<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2007001400001</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2007001400001</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>An&#225;lise do perfil lip&#237;dico em escolares</article-title>
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            <surname>Malheiros</surname>
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        <institution content-type="orgname">Instituto Nacional de Cardiologia</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
      <volume>89</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>73</fpage>
      <lpage>78</lpage>
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          <day>15</day>
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          <day>13</day>
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          <day>09</day>
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          <year>2006</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A aterosclerose coronariana (DAC) &#233; a maior causa mortis do mundo, segundo a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de. O estudo INTERHEART mostrou que a dislipidemia &#233; um dos maiores fatores de risco independente para o IAM. OBJETIVO: Avaliar perfil lip&#237;dico e press&#227;o arterial de escolares de estabelecimentos privados e p&#250;blicos/filantr&#243;picos. M&#201;TODOS: Foram analisadas amostras sangu&#237;neas de 343 jovens e correlacionados com seus h&#225;bitos de vida. An&#225;lise estat&#237;stica: Foi realizada pelo teste t de Student para amostras independentes para compara&#231;&#227;o de m&#233;dias e pelo teste do qui-quadrado (c&#178;) para compara&#231;&#227;o de propor&#231;&#245;es. N&#237;vel de signific&#226;ncia 5%. RESULTADOS: O colesterol total, suas fra&#231;&#245;es LDL e HDL e o &#237;ndice de Castelli I foram mais altos entre os escolares das unidades privadas, com signific&#226;ncia estat&#237;stica para meninos e meninas, com exce&#231;&#227;o para o HDL dos meninos. A press&#227;o arterial foi maior no mesmo grupo sem signific&#226;ncia estat&#237;stica. O diferencial entre os dois tipos de institui&#231;&#245;es em rela&#231;&#227;o ao percentual de crian&#231;as com colesterol total &gt; 190 mg/dl, foi 23% nas particulares e 4% nas p&#250;blicas/filantr&#243;picas. Quando comparados os inqu&#233;ritos de alimenta&#231;&#227;o e atividade f&#237;sica e correlacionados com o perfil lip&#237;dico fica clara a associa&#231;&#227;o da atividade f&#237;sica di&#225;ria e a supervis&#227;o de nutricionistas na alimenta&#231;&#227;o dos de menor poder s&#243;cio-econ&#244;mico. CONCLUS&#195;O: Ficou demonstrada a correla&#231;&#227;o do colesterol total e de sua fra&#231;&#227;o LDL com o tipo de alimenta&#231;&#227;o e a atividade f&#237;sica mais intensa e regular, beneficiando infantes mais carentes em rela&#231;&#227;o aos matriculados em unidades privadas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Lip&#237;deos</kwd>
        <kwd>dislipidemias</kwd>
        <kwd>crian&#231;a</kwd>
        <kwd>adolescente</kwd>
        <kwd>doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>05</day>
        <month>09</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise do perfil lip&#237;dico em escolares</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Carlos Scherr; Cyntia Karla Magalh&#227;es; Waldir Malheiros</bold>
    </p>
    <p> Instituto Nacional de Cardiologia - Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A aterosclerose coronariana (DAC) &#233; a maior causa mortis do mundo, segundo a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de. O estudo INTERHEART mostrou que a dislipidemia &#233; um dos maiores fatores de risco independente para o IAM. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar perfil lip&#237;dico e press&#227;o arterial de escolares de estabelecimentos privados e p&#250;blicos/filantr&#243;picos. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS</bold>: Foram analisadas amostras sangu&#237;neas de 343 jovens e correlacionados com seus h&#225;bitos de vida. An&#225;lise estat&#237;stica: Foi realizada pelo teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> para amostras independentes para compara&#231;&#227;o de m&#233;dias e pelo teste do qui-quadrado (c<sup>2</sup>) para compara&#231;&#227;o de propor&#231;&#245;es. N&#237;vel de signific&#226;ncia 5%. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> O colesterol total, suas fra&#231;&#245;es LDL e HDL e o &#237;ndice de Castelli I foram mais altos entre os escolares das unidades privadas, com signific&#226;ncia estat&#237;stica para meninos e meninas, com exce&#231;&#227;o para o HDL dos meninos. A press&#227;o arterial foi maior no mesmo grupo sem signific&#226;ncia estat&#237;stica. O diferencial entre os dois tipos de institui&#231;&#245;es em rela&#231;&#227;o ao percentual de crian&#231;as com colesterol total &gt; 190 mg/dl, foi 23% nas particulares e 4% nas p&#250;blicas/filantr&#243;picas. Quando comparados os inqu&#233;ritos de alimenta&#231;&#227;o e atividade f&#237;sica e correlacionados com o perfil lip&#237;dico fica clara a associa&#231;&#227;o da atividade f&#237;sica di&#225;ria e a supervis&#227;o de nutricionistas na alimenta&#231;&#227;o dos de menor poder s&#243;cio-econ&#244;mico. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Ficou demonstrada a correla&#231;&#227;o do colesterol total e de sua fra&#231;&#227;o LDL com o tipo de alimenta&#231;&#227;o e a atividade f&#237;sica mais intensa e regular, beneficiando infantes mais carentes em rela&#231;&#227;o aos matriculados em unidades privadas. (Arq Bras Cardiol 2007;89(2):73-78)</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Lip&#237;deos, dislipidemias, crian&#231;a, adolescente, doen&#231;as cardiovasculares.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Dislipidemia, hipertens&#227;o arterial e obesidade, aliados a maus h&#225;bitos alimentares e sedentarismo, s&#227;o as condi&#231;&#245;es ideais para o desenvolvimento de doen&#231;a coronariana<sup>1</sup>. Esses fatores de risco n&#227;o s&#227;o exclusivos dos adultos e come&#231;am a surgir cada vez mais em crian&#231;as e adolescentes<sup>2-5</sup>. &#201; tend&#234;ncia mundial investigar e prevenir, corrigindo os fatores de risco o quanto antes, pois est&#225; comprovado que a aterosclerose come&#231;a na inf&#226;ncia e poderia ser postergada se detectada precocemente. Por isso, em muitos pa&#237;ses a preocupa&#231;&#227;o com a alimenta&#231;&#227;o tem in&#237;cio a partir dos dois anos de idade<sup>2</sup>. De acordo com o <italic>Bogalusa Heart Study</italic><sup>6-8</sup>, cerca de 50% das crian&#231;as com um ano de idade t&#234;m les&#245;es ateromatosas na aorta; e a partir dos 10 anos, 100% delas apresentam estrias gordurosas na aorta e no leito coron&#225;rio, correlacionadas aos n&#237;veis s&#233;ricos de colesterol de lipoprote&#237;na de baixa densidade (LDL-colesterol). O estudo multic&#234;ntrico <italic>Pathobiological Determinants of Atherosclerosis in Youth </italic>(PDAY), que incluiu tr&#234;s mil indiv&#237;duos entre 15 e 34 anos de idade, sugeriu que a preven&#231;&#227;o da doen&#231;a coronariana deve come&#231;ar na adolesc&#234;ncia ou pelo menos nos adultos jovens, controlando os fatores de risco da doen&#231;a coronariana do adulto<sup>9</sup>.</p>
