<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">rxMVtQJ9snGPH3dFK8FJBdC</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00013</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2007001600013</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(07)08900413</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2007001600013</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Ponto de Vista</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Situa&#231;&#227;o atual do tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca no Brasil</article-title>
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          <name>
            <surname>Mady</surname>
            <given-names>Charles</given-names>
          </name>
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        </contrib>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">SP</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">USP</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">FM </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Cl&#237;nicas</institution>
        <country country="BR">Brasil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
      <volume>89</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>e84</fpage>
      <lpage>e86</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>18</day>
        <month>04</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>Situa&#231;&#227;o atual do tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca no Brasil</p>
    <p>
      <bold>Charles Mady</bold>
    </p>
    <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas &#150;FMUSP &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Baixo d&#233;bito card&#237;aco, Brasil, an&#225;lise de dados.</p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca tem sido tema cada vez mais freq&#252;ente em simp&#243;sios, congressos e pesquisas, em raz&#227;o de sua enorme incid&#234;ncia, morbidade e mortalidade. Estima-se que haja ao redor de 23 milh&#245;es de portadores em todo o mundo, com dois milh&#245;es de novos casos surgindo a cada ano. No Brasil, de acordo com o IBGE, a popula&#231;&#227;o em 2007 ser&#225; de quase 190 milh&#245;es de habitantes, sete milh&#245;es dos quais portadores dessa s&#237;ndrome<sup>1</sup>. O n&#250;mero de novos pacientes vem crescendo, apesar dos avan&#231;os cada vez maiores adquiridos no tratamento. E quais seriam as causas que poderiam justificar esse fato? Procura-se explic&#225;-lo pelo aumento da sobrevida da popula&#231;&#227;o, al&#233;m do aumento da industrializa&#231;&#227;o e urbaniza&#231;&#227;o dos pa&#237;ses em desenvolvimento constante. Como conseq&#252;&#234;ncia, h&#225; piora de h&#225;bitos alimentares, aumento de sedentarismo, de estresse e de tabagismo, levando a aumento de incid&#234;ncia de doen&#231;as arteriais, diabete melito e hipertens&#227;o arterial, causas potenciais de insufici&#234;ncia card&#237;aca. Em nosso pa&#237;s ainda h&#225; altos &#237;ndices de portadores de doen&#231;a de Chagas e doen&#231;a reum&#225;tica para piorar o quadro, e, paralelamente, est&#225; ocorrendo queda no n&#250;mero de interna&#231;&#245;es e aumento de &#243;bitos hospitalares, explicando-se esses fatos pela diminui&#231;&#227;o da oferta no n&#250;mero de leitos e pela maior gravidade dos casos internados<sup>2-4</sup>. </p>
    <p>H&#225; d&#233;cadas, h&#225; empenho muito grande por parte dos pesquisadores no sentido de melhorar a morbidade, a mortalidade e os custos dessa s&#237;ndrome. Novos agentes, modalidades terap&#234;uticas cir&#250;rgicas, aparelhos e cl&#237;nicas multiprofissionais est&#227;o sendo introduzidos na pr&#225;tica m&#233;dica. Quais s&#227;o os resultados desse imenso trabalho, e qual &#233; a rela&#231;&#227;o de custo/benef&#237;cio para a sociedade?</p>
    <p>Ao se analisar o impacto do uso de medicamentos na mortalidade, a conclus&#227;o n&#227;o &#233; boa. Os novos agentes dispon&#237;veis no mercado geraram resultados, por&#233;m modestos, nas taxas de &#243;bito. Isso era previs&#237;vel. Por exemplo, observando-se os gr&#225;ficos originais do <italic>CONSENSUS Effects of enalapril on mortality in severe congestive heart failure. Results of the Cooperative North Scandinavian Enalapril Survival Study</italic><sup>5</sup>, publicado h&#225; duas d&#233;cadas, fica evidente a queda de mortalidade no grupo tratado; mas atentando-se aos n&#250;meros e comparando-se os grupos "tratamento <italic>versus</italic> placebo", a diferen&#231;a num&#233;rica &#233; pequena. Sem d&#250;vida, houve benef&#237;cio no uso do inibidor da enzima de convers&#227;o, mas infelizmente a rela&#231;&#227;o de custo/benef&#237;cio n&#227;o foi t&#227;o favor&#225;vel. </p>
