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      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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      <article-id pub-id-type="other">00015</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2008000500015</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(08)09000515</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2008000500015</article-id>
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          <subject>Relato de Caso</subject>
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        <article-title>S&#237;ndrome de Eisenmenger na gravidez</article-title>
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        <month>05</month>
        <year>2008</year>
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          <year>2007</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>A s&#237;ndrome de Eisenmenger consiste em hipertens&#227;o pulmonar com shunt reverso ou bidirecional ao n&#237;vel atrioventricular ou aortopulmonar. Na gesta&#231;&#227;o, essa s&#237;ndrome est&#225; associada com altas taxas de mortalidade (30 a 50%). Normalmente, a hipertens&#227;o pulmonar &#233; agravada durante a gesta&#231;&#227;o, levando a um resultado desfavor&#225;vel. Neste artigo, relatamos um caso de gestante portadora de s&#237;ndrome de Eisenmenger com boa evolu&#231;&#227;o materna e do rec&#233;m-nascido.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Hipertens&#227;o pulmonar</kwd>
        <kwd>gravidez</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>27</day>
        <month>05</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>S&#237;ndrome de Eisenmenger na gravidez</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Vera Therezinha Medeiros Borges; Claudia Garcia Magalh&#227;es; Anice Maria V. C. Martins; Beatriz B. Matsubara</bold>
    </p>
    <p>Faculdade de Medicina de Botucatu, Botucatu, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A s&#237;ndrome de Eisenmenger consiste em hipertens&#227;o pulmonar com <italic>shunt</italic> reverso ou bidirecional ao n&#237;vel atrioventricular ou aortopulmonar. Na gesta&#231;&#227;o, essa s&#237;ndrome est&#225; associada com altas taxas de mortalidade (30 a 50%). Normalmente, a hipertens&#227;o pulmonar &#233; agravada durante a gesta&#231;&#227;o, levando a um resultado desfavor&#225;vel. Neste artigo, relatamos um caso de gestante portadora de s&#237;ndrome de Eisenmenger com boa evolu&#231;&#227;o materna e do rec&#233;m-nascido.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Hipertens&#227;o pulmonar, gravidez.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A s&#237;ndrome de Eisenmenger consiste em hipertens&#227;o pulmonar com <italic>shunt</italic> reverso ou bidirecional ao n&#237;vel atrioventricular ou aortopulmonar. Na gesta&#231;&#227;o, essa s&#237;ndrome est&#225; associada com alta taxa de mortalidade (30 a 50%). Normalmente, a hipertens&#227;o pulmonar &#233; agravada durante a gesta&#231;&#227;o, levando a um resultado desfavor&#225;vel. Neste artigo, relatamos um caso de gestante portadora de s&#237;ndrome de Eisenmenger com boa evolu&#231;&#227;o materna e do rec&#233;m-nascido.</p>
    <p>
      <bold>Relato do caso</bold>
    </p>
    <p>Mulher de 26 anos com asma moderada persistente referia dispn&#233;ia e cianose nos membros inferiores, com amenorr&#233;ia de oito semanas. Tercigesta, com antecedente obst&#233;trico de um natimorto por prematuridade extrema e um rec&#233;m-nascido com restri&#231;&#227;o de crescimento intra-uterino. A gestante fazia uso de oxigenoterapia domiciliar associada com formoterol e budesonida.</p>
