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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">m4T9pMpyLXRWczsKKQh9dVM</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2007001400017</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(07)08900217</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2007001400017</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Atualiza&#231;&#227;o Cl&#237;nica</subject>
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        <article-title>Novas diretrizes de reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria cerebral da sociedade americana de cardiologia (2005 - 2006)</article-title>
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        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Lane</surname>
            <given-names>John Cook</given-names>
          </name>
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          <xref ref-type="aff" rid="aff02"/>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Campinas</institution>
      </aff>
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          <named-content content-type="city">Campinas</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Funda&#231;&#227;o Centro M&#233;dico de Campinas</institution>
        <country country="BR">Brasil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
      <volume>89</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>e17</fpage>
      <lpage>e18</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>09</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ATUALIZA&#199;&#195;O CL&#205;NICA</bold>
    </p>
    <p>Novas diretrizes de reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria cerebral da sociedade americana de cardiologia (2005 - 2006)</p>
    <p>
      <bold>John Cook Lane</bold>
    </p>
    <p> Universidade Estadual de Campinas, Funda&#231;&#227;o Centro M&#233;dico de Campinas - Campinas, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar, diretrizes.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este autor foi um dos introdutores da reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria moderna no Brasil no in&#237;cio da d&#233;cada de 1960<sup>1-7</sup>, e desde ent&#227;o tem seguido as diretrizes da Sociedade Americana de Cardiologia (<italic>American Heart Association</italic> &#150; AHA).</p>
    <p>A cada cinco anos, essa sociedade se re&#250;ne em Dallas, Texas, Estados Unidos, para atualizar as diretrizes em rela&#231;&#227;o &#224; reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria<sup>8,9</sup>. No &#250;ltimo encontro de 281 especialistas (141 dos Estados Unidos e 17 de outros pa&#237;ses) em 2004, seguido de nova reuni&#227;o em 2005 com 380 participantes, o resultado foi um novo documento de consenso internacional, publicado no <italic>Circulation</italic><sup>8,9</sup>.</p>
    <p>Essa atualiza&#231;&#227;o cl&#237;nica tem por objetivo apontar as novas diretrizes de 2005-2006, em rela&#231;&#227;o &#224;s diretrizes do ano 2000<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Compress&#245;es e ventila&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>&#149; Para oferecer compress&#245;es tor&#225;cicas efetivas, deve-se "comprimir com for&#231;a e velocidade". O t&#243;rax deve ser comprimido por cerca de 100 vezes por minuto em todas as v&#237;timas, com exce&#231;&#227;o dos rec&#233;m-natos.</p>
    <p>&#149; Deve-se permitir que o t&#243;rax recue &#224; sua posi&#231;&#227;o normal ap&#243;s cada compress&#227;o, usando igual tempo para compress&#227;o e descompress&#227;o.</p>
    <p>&#149; Limitar ao m&#225;ximo as interrup&#231;&#245;es das compress&#245;es, pois toda vez que se param as compress&#245;es, o fluxo de sangue cessa.</p>
    <p>&#149; Recomendam-se duas ventila&#231;&#245;es para cada 30 compress&#245;es, quando se trata de um socorrista leigo ou profissional, ou de dois leigos.</p>
    <p>&#149; Quando existem dois profissionais, a freq&#252;&#234;ncia deve ser 15:2. Ap&#243;s a obten&#231;&#227;o de uma via a&#233;rea segura, deixa de existir sincroniza&#231;&#227;o entre compress&#245;es (cerca de 100 por minuto) e ventila&#231;&#245;es (8 a 10 por minuto).</p>
    <p>&#149; A cada cinco ciclos de compress&#245;es-ventila&#231;&#245;es (cerca de dois minutos) os profissionais devem trocar de posi&#231;&#227;o entre si em raz&#227;o do cansa&#231;o.</p>
