<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2007001600001</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2007001600001</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Tradu&#231;&#227;o e valida&#231;&#227;o para o portugu&#234;s do Medication Regimen Complexity Index</article-title>
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            <given-names>Ana Carolina</given-names>
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            <surname>Correr</surname>
            <given-names>Cassyano Janu&#225;rio</given-names>
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            <surname>Fern&#225;ndez-Llimos</surname>
            <given-names>Fernando</given-names>
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        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Farm&#225;cia </institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
      <volume>89</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>210</fpage>
      <lpage>218</lpage>
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          <day>12</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A complexidade da farmacoterapia consiste de m&#250;ltiplas caracter&#237;sticas do regime prescrito, incluindo o n&#250;mero de diferentes medica&#231;&#245;es no esquema, o n&#250;mero de unidades de dosagem por dose, o n&#250;mero total de doses por dia e os cuidados na administra&#231;&#227;o dos medicamentos. O Medication Regimen Complexity Index (MRCI) &#233; um instrumento espec&#237;fico, validado e utilizado para medir a complexidade da farmacoterapia, desenvolvido originalmente em l&#237;ngua inglesa. OBJETIVO: Tradu&#231;&#227;o transcultural e valida&#231;&#227;o desse instrumento para o portugu&#234;s do Brasil. M&#201;TODOS: Foi desenvolvido um estudo transversal envolvendo 95 pacientes com diabete do tipo 2 utilizando m&#250;ltiplas medica&#231;&#245;es. O processo de valida&#231;&#227;o teve in&#237;cio pela tradu&#231;&#227;o, retrotradu&#231;&#227;o e pr&#233;-teste do instrumento, gerando uma vers&#227;o adaptada chamada &#205;ndice de Complexidade da Farmacoterapia (ICFT). Em seguida foram analisados par&#226;metros psicom&#233;tricos, incluindo validade convergente, validade divergente, confiabilidade entre avaliadores e teste-reteste. RESULTADOS: A complexidade da farmacoterapia medida pelo ICFT obteve m&#233;dia de 15,7 pontos (desvio padr&#227;o = 8,36). O ICFT mostrou correla&#231;&#227;o significativa com o n&#250;mero de medicamentos em uso (r = 0,86; p &lt; 0,001) e a idade dos pacientes (r = 0,28; p = 0,005). A confiabilidade entre avaliadores obteve correla&#231;&#227;o intraclasse igual a 0,99 (p &lt; 0,001) e a confiabilidade teste-reteste obteve correla&#231;&#227;o de 0,997 (p &lt; 0,001). CONCLUS&#195;O: Os resultados demonstraram que o ICFT apresenta bom desempenho de validade e confiabilidade, podendo ser utilizado como ferramenta &#250;til na pr&#225;tica cl&#237;nica e em pesquisas envolvendo an&#225;lise da complexidade da terapia.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Quimioterapia</kwd>
        <kwd>coopera&#231;&#227;o do paciente</kwd>
        <kwd>diretrizes</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>18</day>
        <month>04</month>
        <year>2008</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Tradu&#231;&#227;o e valida&#231;&#227;o para o portugu&#234;s do <italic><bold>Medication Regimen Complexity Index</bold></italic></p>
    <p>
      <bold>Ana Carolina Melchiors<sup>I</sup>; Cassyano Janu&#225;rio Correr<sup>I</sup>; Fernando Fern&#225;ndez-Llimos<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba, PR &#150; Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Faculdade de Farm&#225;cia - Universidade de Lisboa, Lisboa &#150; Portugal</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A complexidade da farmacoterapia consiste de m&#250;ltiplas caracter&#237;sticas do regime prescrito, incluindo o n&#250;mero de diferentes medica&#231;&#245;es no esquema, o n&#250;mero de unidades de dosagem por dose, o n&#250;mero total de doses por dia e os cuidados na administra&#231;&#227;o dos medicamentos. O <italic>Medication Regimen Complexity Index</italic> (MRCI) &#233; um instrumento espec&#237;fico, validado e utilizado para medir a complexidade da farmacoterapia, desenvolvido originalmente em l&#237;ngua inglesa. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Tradu&#231;&#227;o transcultural e valida&#231;&#227;o desse instrumento para o portugu&#234;s do Brasil. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foi desenvolvido um estudo transversal envolvendo 95 pacientes com diabete do tipo 2 utilizando m&#250;ltiplas medica&#231;&#245;es. O processo de valida&#231;&#227;o teve in&#237;cio pela tradu&#231;&#227;o, retrotradu&#231;&#227;o e pr&#233;-teste do instrumento, gerando uma vers&#227;o adaptada chamada &#205;ndice de Complexidade da Farmacoterapia (ICFT). Em seguida foram analisados par&#226;metros psicom&#233;tricos, incluindo validade convergente, validade divergente, confiabilidade entre avaliadores e teste-reteste. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A complexidade da farmacoterapia medida pelo ICFT obteve m&#233;dia de 15,7 pontos (desvio padr&#227;o = 8,36). O ICFT mostrou correla&#231;&#227;o significativa com o n&#250;mero de medicamentos em uso (r = 0,86; p &lt; 0,001) e a idade dos pacientes (r = 0,28; p = 0,005). A confiabilidade entre avaliadores obteve correla&#231;&#227;o intraclasse igual a 0,99 (p &lt; 0,001) e a confiabilidade teste-reteste obteve correla&#231;&#227;o de 0,997 (p &lt; 0,001). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Os resultados demonstraram que o ICFT apresenta bom desempenho de validade e confiabilidade, podendo ser utilizado como ferramenta &#250;til na pr&#225;tica cl&#237;nica e em pesquisas envolvendo an&#225;lise da complexidade da terapia.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Quimioterapia/utiliza&#231;&#227;o/economia, coopera&#231;&#227;o do paciente, diretrizes.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A farmacoterapia representa o principal recurso terap&#234;utico de cura e controle de doen&#231;as. Entre os fatores determinantes da extens&#227;o do uso de medicamentos pela popula&#231;&#227;o est&#227;o os desenvolvimentos constantes de novos f&#225;rmacos, o uso dos medicamentos aliado &#224;s recomenda&#231;&#245;es de diretrizes cl&#237;nicas e a demanda por consumo da pr&#243;pria popula&#231;&#227;o. Somado a isso, as mudan&#231;as de perfil epidemiol&#243;gico e o predom&#237;nio das doen&#231;as cr&#244;nicas aumentam a necessidade de m&#250;ltiplos tratamentos, fen&#244;meno conhecido por polifarm&#225;cia. O resultado para os pacientes &#233; a exist&#234;ncia de terapias de maior complexidade<sup>1</sup>.</p>
    <p>Diversos estudos identificam a complexidade da farmacoterapia como um dos principais fatores para a n&#227;o-ades&#227;o ao tratamento<sup>2-6</sup>. Em pacientes hipertensos e diab&#233;ticos, por exemplo, o n&#250;mero de medica&#231;&#245;es<sup>7</sup> ou a freq&#252;&#234;ncia de dosagem<sup>8</sup> t&#234;m sido associados &#224; menor ades&#227;o ao tratamento e &#224; pior controle press&#243;rico ou metab&#243;lico. A ades&#227;o ao tratamento pode ser definida como o "grau em que o comportamento de uma pessoa coincide com as recomenda&#231;&#245;es do profissional da sa&#250;de, em rela&#231;&#227;o a tomada de medicamentos, seguimento de dieta ou mudan&#231;as no estilo de vida"<sup>9</sup>. </p>
