<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">6gSWsZLgfrsVnB5mTPF6BjN</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00009</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2008000300009</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(08)09000309</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2008000300009</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Caracter&#237;sticas cl&#237;nicas, eletrocardiogr&#225;ficas e ecocardiogr&#225;ficas na amiloidose card&#237;aca significativa detectada apenas &#224; necr&#243;psia: compara&#231;&#227;o com casos diagnosticados em vida</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Gutierrez</surname>
            <given-names>Paulo Sampaio</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Fernandes</surname>
            <given-names>F&#225;bio</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff02"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Mady</surname>
            <given-names>Charles</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff02"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Higuchi</surname>
            <given-names>Maria de Lourdes</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <institution content-type="orgname">Laborat&#243;rio de Anatomia Patol&#243;gica</institution>
      </aff>
      <aff id="aff02">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Hospital das Cl&#237;nicas </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Instituto do Cora&#231;&#227;o</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
      <volume>90</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>211</fpage>
      <lpage>216</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>11</day>
          <month>10</month>
          <year>2007</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>01</day>
          <month>06</month>
          <year>2007</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>28</day>
          <month>06</month>
          <year>2007</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Ainda hoje os casos de amiloidose card&#237;aca, em sua maioria, n&#227;o s&#227;o diagnosticados. OBJETIVO: Revelar fatores relacionados &#224; dificuldade no diagn&#243;stico de amiloidose. M&#201;TODOS: Compara&#231;&#227;o entre os dados cl&#237;nicos, eletrocardiogr&#225;ficos e ecocardiogr&#225;ficos de 17 pacientes nos quais a amiloidose foi detectada apenas &#224; necr&#243;psia (grupo I) e os de outros 9, nos quais a doen&#231;a foi percebida em vida (grupo II). As vari&#225;veis quantitativas foram avaliadas pelo teste t e as qualitativas, pelo teste exato de Fisher, com n&#237;vel de signific&#226;ncia de p &lt; 0,05. RESULTADOS: Houve diferen&#231;as quanto a idade (grupo I: 75,29 + 11,61 anos; grupo II: 58,67 + 11,07 anos), associa&#231;&#227;o com outra doen&#231;a card&#237;aca (grupo I: 52,94%; grupo II: 0%), baixa voltagem &#224; eletrocardiografia (grupo I: 17,65%; grupo II: 66,67%) e disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica &#224; ecocardiografia (grupo I: 7,69%; grupo II: 62,50%). Algum grau de espessamento da parede ventricular esquerda ("hipertrofia") foi encontrado em 75% dos casos de diagn&#243;stico post-mortem e em 100% dos casos in vivo, por&#233;m a espessura da parede foi menor no grupo I (parede livre: 1,20 + 0,28 cm no grupo I vs. 1,53 + 0,18 cm no grupo II). Disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica estava presente em 57,89% dos casos, sem diferen&#231;a significativa entre os grupos. CONCLUS&#195;O: A amiloidose &#233; diagnosticada quando os padr&#245;es cl&#237;nico, eletrocardiogr&#225;fico e ecocardiogr&#225;fico s&#227;o "t&#237;picos", mas na maioria dos casos o quadro n&#227;o &#233; assim, especialmente em idosos, em decorr&#234;ncia de associa&#231;&#227;o com outras doen&#231;as, de falta de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica &#224; ecocardiografia e de hipertrofia de grau leve.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Amiloidose</kwd>
        <kwd>mioc&#225;rdio</kwd>
        <kwd>eletrocardiografia</kwd>
        <kwd>ecocardiografia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>26</day>
        <month>03</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas cl&#237;nicas, eletrocardiogr&#225;ficas e ecocardiogr&#225;ficas na amiloidose card&#237;aca significativa detectada apenas &#224; necr&#243;psia: compara&#231;&#227;o com casos diagnosticados em vida</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Paulo Sampaio Gutierrez<sup>I</sup>; F&#225;bio Fernandes<sup>II</sup>; Charles Mady<sup>II</sup>; Maria de Lourdes Higuchi<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Laborat&#243;rio de Anatomia Patol&#243;gica</p>
    <p><sup>II</sup>Unidade Cl&#237;nica de Miocardiopatias da Divis&#227;o de Cl&#237;nica &#150; Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) &#150; Hospital das Cl&#237;nicas da FMUSP &#150; S&#227;o Paulo, SP &#150; Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Ainda hoje os casos de amiloidose card&#237;aca, em sua maioria, n&#227;o s&#227;o diagnosticados. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Revelar fatores relacionados &#224; dificuldade no diagn&#243;stico de amiloidose. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Compara&#231;&#227;o entre os dados cl&#237;nicos, eletrocardiogr&#225;ficos e ecocardiogr&#225;ficos de 17 pacientes nos quais a amiloidose foi detectada apenas &#224; necr&#243;psia (grupo I) e os de outros 9, nos quais a doen&#231;a foi percebida em vida (grupo II). As vari&#225;veis quantitativas foram avaliadas pelo teste t e as qualitativas, pelo teste exato de Fisher, com n&#237;vel de signific&#226;ncia de p &lt; 0,05. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Houve diferen&#231;as quanto a idade (grupo I: 75,29 + 11,61 anos; grupo II: 58,67 + 11,07 anos), associa&#231;&#227;o com outra doen&#231;a card&#237;aca (grupo I: 52,94%; grupo II: 0%), baixa voltagem &#224; eletrocardiografia (grupo I: 17,65%; grupo II: 66,67%) e disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica &#224; ecocardiografia (grupo I: 7,69%; grupo II: 62,50%). Algum grau de espessamento da parede ventricular esquerda ("hipertrofia") foi encontrado em 75% dos casos de diagn&#243;stico post-mortem e em 100% dos casos in vivo, por&#233;m a espessura da parede foi menor no grupo I (parede livre: 1,20 + 0,28 cm no grupo I vs. 1,53 + 0,18 cm no grupo II). Disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica estava presente em 57,89% dos casos, sem diferen&#231;a significativa entre os grupos. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> A amiloidose &#233; diagnosticada quando os padr&#245;es cl&#237;nico, eletrocardiogr&#225;fico e ecocardiogr&#225;fico s&#227;o "t&#237;picos", mas na maioria dos casos o quadro n&#227;o &#233; assim, especialmente em idosos, em decorr&#234;ncia de associa&#231;&#227;o com outras doen&#231;as, de falta de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica &#224; ecocardiografia e de hipertrofia de grau leve.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Amiloidose / diagn&#243;stico, mioc&#225;rdio / patologia, eletrocardiografia, ecocardiografia.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A amiloidose card&#237;aca &#233; uma doen&#231;a bem reconhecida, caracterizada pela deposi&#231;&#227;o extracelular de prote&#237;nas betafibrilares insol&#250;veis. O envolvimento card&#237;aco pode ocorrer em diferentes formas da doen&#231;a, como na amiloidose senil ou na associada a prote&#237;na de cadeia leve de anticorpos<sup>1</sup>. O mioc&#225;rdio torna-se firme e n&#227;o-complacente<sup>2</sup>. O dep&#243;sito amil&#243;ide pode ser restrito ao septo atrial, como &#233; relativamente comum em idosos, ou mais difuso, comprometendo os ventr&#237;culos. Nesta &#250;ltima situa&#231;&#227;o, pode ocasionar insufici&#234;ncia card&#237;aca, com progn&#243;stico reservado e n&#227;o bem caracterizado pelos marcadores cl&#225;ssicos<sup>1,3</sup>. A amiloidose card&#237;aca &#233; habitualmente evidenciada quando, em pacientes com esse diagn&#243;stico sindr&#244;mico, a &#225;rea card&#237;aca &#233; relativamente pequena e h&#225; altera&#231;&#245;es, tais como baixa voltagem &#224; eletrocardiografia e padr&#227;o restritivo-infiltrativo &#224; ecocardiografia, especialmente se houver amiloidose sist&#234;mica conhecida ou se outras doen&#231;as do cora&#231;&#227;o tiverem sido descartadas.</p>
