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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2007001800007</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2007001800007</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Teste ergom&#233;trico em crian&#231;as e adolescentes: maior toler&#226;ncia ao esfor&#231;o com o protocolo em rampa</article-title>
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            <given-names>Lurildo C. Ribeiro</given-names>
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            <surname>Sobral Filho</surname>
            <given-names>D&#225;rio C.</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Pernambuco</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
      <volume>89</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>391</fpage>
      <lpage>397</lpage>
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          <day>05</day>
          <month>06</month>
          <year>2007</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>03</day>
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          <year>2007</year>
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          <day>28</day>
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          <year>2007</year>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Comparar a toler&#226;ncia ao exerc&#237;cio de crian&#231;as e adolescentes submetidos a teste ergom&#233;trico (TE) em esteira com os protocolos de Bruce ou em rampa, e descrever a velocidade e a inclina&#231;&#227;o alcan&#231;adas com o protocolo em rampa, para auxiliar na orienta&#231;&#227;o do exerc&#237;cio com esse protocolo. M&#201;TODOS: Estudo observacional, tipo s&#233;rie de casos, com controle hist&#243;rico, de 1.006 crian&#231;as e adolescentes entre 4 e 17 anos submetidos a TE entre outubro de 1986 e fevereiro de 2003, que conclu&#237;ram um dos dois protocolos. Foram exclu&#237;dos os que tiveram o TE interrompido por outras causas que n&#227;o cansa&#231;o f&#237;sico, os que estavam em uso de medica&#231;&#245;es que interferiam na freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FC) e aqueles com limita&#231;&#245;es f&#237;sicas &#224; realiza&#231;&#227;o do exerc&#237;cio. Na an&#225;lise estat&#237;stica dos dados foi adotado n&#237;vel de signific&#226;ncia para p &lt; 0,05 e intervalo de confian&#231;a de 95%. RESULTADOS: O tempo de exerc&#237;cio pr&#243;ximo a 10 minutos no protocolo em rampa foi significativamente maior no protocolo de Bruce. A FC m&#225;xima alcan&#231;ada foi superior a 180 bpm nos dois protocolos. A inclina&#231;&#227;o foi pouco maior nas meninas mais jovens com o protocolo de Bruce, e a velocidade e o consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (VO2 max) foram maiores em todas as faixas et&#225;rias nos que realizaram o protocolo em rampa. CONCLUS&#195;O: A velocidade e a inclina&#231;&#227;o alcan&#231;adas com o protocolo em rampa podem ser utilizadas como refer&#234;ncia para auxiliar na orienta&#231;&#227;o do exerc&#237;cio no TE com o protocolo em rampa, que mostrou toler&#226;ncia ao esfor&#231;o superior &#224; do protocolo de Bruce.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Teste de esfor&#231;o</kwd>
        <kwd>teste de esteira rolante</kwd>
        <kwd>crian&#231;a</kwd>
        <kwd>adolescente</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>18</day>
        <month>04</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Teste ergom&#233;trico em crian&#231;as e adolescentes &#150; Maior toler&#226;ncia ao esfor&#231;o com o protocolo em rampa </bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Odwaldo Barbosa e Silva; Lurildo C. Ribeiro Saraiva; D&#225;rio C. Sobral Filho</bold>
    </p>
    <p>Hospital das Cl&#237;nicas &#150; UFPE, Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas &#150; UPE &#150; Recife, PE &#150; Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Comparar a toler&#226;ncia ao exerc&#237;cio de crian&#231;as e adolescentes submetidos a teste ergom&#233;trico (TE) em esteira com os protocolos de Bruce ou em rampa, e descrever a velocidade e a inclina&#231;&#227;o alcan&#231;adas com o protocolo em rampa, para auxiliar na orienta&#231;&#227;o do exerc&#237;cio com esse protocolo. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Estudo observacional, tipo s&#233;rie de casos, com controle hist&#243;rico, de 1.006 crian&#231;as e adolescentes entre 4 e 17 anos submetidos a TE entre outubro de 1986 e fevereiro de 2003, que conclu&#237;ram um dos dois protocolos. Foram exclu&#237;dos os que tiveram o TE interrompido por outras causas que n&#227;o cansa&#231;o f&#237;sico, os que estavam em uso de medica&#231;&#245;es que interferiam na freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FC) e aqueles com limita&#231;&#245;es f&#237;sicas &#224; realiza&#231;&#227;o do exerc&#237;cio. Na an&#225;lise estat&#237;stica dos dados foi adotado n&#237;vel de signific&#226;ncia para p &lt; 0,05 e intervalo de confian&#231;a de 95%. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>O tempo de exerc&#237;cio pr&#243;ximo a 10 minutos no protocolo em rampa foi significativamente maior no protocolo de Bruce. A FC m&#225;xima alcan&#231;ada foi superior a 180 bpm nos dois protocolos. A inclina&#231;&#227;o foi pouco maior nas meninas mais jovens com o protocolo de Bruce, e a velocidade e o consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub> max) foram maiores em todas as faixas et&#225;rias nos que realizaram o protocolo em rampa. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>A velocidade e a inclina&#231;&#227;o alcan&#231;adas com o protocolo em rampa podem ser utilizadas como refer&#234;ncia para auxiliar na orienta&#231;&#227;o do exerc&#237;cio no TE com o protocolo em rampa, que mostrou toler&#226;ncia ao esfor&#231;o superior &#224; do protocolo de Bruce.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Teste de esfor&#231;o, teste de esteira rolante, crian&#231;a, adolescente.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O teste ergom&#233;trico (TE) &#233; um m&#233;todo diagn&#243;stico com in&#250;meras indica&#231;&#245;es<sup>1</sup> em crian&#231;as e adolescentes (idade d" 19 anos)<sup>2</sup>. O protocolo a ser executado deve ser individualizado, de forma que a velocidade e a inclina&#231;&#227;o da esteira possam ser aplicadas de acordo com a capacidade do paciente testado<sup>3</sup>. O TE tem risco muito baixo quando comparado ao realizado em adultos, e complica&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o freq&#252;entes, mesmo quando o teste &#233; realizado em crian&#231;as com cardiopatias<sup>4,5</sup>. Conhecimentos espec&#237;ficos de fisiologia do exerc&#237;cio, das diferen&#231;as de comportamento da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FC), da press&#227;o arterial (PA) e do eletrocardiograma (ECG), al&#233;m do uso de esfigmoman&#244;metro de tamanho adequado s&#227;o pr&#233;-requisitos &#224; realiza&#231;&#227;o do TE nesse grupo de pacientes<sup>6</sup>.</p>
