<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">VQf5QnzfZF6K3MXNsBgZC3S</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00002</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2008001600002</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(08)09100402</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2008001600002</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Os custos da doen&#231;a cardiovascular no Brasil: um breve coment&#225;rio econ&#244;mico</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Balbinotto Neto</surname>
            <given-names>Gi&#225;como</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Silva</surname>
            <given-names>Everton Nunes da</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
          <named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
      <volume>91</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>217</fpage>
      <lpage>218</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>11</day>
        <month>11</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Os custos da doen&#231;a cardiovascular no Brasil: um breve coment&#225;rio econ&#244;mico</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Gi&#225;como Balbinotto Neto; Everton Nunes da Silva</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Doen&#231;as cardiovasculares/epidemiologia, custos de cuidados de sa&#250;de, economia da sa&#250;de.</p>
    <p>Caros leitores, acreditamos que o primeiro passo para entendermos um problema &#233; sabermos a sua dimens&#227;o e custos. Assim, o objetivo deste editorial &#233; mostrar a import&#226;ncia e as limita&#231;&#245;es dos estudos econ&#244;micos de custo da doen&#231;a (CdD), em especial as doen&#231;as cardiovasculares severas e as recentes contribui&#231;&#245;es que podem emergir da avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica em sa&#250;de.</p>
    <p>Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&#237;lios - PNAD 2003, a propor&#231;&#227;o de brasileiros que declarou ter doen&#231;a do cora&#231;&#227;o foi de 3,61%, totalizando cerca de sete milh&#245;es de indiv&#237;duos. A preval&#234;ncia de doen&#231;a do cora&#231;&#227;o n&#227;o &#233; homog&#234;nea ao longo da distribui&#231;&#227;o et&#225;ria da popula&#231;&#227;o, como &#233; de se esperar. Por exemplo, na faixa et&#225;ria entre zero e 34 anos, a preval&#234;ncia &#233; de 0,87%, enquanto que para a popula&#231;&#227;o acima de 64 anos &#233; de 19,20%. As mulheres representam aproximadamente 60% de todos os casos declarados de doen&#231;a do cora&#231;&#227;o (ver <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-04-0217-00002-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Nota: A estimativa populacional, estratificada por g&#234;nero, foi baseada na propor&#231;&#227;o de pessoas que declararam "ter doen&#231;a do cora&#231;&#227;o", conforme question&#225;rio da PNAD 2003, assumindo que existem 187 milh&#245;es de indiv&#237;duos no Brasil, em 2008<sup>1</sup>.</p>
    <p>A preocupa&#231;&#227;o com os custos das doen&#231;as cardiovasculares tem sido crescente em v&#225;rios pa&#237;ses e regi&#245;es do mundo. Por exemplo, Leal e cols.<sup>2</sup> conduziram um estudo para estimar a carga de doen&#231;as cardiovasculares para 24 pa&#237;ses da Uni&#227;o Europ&#233;ia. Levando em considera&#231;&#227;o o agregado dos pa&#237;ses sob investiga&#231;&#227;o, a carga das doen&#231;as cardiovasculares foi de &#128; 169 bilh&#245;es, tendo os custos diretos com cuidado em sa&#250;de o principal componente, na ordem de &#128; 104,5 bilh&#245;es (62%), seguidos pelos custos relacionados pelo cuidado informal &#128; 29 bilh&#245;es (17%), custos indiretos associados &#224; perda de produ&#231;&#227;o por morte precoce &#128; 24,4 bilh&#245;es (15%) e &#224; perda de produtividade devido &#224;s morbidades &#128; 10,8 bilh&#245;es (6%). No caso dos custos relacionados aos cuidados em sa&#250;de, estes representaram 2,6% do gasto total em sa&#250;de, para os 24 pa&#237;ses analisados no estudo.</p>
    <p>&#201; importante termos claro que a economia n&#227;o busca fundamentalmente poupar dinheiro, ela busca, isto sim, usar os recursos do modo mais eficiente poss&#237;vel<sup>3</sup>. Assim, a economia da sa&#250;de busca a aplica&#231;&#227;o dos m&#233;todos de an&#225;lise econ&#244;mica aos cuidados m&#233;dicos e &#233; usada para ajudar os tomadores de decis&#227;o nas escolhas que fazem. Assim, quando duas ou mais estrat&#233;gias s&#227;o comparadas, considerando-se suas conseq&#252;&#234;ncias e custos, temos uma an&#225;lise econ&#244;mica. Ou seja, a economia envolve a avalia&#231;&#227;o de alternativas e n&#227;o apenas o levantamento de seus custos.</p>
