup>15</sup>.</p>
    <p>Tr&#234;s gotas de sangue para a realiza&#231;&#227;o dos exames bioqu&#237;micos foram coletadas por meio de pun&#231;&#227;o digital, sendo cada gota aplicada diretamente nas tiras de teste descart&#225;veis, previamente acopladas a cada aparelho utilizado para esse fim. A glicose capilar foi obtida com o Glucometer Elite (Bayer Elite, Jap&#227;o), e o colesterol total e triglic&#233;rides foram medidos utilizando-se o Accutrend GCT (Boehringer Mannheim, Alemanha).</p>
    <p>Os valores est&#227;o expressos como m&#233;dia e desvio padr&#227;o. Compara&#231;&#245;es entre duas vari&#225;veis foram feitas com a utiliza&#231;&#227;o do teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> no caso de vari&#225;veis cont&#237;nuas, e o teste exato de Fischer foi utilizado para compara&#231;&#227;o entre propor&#231;&#245;es.</p>
    <p>Utilizou-se a an&#225;lise de vari&#226;ncia (ANOVA) na compara&#231;&#227;o entre tr&#234;s ou mais grupos de vari&#225;veis cont&#237;nuas. Em caso de diferen&#231;a estatisticamente significativa, p&#243;s-teste, a compara&#231;&#227;o dos pares de vari&#225;veis foi feita pelo m&#233;todo de Bonferroni. O teste do qui-quadrado foi utilizado para compara&#231;&#227;o entre tr&#234;s ou mais vari&#225;veis, com an&#225;lise de tend&#234;ncia. A correla&#231;&#227;o de Pearson foi realizada para observa&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o entre duas vari&#225;veis cont&#237;nuas. O n&#237;vel de signific&#226;ncia estat&#237;stica foi definido como menor que 5%.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Dados demogr&#225;ficos</bold>
    </p>
    <p>Avaliaram-se 1.047 funcion&#225;rios, sendo 913 (87%) do sexo masculino. Esse n&#250;mero corresponde &#224; totalidade dos indiv&#237;duos que trabalhavam na unidade, com exce&#231;&#227;o daqueles afastados por motivos de sa&#250;de no dia do exame peri&#243;dico ou demitidos antes do exame peri&#243;dico anual. A idade m&#233;dia da popula&#231;&#227;o avaliada foi de 36 &#177; 8 anos. Cerca de 2/3 encontravam-se entre 30 e 50 anos. Em rela&#231;&#227;o ao grau de instru&#231;&#227;o, verificou-se que inexistiam analfabetos e que a maioria possu&#237;a grau de instru&#231;&#227;o igual ou superior ao n&#237;vel secund&#225;rio (68%). Na distribui&#231;&#227;o por faixa salarial, em rela&#231;&#227;o ao n&#250;mero de sal&#225;rios m&#237;nimos vigentes &#224; &#233;poca, observou-se que a maioria dos funcion&#225;rios recebia acima de tr&#234;s sal&#225;rios m&#237;nimos (94%) e que havia um predom&#237;nio de menores sal&#225;rios para as mulheres (20% das mulheres e 4% dos homens recebiam de 1 a 3 sal&#225;rios m&#237;nimos). Tal fato decorreu, provavelmente, do tipo de atividade menos especializada exercida por elas. A <xref ref-type="table" rid="tab1">tabela 1</xref> sumariza os dados demogr&#225;ficos.</p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Preval&#234;ncia e distribui&#231;&#227;o dos fatores de risco cardiovascular</bold>
    </p>
    <p>Os dados encontram-se sumarizados na <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref>. Em rela&#231;&#227;o &#224; press&#227;o arterial, verificou-se que apenas 27% da popula&#231;&#227;o apresentava n&#237;veis press&#243;ricos considerados normais ou desej&#225;veis. Em contraste, os pr&#233;-hipertensos atingiram 45% da popula&#231;&#227;o, e a HAS (est&#225;gio 1 ou 2) foi identificada em 293 indiv&#237;duos, correspondendo a 28% da popula&#231;&#227;o estudada, sendo a maioria do sexo masculino (94%).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>No que tange &#224; intoler&#226;ncia a glicose, verificou-se que 51% da popula&#231;&#227;o avaliada apresentava glicemia abaixo de 100 mg/dl, e 40% encontravam-se na faixa de intoler&#226;ncia &#224; glicose, manifestando n&#237;veis glic&#234;micos iguais ou superiores a 100 mg/dl e menores que 126 mg/dl. A distribui&#231;&#227;o por g&#234;nero (41% dos homens e 35% das mulheres) foi semelhante no que diz respeito &#224; presen&#231;a de intoler&#226;ncia &#224; glicose (qui-quadrado: p = 0,62). Glicemia acima de 126 mg/dl foi detectada em 9% dos indiv&#237;duos.</p>
    <p>Colesterol capilar elevado foi encontrado em 7%, e 11% da popula&#231;&#227;o apresentava n&#237;veis de triglic&#233;rides totais aumentados. Em 2% das mulheres e 5% dos funcion&#225;rios do sexo masculino, os triglic&#233;rides encontravam-se na faixa considerada como lim&#237;trofe. Sendo assim, 16% da popula&#231;&#227;o apresentava triglic&#233;rides acima do desej&#225;vel.</p>
    <p>Hist&#243;ria familiar pregressa de doen&#231;a arterial coronariana em parentes de primeiro grau foi constatada em 41 mulheres, correspondendo a 31% da popula&#231;&#227;o feminina, e 184 homens (20% dos 913 homens) apresentaram esse reconhecido fator de risco. Em 12 indiv&#237;duos (9 do sexo feminino), n&#227;o foi poss&#237;vel estabelecer com precis&#227;o a presen&#231;a de doen&#231;a cardiovascular em familiares.</p>
    <p>Tabagismo estava presente 11% da popula&#231;&#227;o, sem diferen&#231;a significativa, entre os sexos (P = 0,37). No que se refere a funcion&#225;rios que relataram tabagismo pregresso, a entrevista padronizada indicou que 185 homens e 17 mulheres j&#225; haviam sido tabagistas, o que corresponde a 19% da popula&#231;&#227;o avaliada. Trezentos e catorze funcion&#225;rios referiram tabagismo atual ou pregresso, indicando que 30% da popula&#231;&#227;o avaliada est&#225; ou esteve exposta a esse fator de risco.</p>
    <p>Foi constatado elevado n&#237;vel de sedentarismo (83%), com distribui&#231;&#227;o semelhante em ambos os sexos. Quanto &#224; atividade f&#237;sica praticada pelos indiv&#237;duos ativos, foi em sua maioria do tipo aer&#243;bica, e 42% faziam caminhadas, 15% desenvolviam atividades aer&#243;bicas ou exerc&#237;cios resistivos em academias de gin&#225;stica e cerca de 12% praticavam futebol de modo regular.</p>
    <p>
      <bold>Vari&#225;veis antropom&#233;tricas</bold>
    </p>
    <p>Verificou-se que, com exce&#231;&#227;o das mulheres com 40 anos ou menos, a popula&#231;&#227;o apresenta valores m&#233;dios de IMC na faixa de pr&#233;-obesidade. Os valores m&#233;dios para o sexo feminino para as faixas et&#225;rias de 30 anos ou menos, de 31 a 40 anos, de 41 a 50 anos e acima de 50 anos foram, respectivamente, 25,5&#177;4,2, 24,9&#177;3,5, 26,2&#177;3,9 e 27,5&#177;6,3, e n&#227;o foi observada nenhuma diferen&#231;a significativa entre as diversas faixas et&#225;rias (ANOVA: P = 0,19). No sexo masculino, o IMC apresentou correla&#231;&#227;o positiva com o incremento da faixa et&#225;ria (r = 0,21; P &lt; 0,001). Os valores m&#233;dios de IMC para as mesmas faixas et&#225;rias anteriormente descritas foram 25,9&#177;4,2, 26,4&#177;3,7, 27,9&#177;4,0 e 28,0&#177;3,7. Contudo, mais relevante foi a significativa diferen&#231;a entre as faixas et&#225;rias mais jovens e as mais avan&#231;adas (ANOVA: P &lt;0,001).</p>
    <p>Os dados sumarizados na <xref ref-type="table" rid="tab3">tabela 3</xref> indicam uma elevada preval&#234;ncia de sobrepeso na popula&#231;&#227;o estudada (63%), e nos homens foi maior que nas mulheres (64% e 51%, respectivamente). A faixa de pr&#233;-obesidade (46% dos participantes) foi a que apresentou maior percentual de indiv&#237;duos. Dentre as poss&#237;veis rela&#231;&#245;es determinantes da elevada preval&#234;ncia de sobrepeso, analisamos duas em particular, por serem reconhecidas como importantes vari&#225;veis em rela&#231;&#227;o aos fatores de risco cardiovascular: renda e n&#237;vel de instru&#231;&#227;o.</p>
    <table-wrap id="tab3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t4">tabela 4</xref> descreve a distribui&#231;&#227;o do IMC normal ou alterado de acordo com a faixa salarial. A popula&#231;&#227;o feminina, na faixa salarial de 6 a 10 sal&#225;rios m&#237;nimos, apresentava a maior concentra&#231;&#227;o de funcion&#225;rias com IMC acima de 25 kg/m&#178;.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t4">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Para o sexo masculino, com exce&#231;&#227;o da menor faixa salarial, houve predom&#237;nio de pr&#233;-obesidade e obesidade em todas as outras, sendo pr&#243;xima ou superior a 2/3 da popula&#231;&#227;o das faixas salariais maiores. Em ambos os sexos, n&#227;o foi poss&#237;vel identificar diferen&#231;as estatisticamente significativas no IMC m&#233;dio entre as diversas faixas salariais (ANOVA: P = 0,30 para o sexo masculino e P = 0,91 para o sexo feminino).</p>
    <p>No que tange ao grau de instru&#231;&#227;o (<xref ref-type="table" rid="tab5">tab. 5</xref>), pudemos constatar que o comportamento foi distinto entre os sexos. N&#227;o ocorreram varia&#231;&#245;es significativas no IMC, para o sexo feminino (ANOVA P = 0,18), nos diversos n&#237;veis educacionais. Contudo, o sexo masculino apresentou maiores valores de IMC no grupo com grau de instru&#231;&#227;o menor (ANOVA P = 0,03). A an&#225;lise entre os subgrupos (Bonferroni) evidenciou que havia uma tend&#234;ncia a menores valores de IMC nos mais instru&#237;dos em rela&#231;&#227;o aos de faixa educacional prim&#225;ria.</p>
    <table-wrap id="tab5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Circunfer&#234;ncia abdominal, circunfer&#234;ncia de quadril e rela&#231;&#227;o circunfer&#234;ncia abdominal/circunfer&#234;ncia de quadril</bold>
    </p>
    <p>O sexo feminino n&#227;o apresentou nenhuma altera&#231;&#227;o significativa na CA e CQ, apesar do incremento observado na CA ap&#243;s os 40 anos. Os valores m&#233;dios para as faixas et&#225;rias de 30 anos ou menos, de 31 a 40 anos, de 41 a 50 anos e acima de 51 anos para CA foram 83,7&#177; 9,5, 83,7&#177; 9,1, 88,1&#177;11,1 e 91,3&#177;16,9 (p = 0,05), respectivamente. Para as mesmas faixas et&#225;rias, os valores da CQ foram: 102,3&#177;9,8, 97,8&#177;11,5, 96,8&#177;11,7 e 103,3&#177;17,2, respectivamente (p = 0,12). Em rela&#231;&#227;o &#224; RAQ, houve signific&#226;ncia estat&#237;stica apenas na compara&#231;&#227;o entre a primeira e a terceira faixa et&#225;ria (Bonferroni: P = 0,02), sendo os valores, respectivamente, 0,82&#177;0,09, 0,86&#177;0,1, 0,93&#177;0,24 e 0,89&#177;0,16. Para a popula&#231;&#227;o masculina, o comportamento dessas vari&#225;veis antropom&#233;tricas foi distinto e encontra-se sumarizado na <xref ref-type="table" rid="t6">tabela 6</xref>. Nesse caso, todas as vari&#225;veis apresentaram incremento com o avan&#231;ar da idade, com signific&#226;ncia estat&#237;stica para CA e RAQ, na an&#225;lise por faixas et&#225;rias. A CA apresentou incremento significativo com o aumento da idade, saindo de uma faixa cuja associa&#231;&#227;o com menor risco cardiovascular &#233; bem conhecida para dimens&#245;es claramente preocupantes nas categorias mais idosas. Em rela&#231;&#227;o &#224; CQ, houve varia&#231;&#227;o apenas ap&#243;s os 40 anos, de forma bem menos acentuada.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t6">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt06.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo identificou uma popula&#231;&#227;o relativamente jovem com elevada preval&#234;ncia de fatores de risco cardiovasculares. De modo relevante, observaram-se n&#237;veis alarmantes de sedentarismo (83%) e sobrepeso (63%). Sedentarismo tem sido encontrado freq&#252;entemente em estudos populacionais brasileiros<sup>16-18</sup> nos mesmos n&#237;veis aqui relatados e em popula&#231;&#245;es e regi&#245;es distintas. A elevada preval&#234;ncia em grupo populacional t&#227;o jovem &#233; fato preocupante. Da mesma forma, sobrepeso vem sendo detectado de modo mais freq&#252;ente em diversos estudos nacionais<sup>9,16</sup> e internacionais, sendo a presen&#231;a de aterosclerose subcl&#237;nica relativamente freq&#252;ente nesse grupo de indiv&#237;duos<sup>19</sup>. Al&#233;m disso, em popula&#231;&#227;o relativamente jovem, tal preval&#234;ncia de sobrepeso sugere elevado risco para obesidade em seguimento de longo prazo, tal como verificado em Framingham<sup>20</sup>, ainda que esses dados n&#227;o possam ser diretamente transportados para nossa amostra populacional. Isso pode ser parcialmente constatado de forma indireta e estatisticamente significativa pelo incremento na circunfer&#234;ncia abdominal, atualmente considerada um importante preditor de altera&#231;&#245;es metab&#243;licas provenientes do ac&#250;mulo de gordura visceral, nas diversas faixas et&#225;rias do sexo masculino (<xref ref-type="table" rid="t6">tab, 6</xref>), e pela correla&#231;&#227;o positiva do IMC.</p>