    <p>Uma variedade de defini&#231;&#245;es de complexidade da farmacoterapia pode ser encontrada na literatura. Algumas simples, envolvendo apenas o n&#250;mero de medica&#231;&#245;es e/ou o n&#250;mero de doses por dia<sup>1,5</sup>, outras mais abrangentes, como a realizada por Stone e cols.<sup>6</sup>. De modo geral, aceita-se que a complexidade da farmacoterapia consiste de m&#250;ltiplas caracter&#237;sticas do regime prescrito, incluindo, pelo menos, o n&#250;mero de diferentes medica&#231;&#245;es no esquema, o n&#250;mero de doses por dia, o n&#250;mero de unidades de dosagem por dose, o n&#250;mero total de doses por dia e as rela&#231;&#245;es da dose com a alimenta&#231;&#227;o<sup>6,10</sup>.</p>
    <p>Estudos realizados nos &#250;ltimos anos t&#234;m avaliado a complexidade da farmacoterapia em grande diversidade de enfermidades, como epilepsia<sup>5</sup>, esquizofrenia<sup>11</sup>, hipertens&#227;o<sup>12</sup>, diabete do tipo 2<sup>13</sup>, v&#237;rus da imunodefici&#234;ncia humana/s&#237;ndrome da imunodefici&#234;ncia adquirida (HIV/AIDS)<sup>3,6</sup> e grupos espec&#237;ficos da popula&#231;&#227;o, como idosos<sup>14-16</sup>, polimedicados<sup>1</sup> e pacientes submetidos a transplante renal<sup>17</sup>. Alguns desses estudos demonstram que os pontos cr&#237;ticos da complexidade da farmacoterapia podem variar, dependendo das caracter&#237;sticas dos pacientes: em pacientes idosos, por exemplo, o uso de 12 ou mais doses de medica&#231;&#245;es por dia<sup>15</sup>, e em pacientes HIV positivos, as restri&#231;&#245;es alimentares impostas pela administra&#231;&#227;o dos medicamentos<sup>6</sup>. </p>
    <p>Essa variedade de defini&#231;&#245;es e interpreta&#231;&#245;es pode comprometer a uniformidade na medida desse par&#226;metro. Aspectos importantes, como instru&#231;&#245;es especiais de uso (como, por exemplo, tomar junto com alimentos) ou a&#231;&#245;es requeridas de manejo da medica&#231;&#227;o (como, por exemplo, tomar metade ou esmagar o comprimido), podem ser ignorados no c&#225;lculo da complexidade de farmacoterapia<sup>5</sup>, dificultando a compara&#231;&#227;o e a generaliza&#231;&#227;o de resultados cient&#237;ficos.</p>
    <p>Sabendo-se da import&#226;ncia na rela&#231;&#227;o da complexidade da farmacoterapia com a ades&#227;o ao tratamento e a dificuldade em se uniformizar a forma de medir esse par&#226;metro, George e cols.<sup>18</sup> desenvolveram um &#237;ndice, chamado <italic>Medication Regimen Complexity Index</italic> (MRCI). O MRCI &#233; um instrumento utilizado para medir a complexidade da farmacoterapia de um paciente individual, dividido em tr&#234;s se&#231;&#245;es: A, B e C. A se&#231;&#227;o A corresponde &#224;s informa&#231;&#245;es sobre formas de dosagens; a se&#231;&#227;o B, &#224;s informa&#231;&#245;es sobre freq&#252;&#234;ncias de doses; e a se&#231;&#227;o C corresponde &#224;s informa&#231;&#245;es adicionais, como hor&#225;rios espec&#237;ficos e uso com alimentos, entre outras. Cada se&#231;&#227;o &#233; pontuada a partir da an&#225;lise da farmacoterapia do paciente e o &#237;ndice de complexidade &#233; obtido pela soma dos pontos (escores) das tr&#234;s se&#231;&#245;es<sup>18</sup>.</p>
    <p>O MRCI &#233; o &#250;nico instrumento validado encontrado hoje na literatura para medir a complexidade da farmacoterapia, originalmente em l&#237;ngua inglesa. A valida&#231;&#227;o desse instrumento para nosso meio pode auxiliar os estudos envolvendo ades&#227;o terap&#234;utica e estrat&#233;gias para sua melhoria, possibilitando maior uniformidade de m&#233;todos e compara&#231;&#227;o de resultados. O objetivo deste estudo consiste na adapta&#231;&#227;o e na valida&#231;&#227;o do instrumento <italic>Medication Regimen Complexity Index </italic>para o portugu&#234;s do Brasil.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Em estudo transversal realizado entre outubro e dezembro de 2005, foram avaliados os prontu&#225;rios farmacoterap&#234;uticos de 105 pacientes com diabete do tipo 2, utilizando hipoglicemiantes orais ou insulina, participantes de um estudo cl&#237;nico sobre aten&#231;&#227;o farmac&#234;utica em farm&#225;cias comunit&#225;rias de Curitiba e regi&#227;o. O uso de medicamentos de cada paciente foi analisado em sua totalidade, incluindo medica&#231;&#227;o antidiab&#233;tica prescrita e medica&#231;&#227;o prescrita para outras condi&#231;&#245;es, como hipertens&#227;o e dislipidemia. Foram considerados tamb&#233;m os medicamentos em uso para quadros agudos ou quando necess&#225;rio. Para cada paciente, foi considerado o primeiro esquema farmacoterap&#234;utico constante a partir da data de admiss&#227;o do paciente na pesquisa. Este estudo foi desenvolvido pelo Departamento de Farm&#225;cia da Universidade Federal do Paran&#225;, sendo aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do Hospital de Cl&#237;nicas sob o protocolo CEP-HC n. 092ext046/2003-08. Todos os pacientes participantes foram informados sobre os objetivos da pesquisa e assinaram termo de consentimento.</p>
    <p><italic>Tradu&#231;&#227;o transcultural</italic> - O processo de tradu&#231;&#227;o e valida&#231;&#227;o seguiu recomenda&#231;&#245;es internacionais<sup>19,20</sup> e considerou trabalhos que j&#225; utilizaram o instrumento em pacientes brasileiros<sup>21</sup>. O instrumento foi submetido a dois tradutores fluentes em ingl&#234;s, que conheciam os objetivos e conceitos subjacentes ao estudo e que possu&#237;am como l&#237;ngua-m&#227;e o portugu&#234;s. As duas tradu&#231;&#245;es foram comparadas, gerando uma vers&#227;o consensual denominada vers&#227;o 1. </p>
    <p>Na segunda etapa, a vers&#227;o 1 do instrumento foi submetida a retrotradu&#231;&#227;o ao ingl&#234;s, realizada por um tradutor fluente em ingl&#234;s, que n&#227;o conhecia os objetivos e conceitos subjacentes ao estudo. Essa nova vers&#227;o em ingl&#234;s foi confrontada com o instrumento original e da corre&#231;&#227;o de eventuais discrep&#226;ncias surgiu a vers&#227;o 2.</p>
    <p>Na terceira etapa, um comit&#234; de avalia&#231;&#227;o formado por tr&#234;s profissionais da &#225;rea da sa&#250;de, bil&#237;ng&#252;es, revisou todas as partes do instrumento vers&#227;o 2, verificando equival&#234;ncias sem&#226;ntica, idiom&#225;tica, cultural e conceitual. Ap&#243;s essa etapa foi gerada a vers&#227;o 3 do &#237;ndice. Essa vers&#227;o foi ent&#227;o submetida a pr&#233;-teste, com a utiliza&#231;&#227;o de um paciente fict&#237;cio, e apresentada a tr&#234;s farmac&#234;uticos cl&#237;nicos, n&#227;o participantes das etapas anteriores. Estes descreveram suas principais d&#250;vidas e dificuldades na utiliza&#231;&#227;o do instrumento e suas avalia&#231;&#245;es foram centradas na validade de conte&#250;do e na validade de face. A vers&#227;o final foi concretizada ap&#243;s avalia&#231;&#227;o do comit&#234; e ajustes do &#237;ndice, a partir das modifica&#231;&#245;es propostas.</p>