    <p>As an&#225;lises do tipo custo da doen&#231;a, tal como o artigo apresentado nesta edi&#231;&#227;o, representam uma forma parcial de avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica no setor sa&#250;de. O principal objetivo deste tipo de an&#225;lise &#233; avaliar os custos ou a carga econ&#244;mica que uma doen&#231;a imp&#245;e sobre a sociedade, com rela&#231;&#227;o ao consumo de recursos para cuidados de sa&#250;de e perda de produ&#231;&#227;o. Ela utiliza os dados referentes ao uso dos recursos em sa&#250;de para traduzi-los em termos monet&#225;rios<sup>4</sup>. As an&#225;lises do tipo CdD s&#227;o importantes tanto para criar um conjunto de informa&#231;&#245;es necess&#225;rias &#224; tomada de decis&#227;o sobre prioridades de investimento em sa&#250;de, quanto para verificar o impacto da implanta&#231;&#227;o de a&#231;&#245;es e programas no setor da sa&#250;de.</p>
    <p>Contudo, a abordagem dos estudos de custo da doen&#231;a tem sido criticada devido ao fato de que leva em conta apenas os custos dos recursos e n&#227;o os ganhos de utilidade da redu&#231;&#227;o da doen&#231;a. Os estudos que utilizam a abordagem CdD n&#227;o comparam os usos alternativos dos recursos, e, portanto, n&#227;o podem ser adequados para medir os custos de oportunidade. Visto que tais estudos n&#227;o consideram os resultados dos tratamentos, eles t&#234;m um valor limitado para aqueles que decidem quanto &#224; melhor aloca&#231;&#227;o dos recursos financeiros na assist&#234;ncia &#224; sa&#250;de<sup>5</sup>. Entretanto, eles s&#227;o citados junto com os estudos de avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica, dado que podem servir como apoio para an&#225;lises econ&#244;micas. Os estudos de custo da doen&#231;a devem ser encarados como um primeiro est&#225;gio para a avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica.</p>
    <p>Feitas estas considera&#231;&#245;es iniciais, o artigo "Impacto Econ&#244;mico dos Casos de Doen&#231;a Cardiovascular Grave no Brasil: Uma Estimativa Baseada em Dados Secund&#225;rios"<sup>6</sup> se justifica e ganha import&#226;ncia devido &#224;s limita&#231;&#245;es de estudos deste tipo no Brasil e como uma primeira tentativa de medir os custos deste problema com uma metodologia plaus&#237;vel, tendo em conta as especificidades do mercado de trabalho no Brasil e suas caracter&#237;sticas institucionais.</p>
    <p>A import&#226;ncia do artigo em quest&#227;o se faz sentir principalmente &#224; medida que a popula&#231;&#227;o envelhece e cresce a necessidade por servi&#231;os de sa&#250;de. Pois, considerando os avan&#231;os em novos diagn&#243;sticos e terapias, haver&#225; uma crescente demanda por estudos econ&#244;micos na &#225;rea de sa&#250;de e na &#225;rea de cardiologia em especial; levando em conta, tamb&#233;m, que muitos destes avan&#231;os demandam consider&#225;veis recursos da sociedade. Seu objetivo foi de obter estimativas, ainda que conservadoras, como os autores reconhecem, de doen&#231;as cardiovasculares severas. Assim, tal artigo n&#227;o deve ser encarado como uma an&#225;lise econ&#244;mica, pois n&#227;o envolve a an&#225;lise de alternativas. Deve-se, sim, ser interpretado como um primeiro passo para a mensura&#231;&#227;o da dimens&#227;o do problema e talvez das perspectivas futuras de custos, dada a evolu&#231;&#227;o do perfil populacional.</p>
    <p>Um problema bastante conhecido dos pesquisadores brasileiros &#233; a escassez de bancos de dados abrangentes na &#225;rea de avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica em sa&#250;de. Informa&#231;&#245;es insuficientes conduzem os pesquisadores a assumirem fortes pressupostos, aumentando a incerteza dos modelos. Para tentar contornar esse problema, &#233; necess&#225;rio conduzir uma an&#225;lise de sensibilidade, ou seja, permitir que os principais par&#226;metros do modelo variem, com o intuito de verificar os potenciais impactos destas varia&#231;&#245;es no resultado do estudo<sup>7</sup> (Drummond e McGuire, 2001). Nesse tocante, salientamos pelo menos dois par&#226;metros que deveriam entrar em uma an&#225;lise de sensibilidade: i) a estimativa do custo relacionado ao benef&#237;cio previdenci&#225;rio concedido aos pacientes com doen&#231;as cardiovasculares; e ii) o fator de corre&#231;&#227;o de 1,8 para estimar os custos hospitalares. Ambos os par&#226;metros foram baseados em estudos conduzidos na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, os quais provavelmente n&#227;o sejam representativos &#224; realidade brasileira como um todo, dadas as disparidades regionais.</p>
