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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Avalia&#231;&#227;o de fatores progn&#243;sticos da insufici&#234;ncia card&#237;aca em pacientes encaminhados para avalia&#231;&#227;o de transplante card&#237;aco</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de S&#227;o Paulo</institution>
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        <month>06</month>
        <year>2007</year>
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      <volume>88</volume>
      <issue>6</issue>
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          <day>08</day>
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          <year>2006</year>
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          <day>17</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVOS: Avaliar a sobrevida dos pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca encaminhados para transplante card&#237;aco, e identificar os fatores de pior progn&#243;stico a fim de estabelecer um escore para reconhecer os pacientes de maior risco de &#243;bito. M&#201;TODOS: Foram avaliados 330 pacientes de ambos os sexos, com idade entre 12 e 74 anos, encaminhados para transplante card&#237;aco no per&#237;odo de janeiro de 1986 a novembro de 2001. Foi feita an&#225;lise de vari&#225;veis cl&#237;nicas e laboratoriais, e de dados de eletrocardiografia, Holter, ecocardiografia e ventriculografia radioisot&#243;pica. RESULTADOS: O per&#237;odo mediano de acompanhamento foi de cinco anos e a sobrevida dos pacientes no primeiro ano foi de 84,5%, no segundo ano foi de 74,3%, no terceiro ano foi de 68,9%, no quarto ano foi de 64,8% e, no quinto ano, foi de 60,5%. As vari&#225;veis progn&#243;sticas selecionadas na an&#225;lise univariada, estatisticamente significantes, foram: idade, etiologia chag&#225;sica, classes funcionais III e IV, ortopn&#233;ia, press&#227;o arterial sist&#243;lica, press&#227;o arterial m&#233;dia, press&#227;o de pulso, ur&#233;ia plasm&#225;tica, s&#243;dio plasm&#225;tico, glicemia, albumina, bilirrubina, hemoglobina e freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#233;dia. As vari&#225;veis progn&#243;sticas na an&#225;lise multivariada estatisticamente significantes foram: fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, ur&#233;ia e hemoglobina. O escore de risco foi calculado de acordo com a f&#243;rmula: RR = exp[(-0,0942401 x fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o) + (0,0105207 x ur&#233;ia) + (-0,2974991 x hemoglobina) + (-0,0132898 x idade) + (-0,0099115 x glicemia)], discriminando a popula&#231;&#227;o com maior probabilidade de &#243;bito. CONCLUS&#195;O: Apesar da sobrevida satisfat&#243;ria, trata-se de amostra de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca grave, sugerindo que esses pacientes podem ser mantidos em tratamento cl&#237;nico otimizado at&#233; que apresentem deteriora&#231;&#227;o cl&#237;nica persistente. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, os di&#226;metros ventriculares e a classe funcional n&#227;o devem ser usados de forma isolada para indica&#231;&#227;o de transplante card&#237;aco. O escore de risco pode ser &#250;til para discriminar a popula&#231;&#227;o com pior progn&#243;stico.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>transplante card&#237;aco</kwd>
        <kwd>sobrevida</kwd>
        <kwd>fatores progn&#243;sticos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>23</day>
        <month>07</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL </bold>
    </p>
    <p>Avalia&#231;&#227;o de fatores progn&#243;sticos da insufici&#234;ncia card&#237;aca em pacientes encaminhados para avalia&#231;&#227;o de transplante card&#237;aco </p>
    <p>
      <bold>Cle&#243;patra Medina Noronha Areosa; Dirceu Rodrigues Almeida; Ant&#244;nio Carlos C. de Carvalho; Angelo A. V. de Paola </bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo - Escola Paulista de Medicina - S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="corr1">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVOS:</bold> Avaliar a sobrevida dos pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca encaminhados para transplante card&#237;aco, e identificar os fatores de pior progn&#243;stico a fim de estabelecer um escore para reconhecer os pacientes de maior risco de &#243;bito. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram avaliados 330 pacientes de ambos os sexos, com idade entre 12 e 74 anos, encaminhados para transplante card&#237;aco no per&#237;odo de janeiro de 1986 a novembro de 2001. Foi feita an&#225;lise de vari&#225;veis cl&#237;nicas e laboratoriais, e de dados de eletrocardiografia, Holter, ecocardiografia e ventriculografia radioisot&#243;pica. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> O per&#237;odo mediano de acompanhamento foi de cinco anos e a sobrevida dos pacientes no primeiro ano foi de 84,5%, no segundo ano foi de 74,3%, no terceiro ano foi de 68,9%, no quarto ano foi de 64,8% e, no quinto ano, foi de 60,5%. As vari&#225;veis progn&#243;sticas selecionadas na an&#225;lise univariada, estatisticamente significantes, foram: idade, etiologia chag&#225;sica, classes funcionais III e IV, ortopn&#233;ia, press&#227;o arterial sist&#243;lica, press&#227;o arterial m&#233;dia, press&#227;o de pulso, ur&#233;ia plasm&#225;tica, s&#243;dio plasm&#225;tico, glicemia, albumina, bilirrubina, hemoglobina e freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#233;dia. As vari&#225;veis progn&#243;sticas na an&#225;lise multivariada estatisticamente significantes foram: fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, ur&#233;ia e hemoglobina. O escore de risco foi calculado de acordo com a f&#243;rmula: RR = exp[(-0,0942401 x fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o) + (0,0105207 x ur&#233;ia) + (-0,2974991 x hemoglobina) + (-0,0132898 x idade) + (-0,0099115 x glicemia)], discriminando a popula&#231;&#227;o com maior probabilidade de &#243;bito. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>Apesar da sobrevida satisfat&#243;ria, trata-se de amostra de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca grave, sugerindo que esses pacientes podem ser mantidos em tratamento cl&#237;nico otimizado at&#233; que apresentem deteriora&#231;&#227;o cl&#237;nica persistente. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, os di&#226;metros ventriculares e a classe funcional n&#227;o devem ser usados de forma isolada para indica&#231;&#227;o de transplante card&#237;aco. O escore de risco pode ser &#250;til para discriminar a popula&#231;&#227;o com pior progn&#243;stico. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Insufici&#234;ncia card&#237;aca, transplante card&#237;aco, sobrevida, fatores progn&#243;sticos. </p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o </bold>
    </p>
