<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">9zhtsVFQr9fBh5GwG69FXKC</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2008001300002</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2008001300002</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Estudo dos principais fatores de risco maternos nas s&#237;ndromes hipertensivas da gesta&#231;&#227;o</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica de Goi&#225;s</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
      <volume>91</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>11</fpage>
      <lpage>17</lpage>
      <history>
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          <day>15</day>
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          <day>09</day>
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          <year>2007</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Os fatores de risco para as s&#237;ndromes hipertensivas gestacionais (SHG) s&#227;o v&#225;rios e podem relacionar-se &#224; regi&#227;o e etnia da popula&#231;&#227;o. No Estado de Goi&#225;s, s&#227;o escassos os estudos sobre esse tema. OBJETIVO: Investigar os fatores de risco maternos para SHG. M&#201;TODOS: Utilizou-se um estudo caso-controle por meio da an&#225;lise dos prontu&#225;rios das parturientes da Maternidade do Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Goi&#225;s (HC-UFG), em 2005. Os fatores de risco foram analisados pela an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica e pelo teste exato de Fisher. RESULTADOS: Em 2005, houve 890 partos na Maternidade do HC-UFG, e 129 gestantes apresentaram diagn&#243;stico de SHG (14,5%). A an&#225;lise multivariada identificou a obesidade como fator de risco tanto para hipertens&#227;o gestacional (HG) (OR: 17,636; IC 95%: de 2,859 a 108,774) como para hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica superajuntada &#224; pr&#233;-ecl&#226;mpsia (HCSPE) (OR: 27,307; IC 95%: de 4,453 a 167,440). Primiparidade constituiu fator de risco para HG (OR: 5,435; IC 95%: de 1,923 a 15,385). Idade acima de 30 anos foi fator de risco para HCSPE (OR: 5,218; IC 95%: de 1,873 a 14,536) e fator de prote&#231;&#227;o para pr&#233;-ecl&#226;mpsia (PE) (OR: 0,035; IC 95%: de 0,003 a 0,364). Ra&#231;a n&#227;o-branca representou risco independente para PE (OR: 13,158; IC 95%: de 1,672 a 100,000) e PE pr&#233;via para HCSPE (OR: 4,757; IC 95%: de 1,261 a 17,938). Das gestantes com hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica (HAC), 73,5% desenvolveram HCSPE (p &lt; 0,001). CONCLUS&#195;O: Os fatores obesidade, ra&#231;a n&#227;o-branca, PE pr&#233;via, idade acima de 30 anos e HAC identificados foram semelhantes &#224; maioria dos achados da literatura.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Fatores de risco</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>gesta&#231;&#227;o de alto risco</kwd>
        <kwd>complica&#231;&#245;es na gravidez</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>25</day>
        <month>07</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> CARDIOPATIA E GRAVIDEZ</p>
    <p>Estudo dos principais fatores de risco maternos nas s&#237;ndromes hipertensivas da gesta&#231;&#227;o</p>
    <p>
      <bold>Tha&#237;s Rocha Assis<sup>I</sup>; Fabiana Pavan Viana<sup>II</sup>; Salvador Rassi<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Goi&#225;s </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Cat&#243;lica de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, GO, Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Os fatores de risco para as s&#237;ndromes hipertensivas gestacionais (SHG) s&#227;o v&#225;rios e podem relacionar-se &#224; regi&#227;o e etnia da popula&#231;&#227;o. No Estado de Goi&#225;s, s&#227;o escassos os estudos sobre esse tema. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Investigar os fatores de risco maternos para SHG. </p>
    <p><bold> M&#201;TODOS: </bold>Utilizou-se um estudo caso-controle por meio da an&#225;lise dos prontu&#225;rios das parturientes da Maternidade do Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Goi&#225;s (HC-UFG), em 2005. Os fatores de risco foram analisados pela an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica e pelo teste exato de Fisher. </p>
    <p><bold> RESULTADOS:</bold> Em 2005, houve 890 partos na Maternidade do HC-UFG, e 129 gestantes apresentaram diagn&#243;stico de SHG (14,5%). A an&#225;lise multivariada identificou a obesidade como fator de risco tanto para hipertens&#227;o gestacional (HG) (OR: 17,636; IC 95%: de 2,859 a 108,774) como para hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica superajuntada &#224; pr&#233;-ecl&#226;mpsia (HCSPE) (OR: 27,307; IC 95%: de 4,453 a 167,440). Primiparidade constituiu fator de risco para HG (OR: 5,435; IC 95%: de 1,923 a 15,385). Idade acima de 30 anos foi fator de risco para HCSPE (OR: 5,218; IC 95%: de 1,873 a 14,536) e fator de prote&#231;&#227;o para pr&#233;-ecl&#226;mpsia (PE) (OR: 0,035; IC 95%: de 0,003 a 0,364). Ra&#231;a n&#227;o-branca representou risco independente para PE (OR: 13,158; IC 95%: de 1,672 a 100,000) e PE pr&#233;via para HCSPE (OR: 4,757; IC 95%: de 1,261 a 17,938). Das gestantes com hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica (HAC), 73,5% desenvolveram HCSPE (p &lt; 0,001). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>Os fatores obesidade, ra&#231;a n&#227;o-branca, PE pr&#233;via, idade acima de 30 anos e HAC identificados foram semelhantes &#224; maioria dos achados da literatura. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Fatores de risco, hipertens&#227;o, gesta&#231;&#227;o de alto risco, complica&#231;&#245;es na gravidez.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial gestacional &#233; considerada uma das mais importantes complica&#231;&#245;es do ciclo grav&#237;dico-puerperal, com incid&#234;ncia em 6% a 30% das gestantes, e resulta em alto risco de morbidade e mortalidade materna e perinatal<sup>1-6</sup>. A etiologia ainda &#233; desconhecida<sup>5</sup>.</p>
    <p>A express&#227;o "hipertens&#227;o na gravidez" recebe a designa&#231;&#227;o geral de s&#237;ndromes hipertensivas gestacionais (SHG). Estas s&#227;o caracterizadas por n&#237;veis press&#243;ricos iguais ou acima de 140 mmHg para a press&#227;o sist&#243;lica e 90 mmHg para press&#227;o diast&#243;lica, sendo esta identificada na fase V de Korotkoff<sup>7</sup>. As SHG s&#227;o classificadas em hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica, hipertens&#227;o cr&#244;nica superajuntada &#224; pr&#233;-ecl&#226;mpsia, hipertens&#227;o gestacional, pr&#233;-ecl&#226;mpsia e ecl&#226;mpsia<sup>8</sup>.</p>
