<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="editorial">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">FsjLkSpWyWFqQDxFZjVGC4p</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00001</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2007000400001</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(07)08800401</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2007000400001</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>An&#225;lise econ&#244;mica dos Stents coronarianos farmacol&#243;gicos no Brasil: para todos ou para poucos pacientes?</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Rassi Jr.</surname>
            <given-names>Anis</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Goi&#226;nia</named-content>
          <named-content content-type="state">GO</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Anis Rassi Hospital</institution>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
      <volume>88</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>376</fpage>
      <lpage>377</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>24</day>
        <month>05</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise econ&#244;mica dos <italic>Stents</italic> coronarianos farmacol&#243;gicos no Brasil: para todos ou para poucos pacientes?</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Anis Rassi Jr. </bold>
    </p>
    <p>Anis Rassi Hospital &#150; Goi&#226;nia, GO</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Angioplastia transluminal percut&#226;nea coron&#225;ria, <italic>stents</italic> / custo, SUS &#150; Sistema &#218;nico de Sa&#250;de, <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A medicina moderna passa por um momento de inquieta&#231;&#227;o, em que a busca por novas ferramentas diagn&#243;sticas e por interven&#231;&#245;es terap&#234;uticas mais eficazes e seguras &#233; uma constante. Nesse contexto, a introdu&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea (do bal&#227;o aos <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos) &#233;, por muitos, considerada um dos maiores avan&#231;os da Cardiologia em todos os tempos<sup>1,2</sup>. Em contrapartida, existe uma preocupa&#231;&#227;o crescente no que diz respeito &#224; escalada dos custos de sa&#250;de. Uma determinada estrat&#233;gia, para ser considerada ideal, deve apresentar maior efic&#225;cia com menor custo. Entretanto, esse bin&#244;mio &#233; raro em Medicina. A introdu&#231;&#227;o de novos m&#233;todos diagn&#243;sticos e terap&#234;uticos geralmente implica custos adicionais significativos. Como os recursos em sa&#250;de s&#227;o sempre escassos e finitos, a realiza&#231;&#227;o de estudos que permitam avaliar o impacto econ&#244;mico de diferentes a&#231;&#245;es na &#225;rea m&#233;dica tem adquirido papel de destaque nos &#250;ltimos anos.</p>
    <p>H&#225; dois tipos principais de an&#225;lises econ&#244;micas em sa&#250;de<sup>3,4</sup>: 1) an&#225;lises de custo-efetividade, que habitualmente traduzem a diferen&#231;a entre o custo de duas interven&#231;&#245;es, expresso em valor monet&#225;rio, dividido pela diferen&#231;a entre suas efetividades, expressas em anos de vida ganhos (expectativa de vida) ou outros desfechos menos importantes, como complica&#231;&#245;es prevenidas e eventos n&#227;o-fatais evitados, e 2) an&#225;lises de custo-utilidade, em que a medida de efetividade &#233; expressa em anos de vida salvos ajustados para a qualidade de vida (<italic>quality-adjusted life years </italic> &#150; <italic> QALY</italic>), isto &#233;, pesos variando de 0 (estado considerado equivalente &#224; morte) a 1 (sa&#250;de perfeita) s&#227;o atribu&#237;dos ao per&#237;odo de tempo sobrevivido, como forma de express&#227;o do n&#250;mero de anos sobrevividos com sa&#250;de.</p>