    <p><italic>Valida&#231;&#227;o </italic>- O instrumento foi utilizado nos prontu&#225;rios dos pacientes por dois pesquisadores, separadamente. Ap&#243;s aplica&#231;&#227;o do instrumento foram realizadas an&#225;lises psicom&#233;tricas, com o objetivo de avaliar sua validade e sua confiabilidade. A sele&#231;&#227;o dos testes baseou-se na distribui&#231;&#227;o normal dos dados, confirmada pelo teste de Komolgorov-Smirnov. A validade de construto (<italic>construct validity</italic>) foi analisada pela validade convergente (<italic>convergent validity</italic>), verificando a correla&#231;&#227;o entre a pontua&#231;&#227;o total do &#237;ndice e o n&#250;mero de medicamentos do tratamento, utilizando-se para tanto o &#237;ndice de correla&#231;&#227;o de Pearson. A validade discriminante (<italic>discriminant validity</italic>) foi analisada a partir da correla&#231;&#227;o entre a pontua&#231;&#227;o total da complexidade e as vari&#225;veis independentes. Foram utilizados o &#237;ndice de massa corporal (IMC), por meio do coeficiente de correla&#231;&#227;o de Pearson, e diferen&#231;as de pontua&#231;&#227;o entre g&#234;neros, por meio do teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>.</p>
    <p>Para estimativa da confiabilidade (<italic>reliability</italic>), foram avaliadas a confiabilidade entre avaliadores (<italic>inter-rater reliability</italic>), comparando os resultados de dois diferentes aplicadores independentes, e a confiabilidade teste-reteste (<italic>test-retest reliability</italic>), em que um mesmo aplicador repetiu o preenchimento do &#237;ndice duas vezes num intervalo de um m&#234;s, para todos os pacientes. As an&#225;lises da confiabilidade utilizaram o coeficiente de correla&#231;&#227;o intraclasse (ICC) (intervalo de confian&#231;a de 95% [IC 95%]). O banco de dados foi organizado por dupla digita&#231;&#227;o dos resultados medidos e os testes estat&#237;sticos foram realizados com aux&#237;lio do programa SPSS vers&#227;o 12.0. Foram considerados significativos valores de p &lt; 0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Dos 105 pacientes participantes da pesquisa, 10 tiveram que ser exclu&#237;dos do estudo de valida&#231;&#227;o. Os motivos da exclus&#227;o foram a n&#227;o-utiliza&#231;&#227;o de hipoglicemiantes (tr&#234;s casos) ou dados faltantes nos prontu&#225;rios, impossibilitando a utiliza&#231;&#227;o do instrumento de medida de forma adequada (sete casos). Foram inclu&#237;dos na pesquisa 95 pacientes (90,4%).</p>
    <p>A m&#233;dia de idade dos pacientes foi de 58,5 anos (desvio padr&#227;o=11,2; 31 a 88 anos), 63,2% dos quais do sexo feminino. Os pacientes foram caracterizados quanto a tempo de diagn&#243;stico, acesso ao servi&#231;o de sa&#250;de, tempo da &#250;ltima consulta m&#233;dica, escolaridade, IMC, circunfer&#234;ncia da cintura, resultado de hemoglobina glicada (HbA1), glicemia em jejum e press&#227;o arterial. Os pacientes foram avaliados ainda quando ao &#237;ndice de co-morbidade de Charlson, que avalia a carga de morbidade dos pacientes, permitindo a estimativa do risco de mortalidade em 10 anos<sup>22</sup>. O &#237;ndice apresenta linearidade entre 0-5 pontos, com 0 correspondendo a 99% de chance de sobreviv&#234;ncia e 5, a 34% de chance de sobreviv&#234;ncia em 10 anos. Os dados est&#227;o apresentados, de forma resumida, na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A m&#233;dia de medicamentos por paciente foi de 4,5 (desvio padr&#227;o = 2,5). Do total de pacientes, a maioria deles (84,3%) utilizava apenas hipoglicemiantes orais, 49,4% utilizavam anti-hipertensivos, 18% utilizavam hipolipemiantes e 34,8%, antiagregantes plaquet&#225;rios. Essas condi&#231;&#245;es foram consideradas por serem clinicamente significativas em pacientes diab&#233;ticos e as mais freq&#252;entemente encontradas<sup>23,24</sup>. Os medicamentos mais utilizados para essas condi&#231;&#245;es est&#227;o resumidos na <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>O processo de adapta&#231;&#227;o transcultural resultou na vers&#227;o em portugu&#234;s do instrumento denominado &#205;ndice de Complexidade da Farmacoterapia (ICFT). O instrumento traduzido inclui instru&#231;&#245;es para sua utiliza&#231;&#227;o e mant&#233;m a apresenta&#231;&#227;o do instrumento original. A vers&#227;o completa encontra-se dispon&#237;vel no <xref ref-type="app" rid="apx01">ap&#234;ndice 1</xref>. </p>
    <p>A complexidade da farmacoterapia medida na popula&#231;&#227;o pelo ICFT obteve m&#233;dia de 15,7 pontos (desvio padr&#227;o = 8,36). O valor m&#225;ximo obtido foi de 45,5 pontos em um tratamento com 12 medicamentos e o m&#237;nimo foi de quatro pontos em um tratamento com um &#250;nico comprimido por dia. Houve correla&#231;&#227;o significativa entre o n&#250;mero de medicamentos e o ICFT encontrado (r = 0,86; p &lt; 0,001), demonstrando converg&#234;ncia entre esses par&#226;metros. Al&#233;m disso, houve diferen&#231;a nos valores do ICFT entre pacientes utilizando o mesmo n&#250;mero de medicamentos, ilustrando o peso de outros fatores no c&#225;lculo do &#237;ndice. A m&#233;dia do ICFT e sua dispers&#227;o considerando intervalo de confian&#231;a de 95% demonstram superposi&#231;&#227;o de resultados e aumento da dispers&#227;o com aumento do total de medicamentos. Esses resultados est&#227;o detalhados na <xref ref-type="table" rid="tab03">tabela 3</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Especificamente no tratamento antidiab&#233;tico, a adi&#231;&#227;o de insulina ao tratamento com hipoglicemiantes orais esteve ligada a aumento significativo da complexidade da terapia, com aumento m&#233;dio de 10 pontos no ICFT (p = 0,003).</p>
    <p>O ICFT demonstrou tamb&#233;m correla&#231;&#227;o significativa com a idade (r = 0,28; p = 0,005), especificamente nas se&#231;&#245;es A (formas de dosifica&#231;&#227;o) e B (freq&#252;&#234;ncia de dosagem). A exce&#231;&#227;o foi a se&#231;&#227;o C do instrumento, que trata das instru&#231;&#245;es adicionais sobre a medica&#231;&#227;o e n&#227;o esteve significativamente correlacionada &#224; idade (r = 0,18; p = 0,08).</p>
    <p>A an&#225;lise de validade divergente entre a pontua&#231;&#227;o do ICFT e o IMC alcan&#231;ou r = 0,02 (p = 0,790), demonstrando baixa correla&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis. N&#227;o foi encontrada diferen&#231;a significativa entre os valores de ICFT para homens e mulheres (15,5 &#177; 7,1 vs. 15,8 &#177; 8,9; p = 0,873). Os pacientes cujo atendimento era exclusivamente pelo sistema p&#250;blico de sa&#250;de apresentaram tratamento com complexidade semelhante (ICFT = 16,0; desvio padr&#227;o = 9,4) &#224; de pacientes usu&#225;rios apenas de servi&#231;os privados (ICFT = 15,2, desvio padr&#227;o = 6,7; p = 0,709). N&#227;o foram encontrados resultados de correla&#231;&#227;o significativos entre ICFT e par&#226;metros cl&#237;nicos, como HbA1 (r = 0,06; p = 0,56) e glicemia em jejum (r = -0,15; p = 0,14). Os resultados de correla&#231;&#227;o entre o ICFT e as principais vari&#225;veis independentes est&#227;o reunidos na <xref ref-type="table" rid="tab04">tabela 4</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quanto &#224; confiabilidade, observou-se alta correla&#231;&#227;o entre os resultados de ICFT de dois aplicadores diferentes analisando os mesmos pacientes. O ICC entre avaliadores foi de 0,99 (p &lt; 0,001) para o ICFT total e entre as tr&#234;s se&#231;&#245;es manteve resultados acima de 0,98. A confiabilidade teste-reteste obteve, para o total do &#237;ndice, ICC de 0,997 (p &lt; 0,001) e para as se&#231;&#245;es A, B e C, respectivamente, 1,00, 0,99 e 0,99. A m&#233;dia dos resultados do ICFT no teste-reteste tamb&#233;m n&#227;o foi significativamente diferente (15,7 &#177; 8,3 vs. 15,6 &#177; 8,1; p = 0,32).</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O ICFT &#233; um instrumento que mede a complexidade da farmacoterapia, independentemente de vari&#225;veis socioecon&#244;micas, farmacol&#243;gicas ou cl&#237;nicas. Esse instrumento baseia-se apenas nas a&#231;&#245;es necess&#225;rias para a administra&#231;&#227;o do medicamento, ou seja, qual a forma farmac&#234;utica que vai ser utilizada, a freq&#252;&#234;ncia e outras informa&#231;&#245;es adicionais que devem ser levadas em considera&#231;&#227;o pelo paciente para a correta administra&#231;&#227;o do medicamento. Esse instrumento pode ser &#250;til na pesquisa e na pr&#225;tica cl&#237;nica, na medida em que fornece informa&#231;&#245;es valiosas sobre os elementos que comp&#245;em a complexidade da terapia, possibilitando estimativa da facilidade (ou dificuldade) de ades&#227;o terap&#234;utica do paciente. Para que se possa utiliz&#225;-lo, entretanto, &#233; necess&#225;rio contar com vers&#227;o adequada e validada &#224; nossa l&#237;ngua e ao nosso sistema de registro de dados cl&#237;nicos.</p>
