<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">Wzw7hwGcTyC9DzS8PVjrCgb</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2008001800010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(08)09100610</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2008001800010</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>M&#233;todos por imagem da aterosclerose em estudos de progress&#227;o/regress&#227;o: marcador substituto ou janela direta para o processo patol&#243;gico da aterosclerose?</article-title>
      </title-group>
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            <surname>Schoenhagen</surname>
            <given-names>Paul</given-names>
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            <surname>Tuzcu</surname>
            <given-names>E. Murat</given-names>
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          <named-content content-type="city">Cleveland</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Imaging Institute and Heart &amp; Vascular Institute</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Cleveland Clinic </institution>
        <country country="US">USA</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
      <volume>91</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>418</fpage>
      <lpage>431</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>03</day>
          <month>07</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>01</day>
          <month>07</month>
          <year>2008</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>03</day>
          <month>07</month>
          <year>2008</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>A DAC continua sendo uma das principais causas globais de morbimortalidade. Programas amplos de desenvolvimento de drogas para novas estrat&#233;gias de tratamento medicamentoso freq&#252;entemente utilizam estudos com desfechos de mortalidade/morbidade tradicionais e outros com desfechos substitutos. Essa abordagem paralela permite uma avalia&#231;&#227;o da efic&#225;cia v&#225;rios anos antes dos dados de estudos com desfechos cl&#237;nicos estarem dispon&#237;veis. V&#225;rios marcadores imagenol&#243;gicos de aterosclerose foram introduzidos nessas estrat&#233;gias de desenvolvimento de drogas, incluindo angiografia, ultrassonografia de car&#243;tida, USIV, RM e TC. Esta revis&#227;o discutir&#225; a situa&#231;&#227;o atual dos m&#233;todos por imagem da aterosclerose como um desfecho em estudos de progress&#227;o/regress&#227;o, com &#234;nfase em dados baseados em evid&#234;ncias. Al&#233;m de uma discuss&#227;o sobre os resultados das modalidades de m&#233;todos por imagem individuais, ser&#227;o apresentados os dados que t&#234;m surgido comparando as diferentes modalidades e abordagens.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Aterosclerose</kwd>
        <kwd>diagn&#243;stico por imagem</kwd>
        <kwd>doen&#231;a das coron&#225;rias</kwd>
        <kwd>avan&#231;o da doen&#231;a</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>01</month>
        <year>2009</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>M&#233;todos por imagem da aterosclerose em estudos de progress&#227;o/regress&#227;o: marcador substituto ou janela direta para o processo patol&#243;gico da aterosclerose?</p>
    <p>
      <bold>Paul Schoenhagen; E. Murat Tuzcu</bold>
    </p>
    <p>Cleveland Clinic, Imaging Institute and Heart &amp; Vascular Institute, Cleveland - USA</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A DAC continua sendo uma das principais causas globais de morbimortalidade. Programas amplos de desenvolvimento de drogas para novas estrat&#233;gias de tratamento medicamentoso freq&#252;entemente utilizam estudos com desfechos de mortalidade/morbidade tradicionais e outros com desfechos substitutos. Essa abordagem paralela permite uma avalia&#231;&#227;o da efic&#225;cia v&#225;rios anos antes dos dados de estudos com desfechos cl&#237;nicos estarem dispon&#237;veis. V&#225;rios marcadores imagenol&#243;gicos de aterosclerose foram introduzidos nessas estrat&#233;gias de desenvolvimento de drogas, incluindo angiografia, ultrassonografia de car&#243;tida, USIV, RM e TC. Esta revis&#227;o discutir&#225; a situa&#231;&#227;o atual dos m&#233;todos por imagem da aterosclerose como um desfecho em estudos de progress&#227;o/regress&#227;o, com &#234;nfase em dados baseados em evid&#234;ncias. Al&#233;m de uma discuss&#227;o sobre os resultados das modalidades de m&#233;todos por imagem individuais, ser&#227;o apresentados os dados que t&#234;m surgido comparando as diferentes modalidades e abordagens.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Aterosclerose, diagn&#243;stico por imagem, doen&#231;a das coron&#225;rias, avan&#231;o da doen&#231;a.</p>
    <p>
      <bold>Siglas</bold>
    </p>
    <p>DAC - doen&#231;a arterial coronariana</p>
    <p>RMI - revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica</p>
    <p>EIMC - espessura das camadas &#237;ntima e m&#233;dia da car&#243;tida</p>
    <p>RMC - resson&#226;ncia magn&#233;tica cardiovascular</p>
    <p>TC - tomografia computadorizada</p>
    <p>ATC - angiotomografia computadorizada</p>
    <p>TCFE - tomografia computadorizada por feixe de el&#233;trons</p>
    <p>MEE - membrana el&#225;stica externa</p>
    <p>DMF - dilata&#231;&#227;o mediada por fluxo</p>
    <p>EIM - espessura das camadas &#237;ntima e m&#233;dia</p>
    <p>USIV - ultrassonografia intravascular</p>
    <p>TCMD - tomografia computadorizada por multidetector</p>
    <p>IM - infarto do mioc&#225;rdio</p>
    <p>RM - resson&#226;ncia magn&#233;tica</p>
    <p>ICP - interven&#231;&#227;o coron&#225;ria percut&#226;nea</p>
    <p>CGQ - coronariografia quantitativa</p>
    <p>ARF - an&#225;lise de r&#225;dio-freq&#252;&#234;ncia</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A doen&#231;a cardiovascular ateroscler&#243;tica continua sendo uma das maiores causas globais de morbimortalidade<sup>1</sup>. A aterosclerose subcl&#237;nica se desenvolve e progride insidiosamente ao longo de muitas d&#233;cadas antes de repentinamente causar manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas<sup>2</sup>. O desafio cl&#237;nico continua sendo identificar e modificar o processo patol&#243;gico em seus est&#225;gios subcl&#237;nicos iniciais. Estrat&#233;gias atuais de abordagem global da redu&#231;&#227;o de risco incluindo dieta, exerc&#237;cios f&#237;sicos e interven&#231;&#227;o farmacol&#243;gica reduzem o risco cardiovascular, mas n&#227;o evitam um n&#250;mero significativo de eventos cardiovasculares com risco &#224; vida. Para que haja progressos adicionais ser&#227;o necess&#225;rios: um diagn&#243;stico mais precoce, melhor compreens&#227;o da predisposi&#231;&#227;o gen&#233;tica<sup>3,4</sup> e o desenvolvimento de novas estrat&#233;gias farmacol&#243;gicas a fim de modificar a progress&#227;o da doen&#231;a. Os novos tratamentos requerem prova conclusiva de efic&#225;cia em estudos com desfechos de mortalidade/morbidade tradicionais com grandes popula&#231;&#245;es de pacientes e acompanhamento por longo prazo. Entretanto, programas amplos de desenvolvimento de drogas atuais freq&#252;entemente utilizam estudos cl&#237;nicos adicionais com desfechos/biomarcadores substitutos da evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a. Essa abordagem paralela permite a avalia&#231;&#227;o da efic&#225;cia dos novos tratamentos v&#225;rios anos antes de os dados de estudos com desfechos cl&#237;nicos estarem dispon&#237;veis<sup>5,6</sup>. O exemplo mais bem estabelecido &#233; o papel do LDL como substituto em estudos de interven&#231;&#227;o farmacol&#243;gica.</p>
    <p>Na &#250;ltima d&#233;cada, o uso de marcadores imagenol&#243;gicos vem sendo introduzido nessas estrat&#233;gias de desenvolvimento de drogas<sup>7,8 </sup>(<xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>, <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>). Desfechos imagenol&#243;gicos incluem altera&#231;&#245;es na estenose luminal avaliada por angiografia, espessura das camadas &#237;ntima e m&#233;dia da car&#243;tida atrav&#233;s de ultrassonografia, conte&#250;do de c&#225;lcio coronariano avaliado por tomografia computadorizada e volume do ateroma coronariano atrav&#233;s de ultrassonografia intravascular. Abordagens recentes avaliam a fun&#231;&#227;o endotelial, a composi&#231;&#227;o da placa e as imagens atrav&#233;s de novas modalidades n&#227;o invasivas que incluem TC e RM.</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-06-0418-00010-gf01.jpg"/></fig>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-06-0418-00010-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Esses exames medem uma grande variedade de caracter&#237;sticas da anatomia e fisiologia vascular, sendo que todas refletem o processo patol&#243;gico da aterosclerose, a progress&#227;o/regress&#227;o, e a estabilidade da placa. No entanto, a correla&#231;&#227;o dessas abordagens entre si n&#227;o &#233; completamente compreendida. Esta revis&#227;o discutir&#225; a situa&#231;&#227;o atual dos m&#233;todos por imagem da aterosclerose como um desfecho em estudos de progress&#227;o/regress&#227;o, com &#234;nfase em dados baseados em evid&#234;ncias. Al&#233;m de uma discuss&#227;o sobre os resultados das modalidades de m&#233;todos por imagem individuais, ser&#227;o apresentados os dados que t&#234;m surgido comparando as diferentes modalidades e abordagens.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos por imagem da aterosclerose e estenose luminal</bold>
    </p>
    <p>A doen&#231;a coronariana pode ser descrita pelas altera&#231;&#245;es da parede arterial e pelo estreitamento luminal associado. Ap&#243;s a introdu&#231;&#227;o da coronariografia, o estudo quantitativo por imagem da luz coronariana tem sido a primeira abordagem dos m&#233;todos por imagem da aterosclerose. Com base em extensos dados em v&#225;rias popula&#231;&#245;es de pacientes, ficou bem estabelecido que a evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a determinada angiograficamente reflete o progn&#243;stico cl&#237;nico<sup>9,10</sup>. Os resultados de estudos angiogr&#225;ficos multic&#234;ntricos seriados durante o tratamento para modificar os l&#237;pides demonstraram que a altera&#231;&#227;o na estenose luminal &#233; um marcador substituto v&#225;lido para risco cardiovascular<sup>11-15</sup>. Essa experi&#234;ncia est&#225; resumida em uma meta-an&#225;lise de estudos de CGQ descrevendo os dados de um total de 3674 pacientes portadores de coronariopatia tratados com diferentes classes de medicamentos<sup>16,17</sup>. Uma pequena redu&#231;&#227;o na progress&#227;o da estenose m&#233;dia do di&#226;metro proximal correspondeu a uma redu&#231;&#227;o significativa na taxa de eventos nesses estudos.</p>
    <p>Embora esses dados com coronariografia demonstrem uma associa&#231;&#227;o entre a progress&#227;o da aterosclerose, as dimens&#245;es da luz e o risco de eventos cardiovasculares, a evolu&#231;&#227;o na compreens&#227;o da aterog&#234;nese tem demonstrado limita&#231;&#245;es fundamentais da "luminografia"<sup>2,18</sup>. Est&#225;gios subcl&#237;nicos iniciais das placas coronarianas evoluem ao longo de d&#233;cadas dentro da parede arterial que, inicialmente, se expande para fora (remodelamento positivo)<sup>19,20</sup>. Esse processo permite a acomoda&#231;&#227;o da placa em crescimento preservando-se a luz. Conseq&#252;entemente, os est&#225;gios iniciais da aterosclerose coronariana n&#227;o s&#227;o angiograficamente detect&#225;veis, ou s&#227;o subestimados em compara&#231;&#227;o aos estudos anatomopatol&#243;gicos post-mortem<sup>21</sup>. Embora as les&#245;es com remodelamento positivo possam ter um efeito esten&#243;tico m&#237;nimo, demonstrou-se que essas placas est&#227;o significativamente associadas a s&#237;ndromes coronarianas agudas<sup>22,23</sup>. As imagens da luz tamb&#233;m ficam prejudicadas quando h&#225; segmentos longos acometidos difusamente pelas altera&#231;&#245;es ateroscler&#243;ticas, uma vez que a detec&#231;&#227;o angiogr&#225;fica de estenose se baseia na compara&#231;&#227;o com um segmento de refer&#234;ncia normal<sup>24</sup>.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos por imagem da aterosclerose e carga da placa</bold>
    </p>
    <p>Essas limita&#231;&#245;es t&#234;m sido o fundamento para o estudo de imagens da parede vascular atrav&#233;s de modalidades invasivas, especificamente a USIV, e n&#227;o invasivas incluindo o escore de c&#225;lcio por TC e EIMC. Os dados obtidos atrav&#233;s dessas modalidades est&#227;o resumidos nos par&#225;grafos que se seguem.</p>
    <p>
      <bold>Escore de c&#225;lcio por TC</bold>
    </p>
    <p>A tomografia computadorizada sem administra&#231;&#227;o de contraste permite a quantifica&#231;&#227;o da calcifica&#231;&#227;o coronariana, que &#233; um sinal patognom&#244;nico de aterosclerose cr&#244;nica. A quantidade total de c&#225;lcio na &#225;rvore coronariana pode ser medida atrav&#233;s de v&#225;rios algoritmos de escore de c&#225;lcio<sup>25-27</sup>. A maioria dos dados foi coletada atrav&#233;s de TCFE, mas o TCMD surgiu recentemente como uma alternativa<sup>28</sup>.</p>
    <p>Est&#225; bem documentada a associa&#231;&#227;o entre os fatores de risco convencionais para doen&#231;a coronariana e o escore de c&#225;lcio. Num estudo com 30.908 indiv&#237;duos assintom&#225;ticos com idade entre 30 e 90 anos, os fatores de risco cl&#237;nico convencionais mostraram-se significativamente associados &#224; presen&#231;a de c&#225;lcio coronariano detect&#225;vel<sup>29</sup>. O escore m&#233;dio de c&#225;lcio aumentou proporcionalmente ao n&#250;mero de fatores de risco para DAC. Na an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica (multivariada) ajustada para idade, o tabagismo e antecedentes de hipercolesterolemia, diabetes e hipertens&#227;o mostraram-se, cada um, significativamente associado a escores de c&#225;lcio de leve a alto.</p>
    <p>O valor preditivo do escore de c&#225;lcio geral para eventos coronarianos futuros est&#225; bem estabelecido, tendo sido demonstrado um valor adicional desses escores na avalia&#231;&#227;o do risco cl&#237;nico em grupos de pacientes selecionados com risco intermedi&#225;rio<sup>30-33</sup>. Em um estudo, 10.377 indiv&#237;duos assintom&#225;ticos foram acompanhados para que fossem desenvolvidos modelos multivari&#225;veis ajustados ao risco que inclu&#237;am fatores de risco e escores de c&#225;lcio coronariano para prever mortalidade de todas as causas<sup>32</sup>. Durante um seguimento m&#233;dio de cinco anos, a taxa de mortalidade foi de 2,4%. Em um modelo ajustado para o risco (p&lt;0,001), o c&#225;lcio coronariano foi um preditor independente de mortalidade (p&lt;0,001). A sobreviv&#234;ncia em cinco anos ajustada para o risco foi de 99,0% para um escore de c&#225;lcio menor ou igual a 10, e de 95,0% para um escore maior que 1.000 (p &lt; 0,001). Pela curva ROC (<italic>receiver operating characteristic</italic>), o &#237;ndice de concord&#226;ncia aumentou de 0,72 para fatores de risco card&#237;aco isoladamente para 0,78 (p &lt; 0,001) quando o escore de c&#225;lcio foi acrescentado a um modelo multivariado para previs&#227;o de morte.</p>