    <p>Existem diversos fatores que aumentam o risco de desenvolver as SHG, como diabete, doen&#231;a renal, obesidade, gravidez m&#250;ltipla, primiparidade, idade superior a 30 anos, antecedentes pessoais ou familiares de pr&#233;-ecl&#226;mpsia e/ou hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica e ra&#231;a negra<sup>7,8</sup>.</p>
    <p>Dependendo da regi&#227;o, esse risco, entretanto, pode ser espec&#237;fico. Um estudo realizado no Brasil mostrou que a idade materna acima dos 40 anos, a primiparidade e a hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica s&#227;o os principais fatores de risco para a hipertens&#227;o na gravidez. Outro estudo realizado na &#205;ndia observou que a maior ocorr&#234;ncia das SHG foi entre as prim&#237;paras, as mulheres jovens e as com pr&#233;-ecl&#226;mpsia em gesta&#231;&#245;es anteriores<sup>9,10</sup>.</p>
    <p>Dessa forma, pode-se observar que alguns fatores s&#227;o semelhantes entre diferentes popula&#231;&#245;es estudadas, enquanto outros est&#227;o relacionados &#224; &#225;rea geogr&#225;fica e &#224; etnia da popula&#231;&#227;o<sup>11,12</sup>.</p>
    <p>&#201;, portanto, relevante estudar os principais fatores de risco maternos para as SHG, em Goi&#225;s, uma vez que existem poucos dados publicados sobre esse tema nessa popula&#231;&#227;o e pelo fato de as SHG serem a principal causa de morte materna e morbidade perinatal. Os resultados poder&#227;o auxiliar no aprimoramento de estrat&#233;gias preventivas. </p>
    <p>Considerando esses aspectos, conduziu-se o presente estudo cujo objetivo foi investigar os fatores de risco maternos para o desenvolvimento das SHG, na Maternidade do Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Goi&#225;s (HC-UFG).</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foi realizado um estudo do tipo caso-controle por meio de avalia&#231;&#227;o dos prontu&#225;rios das gestantes que deram &#224; luz na Maternidade do Hospital das Cl&#237;nicas da UFG, situada em Goi&#226;nia &#150; GO. Esse hospital &#233; de n&#237;vel de aten&#231;&#227;o terci&#225;rio e sua maternidade &#233; refer&#234;ncia no atendimento de gestantes de alto risco procedentes de todo o Estado de Goi&#225;s.</p>
    <p>A sele&#231;&#227;o dos prontu&#225;rios foi realizada pelos autores por meio da consulta ao livro de movimento da cl&#237;nica obst&#233;trica e ber&#231;&#225;rio, arquivado na maternidade. Posteriormente, verificaram-se os 890 prontu&#225;rios de gestantes que deram &#224; luz no per&#237;odo de janeiro a dezembro de 2005. Desse total, fizeram parte dos grupos caso (gestantes que apresentaram as SHG) 121 prontu&#225;rios e do grupo controle (gestantes saud&#225;veis) 102. Os prontu&#225;rios do grupo-controle foram selecionados pelo n&#250;mero do prontu&#225;rio, por meio de sorteios aleat&#243;rios realizados pelo programa Excel.</p>
    <p>Os dados obtidos dos prontu&#225;rios foram transcritos para uma ficha elaborada pelos autores, baseada nas vari&#225;veis investigadas: dados sociodemogr&#225;ficos, antecedentes familiares, antecedentes pessoais, estilo de vida, hist&#243;ria obst&#233;trica atual e dados do rec&#233;m-nascido.</p>
    <p>Consideraram-se gestantes com SHG aquelas com diagn&#243;stico cl&#237;nico relatado em prontu&#225;rio e gestantes saud&#225;veis aquelas sem diagn&#243;stico de SHG.</p>
    <p>Os prontu&#225;rios das gestantes foram divididos em quatro grupos:</p>
    <p>&#149; Fizeram parte do grupo com hipertens&#227;o gestacional (HG) as gestantes com o diagn&#243;stico de hipertens&#227;o arterial que se manifesta ap&#243;s a 20&#170; semana de gesta&#231;&#227;o e sem protein&#250;ria associada.</p>
    <p>&#149; O grupo das gestantes com pr&#233;-ecl&#226;mpsia (PE) foi composto de mulheres com hipertens&#227;o arterial ap&#243;s a 20&#170; semana de gesta&#231;&#227;o com protein&#250;ria associada.</p>
    <p>&#149; Fizeram parte do grupo com hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica superajuntada &#224; pr&#233;-eclampsia (HCSPE) as gestantes com hipertens&#227;o arterial pr&#233;via &#224; gesta&#231;&#227;o ou antes da 20&#170; semana gestacional e protein&#250;ria associada<sup>8</sup>. </p>
    <p>&#149; O grupo controle (GC) foi composto por gestantes saud&#225;veis.</p>
    <p>Identificaram-se apenas oito gestantes com hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica (HAC) que n&#227;o fizeram parte dos grupos das SHG, j&#225; que essa pequena freq&#252;&#234;ncia de casos de HAC n&#227;o se configurou como uma amostra representativa e inviabilizou a aplica&#231;&#227;o dos testes estat&#237;sticos.</p>
    <p>Os fatores de risco maternos para as SHG avaliados foram: idade materna, hist&#243;ria familiar de diabete, hist&#243;ria familiar de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica ou pr&#233;-ecl&#226;mpsia, hist&#243;ria pessoal de pr&#233;-ecl&#226;mpsia ou hipertens&#227;o gestacional, hist&#243;ria pessoal de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, obesidade, diabete, doen&#231;a renal, tabagismo, etilismo, primiparidade e gemelaridade<sup>7,8</sup>. A HAC foi avaliada como fator de risco espec&#237;fico para PE<sup>10</sup>.</p>
    <p>A presen&#231;a ou aus&#234;ncia dos fatores citados foi definida pela presen&#231;a ou n&#227;o de relato destes nos prontu&#225;rios. Somente o fator de risco idade materna foi definido pelas categorias at&#233; 30 anos e acima dessa idade<sup>13</sup>.</p>
    <p>Analisaram-se, ainda, os seguintes fatores sociodemogr&#225;ficos: a escolaridade classificada em nenhuma, 1&#186; grau (1&#170; e 2&#170; fases), 2&#186; grau ou superior; estado civil classificado em solteira, casada, divorciada ou vi&#250;va; e a renda familiar categorizada em at&#233; um sal&#225;rio m&#237;nimo, de um a tr&#234;s sal&#225;rios m&#237;nimos, de tr&#234;s a cinco sal&#225;rios ou de cinco a dez sal&#225;rios m&#237;nimos.</p>
    <p>Verificou-se tamb&#233;m o n&#250;mero de consultas pr&#233;-natais que foram categorizadas da seguinte maneira: nenhuma, de uma a tr&#234;s, de quatro a seis e mais de sete consultas.</p>
    <p>Na an&#225;lise estat&#237;stica, para a cria&#231;&#227;o do banco de dados, utilizaram-se a planilha Excel e o <italic>software</italic> SPSS 11.</p>
    <p>Com o prop&#243;sito de avaliar a contribui&#231;&#227;o de cada fator para a ocorr&#234;ncia das SHG, utilizaram-se a an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica univariada para a avalia&#231;&#227;o dos fatores de risco de forma isolada e, posteriormente, a multivariada para a avalia&#231;&#227;o dos fatores de risco de forma coletiva, na compara&#231;&#227;o do GC com cada grupo caso (HG, PE e HCSPE). Em todos os casos, calculou-se o risco de cada fator por meio do <italic>odds ratio</italic> (OR) e do teste Wald. </p>