    <p>A despeito de avan&#231;os em m&#233;todos complementares, o diagn&#243;stico da amiloidose card&#237;aca &#233; ainda bastante problem&#225;tico. Em nosso hospital, observa-se que, exceto se a deposi&#231;&#227;o estiver ligada a doen&#231;a subjacente conhecida ou tiver car&#225;ter familiar, muitos casos s&#227;o ainda detectados apenas &#224; necr&#243;psia. Essa dificuldade tamb&#233;m &#233; mencionada por outros autores<sup>4-6</sup>. O problema pode ainda ser percebido pelo fato de, em uma grande s&#233;rie de bi&#243;psias endomioc&#225;rdicas feitas para estabelecer causas de miocardiopatia, ter sido encontrada amiloidose card&#237;aca em 18% dos casos, sem identifica&#231;&#227;o pr&#233;via da doen&#231;a<sup>7</sup>.</p>
    <p>O objetivo deste estudo foi comparar os achados cl&#237;nicos, eletrocardiogr&#225;ficos e ecocardiogr&#225;ficos em pacientes com amiloidose diagnosticada &#224; necr&#243;psia com outros nos quais o diagn&#243;stico foi obtido em vida.</p>
    <p>
      <bold>Material e m&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Nos arquivos de necr&#243;psias do Laborat&#243;rio de Anatomia Patol&#243;gica do Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo (InCor), foram selecionados casos de 1977 a 2004 nos quais a amiloidose foi considerada a causa principal da morte ou, na presen&#231;a de outra doen&#231;a card&#237;aca, contribuinte significativo para ela. N&#227;o foram inclu&#237;dos os casos nos quais o patologista julgou ser o dep&#243;sito amil&#243;ide um achado incidental, como, por exemplo, no septo atrial de idosos ou mesmo nos ventr&#237;culos, se restrito a poucos focos esparsos. A porcentagem de &#225;rea do mioc&#225;rdio ocupada por amil&#243;ide nos casos de associa&#231;&#227;o com outras doen&#231;as foi similar &#224;quela presente nos casos de amiloidose isolada.</p>
    <p>Nenhum dos pacientes tinha doen&#231;a subjacente &#224; amiloidose, tais como as que levam &#224; deposi&#231;&#227;o de cadeias leves de anticorpos.</p>
    <p>Os prontu&#225;rios cl&#237;nicos e os laudos de necr&#243;psia foram revistos. As seguintes informa&#231;&#245;es foram anotadas: idade; g&#234;nero; press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica e freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca na entrada; presen&#231;a de qualquer doen&#231;a card&#237;aca associada; presen&#231;a de insufici&#234;ncia card&#237;aca ou choque; s&#237;ncope; e intoxica&#231;&#227;o digit&#225;lica. Com rela&#231;&#227;o &#224; eletrocardiografia, os dados a seguir foram selecionados como possivelmente relacionados a dep&#243;sito amil&#243;ide: &#225;rea inativa, dist&#250;rbios de condu&#231;&#227;o, batimentos ventriculares prematuros ou fibrila&#231;&#227;o atrial, baixa voltagem, e altera&#231;&#245;es da repolariza&#231;&#227;o ventricular.</p>
    <p>Na maior parte dos casos, estavam dispon&#237;veis ecocardiograma bidimensional modo M e registros de Doppler coloridos feitos de acordo com as recomenda&#231;&#245;es da Sociedade Americana de Ecocardiografia<sup>8,9</sup>. As medidas das espessuras do septo e da parede posterior do ventr&#237;culo esquerdo na di&#225;stole, dimens&#227;o diast&#243;lica final do ventr&#237;culo esquerdo (DdVE) e tamanho do &#225;trio esquerdo foram anotadas. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o foi calculada pelo m&#233;todo de Teichholz e cols.<sup>10</sup>, e os casos com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o &lt; 55% foram considerados como portadores de disfun&#231;&#227;o. A velocidade de fluxo transmitral foi usada para analisar a disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica. Amostra de volume era colocada no topo dos folhetos da valva mitral no corte quatro c&#226;maras. Foram medidas a velocidade m&#225;xima diast&#243;lica precoce (onda E), a velocidade m&#225;xima diast&#243;lica tardia (onda A), a raz&#227;o E/A e o tempo de desacelera&#231;&#227;o do enchimento inicial. Disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica foi considerada presente se o paciente tivesse qualquer dos seguintes padr&#245;es: relaxamento anormal, padr&#227;o de fluxo pseudonormal ou padr&#227;o restritivo (onda E bem maior que a A).</p>
    <p>Foram considerados os seguintes padr&#245;es ecocardiogr&#225;ficos: diagn&#243;stico gen&#233;rico de disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica ou diast&#243;lica; espessamento da parede ventricular esquerda (em linguagem cotidiana chamada "hipertrofia", mas que, em verdade, na amiloidose n&#227;o corresponde a real hipertrofia dos miocardi&#243;citos e sim a espessamento decorrente do dep&#243;sito extracelular), somando os casos em que tal medida estava acima de 12 mm &#224;queles em que havia avalia&#231;&#227;o subjetiva escrita nos relat&#243;rios; padr&#227;o granular de aspecto brilhante da parede; espessamento do septo atrial; espessamento valvar; e insufici&#234;ncia valvar.</p>
    <p>Para compara&#231;&#227;o dos resultados, foram avaliados os mesmo padr&#245;es cl&#237;nicos, eletrocardiogr&#225;ficos e ecocardiogr&#225;ficos em pacientes com diagn&#243;stico de amiloidose card&#237;aca estabelecido em vida, procurados por meio da Unidade de Informa&#231;&#245;es M&#233;dico-Hospitalares do InCor. Entre eles, foram inclu&#237;dos apenas os casos com confirma&#231;&#227;o morfol&#243;gica da infiltra&#231;&#227;o amil&#243;ide.</p>
    <p>A compara&#231;&#227;o entre os dois grupos foi feita, quanto &#224;s vari&#225;veis cont&#237;nuas, pelo teste <italic>t</italic> de Student e, quanto &#224;s qualitativas, pelo teste do exato de Fisher; sendo consideradas significativas as diferen&#231;as com p<underline>&lt;</underline>0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Entre 8.917 necr&#243;psias, foram identificados 22 casos de amiloidose (0,41%). Em um deles, o diagn&#243;stico havia sido feito antes da morte. Essa doen&#231;a foi encontrada em prontu&#225;rios cl&#237;nicos de outros 15 pacientes (que, portanto, tiveram diagn&#243;stico em vida e foram usados como controles), dos quais em 8 havia confirma&#231;&#227;o por bi&#243;psia endomioc&#225;rdica e em 1, por necr&#243;psia. Quatro casos e um controle foram exclu&#237;dos porque seus prontu&#225;rios completos n&#227;o foram encontrados. Dessa forma, foram inclu&#237;dos 17 pacientes com diagn&#243;stico estabelecido na necr&#243;psia (grupo I) e 9 casos com diagn&#243;stico estabelecido em vida (grupo II).</p>
    <p>Os dados cl&#237;nicos concernentes aos pacientes est&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>. A diferen&#231;a na distribui&#231;&#227;o dos g&#234;neros n&#227;o foi significativa, com 11 pacientes (64,71%) do grupo I e 4 (44,44%) do grupo II do sexo feminino (p = 0,42). Como esperado, insufici&#234;ncia card&#237;aca foi encontrada na maioria dos pacientes, e a diferen&#231;a entre os grupos n&#227;o foi significativa. O mesmo ocorreu quanto &#224;s press&#245;es arteriais sist&#243;lica e diast&#243;lica, &#224; freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca e &#224; intoxica&#231;&#227;o digit&#225;lica. Do total de 26 pacientes, 9 (34,62%) tinham outra doen&#231;a card&#237;aca associada (todos do grupo I), sendo a diferen&#231;a significativa (p = 0,01). As doen&#231;as associadas foram: 5 casos, doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o isoladamente; 2 casos, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica isoladamente; 1 caso, ambas as anteriores; e 1 caso, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica e valvopatia mitral reum&#225;tica associadas.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-90-03-0211-00009-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A m&#233;dia de idade e a mediana no grupo I foram de 75,29 e 74 anos, e no grupo II esses valores foram de 58,67 e 60, respectivamente (teste <italic>t</italic>, p &lt; 0,01). Vale notar que mesmo se forem exclu&#237;dos os casos com outra doen&#231;a card&#237;aca associada, a diferen&#231;a na idade permanece significativa (grupo I, 71,00; grupo II, 58,67; p = 0,04).</p>