    <p>Referem-se, portanto, ambas as an&#225;lises, a uma raz&#227;o incremental. Ou seja, ao comparar dois (ou mais) m&#233;todos alternativos de tratamento numa condi&#231;&#227;o espec&#237;fica, elas expressam o custo adicional necess&#225;rio para atingir uma unidade extra de benef&#237;cio cl&#237;nico. Exemplificando, se determinado tratamento custa US$ 10 mil e &#233; compat&#237;vel com expectativa de vida de 3,5 anos, com qualidade de vida de 0,8 ponto, e um competidor custa US$ 20 mil, gerando expectativa de vida de 5,0 anos, com qualidade de vida de 0,7 ponto, teremos as seguintes raz&#245;es econ&#244;micas: an&#225;lise de custo-efetividade = (20.000 &#150; 10.000) / (5,0 &#150; 3,5) = US$ 6.667,00 para cada ano de vida adicional com o tratamento competidor; an&#225;lise de custo-utilidade = (20.000 &#150; 10.000) / (5,0 x 0,7 &#150; 3,5 x 0,8) = US$ 14.286 para cada ano de vida ganho ajustado para a qualidade de vida.</p>
    <p>As informa&#231;&#245;es utilizadas nas an&#225;lises econ&#244;micas podem ser extra&#237;das de ensaios cl&#237;nicos randomizados ou, mais freq&#252;entemente, advir de modelos matem&#225;ticos ou &#225;rvores de decis&#227;o cl&#237;nica, baseados em dados da literatura. A maioria dos estudos de custo-efetividade, entretanto, &#233; proveniente da literatura internacional (Estados Unidos, Canad&#225; e pa&#237;ses europeus). Ademais, existe uma s&#233;rie de limita&#231;&#245;es relacionadas &#224; extrapola&#231;&#227;o de dados para outros pa&#237;ses; da&#237; a necessidade premente de se realizar an&#225;lises econ&#244;micas no Brasil, refletindo melhor nossa realidade.</p>
    <p>Nesse contexto, &#233; bastante oportuno o trabalho de Polanczyk e cols.<sup>5</sup>, publicado nesta edi&#231;&#227;o dos <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic> (2007; 88(4): 464-474). Os autores utilizaram um modelo anal&#237;tico de decis&#227;o com o objetivo de comparar as rela&#231;&#245;es de custo-efetividade do <italic>stent</italic> recoberto com rapamicina com o <italic>stent</italic> convencional no Brasil, em pacientes uniarteriais com angina est&#225;vel, sob duas perspectivas: p&#250;blica (Sistema &#218;nico de Sa&#250;de &#150; SUS) e n&#227;o-p&#250;blica (conv&#234;nios e particulares).</p>
    <p>A an&#225;lise de efetividade foi expressa por meio de desfecho menos habitual (sobrevida livre de reestenose em um ano), em vez de sobrevida livre de nova revasculariza&#231;&#227;o do vaso-alvo, este mais freq&#252;entemente utilizado. As probabilidades necess&#225;rias para inclus&#227;o no modelo matem&#225;tico foram extra&#237;das da literatura internacional. O c&#225;lculo da an&#225;lise de custos relacionada ao procedimento &#237;ndice, aos <italic>stents</italic>, aos eventos cardiovasculares e a novos procedimentos em um ano de seguimento teve por base os valores pagos pelo SUS e pelos conv&#234;nios/particulares diretamente aos hospitais. An&#225;lise de custo-utilidade n&#227;o p&#244;de ser realizada pela falta de informa&#231;&#245;es relacionadas &#224; qualidade de vida em indiv&#237;duos com doen&#231;a arterial coronariana cr&#244;nica na popula&#231;&#227;o brasileira.</p>
    <p>Sob a perspectiva de conv&#234;nios e particulares, o custo do tratamento no primeiro ano foi de R$ 17.840,00 com o uso de <italic>stent</italic> recoberto com rapamicina e de R$ 14.024,00 com <italic>stent</italic> convencional (diferen&#231;a de R$ 3.816,00, favor&#225;vel ao <italic>stent</italic> convencional). Sob a perspectiva do SUS, esses custos foram de R$ 12.708,00 e R$ 5.788,00, respectivamente (diferen&#231;a de R$ 6.620,00, favor&#225;vel ao <italic>stent</italic> convencional). Por outro lado, a sobrevida em um ano livre de reestenose foi de 92,7% com <italic>stent</italic> recoberto e de 78,8% com <italic>stent</italic> convencional (diferen&#231;a aproximada de 14%, favor&#225;vel ao <italic>stent</italic> recoberto). Como resultado, o custo por reestenose evitada em um ano foi de R$ 27.403,00 (R$ 3.816,00/~0,14) para conv&#234;nios/particulares e de R$ 47.529,00 (R$ 6.620,00/~0,14) para o SUS.</p>