    <p>&#149; A &#234;nfase &#233; oferecer ao paciente reanima&#231;&#227;o b&#225;sica, isto &#233;, abrir as vias a&#233;reas, ventilar e circular, (ABC) de alta qualidade. Tal n&#227;o tem sido praticado nos Estados Unidos e no Canad&#225;, onde a sobrevida de paradas card&#237;acas tratadas fora do hospital tem sido de 6,4%<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>&#149; Programas de ensino do ABC de alta qualidade associados ao uso de desfibriladores autom&#225;ticos (Automatic External Defibrilators) usando para-m&#233;dicos e/ou policiais localizados em aeroportos e cassinos resultaram no aumento da sobrevida entre 40% e 70% das vezes<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>&#149; Embora as pesquisas ainda n&#227;o tenham identificado a propor&#231;&#227;o ideal entre compress&#245;es e ventila&#231;&#245;es, sabe-se que quanto melhor forem realizadas as compress&#245;es, melhor ser&#225; o aporte de sangue para o cora&#231;&#227;o e o c&#233;rebro.</p>
    <p>&#149; Recomenda-se que cada ventila&#231;&#227;o dure um segundo e que seja suficiente para visivelmente expandir o t&#243;rax. No entanto, como o fluxo de sangue durante o ABC &#233; bem abaixo do normal, a necessidade de ventila&#231;&#227;o tamb&#233;m &#233; menor que a normal.</p>
    <p>&#149; Uma ventila&#231;&#227;o com alta press&#227;o aumenta a press&#227;o intrator&#225;cica, que, por sua vez, reduz o fluxo de sangue que passa pelo t&#243;rax<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>&#149; Assim, a hiperventila&#231;&#227;o n&#227;o &#233; necess&#225;ria e poder&#225; ser danosa. Ainda, tanto a ventila&#231;&#227;o boca a boca como a mec&#226;nica com press&#227;o elevada podem causar dilata&#231;&#227;o g&#225;strica e potencial refluxo<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Desfibrila&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>&#149; Acredita-se que boa parte de pacientes em parada card&#237;aca passa pelo estado de fibrila&#231;&#227;o ventricular (FV)<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>&#149; Presentemente, os desfibriladores mais efetivos s&#227;o bif&#225;sicos com uma curva el&#233;trica truncada. O primeiro choque elimina a FV em 85% das vezes. Em m&#233;dia, no entanto, ap&#243;s a elimina&#231;&#227;o da FV, v&#225;rios minutos s&#227;o necess&#225;rios para um cora&#231;&#227;o voltar ao seu ritmo normal; portanto, recomenda-se n&#227;o perder tempo em verificar se existe pulso palp&#225;vel, e sim aplicar o ABC da reanima&#231;&#227;o por cinco ciclos (cerca de dois minutos) antes de verificar a presen&#231;a de pulso<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>&#149; Com um desfibrilador bif&#225;sico recomenda-se um choque de 150 joules (J) a 200 J. Em se tratando de desfibriladores de onda monof&#225;sica (antigos), recomenda-se um choque inicial de 360 J. A &#234;nfase &#233; a aplica&#231;&#227;o do desfibrilador o mais brevemente poss&#237;vel. A probabilidade de sobreviv&#234;ncia diminui entre 7% e 10% para cada minuto sem o ABC e a desfibrila&#231;&#227;o<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Vias de administra&#231;&#227;o de agentes</bold>
    </p>
    <p>&#149; Se a obten&#231;&#227;o de uma via endovenosa (EV) for demorada, recomenda-se a via intra-&#243;ssea (IO) em adultos e crian&#231;as. A via &#233; considerada segura e efetiva para a administra&#231;&#227;o de l&#237;quidos, agentes e retirada de sangue para exames laboratoriais, para todas as idades. Os locais de pun&#231;&#227;o &#243;ssea incluem regi&#227;o pretibial, mal&#233;olo interno e crista il&#237;aca. As dosagens dos agentes por via IO e EV s&#227;o equivalentes<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>&#149; Quanto &#224; via endotraqueal, n&#227;o se sabe ao certo qual seja a dosagem ideal de agentes. Menor concentra&#231;&#227;o sang&#252;&#237;nea de agentes &#233; obtida por essa via. Se for utilizada, a dosagem recomendada &#233; 2 a 2,5 vezes a dosagem EV ou IO<sup>7,8</sup>.</p>
    <p>&#149; A melhor via para administrar agentes continua a ser uma linha venosa central, principalmente para acesso prolongado. No entanto, essa via n&#227;o resulta em n&#237;veis mais altos dos agentes ou em maior rapidez de a&#231;&#227;o quando comparada com a administra&#231;&#227;o EV perif&#233;rica<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>&#149; Todo agente injetado deve ser seguido da administra&#231;&#227;o r&#225;pida de soro fisiol&#243;gico (5cc), seguida de cinco ventila&#231;&#245;es manuais<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>&#149; Em resumo, deve-se limitar o tempo gasto na obten&#231;&#227;o de uma via endovenosa ao m&#225;ximo de tr&#234;s tentativas, e alternar rapidamente para a via IO<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>
      <bold>L&#237;quidos e agentes</bold>
    </p>
    <p>Os l&#237;quidos de prefer&#234;ncia, quando indicados, s&#227;o soro fisiol&#243;gico ou Ringer. Solu&#231;&#227;o glicosada s&#243; deve ser administrada quando se tratar de hipoglicemia comprovada<sup>8</sup>.</p>
    <p>Ser&#227;o abordados os agentes usados durante a parada card&#237;aca:</p>