    <p>Como mostrado na <xref ref-type="table" rid="t2">tabela 2</xref>, baixa voltagem &#224; eletrocardiografia foi encontrada em 66,67% dos casos do grupo II e em apenas 17,65% no grupo I (p = 0,03). Os demais aspectos eletrocardiogr&#225;ficos (&#225;reas inativas, dist&#250;rbios de condu&#231;&#227;o, altera&#231;&#245;es da repolariza&#231;&#227;o ventricular e fibrila&#231;&#227;o atrial) n&#227;o tiveram diferen&#231;a entre os grupos.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-90-03-0211-00009-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t3">tabela 3</xref> apresenta os achados ecocardiogr&#225;ficos mais importantes. Embora n&#227;o tenha sido encontrada diferen&#231;a quanto &#224; presen&#231;a ou n&#227;o de espessamento (hipertrofia) do ventr&#237;culo esquerdo (75% dos casos e 100% dos controles; p = 0,23), as espessuras da parede posterior do ventr&#237;culo esquerdo e do septo ventricular foram significativamente menores no grupo I em compara&#231;&#227;o com o grupo II (1,20 x 1,53 cm, p &lt; 0,01, e 1,26 x 1,51 cm, p = 0,04, respectivamente). As diferen&#231;as com rela&#231;&#227;o a disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica (66,67% dos casos no grupo I vs. 37,5% no grupo II; p = 0,38) e fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o (0,49 &#177; 0,13 no grupo I vs. 0,52 &#177; 0,09; p = 0,65) n&#227;o foram significativas. Por outro lado, a maior parte dos pacientes do grupo II (62,5%) tinha disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica, encontrada em apenas 7,69% no grupo I (p = 0,02). N&#227;o foram detectadas diferen&#231;as significativas em rela&#231;&#227;o a padr&#227;o granular e espessamento do septo atrial (ambos ausentes no grupo I e presentes em 12,5% e 25% dos casos do grupo II, respectivamente; p = 1,00 e 0,47), assim como quanto a insufici&#234;ncia e espessamento valvares, encontrados em 75,00% e 25,00%, respectivamente, dos casos no grupo I e em 71,43% e 28,57% dos casos no grupo II (ambos p &gt; 0,05, dados n&#227;o apresentados em qualquer tabela).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-90-03-0211-00009-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref> exemplifica um caso de associa&#231;&#227;o entre amiloidose e outra doen&#231;a card&#237;aca em paciente idoso. Gr&#225;fico sumarizando todas as diferen&#231;as entre pacientes com e sem diagn&#243;stico durante a vida &#233; apresentado na <xref ref-type="fig" rid="gra1">gr&#225;fico 1</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-90-03-0211-00009-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <fig id="gra1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-90-03-0211-00009-gf02.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Embora o reconhecimento de v&#225;rias doen&#231;as cardiovasculares tenha melhorado em nosso hospital nas &#250;ltimas d&#233;cadas, como resultado da experi&#234;ncia dos cardiologistas e da melhoria da qualidade de meios de diagn&#243;stico, a amiloidose card&#237;aca em grande parte das vezes s&#243; &#233; detectada &#224; necr&#243;psia. Como ser&#225; comentado a seguir, concep&#231;&#245;es a respeito de aspectos cl&#237;nicos e de exames complementares da doen&#231;a que na verdade se aplicam apenas a parte dos casos parecem ter papel nesse problema.</p>
    <p>A suspeita de amiloidose &#233; feita em geral quando se sabe que o paciente com insufici&#234;ncia card&#237;aca tem a forma sist&#234;mica da doen&#231;a de dep&#243;sito<sup>5</sup> ou quando outras doen&#231;as card&#237;acas s&#227;o descartadas. No entanto, em nosso conjunto de pacientes, entre os quais n&#227;o havia nenhum caso de amiloidose sist&#234;mica, 34,62% dos pacientes tinham outra doen&#231;a card&#237;aca em associa&#231;&#227;o. Em nenhum de tais casos o diagn&#243;stico de amiloidose p&#244;de ser obtido em vida. Dessa forma, na presen&#231;a de insufici&#234;ncia card&#237;aca em grau n&#227;o esperado para a doen&#231;a de que o paciente seja portador, deve-se suspeitar de associa&#231;&#227;o com amiloidose. A doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o foi a mais comum associa&#231;&#227;o em nossos casos. Vale real&#231;ar que o dep&#243;sito amil&#243;ide pode contribuir para a obstru&#231;&#227;o das art&#233;rias coron&#225;rias<sup>6</sup>, o que de fato aconteceu em alguns dos pacientes deste estudo.</p>
    <p>A associa&#231;&#227;o com outra doen&#231;a do cora&#231;&#227;o pode ser raz&#227;o por que, a despeito do fato de a amiloidose aumentar com a idade<sup>11</sup>, em nosso trabalho os pacientes com diagn&#243;stico em vida eram significativamente mais jovens que os sem esse diagn&#243;stico. No entanto, mesmo excluindo casos com outra doen&#231;a, permanece a diferen&#231;a na idade. Isso possivelmente ocorre porque a amiloidose senil &#233; freq&#252;entemente restrita ao septo atrial, n&#227;o causando disfun&#231;&#227;o card&#237;aca; esse fato, por&#233;m, n&#227;o deve deixar esquecer de que a incid&#234;ncia total da doen&#231;a, inclusive dos casos sintom&#225;ticos, aumenta com a idade<sup>11</sup>.</p>
    <p>O envolvimento do sistema cardiovascular pela amiloidose &#233; polim&#243;rfico, j&#225; tendo sido descritos insufici&#234;ncia card&#237;aca em padr&#227;o restritivo, fibrila&#231;&#227;o atrial, retardos intraventriculares da condu&#231;&#227;o, taquicardia ventricular, s&#237;ncope, embolismo pulmonar e morte s&#250;bita em decorr&#234;ncia de fibrila&#231;&#227;o ventricular<sup>12</sup>. Definem-se como crit&#233;rios para a amiloidose card&#237;aca o espessamento da parede ventricular esquerda acima de 12 mm na aus&#234;ncia de hist&#243;ria de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica e ao menos uma das caracter&#237;sticas a seguir: dilata&#231;&#227;o atrial com ventr&#237;culos de tamanho pequeno, derrame peric&#225;rdico, e padr&#227;o restritivo da insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>12</sup>.</p>
    <p>Embora comum na amiloidose, n&#227;o foi encontrada intoxica&#231;&#227;o digit&#225;lica em nossos pacientes diagnosticados durante a vida. Apareceu em dois casos do grupo I (um com e um sem outra doen&#231;a do cora&#231;&#227;o), mas esse fato n&#227;o ajudou a perceber o dep&#243;sito. Com rela&#231;&#227;o &#224;s demais vari&#225;veis, a aus&#234;ncia de diferen&#231;as entre os grupos era esperada.</p>
    <p>A eletrocardiografia &#233; um m&#233;todo n&#227;o-invasivo, que pode ajudar no estabelecimento do diagn&#243;stico de amiloidose. Baixa voltagem ou pouca progress&#227;o das deriva&#231;&#245;es precordiais s&#227;o as caracter&#237;sticas sugestivas da doen&#231;a. Como apontado por Dubrey e cols.<sup>13</sup>, a suspeita de amiloidose card&#237;aca deve ser levantada se o eletrocardiograma demonstrar as caracter&#237;sticas t&#237;picas de baixa voltagem, quando adicionada ao achado de espessura aumentada da parede ventricular, uma vez que as outras causas de espessamento ventricular levam a alta voltagem. Por outro lado, Murtagh e cols.<sup>14</sup> encontraram baixa voltagem em apenas 46% dos pacientes. Neste estudo, tamb&#233;m foi demonstrado que consider&#225;vel n&#250;mero de pacientes (8/26 ou 8/17, se n&#227;o forem considerados aqueles com co-morbidades) n&#227;o apresentava esse achado eletrocardiogr&#225;fico, causando significativa diferen&#231;a entre os grupos. Assim, a baixa voltagem pode ser considerada boa pista para o diagn&#243;stico, embora sua aus&#234;ncia n&#227;o deva ser superestimada para descartar amiloidose. Outros dados eletrocardiogr&#225;ficos, como padr&#227;o de infarto, podem ser encontrados na presen&#231;a ou mesmo na aus&#234;ncia de doen&#231;a ateroscler&#243;tica coron&#225;ria obstrutiva, pela deposi&#231;&#227;o na microcircula&#231;&#227;o e nas pequenas art&#233;rias intramioc&#225;rdicas. Fibrila&#231;&#227;o atrial e dist&#250;rbios da condu&#231;&#227;o tamb&#233;m s&#227;o comuns<sup>12</sup>, mas nos pacientes deste estudo essas altera&#231;&#245;es estiveram presentes em ambos os grupos, sem diferen&#231;as entre eles.</p>