    <p>No Brasil, a esteira tem sido utilizada na maioria dos laborat&#243;rios e cl&#237;nicas que realizam o TE, e o protocolo mais usado &#233; o protocolo de Bruce<sup>7</sup>. O protocolo em rampa caracteriza-se pela dura&#231;&#227;o entre 8 e 12 minutos, com aumentos pequenos e constantes de velocidade e inclina&#231;&#227;o, individualizados para o sexo e a idade do paciente, tomando como base o consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub> max) previsto<sup>8-10</sup>, que pode ser estimado pelas f&#243;rmulas do <italic>American College of Sports Medicine</italic> (ACSM)<sup>11,12</sup> ou pelo question&#225;rio VSAQ (<italic>Veterans Specific-Activity Questionnaire</italic>)<sup>13,14</sup>.</p>
    <p>O objetivo principal foi realizar a compara&#231;&#227;o das vari&#225;veis que avaliam as diferen&#231;as da toler&#226;ncia ao esfor&#231;o de crian&#231;as e adolescentes submetidos aos protocolos de Bruce ou em rampa, para testar a hip&#243;tese de que esses dois protocolos s&#227;o equivalentes. E o objetivo espec&#237;fico foi descrever a velocidade e a inclina&#231;&#227;o alcan&#231;adas com o protocolo em rampa, para auxiliar na orienta&#231;&#227;o do exerc&#237;cio com esse protocolo de acordo com o sexo, a idade e o condicionamento f&#237;sico do paciente a ser avaliado.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foi realizado um estudo observacional, tipo s&#233;rie de casos, com controle hist&#243;rico, de crian&#231;as e adolescentes entre 4 e 17 anos, que realizaram o teste ergom&#233;trico em esteira ergom&#233;trica, em car&#225;ter ambulatorial, em cl&#237;nica na cidade do Recife, segundo um dos dois protocolos: Bruce (controle hist&#243;rico, TE de outubro de 1986 a fevereiro de 1998) e rampa (mar&#231;o de 1998 a fevereiro de 2003). Foram selecionados apenas os exames interrompidos por fadiga, exclu&#237;das outras causas de interrup&#231;&#227;o ou aqueles em uso de medica&#231;&#245;es que causam interfer&#234;ncias na FC. Foram avaliados apenas os TE realizados em esteira ergom&#233;trica por um &#250;nico examinador, segundo os dois protocolos (Bruce e rampa), tendo sido feita a an&#225;lise de dados objetivos, que n&#227;o dependem de interpreta&#231;&#227;o do observador: tempo de exerc&#237;cio, freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima (FC max), velocidade m&#225;xima (km/h), inclina&#231;&#227;o m&#225;xima (em porcentual &#150; %), e VO<sub>2</sub> max (em mililitros de oxig&#234;nio consumido por quilograma de peso corporal por minuto &#150; ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>), calculado pela f&#243;rmula para corrida do ACSM<sup>11,12</sup>.</p>
    <p>Precedendo o esfor&#231;o, foram realizados anamnese, exame f&#237;sico, medidas da FC e da PA, e registro do ECG, procedimentos repetidos durante o exerc&#237;cio a cada 3 minutos no protocolo de Bruce e a cada 2 minutos no protocolo em rampa e ap&#243;s o esfor&#231;o com 1, 2, 4 e 6 minutos, em todos os indiv&#237;duos. Os dados foram tabulados no Excel 8.0 Microsoft<sup>&#174;</sup>, e a an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada utilizando-se o Excel 8.0 e o SigmaStat 3.0. Os resultados est&#227;o apresentados em tabelas, categorizadas pelo protocolo do teste, pelo sexo e pelas faixas et&#225;rias, distribu&#237;das em quatro classes (4 a 7, 8 a 11, 12 a 14, e 15 a 17 anos). A homogeneidade entre os grupos foi avaliada por idade, peso, altura e FC de repouso por meio do teste <italic>t</italic> de Student ou do teste de Mann-Whitney (na aus&#234;ncia de distribui&#231;&#227;o normal ou igualdade das vari&#226;ncias), e a presen&#231;a ou aus&#234;ncia de doen&#231;as pelo teste do qui-quadrado (c<sup>2</sup>). O teste de Mann-Whitney foi aplicado para compara&#231;&#227;o do tempo de esfor&#231;o, FC max, velocidade, inclina&#231;&#227;o e VO<sub>2</sub> max nos dois protocolos, com signific&#226;ncia quando p &lt; 0,05 e intervalo de confian&#231;a de 95%.</p>
    <p><italic>Aspectos &#233;ticos</italic> - N&#227;o foram utilizados protocolos experimentais. O protocolo de Bruce foi introduzido na pr&#225;tica cl&#237;nica h&#225; mais de 50 anos e o protocolo em rampa foi introduzido em 1981 para o cicloerg&#244;metro e em 1991 para a esteira ergom&#233;trica. Os testes foram solicitados pelos m&#233;dicos assistentes dos pacientes e realizados por profissional experiente no m&#233;todo, na presen&#231;a dos pais ou respons&#225;veis, ap&#243;s explica&#231;&#245;es e orienta&#231;&#245;es sobre o procedimento. Os dados foram coletados dos prontu&#225;rios dos exames realizados nas crian&#231;as e nos adolescentes, e a descri&#231;&#227;o e a compara&#231;&#227;o das m&#233;dias das vari&#225;veis categorizadas por protocolo de esfor&#231;o, sexo e faixa et&#225;ria garantem o anonimato dos envolvidos no estudo. O projeto foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Institui&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Foram avaliados 1.006 crian&#231;as e adolescentes, 603 (59,9%) do sexo masculino. Dos 558 (55,5%) submetidos ao protocolo de Bruce, 58,4% eram do sexo masculino, e dos 448 (45,5%) que realizaram o protocolo em rampa, 61,8% eram meninos. Para testar a homogeneidade entre os grupos protocolo de Bruce e protocolo em rampa, foram comparados idade, peso, altura, FC de repouso e presen&#231;a ou aus&#234;ncia de doen&#231;a. N&#227;o foram observadas diferen&#231;as significativas entre idade e altura nos dois sexos. O sexo feminino tamb&#233;m n&#227;o mostrou diferen&#231;as quanto ao peso e &#224; FC de repouso. No sexo masculino, apesar de haver diferen&#231;a significativa do peso e da FC de repouso entre os grupos, quando categorizados por faixa et&#225;ria, existia distribui&#231;&#227;o homog&#234;nea do peso e a FC de repouso se mostrou ligeiramente mais elevada no protocolo de Bruce apenas na faixa et&#225;ria entre 15 e 17 anos.</p>
    <p>Os grupos n&#227;o foram homog&#234;neos quanto &#224; presen&#231;a ou n&#227;o de doen&#231;a (p &lt; 0,001). No protocolo de Bruce, 495 (88,7%) eram sadios e 63 (11,3%) eram doentes (43 com doen&#231;a card&#237;aca e 20 asm&#225;ticos), comparativamente a 366 (80,0%) sadios e 92 (20,0%) doentes (77 cardiopatas e 15 asm&#225;ticos) no protocolo em rampa.</p>