    <p>A an&#225;lise da influ&#234;ncia do padr&#227;o socioecon&#244;mico evidencia que indiv&#237;duos com melhor grau de instru&#231;&#227;o apresentam menores IMC, notadamente no sexo masculino. Esse resultado est&#225; em acordo com estudos pr&#233;vios que constataram obesidade mais prevalente em classes menos instru&#237;das<sup>21</sup>. Faixas salariais (<xref ref-type="table" rid="t4">tab. 4</xref>) n&#227;o tiveram influ&#234;ncia no perfil de IMC, com distribui&#231;&#227;o semelhante nas diversas faixas avaliadas. A presen&#231;a de sobrepeso concomitante &#224; de outros fatores de risco cardiovascular<sup>22</sup> tamb&#233;m foi constatada neste estudo.</p>
    <p>Verificamos elevada preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial e de modo muito marcante de pr&#233;-hipertens&#227;o, notadamente no sexo masculino. Como est&#225; bem demonstrado que h&#225; incremento futuro na press&#227;o arterial de indiv&#237;duos com n&#237;veis lim&#237;trofes<sup>23</sup>, podemos supor que, sem a ocorr&#234;ncia de interven&#231;&#227;o, exista uma importante tend&#234;ncia de que essa popula&#231;&#227;o jovem apresente elevada propor&#231;&#227;o de hipertensos, de acordo com resultados de s&#233;ries internacionais.</p>
    <p>De modo semelhante, houve elevada preval&#234;ncia de indiv&#237;duos com intoler&#226;ncia &#224; glicose (40%), com 9% deles com glicemia acima de 126 mg/dl. A literatura nacional apresenta levantamentos epidemiol&#243;gicos em que a intoler&#226;ncia a glicose foi menor, mas os estudos realizados consideravam intoler&#226;ncia apenas se a glicemia estivesse acima de 110 mg/dl, e este estudo utilizou a classifica&#231;&#227;o recente da American Diabetes Association, que classifica como intoler&#226;ncia &#224; glicose valores entre 100 e 125 mg/dl<sup>24</sup>. Em que pese o fato de n&#227;o ter sido realizada uma glicemia de jejum, a detec&#231;&#227;o na glicemia capilar de n&#237;veis elevados ap&#243;s pelo menos 4 horas de jejum &#233; indicativa de dist&#250;rbio na homeostase da glicose, j&#225; que certa equival&#234;ncia entre glicemia capilar e venosa convencional est&#225; descrita na literatura<sup>25</sup>. Em virtude da elevada preval&#234;ncia de sobrepeso na popula&#231;&#227;o estudada, tal fato &#233; relevante, indicando uma maior possibilidade de ocorr&#234;ncia futura de diabetes melito tipo 2, mediante a manuten&#231;&#227;o de h&#225;bitos de estilo de vida inadequados.</p>
    <p>No que tange &#224; dislipidemia, constatamos que a preval&#234;ncia de hipercolesterolemia foi menor que em outros estudos em popula&#231;&#245;es semelhantes<sup>26,27</sup> e em percentual menor que a maioria dos outros fatores de risco cl&#225;ssicos, e as altera&#231;&#245;es nos n&#237;veis de triglic&#233;rides foram mais comumente encontradas.</p>
    <p>Em virtude do tipo de atividade profissional, diversas campanhas educativas desenvolvidas pela pr&#243;pria ind&#250;stria previamente reduziram o tabagismo, mas quase um ter&#231;o dos funcion&#225;rios ainda apresenta o fator de risco, pelo uso atual ou pr&#233;vio do tabaco. Nossos dados s&#227;o semelhantes aos de outros estudos nacionais em grupos selecionados<sup>17,27</sup>. Da mesma maneira, h&#225; uma r&#237;gida pol&#237;tica interna que restringe o consumo de &#225;lcool, e o pr&#243;prio registro do di&#225;rio alimentar dos funcion&#225;rios (n&#227;o utilizado neste estudo) evidenciou baixa ingesta alco&#243;lica. Al&#233;m disso, gra&#231;as &#224; mecaniza&#231;&#227;o, n&#227;o h&#225; contato com a bebida, sendo a maioria das atividades ligadas ao processamento de suprimentos, embalagem e transporte. Algo que poderia ser um fator preocupante, o acesso a refrigerantes de modo livre no refeit&#243;rio, que poderia favorecer um consumo exagerado, n&#227;o foi observado nem relatado nos registros alimentares.</p>
    <p>Finalmente, deve ser ressaltada a elevada preval&#234;ncia de altera&#231;&#245;es na circunfer&#234;ncia abdominal, notadamente no sexo masculino. Como marcador da ocorr&#234;ncia de s&#237;ndrome metab&#243;lica, o padr&#227;o de altera&#231;&#245;es encontradas indica que pode haver elevada preval&#234;ncia de casos, apesar de estudo dirigido a esse fim n&#227;o ter sido realizado, mas onde a interven&#231;&#227;o nutricional isoladamente pode ser altamente ben&#233;fica no controle de diversos fatores de risco e redu&#231;&#227;o do risco cardiovascular global.</p>
    <p>Em conclus&#227;o, este estudo identifica a elevada preval&#234;ncia de fatores de risco cardiovascular em um grupo populacional diferenciado em termos socioecon&#244;micos. A constata&#231;&#227;o de que fatores de risco modific&#225;veis predominam sugere que programas educativos podem ser &#250;teis na preven&#231;&#227;o das futuras complica&#231;&#245;es advindas de um estilo de vida pouco saud&#225;vel identificado. Deve, contudo, ser ressaltado que esses programas devem ser n&#227;o apenas focados em grupos espec&#237;ficos, mas ampliados para a&#231;&#245;es mais abrangentes, por meio de a&#231;&#245;es modificadoras de padr&#245;es de comportamento social, j&#225; que muito programas educativos podem ser relevantes para preven&#231;&#227;o prim&#225;ria de diversas doen&#231;as cr&#244;nicas, como o est&#237;mulo &#224; atividade f&#237;sica e alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Mestrado de Roberta Soares Lara Cassani pela Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto - USP.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Andr&#233; Schmidt </p>
        <p> Rua Rui Barbosa, 261/61 - Centro - 14015-120 </p>
        <p> Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="aschmidt@cardiol.br">aschmidt@cardiol.br</email>, </p>
        <p><email xlink:href="aschmidt@fmrp.usp.br">aschmidt@fmrp.usp.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="aschmidt@usp.br">aschmidt@usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 14/09/07; revisado recebido em 01/11/07; aceito em 06/05/08.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. de Souza MF,    Alencar AP, Malta DC, Moura L, Mansur AP. Serial temporal analysis of ischemic    heart disease and stroke death risk in five regions of Brazil from 1981 to 2001.    Arq Bras Cardiol. 2006; 87: 735-40.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Serial temporal analysis of ischemic heart disease and stroke death risk in five regions of Brazil from 1981 to 2001</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>735</fpage>
          <lpage>40</lpage>
          <volume>87</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>de Souza</surname>
              <given-names>MF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Alencar</surname>
              <given-names>AP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Malta</surname>
              <given-names>DC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Moura</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mansur</surname>
              <given-names>AP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Kannel WB, Dawber    TR, Kagan A, Revotskie N, Stokes J 3rd. Factors of risk in the development of    coronary heart diseasesix year follow-up experience. The Framingham Study.    Ann Intern Med. 1961; 55: 33-50.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Factors of risk in the development of coronary heart disease-six year follow-up experience: The Framingham Study</article-title>
          <source>Ann Intern Med</source>
          <date>
            <year>1961</year>
          </date>
          <fpage>33</fpage>
          <lpage>50</lpage>
          <volume>55</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kannel</surname>
              <given-names>WB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dawber</surname>
              <given-names>TR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kagan</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Revotskie</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Stokes 3rd</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Dawber TR, Kannel    WB, McNamara PM, Cohen ME. An epidemiologic study of apoplexy ("strokes"). Observations    in 5,209 adults in the Framingham Study on Association of Various Factors in    the development of apoplexy. Trans Am Neurol Assoc. 1965; 90: 237-40.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>An epidemiologic study of apoplexy ("strokes"). Observations in 5,209 adults in the Framingham Study on Association of Various Factors in the development of apoplexy</article-title>
          <source>Trans Am Neurol Assoc</source>
          <date>
            <year>1965</year>
          </date>
          <fpage>237</fpage>
          <lpage>40</lpage>
          <volume>90</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Dawber</surname>
              <given-names>TR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kannel</surname>
              <given-names>WB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McNamara</surname>
              <given-names>PM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cohen</surname>
              <given-names>ME</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Freund KM, Belanger    AJ, D'Agostino RB,Kannel WB. et al. The health risks of smoking. The Framingham    Study: 34 years of follow-up. Ann Epidemiol. 1993; 3: 417-24.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The health risks of smoking: The Framingham Study: 34 years of follow-up</article-title>
          <source>Ann Epidemiol</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>417</fpage>
          <lpage>24</lpage>
          <volume>3</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Freund</surname>
              <given-names>KM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Belanger</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>D'Agostino</surname>
              <given-names>RB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kannel</surname>
              <given-names>WB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Lessa I, Mendonca    GA, Teixeira MT. Non-communicable chronic diseases in Brazil: from risk factors    to social impact. Bol Oficina Sanit Panam. 1996; 120: 389-413.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Non-communicable chronic diseases in Brazil: from risk factors to social impact</article-title>
          <source>Bol Oficina Sanit Panam</source>
          <date>
            <year>1996</year>
          </date>
          <fpage>389</fpage>
          <lpage>413</lpage>
          <volume>120</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lessa</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mendonca</surname>
              <given-names>GA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Teixeira</surname>
