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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2007000200011</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares e n&#237;veis socioecon&#244;micos na popula&#231;&#227;o de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, estado de S&#227;o Paulo, Brasil</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
      <volume>88</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>200</fpage>
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          <day>09</day>
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          <year>2006</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>OBJETIVO: Analisar os indicadores de mortalidade para doen&#231;as cardiovasculares em S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, no estado de S&#227;o Paulo e no Brasil e avaliar os coeficientes de mortalidade segundo n&#237;veis socioecon&#244;micos da popula&#231;&#227;o do munic&#237;pio. M&#201;TODOS: Utilizaram-se informa&#231;&#245;es sobre mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares e de popula&#231;&#227;o do Sistema de Informa&#231;&#245;es de Mortalidade e do Departamento de Informa&#231;&#227;o e Inform&#225;tica do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. Calcularam-se coeficientes padronizados de mortalidade e mortalidade proporcional por doen&#231;as cardiovasculares. Gerou-se mapa tem&#225;tico dos setores censit&#225;rios da &#225;rea urbana do munic&#237;pio agrupados segundo n&#237;veis socioecon&#244;micos, apresentado com os respectivos coeficientes. RESULTADOS: Os coeficientes de mortalidade para o munic&#237;pio, o estado e o pa&#237;s decresceram de 1980 a 2002. Em 2003, o coeficiente do munic&#237;pio foi de 195,9 &#243;bitos por 100.000 habitantes, a mortalidade proporcional foi de 31,3% e as tr&#234;s principais causas de morte foram a doen&#231;a cerebrovascular, o infarto e a doen&#231;a hipertensiva. O coeficiente de mortalidade da popula&#231;&#227;o correspondente ao grupo de setores censit&#225;rios com o pior n&#237;vel socioecon&#244;mico foi 40% superior ao com o melhor n&#237;vel. CONCLUS&#195;O: O coeficiente de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares decresceu nas tr&#234;s &#225;reas geogr&#225;ficas analisadas. Do total de &#243;bitos ocorridos em S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto em 2003, aproximadamente um ter&#231;o foi por este grupo de doen&#231;as. A &#225;rea com n&#237;vel socioecon&#244;mico menos favorecido apresentou o maior coeficiente de mortalidade.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
        <kwd>Doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
        <kwd>Doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>20</day>
        <month>03</month>
        <year>2007</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p> Mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares e n&#237;veis socioecon&#244;micos na popula&#231;&#227;o de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, estado de S&#227;o Paulo, Brasil </p>
    <p>
      <bold>Moacir Fernandes de Godoy; Juliana Miranda de Lucena; Andr&#233; Rodrigo Miquelin; Fl&#225;via Ferreira Paiva; D&#233;bora Lu&#237;sa de Queiroz Oliveira; Jorge Luiz Augustin Junior; Francisco Chiaravalloti Neto</bold>
    </p>
    <p> Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto - S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analisar os indicadores de mortalidade para doen&#231;as cardiovasculares em S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, no estado de S&#227;o Paulo e no Brasil e avaliar os coeficientes de mortalidade segundo n&#237;veis socioecon&#244;micos da popula&#231;&#227;o do munic&#237;pio. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Utilizaram-se informa&#231;&#245;es sobre mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares e de popula&#231;&#227;o do Sistema de Informa&#231;&#245;es de Mortalidade e do Departamento de Informa&#231;&#227;o e Inform&#225;tica do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. Calcularam-se coeficientes padronizados de mortalidade e mortalidade proporcional por doen&#231;as cardiovasculares. Gerou-se mapa tem&#225;tico dos setores censit&#225;rios da &#225;rea urbana do munic&#237;pio agrupados segundo n&#237;veis socioecon&#244;micos, apresentado com os respectivos coeficientes. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Os coeficientes de mortalidade para o munic&#237;pio, o estado e o pa&#237;s decresceram de 1980 a 2002. Em 2003, o coeficiente do munic&#237;pio foi de 195,9 &#243;bitos por 100.000 habitantes, a mortalidade proporcional foi de 31,3% e as tr&#234;s principais causas de morte foram a doen&#231;a cerebrovascular, o infarto e a doen&#231;a hipertensiva. O coeficiente de mortalidade da popula&#231;&#227;o correspondente ao grupo de setores censit&#225;rios com o pior n&#237;vel socioecon&#244;mico foi 40% superior ao com o melhor n&#237;vel. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> O coeficiente de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares decresceu nas tr&#234;s &#225;reas geogr&#225;ficas analisadas. Do total de &#243;bitos ocorridos em S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto em 2003, aproximadamente um ter&#231;o foi por este grupo de doen&#231;as. A &#225;rea com n&#237;vel socioecon&#244;mico menos favorecido apresentou o maior coeficiente de mortalidade. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Doen&#231;as cardiovasculares / mortalidade / economia / etnologia.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares aparecem em primeiro lugar entre as causas de morte no Brasil e representam quase um ter&#231;o dos &#243;bitos totais e 65% do total de mortes na faixa et&#225;ria de 30 a 69 anos de idade, atingindo a popula&#231;&#227;o adulta em plena fase produtiva <sup>1-3</sup>. No Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), essas doen&#231;as foram respons&#225;veis, em 2002, por mais de 1,2 milh&#227;o de interna&#231;&#245;es, representaram 10,3% do total de interna&#231;&#245;es e 17% dos gastos financeiros <sup>4</sup>. </p>
    <p>A l&#243;gica assistencial para a promo&#231;&#227;o da sa&#250;de e preven&#231;&#227;o de doen&#231;as se baseia no conhecimento de agravos priorit&#225;rios &#224; sa&#250;de de determinada popula&#231;&#227;o que ocupa determinado espa&#231;o geogr&#225;fico <sup>5</sup>. Desta maneira, &#233; importante que se conhe&#231;a e analise a realidade epidemiol&#243;gica das doen&#231;as cardiovasculares no sentido de dimensionar o problema e caracteriz&#225;-lo segundo tempo, espa&#231;o e atributos das pessoas.</p>
