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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">cDBDpYC6pQyGXkbRKjSjFtR</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00002</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2007001300002</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(07)08900102</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2007001300002</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Cardiopatia cong&#234;nita no rec&#233;m-nascido: da solicita&#231;&#227;o do pediatra &#224; avalia&#231;&#227;o do cardiologista</article-title>
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            <given-names>Ivan Romero</given-names>
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            <given-names>Maria Goretti Barbosa de</given-names>
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          <named-content content-type="city">Macei&#243;</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Alagoas</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
      <volume>89</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>6</fpage>
      <lpage>10</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>20</day>
          <month>07</month>
          <year>2006</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>13</day>
          <month>03</month>
          <year>2007</year>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Analisar a import&#226;ncia dos sintomas, como motivo de interconsulta com o cardiologista pedi&#225;trico, no diagn&#243;stico de cardiopatias cong&#234;nitas (CC) em rec&#233;m-nascidos (RN). M&#201;TODOS: Estudo prospectivo de RN vivos encaminhados para avalia&#231;&#227;o cardiol&#243;gica, com realiza&#231;&#227;o de eletrocardiografia, radiografia de t&#243;rax e ecocardiografia. Solicita&#231;&#227;o de interconsulta mediante preenchimento de ficha de m&#250;ltipla escolha, constando os sintomas e sinais sugestivos de CC. Persist&#234;ncia do canal arterial (PCA) sem repercuss&#227;o cl&#237;nica e/ou hemodin&#226;mica n&#227;o foi considerada cardiopatia. RESULTADOS: Entre 1999 e 2002, foram estudados 358 dentre 3.716 RN, demonstrando 49 casos de CC e 128 de PCA. A preval&#234;ncia de CC foi de 13,2:1.000 RN. O principal motivo para interconsulta com o cardiologista foi sopro em 256 (72%) dos RN, dentre os quais 39 (15%) eram portadores de CC e 91% dos 128 casos, de PCA. Em 14 (4%) dos RN, o motivo de interconsulta foi cianose, dentre os quais 8 (57%) eram portadores de CC. Insufici&#234;ncia card&#237;aca foi o motivo de interconsulta em 37 (10%) dos RN, dentre os quais 17 (46%) eram portadores de CC. Arritmia, malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas associadas ou cromossomopatias foram os motivos de interconsulta em 14% dos casos. CONCLUS&#195;O: O principal motivo da interconsulta foi ausculta de sopro. Apesar de cianose e insufici&#234;ncia card&#237;aca serem pouco freq&#252;entes como motivo de interconsulta, sua presen&#231;a indicou alta probabilidade de diagn&#243;stico de cardiopatia. A triagem pedi&#225;trica tem papel importante para o diagn&#243;stico.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Cardiopatias cong&#234;nitas</kwd>
        <kwd>ecocardiografia</kwd>
        <kwd>rec&#233;m-nascido</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>28</day>
        <month>08</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Cardiopatia cong&#234;nita no rec&#233;m-nascido: da solicita&#231;&#227;o do pediatra &#224; avalia&#231;&#227;o do cardiologista</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Ivan Romero Rivera; Maria Alayde Mendon&#231;a da Silva; Jos&#233; Maria Gon&#231;alves Fernandes; Ana Claire Pimenteira Thomaz; Cl&#225;udio Fernando Rodrigues Soriano; Maria Goretti Barbosa de Souza</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal de Alagoas - UFAL - Macei&#243;, AL - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analisar a import&#226;ncia dos sintomas, como motivo de interconsulta com o cardiologista pedi&#225;trico, no diagn&#243;stico de cardiopatias cong&#234;nitas (CC) em rec&#233;m-nascidos (RN). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo prospectivo de RN vivos encaminhados para avalia&#231;&#227;o cardiol&#243;gica, com realiza&#231;&#227;o de eletrocardiografia, radiografia de t&#243;rax e ecocardiografia. Solicita&#231;&#227;o de interconsulta mediante preenchimento de ficha de m&#250;ltipla escolha, constando os sintomas e sinais sugestivos de CC. Persist&#234;ncia do canal arterial (PCA) sem repercuss&#227;o cl&#237;nica e/ou hemodin&#226;mica n&#227;o foi considerada cardiopatia. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Entre 1999 e 2002, foram estudados 358 dentre 3.716 RN, demonstrando 49 casos de CC e 128 de PCA. A preval&#234;ncia de CC foi de 13,2:1.000 RN. O principal motivo para interconsulta com o cardiologista foi sopro em 256 (72%) dos RN, dentre os quais 39 (15%) eram portadores de CC e 91% dos 128 casos, de PCA. Em 14 (4%) dos RN, o motivo de interconsulta foi cianose, dentre os quais 8 (57%) eram portadores de CC. Insufici&#234;ncia card&#237;aca foi o motivo de interconsulta em 37 (10%) dos RN, dentre os quais 17 (46%) eram portadores de CC. Arritmia, malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas associadas ou cromossomopatias foram os motivos de interconsulta em 14% dos casos. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> O principal motivo da interconsulta foi ausculta de sopro. Apesar de cianose e insufici&#234;ncia card&#237;aca serem pouco freq&#252;entes como motivo de interconsulta, sua presen&#231;a indicou alta probabilidade de diagn&#243;stico de cardiopatia. A triagem pedi&#225;trica tem papel importante para o diagn&#243;stico.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Cardiopatias cong&#234;nitas, ecocardiografia, rec&#233;m-nascido.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As malforma&#231;&#245;es card&#237;acas cong&#234;nitas apresentam amplo espectro cl&#237;nico, compreendendo desde defeitos que evoluem de forma assintom&#225;tica at&#233; aqueles que determinam sintomas importantes e alta taxa de mortalidade. A an&#225;lise da preval&#234;ncia apresenta diferentes resultados, &#224;s vezes muito discordantes, dependendo da idade da popula&#231;&#227;o analisada. Resultados discordantes decorrem ainda de fatores como a inclus&#227;o de defeitos que podem passar totalmente despercebidos ao exame f&#237;sico, como, por exemplo, presen&#231;a de valva a&#243;rtica bic&#250;spide ou da classifica&#231;&#227;o do canal arterial ora como doen&#231;a ora como persist&#234;ncia ainda considerada fisiol&#243;gica.</p>