    <p>O processo de valida&#231;&#227;o do instrumento original incluiu etapas de elabora&#231;&#227;o e compara&#231;&#227;o de seus resultados com a an&#225;lise de comit&#234; de especialistas<sup>18</sup>. Neste trabalho, partindo do trabalho original, foram analisadas caracter&#237;sticas de reprodutibilidade, validade e confiabilidade do instrumento em portugu&#234;s. Para tanto, optou-se pela utiliza&#231;&#227;o de m&#233;todo para tradu&#231;&#227;o e valida&#231;&#227;o de instrumentos internacionalmente aceito e extensamente utilizado<sup>19,20</sup>.</p>
    <p>Assim como no instrumento original (MRCI), o ICFT em portugu&#234;s possui tr&#234;s se&#231;&#245;es, sendo divididas da seguinte forma: se&#231;&#227;o A, formas de dosagem; se&#231;&#227;o B, freq&#252;&#234;ncia de dosagem; e se&#231;&#227;o C, informa&#231;&#245;es adicionais. Por ser um instrumento preenchido pelo profissional da sa&#250;de e n&#227;o pelo paciente, seu formato permite que v&#225;rios medicamentos e informa&#231;&#245;es adicionais entrem na avalia&#231;&#227;o, tornando-a mais ampla. Alguns instrumentos publicados na literatura n&#227;o permitem a avalia&#231;&#227;o completa da complexidade<sup>1</sup> ou avaliam outros conceitos alheios aos de complexidade da farmacoterapia<sup>17</sup>.</p>
    <p>A validade de conte&#250;do e a validade de face foram analisadas pelos comit&#234;s de avalia&#231;&#227;o e pr&#233;-teste, respectivamente, como estabelecido no m&#233;todo de tradu&#231;&#227;o de Guillemin e cols.<sup>19</sup>. Na fase de pr&#233;-teste, foram encontradas dificuldades no entendimento de algumas instru&#231;&#245;es do ICFT, que foram modificadas para facilitar o entendimento do profissional no momento do preenchimento. Uma das sugest&#245;es feitas pelos farmac&#234;uticos do pr&#233;-teste foi a cria&#231;&#227;o de uma ferramenta eletr&#244;nica utilizando o ICFT, a fim de diminuir o gasto de tempo com o preenchimento e facilitando sua utilidade na pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>
    <p>As principais dificuldades relatadas na utiliza&#231;&#227;o do instrumento durante o pr&#233;-teste foram relacionadas ao registro das instru&#231;&#245;es adicionais da farmacoterapia. Os principais pontos divergentes foram quanto &#224; necessidade de utiliza&#231;&#227;o de alguns medicamentos com alimentos, solucion&#225;veis a partir da literatura, ao uso em hor&#225;rios espec&#237;ficos, considerados mesmo quando a freq&#252;&#234;ncia &#233; fixa (por exemplo, 12/12 h), e ao uso de insulina, considerada como m&#250;ltiplas unidades ao mesmo tempo. </p>
    <p>O n&#250;mero de medicamentos utilizados pelo paciente tem grande influ&#234;ncia na complexidade, mas n&#227;o pode ser considerado &#250;nico fator<sup>1,6</sup>. Os resultados demonstraram que o ICFT &#233; capaz de diferenciar a complexidade de tratamentos com o mesmo n&#250;mero de medicamentos, corroborando a id&#233;ia de que simplesmente contar o n&#250;mero de medicamentos n&#227;o corresponde &#224; complexidade. </p>
    <p>A validade divergente foi demonstrada comparando-se resultados do ICFT entre diferentes g&#234;neros e IMC. Considerando-se que esses fatores n&#227;o t&#234;m influ&#234;ncia direta na complexidade do tratamento em si, a baixa correla&#231;&#227;o encontrada situa-se dentro do esperado e evidencia a n&#227;o influ&#234;ncia de fatores externos no c&#225;lculo do &#237;ndice. </p>
    <p>Na estimativa da confiabilidade do instrumento foi realizado teste-reteste, que demonstrou alta correla&#231;&#227;o tanto do total do ICFT como das se&#231;&#245;es, aplicado antes e depois de um m&#234;s, e a confiabilidade intraclasse, que tamb&#233;m obteve alta correla&#231;&#227;o entre os avaliadores. Os dados encontrados nessa etapa se assemelham aos do MRCI original<sup>18</sup>.</p>
    <p>Este instrumento validado permite o desenvolvimento de novas pesquisas sobre a rela&#231;&#227;o da ades&#227;o terap&#234;utica e a complexidade da terapia, incluindo a poss&#237;vel defini&#231;&#227;o de pontos de corte do ICFT a partir dos quais a ades&#227;o apresente redu&#231;&#245;es ou aumentos significativos. Estudos dessa natureza podem ser bastante &#250;teis na elabora&#231;&#227;o de estrat&#233;gias para estimular a ades&#227;o voltadas &#224; redu&#231;&#227;o da complexidade da terapia, em situa&#231;&#245;es de polifarm&#225;cia e pluridiagn&#243;sticos, e nos diversos cen&#225;rios de pr&#225;tica (ambulat&#243;rios, unidade de sa&#250;de, farm&#225;cia comunit&#225;ria). Al&#233;m disso, a rela&#231;&#227;o entre complexidade terap&#234;utica e ocorr&#234;ncia de desfechos cl&#237;nicos favor&#225;veis ou indesejados pode colaborar para a otimiza&#231;&#227;o dos tratamentos farmacol&#243;gicos.</p>
    <p>Ainda que este estudo tenha sido desenvolvido em portadores de diabete do tipo 2, o ICFT pode ser utilizado em qualquer tipo de paciente ou tratamento farmacol&#243;gico.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>A vers&#227;o traduzida para o portugu&#234;s do Brasil do <italic>Medication Regimen Complexity Index </italic>(MRCI), intitulado &#205;ndice de Complexidade da Farmacoterapia (ICFT), demonstrou possuir qualidade psicom&#233;trica adequada, podendo ser utilizada para comparar tanto grupos de pacientes como pacientes individualmente. Sua utilidade na pr&#225;tica e na pesquisa cl&#237;nicas pode se dar na an&#225;lise tanto dos determinantes da ades&#227;o &#224; farmacoterapia como dos efeitos de interven&#231;&#245;es em sa&#250;de sobre a complexidade da farmacoterapia.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Os autores agradecem aos professores e farmac&#234;uticos cl&#237;nicos do Servi&#231;o de Farm&#225;cia e Aten&#231;&#227;o Farmac&#234;utica do Centro Universit&#225;rio Positivo (UNICENP), Paula Rossignoli, Renata B. Schulz, e Rodrigo A. de Paula e Souza, que se dispuseram a colaborar com a valida&#231;&#227;o deste instrumento.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Cassyano Janu&#225;rio Correr </p>
        <p> Rua Pinheiro Guimar&#227;es, 420/444 </p>
        <p> 80330-250 - Curitiba, PR - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="cassyano@ufpr.br">cassyano@ufpr.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 16/10/06; revisado recebido em 12/02/07; aceito em 12/02/07.</p>
    <p/>
    <p>N&#250;mero total de medicamentos (incluindo medicamentos de uso cont&#237;nuo ou espor&#225;dico, usados quando necess&#225;rio):</p>
    <p>
      <bold>
        <underline>Instru&#231;&#245;es:</underline>
      </bold>
    </p>