    <p>Sabe-se que a amiloidose aumenta a espessura da parede ventricular<sup>13</sup>, altera&#231;&#227;o que em linguagem corrente &#233; chamada de hipertrofia. Entretanto, &#233; preciso real&#231;ar que o espessamento &#233; com freq&#252;&#234;ncia menos exuberante que o esperado: m&#233;dia de 1,37 cm (septo) e de 1,33 cm (parede livre). Essa &#233; a raz&#227;o da dificuldade em se chegar ao diagn&#243;stico (p &lt; 0,05 para ambas as medidas).</p>
    <p>Outra id&#233;ia relativa &#224; amiloidose e que dificulta seu diagn&#243;stico &#233; que usualmente h&#225; disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica. Neste estudo, enquanto a disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica estava presente em 57,89% dos casos, a disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica foi encontrada em apenas 28,57% deles. Em parte, isso se deve &#224; associa&#231;&#227;o com outras doen&#231;as, mas mesmo considerando s&#243; os pacientes nos quais a amiloidose foi o achado principal, encontrou-se predomin&#226;ncia da disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica (6 pacientes em 11, 54,55%) sobre a disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica (6 casos em 12, 50%).</p>
    <p>Os outros sinais "t&#237;picos" de amiloidose (ecogenicidade granular brilhante e espessamento atrial) apareceram em propor&#231;&#227;o relativamente baixa, mesmo nos casos com diagn&#243;stico em vida.</p>
    <p>Rahman e cols.<sup>15</sup> propuseram uma combina&#231;&#227;o de crit&#233;rios n&#227;o-invasivos como instrumento diagn&#243;stico em pacientes com hip&#243;tese de amiloidose; no entanto, h&#225; muitos casos nos quais sequer se faz a suspeita da doen&#231;a. Uma an&#225;lise global de nossos dados indica que o que difere entre os dois grupos &#233; o qu&#227;o t&#237;pica &#233; a apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica. Apenas casos bem caracter&#237;sticos s&#227;o detectados em vida. Vale real&#231;ar que, neste estudo, os pacientes do grupo I tinham quadro cl&#237;nico particularmente grave, tendo sido atendidos em hospital de alta complexidade e morrido em decorr&#234;ncia da doen&#231;a. Mesmo assim, altera&#231;&#245;es exuberantes estavam ausentes; em est&#225;gios inicias, o reconhecimento deve ser ainda mais dif&#237;cil. Os fatores associados &#224; falha no diagn&#243;stico cl&#237;nico da amiloidose card&#237;aca foram: idade elevada, associa&#231;&#227;o com outra doen&#231;a card&#237;aca, disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica e n&#227;o-diast&#243;lica, e parede com espessamento leve em vez de acentuado. &#201; preciso que essa possibilidade diagn&#243;stica deixe de ser considerada apenas quando h&#225; doen&#231;a sist&#234;mica conhecida, passando a ser mais aventada entre as causas de insufici&#234;ncia card&#237;aca, mesmo em pacientes sem os padr&#245;es cl&#237;nicos, eletrocardiogr&#225;ficos e ecocardiogr&#225;ficos cl&#225;ssicos, incluindo os portadores de outra doen&#231;a card&#237;aca.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimento</bold>
    </p>
    <p>Paulo Sampaio Gutierrez recebe bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico (CNPq).</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Paulo Sampaio Gutierrez </p>
        <p> Laborat&#243;rio de Anatomia Patol&#243;gica </p>
        <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) </p>
        <p> Hospital das Cl&#237;nicas da FMUSP </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as Carvalho de Aguiar, 44 </p>
        <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="anppaulo@incor.usp.br">anppaulo@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 1/6/07; Revisado recebido em 28/6/07; Aceito em 11/10/07.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Ng B, Connors    LH, Davidoff R, Skinner M, Falk RH. Senile systemic amyloidosis presenting with    heart failure: a comparison with light chain-associated amyloidosis. Arch Intern    Med. 2005; 165: 1425-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Senile systemic amyloidosis presenting with heart failure: a comparison with light chain-associated amyloidosis</article-title>
          <source>Arch Intern Med</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>1425</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>165</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ng</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Connors</surname>
              <given-names>LH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Davidoff</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Skinner</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Falk</surname>
              <given-names>RH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Kushwaha SS,    Fallon JT, Fuster V. Restrictive cardiomyopathy. N Engl J Med. 1997; 336: 267-76.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Restrictive cardiomyopathy</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>1997</year>
          </date>
          <fpage>267</fpage>
          <lpage>76</lpage>
          <volume>336</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kushwaha</surname>
              <given-names>SS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fallon</surname>
              <given-names>JT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fuster</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Kristen AV,    Meyer FJ, Perz JB, Schonland SO, Hundemer M, Hegenbart U, et al. Risk stratification    in cardiac amyloidosis: novel approaches. Transplantation. 2005; 80 (Suppl):    S151-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Risk stratification in cardiac amyloidosis: novel approaches</article-title>
          <source>Transplantation</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>S151</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>Suppl</issue>
          <volume>80</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kristen</surname>
              <given-names>AV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Meyer</surname>
              <given-names>FJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Perz</surname>
              <given-names>JB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Schonland</surname>
              <given-names>SO</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hundemer</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hegenbart</surname>
              <given-names>U</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Kholova I, Niessen    HW. Amyloid in the cardiovascular system: a review. J Clin Pathol. 2005; 58:    125-33.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Amyloid in the cardiovascular system: a review</article-title>
          <source>J Clin Pathol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>125</fpage>
          <lpage>33</lpage>
          <volume>58</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kholova</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Niessen</surname>
              <given-names>HW</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Falk RH. Diagnosis    and management of cardiac amyloidoses. Circulation. 2005; 112: 2047-60.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Diagnosis and management of cardiac amyloidoses</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>2047</fpage>
          <lpage>60</lpage>
          <volume>112</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Falk</surname>
              <given-names>RH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Neben-Wittich    MA, Wittich CM, Mueller PS, Larson DR, Gertz MA, Edwards WD. Obstructive intramural    coronary amyloidosis and myocardial ischemia are common in primary amyloidosis.    Am J Med. 2005; 118: 1287. e1-1287.e7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Obstructive intramural coronary amyloidosis and myocardial ischemia are common in primary amyloidosis</article-title>