    <p>&#149; <italic>Adrenalina</italic> - Esse agente causa vasoconstri&#231;&#227;o e aumenta a press&#227;o diast&#243;lica a&#243;rtica, e, portanto, a perfus&#227;o coronariana; fator cr&#237;tico para a reanima&#231;&#227;o com sucesso. A dose &#233; de 0,01 mg/kg EV ou IO cada 3 a 5 minutos. N&#227;o existe evid&#234;ncia de que altas doses de adrenalina s&#227;o indicadas<sup>8</sup>.</p>
    <p>&#149; <italic>Atropina</italic> - Sua a&#231;&#227;o parassimp&#225;tica acelera o seio sinusal e a condu&#231;&#227;o atrioventricular. A dose usual &#233; de 0,02 mg/kg EV ou IO at&#233; a dose m&#225;xima de 1 mg no adolescente e 0,5 mg na crian&#231;a<sup>8</sup>.</p>
    <p>&#149; <italic>Cloreto de c&#225;lcio</italic> - A administra&#231;&#227;o de c&#225;lcio n&#227;o resulta em melhores resultados do tratamento da parada card&#237;aca<sup>8</sup>.</p>
    <p>&#149; <italic>Bicarbonato de s&#243;dio</italic>. Seu uso n&#227;o tem resultado em melhora dos &#237;ndices de sobreviv&#234;ncia de parada card&#237;aca. Uma quantidade maior desse agente poder&#225; causar hipocalemia, hipocalcemia, hipernatremia, hiperosmolaridade, e diminuir o limiar para a FV<sup>8</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As diretrizes atuais enfatizam sua simplicidade, para torn&#225;-las mais f&#225;ceis de serem lembradas.</p>
    <p>A &#234;nfase &#233; oferecer ao paciente em parada card&#237;aca a reanima&#231;&#227;o b&#225;sica (via a&#233;rea, ventila&#231;&#245;es e compress&#245;es) com grande perfei&#231;&#227;o. O desfibrilador deve estar presente no local da ocorr&#234;ncia com maior brevemente poss&#237;vel.</p>
    <p>A ci&#234;ncia da reanima&#231;&#227;o continua evoluindo rapidamente. A AHA continuar&#225; informando aos profissionais da sa&#250;de modifica&#231;&#245;es de suas diretrizes, mesmo antes do ano 2010<sup>8</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
    <p>1. Lane JC. Ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar I: respira&#231;&#227;o boca a boca. Rev Paul Med. 1963; 63: 256-62.</p>
    <p>2. Lane JC. Ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar II: massagem card&#237;aca externa. Rev Paul Med. 1963; 64: 326-9.</p>
    <p>3. Lane JC, Frazatto C, Geronymo W, Zynger A, Boleiger S. Tratamento da parada card&#237;aca em fibrila&#231;&#227;o ventricular sem abertura to t&#243;rax. Rev Paul Med. 1966; 68: 99-106.</p>
    <p>4. Lane JC. Reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria externa na comunidade: ensino, erros, complica&#231;&#245;es e resultados. [Tese Livre-Doc&#234;ncia]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 1974.</p>
    <p>5. Lane JC. O in&#237;cio da reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria cerebral moderna no Brasil. Rev Bras Terap Intens. 2005; 17: 282-4.</p>
    <p>6. Lane JC (ed.). Reanima&#231;&#227;o. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1981. 252 p.</p>
    <p>7. Lane JC, Albarran-Sotelo R (eds.). Reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria cerebral. Rio de Janeiro: Medsi; 1993. 478p.</p>
    <p>8. 2005 American Heart Association. Guidelines for cardiopulmonary resuscitation and emergency cardiovascular care. Circulation. 2005; 112 (22 Suppl): IV-I-IV-211.</p>
    <p>9. Currents in emergency cardiovascular care. Highlights of the 2005 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Ressuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Current in Emergency Cardiovascular Care. 2005-2006; 16: 1-26.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> John Cook Lane </p>
        <p> Rua Caj&#225;, 230 </p>
        <p> 13094-334 - Campinas, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="vanlane@uol.com.br">vanlane@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 31/01/07; revisado recebido em 15/02/07; aceito em 07/03/07 </p>
  </body>
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Clinical Update</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">New guidelines of cerebral cardiopulmonary resuscitation by the american heart association (2005 - 2006)</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CLINICAL UPDATE</bold>
      </p>
      <p>New guidelines of cerebral cardiopulmonary resuscitation by the american heart association (2005 - 2006)</p>
      <p>
        <bold>John Cook Lane</bold>
      </p>
      <p> Universidade Estadual de Campinas, Funda&#231;&#227;o Centro M&#233;dico de Campinas - Campinas, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Cardiopulmonary resuscitation; guidelines.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The author was one of the physicians who introduced modern cardiopulmonary resuscitation in Brazil in the 1960&#146;s<sup>1-7</sup>, and since then, he has followed the guidelines of the American Heart Association &#150; AHA.</p>
