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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">t9wrwGptqQJpQz6jscWcBjh</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00013</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2007000300013</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(07)08800313</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2007000300013</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica na cidade de Formiga, MG</article-title>
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            <given-names>Luiz Francisco</given-names>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de S&#227;o Paulo</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
      <volume>88</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>334</fpage>
      <lpage>339</lpage>
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          <day>09</day>
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          <year>2006</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>17</day>
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          <day>15</day>
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          <year>2006</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVOS: Estimar a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) e identificar vari&#225;veis socioecon&#244;micas, demogr&#225;ficas e antropom&#233;tricas associadas. M&#201;TODOS: Estudo transversal com amostragem probabil&#237;stica. Popula&#231;&#227;o-alvo: pessoas com idade &gt; 18 anos residentes na regi&#227;o urbana do munic&#237;pio de Formiga, Minas Gerais, e cadastradas no Programa Sa&#250;de da Fam&#237;lia (PSF), que tem cobertura de 94% da popula&#231;&#227;o total do munic&#237;pio. Participaram do estudo 285 indiv&#237;duos (131 homens e 154 mulheres). Crit&#233;rio para diagn&#243;stico de HAS: press&#227;o arterial sist&#243;lica &gt; 140 mmHg e/ou press&#227;o arterial diast&#243;lica &gt; 90 mmHg, ou uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva. Utilizou-se question&#225;rio padronizado, afim de obter informa&#231;&#245;es socioecon&#244;micas e demogr&#225;ficas, consumo de &#225;lcool, tabagismo e n&#237;vel de atividades f&#237;sica. RESULTADOS: A estimativa da preval&#234;ncia total de HAS na popula&#231;&#227;o-alvo foi de 32,7% (IC 95%: 28,2-37,2). Entre os homens foi de 31,7% e, entre as mulheres, 33,6%. Dentre os hipertensos com prescri&#231;&#227;o de anti-hipertensivos, 66,7% declararam fazer uso regular da medica&#231;&#227;o. A preval&#234;ncia de HAS aumentou continuamente com a idade (OR = 1,07; IC 95%: 1,05-1,10) e esteve positivamente associada com a medida da circunfer&#234;ncia da cintura (OR = 3,05; IC 95%: 1,49-6,22) e negativamente associada com o n&#237;vel de atividade f&#237;sica (OR = 0,45; IC 95%: 0,25-0,82). CONCLUS&#195;O: A preval&#234;ncia de HAS na popula&#231;&#227;o adulta e cadastrada no PSF, foi muito elevada em Formiga, representando um grave problema de sa&#250;de p&#250;blica. &#201; preciso que os programas de interven&#231;&#227;o promovam a pr&#225;tica de atividades f&#237;sicas, considerem a ades&#227;o ao tratamento medicamentoso e os hipertensos que desconhecem sua condi&#231;&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>Hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>preval&#234;ncia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>21</day>
        <month>05</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica na cidade de Formiga, MG</p>
    <p>
      <bold>Roberta Avelar Ara&#250;jo de Castro; Jos&#233; Eduardo Cajado Moncau (in memoriam); Luiz Francisco Marcopito</bold>
    </p>
    <p> Universidade Federal de S&#227;o Paulo - UNIFESP - S&#227;o Paulo, SP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVOS:</bold> Estimar a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) e identificar vari&#225;veis socioecon&#244;micas, demogr&#225;ficas e antropom&#233;tricas associadas. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo transversal com amostragem probabil&#237;stica. Popula&#231;&#227;o-alvo: pessoas com idade <underline>&gt;</underline> 18 anos residentes na regi&#227;o urbana do munic&#237;pio de Formiga, Minas Gerais, e cadastradas no Programa Sa&#250;de da Fam&#237;lia (PSF), que tem cobertura de 94% da popula&#231;&#227;o total do munic&#237;pio. Participaram do estudo 285 indiv&#237;duos (131 homens e 154 mulheres). Crit&#233;rio para diagn&#243;stico de HAS: press&#227;o arterial sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 140 mmHg e/ou press&#227;o arterial diast&#243;lica <underline>&gt;</underline> 90 mmHg, ou uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva. Utilizou-se question&#225;rio padronizado, afim de obter informa&#231;&#245;es socioecon&#244;micas e demogr&#225;ficas, consumo de &#225;lcool, tabagismo e n&#237;vel de atividades f&#237;sica. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A estimativa da preval&#234;ncia total de HAS na popula&#231;&#227;o-alvo foi de 32,7% (IC 95%: 28,2-37,2). Entre os homens foi de 31,7% e, entre as mulheres, 33,6%. Dentre os hipertensos com prescri&#231;&#227;o de anti-hipertensivos, 66,7% declararam fazer uso regular da medica&#231;&#227;o. A preval&#234;ncia de HAS aumentou continuamente com a idade (OR = 1,07; IC 95%: 1,05-1,10) e esteve positivamente associada com a medida da circunfer&#234;ncia da cintura (OR = 3,05; IC 95%: 1,49-6,22) e negativamente associada com o n&#237;vel de atividade f&#237;sica (OR = 0,45; IC 95%: 0,25-0,82). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A preval&#234;ncia de HAS na popula&#231;&#227;o adulta e cadastrada no PSF, foi muito elevada em Formiga, representando um grave problema de sa&#250;de p&#250;blica. &#201; preciso que os programas de interven&#231;&#227;o promovam a pr&#225;tica de atividades f&#237;sicas, considerem a ades&#227;o ao tratamento medicamentoso e os hipertensos que desconhecem sua condi&#231;&#227;o.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Hipertens&#227;o / epidemiologia / etnologia, preval&#234;ncia.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) compromete &#243;rg&#227;os nobres do organismo, sendo considerada um grande problema de sa&#250;de p&#250;blica e o mais importante fator de risco para as doen&#231;as cardiovasculares<sup>1,2</sup>. Estudos<sup>3-5</sup> mostram que grande parte dos indiv&#237;duos hipertensos desconhece sua condi&#231;&#227;o e, dentre aqueles hipertensos, cerca de 70% n&#227;o apresentam n&#237;veis press&#243;ricos controlados. </p>