          <source>Am J Med</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>1287</fpage>
          <volume>118</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Neben-Wittich</surname>
              <given-names>MA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wittich</surname>
              <given-names>CM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mueller</surname>
              <given-names>PS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Larson</surname>
              <given-names>DR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gertz</surname>
              <given-names>MA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Edwards</surname>
              <given-names>WD</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Ardehali H,    Qasim A, Cappola T, Howard D, Hruban R, Hare JM, et al. Endomyocardial biopsy    plays a role in diagnosing patients with unexplained cardiomyopathy. Am Heart    J. 2004; 147: 919-23.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Endomyocardial biopsy plays a role in diagnosing patients with unexplained cardiomyopathy</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>919</fpage>
          <lpage>23</lpage>
          <volume>147</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ardehali</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Qasim</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cappola</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Howard</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hruban</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hare</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Sahn DJ, DeMaria    AN, Kisslo J, Weyman A. The Committee on M-mode Standardization of the American    Society of Echocardiography. Recommendations regarding quantitation in M-mode    echocardiography: results of a survey of echocardiographic measurements. Circulation.    1978; 58: 1072-83.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Recommendations regarding quantitation in M-mode echocardiography: results of a survey of echocardiographic measurements</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1978</year>
          </date>
          <fpage>1072</fpage>
          <lpage>83</lpage>
          <volume>58</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Sahn</surname>
              <given-names>DJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>DeMaria</surname>
              <given-names>AN</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kisslo</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Weyman</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Schiller NB,    Shan PM, Crawford M, De Maria A, Devereux R, Feigebaum H, et al. American Society    of Echocardiography Committee on Standards, subcommittee on quantification of    two-dimensional echocardiograms. Recommendations for quantification of the left    ventricle by two-dimensional echocardiography. J Am Echocardiogr. 1989; 2: 358-67.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Recommendations for quantification of the left ventricle by two-dimensional echocardiography</article-title>
          <source>J Am Echocardiogr</source>
          <date>
            <year>1989</year>
          </date>
          <fpage>358</fpage>
          <lpage>67</lpage>
          <volume>2</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Schiller</surname>
              <given-names>NB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Shan</surname>
              <given-names>PM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Crawford</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>De Maria</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Devereux</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Feigebaum</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Teichholz LE,    Cohen MV, Sonnenblick EH, Gorlin R. Study of left ventricular geometry and function    by B-scan ultrasonography in patients with and without asynergy. N Engl J Med.    1974; 291:1220-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Study of left ventricular geometry and function by B-scan ultrasonography in patients with and without asynergy</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>1974</year>
          </date>
          <fpage>1220</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <volume>291</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Teichholz</surname>
              <given-names>LE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cohen</surname>
              <given-names>MV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sonnenblick</surname>
              <given-names>EH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gorlin</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Cacoub P, Axler    O, De Zuttere D, Hausfater P, Amoura Z, Walter S, et al. Amyloidosis and cardiac    involvement. Ann Med Interne (Paris). 2000; 151 (8): 611-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Amyloidosis and cardiac involvement</article-title>
          <source>Ann Med Interne</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>611</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>8</issue>
          <volume>151</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cacoub</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Axler</surname>
              <given-names>O</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>De Zuttere</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hausfater</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Amoura</surname>
              <given-names>Z</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Walter</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Hassan W, Al-Sergani    H, Mourad W, Tabbaa R. Amyloid heart disease: new frontiers and insights in    pathophysiology, diagnosis, and management. Tex Heart Inst J. 2005; 32: 178-84.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Amyloid heart disease: new frontiers and insights in pathophysiology, diagnosis, and management</article-title>
          <source>Tex Heart Inst J</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>178</fpage>
          <lpage>84</lpage>
          <volume>32</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Hassan</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Al-Sergani</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mourad</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tabbaa</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Dubrey SW,    Cha K, Simms RW, Skinner M, Falk RH. Electrocardiography and Doppler echocardiography    in secondary (AA) amyloidosis). Am J Cardiol. 1996; 77: 313-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Electrocardiography and Doppler echocardiography in secondary (AA) amyloidosis)</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1996</year>
          </date>
          <fpage>313</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <volume>77</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Dubrey</surname>
              <given-names>SW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cha</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Simms</surname>
              <given-names>RW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Skinner</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Falk</surname>
              <given-names>RH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. Murtagh B,    Hammill SC, Gertz MA, Kyle RA, Tajik AJ, Grogan M. Electrocardiographic findings    in primary systemic amyloidosis and biopsy-proven cardiac involvement. Am J    Cardiol. 2005; 95: 535-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Electrocardiographic findings in primary systemic amyloidosis and biopsy-proven cardiac involvement</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>535</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <volume>95</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Murtagh</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hammill</surname>