      <p>The AHA meets in Dallas, Texas, USA, every five years to update the cardiopulmonary resuscitation guidelines<sup>8,9</sup>. At the last meeting of 281 specialists (141 from the USA and 17 from other countries) in 2004, followed by a new meeting in 2005 with 380 participants, the result was a new international consensus document, published at <italic>Circulation</italic><sup>8,9</sup>.</p>
      <p>The aim of this clinical update is to point out the new guidelines for 2005-2006, in relation to the guidelines of the year 2000<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Compressions and ventilations</bold>
      </p>
      <p>&#149; To offer effective chest compressions, it is necessary to push hard and push fast . The chest must be compressed around 100 times per minute in all victims, except newborns.</p>
      <p>&#149; The chest must be allowed to return to its normal position after each compression, with an equal time for compression and decompression. </p>
      <p>&#149; One should limit the compression interruptions as much as possible, as every time the compressions are interrupted, blood flow ceases.</p>
      <p>&#149; Solo lay or professional rescuers should use a 30:2 compression ventilation ratio, or in the case of two lay rescuers. </p>
      <p>&#149; Practitioners should use the 15:2 compression-ventilation ratio for two-rescuer CPR. After securing an airway, the synchronization between compressions (around 100 per min) and ventilations (8 to 10 per min) ceases. </p>
      <p>&#149; Every five compression-ventilation cycles (around 2 minutes) the rescuers must shift positions, due to the effects of fatigue.</p>
      <p>&#149; The emphasis is to offer the patient high-quality basic resuscitation, i.e., open airways, breathing and circulation (ABC). Such has not been practiced in the United States and Canada, where the cardiorespiratory arrest survival, for patients treated outside the hospital, has been 6.4%<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>&#149; High-quality ABC teaching programs associated to the use of Automatic External Defibrillators (AED), using paramedics or police officers located in airports and casinos resulted in an increase of survival between 40% and 70% of the times<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>&#149; Although research has yet to identify the ideal compression-ventilation ratio, it is known that the better the compressions are performed, the better the blood flow to the heart and brain. </p>
      <p>&#149; It is recommended that each ventilation last one second and be enough to visibly expand the chest. However, as the blood flow during the ABC procedure is well below the normal, the need for ventilation is also lower than normal. </p>
      <p>&#149; A high-pressure ventilation increases the intrathoracic pressure, which, in turn, decreases the blood flow that passes through the chest<sup>8,9</sup>. </p>
      <p>&#149; Therefore, the hyperventilation is not necessary and can be harmful. Moreover, both mouth-to-mouth and high-pressure mechanical ventilation can cause gastric dilation and potential reflux<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Defibrillation</bold>
      </p>
      <p>&#149; It is believed that many patients in cardiac arrest go through a state of ventricular fibrillation (VF)<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>&#149; Currently, the most effective defibrillators are biphasic, producing exponential truncated waveforms. The first shock eliminates VF in 85% of the times. On average, however, after the VF is eliminated, several minutes are necessary for the heart to return to its normal rhythm; thus, it is recommended not to waste any time in checking whether there is a palpable pulse, but to administrate the ABC of resuscitation for 5 cycles (around two minutes) before checking for the pulse<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>&#149; With a biphasic defibrillator, a 150 to 200-joule (J) shock is recommended. As for monophasic defibrillators (old-fashioned), an initial shock of 360 J is recommended. The emphasis is on the defibrillator use as soon as possible. The survival probability decreases between 7% and 10% for each minute without the ABC and defibrillation<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Agent administration pathway</bold>
      </p>
