<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">M6f3h95nFvJtx695dC8kqWz</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2007000300010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(07)08800310</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2007000300010</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima em idosas brasileiras: uma compara&#231;&#227;o entre valores medidos e previstos</article-title>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
      <volume>88</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>314</fpage>
      <lpage>320</lpage>
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          <day>10</day>
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          <year>2006</year>
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          <day>19</day>
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          <day>28</day>
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          <year>2006</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: O presente estudo objetivou comparar os valores de freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima (FCm&#225;x) medidos durante um teste de esfor&#231;o progressivo (TEP), com os obtidos atrav&#233;s de equa&#231;&#245;es de predi&#231;&#227;o, em idosas brasileiras. M&#201;TODOS: Um TEP m&#225;ximo sob o protocolo modificado de Bruce, realizado em esteira, foi utilizado para obten&#231;&#227;o dos valores de refer&#234;ncia da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima (FCm&#225;x), em 93 mulheres idosas (67,1&#177;5,16 anos). Os valores obtidos foram comparados aos estimados pelas equa&#231;&#245;es "220 - idade" e a de Tanaka e cols., atrav&#233;s da ANOVA, para amostras repetidas. A correla&#231;&#227;o e a concord&#226;ncia entre os valores medidos e os estimados foram testadas. Adicionalmente, a correla&#231;&#227;o entre os valores de FCm&#225;x medidos e a idade das volunt&#225;rias foi examinada. RESULTADOS: Os resultados foram os seguintes: 1) a m&#233;dia da FCm&#225;x atingida no TEP foi de 145,5&#177;12,5 batimentos por minuto (bpm); 2) as equa&#231;&#245;es "220 - idade" e a de Tanaka e cols. (2001) superestimaram significativamente (p &lt; 0,001) a FCm&#225;x por uma diferen&#231;a m&#233;dia de 7,4 e 15,5 bpm, respectivamente; 3) a idade se relacionou significativamente (p &lt; 0,001) e inversamente com a FCm&#225;x medida. CONCLUS&#195;O: Baseado nesses resultados, pode-se concluir que ambas as equa&#231;&#245;es de predi&#231;&#227;o da FCm&#225;x superestimam significativamente os valores obtidos durante um TEP m&#225;ximo em brasileiras idosas, fato que pode ter implica&#231;&#245;es relevantes ao se prescrever intensidade de exerc&#237;cios para essa popula&#231;&#227;o. Foi tamb&#233;m observado que a FCm&#225;x relacionou-se inversamente com a idade das volunt&#225;rias, sugerindo que a reserva cronotr&#243;pica continua a declinar ap&#243;s os 60 anos de idade.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>teste de esfor&#231;o</kwd>
        <kwd>mulheres</kwd>
        <kwd>idoso</kwd>
        <kwd>esfor&#231;o f&#237;sico</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>21</day>
        <month>05</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima em idosas brasileiras: uma compara&#231;&#227;o entre valores medidos e previstos</p>
    <p>
      <bold>Valter Abrantes Pereira da Silva; Martim Bottaro; Marco Aur&#233;lio Justino; Maur&#237;cio Maltez Ribeiro; Ricardo Moreno Lima; Ricardo Jac&#243; de Oliveira</bold>
    </p>
    <p> Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia, Departamento de Endocrinologia, Universidade de S&#227;o Paulo &#150; Bras&#237;lia, DF &#150; S&#227;o Paulo, SP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> O presente estudo objetivou comparar os valores de freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima (FCm&#225;x) medidos durante um teste de esfor&#231;o progressivo (TEP), com os obtidos atrav&#233;s de equa&#231;&#245;es de predi&#231;&#227;o, em idosas brasileiras. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Um TEP m&#225;ximo sob o protocolo modificado de Bruce, realizado em esteira, foi utilizado para obten&#231;&#227;o dos valores de refer&#234;ncia da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima (FCm&#225;x), em 93 mulheres idosas (67,1&#177;5,16 anos). Os valores obtidos foram comparados aos estimados pelas equa&#231;&#245;es "220 &#150; idade" e a de Tanaka e cols., atrav&#233;s da ANOVA, para amostras repetidas. A correla&#231;&#227;o e a concord&#226;ncia entre os valores medidos e os estimados foram testadas. Adicionalmente, a correla&#231;&#227;o entre os valores de FCm&#225;x medidos e a idade das volunt&#225;rias foi examinada. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Os resultados foram os seguintes: 1) a m&#233;dia da FCm&#225;x atingida no TEP foi de 145,5&#177;12,5 batimentos por minuto (bpm); 2) as equa&#231;&#245;es "220 &#150; idade" e a de Tanaka e cols. (2001) superestimaram significativamente (p &lt; 0,001) a FCm&#225;x por uma diferen&#231;a m&#233;dia de 7,4 e 15,5 bpm, respectivamente; 3) a idade se relacionou significativamente (p &lt; 0,001) e inversamente com a FCm&#225;x medida. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Baseado nesses resultados, pode-se concluir que ambas as equa&#231;&#245;es de predi&#231;&#227;o da FCm&#225;x superestimam significativamente os valores obtidos durante um TEP m&#225;ximo em brasileiras idosas, fato que pode ter implica&#231;&#245;es relevantes ao se prescrever intensidade de exerc&#237;cios para essa popula&#231;&#227;o. Foi tamb&#233;m observado que a FCm&#225;x relacionou-se inversamente com a idade das volunt&#225;rias, sugerindo que a reserva cronotr&#243;pica continua a declinar ap&#243;s os 60 anos de idade.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca, teste de esfor&#231;o, mulheres, idoso, esfor&#231;o f&#237;sico.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca &#233; uma vari&#225;vel mensurada de forma f&#225;cil e n&#227;o-invasiva, tornando ampla sua utiliza&#231;&#227;o para avaliar respostas cardiovasculares ante o exerc&#237;cio e sua recupera&#231;&#227;o, o estresse, bem como para estudar reatividade simpato-adrenal durante testes cognitivos<sup>1</sup>. Durante o exerc&#237;cio de intensidade incremental, os valores de freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca (FC) aumentam progressivamente e de forma proporcional ao trabalho que est&#225; sendo realizado<sup>2</sup>, at&#233; ser atingido um valor m&#225;ximo, o qual n&#227;o pode ser superado a despeito de aumentos subseq&#252;entes na carga do exerc&#237;cio. Esse ponto &#233; denominado freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima (FCm&#225;x) e &#233; usualmente considerado o limite superior do sistema cardiovascular central<sup>3</sup>.</p>
    <p>A FCm&#225;x &#233; uma importante vari&#225;vel fisiol&#243;gica utilizada como um dos crit&#233;rios para se verificar o esfor&#231;o m&#225;ximo durante um teste ergom&#233;trico progressivo<sup>4</sup> (TEP). Adicionalmente, a citada vari&#225;vel &#233; provavelmente a mensura&#231;&#227;o de maior utiliza&#231;&#227;o como base para se prescrever intensidades em programas de exerc&#237;cios f&#237;sicos, sendo geralmente expressa em porcentual da m&#225;xima ou da freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca de reserva (FCm&#225;x &#150; FC de repouso<sup>3,5</sup>). Embora a reserva cronotr&#243;pica seja notadamente influenciada pela idade, relacionando-se inversamente, outros fatores tamb&#233;m interferem nessa vari&#225;vel, como tipo de erg&#244;metro utilizado, FC de repouso, tabagismo, g&#234;nero do avaliado e composi&#231;&#227;o corporal<sup>6,7,8</sup>. </p>