    <p>Esse fato foi por n&#243;s abordado na ocasi&#227;o, em v&#225;rios simp&#243;sios e palestras, e as discuss&#245;es sempre foram acaloradas, havendo grande resist&#234;ncia na aceita&#231;&#227;o desse argumento. Era o in&#237;cio de uma nova fase na terap&#234;utica da insufici&#234;ncia card&#237;aca, na qual o eixo neuro-humoral estava sendo diretamente abordado. Projetos posteriores vieram confirmar esses resultados. Houve tamb&#233;m questionamentos sobre o estudo RALES<sup>6</sup>, que mostrou queda de mortalidade em pacientes portadores de insufici&#234;ncia card&#237;aca sob uso de espironolactona. Participamos desse projeto e, da casu&#237;stica estudada, 60 eram portadores de miocardiopatia chag&#225;sica, 30 recebendo o agente e 30, o placebo. N&#227;o houve diferen&#231;a de mortalidade entre os dois subgrupos. Esse fato nos motivou a desenvolver projeto em modelo animal, testando-se a mesma hip&#243;tese, e obtendo-se resultados mais favor&#225;veis<sup>7</sup>. Esses n&#227;o podem ser transpostos para seres humanos, e est&#225; em andamento protocolo semelhante, com poucos pacientes ainda estudados.</p>
    <p>Essas interroga&#231;&#245;es serviram para que se questionassem informa&#231;&#245;es sobre tratamentos qu&#237;micos dessa s&#237;ndrome sem se levar em considera&#231;&#227;o a etiopatogenia da miocardiopatia respons&#225;vel pela disfun&#231;&#227;o. Ser&#225; que os agentes &#224; disposi&#231;&#227;o funcionam igualmente nas variadas causas da doen&#231;a? At&#233; hoje temos d&#250;vidas sobre o uso de betabloqueadores na cardiopatia da doen&#231;a de Chagas, por exemplo. Estudos recentes mostram evolu&#231;&#245;es, curvas actuariais, e quadros histopatol&#243;gicos diferentes, em pacientes semelhantes com etiologias diversas<sup>8-10</sup>.</p>
    <p>Ser&#225; que os tratamentos propostos t&#234;m a&#231;&#245;es diferentes nas diferentes miocardiopatias? A resposta &#233; quase certamente sim. Chegar&#225; o dia que trataremos as agress&#245;es mioc&#225;rdicas de forma individual, e n&#227;o coletivamente, como hoje tratamos pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca. Para que isso ocorra, &#233; necess&#225;rio que os testes cl&#237;nicos desenvolvidos tenham maiores subs&#237;dios das bancadas de laborat&#243;rios de pesquisa. Quantos desses projetos, muitos deles car&#237;ssimos, n&#227;o atingem resultados satisfat&#243;rios por causa dessas falhas? Ser&#225; que n&#227;o estamos fazendo pesquisa em sentido contr&#225;rio ao preconizado pelos m&#233;todos acad&#234;micos? Os projetos em andamento, assim como os apresentados em congressos e na literatura m&#233;dica ultimamente nos fazem crer que sim. &#201; sempre dentro do mesmo padr&#227;o: "ser&#225; que o rem&#233;dio A &#233; melhor que B, ou que placebo?".</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos tratamentos invasivos, podemos dizer que as cr&#237;ticas s&#227;o semelhantes. Como exemplo, quando surgiu a id&#233;ia da ventriculectomia, cujo argumento a favor era t&#227;o somente a diminui&#231;&#227;o da cavidade ventricular, questionamos a id&#233;ia dizendo que era muito mais importante a qualidade da parede que os volumes. Antes de se colocar esse procedimento na pr&#225;tica m&#233;dica, deveria ter sido testado em variados modelos laboratoriais de miocardiopatia. N&#227;o &#233; sem raz&#227;o que os resultados na miocardiopatia chag&#225;sica, como seria em qualquer outra de causa inflamat&#243;ria, foram os piores. A parede ventricular &#233;, nessas causas, mais agredida<sup>11</sup>. Por&#233;m, s&#243; fomos "descobrir" esse fato, al&#233;m das proibitivas taxas de mortalidade, ap&#243;s o m&#233;todo ter sido testado em seres humanos. </p>