    <p>Este estudo teve como objetivo determinar a import&#226;ncia dos sintomas do rec&#233;m-nascido no diagn&#243;stico de cardiopatia cong&#234;nita.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foi delineado estudo prospectivo iniciado em agosto de 1999 em rec&#233;m-nascidos vivos na maternidade do Hospital Universit&#225;rio da UFAL. Os pediatras que trabalham com o cuidado dos rec&#233;m-nascidos foram treinados e orientados no sentido de solicitar avalia&#231;&#227;o pelo cardiologista pedi&#225;trico em situa&#231;&#245;es de suspeita de defeito card&#237;aco cong&#234;nito, isto &#233;, ausculta de sopro card&#237;aco ou condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas como dispn&#233;ia ou cianose persistentes. A solicita&#231;&#227;o de interconsulta foi feita mediante preenchimento de ficha de m&#250;ltipla escolha, em que constavam todos os sintomas e sinais que poderiam ser decorrentes de malforma&#231;&#227;o card&#237;aca cong&#234;nita.</p>
    <p>Ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o de radiografia de t&#243;rax e eletrocardiografia, os rec&#233;m-nascidos foram submetidos a estudo ecocardiogr&#225;fico com aparelho comercialmente dispon&#237;vel, cujo resultado foi utilizado como par&#226;metro de diagn&#243;stico de malforma&#231;&#227;o card&#237;aca. O protocolo foi devidamente aprovado pelo comit&#234; de &#233;tica em pesquisa do hospital. Quando detectada cardiopatia com importante repercuss&#227;o hemodin&#226;mica ou cl&#237;nica, os rec&#233;m-nascidos foram encaminhados para realiza&#231;&#227;o de estudo hemodin&#226;mico e/ou cirurgia card&#237;aca ap&#243;s confirma&#231;&#227;o do defeito.</p>
    <p>Com a finalidade de avaliar o encaminhamento do pediatra para avalia&#231;&#227;o pelo cardiologista, foram realizados exame f&#237;sico e estudo ecocardiogr&#225;fico pelo cardiologista em 400 rec&#233;m-nascidos n&#227;o encaminhados para avalia&#231;&#227;o e selecionados de forma aleat&#243;ria.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Foram registrados 3.716 rec&#233;m-nascidos vivos no per&#237;odo de estudo compreendido entre agosto de 1999 e julho de 2002, sendo solicitada interconsulta e realizada avalia&#231;&#227;o card&#237;aca completa em 358 (9,6%) deles. O estudo ecocardiogr&#225;fico foi normal em 181 (50%), diagnosticando persist&#234;ncia do canal arterial em 128 (36%) e malforma&#231;&#227;o card&#237;aca cong&#234;nita em 49 (14%) (<xref ref-type="fig" rid="f1">fig. 1</xref>). Como o estudo foi realizado em rec&#233;m-nascidos nas primeiras horas ou dias de vida, alguns deles com baixo peso ou prematuros, a persist&#234;ncia do canal arterial n&#227;o foi considerada malforma&#231;&#227;o quando detectada isoladamente e sem repercuss&#227;o cl&#237;nica e/ou hemodin&#226;mica. No acompanhamento ambulatorial, por&#233;m, 8 (6%) desses lactentes ainda tinham canal arterial, alguns aguardando tratamento cir&#250;rgico.</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-01-0006-00002-gf01.jpg"/></fig>
    <p>O motivo principal da interconsulta foi ausculta de sopro em 256 dos 358 rec&#233;m-nascidos avaliados (72%). Destes, 39 (15%) apresentavam cardiopatia cong&#234;nita: 19 casos de comunica&#231;&#227;o interventricular, 7 de comunica&#231;&#227;o interatrial, 3 de estenose pulmonar isolada, 2 de dupla via de entrada do ventr&#237;culo direito, 4 de defeito do septo atrioventricular, 3 de tetralogia de Fallot, e um caso de complexo de Taussig-Bing (dupla via de sa&#237;da do ventr&#237;culo direito, com comunica&#231;&#227;o subpulmonar e vasos da base com origem laterolateral). Ausculta de sopro tamb&#233;m foi o principal motivo de interconsulta em 117 dos 128 (91%) casos de persist&#234;ncia do canal arterial. Em 90 dos 256 (35%) rec&#233;m-nascidos encaminhados por ausculta de sopro card&#237;aco, o estudo ecocardiogr&#225;fico foi normal e em 10 (4%) demonstrou fluxo intermitente atrav&#233;s do septo interatrial compat&#237;vel com forame oval patente (<xref ref-type="fig" rid="f2">fig. 2</xref>).</p>
    <fig id="f2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-01-0006-00002-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Cianose persistente foi o motivo de interconsulta em 14 (4%) dos 358 rec&#233;m-nascidos avaliados. Destes, 8 (57%) apresentavam cardiopatia cong&#234;nita. Em 6 dos 8 (75%) casos de cardiopatia havia tamb&#233;m sopro &#224; ausculta card&#237;aca e em 4 (50%) havia sinais de insufici&#234;ncia card&#237;aca (dupla via de entrada do ventr&#237;culo direito, transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias e complexo de Taussig-Bing). Nos 6 casos (43%) que n&#227;o apresentavam malforma&#231;&#227;o card&#237;aca, o diagn&#243;stico de doen&#231;a pulmonar foi posteriormente estabelecido (<xref ref-type="fig" rid="f2">figs. 2A</xref>, <xref ref-type="fig" rid="f3">3A</xref>).</p>
    <fig id="f3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-01-0006-00002-gf03.jpg"/></fig>