              <given-names>MT</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Lessa I. Trends    in productive years of life lost to premature mortality due to coronary heart    disease. Arq Bras Cardiol. 2002; 79: 617-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Trends in productive years of life lost to premature mortality due to coronary heart disease</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>617</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>79</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lessa</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Lanas F, Avezum    A, Bautista LE, Diaz R, Luna M, Islam S, et al. Risk factors for acute myocardial    infarction in Latin America: the INTERHEART Latin American study. Circulation.    2007; 115: 1067-74.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Risk factors for acute myocardial infarction in Latin America: the INTERHEART Latin American study</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>1067</fpage>
          <lpage>74</lpage>
          <volume>115</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lanas</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Avezum</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bautista</surname>
              <given-names>LE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Diaz</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Luna</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Islam</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Piegas LS, Avezum    A, Pereira JC, Neto JM, Hoepfner C, Farran JA, et al. Risk factors for myocardial    infarction in Brazil. Am Heart J. 2003; 146: 331-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Risk factors for myocardial infarction in Brazil</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>331</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>146</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Piegas</surname>
              <given-names>LS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Avezum</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pereira</surname>
              <given-names>JC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Neto</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hoepfner</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Farran</surname>
              <given-names>JA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Castanho VS,    Oliveira LS, Pinheiro HP, Oliveira HC, Faria EC. Sex differences in risk factors    for coronary heart disease: a study in a Brazilian population. BMC Public Health.    2001; 1: 3.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Sex differences in risk factors for coronary heart disease: a study in a Brazilian population</article-title>
          <source>BMC Public Health</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>3</fpage>
          <volume>1</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Castanho</surname>
              <given-names>VS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>LS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pinheiro</surname>
              <given-names>HP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>HC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Faria</surname>
              <given-names>EC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Feio CM, Fonseca    FA, Rego SS, Feio MNB, Elias MC, Costa EA, et al. Lipid profile and cardiovascular    risk in two Amazonian populations. Arq Bras Cardiol. 2003; 81: 592-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Lipid profile and cardiovascular risk in two Amazonian populations</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>592</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <volume>81</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Feio</surname>
              <given-names>CM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fonseca</surname>
              <given-names>FA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rego</surname>
              <given-names>SS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Feio</surname>
              <given-names>MNB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Elias</surname>
              <given-names>MC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Costa</surname>
              <given-names>EA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Kannel WB,    Eaker ED. Psychosocial and other features of coronary heart disease: insights    from the Framingham Study. Am Heart J. 1986; 112: 1066-73.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Psychosocial and other features of coronary heart disease: insights from the Framingham Study</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
          <date>
            <year>1986</year>
          </date>
          <fpage>1066</fpage>
          <lpage>73</lpage>
          <volume>112</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kannel</surname>
              <given-names>WB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Eaker</surname>
              <given-names>ED</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Ishitani LH,    Franco GC, Perpetuo IH, Franca E. Socioeconomic inequalities and premature mortality    due to cardiovascular diseases in Brazil. Rev Saude Publica. 2006; 40: 684-91.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Socioeconomic inequalities and premature mortality due to cardiovascular diseases in Brazil</article-title>
          <source>Rev Saude Publica</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>684</fpage>
          <lpage>91</lpage>
          <volume>40</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ishitani</surname>
              <given-names>LH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Franco</surname>
              <given-names>GC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Perpetuo</surname>
              <given-names>IH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Franca</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <label>13</label>
        <mixed-citation>13. National Center for Health Statistics. National Health and Nutrition. Examination Survey. NHANES III, Data, Files, Documentation, and SAS Code. [Accessed 2007 Ago 3]. Available from: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.cdc.gov/nchs/about/major/nhanes/nh3data.htm">http://www.cdc.gov/nchs/about/major/nhanes/nh3data.htm</ext-link>.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>NHANES III, Data, Files, Documentation, and SAS Code</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. Sociedade Brasileira    de Cardiologia. IV Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial. Arq    Bras Cardiol. 2004; 82 (supl 4): 7-22.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>IV Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>7</fpage>
          <lpage>22</lpage>
          <volume>82</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15. Chobanian AV,    Bakris GL, Black HR, Cushman WC, Green LA, Izzo JL, et al. The Seventh report    of the Joint National Committee on Prevention, detection, Evaluation, and Treatment    of High Blood Pressure: the JNC 7 Report. JAMA. 2003; 289: 2560-72.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The Seventh report of the Joint National Committee on Prevention, detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure: the JNC 7 Report</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>2560</fpage>
          <lpage>72</lpage>
          <volume>289</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Chobanian</surname>
              <given-names>AV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bakris</surname>
              <given-names>GL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Black</surname>
              <given-names>HR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cushman</surname>
              <given-names>WC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Green</surname>
              <given-names>LA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Izzo</surname>
              <given-names>JL</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <mixed-citation>16. Castanheira    M, Olinto MT, Gigante DP. Socio-demographic and lifestyle factors associated    with abdominal fat distribution in adults: a population-based survey in Southern    Brazil. Cad Saude Publica. 2003;19 (Suppl 1): S55-S65.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Socio-demographic and lifestyle factors associated with abdominal fat distribution in adults: a population-based survey in Southern Brazil</article-title>
          <source>Cad Saude Publica</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>S55</fpage>
          <lpage>S65</lpage>
          <volume>19</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Castanheira</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Olinto</surname>
              <given-names>MT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gigante</surname>
              <given-names>DP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Matos MF, Souza    e Silva NA, Pimenta AJ, da Cunha AJ. Prevalence of risk factors for cardiovascular    disease in employees of the Research Center at Petrobras. Arq Bras Cardiol.    2004; 82: 1-4.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence of risk factors for cardiovascular disease in employees of the Research Center at Petrobras</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>4</lpage>
          <volume>82</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Matos</surname>
              <given-names>MF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Souza e Silva</surname>
              <given-names>NA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pimenta</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>da Cunha</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18. Bertolami MC,    Faludi AA, Latorre MR, Zaidan FT. Lipid profile of metallurgic industry employees    and its relationship with other risk factors Arq Bras Cardiol. 1993; 60: 293-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Lipid profile of metallurgic industry employees and its relationship with other risk factors Arq Bras</article-title>
          <source>Cardiol</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>293</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>60</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bertolami</surname>
              <given-names>MC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Faludi</surname>
              <given-names>AA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Latorre</surname>
              <given-names>MR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zaidan</surname>
              <given-names>FT</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. Ingelsson E,    Sullivan LM, Fox CS, Murabito JM, Benjamin EJ, Polack JF, et al. Burden and    prognostic importance of subclinical cardiovascular disease in overweight and    obese individuals. Circulation. 2007; 116: 375-84.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Burden and prognostic importance of subclinical cardiovascular disease in overweight and obese individuals</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>375</fpage>
          <lpage>84</lpage>
          <volume>116</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ingelsson</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sullivan</surname>
              <given-names>LM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fox</surname>
              <given-names>CS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Murabito</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Benjamin</surname>
              <given-names>EJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Polack</surname>
              <given-names>JF</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Vasan RS, Pencina    MJ, Cobain M, Freiberg MS, D'Agostino RB. Estimated risks for developing obesity    in the Framingham Heart Study. Ann Intern Med. 2005; 143: 473-80.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Estimated risks for developing obesity in the Framingham Heart Study</article-title>