    <p>Outro ponto importante que deve ser enfatizado neste tipo de artigo, para compara&#231;&#245;es com outros pa&#237;ses, &#233; colocar o valor dos custos numa moeda compar&#225;vel em termos internacionais. Ou seja, utilizar uma taxa de c&#226;mbio a fim de medir os valores em termos de d&#243;lares ou euros. Isto pode nos ajudar a comparar os custos da doen&#231;a em outros pa&#237;ses e regi&#245;es e avaliar a import&#226;ncia relativa da doen&#231;a entre pa&#237;ses.</p>
    <p>Por fim, resta-nos saber que os custos das doen&#231;as cardiovasculares n&#227;o s&#227;o desprez&#237;veis para um pa&#237;s como o Brasil, devendo corresponder a 1,74% do PIB (Produto Interno Bruto) do pa&#237;s, o que, convenhamos, n&#227;o &#233; nada desprez&#237;vel.</p>
    <p>Finalizamos o Editoral recomendando n&#227;o apenas a leitura atenta do artigo, mas tamb&#233;m a publica&#231;&#227;o de outros trabalhos na &#225;rea de cardiologia e especialmente os referentes &#224; avalia&#231;&#227;o de tecnologias em sa&#250;de e economia da sa&#250;de.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Gi&#225;como Balbinotto Neto e Everton Nunes da Silva </p>
        <p> Av. Jo&#227;o Pessoa 52, PPGE, 90.040-000 </p>
        <p> Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="giacomo.balbinotto@ufrgs.br">giacomo.balbinotto@ufrgs.br</email> e </p>
        <p>
          <email xlink:href="everton@ppge.ufrgs.br">everton@ppge.ufrgs.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <label>1</label>
        <mixed-citation>1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE). Pesquisa nacional por amostra de domic&#237;lios (on line). [Acesso em 2008 jan. 20]. Dispon&#237;vel em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento</ext-link>.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Pesquisa nacional por amostra de domic&#237;lios (on line)</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Leal J, Luengo-Fern&#225;ndez    R, Gray A; Petersen S; Rayner M. Economic burden of cardiovascular diseases    in the enlarged European Union. Eur Heart J. 2006; 27 (13): 1610-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Economic burden of cardiovascular diseases in the enlarged European Union</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>1610</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>13</issue>
          <volume>27</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Leal</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Luengo-Fern&#225;ndez</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gray</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Petersen</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rayner</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Folland S, Allen    C, Goodman E, Stano M. A economia da sa&#250;de. 5&#350; ed. Porto Alegre: Artmed/Bookman;    2008.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>A economia da sa&#250;de</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Folland</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Allen</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Goodman</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Stano</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Rascati K. Essentials    of pharmacoeconomics. New York: Lippincott Williams &amp; Wilkins; 2008.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Essentials of pharmacoeconomics</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rascati</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Kolbet G. Health    economics: an introduction to economic evaluation. 2nd ed. London: Office of    Health Economics; 2008.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Health economics: an introduction to economic evaluation</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kolbet</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Azambuja MIR,    Foppa M, Maranh&#227;o MC, Achutti AC. Impacto econ&#244;mico dos casos de    doen&#231;a cardiovascular grave no Brasil: uma estimativa baseada em dados    secund&#225;rios. Arq Bras Cardiol. 2008; 91 (3): 163-71.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Impacto econ&#244;mico dos casos de doen&#231;a cardiovascular grave no Brasil: uma estimativa baseada em dados secund&#225;rios</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>163</fpage>