    <p>Em adendo, o uso de medicamentos com a&#231;&#227;o cronotr&#243;pica negativa, especialmente os betabloqueadores, interfere significativamente na FCm&#225;x medida em jovens<sup>9,10</sup> e em idosos<sup>11</sup>. A influencia dessas vari&#225;veis dificulta uma abordagem precisa para estimar a FCm&#225;x, o que pode ter implica&#231;&#245;es ao se prescrever exerc&#237;cios baseado em valores preditos para idade, especialmente para indiv&#237;duos idosos, os quais apresentam maior preval&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares.</p>
    <p>A equa&#231;&#227;o de predi&#231;&#227;o "220 &#150; idade" &#233; provavelmente o m&#233;todo mais comumente utilizado para estimar a FCm&#225;x e os relatos originais propondo-a parecem ter sido de Fox e cols<sup>12</sup>. Essa equa&#231;&#227;o tem sido extensamente utilizada em idosos brasileiros, embora sua precis&#227;o e aplicabilidade necessitem de futuros estudos envolvendo uma amostra dessa popula&#231;&#227;o. Mais recentemente, Tanaka e cols.<sup>13</sup> desenvolveram um outro modelo de regress&#227;o (208 &#150; 0,7 x idade) para estimar a mesma vari&#225;vel, a qual apresenta valores que diferem consideravelmente da equa&#231;&#227;o tradicional. Quando ambas as equa&#231;&#245;es s&#227;o comparadas, observa-se que a tradicional superestima a FCm&#225;x em adultos jovens, se iguala aos valores obtidos pela regress&#227;o de Tanaka em indiv&#237;duos com 40 anos e, a partir dessa idade, subestima os resultados quando comparada &#224; equa&#231;&#227;o "208 &#150; 0,7 x idade". </p>
    <p>Em idosas brasileiras, ambas as equa&#231;&#245;es precisam ser melhor estudadas; portanto, sua aplica&#231;&#227;o tem sido questionada. Nesse sentido, os objetivos do presente estudo foram comparar os valores de freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima (FCm&#225;x) medidos durante um TEP, com os obtidos atrav&#233;s das citadas equa&#231;&#245;es de predi&#231;&#227;o, em idosas brasileiras, e correlacionar a idade das volunt&#225;rias com a FCm&#225;x medida.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p><italic>Amostra - </italic>As participantes do presente estudo foram recrutadas de um projeto social desenvolvido pela Universidade, o qual oferece atividades f&#237;sicas, assist&#234;ncia m&#233;dica e psicol&#243;gica, avalia&#231;&#227;o nutricional e aulas de ingl&#234;s para a comunidade idosa local. Ap&#243;s a triagem inicial, 93 idosas brasileiras aparentemente saud&#225;veis e com idade compreendida entre 60 e 81 anos (idade m&#233;dia 67,12&#177;5,16 anos) foram volunt&#225;rias para participar da presente investiga&#231;&#227;o. Os crit&#233;rios de exclus&#227;o foram os seguintes: 1) contra-indica&#231;&#227;o absoluta ou relativa ao teste ergom&#233;trico; 2) &#237;ndice de massa corporal maior do que 35,0 kg/m2 ou menor do que 20,0 kg/m2; 3) Indiv&#237;duos fazendo uso de betabloqueadores e/ou bloqueadores dos canais de c&#225;lcio; 4) presen&#231;a de altera&#231;&#245;es eletrocardiogr&#225;ficas sugestivas de isquemia do mioc&#225;rdio ou arritmias card&#237;acas importantes durante o exame; 5) indiv&#237;duos que n&#227;o atingiram a fadiga volunt&#225;ria m&#225;xima; 6) fumantes; 7) os que n&#227;o eram brasileiros; e 8) idade menor do que 60 anos. Todas foram submetidas a um TEP com a finalidade de avalia&#231;&#227;o cardiovascular e prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cios f&#237;sicos aer&#243;bios.</p>
    <p>As participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido, o qual continha informa&#231;&#245;es sobre a natureza volunt&#225;ria da amostra, riscos e benef&#237;cios dos procedimentos e o direito de abandonar a pesquisa a qualquer momento. O protocolo adotado na coleta de dados foi aprovado pelo comit&#234; de &#233;tica em pesquisa da Universidade. As caracter&#237;sticas f&#237;sicas, tempo at&#233; a exaust&#227;o e VO<sub>2</sub> m&#225;ximo estimado da amostra estudada, est&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="tab01">tabela 1</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab01">
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    <p><italic>Procedimentos - </italic>Todos os procedimentos foram conduzidos no Laborat&#243;rio de Avalia&#231;&#227;o F&#237;sica e Treinamento (LAFIT) da Universidade. A massa corporal foi mensurada com resolu&#231;&#227;o de 0,1 kg utilizando-se uma balan&#231;a digital (modelo 2006pp TOLEDO, Brasil), ap&#243;s remo&#231;&#227;o dos sapatos e com as volunt&#225;rias vestidas com roupas leves. A estatura foi mensurada com resolu&#231;&#227;o de 0,1 cm, utilizando-se um estadi&#244;metro (CARDIOMED, Brasil) fixado na parede. &#205;ndice de massa corporal (IMC) foi calculado dividindo-se a massa corporal pela estatura ao quadrado (kg/m<sup>2</sup>). A sala de ergometria do laborat&#243;rio &#233; climatizada para que a temperatura seja mantida em torno dos 22&#186;C e apresenta os equipamentos e medica&#231;&#245;es necess&#225;rios para uma eventual situa&#231;&#227;o de emerg&#234;ncia.</p>
    <p>Os valores de refer&#234;ncia da FCm&#225;x para todos os volunt&#225;rios foram mensurados atrav&#233;s de um TEP, o qual foi realizado em uma esteira rolante (modelo Super ATL, Imbramed, Brasil) controlada eletronicamente, sob a supervis&#227;o de um m&#233;dico cardiologista. As participantes do estudo se abstiveram de cafe&#237;na e exerc&#237;cio f&#237;sico por um per&#237;odo de 12 horas e 24 horas, respectivamente, antes da visita ao laborat&#243;rio. Exaust&#227;o volunt&#225;ria foi estabelecida como sendo o crit&#233;rio para finaliza&#231;&#227;o do TEP e encorajamentos verbais foram oferecidos &#224;s volunt&#225;rias durante os instantes finais do exame. A FC foi monitorada continuamente atrav&#233;s de eletrocardiografia (ECG Digital, Micromed, Brasil) obedecendo &#224; seguinte seq&#252;&#234;ncia l&#243;gica: repouso (12 deriva&#231;&#245;es padr&#227;o), durante toda a realiza&#231;&#227;o do esfor&#231;o (tr&#234;s deriva&#231;&#245;es: CM5, D2M e V2M) e seis minutos de recupera&#231;&#227;o, sendo os valores expressos em batimentos por minuto (bpm). A deriva&#231;&#227;o CM5 foi definida como canal de ritmo. </p>
    <p>A determina&#231;&#227;o do valor da FC foi feita, automaticamente, atrav&#233;s do c&#225;lculo da m&#233;dia m&#243;vel dos intervalos R-R dos oito &#250;ltimos complexos, atualizado a cada s&#237;stole. Resumidamente, a FC m&#233;dia dos oito &#250;ltimos batimentos = 1 / (R-R)m x 60, onde (R-R)m &#233; a m&#233;dia dos &#250;ltimos oito intervalos, em segundos. O <italic>software</italic> utilizado para a monitora&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica foi o Ergo PC <italic>for Windows </italic>(Micromed, Brasil), o qual controlou a velocidade e a inclina&#231;&#227;o da esteira atrav&#233;s de interface de comunica&#231;&#227;o com o computador. Ap&#243;s verifica&#231;&#227;o de poss&#237;veis interfer&#234;ncias no tra&#231;ado eletrocardiogr&#225;fico e ocorr&#234;ncia de extra-s&#237;stoles, a FCm&#225;x foi considerada como o maior valor de freq&#252;&#234;ncia card&#237;aca atingido durante o exame. </p>