    <p>Ao exame f&#237;sico apresentava freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca de 80 bpm e press&#227;o arterial de 110/70 mmHg, cianose perif&#233;rica, policitemia (hemat&#243;crito de 71%), baqueteamento digital, segunda bulha hipofon&#233;tica e sopro sist&#243;lico +/+6 na borda esternal esquerda. O ecocardiograma bidimensional (Eco 2D) e o ecocardiograma com Doppler mostraram uma comunica&#231;&#227;o interventricular de 15 mm com fluxo bidirecional, hipertens&#227;o pulmonar (press&#227;o arterial pulmonar de 115 mm Hg) e aumento leve das c&#226;maras direitas. A abordagem cl&#237;nica consistiu em restri&#231;&#227;o da atividade f&#237;sica, oxigenoterapia cont&#237;nua e aspirina (100 mg ao dia). Em virtude da policitemia, foram feitas duas flebotomias, a primeira na oitava semana e a segunda na 25&#170; semana. O crescimento do feto foi avaliado por exames ultra-sonogr&#225;ficos seriados. A gesta&#231;&#227;o evoluiu sem intercorr&#234;ncias at&#233; a 26&#170; semana, quando a paciente apresentou piora da dispn&#233;ia associada a edema nos membros inferiores e aumento de peso; sendo introduzido diur&#233;tico. Ap&#243;s uma semana, a paciente foi internada para acompanhamento at&#233; o parto. Na 29&#170; semana iniciou-se a administra&#231;&#227;o subcut&#226;nea de heparina. Na 32&#170; semana a paciente teve infec&#231;&#227;o br&#244;nquica e foi tratada com cefalotina, apresentando melhora. Na 33&#170; semana foi realizada corticoterapia para a maturidade pulmonar fetal. A amniocentese revelou maturidade fetal e a presen&#231;a de mec&#244;nio. A paciente foi submetida a uma cesariana com laqueadura tub&#225;ria e deu &#224; luz a um rec&#233;m - nascido do sexo feminino com 2,250 g e &#237;ndice de Apagar 7/9/10.</p>
    <p>Seis dias ap&#243;s a cesariana a paciente apresentou dispn&#233;ia, e suspeitou-se de embolia pulmonar, sendo institu&#237;da terapia anticoagulante. Houve melhora do quadro cl&#237;nico e ela recebeu alta 17 dias ap&#243;s a cesariana. Na consulta de reavalia&#231;&#227;o realizada 40 dias ap&#243;s parto, a paciente referia dispn&#233;ia aos esfor&#231;os moderados. Atualmente, est&#225; em uso de oxigenoterapia e aguardando transplante cardiopulmonar.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As altera&#231;&#245;es hemodin&#226;micas que ocorrem durante a gesta&#231;&#227;o contribuem para aumento da mortalidade materna em portadoras de s&#237;ndrome de Eisenmenger. O aumento progressivo do volume plasm&#225;tico, que atinge cerca de 50% acima dos valores iniciais no in&#237;cio do terceiro trimestre, compromete ainda mais o ventr&#237;culo direito e pode desencadear insufici&#234;ncia card&#237;aca direita. A doen&#231;a vascular pulmonar preexistente restringe esse maior fluxo de sangue para os pulm&#245;es e sobrecarrega o ventr&#237;culo direito. A vasodilata&#231;&#227;o sist&#234;mica &#233; uma adapta&#231;&#227;o fisiol&#243;gica da gesta&#231;&#227;o e est&#225; associada com aumento do d&#233;bito card&#237;aco e fluxo de sangue renal. &#192; medida que a resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica diminui, as pacientes com s&#237;ndrome de Eisenmenger apresentam aumento do fluxo da direita para a esquerda, exacerbando a hip&#243;xia preexistente, que, por sua vez, pode piorar a vasoconstri&#231;&#227;o pulmonar. Durante o trabalho de parto e o parto, pode ocorrer um grave comprometimento hemodin&#226;mico. Acidose e hipercapnia podem aumentar ainda mais a resist&#234;ncia vascular pulmonar. Qualquer hipovolemia causada por hemorragia ou hipotens&#227;o pode resultar em morte s&#250;bita. Al&#233;m disso, a paciente pode morrer por tromboembolia pulmonar ou infarto pulmonar <italic>in situ</italic><sup>1</sup>.</p>
    <p>O grau de hipoxemia materna &#233; o maior preditor de progn&#243;stico fetal. N&#237;veis de satura&#231;&#227;o de oxig&#234;nio arterial menor ou igual a 85% anterior &#224; gesta&#231;&#227;o est&#227;o associados com apenas 12% de nascimentos vivos, enquanto n&#237;veis de satura&#231;&#227;o de 90% ou mais est&#227;o associados a 92% de nascimentos vivos<sup>2</sup>. Isso explica a elevada incid&#234;ncia de abortos espont&#226;neos, de parto prematuro e baixo peso ao nascimento, uma vez que a hipoxemia materna prejudica o crescimento fetal<sup>1-3</sup>.</p>
    <p>A taxa de mortalidade materna em portadoras de s&#237;ndrome de Eisenmenger &#233; alta (em torno de 30 a 50%<sup>1,4</sup>). Gleicher e cols.<sup>1</sup> relataram taxa de mortalidade de 34% para parto vaginal e de 75% para cesariana.</p>