      <p>&#149; If an intravenous (IV) pathway is taking too long, it is recommended an intraosseous (IO) pathway in adults and children. The pathway is considered safe and effective for the administration of fluids, agents and for blood collection for laboratory assessment, at all ages. The puncture sites include the pretibial region, internal malleolus and iliac crest. The dosage of agents by IO or IV pathways are equivalent<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>&#149; Regarding the endotracheal pathway, it is not known exactly what the ideal dosage of agents is. A lower blood concentration of agents is obtained through this pathway. If used, the recommended dosage is 2 to 2.5-fold the IV or IO dosage<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>&#149; The best pathway to administrate agents is still a central venous line, mainly for long-term access. Nevertheless, this pathway does not result in higher levels of agents or faster action when compared to the peripheral IV administration<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>&#149; All injected agents should be followed by immediate administration of saline solution (5cc), followed by five manual ventilations<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>&#149; In summary, the time spent trying to obtain an IV pathway must be limited to a maximum of three attempts, and then rapidly change to the IO pathway<sup>8,9</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Fluids and agents</bold>
      </p>
      <p>When indicated, the fluids are preferably saline or Ringer&#146;s solution. A glucose solution must be administrated only when it is a case of proven hypoglycemia<sup>8</sup>.</p>
      <p>The following agents used during cardiac arrest will be discussed:</p>
      <p>&#149; <italic>Adrenaline</italic> - This agent causes vasoconstriction and increases the aortic diastolic pressure, and therefore, the coronary perfusion, a critical factor for a successful resuscitation. The dose is 0.01 mg/kg IV or IO every 3 to 5 minutes. There is no evidence that high doses of adrenaline are indicated<sup>8</sup>.</p>
      <p>&#149; <italic>Atropine</italic> - Its parasympathetic action accelerates the sinusal sinus and the atrioventricular conduction. The usual dose is 0.02 mg/kg IV or IO, up to a maximum dose of 1 mg in adolescents and 0.5 mg in children<sup>8</sup>.</p>
      <p>&#149; <italic>Calcium chloride</italic> - The administration of calcium chloride does not result in better outcomes in the treatment of cardiac arrest<sup>8</sup>.</p>
      <p>&#149; <italic>Sodium bicarbonate</italic> - Its use has not shown to improve survival in cardiac arrest. A higher dose of this agent can cause hypokalemia, hypocalcemia, hypernatremia, hyperosmolarity and decrease the threshold for VF<sup>8</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The current guidelines emphasize their straightforwardness, in order to make them easier to remember. </p>
      <p>The emphasis is to offer the patient in cardiac arrest the basic resuscitation (airway, ventilation, compression) with excellence. The defibrillator must be present at the site of the occurrence as soon as possible. </p>
      <p>The science of resuscitation is continuously progressing. The AHA will keep on informing the health professionals about modifications in its guidelines, even before the year 2010<sup>8</sup>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>1. Lane JC. Ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar I: respira&#231;&#227;o boca a boca. Rev Paul Med. 1963; 63: 256-62.</p>
      <p>2. Lane JC. Ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar II: massagem card&#237;aca externa. Rev Paul Med. 1963; 64: 326-9.</p>
      <p>3. Lane JC, Frazatto C, Geronymo W, Zynger A, Boleiger S. Tratamento da parada card&#237;aca em fibrila&#231;&#227;o ventricular sem abertura to t&#243;rax. Rev Paul Med. 1966; 68: 99-106.</p>
      <p>4. Lane JC. Reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria externa na comunidade: ensino, erros, complica&#231;&#245;es e resultados. [Tese Livre-Doc&#234;ncia]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 1974.</p>
      <p>5. Lane JC. O in&#237;cio da reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria cerebral moderna no Brasil. Rev Bras Terap Intens. 2005; 17: 282-4.</p>
      <p>6. Lane JC (ed.). Reanima&#231;&#227;o. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1981. 252 p.</p>
      <p>7. Lane JC, Albarran-Sotelo R (eds.). Reanima&#231;&#227;o cardiorrespirat&#243;ria cerebral. Rio de Janeiro: Medsi; 1993. 478p.</p>
      <p>8. 2005 American Heart Association. Guidelines for cardiopulmonary resuscitation and emergency cardiovascular care. Circulation. 2005; 112 (22 Suppl): IV-I-IV-211.</p>
      <p>9. Currents in emergency cardiovascular care. Highlights of the 2005 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Ressuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Current in Emergency Cardiovascular Care. 2005-2006; 16: 1-26.</p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <p>Mailing address:</p>
          <p> John Cook Lane</p>
          <p> Rua Caj&#225; 230</p>
          <p> 13094-334 - Campinas, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="vanlane@uol.com.br">vanlane@uol.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received January 31, 2007; revised manuscript received February 15, 2007; accepted March 7, 2007.</p>
    </body>
  </sub-article>
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