    <p>Alguns estudos nacionais demonstraram presen&#231;a de elevado porcentual de dislipidemia (38,5%) em crian&#231;as, como no caso de 109 filhos de coronariopatas prematuros, dos quais 27,5% tinham colesterol total acima do desejado, assim como 19,3% no caso da fra&#231;&#227;o LDL, al&#233;m de 13,8% apresentando baixos n&#237;veis de colesterol de lipoprote&#237;na de alta densidade (HDL-colesterol) e 13%, triglicer&#237;deos acima do normal. N&#227;o foi encontrada rela&#231;&#227;o entre renda familiar e dislipidemia<sup>10</sup>. Estudo realizado na cidade de Campinas (SP), com 1.600 escolares de sete a 14 anos de idade, revelou a preval&#234;ncia de 35% de hipercolesterolemia, que foi maior entre as meninas<sup>11</sup>. A atividade f&#237;sica foi correlacionada com os n&#237;veis de colesterol total em 799 crian&#231;as e adolescentes caucasianos, tendo sido encontrado risco tr&#234;s vezes superior de hipercolesterolemia entre as meninas do quartil inferior de atividade f&#237;sica quando comparadas &#224;s do quartil mais alto, fato n&#227;o observado entre os meninos<sup>12</sup>. Em pesquisa realizada com 186 adolescentes com idade entre 10 e 17 anos no munic&#237;pio de Veran&#243;polis (RS), 12% dos meninos e 22% das meninas tinham colesterol alto e em 11% de ambos os sexos foi observada press&#227;o arterial elevada<sup>13</sup>. Esses estudos demonstram presen&#231;a de dislipidemia em crian&#231;as brasileiras e, portanto, a necessidade de se conhecer melhor as realidades locais desse problema. </p>
    <p>Este estudo teve como objetivos verificar o perfil lip&#237;dico e a press&#227;o arterial de crian&#231;as matriculadas no primeiro grau tanto de institui&#231;&#245;es p&#250;blicas/filantr&#243;picas como privadas, avaliar a influ&#234;ncia dos h&#225;bitos de vida nessas crian&#231;as e, finalmente, avaliar as poss&#237;veis influ&#234;ncias da situa&#231;&#227;o socioecon&#244;mica nos l&#237;pides, pela compara&#231;&#227;o entre alunos de escolas pagas e de gratuitas.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p><italic>Amostra</italic> - V&#225;rias escolas do munic&#237;pio do Rio de Janeiro foram convidadas a participar deste estudo, por&#233;m algumas se recusaram a aderir e em outras os pais n&#227;o deram autoriza&#231;&#227;o por escrito para o teste sangu&#237;neo de seus filhos. Entre as institui&#231;&#245;es convidadas a participar, uma p&#250;blica e quatro particulares recusaram o convite. Nas escolas que aderiram ao projeto, 400 crian&#231;as foram convidadas aleatoriamente (pela limita&#231;&#227;o de <italic>kits</italic>), por&#233;m procurou-se manter a paridade entre aqueles matriculados nos dois tipos de institui&#231;&#227;o. Isso foi feito limitando-se metade dos <italic>kits</italic> para cada tipo de institui&#231;&#227;o e em cada uma delas os alunos cujos pais autorizaram a coleta da amostra sangu&#237;nea foram sorteados por sala at&#233; completarem o n&#250;mero desejado.</p>
    <p>Assim, o grupo que fez parte desta an&#225;lise foi composto por 343 escolares pertencentes aos col&#233;gios que aderiram ao projeto, cujos pais ou respons&#225;veis forneceram autoriza&#231;&#227;o por escrito para que o exame fosse efetivado. Desses escolares, 171 eram de escolas p&#250;blicas ou filantr&#243;picas e 172, de particulares, sendo 173 meninas e 170 meninos, com idade entre cinco e 16 anos (m&#233;dia de 10 anos).</p>
    <p>A distribui&#231;&#227;o entre as escolas foi a seguinte: Eduardo Guimar&#227;es (particular), 46 alunos; Eliezer Steimberg (particular), 50 alunos; GIMK (particular), 39 alunos; S&#227;o Vicente de Paula (particular), 37 alunos; Orfanato Frei Luiz (filantr&#243;pica), 50 alunos; Jos&#233; de Alencar (p&#250;blica), 45 alunos; Rom&#227;o Duarte (filantr&#243;pica), 41 alunos; e CIEP Tancredo Neves (p&#250;blica), 35 alunos.</p>
    <p>Para a medi&#231;&#227;o dos n&#237;veis dos l&#237;pides foi escolhido o m&#233;todo de coleta de sangue capilar, o que permitiria a dosagem nas pr&#243;prias escolas com menos traumas para as crian&#231;as e de melhor aceita&#231;&#227;o entre elas. Optou-se por n&#227;o dosar os triglic&#233;rides, pois os menores n&#227;o se apresentaram em jejum de pelo menos 12 horas. Esse fato n&#227;o prejudicou a an&#225;lise da fra&#231;&#227;o LDL, que foi medida por <italic>kit</italic> pr&#243;prio (an&#225;lise direta). Foi colhida uma amostra de sangue da polpa digital do dedo indicador e introduzida a lanceta com material no analisador. O aparelho utilizado foi o <italic>Cholestech</italic>, fabricado pela ind&#250;stria de mesmo nome, modelo LDX (Hayward, CA, Estados Unidos). Esse sistema consta de analisador port&#225;til, impressora, <italic>kit</italic> de acess&#243;rios (lancetas e tubos capilares) e cassete &#243;ptico de controle de qualidade. Esse sistema foi testado e autorizado pela <italic>Food and Drug Administration</italic> (FDA) e os coeficientes de varia&#231;&#227;o (acur&#225;cia <underline>&gt;</underline> 95% com concord&#226;ncia das medidas laboratoriais) dos resultados est&#227;o de acordo com os &#237;ndices estabelecidos pelo <italic>National Cholesterol Education Program</italic> (NCEP)<sup>14</sup>.</p>
    <p>A press&#227;o arterial foi aferida com o escolar sentado, ap&#243;s 10 minutos de repouso, e em ambos os membros superiores, com esfigmoman&#244;metro de coluna de merc&#250;rio (Baumanometer Latex Inflation Bet, W.A. Baum Co., Inc., Copiague, NY, Estados Unidos).</p>
    <p>Tamb&#233;m foi solicitado aos alunos que respondessem a um question&#225;rio referente tanto a seus h&#225;bitos alimentares como &#224; atividade f&#237;sica desenvolvida. Quando poss&#237;vel, era solicitado aos pais que respondessem a um question&#225;rio abordando os mesmos t&#243;picos, incluindo a presen&#231;a de cardiopatia e de hipertens&#227;o arterial.</p>