    <p>Nas meninas, a FC max alcan&#231;ada foi mais elevada (1 bpm a 4 bpm) no protocolo de Bruce, com diferen&#231;a significativa apenas na classe de 8 a 11 anos. O tempo de exerc&#237;cio foi significativamente mais elevado somente entre 12 e 14 anos no protocolo em rampa (<xref ref-type="table" rid="t1">tab. 1</xref>). Nos meninos, tamb&#233;m foram observados valores mais elevados da FC max no protocolo de Bruce (em m&#233;dia, 3 bpm), significativo apenas entre 15 e 17 anos. O tempo de esfor&#231;o s&#243; n&#227;o se mostrou mais elevado no protocolo de Bruce nas crian&#231;as de 4 a 7 anos; para as outras idades, foi significativamente maior (<xref ref-type="table" rid="t2">tab. 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-06-0391-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
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    </p>
    <p>No sexo feminino, a inclina&#231;&#227;o m&#225;xima no protocolo de Bruce foi maior dos 4 aos 11 anos, menor entre 12 e 14 anos, e sem diferen&#231;a nas pacientes entre 15 e 17 anos. A velocidade m&#225;xima mostrou-se significativamente mais elevada no protocolo em rampa em todas as faixas et&#225;rias (<xref ref-type="table" rid="t3">tab. 3</xref>). No sexo masculino, a inclina&#231;&#227;o m&#225;xima apresentou poucas diferen&#231;as, e foi mais elevada no protocolo de Bruce apenas na classe de 12 a 14 anos. A velocidade m&#225;xima alcan&#231;ada foi significativamente maior no protocolo em rampa, em todas as idades (<xref ref-type="table" rid="t4">tab. 4</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-06-0391-00007-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
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        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-06-0391-00007-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Aplicada a f&#243;rmula do ACSM (corrida) para o c&#225;lculo do VO<sub>2</sub> max, apenas as meninas entre 4 e 7 anos de idade n&#227;o apresentaram diferen&#231;a significativa entre os grupos Bruce e rampa. Para as demais crian&#231;as e adolescentes, foram alcan&#231;ados valores significativamente mais elevados do VO<sub>2</sub> max com o protocolo em rampa, independentemente do sexo ou da idade (<xref ref-type="table" rid="t5">tab. 5</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
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    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Apesar da baixa preval&#234;ncia de cardiopatias nas crian&#231;as e nos adolescentes, o TE, al&#233;m de afastar a doen&#231;a card&#237;aca e determinar a capacidade funcional, permite ao m&#233;dico assistente liberar com mais seguran&#231;a para atividades f&#237;sicas habituais ou desportivas aqueles com sintomas relacionados ao exerc&#237;cio. O TE normal pode dar aos pais maior tranq&#252;ilidade para permitir que seus filhos, doentes ou n&#227;o, tenham uma vida t&#227;o normal quanto poss&#237;vel, sem restri&#231;&#245;es por vezes desnecess&#225;rias de suas atividades f&#237;sicas.</p>
    <p>Pequeno n&#250;mero de publica&#231;&#245;es descreve o comportamento normal das vari&#225;veis hemodin&#226;micas e metab&#243;licas no TE em crian&#231;as e adolescentes, geralmente com os protocolos de Bruce ou em rampa com cicloerg&#244;metro, e at&#233; mesmo nos trabalhos mais recentes poucos abordam as caracter&#237;sticas espec&#237;ficas dos protocolos do TE. A relev&#226;ncia deste estudo est&#225; na apresenta&#231;&#227;o das caracter&#237;sticas do protocolo em rampa com esteira ergom&#233;trica em um n&#250;mero significativo de crian&#231;as e adolescentes, al&#233;m de sugerir crit&#233;rios que podem auxiliar na orienta&#231;&#227;o da velocidade e da inclina&#231;&#227;o da esteira nesse protocolo, de acordo com o sexo e a idade.</p>
    <p>Uma poss&#237;vel limita&#231;&#227;o deste estudo est&#225; na n&#227;o realiza&#231;&#227;o dos dois protocolos em todos os jovens testados, para comparar as reais diferen&#231;as de resultados do TE com caracter&#237;sticas diversas. Entretanto, os dois grupos foram homog&#234;neos quanto a idade e altura nos dois sexos, e a FC de repouso e o peso apresentaram pequena diferen&#231;a apenas nos meninos entre 15 e 17 anos, o que pode garantir maior confian&#231;a na compara&#231;&#227;o dos resultados de dois grupos submetidos aos protocolos diferentes.</p>
    <p>As crian&#231;as mais jovens costumam ser menos cooperativas na avalia&#231;&#227;o da capacidade ao exerc&#237;cio m&#225;ximo. Para compensar as dificuldades em diferenciar a limita&#231;&#227;o da capacidade em realizar o exerc&#237;cio com a falta de coopera&#231;&#227;o no teste pedi&#225;trico<sup>6</sup>, a experi&#234;ncia do examinador e o encorajamento do jovem, relutante ao exerc&#237;cio m&#225;ximo, s&#227;o fatores importantes. O n&#237;vel de toler&#226;ncia ao exerc&#237;cio nas crian&#231;as pode decorrer mais de fatores motivacionais que de fadiga verdadeira<sup>15</sup>. Essas condi&#231;&#245;es podem justificar o menor tempo de exerc&#237;cio e a menor FC max alcan&#231;ada pelos mais jovens.</p>
    <p>As f&#243;rmulas utilizadas para o c&#225;lculo da FC max prevista nos adultos n&#227;o s&#227;o aplicadas para prever a FC max na popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica. A resposta fisiol&#243;gica das crian&#231;as ao exerc&#237;cio &#233; semelhante &#224; dos adultos, com eleva&#231;&#227;o progressiva proporcional ao aumento da intensidade do esfor&#231;o, mas difere nos valores m&#225;ximos alcan&#231;ados e na menor correla&#231;&#227;o entre FC e idade. Crian&#231;as normais de diferentes faixas et&#225;rias atingem FC max acima de 180 bpm, e s&#227;o comuns valores acima de 200 bpm. Crian&#231;as com FC max &lt; 180 bpm ou n&#227;o foram convenientemente exercitadas ou apresentam d&#233;ficit cronotr&#243;pico<sup>16</sup>.</p>
    <p>Nesta s&#233;rie, independentemente do protocolo e do sexo, a FC max alcan&#231;ada foi superior a 180 bpm, o que sugere que todos os adolescentes foram exercitados convenientemente. O protocolo de Bruce demonstrou FC max ligeiramente mais elevada, embora a diferen&#231;a de 3 bpm a 4 bpm no pico do esfor&#231;o n&#227;o tenha significado cl&#237;nico.</p>
    <p>Diversas s&#233;ries estudadas com o protocolo de Bruce descreveram a FC max: canadenses normais, entre 193 bpm e 206 bpm<sup>17</sup> e com doen&#231;a card&#237;aca, entre 180 bpm e 210 bpm<sup>18</sup>; mexicanos, meninos com 5 anos e meninas com 5 e 6 anos de idade n&#227;o alcan&#231;aram 180 bpm e os demais, entre 184 bpm e 200 bpm<sup>19</sup>; norte-americanos, entre 180 bpm e 200 bpm<sup>20</sup>; napolitanos, 182 &#177; 14 bpm nos meninos e 184 &#177; 13 bpm nas meninas<sup>21</sup>; turcos, 193 &#177; 11 bpm nos meninos e 197 &#177; 11 bpm nas meninas<sup>22</sup>.</p>