    <p>V&#225;rios trabalhos t&#234;m sido publicados na literatura mundial sobre a preval&#234;ncia de HAS e os fatores associados. No Brasil, um estudo de abrang&#234;ncia nacional<sup>6</sup> sobre os fatores de risco cardiovasculares vem sendo desenvolvido, mas a maioria das investiga&#231;&#245;es restringe-se a comunidades<sup>4-7</sup>, trabalhadores<sup>8</sup> ou unidade da Federa&#231;&#227;o<sup>9</sup>. No estado de Minas Gerais (MG), poucos estudos<sup>10 </sup>foram realizados e n&#227;o se conhece o perfil de risco dos moradores das &#225;reas urbanas de munic&#237;pios pequenos. Na cidade de Formiga, a Secretaria Municipal de Sa&#250;de trabalhava at&#233; 2003 com a estimativa de 11% de preval&#234;ncia de HAS na popula&#231;&#227;o adulta<sup>11</sup>.</p>
    <p>Este estudo teve como objetivos estimar a preval&#234;ncia de HAS na popula&#231;&#227;o adulta da cidade de Formiga matriculada no Programa Sa&#250;de da Fam&#237;lia (que cobre de 94% da popula&#231;&#227;o total do munic&#237;pio), identificar reconhecidos fatores de risco associados &#224; HAS, determinar o conhecimento da condi&#231;&#227;o de ser hipertenso e a ader&#234;ncia ao tratamento medicamentoso, quando aplic&#225;vel.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O munic&#237;pio de Formiga localiza-se na regi&#227;o centro-oeste de MG, abrange &#225;rea de 1.404 km<sup>2</sup> e possu&#237;a 62.907 habitantes em 2000<sup>12</sup>. Destes, 11,6% residiam na zona rural. A porcentagem de pessoas com idade <underline>&gt;</underline> 60 anos era de 10,7%, muito semelhante &#224; da capital Belo Horizonte, com 9,2%, no mesmo ano.</p>
    <p>De 2000 a 2002 as doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio foram a principal causa de morte no munic&#237;pio de Formiga, e a principal causa de hospitaliza&#231;&#245;es n&#227;o obst&#233;tricas no Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) de 2000 a 2003, ficando &#224; frente das doen&#231;as dos aparelhos respirat&#243;rio e digestivo<sup>13</sup>. </p>
    <p>Em 2004, &#233;poca em que foi realizado o inqu&#233;rito, o munic&#237;pio contava com dois hospitais, que totalizavam 139 leitos, e com 17 equipes do Programa Sa&#250;de da Fam&#237;lia (PSF). O PSF tem grande cobertura, cadastrando aproximadamente 94% da popula&#231;&#227;o do munic&#237;pio. Ap&#243;s a verifica&#231;&#227;o da validade das informa&#231;&#245;es contidas nas fichas cadastrais, estas foram utilizadas para obten&#231;&#227;o da amostra. A popula&#231;&#227;o-alvo foi constitu&#237;da por todos os indiv&#237;duos residentes na regi&#227;o urbana do munic&#237;pio, com idade <underline>&gt;</underline> 18 anos e que estivessem cadastrados no PSF em outubro de 2003, o que correspondeu a 38.699 indiv&#237;duos. Ap&#243;s estratifica&#231;&#227;o por unidade de PSF, sexo e idade, o procedimento de amostragem foi realizado por sorteio sistem&#225;tico.</p>
    <p>Quanto aos crit&#233;rios de inclus&#227;o, o indiv&#237;duo deveria residir na regi&#227;o urbana do munic&#237;pio, ser cadastrado no PSF e ter idade <underline>&gt;</underline> 18 anos. Foram exclu&#237;das do estudo as pessoas n&#227;o encontradas em seu domic&#237;lio por at&#233; tr&#234;s tentativas em hor&#225;rios diferentes, as que possu&#237;am limita&#231;&#245;es f&#237;sicas e/ou mentais que impossibilitassem a realiza&#231;&#227;o da entrevista, e aquelas que n&#227;o compareceram &#224;s entrevistas reagendadas por at&#233; duas vezes. No caso de mudan&#231;a de endere&#231;o, o indiv&#237;duo era substitu&#237;do por outro previamente determinado no momento em que a amostra foi obtida.</p>
    <p>Foram selecionados 13 entrevistadores, todos eles auxiliares de enfermagem do PSF com pelo menos um ano de experi&#234;ncia na &#225;rea. Esta sele&#231;&#227;o teve por base a disponibilidade de tempo e o conhecimento, por parte dos auxiliares, da popula&#231;&#227;o atendida nas unidades de sa&#250;de. Por serem pessoas bem conhecidas na comunidade, esta escolha pretendeu facilitar a ades&#227;o dos participantes do estudo na investiga&#231;&#227;o. </p>
    <p>Para evitar vi&#233;s de medidas da press&#227;o arterial (PA) como, por exemplo, prefer&#234;ncias por d&#237;gitos 0 ou 5, ou v&#237;cios adquiridos com a pr&#225;tica, optou-se por utilizar aparelhos eletr&#244;nicos com leitura digital, devidamente calibrados, da marca Omrom&#174; modelo HEM-705 CP, recomendados pela Sociedade Brit&#226;nica de Hipertens&#227;o e pela Associa&#231;&#227;o Americana para o Avan&#231;o da Instrumenta&#231;&#227;o M&#233;dica<sup>14</sup>.</p>
    <p>Antes de iniciar a coleta dos dados, os entrevistadores tiveram oito horas/aula ministradas por um m&#233;dico com o objetivo de reciclar o conhecimento sobre HAS e padronizar a t&#233;cnica de medida da PA. Outras duas horas foram utilizadas para apresenta&#231;&#227;o de recursos audiovisuais e elucida&#231;&#227;o de quaisquer d&#250;vidas. Os entrevistadores tamb&#233;m foram orientados quanto a alguns cuidados durante a aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio e da aferi&#231;&#227;o da PA. Os manguitos utilizados neste estudo possu&#237;am uma &#250;nica medida padr&#227;o (12 cm). Devido a este fato, foram feitas corre&#231;&#245;es dos valores da PA de acordo com a circunfer&#234;ncia do bra&#231;o<sup>15</sup> visando a aumentar a validade das medidas obtidas. </p>
    <p>O entrevistado foi convidado a comparecer &#224; unidade b&#225;sica de sa&#250;de de sua comunidade para que, em local tranq&#252;ilo e arejado, fossem feitas duas aferi&#231;&#245;es da PA, uma ao in&#237;cio e outra ao t&#233;rmino da entrevista, sendo considerada a m&#233;dia das duas para finalidade de an&#225;lise. Os entrevistados foram classificados como portadores de HAS utilizando o crit&#233;rio proposto pela OMS<sup>16</sup> e pelo VII Joint National Comittee<sup>17</sup>, em que HAS &#233; definida como press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) <underline>&gt;</underline> 140 mmHg e/ou press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD) <underline>&gt;</underline> 90 mmHg, ou uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva. </p>