    <p>Lembramos que, na ocasi&#227;o, as comiss&#245;es de &#233;tica estavam empenhadas em vetar a utiliza&#231;&#227;o da bi&#243;psia endomioc&#225;rdica<sup>12</sup> como procedimento diagn&#243;stico, mas aprovaram essa t&#233;cnica cir&#250;rgica na qual retiravam-se n&#227;o apenas fragmentos de m&#250;sculo via pun&#231;&#227;o, mas sim um "bife" via esternotomia. E o mundo da cardiologia aplaudiu a t&#233;cnica, chegando a dizer que est&#225;vamos perante uma das maiores descobertas do s&#233;culo. A m&#237;dia, com um "<italic>marketing</italic>" extremamente profissional consegue ser mais poderosa que os princ&#237;pios &#233;ticos que devem nortear a pesquisa m&#233;dica. </p>
    <p>As diferentes conseq&#252;&#234;ncias no mioc&#225;rdio dos variados tipos de agress&#227;o nos fez imaginar que haveria necessidade de se utilizar &#237;ndices morfol&#243;gicos, al&#233;m dos funcionais, para se tratar cirurgicamente qualquer paciente portador de dilata&#231;&#227;o ventricular. Serve tamb&#233;m para explicar por que um indiv&#237;duo com insufici&#234;ncia a&#243;rtica, com aumento de volumes semelhante a um chag&#225;sico, tem progn&#243;stico menos reservado. E qual seria o momento de se operar um paciente com insufici&#234;ncia a&#243;rtica? &#201; um tema de enorme interesse, e &#237;ndices morfol&#243;gicos seriam de grande valia nesse tema<sup>13,14</sup>. </p>
    <p>Ao se analisar o n&#237;vel de impacto, na popula&#231;&#227;o portadora de insufici&#234;ncia card&#237;aca grave, dos aparelhos de assist&#234;ncia ventricular, transplante, e dos cardioversores e marcapassos, o resultado &#233; modesto. Em algumas situa&#231;&#245;es, os erros se repetem. At&#233; hoje n&#227;o sabemos quais seriam os pacientes com melhores indica&#231;&#245;es para receber marcapassos, apesar de estarem sendo utilizados de rotina. O custo desses aparelhos &#233; muito elevado, mesmo para pa&#237;ses desenvolvidos, o que n&#227;o &#233; o nosso caso. Quanto aos transplantes, n&#227;o h&#225; d&#250;vida de que se constituem em avan&#231;o terap&#234;utico importante no tratamento dessa s&#237;ndrome. Entretanto, a rela&#231;&#227;o de custo/benef&#237;cio ainda deixa a desejar.</p>
    <p>As cl&#237;nicas multiprofissionais de insufici&#234;ncia card&#237;aca vieram para somar, e muito. A orienta&#231;&#227;o e o esclarecimento dos pacientes, e respectivas fam&#237;lias, mostraram que uma boa conversa com cl&#237;nicos, enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros melhorou a morbidade e a mortalidade por essa s&#237;ndrome. Para um pa&#237;s como o nosso, e mesmo para os desenvolvidos, &#233; bom e bem mais barato. Temos que voltar a pensar que a cl&#237;nica &#233; soberana.</p>
    <p>Quais devem ser as perspectivas futuras medicamentosas perante um quadro assim apresentado? Em primeiro lugar, os cl&#237;nicos devem sempre ter em mente a palavra preven&#231;&#227;o. Quando se analisa o n&#237;vel de impacto do uso de anti-hipertensivos, redutores de colesterol, hipoglicemiantes, perda de peso, o resultado &#233; de moderado para grande na diminui&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>2</sup>. Essa, portanto, pode e deve ser evitada. Doen&#231;as outras que agridem o cora&#231;&#227;o de forma insidiosa devem ter um seguimento r&#237;gido. Como exemplo, cito a esclerodermia<sup>15</sup>, entre tantas outras, que agride o mioc&#225;rdio antes do aparecimento de qualquer sintoma ou sinal de disfun&#231;&#227;o. </p>
    <p>O mesmo ocorre em indiv&#237;duos chag&#225;sicos assintom&#225;ticos<sup>16</sup>, que t&#234;m eletrocardiograma alterado, &#237;ndice cardiotor&#225;cico normal e fun&#231;&#227;o sist&#243;lica, volumes e espessuras normais ao ecocardiograma. Se submetermos esses indiv&#237;duos a testes de estresse, encontraremos disfun&#231;&#245;es subcl&#237;nicas. At&#233; hoje, temos apenas um medicamento para tratar especificamente essa doen&#231;a, e mesmo assim n&#227;o devidamente comprovado, al&#233;m da alta incid&#234;ncia de efeitos colaterais apresentados por seus usu&#225;rios<sup>17</sup>. Esfor&#231;os est&#227;o sendo dirigidos na busca de novos produtos parasiticidas<sup>18</sup>. E quantos de n&#243;s pensam em miocardites em quadros recentes de disfun&#231;&#227;o<sup>19,20</sup>? </p>