    <p>An&#225;lise estat&#237;stica - Do grupo inicial de 400 escolares, somente 343 resultados de an&#225;lises sangu&#237;neas foram considerados de qualidade para an&#225;lise. Procurou-se, ent&#227;o, comparar tanto os n&#237;veis plasm&#225;ticos do colesterol total e de suas fra&#231;&#245;es HDL e LDL como tamb&#233;m a press&#227;o arterial entre as m&#233;dias das escolas, por sexo e entre os dois tipos de institui&#231;&#227;o.</p>
    <p>A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada pelo teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> para amostras independentes para compara&#231;&#227;o de m&#233;dias, e pelo teste do qui quadrado (c2) para compara&#231;&#227;o de propor&#231;&#245;es. O n&#237;vel de signific&#226;ncia foi de 5%.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Os question&#225;rios revelaram maior freq&#252;&#234;ncia de alunos das escolas privadas praticando regularmente atividade f&#237;sica, como jud&#244;, nata&#231;&#227;o, bal&#233; e t&#234;nis, pelo menos tr&#234;s vezes por semana (50,9% <italic>vs</italic> 18,5%). Nas entrevistas, por&#233;m, ficou claro que essa informa&#231;&#227;o n&#227;o condizia com a realidade, pois as crian&#231;as mais carentes, que eram aquelas das institui&#231;&#245;es filantr&#243;picas, cuja maioria n&#227;o conhecia ou n&#227;o mantinha rela&#231;&#245;es com os pais, e as das escolas p&#250;blicas, com renda familiar inferior &#224; das particulares, apresentavam atividade f&#237;sica maior e mais constante em decorr&#234;ncia de suas brincadeiras (futebol, pegar, pique, amarelinha, etc) e de seus deslocamentos, a maioria das vezes realizados a p&#233;. Em contraste, as de maior poder aquisitivo s&#243; se exercitavam nos momentos de atividade esportiva; fora isso, as brincadeiras eram com videogames, computadores ou assistindo televis&#227;o, al&#233;m de seu deslocamento, na maioria das vezes, ser feito por ve&#237;culo automotor.</p>
    <p>Comportamento semelhante foi encontrado no que se refere &#224; alimenta&#231;&#227;o. A primeira diferen&#231;a fundamental &#233; que tanto nas institui&#231;&#245;es filantr&#243;picas como nas p&#250;blicas, toda a alimenta&#231;&#227;o nas primeiras e a merenda nas segundas s&#227;o feitas sob supervis&#227;o de profissionais nutricionistas. Outra diferen&#231;a &#233; que os infantes das entidades filantr&#243;picas praticamente s&#243; comem as refei&#231;&#245;es oferecidas na institui&#231;&#227;o e n&#227;o t&#234;m suporte financeiro para, por exemplo, ir a lanchonetes. Fato semelhante foi encontrado entre muitos daqueles matriculados nas escolas p&#250;blicas, que t&#234;m como &#250;nica alimenta&#231;&#227;o a merenda escolar. J&#225; a realidade dos alunos de escolas particulares &#233; outra. N&#227;o existem nutricionistas orientando sua alimenta&#231;&#227;o e as escolas possuem cantinas, muitas vezes terceirizadas, as quais, portanto, visam ao lucro e n&#227;o &#224; alimenta&#231;&#227;o, isso tudo associado &#224; maior freq&#252;&#234;ncia a cadeias de <italic>fast-food</italic>, sendo em alguns casos o &#250;nico de tipo de refei&#231;&#227;o reconhecida. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos l&#237;pides, para a an&#225;lise dos dados foi considerado limite o colesterol total de 190 mg/dl (preconizado na &#233;poca do in&#237;cio do estudo para jovens at&#233; 18 anos), acima, portanto, dos atuais 170 mg/dl desej&#225;veis segundo as recomenda&#231;&#245;es da III Diretrizes Brasileiras Sobre Dislipidemias e Diretriz de Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia<sup>9</sup>.</p>
    <p>A diferen&#231;a dos n&#237;veis m&#233;dios de colesterol dos escolares das institui&#231;&#245;es particulares de ensino (171,4 mg/dl) comparativamente a seus similares das institui&#231;&#245;es p&#250;blicas/filantr&#243;picas (136,7 mg/dl) foi estatisticamente significativa (p = 0,000000000000000034), e isso foi verdadeiro para ambos os sexos: 169,9 mg/dl (particulares) e 141,4 mg/dl (p&#250;blicas) para o sexo masculino, com p = 0,0000000000000000058; e 173,1 mg/dl (particulares) e 132,5 mg/dl (p&#250;blicas) para o sexo feminino, com p = 0,0000000000000000087 (<xref ref-type="fig" rid="fig01">fig. 1</xref>).</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-02-0073-00001-gf01.jpg"/></fig>
    <p>O mesmo fato foi observado em rela&#231;&#227;o &#224; fra&#231;&#227;o LDL do colesterol: 101,9 mg/dl (desvio padr&#227;o = 30) nos alunos das escolas particulares e 83 mg/dl (desvio padr&#227;o = 31,18) nas p&#250;blicas, com p = 0,0011; 102,4 mg/dl <italic>vs</italic> 86 mg/dl, para o sexo masculino, respectivamente, com p = 0,00226; e 101,4 mg/dl <italic>vs</italic> 73,3 mg/dl para o sexo feminino, respectivamente, com p = 0,00896. </p>
    <p>Comportamento inverso foi observado em rela&#231;&#227;o &#224; fra&#231;&#227;o HDL: 52,6 mg/dl (desvio padr&#227;o = 12) entre os alunos das institui&#231;&#245;es privadas e 47 mg/dl (desvio padr&#227;o = 10,23) entre os escolares das institui&#231;&#245;es p&#250;blicas, com p = 0,0000174; 53,3 mg/dl <italic>vs</italic> 44,9 mg/dl para o sexo feminino, com p = 0,0000034; e 51,9 mg/dl <italic>vs</italic> 49,4 mg/dl para o sexo masculino, com p = 0,185, em que a diferen&#231;a foi menos pronunciada, n&#227;o alcan&#231;ando, portanto, signific&#226;ncia estat&#237;stica. </p>
    <p>O &#237;ndice de Castelli I apresentou comportamento id&#234;ntico ao do colesterol total e do LDL, sendo menor nas institui&#231;&#245;es p&#250;blicas/filantr&#243;picas, no geral e para o sexo feminino (3,44 para as particulares e 3,06 para as p&#250;blicas, com p = 0,01981) e para o sexo masculino (3,44 para as particulares e 3,01 para as p&#250;blicas, com p = 0,00814) (<xref ref-type="fig" rid="fig02">fig. 2</xref>).</p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-02-0073-00001-gf02.jpg"/></fig>
    <p>O dado mais surpreendente refere-se ao porcentual de alunos com colesterol total acima de 190 mg/dl: 23% entre os matriculados em escolas privadas e somente 4% entre os escolares de institui&#231;&#245;es p&#250;blicas/filantr&#243;picas, apresentando alta signific&#226;ncia estat&#237;stica (<xref ref-type="fig" rid="fig03">fig. 3</xref>).</p>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-02-0073-00001-gf03.jpg"/></fig>