          <lpage>71</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>91</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Azambuja</surname>
              <given-names>MIR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Foppa</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Maranh&#227;o</surname>
              <given-names>MC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Achutti</surname>
              <given-names>AC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Drummond M,    McGuire A (eds). Economic evaluation in health care: merging theory with practice.    New York: Oxford University Press; 2001.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Economic evaluation in health care: merging theory with practice</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Drummond</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McGuire</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">The costs of cardiovascular disease in Brazil: a brief economic comment</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>The costs of cardiovascular disease in Brazil: a brief economic comment</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Gi&#225;como Balbinotto Neto; Everton Nunes da Silva</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Cardiovascular diseases / epidemiology; health care costs; health economics.</p>
      <p>Dear readers, we believe that the first step to understand a problem is to know its dimensions and costs. Thus, the objective of this editorial is to show the importance and limitations of the economic studies of the cost-of-illness (COI), especially the severe cardiovascular diseases and the recent contributions that can emerge from a health economic assessment.</p>
      <p>According to data from the National Household Sample Survey (<italic>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&#237;lios</italic> - PNAD) 2003, the proportion of Brazilian individuals that reported having a heart disease was 3.61%, totaling around seven million individuals. The prevalence of heart disease is not homogenous along the age distribution of the population, as expected. For instance, in the age range between 0 and 34 years, the prevalence is 0.87%, whereas for the population older than 64 years, it is 19.2%. Women represent approximately 60% of the all the reported cases of heart disease (see <xref ref-type="table" rid="en_02t1-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_02t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-04-0217-00002-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The concern with the costs of cardiovascular diseases has been increasing in several countries and regions of the world. For instance, Leal <italic>et al<sup>2</sup></italic> carried out a study to estimate the burden of cardiovascular diseases in 24 countries of the European Union. Considering the number of countries being investigated, the burden of the cardiovascular diseases was &#128;169 billion, with the direct healthcare costs being the main component, at an approximate cost of &#128;104.5 billion (62%), followed by costs related to informal care, &#128;29 billion (17%), indirect costs associated with loss of production due to early death, &#128;24.4 billion (15%) and the loss of productivity due to morbidities, &#128; 10.8 billion (6%). In the case of costs related to healthcare, they represented 2.6% of the total costs in health, for the 24 countries analyzed in the study.</p>
      <p>It is important to bear in mind that the economy does not seek essentially to save money; rather, it seeks to use resources as efficiently as possible<sup>3</sup>. Thus, the health economics seeks to apply the methods of economic analysis to medical care and it is used to help decision-makers to choose what to do. Therefore, when two or more strategies are compared, considering their consequences and costs, one has an economic analysis. That is, economy involves the assessment of alternatives and not only the cost survey.</p>
      <p>The analyses such as the COI ones, as the one presented in this issue, represent a partial form of economic assessment in the healthcare sector.</p>