    <p>Aproximadamente cinco milh&#245;es pessoas, nos Estados Unidos, t&#234;m insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC), com incid&#234;ncia de 10/1.000 entre indiv&#237;duos com mais de 65 anos. A IC &#233; a causa de aproximadamente 20% de todas as admiss&#245;es hospitalares entre pessoas com mais de 65 anos<sup>1</sup>. No Brasil, a import&#226;ncia da IC tem igual magnitude e, segundo os dados do Minist&#233;rio da Sa&#250;de (DATASUS/2000), existem dois milh&#245;es de pacientes com IC e 240 mil novos casos t&#234;m sido diagnosticados anualmente<sup>2</sup>. A despeito dos avan&#231;os terap&#234;uticos ocorridos nas duas &#250;ltimas d&#233;cadas, a IC &#233; uma doen&#231;a de grave progn&#243;stico, com mortalidade anual de 30% a 50% para os pacientes mais graves<sup>3</sup>. O transplante card&#237;aco &#233; atualmente a &#250;nica alternativa cir&#250;rgica amplamente aceita para tratar pacientes com IC grave, por&#233;m existem limita&#231;&#245;es, criadas pela maior demanda de receptores diante da escassez permanente de doadores. A prioridade de transplante para os pacientes hospitalizados em condi&#231;&#245;es cr&#237;ticas &#233; mundialmente aceita. J&#225; para os pacientes ambulatoriais, as condi&#231;&#245;es que est&#227;o associadas &#224; mortalidade da IC (fatores progn&#243;sticos), t&#234;m sido utilizadas como determinantes da indica&#231;&#227;o ao transplante e, o tempo de espera na lista, no Brasil e em outros pa&#237;ses, como crit&#233;rio de prioridade nesse grupo de pacientes. </p>
    <p>Os fatores que motivaram a realiza&#231;&#227;o deste estudo foram: encontrar fatores progn&#243;sticos da IC em nosso meio, que contemplassem par&#226;metros cl&#237;nicos e que pudessem contribuir para a identifica&#231;&#227;o de pacientes com maior risco de &#243;bito, entre os encaminhados para transplante card&#237;aco, e tentar estabelecer um escore de risco com esses fatores. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O grupo de estudo consistiu de 330 pacientes encaminhados para avalia&#231;&#227;o de transplante card&#237;aco, no per&#237;odo de janeiro de 1986 a novembro de 2001, em centro de refer&#234;ncia para transplante card&#237;aco. A m&#233;dia de idade foi de 43 &#177; 12 anos (variando de 12 a 74 anos), 77,3% dos pacientes eram do sexo masculino, com IC cr&#244;nica (124 com cardiomiopatia dilatada idiop&#225;tica, 94 com cardiomiopatia chag&#225;sica, 64 com cardiopatia isqu&#234;mica e 48 com cardiopatia de outras etiologias). Foram selecionados os pacientes que preencheram os seguintes crit&#233;rios: idade de 12 a 75 anos, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o ventricular esquerda &lt; 40% pela ecocardiografia bidimensional ou pela ventriculografia radioisot&#243;pica, IC sintom&#225;tica classe funcional II, III e IV da <italic>New York Heart Association </italic>(NYHA) com terapia farmacol&#243;gica convencional, e com encaminhamento para transplante card&#237;aco. Foram exclu&#237;dos os pacientes apresentando doen&#231;as graves concomitantes que pudessem comprometer o progn&#243;stico (doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#244;nica, insufici&#234;ncia hep&#225;tica, diabete melito insulino-dependente, acidente vascular cerebral com seq&#252;ela grave e dem&#234;ncia), sorologia positiva para v&#237;rus da s&#237;ndrome da imunodefici&#234;ncia adquirida (AIDS), e insufici&#234;ncia renal cr&#244;nica em tratamento dial&#237;tico. O protocolo de estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da institui&#231;&#227;o. </p>
    <p>O tempo inicial de entrada no estudo foi a primeira consulta ambulatorial, com dados de hist&#243;ria cl&#237;nica, medica&#231;&#227;o usual, sintomas e exame f&#237;sico. Outras vari&#225;veis inclu&#237;das foram: classe funcional, interna&#231;&#245;es hospitalares por IC, utiliza&#231;&#227;o de drogas vasoativas, exames laboratoriais de rotina, eletrocardiografia (ECG), ecocardiografia transtor&#225;cica bidimensional com Doppler, ventriculografia radioisot&#243;pica e Holter. A avalia&#231;&#227;o funcional com medida direta do consumo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub>) foi realizada em um n&#250;mero pequeno de pacientes, portanto n&#227;o foi inclu&#237;da nas vari&#225;veis estudadas. Vari&#225;veis hemodin&#226;micas obtidas por meio de cateterismo card&#237;aco direito e esquerdo, embora dispon&#237;veis na maioria dos pacientes, n&#227;o foram consideradas para avalia&#231;&#227;o neste estudo de forma deliberada, por causa da pouca praticidade em sua obten&#231;&#227;o pelos cl&#237;nicos que manuseiam os pacientes com IC. </p>
    <p>Para a an&#225;lise estat&#237;stica, o &#243;bito de causa cardiovascular foi o evento de interesse.Transplante card&#237;aco e outras causas de &#243;bito foram censurados. A an&#225;lise descritiva &#233; demonstrada pela m&#233;dia &#177; desvio padr&#227;o e mediana. Foi utilizada a curva de sobreviv&#234;ncia pelo m&#233;todo atuarial<sup>4 </sup>para a an&#225;lise da sobrevida em longo prazo. </p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o progn&#243;stica foi realizada utilizando-se a curva de sobrevida pelo m&#233;todo de Kaplan-Meier. As curvas foram comparadas pelo teste de <italic>log-rank</italic><sup>4 </sup>para identificar uma combina&#231;&#227;o de fatores progn&#243;sticos significantes. Para determinar preditores independentes de sobrevida foi utilizado o modelo de riscos proporcionais de Cox (<italic>Cox proportional hazards regression model</italic>)<sup>5</sup>. Os preditores significantes da an&#225;lise univariada do modelo de riscos proporcionais de Cox (p &lt; 0,10) e outras vari&#225;veis consideradas significantes em outros estudos foram analisados no modelo multivari&#225;vel<sup>6</sup>. Para explorar a rela&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis selecionadas, foram calculados os coeficientes de correla&#231;&#227;o de Sperman e Phi<sup>7</sup>. O escore progn&#243;stico foi calculado para cada paciente (excluindo-se os pacientes submetidos a transplantecard&#237;aco), como valor exponencial do produto da soma das vari&#225;veis progn&#243;sticas e seus coeficientes: RR = exp (b<sub>1</sub>x<sub>1 </sub>+ b<sub>2</sub>x<sub>2 </sub>+...+ b<sub>n</sub>x<sub>n</sub>), em que x<sub>1</sub>, x<sub>2</sub>, ... x<sub>n </sub> s&#227;o os valores das vari&#225;veis e b<sub>1</sub>, b<sub>2</sub>,... b <sub>n </sub>s&#227;o os coeficientes designados para cada vari&#225;vel. Para estabelecer um n&#237;vel de corte para esse escore progn&#243;stico, foi utilizada a curva ROC (<italic>Receiving Operating Characteristic</italic>), com a finalidade de mostrar as implica&#231;&#245;es cl&#237;nicas da aceita&#231;&#227;o de diferentes n&#237;veis de corte do escore progn&#243;stico calculado<sup>8</sup>. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada com o programa STATA 7.0. </p>
    <p>
      <bold>Resultados </bold>
    </p>
    <p>O grupo de estudo final consistiu-se de 330 pacientes (77,3% do sexo masculino, m&#233;dia de idade de 43 &#177; 12 anos). Dos 415 pacientes inicialmente selecionados, 85 (20,4%) foram exclu&#237;dos por n&#227;o preencherem os crit&#233;rios de inclus&#227;o. </p>