    <p>Quando se considera o valor m&#225;ximo do colesterol em 170 mg/dl, como recomendado pela III Diretrizes Brasileiras Sobre Dislipidemias e Diretriz de Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia<sup>9</sup>, verifica-se que, das quatro escolas particulares, tr&#234;s j&#225; superam esse valor em suas m&#233;dias, enquanto nas p&#250;blicas/filantr&#243;picas a m&#233;dia por institui&#231;&#227;o chega no m&#225;ximo a 147 mg/dl. Da mesma maneira, 49,2% dos alunos das escolas privadas superam esses n&#237;veis de recomenda&#231;&#227;o, enquanto isso s&#243; acontece em 14% dos alunos das escolas p&#250;blicas/filantr&#243;picas.</p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o &#224; press&#227;o arterial, o porcentual m&#225;ximo de n&#237;veis acima dos desej&#225;veis (119 mmHg x 81 mmHg)<sup>15</sup> foi de 12,8% em uma &#250;nica escola, por&#233;m com m&#233;dia em torno de 4,5%. N&#227;o foi encontrada diferen&#231;a estat&#237;stica entre os dois grupos de escolas analisados ou mesmo entre as faixas et&#225;rias avaliadas, observando-se porcentual de press&#245;es elevadas de 6,1% nas institui&#231;&#245;es particulares e de 2,4% nas p&#250;blicas, com p = 0,14, n&#227;o atingindo, portanto, signific&#226;ncia estat&#237;stica. O mesmo foi observado quando comparadas as crian&#231;as com menos de 10 anos de idade (1,6%) &#224;quelas com 10 anos ou mais (5,5%), com p = 0,14 (<xref ref-type="fig" rid="fig04">fig. 4</xref>).</p>
    <fig id="fig04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-02-0073-00001-gf04.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Analisando os resultados obtidos com as medi&#231;&#245;es, que foram bastante contundentes estes parecem se correlacionar com os h&#225;bitos de vida desses estudantes, avaliados pelas respostas a question&#225;rios e pelas entrevistas seletivas. Aqueles oriundos das entidades filantr&#243;picas muitas vezes n&#227;o t&#234;m parentes que os visitem e toda sua alimenta&#231;&#227;o tem orienta&#231;&#227;o nutricional. Nas escolas p&#250;blicas, foi observado que muitos escolares t&#234;m como sua &#250;nica ou principal refei&#231;&#227;o a merenda escolar, que tamb&#233;m conta com a supervis&#227;o de uma nutricionista. J&#225; nas escolas privadas n&#227;o existe preocupa&#231;&#227;o com rela&#231;&#227;o ao tipo de alimento oferecido aos estudantes. Muitas possuem cantinas terceirizadas, que, portanto, visam ao lucro e vendem todo tipo de alimentos, sem preocupa&#231;&#227;o com a qualidade da alimenta&#231;&#227;o desses jovens. Al&#233;m disso, o maior poder aquisitivo desses escolares permite que freq&#252;entem cadeias de <italic>fast-food</italic> e que ingiram outros alimentos contendo gordura trans.</p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o &#224; atividade f&#237;sica, notou-se que os alunos das escolas privadas teoricamente se exercitam mais regularmente, mas quando se avalia o tipo de brincadeira (pique, futebol, corrida, etc.), al&#233;m das dist&#226;ncias percorridas diariamente a p&#233;, as crian&#231;as matriculadas nas escolas p&#250;blicas/filantr&#243;picas t&#234;m atividade f&#237;sica mais intensa e constante. </p>
    <p>Comparando os resultados deste estudo com os de 1.053 indiv&#237;duos entre sete e 18 anos de idade avaliados por Giuliano e cols.<sup>16</sup>, em Florian&#243;polis (SC), h&#225; concord&#226;ncia em rela&#231;&#227;o ao n&#250;mero aumentado de crian&#231;as com hipercolesterolemia, sendo esse fato mais freq&#252;ente nas escolas particulares, nos escolares com menos de 10 anos de idade, nas meninas e nos escolares de ra&#231;a negra. Tamb&#233;m est&#227;o de acordo com os resultados obtidos por Grillo e cols.<sup>17</sup> em escolares de baixa renda, que apresentaram baixos &#237;ndices de colesterol, triglicer&#237;deos e LDL, com HDL abaixo do recomendado em 17,9% desses escolares<sup>17</sup>.</p>
    <p>Estudos finlandeses j&#225; haviam demonstrado que a escolha dos alimentos feita na inf&#226;ncia e na adolesc&#234;ncia pode influenciar significativamente a fase adulta, bem como a exposi&#231;&#227;o a fatores de risco na inf&#226;ncia (como, por exemplo, LDL-colesterol elevado, HDL-colesterol baixo, obesidade e hipertens&#227;o arterial) est&#225; inversamente relacionada &#224; diminui&#231;&#227;o da elasticidade da car&#243;tida, o que prenuncia a mesma altera&#231;&#227;o na fase adulta<sup>18,19</sup>.</p>
    <p>O estudo <italic>Special Turku Coronary Risk Factor Intervention Project for children</italic> (STRIP) randomizou 1.062 crian&#231;as com sete meses de idade, sendo 522 no grupo controle e 540 no grupo interven&#231;&#227;o, as quais receberam dieta com baixos teores de gordura saturada e de colesterol. Aos 11 anos, 179 crian&#231;as do grupo interven&#231;&#227;o e 190 do grupo controle foram submetidas a testes de respostas vasodilatadoras na art&#233;ria braquial. Os resultados demonstram que a dieta com baixos teores de gorduras saturadas introduzidas na inf&#226;ncia e mantidas na primeira d&#233;cada de vida est&#225; associada a melhora da fun&#231;&#227;o endotelial apenas entre os meninos. O efeito foi explicado, em parte, pela redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis de colesterol como conseq&#252;&#234;ncia da dieta<sup>20,21</sup>.</p>
    <p>Todos esses dados demonstram associa&#231;&#227;o dos h&#225;bitos de vida da sociedade moderna j&#225; na inf&#226;ncia com poss&#237;veis doen&#231;as cardiovasculares na fase adulta e a necessidade premente da modifica&#231;&#227;o destes a partir da mais tenra idade. Esses dados foram b&#225;sicos para estimular o interesse pelo perfil lip&#237;dico de escolares e por qual seria a influ&#234;ncia do n&#237;vel socioecon&#244;mico (representado por indiv&#237;duos matriculados em estabelecimentos de ensino privados e p&#250;blicos/filantr&#243;picos) em seu estilo de vida e, por conseguinte, nos l&#237;pides. </p>
    <p><italic>Limita&#231;&#245;es</italic> - Os dados aqui apresentados espelham apenas a realidade das escolas participantes, n&#227;o podendo ser extrapolados para a popula&#231;&#227;o como um todo. A amostra n&#227;o abrangeu bairros ou munic&#237;pios mais distantes ou mesmo fora da zona litor&#226;nea, o que poderia influenciar de alguma maneira a alimenta&#231;&#227;o dos escolares. Tamb&#233;m n&#227;o foi poss&#237;vel estabelecer correla&#231;&#227;o entre a hist&#243;ria familiar e os dados obtidos, por inexist&#234;ncia desse hist&#243;rico no caso das crian&#231;as abandonadas. Outro fator limitante foi o tempo escasso para avalia&#231;&#227;o dos menores (durante o recreio), o que dificultou a aferi&#231;&#227;o de outros par&#226;metros, como peso corporal e &#237;ndice de massa corp&#243;rea. Finalmente, pela dificuldade de se realizar inqu&#233;rito alimentar de 12 horas nessas crian&#231;as e, com isso, fazer a correla&#231;&#227;o com o perfil lip&#237;dico, esse dado, apesar de bem definido, n&#227;o pode ser avaliado estatisticamente.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao perfil lip&#237;dico, o valor m&#233;dio de colesterol total foi superior nos estudantes da rede particular em rela&#231;&#227;o aos da rede p&#250;blica, tanto no sexo masculino como no feminino. O n&#237;vel de colesterol total &#233; maior nas escolas particulares, e o mesmo comportamento foi encontrado em rela&#231;&#227;o ao LDL-colesterol e ao &#237;ndice de Castelli I. J&#225; o HDL-colesterol comportou-se de maneira inversa, sendo menor nas institui&#231;&#245;es p&#250;blicas e entre as meninas. O n&#250;mero de escolares com colesterol total superior a 170 mg/dl foi muito maior nas escolas particulares que nas p&#250;blicas. </p>