    <p>O teste foi conduzido de acordo com o protocolo de Bruce modificado (dois est&#225;gios de 2,7 km/h a 0% e 5% seguidos do protocolo de Bruce padr&#227;o), o qual iniciava ap&#243;s anamnese, avalia&#231;&#227;o cardiovascular (ECG e press&#227;o arterial) de repouso e um aquecimento composto por exerc&#237;cios de alongamento e caminhada de um minuto a 1,5 quil&#244;metros por hora. O protocolo &#233; composto por est&#225;gios de tr&#234;s minutos e incrementos de intensidade conforme a <xref ref-type="table" rid="tab02">tabela 2</xref>. Ao final de cada est&#225;gio, a press&#227;o arterial foi mensurada utilizando-se um esfigmoman&#244;metro de coluna de merc&#250;rio, e a percep&#231;&#227;o subjetiva de esfor&#231;o foi monitorada atrav&#233;s de comunica&#231;&#227;o direta, utilizando como instrumento a escala de Borg<sup>14</sup>. Para avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria das volunt&#225;rias, foi feita a estimativa do consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub> m&#225;ximo) relativo ao peso corporal, atrav&#233;s da carga atingida durante o TEP e de acordo com a equa&#231;&#227;o de caminhada proposta pelo Col&#233;gio Americano de Medicina Desportiva<sup>4</sup>, na qual o VO<sub>2</sub> (ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>) = 0,1 x Velocidade (em metros por minuto) + 1,8 x Velocidade x Inclina&#231;&#227;o + 3,5. As participantes foram informadas verbalmente acerca dos procedimentos do TEP, quando foram instru&#237;das a se exercitar at&#233; que n&#227;o mais estivessem aptas a continuar.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Estimativa dos valores de FCm&#225;x - Para identificar os valores previstos de FCm&#225;x foram utilizadas as equa&#231;&#245;es "220 &#150; idade" e "208 &#150; 0.7 x idade"<sup>13</sup>, as quais foram escolhidas pela ampla utiliza&#231;&#227;o e por questionamentos acerca da aplicabilidade. A equa&#231;&#227;o "220 &#150; idade" &#233; geral e erroneamente citada em conex&#227;o &#224; refer&#234;ncia de Karvonen e cols.<sup>6</sup>; entretanto, sua publica&#231;&#227;o original n&#227;o &#233; totalmente conhecida. Essa &#233; provavelmente a estrat&#233;gia mais empregada para predizer a FCm&#225;x, inclusive em estudos envolvendo indiv&#237;duos idosos de ambos os sexos<sup>15-18</sup>.</p>
    <p><italic>Tratamento estat&#237;stico -</italic> Foi utilizada a estat&#237;stica descritiva para todas as vari&#225;veis e os dados foram apresentados como m&#233;dias e desvios-padr&#227;o. Para verificar a normalidade da distribui&#231;&#227;o dos dados foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov. Para testar diferen&#231;as entre o valor de refer&#234;ncia da FCm&#225;x (medido) e os valores preditos atrav&#233;s das duas equa&#231;&#245;es, foi aplicado uma an&#225;lise de vari&#226;ncia (ANOVA) para medidas repetidas. O <italic>post hoc</italic> de Bonferroni foi adotado para identifica&#231;&#227;o de contrastes relevantes entre as m&#233;dias. Para examinar a rela&#231;&#227;o entre os valores de FCm&#225;x previstos pelas duas equa&#231;&#245;es e os efetivamente medidos, foram conduzidas regress&#245;es lineares e adotado o coeficiente de correla&#231;&#227;o de Pearson. A mesma estrat&#233;gia foi adotada para verificar a rela&#231;&#227;o existente entre idade e a m&#225;xima FC medida no TEP. O m&#233;todo de Bland-Altman<sup>19</sup> foi utilizado para avaliar concord&#226;ncia entre os valores medidos e os previstos. O n&#237;vel de signific&#226;ncia adotado no presente estudo foi de p <underline>&lt;</underline> 0,05. O tratamento estat&#237;stico foi realizado atrav&#233;s dos <italic>softwares</italic> SPSS PC for <italic>Windows</italic> vers&#227;o 10.0 e <italic>Microsoft Excel</italic> 2003.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>O TEP foi inicialmente realizado por 144 indiv&#237;duos, mas apenas 93 foram considerados para as analises subseq&#252;entes. As demais volunt&#225;rias foram exclu&#237;das em raz&#227;o dos seguintes motivos: 15 delas tinham menos de 60 anos de idade; quatro apresentaram ind&#237;cios de isquemia do mioc&#225;rdio; duas, hiper-reatividade press&#243;rica (Press&#227;o Arterial Sist&#243;lica &gt; 220 mmHg); e uma, arritmia ventricular complexa durante a realiza&#231;&#227;o do esfor&#231;o. Nove outras volunt&#225;rias estavam fazendo uso de betabloqueadores e uma referiu dor tor&#225;cica durante o exame. Quatro apresentaram IMC &lt; 20 kg/m<sup>2</sup>, e 15 delas, IMC &gt; 35 kg/m<sup>2</sup>. A an&#225;lise explorat&#243;ria dos dados revelou que todas as vari&#225;veis demonstraram uma distribui&#231;&#227;o normal e nenhum <italic>outlier</italic> foi detectado (z-scores &lt; &#177; 3.0). Dessa forma, todas as 93 volunt&#225;rias foram inclu&#237;das nas analises subseq&#252;entes. Todos os testes considerados para o estudo foram interrompidos em raz&#227;o da exaust&#227;o, e n&#227;o foram observadas complica&#231;&#245;es durante a realiza&#231;&#227;o do esfor&#231;o ou fase de recupera&#231;&#227;o.</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab03">tabela 3</xref> apresenta os valores m&#233;dios e desvios-padr&#227;o da FC de repouso, bem como a m&#225;xima medida ao final do TEP. S&#227;o tamb&#233;m apresentados na tabela os valores de FCm&#225;x obtidos atrav&#233;s das equa&#231;&#245;es de predi&#231;&#227;o.</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os resultados de compara&#231;&#227;o entre os valores medidos no TEP com os das equa&#231;&#245;es de predi&#231;&#227;o s&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="tab04">tabela 4</xref>. Foi observado que as equa&#231;&#245;es "220 &#150; idade" e a de Tanaka e cols.<sup>13</sup> superestimaram significativamente (p &lt; 0,001) a FCm&#225;x (medida) das mulheres idosas por uma diferen&#231;a m&#233;dia de 7,4 bpm e 15,5 bpm, respectivamente. A FC atingida no momento da exaust&#227;o foi, em m&#233;dia, 95,2&#177;7,5% da m&#225;xima prevista pela equa&#231;&#227;o "220 &#150; idade". Ademais, foi evidenciado que os valores obtidos com a equa&#231;&#227;o "208 &#150; 0,7 x idade"<sup>13</sup> superestimaram a FCm&#225;x, de forma estatisticamente significativa (p &lt; 0,001), quando comparado aos resultados da equa&#231;&#227;o "220 &#150; idade", apresentando uma diferen&#231;a m&#233;dia de 8,1 bpm. A rela&#231;&#227;o e a concord&#226;ncia entre os valores medidos e os estimados s&#227;o apresentadas nas <xref ref-type="fig" rid="fig01">figuras 1</xref> e <xref ref-type="fig" rid="fig02">2</xref>. Os coeficientes de correla&#231;&#227;o foram de 0,35 e 0,34 para as equa&#231;&#245;es "220 - idade", e a "208 &#150; 0,7 x idade", respectivamente (p &lt; 0,001).</p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gf01.jpg"/></fig>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gf02.jpg"/></fig>
    <p>A rela&#231;&#227;o entre a idade das volunt&#225;rias com a FC m&#225;xima medida est&#225; ilustrada na <xref ref-type="fig" rid="fig03">figura 3</xref>, e o coeficiente de correla&#231;&#227;o observado foi de &#150; 0,34 (p = 0,0008). Portanto, a idade se relacionou inversamente com a FC no momento da exaust&#227;o.</p>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gf03.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os crit&#233;rios de exclus&#227;o adotados no presente delineamento objetivaram minimizar a interfer&#234;ncia de fatores secund&#225;rios sobre a vari&#225;vel em estudo. Por exemplo, o tipo de erg&#244;metro utilizado, tabagismo, o g&#234;nero do avaliado, o uso de medicamentos com a&#231;&#227;o cronotr&#243;pica negativa (especialmente os betabloqueadores) e a composi&#231;&#227;o corporal afetam significativamente a FCm&#225;x medida<sup>6-8,11</sup>. Nesse sentido, empenho foi demandado para delimitar a amostra, padronizar as condi&#231;&#245;es de realiza&#231;&#227;o dos exames e excluir das an&#225;lises os indiv&#237;duos pass&#237;veis de influ&#234;ncia secund&#225;ria.</p>