    <p>Um estudo observacional prospectivo com 1312 adultos assintom&#225;ticos com fatores de risco coronarianos avaliou se o escore de c&#225;lcio (ECAC) em conjunto com a avalia&#231;&#227;o de risco cl&#237;nico (Escore de Risco de Framingham, ERF) fornecia informa&#231;&#245;es progn&#243;sticas superiores a qualquer dos m&#233;todos isoladamente<sup>33</sup>. Os participantes foram submetidos ao escore de c&#225;lcio e contatados anualmente. Durante uma mediana de 7,0 anos de seguimento, 84 pacientes apresentaram infarto do mioc&#225;rdio (IM) ou morte cardiovascular; 70 pacientes morreram de qualquer causa. Comparado a um ECF menor que 10%, um ECF maior que 20% mostrou-se capaz de prever o risco de morte por coronariopatia ou IM (raz&#227;o de risco [RR ] 14,3; p = 0,009). Comparado a um ECAC de zero, um ECAC maior que 300 foi preditivo (RR 3,9; p&lt;0,001). Entre as categorias de ERF, o ECAC foi preditivo de risco entre pacientes com um ERF maior que 10% (p&lt;0,001), mas n&#227;o entre aqueles com um ERF menor que 10%.</p>
    <p>Embora seja preditivo de risco, o c&#225;lcio n&#227;o localiza as placas suscet&#237;veis &#224; ruptura. As les&#245;es com alto grau de estenose que causam angina pectoris est&#225;vel cr&#244;nica freq&#252;entemente mostram calcifica&#231;&#245;es densas. Em contraste, les&#245;es culpadas de alto risco que causam eventos coronarianos agudos s&#227;o freq&#252;entemente n&#227;o calcificadas ou minimamente calcificadas e podem n&#227;o ser refletidas pelo escore de c&#225;lcio<sup>34</sup>. O modo como a estabiliza&#231;&#227;o das placas afeta a calcifica&#231;&#227;o de les&#245;es individuais durante a progress&#227;o/regress&#227;o tamb&#233;m n&#227;o &#233; bem compreendido, sendo inconclusivos os resultados de estudos tomogr&#225;ficos que examinaram as altera&#231;&#245;es din&#226;micas do escore do volume de c&#225;lcio durante o tratamento medicamentoso<sup>35-38</sup>.</p>
    <p>Em um estudo retrospectivo, 149 pacientes sem antecedente de coronariopatia foram submetidos ao escore de c&#225;lcio inicialmente e ap&#243;s um per&#237;odo m&#237;nimo de 12 meses<sup>36</sup>. Foi iniciado tratamento com estatinas em 105 pacientes (70%) a crit&#233;rio do m&#233;dico que os encaminhou. Durante o seguimento, foi observada uma redu&#231;&#227;o l&#237;quida no escore do volume de c&#225;lcio apenas nos 65 pacientes tratados cujos n&#237;veis finais de LDL foram menores que 120mg/dL (varia&#231;&#227;o m&#233;dia [&#177; DP ] do escore, -7&#177;23%; p=0,01). Os pacientes n&#227;o tratados apresentaram um n&#237;vel m&#233;dio de colesterol LDL de pelo menos 120mg/dL e no per&#237;odo de seguimento apresentaram um aumento l&#237;quido significativo no escore m&#233;dio do volume de c&#225;lcio (altera&#231;&#227;o m&#233;dia, +52&#177;36%; p&lt;0,001). Os 40 pacientes tratados que tinham n&#237;veis m&#233;dios de colesterol LDL de pelo menos 120mg/dL apresentaram um aumento mensur&#225;vel no escore m&#233;dio de volume de c&#225;lcio (25&#177;22%, p&lt;0,001), embora menor que o observado em pacientes n&#227;o tratados.</p>
    <p> Em um estudo de coorte com 66 pacientes apresentando colesterol LDL &gt; 130mg/dL e que n&#227;o faziam uso de hipolipemiantes, realizou-se TC no in&#237;cio e ap&#243;s um intervalo m&#233;dio de 14 meses<sup>37</sup>. A seguir, foi iniciado tratamento com cerivastatina (0,3mg/dia). Ap&#243;s 12 meses de tratamento, foi realizada uma terceira TCFE. As calcifica&#231;&#245;es coronarianas foram quantificadas atrav&#233;s de um escore volum&#233;trico. O tratamento com cerivastatina reduziu o n&#237;vel m&#233;dio de colesterol LDL de 164&#177;30 para 107&#177;21mg/dL. O volume calcificado mediano foi de 155 mm<sup>3</sup> (varia&#231;&#227;o de 15 a 1849) no in&#237;cio, 201 mm<sup>3</sup> (19 a 2486) ap&#243;s 14 meses sem tratamento, e 203 mm<sup>3</sup> (15 a 2569) ap&#243;s 12 meses de tratamento com cerivastatina. O aumento absoluto anual m&#233;dio no c&#225;lcio coronariano foi de 25 mm<sup>3</sup> durante o per&#237;odo sem tratamento contra 11 mm<sup>3</sup> durante o per&#237;odo de tratamento (p=0,01). O aumento relativo anual m&#233;dio no c&#225;lcio coronariano foi de 25% durante o per&#237;odo sem tratamento contra 8,8% durante o per&#237;odo de tratamento (p&lt;0,0001). Em 32 pacientes com um n&#237;vel de colesterol LDL &lt; 100mg/dL durante o tratamento, a altera&#231;&#227;o mediana relativa foi de 27% durante o per&#237;odo sem tratamento contra -3,4% durante o per&#237;odo de tratamento (p=0,0001). Ali&#225;s, a cerivastatina foi retirada do mercado devido &#224; associa&#231;&#227;o com rabdomi&#243;lise.</p>
    <p>Em um estudo multic&#234;ntrico randomizado, 471 pacientes sem antecedente de coronariopatia, mas apresentando fatores de risco cardiovasculares foram randomizados para receber 80 mg ou 10 mg de atorvastatina por dia durante 12 meses<sup>38</sup>. Durante os 12 meses de tratamento com o medicamento, o colesterol LDL diminuiu de 106&#177;22 para 87&#177;33 mg/dL no grupo que recebeu atorvastatina 80mg (p&lt;0,001), enquanto que os n&#237;veis permaneceram est&#225;veis no grupo que recebeu 10 mg (108&#177;23 no in&#237;cio do estudo, 109&#177;28 mg/dL no final, p=NS). A progress&#227;o m&#233;dia dos escores de volume de CAC, corrigida para o escore de volume de CAC inicial, foi de 27% no grupo de atorvastatina 80mg e de 25% no grupo de atorvastatina 10mg (p=0,65). A progress&#227;o do CAC n&#227;o mostrou rela&#231;&#227;o com os n&#237;veis de colesterol LDL na vig&#234;ncia de tratamento.</p>
    <p>Em resumo, o escore de c&#225;lcio por TC &#233; uma ferramenta estabelecida para a avalia&#231;&#227;o inicial de risco, mas atualmente possui um valor limitado como desfecho em estudos de progress&#227;o/regress&#227;o seriados.</p>
    <p>
      <bold>Espessura das camadas &#237;ntima e m&#233;dia da car&#243;tida por ultrassonografia bidimensional</bold>
    </p>
    <p>A ultrassonografia bidimensional das art&#233;rias car&#243;tidas quantifica a espessura das camadas &#237;ntima e m&#233;dia da car&#243;tida (EIMC) como marcador da carga de aterosclerose. Sob condi&#231;&#245;es padronizadas, a reprodutibilidade &#233; adequada para aplica&#231;&#227;o em estudos cl&#237;nicos multic&#234;ntricos grandes<sup>39,40</sup>.</p>
    <p>V&#225;rios estudos t&#234;m mostrado uma forte correla&#231;&#227;o entre EIM e fatores de risco cardiovasculares<sup>41-43</sup>. Durante a &#250;ltima d&#233;cada, v&#225;rios estudos observacionais grandes mostraram que a EIMC inicial &#233; um preditor independente de eventos cardiovasculares cl&#237;nicos futuros<sup>44-50</sup>, o que foi comprovado em pacientes sintom&#225;ticos e assintom&#225;ticos de todas as faixas et&#225;rias, inclusive adultos jovens sadios<sup>44,45</sup>. No estudo ARIC, que avaliou cerca de 12800 indiv&#237;duos com idade entre 45-64 anos n&#227;o portadores de DCV, uma EIMC m&#233;dia &gt; 1mm no in&#237;cio mostrou-se associada a um risco significativamente aumentado de eventos coronarianos cl&#237;nicos num per&#237;odo de seguimento &gt;4-7 anos, em compara&#231;&#227;o com uma EIMC m&#233;dia <underline>&lt;</underline>1 mm<sup>46</sup>. Em um estudo prospectivo com 1288 finlandeses do sexo masculino acompanhados por at&#233; 2,5 anos, o espessamento das camadas &#237;ntima e m&#233;dia mostrou-se associado a um risco 2,2 vezes maior (p = NS), placas carot&#237;deas pequenas a um risco 4,2 vezes maior (p&lt;0,01), e placas grandes ("esten&#243;ticas") a um risco 6,7 vezes maior (p&lt;0,01) de infarto agudo do mioc&#225;rdio em compara&#231;&#227;o a homens sem qualquer altera&#231;&#227;o estrutural na parede da art&#233;ria car&#243;tida no in&#237;cio do estudo<sup>47</sup>. O estudo Rotterdam acompanhou cerca de 8000 indiv&#237;duos com pelo menos 55 anos de idade ap&#243;s realiza&#231;&#227;o inicial de ultrassonografia de car&#243;tida<sup>48</sup>. Ap&#243;s um seguimento m&#233;dio de 2,7 anos, a EIMC inicial foi comparada entre indiv&#237;duos com e sem eventos cardiovasculares durante o seguimento. A EIMC inicial foi significativamente maior nos indiv&#237;duos que apresentaram eventos do que nos assintom&#225;ticos. Uma diferen&#231;a de 0,163mm na EIMC mostrou-se associada a uma raz&#227;o de chances de 1,41 para acidente vascular cerebral e de 1,43 para IM. O Estudo de Sa&#250;de Cardiovascular, com 5858 indiv&#237;duos com pelo menos 65 anos de idade e sem antecedentes de DCV, mostrou que aqueles com maior EIMC inicial apresentaram uma incid&#234;ncia significativamente maior de eventos cardiovasculares durante seis anos de seguimento<sup>49</sup>.</p>
    <p>Estudos de interven&#231;&#227;o seriados demonstraram o valor da EIMC como desfecho em estudos de interven&#231;&#227;o farmacol&#243;gica seriados<sup>50-59</sup>. Estudos cl&#237;nicos controlados por placebo mostraram que o tratamento com estatinas desacelerou ou reverteu a progress&#227;o da EIMC e reduziu a incid&#234;ncia de eventos cardiovasculares. Tanto o estudo ASAP<sup>51</sup> como o ARBITER-I<sup>52</sup> mostraram que a redu&#231;&#227;o agressiva de lip&#237;deos com estatinas associou-se a uma diminui&#231;&#227;o na EIMC, em contraposi&#231;&#227;o com nenhuma altera&#231;&#227;o ou aumento nos bra&#231;os de compara&#231;&#227;o do estudo com baixas doses de estatina. No estudo ARBITER, 161 pacientes com hipercolesterolemia foram tratados com atorvastatina 80mg ou pravastatina 40 mg por dia. Ap&#243;s um ano, a EIMC havia diminu&#237;do em m&#233;dia 0,034mm nos pacientes que receberam atorvastatina, mas n&#227;o se alterou significativamente naqueles que receberam pravastatina<sup>52</sup>. O estudo METEOR avaliou o impacto da rosuvastatina em 984 indiv&#237;duos assintom&#225;ticos com baixo risco para DAC<sup>53</sup>. Os resultados mostraram que o tratamento com rosuvastatina 40mg/dia impediu a progress&#227;o da aterosclerose. Uma recente meta-an&#225;lise de estudos sobre a progress&#227;o/regress&#227;o com estatina revelou uma liga&#231;&#227;o estat&#237;stica entre a progress&#227;o da EIMC e a incid&#234;ncia de eventos cardiovasculares<sup>54</sup>. Uma redu&#231;&#227;o anual m&#233;dia de 0,012 na EIMC mostrou-se associada a uma raz&#227;o de chances de 0,48 para eventos cardiovasculares.</p>
    <p>Outros estudos empregando desfechos de EIMC avaliaram o efeito do tratamento com HTN<sup>55</sup>, os efeitos do antagonista do receptor canabin&#243;ide tipo 1 rimonabant (AUDITOR) na progress&#227;o da aterosclerose em pacientes obesos com s&#237;ndrome metab&#243;lica (Identificador ClinicalTrials.gov: NCT00228176), e o efeito do tratamento com sinvastatina associada a ezetimibe contra sinvastatina isoladamente em pacientes com hipercolesterolemia familiar<sup>56</sup>.</p>
    <p>Com base nesses resultados, a EIMC &#233; um marcador substituto v&#225;lido para doen&#231;a cardiovascular. A vantagem da EIMC &#233; n&#227;o ser invasiva, o que permite a coleta de dados em popula&#231;&#245;es de baixo risco. Entretanto, os dados s&#227;o coletados na car&#243;tida e n&#227;o diretamente nas art&#233;rias coron&#225;rias.</p>
    <p>
      <bold>Ultrassonografia intravascular</bold>
    </p>
    <p>&#192; semelhan&#231;a do que ocorre com a EIMC, h&#225; grande experi&#234;ncia com ultrassonografia intravascular (USIV). Ao contr&#225;rio da EIMC, a USIV examina diretamente as art&#233;rias coron&#225;rias, mas &#233; uma modalidade altamente invasiva realizada durante a cateteriza&#231;&#227;o card&#237;aca atrav&#233;s de cateteres intracoron&#225;rios pequenos. Embora sua seguran&#231;a esteja bem estabelecida<sup>57-60</sup>, a natureza invasiva restringe a USIV a popula&#231;&#245;es de maior risco, tipicamente pacientes com indica&#231;&#227;o cl&#237;nica de ICP. A USIV permite a medi&#231;&#227;o precisa do ateroma (&#225;rea &#237;ntima-m&#233;dia)<sup>61,62</sup> atrav&#233;s da planimetria da transi&#231;&#227;o sangue-&#237;ntima e m&#233;dia-advent&#237;cia. O volume do ateroma &#233; calculado como a soma das diferen&#231;as na &#225;rea transversal para todas as imagens transversais avali&#225;veis ao longo dos segmentos coronarianos.</p>
    <p>Estudos de USIV avaliaram a rela&#231;&#227;o entre a carga da placa e eventos cardiovasculares futuros. Em um estudo com 107 pacientes portadores de aterosclerose coronariana angiograficamente insignificante, a presen&#231;a de doen&#231;a do tronco da coron&#225;ria esquerda detectada por USIV mostrou-se significativamente associada a eventos coronarianos futuros<sup>63</sup>. Estudos com USIV tamb&#233;m mostraram que a taxa de crescimento da placa no tronco da coron&#225;ria esquerda se correlaciona com fatores de risco tradicionais<sup>64,65</sup>. Os pacientes com maior risco de eventos cardiovasculares, conforme determinado pelos algoritmos PROCAM, SCORE e Framingham CVD, mostraram progress&#227;o significativamente maior da placa entre a avalia&#231;&#227;o inicial e o seguimento (mediana de 14 meses).</p>
    <p>Para utiliza&#231;&#227;o como desfecho em estudos de progress&#227;o/regress&#227;o, as abordagens de an&#225;lise volum&#233;trica integram medidas consecutivas da &#225;rea da placa a intervalos de 0,5-1mm ao longo de segmentos de vasos longos. Uma vez que os segmentos e n&#227;o os locais individuais s&#227;o pareados na avalia&#231;&#227;o inicial e no seguimento, &#233; poss&#237;vel avaliar altera&#231;&#245;es percentuais pequenas no volume do ateroma com poder estat&#237;stico consider&#225;vel. Em um estudo randomizado recente, foi analisada a varia&#231;&#227;o intraobservador em 1177 imagens de 18 pacientes<sup>66</sup>. As diferen&#231;as m&#233;dias (&#177;DP) foram desprez&#237;veis tanto para a MEE (-0,16 &#177; 0,68 mm<sup>2</sup>) quanto para as &#225;reas luminais (-0,02 &#177; 0,75 mm<sup>2</sup>). A an&#225;lise de regress&#227;o linear mostrou correla&#231;&#245;es pr&#243;ximas entre a an&#225;lise original e a re-an&#225;lise (r = 0,99 e 0,98 para MEE e &#225;reas luminais, respectivamente). A variabilidade entre observadores foi avaliada em 2151 imagens de 30 pacientes. As diferen&#231;as m&#233;dias (DP) foram desprez&#237;veis tanto para a MEE (-0,07 &#177; 0,93 mm<sup>2</sup>) quanto para as &#225;reas luminais (-0,07 &#177; 0,93 mm<sup>2</sup>). A an&#225;lise de regress&#227;o mostrou correla&#231;&#245;es pr&#243;ximas entre a an&#225;lise original e a re-an&#225;lise (r = 0,99 e 0,98 para a MEE e &#225;reas luminais, respectivamente).</p>
    <p>Desfechos substitutos de USIV t&#234;m sido utilizados em v&#225;rios estudos de esquemas terap&#234;uticos baseados em estatina em pacientes portadores de coronariopatia aguda ou est&#225;vel<sup>66-72</sup>. No estudo REVERSAL, foram obtidas imagens de 654 pacientes no in&#237;cio e ap&#243;s 18 meses de tratamento<sup>66</sup>. O volume do ateroma diminuiu em 0,4% (p = 0,98) nos pacientes que receberam atorvastatina 80mg, mas aumentou em 2,7% (p = 0,001) nos que receberam pravastatina 40mg. No estudo ASTEROID, foram obtidas imagens de 346 pacientes no in&#237;cio e depois de 24 meses de tratamento no bra&#231;o &#250;nico com rosuvastatina 40mg<sup>69</sup>. A rosuvastatina mostrou-se associada a uma redu&#231;&#227;o significativa do LDL-C em rela&#231;&#227;o aos n&#237;veis iniciais (-53%) e tamb&#233;m a um aumento significativo do HDL-C em rela&#231;&#227;o aos n&#237;veis iniciais (15%). Houve uma redu&#231;&#227;o significativa nos dois desfechos prim&#225;rios derivados de USIV &#150; altera&#231;&#227;o percentual no volume do ateroma e altera&#231;&#227;o no volume do ateroma nos sub-segmento de 10 mm mais comprometido pela doen&#231;a, em compara&#231;&#227;o com o valores iniciais.</p>
    <p>Os dados conjuntos do ASTEROID e de outros estudos com USIV sugerem um papel independente do aumento do HDL<sup>70</sup>. Em um pequeno estudo que avaliou o efeito do HDL<sup>71</sup>, 57 pacientes portadores de s&#237;ndromes coronarianas agudas foram randomizados para tratamento duplo cego com infus&#245;es semanais de Apo A-I Milano recombinante ou placebo. Ap&#243;s seis semanas, o volume do ateroma medido atrav&#233;s de USIV diminuiu em m&#233;dia 4,2% (p&lt;0,001) nos pacientes que receberam Apo A-I Milano, mas n&#227;o mudou significativamente nos que receberam placebo. No estudo ERASE, verificou-se a efic&#225;cia da infus&#227;o de HDL reconstitu&#237;do em pacientes portadores de s&#237;ndromes coronarianas agudas. Em contraste com os resultados do estudo de Apo A-I Milano, os resultados mostraram que as infus&#245;es em curto prazo de HDL reconstitu&#237;do n&#227;o resultaram em altera&#231;&#227;o percentual no volume do ateroma significativamente maior do que as infus&#245;es de placebo com salina<sup>72</sup>.</p>