    <p>Insufici&#234;ncia card&#237;aca foi o motivo de interconsulta em 37 dos 358 (10%) avaliados, 17 (46%) dos quais apresentavam cardiopatia cong&#234;nita (<xref ref-type="fig" rid="f2">figs. 2A</xref>, <xref ref-type="fig" rid="f3">3B</xref>). Em 29 dos 37 casos (78%) havia tamb&#233;m ausculta de sopro (7 casos de comunica&#231;&#227;o interventricular, 4 casos de defeito septal atrioventricular total, 2 casos de dupla via de entrada do ventr&#237;culo direito e um caso de complexo de Taussig-Bing, as tr&#234;s &#250;ltimas com cianose associada, e 15 apresentavam persist&#234;ncia do canal arterial com repercuss&#227;o hemodin&#226;mica), sendo inclu&#237;dos, portanto, no grupo no qual o sopro foi o motivo principal de interconsulta. Os casos nos quais n&#227;o foi ouvido sopro foram: interrup&#231;&#227;o do arco a&#243;rtico, transposi&#231;&#227;o completa das grandes art&#233;rias e <italic>truncus arteriosus</italic>. Os 15 casos de persist&#234;ncia do canal arterial com insufici&#234;ncia card&#237;aca representam 12% dos casos de canal arterial e 41% das solicita&#231;&#245;es por insufici&#234;ncia card&#237;aca. Se considerada cardiopatia cong&#234;nita pela presen&#231;a de repercuss&#227;o hemodin&#226;mica precoce, a soma com os outros 17 casos representa 86% dos casos de cardiopatia com esse tipo de apresenta&#231;&#227;o. Nos 10 rec&#233;m-nascidos sem cardiopatia foi realizada nova avalia&#231;&#227;o, sendo estabelecidas outras causas para os sintomas, entre as quais sepse e s&#237;ndrome de ang&#250;stia respirat&#243;ria do rec&#233;m-nascido.</p>
    <p>Em 51 (14%) rec&#233;m-nascidos, a interconsulta foi motivada por suspeita de arritmia, altera&#231;&#245;es cromoss&#244;micas ou presen&#231;a de malforma&#231;&#245;es cong&#234;nitas associadas, n&#227;o sendo encontrada nenhuma altera&#231;&#227;o morfol&#243;gica quando encaminhados por arritmia. Foi registrado um caso de defeito septal atrioventricular e quatro casos de comunica&#231;&#227;o interatrial na solicita&#231;&#227;o de interconsulta por cromossomopatia e um caso de hipertrofia biventricular na suspeita de s&#237;ndrome de Noonan, representando 12% das cardiopatias cong&#234;nitas encontradas.</p>
    <p>Nenhum dos 400 rec&#233;m-nascidos avaliados pelo cardiologista sem encaminhamento apresentava cianose ou insufici&#234;ncia card&#237;aca, sendo auscultado sopro de m&#237;nima intensidade em 8 (2%). O estudo ecocardiogr&#225;fico foi normal em todos esses rec&#233;m-nascidos.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de cardiopatia cong&#234;nita foi de 13,2:1.000 rec&#233;m-nascidos vivos. As malforma&#231;&#245;es encontradas foram comunica&#231;&#227;o interventricular (19 casos, 38,8%), comunica&#231;&#227;o interatrial (11 casos, 22,5%), defeito septal atrioventricular total (5 casos, 10,2%), um deles com s&#237;ndrome de Down, estenose valvar pulmonar isolada (3 casos, 6,2%), tetralogia de Fallot (3 casos, 6,2%), e dupla via de entrada do ventr&#237;culo direito (2 casos, 4,1%), seguidas de interrup&#231;&#227;o do arco a&#243;rtico tipo B, transposi&#231;&#227;o completa das grandes art&#233;rias, <italic>truncus arteriosus</italic> tipo IV ou atresia pulmonar com comunica&#231;&#227;o interventricular, complexo de Taussig-Bing associado a coarcta&#231;&#227;o a&#243;rtica grave, e atresia pulmonar com septo &#237;ntegro e hipertrofia biventricular importante com um caso cada (2,0%), respectivamente. Em 4 casos com diagn&#243;stico de comunica&#231;&#227;o interventricular havia pequena comunica&#231;&#227;o interatrial associada e em um caso de comunica&#231;&#227;o interatrial havia associa&#231;&#227;o com estenose valvar pulmonar discreta (gradiente sist&#243;lico m&#225;ximo de 30 mmHg) (<xref ref-type="table" rid="t1">tab. 1</xref>).</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-01-0006-00002-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Segundo a defini&#231;&#227;o de Mitchell e cols.<sup>1</sup>, cardiopatia cong&#234;nita &#233; uma malforma&#231;&#227;o anat&#244;mica grosseira do cora&#231;&#227;o ou dos grandes vasos intrator&#225;cicos, que apresenta real ou potencial import&#226;ncia funcional. O uso dessa defini&#231;&#227;o exclui, portanto, anomalias como valva a&#243;rtica bic&#250;spide sem disfun&#231;&#227;o valvar, prolapso de valva mitral, persist&#234;ncia de veia cava superior esquerda, origem an&#244;mala da art&#233;ria subcl&#225;via esquerda, refluxos valvares m&#237;nimos ou altera&#231;&#245;es funcionais sem componente anat&#244;mico. Essa defini&#231;&#227;o foi adotada neste estudo, sendo exclu&#237;dos tamb&#233;m os casos de persist&#234;ncia do canal arterial, anomalia que poderia ser considerada ainda funcional nas primeiras horas de vida quando este estudo foi realizado.</p>
    <p>Dados de diferentes estudos demonstram que a incid&#234;ncia de cardiopatias cong&#234;nitas varia de 4/1.000 a 50/1.000 rec&#233;m-nascidos vivos<sup>2</sup>. Essa ampla varia&#231;&#227;o demonstra a dificuldade de obten&#231;&#227;o de dados, tanto na sele&#231;&#227;o da amostra de estudo como nas defini&#231;&#245;es epidemiol&#243;gicas, no que diz respeito a incid&#234;ncia e preval&#234;ncia<sup>3</sup>.</p>
    <p>A sele&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o na qual o estudo &#233; realizado tamb&#233;m &#233; fonte de grandes diferen&#231;as nos c&#225;lculos epidemiol&#243;gicos. Assim, se por um lado estima-se que 20% das crian&#231;as com cardiopatia cong&#234;nita morrem no primeiro ano de vida<sup>4</sup>, e, portanto, o estudo ap&#243;s essa idade poderia subestimar a real preval&#234;ncia de cardiopatia cong&#234;nita, por outro tamb&#233;m se acredita que aproximadamente 30% das cardiopatias cong&#234;nitas possam n&#227;o ser diagnosticadas nas primeiras semanas de vida<sup>5</sup>, fator que tamb&#233;m poderia subestimar a real preval&#234;ncia da doen&#231;a no rec&#233;m-nascido.</p>
    <p>N&#227;o existe d&#250;vida sobre a real import&#226;ncia da ecocardiografia para o diagn&#243;stico das cardiopatias cong&#234;nitas<sup>6</sup>. Estudos iniciais de incid&#234;ncia demonstram taxas de aproximadamente 8:1.000 a 9:1.000 rec&#233;m-nascidos vivos<sup>1,7,8</sup>, que podem ter aumentado discretamente ap&#243;s a disponibilidade de estudo ecocardiogr&#225;fico e pelo reconhecimento de malforma&#231;&#245;es sem repercuss&#227;o hemodin&#226;mica evidente.</p>