      <p>The main objective of this type of analysis is to evaluate costs or the economic burden that a disease inflicts on a society, regarding the use of resources in healthcare and loss of productivity. It uses the data related to the use of health resources to translate it in terms of monetary value<sup>4</sup>. The COI analyses are important to create a set of information necessary for decision-making on the health investment priorities, as well as to verify the impact of the implementation of health measures and programs.</p>
      <p>However, the approach of COI studies has been criticized due to the fact that it takes into account only the costs of the resources and not the gains of utility in reducing the disease. The studies that use the COI approach do not compare the alternative uses of the resources and, therefore, cannot be adequate to measure the opportunity costs. In view of the fact that such studies do not consider treatment outcomes, they have a limited value for those who decide regarding the best allocation of financial resources in healthcare assistance<sup>5</sup>. However, they are not mentioned together with the economic assessment studies, as they can be used as support for economic analyses. The COI studies must be seen as the first stage to the economic assessment.</p>
      <p>After these initial considerations, the article "<italic>Economic Burden of Severe Cardiovascular Disease in Brazil: an estimation based on secondary data<sup>6</sup>"</italic> is justified and becomes important due to the scarcity of this type of study in Brazil and as a first attempt to measure the costs of this problem with a plausible methodology, taking into account the specificities of the labor market in Brazil and its institutional characteristics.</p>
      <p>The importance of the aforementioned article is seen mainly as the population ages and the need for health services increase. Thus, considering the advances in new diagnoses and therapies, there will be an increasing necessity for economic studies in the health area and in the cardiology area, in special; also, considering that many of these advances require considerable resources from society.</p>
      <p>Its objective was to obtain estimates, albeit conservative ones, as authors acknowledge, of severe cardiovascular diseases. Hence, such article must not be seen as an economic analysis, as it does not involve the analysis of alternatives. It must, on the other hand, be interpreted as a first step to measure the dimension of the problem and maybe of future cost perspectives, given the evolution of the population profile.</p>
      <p>A well-known problem of Brazilian researchers is the scarcity of comprehensive databases in the area of economic assessment in health. Insufficient information leads the researchers to draw strong suppositions, increasing the unreliability of the models. In an attempt to curb this problem, it is necessary to carry out an analysis of sensitivity, i.e., to allow the main parameters of the model to vary, with the objective of verifying the potential impact of these variations on the study outcome<sup>7</sup>. In that sense, we emphasize a least two parameters that should be included in an analysis of sensitivity: i) the cost estimate related to the social security benefit given to patients with cardiovascular diseases; and ii) the factor of correction of 1.8 to estimate the hospital costs. Both parameters were based on studies carried out in the city of Porto Alegre, state of Rio Grande do Sul, Brazil, which would not be representative of the Brazilian reality as a whole, considering the regional differences.</p>
      <p>Another important factor that must be emphasized in this type of article, for the purpose of comparison with other countries, is to state costs in a currency that is comparable in international terms. That is, to use an exchange rate in order to measure the costs in terms of American dollars or Euros. That can help to compare the costs of the disease in other countries and regions and evaluate the relative importance of the disease between countries.</p>
      <p>Finally, it is important to know that the cost of cardiovascular diseases is not negligible for a country such as Brazil, as it probably corresponds to 1.74% of the Gross National Product (GNP), which, let us admit, is not at all insignificant.</p>
      <p>We end this Editorial by recommending not only the careful reading of this article, but also urging the publication of other studies in the area of cardiology and especially, those regarding the evaluation of techniques in health and health economics. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