    <p>Antes de dar in&#237;cio ao trabalho de campo, foi realizado um teste-piloto em subamostra de 10%, a fim de detectar poss&#237;veis problemas com o instrumento de pesquisa. Foi oferecido termo de consentimento livre e esclarecido aos entrevistados, e estes foram informados dos resultados das medidas neles realizadas, encaminhando-se os portadores de HAS para acompanhamento m&#233;dico. Este estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Universidade Federal de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>Al&#233;m da medida da PA ou da presen&#231;a de HAS (vari&#225;veis dependentes), as vari&#225;veis (independentes) de interesse foram: sexo, idade (em anos completos, cont&#237;nua ou em categorias), vida conjugal (com ou sem), cor da pele (branca ou negra/parda), escolaridade (menor ou <underline>&gt;</underline> primeiro grau), trabalho (sem ou com remunera&#231;&#227;o e aposentado/pensionista), renda familiar (<underline>&lt;</underline> dois ou &gt; dois sal&#225;rios m&#237;nimos), tabagismo (sim ou n&#227;o), consumo semanal de etanol (&lt; 30 ml ou <underline>&gt;</underline> 30 ml), n&#237;vel de atividade f&#237;sica de acordo com a vers&#227;o curta do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), proposto pela OMS<sup>18</sup>, e a medida da circunfer&#234;ncia da cintura (ideal: <underline>&lt;</underline> 102 cm nos homens e <underline>&lt;</underline> 88 cm nas mulheres). Tamb&#233;m foram avaliados o conhecimento pr&#233;vio de HAS diagnosticada por m&#233;dico e o uso de drogas anti-hipertensivas prescritas por m&#233;dico.</p>
    <p>A coleta de dados foi realizada no per&#237;odo de abril a julho de 2004, totalizando 14 semanas. Utilizaram-se os programas STATA&#153;, vers&#227;o 7.0, e Excel<sup>&#174;</sup> 97 para as an&#225;lises estat&#237;sticas.</p>
    <p>As preval&#234;ncias de HAS obtidas na amostra por sexo foram corrigidas pelas respectivas estruturas et&#225;rias populacionais, a fim de estimar as preval&#234;ncias populacionais em cada sexo. Para eliminar o problema da idade na compara&#231;&#227;o entre os sexos, fez-se o ajuste pela estrutura et&#225;ria da popula&#231;&#227;o total. Os intervalos de confian&#231;a de 95% (IC 95%) nessas preval&#234;ncias foram calculados pela t&#233;cnica descrita por Cochran<sup>19 </sup>para popula&#231;&#245;es finitas. Na an&#225;lise por regress&#227;o log&#237;stica, primeiramente foi feita an&#225;lise univariada, elegendo-se para a multivariada<sup>20</sup> aquelas com valor de p <underline>&lt;</underline> 0,25. As medidas de associa&#231;&#227;o aparecem em OR (odds ratio/raz&#227;o de chances) com os respectivos IC 95%. Adotou-se o valor de p &lt; 0,050 como crit&#233;rio para rejei&#231;&#227;o da hip&#243;tese de nulidade.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A composi&#231;&#227;o da amostra por sexo e faixa et&#225;ria foi muito semelhante &#224; da popula&#231;&#227;o cadastrada no PSF e tamb&#233;m &#224; da popula&#231;&#227;o residente na regi&#227;o urbana do munic&#237;pio de Formiga (<xref ref-type="table" rid="tab01">tab. 1</xref>). Dos 334 indiv&#237;duos sorteados (155 homens e 179 mulheres) para compor a amostra, 285 foram entrevistados, o que corresponde &#224; perda total de 14,7%. Observaram-se perdas semelhantes em ambos os sexos.</p>
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      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0334-00013-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quanto &#224; composi&#231;&#227;o da amostra segundo as caracter&#237;sticas de interesse, 54,7% dos entrevistados possu&#237;am vida conjugal, grande parte dos participantes eram da cor branca (82,0%) e possu&#237;am n&#237;vel de escolaridade muito baixo (48,8% n&#227;o conclu&#237;ram o primeiro grau). Em rela&#231;&#227;o &#224; vari&#225;vel trabalho, 51,3% possu&#237;am trabalho remunerado, por&#233;m 40,0% dos entrevistados tinham renda familiar igual ou inferior a dois sal&#225;rios m&#237;nimos. Na amostra estudada havia 22,8% de tabagistas e 27,1% consumiam &#225;lcool em quantidade <underline>&gt;</underline> 30 ml por semana.</p>
    <p>Quanto ao n&#237;vel de atividade f&#237;sica, as mulheres mostraram-se mais ativas do que os homens, e nestes o sedentarismo foi quase duas vezes maior em rela&#231;&#227;o &#224;s mulheres, 16,8% contra 9,1% (p = 0,051). A m&#233;dia das medidas da circunfer&#234;ncia da cintura em homens (86,6 cm) revelou-se maior do que a das mulheres (81,6 cm) (p = 0,002).</p>
    <p>Na amostra, as preval&#234;ncias totais de HAS em cada sexo foram de 33,6% no masculino e de 35,1% no feminino (<xref ref-type="table" rid="tab02">tab. 2</xref>). Essas preval&#234;ncias, corrigidas pelas respectivas estruturas et&#225;rias da popula&#231;&#227;o de cada sexo, resultaram em 31,7% nos homens (IC 95%: 24,7-38,6%) e em 33,6% nas mulheres (IC 95%: 27,8-39,6%). A diferen&#231;a observada entre as preval&#234;ncias corrigidas, masculina e feminina, &#233; quase completamente explicada pela diferen&#231;a na composi&#231;&#227;o et&#225;ria entre os dois sexos, pois o ajuste por idade resultou em cifras de 32,5% (IC 95%: 25,5-39,6%) e 32,6% (IC: 26,9-38,3%), respectivamente.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0334-00013-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Pelo crit&#233;rio p <underline>&lt;</underline> 0,25 foram selecionadas para a an&#225;lise multivariada por regress&#227;o log&#237;stica as caracter&#237;sticas idade, situa&#231;&#227;o conjugal, escolaridade, trabalho remunerado, renda familiar, tabagismo, n&#237;vel de atividade f&#237;sica e circunfer&#234;ncia abdominal (<xref ref-type="table" rid="tab03">tab. 3</xref>). Dessas oito vari&#225;veis, permaneceram no modelo final sem intera&#231;&#245;es as caracter&#237;sticas idade, n&#237;vel de atividade f&#237;sica e circunfer&#234;ncia da cintura. O modelo final com OR (<xref ref-type="table" rid="tab04">tab. 4</xref>), mostrou-se adequado pelo goodness-of-fit test (p = 0,556).</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0334-00013-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0334-00013-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Cerca de 16,0% dos indiv&#237;duos que desconheciam ser hipertensos estavam com os n&#237;veis press&#243;ricos elevados e, dentre os que se declararam hipertensos, 85,3% n&#227;o possu&#237;am PA controlada (<xref ref-type="table" rid="tab05">tab. 5</xref>). Dos 75 indiv&#237;duos com conhecimento pr&#233;vio de HAS, 66 (88,0%) tinham medica&#231;&#227;o prescrita, sendo que destes, 44 (66,7%) faziam uso regular da medica&#231;&#227;o, embora mais da metade deles se encontrassem hipertensos.</p>