    <p>Tendo como base refer&#234;ncias internacionais<sup>6</sup>, que adotam valores de at&#233; US$ 50 mil para cada ano de vida ganho e de at&#233; US$ 10 mil para cada revasculariza&#231;&#227;o evitada (no caso espec&#237;fico de interven&#231;&#245;es coronarianas percut&#226;neas) como um emprego razo&#225;vel dos recursos em sa&#250;de, as rela&#231;&#245;es de custo-efetividade do <italic>stent</italic> recoberto com rapamicina podem ser consideradas elevadas para a realidade brasileira, segundo o modelo proposto pelos autores. Vale ressaltar que ao c&#226;mbio de R$ 2,10 por d&#243;lar (em 22 de fevereiro de 2007), o limiar de custo-efetividade seria de R$ 21 mil para cada evento evitado.</p>
    <p>Entretanto, an&#225;lises de sensibilidade demonstraram que esse perfil pode ser algo mais favor&#225;vel para alguns subgrupos de pacientes, como os de alto risco de reestenose e aqueles com elevado custo no manejo de reestenose, principalmente sob a perspectiva n&#227;o-p&#250;blica. A redu&#231;&#227;o do pre&#231;o do <italic>stent</italic> recoberto tamb&#233;m poderia melhorar essa rela&#231;&#227;o de custo-efetividade. Ali&#225;s, a utiliza&#231;&#227;o de valor de mercado para o <italic>stent</italic> recoberto com rapamicina no modelo SUS (R$ 10.320,00, seguramente acima do valor que seria pago na sua tabela) pode ter contribu&#237;do para a obten&#231;&#227;o de resultados mais desfavor&#225;veis nesse sistema de sa&#250;de.</p>
    <p>Infelizmente, dois outros fatores que poderiam ter influenciado (agora de maneira negativa) as an&#225;lises de custo-efetividade, gerando custos ainda maiores para o <italic>stent</italic> recoberto, n&#227;o foram contemplados no presente trabalho: a necessidade de utiliza&#231;&#227;o de dupla prote&#231;&#227;o plaquet&#225;ria por pelo menos um ano (preconizada mais recentemente<sup>7</sup>) e n&#227;o por apenas tr&#234;s meses, conforme pressuposto, e o uso de maior n&#250;mero de <italic>stents</italic> por paciente, visto que aparentemente foi utilizado um &#250;nico <italic>stent</italic> por procedimento<italic>.</italic></p>
    <p>No cen&#225;rio atual de competitividade entre diferentes procedimentos m&#233;dicos de alta complexidade, outro aspecto a considerar &#233; a exeq&#252;ibilidade de incorpora&#231;&#227;o de novas tecnologias cardiovasculares pelo sistema de sa&#250;de (p&#250;blico ou privado), tomando por base o impacto financeiro que a ado&#231;&#227;o dessas medidas &#233; capaz de gerar, principalmente em ambiente de escassez de recursos.</p>
    <p>Em outro artigo desta edi&#231;&#227;o dos <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic> (2007; 88(4): 458-463), Ara&#250;jo e cols.<sup>8</sup> analisaram o impacto econ&#244;mico da eventual substitui&#231;&#227;o dos <italic>stents</italic> convencionais pelos <italic>stents</italic> recobertos no sistema p&#250;blico brasileiro (SUS). Utilizando dados de 2003, quando foram realizadas 30.666 angioplastias coronarianas com implante de <italic>stent</italic> convencional em uni e multiarteriais pelo SUS no Brasil, tr&#234;s cen&#225;rios hipot&#233;ticos foram criados para estimar o impacto or&#231;ament&#225;rio da incorpora&#231;&#227;o do <italic>stent</italic> farmacol&#243;gico: cen&#225;rio 1, caracterizado por substitui&#231;&#227;o de <italic>stent</italic> convencional por <italic>stent</italic> farmacol&#243;gico em 30% dos casos, utiliza&#231;&#227;o de 1,3 <italic>stent</italic> por procedimento e redu&#231;&#227;o relativa de risco (RRR) de 80% de reinterven&#231;&#227;o por reestenose com o <italic>stent</italic> farmacol&#243;gico; cen&#225;rio 2, 40% de substitui&#231;&#227;o, 1,5 <italic>stent</italic> por procedimento e RRR de 76,5%; e cen&#225;rio 3, 50% de substitui&#231;&#227;o, 1,7 <italic>stent</italic> por procedimento e RRR de 73,5%.</p>
