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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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          <subject>Editorial</subject>
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        <article-title>A cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com e sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea: o impacto do custo no sistema de sa&#250;de</article-title>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>A cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com e sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea. O impacto do custo no sistema de sa&#250;de</p>
    <p>
      <bold>Walter J. Gomes<sup>I</sup>; Domingo M. Braile<sup>II, III</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto (Famerp), S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brasil </p>
    <p><sup>III</sup>Universidade de Campinas (Unicamp), Campinas, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea, custos de cuidados da sa&#250;de</p>
    <p>Atualmente &#233; incontest&#225;vel a eleva&#231;&#227;o dos custos m&#233;dicos, constituindo-se em motivo de preocupa&#231;&#227;o crescente para as fontes pagadoras em todo o mundo. Numa era em que os or&#231;amentos de sa&#250;de da maioria dos pa&#237;ses em todo o mundo enfrentam significativa restri&#231;&#227;o, an&#225;lises de custo-benef&#237;cio e de custo-efetividade de v&#225;rias interven&#231;&#245;es m&#233;dicas se tornam essenciais n&#227;o somente para os m&#233;dicos, mas igualmente relevantes para os sistemas de sa&#250;de p&#250;blicos e privados.</p>
    <p>Portanto, novos procedimentos que proporcionem qualidade, efici&#234;ncia e resultados cl&#237;nicos equivalentes ou superiores aos da terapia convencional, com melhor rela&#231;&#227;o custo-benef&#237;cio e custo-efetividade, s&#227;o necess&#225;rios e salutares.</p>
    <p>Em conson&#226;ncia com essa realidade, o estudo de Girardi e cols.<sup>1</sup>, publicado neste fasc&#237;culo, no qual se analisou comparativamente a diferen&#231;a de custo entre a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com e sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea (CEC), &#233; extremamente atual e oportuno. Embora esse assunto j&#225; tenha sido analisado em estudos internacionais, havia omiss&#227;o dessa informa&#231;&#227;o na peculiar realidade nacional, e, portanto, esse estudo se reveste de especial import&#226;ncia para esclarecimento da quest&#227;o do custo comparativo das t&#233;cnicas de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com e sem CEC em nosso meio.</p>
    <p>A cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica sem uso de CEC tem ganho grande aceita&#231;&#227;o e se tornado um procedimento amplamente realizado em todo o mundo para o tratamento da doen&#231;a arterial coronariana, em um esfor&#231;o para reduzir a morbidade atribu&#237;vel e relacionada &#224; CEC<sup>2</sup>. Essa estrat&#233;gia tem sido guiada por evid&#234;ncias cient&#237;ficas, estudos randomizados controlados, revis&#245;es sistem&#225;ticas, metan&#225;lises e registros retrospectivos de grandes bases de dados, demonstrando que a cirurgia sem CEC est&#225; associada &#224; menor incid&#234;ncia de complica&#231;&#245;es perioperat&#243;rias do que a revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica convencional.</p>
    <p>Desde o in&#237;cio da d&#233;cada de 1990, ocorreu uma mudan&#231;a progressiva na demografia e no perfil de risco dos pacientes encaminhados para a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, em grande parte relacionada com a idade avan&#231;ada e presen&#231;a de comorbidades mais graves, que amplificam o aparecimento de complica&#231;&#245;es e podem provocar a maior mortalidade operat&#243;ria. Tem sido demonstrado que a cirurgia sem CEC diminui a resposta inflamat&#243;ria sist&#234;mica e as altera&#231;&#245;es neurol&#243;gicas associadas &#224; utiliza&#231;&#227;o da CEC, que contribuem para a ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es perioperat&#243;rias.</p>
    <p>At&#233; o momento, 41 ensaios randomizados controlados envolvendo 3.996 pacientes foram publicados, e quatro metan&#225;lises recentes analisaram comparativamente os resultados das t&#233;cnicas de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com e sem CEC.</p>