    <table-wrap id="tab05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0334-00013-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>Com rela&#231;&#227;o &#224; pr&#225;tica de prescri&#231;&#227;o de medicamentos anti-hipertensivos, observou-se ampla variedade, liderada pela combina&#231;&#227;o de diur&#233;ticos e simpatol&#237;ticos (18,7%) e seguida da prescri&#231;&#227;o isolada de inibidores da enzima de convers&#227;o da angiotensina &#150; ECA (14,7%), da prescri&#231;&#227;o isolada de simpatol&#237;ticos (13,3%) e da combina&#231;&#227;o de diur&#233;ticos e inibidores da ECA (12,0%).</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Como a cobertura do PSF em Formiga &#233; de 94%<sup>11 </sup>da popula&#231;&#227;o total do munic&#237;pio, a escolha dessa popula&#231;&#227;o-alvo facilitou a sele&#231;&#227;o da amostra, porque h&#225; uma lista j&#225; pronta de domic&#237;lios e moradores, evitando todo o processo dispendioso e demorado de visitas a setores censit&#225;rios, arrolamento de domic&#237;lios e identifica&#231;&#227;o dos moradores, comum em estudos de base populacional. &#201; poss&#237;vel, no entanto, que a popula&#231;&#227;o cadastrada no PSF n&#227;o englobe as fam&#237;lias mais afortunadas da cidade, que podem preferir assist&#234;ncia menos popular do que essa. A porcentagem de perdas (14,7%) ficou dentro do esperado quantitativamente, mas a conseq&#252;&#234;ncia qualitativa n&#227;o pode ser avaliada. No que diz respeito &#224;s perdas por localiza&#231;&#227;o geogr&#225;fica do PSF, estas foram semelhantes entre aqueles situados na periferia e na regi&#227;o central da cidade.</p>
    <p>Quanto &#224; obesidade, a obten&#231;&#227;o do &#237;ndice de massa corp&#243;rea (IMC) tornaria as informa&#231;&#245;es deste estudo compar&#225;veis com a de v&#225;rios outros que empregaram este &#237;ndice<sup>3,21,22</sup>, por&#233;m, a aquisi&#231;&#227;o de balan&#231;as port&#225;teis foi incompat&#237;vel com os recursos destinados a esta pesquisa. Desta maneira utilizou-se a circunfer&#234;ncia da cintura, por ser uma medida f&#225;cil e pouco dispendiosa, e por ser um reconhecido fator de risco para doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio e de diabetes melito<sup>23</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, 31,2% das mulheres apresentaram medida da circunfer&#234;ncia da cintura acima do esperado, contra 9,2% dos homens, mas situa&#231;&#227;o inversa foi descrita por Gus e cols.<sup>24</sup> em estudo realizado em 1998, em Porto Alegre.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de HAS corrigida para idade em cada sexo mostrou que na popula&#231;&#227;o masculina adulta (idade <underline>&gt;</underline> 18 anos) matriculada no PSF, deve haver 31,7% de hipertensos e, na feminina, 33,6%. A preval&#234;ncia total na popula&#231;&#227;o-alvo deve ser 32,7%. Esta cifra &#233; maior do que os 24,8% encontrados por Barreto e cols. em estudo realizado em 1997, em Bambu&#237;<sup>10</sup>, munic&#237;pio pr&#243;ximo ao de Formiga, e muito superior &#224; estimada pela Secretaria Municipal de Sa&#250;de de Formiga (11,0%)<sup>11</sup>.</p>
    <p>Estudos realizados com moradores de regi&#245;es urbanas, utilizando o mesmo crit&#233;rio de HAS empregado neste estudo (press&#227;o arterial sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 140 mmHg e/ou press&#227;o arterial diast&#243;lica <underline>&gt;</underline> 90 mmHg, ou uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva), tamb&#233;m revelaram cifras inferiores &#224;s encontradas em Formiga: Porto Alegre<sup>3</sup>, 29,8% (em 1991) e Ilha do Governador<sup>26</sup>, RJ, 24,9% (em 1991-92). Pelo crit&#233;rio mais antigo da OMS (PAS &gt; 160 mmHg e/ou PAD &gt; 90 mmHg, ou uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva), as preval&#234;ncias de HAS encontradas em algumas localidades do pa&#237;s foram: Passo Fundo<sup>21</sup>, RS, 21,9% (em 1995), Pelotas<sup>7</sup>, RS, 19,8% (em 1992), e Araraquara<sup>25</sup>, SP, 28,3% (em 1987). Em Formiga, a preval&#234;ncia de HAS foi ligeiramente maior no sexo feminino (o que &#233; explicado pela composi&#231;&#227;o et&#225;ria da popula&#231;&#227;o), resultado semelhante ao descrito em Bambu&#237;<sup>10</sup>, MG.</p>
    <p>No presente estudo, a pr&#225;tica de atividade f&#237;sica mostrou associa&#231;&#227;o inversa com a preval&#234;ncia de HAS (OR = 0,45). Em estudos realizados no Brasil, que inclu&#237;ram investiga&#231;&#227;o sobre atividade f&#237;sica<sup>7,10,27</sup>, foram utilizadas defini&#231;&#245;es diferentes, mas estes forneceram resultados semelhantes.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; medida da circunfer&#234;ncia da cintura, o grupo de pessoas com medida n&#227;o ideal (homens &gt; 102 cm e mulheres &gt; 88 cm) da circunfer&#234;ncia da cintura exibiu o triplo de chances de ser hipertenso, quando comparado ao grupo com medida ideal (OR = 3,05). As IV Diretrizes de Hipertens&#227;o Arterial Sist&#234;mica<sup>1</sup> preconizam que todos os hipertensos com excesso de peso sejam inclu&#237;dos em programas de redu&#231;&#227;o de peso, cuja meta &#233; atingir IMC inferior a 25 kg/m<sup>2</sup> e circunfer&#234;ncia da cintura <underline>&lt;</underline> 102 cm (homens) e <underline>&lt;</underline> 88 cm (mulheres).</p>
    <p>Neste estudo encontrou-se associa&#231;&#227;o positiva entre HAS e idade: nas mulheres, as m&#233;dias de PAS aumentaram continuamente com o aumento da idade; nos homens, esse aumento ocorreu por toda a faixa de 18 a 64 anos, declinando ap&#243;s esta idade. As m&#233;dias de PAD aumentaram em ambos os sexos at&#233; os 54 anos; ap&#243;s esta idade mantiveram-se est&#225;veis no sexo feminino e diminu&#237;ram nos homens. Contudo, as m&#233;dias de PAS e PAD mantiveram-se menores no sexo feminino em rela&#231;&#227;o ao masculino, com exce&#231;&#227;o do estrato et&#225;rio <underline>&gt;</underline> 65 anos. A associa&#231;&#227;o positiva entre idade e HAS &#233; bem conhecida na literatura<sup>1,16,28,29</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; pergunta sobre o uso de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, suspeita-se que possa ter ocorrido vi&#233;s de resposta. Mais da metade (54,5%) dos indiv&#237;duos que diziam fazer uso da medica&#231;&#227;o em hor&#225;rios e doses certas encontravam-se hipertensos. Como as entrevistas foram realizadas na pr&#243;pria unidade b&#225;sica de sa&#250;de, e sendo os entrevistadores os pr&#243;prios funcion&#225;rios das unidades, os entrevistados podem ter sentido receio em dizer que n&#227;o faziam uso adequado da medica&#231;&#227;o e, como conseq&#252;&#234;ncia, serem descadastrados do PSF e/ou ainda perder o acesso &#224; distribui&#231;&#227;o gratuita dos medicamentos. Lessa e Fonseca<sup>30</sup> em estudo realizado com indiv&#237;duos pertencentes a estratos sociais menos favorecidos de Salvador, relatam que a assiduidade &#224;s consultas n&#227;o parece ser fator importante no controle da HAS, mas a distribui&#231;&#227;o gratuita de medicamentos, sim. Al&#233;m disso, encontrou-se entre os que aderem ao tratamento baixo percentual de pacientes controlados.</p>