    <p>Novos agentes que inibem deposi&#231;&#227;o de col&#225;geno, e at&#233; o reabsorvem, al&#233;m de outros protetores de fibras, e que tenham a potencialidade de proteger e/ou aumentar a circula&#231;&#227;o intramioc&#225;rdica devem ser procurados. Nos &#250;ltimos tempos, apenas agentes com a&#231;&#227;o preferencial em periferia, nos eixos neuro-humorais, foram lan&#231;ados ou est&#227;o sendo pesquisadas. Mas o problema fundamental &#233; o "centro", o cora&#231;&#227;o, que &#233; mais dif&#237;cil de ser estudado. A nossa pobreza nesse sentido &#233; ilustrada pelos compostos digit&#225;licos, os &#250;nicos medicamentos inotr&#243;picos positivos aprovados para uso cr&#244;nico nos &#250;ltimos 200 anos<sup>21</sup>. </p>
    <p>Cabe a n&#243;s mudarmos esse quadro. Precisamos de resultados melhores, com custos menores. Nossa fun&#231;&#227;o &#233; procurar, e n&#227;o apenas difundir. &#201; a fun&#231;&#227;o de um real acad&#234;mico.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o desse estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
    <p>1 Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Datasus: morbidade hospitalar - sistema de informa&#231;&#245;es hospitalares do SUS (SIH/SUS). Bras&#237;lia; 2003.</p>
    <p>2. Rossi Neto JM. A dimens&#227;o do problema da insufici&#234;ncia card&#237;aca do Brasil e do mundo. Rev Soc Cardiol Estado de S&#227;o Paulo. 2004; 14: 1-10. </p>
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    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Charles Mady - InCor </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as C. Aguiar, 44 </p>
        <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="cmady@cardiol.br">cmady@cardiol.br</email> / </p>
        <p>
          <email xlink:href="charles.mady@incor.usp.br">charles.mady@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 29/05/07; aceito em 13/06/07</p>
  </body>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Current situation of the treatment of heart failure in Brazil</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p>Current situation of the treatment of heart failure in Brazil </p>
      <p>
        <bold>Charles Mady</bold>
      </p>
      <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas &#150;FMUSP &#150; S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Cardiac output, low; Brazil; data analysis.</p>
      <p>Heart failure has been addressed with increasingly frequency in symposia, congresses and researches because of its very high incidence, morbidity and mortality. The number of individuals with heart failure is about 23 million worldwide, with two million new cases each year. In Brazil, according to the IBGE (<italic>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica</italic> &#150; Brazilian Institute of Geography and Statistics), the population in 2007 will be of almost 190 million, seven million of which with this syndrome<sup>1</sup>. The number of new patients has been growing despite the increasingly greater advances in treatment. And what would be the causes to explain this fact? There are attempts to explain it by the increase in population survival, as well as by the increase in industrialization and urbanization of countries in constant development. As a consequence, there is a deterioration of eating habits and an increase in the incidence of sedentary lifestyle, stress and smoking, thus leading to an increased incidence of artery diseases, diabetes mellitus and hypertension, which are potential causes of heart failure. To make this situation even worse, high rates of individuals with Chagas disease and rheumatic disease are still seen in our country. In parallel, there is a decrease in the number of hospital admissions and an increase in in-hospital deaths, facts that are explained by a decrease in hospital bed supply and increased severity of cases hospitalized<sup>2-4</sup>. </p>
      <p>For decades, researchers have struggled to diminish morbidity, mortality and costs of this syndrome. New agents, surgical therapeutic approaches, devices, and multiprofessional clinics have been introduced in the clinical practice. What are the results of this huge endeavor, and what is the cost-benefit ratio for society? </p>
      <p>When the impact of the use of medications on mortality is analyzed, the conclusion is not favorable. The new agents available in the market had positive results on death rates, albeit modest. This was predictable. For instance, the analysis of the original graphs of the CONSENSUS study (Effects of enalapril on mortality in severe congestive heart failure. Results of the Cooperative North Scandinavian Enalapril Survival Study<sup>5</sup>), published two decades ago, shows an evident drop in mortality in the group treated; however, when we pay attention to the values and compare the treatment group with the placebo group, the numerical difference is small. The use of angiotensin converting enzyme inhibitors brought an unquestionable benefit, but unfortunately the cost-benefit ratio was not as favorable. </p>