    <p>No Brasil, Guitti<sup>9</sup> demonstrou preval&#234;ncia de cardiopatia cong&#234;nita de aproximadamente 5,5:1.000 nascidos vivos. Nesse importante estudo, apesar de s&#243; 18% dos pacientes apresentarem idade inferior a um m&#234;s de vida quando os dados foram analisados, foram observadas freq&#252;&#234;ncias de 44,2% ou de 74,8% (se inclu&#237;dos os diagn&#243;sticos de comunica&#231;&#227;o interventricular) de malforma&#231;&#245;es que poderiam ter sido diagnosticadas no ber&#231;&#225;rio nas primeiras semanas de vida (exclu&#237;dos os casos de L-transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias, estenose a&#243;rtica e/ou pulmonar, comunica&#231;&#227;o interatrial e o grupo classificado como outros), sendo, portanto, necess&#225;rio estudo nessa faixa et&#225;ria. Dados semelhantes foram reportados por Miyague e cols.<sup>10</sup>, com maior freq&#252;&#234;ncia de cardiopatia cong&#234;nita no neonato e no lactente.</p>
    <p>No presente estudo, foi observada preval&#234;ncia de cardiopatia cong&#234;nita de aproximadamente 13,2:1.000 rec&#233;m-nascidos vivos, o que inicialmente poderia implicar aumento em rela&#231;&#227;o aos estudos previamente citados<sup>1,7,8</sup>. V&#225;rios fatores podem ter contribu&#237;do para esse resultado, mas, provavelmente, em grande parte resultou do treinamento efetuado com os profissionais que solicitam a interconsulta. Resultados normais foram registrados em 90 pacientes encaminhados para realiza&#231;&#227;o de ecocardiografia pela ausculta de sopro neste estudo, apesar de em todos os casos o cardiologista ter confirmado a presen&#231;a de sopro sist&#243;lico de pequena intensidade. Em alguns desses rec&#233;m-nascidos foi observada acelera&#231;&#227;o do fluxo no in&#237;cio dos ramos pulmonares, mais freq&#252;entemente na art&#233;ria pulmonar esquerda, fonte comum de sopro inocente em rec&#233;m-nascidos, principalmente pr&#233;-termo.</p>
    <p>Outro fator importante a ser considerado &#233; a possibilidade de diagnosticar, nessa faixa et&#225;ria, malforma&#231;&#245;es graves que determinam &#243;bito precoce ou, ainda, defeitos que poderiam apresentar fechamento espont&#226;neo, como a comunica&#231;&#227;o interventricular, embora nenhum paciente tenha apresentado essa evolu&#231;&#227;o no acompanhamento subseq&#252;ente. Segundo Hoffman e Kaplan<sup>2</sup>, os estudos pr&#233;vios podem ter demonstrado incid&#234;ncias de 4:1.000 a 5:1.000 nascidos vivos em decorr&#234;ncia do diagn&#243;stico quase exclusivo das malforma&#231;&#245;es mais graves, principalmente quando a ecocardiografia n&#227;o era dispon&#237;vel e muitos cardiologistas eram relutantes em submeter a cateterismo pacientes com les&#245;es m&#237;nimas, incluindo nesse grupo aqueles com ausculta de pequenas comunica&#231;&#245;es interventriculares ou interatriais<sup>11</sup>.</p>
    <p>Atualmente, a ecocardiografia fetal &#233; um m&#233;todo importante, rotineiramente utilizado para o diagn&#243;stico das malforma&#231;&#245;es card&#237;acas. Algumas cardiopatias, por&#233;m, podem n&#227;o ser diagnosticadas, como pequenas comunica&#231;&#245;es interventriculares e interatriais ou, ainda, persist&#234;ncia do canal arterial ou alguns casos de coarcta&#231;&#227;o a&#243;rtica. Diversos estudos demonstram que a chance de diagn&#243;stico de malforma&#231;&#227;o card&#237;aca fetal &#233; maior quando o exame &#233; solicitado por insufici&#234;ncia card&#237;aca fetal, em compara&#231;&#227;o &#224; solicita&#231;&#227;o por fatores maternos <sup>2,12-14</sup>.</p>
    <p>N&#227;o foram observados casos de heterotaxia neste estudo e todos os casos de comunica&#231;&#227;o interventricular foram encaminhados a estudo ecocardiogr&#225;fico pela ausculta de sopro em contraste &#224; comunica&#231;&#227;o interatrial, em que apenas 7 (64%) foram encaminhados por esse motivo. Embora alguns estudos utilizem o di&#226;metro do defeito superior a 5 mm com dilata&#231;&#227;o das c&#226;maras direitas para fazer esse diagn&#243;stico<sup>15</sup>, todos os casos com fluxo cont&#237;nuo do &#225;trio esquerdo para o &#225;trio direito foram classificados como comunica&#231;&#227;o interatrial. Quanto &#224; presen&#231;a de insufici&#234;ncia card&#237;aca, 4 dos 5 (80%) pacientes com diagn&#243;stico de defeito septal atrioventricular total e os casos com interrup&#231;&#227;o do arco a&#243;rtico, transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias e <italic>truncus arteriosus</italic> foram encaminhados por esse motivo. A cianose foi respons&#225;vel pela interconsulta em todos os casos de dupla via de entrada do ventr&#237;culo direito, transposi&#231;&#227;o das grandes art&#233;rias, tetralogia de Fallot, complexo de Taussig-Bing e atresia pulmonar com septo &#237;ntegro.</p>
    <p>Acelera&#231;&#227;o do fluxo atrav&#233;s da valva a&#243;rtica foi observada em alguns casos, sem ultrapassar o crit&#233;rio de 160 cm/s para indicar estenose evidente<sup>15</sup>. Apesar de ter sido utilizado o crit&#233;rio de velocidade de fluxo superior a 120 cm/s para definir estenose pulmonar, todos os casos observados e definidos como estenose, neste estudo, apresentaram gradientes superiores a 25 mmHg.</p>
    <p>Um caso de hipertrofia biventricular significativa com predom&#237;nio do ventr&#237;culo direito foi inclu&#237;do neste estudo. Mesmo n&#227;o tendo antecedentes familiares ou malforma&#231;&#245;es card&#237;acas associadas, o diagn&#243;stico de s&#237;ndrome de Noonan foi confirmado posteriormente pela avalia&#231;&#227;o gen&#233;tica.</p>
    <p>A comunica&#231;&#227;o interventricular &#233; o defeito mais freq&#252;ente na maioria dos estudos at&#233; agora realizados<sup>2,5,7-9,11</sup>, com discretas varia&#231;&#245;es de freq&#252;&#234;ncia nos diferentes relatos. A freq&#252;&#234;ncia de 38,8% observada neste estudo &#233; semelhante &#224; obtida em alguns estudos pr&#233;vios (34,7%<sup>7</sup>, 30,5%<sup>10</sup>, 41,6%<sup>11</sup> e 39%<sup>14</sup>) e diferente dos 28,5% observados por Guitti<sup>9</sup>, provavelmente pela diferente faixa et&#225;ria na qual os pacientes foram estudados.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Este estudo demonstrou alta preval&#234;ncia de cardiopatia cong&#234;nita quando analisados dados de rec&#233;m-nascidos vivos em hospital de atendimento geral terci&#225;rio, o que certamente deve chamar a aten&#231;&#227;o para a necessidade de implementa&#231;&#227;o de unidades de tratamento desses rec&#233;m-nascidos ou para a cria&#231;&#227;o de um centro local de refer&#234;ncia para seu cuidado.</p>