    <p>Os resultados das metan&#225;lises mostraram que a cirurgia sem CEC, quando comparada &#224; t&#233;cnica convencional, foi associada &#224; redu&#231;&#227;o das taxas de acidente vascular cerebral (AVC), infec&#231;&#227;o respirat&#243;ria, fibrila&#231;&#227;o atrial, transfus&#227;o sang&#252;&#237;nea, necessidade de inotr&#243;picos, al&#233;m de redu&#231;&#227;o do tempo de ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica, diminui&#231;&#227;o da perman&#234;ncia hospitalar e menor custo direto. Duas metan&#225;lises mostraram redu&#231;&#227;o de mortalidade em 30 dias na t&#233;cnica sem CEC, mas houve tamb&#233;m menor n&#250;mero de enxertos e maior necessidade de reinterven&#231;&#227;o tardia<sup>3-6</sup>. A diferen&#231;a no n&#250;mero de enxertos e a redu&#231;&#227;o tardia da pat&#234;ncia na cirurgia sem CEC comparativamente &#224; t&#233;cnica convencional, observadas em estudos pr&#233;vios, n&#227;o foram confirmadas nos estudos posteriores, n&#227;o havendo diferen&#231;a estatisticamente significativa<sup>7</sup>.</p>
    <p>A recente publica&#231;&#227;o do registro do Estado de Nova York, comparando 13.889 pacientes operados sem CEC e 35.941 operados com CEC, mostrou que, ap&#243;s ajuste de risco, os pacientes operados sem CEC tiveram menor mortalidade em 30 dias e redu&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de AVC e insufici&#234;ncia respirat&#243;ria. N&#227;o houve diferen&#231;a na mortalidade em tr&#234;s anos, mas os pacientes do grupo sem CEC tiveram maior necessidade de revasculariza&#231;&#227;o subseq&#252;ente<sup>8</sup>.</p>
    <p>A redu&#231;&#227;o da morbidade e mortalidade em cirurgia sem CEC tem sido mais aparente em subgrupos de pacientes com maiores fatores de risco operat&#243;rio, como idosos (idade acima de 75 anos), disfun&#231;&#227;o renal, infarto do mioc&#225;rdio recente, AVC pr&#233;vio, disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda, doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica e reopera&#231;&#245;es<sup>7</sup>.</p>
    <p>Kastanioti<sup>9</sup>, na an&#225;lise comparativa entre as duas t&#233;cnicas, mostrou que o custo hospitalar m&#233;dio na t&#233;cnica sem CEC foi menor do que na com CEC (sem CEC 6.515 &#177; 926 &#8364; vs. com CEC 9.872 &#177; 1.299 &#8364;, p &lt; 0,0001). Em um ano de seguimento, os par&#226;metros de mortalidade, os &#237;ndices de qualidade de vida, a taxa de retorno ao trabalho e a satisfa&#231;&#227;o com o tratamento foram similares entre os dois grupos<sup>9</sup>. Outros estudos internacionais tamb&#233;m mostraram redu&#231;&#227;o do custo da t&#233;cnica sem CEC em compara&#231;&#227;o com a convencional, variando entre 15%-35%, dependendo da metodologia utilizada para coleta de dados e an&#225;lise dos custos<sup>9</sup>.</p>
    <p>Se a restri&#231;&#227;o de or&#231;amento para a sa&#250;de em todo o mundo &#233; preocupante, no Brasil ela &#233; ainda mais grave. O governo aloca para a sa&#250;de p&#250;blica no Brasil US$ 157 por habitante/ano que, somados aos gastos privados, chegam a US$ 290 por habitante/ano (H/A), ou seja, 7,6% do PIB. Isso contrasta fortemente com os gastos de sa&#250;de p&#250;blica de outros paises. Os Estados Unidos despendem US$ 2.725 H/A (somente com o Medcare), no total a quantia chega a US$ 6.096 por H/A, ou seja, 15,2% do PIB dispon&#237;vel. O Canad&#225; destina US$ 2.823, 9,9% do PIB; a Alemanha US$ 3.521; e Portugal US$ 1.850. O valor alocado pelo governo brasileiro est&#225; mesmo abaixo de outros pa&#237;ses como a Argentina (US$ 380) 8,9% do PIB, o Chile (US$ 720) e a Costa Rica (US$ 378)<sup>10</sup>. A cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica representa hoje cerca de 50% de todas as cirurgias card&#237;acas realizadas no pa&#237;s.</p>
    <p>A t&#233;cnica sem CEC, entretanto, continua a ser um procedimento pouco utilizado, representando menos de 30% das cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, e os resultados muito dependentes da experi&#234;ncia do cirurgi&#227;o e da equipe. Avan&#231;os t&#233;cnicos nessa &#225;rea, com a introdu&#231;&#227;o de melhores dispositivos de estabiliza&#231;&#227;o e posicionadores card&#237;acos, otimiza&#231;&#227;o do manejo anest&#233;sico e de controle intra-operat&#243;rio, t&#234;m permitido maior difus&#227;o do m&#233;todo, embora de maneira lenta.</p>