    <p>O n&#250;mero de crian&#231;as com eleva&#231;&#227;o dos n&#237;veis tensionais foi pequeno, sendo maior nas escolas particulares, por&#233;m sem signific&#226;ncia estat&#237;stica. </p>
    <p>A correla&#231;&#227;o entre n&#237;veis s&#233;ricos dos l&#237;pides avaliados e h&#225;bitos alimentares e atividade f&#237;sica, que tamb&#233;m apresentaram perfis bastante diferentes entre os grupos, leva a supor rela&#231;&#227;o causa/efeito da maior carga de atividade f&#237;sica e melhor orienta&#231;&#227;o nutricional com o perfil lip&#237;dico, s&#243; n&#227;o sendo verdadeiro em rela&#231;&#227;o ao HDL-colesterol.</p>
    <p>Esses dados sugerem a necessidade de estudos de maior amplitude e de car&#225;ter regional e possivelmente nacional, que comprovem os resultados aqui apresentados e, com isso, o planejamento para que se melhore a sa&#250;de de nossas crian&#231;as. </p>
    <p>Por todos esses motivos, parece ser necess&#225;rio o esclarecimento dos escolares, dos pais e dos professores sobre os fatores de risco para doen&#231;a cardiovascular, sobre alimenta&#231;&#227;o mais recomend&#225;vel e sobre a import&#226;ncia da pr&#225;tica regular de exerc&#237;cios f&#237;sicos como medidas de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o desse estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Carlos Scherr </p>
        <p> Av. Visconde de Piraj&#225;, 595/1204 </p>
        <p> 22410-003 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="scherr@all.com.br">scherr@all.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 09/08/06; revisado recebido em 13/12/06; aceito em 15/12/06.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Risk factors identified in childhood and decreased carotid artery elasticity in adulthood: the Cardiovascular Risk in Young Finns Study</article-title>
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          <article-title>Consistent dietary patterns identified from childhood to adulthood: the Cardiovascular Risk in Young Finns Study</article-title>
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          <article-title>Risk factors for coronary heart disease in children and young adults</article-title>
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          <article-title>Endothelial function in healthy 11-year-old children after dietary intervention with onset in infancy: the Special Turku Coronary Risk Factor Intervention Project for children (STRIP)</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Lipid profile analysis in school children</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: According to the World Health Organization, coronary atherosclerosis is the leading cause of death worldwide. The INTERHEART study demonstrated that dyslipidemia is one of the most important independent risk factors for AMI. OBJECTIVE: To evaluate the lipid profile and blood pressure of school children attending private (paid) and public/philanthropic (free) schools. METHODS: Blood samples from 343 children were tested and correlated with their lifestyle. Statistical analysis was carried out using the Student's t-test for independent samples to compare the means, and the chi-square test (c2) to compare proportions. The significance level was set at 5%. RESULTS: Total cholesterol and its HDL and LDL fractions, as well as the Castelli Index I, were higher among private school students, with statistical significance for both genders, except for HDL in boys. Blood pressure was higher in the same group, but without reaching statistical significance. Twenty-three percent of private school students had total cholesterol &gt; 190 mg/d, as compared to 4% of those attending public/philanthropic institutions. When the dietary and physical activity surveys were compared and correlated with the lipid profile, a clear association was found between daily physical activity and nutritional guidance among those of lower socioeconomic status. CONCLUSION: This study demonstrated the positive correlation of total cholesterol and its LDL fraction with eating habits and more intense and regular physical activity, benefiting the most needy children, compared to those enrolled in private schools.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Lipids</kwd>
        <kwd>dyslipidemias</kwd>
        <kwd>child</kwd>
        <kwd>adolescent</kwd>
        <kwd>cardiovascular diseases</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Lipid profile analysis in school children </p>
      <p>
        <bold>Carlos Scherr; Cyntia Karla Magalh&#227;es; Waldir Malheiros</bold>
      </p>
      <p> Instituto Nacional de Cardiologia &#150; Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> According to the World Health Organization, coronary atherosclerosis is the leading cause of death worldwide. The INTERHEART study demonstrated that dyslipidemia is one of the most important independent risk factors for AMI.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the lipid profile and blood pressure of school children attending private (paid) and public/philanthropic (free) schools.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Blood samples from 343 children were tested and correlated with their lifestyle. Statistical analysis was carried out using the Student's t-test for independent samples to compare the means, and the chi-square test (c<sup>2</sup>) to compare proportions. The significance level was set at 5%.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Total cholesterol and its HDL and LDL fractions, as well as the Castelli Index I, were higher among private school students, with statistical significance for both genders, except for HDL in boys. Blood pressure was higher in the same group, but without reaching statistical significance. Twenty-three percent of private school students had total cholesterol &gt; 190 mg/d, as compared to 4% of those attending public/philanthropic institutions. When the dietary and physical activity surveys were compared and correlated with the lipid profile, a clear association was found between daily physical activity and nutritional guidance among those of lower socioeconomic status.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> This study demonstrated the positive correlation of total cholesterol and its LDL fraction with eating habits and more intense and regular physical activity, benefiting the most needy children, compared to those enrolled in private schools. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Lipids; dyslipidemias; child, adolescent; cardiovascular diseases.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Dyslipidemia, hypertension, and obesity, in conjunction with poor eating habits and sedentariness, constitute ideal conditions for the development of heart disease<sup>1</sup>. These risk factors are not limited to adults - they are becoming increasingly frequent among children and adolescents<sup>2-5</sup>. The worldwide trend is to investigate and prevent, correcting risk factors as early as possible since it has been proven that atherosclerosis begins in childhood and could be delayed by early detection. Due to this fact, in many countries dietary concerns begin as early as two years of age<sup>2</sup>. According to the Bogalusa Heart Study<sup>6-8</sup>, approximately 50% of all one-year-olds have atheromatous lesions in the aorta and, as of ten years of age, 100% of them have fatty streaks in the aorta and in the coronary bed that were correlated with serum LDL cholesterol levels. The PDAY multicenter study focusing 3000 individuals from 15 to 34 years of age suggested that the prevention of heart disease should begin with teenagers, or at least young adults, controlling adult heart disease risk factors<sup>9</sup>.</p>
      <p>Some Brazilian studies showed the presence of a high percentage of dyslipidemia (38.5%) in children, as in the case of 109 children born of patients with early heart disease. Of these 109 children, 27.5% had higher than desirable total cholesterol levels, 19.3% had high LDL levels, 13.8% had low HDL levels, and 13% had higher-than-normal levels of triglycerides. No relationship was found here between family income and dyslipidemia<sup>10</sup>. Another study carried out in the city of Campinas (S&#227;o Paulo State) on a sample of 1600 school children from 7 to 14 years of age showed a 35% prevalence of hypercholesterolemia, with greater incidence among girls<sup>11</sup>. Physical activity was correlated with total cholesterol levels in 799 caucasian children and adolescents and showed that hypercholesterolemia risk was three times greater among girls in the lowest quartile of physical activity as compared to those of the highest quartile, a fact that was not observed among the boys<sup>12</sup>.</p>
      <p>A survey featuring a sample consisting of 186 adolescents from 10 to 17 years of age in the municipality of Veran&#243;polis (State of Rio Grande do Sul) showed that 12% of the boys and 22% of the girls had high cholesterol levels, and 11% of both genders had high blood pressure<sup>13</sup>. Such studies show the presence of dyslipidemia in brazilian children and, consequently, the need for better acquaintance with the local realities of this problem. </p>
      <p>This study was designed to evaluate the lipid profile and blood pressure of first-grade children enrolled in public/philanthropic (free) and private (paid) schools, and how these children&#146;s socioeconomic status affects their lifestyle and, hence, their lipid levels.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p><italic>Sample</italic> - We invited several schools of the city of Rio de Janeiro to participate in this study. Some schools declined the invitation and in some other cases the parents failed to give written authorization for their children to undergo blood tests. Of the total institutions invited to take part, one public school and four private schools declined the invitation. Our sample was limited to 400 children by the number of kits available, and the children were chosen at random from the schools that agreed to take part, but ensuring an equal number of students from each of the two different types of schools (public and private). This was achieved by allocating half of the kits to children enrolled in public schools and half to those enrolled in private schools. In each type of school, drawings were held in several classes to select the children who were to take part from among those whose parents had given written consent for blood tests.</p>
      <p>The study sample was made up of 343 children from the schools that agreed to join this project and whose parents or primary caretakers provided written authorization for them to be tested. This total comprised 171 children from public/philanthropic schools and 172 from private schools &#150; 173 girls and 170 boys &#150; ages ranging from 5 to 16 (mean age 10 years).</p>
      <p>Distribution of students among the schools was as follows: Eduardo Guimar&#227;es (private): 46 students; Eliezer Steimberg (private): 50 students; GIMK (private): 39 students; S&#227;o Vicente de Paula (private): 37 students; Orfanato Frei Luiz (philanthropic): 50 students; Jose de Alencar (public): 45 students; Rom&#227;o Duarte (philanthropic): 41 students; CIEP Tancredo Neves (public): 35 students.</p>
      <p>Lipid levels were measured using capillary blood sample, allowing tests to be performed at the schools themselves &#150; a less traumatic method, and one more readily accepted by the children. Triglyceride levels were not measured, since the children could not be required to fast for at least 12 hours. However, this fact did not hamper LDL measurement, which was performed using a specific kit (direct analysis). Capillary blood samples were drawn from the index finger of each student, and the lancing device with the material was introduced into the analyzer. </p>
      <p>The testing device used was the Cholestech LDX system, made by the company of the same name (Hayward, California, USA). It consists of a portable analyzer, printer, accessories (lancets and capillary tubes), and an optics check cassette. This system was tested and approved by the Food and Drug Administration, and the variation coefficients (accuracy <underline>&gt;</underline> 95% in accordance with the laboratory measurements) of the results are consistent with the rates established by the National Cholesterol Education Program - USA<sup>14</sup>. </p>
      <p>Blood pressure was measured with a mercury sphygmomanometer (Baumanometer Latex Inflation Bag made by W. A. Baum Company Inc., Copiague, New York, USA) in both upper limbs after students had rested for 10 minutes in a seated position. </p>
      <p>Students were asked to complete a questionnaire regarding their eating habits and physical activity. Whenever possible, parents were also asked to complete a questionnaire on the same topics plus questions regarding heart disease and hypertension. </p>