    <p>O estudo da distribui&#231;&#227;o de uma determinada doen&#231;a no tempo, que quando envolve longos per&#237;odos &#233; denominada de tend&#234;ncia secular, &#233; uma importante estrat&#233;gia de sa&#250;de p&#250;blica que tem permitido tanto acompanhar a evolu&#231;&#227;o de um agravo no tempo como a cria&#231;&#227;o de horizontes normativos, isto &#233;, o estabelecimento de situa&#231;&#245;es de sa&#250;de desej&#225;veis<sup>6</sup>. A an&#225;lise espacial &#233; um importante instrumento de gest&#227;o de sa&#250;de que permite estabelecer rela&#231;&#245;es entre um determinado agravo e o ambiente, fornece subs&#237;dios para estabelecimento de medidas de controle e possibilita o planejamento de interven&#231;&#245;es junto &#224;s &#225;reas e popula&#231;&#245;es mais expostas ao risco<sup>7,8</sup>. A an&#225;lise relativa &#224;s caracter&#237;sticas das pessoas permite identificar, por exemplo, diferen&#231;as de risco entre grupos et&#225;rios e sexos.</p>
    <p>Desse modo, este trabalho tem como objetivos, no tocante &#224;s doen&#231;as cardiovasculares, analisar a s&#233;rie hist&#243;rica de seus coeficientes de mortalidade no munic&#237;pio de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto entre 1980 a 2002 e compar&#225;-la com as do estado de S&#227;o Paulo e Brasil; analisar, para 2003, seus indicadores de mortalidade para o munic&#237;pio; e avaliar, para 2002 e 2003, a distribui&#231;&#227;o geogr&#225;fica de seus coeficientes de mortalidade entre &#225;reas com diferentes n&#237;veis socioecon&#244;micos do munic&#237;pio.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O estudo foi realizado para o munic&#237;pio de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, que se localiza na regi&#227;o noroeste do estado de S&#227;o Paulo e tinha, em 2005, popula&#231;&#227;o de 406.827 habitantes<sup>1</sup>. Utilizaram-se as informa&#231;&#245;es sobre &#243;bitos do Sistema de Informa&#231;&#227;o sobre Mortalidade (SIM) da Secretaria Municipal de Sa&#250;de e Higiene de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto e do Departamento de Informa&#231;&#227;o e Inform&#225;tica do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (DATASUS) do Minist&#233;rio da Sa&#250;de<sup>1</sup>. As popula&#231;&#245;es das localidades para os v&#225;rios anos estudados tamb&#233;m foram obtidas do DATASUS<sup>1</sup>. As informa&#231;&#245;es referentes aos 432 setores censit&#225;rios da &#225;rea urbana do munic&#237;pio de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto foram disponibilizadas pela Funda&#231;&#227;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE)<sup>9</sup>, que os define como &#225;reas cont&#237;nuas e homog&#234;neas compostas por aproximadamente 300 im&#243;veis. </p>
    <p>Foram calculados coeficientes de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares (n&#250;mero de &#243;bitos por este grupo de doen&#231;as por 100.000 habitantes) para o munic&#237;pio de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, estado de S&#227;o Paulo e Brasil entre 1980 e 2002. Estes foram padronizados pela popula&#231;&#227;o de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto de 2003. Para o munic&#237;pio no ano de 2003 foram calculados: coeficientes de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares total, segundo sexo, faixa et&#225;ria e causas espec&#237;ficas de &#243;bito; e mortalidade proporcional.</p>
    <p>Os &#243;bitos por doen&#231;as cardiovasculares ocorridos em 2002 e 2003 na &#225;rea urbana do munic&#237;pio foram geoprocessados atrav&#233;s de ferramentas do programa MapInfo 7.0<sup>10</sup> e do mapa vetorial com eixos de ruas disponibilizado pela prefeitura municipal. O geoprocessamento &#233; um conjunto de t&#233;cnicas de coleta, tratamento e exibi&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es georreferenciadas que permitem a identifica&#231;&#227;o de vari&#225;veis que revelam quais estruturas sociais, econ&#244;micas e ambientais podem oferecer risco &#224; sa&#250;de<sup>7,8</sup>.</p>
    <p>Esses &#243;bitos foram agrupados segundo os 432 setores censit&#225;rios e a caracteriza&#231;&#227;o do n&#237;vel socioecon&#244;mico desses setores foi realizada com base nas vari&#225;veis: renda e anos de instru&#231;&#227;o m&#233;dios das pessoas respons&#225;veis pelos domic&#237;lios; renda e anos de instru&#231;&#227;o m&#233;dios das mulheres respons&#225;veis pelos domic&#237;lios; propor&#231;&#227;o de pessoas e de mulheres analfabetas; e propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios com cinco ou mais moradores. Essas vari&#225;veis foram analisadas por meio do programa STATA<sup>11</sup> atrav&#233;s da t&#233;cnica estat&#237;stica de an&#225;lise de componentes principais que produz fatores n&#227;o correlacionados entre si e que representam aspectos importantes caracterizados pelas correla&#231;&#245;es entre as vari&#225;veis<sup>12</sup>.</p>
    <p>Entre os v&#225;rios fatores obtidos, foi escolhido o respons&#225;vel pela maior propor&#231;&#227;o da varia&#231;&#227;o total que foi identificado como o fator socioecon&#244;mico. Esse fator caracterizou os setores censit&#225;rios segundo o seu n&#237;vel socioecon&#244;mico, de tal forma que quanto maior seu valor, melhor o n&#237;vel socioecon&#244;mico dos moradores de um determinado setor censit&#225;rio do munic&#237;pio. Os 432 setores foram ordenados pelos respectivos valores do fator socioecon&#244;mico e agrupados segundo quartis. O agrupamento de setores correspondentes ao primeiro quartil foi classificado como de n&#237;vel socioecon&#244;mico I (mais baixo), os do segundo e terceiro como de n&#237;veis socioecon&#244;micos II e III (intermedi&#225;rios) e o do quarto quartil como de n&#237;vel socioecon&#244;mico IV (mais alto). Os coeficientes de mortalidade foram calculados para o per&#237;odo de dois anos (2002 e 2003) e segundo as v&#225;rias &#225;reas analisadas e padronizados para a popula&#231;&#227;o total do munic&#237;pio de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto de 2003.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Na <xref ref-type="fig" rid="fig01">figura 1</xref>, apresentamos a s&#233;rie hist&#243;rica de coeficientes de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares (CMDCV) para S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, estado de S&#227;o Paulo e Brasil entre 1980 e 2002, notando-se grande decr&#233;scimo em seus valores. No per&#237;odo, o CMDCV apresentou uma queda de 39,1% em S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, de 45,3% no estado de S&#227;o Paulo e de 34,1% no Brasil. Em compara&#231;&#227;o com o estado de S&#227;o Paulo o munic&#237;pio sempre apresentou valores menores de CMDCV, no entanto, em rela&#231;&#227;o ao Brasil, o munic&#237;pio de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto apresentou, nos primeiros anos da s&#233;rie hist&#243;rica, valores maiores. Esses valores, a partir de 1985, passaram a oscilar de maneira semelhante aos valores do Brasil.</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gf01.jpg"/></fig>