    <p>O per&#237;odo de seguimento dos pacientes teve mediana de 1.780 dias (variando de 7 a 5.574), 99 pacientes (30%) morreram e 123 pacientes (37,3%) foram submetidos a transplante card&#237;aco em decorr&#234;ncia de IC terminal. </p>
    <p>Todos os pacientes foram tratados de forma convencional, com orienta&#231;&#227;o de dieta hiposs&#243;dica, restri&#231;&#227;o h&#237;drica e terap&#234;utica farmacol&#243;gica, que consistiu de inibidores da enzima de convers&#227;o da angiotensina (IECA), digital, diur&#233;ticos e, em alguns pacientes, betabloqueadores, amiodarona e anticoagulante oral. </p>
    <p>A sobrevida em longo prazo (m&#233;todo atuarial) no primeiro ano foi de 84,5%, no segundo ano foi de 74,3%, no terceiro ano foi de 68,9%, no quarto ano foi de 64,8% e no quinto ano foi de 60,5% (<xref ref-type="fig" rid="a07gr01">gr&#225;fico 1</xref>). </p>
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        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-06-0667-00007-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Na avalia&#231;&#227;o dos fatores progn&#243;sticos, a an&#225;lise univariada selecionou 15 vari&#225;veis (<xref ref-type="table" rid="a07tab01">tab. 1</xref>) como potenciais preditores progn&#243;sticos (idade, etiologia chag&#225;sica, classe funcional III e IV, ortopn&#233;ia, press&#227;o arterial sist&#243;lica, press&#227;o arterial m&#233;dia, press&#227;o de pulso, ur&#233;ia plasm&#225;tica, s&#243;dio plasm&#225;tico, glicemia, albuminemia, bilirrubina total s&#233;rica, hemoglobina e freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#233;dia ao Holter). Na an&#225;lise multivariada (<xref ref-type="table" rid="a07tab02">tab. 2</xref>), a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o ventricular esquerda pelo m&#233;todo radioisot&#243;pico (<italic>hazard ratio </italic>[Hr] 0,091; p=0,004), a ur&#233;ia plasm&#225;tica (Hr, 1,01; p=0,007) e a hemoglobina (Hr, 0,742; p=0,003) s&#227;o preditores independentes de mortalidade. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o ventricular esquerda pelo m&#233;todo radio isot&#243;pico diminuiem 9% o risco de &#243;bito a cada aumento de1% em seu valor. A ur&#233;ia plasm&#225;tica aumenta em1% o risco de &#243;bito a cada aumento de 1 mg/dl dos n&#237;veis plasm&#225;ticos. A hemoglobina diminui o risco de &#243;bito em 74% &#224; medida que os n&#237;veis de hemoglobina s&#227;o aumentados em 1 g%. Para ajuste do modelo estat&#237;stico e para melhorar as informa&#231;&#245;es obtidas do conjunto de dados, foram mantidas a idade e a glicemia plasm&#225;tica, que n&#227;o se mostraram significantes na an&#225;lise multivariada. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a07tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-06-0667-00007-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a07tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-06-0667-00007-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>O escore progn&#243;stico foi calculado para cada paciente individualmente, com os fatores de risco individuais identificados na an&#225;lise multivariada (excluindo-se os pacientes submetidos a transplante card&#237;aco). O risco relativo individual calculado para cada paciente variou de 0,0000424 a 0,0019156. O n&#237;vel de corte para o escore foi estabelecido em 0,0011851 (<xref ref-type="fig" rid="a07gr02">gr&#225;fico 2</xref>), com sensibilidade de 82,86% e especificidade de 67,61%. A sobrevida livre de eventos em um ano para os pacientes de baixo e alto riscos foi de 92% e 76,06% e em dois anos, de 82,68% e 70,88%, respectivamente (<italic>log rank</italic> p=0,00001) (<xref ref-type="fig" rid="a07gr03">gr&#225;fico 3</xref>). </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a07gr02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-06-0667-00007-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a07gr03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-06-0667-00007-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Na literatura internacional s&#227;o encontrados v&#225;rios estudos sobre fatores progn&#243;sticos e escores de risco para pacientes com IC, em seguimento ambulatorial; no entanto, essas informa&#231;&#245;es s&#227;o heterog&#234;neas. Na amostra deste estudo (pacientes encaminhados para transplante card&#237;aco), foram analisados os dados cl&#237;nicos e laboratoriais desses pacientes, o que permitiu selecionar vari&#225;veis progn&#243;sticas e, a partir dessas vari&#225;veis, estabelecer um escore progn&#243;stico. </p>
    <p>Muitos estudos sugerem que a etiologia da IC &#233; um importante fator progn&#243;stico<sup>9,10</sup>, apesar de conflitante, havendo uma tend&#234;ncia geral de atribuir &#224; etiologia isqu&#234;mica pior progn&#243;stico quando comparada &#224; etiologia n&#227;o-isqu&#234;mica, dado n&#227;o observado na casu&#237;stica deste estudo. Em nosso meio, h&#225; estudos que apontam a etiologia chag&#225;sica como fator independente de pior progn&#243;stico<sup>11,12</sup>. Na an&#225;lise de sobrevida, os pacientes chag&#225;sicos apresentaram pior evolu&#231;&#227;o quando comparados aos pacientes de etiologia isqu&#234;mica. A etiologia chag&#225;sica destacou-se como fator progn&#243;stico independente na an&#225;lise univariada, mas n&#227;o se manteve na an&#225;lise multivariada. N&#227;o foi observada maior incid&#234;ncia de morte s&#250;bita nesse grupo. </p>
    <p>Sempre que &#233; avaliada a gravidade dos sintomas da insufici&#234;ncia card&#237;aca utilizando-se a classifica&#231;&#227;o funcional da NYHA, as classes funcionais III e IV parecem ter pior progn&#243;stico<sup>13-15</sup>. Na amostra deste estudo, a an&#225;lise univariada aponta as classes funcionais III e IV como fatores de pior progn&#243;stico, n&#227;o se observando diferen&#231;a entre as classes III e IV; por&#233;m, na an&#225;lise multivariada, as classes funcionais III e IV n&#227;o se mantiveram como indicadores de pior progn&#243;stico. </p>
    <p>Na amostra deste estudo, as vari&#225;veis laboratoriais bilirrubina, albumina, glicemia, hemoglobina, ur&#233;ia e s&#243;dio plasm&#225;ticos surgiram como fatores de pior progn&#243;stico na an&#225;lise univariada. No entanto na an&#225;lise multivariada apenas a ur&#233;ia e a hemoglobina permaneceram como importantes fatores progn&#243;sticos. A concentra&#231;&#227;o de s&#243;dio s&#233;rico tem forte correla&#231;&#227;o inversa com a atividade da renina plasm&#225;tica e &#233; tida como importante fator de pior progn&#243;stico na IC<sup>10,15-20</sup>. Esta amostra apresentou mediana de s&#243;dio s&#233;rico de 137 &#177; 4,96, refletindo provavelmente o tratamento otimizado com IECA, e n&#227;o foi significante como fator progn&#243;stico, mesmo quando analisados os subgrupos com s&#243;dio maior ou menor que 130 mEq/l. O aumento da ur&#233;ia e da creatinina s&#233;rica parece ser fator de pior progn&#243;stico na IC<sup>15,19-23</sup>. </p>