    <p>Nesse contexto, o estudo de Girardi e cols.<sup>1</sup>, em um subgrupo de pacientes de mais baixo risco, refor&#231;ou os achados de benef&#237;cios cl&#237;nicos observados nos ensaios pr&#233;vios, com menor tempo de perman&#234;ncia de unidade de terapia intensiva e de intuba&#231;&#227;o orotraqueal, redu&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de transfus&#227;o de sangue e de infarto do mioc&#225;rdio perioperat&#243;rio. Torna-se importante assinalar que nesse estudo o n&#250;mero de enxertos coronariana por paciente foi significativamente menor no grupo sem CEC, &#224; custa principalmente de diminui&#231;&#227;o de pontes na &#225;rea da parede p&#243;stero-lateral, suprida pela art&#233;ria circunflexa. As altera&#231;&#245;es hemodin&#226;micas determinadas pela retra&#231;&#227;o do cora&#231;&#227;o para exposi&#231;&#227;o da parede p&#243;stero-lateral tornam as anastomoses tecnicamente mais dificultadas nas art&#233;rias dessa regi&#227;o durante a cirurgia sem CEC. Todavia, o percentual de enxertos com a art&#233;ria tor&#225;cica interna esquerda utilizada para revascularizar a art&#233;ria coron&#225;ria descendente anterior foi semelhante entre os dois grupos (92,3% com CEC vs. 94,5% sem CEC). Ressalte-se que estudos anteriores mostraram que o custo m&#233;dio da cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica est&#225; diretamente relacionado ao n&#250;mero de enxertos realizados<sup>11</sup>.</p>
    <p>Demonstrou-se no referido estudo que os custos dos pacientes operados sem CEC foram significativamente menores do que daqueles do grupo com CEC, representados pela diminui&#231;&#227;o das complica&#231;&#245;es operat&#243;rias e redu&#231;&#227;o da perman&#234;ncia na unidade de cuidados intensivos. A economia gerada por essa diferen&#231;a de custo tornaria poss&#237;vel aumentar em 25% a capacidade de realiza&#231;&#227;o de cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica em nosso meio. Entretanto, precisa ser considerado que a revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica sem CEC, por causa das limita&#231;&#245;es t&#233;cnicas, n&#227;o pode ainda ser aplic&#225;vel a 100% dos procedimentos, e a t&#233;cnica com uso da CEC representa uma formid&#225;vel op&#231;&#227;o terap&#234;utica para tratamento e benef&#237;cio dos pacientes com doen&#231;a arterial coronariana.</p>
    <p>A contribui&#231;&#227;o desses dados torna-se, portanto, relevante para o sistema de sa&#250;de, ressaltando a manuten&#231;&#227;o da qualidade da cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica sem CEC e a demonstra&#231;&#227;o do menor custo comparativo, conseq&#252;entemente aumentando a disponibilidade de oferta da cirurgia para maior n&#250;mero de pacientes. Os sistemas de sa&#250;de p&#250;blico e privado podem se beneficiar da redu&#231;&#227;o dos custos, sem perda da qualidade.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Walter J. Gomes </p>
        <p> Rua Borges Lagoa, 1080, cj. 608 &#150; Vila Clementino </p>
        <p> 04038-002 &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="wjgomes.dcir@epm.br">wjgomes.dcir@epm.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/04/08; revisado recebido em 24/04/08; aceito em 24/04/08.</p>
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          <article-title>Custos comparativos entre a revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica com e sem circula&#231;&#227;o extracorp&#243;rea</article-title>
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      <p><undefined id="tx-body2"/>On-pump <italic><bold>versus</bold></italic> off-pump coronary artery bypass surgery. The impact on costs of health care systems</p>
      <p>
        <bold>Walter J. Gomes<sup>I</sup>; Domingo M. Braile<sup>II, III</sup></bold>
      </p>
      <p> Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S&#227;o Paulo, Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto (Famerp), Universidade de Campinas (Unicamp), S&#227;o Paulo, SP; S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP; Campinas</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Myocardial revascularization; extracorporeal circulation; health care costs.</p>