    <p>No ano de 2003, em S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, a mortalidade proporcional por doen&#231;as cardiovasculares, considerando-se apenas as causas definidas, foi igual a 31,7% e o coeficiente de mortalidade por estas doen&#231;as atingiu o valor de 195,9 &#243;bitos por 100.000 habitantes. Para os sexos masculino e feminino, os coeficientes de mortalidade foram respectivamente iguais a 225,4 e 168,3 &#243;bitos por 100.000 habitantes, notando-se um coeficiente de mortalidade 33,9% maior para os homens. As tr&#234;s principais causas dentro desse grupo foram, para o ano de 2003, a doen&#231;a cerebrovascular, o infarto agudo do mioc&#225;rdio e a doen&#231;a hipertensiva. A primeira apresentou coeficiente de 53,6 &#243;bitos por 100.000 habitantes no total e, respectivamente para os sexos masculino e feminino, coeficientes de 57,3 e 50,2 &#243;bitos por 100.000 habitantes. Ao infarto agudo do mioc&#225;rdio correspondeu um coeficiente total de 48,4 &#243;bitos por 100.000 habitantes e, respectivamente para os sexos masculino e feminino, coeficientes de 59,5 e 38,1 &#243;bitos por 100.000 habitantes. O coeficiente total para a doen&#231;a hipertensiva foi de 11,8 &#243;bitos por 100.000 habitantes e, respectivamente para os sexos masculino e feminino, os coeficientes foram iguais a 10,3 e 13,2 &#243;bitos por 100.000 habitantes.</p>
    <p>Nas <xref ref-type="fig" rid="fig02">figuras 2</xref>, <xref ref-type="fig" rid="fig03">3</xref> e <xref ref-type="fig" rid="fig04">4</xref> s&#227;o apresentados os coeficientes de mortalidade por essas tr&#234;s causas para o ano de 2003 segundo faixas et&#225;rias e sexo. Em rela&#231;&#227;o &#224;s faixas et&#225;rias verifica-se que os coeficientes de mortalidade por esses tr&#234;s agravos apresentaram grande aumento a partir dos 50 anos de idade. Para a doen&#231;a cerebrovascular e o infarto agudo do mioc&#225;rdio os coeficientes foram sempre maiores para os homens e no caso da doen&#231;a hipertensiva ocorreu uma invers&#227;o a partir dos 70 anos, verificando-se maiores valores para as mulheres.</p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gf02.jpg"/></fig>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gf03.jpg"/></fig>
    <fig id="fig04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gf04.jpg"/></fig>
    <p>O fator socioecon&#244;mico, identificado na an&#225;lise de componentes principais, foi respons&#225;vel por 87% da varia&#231;&#227;o total e corresponde a um escore que foi calculado para cada um dos setores censit&#225;rios atrav&#233;s da f&#243;rmula: 0,97 x (anos de instru&#231;&#227;o m&#233;dios das pessoas respons&#225;veis pelos domic&#237;lios) + 0,94 x (anos de instru&#231;&#227;o m&#233;dios das mulheres respons&#225;veis pelos domic&#237;lios) + 0,85 x (renda m&#233;dia das pessoas respons&#225;veis pelos domic&#237;lios) + 0,85 x (renda m&#233;dia das mulheres respons&#225;veis pelos domic&#237;lios) + (-)0,89 x (propor&#231;&#245;es de pessoas analfabetas) + (-)0,89 x (propor&#231;&#227;o de mulheres analfabetas) + (-)0,56 x (propor&#231;&#227;o de domic&#237;lios com cinco ou mais moradores). A <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref> apresenta a caracteriza&#231;&#227;o de cada um dos quatro agrupamentos de setores censit&#225;rios obtidos a partir do fator socioecon&#244;mico.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os valores dos CMDCV obtidos segundo os n&#237;veis socioecon&#244;micos para os anos de 2002 e 2003 s&#227;o apresentados na <xref ref-type="fig" rid="fig05">Figura 5</xref>. Verificou-se um coeficiente de mortalidade por essas doen&#231;as 40% maior na &#225;rea correspondente ao agrupamento de setores com os piores n&#237;veis socioecon&#244;micos (I) em rela&#231;&#227;o ao agrupamento com os melhores n&#237;veis (IV). Nos agrupamentos correspondentes aos n&#237;veis II, III e IV as taxas de mortalidade foram semelhantes entre si.</p>
    <fig id="fig05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gf05.jpg"/></fig>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref> faz uma compara&#231;&#227;o entre CMDCV segundo faixas et&#225;rias e n&#237;veis socioecon&#244;micos. O maior valor do coeficiente para o n&#237;vel I explica-se pelos maiores coeficientes apresentados segundo as v&#225;rias faixas et&#225;rias nessa classe, principalmente a partir dos 40 anos. &#201; importante notar que os valores n&#227;o padronizados apresentaram-se de maneira inversa aos valores padronizados, o que &#233; reflexo das estruturas et&#225;rias das popula&#231;&#245;es de cada um dos agrupamentos analisados. Enquanto que no agrupamento correspondente ao n&#237;vel I havia, no per&#237;odo de 2002-2003, 14% de pessoas com 50 anos ou mais, no agrupamento correspondente ao n&#237;vel IV havia 25% nessa faixa de idade.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os objetivos desta pesquisa foram atingidos atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o das tr&#234;s formas b&#225;sicas de an&#225;lise epidemiol&#243;gica descritiva, isto &#233;, o tempo, o espa&#231;o e a pessoa, cada uma delas com caracter&#237;sticas e resultados espec&#237;ficos. Um ponto a ser destacado &#233; que este estudo foi produzido apenas com informa&#231;&#245;es disponibilizadas pelo SIM, DATASUS<sup>1</sup> e IBGE<sup>9</sup>, que, segundo Lotufo<sup>13</sup>, s&#227;o suficientes para realizar estudos epidemiol&#243;gicos e planejamento de sa&#250;de abrangentes.</p>
    <p>A diminui&#231;&#227;o do coeficiente de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares entre 1980 e 2002, identificada neste estudo, &#233; coincidente com os resultados obtidos por Lotufo e Lolio<sup>14</sup> para o estado de S&#227;o Paulo, que analisaram a tend&#234;ncia secular dos CMDCV entre 1970 e 1992 e identificaram decl&#237;nio nas taxas de mortalidade iguais a 33,6% para homens e 40,6% para mulheres e levantaram como hip&#243;teses explicativas o aumento do consumo de gorduras polinsaturadas, a queda de ingest&#227;o de colesterol e a diminui&#231;&#227;o da preval&#234;ncia do h&#225;bito de fumar. Estudo realizado pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de<sup>3</sup>, avaliando tend&#234;ncia do coeficiente de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares entre 1980 e 2001, identificou decl&#237;nio na maioria das regi&#245;es, para ambos os sexos e faixas et&#225;rias.</p>