    <p>Os fatores que passaram da an&#225;lise univariada para a multivariada foram aqueles com p <underline>&lt;</underline> 0,20, e na an&#225;lise multivariada o p foi significativo quando <underline>&lt;</underline> 0,05. Considerou-se o intervalo de confian&#231;a (IC) de 95%.</p>
    <p>Para avaliar a vari&#225;vel HAC como fator de risco para a pr&#233;-ecl&#226;mpsia, recorreu-se ao teste exato de Fisher.</p>
    <p>O projeto foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa Humana e Animal do Hospital das Cl&#237;nicas da UFG e n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Em 2005, houve 890 partos na Maternidade do Hospital das Cl&#237;nicas da UFG, e 129 gestantes apresentaram o diagn&#243;stico de SHG (14,5%).</p>
    <p>O tipo de SHG mais freq&#252;ente foi a pr&#233;-ecl&#226;mpsia com 63 casos (48,8%), seguida da hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica superajuntada &#224; pr&#233;-ecl&#226;mpsia com 34 casos (26,4%), da hipertens&#227;o gestacional com 24 casos (18,6%) e da hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica com 8 casos (6,2%).</p>
    <p>A m&#233;dia de idade materna no grupo HG foi de 25,4 &#177; 5,7 anos, no grupo PE de 23,3 &#177; 5,8, no grupo HCSPE de 30,7 &#177; 7,0 e no GC de 27,0 &#177; 5,0. Houve diferen&#231;a entre as m&#233;dias de idade nos grupos PE (p &lt; 0,001) e HCSPE (p = 0,002).</p>
    <p>Do total de registros sobre a escolaridade em cada grupo analisado, 52,6% do grupo HG, 46,3% do grupo PE, 50% do grupo HCSPE e 57,4% das gestantes do GC n&#227;o conclu&#237;ram o 2&#186; grau, sendo este o maior grau de escolaridade apresentado pela maioria das mulheres.</p>
    <p>Quanto ao estado civil, no grupo HG, 54,5% eram solteiras, e no PE a propor&#231;&#227;o entre solteiras e casadas foi id&#234;ntica. Nos grupos GC e HCSPE, 52% e 66,7% eram casadas, respectivamente.</p>
    <p>A maioria das gestantes tinha renda familiar de um a tr&#234;s sal&#225;rios m&#237;nimos, e 58,3% eram do grupo HG, 64,9% do PE, 52,4% do HCSPE e 52,3% do GC.</p>
    <p>N&#227;o houve associa&#231;&#227;o entre estado civil, escolaridade e renda familiar com a ocorr&#234;ncia das SHG, quando comparadas ao GC (p &gt; 0,117).</p>
    <p>Do total de registros sobre o n&#250;mero de consultas pr&#233;-natais, a maioria das gestantes, em cada grupo analisado, realizou mais de sete consultas pr&#233;-natais, sendo 25% dos casos no grupo PE, 15% no HG, 11,3% no HCSPE e 48,9% no GC, no entanto n&#227;o foi observada diferen&#231;a entre os grupos (p = 0,096). </p>
    <p>As <xref ref-type="table" rid="a02tab01">tabelas 1</xref>, <xref ref-type="table" rid="a02tab02">2</xref> e <xref ref-type="table" rid="a02tab03">3</xref> apresentam a an&#225;lise univariada dos fatores de risco, para cada grupo analisado. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a02tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-01-0011-00002-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a02tab02">
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    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a02tab03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-01-0011-00002-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis que se constitu&#237;ram como fatores de risco para a HG foram a primiparidade e a obesidade (<xref ref-type="table" rid="a02tab01">tab. 1</xref>); para a PE foram a ra&#231;a n&#227;o-branca, a pr&#233;-ecl&#226;mpsia pr&#233;via, a obesidade e a primiparidade (<xref ref-type="table" rid="a02tab02">tab. 2</xref>); e para a HCSPE, a idade acima de 30 anos, a pr&#233;-ecl&#226;mpsia pr&#233;via e a obesidade (<xref ref-type="table" rid="a02tab03">tab. 3</xref>). A idade acima de 30 anos configurou-se, ainda, como fator de prote&#231;&#227;o (OR: 0,420) para PE (<xref ref-type="table" rid="a02tab02">tab. 2</xref>).</p>
    <p>As vari&#225;veis que se comportaram como fatores de risco independentes, para cada grupo analisado, por meio da an&#225;lise multivariada, podem ser observadas na <xref ref-type="table" rid="tab04">tabela 4</xref>. </p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-01-0011-00002-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>A obesidade foi fator de risco independente para a HG (OR 17,636; IC 95%: de 2,859 a 108,774; p = 0,002) e para a HCSPE (OR: 27,307; IC 95%: de 4,453 a 167,440; p &lt; 0,001). </p>
    <p>A idade acima de 30 anos representou risco independente para a HCSPE (OR 1,140; IC 95%: de 1,049 a 1,238; p = 0,002) e fator protetor para PE (OR 0,035; IC 95%: de 0,003 a 0,364; p = 0,005). </p>
    <p>As gestantes da ra&#231;a n&#227;o-branca apresentaram risco independente para PE (OR: 13,158; IC 95%: de 1,672 a 100,000; p = 0,008) e aquelas com PE pr&#233;via apresentaram risco para HCSPE (OR: 4,757; IC 95%: de 1,261 a 17,938; p = 0,021).</p>
    <p>A primiparidade constituiu fator de risco independente para HG (OR: 5,435; IC 95%: de 1,923 a 15,385; p = 0,001).</p>
    <p>A HAC foi fator de risco para a sobreposi&#231;&#227;o da PE, e 73,5% das gestantes que tinham HAC desenvolveram PE sobreposta (p &lt; 0,001).</p>
    <p>As seguintes vari&#225;veis n&#227;o foram identificadas como fatores de risco: hist&#243;ria familiar de diabete, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica ou pr&#233;-ecl&#226;mpsia; hist&#243;ria pessoal de hipertens&#227;o gestacional, diabete e nefropatia; tabagismo; etilismo; gemelaridade e fatores sociodemogr&#225;ficos (escolaridade, estado civil e renda familiar).</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>No presente estudo, o objetivo foi investigar os fatores de risco para o desenvolvimento das SHG na Maternidade do Hospital das Cl&#237;nicas da UFG, em 2005.</p>
    <p>Nesta casu&#237;stica, verificou-se a ocorr&#234;ncia de 14,5% de SHG e o tipo mais freq&#252;ente foi a PE. Possivelmente, esses resultados foram devidos ao local onde o estudo foi realizado, um hospital de n&#237;vel de aten&#231;&#227;o terci&#225;rio e de refer&#234;ncia em gestantes de alto risco. Valores semelhantes de ocorr&#234;ncia das SHG foram observados em outros estudos realizados em hospitais de n&#237;vel de aten&#231;&#227;o terci&#225;rio<sup>9,14,15</sup>. No entanto, outros relatos encontraram valores inferiores<sup>10,11,16-19</sup>. </p>
    <p>Dois estudos realizados no Brasil<sup>17,18</sup> e outro na &#205;ndia<sup>10</sup> tamb&#233;m encontraram maior freq&#252;&#234;ncia de PE. Entretanto, outros achados verificaram maior ocorr&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica<sup>15,16,20,21</sup>. Esses resultados divergentes podem ser decorrentes das diferen&#231;as geogr&#225;ficas e &#233;tnicas das popula&#231;&#245;es estudadas, dos crit&#233;rios para diagn&#243;stico utilizados em cada estudo e das dificuldades de diagn&#243;stico decorrentes, por exemplo, do in&#237;cio tardio do pr&#233;-natal<sup>12,22</sup>.</p>