    <p>Outros estudos conclu&#237;dos recentemente ou ainda em andamento empregando desfechos de USIV para avaliar novos tratamentos para DCV incluem o uso de rimonabant em pacientes portadores de coronariopatia e obesidade abdominal<sup>73</sup> e de rosiglitazona contra glipizida em pacientes portadores de diabetes tipo 2 e coronariopatia (Identificador ClinicalTrials.gov para o estudo APPROACH: NCT00116831).</p>
    <p>A compara&#231;&#227;o entre esses estudos com ultrassonografia intravascular e estudos de evolu&#231;&#227;o usando interven&#231;&#245;es farmacol&#243;gicas semelhantes fornece dados indiretos correlacionando a carga da placa com a evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica<sup>66,74</sup>. No estudo CAMELOT, 1991 pacientes normotensos com aterosclerose coron&#225;ria documentada por CGQ foram randomizados para 24 meses de tratamento com amlodipina, enalapril ou placebo<sup>75</sup>. Ao final do estudo, as incid&#234;ncias cumulativas de eventos cardiovasculares nos grupos amlodipina, enalapril e placebo foram, respectivamente, 16,6% (RR = 0,69 contra placebo; p = 0,003), 20,2% (RR = 0,85 contra placebo; p = 0,16), e 23,1%. Foi realizada USIV no in&#237;cio e ao final do estudo em um subgrupo de 274 pacientes (sub-estudo NORMALIZE). N&#227;o houve progress&#227;o da carga ateroscler&#243;tica avaliada por USIV no grupo da amlodipina (p=0,31), houve tend&#234;ncia a progress&#227;o no grupo do enalapril (p=0,08), e progress&#227;o no grupo placebo (p&lt;0,001).</p>
    <p>Com base nesses resultados, a carga da placa por USIV &#233; um desfecho v&#225;lido em estudos de interven&#231;&#227;o farmacol&#243;gica.</p>
    <p>
      <bold>T&#233;cnicas emergentes:</bold>
    </p>
    <p>T&#234;m sido realizadas pesquisas intensivas sobre o papel dos m&#233;todos por imagem n&#227;o invasiva da aterosclerose coronariana. Entretanto, a visualiza&#231;&#227;o n&#227;o invasiva das art&#233;rias coron&#225;rias continua sendo um desafio, uma vez que as coron&#225;rias s&#227;o pequenas e tortuosas, e os movimentos respirat&#243;rios, bem como a movimento card&#237;aco cont&#237;nuo distorcem as imagens.</p>
    <p>
      <bold>Tomografia computadorizada por multidetector</bold>
    </p>
    <p>A angiocoronariografia por tomografia computadorizada (ATC) permite a identifica&#231;&#227;o e quantifica&#231;&#227;o de placas coronarianas calcificadas e n&#227;o calcificadas<sup>76-79</sup>. Com base na presen&#231;a ou distribui&#231;&#227;o das placas (doen&#231;a uni, bi ou triarterial) e na gravidade da obstru&#231;&#227;o (estenose &gt; 50% do di&#226;metro), pode-se estabelecer a carga da placa de toda a &#225;rvore coronariana<sup>80</sup>. Recentemente foi descrita a preval&#234;ncia de diferentes padr&#245;es da doen&#231;a<sup>81</sup>. Verificaram-se a preval&#234;ncia e as caracter&#237;sticas das placas coronarianas em uma popula&#231;&#227;o de pacientes com suspeita de doen&#231;a da art&#233;ria coron&#225;ria importante (DAC). Foi realizada TC de 64 cortes da art&#233;ria coron&#225;ria em 161 pacientes consecutivos com risco intermedi&#225;rio para DAC. Os grupos de dados tomogr&#225;ficos foram avaliados quanto &#224; presen&#231;a de calcifica&#231;&#245;es coronarianas, placas n&#227;o calcificadas e/ou estreitamento da luz. Foram detectadas placas coronarianas n&#227;o calcificadas em 48 (29,8%) dos 161 pacientes inclu&#237;dos no estudo. Em 28 desses pacientes (23,6% do grupo total) as placas n&#227;o calcificadas mostraram-se associadas a calcifica&#231;&#245;es coronarianas. A presen&#231;a de placas n&#227;o calcificadas como manifesta&#231;&#227;o &#250;nica de DAC foi encontrada em 10 pacientes (6,2% do grupo total de 161 pacientes). Os pacientes com placas n&#227;o calcificadas foram caracterizados por n&#237;veis significativamente mais elevados de colesterol total, LDL e prote&#237;na C reativa, bem como por uma maior tend&#234;ncia ao diabetes mellitus. A maioria das placas n&#227;o calcificadas resultou em estreitamento luminal &lt; 50%. Foram descartadas DAC e calcifica&#231;&#245;es coronarianas em 53 dos 161 (32,9%) pacientes, ao passo que 60 dos 161 (37,3%) pacientes apresentaram calcifica&#231;&#245;es na aus&#234;ncia de placas n&#227;o calcificadas.</p>
    <p>A quantifica&#231;&#227;o precisa &#233; limitada, e n&#227;o est&#225; claro se a avalia&#231;&#227;o tomogr&#225;fica da carga de placa coronariana &#233; precisa na estratifica&#231;&#227;o de risco card&#237;aco e se agrega ao escore de c&#225;lcio<sup>82,83</sup>. Um estudo inicial procurou determinar o valor progn&#243;stico da angiocoronariografia por TC em 100 pacientes (73 do sexo masculino, idade 59 &#177; 12 anos) que haviam sido encaminhados para cateteriza&#231;&#227;o card&#237;aca devido &#224; suspeita de DAC importante<sup>82</sup>. Esses pacientes foram submetidos a mais uma ATC e foram acompanhados quanto &#224; ocorr&#234;ncia de morte card&#237;aca, infarto do mioc&#225;rdio n&#227;o fatal, angina inst&#225;vel com necessidade de hospitaliza&#231;&#227;o e revasculariza&#231;&#227;o coronariana. Foram detectadas placas coronarianas em 80 (80%) pacientes. Durante um seguimento m&#233;dio de 16 meses, ocorreram 33 eventos em 26 pacientes, sendo a maioria revasculariza&#231;&#227;o. Em pacientes com art&#233;rias coron&#225;rias normais &#224; TC, a taxa de evento no primeiro ano foi de 0% contra 30% em pacientes com qualquer evid&#234;ncia tomogr&#225;fica de DAC. A taxa de eventos observada foi maior na presen&#231;a de les&#245;es obstrutivas (63%) e quando essas les&#245;es estavam localizadas no tronco da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda (CE) / descendente anterior (DA) (77%). Entretanto, tamb&#233;m foi observada uma taxa de eventos elevada em pacientes com DAC n&#227;o obstrutiva (8%). Na an&#225;lise multivariada, a presen&#231;a de DAC, DAC obstrutiva, DAC obstrutiva em CE/DA, n&#250;mero de segmentos com placas, n&#250;mero de segmentos com placas obstrutivas e n&#250;mero de segmentos com placas mistas foram preditores significativos de eventos.</p>
    <p>Outro estudo avaliou a associa&#231;&#227;o de mortalidade por todas as causas com extens&#227;o e gravidade da doen&#231;a da art&#233;ria coron&#225;ria (DAC) definida por ATC em uma coorte de 1127 pacientes<sup>83</sup>. A estenose detectada por TC foi classificada como m&#237;nima (&lt;30%), leve (30% a 49%), moderada (50% a 70%) ou grave (&gt;70%) para cada art&#233;ria coron&#225;ria. As placas foram avaliadas como: 1) moderadas ou obstrutivas; 2) escore de ATC modificado a partir do escore de art&#233;ria coron&#225;ria de Duke; e 3) escores cl&#237;nicos simples graduando a extens&#227;o e distribui&#231;&#227;o das placas. Foi avaliado um seguimento de 15,3 &#177; 3,9 meses de mortalidade por todas as causas atrav&#233;s dos modelos de riscos proporcionais de Cox ajustados para probabilidade de DAC pr&#233;-teste e fatores de risco. Os &#243;bitos foram verificados atrav&#233;s do Registro de &#211;bitos da Previd&#234;ncia Social. Os preditores de &#243;bito pela ATC inclu&#237;ram estenose proximal da art&#233;ria descendente anterior e o n&#250;mero de vasos com estenose &gt; 50% e &gt; 70% (p&lt;0,0001 para todos). O &#237;ndice de DAC de Duke modificado, que &#233; um escore angiogr&#225;fico integrando DAC proximal, extens&#227;o da placa e doen&#231;a da coron&#225;ria esquerda (CE), melhorou a estratifica&#231;&#227;o de risco (p&lt;0,0001). Os pacientes com estenose &lt; 50% apresentaram a sobrevida mais alta, de 99,7%. A sobrevida piorou com os escores de Duke de risco mais altos, variando de 96% de sobrevida para 1 estenose &gt; 70% ou 2 estenoses &gt; 50% (p = 0,013) a 85% de sobrevida para estenose de art&#233;ria CE &gt; 50% (p &lt; 0,0001). Os escores cl&#237;nicos que medem a carga e distribui&#231;&#227;o da placa foram capazes de prever uma taxa de mortalidade absoluta 5% a 6% mais alta (6,6% contra 1,6% e 8,4% contra 2,5%; p = 0,05 para ambos).</p>
    <p>
      <bold>Resson&#226;ncia magn&#233;tica cardiovascular</bold>
    </p>
    <p>A resson&#226;ncia magn&#233;tica cardiovascular (RMC) permite obter imagens da parede dos vasos<sup>84</sup>. A maioria dos trabalhos tem sido realizada na art&#233;ria car&#243;tida e na aorta devido, respectivamente, &#224; proximidade da superf&#237;cie e ao maior tamanho. Estudos utilizando RM de car&#243;tida demonstraram uma reprodutibilidade inter-estudos de 4,4%<sup>85</sup>. V&#225;rios estudos seriados em humanos avaliaram a RM em medidas longitudinais de ateroma a&#243;rtico e de car&#243;tida<sup>86-90</sup>.</p>
    <p>Em um estudo duplo cego, pacientes hipercolesterol&#234;micos rec&#233;m-diagnosticados (n = 51) com placas ateroscler&#243;ticas em aorta e/ou car&#243;tida foram randomizados para receber sinvastatina 20 mg/dia (n = 29) ou 80 mg/dia (n = 22)<sup>88</sup>. O seguimento m&#233;dio foi de 18,1 meses. Foram detectadas 93 placas em aorta e 57 em car&#243;tida, que foram seq&#252;encialmente acompanhadas por RM a cada seis meses ap&#243;s introdu&#231;&#227;o de hipolipemiante. O desfecho prim&#225;rio da RM foi altera&#231;&#227;o na &#225;rea da parede do vaso (APV). O colesterol total diminui em 26% contra 33% e o LDL-C em 36% contra 46%, respectivamente, nos grupos de sinvastatina convencional (20 mg) e agressiva (80 mg). Embora o grupo de sinvastatina 80mg apresentasse n&#237;veis iniciais significativamente maiores de CT e LDL-C, os dois grupos atingiram valores absolutos semelhantes ap&#243;s o tratamento. J&#225; aos 12 meses foi observada uma redu&#231;&#227;o significativa na APV. N&#227;o foram detectadas diferen&#231;as nos efeitos vasculares entre as doses randomizadas. A an&#225;lise posterior mostrou que os pacientes que atingiram um LDL-C m&#233;dio menor ou igual a 100 mg/dL durante o tratamento apresentaram redu&#231;&#245;es mais intensas no tamanho da placa.</p>
    <p>Foram medidas as placas ateroscler&#243;ticas da aorta tor&#225;cica atrav&#233;s de RM de superf&#237;cie/transesof&#225;gica combinada em 27 pacientes (tratados com sinvastatina 20 a 80 mg por dia) antes e depois de seis meses de tratamento<sup>89</sup>. O volume da placa e as dimens&#245;es da luz foram medidos a partir de seis cortes transversais usados para construir um volume tridimensional de 2,4 cm da aorta que inclu&#237;a a placa e a luz. O volume da placa reduziu-se de 3,3&#177;1,4 to 2,9&#177;1,4 cm<sup>3</sup> aos seis meses (p&lt;0,02), ao passo que o aumento do volume luminal foi menos acentuado (de 12,0&#177;3,9 a 12,2&#177;3,7 cm<sup>3</sup>, p&lt;0,06). O colesterol LDL diminuiu em 23% (de 125&#177;32 para 97&#177;27 mg/dL, p&lt;0,05) em seis meses. A regress&#227;o da placa mostrou-se significativamente relacionada &#224; redu&#231;&#227;o do colesterol LDL (p&lt;0,02 e p&lt;0,005, respectivamente), enquanto que o aumento do volume da luz mostrou-se inversamente relacionado &#224; redu&#231;&#227;o do colesterol LDL (p&lt;0,04). A medida do volume da placa foi altamente reprodut&#237;vel (correla&#231;&#227;o intraclasse R = 0,98 e variabilidade = 4,8%). Foram documentadas as concord&#226;ncias intra-observador (0,91) e inter-observador (0,81) para a avalia&#231;&#227;o do volume da placa.</p>
    <p>Outro estudo investigou os efeitos da atorvastatina 20 mg em compara&#231;&#227;o com 5mg sobre as placas da aorta tor&#225;cica ou abdominal em 40 pacientes hipercolesterol&#234;micos<sup>90</sup>. Os efeitos do tratamento foram avaliados como altera&#231;&#245;es na espessura da parede do vaso (EPV) e na &#225;rea da parede do vaso (APV) das les&#245;es ateroscler&#243;ticas a partir dos valores iniciais at&#233; 12 meses de tratamento. A dose de 20 mg induziu uma maior redu&#231;&#227;o no colesterol LDL do que a dose de 5 mg (-47% contra -34%, p&lt; 0,001). Embora as doses de 20mg e 5mg tenham reduzido os n&#237;veis de prote&#237;na C reativa (PCR) (-47% e -28%, respectivamente), o grau de redu&#231;&#227;o da PCR n&#227;o diferiu entre as duas doses. A dose de 20mg reduziu a EPV e a APV das placas da aorta tor&#225;cica (-12% e -18%, respectivamente, p &lt; 0,001), ao contr&#225;rio da dose de 5mg (+1% e +4%). Vale notar que o grau de regress&#227;o da placa em aorta tor&#225;cica correlacionou-se com as redu&#231;&#245;es no colesterol LDL (r = 0,64) e PCR (r = 0,49). Em rela&#231;&#227;o &#224;s placas da aorta abdominal, a dose de 20mg n&#227;o foi capaz de reduzir a EPV nem a APV (-1% e +3%), sendo que houve progress&#227;o com o tratamento com 5mg (+5% e +12%, respectivamente, p &lt; 0,01).</p>
    <p>Concluindo, RM e TC de ateroma s&#227;o utilizadas para o seguimento longitudinal de pacientes para investiga&#231;&#227;o da progress&#227;o e regress&#227;o do ateroma. S&#227;o necess&#225;rios novos estudos para explorar melhor a capacidade da tomografia computadorizada por multidector e da resson&#226;ncia magn&#233;tica em avaliar a progress&#227;o, estabiliza&#231;&#227;o ou mesmo regress&#227;o da doen&#231;a ap&#243;s o tratamento espec&#237;fico.</p>
    <p>
      <bold>Outras abordagens al&#233;m da estenose luminal e carga da placa</bold>
    </p>
    <p>A luz (angiografia) e a placa (USIV, EIMC) descrevem as dimens&#245;es anat&#244;micas das art&#233;rias. No entanto, a signific&#226;ncia cl&#237;nica tamb&#233;m est&#225; provavelmente relacionada &#224; composi&#231;&#227;o da placa e &#224; reatividade vascular.</p>
    <p>
      <bold>Composi&#231;&#227;o da placa atrav&#233;s de USIV</bold>
    </p>
    <p>Atrav&#233;s da ultrassonografia intravascular (USIV), a reflex&#227;o interna do ultra-som a partir das paredes/placas dos vasos permite caracterizar o ateroma<sup>91,92</sup>. A descri&#231;&#227;o inicial da morfologia das placas enfocou as les&#245;es culpadas em pacientes que apresentavam s&#237;ndromes coronarianas agudas ou est&#225;veis<sup>93,94</sup>. Com base nesses estudos, um estudo prospectivo com ultrassonografia intravascular considerou a hip&#243;tese de que certos padr&#245;es estariam associados ao desenvolvimento de s&#237;ndromes coronarianas agudas durante o seguimento<sup>95</sup>. Os autores avaliaram os padr&#245;es morfol&#243;gicos de vulnerabilidade em placas de leve a moderadamente esten&#243;ticas no in&#237;cio e durante um per&#237;odo de seguimento de dois anos. Doze pacientes apresentaram um evento coronariano agudo em um local da coron&#225;ria que havia sido previamente avaliado. As placas pr&#233;-existentes relacionadas aos eventos agudos subseq&#252;entes demonstraram um padr&#227;o exc&#234;ntrico e a &#225;rea percentual m&#233;dia da placa foi maior do que em pacientes que n&#227;o apresentaram eventos agudos. No entanto, n&#227;o houve diferen&#231;a estatisticamente significativa na &#225;rea luminal entre os dois grupos de pacientes. Estudos seriados durante o tratamento com estatinas mostraram que o tratamento hipolipemiante estava associado a um aumento na ecogenicidade<sup>67</sup>.</p>