    <p>Tendo em vista a alta taxa de mortalidade associada com a continua&#231;&#227;o da gesta&#231;&#227;o, o tratamento de op&#231;&#227;o para mulheres com s&#237;ndrome de Eisenmenger &#233; a indu&#231;&#227;o do aborto. Se a gravidez n&#227;o for interrompida, recomenda-se a hospitaliza&#231;&#227;o no segundo trimestre de gesta&#231;&#227;o<sup>5</sup>.</p>
    <p>A administra&#231;&#227;o cont&#237;nua de oxig&#234;nio, a anticoagula&#231;&#227;o e o uso de vasodilatador pulmonar &#233; objeto de controv&#233;rsia. Embora n&#227;o existam estudos cl&#237;nicos controlados, um estudo brasileiro realizado com 13 gestantes<sup>6</sup> relatou redu&#231;&#227;o na taxa de mortalidade materna (23%) com um esquema terap&#234;utico composto por oxig&#234;nio, heparina e warfar&#237;nico 48 horas ap&#243;s o parto. Sessenta por cento dos beb&#234;s nasceram vivos, embora alta incid&#234;ncia de prematuros.</p>
    <p>O tipo de anestesia para essas pacientes tamb&#233;m &#233; controverso. Teoricamente, a anestesia por condu&#231;&#227;o, com o risco associado de hipotens&#227;o, deve ser evitada. A infus&#227;o de morfina peridural ou intratecal, t&#233;cnica que n&#227;o exerce efeito sobre a press&#227;o arterial sist&#234;mica, talvez seja a melhor abordagem ao tratamento anest&#233;sico dessas pacientes, por n&#227;o exercer efeito sobre a press&#227;o arterial.</p>
    <p>N&#227;o existe consenso sobre o tipo de parto mais adequado para essa entidade cl&#237;nica<sup>7</sup>. Ap&#243;s o parto, a terapia de anticoagula&#231;&#227;o pode ser reiniciada, caso n&#227;o haja hemorragia, seguida pela administra&#231;&#227;o de warfar&#237;nicos. O monitoramento hospitalar deve ser mantido durante pelo menos duas semanas ap&#243;s o parto.</p>
    <p>A taxa de mortalidade de gestantes portadoras de s&#237;ndrome de Eisenmenger que engravidaram ainda &#233; elevada. Todas as pacientes devem ser aconselhadas a usar m&#233;todos contraceptivos. Caso ocorra a gravidez, a paciente dever&#225; ser aconselhada a interromper a gesta&#231;&#227;o. Se a gravidez for mantida, as estrat&#233;gias de tratamento mencionadas acima poder&#227;o ser &#250;teis, com hospitaliza&#231;&#227;o prolongada antes e depois do parto.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Vera Therezinha Medeiros Borges </p>
        <p> Rua da Harmonia, 298 - Recanto Azul </p>
        <p> 18603-110, Botucatu, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="vborges@fmb.unesp.br">vborges@fmb.unesp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 11/04/07; revisado recebido em 04/06/07; aceito em 23/07/07.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Eisenmenger's syndrome and pregnancy</article-title>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Successful management of a pregnancy at high risk because of Eisenmenger reaction</article-title>
          <source>Cardiol Young</source>
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            <year>1999</year>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Pulmonary vascular disease and pregnancy: current controversies, management strategies, and perspectives</article-title>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Maternal and fetal outcome in pregnant women with Eisenmenger's syndrome</article-title>
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            <year>1995</year>
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          <article-title>Congenital heart disease in pregnancy</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Case Report</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Eisenmenger syndrome in pregnancy</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Eisenmenger's syndrome consists of pulmonary hypertension with a reversed or bidirectional shunt at the atrioventricular, or aortopulmonary level. Eisenmerger's syndrome in pregnancy is usually associated with high mortality rates (nearly 30-50%). Unfortunately, pulmonary hypertension is aggravated during pregnancy and often leads to an unfavorable outcome. Here, we report a successful pregnancy in a woman with Eisenmenger syndrome.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Hypertension, pulmonary</kwd>