    <p>1. O ICFT aplica-se &#224;s medica&#231;&#245;es prescritas e &#224;s medica&#231;&#245;es indicadas pelo farmac&#234;utico. Todos os medicamentos avaliados devem ter suas avalia&#231;&#245;es baseadas exclusivamente em informa&#231;&#245;es da bula/monografia (oficial) ou da prescri&#231;&#227;o m&#233;dica (no momento da dispensa&#231;&#227;o ou da alta hospitalar). Nenhuma suposi&#231;&#227;o deve ser feita com base no julgamento cl&#237;nico de quem est&#225; preenchendo.</p>
    <p>2. Existem tr&#234;s se&#231;&#245;es neste &#237;ndice (A, B e C). Complete cada se&#231;&#227;o antes de prosseguir para a pr&#243;xima. No final, some os pontos obtidos nas tr&#234;s se&#231;&#245;es para obter o ICFT.</p>
    <p>3. Quando a mesma medica&#231;&#227;o (mesmo princ&#237;pio ativo e mesma dosagem) estiver presente na farmacoterapia mais de uma vez em diferentes concentra&#231;&#245;es (por exemplo, Marevan 5 mg, 3 mg e 1 mg), dever&#225; ser considerada uma s&#243; medica&#231;&#227;o.</p>
    <p>4. Nos casos em que a dosagem &#233; opcional, escolha as instru&#231;&#245;es com a menor dose/freq&#252;&#234;ncia (por exemplo, Aerolin spray-bombinha 1-2 jatos, 2-3 vezes por dia, ter&#225; pontos para &#145;inaladores de dose medida [bombinha]&#146;, &#145;2x dia&#146; e &#145;dose vari&#225;vel&#146;, mas n&#227;o para &#145;m&#250;ltiplas unidades ao mesmo tempo&#146;).</p>
    <p>5. Em alguns casos a freq&#252;&#234;ncia de dose precisa ser calculada (por exemplo, Ranitidina 1 manh&#227; e 1 noite = 2x dia). </p>
    <p>6. Em determinadas instru&#231;&#245;es, como &#145;usar conforme indicado&#146;, o regime n&#227;o receber&#225; a pontua&#231;&#227;o sobre a freq&#252;&#234;ncia de dose (por exemplo, Prednisolona 5 mg uso conforme indicado).</p>
    <p>7. Caso exista mais de uma instru&#231;&#227;o de freq&#252;&#234;ncia de dose para o mesmo medicamento, ele dever&#225; ser pontuado para todas as instru&#231;&#245;es de freq&#252;&#234;ncia de dose (por exemplo, Aerolin spray-bombinha 2 jatos 2x por dia e quando necess&#225;rio dever&#225; ser pontuado para &#145;inaladores de dose medida [bombinha]&#146;, &#145;2x dia&#146;, &#145;S/N&#146; e tamb&#233;m como &#145;m&#250;ltiplas unidades ao mesmo tempo&#146;).</p>
    <p>8. Situa&#231;&#245;es em que duas ou mais medica&#231;&#245;es s&#227;o mutuamente exclusivas precisam ser pontuadas duas ou mais vezes com a freq&#252;&#234;ncia de dose recomendada e como &#145;S/N&#146; (por exemplo, Aerolin spray-bombinha ou Aerolin solu&#231;&#227;o para nebuliza&#231;&#227;o duas vezes por dia obter&#225; pontua&#231;&#227;o das formas de dosagem tanto para &#145;inaladores de dose medida&#146; como para &#145;nebulizador&#146;, e precisa ser pontuada duas vezes para &#145;2x dia S/N&#146;).</p>
    <p>9. Casos em que n&#227;o exista uma op&#231;&#227;o adequada, escolha a op&#231;&#227;o mais aproximada da realidade do paciente (por exemplo, &#145;seis vezes por dia&#146; pode ser considerado como &#145;4/4 h&#146;) </p>
    <p>Obs.: S/N = se necess&#225;rio.</p>
    <p>A) Circule o peso correspondente para cada forma de dosagem presente na farmacoterapia (SOMENTE UMA VEZ):</p>
    <p>
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-e01.jpg"/></p>
    <p>B) Para cada medica&#231;&#227;o da farmacoterapia marque [&#214;] no quadro correspondente, com sua freq&#252;&#234;ncia de dose. Ent&#227;o, some o n&#250;mero de [&#214;] em cada categoria (freq&#252;&#234;ncia de dose) e multiplique pelo peso determinado para essa categoria. Nos casos em que n&#227;o exista uma op&#231;&#227;o exata, escolher a melhor op&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-e02.jpg"/></p>
    <p> C) Marque [&#214;] no quadro que corresponde &#224;s instru&#231;&#245;es adicionais, caso presentes na medica&#231;&#227;o. Ent&#227;o, some o n&#250;mero de [&#214;] em cada categoria (instru&#231;&#245;es adicionais) e multiplique pelo peso correspondente da categoria. </p>
    <p>
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-e03.jpg"/></p>
  </body>
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          <lpage>82</lpage>
          <issue>2</issue>
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          <article-title>Medication non-adherence among older adults: a review of strategies and interventions for improvement</article-title>
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          <article-title>Cross-cultural adaptation of health-related quality of life measures: literature review and proposed guidelines</article-title>
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          <article-title>Cross-cultural adaptation and validation of health status measures</article-title>
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          <article-title>Aplicabilidad del estado de situaci&#243;n en el c&#225;lculo de complejidad de la medicaci&#243;n en pacientes diab&#233;ticos</article-title>
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        <title> - &#205;ndice de Complexidade da Farmacoterapia (ICFT) </title>
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          <tbody>
            <tr>
              <td>Paciente:</td>
              <td align="center">Data:</td>
            </tr>
          </tbody>
        </array>
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    </app-group>
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        <article-title xml:lang="en">Translation and validation into portuguese Language of the Medication Regimen Complexity Index</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The complexity of pharmacotherapy is a result of a multiplicity of prescribed regimen factors, including the number of different drugs in the regimen, the number of dosage units per dose, the total number of prescribed doses per day and administration instructions. The Medication Regimen Complexity Index (MRCI) is a specific, reliable and valid tool used to measure the complexity of pharmacotherapy, originally developed in English language. OBJECTIVE: Transcultural translation and validation of this tool into Brazilian Portuguese. METHODS: A cross-sectional study was developed with 95 type-2 diabetes patients, receiving multiple medications. The validation process included translation into Portuguese, back-translation and pre-test of the tool, creating a new version called the Pharmacotherapy Complexity Index (PCI). The psychometric parameters were assessed, including convergent validity, discriminant validity and reliability (interclass and test-retest correlation). RESULTS: The complexity of pharmacotherapy measured by the MRCI-Brazil had an average score of 15.7 points (SD=8.36). MRCI-Brazil showed significant correlation with the number of medications (r=0.86; p&lt;0.001) and age of patients (r=0.28, p=0.005). Interrater reliability analysis found an intra-class correlation (ICC) of 0.99 (p&lt;0.001) and test-retest correlation was of 0.997 (p&lt;0.001). CONCLUSION: The results have shown that the Brazilian version of the MRCI presents adequate validity and reliability, and may be useful in clinical practice and research involving the analysis of the drug regimen complexity.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Drug therapy</kwd>
        <kwd>patient compliance</kwd>
        <kwd>guidelines</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Translation and validation into portuguese language of the medication regimen complexity index</p>
      <p>