      <p>We addressed this issue at that time in several symposia and lectures, and the discussions were always heated; there was great resistance to accept this argument. It was the beginning of a new stage in the treatment of heart failure, in which the neurohormonal axis was being directly approached. Studies conducted later corroborated these results. The RALES<sup>6</sup> study, which showed a drop in mortality of patients with heart failure receiving spironolactone, was also questioned. We participated in this project and 60 of the patients studied had chagasic cardiomyopathy, 30 of whom received spironolactone and 30 received placebo. No difference in mortality was observed between the two groups. This fact encouraged us to develop a project in an animal model to test the same hypothesis, and more favorable results were obtained<sup>7</sup>. These results cannot be extrapolated to humans, and a similar protocol is afoot, still with few patients studied. </p>
      <p>These uncertainties were useful to question information on drug treatments for this syndrome that do not take into consideration the etiopathogenesis of the cardiomyopathy causing the dysfunction. Would the agents available have the same effect regardless of the different causes of the disease? Even today we have doubts on the use of beta-blockers in chagasic cardiopathy, for instance. Recent studies show different progression, actuarial curves, and histopathological findings in similar patients with different etiologies<sup>8-10</sup>.</p>
      <p>Would the treatments proposed have different effects on the different cardiomyopathies? The answer is almost certainly affirmative. The day will come when the treatment of myocardial aggressions will be individualized, and not collective, the way we treat patients with heart failure today. To accomplish this purpose, the clinical tests developed should have more subsidies from research laboratories. How many of these projects, some of them exceedingly expensive, do not reach satisfactory results because of these shortcomings? Are we perhaps carrying out research in the direction opposite to that recommended by academic methods? Ongoing projects, as well as those lately presented in congresses and in the medical literature make us believe so. The pattern is always the same: "is drug A better than drug B, or than placebo?"</p>
      <p>In relation to invasive treatments, we can say that the same criticisms apply. As an example, when the idea of ventriculectomy emerged, a reduction of the ventricular cavity was the single argument in favor of it, and we questioned the idea by stating that the quality of the wall was much more important than the volumes. Before being introduced into medical practice, this procedure should have been tested in different laboratory models of cardiomyopathy. Not unexpectedly, the results of this technique in chagasic cardiomyopathy, as would have been in any other inflammatory cardiomyopathy, were the worst. The ventricular wall, in these cases, is more damaged<sup>11</sup>. However, we only "discovered" this fact, and its prohibitive mortality rates, after the method had been tested in humans. </p>
      <p>We recall that, on that occasion, the ethics committees were engaged in prohibiting the use of endomyocardial biopsy<sup>12</sup> as a diagnostic procedure, but approved this surgical technique in which not only fragments of muscle were removed via puncture, but a "steak" was removed via sternotomy. The Cardiology community applauded this technique and even said that we were before one of the greatest breakthroughs of the century. The media, with its an extremely professional marketing, can be more powerful than the ethical principles that should guide medical research. </p>