    <p>No entanto, a USIV padr&#227;o em escala de cinza &#233; limitada &#224; an&#225;lise da composi&#231;&#227;o da placa e representa somente uma fra&#231;&#227;o dos dados do sinal de ultra-som refletido. Algoritmos matem&#225;ticos avan&#231;ados incluindo an&#225;lise de r&#225;dio-freq&#252;&#234;ncia (ARF) e elastografia permitem uma an&#225;lise mais detalhada<sup>96,97</sup>. A ARF derivada da USIV (histologia virtual, USIV-HV) mostra os dados reconstru&#237;dos como um mapa tecidual codificado por cores da composi&#231;&#227;o da placa baseado na valida&#231;&#227;o histol&#243;gica<sup>98-100</sup>. A USIV-HV classifica os componentes da placa em quatro tipos teciduais b&#225;sicos: fibroso (verde escuro), fibro-gorduroso (verde claro), com centro necr&#243;tico (vermelho) e c&#225;lcio denso (branco)<sup>101</sup>. Em um estudo recente, os dados de retrodispers&#227;o da USIV de 51 art&#233;rias coron&#225;rias descendentes anteriores foram testados ex vivo e comparados &#224; interpreta&#231;&#227;o histol&#243;gica do local correspondente. A acur&#225;cia preditiva geral foi de 93,5% para tecido fibr&#243;tico, 94,1% para tecido fibro-gorduroso, 95,8% para centro necr&#243;tico e 96,7% para c&#225;lcio denso<sup>101</sup>.</p>
    <p>Com base na an&#225;lise posterior desses dados de composi&#231;&#227;o, &#233; feita uma classifica&#231;&#227;o dos tipos de placa em analogia &#224; classifica&#231;&#227;o histopatol&#243;gica. Esses tipos de placa incluem espessamento patol&#243;gico da &#237;ntima, fibroateroma e placa fibrocalcificada<sup>96</sup>.</p>
    <p>Embora essas t&#233;cnicas de p&#243;s-processamento forne&#231;am informa&#231;&#245;es adicionais sobre a composi&#231;&#227;o da placa, a resolu&#231;&#227;o espacial da USIV-HV (100-200 <italic>&#181;</italic>m) &#233; baixa demais para detectar a espessura cr&#237;tica da c&#225;psula fibrosa, que &#233; definida por histologia como 65 <italic>&#181;</italic>m. H&#225; pesquisas em andamento para definir fibroateroma derivado por USIV (ACFF-DU - ateroma de c&#225;psula fibrosa fina derivado de USIV), com base no tamanho e conflu&#234;ncia do centro necr&#243;tico, aus&#234;ncia de evid&#234;ncia de c&#225;psula fibrosa vis&#237;vel, presen&#231;a de pequenas quantidades de c&#225;lcio, tamanho do centro necr&#243;tico contra a superf&#237;cie da luz, ocorr&#234;ncia de m&#250;ltiplos centros necr&#243;ticos confluentes e remodelamento positivo<sup>102,103</sup>. No estudo <italic>Carotid Artery Plaque Virtual Histology Evaluation</italic> (CAPITAL &#150; avalia&#231;&#227;o histol&#243;gica virtual da placa em art&#233;ria car&#243;tida), encontrou-se uma correla&#231;&#227;o entre a caracteriza&#231;&#227;o da placa por USIV-HV e a an&#225;lise histol&#243;gica real da placa ap&#243;s endarterectomia. Especificamente, houve uma alta acur&#225;cia preditiva para a identifica&#231;&#227;o de ACFF<sup>104</sup>.</p>
    <p>S&#227;o promissores os resultados que est&#227;o surgindo com a USIV-HV. &#192; semelhan&#231;a do que ocorre com a carga da placa &#224; USIV, ser&#225; necess&#225;ria a confirma&#231;&#227;o da utilidade da USIV-HV como desfecho em ensaios cl&#237;nicos multic&#234;ntricos grandes sobre progress&#227;o/regress&#227;o. Est&#225; em andamento o estudo PROSPECT (identificador ClinicalTrials.gov: NCT00180466), que &#233; um estudo de hist&#243;ria natural para avaliar a rela&#231;&#227;o entre eventos coronarianos agudos inesperados e a carga, composi&#231;&#227;o e tipo da placa em les&#245;es intermedi&#225;rias. Esse &#233; o primeiro estudo prospectivo cujo objetivo &#233; detectar les&#245;es de alto risco atrav&#233;s das tecnologias de escalas de cinza e USIV-HV.</p>
    <p>Com base nas diferen&#231;as de unidade de Hounsfield (tomografia computadorizada) e apar&#234;ncia em diferentes seq&#252;&#234;ncias de RM, a TC e RM fornecem alguma informa&#231;&#227;o quanto &#224; composi&#231;&#227;o da placa<sup>78,79,105</sup>. No entanto, a experi&#234;ncia &#233; limitada.</p>
    <p>
      <bold>Dilata&#231;&#227;o mediada por fluxo</bold>
    </p>
    <p>O endot&#233;lio vascular desempenha um papel central na progress&#227;o da aterosclerose, sendo a disfun&#231;&#227;o endotelial um dos primeiros est&#225;gios da aterog&#234;nese, precedendo a ocorr&#234;ncia da forma&#231;&#227;o da les&#227;o ateroscler&#243;tica<sup>106</sup>. Mostrou-se que os principais fatores de risco cardiovasculares incluindo hipertens&#227;o, tabagismo, hipercolesterolemia e diabetes mellitus contribuem para a instala&#231;&#227;o da disfun&#231;&#227;o endotelial<sup>107,108</sup>. Mais recentemente, tamb&#233;m se demonstrou que a disfun&#231;&#227;o endotelial possui um valor preditivo para eventos cardiovasculares<sup>109</sup>. O exame de excel&#234;ncia para medida da fun&#231;&#227;o endotelial s&#227;o as t&#233;cnicas invasivas usando infus&#227;o intra-arterial de agonistas endoteliais seletivos. A introdu&#231;&#227;o de exames n&#227;o invasivos da fun&#231;&#227;o endotelial tem sido cr&#237;tica para uma aplica&#231;&#227;o mais ampla<sup>110,111</sup>. O princ&#237;pio b&#225;sico da dilata&#231;&#227;o mediada por fluxo (DMF) &#233; a indu&#231;&#227;o de hiperfluxo sangu&#237;neo na art&#233;ria braquial seguindo-se &#224; desinsufla&#231;&#227;o de um manguito de antebra&#231;o oclu&#237;do. A hiperemia reativa subseq&#252;ente causa um aumento no di&#226;metro da art&#233;ria braquial que pode ser medido atrav&#233;s de ultra-som. As vantagens dessas t&#233;cnicas s&#227;o a sua natureza n&#227;o invasiva e aplicabilidade imediata. A padroniza&#231;&#227;o cuidadosa do protocolo, incluindo a implanta&#231;&#227;o da detec&#231;&#227;o computadorizada do limite do vaso em tempo real, contribuiu para a redu&#231;&#227;o da variabilidade. No entanto, tem sido descrita uma significativa varia&#231;&#227;o na reprodutibilidade devido a diferen&#231;as nos protocolos t&#233;cnicos bem como ao impacto de fatores fisiol&#243;gicos sobre a DMF<sup>110</sup>. A grande varia&#231;&#227;o interindividual limita o uso da DMF como marcador de risco cardiovascular individual. Encontram-se em andamento estudos iniciais para avaliar as altera&#231;&#245;es na fun&#231;&#227;o endotelial.</p>
    <p>
      <bold>Correla&#231;&#227;o entre modalidades e abordagens</bold>
    </p>
    <p>Os exames de imagem para aterosclerose anteriormente descritos medem uma grande variedade de caracter&#237;sticas da anatomia e fisiologia vascular que refletem o processo patol&#243;gico, progress&#227;o/regress&#227;o e estabilidade da placa ateroscler&#243;tica. No entanto, a correla&#231;&#227;o dessas abordagens entre si n&#227;o &#233; completamente compreendida.</p>
    <p>
      <bold>Correla&#231;&#227;o entre USIV e EIMC</bold>
    </p>
    <p>As duas t&#233;cnicas de imagem por ultrassografia vascular, EIMC e USIV das art&#233;rias coron&#225;rias, est&#227;o sendo cada vez mais utilizadas como componentes integrantes de grandes programas de estudos para avaliar novos tratamentos cardiovasculares em ensaios com desfechos substitutos. Exemplos recentes s&#227;o a experi&#234;ncia com pioglitazona e inibidores da PTCE.</p>
    <p>A pioglitazona &#233; um agonista do receptor gama ativado pelo proliferador de peroxisoma (PPAR gama). Em um estudo prospectivo randomizado controlado, 5238 pacientes portadores de diabetes tipo 2 e evid&#234;ncia de doen&#231;a macrovascular foram designados para receber pioglitazona oral titulada de 15mg a 45mg (n=2605) ou placebo equivalente (n=2633)<sup>112</sup>. O desfecho prim&#225;rio foi o composto de mortalidade de todas as causas, infarto do mioc&#225;rdio n&#227;o fatal, acidente vascular cerebral, s&#237;ndrome coronariana aguda e interven&#231;&#227;o endovascular ou cir&#250;rgica nas art&#233;rias coron&#225;rias ou dos membros inferiores. O tempo m&#233;dio de observa&#231;&#227;o foi de 34,5 meses. Um total de 514 pacientes no grupo da pioglitazona e 572 no grupo placebo apresentou pelo menos um evento do desfecho composto prim&#225;rio (p=0,095). O principal desfecho secund&#225;rio foi o composto de mortalidade de todas as causas, infarto do mioc&#225;rdio n&#227;o fatal e acidente vascular cerebral. Um total de 301 pacientes no grupo da pioglitazona e 358 no grupo placebo atingiu este desfecho (p=0,027).</p>
    <p>Um estudo de imagem associado avaliou o efeito da pioglitazona em compara&#231;&#227;o com a glimepirida sobre as altera&#231;&#245;es na EIMC<sup>113</sup>, incluindo 462 adultos portadores de DM tipo 2 (dura&#231;&#227;o m&#233;dia de 7,7 anos; valor m&#233;dio de HbA1c de 7,4%) que foram randomizados para receber cloridrato de pioglitazona (15-45 mg/dia) ou glimepirida (1-4 mg/dia). O per&#237;odo de tratamento foi de 72 semanas. A principal medida de evolu&#231;&#227;o foi a altera&#231;&#227;o absoluta na EIMC m&#233;dia entre a consulta inicial e a final. A altera&#231;&#227;o m&#233;dia na EIMC foi menor com pioglitazona do que com glimepirida. Na semana 72, o desfecho prim&#225;rio de progress&#227;o da EIMC m&#233;dia foi menor com pioglitazona do que com glimepirida (-0,001mm contra +0,012mm, respectivamente; p = 0,02). A pioglitazona tamb&#233;m diminuiu a progress&#227;o da EIMC m&#225;xima em compara&#231;&#227;o com a glimepirida (0,002mm contra 0,026mm, respectivamente, na semana 72; p = 0,008). O efeito ben&#233;fico da pioglitazona na EIMC m&#233;dia foi semelhante entre os subgrupos pr&#233;-especificados.</p>
    <p>Um estudo randomizado multic&#234;ntrico com USIV analisou 543 pacientes portadores de doen&#231;a coronariana e diabetes tipo 2<sup>114</sup>. Os pacientes foram randomizados para receber pioglitazona de 15 a 45mg ou glimepirida de 1 a 4mg por 18 meses com titula&#231;&#227;o para dosagem m&#225;xima, se tolerada. Os n&#237;veis iniciais m&#233;dios (DP) de HbA(1c) foram de 7,4% (1,0%) nos dois grupos e ca&#237;ram durante o tratamento em m&#233;dia 0,55% com pioglitazona e 0,36% com glimepirida (p = 0,03 entre os grupos). Os n&#237;veis de LDL aumentaram 5,7mg/dL contra 0,9mg/dL no grupo da pioglitazona em compara&#231;&#227;o com a glimepirida, e os n&#237;veis m&#233;dios de triglic&#233;rides diminu&#237;ram 16,3mg/dL contra um aumento de 3,3mg/dL (p &lt; 0,001 para as duas compara&#231;&#245;es). Os n&#237;veis m&#233;dios de insulina de jejum ca&#237;ram com a pioglitazona e aumentaram com a glimepirida (p &lt; 0,001). O exame ultrassonogr&#225;fico intravascular foi repetido em 360 pacientes ao final do estudo. A principal medida de evolu&#231;&#227;o foi a altera&#231;&#227;o no volume percentual do ateroma (VPA) entre o in&#237;cio e o fim do estudo. A m&#233;dia dos quadrados m&#237;nimos do VPA aumentou 0,73% com glimepirida e diminuiu 0,16% com a pioglitazona (p=0,002).</p>
    <p>Foram obtidos dados abrangentes semelhantes para o torcetrapib, um inibidor da prote&#237;na de transfer&#234;ncia de colesteril &#233;ster (PTCE) que eleva os n&#237;veis de HDL-C<sup>115,116</sup>. Foi postulado um efeito ben&#233;fico sobre a regress&#227;o da placa, com base em dados pr&#233;-cl&#237;nicos. No entanto, o desenvolvimento cl&#237;nico do torcetrapib foi interrompido depois que o Conselho de Monitoramento de Dados e Seguran&#231;a do estudo ILLUMINATE recomendou o fim do estudo devido a um desequil&#237;brio estatisticamente significante na mortalidade por todas as causas entre pacientes recebendo torcetrapib/atorvastatina e aqueles recebendo atorvastatina isoladamente<sup>117,118</sup>.</p>
    <p>O estudo ILLUMINATE analisava se o torcetrapib poderia reduzir os eventos cardiovasculares principais<sup>118</sup>. Foram randomizados 15067 pacientes com alto risco cardiovascular para receber torcetrapib mais atorvastatina ou atorvastatina isoladamente. O desfecho prim&#225;rio foi o tempo para o primeiro evento cardiovascular principal, que foi definido como &#243;bito por doen&#231;a coronariana, infarto do mioc&#225;rdio n&#227;o fatal, acidente vascular cerebral, ou hospitaliza&#231;&#227;o por angina inst&#225;vel. Nos pacientes que receberam torcetrapib, houve um aumento de 72,1% no colesterol HDL e uma redu&#231;&#227;o de 24,9% no colesterol LDL aos 12 meses em compara&#231;&#227;o com os valores iniciais (p&lt;0,001 para as duas compara&#231;&#245;es), al&#233;m de um aumento de 5,4mmHg na press&#227;o sist&#243;lica, redu&#231;&#227;o no pot&#225;ssio s&#233;rico e aumento no s&#243;dio, bicarbonato e aldosterona s&#233;ricos (p&lt;0,001 para todas as compara&#231;&#245;es). Tamb&#233;m foi observado um aumento no risco de eventos cardiovasculares (raz&#227;o de risco de 1,25; p=0,001) e &#243;bito de qualquer causa (raz&#227;o de risco de 1,58; p=0,006). An&#225;lises posteriores mostraram um risco aumentado de &#243;bito em pacientes tratados com torcetrapib que apresentaram uma redu&#231;&#227;o no pot&#225;ssio ou aumento no bicarbonato maior do que a altera&#231;&#227;o m&#233;dia.</p>
    <p>Dois estudos randomizados de EIMC (RADIANCE 1 e 2) comparando os efeitos do torcetrapib/atorvastatina contra monoterapia com atorvastatina foram conclu&#237;dos antes que o desenvolvimento cl&#237;nico do torcetrapib fosse interrompido<sup>119,120</sup>. Os resultados do RADIANCE 1, em que foram randomizados 850 pacientes portadores de hipercolesterolemia familiar heterozig&#243;tica, indicaram que o tratamento com torcetrapib/atorvastatina n&#227;o resultou na redu&#231;&#227;o da progress&#227;o da aterosclerose<sup>119</sup>. Do mesmo modo, os resultados do RADIANCE 2, em que foram randomizados 752 pacientes portadores de dislipidemia mista, n&#227;o conseguiram demonstrar um efeito ben&#233;fico do tratamento com torcetrapib na aterosclerose, conforme avaliada por EIMC, apesar de ter havido um aumento no HDL-C de 63,4% e uma redu&#231;&#227;o no LDL-C de 17,7%, relativos ao tratamento com atorvastatina isoladamente<sup>120</sup>.</p>
    <p>Analogamente, o estudo ILLUSTRATE, que usou desfechos de USIV para comparar os efeitos do torcetrapib/atorvastatina contra atorvastatina isoladamente, n&#227;o mostrou efeito ben&#233;fico do tratamento com torcetrapib na progress&#227;o da aterosclerose apesar de ter havido um aumento significativo nos n&#237;veis de HDL no grupo de tratamento com torcetrapib/atorvastatina em rela&#231;&#227;o ao grupo de atorvastatina isoladamente<sup>121</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Correla&#231;&#227;o entre a luz e a carga da placa</bold>
    </p>
    <p>Conforme descrito anteriormente, a justificativa para o desenvolvimento dos m&#233;todos por imagem de placas foram as limita&#231;&#245;es da angiografia. No entanto, os resultados descritos acima demonstram que tanto as altera&#231;&#245;es na luz quanto na placa s&#227;o marcadores v&#225;lidos em estudos seriados de progress&#227;o/regress&#227;o. A rela&#231;&#227;o entre as altera&#231;&#245;es na placa e na luz durante a progress&#227;o e a regress&#227;o n&#227;o &#233; completamente compreendida. Um estudo recente<sup>122,123</sup> investigou as rela&#231;&#245;es entre CGQ e USIV em momentos isolados e tamb&#233;m quanto &#224;s altera&#231;&#245;es ao longo do tempo. Para segmentos pareados no in&#237;cio, foram observadas correla&#231;&#245;es estatisticamente significativas entre o composto de escore CGQ da art&#233;ria coron&#225;ria e o volume luminal derivado da USIV (r= 0,65, p&lt;0,0001) e tamb&#233;m para o volume total do vaso (r=0,55, p&lt;0,0001). Foram encontradas rela&#231;&#245;es semelhantes entre o escore cumulativo de estenose coron&#225;ria por CGQ e o volume percentual do ateroma &#224; USIV (r = 0,32, p&lt;0,0001). Para os dados globais (de todos os segmentos) derivados de CGQ e para art&#233;ria &#250;nica derivados de USIV foi observado um padr&#227;o semelhante de correla&#231;&#245;es. Entre o in&#237;cio e o acompanhamento, houve correla&#231;&#245;es estatisticamente significativas embora fracas entre as altera&#231;&#245;es ao longo do tempo nas dimens&#245;es da luz &#224; CGQ e USIV (p = 0,005) e entre a altera&#231;&#227;o no escore cumulativo de estenose coronariana &#224; CGQ e o volume percentual do ateroma &#224; USIV (r = 0,14, p = 0,01). Um achado importante foi que quando os resultados de CGQ foram analisados como vari&#225;vel dicot&#244;mica, os pacientes com evid&#234;ncia de progress&#227;o angiogr&#225;fica apresentavam volumes de placa maiores &#224; USIV inicial, bem como um aumento significativo no volume da placa do in&#237;cio at&#233; o seguimento (9,13 contra 0,20mm<sup>3</sup>, p = 0,028).</p>