              <given-names>SC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gertz</surname>
              <given-names>MA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kyle</surname>
              <given-names>RA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tajik</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Grogan</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15. Rahman JE,    Helou EF, Gelzer-Bell R, Thompson RE, Kuo C, Rodriguez ER, et al. Noninvasive    diagnosis of biopsy-proven cardiac amyloidosis. J Am Coll Cardiol. 2004; 43:    410-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Noninvasive diagnosis of biopsy-proven cardiac amyloidosis</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>410</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <volume>43</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rahman</surname>
              <given-names>JE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Helou</surname>
              <given-names>EF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gelzer-Bell</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Thompson</surname>
              <given-names>RE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kuo</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rodriguez</surname>
              <given-names>ER</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Clinical, electrocardiographic and echocardiographic findings in significant cardiac amyloidosis detected only at necropsy: comparison with cases diagnosed in life</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Currently, many cases of heart amyloidosis still fail to be diagnosed. OBJECTIVE: To disclose factors related to the difficulty in attaining the diagnosis of cardiac amyloidosis. METHODS: We compared the clinical, electrocardiographic and echocardiographic data of 17 patients in whom amyloidosis was diagnosed only at the necropsy (group I) with data from 9 patients in whom the disease was diagnosed in life (group II). The quantitative variables were compared by t-test and qualitative ones by Fisher's exact test. Significance was set at p&lt;0.05. RESULTS: The two groups showed differences regarding age (group I: 75.29 &#177; 11.61, group II: 58.67 &#177; 11.07 years), association with other cardiac disease (group I: 52.94%, group II: 0%), low voltage at the ECG (group I: 17.65%, group II: 66.67%), and diastolic dysfunction at the echocardiogram (group I: 7.69%, group II: 62.50%). Some degree of left ventricular thickening was found in 75% of necropsy cases and 100% of controls (p=0.23), but wall thickness was lower in group I (free left ventricular wall: 1.20 &#177; 0.28 cm versus 1.53 &#177; 0.18cm in group II, p=0.01). Systolic dysfunction was present in 57.89% of the cases, without significant difference between the groups. CONCLUSION: Amyloidosis is diagnosed when the clinical, ECG, and echocardiogram patterns are "typical", but most of the cases fail to be diagnosed, especially in elderly people, due to the association with other cardiac diseases, lack of diastolic dysfunction at the echocardiogram and only a slightly thickened ventricular wall.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Amyloidosis</kwd>
        <kwd>myocardium</kwd>
        <kwd>electrocardiography</kwd>
        <kwd>echocardiography</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Clinical, electrocardiographic and echocardiographic findings in significant cardiac amyloidosis detected only at necropsy: comparison with cases diagnosed in life</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Paulo Sampaio Gutierrez<sup>I</sup>; F&#225;bio Fernandes<sup>II</sup>; Charles Mady<sup>II</sup>; Maria de Lourdes Higuchi<sup>I</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Laboratory of Pathology</p>
      <p><sup>II</sup>Clinical Division, Heart Institute (InCor), University of S&#227;o Paulo School of Medicine, S&#227;o Paulo - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold>Currently, many cases of heart amyloidosis still fail to be diagnosed.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To disclose factors related to the difficulty in attaining the diagnosis of cardiac amyloidosis.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> We compared the clinical, electrocardiographic and echocardiographic data of 17 patients in whom amyloidosis was diagnosed only at the necropsy (group I) with data from 9 patients in whom the disease was diagnosed in life (group II). The quantitative variables were compared by t-test and qualitative ones by Fisher's exact test. Significance was set at p<underline>&lt;</underline>0.05.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The two groups showed differences regarding age (group I: 75.29 &#177; 11.61, group II: 58.67 &#177; 11.07 years), association with other cardiac disease (group I: 52.94%, group II: 0%), low voltage at the ECG (group I: 17.65%, group II: 66.67%), and diastolic dysfunction at the echocardiogram (group I: 7.69%, group II: 62.50%). Some degree of left ventricular thickening was found in 75% of necropsy cases and 100% of controls (p=0.23), but wall thickness was lower in group I (free left ventricular wall: 1.20 &#177; 0.28 cm versus 1.53 &#177; 0.18cm in group II, p=0.01). Systolic dysfunction was present in 57.89% of the cases, without significant difference between the groups.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>Amyloidosis is diagnosed when the clinical, ECG, and echocardiogram patterns are "typical", but most of the cases fail to be diagnosed, especially in elderly people, due to the association with other cardiac diseases, lack of diastolic dysfunction at the echocardiogram and only a slightly thickened ventricular wall. (Arq Bras Cardiol 2008; 90(3):191-196)</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Amyloidosis / diagnosis; myocardium / pathology; electrocardiography; echocardiography.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Amyloidosis is a well-recognized disease characterized by the extracellular deposition of different types of insoluble beta-fibrillar proteins. Cardiac involvement may occur in distinct forms of the disease, such as senile or light chain-associated amyloidosis<sup>1</sup>. The amyloid myocardium becomes firm and noncompliant<sup>2</sup>. The amyloid deposit may be restricted to the atrial septum, as relatively common in elderly people, or more diffuse, involving the ventricles. In the latter situation, it can cause heart failure with a poor prognosis, which is not well characterized by classic determinants<sup>1,3</sup>. Cardiac amyloidosis is usually demonstrated in patients with this syndromic diagnosis and a relatively small cardiac area, as well as alterations such as low voltage at the electrocardiogram and a restrictive-infiltrative pattern at the echocardiogram, especially if there is known systemic amyloidosis or other heart diseases have been ruled out.</p>
      <p>Despite advances in adjuvant methods, the diagnosis of cardiac amyloidosis is still poor. In our hospital it has been observed that, unless the deposition is linked to an underlying disease or has a familial pattern, many cases are still detected only at necropsy, a fact also mentioned by others<sup>4-6</sup>. This difficulty can also be recognized by the fact that in a large series of endomyocardial biopsies, which were performed to establish the causes of cardiomyopathies, cardiac amyloidosis was found in 18% of the cases, without previous clinical identification of the disease<sup>7</sup>.</p>
      <p>The objective of the present study was to compare clinical, electrocardiographic and echocardiographic findings in patients with amyloidosis diagnosed at necropsy with others, in whom the diagnosis was attained in life.</p>
      <p>
        <bold>Patients and methods</bold>
      </p>