    <p>O pre&#231;o do <italic>stent</italic> convencional adotado na an&#225;lise foi de R$ 2.580,00, equivalente ao valor remunerado pelo SUS aos hospitais credenciados &#224;quela &#233;poca. Para o <italic>stent</italic> farmacol&#243;gico, aplicou-se valor equivalente ao reembolsado pelo Medicare (Estados Unidos), ou seja, de R$ 5.166,00 (d&#243;lar a R$ 2,87 em 30 de junho de 2003), bastante inferior, portanto, ao pre&#231;o utilizado no estudo de Polanczyk e cols.<sup>5</sup> Quanto ao uso de clopidogrel, foi contemplado o tempo de um m&#234;s para o <italic>stent</italic> convencional e de seis meses para o farmacol&#243;gico, assumindo que o medicamento deveria ser disponibilizado aos pacientes pela rede p&#250;blica de sa&#250;de por todo seu per&#237;odo de uso.</p>
    <p>Com base nesses dados, os autores calcularam que a substitui&#231;&#227;o (parcial) do <italic>stent</italic> convencional pelo farmacol&#243;gico (com um ano de seguimento) implicaria custo adicional de aproximadamente R$ 24 milh&#245;es, R$ 37 milh&#245;es e R$ 44 milh&#245;es nos cen&#225;rios 1, 2 e 3, representando 12,8%, 20,1% e 24,4%, respectivamente, de incremento no or&#231;amento do SUS destinado para esse fim. Um incremento n&#227;o-desprez&#237;vel, a meu ver, pelo menos em valores absolutos. E aqui, mais uma vez, deduz-se que esses custos seriam ainda mais elevados caso a utiliza&#231;&#227;o de clopidogrel se estendesse por mais tempo.</p>
    <p>Em resumo, pode-se afirmar que os dois estudos apresentam resultados convergentes, ou seja, do ponto de vista de custo-efetividade e de aloca&#231;&#227;o de recursos financeiros em sa&#250;de, o uso de <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos deve se restringir a casos selecionados.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
    <p>1. Mehta NJ, Khan IA. Cardiology's 10 greatest discoveries of the 20th century. Tex Heart Inst J. 2002; 29: 164-71.</p>
    <p>2. Braunwald E. The Simon Dack lecture: cardiology: the past, the present, and the future. J Am Coll Cardiol. 2003; 42: 2031-41.</p>
    <p>3. Meltzer MI. Introduction to health economics for physicians. Lancet. 2001; 358: 993-8.</p>
    <p>4. Mark DB, Hlatky MA. Medical economics and the assessment of value in cardiovascular medicine: Part I. Circulation. 2002; 106: 516-20.</p>
    <p>5. Polanczyk CA, Wainstein MV, Ribeiro JP. Custo-efetividade dos stents recobertos com rapamicina em procedimentos percut&#226;neos coronarianos no Brasil. Arq Bras Cardiol. 2007; 88(4): 464-474.</p>
    <p>6. Ryan J, Cohen DJ. Are drug-eluting stents cost-effective? It depends on whom you ask. Circulation. 2006; 114: 1736-43.</p>
    <p>7. Grines CL, Bonow RO, Casey DE Jr, Gardner TJ, Lockhart PB, Moliterno DJ, et al. Prevention of premature discontinuation of dual antiplatelet therapy in patients with coronary artery stents: a science advisory from the American Heart Association, American College of Cardiology, Society for Cardiovascular Angiography and Interventions, American College of Surgeons, and American Dental Association, with representation from the American College of Physicians. J Am Coll Cardiol. 2007; 49: 734-9.</p>
    <p>8. Ara&#250;jo DV, Lima VC, Ferraz MB. An&#225;lise de impacto do stent farmacol&#243;gico no or&#231;amento do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. Arq Bras Cardiol. 2007; 88(4): 458-463.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Anis Rassi Jr. </p>
        <p> Anis Rassi Hospital </p>
        <p> Av. Jos&#233; Alves, 453  &#150; Setor Oeste </p>
        <p> 74110-020  &#150; Goi&#226;nia, GO </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="arassijr@cardiol.br">arassijr@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 26/02/07; aceito em 26/02/07.</p>
  </body>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Economic analysis of drug-eluting coronary stents in Brazil: a choice for all or just for a few patients?</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Economic analysis of drug-eluting coronary stents in Brazil: a choice for all or just for a few patients?</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Anis Rassi Jr.</bold>