    <p>Deve ser ressaltada a import&#226;ncia do m&#233;dico pediatra para identificar manifesta&#231;&#245;es precoces de cardiopatia cong&#234;nita, bem como para auscultar sopros que poderiam passar despercebidos ao exame f&#237;sico do rec&#233;m-nascido.</p>
    <p>Apesar da elevada preval&#234;ncia identificada, o presente estudo poderia ter omitido as malforma&#231;&#245;es que n&#227;o determinam nem ausculta card&#237;aca nem sintomas nas primeiras horas de vida. No entanto, ap&#243;s a alta hospitalar, n&#227;o foi registrado retorno de nenhum lactente por cardiopatia n&#227;o-diagnosticada na fase neonatal, considerando que tais rec&#233;m-nascidos, mesmo que sadios, t&#234;m pelo menos um retorno ambulatorial.</p>
    <p>O principal motivo da interconsulta foi a ausculta de sopro, rapidamente detectado no exame f&#237;sico do rec&#233;m-nascido. Embora pouco freq&#252;ente como motivo de interconsulta, a presen&#231;a de cianose e de insufici&#234;ncia card&#237;aca indicou alta probabilidade de diagn&#243;stico de cardiopatia cong&#234;nita. A triagem pedi&#225;trica tem papel importante para o diagn&#243;stico.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>Esse estudo foi financiado com recursos pr&#243;prios do investigador.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Ivan Romero Rivera </p>
        <p> Av. M&#225;rio de Gusm&#227;o, 1281/404 </p>
        <p> 57035-000 - Macei&#243;, AL - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="irrivera@uol.com.br">irrivera@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 20/07/06; revisado recebido em 16/02/07; aceito em 13/03/07.</p>
  </body>
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          <article-title>Aspectos epidemiol&#243;gicos das cardiopatias cong&#234;nitas em Londrina, Paran&#225;</article-title>
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          <article-title>Estudo epidemiol&#243;gico de cardiopatias cong&#234;nitas na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia: An&#225;lise de 4.538 casos</article-title>
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          <article-title>Congenital heart disease among 815,569 children born between 1980 and 1990 and their 15-year survival: a prospective Bohemia Survival Study</article-title>
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          <article-title>Prospective diagnosis of 1,006 consecutive cases of congenital heart disease in the fetus</article-title>
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          <article-title>Congenital heart defects: natural course and in utero development</article-title>
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          <article-title>Prenatal diagnosis of congenital heart disease and neonatal outcome: a six years experience</article-title>
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          <article-title>Incidence of structural cardiac disorders in neonates: an evaluation by color Doppler echocardiography and the results of a 1-year follow-up</article-title>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Congenital heart diseases in the newborn: from the pediatrician's request to the cardiologist's evaluation</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To analyze the importance of symptoms as a reason for referral to pediatric cardiologists in the diagnosis of congenital heart diseases (CHD) in the newborn (NB). METHODS: Prospective study on live NB referred for cardiac evaluation, with performance of electrocardiogram, chest radiography and echocardiography. Cardiology consultation was requested by means of a multiple-choice form including signs and symptoms suggestive of CHD. Patent ductus arteriosus (PDA) without clinical and/or hemodynamic consequences was not considered a heart disease. RESULTS: From 1999 to 2002, 358 out of 3716 NB were studied, and 49 cases of CHD and 128 of PDA were found. The prevalence of CHD was 13.2:1000 NB. The main reason for referral to the cardiologist was heart murmur in 256 (72%) NB, of which 39 (15%) had CHD, and in 91% of the 128 cases of PDA. In 14 (4%) NB, the reason for referral was cyanosis, and eight of these patients (57%) had a CHD. Heart failure was the reason for referral in 37 (10%) NB, of whom 17 (46%) had CHD. Arrhythmia, associated congenital malformations, or chromosome disorders were the reasons for referral in 14% of the cases. CONCLUSION: The main reason for referral was detection of a heart murmur on cardiac auscultation. Although cyanosis and heart failure were uncommon reasons for referral, their presence indicated a high probability of the diagnosis of heart disease. Pediatric screening plays a key role in this diagnosis.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Congenital heart diseases</kwd>
        <kwd>echocardiography</kwd>
        <kwd>newborn</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Congenital heart diseases in the newborn: from the pediatrician's request to the cardiologist's evaluation</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Ivan Romero Rivera; Maria Alayde Mendon&#231;a da Silva; Jos&#233; Maria Gon&#231;alves Fernandes; Ana Claire Pimenteira Thomaz; Cl&#225;udio Fernando Rodrigues Soriano; Maria Goretti Barbosa de Souza</bold>
      </p>
      <p>Universidade Federal de Alagoas - UFAL - Macei&#243;, AL - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To analyze the importance of symptoms as a reason for referral to pediatric cardiologists in the diagnosis of congenital heart diseases (CHD) in the newborn (NB).</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Prospective study on live NB referred for cardiac evaluation, with performance of electrocardiogram, chest radiography and echocardiography. Cardiology consultation was requested by means of a multiple-choice form including signs and symptoms suggestive of CHD. Patent ductus arteriosus (PDA) without clinical and/or hemodynamic consequences was not considered a heart disease.