        <bold>Ana Carolina Melchiors<sup>I</sup>; Cassyano Janu&#225;rio Correr<sup>I</sup>; Fernando Fern&#225;ndez-Llimos<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal do Paran&#225;, Curitiba, PR &#150; Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Faculdade de Farm&#225;cia - Universidade de Lisboa, Lisboa &#150; Portugal</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The complexity of pharmacotherapy is a result of a multiplicity of prescribed regimen factors, including the number of different drugs in the regimen, the number of dosage units per dose, the total number of prescribed doses per day and administration instructions. The Medication Regimen Complexity Index (MRCI) is a specific, reliable and valid tool used to measure the complexity of pharmacotherapy, originally developed in English language.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> Transcultural translation and validation of this tool into Brazilian Portuguese.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A cross-sectional study was developed with 95 type-2 diabetes patients, receiving multiple medications. The validation process included translation into Portuguese, back-translation and pre-test of the tool, creating a new version called the Pharmacotherapy Complexity Index (PCI). The psychometric parameters were assessed, including convergent validity, discriminant validity and reliability (interclass and test-retest correlation).</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The complexity of pharmacotherapy measured by the MRCI-Brazil had an average score of 15.7 points (SD=8.36). MRCI-Brazil showed significant correlation with the number of medications (r=0.86; p&lt;0.001) and age of patients (r=0.28, p=0.005). Interrater reliability analysis found an intra-class correlation (ICC) of 0.99 (p&lt;0.001) and test-retest correlation was of 0.997 (p&lt;0.001).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The results have shown that the Brazilian version of the MRCI presents adequate validity and reliability, and may be useful in clinical practice and research involving the analysis of the drug regimen complexity.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Drug therapy/utilization/economics; patient compliance; guidelines.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The pharmacotherapy represents the main therapeutic resource to cure and control diseases. Among the determinant factors of the extension of medication use by the population is the constant development of new drugs, the use of drugs allied to clinical directive recommendations and the population&#146;s demand for drug consumption. Additionally, the changes in the epidemiological profile and predominance of chronic diseases have increased the need for multiple treatments, a phenomenon known as polypharmacy. The result for the patients is the existence of higher-complexity therapies<sup>1</sup>.</p>
      <p>Several studies have identified the complexity of pharmacotherapy as one of the main factors for non-compliance to treatment<sup>2-6</sup>. In hypertensive and diabetic patients, for instance, the number of medications<sup>7</sup> or the dosage frequency<sup>8</sup> have been associated to lower treatment compliance and worse blood pressure or metabolic control. Treatment compliance can be defined as the "The extent to which a person&#146;s behaviour &#150; taking medication, following a diet, and/or executing lifestyle changes, corresponds with agreed recommendations from a health care provider"<sup>9</sup>.</p>
      <p>Several definitions of the complexity of pharmacotherapy can be found in the literature. Some are simple, involving only the number of medications and/or daily doses<sup>1,5</sup> and others are more comprehensive, such as the one performed by Stone et al<sup>6</sup>. In general, it is accepted that the complexity of pharmacotherapy consists of multiple characteristics of the prescribed regimen, including at least the number of different drugs in the regimen, the number of daily doses, the number of dosage units per dose, the total number of daily doses and associations between dose and diet<sup>6,10</sup>.</p>
      <p>Studies carried out in recent years have evaluated the complexity of pharmacotherapy in a wide array of diseases, such as epilepsy<sup>5</sup>, schizophrenia<sup>11</sup>, hypertension<sup>12</sup>, type-2 diabetes<sup>13</sup>, HIV/AIDS<sup>3,6</sup> and specific population groups such as the elderly<sup>14-16</sup>, polymedicated patients<sup>1</sup> and renal transplanted patients<sup>17</sup>. Some of these studies have demonstrated that the critical points of the complexity of pharmacotherapy can vary depending on the patients&#146; characteristics, such as, for instance, the use of 12 or more doses of medications per day in elderly patients<sup>15</sup> or the dietary restrictions imposed by the administration of the medications in HIV-positive patients<sup>6</sup>.</p>
      <p>This variety of definitions and interpretations can impair the uniformity of the measurement of this parameter. Important aspects, such as special use instructions (for instance, take it with food) or required medication management actions (take half a pill or crush the pill before taking it) can be ignored in the calculation of the complexity of pharmacotherapy<sup>5</sup>, making the comparison and generalization of scientific studies difficult. </p>
      <p>Considering the importance of the relation of the complexity of pharmacotherapy with treatment compliance and the difficulty in standardizing the measurement of this parameter, George et al<sup>18</sup> developed an index, called Medication Regimen Complexity Index (MRCI). The MRCI is a tool used to measure the complexity of pharmacotherapy of an individual patient, which is divided in three sections: A, B and C. Section A corresponds to the information on dosage forms, section B corresponds to the information on dose frequency and Section C corresponds to additional information, such as drug specific time and concomitant use with food, among others. Each section is scored based on the analysis of the patient&#146;s pharmacotherapy and the complexity index is obtained by adding the points (scores) of the three sections<sup>18</sup>.</p>
      <p>The MRCI is the only currently validated tool found in literature used to measure the complexity of pharmacotherapy, which was originally written in the English language. The validation of this tool for our country can help the studies involving therapy compliance and strategies for its improvement, allowing a better standardization of methodology and result comparison. The aim of this study is the adaptation and validation of the <italic>Medication Regimen Complexity Index </italic>tool into Brazilian Portuguese.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>A transversal study was carried out between October and December 2005. Pharmacotherapeutic files of 105 patients with type 2 diabetes who were using oral antihyperglycemic agents or insulin were analyzed and were participating in a clinical study on pharmaceutical concern in community pharmacies in the city of Curitiba, Paran&#225;. The use of medication was analyzed for each patient in its totality, including prescribed anti-diabetic medication and drugs used for other conditions, such as hypertension and dyslipidemia. The medications used for acute conditions or used when necessary were also taken into account. For each patient, the first constant pharmacotherapeutic regimen was considered from the date the patient was included in the study. This study was developed by the Department of Pharmacy of the Federal University of Paran&#225;, being approved by the Research Ethics Committee of Hospital das Clinicas, protocol # CEP-HC n. 092ext046/2003-08. All patients gave their written informed consent prior to study enrollment.</p>