    <p>Os estudos que avaliaram a influ&#234;ncia da insufici&#234;ncia renal como fator progn&#243;stico na IC destacam a import&#226;ncia da creatinina s&#233;rica<sup>15</sup>, da ur&#233;ia plasm&#225;tica e do <italic>clearance </italic>estimado de creatinina<sup>22,23</sup>. Neste estudo, a dosagem s&#233;rica de creatinina n&#227;o se destacou como fator progn&#243;stico; entretanto, a dosagem de ur&#233;ia plasm&#225;tica mostrou-se forte preditor de mortalidade tanto na an&#225;lise multivariada como na an&#225;lise univariada, achado este tamb&#233;m destacado por outros autores<sup>15</sup>. </p>
    <p>Em estudos recentes tem sido investigada a correla&#231;&#227;o entre anemia e gravidade da IC, observando-se melhora da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, da classe funcional e da capacidade de exerc&#237;cio concomitantemente &#224; melhora da anemia<sup>24-26</sup>. De acordo com Horwich e cols.<sup>27</sup>, h&#225; correla&#231;&#227;o entre a hemoglobina baixa e os sintomas, a capacidade de exerc&#237;cio e o progn&#243;stico em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca avan&#231;ada; portanto, graus moderados de anemia est&#227;o associados a aumentos da morbidade e da mortalidade nos pacientes de ambos os sexos. Entretanto, Sales e cols.<sup>28</sup>, avaliando n&#237;veis de hemoglobina e hemat&#243;crito em indiv&#237;duos idosos hospitalizados com insufici&#234;ncia card&#237;aca, demonstraram que pacientes do sexo masculino com anemia tiveram maior mortalidade que pacientes do sexo feminino, e que a anemia foi um marcador independente de mortalidade hospitalar. </p>
    <p>Na amostra deste estudo, n&#227;o foram considerados os casos nos quais a anemia esteve associada a doen&#231;a cr&#244;nica, observando-se que nos pacientes do sexo masculino houve maior mortalidade quando os n&#237;veis de hemoglobina apresentavam-se inferiores a 14 g/dl. Essa associa&#231;&#227;o n&#227;o foi observada em pacientes do sexo feminino, quando os n&#237;veis de hemoglobina estavam abaixo de 12g/dl. Na an&#225;lise global, ajustando-se as vari&#225;veis, o n&#237;vel de hemoglobina permaneceu como importante fator progn&#243;stico nesta amostra. Esse dado est&#225; de acordo com os dados da literatura e suscita maior interesse sobre o papel da eritropoetina no tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca. </p>
    <p>A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo, obtida por meio de ventr&#237;culografia radioisot&#243;pica<sup>10,13,17</sup>, tem sido consistentemente valorizada como forte indicador progn&#243;stico<sup>29</sup>. Essa vari&#225;vel na an&#225;lise multivariada mostrou-se discriminat&#243;ria como preditor de elevado risco de morte. </p>
    <p>Na amostra deste estudo, na avalia&#231;&#227;o da sobrevida dos pacientes encaminhados para transplante card&#237;aco, a sobrevida em um ano foi de 84,5%, em dois anos foi de74,7% e em cinco anos foi de 60,5%. Quando a sobrevida foi avaliada entre os sexos, a do sexo masculino em um ano foi de 85,7% e a do feminino, de 81%; em dois anos, foi de 76,9% para os homens e de 67,5% para as mulheres; e em cinco anos, de 62,4% para os homens e de 64,8% para as mulheres. Essas taxas de sobrevida s&#227;o id&#234;nticas &#224;s taxas de sobrevida ap&#243;s o transplante card&#237;aco, publicadas pelo registro da Sociedade Internacional de Transplante Card&#237;aco<sup>30</sup>. </p>
    <p>Em compara&#231;&#227;o com os dados da literatura, o &#237;ndice de sobrevida dos pacientes da amostra deste estudo foi melhor, apesar de se tratar de pacientes graves encaminhados para transplante card&#237;aco. Ao se excluir os pacientes submetidos a transplante card&#237;aco, a sobrevida em um ano foi de 75,8% e em dois anos, de 61%. Considerando-se apenas os pacientes listados para transplante card&#237;aco, sua sobrevida em um ano foi de 62,5% e em dois anos, de 49,6%. Esses n&#250;meros sugerem que a decis&#227;o e os crit&#233;rios utilizados na listagem desses pacientes para transplante foram acertados. </p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o do melhor momento para a indica&#231;&#227;o de transplante card&#237;aco nos pacientes ambulatoriais ainda &#233; dif&#237;cil, pois a sele&#231;&#227;o dos crit&#233;rios a serem usados n&#227;o &#233; universalmente aceita. Assim, tem sido elaborado um escore para se tentar auxiliar essa decis&#227;o. A utiliza&#231;&#227;o de vari&#225;veis que habitualmente fa&#231;am parte das avalia&#231;&#245;es cl&#237;nica e laboratorial torna o escore mais fact&#237;vel de ser utilizado rotineiramente, embora vari&#225;veis obtidas de forma invasiva tamb&#233;m se mostrem importantes. </p>
    <p>Dentre os escores desenvolvidos anteriormente, alguns autores utilizaram vari&#225;veis que n&#227;o s&#227;o obtidas por m&#233;todos invasivos, como o escore desenvolvido por Maeda e cols.<sup>21</sup>, utilizando a freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca, a hemoglobina, o pot&#225;ssio s&#233;rico, a prote&#237;na total s&#233;rica, a rela&#231;&#227;o albumina-globulina, a ur&#233;ia plasm&#225;tica, o grau de hepatomegalia e o n&#250;mero de epis&#243;dios de descompensa&#231;&#227;o card&#237;aca. O escore de Aaronson e cols.<sup>10 </sup>contemplou as seguintes vari&#225;veis: etiologia isqu&#234;mica, freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca de repouso, fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o pelo radiois&#243;topo, consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio, atraso de condu&#231;&#227;o intraventricular e s&#243;dio s&#233;rico. O escore de Alla e cols.<sup>31 </sup>utilizou freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca, creatinina s&#233;rica, s&#243;dio s&#233;rico, descompensa&#231;&#227;o card&#237;aca e idade acima de 70 anos. Dentre os estudos que utilizaram em seus escores dados obtidos de m&#233;todos invasivos destacam-se os de Campana e cols.<sup>14 </sup>e Mart&#237; e cols.<sup>32 </sup>Campana e cols.<sup>14 </sup>utilizaram a press&#227;o arterial diast&#243;lica pulmonar menos a press&#227;o capilar pulmonar, a press&#227;o arterial m&#233;dia, o d&#233;bito card&#237;aco, a doen&#231;a valvar, a presen&#231;a de B3 e a classe funcional IV, enquanto Mart&#237; e cols.<sup>32 </sup>utilizaram a press&#227;o m&#233;dia do &#225;trio direito, o &#237;ndice card&#237;aco e a classe funcional IV. Dos escores citados, apenaso de Aaronson e cols.<sup>10 </sup>tem aceita&#231;&#227;o cl&#237;nica razo&#225;vel, sendo o &#250;nico validado prospectivamente. </p>
    <p>A n&#227;o conformidade dos escores descritos tamb&#233;m &#233; ind&#237;cio das dificuldades em se valorizar o peso isolado de cada fator progn&#243;stico na evolu&#231;&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca. </p>