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> From 1999 to 2002, 358 out of 3716 NB were studied, and 49 cases of CHD and 128 of PDA were found. The prevalence of CHD was 13.2:1000 NB. The main reason for referral to the cardiologist was heart murmur in 256 (72%) NB, of which 39 (15%) had CHD, and in 91% of the 128 cases of PDA. In 14 (4%) NB, the reason for referral was cyanosis, and eight of these patients (57%) had a CHD. Heart failure was the reason for referral in 37 (10%) NB, of whom 17 (46%) had CHD. Arrhythmia, associated congenital malformations, or chromosome disorders were the reasons for referral in 14% of the cases.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The main reason for referral was detection of a heart murmur on cardiac auscultation. Although cyanosis and heart failure were uncommon reasons for referral, their presence indicated a high probability of the diagnosis of heart disease. Pediatric screening plays a key role in this diagnosis.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Congenital heart diseases, echocardiography, newborn.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Congenital heart defects have varying presentations, from defects that progress asymptomatically to those with significant symptoms and high mortality rates. Prevalence analyses show different, sometimes very conflicting results depending on the age of the population studied. Conflicting results also result from factors such as the inclusion of defects that may go completely unnoticed on physical examination like the presence of a bicuspid aortic valve, or from the classification of ductus arteriosus sometimes as a defect, sometimes as a persistence that can still be considered physiological.</p>
      <p>The objective of this study was to determine the importance of newborns' symptoms in the diagnosis of congenital heart diseases.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This prospective study started in August 1999, in live births from the university hospital maternity ward. Pediatricians responsible for newborn care were trained and instructed to request an assessment from pediatric cardiologists whenever a congenital heart disease was suspected, that is, whenever a heart murmur or clinical conditions such as persistent dyspnea or cyanosis were detected. The request for referral was made by filling out a multiple-choice form that included all signs and symptoms that could result from a congenital heart disease.</p>
      <p>After chest radiography and electrocardiography were performed, the newborns underwent an echocardiographic study with a commercially available instrument; the result of this study was used as a parameter for the diagnosis of cardiac malformation. The protocol was duly approved by the hospital's Research Ethics Committee. Whenever a heart disease with significant hemodynamic or clinical consequences was detected, the newborns were referred for hemodynamic study and/or heart surgery after the defect was confirmed.</p>
      <p>With the purpose of analyzing the importance of pediatricians' referral for cardiac evaluation, physical examination and echocardiographic study were performed by a cardiologist in other 400 newborns without indication for referral and randomly selected.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>A total of 3716 live births were recorded in the study period extending from August 1999 to July 2002. Referral was requested and full cardiac evaluation was performed in 358 (9.6%) of them. The echocardiographic study was normal in 181 (50%), diagnosed patent ductus arteriosus in 128 (36%) and congenital heart disease in 49 (14%) (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>). Since the study was conducted in newborns within their first few hours or days of life, and some of them were low-birth weight or premature, patent ductus arteriosus was not considered a malformation when detected alone and without clinical and/or hemodynamic consequences.</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-01-0006-00002-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>During the outpatient follow-up, however, eight (6%) of these infants persisted with the ductus arteriosus and some were awaiting surgical treatment.</p>
      <p>The main reason for referral was detection of a heart murmur on cardiac auscultation in 256 out of the 358 newborns evaluated (72%). Of these, 39 (15%) had congenital heart diseases: 19 cases of ventricular septal defect, seven cases of atrial septal defect, three cases of pulmonary stenosis alone, two cases of double inlet right ventricle, four cases of atrioventricular septal defect, three of tetralogy of Fallot, and one case of Taussig-Bing complex (double outlet right ventricle with subpulmonary defect and vessels of the base originating latero-laterally). Detection of a heart murmur on cardiac auscultation was also the main reason for referral in 117 out of 128 (91%) cases of patent ductus arteriosus. In 90 of the 256 (35%) newborns referred because of detection of a heart murmur on auscultation, the echocardiographic study was normal, and in 10 (4%) an intermittent flow through the atrial sept compatible with patent foramen ovale was demonstrated (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figure 2</xref>). Persistent cyanosis was the reason for referral in 14 (4%) of the 358 newborns evaluated. Of these, eight (57%) had a congenital heart disease. In six of the eight (75%) cases of heart disease a heart murmur was also present on cardiac auscultation, and in four (50%) there were signs of heart failure (double inlet right ventricle, transposition of the great arteries, and Taussig-Bing complex). In the six cases (43%) not presenting a cardiac malformation, the diagnosis of pulmonary disease was made further along (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figures 2A</xref>, <xref ref-type="fig" rid="f3-body2">3A</xref>). Among the 358 patients evaluated, heart failure was the reason for referral in 37 (10%), 17 (46%) of whom had congenital heart diseases (<xref ref-type="fig" rid="f2-body2">Figures 2A</xref>, <xref ref-type="fig" rid="f3-body2">3B</xref>). In 29 of the 37 cases (78%) a heart murmur was also present on auscultation (seven cases of ventricular septal defect, four cases of complete atrioventricular septal defect, two cases of double inlet right ventricle, and one case of Taussig-Bing complex, the three latter ones with associated cyanosis, and 15 with patent ductus arteriosus with hemodynamic consequences) and were, therefore, included in the group in which murmur was the main reason for referral. The cases in which no heart murmur had been detected were: aortic arch interruption, complete transposition of the great arteries, and truncus arteriosus. The 15 cases of patent ductus arteriosus with heart failure accounted for 12% of the cases of ductus arteriosus and 41% of the requests because of heart failure. If congenital heart disease is considered because of the presence of early hemodynamic consequences, the sum with the other 17 cases represents 86% of the cases of heart disease with this type of presentation. In the 10 newborns with no heart diseases, another evaluation was performed, and other causes such as sepsis and respiratory distress syndrome of the newborn were established for the symptoms.</p>