    <p>A FC das volunt&#225;rias aumentou de forma progressiva e concomitante ao aumento da intensidade do esfor&#231;o durante o TEP, iniciando com um valor m&#233;dio de 69,1 bpm (repouso) e atingindo uma m&#233;dia de 145,5 bpm no momento da exaust&#227;o. Esse comportamento de FC durante o exerc&#237;cio incremental &#233; bem estabelecido na literatura, tanto em jovens como em idosos<sup>15,16</sup>. Alguns fatores influenciam a eleva&#231;&#227;o da FC durante o exerc&#237;cio f&#237;sico, o que de fato apresenta grande import&#226;ncia para o aumento do d&#233;bito card&#237;aco com a finalidade de atender a demanda de oxig&#234;nio para a musculatura ativa<sup>20</sup>. O exerc&#237;cio induz not&#225;veis adapta&#231;&#245;es auton&#244;micas de forma aguda, as quais influenciam sobremaneira o sistema cardiovascular, incluindo a fun&#231;&#227;o cronotr&#243;pica<sup>21,22</sup>. De acordo com Ara&#250;jo<sup>22</sup>, durante os primeiros segundos de exerc&#237;cio, independentemente da intensidade, o aumento da FC &#233; mediado primordialmente por uma inibi&#231;&#227;o vagal (menor n&#237;vel de ativa&#231;&#227;o parassimp&#225;tica), enquanto uma maior ativa&#231;&#227;o simp&#225;tica no cora&#231;&#227;o assume um papel mais pronunciado nos momentos subseq&#252;entes<sup>21</sup>. Mecano e metaborreceptores musculares, bem como barorreceptores arteriais s&#227;o vias aferentes para o centro de controle cardiovascular localizado no bulbo ventrolateral, e apresentam papel relevante na modula&#231;&#227;o da atividade cronotr&#243;pica card&#237;aca durante o exerc&#237;cio incremental<sup>16</sup>. </p>
    <p>Com base nos resultados encontrados, verificou-se que os valores de FCm&#225;x medidos no TEP foram significativamente inferiores quando comparados aos obtidos atrav&#233;s das equa&#231;&#245;es de predi&#231;&#227;o, apresentando uma diferen&#231;a m&#233;dia de 7,4 bpm e 15,5 bpm para as equa&#231;&#245;es "220 &#150; idade" e Tanaka, respectivamente. O achado pode ter importantes implica&#231;&#245;es ao se prescrever a intensidade de programas de exerc&#237;cios f&#237;sicos voltados para essa popula&#231;&#227;o. Baseado em valores de FCm&#225;x identificados atrav&#233;s das equa&#231;&#245;es, a prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cio pode impor um estresse cardiovascular e metab&#243;lico excessivo. Al&#233;m de auxiliar a identifica&#231;&#227;o de anormalidades cardiovasculares<sup>4</sup>, a import&#226;ncia da realiza&#231;&#227;o de um teste ergom&#233;trico antes de indiv&#237;duos idosos ingressarem em programas de exerc&#237;cios f&#237;sicos &#233; refor&#231;ada com os presentes resultados. </p>
    <p>Em conjunto com o fato de que a FC baseada em testes ergom&#233;tricos convencionais superestima a intensidade de treinamento de jovens<sup>23</sup> e de idosos<sup>24</sup> quando comparados &#224; prescri&#231;&#227;o a partir de testes ergoespirom&#233;tricos, o resultado do presente estudo sugere que a intensidade baseada em equa&#231;&#245;es de predi&#231;&#227;o &#233; ainda mais superestimada; logo, deve ser observada com cautela. Importante conseq&#252;&#234;ncia cl&#237;nica desse achado &#233; o fato de que o duplo produto tende a aumentar desproporcionalmente em intensidades relativas elevadas<sup>25</sup>, aumentando, portanto, o risco de intercorr&#234;ncias cardiovasculares durante as sess&#245;es de exerc&#237;cio f&#237;sico.</p>
    <p>Fazendo uma compara&#231;&#227;o entre os resultados obtidos atrav&#233;s da equa&#231;&#227;o de Tanaka e cols. com os valores identificados pela "220 &#150; idade", foi observado que a primeira superestimou significativamente a FCm&#225;x da amostra. De fato, esses achados foram relatados por Tanaka e cols.<sup>13</sup> no artigo em que a equa&#231;&#227;o utilizada no presente estudo foi proposta. Em indiv&#237;duos com 40 anos de idade, ambas as equa&#231;&#245;es fornecem resultados id&#234;nticos; entretanto, em idades superiores, a equa&#231;&#227;o do Tanaka apresenta estimativa com valores mais altos de FCm&#225;x. Dessa forma, a FCm&#225;x identificada no TEP se aproximou mais da equa&#231;&#227;o tradicional, embora o tratamento estat&#237;stico tenha revelado diferen&#231;a significativa. Utilizando a mesma abordagem de predi&#231;&#227;o, relatos pr&#233;vios apontaram para uma superestimativa da FCm&#225;x medida durante testes ergoespirom&#233;tricos m&#225;ximos realizados por brasileiros jovens<sup>23</sup> e idosos<sup>24</sup>. Nesse sentido, se for lembrado que a f&#243;rmula "220 &#150; idade" apresenta um erro padr&#227;o de 10 a 12 bpm<sup>26</sup> e que a diferen&#231;a m&#233;dia entre a medida e a predita foi de 7,4 bpm, as pacientes do estudo est&#227;o inclu&#237;das nos limites esperados da equa&#231;&#227;o. A quantidade de idosas que tiveram seus valores sub ou superestimados atrav&#233;s da equa&#231;&#227;o "220 &#150; idade" e Tanaka e cols.<sup>13</sup> &#233; mais claramente apresentada nas <xref ref-type="fig" rid="fig01">figuras 1A</xref> e <xref ref-type="fig" rid="fig01">1B</xref>, respectivamente. </p>
    <p>A FC atingida no momento da exaust&#227;o foi, em m&#233;dia, 95,12% da m&#225;xima prevista (220 &#150; idade), achados que s&#227;o similares aos observados para uma amostra de 100 brasileiros idosos submetidos a teste ergom&#233;trico sintoma-limitante, em um estudo conduzido por Vacanti e cols.<sup>17</sup>, no qual a FCm&#225;x observada situou-se em 95,7% da prevista. Wajngarten e cols.<sup>24</sup> avaliaram idosos atrav&#233;s do teste cardiopulmonar realizado em bicicleta ergom&#233;trica e relataram que a FCm&#225;x medida foi, em m&#233;dia, 95% da prevista. Tal resultado &#233; considerado de acordo com o presente estudo, uma vez que Ara&#250;jo e Pinto<sup>27 </sup>demonstraram n&#227;o haver diferen&#231;as significativas de FCm&#225;x medidas em testes de exerc&#237;cio em esteira rolante e em cicloerg&#244;metro de membros inferiores. Os resultados revelaram que a precis&#227;o de ambas as equa&#231;&#245;es foi question&#225;vel, nas brasileiras idosas da presente amostra, corroborando os achados de Kindermann e cols.<sup>28</sup>, os quais postularam que a predi&#231;&#227;o da FCm&#225;x pela idade &#233; apenas um padr&#227;o para estimar o n&#237;vel de intensidade durante o teste ergom&#233;trico, e n&#227;o necessariamente id&#234;ntico aos valores de FC atingidos durante o exerc&#237;cio m&#225;ximo.</p>
    <p>Uma invari&#225;vel conseq&#252;&#234;ncia do processo de envelhecimento &#233; o decl&#237;nio do desempenho cardiovascular, ou seja, o d&#233;bito card&#237;aco, o volume sist&#243;lico, a FCm&#225;x e o consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio sofrem redu&#231;&#227;o<sup>29,30</sup>. De fato, a FCm&#225;x foi demonstrada relacionar-se inversamente com a idade durante um teste ergom&#233;trico em esteira rolante realizado por 95 indiv&#237;duos com idade compreendida entre 19 e 69 anos<sup>15</sup>. Os resultados do presente estudo confirmam essa redu&#231;&#227;o do cronotropismo, j&#225; que uma correla&#231;&#227;o negativa e significante foi observada entre essa vari&#225;vel e a idade das volunt&#225;rias. Os achados demonstram que, mesmo ap&#243;s os 60 anos de idade, a taquicardia induzida pelo esfor&#231;o continua apresentando um progressivo decl&#237;nio. Com o envelhecimento, o controle auton&#244;mico da fun&#231;&#227;o card&#237;aca parece estar deprimido, ocorrendo redu&#231;&#227;o da resposta card&#237;aca &#224; estimula&#231;&#227;o simpatoadren&#233;rgica e conseq&#252;ente diminui&#231;&#227;o da reserva cronotr&#243;pica<sup>30</sup>.</p>