    <p>Quanto &#224;s caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas, as gestantes deste estudo foram, em sua maioria, de baixa condi&#231;&#227;o socioecon&#244;mica, o que n&#227;o se configurou como risco para a ocorr&#234;ncia das SHG. Isso pode ser decorrente destes fatores: o hospital em quest&#227;o &#233; p&#250;blico, e a popula&#231;&#227;o estudada, tanto dos grupos caso como do controle, pertence a uma classe social menos favorecida.</p>
    <p>Esse resultado corroborou o argumento do National High Blood Pressure Education Program<sup>8</sup> de que o n&#237;vel socioecon&#244;mico n&#227;o predisp&#245;e a popula&#231;&#227;o &#224;s SHG, diferentemente de outros relatos que alegam que a situa&#231;&#227;o socioecon&#244;mica &#233; uma condi&#231;&#227;o de risco para as SHG, uma vez que estas s&#227;o maiores em pa&#237;ses em desenvolvimento do que nos desenvolvidos<sup>11,23</sup>. </p>
    <p>Nesta casu&#237;stica, n&#227;o houve diferen&#231;a entre os grupos quanto ao n&#250;mero de consultas pr&#233;-natais registradas nos prontu&#225;rios. A maioria das gestantes realizou sete ou mais consultas. Esse fato &#233; relevante para a assist&#234;ncia obst&#233;trica, haja vista que o manual do Minist&#233;rio da Sa&#250;de e as Portarias n&#186; 569 e 570 recomendam que toda gestante tenha pelo menos seis consultas no per&#237;odo gestacional, de prefer&#234;ncia no primeiro trimestre, a fim de se realizarem interven&#231;&#245;es oportunas durante o per&#237;odo gestacional<sup>13</sup>. </p>
    <p>Apesar de a maioria das gestantes ter realizado mais de sete consultas, essas mulheres apresentaram complica&#231;&#245;es decorrentes das eleva&#231;&#245;es dos n&#237;veis press&#243;ricos. Isso indica que deve-se considerar, al&#233;m da quantidade, a qualidade das consultas pr&#233;-natais, possibilitando a adequada identifica&#231;&#227;o dos fatores de risco para SHG e o seu diagn&#243;stico precoce, que s&#227;o essenciais na preven&#231;&#227;o secund&#225;ria<sup>11,13,23,24</sup>. </p>
    <p>No que se refere aos fatores de risco, a idade acima de 30 anos configurou-se, nesta pesquisa, como fator de risco para a HCSPE, independentemente dos fatores obesidade e pr&#233;-ecl&#226;mpsia pr&#233;via, e como fator de prote&#231;&#227;o para PE. Isso evidencia, na popula&#231;&#227;o estudada, a presen&#231;a de hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica (HAC) pr&#233;-gestacional que foi, neste estudo, importante fator de risco para a sobreposi&#231;&#227;o da pr&#233;-ecl&#226;mpsia, corroborando outros achados<sup>10,13,15,22</sup>. Esse achado &#233; importante, j&#225; que, na atual conjuntura social, observa-se aumento do n&#250;mero de mulheres que engravidam ap&#243;s os 30 anos de idade, o que eleva a probabilidade de serem portadoras de HAC ou de desenvolverem HCSPE durante a gravidez<sup>24</sup>. Nesses casos, tornam-se essenciais a orienta&#231;&#227;o pr&#233;-concep&#231;&#227;o e uma assist&#234;ncia pr&#233;-natal de qualidade<sup>13</sup>.</p>
    <p>Outros estudos tamb&#233;m mostraram que mulheres com idade acima de 30 anos est&#227;o mais sujeitas a patologias anteriores &#224; gesta&#231;&#227;o como a hipertens&#227;o arterial cr&#244;nica<sup>9,13,15,17,22,23</sup>. </p>
    <p>Neste estudo, a ra&#231;a n&#227;o-branca foi fator de risco para PE, independentemente dos fatores idade, pr&#233;-ecl&#226;mpsia pr&#233;via, obesidade e paridade. Em gestantes n&#227;o-brancas, o risco para PE foi 14,085 vezes o risco das gestantes brancas. Possivelmente, esse resultado ocorreu porque a ra&#231;a negra apresenta maior preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial quando comparada &#224; branca, na popula&#231;&#227;o geral<sup>24</sup>. </p>
    <p>Um relato verificou tend&#234;ncia ao aumento do risco de PE em gestantes da ra&#231;a negra<sup>24</sup>, e outro estudo, realizado na Fl&#243;rida, tamb&#233;m constatou risco aumentado de PE em mulheres n&#227;o-brancas<sup>25</sup>. J&#225; outros relatos n&#227;o encontraram correla&#231;&#227;o da ra&#231;a com a ocorr&#234;ncia das SHG<sup>13,21</sup>. </p>
    <p>Observou-se, nesta pesquisa, que a obesidade foi fator de risco independente tanto para HG quanto para HCSPE. O risco para HCSPE entre as gestantes obesas foi 23,94 vezes o risco das gestantes n&#227;o-obesas e para HG 17,63 vezes. Esse achado &#233; preocupante, j&#225; que a obesidade, atualmente, &#233; um problema de sa&#250;de p&#250;blica crescente, contribuindo para um aumento na incid&#234;ncia das SHG. Portanto, programas de sa&#250;de p&#250;blica que combatem a obesidade tornam-se necess&#225;rios na preven&#231;&#227;o das SHG<sup>19,26</sup>.</p>
    <p>Outros relatos tamb&#233;m mostraram que o sobrepeso e a obesidade pr&#233;vios e/ou durante a gravidez est&#227;o associados &#224; ocorr&#234;ncia de HG, PE e HAC, e que o risco de PE duplica para cada cinco a sete kg/m<sup>2</sup> de aumento no &#237;ndice de massa corporal antes da gesta&#231;&#227;o<sup>19,27</sup>. Entretanto, a obesidade n&#227;o foi identificada como fator de risco independente em alguns estudos, mas sim associado &#224; ra&#231;a, o que mostra que mulheres brancas n&#227;o-hisp&#226;nicas e obesas, quando comparadas &#224;s negras, &#224;s asi&#225;ticas e &#224;s brancas hisp&#226;nicas, tamb&#233;m obesas, apresentaram maior risco para PE<sup>28,29</sup>.</p>
    <p>Nesta casu&#237;stica, a an&#225;lise univariada identificou a primiparidade como fator de risco para HG e PE. No entanto, na an&#225;lise multivariada, a primiparidade representou fator de risco somente para HG e n&#227;o para PE. O risco para HG entre as gestantes prim&#237;paras foi 5,435 vezes o risco das gestantes mult&#237;paras. Apesar da associa&#231;&#227;o descrita entre primiparidade e PE por v&#225;rios autores<sup>10,24,30-32</sup>, estes resultados n&#227;o foram observados no atual estudo, possivelmente porque os dados foram obtidos a partir de anota&#231;&#245;es de prontu&#225;rios, o que pode ter limitado a identifica&#231;&#227;o da primiparidade como fator de risco independente para PE.</p>
    <p>Outros autores tamb&#233;m mostraram que a HG &#233; comum em mulheres mais jovens que s&#227;o com maior freq&#252;&#234;ncia prim&#237;paras<sup>9,15,17,18</sup>.</p>
    <p>Nesta pesquisa, a PE pr&#233;via representou risco independente para HCSPE, o que corroborou outros achados da literatura<sup>22,31,32</sup>.</p>