          <source>Ann Intern Med</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>473</fpage>
          <lpage>80</lpage>
          <volume>143</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Vasan</surname>
              <given-names>RS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pencina</surname>
              <given-names>MJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cobain</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Freiberg</surname>
              <given-names>MS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>D'Agostino</surname>
              <given-names>RB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21. Bossan FM,    Dos Anjos LA, Leite D, Wahrlich V. Nutritional status of the adult population    in Niteroi, Rio de Janeiro, Brazil: the nutrition, physical activity, and health    survey. Cad Saude Publica. 2007; 23: 1867-76.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Nutritional status of the adult population in Niteroi, Rio de Janeiro, Brazil: the nutrition, physical activity, and health survey</article-title>
          <source>Cad Saude Publica</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>1867</fpage>
          <lpage>76</lpage>
          <volume>23</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bossan</surname>
              <given-names>FM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dos Anjos</surname>
              <given-names>LA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Leite</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wahrlich</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Berenson GS.    Obesitya critical issue in preventive cardiology: the Bogalusa Heart Study.    Prev Cardiol. 2005; 8: 234-41.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Obesity-a critical issue in preventive cardiology: the Bogalusa Heart Study</article-title>
          <source>Prev Cardiol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>234</fpage>
          <lpage>41</lpage>
          <volume>8</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Berenson</surname>
              <given-names>GS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. Vasan RS, Larson    MG, Leip EP, Evans JC, O'Donnel CJ, Kannel WB, et al. Impact of high-normal    blood pressure on the risk of cardiovascular disease. N Engl J Med. 2001; 345:    1291-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Impact of high-normal blood pressure on the risk of cardiovascular disease</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>1291</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <volume>345</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Vasan</surname>
              <given-names>RS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Larson</surname>
              <given-names>MG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Leip</surname>
              <given-names>EP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Evans</surname>
              <given-names>JC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>O'Donnel</surname>
              <given-names>CJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kannel</surname>
              <given-names>WB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B24">
        <mixed-citation>24. American Diabetes    Association. Diagnosis and classification of diabetes mellitus. Diabetes Care.    2007; 30 (Suppl.1): S42-S47.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Diagnosis and classification of diabetes mellitus</article-title>
          <source>Diabetes Care</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>S42</fpage>
          <lpage>S47</lpage>
          <volume>30</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B25">
        <mixed-citation>25. Ellison JM,    Stegmann JM, Colner SL, Michael RH, Sharma MK, Ervin KR, et al. Rapid changes    in postprandial blood glucose produce concentration differences at finger, forearm,    and thigh sampling sites. Diabetes Care. 2002; 25: 961-4.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Rapid changes in postprandial blood glucose produce concentration differences at finger, forearm, and thigh sampling sites</article-title>
          <source>Diabetes Care</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>961</fpage>
          <lpage>4</lpage>
          <volume>25</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ellison</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Stegmann</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Colner</surname>
              <given-names>SL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Michael</surname>
              <given-names>RH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sharma</surname>
              <given-names>MK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ervin</surname>
              <given-names>KR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B26">
        <mixed-citation>26. Gupta A, Gupta    R, Lal B, Singh AK, Kothari K. Prevalence of coronary risk factors among Indian    physicians. J Assoc Physicians India. 2001; 49: 1148-52.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence of coronary risk factors among Indian physicians</article-title>
          <source>J Assoc Physicians India</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>1148</fpage>
          <lpage>52</lpage>
          <volume>49</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Gupta</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gupta</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lal</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Singh</surname>
              <given-names>AK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kothari</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B27">
        <mixed-citation>27. Duncan BB,    Schmidt MI, Polanczyk CA, Hornrich CS, Rosa RS, Achutti AC. Risk factors for    nocommunicable diseases in a metropolitan area in the south of Brazil. Prevalence    and simultaneity. Rev Saude Publica. 1993; 27: 43-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Risk factors for nocommunicable diseases in a metropolitan area in the south of Brazil: Prevalence and simultaneity</article-title>
          <source>Rev Saude Publica</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>43</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>27</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Duncan</surname>
              <given-names>BB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Schmidt</surname>
              <given-names>MI</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Polanczyk</surname>
              <given-names>CA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hornrich</surname>
              <given-names>CS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rosa</surname>
              <given-names>RS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Achutti</surname>
              <given-names>AC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Prevalence of cardiovascular risk factors in a population of Brazilian industry workers</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Determining the cardiovascular risk factors is essential for the primary and secondary prevention of circulatory system diseases. OBJECTIVE: To obtain the prevalence of cardiovascular risk factors in a population of industry workers in Brazil. METHODS: Transversal cohort study, with a sociodemographic interview to identify cardiovascular risk factors, anthropometric and blood pressure measurements and capillary blood collection for blood glucose, cholesterol and triglyceride measurement in food industry workers of both sexes. RESULTS: A total of 1,047 workers were assessed, with 913 (87%) of them being males, with a mean age of 36 &#177; 8 years. The frequency of a sedentary lifestyle was 83% and of overweight, 63%. Systemic arterial hypertension was identified in 28% of the individuals and 45% were in the pre-hypertension range. Alterations in the blood glucose levels were identified in 49% of the participants, as well as high levels of cholesterol and triglycerides in 7% and 11% of the population, respectively. The body mass index (BMI) levels were not associated to income, but there was an inverse association with the level of schooling. CONCLUSION: Overweight and a sedentary lifestyle are the main cardiovascular risk factors in a population of industry workers.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Risk factors</kwd>
        <kwd>coronary disease</kwd>
        <kwd>atherosclerosis</kwd>
        <kwd>cerebrovascular disease</kwd>
        <kwd>epidemiology</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Prevalence of cardiovascular risk factors in a population of Brazilian industry workers </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Roberta Soares Lara Cassani; Fernando Nobre; Ant&#244;nio Pazin Filho; Andr&#233; Schmidt</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto (USP), Ribeir&#227;o Preto, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Determining the cardiovascular risk factors is essential for the primary and secondary prevention of circulatory system diseases.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To obtain the prevalence of cardiovascular risk factors in a population of industry workers in Brazil.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Transversal cohort study, with a sociodemographic interview to identify cardiovascular risk factors, anthropometric and blood pressure measurements and capillary blood collection for blood glucose, cholesterol and triglyceride measurement in food industry workers of both sexes.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> A total of 1,047 workers were assessed, with 913 (87%) of them being males, with a mean age of 36 &#177; 8 years. The frequency of a sedentary lifestyle was 83% and of overweight, 63%. Systemic arterial hypertension was identified in 28% of the individuals and 45% were in the pre-hypertension range. Alterations in the blood glucose levels were identified in 49% of the participants, as well as high levels of cholesterol and triglycerides in 7% and 11% of the population, respectively. The body mass index (BMI) levels were not associated to income, but there was an inverse association with the level of schooling.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Overweight and a sedentary lifestyle are the main cardiovascular risk factors in a population of industry workers.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Risk factors; coronary disease; atherosclerosis; cerebrovascular disease; epidemiology; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Coronary disease has been the main cause of death in Brazil since the 70s<sup>1</sup>. Several risk factors for coronary disease have been identified, since the first studies derived from the Framingham Heart Study<sup>2-4</sup>. Several epidemiological assessments verified the elevated presence of risk factors among the Brazilian population, but with distinct regional patterns<sup>1,5,6</sup>. Throughout the last decades, partly due to changes in dietary habits and the degree of physical activity of the population, an increase in the incidence of overweight, even at the younger age ranges, has been observed, creating the conditions for the onset of diabetes and possibly, of coronary disease. Recently published studies with data of the Latin American population showed a high prevalence of risk factors in patients that were hospitalized due to unstable myocardial ischemic syndromes<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>An accurate characterization of the cardiovascular risk factors in a specific population group is essential for the implementation of educational campaigns and intervention protocols that can optimize the use of the available resources. In Brazil, the prevalence of risk factors presents a regional variation<sup>9,10</sup>, with an inverse association between the socioeconomic situation and cardiovascular mortality<sup>11,12</sup>. However, there have been few comparative studies on the distribution of risk factors considering the socioeconomic differences.</p>