      <fig id="f2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-01-0006-00002-gf02-en.jpg"/></fig>
      <fig id="f3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-01-0006-00002-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>In 51 (14%) newborns, the reason for referral was suspected arrhythmia, chromosome disorders or the presence of associated congenital malformations; no morphological alteration was found when the reason for referral was arrhythmia. One case of atrioventricular septal defect and four cases of atrial septal defect were recorded among newborns referred because of chromosome disorders, and one case of biventricular hypertrophy was recorded with suspected Noonan Syndrome, thus accounting for 12% of the congenital heart diseases found.</p>
      <p>None of the 400 newborns evaluated by the cardiologist without being referred had cyanosis or heart failure, and a very faint heart murmur had been auscultated in eight of them (2%). The echocardiographic study was normal in all these newborns.</p>
      <p>The prevalence of congenital heart disease was 13.2:1000 live births. The malformations found were ventricular septal defect (19 cases, 38.8%), atrial septal defect (11 cases, 22.5%), complete atrioventricular septal defect (5 cases, 10.2%), Down Syndrome (one case), pulmonary valve stenosis alone (3 cases, 6.2%), tetralogy of Fallot (3 cases, 6.2%), and double inlet right ventricle (2 cases, 4.1%), followed by type-B aortic arch interruption, complete transposition of the great arteries, type-IV <italic>truncus arteriosus</italic> or pulmonary atresia with ventricular septal defect, Taussig-Bing complex associated with severe coarctation of the aorta, and pulmonary atresia with intact septum and significant biventricular hypertrophy - one case of each (2.0%), respectively. In four cases diagnosed with ventricular septal defect there was a small associated atrial septal defect, and in one case of atrial septal defect a mild pulmonary valve stenosis was associated (peak systolic gradient of 30 mmHg) (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-89-01-0006-00002-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>According to Mitchell et al's<sup>1</sup> definition, congenital heart disease is a gross structural malformation of the heart or great intrathoracic vessels with a real or potential functional importance. Therefore this definition excludes anomalies such as bicuspid aortic valve without valve dysfunction, mitral valve prolapse, persistent left superior vena cava, anomalous origin of the left subclavian artery, mild valve regurgitation, and functional alterations without a structural component. This definition was adopted in this study, and cases of patent ductus arteriosus, an anomaly that could still be considered functional in the first few hours of life when this study was conducted, were also excluded.</p>
      <p>Results from different studies show that the incidence of congenital heart diseases ranges from 4/1000 to 50/1000 live births<sup>2</sup>. This wide variation shows how difficult it is to obtain data both at the moment of study sample selection and when establishing epidemiologic definitions such as incidence and prevalence<sup>3</sup>.</p>
      <p>The selection of the population in which the study is conducted is also a source of significant differences in epidemiological calculations. Thus, if on one hand 20% of the children with congenital heart diseases are estimated to die within their first year of life<sup>4</sup>, and, therefore, studies after this age could underestimate the real prevalence of congenital heart diseases, on the other hand approximately 30% of congenital heart diseases are believed to be unrecognized in the first few weeks of life<sup>5</sup>, a factor that could also underestimate the real prevalence of this condition in newborns.</p>
      <p>The real importance of echocardiographic studies in the diagnosis of congenital heart diseases is unquestionable<sup>6</sup>. Early studies on incidence showed rates of approximately 8:1000 to 9:1000 live births<sup>1,7,8</sup>, which may have increased mildly after echocardiographic studies became available, and as malformations without evident hemodynamic consequences were recognized.</p>
      <p>In Brazil, Guitti<sup>9</sup> demonstrated a congenital heart disease prevalence of approximately 5.5:1000 live births. In this important study, although only 18% of the patients were younger than one month of age when data were analyzed, frequencies of 44.2% or 74.8% (if cases of ventricular septal defect were included) of malformations were observed that could have been diagnosed in the nursery in the first few weeks of life (excluding the cases of L-transposition of the great arteries, aortic and/or pulmonary valve stenosis, atrial septal defect, and the group classified as "others"). Therefore, further studies on this age range are necessary. Similar results were reported by Miyague et al<sup>10</sup>, with a higher frequency of congenital heart disease in neonates and infants.</p>