    <p>Poucas publica&#231;&#245;es abordam crian&#231;as normais com o protocolo em rampa na esteira ergom&#233;trica. Rowland e Cunningham<sup>23</sup> estudaram 15 crian&#231;as para avaliar o VO<sub>2</sub> max e todas ultrapassaram 193 bpm. T&#246;r&#246;k e cols.<sup>24</sup> observaram 29 meninos normais para comparar com portadores de s&#237;ndrome plurimetab&#243;lica e obesidade isolada, e no grupo normal a FC m&#225;xima estava em torno de 185 bpm.</p>
    <p>&#201; esperado que na puberdade, com o maior desenvolvimento muscular, os meninos apresentem maior toler&#226;ncia ao esfor&#231;o, caracterizada no protocolo de Bruce pelo aumento do tempo de exerc&#237;cio. No protocolo em rampa, o aumento da capacidade f&#237;sica n&#227;o p&#244;de ser avaliada pelo tempo de exerc&#237;cio, pois o esfor&#231;o aplicado &#233; maior para se tentar manter o tempo m&#233;dio de exerc&#237;cio de 10 minutos.</p>
    <p>Whipp e cols.<sup>25</sup> descreveram o tempo ideal como sendo de 4 minutos a 8 minutos para alcan&#231;ar o esfor&#231;o m&#225;ximo no cicloerg&#244;metro. Buchfuhrer e cols.<sup>26</sup> sugeriram dura&#231;&#227;o m&#233;dia de 10 minutos para a toler&#226;ncia m&#225;xima do TE, usando esteira ou cicloerg&#244;metro. Testes mais curtos demonstram valores menores do VO<sub>2</sub> max, possivelmente por limita&#231;&#227;o muscular pela maior intensidade do esfor&#231;o. Da mesma forma, nos testes mais longos, tamb&#233;m s&#227;o encontrados menores valores de VO<sub>2</sub> max, decorrentes de aumento da temperatura corporal, de maior desidrata&#231;&#227;o ou de desconforto muscular ou pelos diferentes substratos energ&#233;ticos envolvidos nos exerc&#237;cios mais prolongados<sup>26</sup>.</p>
    <p>Bozza e Loos<sup>16</sup> estudaram, com o protocolo de Bruce, 114 brasileiros entre 4 e 18 anos de idade. Nos meninos, o tempo m&#233;dio de esfor&#231;o aumentou de 10 minutos com idade <underline>&lt;</underline> 7 anos at&#233; 13,6 minutos para idade <underline>&gt;</underline> 15 anos. Nas meninas, o tempo aumentou de 8,9 minutos nas mais jovens at&#233; 12 minutos dos 11 aos 14 anos e caiu acima dos 14 anos. O protocolo de Bruce aplicado em crian&#231;as muito jovens ou limitadas pode ter dura&#231;&#227;o muito curta e nas mais treinadas, o tempo pode ultrapassar facilmente os 12 minutos<sup>27</sup>. Cumming e cols.<sup>17</sup> observaram alta correla&#231;&#227;o entre o VO<sub>2</sub> max e o tempo de exerc&#237;cio, que pode ser usado satisfatoriamente como indicador da toler&#226;ncia ao esfor&#231;o no protocolo de Bruce.</p>
    <p>No protocolo em rampa, independentemente de sexo, idade ou n&#237;vel de condicionamento, espera-se dura&#231;&#227;o entre 8 e 12 minutos<sup>8-10</sup>. No protocolo em rampa, como o tempo de exerc&#237;cio esperado &#233; relativamente constante, para se comparar a toler&#226;ncia ao esfor&#231;o deste com outros protocolos pode ser utilizado o VO<sub>2</sub> max calculado por uma mesma f&#243;rmula. A velocidade e a inclina&#231;&#227;o m&#225;xima alcan&#231;adas nesses dois protocolos foi diferente, e apenas para permitir a compara&#231;&#227;o entre os protocolos de Bruce e em rampa; o VO<sub>2</sub> max em todas as crian&#231;as e adolescentes foi calculado a partir da inclina&#231;&#227;o e da velocidade no esfor&#231;o m&#225;ximo pelas f&#243;rmulas do ACSM para caminhada e corrida, e esta &#250;ltima n&#227;o mostrou diferen&#231;a significativa do calculado pela f&#243;rmula de Balke (dados n&#227;o apresentados nos resultados). A unidade usada para corrigir a diferen&#231;a do peso corporal foi ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>. N&#227;o se pretendeu fazer a classifica&#231;&#227;o funcional desses pacientes pelos valores do VO<sub>2</sub> calculado, mas estabelecer uma compara&#231;&#227;o entre a toler&#226;ncia ao exerc&#237;cio nesses dois diferentes protocolos de esfor&#231;o.</p>
    <p>De forma semelhante aos outros estudos, o VO<sub>2</sub> max foi maior nos meninos, aumentou com a idade e os valores m&#225;ximos foram alcan&#231;ados mais tardiamente no sexo masculino. Embora a maior propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos com doen&#231;a card&#237;aca tenha sido observada no protocolo em rampa, em todas as idades o VO<sub>2</sub> max foi mais elevado nesse protocolo (protocolo em rampa = 51,4 &#177; 9,3 e protocolo de Bruce = 44,2 &#177; 8,2 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> ). O encaminhamento mais freq&#252;ente de indiv&#237;duos nessa faixa et&#225;ria para a realiza&#231;&#227;o do teste ergom&#233;trico para avalia&#231;&#227;o de tratamento cl&#237;nico ou cir&#250;rgico de cardiopatias cong&#234;nitas ou valvopatias e avalia&#231;&#227;o para a pr&#225;tica de atividades f&#237;sicas poderia justificar o maior n&#250;mero do TE nos &#250;ltimos anos em crian&#231;as e adolescentes com doen&#231;a card&#237;aca.</p>
    <p>Myers e cols.<sup>8</sup> encontraram VO<sub>2</sub> calculado maior que o medido em todos os protocolos estudados, com menor diferen&#231;a (6%) no protocolo em rampa e maior (16%) no protocolo de Bruce. Serra<sup>9</sup> recomenda o protocolo em rampa por permitir melhor identifica&#231;&#227;o do limiar anaer&#243;bio, e maiores n&#237;veis de VO<sub>2</sub> max. O TE m&#225;ximo n&#227;o distingue necessariamente crian&#231;as normais daquelas com doen&#231;a card&#237;aca de moderada a grave. Muitas crian&#231;as com pequenos problemas estruturais do cora&#231;&#227;o, corrigidos ou n&#227;o, t&#234;m VO<sub>2</sub> max igual ao de crian&#231;as normais. Somente as crian&#231;as cian&#243;ticas ou com doen&#231;a valvar grave apresentaram consistente redu&#231;&#227;o da capacidade funcional<sup>18</sup>. Em 7.514 americanos entre 12 e 17 anos de idade, o VO<sub>2</sub> max estimado foi ligeiramente maior na ra&#231;a negra, aumentou com a idade no sexo masculino e diminuiu no sexo feminino ap&#243;s a puberdade<sup>28</sup>.</p>