    <p>&#201; interessante notar que nessa compara&#231;&#227;o de CGQ e USIV, as correla&#231;&#245;es com CGQ foram melhores para o volume percentual do ateroma determinado pela USIV do que para o volume da placa. Isso provavelmente ocorre porque tanto o volume percentual do ateroma pela USIV quanto os par&#226;metros de CGQ levam em considera&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; as altera&#231;&#245;es na carga da placa, mas tamb&#233;m o remodelamento vascular. Estudos seriados com USIV confirmaram que o remodelamento &#233; um processo importante durante a progress&#227;o/regress&#227;o da doen&#231;a. Esses estudos demonstraram que o tratamento para estabiliza&#231;&#227;o da placa est&#225; associado ao remodelamento constritivo<sup>124</sup>.</p>
    <p>An&#225;lise semelhante foi feita no estudo ASTEROID<sup>125</sup>, que avaliou os efeitos de dois anos de tratamento com rosuvastatina 40mg/dia sobre a aterosclerose coronariana medida atrav&#233;s de USIV e de CGQ. A rosuvastatina reduziu o colesterol LDL em 53,3% para 61,1&#177;20,3 mg/dL e aumentou o colesterol HDL em 13,8% para 48,3&#177;12,4 mg/dL. Examinando-se uma art&#233;ria coron&#225;ria principal angiograficamente normal ou com estenose &lt;50% no in&#237;cio, a avalia&#231;&#227;o por USIV da altera&#231;&#227;o no volume percentual do ateroma, altera&#231;&#227;o do volume do ateroma no segmento de 10mm mais gravemente acometido no in&#237;cio, e altera&#231;&#227;o no volume normalizado do ateroma para a art&#233;ria inteira mostrou que houve regress&#227;o. Os efeitos da rosuvastatina em estenoses coronarianas discretas pela CGQ foram um desfecho secund&#225;rio do estudo. As an&#225;lises coronariogr&#225;ficas quantitativas em modo cego da estenose percentual do di&#226;metro e do di&#226;metro m&#237;nimo da luz foram realizadas para at&#233; 10 segmentos de art&#233;rias coron&#225;rias e ramos maiores com &gt;25% de estenose de di&#226;metro no in&#237;cio. Para cada paciente, foi calculada a m&#233;dia de todas as les&#245;es pareadas no in&#237;cio e no final do estudo. Havia 292 pacientes com 613 estenoses pareadas. A m&#233;dia &#177; DP da estenose percentual do di&#226;metro diminuiu de 37,3&#177;8,4% para 36,0&#177;10,1%. O di&#226;metro m&#237;nimo da luz aumentou de 1,65&#177;0,36 mm para 1,68&#177;0,38 mm.</p>
    <p>As altera&#231;&#245;es angiogr&#225;ficas apresentaram a mesma tend&#234;ncia que os achados de USIV na dire&#231;&#227;o de uma redu&#231;&#227;o da carga da placa. Os resultados demonstram melhorias concordantes nas medidas angiogr&#225;ficas da dimens&#227;o da luz, e medidas do volume do ateroma atrav&#233;s de USIV compat&#237;veis com regress&#227;o da aterosclerose na vig&#234;ncia de tratamento com estatinas.</p>
    <p>Em contraposi&#231;&#227;o, o estudo CAMELOT n&#227;o encontrou correla&#231;&#227;o entre os par&#226;metros de USIV e CGQ<sup>126</sup>. Os autores verificaram a rela&#231;&#227;o entre os par&#226;metros de coronariografia quantitativa, caracter&#237;sticas iniciais e eventos cl&#237;nicos em um grande estudo sobre a regress&#227;o de DAC com anti-hipertensivos. Os pacientes foram randomizados para receber amlodipino, enalapril ou placebo e foram acompanhados por 24 meses quanto a eventos isqu&#234;micos principais. Dentre os 431 pacientes que participaram do sub-estudo NORMALISE de angiografia e ultrassonografia intravascular, 298 (99 recebendo amlodipino, 96 enalapril e 103 placebo) possu&#237;am dados angiogr&#225;ficos e de ultrassonografia intravascular completos. Os pacientes n&#227;o diferiram significativamente quanto &#224;s caracter&#237;sticas iniciais (exceto por diabetes) ou extens&#227;o da DAC. Ap&#243;s 24 meses, a altera&#231;&#227;o do di&#226;metro m&#237;nimo da luz (DML) foi de -0,02 &#177; 0,13 para o amlodipino, -0,03 &#177; 0,12 para o enalapril, e -0,03 &#177; 0,17 mm para placebo (p = 0,40). Eventos isqu&#234;micos principais foram observados em 20,2%, 24%, e 25,2%, respectivamente (p = 0,68). N&#227;o houve correla&#231;&#227;o significativa entre as altera&#231;&#245;es no DML e idade, sexo, tratamento com estatina ou press&#227;o arterial sist&#243;lica no in&#237;cio. As altera&#231;&#245;es no DML n&#227;o diferiram entre os pacientes que apresentaram eventos cardiovasculares ou n&#227;o, independentemente do tratamento atribu&#237;do (p = 0,54). Apenas a extens&#227;o da DAC foi um preditor independente de eventos isqu&#234;micos.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A importante carga geral das DAC requer o desenvolvimento de tratamentos medicamentosos mais efetivos. &#201; necess&#225;rio testar novos compostos em programas de desenvolvimento cuidadosamente elaborados. Desfechos substitutos podem avaliar a efic&#225;cia antes que dados de desfechos cl&#237;nicos estejam dispon&#237;veis. Desfechos substitutos com exames de imagem de aterosclerose permitem avaliar a progress&#227;o da doen&#231;a em est&#225;gios anteriores ao do desencadeamento de sintomas e eventos cl&#237;nicos e, portanto, fornecem uma janela para o processo patol&#243;gico<sup>127-129</sup>.</p>
    <p> No entanto, dados recentes usando desfechos substitutos estabelecidos s&#227;o motivo de precau&#231;&#227;o<sup>56,130</sup>. Resultados do estudo ENHANCE demonstraram que a ezetimiba em conjunto com o tratamento com estatinas n&#227;o teve efeito na taxa de progress&#227;o da doen&#231;a ateroscler&#243;tica apesar de ter havido redu&#231;&#245;es posteriores significativas nos n&#237;veis de colesterol LDL<sup>56</sup>. De maneira igualmente inesperada, no estudo ACCORD, o controle glic&#234;mico intensivo mostrou-se associado a um aumento da mortalidade<sup>130</sup>. Esses resultados est&#227;o em desacordo com a rela&#231;&#227;o normalmente pr&#243;xima entre colesterol LDL e aterosclerose e entre controle glic&#234;mico e mortalidade, respectivamente.</p>
    <p>Programas amplos de desenvolvimento de drogas cada vez mais avaliam novos tratamentos usando mais de um desfecho substituto em estudos que s&#227;o realizados enquanto outros estudos com desfechos cl&#237;nicos est&#227;o em andamento.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Paul Schoenhagen </p>
        <p> Cleveland Clinic, Imaging Institute and Heart &amp; Vascular Institute </p>
        <p> 9500 Euclid Avenue, Desk HB-6 </p>
        <p> 44195, Cleveland - USA </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="schoenp1@ccf.org">schoenp1@ccf.org</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 01/07/08; revisado recebido em 03/07/08; aceito em 03/07/08.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Comparison of C-reactive protein and low-density lipoprotein cholesterol levels in the prediction of first cardiovascular events</article-title>
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          <article-title>The Reversal of Atherosclerosis with Aggressive Lipid Lowering (REVERSAL) investigators: Statin therapy, LDL cholesterol, C-reactive protein, and coronary artery disease</article-title>
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          <article-title>Creactive protein levels and outcomes after statin therapy</article-title>
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          <article-title>Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes Study Group: Effects of intensive glucose lowering in type 2 diabetes</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Atherosclerosis imaging in progression/regression trials: surrogate marker or direct window into the atherosclerotic disease process?</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>CAD remains a major global cause of morbidity and mortality. Comprehensive drug development programs of novel pharmacological treatment strategies frequently utilize traditional mortality/morbidity endpoints studies and additional surrogate endpoints trials. This parallel approach allows an assessment of efficacy several years in advance of the availability of data from clinical endpoint trials. Several atherosclerosis imaging markers have been introduced into these drug-development strategies, including angiography, carotid ultrasound, IVUS, MRI, and CT. This review will discuss the current status of atherosclerosis imaging as an endpoint in progression/regression trials, with an emphasis on evidence-based data. In addition to a discussion of the results of individual imaging modalities, the emerging data comparing different modalities and approaches are presented.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Atherosclerosis</kwd>
        <kwd>diagnostic imaging</kwd>
        <kwd>coronary diseases</kwd>
        <kwd>disease progression</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLES</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Atherosclerosis imaging in progression/regression trials: surrogate marker or direct window into the atherosclerotic disease process?</p>
      <p>
        <bold>Paul Schoenhagen; E. Murat Tuzcu</bold>
      </p>
      <p> Cleveland Clinic, Imaging Institute and Heart &amp; Vascular Institute, Cleveland - USA</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p>CAD remains a major global cause of morbidity and mortality. Comprehensive drug development programs of novel pharmacological treatment strategies frequently utilize traditional mortality/morbidity endpoints studies and additional surrogate endpoints trials. This parallel approach allows an assessment of efficacy several years in advance of the availability of data from clinical endpoint trials. Several atherosclerosis imaging markers have been introduced into these drug-development strategies, including angiography, carotid ultrasound, IVUS, MRI, and CT. This review will discuss the current status of atherosclerosis imaging as an endpoint in progression/regression trials, with an emphasis on evidence-based data. In addition to a discussion of the results of individual imaging modalities, the emerging data comparing different modalities and approaches are presented.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Atherosclerosis; diagnostic imaging; coronary diseases; disease progression.</p>
      <p>
        <bold>Abbreviations</bold>
      </p>
      <p>CAD - coronary artery disease </p>
      <p>CABG - coronary artery bypass surgery</p>
      <p>CIMT - carotid intima-media thickness </p>
      <p>CMR - cardiovascular magnetic resonance</p>
      <p>CT - Computed tomography</p>
      <p>CTA - computed tomographic angiography</p>
      <p>EBCT - electron-beam computed tomography</p>
      <p>EEM - external elastic membrane </p>
      <p>FMD - flow-mediated dilatation </p>
      <p>IMT - intima-media thickness </p>
      <p>IVUS - intravascular ultrasound</p>
      <p>MDCT - multi-detector computed tomography</p>
      <p>MI - myocardial infarction</p>
      <p>MRI - magnetic resonance imaging</p>
      <p>PCI - percutaneous coronary intervention</p>
      <p>QCA - quantitative coronary angiography </p>
      <p>RFA - radio frequency analysis</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Atherosclerotic cardiovascular disease remains a major global cause of morbidity and mortality<sup>1</sup>. Subclinical atherosclerosis develops and progresses slowly over many decades, before suddenly causing clinical manifestations<sup>2</sup>. The remaining clinical challenge is the identification and modification of the disease process in the early subclinical stages. Current comprehensive approaches to risk reduction, including diet, exercise, and pharmacological intervention, decrease cardiovascular risk but do not prevent a substantial number of life-threatening cardiovascular events. Further improvements will require earlier diagnosis, a better understanding of the genetic predisposition<sup>3,4</sup>, and the development of novel pharmacological strategies to modify disease progression. Novel therapies require eventual proof of effectiveness in traditional mortality/morbidity endpoints trials, with large patient populations and long-term follow-up. However, current comprehensive drug development programs frequently utilize additional clinical trials with surrogate endpoints/biomarkers of disease progression. This parallel approach allows an assessment of the efficacy of new therapies several years in advance of the availability of data from clinical endpoint trials<sup>5,6</sup>. The best-established example is the role of LDL as a surrogate in pharmacological intervention trials.</p>
      <p>Over the last decade, the use of imaging markers has been introduced into these drug-development strategies<sup>7,8 </sup>(<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref>, <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>). Imaging endpoints include changes in luminal stenosis assessed with angiography, carotid intima-media thickness using ultrasound, coronary calcium content assessed with computed tomography, and coronary atheroma volume using intravascular ultrasound. Emerging approaches are evaluating endothelial function, plaque composition, and imaging with novel, non-invasive modalities, including CT and MRI.</p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-06-0418-00010-gf01-en.jpg"/></fig>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-06-0418-00010-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>These tests measure a wide variety of characteristics of vascular anatomy and physiology, which all reflect the atherosclerotic disease process, progression/regression, and plaque stability. However, the correlation of these approaches to one another is incompletely understood. This review will discuss the current status of atherosclerosis imaging as an endpoint in progression/regression trials, with an emphasis on evidence-based data. In addition to a discussion of the results of individual imaging modalities, the emerging data comparing different modalities and approaches are presented.</p>
      <p>
        <bold>Atherosclerosis imaging and luminal stenosis</bold>
      </p>
      <p>Coronary artery disease can be described by the changes of the arterial wall and by the associated luminal narrowing. After the introduction of coronary angiography, quantitative coronary lumen imaging has been the first approach to atherosclerosis imaging. Based on extensive data from various patient populations, it is well established that angiographically determined disease progression reflects clinical prognosis<sup>9,10</sup>. Results from serial angiographic multicenter trials during lipid-modifying treatment demonstrate that change in luminal stenosis is a valid surrogate marker for cardiovascular risk<sup>11-15</sup>. This experience is summarized in a meta-analysis of QCA studies describing data of a total of 3674 patients with coronary disease who were treated with different drug classes<sup>16,17</sup>. A small reduction in mean proximal diameter stenosis progression corresponded to a significant reduction in event rate in these trials.</p>