      <p><italic>Transcultural translation</italic> - The process of translation and validation followed international recommendations<sup>19,20</sup> and considered studies that had used the tool for Brazilian patients<sup>21</sup>. The tool was submitted to two translators who were fluent in the English language, who knew the underlying objectives and concepts of the study and whose mother language was Portuguese. The two translations were compared, generating a consensual version, which was called "Version 1".</p>
      <p>At the second phase, the Version 1 of the tool was submitted to back-translation into the English language. It was carried out by a translator who was fluent in the English language and did not know the underlying objectives and concepts of the study. This new English version was compared to the original tool and the correction of the casual discrepancies originated a new version, called "Version 2".</p>
      <p>At the third phase, an evaluation committee that consisted of three healthcare professionals who were bilingual revised all parts of the tool Version 2, checking semantic, idiomatic, cultural and conceptual equivalence. After this phase, the third version of the tool, called Version 3, was generated. The latter was then submitted to a pre-test, using a fictitious patient presented to three clinical pharmacists who had not taken part in the prior phases of the study. They described their main doubts and difficulties in using the tool and their assessments were based on the validity of the content and face validity. The final version was attained after the committee&#146;s assessment and index adjustments, based on the proposed modifications. </p>
      <p><italic>Validation</italic> - The tool was used together with the patients&#146; files by two separate researchers. After applying the tool, psychometric analyses were carried out aiming at assessing its validity and reliability. Test selection was based on the normal distribution of data confirmed by the Komolgorov-Smirnov test. The construct validity was analyzed by the convergent validity, checking the correlation between the total score of the index and the number of medications of the treatment, using Pearson&#146;s correlation coefficient.</p>
      <p>The discriminant validity was analyzed from the correlation between the total score of the complexity and independent variables. The body mass index (BMI) was used with Pearson&#146;s correlation coefficient and differences in scores between genders were used with Student&#146;s <italic>t </italic>test.</p>
      <p> To estimate reliability, the inter-rater reliability was assessed by comparing the results from two different and independent users and the test-retest reliability was assessed by having the same user repeat the filling out of the index twice during a thirty-day interval, for all patients.</p>
      <p>The reliability analyses used the intraclass correlation coefficient (ICC)(95%CI). The database was organized by double-typing the measured results and statistical tests were carried out through the SPSS v.12.0 software. Significance was set at p&lt;0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results </bold>
      </p>
      <p>Of the 105 patients that participated in the study, 10 were excluded from the validation study. The reasons for the exclusion were the failure in using antihyperglycemic agents (3 cases) or absent data from the medical files, which prevented the adequate use of the measurement tool (7 cases). A total of 95 patients were included in the study (90.4%).</p>
      <p>Patients&#146; mean age was 58.5 yrs (SD=11.2; ranging from 31-88 yrs), with 63.2% of them being females. The patients were characterized regarding time of diagnosis, access to healthcare services, time since the last medical appointment, schooling, body mass index (BMI), waist circumference, glycated hemoglobin (HbA1) levels, fasting glycemia levels and blood pressure. The patients were also evaluated regarding Charlson&#146;s comorbidity Index, which evaluates patients&#146; comorbidity load, allowing an estimate of the ten-year mortality risk<sup>22</sup>. The index presents a linearity between 0-5 points, with 0 corresponding to 99% of chance of survival and 5 to 34% of chance of survival in a ten-year period. The data are summarized in <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The mean number of medications per patient was 4.5 (SD=2.5). Most of the patients used only oral antihyperglycemic agents (84.3%); 49.4% used antihypertensive drugs, 18% used hypolipemiant drugs and 34.8% used platelet antiaggregant agents. These conditions were taken into account as they are clinically significant for diabetic patients and the ones that are most often observed<sup>23,24</sup>. The most frequently used medications for these conditions are summarized in <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The transcultural adaptation process resulted in the Portuguese version of the tool, called <italic>&#205;ndice de Complexidade da Farmacoterapia</italic> &#150; ICFT. The translated tool includes instructions for its use and maintains the same presentation of the original version. </p>
      <p>The complexity of pharmacotherapy measured in the population by the ICFT obtained a score of 15.7 points (SD=8.36). The maximum score obtained was 45.5 at a treatment that included 12 medications and the minimum score was 4, in a treatment that consisted of only one pill a day. There was a significant correlation between the number of medications and the ICFT obtained (r=0.86; p&lt;0.001), showing a convergence between these parameters. </p>
      <p>Additionally, there was a difference regarding the ICFT scores among patients using the same number of medications, demonstrating the significance of other factors in the calculation of the index. The mean of the ICFT and its dispersion considering a 95%CI shows an overlap of results and dispersion increase with the increase of the total of medications. These results are show in details in <xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Specifically regarding the antidiabetic treatment, the addition of insulin to the oral antihyperglycemic agents was associated with a significant increase in the therapy complexity, with a mean increase of 10 points at the ICFT (p=0.003).</p>
      <p>The ICFT also showed a significant correlation with age (r=0.28, p=0.005), specifically in Section A (dosage forms) and Section B (dosage frequency). The exception was Section C of the tool, which deals with the additional information on the medications and was not significantly correlated with age (r=0.18; p=0.08).</p>
      <p>The divergent validity analysis between the ICFT score and BMI reached r=0.02 (p=0.790), showing a low correlation among the variables. No significant difference was found between ICFT scores for men and women (15.5&#177;7.1 <italic>vs</italic>. 15.8&#177;8.9; p=0.873). The patients who were followed exclusively at the Public Health Service presented treatment with similar complexity (ICFT=16.0, SD=9.4) when compared to those followed exclusively at private healthcare services (ICFT=15.2, SD=6.7; p=0.709).</p>