    <p>Em Formiga, dentre as pessoas com PA n&#227;o controlada, 85,3% tinham conhecimento pr&#233;vio de serem hipertensas. Em estudos realizados no Brasil, cifras semelhantes foram encontradas por Freitas e cols.<sup>31</sup> em Catanduva, SP, (77,0% em 1998). Em Formiga, dentre aqueles com conhecimento pr&#233;vio de HAS, 67,3% declararam fazer uso regular de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, cifra consideravelmente elevada em rela&#231;&#227;o &#224;s obtidas em Pelotas, RS, (32,0%) por Piccini e cols.<sup>7 </sup>em 1992, e em Piracicaba, SP, (10,0%) por Ayres<sup>27</sup> em 1988.</p>
    <p>Apesar de a cifra de HAS encontrada na cidade de Formiga, MG (32,7%) ser alta em rela&#231;&#227;o a trabalhos regionais j&#225; publicados<sup>10</sup>, a utiliza&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o matriculada no PSF apresentou caracter&#237;sticas socioecon&#244;micas e demogr&#225;ficas semelhantes &#224;s descritas em outros estudos que utilizaram a popula&#231;&#227;o geral<sup>5,7,25</sup>. </p>
    <p>Concluindo, a preval&#234;ncia de HAS em Formiga representa um grave problema de sa&#250;de p&#250;blica e os servi&#231;os de sa&#250;de locais devem dar aten&#231;&#227;o especial a essa doen&#231;a, com &#234;nfase em a&#231;&#245;es de detec&#231;&#227;o e controle dos casos. Em rela&#231;&#227;o &#224;s campanhas e aos grupos de apoio ao hipertenso, &#233; necess&#225;rio enfatizar a import&#226;ncia da ader&#234;ncia ao tratamento medicamentoso e &#224;s consultas de acompanhamento, al&#233;m de incentivar programas que promovam a pr&#225;tica de atividades f&#237;sicas e o controle do peso.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Luiz Francisco Marcopito </p>
        <p> Rua Borges Lagoa, 1.341 </p>
        <p> 04038-034 &#150; S&#227;o Paulo, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="marcopito@medprev.epm.br">marcopito@medprev.epm.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 15/02/06; revisado recebido em 17/04/06; aceito em 9/05/06.</p>
  </body>
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        <article-title xml:lang="en">Hypertension prevalence in the city of Formiga, MG, Brazil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVES: To estimate hypertension prevalence and identify associated socioeconomic, demographic, and anthropometric variables. METHODS: A cross-sectional study with probability sampling. Target population: people &gt; 18 years of age living in the urban area of Formiga, Minas Gerais state, and registered with the Family Health Program (Programa Sa&#250;de da Fam&#237;lia - PSF), which covers 94% of the population. Two hundred and eighty-five subjects (131 men and 154 women) were enrolled in the study. Criteria for the diagnosis of hypertension were the following: systolic blood pressure &gt; 140 mmHg and/or diastolic blood pressure &gt; 90 mmHg, or current use of antihypertensive medication. A standard questionnaire was used to collect socioeconomic and demographic data, as well as information on alcohol consumption, smoking, and physical activity level. RESULTS: Overall prevalence of hypertension in the target population was estimated at 32.7% (95% CI): 28.2-37.2), 31.7% in men and 33.6% in women. Among subjects with prescribed antihypertensive drugs, 66% reported taking their medication regularly. Hypertension prevalence increased steadily with increasing age (OR = 1.07; 95% CI: 1.05-1.10) and was positively associated with waist circumference (OR = 3.05; 95% CI: 1.49-6.22) and negatively associated with the level of physical activity (OR = 0.45; 95% CI: 0.25-0.82). CONCLUSION: Hypertension prevalence was very high in the adult population registered with the PSF in Formiga, representing a major public health problem. Intervention programs that boost physical activity, promote compliance with drug treatment, and focus on hypertensive subjects unaware of their condition are needed.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Hypertension</kwd>
        <kwd>Hypertension</kwd>
        <kwd>prevalence</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
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      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p> Hypertension prevalence in the city of Formiga, MG (Brazil)</p>
      <p>
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      </p>
      <p> Universidade Federal de S&#227;o Paulo - UNIFESP - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Correspondence</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVES:</bold> To estimate hypertension prevalence and identify associated socioeconomic, demographic, and anthropometric variables.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A cross-sectional study with probability sampling. Target population: people <underline>&gt;</underline> 18 years of age living in the urban area of Formiga, Minas Gerais state, and registered with the Family Health Program (Programa Sa&#250;de da Fam&#237;lia - PSF), which covers 94% of the population. Two hundred and eighty-five subjects (131 men and 154 women) were enrolled in the study. Criteria for the diagnosis of hypertension were the following: systolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 140 mmHg and/or diastolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 90 mmHg, or current use of antihypertensive medication. A standard questionnaire was used to collect socioeconomic and demographic data, as well as information on alcohol consumption, smoking, and physical activity level. Using appropriate techniques, trained interviewers with at least one year of experience in health care collected data and performed pertinent measurements (blood pressure, heart rate, plus waist and arm circumference).