      <p>We searched the files of the Laboratory of Pathological Anatomy of Instituto do Cora&#231;&#227;o (The Heart Institute- InCor), University of S&#227;o Paulo School of Medicine for cases seen from 1977 to 2004, in which amyloidosis of myocardium was considered the main cause of death or a significant contributor to it, in the presence of another main heart disease. The cases in which the deposit was an incidental finding, e.g., in the atrial septa of elderly patients, or even in the ventricles, if restricted to scarce patchy foci, were not included. The percent area of the myocardium occupied by amyloid in the cases with another associated cardiac disease was similar to that present in the cases with isolated amyloidosis.</p>
      <p>None of our patients had any underlying disease, such as those that cause antibody light chain deposition.</p>
      <p>The clinical files and necropsy results were reviewed. The following data were recorded: age; gender; systolic and diastolic arterial blood pressure and heart rate at entrance; presence of any associated heart disease; presence of heart failure or shock; syncope; <italic>digitalis</italic> intoxication. Concerning the electrocardiogram (ECG), the following findings were recorded as suggestive of amyloid deposition: inactive area, conduction disturbances, premature ventricular beats or atrial fibrillation, low voltage and alterations in the ventricular repolarization.</p>
      <p>In most cases, two-dimensional echocardiogram complemented by M-mode and color-Doppler recordings, obtained according to the recommendations of the American Society of Echocardiography<sup>8,9</sup>, were available. The measures of left ventricular (LV) septum and posterior wall thickness in diastole, LV internal end-diastolic dimension (LVDd), and left atrium size were registered. Ejection fraction (EF) was calculated by the Teichholz et al<sup>10</sup> method; cases with EF &lt;55% were considered as having systolic dysfunction. The transmitral flow velocity was used to analyze LV diastolic function. The sample volume was placed at the tip of the mitral valve leaflets in the four-chamber apical view. Peak early diastolic velocity (E-wave), peak late diastolic velocity (A-wave), E/A ratio and early filling deceleration time were measured. Diastolic dysfunction was considered if the patient had any of the following patterns: abnormal relaxation, pseudonormal flow pattern, or restrictive pattern (E-wave much greater than A-wave).</p>
      <p>The following echocardiographic patterns were considered: general diagnosis of systolic or diastolic dysfunction; left ventricular wall thickening (commonly calle<underline>&lt;</underline>hypertrophy", but which, in fact, does not correspond to real myocardiocyte hypertrophy, but rather to thickening due to the extracellular deposit in amyloidosis), considering the cases in which the measure was above 12mm or if a subjective evaluation had been written in the reports; granular sparkling pattern of the wall; thickening of atrial septum; valvular thickening; valvular incompetence.</p>
      <p>For comparison of results, we also searched the hospital records for the same data in the clinical files of the patients in whom the diagnosis of cardiac amyloidosis was established in life, through the clinical/echocardiographic pattern. The search was conducted at the Medical-Hospital Information Unit of InCor. Among these, only cases with a pathological confirmation of the deposition were included.</p>
      <p>Quantitative variables were compared by <italic>t</italic>-test and the qualitative ones by Fisher's exact test; results were considered significant if <italic>p</italic><underline>&lt;</underline>0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Twenty-two cases of amyloidosis were identified among 8,917 necropsy cases (0.41%). In one of them the diagnosis had been made prior to death. This disease was also found in the clinical files of another 15 patients (who, therefore, were diagnosed in life and were used as controls); the presence of the disease was confirmed either by biopsy (8 cases) or by necropsy (one case). Four cases and one control were excluded because the complete files were not found. Eight of the controls had the diagnosis confirmed by biopsy (all cardiac biopsies). The cases were divided in two groups: group I - 17 cases with diagnosis established only at the necropsy; group II <italic>-</italic> 9 cases with diagnosis established in life.</p>
      <p>The patients' clinical data are shown in <xref ref-type="table" rid="en_09t1-body2">Table 1</xref>. Eleven patients (64.71%) from group I and 4 (44.44%) from group II were female; the difference in gender distribution was not significant (<italic>p</italic>=0.42). As expected, heart failure was observed in most patients and the difference between the two groups was not significant. The same occurred regarding systolic and diastolic systemic blood pressures, heart rate and the presence of <italic>digitalis</italic> intoxication. Of the 26 patients that were enrolled in the study, 9 (34.62%) had another associated cardiac disease (all from group I) and the difference between the two groups was significant (<italic>p</italic>=0.01). The associated diseases were: 5 cases of isolated ischemic heart disease, 2 cases of isolated systemic arterial hypertension, 1 case with both prior conditions and 1 case with the association between systemic arterial hypertension and rheumatic mitral valve disease.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_09t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-90-03-0211-00009-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Mean and median ages for group I were 75.29 and 74 years; for group II, they were 58.67 and 60 years, respectively (<italic>t</italic> test, <italic>p</italic>&lt; 0.01). It is noteworthy that even when the cases with another associated cardiac disease were excluded, the difference in age remained significant (group I - 71.00, group II- 58.67; <italic>p</italic>=0.04).</p>
      <p>As shown in <xref ref-type="table" rid="en_09t2-body2">Table 2</xref>, low voltage at ECG was found in 66.67% of cases in group II and in only 17.65% in group I (<italic>p</italic>=0.03); the remaining ECG features (inactive areas, conduction disturbances, alterations in ventricular repolarization, and atrial fibrillation) had no significant difference between the two groups.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_09t2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-90-03-0211-00009-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_09t3-body2">Table 3</xref> shows the most important echocardiographic findings. Although no difference was found regarding the presence or not of any left ventricular thickening (75% of cases and 100% of controls, <italic>p</italic>=0.23), left ventricular wall thickness or ventricular septum thickness was significantly lower in group I when compared to group II (1.20 x 1.53cm, <italic>p</italic>&lt;0.01, and 1.26 x 1.51cm, <italic>p</italic>=0.04, respectively). The differences in systolic dysfunction (66.67% of cases in group I <italic>versus</italic> 37.5% in group II, <italic>p</italic>=0.38) and ejection fraction (0.49 &#177; 0.13 in group I <italic>versus</italic> 0.52 &#177; 0.09 in group II, <italic>p</italic>=0.65) were not significant. On the other hand, most patients in group II (62.5%) had diastolic dysfunction, found in only 7.69% of cases in group I (<italic>p</italic>=0.02). No significant difference was detected regarding granular sparkling echogenicity and atrial septum thickness (both absent in group I and present in 12.5 and 25% of cases in group II, respectively; <italic>p</italic>=1.00 and 0.47), as well as regarding valvular incompetence and thickening, found in 75.00% and 25.00%, respectively, of cases in group I and in 71.43 and 28.57 of cases in group II (both <italic>p</italic>&gt; 0.05, data not shown in any Table).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_09t3-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-90-03-0211-00009-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="en_09f1-body2">Figure 1</xref> exemplifies one case of association between amyloidosis and another cardiac disease in an elderly patient. A graph summarizing all significant differences between patients with and without diagnosis during life is shown in <xref ref-type="fig" rid="gra1-body2">Graphic 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_09f1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-90-03-0211-00009-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <fig id="gra1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-90-03-0211-00009-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Although the detection of many cardiovascular diseases has improved in our hospital in the past decades, due to the experience of cardiologists and the improvement in the quality of diagnostic tools, mainly imaging resources, cardiac amyloidosis is still frequently detected only at the necropsy. As discussed in the following paragraphs, the concepts about the clinical aspects and the complementary tests that can actually be applied to just some of the cases seem to play a role in this problem.</p>