    <p>Sim&#245;es<sup>15</sup>, ao analisar os perfis de sa&#250;de e de mortalidade no Brasil, verificou que o n&#250;mero de anos de vida perdidos associados &#224;s doen&#231;as cardiovasculares tem diminu&#237;do e que este tem reflexo no aumento da esperan&#231;a de vida do brasileiro, apesar de relacionar a maior parte desse aumento &#224; queda da mortalidade infantil. O autor aponta que, apesar de as doen&#231;as cardiovasculares ocuparem o primeiro lugar como causa de morte na faixa et&#225;ria de 60 anos ou mais, elas est&#227;o em decl&#237;nio em fun&#231;&#227;o da melhoria relativa das condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas e do avan&#231;o de novos procedimentos de tecnologia m&#233;dica, principalmente nas &#225;reas mais desenvolvidas do pa&#237;s.</p>
    <p>A mortalidade proporcional por doen&#231;as cardiovasculares em S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto foi bastante pr&#243;xima aos valores obtidos em 2002 para o Brasil (31,5%), para a regi&#227;o sudeste (32,4%) e para o estado de S&#227;o Paulo (31,9%), consideradas apenas as causas definidas<sup>2</sup>. Os maiores valores do coeficiente de mortalidade para os homens em rela&#231;&#227;o &#224;s mulheres e seu aumento a partir dos 50 anos para ambos os sexos para este grupo de doen&#231;as no munic&#237;pio coincidem com o comportamento desses indicadores para o pa&#237;s como um todo<sup>3</sup>. O encontro da doen&#231;a cerebrovascular e do infarto agudo do mioc&#225;rdio entre as principais causas de morte no grupo das doen&#231;as cardiovasculares no munic&#237;pio coincide com resultados do pa&#237;s e da regi&#227;o sudeste<sup>1</sup>.</p>
    <p>A observa&#231;&#227;o de um maior coeficiente de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares na &#225;rea com os piores n&#237;veis socioecon&#244;micos pode ser avaliada de dois pontos de vista: o do risco individual e o ambiental. Como estes n&#237;veis foram estabelecidos principalmente em fun&#231;&#227;o da renda e da escolaridade, este encontro aponta para a considera&#231;&#227;o dessas vari&#225;veis como fatores de risco individuais para a mortalidade por essas doen&#231;as. Por outro lado, deve ser considerado tamb&#233;m o risco ambiental de residir em uma &#225;rea onde &#233; menor a oferta de infra-estrutura de sa&#250;de e educa&#231;&#227;o.</p>
    <p>Estudo indiano detectou associa&#231;&#227;o semelhante: as doen&#231;as cardiovasculares apresentaram associa&#231;&#227;o com a condi&#231;&#227;o social e sua preval&#234;ncia pareceu estar fortemente relacionada &#224;s condi&#231;&#245;es sociais e culturais da sociedade<sup>16</sup>. Estudo realizado em Botucatu, estado de S&#227;o Paulo, concluiu que indicadores socioecon&#244;micos deveriam ser considerados na sele&#231;&#227;o de grupos de risco para participa&#231;&#227;o em programa de preven&#231;&#227;o para redu&#231;&#227;o de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares<sup>17</sup>. </p>
    <p>Silva<sup>18</sup> aponta para a tend&#234;ncia de maiores taxas de adoecimento e mortalidade por doen&#231;as potencialmente preven&#237;veis na popula&#231;&#227;o de baixa escolaridade e de baixa renda e, portanto, com menor acesso aos benef&#237;cios da preven&#231;&#227;o e tratamento. Essa tend&#234;ncia &#233; confirmada por estudos realizados pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de que revelaram que os pa&#237;ses em desenvolvimento, locais com os piores n&#237;veis socioecon&#244;micos, concentram grande parte da carga das doen&#231;as cardiovasculares<sup>19</sup>.</p>
    <p>Alguns estudos realizados no Brasil t&#234;m investigado essa quest&#227;o e parecerem confirmar a hip&#243;tese acima. Pesquisa realizada em Salvador, na Bahia, mostrou elevada propor&#231;&#227;o de m&#250;ltiplos fatores de risco cardiovascular e que estes ocorriam com maior intensidade na popula&#231;&#227;o de menor escolaridade e da ra&#231;a negra<sup>20</sup>. Estudo desenvolvido em Bambu&#237;, MG, encontrou associa&#231;&#227;o entre escolaridade menor que quatro anos e um pior perfil de risco para doen&#231;as cardiovasculares em adultos<sup>21</sup>. Molina e cols.<sup>22</sup> mostraram, em Vit&#243;ria, no Esp&#237;rito Santo, que a ingest&#227;o de sal foi maior em indiv&#237;duos com menores n&#237;veis socioecon&#244;micos e que isso poderia explicar em parte a maior preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial nessas popula&#231;&#245;es.</p>
    <p>Com base nos resultados deste estudo e dos demais citados, &#233; sensato afirmar que a popula&#231;&#227;o menos favorecida tamb&#233;m deve apresentar uma maior preval&#234;ncia de fatores de risco j&#225; estabelecidos e considerados como modific&#225;veis (dislipidemia, hipertens&#227;o arterial, Diabetes Mellitus, tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse), uma vez que os n&#227;o-modific&#225;veis n&#227;o se correlacionam com situa&#231;&#227;o social ou econ&#244;mica.</p>
    <p>Por basear-se em dados secund&#225;rios, este estudo tem limita&#231;&#245;es decorrentes de problemas de preenchimento das declara&#231;&#245;es de &#243;bitos, e os principais est&#227;o relacionados &#224;s causas b&#225;sicas de morte: causas mal definidas ou preenchimento incorreto. Exemplos disso s&#227;o a necessidade do c&#225;lculo das mortalidades proporcionais apenas levando-se em conta as causas definidas e o fato de estar relacionada no DATASUS, entre as doen&#231;as cardiovasculares, a doen&#231;a hipertensiva, onde se incluem: hipertens&#227;o arterial essencial, doen&#231;a card&#237;aca hipertensiva, doen&#231;a renal hipertensiva e hipertens&#227;o secund&#225;ria<sup>1</sup>. </p>
    <p>&#201; importante reparar o fato de que a hipertens&#227;o arterial aparecer no DATASUS como uma causa de morte cardiovascular, em contraste com o que se observa na literatura, onde ela &#233; encontrada como fator de risco para a doen&#231;a cardiovascular, seja na forma de doen&#231;a isqu&#234;mica, insufici&#234;ncia card&#237;aca ou doen&#231;a cerebrovascular<sup>23,24</sup>. A forma como t&#234;m sido preenchidas as declara&#231;&#245;es de &#243;bito ou como est&#227;o agrupadas as causas de &#243;bito no DATASUS talvez estejam inadequadas, o que pode levar a um preju&#237;zo da an&#225;lise estat&#237;stica das mortes por doen&#231;as cardiovasculares.</p>