</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Overall prevalence of hypertension in the target population was estimated at 32.7% (95% CI): 28.2-37.2), 31.7% in men and 33.6% in women. Among subjects with prescribed antihypertensive drugs, 66% reported taking their medication regularly. Hypertension prevalence increased steadily with increasing age (OR = 1.07; 95% CI: 1.05-1.10) and was positively associated with waist circumference (OR = 3.05; 95% CI: 1.49-6.22) and negatively associated with the level of physical activity (OR = 0.45; 95% CI: 0.25-0.82).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Hypertension prevalence was very high in the adult population registered with the PSF in Formiga, representing a major public health problem. Intervention programs that boost physical activity, promote compliance with drug treatment, and focus on hypertensive subjects unaware of their condition are needed.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Hypertension, prevalence, epidemiology</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Hypertension compromises vital organs, and is considered a major public health problem and the most important risk factor for cardiovascular diseases<sup>1,2</sup>. Studies<sup>3-5</sup> show that a large part of hypertensive subjects are unaware of their condition, and that approximately 70% of those who are, do not have their blood pressure under control. </p>
      <p>A number of studies about hypertension prevalence and associated factors have been published in the medical literature throughout the world. In Brazil, a nationwide study<sup>6</sup> on cardiovascular risk factors is currently under way, but most investigations are restricted to communities<sup>4-7</sup>, workers<sup>8</sup> or Brazilian states<sup>9</sup>. In Minas Gerais (MG), few studies<sup>10 </sup>have been conducted, and the risk profile of people living in the urban areas of small towns is still unknown. Until 2003, the Formiga Health Department worked with a hypertension prevalence estimate of 11% among its adult population<sup>11</sup>.</p>
      <p>This study was designed to estimate hypertension prevalence in the adult population of Formiga registered with the Family Health Program (which covers 94% of the population), identify known risk factors associated with hypertension, and determine hypertension awareness and adherence to drug therapy, when applicable.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>Formiga lies in the midwestern region of Minas Gerais state, covers an area of 1404 km<sup>2</sup> and, in 2000, had 62,907 inhabitants<sup>12</sup>. Of these, 11.6% lived in the rural area. The percentage of people age <underline>&gt;</underline> 60 was 10.7%, very similar to that of the capital, Belo Horizonte, which had 9.2% in the same year.</p>
      <p>From 2000 to 2002, circulatory system diseases were the leading cause of death in Formiga, and the primary cause of non-obstetric admissions in the Public Health System (SUS) from 2000 to 2003, outranking respiratory and digestive system diseases<sup>13</sup>. </p>
      <p>In 2004, when this survey was conducted, the municipality had two hospitals, with a total of 139 beds, and 17 Family Health Program (PSF) teams. PFS coverage is wide, as it has approximately 94% of the population in its registers. Once data contained in the registration forms were validated, they were used to obtain the study sample. The target population was all subjects <underline>&gt;</underline> 18 years of age living in the urban area of the municipality that had been registered with the PSF in October 2003, which corresponded to 38,699 subjects. After stratification by PSF unit, gender, and age, a systematic random sampling was done. </p>
      <p>Inclusion criteria were subjects <underline>&gt;</underline> 18 years of age living in the urban area of Formiga and registered with the PSF. Subjects who were not found at home after three attempts at different times were excluded, as were those with physical and/or mental limitations that would preclude interview and those who did not attend the rescheduled interviews twice. In case of change of address, the subject was replaced by another one previously determined during sampling.</p>
      <p>Thirteen interviewers were selected, all of them PSF nursing assistants with at least one year of experience in the field. They were selected according to their availability and familiarity with the population seen at the health centers. The aim was to facilitate compliance with the study, since they were well known in the community. </p>
      <p>To prevent any bias in blood pressure (BP) readings, such as preference for digits 0 and 5 or deeply-ingrained habits, duly calibrated digital devices (Omrom&#174; HEM 705-CP) were used. These devices are recommended by the British Hypertension Society and the American Association for the Advancement of Medical Instrumentation<sup>14</sup>.</p>
      <p>Before beginning data collection, interviewers were given an eight-hour course by a physician to update their knowledge of hypertension and standardize blood pressure measurement. Another two hours were spent in audiovisual presentations and clarification of any doubts. The interviewers were also instructed on some details about questionnaire administration and BP readings. Standard-size cuffs (12-cm) were used. Because of this, BP values were adjusted for arm circumference<sup>15</sup>, in order to further validate measurements. </p>
      <p>The respondent was invited to go to the basic health unit of his/her neighborhood so that, in a quiet and ventilated environment, their BP could be measured twice, at the beginning and at the end of the interview; the mean value of the two measurements was used for the analysis. Respondents were classified as hypertensive according to criteria proposed by the WHO<sup>16</sup> and VII Joint National Comittee<sup>17</sup>, in which hypertension is defined as systolic blood pressure (SBP) <underline>&gt;</underline> 140 mmHg and/or diastolic blood pressure (DBP) <underline>&gt;</underline> 90 mmHg, or current treatment with antihypertensive drugs. </p>
      <p>Before commencing field work, a pilot test was performed in a 10% subsample, to detect potential problems with the research tool. After being informed about their measurements, all respondents signed an informed consent; patients with hypertension were referred for clinical follow-up. This study was approved by the Research Ethics Committee of the S&#227;o Paulo Federal University.</p>