      </p>
      <p>Anis Rassi Hospital &#150; Goi&#226;nia, GO - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="back-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Angioplasty, transluminal, percutaneous coronary; stents/economics; National Health System (BR); pharmacologics stents.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Modern medicine is going through a restless period, marked by a constant quest for safer, more effective diagnostic tools and therapeutic interventions. In this context, the introduction of percutaneous coronary intervention (from balloon to drug-eluting stents) is considered by many as one of the greatest advances ever made in cardiology<sup>1,2</sup>. Conversely, escalating health care costs have been a source of growing concern. For a given strategy to be considered optimal, it should be more effective and less costly. This binomial, however, is rare in medicine. The introduction of new diagnostic and therapeutic methods usually entails significant incremental costs. As health care resources are always scarce and finite, the need for studies addressing the economic impact of different strategies in the medical field has been heightened in recent years.</p>
      <p>There are two major types of economic analyses used in health care<sup>3,4</sup>: 1) cost-effectiveness analysis, which usually translates the difference in costs between two interventions (expressed in monetary values) divided by the difference in their effectiveness and expressed in years of life saved (life expectancy) or other less important endpoints, such as prevented complications, non-fatal events avoided, and 2) cost-utility analysis, which uses quality-adjusted life years (QALY) saved as a measure of effectiveness; that is to say, utility weights ranging from 0 (equivalent to death) to 1 (perfect health) are attributed to survival time to express the number of years spent in good health.</p>
      <p>Both analyses, therefore, refer to an incremental ratio. In other words, by comparing two (or more) alternative therapeutic methods in a specific condition, they express the incremental cost required to achieve a unit of additional clinical benefit. For example, if a particular treatment costs US$10,000 and is consistent with 3.5 years of life expectancy at a 0.8 score in quality of life and that of a competitor costs US$ 20,000 and generates 5.0 years of life expectancy at a 0.7 score in quality of life, the following economic ratios will be produced: cost-effectiveness analysis = (20,000 &#150; 10,000) / (5.0 &#150; 3.5) = US$ 6,667 per life-year gained using the competitor's treatment; cost-utility analysis = (20,000 &#150; 10,000) / (5.0 x 0.7 &#150; 3.5 x 0.8) = US$ 14,286 per QALY gained.</p>
      <p>The information used in the economic analyses may be derived from randomized clinical trials or, more frequently, from mathematic models or clinical decision trees based on literature data. Most cost-effectiveness studies, however, have been published in the international literature (USA, Canada, and European countries). Moreover, there are a number of limitations to extrapolating data to other countries, hence the pressing need for economic analyses that reflect the Brazilian reality more accurately.</p>
      <p>In this regard, the study by Polanczyk et al<sup>5</sup>, published in this issue, is very timely. The authors used a decision-analytic model to compare the cost-effectiveness ratios of sirolimus-eluting stents (SES) with bare-metal stents (BMS) in Brazil in single-vessel disease patients with stable angina under two perspectives: public (SUS) and nonpublic (health plans and private patients).</p>