    <p>Concluindo, este estudo mostrou, para o munic&#237;pio de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, que o coeficiente de mortalidade por doen&#231;as cardiovasculares tem decrescido ao longo dos anos, apresenta grandes valores para a popula&#231;&#227;o acima de 50 anos e &#233; maior para os residentes na &#225;rea com os piores n&#237;veis socioecon&#244;micos. Apesar de a primeira conclus&#227;o poder ser considerada uma boa not&#237;cia, a segunda implica que pol&#237;ticas de sa&#250;de dirigidas especificamente para essas doen&#231;as devam ser implementadas junto a esse grupo et&#225;rio no sentido de aumentar continuamente a sua esperan&#231;a de vida e melhorar a sua qualidade de vida.<sup>15</sup> A &#250;ltima conclus&#227;o revela o potencial do geoprocessamento como importante ferramenta para an&#225;lise epidemiol&#243;gica. Assim, o planejamento de a&#231;&#245;es espec&#237;ficas para o controle das doen&#231;as cardiovasculares n&#227;o pode ser pensado para o munic&#237;pio como um todo indivis&#237;vel. Ao contr&#225;rio, devem ser priorizadas as &#225;reas com os maiores riscos, coincidentemente as de piores n&#237;veis socioecon&#244;micos.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>A Giovana Signorini pelo georreferenciamento das informa&#231;&#245;es e a F&#225;tima Grisi Kuyumjian pelo aux&#237;lio com os bancos de dados.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflitos de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Francisco Chiaravalloti Neto </p>
        <p> Rua Benjamin Constant, 3741/77 </p>
        <p> 15015-600 S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="fcneto@famerp.br">fcneto@famerp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 27/01/06; revisado recebido em 25/03/06; aceito em 09/05/06.</p>
  </body>
  <back>
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        <element-citation publication-type="book">
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiovascular mortality and its relation to socioeconomic levels among inhabitants of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Paulo state, Brazil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>OBJECTIVE: To analyze cardiovascular mortality indicators in S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto - a city in the State of S&#227;o Paulo, Brazil - and to evaluate the municipality&#8217;s mortality rates by socioeconomic levels. METHODS: Data used came from the Mortality Information System and from the Information and Computing Department of the federal government&#8217;s Unified Health System (SUS). Standardized mortality rates and proportional cardiovascular mortality rates were calculated. A thematic map of the demographic census sectors of the city&#8217;s urban area - grouped according to socioeconomic levels - was drawn up and is presented with the respective rates. RESULTS: The municipal, state, and national mortality rates decreased in the course of the 1980-2002 period. The municipal mortality rate in 2003 stood at 195.9 deaths per 100,000 inhabitants, with proportional cardiovascular mortality at 31.3%. The three main causes of death were cerebrovascular disease, myocardial infarction, and hypertensive disease. The mortality rate for the population corresponding to the group featuring the lowest socioeconomic levels was 40% higher than that of the group comprising the highest socioeconomic levels. CONCLUSION: The cardiovascular mortality rate decreased in the three geographical areas analyzed. This group of diseases was responsible for approximately one-third of all deaths in S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto in 2003. The area with the lowest socioeconomic level presented the highest mortality rate.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Cardiovascular diseases</kwd>
        <kwd>Cardiovascular diseases</kwd>
        <kwd>Cardiovascular diseases</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p> Cardiovascular mortality and its relation to socioeconomic levels among inhabitants of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Paulo state, Brazil</p>
      <p>
        <bold>Moacir Fernandes de Godoy; Juliana Miranda de Lucena; Andr&#233; Rodrigo Miquelin; Fl&#225;via Ferreira Paiva; D&#233;bora Lu&#237;sa de Queiroz Oliveira; Jorge Luiz Augustin Junior; Francisco Chiaravalloti Neto</bold>
      </p>
      <p> Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto - S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP, Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing Address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>SUMMARY</bold>
      </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To analyze cardiovascular mortality indicators in S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto &#150; a city in the State of S&#227;o Paulo, Brazil &#150; and to evaluate the municipality&#146;s mortality rates by socioeconomic levels.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Data used came from the Mortality Information System and from the Information and Computing Department of the federal government&#146;s Unified Health System (SUS). Standardized mortality rates and proportional cardiovascular mortality rates were calculated. A thematic map of the demographic census sectors of the city&#146;s urban area &#150; grouped according to socioeconomic levels &#150; was drawn up and is presented with the respective rates.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The municipal, state, and national mortality rates decreased in the course of the 1980-2002 period. The municipal mortality rate in 2003 stood at 195.9 deaths per 100,000 inhabitants, with proportional cardiovascular mortality at 31.3%. The three main causes of death were cerebrovascular disease, myocardial infarction, and hypertensive disease. The mortality rate for the population corresponding to the group featuring the lowest socioeconomic levels was 40% higher than that of the group comprising the highest socioeconomic levels.</p>
      <p><bold>CONCLUS&#194;O:</bold> The cardiovascular mortality rate decreased in the three geographical areas analyzed. This group of diseases was responsible for approximately one-third of all deaths in S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto in 2003. The area with the lowest socioeconomic level presented the highest mortality rate.</p>