      <p>In addition to PA reading or the presence of hypertension (dependent variables), the following (independent variables) were of interest to the study: gender, age (in completed years, continuous or in categories), marital life (with or without), skin color (white or black/dark), schooling (lower or <underline>&gt;</underline> elementary school), work (salaried or unsalaried and retired/pensioner); family income (<underline>&lt;</underline> two or &gt; two minimum wage), smoking (yes or no), weekly alcohol intake (&lt; 30 mL or <underline>&gt;</underline> 30 mL), level of physical activity according to the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), short version, proposed by the WHO<sup>18</sup>, and waist circumference (optimal: <underline>&lt;</underline> 102 cm for men and <underline>&lt;</underline> 88 cm for women). Previous knowledge of hypertension diagnosed by a physician and use of prescribed antihypertensive drugs were also evaluated. </p>
      <p>Data were collected from April to July 2004 (14 weeks). Statistical analyses were performed using STATA<sup>TM</sup>7.0 and Excel<sup>&#174;</sup> 97 software.</p>
      <p>Hypertension prevalence by gender was corrected for the respective age structures of the population so that it could be estimated for each gender. To eliminate the age problem when comparing genders, adjustment was made for the age structure of the whole population. Ninety-five per cent confidence intervals (95% CI) were calculated using Cochran&#146;s technique<sup>19</sup> for finite populations. In the logistic regression analysis, a univariate analysis was first performed, and those with p <underline>&lt;</underline> 0.25 were selected for multivariate analysis. Association measurements are shown in OR (odds ratio) with their respective 95% confidence intervals. A p value &lt; 0.050 was set as criterion for rejection of the null hypothesis.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Sample composition by gender and age bracket was very similar to that of the population registered in the PSF and also to the population living in the urban area of Formiga (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>). Of the 334 subjects randomly selected (155 men and 179 women) to compose the sample, 285 were interviewed, a loss of 14.7%. The number of losses was similar for both genders.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0334-00013-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>As for sample composition according to the characteristics of interest, 54.7% of the respondents had a marital life, a large share of the participants were white (82%) and had very little schooling (48.8% had not finished elementary school). With respect to work, 51.3% had paying jobs, but family income of 40% was equal to or lower than two minimum wages. In the study sample, 22.8% were smokers and 27.1% drank <underline>&gt;</underline> 30 mL of alcohol per week. </p>
      <p>As for physical activity, women were found to be more active than men, the latter being nearly twice as likely to be sedentary: 16.8% versus 9.1% (p = 0.051). Mean waist circumference in men (86.6 cm) was greater than that of women (81.6 cm) (p = 0.002).</p>
      <p>Overall prevalence of hypertension in each gender was 33.6% in men and 35.1% in women (<xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref>). These prevalences, adjusted for the respective age structures of the population for each gender, resulted in 31.7% in men (95% CI): 24.7-38.6%) and 33.6% in women (95% CI: 27.8-39.6%). The difference found between adjusted prevalences, male and female, is almost entirely explained by the difference in age composition of both genders, because age adjustment produced rates of 32.5% (95% CI: 25.5-39.6%) and 32.6% (95% CI: 26.9-38.3%), respectively.</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0334-00013-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Based on the p <underline>&lt;</underline> 0.25 criterion, the following characteristics were selected for multivariate logistic regression analysis: age, marital status, schooling, paid work, family income, smoking, physical activity level, and waist circumference (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>). Of these eight variables, age, level of physical activity, and waist circumference were retained in the final model. The final model with OR (<xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table 4</xref>) was adequate according to the goodness-of-fit test (p = 0.556). </p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0334-00013-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0334-00013-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Approximately 16% of the subjects who were unaware of their hypertension had high blood pressure levels, and among those who declared themselves hypertensive, 85.3% did not have their BP under control (<xref ref-type="table" rid="tab05-body2">Table 5</xref>). Of the 75 subjects previously diagnosed with hypertension, 66 (88%) had been prescribed medication, 44 (66.7%) of whom took their medication regularly, although more than half of them had elevated blood pressure at the time.</p>
      <table-wrap id="tab05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0334-00013-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Prescription of antihypertensive drugs varied widely: combined diuretic and sympatholytic therapy was the most frequently prescribed (18.7%), followed by angiotensin-converting enzyme inhibitors &#150; ACE (14.7%) alone, sympatholytic agents alone (13.3%), and diuretics plus ACE inhibitors (12.0%).</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The fact that the PSF covers 94% of Formiga&#146;s population made sample selection easier, because there is already a list of households and residents, thus avoiding the expensive and time-consuming process of visiting census tracts, listing households, and identifying residents, factors common in population studies. It is likely, however, that the PSF does not encompass the well-off local families, that may prefer private health care. Quantitatively, the number of losses (14.7%) was within that expected, but qualitatively it could not be assessed. In regard to losses due to PSF geographical location, these were similar for those residing in the outskirts and in the central area of the city.</p>