      <p>Currently, the increase in health care costs is undeniable, and that is a reason for concern to all third-part payers in the world. Since health care budgets in most countries are considerably limited, cost-benefit and cost-effectiveness analyses of several medical interventions are essential, not only for physicians, but also for public and private health care systems, inasmuch as they are equally relevant for both.</p>
      <p>Therefore, new procedures which provide quality, efficiency and clinical results similar or superior to those provided by ordinary therapies, with better cost-benefit and cost-effectiveness ratios, are needed and beneficial.</p>
      <p>Consonant with this reality, the study by Girardi et al.<sup>1</sup>, published in this issue, which analyzes comparatively the cost of on-pump and off-pump coronary bypass surgery, is extremely relevant and pertinent. Although this issue has already been analyzed by international studies, there were no specific data concerning the Brazilian reality; therefore, this study is particularly important to clarify the issue of comparative costs of on-pump and off-pump revascularization techniques in our country.</p>
      <p>Off-pump coronary artery bypass surgery (OPCAB) is gaining great acceptance and has become a widely used procedure in the treatment of coronary artery disease, as an effort to reduce the morbity attributed to and related to cardiopulmonary bypass (CPB)<sup>2</sup>. This trend has been guided by scientific evidences, randomized controlled studies, systematic reviews, meta-analyses and retrospective registries of large data bases, which have shown that off-pump surgery is associated with an incidence of perioperative complications lower than that of conventional myocardial revascularization surgery.</p>
      <p>Since the early 90s, there has been a gradual change in the demographic and risk profiles of patients referred for myocardial revascularization surgery, mostly related to old age and the presence of more serious comorbities which increase the incidence of complications that may lead to a greater operative mortality. It was demonstrated that off-pump surgery reduces the systemic inflammatory response and the neurological alterations associated with the use of on-pump surgery which contribute to the incidence of perioperative complications.</p>
      <p>Up to now, 41 randomized controlled trials involving 3,996 patients were published, and four recent meta-analyses compared the results of on-pump versus off-pump coronary artery bypass surgery.</p>
      <p>The results of the meta-analyses demonstrated that off-pump surgery, in comparison to traditional technique, was associated with a reduction in the incidence of cerebrovascular accidents (CVA), respiratory infections, atrial fibrilation, blood transfusions and the use of inotropic agents, as well as a reduction in the duration of mechanical ventilation and hospitalization, and lower direct costs. Two meta-analyses demonstrated a reduction in mortality at 30 days, in off-pump surgery technique, but also there were less grafts, and more late reinterventions were required<sup>3-6</sup>. The difference between off-pump surgery and traditional technique in the number of grafts and late patency rates, which had been observed in previous studies, was not confirmed by subsequent studies, since no statistically significant difference was demonstrated<sup>7</sup>.</p>
      <p>In a recent study using data collected from the New York State registry, comparing 13,889 patients who underwent off-pump surgery with 35,941 patients who underwent on-pump surgery, it was demonstrated, after adjustment for patient risk factors, that the patients who underwent off-pump surgery had a significantly lower mortality rate at 30 days and a lower incidence of CVA and respiratory failure. No difference existed in 3-year mortality, but the patients in the off-pump surgery group had higher rates of subsequent revascularization<sup>8</sup>.</p>
      <p>Reduction in morbity and mortality in off-pump surgery was more evident in the subgroups of patients with higher operative risk factors, such as older age (age &gt; 75 years), renal dysfunction, recent myocardial infarction, previous CVA, left ventricular dysfunction, chronic obstructive pulmonary disease and reoperations<sup>7</sup>.</p>