    <p>&#201; importante ressaltar que os dados coletados dependiam de um completo preenchimento pr&#233;vio dos prontu&#225;rios. Esta &#233; uma das maiores limita&#231;&#245;es dos estudos retrospectivos. </p>
    <p>Com base nos resultados, concluiu-se que os fatores de risco identificados para as SHG foram semelhantes &#224; maioria dos fatores j&#225; relatados na literatura, como a obesidade, a ra&#231;a n&#227;o-branca, a PE pr&#233;via, a idade acima de 30 anos e a HAC como fator que aumenta o risco para a sobreposi&#231;&#227;o da PE. Achado divergente da literatura foi referente &#224; primiparidade como fator de risco independente somente para HG e n&#227;o para PE. </p>
    <p>Com base nesses achados, considera-se primordial uma assist&#234;ncia pr&#233;-natal de qualidade, em que as gestantes de risco sejam identificadas desde a anamnese at&#233; o exame cl&#237;nico. Caso haja necessidade, devem-se realizar interven&#231;&#245;es para minimizar as complica&#231;&#245;es das SHG para m&#227;e e feto. </p>
    <p>Sugerem-se interven&#231;&#245;es terap&#234;uticas corretivas no que se refere ao sobrepeso e &#224; obesidade. As gestantes devem ser orientadas sobre a import&#226;ncia da pr&#225;tica de atividade f&#237;sica e quanto aos aspectos nutricionais, a fim de que possam prevenir e/ou reduzir o ganho de peso corporal. </p>
    <p>Recomendam-se, ainda, futuras investiga&#231;&#245;es que dever&#227;o contemplar outras vari&#225;veis e a realiza&#231;&#227;o de estudos prospectivos que permitir&#227;o a coleta de informa&#231;&#245;es com maior precis&#227;o sobre os potenciais fatores de risco para as SHG.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de mestrado de Thais Rocha Assis pela Universidade Federal de Goi&#225;s e Universidade Cat&#243;lica de Goi&#225;s.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Tha&#237;s Rocha Assis </p>
        <p> Rua C-96, Q-203, Lt-17 - Sudoeste </p>
        <p> 74303-370, Goi&#226;nia, GO - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="rochafisio@hotmail.com">rochafisio@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo enviado em 09/11/07; revisado recebido em 06/01/08; aceito em 15/01/08.</p>
  </body>
  <back>
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          <volume>29</volume>
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          <article-title>Pre-eclampsia and eclampsia: pathophysiology and treatment options</article-title>
          <source>Rev Bras Hipertens</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The pre-eclampsia community guideline (precog): how to screen for and detect onset of pre-eclampsia in the community</article-title>
          <source>BMJ</source>
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            <year>2005</year>
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          <article-title>Risk factors for pre-eclampsia at antenatal booking: systematic review of controlled studies (abstract)</article-title>
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          <fpage>565</fpage>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Study on the major maternal risk factors in hypertensive syndromes</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: There are several risk factors for hypertensive syndromes in pregnancy (HSP), and these can be related to regional and ethnic factors. Studies on this issue are scarce in the State of Goi&#225;s. OBJECTIVE: To investigate maternal risk factors for HSP. METHODS: Case-control study based on the analysis of medical records of parturients from the Maternity Service of Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Goi&#225;s (HC-UFG) in 2005. Risk factors were analyzed using Logistic Regression Analysis and Fisher's Exact Test. RESULTS: In 2005, there were 890 deliveries in the Maternity Service of HC-UFG, and 129 pregnant women were diagnosed with HSP (14.5%). The multivariate analysis identified obesity as a risk factor both for gestational hypertension - GH (OR: 17.636; 95% CI: 2.859 to 108.774) and for preeclampsia superimposed on chronic hypertension - PESCH (OR: 27.307; 95% CI: 4.453 to 167.440). Primiparity was a risk factor for GH (OR: 5.435; 95% CI: 1.923 to 15.385). Age above 30 years was a risk factor for PESCH (OR: 5.218; 95% CI: 1.873 to 14.536) and a protective factor against preeclampsia - PE (OR: 0.035; 95% CI: 0.003 to 0.364). Non-white race was an independent risk for PE (OR: 13.158; 95% CI: 1.672 to 100.000) and previous PE for PESCH (OR: 4.757; 95% CI: 1.261 to 17.938). Of the pregnant women with chronic hypertension (CH), 73.5% developed PESCH (p &lt; 0.001). CONCLUSION: The factors identified - obesity, non-white race, previous PE, age above 30 years and CH, were similar to those found in the majority of studies in the literature.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Risk factors</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
        <kwd>pregnancy, high-risk</kwd>
        <kwd>pregnancy complications</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Study on the major maternal risk factors in hypertensive syndromes</p>
      <p>
        <bold>Tha&#237;s Rocha Assis<sup>I</sup>; Fabiana Pavan Viana<sup>II</sup>; Salvador Rassi<sup>I</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, GO, Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Cat&#243;lica de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, GO, Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> There are several risk factors for hypertensive syndromes in pregnancy (HSP), and these can be related to regional and ethnic factors. Studies on this issue are scarce in the State of Goi&#225;s.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To investigate maternal risk factors for HSP.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Case-control study based on the analysis of medical records of parturients from the Maternity Service of Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Goi&#225;s (HC-UFG) in 2005. Risk factors were analyzed using Logistic Regression Analysis and Fisher&#146;s Exact Test.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> In 2005, there were 890 deliveries in the Maternity Service of HC-UFG, and 129 pregnant women were diagnosed with HSP (14.5%). The multivariate analysis identified obesity as a risk factor both for gestational hypertension &#150; GH (OR: 17.636; 95% CI: 2.859 to 108.774) and for preeclampsia superimposed on chronic hypertension - PESCH (OR: 27.307; 95% CI: 4.453 to 167.440). Primiparity was a risk factor for GH (OR: 5.435; 95% CI: 1.923 to 15.385). Age above 30 years was a risk factor for PESCH (OR: 5.218; 95% CI: 1.873 to 14.536) and a protective factor against preeclampsia - PE (OR: 0.035; 95% CI: 0.003 to 0.364). Non-white race was an independent risk for PE (OR: 13.158; 95% CI: 1.672 to 100.000) and previous PE for PESCH (OR: 4.757; 95% CI: 1.261 to 17.938). Of the pregnant women with chronic hypertension (CH), 73.5% developed PESCH (p &lt; 0.001).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The factors identified &#150; obesity, non-white race, previous PE, age above 30 years and CH, were similar to those found in the majority of studies in the literature.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Risk factors; hypertension; pregnancy, high-risk; pregnancy complications.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Gestational hypertension is considered one of the major complications of pregnancy and puerperium, affecting between 6% and 30% of the pregnant women, and resulting in a high maternal and perinatal morbidity and mortality risk<sup>1-6</sup>. Its etiology remains unknown<sup>5</sup>.</p>