      <p>The objective of the present study was to evaluate the prevalence of cardiovascular risk factors in a population of industry workers in Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>From August 2002 to July 2003, the employees of a carbonated beverage plant, located in the city of Itu, state of Sao Paulo, Brazil, were evaluated. The study was approved by Ethics Committee in Research of <italic>Hospital das Cl&#237;nicas</italic> of the School of Medicine of Ribeir&#227;o Preto of the University of S&#227;o Paulo.</p>
      <p>The study procedures were carried out by one of the authors of the study (RSLC) and by interviewers that were previously trained to conduct the several phases of the data collection, including the clinical and biochemical data. The collection of the material used in this study was carried out in five weekly periods (two mornings, two afternoons and one evening), which coincided with the presence of the employees at the company's Medical Service to undergo routine annual medical assessment, during their work shifts, with a previous fasting of at least 4 hours.</p>
      <p>A standardized interview was carried out, together with an anthropometric assessment, blood pressure measurement and biochemical data collection, which lasted approximately 25 minutes. The standardized interview consisted in the collection of personal information such as age, income range and level of schooling, as well as personal life habits such as sedentary lifestyle (defined as fewer than three weekly periods of physical activity during leisure time with at least 30 minutes of duration) and previous knowledge of the presence of risk factors such as systemic arterial hypertension (SAH), smoking and diabetes, in addition to a family history of early coronary disease (men younger than 55 years and women younger than 60 years). The anthropometric measurements were obtained with the employee in the standing position, barefoot and with no upper-body garments, according to the manual of anthropometric procedures produced by the National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), revised in December 2000<sup>13</sup>. Weight and height were obtained using a Filizzola&#153; mechanical scale (model 31, S&#227;o Paulo, Brazil). The body mass index (BMI) was obtained by dividing the weight in kilograms by the square of the height in meters. The abdominal circumference (AC) and the hip circumference (HC) were assessed, using an inextensible metric tape. The ratio between the AC and the HC (AHR) was calculated through the quotient of these values.</p>
      <p>The systemic arterial hypertension was obtained with the employee in the sitting position, using an automated device (OMRON-Model HEM 705-CP, Japan), according to the methodology described at the V Brazilian Directives of Arterial Hypertension<sup>14</sup>. Three measurements, with a minimum interval of one minute between them, were carried out and the final result was expressed as their arithmetic mean. The values were grouped according to the classification proposed by the VII Joint National Committee<sup>15</sup>.</p>
      <p>Three drops of blood for biochemical measurements were collected through digital puncture from each employee, and each drop was directly applied to the disposable test strips, previously coupled to each device used for such purpose.</p>
      <p>The capillary glucose was obtained through the GLUCOMETER ELITE (Bayer Elite, Japan) and total cholesterol and triglycerides were measured using the Accutrend GCT device (Boehringer Mannheim, Germany).</p>
      <p>The values are expressed as means and standard deviations. Comparisons between the two variables were carried out using Student's <italic>t</italic> test for continuous variables and Fischer's exact test for comparison between proportions.</p>
      <p>Analysis of variance (ANOVA) was used for the comparison among three or more groups of continuous variables and in case of statistically significant difference, post-test, the comparison of the pairs of variables was carried out by Bonferroni's method. The Chi-square test was used to compare 3 or more variables, with analysis of tendency. Pearson's correlation was carried out to observe the association between two continuous variables. The level of significance was set at &lt;5%.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Demographic Data</bold>
      </p>
      <p>A total of 1047 employees were assessed, of which 913 (87%0 were males. This number corresponds to the total number of individuals that worked at the plant unit, except for those that were on sickness leave on the day of the routine medical assessment or were dismissed before the annual medical assessment. The mean age of the studied population was 36 &#177; 8 years. Around 2/3 were 30 to 50 years of age. Regarding the level of schooling, none of them were illiterate and most had finished High School or College (68%). Regarding the distribution per income range, in relation to the number of current minimum wages at the time, it was observed that most workers received more than 3 minimum wages (94%) and that the lower salaries predominated among women (20% of the women and 4% of the men received 1 to 3 minimum wages). Such fact was probably due to the type of less specialized activity performed by the women. <xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Table 1</xref> summarizes the demographic data.</p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Prevalence and distribution of cardiovascular risk factors</bold>
      </p>
      <p>The data are summarized in <xref ref-type="table" rid="en_04t2-body2">Table 2</xref>. Regarding blood pressure, it was observed that only 27% of the population presented BP levels that were considered normal or desirable. In contrast, the pre-hypertensive individuals comprised 45% of the population and systemic arterial hypertension (SAH) (stage 1 or 2) was identified in 293 individuals, corresponding to 28% of the studied population, with most of them being males (94%).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_04t2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Regarding glucose intolerance, it was observed that 51% of the evaluated population presented glycemia below 100 mg/dl and 40 % were in the glucose intolerance range, showing glycemia levels <underline>&gt;</underline>100mg/dL and &lt; 126 mg/dL. The distribution per gender (41% of males and 35% of females) was similar regarding the presence of glucose intolerance (Chi-square: p=0.62). Glycemia &gt; 126 mg/dl was detected in 9% of the individuals.</p>
      <p>Elevated capillary cholesterol was found in 7% of the population and 11% presented increased levels of total triglycerides. Borderline levels of triglycerides were found in 2% of the female and 5% of the male employees. Thus, 16% of the population presented triglycerides levels above the desirable.</p>
      <p>A prior family history of coronary artery disease (CAD) in first-degree relatives was verified in 41 women, which corresponded to 31% of the female population and 184 men (20% of the 913 male individuals) presented this known risk factor. It was not possible to accurately establish the presence of cardiovascular disease in family members in 12 individuals (9 females).</p>
      <p>Smoking was present in 11% of the population, with no significant difference between genders (p=0.37). Regarding employees that reported previous smoking habit, the standardized interview showed that 185 men and 17 women had been smokers, which corresponded to 19% of the studied population. A total of 314 employees reported current or previous smoking habit, indicating that 30% of the studied population is or has been exposed to this risk factor.</p>
      <p>A high level of sedentary lifestyle was observed (83%), with a similar distribution in both sexes. Regarding the physical activity practiced by the non-sedentary individuals, it was aerobic type activity in most cases: 42% walked, 15% developed aerobic activities or resistance exercises in health clubs or fitness centers and around 12% played soccer on a regular basis.</p>
      <p>
        <bold>Anthropometric variables</bold>
      </p>
      <p>It was observed that, except for the women aged 40 years or younger, the population presented mean BMI values within the pre-obesity range. The mean values for the female sex for the age ranges of 30 years or younger, 31 to 40 years, 41 to 50 years and older than 50 years were 25.5&#177;4.2, 24.9&#177;3.5, 26.2&#177;3.9 and 27.5&#177;6.3, respectively, with no significant difference observed among the several age ranges (ANOVA: P=0.19). On the other hand, the BMI in the male sex presented a positive correlation with the increased age range (r = 0.21; p &lt; 0.001). The mean BMI values for the same age ranges described above for the female sex were 25.9&#177;4.2, 26.4&#177;3.7, 27.9&#177;4.0 and 28.0&#177;3.7. However, the significant difference observed between the younger and the older age ranges was more relevant (ANOVA: p &lt;0.001).</p>
      <p>The data summarized in <xref ref-type="table" rid="tab3-body2">Table 3</xref> indicate an elevated prevalence of overweight in the studied population (63%), which was higher among the men than among the women (64% and 51%, respectively). The pre-obesity range (46% of the participants) was the one that presented the highest percentage of individuals. Among the possible associations that determined the elevated prevalence of overweight, two were analyzed in particular, as they are acknowledged as important variables regarding cardiovascular risk factors: income and level of schooling.</p>
      <table-wrap id="tab3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_04t4-body2">Table 4</xref> shows the distribution of the normal or altered BMI according to the income range. The female population, within the income range of 6 to 10 minimum wages, presented the highest concentration of female employees with BMI &gt; 25 kg/m&#178;. For the male sex, except for the lowest income range, there was a predominance of pre-obesity and obesity in all the others, being close to or higher than 2/3 of the population in the higher income ranges. In both sexes, it was not possible to identify statistically significant differences in the mean BMI among the several income ranges (ANOVA: p = 0.30 for the male sex and p = 0.91 for the female sex).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_04t4-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Regarding the level of schooling (<xref ref-type="table" rid="tab5-body2">Table 5</xref>), we observed that the behavior was distinct between the genders. There were no significant variations in BMI for the female sex (ANOVA p = 0.18) at the different levels of schooling. However, the male sex presented higher BMI values in the group with lower level of schooling (ANOVA P= 0.03).</p>
      <table-wrap id="tab5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The analysis among the subgroups (Bonferroni) showed that there was tendency toward lower BMI values among the individuals with higher levels of schooling, when compared to those with the lower levels of schooling.</p>
      <p>
        <bold>Abdominal circumference, hip circumference and abdominal circumference/hip circumference ratio</bold>