    <p>Na amostra deste estudo foram encontrados, como fatores de pior progn&#243;stico, baixa fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o (pela ventriculografia radioisot&#243;pica), aumento da ur&#233;ia plasm&#225;tica e n&#237;veis baixos de hemoglobina. A partir dessas vari&#225;veis, procurou-se elaborar um escore progn&#243;stico que pudesse auxiliar de forma mais objetiva o melhor momento para a indica&#231;&#227;o de transplante card&#237;aco. Esse escore mostrou-se razoavelmente sens&#237;vel e espec&#237;fico na identifica&#231;&#227;o dos pacientes com elevado risco de morte. Acredita-se que este estudo possa criar perspectivas para a realiza&#231;&#227;o de um estudo mais amplo, de forma prospectiva, e que se possa validar um escore de f&#225;cil aplica&#231;&#227;o e potencial utilidade cl&#237;nica. </p>
    <p><italic>Limita&#231;&#245;es do estudo</italic> - O fato de ser um estudo retrospectivo, com in&#237;cio em janeiro de 1986, fase em que os IECA, a espironolactona e os betabloqueadores ainda n&#227;o estavam estabelecidos como medica&#231;&#227;o de primeira linha no tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca, pode de alguma forma ter interferido nos marcadores progn&#243;sticos. Outra limita&#231;&#227;o do estudo foi a n&#227;o utiliza&#231;&#227;o sistem&#225;tica da medida direta do consumo de O<sub>2</sub>, da dosagem de neuro-horm&#244;nios (pept&#237;deo natriur&#233;tico cerebral e norepinefrina plasm&#225;tica) e da atividade pr&#243;-inflamat&#243;ria, tidos como preditores independentes de &#243;bito.</p>
    <p> Para a valida&#231;&#227;o dos fatores progn&#243;sticos e do escore de risco apresentado, h&#225; necessidade de se realizar um estudo prospectivo com casu&#237;stica maior. </p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Aos professores doutores Meide Silva An&#231;&#227;o, Clovis de Araujo Teles, Neil Ferreira Novo e Yara Juliano, ao p&#243;s-graduando Gizelton Pereira Alencar, e &#224; analista de sistemas Kelsy Catherina Nema Areco, pela orienta&#231;&#227;o e realiza&#231;&#227;o da an&#225;lise estat&#237;stica. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <fn id="corr1" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Cle&#243;patra Medina Noronha Areosa </p>
        <p> Rua T&#243;kio, 160/101 - Bloco A&#231;a&#237; </p>
        <p> 69045-200 - Manaus, AM - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="cmedina@cardiol.br">cmedina@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 06/06/06; revisado recebido em 08/11/06; aceito em 17/01/07. </p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Anemia is associated with worse symptoms, greater impairment in functional capacity and a significant increase in mortality in patients with advanced heart failure</article-title>
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          <article-title>Anemia como fator progn&#243;stico em uma popula&#231;&#227;o hospitalizada por insufici&#234;ncia card&#237;aca descompensada</article-title>
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          <article-title>Comparison of echocardiography and radionuclide angiography as predictors of mortality in patients with left ventricular dysfunction (studies of left ventricular dysfunction)</article-title>
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          <article-title>The Registry of the International Society for Heart and Lung Transplantation: Nineteenth Official Report-2002</article-title>
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          <article-title>Differential clinical prognostic classifications in dilated and ischemic advanced heart failure: The EPICAL study</article-title>
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          <article-title>Assessment of the appropriateness of the decision on heart transplantation in idiopathicdilated cardiomyopathy</article-title>
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
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        <article-title xml:lang="en">Evaluation of heart failure prognostic factors in patients referred for heart transplantation</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVES: To evaluate the survival of patients with heart failure submitted to cardiac transplantation screening as well as identify poor prognostic factors using a risk score to identify patients with higher death risk. METHODS: 330 male and female patients aged 12 to 74 years old, referred for heart transplantation from January 1986 to November 2001 were evaluated. Clinical, laboratory, electrocardiographic, Holter monitoring, echocardiographic and radionuclide ventriculography data were analyzed. RESULTS: The median follow up period was 5 years; patients' survival rate was 84.5% in the first year, 74.3% in the second year, 68.9% in the third year and 60.5% in the fifth year. The prognostic variables selected through the univariate analysis were: age, Chagas' disease etiology for cardiomyopathy, NYHA functional classes III and IV, orthopnea, systolic blood pressure, mean blood pressure, pulse pressure, plasma urea, sodium, glucose, albumin, bilirubin, hemoglobin, and mean heart rate. The prognostic variables at the multivariate analysis were: ejection fraction, blood urea, and hemoglobin. The risk score: RR=exp[(-0.0942401 x ejection fraction) + (0.0105207 x blood urea) + (-0.2974991 x hemoglobin) + (-0.0132898 x age) + (-0.0099115 x blood glucose)] discriminated the population with a higher death risk. CONCLUSION: Patients' survival was satisfactory despite heart failure severity, suggesting they can be maintained on optimized clinical treatment until persistent clinical deterioration takes place. Ejection fraction, ventricular diameters, and clinical functional class alone should not be used as an indication for heart transplantation. The risk score could help discriminate the population with the poorest prognosis.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart failure</kwd>
        <kwd>cardiac transplantation</kwd>
        <kwd>survival</kwd>
        <kwd>prognostic factors</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>Evaluation of heart failure prognostic factors in patients referred for heart transplantation </p>
      <p>
        <bold>Cle&#243;patra Medina Noronha Areosa; Dirceu Rodrigues Almeida; Ant&#244;nio Carlos C. de Carvalho; Angelo A. V. de Paola</bold>
      </p>