      <p>The term "hypertension in pregnancy" is generically named hypertensive syndromes in pregnancy (HSP). These are characterized by pressure levels equal to or higher than 140mmHg for systolic pressure and 90mmHg for diastolic pressure, which is identified in Korotkoff phase V<sup>7</sup>. HSP are classified as chronic hypertension, preeclampsia superimposed on chronic hypertension, gestational hypertension, preeclampsia and eclampsia<sup>8</sup>. </p>
      <p>Several factors such as diabetes, renal disease, obesity, multiple pregnancy, primiparity, age above 30 years, personal or family history of preeclampsia and/or chronic hypertension and black race<sup>7,8</sup> increase the risk of developing HSP. </p>
      <p>However, depending on the region analyzed, this risk may be specific, as for instance in a study conducted in Brazil which showed that maternal age above 40 years, primiparity and chronic hypertension are the major risk factors for hypertension during pregnancy. Another study conducted in India showed a higher incidence of HSP among primiparae, young women, and those with preeclampsia in previous gestations<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>Thus, we can observe that some factors are similar among different populations studied, whereas others are related to the geographic area and ethnicity of the population<sup>11,12</sup>.</p>
      <p>Therefore, it is relevant to study the major maternal risk factors for HSP in Goi&#225;s, since few data are published on this issue regarding this population, and also because HSP remains the major cause of maternal death and perinatal morbidity. The results may help improve preventive strategies. </p>
      <p>Considering these aspects, we conducted the present study with the objective of investigating maternal risk factors for the development of HSP at the Maternity Service of <italic>Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade Federal de Goi&#225;s (UFG).</italic></p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>We conducted a case-control study in which we assessed the medical records of pregnant women who delivered in the Maternity Service of <italic>Hospital das Cl&#237;nicas da UFG</italic>, city of Goi&#226;nia, State of Goi&#225;s<italic>.</italic> This is a tertiary care hospital and its maternity service is a referral in the care of high-risk pregnant women throughout the State of Goi&#225;s.</p>
      <p> The authors selected the medical records by consulting the admission book of the Obstetric Clinic and Nursery, filed in the Maternity Service. Later, a total of 890 medical records of pregnant women who delivered in the period from January 2005 to December 2005 were verified. Of these, 121 were included in the case group (pregnant women with HSP) and 102 in the control group (healthy pregnant women). Medical records of the control group were selected by their numbers, randomly drawn by lot using the Excel software program.</p>
      <p>Data obtained from the medical records were transcribed in a form elaborated by the authors, based on the variables investigated: sociodemographic data, family history, personal history, lifestyle, current obstetric history and newborn data.</p>
      <p>Pregnant women with HSP were defined as those with this clinical diagnosis reported in their medical records, and healthy pregnant women were those not diagnosed with HSP. </p>
      <p>The medical records of the pregnant women were divided into four groups; the group of pregnant women with gestational hypertension (GH) was comprised of those diagnosed with hypertension manifested after the 20th week of gestation and without associated proteinuria. The group of pregnant women with preeclampsia (PE) was comprised of those with hypertension after the 20th week of gestation with associated proteinuria. The group of pregnant women with preeclampsia superimposed on chronic hypertension (PESCH) was comprised of those with hypertension prior to pregnancy or before the 20th week of gestation and associated proteinuria<sup>8</sup>. The control group (CG) was comprised of healthy pregnant women. Only eight pregnant women with chronic hypertension (CH) were identified who were not included in the HSP group, since this small prevalence of CH cases did not form a representative sample, thus making the use of statistical tests unfeasible. </p>
      <p>The maternal risk factors for HSP evaluated were maternal age, family history of diabetes, family history of systemic hypertension or preeclampsia, personal history of preeclampsia or gestational hypertension, personal history of systemic hypertension, obesity, diabetes, renal disease, smoking, alcohol use, primiparity and gemelarity<sup>7,8</sup>. CH was evaluated as a specific risk factor for PE<sup>10</sup>. </p>
      <p>The presence or absence of the factors mentioned was defined by their being reported or not in the medical records. Only the maternal age factor was defined by the categories up to 30 years and above 30 years<sup>13</sup>.</p>
      <p>The following sociodemographic factors were also analyzed: formal schooling &#150; classified as none, elementary school (1st and 2nd phases), high school, or higher education; marital status &#150; classified as single, married, divorced or widow; and family income categorized in up to one minimum wage, from one to three minimum wages, from three to five minimum wages, and from five to ten minimum wages. </p>
      <p>The number of prenatal visits was also analyzed, and was categorized as none, from one to three, from four to six, and more than seven visits. </p>
      <p>In the statistical analysis, the Excel spreadsheet was used to create the database with the SPSS 11 software.</p>