      </p>
      <p>The female sex did not present any significant alteration in the AC and HC, in spite of the increment observed in the AC after 40 years of age. The mean AC values for the age ranges 30 years or younger, 31 to 40 years, 41 to 50 years and older than 50 years were 83.7&#177;9.5, 83.7&#177;9.1, 88.1&#177;11.1, 91.3&#177;16.9 (p=0.05), respectively. For the same age ranges the HC values were: 102.3&#177;9.8, 97.8&#177;11.5 , 96.8&#177;11.7 and 103.3&#177;17.2 respectively (p=0.12).</p>
      <p>Regarding the AC/HC ratio (AHR), there was statistical significance only when comparing the first and the third age ranges (Bonferroni: p=0.02), with the following respective values: 0.82&#177;0.09, 0.86&#177;0.1, 0.93&#177;0.24 and 0.89&#177;0.16.</p>
      <p>The behavior of these anthropometric variables in the male population was distinct and is summarized in Table 6. In this case, all the variables increased with age, with statistical significance for AC and AC/HC ratio at the analysis per age range. The AC presented a significant increase with age, starting from a range where the association with lower cardiovascular risk is well-known, reaching clearly worrying dimensions at the older ranges. Regarding the HC, there was a variation only after 40 years of age, to a much lower extent.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This study has identified a relatively young population with a high prevalence of cardiovascular risk factors. It is noteworthy the fact that alarming rates of sedentary lifestyle (83%) and overweight (63%) were observed. Brazilian population studies have frequently demonstrated sedentary habits<sup>16-18</sup> at the same rates reported in the present study and in distinct populations and regions. The elevated prevalence in such a young population group is an alarming fact. Similarly, overweight has been detected more often in several national<sup>9,16</sup> and international studies, with the presence of subclinical atherosclerosis being relatively frequent in this group of individuals<sup>19</sup>. Additionally, in a relatively young population, such overweight prevalence suggests elevated risk for obesity at a long-term follow-up, as observed by Framingham<sup>20</sup>, although these data cannot be directly transported to our population sample. This may be partially verified in an indirect and statistically significant way through the increase in the abdominal circumference, currently considered an important predictor of metabolic alterations caused by the accumulation of visceral fat, in the several age ranges of the male sex (Table 6) and by the positive correlation of the BMI.</p>
      <p>The analysis of the influence of the socioeconomic level shows that individuals with a higher level of schooling present lower BMI, especially in the male sex. This result is in accordance with previous studies that demonstrated the higher prevalence of obesity among the classes with lower levels of schooling<sup>21</sup>. On the other hand, income ranges (<xref ref-type="table" rid="en_04t4-body2">Table 4</xref>) did not influence the BMI profile, which presented a similar distribution among the several evaluated ranges. The presence of overweight concomitantly to other cardiovascular risk factors<sup>22</sup>, was also verified in the present study.</p>
      <p>We also observed a high prevalence of SAH and very markedly, of pre-hypertension, especially among male individuals. Considering that it has been demonstrated that individuals with borderline BP levels will present future BP increase<sup>23</sup>, one can infer that, without the occurrence of intervention, there is an important tendency that this young population will present an elevated number of hypertensive individuals, according to results from international series.</p>
      <p>Similarly, there was a high prevalence of individuals with glucose intolerance (40%), with 9% of them presenting glycemia &gt; 126mg/dL. The national literature presents epidemiological data where the glucose intolerance was lower, but the studies considered as glucose intolerance only glucose levels &gt; 110mg/dL and the present study used the recent classification by the American Diabetes Association, which classifies as glucose intolerance values between 100 and 125 mg/dL<sup>24</sup>.</p>
      <p>Although no fasting glycemia levels were measured, the detection of elevated capillary glycemia levels after at least 4 hours of fasting is an indication of a disorder in the glucose homeostasis, as a certain equivalence between the capillary glycemia and the conventional venous glycemia has been described in the literature<sup>25</sup>. Considering the elevated prevalence of overweight in the studied population, such fact is a relevant one, indicating a higher possibility of the future development of type 2 diabetes mellitus, if the current inadequate lifestyle habits are maintained.</p>
      <p>Regarding dyslipidemia, we observed that the prevalence of hypercholesterolemia was lower than in studies with similar populations<sup>26,27</sup> and at a lower percentage than most of the other classic risk factors, with triglyceride level alterations being most commonly found.</p>
      <p>Due to the type of professional activity, several educational campaigns developed by the company itself have reduced smoking, but almost one third of the employees still present the risk factor, due to current or previous smoking habits.</p>
      <p>Our data are similar to that of other national studies in selected groups<sup>17,27</sup>. Similarly, there is a strict internal policy that restricts alcohol consumption and the employees' daily diet record showed low alcohol consumption. Additionally, thanks to mechanization, there is no contact with the carbonated beverage, with most of the activities associated with the processing of supplies, packaging and transport. Something that could be of concern, the free access to carbonated beverages in the cafeteria, which could favor an exaggerated consumption of soft drinks, was neither observed nor reported in the diet reports.</p>
      <p>Finally, the high prevalence of alterations in the abdominal circumference, especially in male individuals must be pointed out. As a marker of the occurrence of the metabolic syndrome, the pattern of alterations observed indicates that there can be a high prevalence of cases of metabolic syndrome, although a study aiming at that question has not been carried out, but where the nutritional intervention alone can be highly beneficial for the control of several risk factors and decrease of the global cardiovascular risk.</p>
      <p>In conclusion, this study identifies the elevated prevalence of cardiovascular risk factors in a differentiated population group regarding socioeconomic aspects. The confirmation that modifiable risk factors predominate, suggests that educational programs can be useful in preventing further complications caused by an identified non-healthy lifestyle. It is important to mention, however, that these programs must not be focused only on specific groups, but extended to include more comprehensive actions, through modifying actions of social behavior patterns, as many educational programs can be relevant for the primary prevention of several chronic diseases, such as the promotion of the practice of physical activity and a healthy diet.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Roberta Soares Lara Cassani, from <italic>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto - USP</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Prevalencia de factores de riesgo cardiovascular en trabajadores de una industria brasile&#241;a</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Determinar los factores de riesgo cardiovascular es esencial para la prevenci&#243;n primaria y secundaria de las enfermedades del aparato circulatorio. OBJETIVO: Obtener la prevalencia de factores de riesgo cardiovascular en una poblaci&#243;n del sector industrial en Brasil. M&#201;TODOS: Estudio transversal en una cohorte con entrevista sociodemogr&#225;fica para identificaci&#243;n de factores de riesgo cardiovascular, medidas antropom&#233;tricas y de presi&#243;n arterial y colecta de sangre capilar para dosificaci&#243;n de glucosa, colesterol y triglic&#233;ridos en funcionarios de ambos sexos de una industria alimenticia. RESULTADOS: Se evaluaron a 1.047 funcionarios, 913 (87%) del sexo masculino, con edad promedio de 36 &#177; 8 a&#241;os. La frecuencia de sedentarismo fue del 83% mientras que la de sobrepeso result&#243; en el 63%. Se identific&#243; hipertensi&#243;n arterial en el 28% de los individuos y el 45% estaban en la franja de prehipertensi&#243;n. Se detectaron alteraci&#243;n de glucosa capilar en el 49% de los participantes, colesterol elevado en el 7% y triglic&#233;ridos en el 11% de la poblaci&#243;n. Los valores de &#237;ndice de masa corp&#243;rea no se asociaron a la renta, pero hubo relaci&#243;n invertida con nivel de escolaridad. CONCLUSI&#211;N: Sobrepeso y sedentarismo son los principales factores de riesgo cardiovascular en poblaci&#243;n de trabajadores del sector industrial.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Factores de riesgo</kwd>
        <kwd>enfermedad de las coronarias</kwd>
        <kwd>aterosclerosis</kwd>
        <kwd>enfermedad cerebrovascular</kwd>
        <kwd>epidemiolog&#237;a</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Prevalencia de factores de riesgo cardiovascular en trabajadores de una industria brasile&#241;a </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Roberta Soares Lara Cassani; Fernando Nobre; Ant&#244;nio Pazin Filho; Andr&#233; Schmidt</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto (USP), Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Determinar los factores de riesgo cardiovascular es esencial para la prevenci&#243;n primaria y secundaria de las enfermedades del aparato circulatorio.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold> Obtener la prevalencia de factores de riesgo cardiovascular en una poblaci&#243;n del sector industrial en Brasil.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudio transversal en una cohorte con entrevista sociodemogr&#225;fica para identificaci&#243;n de factores de riesgo cardiovascular, medidas antropom&#233;tricas y de presi&#243;n arterial y colecta de sangre capilar para dosificaci&#243;n de glucosa, colesterol y triglic&#233;ridos en funcionarios de ambos sexos de una industria alimenticia.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold> Se evaluaron a 1.047 funcionarios, 913 (87%) del sexo masculino, con edad promedio de 36 &#177; 8 a&#241;os. La frecuencia de sedentarismo fue del 83% mientras que la de sobrepeso result&#243; en el 63%. Se identific&#243; hipertensi&#243;n arterial en el 28% de los individuos y el 45% estaban en la franja de prehipertensi&#243;n. Se detectaron alteraci&#243;n de glucosa capilar en el 49% de los participantes, colesterol elevado en el 7% y triglic&#233;ridos en el 11% de la poblaci&#243;n. Los valores de &#237;ndice de masa corp&#243;rea no se asociaron a la renta, pero hubo relaci&#243;n invertida con nivel de escolaridad.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> Sobrepeso y sedentarismo son los principales factores de riesgo cardiovascular en poblaci&#243;n de trabajadores del sector industrial. </p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Factores de riesgo, enfermedad de las coronarias, aterosclerosis, enfermedad cerebrovascular, epidemiolog&#237;a, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La enfermedad coronaria es la principal causa de muerte en Brasil desde los a&#241;os 1970<sup>1</sup>. Inn&#250;meros factores de riesgo para enfermedad coronaria han sido identificados a partir de los trabajos primordiales de <italic>Framingham Heart Study</italic><sup>2-4</sup>. Diversos levantamientos epidemiol&#243;gicos constataron la elevada presencia de factores de riesgo en la poblaci&#243;n brasile&#241;a, pero con est&#225;ndares regionales distintos<sup>1,5,6</sup>. A lo largo de las &#250;ltimas d&#233;cadas, en parte por cambios en los h&#225;bitos alimentarios y en el grado de actividad f&#237;sica de la poblaci&#243;n, se verific&#243; un incremento en la proporci&#243;n de sobrepeso, incluso en franjas etarias m&#225;s j&#243;venes, lo que propicia condiciones para el aparecimiento de diabetes y, posiblemente, de la enfermedad coronaria. Estudios reci&#233;n publicados con datos de la poblaci&#243;n latinoamericana evidencian elevada prevalencia de factores de riesgo en pacientes hospitalizados por s&#237;ndromes isqu&#233;micos mioc&#225;rdicos instables<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>Una caracterizaci&#243;n precisa de los factores de riesgo cardiovascular en un grupo poblacional espec&#237;fico es esencial para que se implanten campa&#241;as educativas y protocolos de intervenci&#243;n capaces de optimizar la aplicaci&#243;n de los recursos existentes. En Brasil, la prevalencia de factores de riesgo presenta variaci&#243;n regional<sup>9,10</sup>, con relaci&#243;n invertida entre situaci&#243;n socioecon&#243;mica y mortalidad cardiovascular<sup>11,12</sup>. Sin embargo, existen pocos estudios comparativos de la distribuci&#243;n de factores de riesgo, si se toman en cuenta espec&#237;ficamente las diferencias socioecon&#243;micas.</p>