    <p>O menor grau de taquicardia ao esfor&#231;o explica em parte a reduzida capacidade de gerar debito card&#237;aco m&#225;ximo observada nos idosos quando comparados a jovens saud&#225;veis<sup>30</sup>. Esse processo tem como conseq&#252;&#234;ncia uma concomitante redu&#231;&#227;o da capacidade aer&#243;bia m&#225;xima<sup>31</sup>, notada mesmo em idosos que continuam engajados em programas de treinamento de <italic>endurance</italic> intenso e regular<sup>32. </sup>De fato, o consumo m&#225;ximo de oxig&#234;nio estimado m&#233;dio da presente amostra (22,24 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>) se mostrou inferior ao relatado para um grupo de jovens caucasianas e hisp&#226;nicas (34,1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>); entretanto, similar ao apresentado pelas mulheres com idade igual ou superior aos sessenta anos<sup>33</sup> (21,5 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>). De acordo com a classifica&#231;&#227;o de aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria proposta pela American Heart Association<sup>34</sup>, a maioria das participantes do presente estudo enquadra-se como regular, sugerindo que o VO<sub>2</sub> m&#225;ximo estimado n&#227;o se distanciou do que seria esperado para mulheres do mesmo grupo et&#225;rio.</p>
    <p>N&#243;s reconhecemos algumas limita&#231;&#245;es no presente estudo. O TEP foi conduzido utilizando-se a ergometria convencional e n&#227;o um teste de esfor&#231;o cardiopulmonar. As medidas ventilat&#243;rias durante o teste de esfor&#231;o possibilitam o acesso a informa&#231;&#245;es que s&#227;o importantes para assegurar que o avaliado realmente atingiu o ponto de intensidade m&#225;xima e conseq&#252;entemente a FCm&#225;x. A presen&#231;a de um plat&#244; no consumo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub>), a despeito de subseq&#252;entes incrementos na carga de trabalho e uma elevada taxa de troca respirat&#243;ria (R &gt; 1,15), &#233; par&#226;metro identificado durante o teste ergoespirom&#233;trico que, em associa&#231;&#227;o com a sensa&#231;&#227;o subjetiva de esfor&#231;o e vari&#225;veis cardiovasculares, indica que o esfor&#231;o foi realmente m&#225;ximo<sup>35</sup>. Para minimizar a possibilidade de os volunt&#225;rios avaliados n&#227;o terem atingido o esfor&#231;o m&#225;ximo, encorajamentos verbais foram oferecidos nos momentos pr&#243;ximos &#224; exaust&#227;o, e a percep&#231;&#227;o de esfor&#231;o<sup>14</sup> foi sistematicamente monitorada durante o exame. Em contrapartida, os resultados observados apresentam aplica&#231;&#227;o cl&#237;nica importante, uma vez que a grande maioria das cl&#237;nicas cardiol&#243;gicas no Brasil emprega testes ergom&#233;tricos convencionais para avaliar os pacientes, bem como para prescrever intensidades de programas de exerc&#237;cios f&#237;sicos para eles<sup>25,36</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Em s&#237;ntese, os resultados do presente estudo sugerem que, em idosas, as equa&#231;&#245;es de predi&#231;&#227;o da FCm&#225;x "220-idade" e a de Tanaka e cols.<sup>13</sup> apresentam valores significativamente maiores quando comparados aos medidos durante um TEP, devendo ser observados com cautela ao se realizar testes ergom&#233;tricos e prescrever exerc&#237;cios f&#237;sicos para essa popula&#231;&#227;o. Por sua vez, a f&#243;rmula "220 &#150; idade" apresentou valor cl&#237;nico relevante, uma vez que a FC observada esteve dentro dos limites esperados da equa&#231;&#227;o; entretanto, o elevado desvio padr&#227;o limita sua precis&#227;o e avalia&#231;&#227;o da individualidade fisiol&#243;gica. Futuros estudos s&#227;o necess&#225;rios para confirmar esses achados, os quais devem empregar preferencialmente o teste de esfor&#231;o cardiopulmonar. Finalmente, os resultados indicam que a reserva cronotr&#243;pica continua a declinar ap&#243;s os 60 anos de idade.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Ricardo Jac&#243; de Oliveira </p>
        <p> Qs 07, Lote 01, Pr&#233;dio S&#227;o Jo&#227;o Bosco, Sala 119 </p>
        <p> 71996-700 &#150; Taguatinga, DF </p>
        <p> E-Mail: </p>
        <p><email xlink:href="rjaco@ucb.br">rjaco@ucb.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="rjaco@zaz.com.br">rjaco@zaz.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 19/08/06; revisado recebido em 28/9/06; aceito em 10/11/06.</p>
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          <article-title>Limiares metab&#243;licos e ventilat&#243;rios durante o exerc&#237;cio: aspectos fisiol&#243;gicos e metodol&#243;gicos</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1995</year>
          </date>
          <fpage>171</fpage>
          <lpage>81</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>64</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ribeiro</surname>
              <given-names>JP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Maximum heart rate in Brazilian elderly women: comparing measured and predicted values</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: This study sought to compare maximum heart rate (HRmax) values measured during a graded exercise test (GXT) with those calculated from prediction equations in Brazilian elderly women. METHODS: A treadmill maximal graded exercise test in accordance with the modified Bruce protocol was used to obtain reference values for maximum heart rate (HRmax) in 93 elderly women (mean age 67.1 &#177; 5.16). Measured values were compared with those estimated from the "220 - age" and Tanaka et al formulas using repeated-measures ANOVA. Correlation and agreement between measured and estimated values were tested. Also evaluated was the correlation between measured HRmax and volunteers&#8217; age. RESULTS: Results were as follows: 1) mean HRmax reached during GXT was 145.5 &#177; 12,5 beats per minute (bpm); 2) both the "220 - age" and Tanaka et al (2001) equations significantly overestimated (p &lt; 0.001) HRmax by a mean difference of 7.4 and 15.5 bpm, respectively; 3) age was significantly (p &lt; 0,001) and inversely related to measured HRmax. CONCLUSION: Based on these results, it can be concluded that both prediction equations significantly overestimated HRmax measured during maximal GXT in Brazilian elderly women, a finding that may have important implications when prescribing exercise intensity for this population. In addition, HRmax was inversely related to the volunteers&#8217; age, suggesting that the chronotropic reserve continues to decline after age 60.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart rate</kwd>
        <kwd>exercise test</kwd>
        <kwd>women</kwd>
        <kwd>aged</kwd>
        <kwd>exertion</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p> Maximum heart rate in brazilian elderly women: comparing measured and predicted values </p>
      <p>
        <bold>Valter Abrantes Pereira da Silva; Martim Bottaro; Marco Aur&#233;lio Justino; Maur&#237;cio Maltez Ribeiro; Ricardo Moreno Lima; Ricardo Jac&#243; de Oliveira</bold>
      </p>