    <p>Os dados observados nessa popula&#231;&#227;o permitiram elaborar a <xref ref-type="table" rid="t6">tabela 6</xref>, que apresenta a velocidade e a inclina&#231;&#227;o inicial e aos 10 minutos de exerc&#237;cio, e o VO<sub>2</sub> max de acordo com o sexo e a faixa et&#225;ria, facilitando assim o uso do protocolo em rampa em crian&#231;as e adolescentes. Algumas sugest&#245;es que se seguem tamb&#233;m podem auxiliar na prescri&#231;&#227;o do exerc&#237;cio no protocolo em rampa: 1. O tempo previsto de exerc&#237;cio deve ser de 10 minutos &#150; os 2 minutos para mais ou para menos devem acomodar a maioria dos pacientes examinados, dentro do tempo ideal de 8 a 12 minutos de exerc&#237;cio; 2. A velocidade e a inclina&#231;&#227;o, a serem atingidas aos 10 minutos de exerc&#237;cio, devem ser escolhidas inicialmente, usando como sugest&#227;o os dados apresentados na <xref ref-type="table" rid="t6">tabela 6</xref>, de acordo com o sexo e a idade; 3. A velocidade inicial deve equivaler a 50% ou menos da velocidade m&#225;xima prevista, para permitir aumento de 0,1 km/h a cada 10 ou 15 segundos; 4. A inclina&#231;&#227;o inicial, em valores absolutos, deve ser 10% menor que a inclina&#231;&#227;o m&#225;xima, para permitir aumento da inclina&#231;&#227;o de 0,5% a cada 30 segundos; 5. O per&#237;odo de aquecimento e adapta&#231;&#227;o ao erg&#244;metro deve ser realizado durante cerca de 2 minutos, com velocidade e inclina&#231;&#227;o de 50% dos valores iniciais; 6. A recupera&#231;&#227;o ap&#243;s o exerc&#237;cio pode ser realizada sem inclina&#231;&#227;o (0%) e velocidade inicial equivalente a 50% da m&#225;xima alcan&#231;ada, com redu&#231;&#227;o de 10% a cada 30 segundos. A utiliza&#231;&#227;o da forma combinada de pequenos e constantes aumentos da inclina&#231;&#227;o e da velocidade, durante todo o per&#237;odo de exerc&#237;cio, proporciona maior conforto que o s&#250;bito aumento da carga de trabalho, principalmente nos pacientes mais jovens ou do sexo feminino.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t6">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-06-0391-00007-gt06.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>No teste ergom&#233;trico em esteira realizado em crian&#231;as e adolescentes, a compara&#231;&#227;o entre os protocolos de Bruce e em rampa demonstrou que os par&#226;metros descritos (VO<sub>2</sub> max, velocidade e inclina&#231;&#227;o) alcan&#231;ados com o protocolo em rampa podem ser utilizados como refer&#234;ncia para auxiliar na prescri&#231;&#227;o desse protocolo, que demonstrou toler&#226;ncia ao esfor&#231;o superior &#224; do protocolo de Bruce.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de mestrado de Medicina Interna de Odwaldo Barbosa e Silva, D&#225;rio C. Sobral Filho, Lurildo C. Ribeiro Saraiva pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE e Universidade de Pernambuco - UPE. </p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p>Odwaldo Barbosa e Silva </p>
        <p> Rua Dolores Salgado, 219 - Apipucos </p>
        <p> 52071-360 - Recife, PE - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="odwaldo@cardiol.br">odwaldo@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 28/03/07; revisado recebido em 03/06/07; aceito em 05/06/07.</p>
  </body>
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          <article-title>Treadmill exercise test in Neapolitan children and adolescents</article-title>
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          <article-title>Bruce treadmill test in healthy Turkish children: endurance time, heart rate, blood pressure and electrocardiographic changes</article-title>
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          <article-title>Oxygen uptake plateau during maximal treadmill exercise in children</article-title>
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          <article-title>Low physical performance in obese adolescent boys with metabolic syndrome</article-title>
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          <article-title>A test to determine parameters of aerobic function during exercise</article-title>
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          <article-title>Optimizing the exercise protocol for cardiopulmonary assessment</article-title>
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          <article-title>Clinical stress testing in the pediatric age group: a statement from the American Heart Association Council on Cardiovascular Disease in the Young, Committee on Atherosclerosis, Hypertension, and Obesity in Youth</article-title>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Treadmill stress test in children and adolescents: higher tolerance on exertion with ramp protocol</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: Compare exercise tolerance by children and adolescents submitted to treadmill stress test (TST) following Bruce Protocol (BP) or Ramp Protocol (RP), as well as describe velocity and inclination reached with ramp protocol to help set protocol exercise standards. METHODS: Observational, case-based study, with history control of 1,006 children and adolescents in the 4 to 17-year-old range who were submitted to TST between October, 1986 and February, 2003, and who concluded one of the two protocols. Those who interrupted their ET for other reasons rather than physical exhaustion, those on medication that interfered in HR and those with physical constraints to exercise were excluded. Statistical analysis of data considered p&lt;0.05 as significance level; with confidence interval at 95%. RESULTS: Exercise time close to 10 minutes in RP was significantly higher than in BP. HR max reached was higher than 180 bpm in both protocols. Inclination showed to be slightly higher in younger girls in Bruce Protocol. Velocity and VO2 max showed to be higher for all age ranges for those in the Ramp Protocol. CONCLUSION: Velocity and inclination reached with ramp protocol may be used as reference to help set ramp protocol exercise, which showed superior on exertion tolerance as compared to Bruce protocol.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Exercise test</kwd>
        <kwd>child</kwd>
        <kwd>adolescent</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Treadmill stress test in children and adolescents: higher tolerance on exertion with ramp protocol </bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Odwaldo Barbosa e Silva; Lurildo C. Ribeiro Saraiva; D&#225;rio C. Sobral Filho</bold>
      </p>
      <p>Hospital das Cl&#237;nicas - UFPE, Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas - UPE - Recife, PE - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>Compare exercise tolerance by children and adolescents submitted to treadmill stress test (TST) following Bruce Protocol (BP) or Ramp Protocol (RP), as well as describe velocity and inclination reached with ramp protocol to help set protocol exercise standards.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>Observational, case-based study, with history control of 1,006 children and adolescents in the 4 to 17-year-old range who were submitted to TST between October, 1986 and February, 2003, and who concluded one of the two protocols. Those who interrupted their ET for other reasons rather than physical exhaustion, those on medication that interfered in HR and those with physical constraints to exercise were excluded. Statistical analysis of data considered p&lt;0.05 as significance level; with confidence interval at 95%.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>Exercise time close to 10 minutes in RP was significantly higher than in BP. HR max reached was higher than 180 bpm in both protocols. Inclination showed to be slightly higher in younger girls in Bruce Protocol. Velocity and VO<sub>2</sub> max showed to be higher for all age ranges for those in the Ramp Protocol.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>Velocity and inclination reached with ramp protocol may be used as reference to help set ramp protocol exercise, which showed superior on exertion tolerance as compared to Bruce protocol.</p>