      <p>Universidade Federal de S&#227;o Paulo - Escola Paulista de Medicina - S&#227;o Paulo, SP - Brazil </p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="corr1-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> To evaluate the survival of patients with heart failure submitted to cardiac transplantation screening as well as identify poor prognostic factors using a risk score to identify patients with higher death risk.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> 330 male and female patients aged 12 to 74 years old, referred for heart transplantation from January 1986 to November 2001 were evaluated. Clinical, laboratory, electrocardiographic, Holter monitoring, echocardiographic and radionuclide ventriculography data were analyzed.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The median follow up period was 5 years; patients' survival rate was 84.5% in the first year, 74.3% in the second year, 68.9% in the third year and 60.5% in the fifth year. The prognostic variables selected through the univariate analysis were: age, Chagas' disease etiology for cardiomyopathy, NYHA functional classes III and IV, orthopnea, systolic blood pressure, mean blood pressure, pulse pressure, plasma urea, sodium, glucose, albumin, bilirubin, hemoglobin, and mean heart rate. The prognostic variables at the multivariate analysis were: ejection fraction, blood urea, and hemoglobin. The risk score: RR=exp[(-0.0942401 x ejection fraction) + (0.0105207 x blood urea) + (-0.2974991 x hemoglobin) + (-0.0132898 x age) + (-0.0099115 x blood glucose)] discriminated the population with a higher death risk.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Patients' survival was satisfactory despite heart failure severity, suggesting they can be maintained on optimized clinical treatment until persistent clinical deterioration takes place. Ejection fraction, ventricular diameters, and clinical functional class alone should not be used as an indication for heart transplantation. The risk score could help discriminate the population with the poorest prognosis. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Heart failure, cardiac transplantation, survival, prognostic factors.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Approximately 5,000,000 North-Americans present heart failure (HF), with an incidence of 10/1,000 among individuals older than 65 years. HF is the cause of around 20% of all hospital admissions among individuals older than 65 years<sup>1</sup>. In Brazil, the importance of HF is similarly significant and according to data from the Ministry of Health (DATASUS/2000), there are currently 2,000,000 patients with HF and 240,000 new cases are diagnosed yearly<sup>2</sup>. Despite the therapeutic advances that have taken place in the last decades, HF is a disease with a severe prognosis, showing an annual mortality of 30 to 50% for the most critical patients<sup>3</sup>. Heart transplantation is currently the only broadly accepted surgical alternative to treat these patients with severe HF; however, there are limitations created by the higher number of receptors compared to the permanent scarcity of donors. The transplantation priority for hospitalized patients in critical condition is accepted worldwide; as for the outpatients, the conditions that are associated with HF mortality (prognostic factors) have been used as determinant factors for the heart transplantation indication and waiting list position in Brazil and other countries, as a priority criterion in this group of patients. </p>
      <p>The aim of the present study was to find the prognostic factors of HF in our country that would take clinical parameters into account and could contribute to the identification of patients with a higher death risk among those referred for heart transplantation and attempt to establish a risk score considering these factors. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The study group consisted of 330 patients referred for heart transplantation assessment, from January 1986 to November 2001, in a Reference Center for Heart Transplantation. Mean age was 43 &#177; 12 years (ranging from 12 to 74 yrs); 77.3% of the patients were males with chronic HF: 124 had idiopathic dilated cardiomyopathy (IDCM), 94 had Chagasic cardiomyopathy (CCM), 64 had ischemic cardiopathy (IC) and 48 had other etiologies. Patients were selected according to the inclusion criteria: 12 to 75 years of age, left ventricular ejection fraction <underline>&lt; </underline>40% at the two-dimensional echocardiography, symptomatic HF, New York Heart Association (NYHA) functional class II, III or IV, undergoing conventional drug therapy and being referred for heart transplantation. Patients were excluded when they presented severe concomitant diseases that could affect the prognosis (chronic obstructive pulmonary disease, hepatic failure, insulin-dependent diabetes mellitus, stroke with severe sequelae and dementia, positive serology for HIV and chronic renal failure under dialysis treatment). The study protocol was approved by the Committee of Ethics on Research of our Institution. </p>
      <p>The beginning of the study enrolment coincided with the first outpatient visit with data collection on clinical history, usual medications, symptoms and physical examination; other variables were NYHA functional class, hospital admissions due to HF, use of vasoactive drugs, routine laboratory assessment, electrocardiogram (ECG), two-dimensional transthoracic echo cardiogram with Doppler, radionuclid eventriculography and Holter monitoring. The functional analysis with a direct measurement of oxygen consumption (VO<sub>2</sub>) was carried out in a small number of patients and therefore, it was not included among the studied variables. Hemodynamic variables obtained through right and left heart catheterization, although available for most of the patients, were not considered for the assessment in the present study, due to its low level of feasibility at obtaining it by the clinicians who treat patients with HF. </p>
      <p>For the statistical analysis, the event of interest was death due to cardiovascular disease; heart transplantation and other causes of death were suppressed. The descriptive analysis is demonstrated by mean &#177; SD and median and the survival curve by the actuarial method<sup>4 </sup>for the analysis of long-term survival. </p>
      <p>The prognostic assessment was carried out using the survival curve by the Kaplan-Meier method and the curves were compared using the log-rank test<sup>4 </sup>to identify a combination of significant prognostic factors. To determine independent survival predictors, Cox proportional hazards regression model<sup>5 </sup>was used. The significant predictors of the univariate analysis of the Cox proportional hazards regression model (p&lt;0.10) and other variables that were considered significant in other studies were analyzed at the multivariate model<sup>6</sup>. To explore the association between the selected variables, Spearman's correlation coefficients and phi<sup>7 </sup>were calculated. The prognostic score was calculated for each patient (excluding the patients who underwent heart transplantation) as an exponential value of the sum product of the prognostic variables and their coefficient (RR=exp (b<sub>1</sub>x<sub>1 </sub>+ b<sub>2</sub>x<sub>2 </sub>+...+ b <sub>n</sub>x<sub>n</sub>), where x<sub>1</sub>, x<sub>2</sub>,... x<sub>n </sub>are the values of the variables and b<sub>1</sub>, b<sub>2</sub>,... bn are the coefficients assigned to each variable. To establish a cutoff for this prognostic score, the ROC (Receiving Operating Characteristic) curve was used in order to show the clinical implications of accepting the different cutoff levels of the calculated prognostic score<sup>8</sup>. </p>