      <p> Universidade Cat&#243;lica de Bras&#237;lia, Departamento de Endocrinologia, Universidade de S&#227;o Paulo &#150; Bras&#237;lia, DF &#150; S&#227;o Paulo, SP, Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> This study sought to compare maximum heart rate (HRmax) values measured during a graded exercise test (GXT) with those calculated from prediction equations in Brazilian elderly women.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A treadmill maximal graded exercise test in accordance with the modified Bruce protocol was used to obtain reference values for maximum heart rate (HRmax) in 93 elderly women (mean age 67.1 &#177; 5.16). Measured values were compared with those estimated from the "220 - age" and Tanaka et al formulas using repeated-measures ANOVA. Correlation and agreement between measured and estimated values were tested. Also evaluated was the correlation between measured HRmax and volunteers&#146; age.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Results were as follows: 1) mean HRmax reached during GXT was 145.5 &#177; 12,5 beats per minute (bpm); 2) both the "220 - age" and Tanaka et al (2001) equations significantly overestimated (p &lt; 0.001) HRmax by a mean difference of 7.4 and 15.5 bpm, respectively. 3) age was significantly (p &lt; 0,001) and inversely related to measured HRmax.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Based on these results, it can be concluded that both prediction equations significantly overestimated HRmax measured during maximal GXT in Brazilian elderly women, a finding that may have important implications when prescribing exercise intensity for this population. In addition, HRmax was inversely related to the volunteers&#146; age, suggesting that the chronotropic reserve continues to decline after age 60.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Heart rate; exercise test; women; aged; exertion.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Heart rate can be easily and non-invasively measured, which makes it widely used to assess cardiovascular responses to exercise and its recovery from stress, as well as to study sympathoadrenal reactivity during cognitive tests<sup>1</sup>. During a graded exercise test, HR rises progressively and proportionally to the amount of work performed<sup>2</sup>, until a maximum value is reached that cannot be surpassed despite subsequent increases in workload. This point is called maximum heart rate (HRmax), and is usually regarded as the upper limit of the central cardiovascular system<sup>3</sup>.</p>
      <p>HRmax is an important physiological variable used as a criterion to assess maximal exertion during graded exercise tests<sup>4</sup> (GXT). Moreover, this variable is likely to be the most used measure as a basis for prescribing exercise intensities, and it is usually expressed in percentage of maximal heart rate or heart rate reserve (HRmax minus resting HR<sup>3,5</sup>). Even though chronotropic reserve is markedly influenced by age, being inversely related to it, this variable is also affected by other factors, such as the type of ergometer used, resting HR, smoking status, gender, and body composition<sup>6,7,8</sup>. </p>
      <p>Additionally, the use of drugs with negative chronotropic action, especially beta-blockers, decreases significantly HRmax in young people<sup>9,10</sup> and adults alike<sup>11</sup>. The influence of these variables makes it difficult to establish an accurate approach to estimate HRmax, which may have implications for prescribing exercises based on age-predicted values, particularly for elderly subjects, because cardiovascular diseases are more prevalent in old age. </p>
      <p>The "220 - age" prediction equation is probably the most commonly method used to estimate HRmax and seems to be originally reported by Fox et al<sup>12</sup>. It has been extensively used in elderly Brazilians, albeit its accuracy and applicability warrant further studies involving a sample of this population. More recently, Tanaka et al<sup>13</sup> developed another regression model (208 - 0.7 x age) to estimate the same variable, the values of which differ significantly from the traditional equation. When both equations are compared, the traditional "220 - age" equation overestimates HRmax in young adults, yields the same values as those obtained by Tanaka&#146;s regression in forty-year old subjects and, from that age on, underestimates HRmax as compared with the "208 - 0.7 x age" equation. Both formulas need to be better studied in Brazilian elderly women; consequently, its application has been called into question. The aim of this study is two-fold: to compare maximum heart rate (HRmax) values measured during graded exercise testing (GXT) with those derived from the above-mentioned prediction equations in Brazilian elderly women and to correlate the volunteers&#146; age with measured HRmax.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p><italic>Study sample - </italic>The study sample was recruited from an outreach project developed by the University, which offers physical activities, medical and psychological assistance, nutritional assessment, and English classes to the local elderly community. After initial screening, a total of 93 apparently healthy Brazilian elderly women from 60 to 81 years of age (mean age 67.12 &#177; 5.16 years) volunteered to participate in this investigation. Exclusion criteria were the following: 1) absolute or relative contraindication to exercise stress testing; 2) Body Mass Index above 35.0 kg/m<sup>2</sup> or below 20.0 kg/m<sup>2</sup>; 3) subjects using beta-blockers and/or calcium-channel blockers; 4) electrocardiographic changes suggestive of major myocardial ischemia or cardiac arrhythmias during examination; 5) subjects who did not reach volitional exhaustion 6) smoking status; 7) non-Brazilian subjects; and 8) age under 60. All of them performed GXT for cardiovascular assessment and aerobic exercise prescription.</p>
      <p>All participants signed an informed consent including information about the voluntary nature of their participation, the risks and benefits of the procedures, and the right to withdraw from the study at any moment. The protocol for data collection was approved by the University&#146;s Research Ethics Committee. Study sample physical characteristics, time to exhaustion, and estimated VO<sub>2</sub>max are summarized in <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><italic>Procedures - </italic>All procedures were performed at the Laborat&#243;rio de Avalia&#231;&#227;o F&#237;sica e Treinamento (LAFIT) of the University (Physical Fitness and Training Laboratory). Body mass was measured to the nearest 0.1 kg using a digital scale (2006 PP TOLEDO, Brazil), with volunteers wearing light clothes and no shoes. Body height was measured to the nearest 0.1 cm using a wall-mounted stadiometer (CARDIOMED, Brazil). Body mass index (BMI) was calculated by dividing body weight by height squared (kg/m<sup>2</sup>). All tests took place in a temperature-controlled exercise testing room maintained at about 22&#186;C with all the equipment and medications needed to provide emergency care. </p>
      <p>Volunteers&#146; HRmax reference values were measured during a GXT performed on an electronic treadmill (Super ATL, Imbramed, Brazil) under the supervision of a cardiologist. All study participants abstained from caffeine and physical exercise for 12 and 24 hours, respectively, prior to reporting to the laboratory. Volitional exhaustion was established as the criterion for GXT termination, and toward the end of examination the volunteers were given verbal encouragement. Heart rate was continuously monitored by electrocardiography (Digital ECG, Micromed, Brazil) according to the following logical sequence: at rest (standard 12-lead ECG), throughout the exercise and six-minute recovery period (three-lead ECG: leads CM5, D2M e V2M); values were expressed in beats per minute (bpm). Lead CM5 was defined as rhythm lead. </p>
      <p>Heart rate was determined automatically by calculating the moving mean of RR intervals of the eight last complexes, updated at every systole. In short, mean HR of the last eight beats = 1 / (R-R)m x 60, where (R-R)m is the mean value of the last eight intervals in seconds. Electrocardiographic monitoring was performed using the Ergo PC for Windows (Micromed, Brasil) software, which controlled treadmill speed and grade through a computer interface. After checking for potential interferences in ECG tracings and extrasystoles, maximum heart rate was defined as the highest value recorded during the test. </p>