      <p>The diagnosis of amyloidosis is mostly taken into consideration when the patient with heart failure is known to have the systemic form of the deposit disease<sup>5</sup> or when other cardiac diseases are ruled out. Nevertheless, in our group of patients in whom no case of systemic amyloidosis was present, 34.62% of patients had another associated heart disease. None of the cases had the diagnosis of amyloidosis attained in life. Therefore, in the presence of heart failure at a degree not expected for the cardiac disease presented by the patient, one should suspect of the association with amyloidosis. Ischemic heart disease was the most common association in our cases. It is worth mentioning that amyloid deposition can contribute to coronary artery obstruction<sup>6</sup>, which indeed occurred in some of the patients enrolled in this study.</p>
      <p>The association with another cardiac disease could be the reason why, in spite of the fact that the incidence of amyloidosis increases with age<sup>11</sup>, in our study the patients with diagnosis attained in life were significantly younger than those without a diagnosis. Nevertheless, even by excluding cases with another cardiac disease, the difference in age between the two groups remains significant. This possibly occurs because senile amyloidosis is frequently restricted to the atrial septum, causing no heart dysfunction; however, it should be kept in mind that the overall incidence of the disease, including symptomatic cases, increases with age<sup>11</sup>.</p>
      <p>The involvement of the cardiovascular system by amyloidosis is polymorphic: cardiac failure in the restrictive pattern, atrial fibrillation, intraventricular conduction delays, ventricular tachycardia, syncope, pulmonary embolism and sudden death due to ventricular fibrillation have been described<sup>12</sup>. The criteria for amyloid heart disease diagnosis are defined as thickening of the left ventricular (LV) wall &gt; 12 mm without history of systemic high blood pressure and at least one of the following features: atrial dilation with small-sized ventricles, pericardial effusion and restrictive pattern of heart failure<sup>12</sup>.</p>
      <p>Although <italic>digitalis</italic> intoxication is known to be common in amyloidosis, it was not found in our patients diagnosed in life. It was present in two cases of group I (one with and one without another cardiac disease), but this fact did not help to detect the deposit. Regarding the other clinical variables, the absence of differences between the two groups was expected.</p>
      <p>The electrocardiogram is a non-invasive method that can help to attain the diagnosis of amyloidosis. Low voltage in the limb leads or poor R wave progression in the precordial leads are the hallmark of ECG findings in amyloidosis. As pointed by Dubrey et al<sup>13</sup>, the suspicion of cardiac amyloidosis should be raised if the ECG showed the characteristic feature of low QRS voltage, together with the finding of increased ventricular wall thickness, since left ventricular thickening due to other causes shows high QRS voltages. On the other hand, Murtagh et al<sup>14</sup> found low voltage in only 46% of patients. We also showed that a considerable number of patients (8/26, or 8/17 if patients with associated diseases are not taken into account) do not present this ECG feature, leading to a significant difference between the groups. Thus, low voltage can be considered a good diagnostic clue, but of which absence should not be overestimated when ruling out amyloidosis. Other ECG findings, such as infarct patterns, can be found in the presence or absence of obstructive atherosclerotic coronary disease, due to amyloid deposition in the microcirculation and the smaller intramyocardial arteries. Atrial fibrillation and conduction abnormalities are also common<sup>12</sup>, but these alterations were present in both groups of our patients, with no differences between them.</p>
      <p>It is well known that amyloidosis increases the thickness of the ventricular wall<sup>13</sup>, which is commonly calle<underline>&lt;</underline>hypertrophy". However, it is noteworthy that this increase is frequently less exuberant than the expected, with a mean of 1.37 cm (septum) and 1.33 cm (left ventricular free wall). This is the reason why the diagnosis is difficult to achieve (<italic>p</italic>&lt;0.05 for both measures).</p>
      <p>Another idea concerning cardiac amyloidosis that hinders its diagnosis is that usually there is diastolic dysfunction, whereas systolic dysfunction was present in 57.89% of our cases and diastolic in only 28.57% of them. This was due in part to the association with other diseases, but even considering only the cases in whom amyloidosis was the main finding, a slight predominance of systolic (6 patients of 11; 54.55%) was found over diastolic (6 of 12; 50%) dysfunction.</p>
      <p>The other "typical" signs of amyloidosis, namely granular sparkling echogenicity and atrial septum thickness, appeared at relatively low proportions, even in cases in which the diagnosis was attained in life.</p>
      <p>Rahman et al.<sup>15</sup> proposed a combination of noninvasive criteria as a useful diagnostic tool for patients with a diagnosis hypothesis of cardiac amyloidosis; however, there are many cases in which the disease is not even suspected. An overall analysis of our data indicates that the difference between the two groups in our series is how typical the clinical presentation is. Only cases that were clinically very characteristic were diagnosed in life. It is noteworthy that the patients in group I of our series had a particularly severe clinical picture, having received medical care at a high complexity hospital and died due to the disease. Nevertheless, exuberant features were absent; at the early stages, the disease detection must be even more difficult. The factors associated to the nonaccomplishment of the diagnosis of cardiac amyloidosis were: older age, association with another cardiac disease, systolic instead of diastolic dysfunction, and a wall thickness that is slightly, but not severely, increased. This diagnosis should be taken into account not only in the presence of known systemic disease, but also when considering causes of heart failure, even in patients without the classic clinical, electrocardiographic, and echocardiographic findings, including those with another heart disease.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>Dr. Paulo Sampaio Gutierrez is the recipient of a Grant from CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico).</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <p>Mailing address:</p>
          <p> Paulo Sampaio Gutierrez</p>
          <p> Laborat&#243;rio de Anatomia Patol&#243;gica</p>
          <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o (InCor) da FMUSP</p>
          <p> Av Dr En&#233;as C. Aguiar, 44</p>
          <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="anppaulo@incor.usp.br">anppaulo@incor.usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received June 01, 2007; revised manuscript received June 28, 2007; accepted October 11, 2007.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