      <p>Effectiveness analysis was expressed by using less common endpoints (one-year restenosis-free survival), rather than the more frequently used survival free of repeat target-lesion revascularization. The probabilities needed for inclusion in the mathematical model were derived from international literature. As for cost analysis related to index procedures, stents, cardiovascular events, and repeat revascularization in one year of follow-up, this was based on the amounts paid directly to the hospitals by the SUS and health plans/private patients. Cost-utility analysis could not be performed due to the lack of information on the quality of life of patients with chronic coronary artery disease in the Brazilian population.</p>
      <p>In the perspective of health plans and private patients, treatment cost in the first year was R$17,840 using sirolimus-eluting stent and R$14,024 using bare-metal stent (difference of R$3,816 favoring BMS). In the perspective of SUS these costs were R$12,708 and R$5,788, respectively (a difference of R$ 6,620 favoring BMS). On the other hand, one-year restenosis-free survival was 92.7% with sirolimus-eluting stent and 78.8% with bare-metal stent (a difference of about 14% favoring SES). As a result, the cost per restenosis avoided in one year was R$27,403 (R$3,816/~0.14) for health plans/private patients and R$47,529 (R$6,620/~0.14) for the SUS.</p>
      <p>Based on international references<sup>6</sup>, which adopt values up to US$ 50,000 per year of life saved and up to US$10,000 per revascularization avoided, (in this specific case, percutaneous coronary interventions) using a reasonable amount of health resources, the cost-effectiveness ratios of sirolimus-eluting stent may be considered elevated for the Brazilian reality, according to the model proposed by the authors. It should be noted that with the dollar standing at R$2,10 (on February 22, 2007), the cost-effectiveness threshold would be R$21,000 per event avoided.</p>
      <p>However, sensitivity analyses have shown that this profile may be somewhat more favorable to certain subgroups of patients, such as those at high risk of restenosis and those presenting high cost of restenosis management, particularly under the nonpublic perspective. A decrease in the cost of drug-eluting stents would improve this cost-effectiveness ratio. Incidentally, the use of the market price for sirolimus-eluting stents in the SUS model (R$10,320, indeed higher than that specified in its reimbursement table) may have contributed to the more unfavorable results in this health system.</p>
      <p>Unfortunately, two other factors might have influenced (this time negatively) the cost-effectiveness analyses, yielding costs even higher for drug-eluting stents, were not taken into account in this study: the need for dual antiplatelet therapy for at least one year (more recently recommended ), rather than only the three months assumed, and the greater number of stents per patient, since it seems that a single stent was used per procedure.</p>
      <p>Given the current competition among highly complex medical procedures, another aspect that should be taken into account is how feasible it is for the health care system (public and nonpublic) to incorporate new cardiovascular technologies, considering their economic impact, especially in a setting with scant resources.</p>
      <p>In another article published in this issue, Ara&#250;jo <italic>et al.</italic><sup>8</sup> evaluated the economic impact of replacing bare-metal stents with drug-eluting stents in the Brazilian public health system (SUS). Using 2003 data, when 30,666 coronary angioplasties with bare-metal stent implantation were performed by the SUS in patients with single and multivessel disease, three hypothetical scenarios were created in order to estimate the budgetary impact of incorporating drug-eluting stents. The first scenario was characterized by replacement of bare-metal stents with drug-eluting stents in 30% of the cases, the use of 1.3 stents per procedure, and an 80% relative risk reduction (RRR) in repeat intervention for restenosis with drug-eluting stent; the second scenario included 40% of replacement, 1.5 stent per procedure, and RRR of 76.5%; and the third scenario, 50% of replacement, 1.7 stent per procedure, and RRR of 74.5%.</p>