      <p>The statistical analysis was carried out using the STATA 7.0 software. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The final study group consisted of 330 patients (77.3% males, mean age 43 &#177; 12 yrs). Eighty-five (20.4%) of the 415 patients that were initially selected were excluded as they did not meet the inclusion criteria. </p>
      <p>The patients' follow-up period had a median of 1,780 days (ranging from 7 to 5,574); 99 patients (30%) died and 123 (37.3%) underwent heart transplantation due to terminal HF. </p>
      <p>All of the patients were submitted to the conventional therapy, advised to maintain a low-sodium diet, hydric restriction and pharmacological treatment, which included angiotensin-converting enzyme inhibitors (ACEI), digitalis, diuretics, and in some patients, betablockers, amiodarone and oral anticoagulants. </p>
      <p>Long-term survival (actuarial method) was 84.5%, in the 1<sup>st </sup>year, 74.3% in the 2<sup>nd</sup> year, 68.9% in the 3<sup>rd</sup> year and 60.5% in the 5<sup>th</sup> year (<xref ref-type="fig" rid="en_a07gr01-body2">Graphic 1</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a07gr01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-06-0667-00007-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>At the assessment of the prognostic factors, the univariate analysis selected 15 variables (<xref ref-type="table" rid="en_a07tab01-body2">Table 1</xref>) as potential prognostic predictors (age, Chagasic etiology, functional class III or IV, orthopnea, systolic arterial pressure, mean arterial pressure, pulse pressure, plasma urea, plasma sodium, glycemia, albuminemia, serum total bilirubin, hemoglobin and mean HR at Holter monitoring). At the multivariate analysis (<xref ref-type="table" rid="en_a07tab02-body2">Table 2</xref>), the left ventricular ejection fraction (LVEF) by the radionuclide method (Hazard ratio [Hr] 0.091, p=0.004), plasma urea (Hr 1.01, p=0.007) and hemoglobin (Hr 0.742, p=0.003), were independent predictors of mortality. The left ventricular ejection fraction by the radionuclide method decreased the death risk by 9% for each 1% in crease in its value. Plasma urea increased the death risk by 1% for each 1mg/dl increase in plasma levels. Hemoglobin decreased the death risk by 74% as the hemoglobin level sincreased 1g%. To adjust the statistical model and improve the information obtained from the set of data, age and plasma glycemia, which were not significant at the multivariate analysis, were maintained. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a07tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-06-0667-00007-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a07tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-06-0667-00007-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The prognostic score was calculated for each patient individually, with individual risk factors being identified at the multivariate analysis (excluding the patients that were submitted to heart transplantation). The individual relative risk calculated for each patient varied from 0.0000424 to 0.0019156. The score cutoff was established at 0.0011851, (<xref ref-type="fig" rid="en_a07gr02-body2">Graphic 2</xref>), with a sensitivity of 82.86% and a specificity of 67.61%. The one-year and two-year event-free survival for low and high-risk patients were 92% and 76.06% and 82.68% and 70.88% respectively (log rank p=0.00001) (<xref ref-type="fig" rid="en_a07gr03-body2">Graphic 3</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a07gr02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-06-0667-00007-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a07gr03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-06-0667-00007-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>There are several studies in the literature regarding prognostic factors and risk scores for patients with HF followed at an outpatient clinic. However, there is a heterogeneity concerning these data. We analyzed the clinical and laboratory data of a sample of patients referred for heart transplantation, allowing us to select prognostic variables and, based on these variables, establish a prognostic score. </p>
      <p>Many studies suggest that the etiology of HF is an important prognostic factor<sup>9,10</sup>, despite being conflicting; there is a general trend that the ischemic etiology has a worse prognosis when compared to the non-ischemic etiology, which was not observed in the present study. Studies carried out in our country indicate that the Chagasic etiology is an independent factor of worse prognosis<sup>11,12</sup>. At the survival rate analysis, we observed that Chagasic patients presented a worse evolution when compared to patients with ischemic etiology. The Chagasic etiology showed to be an independent prognostic factor at the univariate analysis, which was not maintained at the multivariate analysis. Additionally, we did not observe a higher incidence of sudden death in this group.</p>
      <p> Whenever the severity of HF symptoms is evaluated using the NYHA functional class classification, the functional classes III and IV seem to have the worse prognosis13-15. In our sample,the univariate analysis showed that functional classes III and IV were factors of worse prognosis, with no difference observed between them. However, at the multivariate analysis, the functional classes III and IV did not remain as indicators of worse prognosis.</p>
      <p>In our sample, the laboratory variables plasma bilirubin, albumin, glycemia, hemoglobin, urea and sodium were factors of worse prognosis at the univariate analysis. However, at the multivariate analysis, only plasma urea and hemoglobin remained as important prognostic factors. The serum sodium level have a strong inverse correlation with plasma renin activity and is considered an important factor of worse prognosis in HF<sup>10,15-20</sup>. Our sample presented a median sodium level of 137 &#177; 4.96, which probably reflected the optimized treatment with ACEI and was not significant as a prognostic factor, even when the subgroups with sodium level s&gt;or&lt; 130m Eq/l were analyzed. The increase in plasma urea and creatinine seems to be the worst prognosis factor in HF<sup>15,19-23</sup>. </p>
      <p>The studies that assessed the influence of renal failure as a prognostic factor in HF indicated the importance of serum creatinine levels<sup>15</sup>, plasma urea and the estimated creatinine clearance<sup>22,23</sup>. In the present study, serum creatinine was not significant as a prognostic factor; however, plasma urea showed to be a strong predictor of mortality in both multi-and univariate analyses, which has been corroborated by other autors<sup>15 </sup>. </p>