      <p><bold>Key words: </bold>Exercise test; child; adolescent. </p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>TST is a diagnostic method with a number of indications<sup>1</sup> for children and adolescents (age <underline>&lt;</underline> 19 years of age)<sup>2</sup>. Protocol to be used must be individual so that treadmill velocity and inclination may be applied following the capabilities of patient under testing.<sup>3</sup> The risk posed by TST in children and adolescents is very low when compared to adults, and complications are not common, even if testing is carried out in children with cardiopathies.<sup>4,5</sup> Specific knowledge on the physiology of exercise, on the different behavior of heart rate, blood pressure and ECG, in addition to the use of sphygmomanometer are pre-requisites to TST in this group of patients.<sup>6</sup></p>
      <p>The treadmill has been used in most Brazilian laboratories and clinics where TST is performed. The most commonly used protocol is Bruce Protocol (BP)<sup>7</sup>. The ramp protocol (RP) is characterized by 8 to 12-minute time length, slight and progressive velocity and inclination increase following individual patient's gender and age, and based on expected maximum volume of oxygen (VO<sub>2</sub> max),<sup>8-10</sup> to be estimated using <italic>American College of Sports Medicine</italic> (ACSM)<sup>11,12</sup> formulas or "VSAQ" (<italic>Veterans Specific-Activity Questionnaire</italic>)<sup>13,14</sup> questionnaire.</p>
      <p>The primary objective was to compare the variables to assess the tolerance of children and adolescents submitted to Bruce protocol or ramp protocol, and to test the assumption that both protocols are equivalent. The specific objective was to describe velocity and inclination reached with ramp protocol to help set protocol exercise standards.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>An observational, case-based study was carried out with history control of children and adolescents in the 4 to 17-year-old range who were submitted to TST at the outpatient unit of a clinic in Recife, Pernambuco State, following one of the two protocols: BRUCE (history control, TST from October, 1986 through February, 1998), and RAMP (March, 1998 through February, 2003). Screening included only exams terminated due to fatigue. All other interruption causes as well as the use of medications that interfered in heart rate were excluded. Only the TSTs performed by one observer were evaluated following the two protocols (Bruce and Ramp). The analysis was based on objective data, and free of any observer interpretation: <italic>exercise time length</italic>, <italic>maximum HR</italic> (HR max); <italic>maximum velocity</italic> (km/h); <italic>maximum incline</italic> (%); <italic>maximum oxygen volume</italic> (VO<sub>2</sub> max &#150; mml of oxygen used per kg/bodyweight per minute - ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>) calculated through the American College Sports of Medicine - ACSM<sup>11,12</sup> formula.</p>
      <p>Anamnesis, physical exam, heart rate, blood pressure, and ECG were performed before stress test in all individuals. The procedures were repeated during the 3/3 minutes test on BP and during the 2/2 minutes on RP, and after the test at 1, 2, 4 and 6 minutes for all individuals. Data were entered in Excel 8.0 Microsoft<sup>&#174;</sup>, and statistical analysis was carried out through Excel 8.0 and SigmaStat 3.0. Results are presented in tables, and classified by <italic>test protocol, gender, and age range,</italic> with four groups having been created (4-7, 8-11, 12-14 and 15-17 years of age). Homogeneity among groups was evaluated according to age, bodyweight, height and HR at rest through Student <italic>t</italic> test or Mann-Whitney test (in the absence of normal distribution or equal variances) as well as to the presence or absence of diseases through chi-square test (c<sup>2</sup>). Mann-Whitney test was used for the comparison of exercise time length, HR max, velocity, inclination, and VO<sub>2</sub> max in both protocols, with significance at p &lt; 0.05 and 95% CI.</p>
      <p><italic>Ethical aspects</italic> - No experimental protocols were used. Bruce protocol was introduced in the clinical practice over 50 years ago. The ramp protocol, in 1981 for the cycloergometer, and in 1991 for the treadmill. The tests were required by assistant doctors, and performed by experienced professionals in the method. Parents or guardians were present, having been previously informed about the procedure. Data were collected from the children's and adolescents' medical records. Description and comparison of means from variables classified by TST protocol, gender, and age range guarantee full confidentiality of all study participants. The project was approved by the Institutional Ethics Committee for Research Involving Human Beings.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>One thousand and six (1,006) children and adolescents were evaluated. Six hundred and three (603) (59.9%) were males. From the 558 (55.5%) submitted to BP, 58.4% were males; from the 448 (45.5%) who performed RP 61.8% were males. In order to test homogeneity between BP and RP age, bodyweight, height, HR at rest and the presence or absence of disease were compared. No significant differences were shown between age and height either in males or females. Females did not show any difference regarding bodyweight or HR at rest. Among males, although significant difference was shown both for bodyweight and HR at rest between groups. When age range was considered, bodyweight showed to be homogeneous and HR at rest slightly higher in BP only in the 15 to 17-year-old range.</p>
      <p>The groups were not homogeneous as to the presence or absence of disease (p&lt;0.001). In the BP group 495 (88.7%) were healthy, while 63 (11.3%) had a condition (43 presented heart disease and 20 had asthma). In the RP 366 (80.0%) were healthy, and 92 (20.0%) had a condition (77 were cardiopaths, and 15 asthmatic).</p>