      <p>The price of bare-metal stent adopted in the analysis was R$2,580, equivalent to the amount reimbursed by the SUS to its hospital network at that time. For drug-eluting stent, the amount reimbursed by Medicare (USA) was used, that is, R$5,166 (dollar at R$2,87 in June 30, 2003), far lower, therefore, than that used in the study by Polanczyk <italic>et al</italic>.<sup>5</sup> As far as the use of clopidogrel is concerned, a period of one month was considered for bare-metal stents and of six months for drug-eluting stents, assuming that this drug would be fully supplied to patients by the public health network.</p>
      <p>Based on these data, the authors calculated that the (partial) replacement of bare-metal stent with drug-eluting stent (with a one-year follow-up) would incur an approximate additional cost of $24 million, R$37 million, and R$44 million in the first, second and third scenarios, corresponding to a 12.8%, 20.1% and 24.4% increase, respectively, in the SUS budget allocated for that purpose. A non-negligible increase, in my opinion, at least in absolute values. Once more, it stands to reason that these costs would be even higher if clopidogrel was used for a longer period.</p>
      <p>In sum, both studies provide converging results, that is to say, not only from the cost-effectiveness standpoint but also in terms of allocation of funds to health care, the use of drug-eluting stents should be restricted to selected cases.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>1. Mehta NJ, Khan IA. Cardiology's 10 greatest discoveries of the 20th century. Tex Heart Inst J. 2002; 29: 164-71.</p>
      <p>2. Braunwald E. The Simon Dack lecture: cardiology: the past, the present, and the future. J Am Coll Cardiol. 2003; 42: 2031-41.</p>
      <p>3. Meltzer MI. Introduction to health economics for physicians. Lancet. 2001; 358: 993-8.</p>
      <p>4. Mark DB, Hlatky MA. Medical economics and the assessment of value in cardiovascular medicine: Part I. Circulation. 2002; 106: 516-20.</p>
      <p>5. Polanczyk CA, Wainstein MV, Ribeiro JP. Custo-efetividade dos stents recobertos com rapamicina em procedimentos percut&#226;neos coronarianos no Brasil. Arq Bras Cardiol. 2007; 88 (4): 464-474.</p>
      <p>6. Ryan J, Cohen DJ. Are drug-eluting stents cost-effective? It depends on whom you ask. Circulation. 2006; 114: 1736-43.</p>
      <p>7. Grines CL, Bonow RO, Casey DE Jr, Gardner TJ, Lockhart PB, Moliterno DJ, et al. Prevention of premature discontinuation of dual antiplatelet therapy in patients with coronary artery stents: a science advisory from the American Heart Association, American College of Cardiology, Society for Cardiovascular Angiography and Interventions, American College of Surgeons, and American Dental Association, with representation from the American College of Physicians. J Am Coll Cardiol. 2007; 49: 734-9.</p>
      <p>8. Ara&#250;jo DV, Lima VC, Ferraz MB. An&#225;lise de impacto do stent farmacol&#243;gico no or&#231;amento do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. Arq Bras Cardiol. 2007; 88 (4): 458-463.</p>
      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address:</bold>
          </label>
          <p> Anis Rassi Jr.</p>
          <p> Anis Rassi Hospital</p>
          <p> Av. Jos&#233; Alves, 453 &#150; Setor Oeste</p>
          <p> 74110-020 &#150; Goi&#226;nia, GO - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="arassijr@cardiol.br">arassijr@cardiol.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received February 26, 2007; accepted February 26, 2007</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