      <p>Recent studies investigated a correlation between anemia and HF severity and showed that there was an improvement in the ejection fraction (EF), functional class and exercise capacity when anemia improved<sup>24-26</sup>. </p>
      <p>According to Horwich et al<sup>27</sup>, there is a correlation between low hemoglobin and the symptoms, exercise capacity and prognosis in patients with advanced HF; therefore, moderate anemia is not associated with increased morbidity and mortality in patients of both sexes. However, Sales et al<sup>28</sup>, evaluating hemoglobin and hematocrit levels in hospitalized elderly individuals, observed that male individuals with anemia presented higher mortality in comparison with female individuals and that anemia was an independent marker of in-hospital mortality. </p>
      <p>In our sample, we did not consider the cases in which anemia was associated to the chronic disease and observed that male patients presented higher mortality when hemoglobin levels were &lt; 14g/dl; such association was not observed in female patients when hemoglobin levels were &lt; 12g/dl. In the general analysis, after adjusting the variables, hemoglobin levels remained as an important prognostic factor in our sample. This information is in agreement with literature data and increases the interest on the role of erythropoietin in HF treatment. </p>
      <p>The left ventricular ejection fraction obtained through radionuclide ventriculography<sup>10,13,17 </sup>has been increasingly appreciated as a strong prognostic indicator<sup>29</sup>. This variable showed to be discriminant as a high risk of death predictor at the multivariate analysis. </p>
      <p>In our sample, the survival rate of patients referred for heart transplantation was 84.5% in the first year, 74.3% in the second year, 68.9% in the third year and 60.5% in the fifth year. When survival was assessed between the sexes, male sex survival in the first year was 85.7%, and the female was 81%; in the second year, it was 76.9% for males and 67.5% for females and in five years, it was 62.4% for males and 64.8% for females. These survival rates are identical to those reported after heart transplantation published by "The Registry of the International Society for Heart and Lung Transplantation"<sup>30</sup>. </p>
      <p>In comparis on to literature data, the survival rate of patients in our sample was better, although they were critical patients referred for heart transplantation. When patients submitted to heart transplantation were excluded, the first-year survival was 75.8% and the 2-year was 61%; considering only patients that were referred for heart transplantation, the first-year survival was 62.5% and the 2-year survival was 4 9.6%. These numbers suggest that the decision and the criteria used for patients' transplantation referral were correct. </p>
      <p>The assessment of the best moment for heart transplantation referral in outpatients remains difficult, as the criterion selection is not universally accepted and therefore, the establishment of a score has been used to try to help in this decision-making. The use of variables that are usually part of the clinical and laboratory assessments makes it more feasible to use the score routinely, although variables that are obtained invasively are equally important.</p>
      <p>Among the previously developed scores, some authors used variables that are not obtained by invasive methods, such as the score developed by Maeda et al<sup>21</sup>, who used HR, hemoglobin, serum potassium, serum total protein, albumin/globulin ratio, plasma urea, degree of hepatomegaly and the number of episodes of cardiac decompensation. The score by Aaronson et al<sup>10</sup> considered the following variables: ischemic etiology, HR at rest, radionuclide EF, maximum oxygen consumption, intraventricular conduction delay and serum sodium. The score by Alla et al<sup>31</sup> used: HR, serum creatinine, serum sodium, cardiac decompensation and age &gt; 70 years. Among the studies that used data obtained from invasive methods in their scores are: Campana et al<sup>14</sup>, who used pulmonary diastolic arterial pressure minus the pulmonary capillary pressure, mean blood pressure, cardiac output, valvular heart disease, presence of B3 and functional class IV, whereas Mart&#237; et al<sup>32</sup> used the mean pressure of the right atrium, the cardiac index and functional class IV. Of the aforementioned scores, only the one by Aaronson et al10 has a reasonable clinical acceptance, being the only one that has been validated prospectively.</p>
      <p>The non-conformity of the described scores is also an indication of the difficulties in considering the isolated weight of each prognostic factor in the evolution of heart failure. </p>
      <p>In our sample, the worse prognosis factors were the low ejection fraction at the radionuclide ventriculography, increase of plasma urea and low hemoglobin levels; based on these variables, we sought to establish a prognostic score that could objectively help determine the best moment for heart transplantation referral. This score showed to have reasonable sensitivity and specificity in the identification of patients at high risk of death. We believe the present study has created perspectives for carrying out a broader, prospective study that can validate an easy-to-apply score with a potential clinical usefulness.</p>
      <p><italic>Study limitations</italic> - The fact that this is a retrospective study initiated in January 1986, a time when IECA, spironolactone and betablockers were still not established as first-choice therapy in the treatment of HF might somehow have interfered with the prognostic markers. Other study limitations were the non-systematic use of the direct measurement of O<sub>2</sub> consumption and the measurement of neurohormones (brain natriuretic peptide &#150; BNP and plasma norepinephrine) and pro-inflammatory activity, which are seen as independent predictors of death.</p>
      <p>A prospective study with a larger sample size is necessary to validate the prognostic factors and the risk score presented here.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>To Professor Dr. Meide Silva An&#231;ao, Clovis de Araujo Teles, Neil Ferreira Novo, Yara Juliano, to the Post-Graduate student Gizelton Pereira Alencar and the systems analyst Kelsy Catherina Nema Areco, for their advice and statistical analysis. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="corr1-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address:</bold>
          </label>
          <p> Cle&#243;patra Medina Noronha Areosa</p>
          <p> Rua T&#243;kio, 160/101 - Bloco A&#231;a&#237;</p>
          <p> 69045-200 - Manaus, AM - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="cmedina@cardiol.br">cmedina@cardiol.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received June 6, 2006; revised received November 8, 2006; accepted January 17, 2007.</p>
    </body>
  </sub-article>
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