      <p>No significant correlation results were observed between the ICFT and clinical parameters such as HbA1 (r=0.06; p=0.56) and fasting glycemia (r=-0.15; p=0.14). The correlation results between ICFT and the main independent variables are shown in <xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table 4</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-04-0210-00001-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Regarding reliability, a high correlation was observed between the results of the ICFT applied by two different raters to the same sample of patients. The interrater ICC was 0.99 (p&lt;0.001) for the total ICFT and showed results &gt; 0.98 among the three sections. The test-retest reliability reached a correlation (ICC) of 0.997 and 1.00, 0.99 and 0.99 for sections A, B and C, respectively. The means of the ICFT results at the test-retest were not significantly differently either (15.7&#177;8.3 <italic>versus</italic> 15.6&#177;8.1; p=0.32).</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The ICFT is a tool that measures the complexity of pharmacotherapy regardless of socioeconomic, pharmacological or clinical variables. This tool is based solely on the necessary actions for the drug administration, i.e., which is the pharmaceutical form, frequency and other additional information that must be taken into account by the patient for the correct administration of the medication. This tool can be useful in clinical research and practice, as it provides valuable information on the elements that constitute the complexity of pharmacotherapy, allowing an estimate of the degree of difficulty in therapy compliance exhibited by the patient. In order to use it, however, it is necessary to have an adequate version that has been validated into our language and a system of clinical data registry. </p>
      <p>The process of validation of the original tool included phases of design and the comparison of its results with the analysis made by the specialists&#146; committee<sup>18</sup>. Starting from the original study, ours analyzed the characteristics of reproducibility, validity and reliability of the tool in Brazilian Portuguese. In order to do so, we chose to use the methodology for translation and validation of tools that is internationally accepted and broadly utilized<sup>19,20</sup>.</p>
      <p>As in the original tool (MRCI), the ICFT in Brazilian Portuguese has three sections, being divided as follows: section A: dosage forms; section B: dosage frequency and section C: additional information. As the tool is to be filled out by the healthcare professional and not by the patient, its system allows several medications and additional information to be included into the assessment, making it broader.</p>
      <p>Some tools published in the literature do not allow a complete evaluation of the complexity<sup>1</sup> or assess other concepts rather than the complexity of pharmacotherapy<sup>17</sup>.</p>
      <p>The content and face validity were analyzed by the evaluation and pre-test committees, respectively, as established in the methodology of translation by Guillemin et al<sup>19</sup>. In the pre-test phase, there were difficulties concerning the understanding of some instructions of the ICFT, which were modified to facilitate the understanding of the healthcare professional at the moment of filling it out. One of the suggestions made by the pre-test pharmacists was to create an electronic tool using the ICFT, in order to shorten the time needed for filing it out and make its use helpful in clinical practice.</p>
      <p>The main reported difficulties regarding the use of the instrument during the pre-test were related to the registry of the additional pharmacotherapy instructions. The main divergent points were those regarding the need of taking some medications with food, which were solved with the literature, use at specific times, considered even when the frequency is fixed (i.e., every 12 hrs) and the use of insulin, considered as multiple units at the same time.</p>
      <p>The number of medications used by the patient greatly influences complexity, but it cannot be considered the only factor<sup>1,6</sup>. The results showed that the ICFT is capable of differentiating the complexity of treatments with the same number of medications, corroborating the concept that simply counting the number of medications does not correspond to the complexity.</p>
      <p>The divergent validity was demonstrated by comparing the results of the ICFT between genders and BMI. Considering that these factors do not have direct influence on the complexity of treatment itself, the low correlation found is within the expected and demonstrates the absence of influence of external factors on the index calculation.</p>
      <p>At the calculation of the tool reliability, the test-retest was carried out, which demonstrated a high correlation of the total ICFT as well as of the its sections, applied before and after 1 month, and the intra-class reliability that also showed high correlation between the raters. The data obtained at this phase is similar to that of the original ICFT<sup>18</sup>.</p>
      <p>This validated tool allows the development of new research on the association between therapy compliance and therapy complexity, including the possible definition of ICFT cutoffs from which the compliance presents significant decreases or increases. Such studies can be quite useful in generating strategies to stimulate compliance directed at the reduction of therapy complexity in polypharmacy and multidiagnosis conditions and numerous clinical practice scenarios (outpatient clinic, healthcare units, and community pharmacies). Additionally, the association between therapy complexity and the occurrence of favorable or undesirable clinical outcomes can collaborate in the optimization of pharmacological treatments.</p>
      <p>Although this study was carried out in type 2-diabetic patients, the ICFT can be used with any type of patients or pharmacological treatment.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>The translated version into Brazilian Portuguese of the Medication Regimen Complexity Index (MRCI), which was called Pharmacotherapy Complexity Index (PCI) demonstrated an adequate psychometric quality and can be used to compare not only groups of patients, but also individual patients. Its usefulness in clinical practice and research is due to the analysis of the compliance determinants as well as the effects of health interventions on the complexity of pharmacotherapy.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>The authors wish to thank the Professors and Clinical Pharmacists of the Pharmacy Service and the Pharmaceutical Care of <italic>Centro Universit&#225;rio Positivo</italic> (UNICENP), for their willing collaboration in the validation of this tool: Paula Rossignoli, Renata B. Schulz and Rodrigo A. de Paula e Souza.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address:</bold>
          </label>
          <p> Cassyano Janu&#225;rio Correr</p>
          <p> Pinheiro Guimar&#227;es, 420/444</p>
          <p> 80330-250 - Curitiba, PR - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="cassyano@ufpr.br">cassyano@ufpr.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Manuscript received October 16, 2006; revised manuscript received February 12, 2007; accepted February 12, 2007.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