      <p>The different consequences of different types of myocardial aggression made us consider that morphological as well as functional indexes would be necessary to surgically treat any patient with ventricular dilatation. They are also useful to explain why individuals with aortic regurgitation, with volume increases similar to those seen in chagasic patients, have a more favorable prognosis. And what would be the optimal time for surgical correction of aortic regurgitation? This is a subject of enormous interest, for which morphological indexes would be very useful<sup>13,14</sup>.</p>
      <p>When the impact of ventricular assist devices, transplantation, cardioverters and pacemakers on the population with severe heart failure is analyzed, the results are modest. In some situations, mistakes keep being repeated. To date, we still do not know what patients have the best indications to receive a pacemaker, although pacemakers have been routinely used. The cost of these devices is very high even for developed countries, and this is not our case. As for transplantations, they are undoubtedly a major advance in the treatment of this syndrome. Nevertheless, the cost-benefit ratio is far from satisfactory. </p>
      <p>Multiprofessional heart failure clinics are a most welcome addition to these developments. Advice and information to patients and their respective families has shown that a good talk with clinicians, nurses, nutritionists, physical therapists, occupational therapists and other health professionals has diminished morbidity and mortality from this syndrome. For a country like ours, and even for the developed ones, it is good and cheaper. We have to revert to the thought that clinical picture is of paramount importance. </p>
      <p>What should be the future perspectives for drug therapy in light of the situation presented? First, clinicians should always keep the word prevention in mind. When the level of impact of antihypertensive, lipid-lowering and hypoglycemic agents, as well as of weight reduction, on the reduction of heart failure incidence is analyzed, the results are moderate to good<sup>2</sup>. Therefore, heart failure can and must be prevented. Other diseases that affect the heart insidiously should be closely watched. As an example, I mentioned scleroderma<sup>15</sup>, among many others, that affect the myocardium before the onset of any symptom or sign of dysfunction. </p>
      <p>The same is observed in asymptomatic chagasic individuals<sup>16</sup> who have abnormal electrocardiogram and normal cardiothoracic ratio, systolic function, volumes and wall thickness on echocardiogram. If these individuals undergo stress testing, subclinical dysfunctions will be detected. Even today, only one drug is available to specifically treat this disease, and even so its positive results have not yet been duly proven, in addition, it causes a high incidence of side effects<sup>17</sup>. Efforts have been driven toward the search of new parasiticides<sup>18</sup>. Also, how many of us consider the diagnosis of myocarditis for recent-onset cardiac dysfunctions<sup>19,20</sup>? </p>
      <p>The discovery of new drugs that inhibit collagen deposition, and even reabsorb it, as well as other fiber protectors that have the potential to protect and/or increase intramyocardial circulation should be pursued. Lately, only agents with a preferential peripheral action in the neurohormonal axes have been launched or are being studied. However, the key problem is the "core", the heart, which is more difficult to be studied. Our poverty, in this sense, is illustrated by digitalis compounds, the only positive inotropic agents approved for chronic use in the past 200 years<sup>21</sup>. </p>
      <p>It is up to us to change this situation. We need better results, at lower costs. Our duty is to seek, and not only to disseminate. This is the duty of a true scholar.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>1 Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Datasus: morbidade hospitalar - sistema de informa&#231;&#245;es hospitalares do SUS (SIH/SUS). Bras&#237;lia; 2003.</p>
      <p>2. Rossi Neto JM. A dimens&#227;o do problema da insufici&#234;ncia card&#237;aca do Brasil e do mundo. Rev Soc Cardiol Estado de S&#227;o Paulo. 2004; 14: 1-10. </p>
      <p>3. Tavares LR, Victer H, Linhares JM, de Barros CM, Oliveira MV, Pacheco LC, et al. Epidemiologia da insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada em Niter&#243;i &#150; Projeto EPICA - Niter&#243;i. Arq Bras Cardiol. 2004; 82 (2): 121-4. </p>