      <p>Treadmill testing was performed according to the modified Bruce protocol (two stages of 2.7 km/h with 0% and 5% grades, respectively, followed by the standard Bruce protocol), after history taking, cardiovascular evaluation (resting ECG and blood pressure), and a warm-up period including stretching exercises and a one-minute walk at 1.5 km/h. The protocol consists of three-minute stages and increments in exercise intensity, as shown in <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref>. At the end of each stage, blood pressure was measured with a mercury sphygmomanometer, and the subjective perception of exertion was monitored through direct communication by using the Borg scale<sup>14</sup>.</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Cardiorespiratory fitness was evaluated by estimating maximal oxygen uptake (VO<sub>2</sub>max) relative to body weight, through the workload achieved during GXT and according to the walking equation proposed by the American College of Sports Medicine<sup>4</sup>, in which VO<sub>2</sub> (ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>) = 0.1 x Speed (in meters per minute) + 1.8 x Speed x Grade + 3,5. All participants were verbally informed about GXT procedures and instructed to exercise until they felt unable to continue. </p>
      <p><italic>HRmax estimate -</italic> The "220 &#150; age" and "208 &#150; 0.7 x age" equations<sup>13</sup> were used to calculate predicted HRmax; these formulas were chosen due to their wide use and the debate about their applicability. The "220 &#150;age" equation is generally erroneously linked to Karvonen<sup>6</sup>; however, its original publication is not exactly known. Nonetheless, this is probably the most used strategy for HRmax prediction, including in studies involving subjects of both genders<sup>15-18</sup>.</p>
      <p><italic>Statistical treatment - </italic>Descriptive statistics were used for all the variables, and data were presented as means and standard deviations.The following statistical analyses were performed: the Kolmogorov-Smirnov test for normal distribution of data; repeated-measures analysis of variance (ANOVA) for differences between HRmax reference values predicted by both equations; <italic>post hoc</italic> Bonferroni test for relevant differences between means; linear regressions and Pearson&#146;s correlation coefficient to analyze the relationship between the predicted and actual HRmax measured. The same strategy was adopted to assess the relationship between age and maximum HR measured during GXT. The Bland-Altman test<sup>19</sup> for agreement between measured and predicted values was applied. The statistical significance level was set at p&lt; 0.05. All analyses were performed using SPSS PC for Windows, version 11.0, and Microsoft Excel 2003.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Initially, 144 subjects underwent graded exercise testing, but only 93 were eligible for the subsequent analyses. The others were excluded for the following reasons: fifteen were younger than 60; four showed evidence of myocardial ischemia, two had blood pressure hyperreactivity (systolic blood pressure &gt; 220 mmHg), and one experienced complex ventricular arrhythmia during exercise. Nine other volunteers were on beta-blockers, and one reported thoracic pain during examination. Four volunteers had BMI &lt; 20 kg/m<sup>2</sup>, and 15 other had BMI &gt; 35 kg/m<sup>2</sup>. Exploratory data analysis revealed that all variables were normally distributed, and no outlier was detected (z-scores &lt; &#177; 3.0).Accordingly, the 93 volunteers were included in the subsequent analyses. In this study, all tests were terminated due to exhaustion, and no complications were observed either during the exertion or recovery phase.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref> presents means and standard deviations of resting HR, as well as maximum heart rate measured at the end of the GXT. It also depicts HRmax derived from prediction equations. </p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Comparison between measured HRmax and those produced by prediction equations are shown in <xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table 4</xref>. Both the "220-age" equation and that proposed by Tanaka et al<sup>13 </sup>overestimated significantly (p &lt; 0.001) the HRmax (measured) of the elderly women by a mean difference of 7.4 bpm and 15.5 bpm, respectively. Heart rate reached at exhaustion was, on average, 95.2 &#177; 7.5 % of the HRmax predicted by the "220 - age" equation. In addition, HRmax values obtained by applying the "208 &#150; 0.7 x age" equation<sup>13 </sup>were statistically significantly overestimated (p &lt; 0.001), when compared to those derived from the "220 - age" equation, with a mean difference of 8.1 bpm. The relationship and agreement between measured and estimated values are shown in <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figures 1</xref> and <xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">2</xref>. Correlation coefficients were 0.35 and 0.34 for the "220 - age" and "208 &#150; 0.7 x age" equations, respectively (p &lt; 0.001). <xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">Figure 3</xref> shows the relationship of the volunteers&#146; age with maximum HR measured, and the correlation coefficient was found to be &#150; 0.34 (p = 0.0008). Therefore, age was inversely related to HR at exhaustion.</p>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gf01-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gf02-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-03-0314-00010-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The exclusion criteria adopted in this study aimed at minimizing any interference of secondary factors in the variable under study. For example, the type or ergometer used, smoking status, gender, use of drugs with negative chronotropic action (especially beta-blockers), and body composition significantly affect measured HRmax<sup>6-8,11</sup>. Therefore, efforts were made to delimit the sample, standardize test conditions, and exclude subjects sensitive to secondary influences. </p>
      <p>Volunteers&#146; heart rate increased progressively and concomitantly according to increasing exercise intensity during GXT, beginning with a mean value of 69.1 bpm (at rest) and reaching 145.5, on average, at exhaustion. This HR behavior during graded exercise is well-established in the literature, both in young and elderly subjects<sup>15,16</sup>. Some factors influence HR increase during physical exercise, which is indeed all-important for enhancing cardiac output to meet active muscle oxygen demand<sup>20</sup>. Exercise induces considerable acute autonomic adaptations, which greatly affect the cardiovascular system, including the chronotropic function<sup>21,22</sup>. According to Ara&#250;jo<sup>22</sup>, the HR increase observed during the first seconds of exercise, regardless of exercise intensity, is primarily mediated by vagal inhibition (lower level of parasympathetic activity), whereas cardiac sympathetic activity enhances subsequently<sup>21</sup>. Muscle mechano- and metaboreceptors, as well as arterial baroreceptors, are afferent pathways for the cardiovascular control center located in the ventrolateral medulla and play a major role in modulating cardiac chronotropic activity during graded exercise<sup>16</sup>. </p>