      <p>As for obesity, measurement of the body mass index (BMI) would have made the information derived from this study comparable to that of several studies using this index<sup>3,21,22</sup>; however, there were no financial resources to purchase portable weighing scales. Therefore, waist circumference was used, because in addition to being inexpensive and easy to obtain, it is a known risk factor for circulatory system diseases and diabetes mellitus<sup>23</sup>. </p>
      <p>In the present study, 31.2% of the women had waist circumference above that expected, compared with 9.2% of men, but the inverse situation was reported by Gus et al<sup>24</sup>, in a study carried out in 1998, in Porto Alegre. </p>
      <p>Age-adjusted prevalence of hypertension for each gender showed that in the adult male population (age <underline>&gt;</underline> 18) registered with the PSF, there must be 31.7% of hypertensives and in the female population, 33.6%. Overall prevalence in the target population should be 32.7%. This percentage is higher than the 24.8% found by Barreto et al., in a study conducted in 1997 in Bambui<sup>10</sup>, a city near Formiga, and much higher than that estimated by Formiga Health Department (11%)<sup>11</sup>.</p>
      <p>Studies involving residents of urban areas, using the same hypertension criterion as this study (systolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 140 mmHg and/or diastolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 90 mmHg, or current treatment with antihypertensive drugs), also revealed lower percentages compared with Formiga&#146;s: Porto Alegre<sup>3</sup>, 29.8% (in 1991) and Ilha do Governador<sup>26</sup>, RJ, 24.9% (in 1991-92). By the older WHO criteria (SBP &gt; 160 mmHg and/or DBP &gt; 90 mmHg, or use of antihypertensive medication), hypertension prevalence in some localities in Brazil was the following: Passo Fundo<sup>21</sup>, RS, 21.9% (in 1995), Pelotas<sup>7</sup>, RS, 19.8% (in 1992), and Araquara<sup>25</sup>, SP, 28.3% (in 1987). In Formiga, prevalence of hypertension was slightly higher in women (which may be explained by the population&#146;s age composition), similar to that of Bambu&#237;<sup>10</sup>, MG.</p>
      <p>In the present study, physical activity showed an inverse association with hypertension prevalence (OR = 0.45).Other Brazilian studies including investigation on physical activity<sup>7,10,27</sup> reported similar results, even though different definitions were used.</p>
      <p>With regard to waist circumference, the group of people with less-than-optimal measurement (men &gt; 102 cm and women &gt; 88 cm) was three time as likely to having hypertension, as compared to the group with optimal measurement (OR = 3.05).The IV Brazilian Guidelines for Arterial Hypertension<sup>1 </sup>recommend that all hypertensive patients with overweight be included in weight reduction programs focused on attaining a BMI lower less than 25 kg/m<sup>2</sup> and waist circumference <underline>&lt;</underline> 102 cm (men) and <underline>&lt;</underline> 88 cm (women).</p>
      <p>In this study there was a positive association between hypertension and age: in women, mean SBP increased progressively with increasing age; in men, this increase occurred throughout the entire age group, from 18 to 64, decreasing at older ages. Mean DBP increased in both genders up to 54 years; beyond this age it kept stable in women and declined in men. However, mean SBP and DPB were lower among the females than among the males, except in the <underline>&gt;</underline>65 age group. The positive association between age and hypertension is well known in the literature<sup>1,16,28,29</sup>. </p>
      <p>Concerning the question about the use of antihypertensive drugs, it is suspected that there may have been response bias. More than half (54.5%) of subjects that reported taking medication at the right times and dosages had high blood pressure. As the interviews were conducted in the basic health unit, and as the interviewers were the employees of these units, respondents may have been afraid of saying that they did not take their medication properly and, as a result, lose their registration with the PSF and/or their access to distribution of free medicine. Lessa and Fonseca<sup>30</sup>, in a study with subjects belonging to lower social strata in Salvador, said that frequent visits to the clinic do not seem to be regarded as an important factor in controlling hypertension, but distribution of free medicine is. Moreover, among those who adhere to treatment, the percentage of controlled patients was low.</p>
      <p>In Formiga, 85.3% of the patients with uncontrolled BP had previous knowledge of their hypertensive condition. In studies carried out in Brazil, similar rates were found by Freitas et al. in Catanduva, SP, (77.0% in 1998). In Formiga, 67.3% of the patients with known hypertension reported taking hypertensive medication regularly, a considerably high rate compared with that found in Pelotas, RS, (32.0%) by Piccini et al.<sup>7 </sup>in 1992 and in Piracicaba, SP, (10.0%) by Ayres<sup>27</sup> in 1988.</p>
      <p>Although the hypertension prevalence found in Formiga MG (32.7%) was high compared with that reported by regional studies already published<sup>10</sup>, the socioeconomic and demographic characteristics of the population registered with the PSF was similar to those described in other studies using the general population<sup>5,7,25</sup>.</p>
      <p>In conclusion, hypertension prevalence in Formiga is a major public health problem, and local health care services should pay special attention to this disease and emphasize detection and control measures. With respect to educational campaigns and support groups for the hypertensive, it is necessary to underscore the importance of adherence to drug treatment and follow-up visits, in addition to encouraging the institution of programs that promote physical activity and weight control.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondence:</bold>
          </label>
          <p> Luiz Francisco Marcopito</p>
          <p> Rua Borges Lagoa, 1.341</p>
          <p> 04038-034 &#150; S&#227;o Paulo, SP</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="marcopito@medprev.epm.br">marcopito@medprev.epm.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Manuscript received February 15, 2006; revised manuscript received April 17, 2006; accepted May 9, 2006</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