      <p>4. Albanesi Filho FM. Insufici&#234;ncia card&#237;aca no Brasil. Arq Bras Cardiol. 1998; 71: 561-2.</p>
      <p>5. The CONSENSUS Trial Study Group. N Engl J Med. 1987; 316 (23): 1429-35.</p>
      <p>6. Pitt B, Zannad F, Remme WJ, Cody R, Castaigne A, Perez A, et al. The effect of spironolactone on morbidity and mortality in patients with severe heart failure. Randomized Aldactone Evaluation Study Investigators. N Engl J Med. 1999; 341 (10): 709-17.</p>
      <p>7. Ramires FJ, Salemi VM, Ianni BM, Fernandes F, Martins DG, Billate A, et al. Aldosterone antagonism in an inflammatory state: evidence for myocardial protection. J Renin Angiotensin Aldosterone Syst. 2006; 7: 162-7.</p>
      <p>8. Felker GM, Thompson RE, Hare JM, Hruban RH, Clemetson DE, Howard DL, et al. Underlying causes and long-term survival in patients with initially unexplained cardiomyopathy. N Engl J Med. 2000; 342: 1077-84. </p>
      <p>9. Mady C, Cardoso RHA, Pereira Barretto AC, da Luz PL, Bellotti G, Pileggi F. Survival and predictors of survival pacients with congestive heart failure due to Chagas&#146; cardiomyopathy. Circulation. 1994; 90: 3098-102. </p>
      <p>10. Soufen HN. An&#225;lise histol&#243;gica e molecular da fibrose mioc&#225;rdica em pacientes portadores de miocardiopatia dilatada de diferentes etiologias. [Tese]. S&#227;o Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de S&#227;o Paulo; 2002.</p>
      <p>11. Mady C, Ianni BM, Arteaga E, Montes GS, Caldini EG, Andrade G, et al. Relation between interstitial myocardial collagen and the degree of clinical impairment in Chagas&#146; disease. Am J Cardiol. 1999; 84 (3): 354-6.</p>
      <p>12. Mady C. Riscos e benef&#237;cios da biopsia endomioc&#225;rdica de ventr&#237;culo direito (editorial). Arq Bras Cardiol. 1998; 70 (3): 185-6.</p>
      <p>13. Nigri M, Rochitte CE, Tarasoutchi F, Spina GS, Parga JR, Avila LF, et al. Valvopatia a&#243;rtica cr&#244;nica grave sintom&#225;tica: estudo comparado da resson&#226;ncia magn&#233;tica card&#237;aca e ecocardiografia. Arq Bras Cardiol. 2006; 86: 145-9. </p>
      <p>14. Nigri M, Rochitte CE, Tarasoutchi F, Spina GS, Sampaio RO, Cardoso LF, et al. Myocardial fibrosis detected by MRI and biopsy is associated with worse left ventricular function in patients with severe chronic aortic valve disease [abstract]. Circulation. 2003; 108: 567.</p>
      <p>15. Fernandes F, Ramires FJ, Arteaga E, Ianni BM, Bonfa ES, Mady C. Cardiac remodeling in patients with systemic sclerosis with no signs or symptoms of heart failure: an endomyocardial biopsy study. J Card Fail. 2003; 9: 311-7.</p>
      <p>16. Mady C, Ianni BM, Arteaga E, Salemi VMC, Frimm C de C. Maximal functional capacity in patients with Chagas&#146; cardiomyopathy without congestive heart failure. J Card Fail. 2000; 6: 220-4.</p>
      <p>17. Ianni BM, Mady C. Terap&#234;utica da forma cr&#244;nica da doen&#231;a de Chagas: &#233; eficaz o tratamento etiol&#243;gico? Arq Bras Cardiol. 1998; 70: 59-61.</p>
      <p>18. Tempone AG, Sartorelli P, Mady C, Fernandes F. Natural products to anti-trypanosomal drugs: an overview of new drug prototypes for American Trypanosomiasis. Cardiovascular &amp; Hematological Agents in Medicinal Chemistry 2007; 5 (no prelo)</p>
      <p>19. Arteaga E, Pereira Barretto AC, Mady C, Higuchi ML, Fiorelli AI, Bellotti G, et al. Miocardite linfocit&#225;ria: resposta ao tratamento com drogas imunossupressoras. Arq Bras Cardiol. 1990; 55 (3): 161-5. </p>
      <p>20. Mady C, D&#146;Avila ALB. Miocardite linfocit&#225;ria ativa. Rev Soc Cardiol Estado de S&#227;o Paulo. 1992; 2: 20-4.</p>
      <p>21. Mady C. Estado atual do uso cl&#237;nico do digital (editorial). Arq Bras Cardiol. 1994; 63: 353-4.</p>
      <p>
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          <label>
            <bold>Mailing address:</bold>
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          <p> Charles Mady</p>
          <p> InCor</p>
          <p> Av. Dr. En&#233;as C. Aguiar, 44</p>
          <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="cmady@cardiol.br">cmady@cardiol.br</email> / </p>
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          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Manuscript received May 29, 2007; accepted June 13, 2007</p>
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