      <p>In our study, HRmax values measured during GXT were significantly lower when compared with those from prediction equations, with a mean difference of 7.4 bpm and 15.5 bpm for the "220-age" and Tanaka&#146;s equations, respectively. This finding may have important implications for prescribing exercise intensity for this population. Based on HRmax determined by prediction equations, exercise prescription may cause excessive cardiovascular and metabolic stress. In addition to identifying cardiovascular abnormalities<sup>4</sup>, the importance of performing exercise stress testing in elderly subjects before they engage in any exercise program is emphasized by these results. Together with the fact that HR based on standard exercise stress tests overestimates training intensity in young<sup>23</sup> and elderly subjects alike<sup>24</sup> when compared with exercise prescription from ergospirometric tests, our results suggest that exercise intensity based on prediction equations is even more overestimated and, thereby, should be viewed cautiously. An important clinical consequence of this finding is the fact that the double product tends to rise disproportionately in relatively high intensities<sup>25</sup>, thus increasing the risk of cardiovascular events during physical exercise sessions.</p>
      <p>Comparing the results obtained from Tanaka and "220 - age" equations in this sample, the first was found to overestimate HRmax significantly. In fact, these findings were reported by Tanaka et al<sup>13</sup> in the article in which this equation was proposed. In forty-year old subjects, both equations produce identical results; however, at older ages, Tanaka&#146;s equation showed higher values for HRmax. Therefore, HRmax identified during GXT was closer to the traditional equation, although a significant statistical difference was found. Using the same prediction approach, earlier reports have pointed to an overestimate of HRmax measured during maximal spiroergometric tests in young<sup>23</sup> and elderly Brazilians<sup>24</sup>. In this regard, considering that the "220 - age" formula has a standard error of 10 a 12 bpm<sup>26</sup> and the mean difference between measured and predicted HRmax was 7.4 bpm, study patients are within the expected limits for this equation. The number of elderly women whose values were under- or overestimated by the "220 - age" and Tanaka&#146;s equations is more clearly presented in <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figures 1A</xref> and <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">1B</xref>, respectively. </p>
      <p>Heart rate at exhaustion was, on average, 95.12% of the predicted maximum (220 - age), a finding similar to that of a sample of 100 elderly Brazilians who underwent symptom-limited exercise stress test in a study carried out by Vacanti et al<sup>17</sup>, in which HRmax was 95.7 of the age-predicted maximum. Wajngarten et al<sup>24</sup> assessed elderly subjects by cardiopulmonary exercise testing (CPET) using a bicycle ergometer and reported that measured HRmax was, on average, 95% of the age-predicted maximum. Such result is consistent with that of the present study, since Ara&#250;jo and Pinto<sup>27 </sup>demonstrated that there are no significant differences between HRmax measured during treadmill exercise tests and lower-extremity cycle ergometer tests. Their results revealed that accuracy of both equations was questionable in the elderly Brazilians of this sample, corroborating Kindermann et al findings<sup>28</sup>, which postulated that age-predicted HRmax is only a standard to estimate the degree of intensity during exercise stress testing and not necessarily identical to HR values reached during maximal exercise. </p>
      <p>An invariable consequence of aging is a decline in cardiovascular performance, that is, cardiac output, stroke volume, HRmax, and maximal oxygen uptake decrease<sup>29,30</sup>. In fact, HRmax has shown to be inversely related to age during exercise treadmill test performed by 95 subjects between 19 and 69 years of age<sup>15</sup>. The results of the present study confirm this chronotropism decrease, since a negative and significant correlation was observed between this variable and volunteers&#146; age. These findings demonstrate that even after age 60, exercise-induced tachycardia declines progressively. With aging, cardiac autonomic control seems to be depressed, with a decreasing occurring in cardiac response to sympathoadrenergic stimulation and, consequently, in chronotropic reserve<sup>30</sup>.</p>
      <p>The lesser degree of exertional tachycardia explains, in part, the reduced capacity to attain maximal cardiac output by the elderly compared with healthy young subjects<sup>30</sup>. This process leads to a concomitant decline in maximal aerobic capacity<sup>31</sup>, even in elderly subjects that remain engaged in regular vigorous endurance exercise training<sup>32. </sup>Actually, the estimated mean maximal oxygen uptake found in this sample (22.24 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>) is lower than that reported for a group of Caucasian and Hispanic young women (34.1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>), yet similar to that of women 60 years or older<sup>33</sup> (21,5 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>). According to the cardiorespiratory fitness classification proposed by the American Heart Association<sup>34</sup>, most participants of the present study fall into the regular category, suggesting that estimated VO<sub>2 </sub>max was within the range expected for women of the same age group.</p>
      <p>We acknowledge some limitations of the present study. Graded exercise testing was performed using standard ergometry, rather than cardiopulmonary stress testing. The ventilatory measures obtained during treadmill exercise yielded relevant information to ensure that the subject being evaluated had indeed reached maximal intensity and, therefore, HRmax. The presence of an oxygen uptake (VO<sub>2</sub>) plateau in spite of subsequent increments in workload and high respiratory exchange ratio (R &gt; 1.15) are parameters identified during the ergospirometric test that, coupled with subjective perceived exertion and cardiovascular variables, all indicate that exertion had indeed been maximal<sup>35</sup>. To minimize the possibility of volunteers not reaching maximal exertion, verbal encouragement was given when they neared exhaustion, and perceived exertion<sup>14</sup> was systematically monitored throughout the examination. Conversely, our results provide an important clinical application, since most cardiac clinics in Brazil use conventional exercise stress testing for assessing patients, as well as prescribing exercise intensities<sup>25,36</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>In sum, the results of the present study suggest that, in elderly women, the "220 &#150; age" and Tanaka al at<sup>13</sup> prediction equations yield significantly higher HRmax values when compared with those measured during graded exercise testing; hence, they should be viewed with caution when performing exercise stress tests and prescribing physical exercise for this population. On the other hand, the "220 &#150; age" formula has shown relevant clinical value, because predicted HR was within the expected limits for this equation; yet, the elevated standard deviation limits both its accuracy and assessment of physiological individuality. Further studies, preferably using cardiopulmonary exercise testing, are neede to substantiate these findings. Finally, our results also indicate that chronotropic reserve continues to decline after age 60.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Ricardo Jac&#243; de Oliveira</p>
          <p> Qs 07, Lote 01=, Pr&#233;dio S&#227;o Jo&#227;o Bosco, Sala 119</p>
          <p> 71996-700 &#150; Taguatinga, DF - Brazil</p>
          <p> E-Mail: </p>
          <p><email xlink:href="rjaco@ucb.br">rjaco@ucb.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="rjaco@zaz.com.br">rjaco@zaz.com.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Manuscript received August 19, 2006; revised manuscript received September 28, 2006; accepted November 10, 2006.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