      <p>While these data with coronary angiography demonstrate an association between atherosclerotic progression, luminal dimensions, and risk of cardiovascular events, the evolving understanding of atherogenesis has demonstrated fundamental limitations of "luminography"<sup>2,18</sup>. Early subclinical stages of coronary plaques develop over decades within the arterial wall, which initially expands outwards (positive remodelling)<sup>19,20</sup>. This process allows accommodating the growing plaque with preservation of the lumen. Consequently, early-stages of coronary atherosclerosis are angiographically undetectable, or underestimated when compared to postmortem pathological studies<sup>21</sup>. While positively remodeled lesions may have minimal stenotic effect, these plaques have been shown to be significantly associated with acute coronary syndromes<sup>22,23</sup>. Lumen imaging is also limited when long segments are diffusely affected by atherosclerotic changes, because the detection of angiographic stenosis relies on a comparison to a normal reference site<sup>24</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Atherosclerosis imaging and plaque burden</bold>
      </p>
      <p>These limitations have been the rational for vessel wall imaging using invasive modalities, specifically IVUS, and non-invasive modalities including CT calcium scoring and CIMT. The data collected with these modalities are summarized in the following paragraphs.</p>
      <p>
        <bold>CT Calcium scoring</bold>
      </p>
      <p>Computed tomography without contrast administration allows the quantification of coronary calcification, which is a pathognomonic sign of chronic atherosclerosis. Total calcium load in the coronary tree can be quantified with several calcium scoring algorithms<sup>25-27</sup>. Most data have been collected with EBCT, but MDCT has recently emerged as an alternative<sup>28</sup>.</p>
      <p>The association between conventional risk factors for coronary artery disease and calcium score is well documented. In a study of 30,908 asymptomatic individuals aged 30 to 90 years, conventional clinical risk factors were significantly associated with the presence of detectable coronary calcium<sup>29</sup>. The mean calcium score increased in proportion to the number of CAD risk factors. In age-adjusted (multivariable) logistic regression analysis, cigarette use, histories of hypercholesterolemia, diabetes, and hypertension were each significantly associated with mild to extensive calcium scores.</p>
      <p>The predictive value of the overall calcium score for future coronary events is well established and an incremental value of calcium scores over clinical risk-assessment in selected patient groups with intermediate risk has been shown<sup>30-33</sup>. In one study, 10,377 asymptomatic individuals were followed with the objective of developing risk-adjusted multivariable models that included risk factors and coronary calcium scores for the prediction of all-cause mortality<sup>32</sup>. During a mean follow-up of 5.0 years, the death rate was 2.4%. In a risk-adjusted model (p &lt;0.001), coronary calcium was an independent predictor of mortality (p &lt;0.001). Five-year risk-adjusted survival was 99.0% for a calcium score of 10 or less and 95.0% for a score of greater than 1,000 (p &lt; 0.001). With a receiver operating characteristic curve, the concordance index increased from 0.72 for cardiac risk factors alone to 0.78 (p &lt;0.001) when the calcium score was added to a multivariable model for prediction of death.</p>
      <p>A prospective observational study of 1312 asymptomatic adults with coronary risk factors examined whether the calcium score (CACS) combined with clinical risk assessment (Framingham Risk Score, FRS) provided prognostic information superior to either method alone<sup>33</sup>. Participants underwent calcium scoring and were contacted yearly. During a median of 7.0 years of follow-up, 84 patients experienced myocardial infarction (MI) or cardiovascular death; 70 patients died of any cause. Compared with an FRS of less than 10%, an FRS of more than 20% predicted the risk of MI or CHD death (hazard ratio [HR ], 14.3; p = 0.009). Compared with a CACS of zero, a CACS of more than 300 was predictive (HR, 3.9; p&lt;0.001). Across categories of FRS, CACS was predictive of risk among patients with an FRS higher than 10% (p&lt;0.001) but not with an FRS of less than 10%.</p>
      <p>Although calcium predicts risk, it does not localize the site of plaques prone to rupture. High-grade stenotic lesions causing chronic, stable angina pectoris often demonstrate dense calcifications. In contrast, high-risk culprit lesions causing acute coronary events are frequently not calcified or minimally calcified and may not be reflected by calcium scoring<sup>34</sup>. It is also not well understood how plaque stabilization affects individual lesion calcification during progression/regression, and results of CT studies examining dynamic changes in the calcium volume score during pharmacological therapy have been inconclusive<sup>35-38</sup>.</p>
      <p>In a retrospective study, 149 patients with no history of coronary artery disease underwent calcium scoring at base-line and after a minimum of 12 months<sup>36</sup>. Treatment with statins was begun at the discretion of the referring physician in 105 patients (70 percent). At follow-up, a net reduction in the calcium-volume score was observed only in the 65 treated patients whose final LDL cholesterol levels were less than 120 mg per deciliter (mean [+/-SD ] change in the score, -7+/-23 percent; p=0.01). Untreated patients had an average LDL cholesterol level of at least 120 mg per deciliter and at the time of follow-up had a significant net increase in mean calcium-volume score (mean change, +52+/-36 percent; p&lt;0.001). The 40 treated patients who had average LDL cholesterol levels of at least 120 mg per deciliter had a measurable increase in mean calcium-volume score (25+/-22 percent, p&lt;0.001), although it was smaller than the increase in the untreated patients.</p>
      <p> In a cohort study of 66 patients with LDL cholesterol &gt;130 mg/dL, and no lipid-lowering treatment, a CT scan was performed at baseline and after a mean interval of 14 months<sup>37</sup>. Then treatment with cerivastatin was initiated (0.3 mg/day). After 12 months of treatment, a third EBT scan was performed. Coronary calcifications were quantified using a volumetric score. Cerivastatin therapy lowered the mean LDL cholesterol level from 164+/-30 to 107+/-21 mg/dL. The median calcified volume was 155 mm<sup>3</sup> (range, 15 to 1849) at baseline, 201 mm<sup>3</sup> (19 to 2486) after 14 months without treatment, and 203 mm<sup>3</sup> (15 to 2569) after 12 months of cerivastatin treatment. The median annual absolute increase in coronary calcium was 25 mm<sup>3 </sup>during the untreated versus 11 mm<sup>3</sup> during the treatment period (p=0.01). The median annual relative increase in coronary calcium was 25% during the untreated versus 8.8% during the treatment period (p&lt;0.0001). In 32 patients with an LDL cholesterol level &lt;100 mg/dL during treatment, the median relative change was 27% during the untreated versus -3.4% during the treatment period (p=0.0001).</p>
      <p>Off-the-record-note: cerivastatin was pulled from the market because of an association with rhabdomyolysis.</p>
      <p>In a multicenter, randomized trial, 471 patients without history of coronary artery disease but with cardiovascular risk factors were randomized to receive 80 mg or 10 mg of atorvastatin per day over 12 months<sup>38</sup>. During the 12-month drug treatment, LDL cholesterol decreased from 106+/-22 to 87+/-33 mg/dL in the 80-mg atorvastatin group (p&lt;0.001), whereas levels remained stable in the 10-mg group (108+/-23 at baseline, 109+/-28 mg/dL at the end of the study, p=NS). The mean progression of CAC volume scores, corrected for the baseline CAC volume score, was 27% in the 80-mg atorvastatin group and 25% in the 10-mg atorvastatin group (p=0.65). CAC progression showed no relationship with on-treatment LDL cholesterol levels.</p>
      <p>In summary, CT calcium scoring is an established tool for initial risk assessment, but has currently limited value as an endpoint in serial progression/regression trials.</p>
      <p>
        <bold>B-mode ultrasound carotid intima-media thickness</bold>
      </p>
      <p>B-mode ultrasonography of the carotid arteries quantifies carotid intima-media thickness (CIMT) as a marker of atherosclerotic burden. Under standardized conditions, the reproducibility is suitable for application in large, multicenter clinical trials<sup>39,40</sup>.</p>
      <p>Various studies have shown a strong correlation between IMT and cardiovascular risk factors<sup>41-43</sup>. Over the past decade, several large observational studies have demonstrated that baseline CIMT is an independent predictor of future clinical cardiovascular events<sup>44-50</sup>. This has been shown in symptomatic and asymptomatic patients across all age groups, including healthy young adults<sup>44,45</sup>. In the ARIC study, which examined about12,800 individuals aged 45-64 years without CVD, a mean CIMT of &gt; 1 mm at baseline was associated with a significantly increased risk for clinical coronary events in &gt;4-7 years of follow-up when compared with a mean CIMT of <underline>&lt;</underline>1 mm<sup>46</sup>. In a prospective trial of 1288 Finnish men followed for up to 2.5 years, intimal-medial thickening was associated with a 2.2-fold (p = NS), small carotid plaques with a 4.2-fold (p &lt; 0.01), and large ("stenotic") plaques with a 6.7-fold (p &lt; 0.01) risk of acute myocardial infarction compared with men free of any structural changes in the carotid artery wall at baseline<sup>47</sup>. The Rotterdam study followed about 8000 individuals at least 55 years of age after a baseline carotid ultrasound<sup>48</sup>. After an average follow-up of 2.7 years, baseline CIMT was compared in those with and without cardiovascular events during follow-up. Baseline CIMT was significantly greater in those who experienced events than in asymptomatic individuals. A difference in CIMT of 0.163 mm was associated with an odds ratio of 1.41 for stroke and 1.43 for MI. The Cardiovascular Health Study of 5858 individuals aged at least 65 years with no history of CVD found that those with the greatest CIMT at baseline experienced a significantly higher incidence of cardiovascular events over 6 years of follow-up<sup>49</sup>.</p>
      <p>Serial intervention trials have demonstrated the value of CIMT as an endpoint in serial pharmacological intervention trials<sup>50-59</sup>. Placebo-controlled clinical trials showed that statin therapy slowed or reversed progression of CIMT and reduced the incidence of cardiovascular events. Both the ASAP<sup>51</sup> and ARBITER-I trial<sup>52</sup> showed that aggressive lipid lowering with statins was associated with a decrease in CIMT as opposed to no change or progression in the comparative low-dose-statin arms. In the ARBITER study, 161 patients with hypercholesterolemia were treated with atorvastatin 80 mg or pravastatin 40 mg daily. After 1 year, CIMT had decreased by a mean of 0.034 mm in atorvastatin patients but had not significantly changed in pravastatin recipients<sup>52</sup>. The METEOR study assessed the impact of rosuvastatin in 984 asymptomatic subjects at low risk of CAD<sup>53</sup>. The results showed that treatment with rosuvastatin 40 mg/day halted progression of atherosclerosis. A recent meta-analysis of statin progression/regression trials has revealed a statistical link between progression of CIMT and incidence of cardiovascular events<sup>54</sup>. A mean annual decrease in CIMT thickness of 0.012 mm was associated with an odds ratio of 0.48 for cardiovascular events.</p>
      <p>Other studies employing CIMT endpoints examined the effect of HTN treatment<sup>55</sup>, the effects of cannabinoid-1 receptor rimonabant <bold>(</bold>AUDITOR<bold>) </bold>antagonist on atherosclerotic progression in obese patients with metabolic syndrome (ClinicalTrials.gov Identifier: NCT00228176), and the effect of treatment with simvastatin plus ezetimibe vs. simvastatin alone in familial hypercholesterolemia patients<sup>56</sup>.</p>
      <p>Based on these results, CIMT is a valid surrogate marker for cardiovascular disease. The advantage of CIMT is its non-invasiveness, which allows data collection in lower risk populations. However, the data are collected in the carotid and not directly in the coronary arteries.</p>
      <p>
        <bold>Intravascular ultrasound</bold>
      </p>
      <p>Similar to CIMT, there is extensive experience with intravascular ultrasound (IVUS). In contrast to CIMT, IVUS directly examines coronary arteries but is a highly invasive modality, which is performed during cardiac catheterization using small, intracoronary ultrasound catheters. Although its safety is well established<sup>57-60</sup>, the invasive nature restricts IVUS to higher risk populations, typically patients with clinically indicated PCI. IVUS allows precise measurement of the atheroma (intima-media area)<sup>61,62</sup>, by planimetry of the blood-intima and media-adventitia border. Atheroma volume is calculated as the sum of the differences in cross-sectional area for all evaluable cross-sectional images along coronary segments.</p>
      <p>IVUS studies have examined the relationship between plaque burden and future cardiovascular events. In a study of 107 patients with angiographically insignificant coronary atherosclerosis, left main coronary artery disease detected by IVUS was significantly associated with future coronary events<sup>63</sup>. IVUS studies have shown that the rate of plaque growth in the left main coronary artery correlates with traditional risk factors<sup>64,65</sup>. Patients at greatest risk of cardiovascular events, as determined by the PROCAM, SCORE, and Framingham CVD algorithms, exhibited significantly greater plaque progression between baseline and follow-up (median 14 months).</p>
      <p>For the use as an endpoint in progression/regression trials, volumetric-analysis approaches integrate consecutive plaque-area measurements at 0.5&#150; 1 mm intervals along long vessel segments. Because the segment rather than individual sites are matched at baseline and follow up, assessment of small percentage changes in atheroma volume is possible with considerable statistical power. In a recent randomized trial, intra-observer variability was analyzed in 1177 images from 18 patients<sup>66</sup>. The mean (&#177;SD) differences were negligible for both EEM (-0.16 &#177; 0.68 mm<sup>2</sup>) and lumen areas (-0.02 &#177; 0.75 mm<sup>2</sup>). Linear regression analysis showed close correlations between the original and re-analysis (r = 0.99 and 0.98 for EEM and lumen areas, respectively). Interobserver variability was evaluated in 2151 images from 30 patients. The mean (SD) differences were negligible for both EEM (-0.07 &#177; 0.93 mm2) and lumen areas (-0.07 &#177; 0.93 mm<sup>2</sup>). Regression analysis showed close correlations between the original and re-analysis (r = 0.99 and 0.98 for EEM and lumen areas, respectively).</p>
      <p>IVUS surrogate endpoints have been employed in several trials of statin-based treatment regimens in patients with acute or stable CHD<sup>66-72</sup>. In the REVERSAL trial, 654 patients were imaged at baseline and after 18 months of therapy<sup>66</sup>. Atheroma volume decreased by 0.4% (p = 0.98) in those receiving atorvastatin 80 mg but increased by 2.7% (p = 0.001) in those receiving pravastatin 40 mg. In the ASTEROID trial, 346 patients were imaged before and after 24-month single-arm therapy with rosuvastatin 40 mg<sup>69</sup>. Rosuvastatin was associated with a significant reduction from baseline in LDL-C (-53%) and also a significant increase from baseline in HDL-C (15%). The two IVUS-derived primary endpoints change in percent atheroma volume and change in atheroma volume in the 10 mm subsegment most seriously affected showed a significant reduction in both endpoints compared with baseline.</p>