      <p><italic>Statistical analysis</italic> - Of the initial group of 400 school children, only 343 blood test results were considered of adequate quality for analysis. We then sought to compare mean plasma total cholesterol and its HDL and LDL fractions, as well as blood pressure, between genders, and between two types of schools.</p>
      <p>The statistical analysis was carried out using the Student&#146;s t-test for independent samples to compare averages, and the chi-square (c<sup>2</sup>) test to compare proportions. The significance level was set at 5%.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The questionnaires showed that a greater number of private school students were engaged in regular physical activity, such as judo, swimming, ballet or tennis, at least three times a week (50.9% <italic>vs</italic> 18.5%). However, upon interviewing the students we found that this data was misleading since the most needy children &#150; those studying in philanthropic institutions, most of whom did not know their parents or had no relationship with them, and those from public schools whose family income was lower than that of children studying in private schools &#150; actually had more physical activity and on a more regular basis by means of the games they played (soccer, catch, hide-and-seek, hopscotch, and so on), as well as from their comings and goings, usually on foot. On the other hand, the physical activity of children from higher-income-bracket families was limited to the time spent playing sports, and their remaining spare time was usually spent at the computer, playing videogames, or watching television, in addition to which they were almost always transported by motor vehicles.</p>
      <p>A similar situation was found regarding food. The first basic difference is that in philanthropic institutions and public schools, all of the meals and/or snacks provided are supervised by professional nutritionists. Another difference is that the children in philanthropic institutions eat only the meals provided by the institution and lack the means, for example, to eat at luncheonettes or snack bars. The same was true of many students enrolled in public schools who eat only the food provided by the school. The reality of children in private schools is quite different: there are no nutritionists providing guidance in regard to food. Private schools have canteens or snack bars, many of which are outsourced and therefore seek profit rather than nutrition. In addition, these children frequently eat at fast-food restaurants and in some cases fast food is the only type of meal they recognize.</p>
      <p>As far as lipids are concerned, we considered a total cholesterol level of 190 mg/dl as the limit (recommended for youngsters up to 18 years of age at the time the study was initiated), higher therefore than the current level of 170 mg/dl considered desirable according to recommendations of the III Brazilian Guidelines on Dyslipidemia and Guideline of Atherosclerosis of the Atherosclerosis Department of the Brazilian Society of Cardiology<sup>9</sup>. </p>
      <p>The difference in mean cholesterol levels between students of private schools (171.4 mg/dl) and their counterparts in public/philanthropic institutions (136.7 mg/dl) was statistically significant (p = 0,000000000000000034), and was true for both genders: 169.9 mg/dl (private) and 141.4 mg/dl (public) for males, with - p = 0,0000000000000000058; and 173.1 mg/dl (private) and 132.5 (public) for females, with p = 0,0000000000000000087 (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-02-0073-00001-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>The same situation was found with respect to the LDL cholesterol fraction, 101.9 mg/dl (SD = 30) in private school students, and 83 mg/dl (SD = 31.18) in public school students (p = 0.0011); 102.4 mg/dl <italic>versus</italic> 86 mg/dl (p = 0.00226) for male students, respectively; and 101.4 mg/dl <italic>versus </italic>73.3 mg/dl (p = 0.00896) for female students, respectively.</p>
      <p>The inverse was true for HDL fraction: 52.6 mg/dl (SD = 12) among private school students and 47 mg/dl (SD = 10.23) among public school students (p = 0.0000174); 53.3 mg/dl <italic>versus</italic> 44.9 mg/dl (p = 0.0000034) for female students and 51.9 mg/dl <italic>versus</italic> 49.9 mg/dl (p = 0.185) for male students, thus not statistically significant.</p>
      <p>The Castelli Index I showed results identical to those of total cholesterol and LDL, i.e., lower in the public/philanthropic institutions in general and also among female students (3.44 for private schools and 3.06 for public schools), with p = 0.01981; and male students (3.44 and 3.01, respectively), with p = 0.00814 (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref>). </p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-02-0073-00001-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>The most striking finding was the percentage of students with total cholesterol higher than 190 mg/dl: 23% among students enrolled in private schools and only 4% among students of public/philanthropic institutions, showing a high level of statistical significance (<xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">Figure 3</xref>).</p>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-02-0073-00001-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>When we consider the maximum cholesterol level of 170 mg/dl, as recommended by the III Brazilian Guidelines on Dyslipidemia and Guideline of Atherosclerosis of the Atherosclerosis Department of the Brazilian Society of Cardiology<sup>9</sup>, we find that the mean values for three of the four private schools are already higher than the recommended level, while in the public/philanthropic institutions the highest mean was 147 mg/dl. In like manner, 49.2% of the private school students exceed the recommended level compared with only 14% of the students of public/philanthropic institutions. </p>
      <p>In regard to blood pressure, the maximum percentage of higher-than-desired levels (119 x 81 mm Hg)<sup>15</sup> was 12.8% in one sole school, but the mean value was on the order of 4.5%. No statistically significant difference was found between the two groups of schools or among age brackets: mean high blood pressure readings was 6.1% in private schools and 2.4% in public schools (p = 0.14). The same result was found when we compared children below 10 years of age (1.6%) with those 10 years old or older (5.5%) (p = 0.14) (<xref ref-type="fig" rid="fig04-body2">Figure 4</xref>). </p>