      <p>Among females, maximum HR reached was 1 to 4 bpm in BP, showing significant difference only in the 8 to 11-year-old range. Exercise time length was significantly higher among 12 to 14-year-olds in RP (<xref ref-type="table" rid="en_06t1-body2">Table 1</xref>). Among male participants, higher values were also observed for HR max in BP (in average 3 bpm), showing significance only among 15 to 17-year-olds. Exertion time was not higher in BP among the 4 to 7-year-olds only. All other age ranges it was shown to be significantly higher (<xref ref-type="table" rid="en_06t2-body2">Table 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-06-0391-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06t2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-06-0391-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Among females, maximum inclination in BP was higher in the 4 to 11-year-old range, and lower in the 12 to 14-year-old range. No difference was observed among 15 to 17-year-old participants. Maximum velocity showed to be significantly higher in RP in all age ranges (<xref ref-type="table" rid="en_06t3-body2">Table 3</xref>). Among males, maximum inclination showed little difference, having been higher in BP only in the 12 to 14-year-old range. Maximum velocity reached was significantly higher in RP for all age ranges (<xref ref-type="table" rid="en_06t4-body2">Table 4</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06t3-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-06-0391-00007-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06t4-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-06-0391-00007-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The ACSM formula (jogging) was used to calculate maximum oxygen volume. Only girls in the 4 to 7-year-old range showed no significant difference between BP and RP. All other children and adolescents reached significantly higher values for VO<sub>2</sub> max in the RP &#150; irrespective of gender and age range (<xref ref-type="table" rid="en_06t5-body2">Table 5</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06t5-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-06-0391-00007-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Despite the low prevalence of cardiopathies among children and adolescents, in addition to ruling out heart diseases and checking functional capability, TST helps assistant doctors to more confidently allow ordinary physical activities or sports practice to those with exercise-related symptoms. Regular TST may give parents more confidence as well to allow their children - whether they have a condition or not - to lead their lives as normally as possible, without the many times unnecessary constraints on their physical activities. A small number of publications has described the normal behavior of hemodynamic and metabolic variables in children and adolescents. Those publications are usually based on Bruce Protocol or Ramp Protocol with cycloergometer, but very few &#150; even the most recent ones - discuss the specific characteristics of ET protocols. The relevance of the present study resides in presenting RP on the treadmill involving a significant number of children and adolescents, in addition to suggesting criteria to help set treadmill velocity and inclination parameters in the protocol according to gender and age range.</p>
      <p>A possible constraint in the present study is that not both protocols were used for all children and youngsters in the study so that real differences, with different characteristics in TST test results, could be compared. However, both groups were homogeneous as to age and height of males and females. HR at rest and bodyweight showed slight difference in the 15 to 17-year-old range for males only, which may contribute with higher confidence in comparing results of both groups submitted to different protocols.</p>
      <p>Younger children are usually less cooperative for the assessment of maximum exercise. To make up for the difficulties in differentiating between capacity constraints to perform exercise and lack of cooperation in pediatric testing<sup>6</sup>, examiner's experience and adolescents' courage - reluctant towards maximum exercise - are major components. Tolerance level to exercise in children may be the result of emotional factors rather than real fatigue<sup>15</sup>. Those conditions may justify the lower exercise time length and lower maximum HR reached by the younger ones.</p>
      <p>Formulas used to calculate maximum HR expected in adults do not apply for maximum HR expected in pediatric populations. Children's physiologic response to exercise is similar to that of adults, with progressive increase proportional to exertion increase, but differs in the maximum values reached and in lowest correlation between HR and age range. Normal children in different age ranges reach HR max above 180 bpm. Values above 200 bpm are commonly found. Children with HR max &lt; 180 bpm have either not been properly exercised or present chronotropic deficit<sup>16</sup>.</p>
      <p>In the present series, irrespective of protocol or gender, HR max was &gt;180 bpm, which suggests all adolescents have been exercised properly. BP showed slightly increased HR max, although the 3 to 4 bpm difference at peak effort carries no clinical significance.</p>
      <p>Different series studied following Bruce Protocol have described the following HR max: normal Canadians: between 193 and 206 bpm<sup>17</sup> and those with heart disease between 180 and 210 bpm<sup>18</sup>; Mexicans &#150; 5-year-old boys and 5 and 6-year-old girls reached 180 bpm, all the others between 184 and 200 bpm<sup>19</sup>; North-Americans, between 180 and 200 bpm<sup>20</sup>; Italians (from Naples), 182&#177;14 bpm for boys and 184&#177;13 bpm for girls<sup>21</sup>; Turkish boys - 193&#177;11 bpm and girls, 197&#177;11.<sup>22</sup></p>
      <p>Few publications include normal children with RP in the treadmill. Rowland &amp; Cunningham<sup>23</sup> have studied 15 children to evaluate VO<sub>2</sub> max. They all reached over 193 bpm. T&#246;r&#246;k et al<sup>24</sup> have observed 29 normal boys to compare with those with plurimetabolic syndrome and isolated obesity syndrome: in the group of normal boys HR max was around 185 bpm.</p>
      <p>In puberty, with higher muscular development boys are expected to have higher exertion tolerance &#150; which BP characterizes as exercise time increase. In RP physical capacity cannot be evaluated based on exercise time, since effort is more intense for exercise average time - 10 minutes - to be kept.</p>