        <kwd>pregnancy</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Eisenmenger syndrome in pregnancy</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Vera Therezinha Medeiros Borges; Claudia Garcia Magalh&#227;es; Anice Maria V. C. Martins; Beatriz B. Matsubara</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de Botucatu, Botucatu, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Eisenmenger's syndrome consists of pulmonary hypertension with a reversed or bidirectional shunt at the atrioventricular, or aortopulmonary level. Eisenmerger's syndrome in pregnancy is usually associated with high mortality rates (nearly 30-50%). Unfortunately, pulmonary hypertension is aggravated during pregnancy and often leads to an unfavorable outcome. Here, we report a successful pregnancy in a woman with Eisenmenger syndrome.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Hypertension, pulmonary; pregnancy.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Eisenmenger's syndrome consists of pulmonary hypertension with a reversed or bidirectional shunt at the atrioventricular, or aortopulmonary level. Eisenmerger's syndrome in pregnancy is usually associated with high mortality rates (30-50%). Unfortunately, pulmonary hypertension is aggravated during pregnancy and often leads to an unfavorable outcome. Here, we report a successful pregnancy in a woman with Eisenmenger syndrome.</p>
      <p>
        <bold>Case Report</bold>
      </p>
      <p>A 26 year-old woman with Eisenmenger syndrome and moderate persistent asthma presented at 8 weeks amenorrhea with sporadic history of dyspnea and cyanosis of the extremities. She was a gravida 3 with past history of one stillborn due to extreme prematurity and one pregnancy with intrauterine growth restriction. Home oxygen therapy associated with formoterol and budesonide were in use.</p>
      <p>On physical examination, her heart rate was 80 bpm and blood pressure was 110x70 mm Hg. There was peripheral cyanosis, polycythemia (hematocrit of 71 %), digital clubbing, hypophonesis of the second heart sound in pulmonary focus and systolic blow +/+6 in the left sternal border. The two-dimensional echocardiography (2D echo) and Doppler report showed a 15 mm interventricular septal defect with bidirectional flow and pulmonary hypertension (pulmonary artery pressure of 115 mmHg) and slight increase of the right chambers. Medical approach included limited physical activity, continuous oxygen therapy, and aspirin (100mg/d). Due to polycythemia, two phlebotomies were performed, the first at 8 weeks and the last at the 25<sup>th</sup> week. Fetal growth was evaluated by means of serial ultrasound. The pregnancy progressed uneventfully until the 26<sup>th</sup> week, when the patient complained about worsened dyspnea associated with edema of the lower limbs and weight gain; a diuretic was then introduced. After one week the patient was hospitalized to be followed until delivery. Subcutaneous heparin was introduced at the 29<sup>th</sup> week. At the 32<sup>nd</sup> week, the patient had a bronchial infection and was treated with cephalothin, which improved her condition. At the 33<sup>rd</sup> week, corticotherapy was administered for pulmonary maturity. An amniocentesis revealed a mature fetus and the presence of meconium. A cesarean section was performed with tubal ligation, and a girl was born weighing 2.250g, with Apgar of 7/9/10.</p>