      <p><bold>Palavras-chave:</bold> Cardiovascular diseases / mortality / economy / ethnology.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Cardiovascular diseases are the top ranking cause of death in Brazil. They account for nearly one-third of all deaths and 65% of deaths in the 30-69 year age bracket, directly affecting the adult population in its fully productive phase<sup>1-3</sup>. Within the realm of the federal government&#146;s Unified Health System (SUS), in 2002 cardiovascular diseases were responsible for more than 1.2 million cases of hospitalization (10.3% of all admissions), and 17% of the system&#146;s financial outlays<sup>4</sup>. </p>
      <p>The assistential logic for promoting health and preventing disease is based on knowledge of which diseases require priority treatment for the health of a certain population occupying a specific geographic space<sup>5</sup>. It is therefore important to become acquainted with and analyze the epidemiologic reality of cardiovascular diseases in order to gauge the size of the problem and characterize it in terms of time, space, and attributes of the people. </p>
      <p>Temporal analysis, study of the distribution of a certain disease over time which, when it involves long periods is known as a secular trend, is an important public health strategy that has made it possible to follow up on diseases over time and to create normative horizons, i.e., the establishment of desirable health situations<sup>6</sup>. Spatial analysis is an important tool in health management that makes it possible to establish relations between a specific illness and the environment, provides subsidies for the establishment of control measures, and makes it possible to plan interventions in areas and populations more exposed to risk<sup>7,8</sup>. Analysis related to the characteristics of the people allows, for example, to identify risk differences among age brackets and sexes</p>
      <p>Thus, the objectives of this study targeting cardiovascular diseases are to analyze the historic series of its mortality coefficients in S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto from 1980 to 2002 and compare them to those of the State of S&#227;o Paulo and of Brazil; to analyze its mortality indicators for the municipality for 2003, and to evaluate the geographic distribution of its mortality coefficients in areas with different socioeconomic levels within the municipality for 2002 and 2003.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The study was carried out for S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, a city located in the Northeast region of the State of S&#227;o Paulo. In 2005 the city&#146;s population totaled 406,827 inhabitants<sup>1</sup>. Data on deaths was obtained from the Mortality Information System (SIM) of the S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto Municipal Health and Hygiene Department and from the Health Ministry&#146;s Unified Health System (DATASUS) Information Technology and Data Department. DATASUS<sup>1</sup> also provided population data of the locations surveyed for the various years studied. Data related to the 432 census sectors of the urban area of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto were provided by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE)<sup>9</sup>, which defines them as continuous and homogeneous areas comprising approximately 300 buildings each. </p>
      <p>Cardiovascular mortality coefficients (number of cardiovascular deaths per 100,000 inhabitants) between 1980 and 2002 were calculated for the municipality of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, the State of S&#227;o Paulo, and for Brazil. These coefficients were standardized by the population of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto reported in 2003. Total cardiovascular mortality coefficients for S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto in 2003 were calculated by sex, age bracket and specific cause of death, and proportional mortality. </p>
      <p>Cardiovascular deaths in 2002 and 2003 in the urban area of the municipality were geoprocessed using tools of the MapInfo 7.0 program<sup>10</sup>, and vector maps with street axes provided by the local government. Geoprocessing is a set of techniques used for collection, treatment, and exhibition of georeferenced data that makes it possible to identify variables that reveal which social, economic, and environmental structures may offer health risks<sup>7,8</sup>.</p>
      <p>The above-mentioned deaths were grouped according to the 432 census sectors, and the socioeconomic level of the sectors was based on income level and years of schooling of the woman responsible for the household, the proportion of illiterate persons and illiterate women, and the proportion of homes housing five or more dwellers. These variables were analyzed by the STATA<sup>11</sup> program using the principal component analysis statistical technique that produces factors unrelated to one another and that represent significant aspects characterized by correlations among the variables<sup>12</sup>. </p>
      <p>The factor chosen among the various obtained was that responsible for the greatest proportion of total variation, which was identified as the socioeconomic factor. This factor characterized the census sectors according to their socioeconomic level so that the higher the value, the better the socioeconomic level of the inhabitants of a certain census sector of the municipality. The 432 sectors were classified by the respective values of the socioeconomic factor and grouped into quartiles. The group of sectors corresponding to the first quartile was classified as socioeconomic level I (lowest), those of the second and third quartiles as socioeconomic levels II and III (average), and those of the fourth quartile as socioeconomic level IV (highest). The mortality coefficients were calculated for the two-year period (2002 and 2003), and according to the various areas analyzed and standardized for the total population of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto in 2003. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="fig05-body2">Figure 1</xref> shows the historic series of cardiovascular mortality coefficients (CMC) for S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, State of S&#227;o Paulo, Brazil between 1980 and 2002, featuring a large decrease in its values. During this period, the CMC was down 39.1% for S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, 45.3%f or the State of S&#227;o Paulo, and 34.1% for Brazil as a whole. S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto consistently showed CMC levels lower than those registered for the State of S&#227;o Paulo, but higher than those for Brazil as a whole in the initial years of the historic series. As of 1985, fluctuation of the levels for S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto began to accompany more closely the levels registered for Brazil as a whole. </p>