      <p>Whipp et al<sup>25</sup> have described the ideal time &#150; between 4 to 8 minutes &#150; to reach peak effort on the cycloergometer. Buchfuhrer et al<sup>26</sup> have suggested average time length of 10 minutes for maximum tolerance &#150; whether on the treadmill or on the cycloergometer. Shorter time tests show lower VO<sub>2</sub> max values, possibly due to muscular limitation from more intense effort. Likewise, in longer time tests, lower VO<sub>2</sub> max can also be found as a result of body temperature increase, higher dehydration, muscular discomfort, or the different energy substracts involved in prolonged exercise<sup>26</sup>.</p>
      <p>Bruce Protocol was used by Bozza &amp; Loos<sup>16</sup> to study 114 Brazilians in the 4 to 18-year-old range. Average effort time increased 10 minutes for boys aged <underline>&lt;</underline> 7 up to 13.6 min for those <underline>&gt;</underline> 15 years of age. Younger girls showed an 8.9-minute increase, while the 11 to 14-year-old range showed up to 12 minutes increase, with a decrease for those over 14. Bruce protocol applied to very young children or those facing limitations may be of very short time length. For better trained children time may easily be longer than 12 minutes<sup>27</sup>. Cumming et al<sup>17</sup> have observed a higher correlation between VO<sub>2</sub> max and exercise time &#150; and that may satisfactorily be used as a sign of exertion tolerance in the Bruce Protocol.</p>
      <p>In the Ramp Protocol time length is expected to be between 8 and 12 minutes<sup>8-10</sup> - irrespective of gender, age range, or fitness level. As exercise time is relatively constant in the RP, VO<sub>2</sub> calculated through the same formula may be used to compare exertion tolerance. The two protocols showed different velocity and maximum inclination. For the sole purpose of comparison between BP and RP VO<sub>2</sub> max in all children and adolescents was calculated based on peak effort inclination and velocity through ACSM formulas for walking and for jogging. No significant difference was shown in jogging when compared to Balke formula (data not included in results). Body weight difference was corrected through ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>. Rather than an attempt towards patient functional classification based on calculated VO<sub>2</sub>, a comparison was made for exercise tolerance in both protocols.</p>
      <p>Similarly to other studies, VO<sub>2</sub> max showed to be higher among boys, increased with age, and maximum values were reached later in males. Although RP showed to include most individuals with heart disease in all age ranges, VO<sub>2</sub> max was higher in that protocol (RP=51.4&#177;9.3 and BP=44.2&#177;8.2 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>). Most common referrals of individuals for TST in that age range for the assessment of either clinical or surgical management of congenital cardiopathies or valvopathies and physical exercises may justify the number of TST performed by children and adolescents with heart disease in most recent years.</p>
      <p>Myers et al<sup>8</sup> have found calculated VO<sub>2</sub> to be higher than that recorded by all protocols under study, with the lowest difference (6%) in the Ramp Protocol, and the highest (16%) in the Bruce Protocol. Serra<sup>9</sup> recommends RP since it provides better identification of anaerobic threshold, as well as higher levels of VO<sub>2</sub> max. Maximum TST does not necessarily make the distinction between normal children and those with moderate to severe heart disease. Many of them with heart structure problems &#150; whether corrected or not &#150; report the same VO<sub>2</sub> max as the normal ones. Only cyanotic children or those with severe valvular disease have presented consisted reduction of functional capacity<sup>18</sup>. Among 7,514 Americans in the 12 to 17-year-old range estimated VO<sub>2</sub> max was slightly higher among Black children &#150; it increased with age for boys and decreased for girls after puberty<sup>28</sup>.</p>
      <p>Data from this population resulted in <xref ref-type="table" rid="en_06t6-body2">Table 6</xref>, with velocity and initial inclination, and then at 10 minutes during exercise, with VO<sub>2</sub> max according to gender and age range, thus making the use of RP easier for children and adolescents. The suggestions that follow may also help in the prescription of RP exercise:</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_06t6-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-06-0391-00007-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>1. Time estimated should be 10 minutes. Two minutes added to or reduced from that time should accommodate most patients under study, with ideal exercise time between 8 and 12 minutes;</p>
      <p>2. Velocity and inclination to be reached at 10 minutes should be selected previously. Data presented on <xref ref-type="table" rid="en_06t6-body2">Table 6</xref> may serve as suggestion according to gender and age range;</p>
      <p>3. baseline velocity should be equivalent to 50% or less than estimated maximum velocity to allow a 0.1 km/h increment every 10 or 15 seconds;</p>
      <p>4. Baseline inclination absolute values should be 10% lower than maximum inclination to allow a 0.5% increment every 30 seconds;</p>
      <p>5. Warm-up time and adaptation to ergometer should take approximately 2 minutes, with velocity and inclination at 50% as compared to baseline;</p>
      <p>6. Recovery after exercise may be performed with no inclination (0%) and baseline velocity equivalent to 50% of maximum velocity reached, with a 10% reduction every 30 seconds. The combination of low incremental increases in inclination and velocity along exercise time length contributes with better comfort as compared to a sudden increase in workload, especially in younger female patients.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>In the treadmill stress test performed in children and adolescents the comparison between Bruce protocol and Ramp Protocol showed that the parameters described for maximum oxygen volume, velocity and inclination reached with RP may be used as reference to help protocol prescription, since it showed superior exertion tolerance when compared to Bruce protocol.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Odwaldo Barbosa e Silva, D&#225;rio C. Sobral Filho, Lurildo C. Ribeiro Saraiva, from Universidade Federal de Pernambuco - UFPE and Universidade de Pernambuco - UPE.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <p>Mailing address:</p>
          <p>Odwaldo Barbosa e Silva</p>
          <p> Rua Dolores Salgado, 219 - Apipucos - Macaxeira</p>
          <p> 52071-360 - Recife, PE - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="odwaldo@cardiol.br">odwaldo@cardiol.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Manuscript received March 28, 2007; revised manuscript received June 3, 2007; accepted June 5, 2007.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