      <p>El objetivo del presente estudio fue evaluar la prevalencia de factores de riesgo cardiovascular en poblaci&#243;n de trabajadores del sector industrial.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>En el per&#237;odo de agosto de 2002 a julio de 2003, se evaluaron funcionarios en una industria de gaseosas ubicada en la ciudad de Itu (SP). El Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n del Hospital de Cl&#237;nicas de la Facultad de Medicina de Ribeir&#227;o Preto de la Universidad de S&#227;o Paulo aprob&#243; dicho estudio.</p>
      <p>Uno de los autores fue el responsable de realizar los procedimientos del estudio (Roberta Soares Lara Cassani) con auxilio de entrevistadores previamente entrenados para conducir las diversas etapas de la recolecci&#243;n de informaciones y de los datos cl&#237;nicos y bioqu&#237;micos. Se realiz&#243; la recolecci&#243;n del material utilizado en este estudio en cinco per&#237;odos semanales (dos ma&#241;anas, dos tardes y una noche). Dichos per&#237;odos coincidieron con la presencia de los empleados en el servicio m&#233;dico de la empresa para la realizaci&#243;n de los ex&#225;menes peri&#243;dicos anuales, en sus turnos de trabajo, con ayuno previo de 4 horas como m&#237;nimo.</p>
      <p>Se realizaron entrevista estandarizada, examen antropom&#233;trico, medida de la presi&#243;n arterial y recolecci&#243;n de datos bioqu&#237;micos, con duraci&#243;n aproximada de 25 minutos. La entrevista est&#225;ndar consisti&#243; en recopilar: informaciones personales como edad franja salarial y nivel educacional; datos sobre los h&#225;bitos de vida, como por ejemplo, la presencia de sedentarismo (definida como menos que tres per&#237;odos semanales de actividad f&#237;sica en tiempo de ocio con por lo menos 30 minutos de duraci&#243;n); informaciones sobre el conocimiento previo de la presencia de factores de riesgo, tales como hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS), tabaquismo y diabetes, adem&#225;s de historia familiar para enfermedad coronaria precoz (varones abajo de los 55 a&#241;os y mujeres abajo de los 60 a&#241;os).</p>
      <p>Se obtuvieron las medidas antropom&#233;tricas con el empleado de pie, descalzo y sin la parte superior del vestuario, conforme el manual de procedimientos antropom&#233;tricos producido por <italic>National Health and Nutrition Examination Survey</italic> (NHANES), revisado en diciembre de 2000<sup>13</sup>. Se obtuvieron peso y altura a trav&#233;s de la utilizaci&#243;n de b&#225;scula mec&#225;nica Filizzola modelo 31(S&#227;o Paulo, Brasil). Se midi&#243; el &#237;ndice de masa corporal (IMC) mediante la divisi&#243;n del valor del peso en quilogramos por el cuadrado de la estatura en metros. Se evaluaron las circunferencias abdominal (regi&#243;n de la cintura - CA) y cadera (CC), por medio de la cinta m&#233;trica inextensible. Se calcul&#243; la raz&#243;n cintura/cadera (abdomen/cadera - RCC) mediante el cociente de los valores respectivos.</p>
      <p>Se obtuvo la presi&#243;n arterial sist&#233;mica con el voluntario sentado, por medio de aparato autom&#225;tico OMRON-Modelo HEM 705-CP (Jap&#243;n), orientado por la metodolog&#237;a descripta por las V Directrices Brasile&#241;as de Hipertensi&#243;n Arterial<sup>14</sup>. Se realizaron tres mediciones con intervalo m&#237;nimo de un minuto entre ellas, y el resultado final se expres&#243; a trav&#233;s de su promedio aritm&#233;tico. Se agruparon los valores de acuerdo con la clasificaci&#243;n propuesta por VII <italic>Joint National Commmitte</italic><sup>15</sup>.</p>
      <p>Se colectaron tres gotas de sangre -por medio de punci&#243;n digital- para la realizaci&#243;n de los ex&#225;menes bioqu&#237;micos recolectados; se aplic&#243; cada gota, a su vez, directamente en las tiras de prueba desechables, previamente acopladas a cada aparato utilizado para ese fin. Se obtuvo la glucosa capilar con el Glucometer Elite (Bayer Elite, Jap&#243;n), y los valores de colesterol total y triglic&#233;ridos se midieron con la utilizaci&#243;n del Accutrend GCT (Boehringer Mannheim, Alemania).</p>
      <p>Se expresan los valores como promedio y desviaci&#243;n est&#225;ndar. Se efectuaron comparaciones entre dos variables a trav&#233;s de la utilizaci&#243;n de la prueba <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>, en el caso de variables continuas, mientras que se utiliz&#243; la prueba exacta de Fischer para comparaci&#243;n entre proporciones.</p>
      <p>Se utiliz&#243; tambi&#233;n el an&#225;lisis de variancia (ANOVA) en la comparaci&#243;n entre tres o m&#225;s grupos de variables continuas. En caso de diferencia estad&#237;sticamente significativa, postprueba, se hizo la comparaci&#243;n de las parejas de variables con auxilio del m&#233;todo de Bonferroni. Se utiliz&#243; la prueba de chi-cuadrado para cotejar entre tres o m&#225;s variables, con an&#225;lisis de tendencia. Se midi&#243; la correlaci&#243;n de Pearson de modo a observar la relaci&#243;n entre dos variables contin&#250;as. Se defini&#243; el nivel de significancia estad&#237;stica como un valor menor que el 5%.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Datos demogr&#225;ficos</bold>
      </p>
      <p>Se evaluaron a 1.047 empleados, 913 (87%) del sexo masculino. Ese n&#250;mero corresponde a la totalidad de los individuos que trabajaban en la unidad, a excepci&#243;n de los alejados por motivo de salud al d&#237;a del examen peri&#243;dico, o dimitidos antes del examen peri&#243;dico anual. La edad promedio de la poblaci&#243;n evaluada fue de 36 &#177; 8 a&#241;os. Cerca de 2/3 ten&#237;a entre 30 y 50 a&#241;os. A su vez, respecto al grado de instrucci&#243;n, se verific&#243; no haber analfabetos; la mayor parte de los individuos estudiados ten&#237;a grado de instrucci&#243;n igual o superior al nivel secundario (68%). En la distribuci&#243;n por franja salarial, en relaci&#243;n con el n&#250;mero de salarios m&#237;nimos vigentes a la &#233;poca, se observ&#243; que la mayor&#237;a de los empleados cobraba un valor superior a tres salarios m&#237;nimos (94%). Se observ&#243; tambi&#233;n que los menores salarios predominaban entre las mujeres (el 20% de las mujeres y el 4% de los varones cobraban de 1 a 3 salarios m&#237;nimos). Eso resulta probablemente del tipo de actividad menos especializada que ellas ejercen. La <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref> presenta los datos demogr&#225;ficos.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Prevalencia y distribuci&#243;n de los factores de riesgo cardiovascular</bold>
      </p>
      <p>Los datos est&#225;n presentados en la <xref ref-type="table" rid="es_04t2-body3">Tabla 2</xref>. Con relaci&#243;n a la presi&#243;n arterial, se verific&#243; que s&#243;lo el 27% de la poblaci&#243;n presentaba niveles pres&#243;ricos considerados normales o deseables. En contraste, los prehipertensos constituyeron el 45% de la poblaci&#243;n, y se identific&#243; la HAS (estadio 1 &#243; 2) en 293 individuos, lo que corresponde al 28% de la poblaci&#243;n estudiada -la mayor parte del sexo masculino (el 94%).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_04t2-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En lo que toca a la intolerancia a glucosa, se verific&#243; que el 51% de la poblaci&#243;n evaluada presentaba glucemia abajo de 100 mg/dl, a proporci&#243;n que el 40% se encontraban en la franja de intolerancia a la glucosa, es decir, manifestaban niveles gluc&#233;micos iguales o superiores a 100 mg/dl y menores que 126 mg/dl. La distribuci&#243;n por g&#233;nero (el 41% de los varones y el 35% de las mujeres) result&#243; semejante, respecto a la presencia de intolerancia a la glucosa (chi-cuadrado: p = 0,62). Se detect&#243; glucemia arriba de 126 mg/dl en el 9% de los individuos.</p>
      <p>Se detect&#243; colesterol capilar elevado en el 7%, mientras que el 11% de la poblaci&#243;n presentaba niveles de triglic&#233;ridos totales elevados. En el 2% de las mujeres y el 5% de los empleados del sexo masculino, el nivel de triglic&#233;ridos se ubicaba en la franja considerada como lim&#237;trofe. As&#237;, el 16% de la poblaci&#243;n mostraba nivel de triglic&#233;ridos arriba del deseable.</p>
      <p>Se constat&#243; historia familiar previa de enfermedad arterial coronaria en parientes en primer grado en 41 mujeres, lo que corresponde al 31% de la poblaci&#243;n femenina, a proporci&#243;n que 184 varones (el 20% de los 913 varones) presentaron ese reconocido factor de riesgo. En 12 individuos (9 del sexo femenino), no fue posible establecerse con exactitud la presencia de enfermedad cardiovascular en familiares.</p>
      <p>El tabaquismo estaba presente en el 11% de la poblaci&#243;n, sin distinci&#243;n significativa entre los sexos (P = 0,37). Respecto a los empleados que relataron tabaquismo previo, la entrevista est&#225;ndar indic&#243; que 185 varones y 17 mujeres ya hab&#237;an sido tabaquistas, lo que representa el 19% de la poblaci&#243;n evaluada. El total de 314 empleados refirieron tabaquismo actual o previo, lo que apunta que el 30% de la poblaci&#243;n evaluada est&#225; o estuvo expuesta a ese factor de riesgo.</p>
      <p>Se constat&#243; elevado nivel de sedentarismo (el 83%), con distribuci&#243;n semejante en ambos sexos. La actividad f&#237;sica m&#225;s practicada por los individuos activos fue la de tipo aer&#243;bica: el 42% hac&#237;an caminatas; el 15% realizaban actividades aer&#243;bicas o ejercicios resistivos en academias de gimn&#225;stica; alrededor del 12%, por fin, practicaban el f&#250;tbol de modo regular.</p>
      <p>
        <bold>Variables antropom&#233;tricas</bold>
      </p>
      <p>Se verific&#243; que, a excepci&#243;n de las mujeres con 40 a&#241;os o menos, la poblaci&#243;n presenta valores promedios de IMC en la franja de preobesidad. A su vez, los valores promedios para el sexo femenino para las franjas etarias de 30 a&#241;os o menos, de 31 a 40 a&#241;os, de 41 a 50 a&#241;os y arriba de 50 a&#241;os resultaron, respectivamente, 25,5&#177;4,2, 24,9&#177;3,5, 26,2&#177;3,9 y 27,5&#177;6,3. No se observ&#243; ninguna diferencia significativa entre las diversas franjas etarias (ANOVA: P = 0,19). Ya en el sexo masculino, el IMC mostr&#243; correlaci&#243;n positiva con el incremento de la franja etaria (r = 0,21; P &lt; 0,001). Los valores promedio de IMC para las respectivas franjas etarias anteriormente descriptas resultaron 25,9&#177;4,2, 26,4&#177;3,7, 27,9&#177;4,0 y 28,0&#177;3,7. Sin embargo, se mostr&#243; m&#225;s relevante la significativa diferencia entre las franjas etarias m&#225;s j&#243;venes con relaci&#243;n a las m&#225;s avanzadas (ANOVA: P &lt;0,001).</p>