      <p>To evaluate the contribution of each factor for the occurrence of HSP, the univariate logistic regression analysis was used to evaluate the risk factors individually. Further, the multivariate logistic regression analysis was used to evaluate the risk factors collectively, by comparing the CG with each case group (GH, PE, and PESCH). In each case, the risk of each factor was calculated using odds ratio (OR) and the Wald test. </p>
      <p>The factors that passed from the univariate to the multivariate analysis were those with p <underline>&lt;</underline> 0.20; in the multivariate analysis p was significant when <underline>&lt;</underline> 0.05. The confidence interval (CI) was set at 95%.</p>
      <p>The Fisher&#146;s Exact Test was used to evaluate the CH variable as a risk factor for preeclampsia.</p>
      <p>The study was approved by the Human and Animal Research Ethics Committee of <italic>Hospital das Cl&#237;nicas da UFG</italic> and had no external sponsors.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>In 2005, there were 890 deliveries in the Maternity Service of <italic>Hospital das Cl&#237;nicas da UFG, </italic>and 129 pregnant women were diagnosed with HSP (14.5%). </p>
      <p>The most frequent type of HSP was preeclampsia in 63 cases (48.8%), followed by preeclampsia superimposed on chronic hypertension in 34 cases (26.4%), gestational hypertension in 24 cases (18.6%) and chronic hypertension in eight cases (6.2%).</p>
      <p>The mean maternal age was 25.4 &#177; 5.7 years in the GH group, 23.3 &#177; 5.8 years in the PE group, 30.7 &#177; 7.0 years in the PESCH group, and 27.0 &#177; 5.0 years in the CG, with a difference between the mean ages in the PE (p&lt;0.001) and PESCH groups (p=0.002).</p>
      <p>According to the records on formal schooling of each group analyzed, 52.6% of the pregnant women in the GH group, 46.3% in the PE group, 50% in the PESCH group and 57.4% in the CG did not finish high school, and this was the highest level of educational attained by most of them.</p>
      <p>As regards the marital status, in the GH group 54.5% of the women were single; in the PE group the proportion between single and married women was the same. In the CG and PESCH group, 52% and 66.7% were married, respectively.</p>
      <p>Most of the pregnant women had a family income of one to three minimum wages: 58.3% in the GH group, 64.9% in the PE group, 52.4% in the PESCH group, and 52.3% in the CG.</p>
      <p>No association was found between marital status, formal schooling and family income and the occurrence of HSP, when compared to the CG (p &gt; 0.117).</p>
      <p>According to the records on the number of prenatal visits, most of the pregnant women in each group analyzed attended more than seven prenatal visits: 25% in the PE group, 15% in the GH group, 11.3% in the PESCH group, and 48.9% in the CG. However, no difference was observed between the groups (p=0.096).</p>
      <p>The univariate analysis of the risk factors for each group analyzed is shown in <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Tables 1</xref>, <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">2</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab03-body2">3</xref>. </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-01-0011-00002-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab02-body2">
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      <table-wrap id="tab03-body2">
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      <p>The variables that were risk factors for GH were primiparity and obesity (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>); non-white race, previous preeclampsia, obesity and primiparity for PE (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref>); and age above 30 years, previous preeclampsia and obesity for PESCH (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>). Age above 30 years was a protective factor (OR: 0.420) for PE (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref>).</p>
      <p>The variables that were independent risk factors for each group analyzed using multivariate analysis are shown in <xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table 4</xref>. </p>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-91-01-0011-00002-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Obesity was an independent risk factor for GH (OR 17.636; 95% CI: 2.859 to 108.774; p = 0.002) as well as for PESCH (OR: 27.307; 95% CI: 4.453 to 167.440; p &lt; 0.001).</p>
      <p>Age above 30 years was an independent risk for PESCH (OR 1.140; 95% CI: 1.049 to 1.238; p = 0.002) and a protective factor for PE (OR 0.035; 95% CI: 0.003 to 0.364; p = 0.005).</p>
      <p>Non-white pregnant women presented an independent risk for PE (OR: 13.158; 95% CI: 1.672 to 100.000; p = 0.008) and those with previous PE presented a risk for PESCH (OR: 4.757; 95% CI: 1.261 to 17.938; p = 0.021).</p>
      <p>Primiparity was an independent risk for GH (OR: 5.435; 95% CI: 1.923 to 15.385; p = 0.001).</p>
      <p>CH was a risk factor for superimposed PE; of the pregnant women who had CH, 73.5% developed superimposed PE (p &lt; 0.001).</p>
      <p>The following variables were not identified as risk factors: family history of diabetes, systemic hypertension or preeclampsia; personal history of gestational hypertension, diabetes and renal disease; smoking; alcohol use; multiple pregnancy and sociodemographic factors (formal schooling, marital status and family income). </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The objective of the present study was to investigate the risk factors for the development of HSP in the Maternity Service of <italic>Hospital das Cl&#237;nicas da UFG</italic> in 2005.</p>
      <p>In this case series, the prevalence of HSP was 14.5% and its most common type was PE. These results were possibly related to the place where the study was conducted &#150; a tertiary care hospital and a referral for high-risk pregnancies. Similar prevalences of HSP were observed in other studies conducted in tertiary care hospitals<sup>9,14,15</sup>. However, lower values were found in other reports<sup>10,11,16-19</sup>. </p>
      <p>Two studies conducted in Brazil<sup>17,18</sup> and another conducted in India<sup>10</sup> also found higher prevalences of PE. However, other studies found higher prevalences of chronic hypertension<sup>15,16,20,21</sup>. These contradictory findings may result from geographic and ethnic differences in the populations studied, as well as from diagnostic criteria used in each study and from diagnostic difficulties due, for instance, to a late prenatal care start<sup>12,22</sup>. </p>