      <p>Pooled data from ASTEROID and other IVUS studies suggest an independent role of HDL raising<sup>70</sup>. In a small study examining the effect of HDL<sup>71</sup>, a total of 57 patients with acute coronary syndromes were randomized to double-blind treatment with weekly infusions of recombinant Apo A-I Milano or placebo. After 6 weeks, atheroma volume measured by IVUS had decreased by a mean of 4.2% (p &lt; 0.001) in patients receiving Apo A-I Milano, but had not changed significantly in those receiving placebo. In the ERASE study the efficacy of infusion of reconstituted HDL in patients with acute coronary syndromes was examined. In contrast to the Apo A-1 Milano study, the results showed that short-term infusions of reconstituted HDL did not result in a significantly greater percent change in atheroma volume than did infusions of saline placebo<sup>72</sup>.</p>
      <p>Other recently completed and ongoing trials employing IVUS endpoints to evaluate novel CVD therapies include the use of rimonabant in patients with CHD and abdominal obesity<sup>73</sup> and of rosiglitazone vs. glipizide in patients with type-2 diabetes and CHD (APPROACH study ClinicalTrials.gov identifier: NCT00116831).</p>
      <p>The comparison of these intravascular-ultrasound trials with outcome studies using similar pharmacological interventions provide indirect data correlating plaque burden to clinical outcomes<sup>66,74</sup>. In the CAMELOT study, 1991 normotensive patients with QCA-documented coronary atherosclerosis were randomized to 24 months of therapy with amlodipine, enalapril or placebo<sup>75</sup>. At study end, the cumulative incidences of cardiovascular events in the amlodipine, enalapril, and placebo groups were 16.6% (HR = 0.69 vs. placebo; p = 0.003), 20.2% (HR = 0.85 vs. placebo; p = 0.16), and 23.1%, respectively. IVUS was conducted at baseline and at study completion in a subgroup of 274 patients (the NORMALIZE sub-study). There was no progression of IVUS-assessed atherosclerotic burden in the amlodipine group (p = 0.31), a trend towards progression in the enalapril group (p = 0.08), and progression in the placebo group (p &lt; 0.001).</p>
      <p>Based on these results, IVUS plaque burden is a valid endpoint in pharmacological intervention trials.</p>
      <p>
        <bold>Emerging techniques:</bold>
      </p>
      <p>There is intensive research into the role of non-invasive coronary atherosclerosis imaging. However, non-invasive visualization of the coronary arteries remains challenging, because the coronaries are small and tortuous, and respiratory motion and the continuous cardiac motion distort the image.</p>
      <p>
        <bold>Multidetector Computed tomography</bold>
      </p>
      <p>Computed-tomography coronary angiography (CTA) allows identification and quantification of calcified and non-calcified coronary plaques<sup>76-79</sup>. Based on the presence or distribution of plaques (one-, two- or three-vessel disease) and stenosis severity (&gt;50% diameter stenosis), the plaque burden of the entire coronary tree can be established<sup>80</sup>. The prevalence of different disease patterns has recently been described<sup>81</sup>. The prevalence and characteristics of coronary plaques in a patient population with suspected significant coronary artery disease (CAD) was examined. 64-slice coronary CT was performed in 161 consecutive patients with an intermediate risk of CAD. Computed tomography data sets were evaluated for presence of coronary calcifications, noncalcified plaques, and/or lumen narrowing. Noncalcified coronary plaques were detected in 48 (29.8%) of 161 enrolled patients. In 28 of these patients (23.6% of overall group) noncalcified plaques were associated with coronary calcifications. The presence of noncalcified plaques as the only manifestation of CAD was found in 10 patients (6.2% of the overall group of 161 patients). Patients with noncalcified plaques were characterized by significantly higher total cholesterol, low-density lipoprotein, and C-reactive protein levels as well as by a trend for more diabetes mellitus. The majority of noncalcified plaques resulted in a lumen narrowing of &lt;50%. CAD and coronary calcifications were ruled out in 53 of 161 (32.9%) patients, whereas 60 of 161 (37.3%) patients presented with calcifications in the absence of noncalcified plaque.</p>
      <p>Precise quantification is limited and it is unclear whether the Computed-tomography assessment of the coronary plaque burden is accurate in stratifying cardiac risk and whether it adds to the calcium score<sup>82,83</sup>. An initial study sought to determine the prognostic value of CT coronary angiography in 100 patients (73 men, age 59 +/- 12 years) who were referred for cardiac catheterization due to suspicion of significant CAD<sup>82</sup>. These patients underwent additional CTA and were followed up for the occurrence of cardiac death, nonfatal myocardial infarction, unstable angina requiring hospitalization, and coronary revascularization. Coronary plaques were detected in 80 (80%) patients. During a mean follow-up of 16 months, 33 events occurred in 26 patients, most of which were revascularization. In patients with normal coronary arteries on CT, the first-year event rate was 0% versus 30% in patients with any CT evidence of CAD. The observed event rate was highest in the presence of obstructive lesions (63%) and when obstructive lesions were located in the left main (LM)/left anterior descending (LAD) coronary arteries (77%). Nonetheless, an elevated event rate was also observed in patients with nonobstructive CAD (8%). In multivariate analysis, significant predictors of events were the presence of CAD, obstructive CAD, obstructive CAD in LM/LAD, number of segments with plaques, number of segments with obstructive plaques, and number of segments with mixed plaques.</p>
      <p>Another study examined the association of all-cause mortality with CTA-defined extent and severity of coronary artery disease (CAD) in a cohort of 1,127 patients<sup>83</sup>. Stenosis by CT was scored as minimal (&lt;30%), mild (30% to 49%), moderate (50% to 70%), or severe (&gt; 70%) for each coronary artery. Plaque was assessed as: 1) moderate or obstructive plaque; 2) CTA score modified from Duke coronary artery score; and 3) simple clinical scores grading plaque extent and distribution. A 15.3 +/- 3.9-month follow-up of all-cause mortality was assessed using Cox proportional hazards models adjusted for pretest CAD likelihood and risk factors. Deaths were verified by the Social Security Death Index. The CTA predictors of death included proximal left anterior descending artery stenosis and number of vessels with &gt; 50% and &gt; 70% stenosis (all p &lt; 0.0001). A modified Duke CAD index, an angiographic score integrating proximal CAD, plaque extent, and left main (LM) disease, improved risk stratification (p &lt; 0.0001). Patients with &lt;50% stenosis had the highest survival, 99.7%. Survival worsened with higher-risk Duke scores, ranging from 96% survival for 1 stenosis &gt; 70% or 2 stenoses &gt; 50% (p = 0.013) to 85% survival for &gt; 50% LM artery stenosis (p &lt; 0.0001). Clinical scores measuring plaque burden and distribution predicted 5% to 6% higher absolute death rate (6.6% vs. 1.6% and 8.4% vs. 2.5%; p = 0.05 for both).</p>
      <p>
        <bold>Cardiovascular magnetic resonance</bold>
      </p>
      <p>Cardiovascular magnetic resonance (CMR) allows the imaging of the vessel wall<sup>84</sup>. Most work has been performed in the carotid artery and aorta, because of its closeness to the surface and larger size, respectively. Studies with carotid MRI demonstrated an interstudy reproducibility of 4.4%<sup>85</sup>. A number of serial studies in humans have assessed CMR in the longitudinal measurement of aortic and carotid atheroma<sup>86-90</sup>.</p>
      <p>In a double-blind study, newly diagnosed hypercholesterolemic patients (n = 51) with asymptomatic aortic and/or carotid atherosclerotic plaques were randomized to 20 mg/day (n = 29) or 80 mg/day (n = 22) simvastatin<sup>88</sup>. Mean follow-up was 18.1 months. A total of 93 aortic and 57 carotid plaques were detected and sequentially followed up by MRI every six months after lipid-lowering initiation. The primary MRI end point was change in vessel wall area (VWA). Total cholesterol decreased by 26% versus 33% and LDL-C by 36% versus 46% in the conventional (20 mg) versus aggressive (80 mg) simvastatin groups, respectively. Although the simvastatin 80mg group had significantly higher baseline TC and LDL-C levels, both groups reached similar absolute values after treatment. A significant reduction in VWA could already be observed at 12 months. No difference on vascular effects was detected between the randomized doses. Post-hoc analysis showed that patients reaching mean on-treatment LDL-C &lt; or = 100 mg/dL had larger decreases in plaque size.</p>
      <p>Atherosclerotic plaque in thoracic aorta were measured by combined surface/transesophageal MRI in 27 patients (treated with simvastatin 20 to 80 mg daily) before and after 6 months of therapy<sup>89</sup>. Plaque volume and luminal dimensions were measured from 6 cross sections used to construct a 2.4-cm 3D volume of the aorta that included plaque and lumen. Plaque volume was reduced from 3.3+/-0.1.4 to 2.9+/-1.4 cm<sup>3</sup> at 6 months (p&lt;0.02), whereas luminal volume increase was less accentuated (from 12.0+/-3.9 to 12.2+/-3.7 cm<sup>3</sup>, p&lt;0.06). LDL cholesterol decreased by 23% (from 125+/-32 to 97+/-27 mg/dL, p&lt;0.05) in 6 months. Plaque regression was significantly related to LDL cholesterol reduction (p&lt;0.02 and p&lt;0.005, respectively), and luminal volume increase was inversely related to LDL cholesterol reduction (p&lt;0.04). Plaque volume measurement was highly reproducible (intraclass correlation R=0.98 and variability=4.8%). Intraobserver (0.91) and interobserver (0.81) concordances were documented for plaque volume assessment.</p>
      <p>Another study investigated the effects of 20-mg versus 5-mg atorvastatin on thoracic and abdominal aortic plaques in 40 hypercholesterolemic patients<sup>90</sup>. Treatment effects were evaluated as changes in vessel wall thickness (VWT) and vessel wall area (VWA) of atherosclerotic lesions from baseline to 12 months of treatment. The 20-mg dose induced a greater low-density lipoprotein (LDL) cholesterol reduction than did the 5-mg dose (-47% vs. -34%, p &lt; 0.001). Although the 20-mg and 5-mg doses reduced C-reactive protein (CRP) levels (-47% and -28%, respectively), the degree of CRP reduction did not differ between the two doses. The 20-mg dose reduced VWT and VWA of thoracic aortic plaques (-12% and -18%, respectively, p &lt; 0.001), whereas the 5-mg dose did not (+1% and +4%). Notably, the degree of plaque regression in thoracic aorta correlated with LDL cholesterol (r = 0.64) and CRP (r = 0.49) reductions. Regarding abdominal aortic plaques, the 20-mg dose could not reduce VWT or VWA (-1% and +3%, respectively), and progression was observed with the 5-mg treatment (+5% and +12%, respectively, p &lt; 0.01).</p>
      <p>In conclusion, atheroma CMR and CT are used for longitudinal follow up of patients to investigate atheroma progression and regression. Additional studies are needed to further explore the ability of multidetector Computed tomography and magnetic resonance imaging to assess disease progression, stabilization or even regression following specific therapy.</p>
      <p>
        <bold>Other approaches beyond luminal stenosis and plaque burden</bold>
      </p>
      <p>Lumen (angiography) and plaque (IVUS, CIMT) describe arterial anatomic dimensions. However, clinical significance is probably also related to plaque composition and vascular reactivity.</p>
      <p>
        <bold>Plaque composition with IVUS</bold>
      </p>
      <p>Using intravascular ultrasound (IVUS) the internal ultrasound reflection from the vessels wall/ plaque allow atheroma characterization<sup>91,92</sup>. Initial description of plaque morphology focused on culprit lesions in patients presenting with acute or stable coronary syndromes<sup>93,94</sup>. Based on these studies, a prospective intravascular ultrasound study hypothesized that certain features would be associated with the development of acute coronary syndromes during follow-up<sup>95</sup>. The authors examined morphologic features of vulnerability in mild-to-moderately stenotic plaques at baseline and during 2-year follow-up period. Twelve patients had an acute coronary event at a previously examined coronary site. The preexisting plaques, related to the subsequent acute events, demonstrated an eccentric pattern and the mean percent plaque area was greater here than in the patients without acute events. However, there was no statistically significant difference in lumen area between the two patient groups. Serial trials during statin treatment showed that lipid-lowering therapy is associated with an increase in echogenicity<sup>67</sup>.</p>
      <p>However, standard grayscale IVUS imaging is limited to the analysis of the plaque composition and only represents a fraction of the data of the reflected ultrasound signal. Advanced mathematical algorithms including radiofrequency analysis (RFA) and elastography allow a more detailed analysis<sup>96,97</sup>. IVUS-derived RFA (virtual histology, VH-IVUS) displays the reconstructed data as a color coded tissue map of plaque composition based on validation to histology<sup>98-100</sup>. VH-IVUS classifies plaque components into four basic tissue types: fibrous (dark-green), fibro-fatty (light-green), necrotic core (red), and dense calcium (white)<sup>101</sup>. In a recent study, IVUS backscatter data from 51 left anterior descending coronary arteries were tested ex vivo and compared to the histological interpretation of the matched site. The overall predictive accuracies were 93.5% for fibrotic tissue, 94.1% for fibro-fatty tissue, 95.8% for necrotic core and 96.7% for dense calcium<sup>101</sup>.</p>
      <p>Based on further analysis of this compositional data, classification of plaque types is performed in analogy to histopathological classification. These plaque types include pathologic intimal thickening, fibroatheroma, and fibrotic-calcific plaque<sup>96</sup>.</p>
      <p>While these post-processing techniques provide additional information about plaque composition, spatial resolution of VH-IVUS (100-200 &lt;/font&gt;&lt;font&gt;&amp;#181;&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="verdana"&gt;m) is too low to detect critical fibrous cap thickness, which by histology is defined as 65 &lt;/font&gt;&lt;font&gt;&amp;#181;&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="verdana"&gt;m. There is ongoing research to define the IVUS derived fibroatheroma (ID TCFA), based on size and confluence of the necrotic core, absence of evidence of a visible fibrous cap, presence of small amounts of calcium, length of the necrotic core against the lumen surface, occurrence of multiple, confluent necrotic cores and positive remodeling<sup>102,103</sup>. In the Carotid Artery Plaque Virtual Histology Evaluation (CAPITAL) study, a correlation between VH-IVUS plaque characterization and the true histological examination of the plaque following endarterectomy was found. Specifically, there was a high predictive accuracy for the identification of TCFA<sup>104</sup>.</p>
      <p>The emerging results with VH-IVUS are encouraging. Similar to IVUS plaque burden, confirmation of its usefulness as an endpoint in clinical trials will be necessary in large multicenter progression/regression trials. The ongoing PROSPECT trial (ClinicalTrials.gov identifier: NCT00180466) is a natural history study to assess the relationship of unexpected acute coronary events and plaque burden, composition, and type in intermediate lesions. It is the first prospective study that is aimed at detecting high-risk lesions using both grayscale and VH IVUS technologies.</p>