      <p>Kastanioti<sup>9</sup>, in a comparative analysis of both techniques, demonstrated that off-pump surgery had lower mean in-hospital cost than on-pump surgery (off-pump &#128;6.515&#177;926 versus on-pump &#128;9.872&#177;1.299, p&lt;0.0001). At 1-year follow-up, all mortality parameters, quality of life indices, return to work rates and treatment satisfaction indices were similar in both groups<sup>9</sup>. Other international studies also demonstrated a reduction in cost for off-pump technique in comparison to traditional technique, with a variation of 15-35%, according to the methods used for compiling data and assessing costs<sup>9</sup>.</p>
      <p>If a limited health care budget is a matter of concern everywhere, in Brazil the situation is even more serious. The Brazilian government allocates to public health care systems US$ 157 per inhabitant per year, which added to private system expenses amounts to US$ 290 per inhabitant per year, i.e., 7.6% of the GDP. This is in sharp contrast to health care expenditures observed in other countries. The United States expends US$ 2,725 per inhabitant per year (only with Medcare), amounting to US$ 6,096 per inhabitant per year, i.e., 15.2% of the GDP. Canada expends US$ 2,823, i.e., 9.9% of the GDP; Germany expends US$ 3,521; Portugal expends US$ 1,850. Brazilian expenditures are even lower than those of some other countries, such as Argentina (US$ 380) 8.9 % of the GDP, Chile (US$ 720) and Costa Rica (US$ 378)<sup>10</sup>. Currently, myocardial revascularization surgery represents approximately 50% of all heart surgeries performed in the country.</p>
      <p>However, off-pump surgery is still a procedure that corresponds to less than 30% of all myocardial revascularization surgeries performed in the country, and the outcomes depend largely on the experience of the surgeon and the surgical team. Technical advances in the area, such as the introduction of better stabilization devices and heart positioners, and the optimization of anesthetical management and intraoperative control, allowed for a greater acceptance of the method, albeit slowly.</p>
      <p>In this context, the study by Girardi et al.<sup>1</sup>, with a subgroup of patients at lower risk, confirmed the clinical benefits observed in previous trials, such as a shorter duration of orotracheal intubation and stay in the intensive care unit, and a reduction in the incidence of blood transfusions and perioperative myocardial infarction. It is important to emphasize that in this study, the number of coronary grafts per patient was significantly lower in the off-pump surgery group, mainly because there were fewer bypasses in the posterior-lateral wall, which is supplied by the circumflex coronary artery. The hemodynamical alterations caused by the retraction of the heart to expose the posterior-lateral wall render the anastomosis technically more difficult in the region of this artery, in the off-pump surgery. However, the percentage of left internal thoracic artery grafts used to revascularize the anterior descending coronary artery was similar in both groups (92.3% on-pump versus 94.5% off-pump). It is worthy of notice that previous studies showed that the mean cost of myocardial revascularization surgery is directly proportional to the number of bypass grafts performed<sup>11</sup>.</p>
      <p>In this study, it was demonstrated that the patients who underwent off-pump surgery represented significantly lower costs than the patients who underwent on-pump surgery, as a reflection of the reduction in operative complications and stay in the intensive care unit. This cost reduction would allow for a 25% increase in the capacity to undertake myocardial revascularization surgeries, in our country. However, it should be taken into account that off-pump myocardial revascularization, due to technical limitations,are not, as yet, applicable to 100% of the procedures, and the on-pump surgery technique still represents an excellent therapeutical option for the treatment and benefit of patients with coronary artery disease.</p>
      <p>Therefore, the contribution of these data is relevant for health care systems, emphasizing the prolonged effectiveness of off-pump myocardial revascularization and its lower comparative cost, with a resulting increase in the availability of the surgery for a larger number of patients. Both private and public health care systems may benefit from the reduction in costs, with no decrease in effectiveness.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
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