      <p>In the present study, the prevalence of congenital heart disease was of approximately 13.2:1000 live births, which could initially implicate an increase in relation to the studies previously mentioned<sup>1,7,8</sup>. Several factors may have contributed to this result, but most likely it resulted to a great extent from the training provided to the professionals requesting the referral. In this study, normal results were reported in 90 patients referred to echocardiographic study because of the detection of a heart murmur on auscultation, although the cardiologist had confirmed the presence of a low-grade systolic murmur in all cases. In some of these newborns, flow acceleration in the beginning of the pulmonary branches was observed, more frequently in the left pulmonary artery, which is a common cause of innocent murmur in newborns, especially preterm ones.</p>
      <p>Another important factor to be considered is the possibility of diagnosing, in this age range, severe malformations that lead to early death or also defects that could close spontaneously, such as ventricular septal defects, although none of the patients had had this outcome in the subsequent follow-up. According to Hoffman and Kaplan<sup>2</sup>, previous studies may have found incidences of 4:1000 to 5:1000 live births as a result of the almost exclusive diagnosis of more severe malformations, mainly when echocardiographic studies were not available and many cardiologists were reluctant to make patients with mild lesions undergo catheterization: this group included those patients with a murmur suggestive of small ventricular or atrial septal defects<sup>11</sup>.</p>
      <p>Currently, fetal echocardiography is an important method routinely used for the diagnosis of cardiac malformations. However, the diagnosis of some heart diseases such as small ventricular and atrial septal defects and also patent ductus arteriosus, as well as some cases of coarctation of the aorta may be missed. Several studies show that congenital heart defects are more likely to be diagnosed when echocardiography is requested because of fetal heart failure than because of maternal factors<sup>2,12-14</sup>.</p>
      <p>No cases of heterotaxy were observed in this study, and all cases of ventricular septal defect were referred for echocardiographic study because of the detection of a heart murmur on auscultation, unlike in atrial septal defects, in which only seven (64%) were referred because of this reason. Although some studies use a higher than 5-mm-diameter defect with dilation of the right chambers as a parameter to establish this diagnosis<sup>15</sup>, all cases with continuous left atrial to right atrial flow were classified as atrial septal defects. Regarding the presence of heart failure, four out of the five (80%) patients diagnosed with complete atrioventricular septal defect and those with aortic arch interruption, transposition of the great arteries, and truncus arteriosus were referred for this reason. Cyanosis was the reason for referral in all cases of a double-inlet right ventricle, transposition of the great arteries, tetralogy of Fallot, Taussig-Bing complex, and pulmonary atresia with intact septum.</p>
      <p>Flow acceleration through the aortic valve was observed in some cases, without exceeding the criterion of 160 cm/s to indicate an evident stenosis<sup>15</sup>. Although the criterion of flow velocity higher than 120 cm/s had been used to define pulmonary stenosis, all cases observed and defined as stenosis in this study had gradients higher than 25 mmHg.</p>
      <p>One case of significant biventricular hypertrophy with predominance of the right ventricle was included in this study. Even in the lack of a positive family history or associated cardiac malformations, the diagnosis of Noonan Syndrome was later confirmed by genetic evaluation.</p>
      <p>Ventricular septal defect is the most frequent defect in most of the studies conducted to date<sup>2,5,7-9,11</sup>, with mild variations of frequency in the different reports. The frequency of 38.8% observed in the present study is similar to that obtained in some of the previous studies (34.7%<sup>7</sup>, 30.5%<sup>10</sup>, 41.6%<sup>11</sup> and 39%<sup>14</sup>) and different from the 28.5% found by Guitti<sup>9</sup>, probably because of the different age range of the patients studied.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>This study demonstrated a high prevalence of congenital heart diseases when data from live births of a general tertiary care hospital were analyzed, which certainly will call attention to the need to implement services for the treatment of these newborns or for the creation of a local referral center for this purpose.</p>
      <p>We should point out the importance of the pediatrician in identifying early manifestations of congenital heart diseases, as well as in detecting heart murmurs that could go unnoticed on the physical examination of newborns.</p>
      <p>Despite the high prevalence found, the present study could have excluded malformations that do not lead either to alterations on cardiac auscultation or to symptoms in the first few hours of life. However, after hospital discharge, no infant was reported to have attended follow-up visits because of an unrecognized heart disease in the neonatal period; it should be considered that these newborns, even the healthy ones, have at least one outpatient follow-up visit.</p>
      <p>The main reason for referral was the early detection of a heart murmur at the physical examination of newborns. Although infrequent as a reason for referral, the presence of cyanosis and heart failure indicated a high probability of the diagnosis of a congenital heart disease. Pediatric screening plays a key role in this diagnosis.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded with the investigator&#180;s own resources.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address:</bold>
          </label>
          <p> Ivan Romero Rivera</p>
          <p> Av. M&#225;rio de Gusm&#227;o, 1281/404</p>
          <p> 57035-000 - Macei&#243;, AL - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="irrivera@uol.com.br">irrivera@uol.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received July 20, 2006; revised received February 16, 2007; accepted March 13, 2007.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