      <fig id="fig05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>In 2003, proportional cardiovascular mortality, taking into account only defined cases, amounted to 31.7%, and the cardiovascular mortality coefficient came to 195.9 deaths per 100,000 inhabitants. The mortality coefficients by sex were 225.4 deaths per 100,000 inhabitants for males, and 168.3 deaths per 100,000 inhabitants for females &#150; a mortality coefficient 33.9% greater among male inhabitants. For 2003, the three main causes of death in this group were: a) cerebrovascular disease; b) acute myocardial infarction; and c) hypertensive disease. The first of these (cerebrovascular disease) registered an overall coefficient of 53.6 deaths per 100,000 inhabitants, while males registered 57.3 and females 50.2 deaths per 100,000 inhabitants. The overall coefficient for acute myocardial infarction was 48.4 deaths per 100,000 inhabitants &#150; 59.5 among males and 38.1 among females. The overall coefficient for hypertensive disease was 11.8 per 100,000 inhabitants &#150; 10.3 for males and 13.2 for females. </p>
      <p><xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figures 2</xref>, <xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">3</xref>, and <xref ref-type="fn" rid="fig04-body2">4</xref> show the mortality coefficients by age bracket and sex due to these three causes for the year of 2003. As far as age brackets are concerned, we see that the mortality coefficients for these three diseases increased greatly as of 50 years of age. For cerebrovascular disease and acute myocardial infarction, the coefficients were always greater among men, and in the case of hypertensive disease there was an inversion as of 70 years of age when the levels are higher among women. </p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gf02-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <fn id="fig04-body2">
          <p>
            <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-e01-en.jpg"/></p>
        </fn>
      </p>
      <p>The socioeconomic factor, identified in analysis of the principle components, was responsible for 87% of the total variation and corresponds to a score that was calculated for each of the census sectors using the following formula: 0.97 x (average years of schooling of the heads of households) + 0.94 x (average number of years of schooling of female heads of households) + 0.85 x (average income of heads of households) + 0.85 x (average income of female heads of households) + (-)0,56 x (proportion of illiterate persons) + (-)0.89 x (proportion of illiterate women) + (-)0.56 x (proportion of households with five or more dwellers). <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> shows the characterization of each of the four groupings of census sectors obtained based on the socioeconomic factor.</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The CMC levels obtained according to socioeconomic levels for 2002 and 2003 are shown in <xref ref-type="fig" rid="fig05-body2">Figure 5</xref>. We found a 40% greater cardiovascular mortality coefficient in the area corresponding to sectors with the lowest socioeconomic levels (I) as compared to the highest levels (IV). Mortality rates were similar to one another in the groupings corresponding to levels II, III, and IV. </p>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-e02-en.jpg"/></p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref> draws CMC comparisons by age brackets and socioeconomic levels. The greater coefficient for level I is explained by the greater coefficients presented according to the various age brackets in this class, especially as of 40 years of age. It is important to note that the non-standardized values were found to be inverse to the standardized values &#150; a reflection of the age structures of the populations of each of the groupings analyzed. While in the 2002-2003 period only 14% of the people in the level I grouping were 50 or older, in the level IV grouping, 25% were in this age bracket. </p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-88-02-0200-00011-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The objectives of this research project were achieved by the use of three basic forms of descriptive epidemiological analysis, i.e., time, space, and people, each with specific characteristics and findings. One point to be highlighted is that this study was produced based only on data made available by SIM, DATASUS<sup>1</sup>, and IBGE<sup>9</sup>, which, according to Lotufo<sup>13</sup>, are sufficient to carry out wide-ranging epidemiological and health planning studies.</p>
      <p>The decrease in cardiovascular mortality coefficients identified in this study for the 1980 to 2002 period coincides with the findings obtained by Lotufo and Lolio<sup>14</sup> for the State of S&#227;o Paulo, which analyzed the secular trend of CMCs from 1970 to 1992, and identified decreases in the mortality rates amounting to 33.6% among men, and 40.0% among women and raised &#150; as an explanatory hypothesis &#150; the increased consumption of polyunsaturated fats, decreased consumption of cholesterol, and decreased prevalence of the smoking habit. A study carried out by the Health Ministry<sup>3</sup> evaluating the tendency of cardiovascular mortality coefficients from 1980 to 2001 identified a decrease in most regions for both sexes and age brackets. </p>
      <p>When analyzing the health and mortality profiles in Brazil, Sim&#245;es<sup>15</sup> found that the number of years of lost life associated to cardiovascular disease has diminished and that this fact has reflected on an increase in life expectancy for Brazilians even though the greater part of that increase is due to the drop in infant mortality. The author points out that although cardiovascular diseases rank first among causes of death in the 60 or older age bracket, they are declining due to the relative improvement in socioeconomic conditions and the advance of new medical technology procedures, especially in the more highly developed areas of the country.</p>