      <p>Six days after the cesarean, the patient had sudden dyspnea with a non-confirmed hypothesis of pulmonary embolism. Nevertheless, anticlotting procedures were started. The patient's condition improved and she was discharged 17 days after the cesarean. She returned 40 days after the surgery for reevaluation, with exclusive breastfeeding, when she reported dyspnea at moderate efforts; only oxygen therapy was in use. Currently she has been followed up by cardiologists while waiting for heart-lung transplantation.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Several of the hemodynamic changes that occur during a normal pregnancy contribute to the high maternal mortality in patients with Eisenmenger syndrome. The progressive increase in plasma volume, which peaks at about 50% above baseline early in the third trimester, adds to the burden of a compromised right ventricle and may precipitate right heart failure. The preexisting pulmonary vascular disease restricts this increased flow of blood to the lungs and increases right ventricular work. Systemic vasodilatation is a physiological adaptation of normal pregnancy and it is associated with an increase in cardiac output and renal blood flow. As peripheral vascular resistance falls, the patient with Eisenmenger syndrome may augment the right-to-left shunting that exacerbates the preexisting hypoxia, which, in turn, may cause more pulmonary vasoconstriction. At the time of labor and delivery, severe hemodynamic compromise may occur. Acidosis and hypercarbia may further increase pulmonary vascular resistance. Any hypovolemia resulting from blood loss or hypotension from a vasovagal response to pain may result in sudden death. In addition, death may also occur from pulmonary thromboembolism or in situ pulmonary infarction<sup>1</sup>.</p>
      <p>The degree of maternal hypoxemia is the most important predictor of fetal outcome; prepregnant levels of arterial oxygen saturation of 85% or less are associated with rates of live births as low as 12%, while saturation of 90% or more results in 92% of live births<sup>2</sup>. This is explained by a high incidence of spontaneous abortions, a 30-50% risk of premature delivery and low birth weights as maternal hypoxemia disturbs fetal growth<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>Maternal mortality in the presence of Eisenmenger&#180;s syndrome is reported as 30 to 50%<sup>1,4</sup>. Gleicher et al<sup>1</sup> reported a 34% mortality associated with vaginal delivery and a 75% mortality associated with cesarean section.</p>
      <p>Because of the high mortality associated with continuing pregnancy, abortion is the treatment of choice for women with Eisenmenger's syndrome. For the patient with a continuing gestation, hospitalization in the second trimester is highly recommended<sup>5</sup>.</p>
      <p>Continuous administration of oxygen, anticoagulation and pulmonary vasodilator is controversial. Although there aren't any controlled trials, a Brazilian series of 13 pregnancies<sup>6</sup> reported improved maternal mortality (23%) with a regimen of oxygen, heparin before delivery, and warfarin after 48 hours. Sixty per cent of infants were live births, mostly premature.</p>
      <p>Anesthesia for patients with pulmonary hypertension is controversial. Theoretically, conduction anesthesia, with its accompanying risk of hypotension, should be avoided. The use of epidural or intrathecal morphine sulphate, a technique devoid of effect on systemic blood pressure, may be the best approach to anesthetic management of these difficult patients.</p>
      <p>There is no evidence to support the choice of either vaginal or cesarean delivery for cardiac reasons: vaginal delivery is associated with a lower average blood loss but also increased maternal effort<sup>7</sup>. After delivery, anticoagulation can be restarted once there is no evidence of bleeding and then coumadin can be given. In-hospital monitoring should be continued for at least 2 weeks after delivery.</p>
      <p>The mortality of patients with Eisenmenger's syndrome who become pregnant remains prohibitively high. Appropriate advice regarding contraception should be given to all patients. If a patient becomes pregnant, therapeutic termination should be offered. If pregnancy continues against medical advice, treatment strategies as outlined above may be helpful, with prolonged hospital care both pre and post partum.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