      <p>Based on the differences of the Hounsfield unit (Computed tomography) and appearance in different MRI sequences, CT and MRI provide some input in plaque composition<sup>78,79,105</sup>. However, the experience is limited.</p>
      <p>
        <bold>Flow-mediated dilatation</bold>
      </p>
      <p>The vascular endothelium has a central role in atherosclerosis progression, and endothelial dysfunction is one of the earliest stages of atherogenesis, preceding the occurrence of atherosclerotic lesion formation<sup>106</sup>. Major cardiovascular risk factors, including hypertension, smoking, hypercholesterolemia and diabetes mellitus have been shown to contribute to the onset of endothelial dysfunction<sup>107,108</sup>. More recently, endothelial dysfunction has also been shown to have predictive value for cardiovascular events<sup>109</sup>. The gold standard to measure endothelial function are invasive techniques using intra-arterial infusion of selective endothelial agonists. The introduction of non-invasive tests of endothelial function has been critical for wider application<sup>110,111</sup>. The basic principle of flow-mediated dilatation (FMD) is the induction of increased blood flow in the brachial artery, following deflation of an occluding forearm cuff. The ensuing reactive hyperemia causes a diameter increase of the brachial artery which can be measured using ultrasound diameter measurements. The advantages of this technique are its non-invasive and readily applicable nature. Careful standardization of the protocol, including the implementation of automated real-time vessel-boundary detection, has contributed to reducing the variability. However, substantial variation in reproducibility has been described, due to both differences in technical protocols and the impact of physiological factors on FMD<sup>110</sup>. The large interindividual variation limits the use of FMD as an individual cardiovascular risk marker. Initial studies to evaluate changes in endothelial function are ongoing.</p>
      <p>
        <bold>Correlation between modalities and approaches</bold>
      </p>
      <p>The above described atherosclerotic imaging tests measure a wide variety of characteristics of vascular anatomy and physiology, which all reflect the atherosclerotic disease process, progression/regression, and plaque stability. However, the correlation of these approaches to each other is poorly understood.</p>
      <p>
        <bold>Correlation between IVUS and CIMT</bold>
      </p>
      <p>The two vascular ultrasound imaging techniques - carotid CIMT and IVUS of the coronary arteries - are increasingly being used as integral components of larger trial programs to assess novel cardiovascular therapies in surrogate endpoint trials. Recent examples are the experience with pioglitazone and CETP-inhibitors.</p>
      <p>Pioglitazone is an agonist of peroxisome proliferator-activated receptor gamma (PPAR gamma). In a prospective, randomized controlled trial, 5238 patients with type 2 diabetes and evidence of macrovascular disease were assigned to oral pioglitazone titrated from 15 mg to 45 mg (n=2605) or matching placebo (n=2633)<sup>112</sup>. The primary endpoint was the composite of all-cause mortality, non-fatal myocardial infarction, stroke, acute coronary syndrome, and endovascular or surgical intervention in the coronary or leg arteries. The average time of observation was 34.5 months. A total of 514 patients in the pioglitazone group and 572 patients in the placebo group had at least one event in the primary composite endpoint (p=0.095). The main secondary endpoint was the composite of all-cause mortality, non-fatal myocardial infarction, and stroke. A total of 301 patients in the pioglitazone group and 358 in the placebo group reached this endpoint (p=0.027).</p>
      <p>An associated imaging study evaluated the effect of pioglitazone vs. glimepiride on changes in CIMT<sup>113</sup>. In that study, 462 adults with type-2 DM (mean duration, 7.7 years; mean HbA1c value, 7.4%) were randomized to pioglitazone hydrochloride (15-45 mg/day) or glimepiride (1-4 mg/day). The treatment period was 72 weeks. The main outcome measure was an absolute change from baseline to final visit in mean CIMT. Mean change in CIMT was less with pioglitazone vs. glimepiride. At week 72, the primary endpoint of progression of mean CIMT was less with pioglitazone vs. glimepiride (-0.001 mm vs. +0.012 mm, respectively; p = 0.02). Pioglitazone also slowed progression of maximum CIMT compared with glimepiride (0.002 mm vs. 0.026 mm, respectively, at 72 weeks; p = 0.008). The beneficial effect of pioglitazone on mean CIMT was similar across prespecified subgroups.</p>
      <p>A randomized, multicenter IVUS trial examined 543 patients with coronary disease and type-2 diabetes<sup>114</sup>. Patients were randomized to receive pioglitazone 15 to 45 mg, or glimepiride 1 to 4 mg for 18 months with titration to maximum dosage, if tolerated. Mean (SD) baseline HbA(1c) levels were 7.4% (1.0%) in both groups and declined during treatment an average 0.55% with pioglitazone and 0.36% with glimepiride (between-group p = 0.03). In the pioglitazone group, compared with glimepiride, high-density lipoprotein levels increased 5.7 mg/dL vs. 0.9 mg/dL, and median triglyceride levels decreased 16.3 mg/dL vs. an increase of 3.3 mg/dL (p &lt; 0.001 for both comparisons). Median fasting insulin levels decreased with pioglitazone and increased with glimepiride (p &lt; 0.001). Repeat intravascular ultrasonography examination was performed in 360 patients at study completion. The main outcome measure was a change in percent atheroma volume (PAV) from baseline to study completion. Least squares mean PAV increased 0.73% with glimepiride and decreased 0.16% with pioglitazone (p = 0.002).</p>
      <p>Similar comprehensive data were collected for torcetrapib, an inhibitor of cholesteryl ester transfer protein (CETP) that elevates HDL-C levels<sup>115,116</sup>. Based on pre-clinical data, a beneficial effect on plaque regression was postulated. However, the clinical development of torcetrapib was halted, after the independent Data and Safety Monitoring Board of the ILLUMINATE trial recommended terminating the study because of a statistically significant imbalance in all-cause mortality between patients receiving torcetrapib/atorvastatin and those receiving atorvastatin alone<sup>117,118</sup>.</p>
      <p>The ILLUMINATE trial investigated whether torcetrapib might reduce major cardiovascular events<sup>118</sup>. A total of 15,067 patients at high cardiovascular risk were randomized to torcetrapib plus atorvastatin or atorvastatin alone. The primary outcome was the time to the first major cardiovascular event, which was defined as death from coronary heart disease, nonfatal myocardial infarction, stroke, or hospitalization for unstable angina. At 12 months, there was an increase of 72.1% in high-density lipoprotein cholesterol and a decrease of 24.9% in low-density lipoprotein cholesterol in patients who received torcetrapib, as compared with baseline (p&lt;0.001 for both comparisons), in addition to an increase of 5.4 mm Hg in systolic blood pressure, a decrease in serum potassium, and increases in serum sodium, bicarbonate, and aldosterone (p&lt;0.001 for all comparisons). There was also an increased risk of cardiovascular events (hazard ratio, 1.25; p=0.001) and death from any cause (hazard ratio, 1.58; p=0.006). Post hoc analyses showed an increased risk of death in patients treated with torcetrapib whose reduction in potassium or increase in bicarbonate was greater than the median change.</p>
      <p>Two randomized, CIMT trials (RADIANCE 1 and 2) comparing the effects of torcetrapib/atorvastatin vs. atorvastatin monotherapy were completed before clinical development of torcetrapib was halted<sup>119,120</sup>. The results from RADIANCE 1, in which 850 patients with heterozygous familial hypercholesterolemia were randomized, indicated that treatment with torcetrapib/atorvastatin did not result in a reduction of progression of atherosclerosis<sup>119</sup>. Similarly, the results from RADIANCE 2, in which 752 patients with mixed dyslipidemia were randomized, failed to demonstrate a beneficial effect of torcetrapib treatment on atherosclerosis assessed by CIMT despite an increase in HDL-C by 63.4%, and a decrease in LDL-C by 17.7%, relative to atorvastatin treatment alone<sup>120</sup>.</p>
      <p>Similarly, the ILLUSTRATE trial, which used IVUS endpoints to compare the effects of torcetrapib/atorvastatin vs. atorvastatin alone, found no beneficial effect of torcetrapib treatment on progression of atherosclerosis, despite a significant increase in HDL levels in the torcetrapib/atorvastatin treatment group relative to the atorvastatin alone group<sup>121</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Correlation between lumen and plaque burden</bold>
      </p>
      <p>As described above, the rational for plaque imaging has been the limitations of angiography. However, the above-described results demonstrate that both change in lumen and plaque are valid markers in serial progression/regression trials. The relationship between changes in plaque and lumen during progression and regression is poorly understood. A recent study<sup>122,123</sup> investigated the relationships between QCA and IVUS at single time points and also for the changes over time. For matched segments at baseline, statistically significant correlations were observed between a composite QCA coronary artery score and IVUS-derived lumen volume (r=0.65, p&lt;0.0001) and also for total vessel volume (r=0.55, p&lt;0.0001). Similar relationships were found between the QCA cumulative coronary stenosis score and percent atheroma volume on IVUS (r=0.32, p&lt;0.0001). For global (all segments) QCA-derived and single-vessel IVUS-derived data, a similar pattern of correlations was observed. Between baseline and follow-up, there were statistically significant but weak correlations between the changes over time in lumen dimensions on QCA and IVUS (P=0.005) and between the change in cumulative coronary stenosis score on QCA and percent atheroma volume on IVUS (r=0.14, p=0.01). Importantly, when QCA results were analyzed as a dichotomous variable, patients with evidence of angiographic progression had both larger plaque volumes on the initial IVUS examination and a significant increase in plaque volume from baseline to follow-up (9.13 vs. 0.20 mm<sup>3</sup>, p=0.028).</p>
      <p>Interestingly, in this comparison of QCA and IVUS, the correlations with QCA were better for IVUS-determined percent atheroma volume than for plaque volume. This is probably because both percent atheroma volume on IVUS and QCA parameters take into account changes in plaque burden as well as vascular remodeling. Serial IVUS studies confirmed that remodeling is an important process during disease progression/regression. These studies demonstrate that plaque-stabilizing therapy is associated with constrictive remodeling<sup>124</sup>.</p>
      <p>A similar analysis was performed in the ASTEROID trial<sup>125</sup>, which assessed the effects of 2 years of therapy with 40 mg/day rosuvastatin on coronary atherosclerosis measured with both IVUS and QCA. Rosuvastatin reduced low-density lipoprotein cholesterol by 53.3% to 61.1&#177;20.3 mg/dL and increased high-density lipoprotein cholesterol by 13.8% to 48.3&#177;12.4 mg/dL. Examining a major coronary artery that was angiographically normal or had &lt;50% stenosis at baseline, IVUS assessment of change in percent atheroma volume, change in atheroma volume in the 10-mm subsegment with the greatest disease severity at baseline, and change in normalized total atheroma volume for the entire artery showed regression. The effects of rosuvastatin on discrete coronary stenoses by QCA were a secondary endpoint of the study. Blinded quantitative coronary angiography analyses of percent diameter stenosis and minimum lumen diameter were performed for up to 10 segments of coronary arteries and major branches with &gt;25% diameter stenosis at baseline. For each patient, the mean of all matched lesions at baseline and study end was calculated. There were 292 patients with 613 matched stenoses. Mean&#177;SD percent diameter stenosis decreased from 37.3&#177;8.4% to 36.0&#177;10.1%. Minimum lumen diameter increased from 1.65&#177;0.36 mm to 1.68&#177;0.38 mm.</p>
      <p>The angiographic changes were in the same direction as the IVUS findings of a decrease in plaque burden. The results demonstrate concordant improvements in angiographic measurements of lumen dimension and IVUS measurements of atheroma volume consistent with regression of atherosclerosis with intensive statin therapy.</p>
      <p>In contrast, the CAMELOT trial found no correlation between IVUS and QCA parameters<sup>126</sup>. The authors examined the relationship between quantitative coronary angiography parameters, baseline characteristics, and clinical events in a large trial of CAD regression with antihypertensive agents. Patients were randomized to amlodipine, enalapril, or placebo and followed for 24 months for major ischemic events. Among 431 patients participating in the angiographic and intravascular ultrasound substudy NORMALISE, 298 (99 receiving amlodipine, 96 enalapril, and 103 placebo) had complete angiographic and intravascular ultrasound data. The patients did not differ significantly with respect to baseline characteristics (except for diabetes) or extent of CAD. After 24 months, the change in minimal lumen diameter (MLD) was -0.02 +/- 0.13 for amlodipine, -0.03 +/- 0.12 for enalapril, and -0.03 +/- 0.17 mm for placebo (p = 0.40). Major ischemic events occurred in 20.2%, 24%, and 25.2%, respectively (p = 0.68). There was no significant correlation between change in MLD and age, sex, statin therapy, or systolic blood pressure at baseline. The change in MLD did not differ in patients with and without cardiovascular events, regardless of treatment assignment (p = 0.54). Only the extent of CAD was independently predictive of ischemic events.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The significant global burden of CAD requires development of more effective pharmacological therapies. New compounds need to be tested in carefully designed development programs. Surrogate endpoints can evaluate efficacy ahead of the availability of clinical endpoint data. Atherosclerosis imaging surrogate endpoints allow assessment of progression of pathology at stages of disease prior to those that precipitate clinical symptoms and events and therefore provide a window into the disease process<sup>127-129</sup>.</p>
      <p> However, recent data using established surrogate endpoint are reason for caution<sup>56,130</sup>. Results from the ENHANCE trial, demonstrated that ezetimibe added to statin therapy failed to have an effect on the rate of atherosclerotic disease progression, despite significant further reductions in LDL-cholesterol levels<sup>56</sup>. Equally unexpected, in the ACCORD trial, intensive glucose control was associated with increased mortality<sup>130</sup>. These results are at odds with the otherwise close relationship between LDL cholesterol and atherosclerosis and between glucose control and mortality, respectively.</p>
      <p>Comprehensive drug development programs increasingly evaluate new therapies with more than one surrogate endpoint, in trials which are conducted while clinical endpoint studies are ongoing.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