      <p>As for the sociodemographic characteristics, most of the pregnant women included in this study were of low socioeconomic status, which did not prove to be a risk for the occurrence of HSP. This may have been due to the fact that the hospital is public and the population studied, both for case and control groups, was from a less privileged social class. </p>
      <p>This result corroborated the statement from the National High Blood Pressure Education Program<sup>8</sup> that says that the socioeconomic level does not predispose to HSP, unlike other reports stating that the socioeconomic level is a risk factor for HSP, since these are more frequent in developing than in developed countries<sup>11,23</sup>. </p>
      <p>In this case series, no difference was observed between the groups as regards the number of prenatal visits reported in the medical records. Most of the pregnant women attended seven or more visits. This fact is relevant for the obstetric care, considering that the manual of the Ministry of Health and the Administrative Rules 569 and 570 recommend that all pregnant women should attend at least six visits during pregnancy, preferably in the first trimester, to allow timely interventions during this period<sup>13</sup>.</p>
      <p>Although the majority of the pregnant women had attended more than seven visits, they presented complications resulting from blood pressure elevation. This shows that not only the number but also the quality of the prenatal visits should be considered, thus enabling a proper identification of risk factors for HSP and its early diagnosis, which are fundamental in the secondary prevention<sup>11,13,23,24</sup>. As regards the risk factors, in this study, age above 30 years was a risk factor for PESCH, independently of obesity and previous preeclampsia; it was also a protective factor for PE. In the population studied, this demonstrates the presence of pregestational chronic hypertension (CH), which was a significant risk factor for superimposed preeclampsia in this study, thus corroborating the findings from other studies<sup>10,13,15,22</sup>. This is an important finding, since in the current social setting a growing number of women who become pregnant after 30 years of age is observed, which increases the probability of their having CH or developing PESCH during pregnancy<sup>24</sup>. In these cases, preconceptional advice and a high quality prenatal care are essential<sup>13</sup>.</p>
      <p>Other studies also showed that women older than 30 years are more subject to diseases such as chronic hypertension prior to pregnancy<sup>9,13,15,17,22,23</sup>.</p>
      <p>In this study, the non-white race was a risk factor for PE, independently of age, previous preeclampsia, obesity, and parity. The risk of PE in non-white pregnant women was 14.085 times that of white pregnant women. This likely occurred because the black race presents a higher prevalence of hypertension when compared to the white race in the general population<sup>24</sup>.</p>
      <p>One study showed an upward trend of the risk of PE in black pregnant women<sup>24</sup> and another study conducted in Florida also verified an increased risk of PE in non-white women<sup>25</sup>. Other studies, in turn, did not find any correlation of race with the occurrence of HSP<sup>13,21</sup>.</p>
      <p>In the present study, obesity was observed to be an independent risk factor both for GH and for PESCH. The risk of PESCH and of GH among obese pregnant women was 23.94 and 17.63 times that of non-obese pregnant women, respectively. This is a disturbing finding, since obesity is currently a growing public health problem, thus contributing to an increase in the incidence of HSP. Therefore, public health programs aiming to tackle obesity are necessary for the prevention of HSP<sup>19,26</sup>.</p>
      <p>Other studies also showed that overweight and obesity prior to and/or during pregnancy are associated with the occurrence of GH, PE and CH, and that the risk for PE doubles for every five to seven kg/m<sup>2</sup> increase in the body mass index as measured before pregnancy<sup>19,27</sup>. However, in some studies, obesity was not identified as an independent risk factor but was rather associated with race, showing that non-Hispanic white obese women had a higher risk for PE when compared to black, Asian and white Hispanic obese women<sup>28,29</sup>.</p>
      <p>In this case series, the univariate analysis identified primiparity as a risk factor for GH and PE. However, in the multivariate analysis, primiparity represented a risk factor for GH but not for PE. The risk for GH among primigravidae was 5.435 times that of multigravidae. Despite the association between primiparity and PE described by various authors<sup>10,24,30-32</sup>, these results were not observed in the present study, possibly because data were obtained from medical record notes, which may have limited the identification of primiparity as an independent risk factor for PE.</p>
      <p>Other authors also showed that GH is common among younger women who are more frequently primipara<sup>9,15,17,18</sup>.</p>
      <p>In this study, previous PE represented an independent risk for PESCH, which corroborated other findings of the literature<sup>22,31,32</sup>.</p>
      <p>It is important to point out that the data collected depended on whether or not the medical records had been completely filled out previously. This is one of the major limitations of retrospective studies.</p>
      <p>Based on the results found, we conclude that the risk factors identified for HSP were similar to the majority of the factors already reported in the literature, such as obesity, non-white race, previous PE, age above 30 years and CH as a factor increasing the risk for superimposed PE. Primiparity as an independent risk factor only for GH but not for PE was a finding not consistent with the literature. </p>
      <p>In light of these findings, a high quality prenatal care is fundamental, so that the pregnant women at risk are identified as of history taking and clinical examination and, if necessary, interventions are made to minimize the complications of HSP both for the mother and the fetus. </p>
      <p>Corrective therapeutic interventions are suggested in relation to overweight and obesity, by means of the practice of physical activities and nutrition advice for the prevention and/or reduction of body weight gain.</p>
      <p>Further investigations, including other variables and prospective studies with a more accurate collection of data on the potential risk factors for HSP are recommended. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Thais Rocha Assis, from Universidade Federal de Goi&#225;s e Universidade Cat&#243;lica de Goi&#225;s.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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