      <p>The proportional cardiovascular mortality in S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto was quite close to the values obtained in 2002 for Brazil (31.5%), for the southeast region (32.4%), and for the State of S&#227;o Paulo (31.9%), taking into account only the defined causes<sup>2</sup>. The higher levels of the mortality coefficient for men as compared to women, and its increase as of 50 years of age for both sexes for this group of diseases in the municipality coincide with the behavior of these indicators for the country as a whole<sup>3</sup>. Finding cerebrovascular disease and acute myocardial infarction among the main causes of death in the group of cardiovascular diseases in the municipality coincides with results for the country and for the southeast region<sup>1</sup>. </p>
      <p>The finding of a higher cardiovascular mortality coefficient in the area with the lowest socioeconomic levels can be assessed from two different angles: that of individual risk and that of environmental risk. The fact that these socioeconomic levels were established based mainly on income and schooling seems to indicate that they are individual cardiovascular mortality risk factors. On the other hand, the environmental risk factor of living in an area that features less health and education infrastructure must also be taken into consideration. </p>
      <p>An Indian study detected a similar association: cardiovascular diseases were found to be associated with social conditions and their prevalence seemed to be strongly related to the society&#146;s social and cultural conditions<sup>16</sup>. A study carried out in Botucatu in the State of S&#227;o Paulo concluded that socioeconomic indicators should be considered in the selection of risk groups for participation in prevention programs aimed to reduce mortality due to cardiovascular diseases<sup>17</sup>.</p>
      <p>Silva<sup>18</sup> points to the tendency toward higher rates of illness and mortality from potentially preventable diseases in the population characterized by low income and scant schooling &#150; therefore with less access to the benefits of prevention and treatment. This tendency is confirmed by studies carried out by the World Health Organization that have shown that developing countries &#150; places featuring the worst socioeconomic levels &#150; concentrate a large portion of the burden of cardiovascular diseases<sup>19</sup>.</p>
      <p>Some studies carried out in Brazil have investigated this issue and seemed to confirm the above-mentioned hypothesis. A survey carried out in Salvador (State of Bahia) showed a large proportion of multiple cardiovascular risk factors and that these factors occur more frequently among those with scant schooling, and among the African-Brazilian population<sup>20</sup>. A survey carried out in Bambu&#237; (State of Minas Gerais) found association between less than four years of schooling and a worse cardiovascular risk profile in adults<sup>21</sup>. Molina et al<sup>22</sup> showed, in Vit&#243;ria (State of Espirito Santo), that the consumption of salt was greater among individuals of lower socioeconomic levels and that this fact may explain, at least in part, the greater prevalence of arterial hypertension in these populations. </p>
      <p>Based on the results of this study and of the others mentioned above, it is reasonable to declare that the less privileged population must also present a greater prevalence of risk factors already established and considered changeable (dyslipidemia, arterial hypertension, diabetes mellitus, smoking, obesity, sedentariness, and stress), since the unchangeable factors have shown no correlation with individuals&#146; social or economic situation. </p>
      <p>This study is based on secondary data and therefore has limitations stemming from problems related to the filling out of death certificates. The main problems relate to the basic cause of death: poorly defined causes or incorrect reporting. Examples of this include the need to calculate proportional mortalities taking into account only the cause defined and the fact that DATASUS lists hypertensive disease among the cardiovascular diseases, but hypertensive disease includes essential arterial hypertension, hypertensive heart disease, hypertensive renal disease, and secondary hypertension<sup>1</sup>. </p>
      <p>It is important to note the fact that arterial hypertension appears in DATASUS as a cause of cardiovascular death, contrary to what is seen in medical literature where it is described as a cardiovascular risk factor, be it in the form of ischemic disease, heart failure, or cerebrovascular disease<sup>23,24</sup>. The manner in which death certificates have been filled out or how the causes of death have been grouped in DATASUS may be inappropriate, a fact that may lead to prejudice of the statistical analysis of cardiovascular deaths.</p>
      <p>To finalize, this study for the municipality of S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto showed that the cardiovascular mortality coefficient has decreased over time, presents high levels in the over-50 age bracket, and is greater for those living in areas featuring the worst socioeconomic levels. Although the first conclusion can be considered good news, the second implies that health policies aimed specifically at these diseases should be implemented in this age group as a means of continuously increasing their life expectancy and improving their quality of life<sup>15</sup>. The last conclusion shows the potential of geoprocessing as an important tool for epidemiological analysis. Thus, the planning of specific actions for the control of cardiovascular diseases cannot be idealized for the whole of the municipality seen as an indivisible unit. On the contrary, the areas of highest risk &#150; coincidentally those featuring the worst socioeconomic levels &#150; must be prioritized.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>Our heartfelt thanks to Giovana Signorini for the data geo-referencing and to F&#225;tima Grisi Kuyumjian for her help with the data banks.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing Address:</bold>
          </label>
          <p> Francisco Chiaravalloti Neto</p>
          <p> Rua Benjamin Constant, 3741/77</p>
          <p> 15015-600 - S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="fcneto@famerp.br">fcneto@famerp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Manuscript received January 27, 2006; revised manuscript received March 25, 2006; accepted May 9, 2006.</p>
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