      <fig id="fig04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-02-0073-00001-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The quite compelling measurement results seem to correlate with the students&#146; lifestyles, analyzed based on replies to the questionnaires and on the selective interviews. In many cases, the students from philanthropic institutions have no relatives who visit them, and all the food they receive is subject to guidance by nutritionists. In the public schools, we found many children whose main or only meal is that provided by the school, which is also supervised by nutritionists. On the other hand, in the private schools there is no concern regarding the type of food offered to students. Many of these schools have outsourced &#150; and therefore profit-oriented &#150; canteens or snack bars that sell all types of food without any concern for the quality of food offered to these students. In addition, the greater purchasing power of private school students allows them to eat at fast-food chains and other places that serve food containing trans fats.</p>
      <p>As far as physical activity is concerned, we found that, theoretically, private school students exercised more regularly, but when compared to the type of games that children of public/philanthropic institutions play (hide and seek, soccer, races, etc) and the distances they walk daily, the children enrolled in the public/philanthropic schools actually get more intense and constant physical activity. </p>
      <p>Comparing these results with those found by Giuliano in a survey of 1053 individuals between 7 and 18 years of age in Florian&#243;polis (State of Santa Catarina), we found that they are similar in regard to an increased number of children with high cholesterol levels, and that this is more frequently found in private schools, in children under 10 years of age, in girls, and in african-brazilians<sup>16</sup>. Our findings were also consistent with those obtained by Grillo in school children from low-income families who had low cholesterol, high triglyceride and LDL levels, and HDL 17.9% lower than the recommended level<sup>17</sup>. </p>
      <p>Studies carried out in Finland had already shown that the food intake during childhood and adolescence can have a significant influence in adulthood and that the exposure to risk factors in childhood (such as high LDL cholesterol, low HDL cholesterol, obesity and hypertension) is inversely related to decreased carotid artery elasticity, which portends the same change in adulthood. </p>
      <p>The <italic>Special Turku Coronary Risk Factor Intervention Project for Children</italic> (STRIP) study randomized 1062 seven-month-old children, 522 to the control group, and 540 to the intervention group that received a low-saturated-fat, low-cholesterol diet. At 11 years of age, 179 children of the intervention group and 190 of the control group underwent brachial artery vasodilatory response measurements. The results show that a low-saturated-fat diet introduced in infancy and maintained throughout the first decade of life is associated with enhanced endothelial function only among male children. The effect was explained in part by the diet-induced reduction in cholesterol levels<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>All these data show an association of modern society&#146;s living habits as early as during infancy with cardiovascular diseases in adulthood and the urgent need to change these habits at the most tender age possible. These data were fundamental in heightening interest in the lipid profile of school children and how the children&#146;s socioeconomic status (represented by individuals enrolled in private as compared to public/philanthropic schools) affects their lifestyle and, consequently, lipid levels. </p>
      <p><italic>Limitations</italic> - The data presented in this paper show only the reality of the participating schools and cannot be extrapolated to the population as a whole. The study sample did not cover more distant neighborhoods or municipalities, or even locations further from the coast, which might somehow have an influence on the school children&#146;s eating habits. It was also impossible to establish any correlation between family history and the data obtained due to the lack of any family records of abandoned children. Another limiting factor was the scant time available for evaluation of the children (only during recesses), which made it difficult to gauge other parameters such as weight and body mass index (BMI). Finally, due to the difficulty of carrying out a 12-hour dietary recall survey with these children and thus draw a correlation with the lipid profile, although the data was well defined, it could not be statistically evaluated.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>In regard to the lipid profile, mean total cholesterol was higher in private school students than in students enrolled in the public school system for both genders. The same was found in regard to LDL cholesterol and the Castelli I Index. As far as HDL is concerned, the inverse was true &#150; lower in the public schools in general and among girls. The number of school children with total cholesterol over 170 mg/dl was much greater in the private than in the public schools.</p>
      <p>The overall number of children with high blood pressure was small &#150; greater in the private schools, but not statistically significant.</p>
      <p>The correlation of serum lipid levels with eating habits and physical activity, which also showed quite different profiles among the groups, leads us to assume that there is a cause and effect relationship between more physical activity plus better nutritional guidance and the lipid profile, this not being the case only in regard to HDL cholesterol. </p>
      <p>These data suggest the need for wider ranging studies of a regional or possibly national nature that could confirm the results presented herein and thus serve as a basis for planning means of improving our children&#146;s health.</p>
      <p>Given all these reasons, it seems obvious that school children, parents, and teachers must be provided with clear explanations regarding cardiovascular disease risk factors, and the importance of more recommendable eating habits and regular practice of physical activity as primary prevention measures. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address:</bold>
          </label>
          <p> Carlos Scherr</p>
          <p> Av. Visconde de Piraj&#225;, 595/1204</p>
          <p> 22410-003 - Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="scherr@all.com.br">scherr@all.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Manuscript received August 9, 2006; revised manuscript received December 13, 2006; accepted December 15, 2006.</p>
    </body>
  </sub-article>
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