      <p>Los datos evidenciados en la <xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tabla 3</xref> indican una elevada prevalencia de sobrepeso en la poblaci&#243;n estudiada (el 63%), con mayor incidencia en los varones en comparaci&#243;n a las mujeres (el 64% y el 51%, respectivamente). La franja de preobesidad (el 46% de los participantes) fue la que revel&#243; mayor porcentaje de individuos. Entre las posibles relaciones determinantes de la elevada prevalencia de sobrepeso, analizamos dos en particular, una vez que se las reconocen como variables importantes en relaci&#243;n con los factores de riesgo cardiovascular: renta y nivel de instrucci&#243;n.</p>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_04t4-body3">Tabla 4</xref>, a su vez, describe la distribuci&#243;n del IMC normal o alterado de acuerdo con la franja salarial. La poblaci&#243;n femenina ubicada en la franja de 6 a 10 salarios m&#237;nimos presentaba la mayor concentraci&#243;n de empleadas con IMC arriba de 25 kg/m&#178;.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_04t4-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Para el sexo masculino, a excepci&#243;n de la menor franja salarial, hubo predominio de preobesidad y obesidad en todas las dem&#225;s, con valor pr&#243;ximo o superior a 2/3 de la poblaci&#243;n insertada en las franjas salariales mayores. En ambos sexos, no fue posible identificar diferencias estad&#237;sticamente significativas en el IMC promedio entre las diversas franjas salariales (ANOVA: P = 0,30 para el sexo masculino y P = 0,91 para el sexo femenino).</p>
      <p>Respecto al grado de instrucci&#243;n (<xref ref-type="table" rid="t5-body3">Tab. 5</xref>), constatamos que el comportamiento result&#243; distinto entre los sexos. No ocurrieron variaciones significativas en el IMC, para el sexo femenino (ANOVA P = 0,18), en los diversos niveles educacionales. No obstante, el sexo masculino revel&#243; valores mayores de IMC dentro del grupo con grado de instrucci&#243;n menor (ANOVA P =0,03). El an&#225;lisis entre los subgrupos (Bonferroni) evidenci&#243; el hecho de que hab&#237;a tendencia a menores valores de IMC entre los m&#225;s instruidos en comparaci&#243;n con los de franja educacional primaria.</p>
      <table-wrap id="t5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Circunferencia abdominal (cintura), circunferencia de cadera y raz&#243;n cintura/cadera</bold>
      </p>
      <p>El sexo femenino no revel&#243; ninguna alteraci&#243;n significativa en la CA y CC, a pesar del incremento observado en la CA de las mujeres con m&#225;s de 40 a&#241;os. Los valores promedio para las franjas etarias de 30 a&#241;os o menos, de 31 a 40 a&#241;os, de 41 a 50 a&#241;os y arriba de 51 a&#241;os para CA resultaron 83,7&#177; 9,5, 83,7&#177; 9,1, 88,1&#177;11,1 y 91,3&#177;16,9 (p = 0,05), respectivamente. Para las respectivas franjas etarias, los valores de la CC, por su parte, resultaron: 102,3&#177;9,8; 97,8&#177;11,5; 96,8&#177;11,7 y 103,3&#177;17,2 (p = 0,12). En relaci&#243;n con la RCC, hubo significancia estad&#237;stica s&#243;lo en el cotejo entre la primera y la tercera franja etaria (Bonferroni: P = 0,02), con valores de, respectivamente, 0,82&#177;0,09; 0,86&#177;0,1; 0,93&#177;0,24 y 0,89&#177;0,16. Para la poblaci&#243;n masculina, el comportamiento de estas variables antropom&#233;tricas se mostr&#243; distinto, como se percibe por los datos presentados en la <xref ref-type="table" rid="es_04t6-body3">Tabla 6</xref>. En este caso, todas las variables revelaron incremento proporcional al avance de la edad, con significancia estad&#237;stica para CA y RCC en el an&#225;lisis por franjas etarias. La CA present&#243; aumento significativo con el avance de la edad, al salir de una franja cuya asociaci&#243;n con menor riesgo cardiovascular se conoce muy bien, hacia la franja cuyas proporciones son claramente preocupantes en las categor&#237;as m&#225;s ancianas. En relaci&#243;n con la CC, hubo variaci&#243;n solamente entre los individuos con m&#225;s de 40 a&#241;os, de forma bien menos acentuada.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_04t6-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-92-01-0016-00004-gt06-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este estudio identific&#243; una poblaci&#243;n relativamente joven con elevada prevalencia de factores de riesgo cardiovasculares. De modo relevante, se observaron niveles alarmantes de sedentarismo (el 83%) y sobrepeso (el 63%). El sedentarismo como factor ha sido encontrado frecuentemente en estudios poblacionales brasile&#241;os<sup>16-18</sup>, en niveles equivalente a los aqu&#237; relatados y en poblaciones y regiones distintas. La elevada prevalencia en grupo poblacional tan joven es un hecho preocupante. De igual modo, sobrepeso ha sido detectado de modo m&#225;s frecuente en diversos estudios nacionales<sup>9,16</sup> e internacionales. La presencia de aterosclerosis subcl&#237;nico es relativamente frecuente en este grupo de individuos<sup>19</sup>. Adem&#225;s de ello, en una poblaci&#243;n relativamente joven, dicha prevalencia de sobrepeso sugiere elevado riesgo para obesidad en seguimiento de largo plazo, tal como fue verificado en Framingham<sup>20</sup>, aunque estos datos no pueden ser directamente trasladados para la muestra poblacional aqu&#237; analizada. Ello puede ser parcialmente constatado de forma indirecta y estad&#237;sticamente significativa si se nota, por una parte, el incremento en la circunferencia abdominal -actualmente considerada un importante predictor de alteraciones metab&#243;licas provenientes de la acumulaci&#243;n de grasa visceral en diversas franjas etarias del sexo masculino-, y, por otra, la correlaci&#243;n positiva del IMC.</p>
      <p>El an&#225;lisis de la influencia del factor socioecon&#243;mico demuestra que individuos con mejor grado de instrucci&#243;n presentan menores IMC, notadamente en el sexo masculino. Ese resultado est&#225; en concordancia con estudios previos que constataron obesidad m&#225;s prevalente en clases menos instru&#237;das<sup>21</sup>. Franjas salariales (<xref ref-type="table" rid="es_04t4-body3">Tab. 4</xref>) no tuvieron influencia en el perfil de IMC, con distribuci&#243;n semejante en las diversas franjas evaluadas. Tambi&#233;n se constat&#243; la ocurrencia de sobrepeso concomitante a la de otros factores de riesgo cardiovascular<sup>22</sup>.</p>
      <p>Verificamos elevada prevalencia de hipertensi&#243;n arterial, y, de modo muy relevante, de prehipertensi&#243;n, especialmente en el sexo masculino. Como est&#225; claramente demostrado que la presi&#243;n arterial de individuos con niveles lim&#237;trofes<sup>23</sup> sufre aumento futuro, podemos suponer que, sin la ocurrencia de intervenci&#243;n, exista una importante tendencia a que esta poblaci&#243;n joven presente elevada proporci&#243;n de hipertensos, seg&#250;n los resultados de series internacionales.</p>
      <p>De modo semejante, hubo elevada prevalencia de individuos con intolerancia a la glucosa (el 40%), entre los que se detect&#243; glucemia arriba de 126 mg/dl en el 9%. La literatura nacional presenta levantamientos epidemiol&#243;gicos en que la intolerancia a glucosa se mostr&#243; menor, pero los estudios realizados consideraban intolerancia s&#243;lo los casos en que la glucemia estuviera arriba de 110 mg/ dl. Este estudio, por su parte, utiliz&#243; la clasificaci&#243;n reciente de American Diabetes Association, que considera como intolerancia a la glucosa valores entre 100 y 125 mg/dl<sup>24</sup>. A pesar de que no se haya realizado una glucemia de ayuno, la detecci&#243;n en la glucemia capilar de niveles elevados tras por lo menos 4 horas de ayuno es indicativa de disturbio en la homeostasis de la glucosa, ya que se describe en la literatura<sup>25</sup> cierta equivalencia entre glucemia capilar y venosa convencional. Este hecho es relevante en virtud de la elevada prevalencia de sobrepeso en la poblaci&#243;n estudiada, una vez que indica una mayor posibilidad de ocurrencia futura de diabetes mellitus tipo 2, mediante el mantenimiento de h&#225;bitos de vida inadecuados.</p>
      <p>Respecto a la dislipidemia, constatamos que la prevalencia de hipercolesterolemia no s&#243;lo se revel&#243; menor que en otros estudios en poblaciones semejantes<sup>26,27</sup>, sino tambi&#233;n en porcentaje menor que la mayor&#237;a de los dem&#225;s factores de riesgo cl&#225;sicos. Se detectaron m&#225;s com&#250;nmente alteraciones en los niveles de triglic&#233;ridos.</p>
      <p>En virtud del tipo de actividad profesional, diversas campa&#241;as educativas implementadas por la industria misma previamente redujeron el tabaquismo, pero casi un tercio de los funcionarios todav&#237;a presenta el factor de riesgo, mediante el uso actual o previo del tabaco. Nuestros datos son semejantes a los de otros estudios nacionales en grupos seleccionados<sup>17,27</sup>. De igual modo, existe una r&#237;gida pol&#237;tica interna que restringe el consumo de alcohol, y el propio registro del diario alimenticio de los trabajadores (no utilizado en este estudio) se&#241;al&#243; baja ingesti&#243;n alcoh&#243;lica. Adem&#225;s de ello, debido a la mecanizaci&#243;n, no hay contacto con la bebida, ya que la mayor&#237;a de las actividades est&#225; relacionada al procesamiento, envase y transporte de los productos. No se relat&#243; en los registros alimenticios, y tampoco se observ&#243;, un factor de preocupaci&#243;n: el acceso a gaseosas de modo libre en el refectorio, que podr&#237;a favorecer un consumo exagerado.</p>
      <p>Por fin, se debe resaltar la elevada prevalencia de cambios en la circunferencia abdominal, sobre todo en el sexo masculino. Como marcador de la ocurrencia de s&#237;ndrome metab&#243;lico, el est&#225;ndar de alteraciones encontradas indica que puede haber elevada prevalencia de casos. Aunque no se realiz&#243; un estudio dirigido a ese fin, la intervenci&#243;n nutricional, de manera aislada, puede ser altamente ben&#233;fica para el control no s&#243;lo de diversos factores de riesgo, sino tambi&#233;n para reducci&#243;n del riesgo cardiovascular global.</p>
      <p>En conclusi&#243;n, este estudio identifica la elevada prevalencia de factores de riesgo cardiovascular en un grupo poblacional diferenciado en t&#233;rminos socioecon&#243;micos. La constataci&#243;n de que factores de riesgo cambiables predominan sugiere que el implemento de programas educativos puede ser &#250;til en la prevenci&#243;n de las futuras complicaciones que resultan del estilo de vida poco saludable que este estudio identific&#243;. Se debe resaltar, sin embargo, que esos programas deben no s&#243;lo estar enfocados en grupos espec&#237;ficos, sino que tambi&#233;n estar ampliados y volcados hacia acciones m&#225;s abarcadoras; es decir, acciones modificadoras de patrones de comportamiento social. Asimismo, se debe a&#250;n tomar en cuenta que muchos programas educativos que incluyan el est&#237;mulo a la actividad f&#237;sica y alimentaci&#243;n sana, pueden ser relevantes para prevenci&#243;n primaria de diversas enfermedades cr&#243;nicas.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Maestr&#237;a de Roberta Soares Lara Cassani, por la Facultad de Medicina de Ribeir&#227;o Preto - USP.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
